UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ ROSE MARINA MAESTRELLI LUGARINI O IMPACTO AMBIENTAL E SOCIOECONÔMICO DO PLANTIO DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS

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1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ ROSE MARINA MAESTRELLI LUGARINI O IMPACTO AMBIENTAL E SOCIOECONÔMICO DO PLANTIO DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS CURITIBA 2014

2 ROSE MARINA MAESTRELLI LUGARINI O IMPACTO AMBIENTAL E SOCIOECONÔMICO DO PLANTIO DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS Projeto de Pesquisa apresentado ao curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná como requisito parcial para obtenção do TÍTULO DE BACHAREL EM DIREITO. Orientadora: Profª. Helena Rocha de Souza. CURITIBA 2014

3 TERMO DE APROVAÇÃO ROSE MARINA MAESTRELLI LUGARINI O IMPACTO AMBIENTAL E SOCIOECONÔMICO DO PLANTIO DOS PRODUTOS TRANSGÊNICOS Esta monografia foi julgada e aprovada para obtenção do título de Bacharel no Curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná Curitiba, de de Prof. Eduardo de Oliveira Leite Coordenação do Núcleo de Monografia Universidade Tuiuti do Paraná Orientadora: Profª.: Helena Rocha de Souza Universidade Tuiuti do Paraná Curso de Direito Supervisor: Prof. Universidade Tuiuti do Paraná Curso de Direito Supervisor: Prof. Universidade Tuiuti do Paraná Curso de Direito

4 AGRADECIMENTOS A Deus que está sempre iluminando meu caminho. A minha orientadora, Professora Helena Rocha de Souza, pelo apoio e oportunidade. À banca de qualificação, pelo tempo despendido. A minha família, especialmente ao Gustavo Turra Junior, pelo apoio e carinho constantes. Às queridas amigas, que acompanharam e contribuíram de alguma forma para realização desta monografia.

5 DEDICATÓRIA Dedico a todos que torceram por mim e acompanharam com paciência e devoção os momentos mais difíceis desta caminhada. Ao meu amado neto Arthur Lugarini Israel, minha inspiração, e aos que estão por vir, meu anseio.

6 Como homens, somos limitados, não somos deuses, podemos errar em nossas atitudes, portanto, faz-se necessário estudar os impactos das decisões na atualidade para não prejudicar o futuro. Cândido Alfredo Silva Leal Junior

7 RESUMO O estudo traz a polêmica dos produtos transgênicos e quais os impactos ao meio ambiente, à sustentabilidade ambiental e os riscos para a saúde humana. Apresenta a forma de proteção do meio ambiente como direito fundamental humano e o seu respectivo progresso internacional e nacional. Ainda demostra como o poder legislativo e o direito enfrentam esta nova dimensão de desafios. Aborda o funcionamento dos órgãos governamentais, os quais são responsáveis pela liberação das pesquisas, manejos e plantio dos produtos transgênicos e ainda de que forma ocorre a fiscalização e o monitoramento no pós-liberação destes produtos. Conta com pesquisas no âmbito mundial sobre os impactos dos produtos transgênicos no meio ambiente, na saúde humana e na biodiversidade. Demonstra como a agricultura se transformou em um agronegócio e de que forma o domínio das transnacionais na agricultura afetam o método de cultivo dos pequenos agricultores, agricultoras, povos e comunidades. Utilizaremos obras de Ilustres autores, José Afonso Silva, Paulo de Bessa Antunes, Paulo Affonso Leme Machado. Palavras chave: Meio ambiente. Produtos transgênicos. Impacto.

