MEIO AMBIENTE E OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO: UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ESPANHA À LUZ DO CONCEITO DA SUSTENTABILIDADE 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MEIO AMBIENTE E OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO: UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ESPANHA À LUZ DO CONCEITO DA SUSTENTABILIDADE 1"

Transcrição

1 Revista da Unifebe (Online) 2012; 11 (dez):76-88 ISSN X Artigo Original MEIO AMBIENTE E OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO: UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ESPANHA À LUZ DO CONCEITO DA SUSTENTABILIDADE 1 ENVIRONMENT AND THE CONSTITUCIONAL PRINCIPLES OF PRECAUTION AND PREVENTION: A COMPARISON BETWEEN BRAZIL AND SPAIN UNDER THE CONCEPT OF SUSTAINABILITY Glaucio Staskoviak Junior 2 Renato Koprowski 3 Thalyta dos Santos 4 RESUMO O presente trabalho pretende estudar, por meio da interpretação da legislação e doutrina pertinentes, o surgimento da ideia de sustentabilidade e do direito ambiental, bem como ponderar a aplicabilidade dos princípios da precaução e prevenção no ordenamento jurídico brasileiro e espanhol. Para tanto, procedeu-se a análise da questão ambiental tanto na legislação como nas Constituições de ambos os países, buscando identificar a aplicabilidade dos princípios já citados sob a ótica da sustentabilidade. Através do presente estudo foi possível investigar os princípios ambientais da precaução e da prevenção e sua forma de expressão no Brasil e na Espanha, além de analisá-los em consonância com o conceito de sustentabilidade. Chegou-se a conclusão, com essa pesquisa, de que os princípios da precaução e da prevenção visam contribuir para a sustentabilidade do ambiente e que, devem os Estados encontram o equilíbrio entre o crescimento econômico e a preservação dos recursos naturais do planeta. PALAVRAS-CHAVE: princípios de direito ambiental; precaução; prevenção; sustentabilidade. ABSTRACT This article aims to study, by interpreting the laws and relative doctrines, the rise of the idea of sustainability and environmental law, as well as consider the applicability of the principles of precaution and prevention in the Brazilian and Spanish legal system. Therefore, the environmental issue was analyzed in the legislation and the Constitutions from both countries 1 Artigo produzido no âmbito das disciplinas Derecho Constitucional Comparado y Sostenibilidad e Desarrollo y Sostenibilidad, ministradas na Universidade de Alicante, em maio de 2012, como parte das atividades conjuntas de cooperação do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica PPCJ/UNIVALI Cursos de Mestrado e Doutorado e o Master em Derecho Ambiental y de la Sostenibilidad MADAS/ Universidad de Alicante Espanha, com a participação dos Professores Visitantes Estrangeiros PVE/CAPES Prof. Dr. Gabriel Real e Prof. Dr. Maurizio Oliviero. 2 Advogado, formado em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Brasil. Pós-graduando em Direito Público Constitucional e Administrativo pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Brasil. Glaucio Staskoviak Junior: 3 Advogado, formado em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Brasil. Pós-graduando em Direito Público Constitucional e Administrativo pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Brasil. Renato Koprowski: 4 Advogada, formada em Direito pela Universidade da Região de Joinville UNIVILLE, Brasil. Pós-graduanda em Direito Público Constitucional e Administrativo pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Brasil. Thalyta dos Santos:

2 in order to identify the applicability of the principles already mentioned from the perspective of sustainability. With this study, it was possible to investigate the environmental principles of precaution and prevention and its form of expression in Brazil and in Spain and analyze them in accordance with the sustainability concept. With this research, it was possible to conclude that the principles of precaution and prevention aim to contribute to the sustainability of the environment and that states should find a balance between economic growth and the preservation of natural resources of the planet. KEYWORDS: Principles of environmental Law; precaution; prevention; sustainability. INTRODUÇÃO É inegável que a proteção ao meio ambiente é assunto que ganha cada vez mais evidência no atual cenário global. A relação entre o homem e o ambiente invariavelmente sempre existiu. Entretanto, o aumento populacional de proporções alarmantes e o processo de industrialização que teve