GLOBALIZAÇÃO, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. PALAVRAS-CHAVES: Globalização; Meio ambiente; Desenvolvimento sustentável.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GLOBALIZAÇÃO, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. PALAVRAS-CHAVES: Globalização; Meio ambiente; Desenvolvimento sustentável."

Transcrição

1 1 GLOBALIZAÇÃO, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Sharon Cristine Ferreira de Souza (Mestrado em Direito Negocial da UEL) PALAVRAS-CHAVES: Globalização; Meio ambiente; Desenvolvimento sustentável. INTRODUÇÃO Não se pode negar o vulto que os problemas ambientais tomaram desde o início do século passado. Com as conseqüências catastróficas em termos climáticos, em seus reflexos quanto à diminuição da biodiversidade natural e na própria destruição de habitats e ecossistemas inteiros, muitos cientistas e estudiosos se propuseram a tentar encontrar soluções viáveis. Nesta esteira, não há que se olvidar da existência da questão do crescimento econômico e do afã de desenvolvimento, principalmente no que concerne aos países antes ditos de terceiro mundo, mas há uma série de possibilidades que primam pela harmonia e equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico. Esta é a chamada concepção de desenvolvimento sustentável. Por essa razão, propõe-se um estudo a respeito da globalização, para tentar entender como começaram a surgir e a se discutir os problemas ligados à ecologia e ao crescimento econômico, juntamente com a análise de conceitos como o de sustentabilidade e algumas soluções a serem tomadas pelos Estados, tidos não somente de forma isolada, mas também enquanto membros de uma comunidade internacional. 1 GLOBALIZAÇÃO E PROBLEMAS AMBIENTAIS Após as guerras mundiais, seguindo-se as décadas até os anos 80, houve uma série de acontecimentos que deram um novo rumo ao cenário estabelecido pela estrutura do Estado de Bem Estar Social na Europa que fora planejado economicamente com o escopo de recuperar o continente depois das devastações econômica (capitalismo avassalador) e humana (atropelamento dos direitos individuais e sociais) vividas pós-conflitos mundiais. O fim da Guerra Fria, que polarizara o mundo em duas frentes ideológicas divergentes, a descolonização de muitos países dominados por nações européias e a já mencionada construção do Estado Social representaram profundas mudanças vividas em dimensões globais.

2 2 Assim, o capitalismo até então estatal, caracterizado como um sistema de mercado no qual o Estado avoca para si uma série de atribuições, com o escopo de intervir na economia e no social para evitar abusos do mercado e problemas sociais observados nas falhas da auto-regulação do mercado pela mão invisível, é substituído por ideais neoliberais, isto é, um capitalismo liberal preconizado pelos setores privados, dada a nova configuração da sociedade moderna (OLIVEIRA, p. 3). [...] a proclamada liberdade de mercados seja cada vez mais restrita a um número menor de empresas com a agravante de que as legislações e instituições vigentes se tornam completamente incapacitadas para controlar os agentes da economia global, a fim de que possa acontecer a democratização dos benefícios destes processos de transformação econômica (OLIVEIRA, p. 5-6). A globalização traz essa nova configuração à sociedade, transpondo os limites geográficos dos Estados, unificando suas economias, por assim dizer, uma vez que os mercados financeiros estão interligados numa rede global e o capital circula livremente, descompromissadamente e de maneira acelerada sem se importar com as políticas econômicas de qualquer Estado. Por isso, diz-se que hoje são antes os Estados que se acham incorporados aos mercados, e não a economia política às fronteiras estatais (HABERMAS, 1999, p. 3). Um capital que, na busca de possibilidades de investimento e ganhos especulativos, está por assim dizer isento do dever de presença nacional e vagabundeia à solta pode utilizar suas opções de retirada como uma ameaça, tão logo um governo preocupado com a amplitude da demanda, com padrões sociais ou garantias de emprego onere em demasia a posição nacional (HABERMAS, 1999, p. 6). Isso significa ao Estado não apenas a perda de autonomia e capacidade de ação, como também a exigência de um movimento de regionalização, uma junção, criação de acordos de cooperação e integração entre nações geograficamente vizinhas a fim de conseguir um maior poder de imposição e possibilidade de enfrentamento de certas dificuldades decorrentes do próprio processo de globalização. São problemas de repercussão global os relacionados ao meio ambiente, crime organizado, terrorismo, tráfico de drogas, armas e pessoas, epidemias etc. Como algumas respostas políticas a esse processo global, como forma de tentar solucionar os contratempos que se colocam frente à sociedade moderna nesta nova configuração dada pela globalização, surgem as teorias neoliberais pregando a necessidade de se esperar uma possível estabilização dessas novéis relações econômicas, políticas e sociais, mesmo às custas da igualdade e unidade social e outros princípios morais conquistados com o