8 ABREVIATURAS ADN ARN CTNbio CDB CNUMAD DNA EIA FAO ISO RIMA OEA OGM OMS PNMA SISNAMA Ácido desoxirridonucleico Ácido ribonucleico Comissão Técnica Nacional de Biossegurança Convenção sobre Diversidade Biológica Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Deoxyribonucleic acid Estudo dos Impactos Ambientais Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação Organização Internacional de Normalização Relatório de Impacto Ambiental Organização dos Estados Americanos Organismos Geneticamente Modificados Organização Mundial da Saúde Política Nacional do Meio Ambiente Sistema Nacional do Meio Ambiente

9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O DIREITO AO MEIO AMBIENTE MEIO AMBIENTE COMO DIREITO FUNDAMENTAL HUMANO Declaração Universal dos Direitos Humanos e Tratados de Direitos Humanos Conferências Internacionais A BIOSSEGURANÇA COMO ELEMENTO DA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Convenção sobre Diversidade Biológica e Protocolo de Cartagena ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS SITUAÇÃO ATUAL DOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS NO MUNDO LEI DA BIOSSEGURANÇA E O NOVO PROJETO DE LEI Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) BIOSSEGURANÇA E TRANSGÊNICOS BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL Segurança Alimentar Gestão de Riscos Transparência e Participação Monitoramento Os Desafios na Detecção de Produtos Transgênicos na Alimentação CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 51

10 9 1 INTRODUÇÃO O objetivo deste trabalho é trazer ao mundo acadêmico um assunto polêmico que se arrasta há mais de 20 anos, o plantio dos produtos geneticamente modificados mais conhecidos como produtos transgênicos. A polêmica instaurada permanece diante da falta de segurança que a biotecnologia proporciona, pois não há congruência entre os pesquisadores, uns defendem a biotecnologia e outros são contra, assim ronda o temor na sociedade quanto aos efeitos a médio e longo prazo no meio ambiente, na saúde humana e na sustentabilidade ambiental. Partindo deste dilema os pontos analisados no presente estudo são a correlação dos direitos humanos com a tutela do meio ambiente, a necessidade da preservação do meio ambiente de forma genérica, preservando a diversidade biológica e todo ecossistema, visando alcançar o meio ambiente equilibrado e sadio para presentes e as futuras gerações. Será avaliado no estudo o funcionamento dos órgãos governamentais na liberação dos produtos transgênicos para plantio e alimentação, a fiscalização e o monitoramento das atividades que envolvem os eventos transgênicos e o conflito aparente de normas no ordenamento jurídico. Por fim será estudado como a biotecnologia ingressou na agricultura nacional e os reflexos da extensão no plantio atingindo consequentemente a tecnologia tradicional, desestruturando e desestabilizando a sustentabilidade ambiental e dos agricultores, agricultoras, povos e comunidades, guardiões da sua própria tecnologia.

11 10 2 O DIREITO AO MEIO AMBIENTE A Revolução Industrial do Século XVIII foi precursora da crise ambiental a qual vivemos, sua expansão obrigou aberturas de novas rotas em busca de comunicação com o resto do mundo, consequentemente o desmatamento e a intensa degradação dos recursos naturais (BIANCHI, 2002, p. 29). A tomada de consciência de que alterações impactantes no meio ambiente provocam fenômenos naturais desastrosos gerou preocupação, o alerta vem de onde se originou a maior degradação ambiental, da Europa (BELLEN, 2013, p. 17). Diante disto o meio ambiente começou a ser observado e com destaque o grande marco para a marcha da proteção do meio ambiente é a Conferência de Estocolmo, na Suécia, em 1972, onde nasce o consenso internacional da preservação do meio ambiente (SÁNCHES, 2013, p. 56). Contudo, a dificuldade é alcançar a conscientização dos efeitos das atividades nocivas ao meio ambiente, é necessário que a sociedade compreenda e entenda que a proteção ao meio ambiente está relacionada com a vida, o homem não pode afastar-se das lições que deveriam lhes servir de ensinamento de como respeitar o meio ambiente. A Conferência de Estocolmo não alcançou os resultados esperados, a efetividade da proteção ao meio ambiente ocorreu somente nos países onde as constituições foram supervenientes. Mediante o desafio paradigmático da proteção do meio ambiente a Organização das Nações Unidas convoca os países para mais uma conferência em busca de maior efetividade, isto se justifica pela necessidade vital que o meio ambiente tem para o homem e para o planeta. Atendendo a esta convocação, aconteceu no Rio de Janeiro em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (SILVA, 2002, pg. 129). No Brasil, o meio ambiente era visto como infraestrutura para o crescimento econômico as leis eram esparsas e com pouca eficácia, porém, a Constituição Federal de 1988 eleva o meio ambiente como direito fundamental de todos. O legislador foi extremamente minucioso com o capítulo do meio ambiente na Constituição Federal, para sua melhor compreensão se faz necessário um estudo interdisciplinar sobre o referido (ANTUNES, 2012, p. 68).