início no século XIX, aumentaram consideravelmente a interferência do homem na natureza. Tal fato fez surgir na sociedade um ramo do direito cujo objetivo é balizar referida interferência o direito ambiental. Além disso, juntamente com a constatação da necessidade de proteção do ambiente surgiu o conceito de sustentabilidade, baseado na premissa de que os recursos naturais não são perenes e há a necessidade de se garantir um meio ambiente saudável para as gerações vindouras. Diante de tal cenário, o estudo de princípios que permeiam o direito ambiental é de suma importância. Isso porque, sabe-se que os princípios constituem alicerce fundamental na determinação do sentido e do alcance das expressões do Direito. Assim, o objetivo do presente artigo é, inicialmente, estudar as estruturas legais de proteção ao meio ambiente no Brasil e na Espanha e, mais especificamente, observar a aplicação dos princípios da precaução e da prevenção e a consonância destes com o conceito de sustentabilidade. 1 DIREITO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE ORIGEM, CAUSAS E DESENVOLVIMENTO Inicialmente, importante tratar dos primórdios da relação existente entre homem e ambiente. Nesse cerne, destaca-se breve relato sobre tal, na lição de Garcia: En un primer momento, El hombre <<passa de puntillas>> por la tierra sin producir alteraciones de relevancia en el ambiente, hasta que com el perfeccionamiento de los modos y medios de caza y con el descubrimiento del fuego se empienzan a producir los <<primeros impactos>> ambientales de cierta consideración. El posterior desarrollo ganadero, el pastorero y el inicio de la actividad agrícola que, entre otras cosas, implicaron un uso más intensivo de los pastos y del água para regadios-, hicieron <<más profunda la huella>> de hombre en el ambiente natural y cuando ya se ace notar, <<pisando com fuerza>>, es con la Revolución Industrial del siglo XIX (y lãs otras revoluciones- agraria, demográfica y de los transportes-, que la acompañaron). Desde entonces lãs cosas no han hecho sino empeorar y las agresiones al ambiente por parte del hombre han seguido incremetándose em cantidad y en lesividad. 5 5 GARCIA, José Francisco Alenza. Manual de Derecho Ambiental. Pamplona: Editora Universidad Pública de Navarra, p

3 Diante de tais transformações, preocuparam-se alguns países em tentar mudar a realidade em matéria ambiental. Há quem diga que já na Declaração das Nações Unidas de 1948, encontra-se uma base do que deve ser um meio ambiente adequado, principalmente no que tange a afirmação de que toda pessoa tem direito a um nível de vida adequado que assegure a si e para sua família, saúde e bem estar, mesmo sem ser uma declaração explicitamente voltada ao meio ambiente. Posteriormente, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 faz referência expressa à necessidade de melhorar o meio ambiente, como meio de melhorar o desenvolvimento da pessoa. 6 A Declaração de Estocolmo de 1972 é considerada o ato de nascimento do Direito Ambiental em sentido moderno, tendo em vista que já existiam normas estatais anteriores em países como Estados Unidos, França e Espanha. 7 O Direito Ambiental, como ramo da ciência jurídica, tem como principal objetivo justamente regular essa relação existente entre os seres humanos e o ambiente. À época, juntamente com a Declaração de Estocolmo, apareceu o termo desenvolvimento sustentável (sustentabilidade), repetida nas demais conferências sobre o meio ambiente, principalmente na ECO-92, a qual empregou tal termo em onze de seus vinte e sete princípios. 8 Na referida conferência, o desenvolvimento sustentável foi adotado como meta a ser respeitada e buscada por todos os países. Entretanto, cumpre destacar que mesmo antes da ECO-92, a sustentabilidade já aparecia na Constituição Brasileira de 1988, especificamente no caput do artigo Tais constatações contribuem para o surgimento da dúvida de porque tão repentinamente surge tal interesse no tema sustentabilidade, motivo pelo qual se passa a estudar suas circunstâncias geradoras. É sabido atualmente que, a sociedade humana não se limita única e exclusivamente às gerações presentes, tampouco termina nos dias atuais. Assim, trata-se a sustentabilidade da premissa de que a sociedade se perpetue, sendo os seres humanos responsáveis pela propagação da espécie e sendo necessárias atitudes que preservem a perpetuação no ponto de vista histórico, cultural, econômico, dentre outros. Portanto, deve-se usufruir corretamente dos recursos ambientais, dando condições favoráveis ás gerações futuras. 