3 3 sangue de lutas passadas; os protecionistas, que pensam simplesmente poder fechar os olhos à situação real posta e enclausurarem-se dentro dos limites do Estado-soberano, como se hodiernamente existisse possibilidades de um país ser auto-suficiente e completamente independente dos demais; e finalmente aqueles que aceitam o fenômeno da globalização e tentam encontrar meios de adequar-se à nova realidade propondo um capitalismo sem barreiras mundiais, mas que encontra certa atenuação nos limites estatais; e aqueles que entendem haver o mister da criação de uma política supranacional, com a criação de órgãos legitimados a resolver tais problemas que se mostram além do alcance do Estado nacional (HABERMAS, 1999, p. 7-11). Quando se trata da mundialização dos problemas ambientais, Instala-se uma celeuma, com a iminente necessidade de reduzir o impacto ambiental causado pela emissão de CO 2 e outros resíduos poluentes na atmosfera, causando aquecimento global, ameaça à biodiversidade e à própria sobrevivência da espécie humana 1. Como os problemas ambientais não possuem fronteiras e sendo que o fenômeno da globalização mostra-se um processo irreversível, a comunidade internacional desde 1970 vem se mobilizando no sentido de discutir e procurar soluções. A Organização das Nações Unidas (ONU) cria em 1972 o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) 2, demonstrando justamente essa tendência de organização supranacional para discussão de problemas globais, extremamente difíceis de serem realizados no âmbito isolado de apenas um Estado. Observa-se a preocupação com problemas ambientais crescente continuamente desde a década de 60, culminando num debate em 1990 entre diversos países sobre um processo de conscientização pública a respeito de tais problemas no meio ambiente 3. 1 Florestas, espécies, habitats e ecossistemas estão desaparecendo em taxas sem precedentes. A cada dia, os seres humanos extinguem entre três e 130 espécies, dependendo da estimativa adotada. A cada ano, florestas virgens com uma vez e meia o tamanho da Suíça são desmatadas para extração de madeira. Mangues estão desaparecendo, rios estão sendo forçados a correr em canais de concreto e a erosão está transformando encostas de montanhas em desertos. 2 Esse Sistema da ONU é responsável por catalisar a ação internacional e nacional para a proteção do meio ambiente no contexto do desenvolvimento sustentável. Seu mandato é prover liderança e encorajar parcerias no cuidado ao ambiente, inspirando, informando e capacitando nações e povos a aumentar sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações. (http://www.pnuma.org ) 3 Desenvolve-se em âmbito internacional uma dinâmica de proteção ambiental destacando-se nas últimas décadas a Conferência de Estocolmo em 1972; Convenção de Viena (1985), Protocolo de Montreal (1987) e a Emenda Londres (1990) para a proteção da Camada de Ozônio; Global Environment Facility (1991) financiamento para a proteção ambiental; Conferência Sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento no Rio de Janeiro (1992) RIO-92, versando sobre as mudanças climáticas e a proteção da biodiversidade; Agenda XXI (1992) desenvolvimento sustentável; Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU (1993); Conferência de Quioto de dezembro de 1997 discutindo a redução e limitação de emissões de gases de efeito-estufa para o período de Protocolo de Quioto entrou em vigor em novembro de 2004 quando a Rússia o ratificou, totalizando 141 países; Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável realizada em 2002 em Joanesburgo, onde se enfatizou o tema das fontes energéticas renováveis (COSTA, 2005, p ; VIOLA, 1996, p. 32).

4 4 O resultado dessas três décadas de preocupações com a degradação ambiental emerge e desenvolve-se em alguns itens, que nada mais demonstram do que a constituição de um movimento ambientalista global (VIOLA, 1996, p ): 1) ONG s e grupos em escala internacional com o escopo de lutar pela proteção do meio ambiente; 2) agências estatais encarregadas de proteger o meio ambiente; 3) instituições e grupos científicos pesquisando sobre problemas ambientais; 4) setores da administração preocupando-se com o meio ambiente e agindo de modo a diminuir o impacto de suas atividades no mesmo; 5) consumidor-cidadão preocupado com o meio ambiente e buscando produtos ecologicamente corretos ; 6) processo de produção passa por transformações a fim de tornar-se sustentável ( selos verdes e ISO 14000); 7) agências e tratados internacionais que equacionam e buscam trazer solução aos problemas mediante uma série de medidas. Cada vez mais, torna-se necessária a atuação desses organismos supraestatais, dos Estados de maneira integrada e, até mesmo da sociedade civil, na educação, conscientização e criação de mecanismos hábeis ao bem cumprir do afã de preservação ambiental, uma questão urgente que necessita de soluções imediatas. 2 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL De acordo com as Ciências Econômicas, a manutenção das estruturas do modo de produção capitalista é o que se entende como crescimento econômico, sinônimo de ótimo desenvolvimento da produção, principalmente mediante as inovações tecnológicas, do consumo, os quais impulsionam a produção, o lucro e os investimentos em produção futura mediante emprego do lucro como capital para reprodução (DERANI, 2001, p. 99). Todavia, apenas uma política direcionada ao crescimento econômico mostrou-se perniciosa em razão das externalidades negativas que as atividades do modo de produção capitalista geram, sobretudo nas searas ambiental e social. Poluição problema da absorção do lixo, dos resíduos e de rejeitos, esgotamento ou mau uso de fontes de energia, problemas infra-estruturais, desemprego e outros problemas sociais são apenas alguns exemplos.