12 11 Reichardt: Antunes (2012, p. 68 e 69) apresenta alguns conceitos, para Robert Para José Lutzemberg: Definimos o ambiente de uma dada população de seres humanos como o sistema de constantes espaciais e temporais de estruturas não-humanas, que influencia os processos biológicos, e o comportamento dessa população. No ambiente compreendemos os processos sociais diretamente ligados a essas estruturas, como sejam o trajeto regular dos suburbanos, ou o desvio comportamental em correlação direta com a densidade da população ou com as condições habitacionais. Excluímos, no entanto, os processos que se desenvolvem principalmente no exterior do sistema social. É evidente que tal distinção, em certa medida, é arbitrária, pois num sistema social cada elemento se acha vinculado a todos os outros (apud ROBERT REICHARDT). A evolução orgânica é um processo sinfônico. As espécies, todas as espécies, e o Homem não é uma exceção, evoluíram e estão destinados a continuar evoluindo conjuntamente e de maneira orquestrada. Nenhuma espécie tem sentido por si só, isoladamente. Todas as espécies, dominantes ou humildes, espetaculares ou apenas visíveis, quer nos sejam simpáticas ou as consideremos desprezíveis, quer se nos afigurem como úteis ou mesmo nocivas, todas são peças de uma grande unidade funcional. A natureza não é um aglomerado arbitrário de fatos isolados, arbitrariamente alteráveis ou dispensáveis. Tudo está relacionado com tudo. Assim como numa sinfonia os instrumentos individuais só tem sentido como partes do todo, é função do perfeito e disciplinado comportamento de cada uma das partes integrantes da maravilhosa sinfonia da evolução orgânica, onde cada instrumento, por pequeno, fraco ou insignificante que possa parecer, é essencial e indispensável (apud JOSÉ LUTZEMBERG). Sánches (2013, p. 22) define: não vislumbra a sua conservação intacta, as interações devem buscar gestões ambientais adequadas, salutares e benéficas para os dois polos, a natureza e o desenvolvimento. E complementa que seja pela complexidade ou pelo fator histórico em muitos países cabe ao magistrado interpretar, e muitas definições legais se mostram incompletas (SÁNCHES, 2013, p. 20 e 22). A Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) define: o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (BRASIL, 2010, p. 384). Para Antunes (2012, p. 70) o conceito legal merece crítica, pois não menciona a problemática em sua totalidade que é o aspecto humano e social, refere-se tão somente ao aspecto biológico. Na elaboração da Lei 6.938/81 a qual instituiu a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) a tutela não era de forma autônoma,

13 12 vinculava o meio ambiente sempre a uma proteção específica, mas foi sem dúvida, com a edição desta lei e o poder de polícia a ela conferido que o meio ambiente começou a ser preservado no Brasil, porém o que elevou o meio ambiente como direito fundamental do homem e tutela autônoma foi a Constituição Federal de 1988 que dispõe sobre o meio ambiente e modifica conceito da PNMA. Aparece como direito de todos e uso comum do povo, impondo ao Poder Público e a comunidade o dever de preservar e recuperar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras. Na visão de José Afonso Silva, (2009, p. 19) o legislador utiliza o termo meio ambiente com redundância, o que é apropriado, e define o meio ambiente: interação de conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. Para Machado (2012, p. 59) a preferência é pelo termo ambiente, pois a expressão meio ambiente é um pleonasmo as palavras são sinônimas, porque meio é precisamente aquilo que envolve, ou seja, o ambiente. Elege para a disciplina Direito Ambiental abarca o que se pretende proteger e normatizar (MACHADO, 2012, p. 60). 2.1 MEIO AMBIENTE COMO DIREITO FUNDAMENTAL HUMANO A história da humanidade remete a um passado de práticas contra os direitos do homem e do meio ambiente, os direitos humanos devem ser reconhecidos como um conjunto de direitos, abarcando proteção em todos os sentidos, com o fim de estabelecer a dignidade do ser humano e o direito à vida (TRINDADE, 1993, p. 23 e 24). A preservação do meio ambiente é o novo paradigma da qualidade de vida do homem, como direito fundamental, afirmados em conferências e declarações internacionais e devem observar três fatores segundo a classificação da Organização das Nações Unidas (ONU): saúde, educação e produto interno bruto (PIB) (MACHADO, 2012, p.70). Esta ótica da proteção do meio ambiente tem por objeto mensurar se a água, o solo, o ar, a fauna, a flora, aliás, todos os elementos necessários para subsistência humana, tem qualidade e podem ser utilizados de forma sadia a não comprometer a saúde humana da presente e futuras gerações.