10 Constata-se, assim, que a noção e o conceito de sustentabilidade alteraram-se, não tendo mais guarida na sociedade moderna a concepção liberal do desenvolvimento. Passou-se, assim, a cobrar um papel mais ativo do Estado na questão ambiental, buscando um ponto de equilíbrio entre o desenvolvimento social e econômico e a utilização de recursos naturais, sendo necessário levar em conta a questão da sustentabilidade, sendo a preservação do ambiente palavra de ordem, com a degradação implicando na diminuição da capacidade 6 ROTA, Demetrio Loperena. Los princípios de Derecho Ambiental. Madri: Civitas, p GARCIA, José Francisco Alenza. Manual de Derecho Ambiental. p FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, p Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 10 MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. ref. atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p

4 econômica dos países, assim como da impossibilidade das futuras gerações desfrutarem uma vida com qualidade. 11 Acerca da questão do desenvolvimento sustentável, cabe-nos citar lição de Paulo Bessa Antunes, in verbis: As ambiguidades suscitadas do DA como integrante do conhecimento jurídico fazem com que, mesmo timidamente, não se possa deixar de observar que faz-se necessária uma completa reformulação da maneira pela qual, majoritariamente, são observadas as complexas relações entre o desenvolvimento econômico e social. O ideal seria que já tivéssemos atingido um grau de maturidade política, econômica e social que nos possibilitasse fundir o Direito Econômico com o DA e instituir um Direito do Desenvolvimento Sustentável que pudesse, em um conjunto coerente e harmônico de normas jurídicas, princípios e jurisprudências, fundado essencialmente em concepção preventiva, criar mecanismos de desenvolvimento com proteção ambiental. O DA tem como alicerce o conceito de correção de impactos negativos passados; o que se necessita é de uma ação preventiva e não meramente reparadora. Por outro lado, muitas vezes, a aplicação inadequada de normas ambientais tem gerado situações que podem ser caracterizadas como injustiça social. 12 Desta feita, visando deter um desenvolvimento desenfreado, se fazem necessárias ações que levem em conta a sustentabilidade como bandeira para o bem estar atual e futuro da sociedade humana. 2 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS AMBIENTAIS Proteger o meio ambiente com o intuito de perpetuar da melhor forma possível a sobrevivência das espécies no planeta sempre foi objeto de preocupação, em maiores ou menores proporções, de todos os povos. Ademais, tornar constitucional a proteção do meio ambiente é uma tendência altamente contemporânea no cenário internacional. Segundo Antônio Herman Benjamin, tem-se como fundamento comum das normas constitucionais ambientais, [...] um compromisso ético de não empobrecer a Terra e sua biodiversidade, com isso almejando-se manter as opções das futuras gerações e garantir a própria sobrevivência das espécies de seu habitat. Fala-se em equilíbrio ecológico, instituem-se unidades de conservação, combate-se a poluição, protege-se a integridade dos biomas e ecossistemas, reconhece-se o dever de recuperar o meio ambiente degradado tudo isso com o intuito de assegurar no amanhã um Planeta em que se mantenham e se ampliem, quant itativa e qualitativamente, as condições que propiciam a vida em todas as suas formas. 13 Diante do empenho da comunidade científica em legitimar o Direito Ambiental como ramo especializado da ciência do Direito, têm os estudiosos se debruçado sobre a identificação dos princípios ou mandamentos básicos que fundamentam o desenvolvimento da doutrina e que dão consistência às suas concepções FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. rev. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007, p BENJAMIN, Antônio Herman. O meio ambiente na Constituição federal de In: KISHI, Sandra Akemi Shimada; SILVA, Solange Teles da; SOARES, Inês Virgínia Prado (Orgs.). Desafios do direito ambiental no século XXI: estudos em homenagem a Paulo Affonso Leme Machado. São Paulo: Malheiros, p MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. p