5 5 A partir da análise desses problemas constrói-se o conceito de desenvolvimento econômico neste já incluso o sentido de sustentabilidade levando-se em conta não somente o crescimento econômico, mas também a melhoria e garantia de melhores e mais saudáveis padrões de vida à população (bem estar social), coordenada com um equilíbrio na distribuição de renda, posse de bens materiais e aumento da capacidade de consumo. Isso se reverteria em condições materiais ao bem-estar da sociedade (manutenção da sanidade física e psíquica dos indivíduos): acesso à alimentação sadia, qualidade da água que se consome, disponibilidade para o lazer, índice de salubridade do ambiente de trabalho etc (DERANI, 2001, p. 110). Esse processo de desenvolvimento econômico considera a chamada autosustentabilidade, definida como o processo de desenvolvimento que busca manter-se durante todo o itinerário e passagem do estágio de subdesenvolvimento até a chegada à nova condição de desenvolvimento (GRILLO, 2007, p. 75). Há várias formas de se alcançar o desenvolvimento econômico, tais como, intervenção direta no domínio econômico pela realização de atividade tipicamente privada; intervenção indireta por regulação conforme exposto acima ; fomento econômico etc. Armando Castelar Pinheiro (2004, p. 33) traz que alguns autores entendem que o desenvolvimento econômico, para ser alcançado, deve contar com a intervenção do Estado em muitos setores sociais e econômicos, mas especificamente com uma estratégia de investimentos em que o Governo se comprometa a criar uma agenda de desenvolvimento, cujas prioridades seriam a estabilidade macroeconômica; preços e incentivos corretos dentro dos parâmetros da livre concorrência e justiça social ; boas instituições estabilidade e funcionamento dos mercados; proteção aos direitos de propriedade; obediência ao princípio da legalidade; representatividade e estabilidade política e social; investimentos públicos em infra-estrutura básica e gastos sociais; equilíbrio e justiça social; seguridade; equilíbrio fiscal; estratégia de desenvolvimento bem definida e comprometimento da liderança política; e, finalmente, uma máquina pública bem preparada para implementar as diretrizes de tal estratégia de desenvolvimento. Nessa esteira, há ainda autores que mencionaram a necessidade de um ecodesenvolvimento 4, que seria uma teoria precedente e preparatória à adoção da idéia de desenvolvimento sustentável, sustentando como principais metas a satisfação das necessidades básicas da população; a solidariedade com as gerações futuras conseguida com 4 O primeiro a utilizar o conceito foi Maurice Strong, que implicava em alguns princípios básicos, formulados por Ignacy Sachs, para dar a direção ao desenvolvimento (BRÜSEKE, 1996, p. 106).

6 6 a preservação ambiental e a solidificação das estruturas sociais; participação ativa da sociedade civil; preservação dos recursos naturais e do meio ambiente de modo geral; a elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas ou seja, políticas públicas ligadas à infra-estrutura; e, finalmente, programas de educação. Estudando os problemas sócio-econômico-ambientais, a World Commission on Environment and Development, comissão ligada à ONU, desenvolveu um documento denominado Relatório de Brundtland, no qual se traz uma visão complexa das causas dos problemas sócio-econômicos e ecológicos da sociedade globalizada, diretamente interligada a diversos setores como tecnologia, política, economia e sociedade, trazendo o mister da adoção de uma postura ética e responsável tanto atualmente quando em relação a gerações futuras. Define o relatório como desenvolvimento sustentável, então, o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem arriscar que futuras gerações não possam satisfazer as necessidades delas (BRÜSEKE, 1996, p. 106), ou seja, seu conceito de desenvolvimento sustentável traz uma nova filosofia, embasada na eficiência econômica, prudência ecológica e justiça social (1996, p. 108). O relatório Brundtland aponta, para a satisfação de seus objetivos, uma série de medidas: limitação do crescimento populacional; garantia de alimentação a longo prazo; preservação da biodiversidade e dos ecossistemas; diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias que admitem o uso de fontes energéticas renováveis; aumento de produção industrial nos países não-industrializados na base de tecnologias ecologicamente adaptadas; controle da urbanização selvagem e integração entre campo e cidades menores; necessidades básicas devem se satisfeitas (BRÜSEKE, 1996, p. 107). De qualquer forma, plano internacional uma série de medidas devem ser tomadas por diversas instituições nesse nível: organizações do desenvolvimento devem adotar a estratégia do desenvolvimento sustentável; comunidade internacional deve proteger os ecossistemas supranacionais como a Antártida, os oceanos, o espaço; guerras devem ser banidas; ONU deve implantar um programa de desenvolvimento sustentável (BRÜSEKE, 1996, p. 107). Por trás desse tripé eficiência econômica, prudência ecológica e justiça social em que se apóia o conceito de desenvolvimento sustentável, existe, como se pode perceber, um catálogo de metas políticas, possível apenas quando a sociedade internacional age de maneira integrada e, particularmente no âmbito intra-estatal, os países, mediante

7 7 políticas econômicas, concretizam os objetivos de sustentabilidade estabelecidos internacionalmente. 3 POLÍTICAS ECONÔMICAS EM PROL DO MEIO AMBIENTE No período de 19 a 30 de Maio, ocorreu em Bona, Alemanha, a 9ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) sob o lema: One Nature One World Our Future 5, na qual representantes de 191 países e cerca de 250 organizações ambientais, de conservação e de ajuda para desenvolvimento discutiram temas ambientais e tentativas de fazer uma verdadeira revolução nos mecanismos de preservação. Como por meio do apelo à consciência e solidariedade às futuras gerações não parece surtir efeitos, intenta-se transformar em negócio altamente lucrativo a conservação de florestas, baleias e recifes de coral, os ambientalistas esperam colocar um fim à dramática onda de extinções. É objetivo que as instituições financeiras internacionais, empresas ou a comunidade internacional paguem pela preservação florestal, tal como ela se encontra hodiernamente (BETHGE, 2008, p. 01). Isso sem dúvida é uma teoria nova e ousada, que traz um novo paradigma ao movimento ambiental. Até então, os recursos da natureza são usados sem nenhuma contraprestação pecuniária correspondente. Os recursos naturais são responsáveis pela materialidade do trabalho e consumo, condição e mantenedor, respectivamente, do modo de produção capitalista. Este processo consiste na apropriação dos bens da natureza, ou seja, de bens do tipo públicos ou livres à medida que não recebem no mercado sua devida tradução em valores monetários bens cuja utilização não implicava custos e para os quais não se atribuíam preços, como recursos de propriedade comum ou de acesso aberto e mesmo assim são inseridos no processo produtivo (DERANI, 2001, p ). Noções românticas sobre natureza e meio ambiente de lado, governos, conservacionistas e cientistas estão apresentando novas questões, cujas respostas moldarão o futuro da humanidade: Quanto vale a Terra? O valor de sua diversidade pode ser calculado? Quanto a realização de um inventário do planeta valeria para nós? E finalmente, quem deve pagar a conta de décadas de má administração às custas da natureza? (BETHGE, 2008, p. 01) Atribuindo valores aos bens naturais, há um incentivo maior ao desenvolvimento sustentável, à medida que as empresas e demais instituições econômicas e 5