14 13 O Protocolo Adicional à Convenção Americana de Direitos Humanos na inteligência do artigo 11, declara que: Toda pessoa tem direito de viver em meio ambiente sadio e a dispor dos serviços públicos básicos e os Estados Partes promoverão a proteção, preservação e o melhoramento do meio ambiente (MACHADO, 2012, p. 70). Também é afirmado na primeira Conferência Europeia sobre o Meio Ambiente e os Direitos Humanos, em Estrasburgo 1979, o meio ambiente e a paz são corolários do direito supremo à vida e que a humanidade põe em risco a própria existência, devido à frequência de guerras e riscos ambientais (TRINDADE, 1993, p. 75 e 76). Em 1993, um estudo realizado para a Comissão Jurídica Interamericana (CJI) da Organização dos Estados Americanos (OEA) prévio a Reunião Regional da América Latina e do Caribe sobre Direitos Humanos, em San José de Costa Rica, preparatória a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, em Viena junho de 1993, revelou que no sistema interamericano os problemas são: A pobreza urbana extrema e os assentamentos humanos, a melhoria da qualidade de vida da população, e o fortalecimento do processo e das instituições democráticas e o direito de participação, a construção de uma sociedade mais solidária e com distribuição mais equitativa de renda, a realização e certos direitos básicos como os direitos à alimentação, à moradia, à saúde e à educação (TRINDADE, 1993, p.36 e 37). O estudo buscou relacionar os direitos humanos, com o meio ambiente e o desenvolvimento humano (TRINDADE, 1993, p. 37). No Brasil a Constituição Federal de 1988, reconhece o direito ao meio ambiente como direito fundamental humano e destinou um capítulo para a proteção ambiental, o artigo 225 é a pedra angular desta preocupação (ANTUNES, 2009, p. 66). Este entendimento está consolidado pelo Superior Tribunal Federal e a Corte Constitucional que se pronuncia dizendo que qualquer intenção de proteção ao meio ambiente deve observar os direitos e garantias individuais. A proteção do meio ambiente é reconhecida como uma evolução dos direitos humanos (ANTUNES, 2012, p. 72). Os direitos e garantias constitucionais são fundamentais para assegurar os direitos individuais, políticos, econômicos, sociais, culturais, de solidariedade e