5 No que tange aos princípios, descritos por Paulo Affonso Leme Machado como alicerce ou fundamento do Direito 15, têm estes importantíssimo papel na interpretação da norma já positivada, servindo como critério indispensável de compreensão das mesmas. 2.1 A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA EM MATÉRIA AMBIENTAL E A APLICABILIDADE DOS PRINCÍPIOS DA PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO No contexto do constitucionalismo brasileiro, a Constituição Federal de 1988 modificou de forma excepcional o tratamento jurídico dedicado ao meio ambiente, tendo como aspecto preponderante a ênfase nos instrumentos de implementação. Nesse cerne, afirma categoricamente Paulo de Bessa Antunes: A Constituição Federal de 1988, naquilo que diz respeito ao meio ambiente e à sua proteção jurídica, trouxe imensas novidades em relação às Cartas que a antecederam. As Leis Fundamentais anteriores não se dedicaram ao tema de forma abrangente e completa: as referências aos recursos ambientais eram feitas de maneira não sistemática, com pequenas menções aqui e ali, sem que se pudesse falar na existência de um contexto constitucional de proteção ao meio ambiente. Os constituintes anteriores de 1988 não se preocuparam com a conservação dos recursos naturais e com a sua utilização racional. 16 O legislador constitucional de 1988 tomou como base a Constituição Portuguesa de 1976 e a Constituição Espanhola de A partir da crescente consciência ecológica que teve início na década de sessenta, a Constituição de 1988 orientou-se pela Declaração de Estocolmo para formular seus princípios em relação ao meio ambiente. O Direito Ambiental em si, encontra na Constituição Federal sua principal fonte formal. Nesse contexto, a atual Constituição brasileira abarca direitos, deveres e princípios ambientais, todos com o principal objetivo de tutelar e regular o uso dos bens ambientais, bem como as ações humanas capazes de afetar o meio ambiente. Desta forma, o artigo 225 traduz-se no núcleo principal de proteção e tutela do bem jurídico meio ambiente, sendo importante salientar que tal proteção não se resume apenas a tal dispositivo, havendo na Constituição imensa gama de disposições esparsas com o mesmo objetivo. Nesse diapasão, [...] é possível interpretar-se que o constituinte pretendeu assegurar a todos o direito de que as condições que permitem, abrigam e regem a vida não sejam alteradas desfavoravelmente, pois estas são essenciais. A preocupação com este conjunto de relações foi tão grande que se estabeleceu uma obrigação comunitária e administrativa de defender o meio ambiente. 18 Assim, é na Constituição Federal de 1988, que a legislação brasileira reconhece o meio ambiente como um sistema e bem jurídico autônomo, não sendo mais interpretado de forma 15 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito ambiental brasileiro. 12ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. p BENJAMIN, Antônio Herman. O meio ambiente na Constituição federal de p ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. p

6 fragmentada. 19 De tal modo, na Carta Fundamental de 1988, o meio ambiente traduz-se em totalidade cuja tutela não pode ser restrita a um determinado bem de forma individual. Dentre os princípios que se destacam em matéria ambiental no Brasil têm-se os princípios da precaução e da prevenção. Foi na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, ocorrida em Estocolmo no ano de 1972, que nasceu a preocupação com as futuras gerações e os efeitos a longo prazo das ações humanas no meio ambiente. 20 Isso porque, inicialmente, as políticas em prol do meio ambiente eram apenas de caráter curativo. Entretanto, com o evidente processo de industrialização e o aumento da interferência humana na natureza, restou evidente que o meio ambiente não tinha capacidade de se autorregenerar. Nesse cerne, o princípio da precaução objetiva abarcar ações contra riscos considerados desconhecidos, ou seja, visa eliminar possíveis impactos nocivos ao meio ambiente, sem que ainda se tenha certeza científica absoluta das causas. Conforme destaca Celso Humberto Luchesi, na precaução existe uma suspeita e falta de comprovação científica do nexo de causalidade 21, ou seja, trata-se de ação antecipada diante da possibilidade de risco. Assim, recorre-se ao princípio da precaução quando as informações com base científica são incertas e insuficientes, havendo, porém, fortes indícios de que possa haver consequências nocivas ao meio e aos seres vivos. Conforme sustenta Édis Milaré: Sua aplicação observa argumentos de ordem hipotética, situado no campo das possibilidades, e não necessariamente de posicionamentos científicos claros e conclusivos. 22 O objetivo principal do referido princípio é a durabilidade da sadia qualidade de vida das gerações humanas e a continuidade da natureza existente no planeta. 