8 8 financeiras poderão constatar as vantagens de se produzir e crescer economicamente sem prejudicar o meio ambiente 6. " Proteger a diversidade é muito mais barato do que permitir sua destruição, disse o economista indiano Pavan Sukhdev, que Gabriel e Stavros Dimas, o comissário de meio ambiente da UE, convenceram a chefiar o estudo (BETHGE, 2008, p. 02). Não apenas a biodiversidade, mas também todos os esforços realizados a fim de preservá-la, poderia tornar-se um negócio bastante promissor no futuro, haja vista o exemplo imediatista do mercado de emissão de CO 7 2, solução paliativa encontrada para tentar reduzir o nível de emissão do gás na atmosfera. Quando ambientalistas e economistas falam em atribuir valor monetário aos mangues, baleias e florestas tropicais, por exemplo, isso se converte em benefícios não apenas aos empresários, que adentram nesse novo mercado econômico-ecológico, mas também evitam a destruição de ecossistemas inteiros e ainda contribuem para ajudar a salvar com o investimento dos recursos obtidos por meio da taxação ou monetarização dos bens naturais parte da natureza que se encontra prejudicada. Os cálculos de Sukhdev, a princípio ridicularizados, de lá para cá se tornaram a força motriz por trás da revolução da conservação. Os economistas agora realizam cálculos detalhados para refletir o que a diversidade faz pelas pessoas. As abelhas, por exemplo, valem entre US$ 2 bilhões e US$ 8 bilhões por ano, porque polinizam plantas agrícolas importantes em todo o mundo. Junco que cresce às margens dos rios também é considerado valioso. Ao longo da parte central do Rio Elba na Alemanha, por exemplo, eles são responsáveis por 7,7 milhões de euros de economia anual, porque filtram a água, eliminando assim a necessidade de construção de usinas de tratamento de esgoto adicionais. Na costa da província do Beluquistão, no Paquistão, um hectare de floresta de mangue intacto produz o equivalente a cerca de US$ em renda anual. O ecossistema é área de reprodução de espécies de peixes economicamente atraentes, assim como atua como uma barreira protetora contra enchentes. Os pântanos salinos na Escócia valem cerca de euros por hectare para a indústria de mexilhão da região (BETHGE, 2008, p. 03). 6 [...] a sobrevivência da humanidade como espécie também está em jogo, como ilustrou o exemplo do recente ciclone em Mianmar. Se os mangues que antes protegiam a costa birmanesa estivessem intactos, a enchente provavelmente seria muito menos devastadora. Sem os corais, muitos tipos de peixes não existiriam, porque os recifes protegem os peixes enquanto amadurecem. A flora e a fauna dos oceanos contêm drogas com potencial de curar o câncer no valor, segundo estimativas dos economistas, de até US$ 1 bilhão por ano. (BETHGE, 2008, p. 02) 7 A moeda na nova era ambiental é chamada de "certificado florestal" e já existe um mercado potencial para o novo dinheiro verde. No sistema de comércio de emissões da UE, por exemplo, é alocado para as corporações industriais e empresas de energia direitos de poluição por dióxido de carbono conhecidos como certificados de CO2. Eles definem quanto dióxido de carbono as fábricas de uma determinada empresa podem emitir na atmosfera. Se as emissões de CO2 de uma empresa ultrapassarem seu limite alocado, ela deverá comprar certificados adicionais para compensar a diferença. Direitos de poluição não utilizados podem ser vendidos. Em outras palavras, os certificados têm verdadeiro valor monetário, que atualmente custa 25 euros por tonelada de CO2, mas poderá aumentar para 60 euros no futuro (BETHGE, 2008, p. 04).