15 14 fraternidade e engloba o direito ao meio ambiente equilibrado, saudável e a qualidade de vida. Devido à revolução biotecnológica surge uma nova dimensão de direitos e garantias a qual, se enquadra a normatização dos efeitos da biotecnologia que refletem a preocupação geral da sociedade (LOUREIRO, 2009, p. 74). Assim se refere Iacomini (2009, p. 73) nada pode se sobrepor aos direitos humanos, que são para proteger a qualidade de vida do homem a forma de vida e a sua dignidade Declaração Universal dos Direitos Humanos e Tratados de Direitos Humanos A caminhada para o reconhecimento dos direitos universais humanos no planeta foi longa e árdua. Na Antiguidade a proteção era ínfima, surge o Cristianismo, BRASIL, (1997, p. 9) apregoava que: todos os homens são filhos de Deus, sem distinção de raça, cor ou qualquer discriminação, reconhecendo aos homens a igualdade. No entanto, a percepção da necessidade de dar efetividade aos direitos fundamentais do homem ocorreu no século XVIII por intermédio dos pensadores que amadureceram a ideia da proteção ao homem, por meio de normas e instituições, restringindo ou reprimindo tratamentos desumanos e degradantes. Os franceses na luta pela liberdade, fraternidade e igualdade, elaboraram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 1789, em vigor na França até hoje. Contudo, o que efetivamente declarou em legislação os direitos do homem foi a Declaração Universal dos Direitos do Homem, em 1948, proclamada pela Resolução da Organização das Nações Unidas e assinada pelo Brasil (BRASIL, 1997, p. 10). Esta declaração atinge todos os povos e todas as nações, impondo medidas de caráter nacional e internacional com o objetivo de atingir progressivamente o devido respeito aos direitos humanos, BRASIL, (1997, p. 131) os quais são: educação, lazer, segurança social, trabalho digno, segurança alimentar para si e para sua família, saúde e bem estar, entre outros. Após 18 anos a Declaração Universal de 1948 adotou dois pactos, o das Nações Unidas de Direitos Civis e Políticos e o de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966, que completou a proteção dos direitos humanos. Tratados e convenções sobre os direitos humanos emergem em um sistema abrangente

16 15 globalizado e de múltiplas proteções e aplicação nos casos de violação aos direitos humanos (TRINDADE, 1993, p. 39 e 40). A Assembleia Geral das Nações Unidas na Resolução 37/189A e, a Comissão de Direitos Humanos nas Resoluções 1982/7, de 1982, /43, de 1983, afirmam que o direito à vida não se restringe somente aos indivíduos e sim para todos os povos e enquadra as classes menos favorecida e os vulneráveis, tendo em vista que todos têm direitos civis e políticos, assim como dos direitos econômicos, sociais e culturais (TRINDADE, 1993, p. 74 e 75). Os problemas nacionais se tornam internacionais, assim os tratados internacionais são considerados fonte de obrigação aos países signatários. No Brasil os tratados depois de assinados e ratificados tem força constitucional, assumem natureza de norma constitucional (LOUREIRO, 2009, p. 81). Os Estados devem buscar diretrizes para proteção do direito supremo à vida, contra as arbitrariedades ao meio ambiente e a paz (TRINDADE, 1993, p. 75) Conferências Internacionais Inspirados pelos desafios do crescimento demográfico desordenado e o desenvolvimento econômico exacerbado, as conferências internacionais surgem como marco para instituir mecanismos de proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, que efetivamente iniciou com a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, ou Conferência de Estocolmo de Declarações e documentos importantes foram assinados instituindo princípios e diretrizes para a proteção ambiental os quais tratam da preservação ambiental e os direitos do homem, a questão se torna transnacional, o foco desta conferência são os países em desenvolvimento, pois os países desenvolvidos aniquilaram o meio ambiente e se os países em desenvolvimento não receberem políticas de apoio, farão o mesmo e o planeta não será mais habitável. Fica convencionado a transferência de recursos financeiros e desenvolvimento tecnológico aos países em desenvolvimento, pelos países desenvolvidos, a imposição da implantação de políticas públicas visando desenvolvimento rápido respeitando os direitos humanos fundamentais, o