23 Já o princípio da prevenção é aplicado quando se possui certeza na afirmação que determinada atividade é capaz de produzir perigo real ao meio ambiente. Nos casos de sua aplicabilidade, há elementos perfeitamente seguros e comprovados que determinada ação é perigosa ao meio. Assevera, nesse contexto, Celso Humberto Luchesi que, [...] o princípio da prevenção surgiu para impedir danos e agressões ambientais na presen ça de riscos certos e previamente identificados, com práticas de prevenção que buscam eliminar ou reduzir danos, preconizando a adoção de medidas antecipatórias. 24 O exemplo típico da previsão desse princípio é o estudo prévio de impacto ambiental previsto no inciso IV do parágrafo primeiro do artigo 225 da Constituição Federal. Importante ressaltar, que muitos juristas e doutrinadores tratam esses princípios como sinônimos ou supõem não haver diferenças entre eles. 19 BENJAMIN, Antônio Herman. O meio ambiente na Constituição federal de p Conforme Princípio 1 da Declaração de Estocolmo: O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras. (DECLARAÇÃO SOBRE O AMBIENTE HUMANO. Estocolmo, Suécia, Disponível em: < 21 LUCHESI, Celso Umberto. Considerações sobre o princípio da precaução. São Paulo: SRS Editora, p MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. p MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito ambiental brasileiro. p LUCHESI, Celso Umberto. Considerações sobre o princípio da precaução. p

7 Entretanto, conforme assevera Alexandre Kiss: A diferença entre o princípio da prevenção e o princípio da precaução está na avaliação do risco que ameaça o meio ambiente. A precaução é considerada quando o risco é elevado tão elevado que a total certeza científica não deve ser exigida antes de se adotar uma ação corretiva, devendo ser aplicado naqueles casos em que qualquer atividade possa resultar em danos duradouros ou irreversíveis ao meio ambiente, assim como naqueles casos em que o benefício derivado da atividade é completamente desproporcional ao impacto negativo que essa atividade pode causar no meio ambiente. 25 Assim, possível distingui-los ao afirmar que no princípio da precaução há a preocupação com o risco incerto e abstrato, enquanto que, no princípio da prevenção trata-se de risco certo e concreto. Apesar de não haver na Constituição Federal menção expressa aos princípios da precaução e prevenção, a essência de ambos pode ser notada em diversos trechos do já citado artigo A CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA EM MATÉRIA AMBIENTAL E A APLICABILIDADE DOS PRINCÍPIOS DA PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO Desde a Conferência de Estocolmo, o debate acerca do meio ambiente tomou o cenário mundial e na Espanha não foi diferente. De acordo com Antonio-Enrique Pérez Luño: España no ha permanecido al margen del debate ecológico, si bien sólo en una etapa muy reciente se ha adquirido plena consciencia de su importancia. En nuestro país el proceso de desarrollo económico, nacido tardíamente, con una deficiente planificación y con el claro predominio de la lógica de la explotación privada del territorio, ha convertido la mayor parte de los recursos naturales en objeto del provecho individual, más que en factores de bienestar colectivo. Se ha producido uma irracional explotación del suelo, con la conseguiente y progresiva destrucción de la fauna y la flora, la desertización de antiguas zonas de bosque, y el sacrificio de algunos de nuestros paisajes naturales y urbanos más característicos a los intereses financieros de empresas turísticas e inmobiliarias. 26 Antes disso, o ordenamento jurídico espanhol utilizou, por considerável tempo, disposições acerca do direito de vizinhança para proteger alguns aspectos que hoje são objeto do direito ambiental. Após a disseminação global da consciência de preservação do meio ambiente, já no Preâmbulo da Constituição Espanhola de 1978 há a clara expressão no sentido de assegurar a todos uma digna qualidade de vida. O direito ambiental em si, tem sua previsão mais proeminente no artigo 45 da Carta Constitucional espanhola que dispõe: Artículo Todos tienen el derecho a disfrutar de un medio ambiente adecuado para el desarrollo de la persona, así como el deber de conservarlo. 25 KISS, Alexandre. Os direitos e interesses das gerações futuras e o princípio da precaução. In: VARELLA, Marcelo Dias; PLATIAU, Ana Flávia Barros (Orgs.). Princípio da precaução. Belo Horizonte: Del Rey, p LUÑO, Antonio-Enrique Pérez. Articulo 45. In: VILLAAMIL, Oscar Alzaga (Org.). Comentarios a la constitucion española de Tomo IV. Madri: Cortes Generales Editoriales de Derecho Reunidas, p