9 9 Em países como o Brasil, no qual muitos tributos têm progressividade de alíquota em razão da função social nesta idéia, englobada a noção de proteção ambiental (Art. 5º, XXIII; Art. 170, Constituição Federal) pode ser usada a extrafiscalidade para compelir o empresário ou cidadão a agir de maneira ecologicamente correta. Outra solução levantada no 9ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) pelo economista Pavan Sukhdev foi a criação, afora um imposto de valor agregado, de um tipo de tributo de redução de valor nos países ricos, como modo de compensar os danos ambientais associados à produção de um carro ou de um refrigerador, por exemplo. Desta maneira, as receitas provenientes desses tributos seriam direcionadas diretamente a projetos de conservação ambiental em larga escala (BETHGE, 2008, p. 03). Outro exemplo já citado anteriormente neste trabalho foi a criação da ISO , que dá orientação à obtenção dos Certificados de Gestão Ambiental, mediante uma série de normas ainda em fase de implantação. As empresas com ISO têm algumas vantagens como: maior qualidade dos produtos, confiabilidade mercadológica, maior credibilidade nas licitações, melhores oportunidades de negócios, maior competitividade e o menor impacto ambiental possível, o que significa que tal certificação apenas traz benefícios às empresas que a possuem e se sujeitam às exigências dela decorrentes. Como já ficou demonstrado, uma dessas exigências é estar no caminho do desenvolvimento sustentável, garantindo, assim, desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente para uma melhor vida agora e a futuras gerações (SANTOS, 1997, p. 101). Finalmente, pode-se citar mais um tipo de medida em prol do meio ambiente. É inegável que existe um movimento de instituições, organizações não governamentais e até mesmo da sociedade civil em favor de soluções aos problemas ambientais. Nota-se, pois, um processo de transformação do indivíduo num ser humano mais reflexivo, consciente de seu papel e do papel dos demais membros da sociedade, tanto em termos sociais, políticos e econômicos quanto no âmbito ambiental. Não pensa somente segundo a lógica racional-liberal, na qual só importava o produto mais final e o produto ou serviço mais em conta. Percebe-se o afloramento de uma visão global, com uma maior consciência dos problemas ecológicos do planeta 9. 8 Posteriormente à Rio-92 aconteceu uma verdadeira globalização das questões envolvendo os problemas ambientais, dando origem ao processo de normalização dos produtos tendo em vista a proteção e preservação do meio ambiente. 9 Bem como as graves mazelas sociais e econômicas.

10 10 Daí a idéia de o Estado conceder benefícios às empresas que agem de maneira ética e responsável sócio-ambientalmente, pois além de receberem em alguns casos incentivos de ordem fiscal em razão dos serviços públicos prestados, ainda lucram com a propaganda positiva no âmbito social, sendo preferidas pelos consumidores-cidadãos (FABIÃO, 2000, p. 68). CONCLUSÃO É relevante a mobilização que ocorre em âmbito global em prol do meio ambiente. Os desastres naturais observados, as mudanças climáticas, a poluição em níveis alarmantes e outros problemas são sinais que se observam a muito tempo e que necessitam de um ponto final. O homem chegou num tal ponto que não pode se dar ao luxo de esperar e curtir apenas os lucros e as benesses resultantes de um capitalismo desenfreado, sob pena de, não adotadas as medidas urgentes, de hecatombes e até mesmo a própria extinção do homem. Pode parecer uma previsão caótica, mas assim como milhares de espécimes já foram extintas da natureza, com essa redução da biodiversidade, pode não demorar tanto assim para a última catástrofe fatal. Por isso, a importância de os países em conjunto acordarem medidas, estabelecerem metas e colaborarem uns com os outros no afã de, ao menos, não fazer progredir os prejuízos ambientais que se põem. Os Estados, de maneira singular, podem mediante políticas públicas e econômicas fomentar benefícios fiscais, positivas princípios de proteção ambiental para que possam ser cobrados tanto em esfera pública quando no âmbito da sociedade civil via processual. Há muitas idéias de monetarização de bens e recursos naturais, portanto, basta apenas implementá-las por meio da legislação, enfim, as opções estão postas na mesa. Resta apenas uma atitude. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETHGE, Philip BREDOW, Rafaela Von SCHWÄGERL, Christian Quanto custaria para salvar a natureza?trad. George El Khouri Andolfato. In Folha Online, , disponível em: BRÜSEKE, Franz Josef. Desestruturação e desenvolvimento in Incertezas de sustentabilidade na globalização. FERREIRA, Leila da Costa; VIOLA, Eduardo. 2. Tir. Campinas: UNICAMP, COSTA, Ricardo Cunha da; PRATES, Cláudia Pimentel T. O papel das fontes renováveis de energia no desenvolvimento do setor energético e barreiras à sua penetração no mercado. BNDES Setorial, n. 21, p. 5-30,

11 11 março, Rio de Janeiro: BNDES, Disponível em: DERANI, Cristiane. Direito Ambiental Econômico. 2. ed. São Paulo: Max Limonad, FABIÃO, Maurício França. O negócio da ética: um estudo sobre o terceiro setor empresarial. In: Responsabilidade social das empresas: a contribuição das universidades, v II. São Paulo: Peirópolis: Instituto Ethos, 2003, e HABERMAS, Jürgen. A Constelação pós-nacional: ensaios políticos. Trad. Márcio Seligmann-Silva. São Paulo: Littera Mundi, Nos limites do Estado. Trad. José Marcos Macedo. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 jul. 1999, cad. 5 (mais!), p Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Disponível em: OLIVEIRA, Manfredo Araújo de. A Socioeconomia solidária e as Práticas de Vida Humana - um diálogo em construção. Disponível em: PINHEIRO, Armando Castelar. Por que o Brasil cresce pouco? In Reformas no Brasil: balanço e agenda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) - SANTOS, Antonio Silveira R. dos. Biodiversidade. Desenvolvimento sustentável. Revista de Direito Ambiental. Ano 2, nº 7, julh./set., São Paulo: Revista dos Tribunais, VIOLA, Eduardo. A multidimensionalidade da globalização, as novas forças sociais transnacionais e seu impacto na política ambiental do Brasil, in Incertezas de sustentabilidade na globalização. FERREIRA, Leila da Costa; VIOLA, Eduardo. 2. Tir. Campinas: UNICAMP, 1996.