17 16 desenvolvimento passa a ser vinculado à proteção ambiental (MACHADO, 2012, p. 76). Em outubro de 1982, a Organizações das Nações Unidas, declara na Resolução nº 37-7: Toda forma de vida é única e merece ser respeitada, qualquer que seja a sua utilidade para o homem, e, com a finalidade de reconhecer aos outros organismos vivos este direito, o homem deve se guiar por um código moral de ação (ANTUNES, 2012, p. 19). Em 1983 foi criada a Comissão sobre o meio ambiente e o desenvolvimento, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente desta comissão é Gro Harlen Bruntdtland, que deu origem ao nome Relatório Bruntdtland, o preâmbulo do relatório inicia com a frase: uma terra, um mundo, e três partes: preocupações comuns, problemas comuns e esforços comuns (MACHADO, 2012, p.78). Tudo isto remete a questão da necessidade de desenvolvimento de cada povo, respeitando os limites ecológicos, para que recursos naturais fronteiriços não sejam atingidos, o foco é a cooperação entre os Estados (MACHADO, 2012, p.78). Em 1992, aconteceu a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente no Rio de Janeiro, chamada ECO/92, o centro das preocupações são homem e o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável é a uma das metas na esperança de banir a pobreza nos países em desenvolvimento, são 27 princípios acordados na convenção, enfatizou que é imprescindível a cooperação de todos os Estados e povos para alcançar as metas, entre outros menciona o direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia com a natureza (MACHADO, 2012, p. 78). Nesta conferência mais documentos foram produzidos e se tornaram fundamentais para o desenvolvimento sustentável, são: A Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento; uma declaração de princípios sobre as florestas; a Carta da Terra; a Agenda 21 e três convenções internacionais: diversidade biológica; mudança do clima e; combate a desertificação (SILVA, p.1). A Agenda 21 prevê ações visando o desenvolvimento sustentável em todas as comunidades, foi criada a Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CSD) - Commission on Sustainable Development, cuja finalidade é o monitoramento destas ações (BELLEN, 2013, p. 52). Em 2012, os países engajados na batalha do desenvolvimento sustentável e proteção do meio ambiente se reuniram novamente no Rio de Janeiro, os objetivos

18 17 desta conferência são diferentes, buscaram renovar o compromisso político dos Estados com o desenvolvimento sustentável assumidos na Conferência de Estocolmo e ECO/92, conhecida com RIO + 20 ou Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS). Todavia, os países desenvolvidos não conseguiram se livrar da crise econômico-financeira, desta forma não houve a formação de um fundo internacional da promoção do desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento, mas renovaram os compromissos e sustentaram que a economia verde continua sendo um dos objetivos para o alcance do desenvolvimento sustentável (SILVA, p. 2 e 3). 2.2 A BIOSSEGURANÇA COMO ELEMENTO DA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE A Constituição Federal prioriza a preservação do patrimônio genético no País, o artigo 225 1º, impõe ao Poder Público, os seguintes deveres: I.Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e promover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; II.Preservar a diversidade biológica, e a integridade do patrimônio genético, do País, e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético (BRASIL, 2010, p. 71). Percebe-se que o princípio da prevenção não está explicito na Carta Magna, todavia nos incisos V e VII do artigo 225 aprece implicitamente, quando impõe a prevenção do risco ao meio ambiente e o controle de atividades com emprego de técnicas, métodos e substâncias que coloquem em risco a vida a qualidade de vida e o meio ambiente, a proteção da fauna e da flora. Veda as atividades que coloque em risco a função ecológica provocando a extinção das espécies (MACHADO, 2012, p. 165 e 166). Segundo Machado (2012, p. 165): a Constituição incorpora a metodologia das medidas liminares, indicando o periculum in mora, como um dos critérios para antecipar a ação administrativa eficiente para proteger o homem e a biota. O patrimônio genético deve ser protegido em sua integralidade, para Machado qualquer atividade que coloque em risco uma espécie ou ecossistema no País parece ser inconstitucional, eis que são fonte da diversidade genética e a Constituição Federal prioriza sua preservação e restauração (MACHADO, 2012, p. 164).