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 1. CONCEITOS COMPLEMENTARES DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Gro Harlem Brundtland Nosso Futuro Comum (1987)

Leia mais

DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. DISCIPLINA: SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 01 => HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. PROBLEMÁTICA: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E INTENSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTRÓPICAS LINHA DO TEMPO:

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo

Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo I Informações Gerais Impactos das Mudanças Climáticas As mudanças climáticas impõem

Leia mais

AULA 5 SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL. Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO

AULA 5 SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL. Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO 1 Professor: ALAN Coordenador: Prof. LAÉRCIO 1 2 Reconheça o que está ao alcance dos seus olhos, e o que está oculto tornar-se-á claro para você. Jesus de Nazaré 2 3 1. Citar as principais contribuições

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial;

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; AMBIENTALISMO NO MUNDO GLOBALIZADO 1 O Ano Passado 2 Degradação do meio ambiente A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; A mobilização da sociedade com objetivo de conter

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO GESTAO AMBIENTAL LUCAS SAMUEL MACHADO RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Doverlandia 2014 LUCAS SAMUEL MACHADO RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Trabalho de Gestão Ambiental

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO Medidas estão sendo tomadas... Serão suficientes? Estaremos, nós, seres pensantes, usando nossa casa, com consciência? O Protocolo de Kioto é um acordo internacional, proposto

Leia mais

CAPÍTULO 15 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

CAPÍTULO 15 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL CAPÍTULO 15 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Você já parou para pensar no que significa a palavra progresso? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas,cidades, maquinas e muito outras coisas que ainda

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas Uma questão estratégica Ética Ambiental ÉTICA. Do grego ETHOS, que significa modo de ser, caráter. Forma de agir do Homem em seu meio social. O comportamento

Leia mais

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011 Visão do Desenvolvimento nº 97 4 ago 2011 Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono Por André Albuquerque Sant Anna (APE) e Frederico Costa Carvalho (AMA) Economistas

Leia mais

PROPRIEDADE REGISTRADA. Mundo Insustentável. Desenvolvimento Sustentável

PROPRIEDADE REGISTRADA. Mundo Insustentável. Desenvolvimento Sustentável Mundo Insustentável x Desenvolvimento Sustentável Resumo da Insustentabilidade no Mundo Contemporâneo 50% dos 6,1 bilhões de habitantes do planeta vivem com menos de US$2 por dia e um terço está abaixo

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Iniciativas Futuro Verde" do Japão

Iniciativas Futuro Verde do Japão 1. Compreensão Básica Iniciativas Futuro Verde" do Japão 1. Nas condições atuais, em que o mundo está enfrentando diversos problemas, como o crescimento populacional, a urbanização desordenadas, a perda

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 ZOOTECNIA/UFG DISCIPLINA DE GPA Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 Introdução EVOLUÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL Passou por três grandes etapas: 1ª. Os problemas ambientais são localizados

Leia mais

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 ATENÇÃO: ANTES DE ASSINAR ESTA CARTA, LEIA O CONTEÚDO ATÉ O FINAL E CLIQUE NO LINK. FÓRUM DE AÇÃO EMPRESARIAL PELO CLIMA CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 O desafio da mudança do clima

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Contexto Convenção sobre Diversidade

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto Capítulo 21 Meio Ambiente Global Geografia - 1ª Série O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto - Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de 6 Gases do Efeito Estufa em 5,2% no período de

Leia mais

RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015

RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015 RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015 Rio+20 (2012): O Futuro que Queremos Cúpula das Nações Unidas (setembro de 2015): Agenda de Desenvolvimento Pós-2015

Leia mais

MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS

MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS MEIO AMBIENTE COMO UMA QUESTÃO DE NEGÓCIOS OBJETIVOS Prover uma compreensão básica : do desenvolvimento da abordagem das empresas com relação às questões ambientais, dos benefícios provenientes de melhorias

Leia mais

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 I. Histórico O Clube Internacional de Financiamento ao Desenvolvimento (IDFC) é um grupo de 19 instituições de financiamento ao desenvolvimento

Leia mais

Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20

Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20 Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Meio Ambiente e Governança Global: da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos ao pós-rio+20 Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE

P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE P.42 Programa de Educação Ambiental - PEA Capacitação professores Maio 2013 Módulo SUSTENTABILIDADE Definições de sustentabilidade sustentar - suster 1. Impedir que caia; suportar; apoiar; resistir a;

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio;

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio; OS IMPACTOS AMBIENTAIS E A BIODIVERSIDADE 1 A poluição A introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha alterar as propriedades físicas, químicas ou biológica que afete a saúde das

Leia mais

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente

Leia mais

BIOCOMBUSTÍVEIS, GLOBALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E A CRISE ALIMENTAR. Sharon Cristine Ferreira de Souza (Mestrado em Direito Negocial da UEL)

BIOCOMBUSTÍVEIS, GLOBALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E A CRISE ALIMENTAR. Sharon Cristine Ferreira de Souza (Mestrado em Direito Negocial da UEL) BIOCOMBUSTÍVEIS, GLOBALIZAÇÃO DOS PROBLEMAS AMBIENTAIS E A CRISE ALIMENTAR Sharon Cristine Ferreira de Souza (Mestrado em Direito Negocial da UEL) PALAVRAS-CHAVE: Globalização; desenvolvimento econômico;

Leia mais

DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS

DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS CONTEÚDO CRITÉRIO I - POLÍTICA... 2 INDICADOR 1: COMPROMISSO, ABRANGÊNCIA E DIVULGAÇÃO... 2 CRITÉRIO II GESTÃO... 3 INDICADOR 2: RESPONSABILIDADES... 3 INDICADOR 3: PLANEJAMENTO/GESTÃO

Leia mais

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Ato de administrar o ambiente natural ou antrópico (PHILIPPI Jr e BRUNA, 2004). Gestão Ambiental

Leia mais

Consumo Nacional de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio CFC.

Consumo Nacional de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio CFC. Nome do Indicador: Consumo Nacional de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio CFC. Os clorofluorcarbonos (CFC's) são substâncias artificiais que foram por muito tempo utilizadas nas indústrias de

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Exercícios (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por especialistas, teve, para o fim do século

Leia mais

O desmatamento das florestas tropicais responde por 25% das emissões globais de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa.

O desmatamento das florestas tropicais responde por 25% das emissões globais de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa. Biodiversidade Introdução Na Estratégia Nacional para a Biodiversidade, desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente, acordou-se que o Brasil deve dar ênfase para seis questões básicas: conhecimento da

Leia mais

AGENDA 21: Imagine... FUTURO... AGENDA 21: 1. É o principal documento da Rio-92 (Conferência ONU: Meio Ambiente e desenvolvimento Humano); 2. É a proposta mais consistente que existe de como alcançar

Leia mais

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios RESENHA Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios Sustainable Development: Dimensions and Challenges Marcos Antônio de Souza Lopes 1 Rogério Antonio Picoli 2 Escrito pela autora Ana Luiza de Brasil

Leia mais

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL SEBRAE - SP

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL SEBRAE - SP PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL SEBRAE - SP DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazerem suas próprias

Leia mais

Sustentabilidade x Seguros

Sustentabilidade x Seguros 6 JOSÉ ELI DA VEIGA Professor titular de economia da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do Núcleo de Economia Socioambiental (NESA) e orientador em dois programas de pós-graduação: Relações Internacionais

Leia mais

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados na construção

Leia mais

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1)

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Permitam que em nome do Governo de Angola e de Sua Excelência Presidente

Leia mais

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br Marcio Halla marcio.halla@fgv.br POLÍTICAS PARA O COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA Programa de Sustentabilidade Global Centro de Estudos em Sustentabilidade Fundação Getúlio Vargas Programa de

Leia mais

vídeo Sociedade sustentabilidade consumo campanha ecológico meio ambiente mudança empresa blog Política consciente construção ambiental evento

vídeo Sociedade sustentabilidade consumo campanha ecológico meio ambiente mudança empresa blog Política consciente construção ambiental evento SUSTENTABILIDADE vídeo ambiental cultura Brasil poluição casa construção Política Sociedade blog campanha ecológico meio ambiente mudança ativismo mundo projeto plástico debate consciente bom lixo verde

Leia mais

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia Metas Curriculares Ensino Básico Geografia 9.º ano Versão para discussão pública Novembro de 2013 Autores Adelaide Nunes António Campar de Almeida Cristina Nolasco Geografia 9.º ano CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Ideal Qualificação Profissional

Ideal Qualificação Profissional 2 0 1 1 Finalista Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Vencedora Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Finalista Nacional Categoria Serviços de Educação Apresentação O desenvolvimento

Leia mais

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Carlos Rittl Secretário Executivo São Paulo, 10 de agosto de 2015 SBDIMA Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente Eventos climáticos extremos Desastres

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

População, Recursos e Ambiente Desenvolvimento Sustentável 5ª aula teórica PRINCÍPIO DA PROCURA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Conferência de Estocolmo: 1º Conferência ONU sobre Ambiente e Estabelecimentos

Leia mais

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA 1 MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA EMPRESARIAL ESTRATÉGICA Felipe Rogério Pereira (UniSALESIANO Araçatuba/SP) HerculesFarnesi Cunha ( Docente das Faculdades Integradas de Três Lagoas- AEMS e UniSALESIANO

Leia mais

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG PROPOSTA ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG Desde sempre, desde as sociedades primitivas, o Homem usou os recursos naturais para viver. Porém durante muito tempo, a exploração de recursos era diminuta e a

Leia mais

Retratos da Sustentabilidade no Mundo

Retratos da Sustentabilidade no Mundo Retratos da Sustentabilidade no Mundo Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Vice-Presidente, Comitê Técnico 207 da ISO (ISO 14000) Presidente, Conselho Técnico da ABNT Presidente,

Leia mais

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar GEOGRAFIA 1ª Série Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais

Leia mais

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014)

PADRÕES DE CERTIFICAÇÃO LIFE. Versão 3.0 Brasil Português. LIFE-BR-CS-3.0-Português (NOVEMBRO/2014) LIFE-BR-CS-3.0-Português Versão 3.0 Brasil Português (NOVEMBRO/2014) Próxima revisão planejada para: 2017 2 OBJETIVO A partir das Premissas LIFE, definir os Princípios, critérios e respectivos indicadores

Leia mais

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Fabíola Santos Silva 1 Márcio Santos Godinho 1 Sara Floriano 1 Vivian Alves de Lima 1 Akira Yoshinaga 2 Helio Rubens Jacintho Pereira Junior 2 RESUMO Este trabalho

Leia mais

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza,

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Carta Mundial para a Natureza A Assembleia Geral, Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Recordando que, na sua resolução 35/7 de 30 de outubro

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM Acácio Silveira de Melo (UFCG); Adriano dos Santos Oliveira (UFCG); Filipe da Costa Silva (UFCG), Francinildo Ramos de Macedo (UFCG),

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global

Capítulo 21 Meio Ambiente Global Capítulo 21 Meio Ambiente Global http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais importantes, em termos de

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO

TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO [16] TRATADO DAS FLORESTAS DEFINIÇÕES PARA EFEITO DESTE TRATADO Florestas Naturais são ecossistemas dominados por árvores ou arbustos, em forma original ou quase original, através de regeneração natural.