19 18 Antunes (2012 p. 48) leciona sobre o princípio da prevenção: É princípio próximo da precaução, embora com ele não se confunda, aplicase a impactos ambientais já conhecidos e dos quais se possa com segurança, estabelecer um conjunto de nexos de causalidade que seja suficiente para identificação dos impactos futuros e prováveis, mas que vão diagnosticar os impactos futuros. Porém, não basta prevenir, o Protocolo de Cartagena incorpora o princípio da precaução declarado no Princípio 15 da Declaração Sobre o Meio Ambiente, Rio /92 e está cristalizado na Lei de Biossegurança /05, na redação do artigo 1º, que enfatiza a observância do princípio da precaução para proteção do meio ambiente (BRASIL, 2010, p. 684). Ressalta-se o princípio da precaução (SILVA, 2002, p. 331): O princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos Estados de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaças de danos sérios ou irreversíveis, ao meio ambiente, a ausência de plena certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental. A exigência é que os riscos sejam analisados previamente para contemplar a segurança no manejo dos produtos transgênicos. Ressalta-se que a exigência dos estudos prévios surgiu com a Resolução Conama 1/86 (BRASIL, 2010, p. 394). Who (2012) afirma que desde 2003 a biossegurança é regulada em vários países, a Codex Alimentarius Commmission, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), adotou uma série de princípios para a análise de riscos (GRANGE, et al. 2013, p. 87 apud WHO, 2012) Convenção sobre Diversidade Biológica e Protocolo de Cartagena A Convenção sobre a Diversidade biológica (CDB) foi realizada no Rio de Janeiro em 1992, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a convenção é chamada de Conferência das Partes, o Preâmbulo inicia com abordagem da consciência dos participantes, passando para reafirmação de responsabilidades e reconhecimento das necessidades essenciais para a conservação e proteção da biodiversidade. Conscientes do valor intrínseco da diversidade biológica e os valores ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e

20 19 estético da diversidade biológica e de seus componentes (MIISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2006, p. 7). A conservação da diversidade biológica é uma preocupação da humanidade visando à manutenção dos sistemas da biosfera e da vida, reafirma a soberania estatal sobre seus próprios recursos naturais e os responsabiliza pela conservação de sua diversidade biológica e pela utilização de recursos biológicos. Impõe aos estados desenvolver capacitação científica, técnica e institucional com o objetivo de se ter o conhecimento necessário para planificação adequada nas medidas a serem instituídas, buscando a certeza científica de que não haja redução e nem perda da diversidade biológica na utilização dos recursos naturais, ou ainda qualquer atividade que venha afetá-la, prever, prevenir e combater não postergar qualquer medida referente sua conservação (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2006, p. 7). Para que se conserve a diversidade biológica é necessário observar a conservação in situ, dentro de seus habitats naturais, e medidas para a conservação ex situ, fora de seu habitat natural, preferivelmente no país de origem. Reconhecer a dependência de recursos biológicos de comunidades locais de populações indígenas que vivem de forma tradicional, buscar os conhecimentos tradicionais e repartir os benefícios de inovações e práticas de conservação da diversidade biológica tradicional, incluindo a mulher na participação das políticas de conservação e na utilização sustentável. Destacar a importância da cooperação internacional, regional e mundial, entre os Estados e as organizações intergovernamentais e não governamentais, reconhecendo a necessidade de aportes financeiros aos países em desenvolvimentos para ter condições e acesso adequado a novas tecnologias para enfrentar a perda de diversidade biológica, e ainda que o desenvolvimento econômico e social e a erradicação da pobreza sejam prioridades dos países em desenvolvimento (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2006, p.8). Considerar que a conservação e a utilização sustentável da diversidade biológica desempenham papel importantíssimo para a subsistência humana e devem atender as necessidades de alimentação, da saúde e de qualquer outra natureza (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2006, p. 9).

21 20 O Ministério do Meio Ambiente conceitua a diversidade biológica: Significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte, compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies de ecossistemas (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2006, p.10). Após a Convenção sobre Diversidade Biológica é instituído o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança que é o marco internacional legal para proteção do meio ambiente e da saúde humana. Os protocolos são desenvolvidos por organizações internacionais: Organizações internacionais estão envolvidas na criação de protocolos. A comissão Codex Alimentarius é uma organização conjunta da FAO/OMS, responsável, pela compilação de padrões, códigos de práticas, orientações e recomendações que constituem o Codex Alimentarius o código internacional de alimentos (FLORIANO, p. única). O Protocolo de Cartagena impõe a avaliação de riscos para proteção da diversidade ambiental que devem seguir padrão internacional quando houver pedido de liberação de pesquisas ou atividades que envolvam os produtos transgênicos. Os princípios gerais do protocolo são: da transparência e certeza científica sobre efeitos adversos no meio ambiente, na saúde humana, a avaliação de riscos devem ser analisados caso a caso (FLORIANO, p. única).

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