Leia mais

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares Projeto de lei n. Institui a Política Estadual sobre Mudança do Clima e fixa seus princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte

Leia mais

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MEIO RURAL O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL Luciano Gebler, MSc TESTE DE NIVELAMENTO 1 - O MEIO RURAL É : A - REGIÃO ONDE É FEITO O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES AGRÍCOLAS; B

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Carta Verde das Américas 2013

Carta Verde das Américas 2013 Carta Verde das Américas 2013 CONSIDERANDO que o Planeta Terra não tem recursos inesgotáveis que possam sustentar um consumo desordenado, sem consciência socioambiental! Que, em função disso, precisamos

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80.

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80. Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental 1. Evolução do movimento ambientalista Durante os últimos 30 anos tem se tornado crescente a preocupação da sociedade com a subsistência, mais precisamente

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável

Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável 1 A grande preocupação dos países sempre foi e continua sendo com o crescimento econômico, crescimento do PIB etc... Um país ou mesmo

Leia mais

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Contabilidade Ambiental e a Sustentabilidade nas Empresas Luis Fernando de Freitas Penteado luisfernando@freitaspenteado.com.br www.freitaspenteado.com.br PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Dificuldade de definição

Leia mais

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 João Artur Silva 2 Márcio Ribeiro² Wilson Junior Weschenfelder² BIODIVERSIDADE Modelos de Diversidade A diversidade biológica varia fortemente

Leia mais

O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS. Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov

O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS. Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov O PAPEL DO SECRETARIADO NA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS Cláudia Kniess e Maria do Carmo Todorov AGENDA INTRODUÇÃO Conceitos de Sustentabilidade x Desenvolvimento Sustentável Projetos Sustentáveis

Leia mais

Relatos de Sustentabilidade

Relatos de Sustentabilidade Os trechos em destaque encontram-se no Glossário. Relatos de Sustentabilidade Descreva até 3 projetos/programas/iniciativas/práticas relacionadas a sustentabilidade Instruções 2015 Esse espaço é reservado

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE D I R E T O R I A D E S A Ú D E 05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Em 05 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e nesse ano o foco está voltado para as Mudanças Climáticas com o tema

Leia mais

Eficiência energética em construções na cidade de SP 15.04.2010

Eficiência energética em construções na cidade de SP 15.04.2010 Eficiência energética em construções na cidade de SP 15.04.2010 Estado de São Paulo Fonte: SSE SP Potencial de redução: 7,9% energia elétrica Potencial de redução: 6,6% petróleo & gás Estado de São Paulo

Leia mais

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas.

Conjunto de pessoas que formam a força de trabalho das empresas. 1. OBJETIVOS Estabelecer diretrizes que norteiem as ações das Empresas Eletrobras quanto à promoção do desenvolvimento sustentável, buscando equilibrar oportunidades de negócio com responsabilidade social,

Leia mais

APRESENTAÇÃO. Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 SGA & ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL

APRESENTAÇÃO. Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 SGA & ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL APRESENTAÇÃO Sistema de Gestão Ambiental - SGA & Certificação ISO 14.000 UMA VISÃO GERAL Introdução SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL - SGA Definição: Conjunto de ações sistematizadas que visam o atendimento

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS IV FORUM DA TERRA POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS Denise de Mattos Gaudard SABER GLOBAL / IIDEL FIRJAN Rio de Janeiro Novembro 2011 O QUE ESTA ACONTECENDO COM NOSSO PLANETA? Demanda de Consumo de

Leia mais

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO DECLARAÇÃO DE APOIO CONTÍNUO DO DIRETOR PRESIDENTE Brasília-DF, 29 de outubro de 2015 Para as partes

Leia mais

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer

Leia mais

ECONOMIA VERDE A Nova Economia Desafios e Oportunidades FACULDADE FLAMINGO

ECONOMIA VERDE A Nova Economia Desafios e Oportunidades FACULDADE FLAMINGO ECONOMIA VERDE A Nova Economia Desafios e Oportunidades FACULDADE FLAMINGO O mundo dá sinais de exaustão Mudanças Climáticas Alterações ambientais Paradoxo do consumo: Obesidade x Desnutrição Concentração

Leia mais

PACTO PELA VIDA ANIMAL REDE DE DEFESA ANIMAL

PACTO PELA VIDA ANIMAL REDE DE DEFESA ANIMAL Pernambuco, 2012 PACTO PELA VIDA ANIMAL REDE DE DEFESA ANIMAL DOCUMENTO DE TRABALHO Sobre um Plano de Ação relativo à Proteção e ao Bem-Estar dos Animais 2012-2015 Base estratégica das ações propostas

Leia mais

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes.

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. Instituto Ethos Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. MISSÃO: Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas

Leia mais

Sistema Gestão Ambiental

Sistema Gestão Ambiental Sistema Gestão Ambiental Sistema Gestão Ambiental - ISO 14001 Agora você vai conhecer o Sistema de Gestão Ambiental da MJRE CONSTRUTORA que está integrado ao SGI, entender os principais problemas ambientais

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos 80483 Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Estratégia Ambiental do Grupo do Banco Mundial 2012 2022 THE WORLD BANK ii Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Resumo Executivo

Leia mais

Alemanha e Brasil: Parceiros para o Desenvolvimento Sustentável

Alemanha e Brasil: Parceiros para o Desenvolvimento Sustentável Alemanha e Brasil: Parceiros para o Desenvolvimento Sustentável Por quê? Em nenhum outro país do mundo existem especialmente para a proteção do clima e tantas espécies de plantas e animais como conservação

Leia mais

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade Desenvolvido por: Neuza Maria Rodrigues Antunes neuzaantunes1@gmail.com AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA 85% NO BRASIL (Censo

Leia mais