8 2. Los poderes públicos velarán por la utilización racional de todos los recursos naturales, con el fin de proteger y mejorar la calidad de la vida y defender y restaurar el medio ambiente, apoyándose en la indispensable solidaridad colectiva. 3. Para quienes violen lo dispuesto en el apartado anterior, en los términos que la ley fije se establecerán sanciones penales o, en su caso, administrativas, así como la obligación de reparar el daño causado.27 Deste modo, no ordenamento constitucional espanhol, o bem jurídico meio ambiente engloba a totalidade de recursos naturais capazes de preservar a qualidade de vida do homem e demais espécies do planeta. Conforme assevera Blanca Lozano Cutanda: Se trata pues de un concepto que comprende los diversos elementos o recursos naturales, como las aguas, el aire, el suelo, la fauna y la flora, así como sus interacciones recíprocas. 28 Assim sendo, é possível observar que: [...] a) a normativa constitucional se presenta como un intento de contemplar globalmente los distintos planos de incidencia de la temática ambiental, con plena consciencia de que la naturaleza representa continuum que no puede fraccionarse arbitrariamente; b) su orientación es dinámica en cuanto que la política medioambiental se dirige a posibilitar el pleno desarrollo de la persona y la calidad de la vida, que marcan su horizonte teleológico; c) supone un planteamiento positivo en cuanto estraña directrices básicas de acción tendentes no sólo a conservar y defender, sino también a mejorar y, en su caso restaurar, el médio ambiente; y d) implica, por último, una concepción concreta de la interacción existente entre el hombre y el ambiente, a través de la cual se tienen en cuenta lós sujetos históricos que operan em um determinado medio en el que desarrollan su personalidad. 29 No ordenamento jurídico espanhol, o princípio da precaução, também conhecido como el principio de cautela se baseia nas limitações da ciência em medir com exatidão os danos que pode sofrer o meio ambiente, bem como na vulnerabilidade desse. Assim, conforme destaca Paloma Sanz Baos: Este principio se concibió para prevenir daños muy graves e irreversibles, e incita a las Administraciones Públicas a actuar con extrema prudência en caso de incertidumbre. Así, el principio de cautela aconseja retrasar o incluso abandonar aquellas atividades sospechosas de acarrear graves consecuencias para el medio ambiente, incluso en caso de carecer de pruebas científicas irrefutables que avalen esa sospecha. 30 Na prática, esse princípio visa primordialmente impedir a ocorrência de danos irreversíveis ao meio ambiente. Claro que, nada impede que as decisões baseadas nesse princípio sejam revisadas de tempos em tempos, diante dos avanços dos conhecimentos científicos. No Direito espanhol, é possível encontrar a expressão desse princípio: a) no Real Decreto nº 1254/1999 que trata das medidas de controle de riscos inerentes aos acidentes graves 27 ESPANHA. Constituição (1978). Constitución Española. Madri: Senado, p CUTANDA, Blanca Lozano. Derecho ambiental administrativo. 11 ed. Madri: La Ley, p LUÑO, Antonio-Enrique Pérez. Articulo 45. p BAOS, Paloma Sanz. Los principios de prevención y de cautela en el Derecho Ambiental. Revista Jurídica de la Comunidad de Madri, Madri, n o 19, Disponível em <http://www.madrid.org/cs/satellite?c=cm_ Revista_FP&cid= &esArticulo=true&idRevistaElegida= &language=es&page name=revistajuridica%2fpage%2fhome_rju&sitename=revistajuridica&urlpage=revistajuridica%2fpa ge%2fhome_rju >. Acesso em 06 jul

9 envolvendo substâncias perigosas e que obriga as empresas a elaborar informes de segurança que demonstrem que planos de prevenção de riscos foram devidamente elaborados; e b) no Real Decreto nº 363/1995 que regulamenta a classificação, embalagem e rotulagem de substâncias perigosas. Em ambos os decretos é possível verificar a intenção do legislador em se antecipar contra possíveis danos ainda desconhecidos que as substâncias consideradas perigosas podem causar ao meio ambiente. Já o princípio da prevenção, como no direito brasileiro, se baseia em fatos comprovados, ou seja, no conhecimento já acumulado acerca da relação causa e efeito de determinadas ações no meio ambiente. Quanto a sua aplicação, bem destaca José Francisco Alenza García: Los controles administrativos previos de las actividades contaminantes y, em menor medida, la previsión de consecuencias jurídicas desfavorables (responsabilidad civil, administrativa o penal) cuando se superen los niveles de contaminación admitidos, constituyen una aplicación de este principio. Otra manifestación concreta del principio de prevención es la imposición del uso de las mejores tecnologías disponibles, matizada com la accesibilidad en términos aconómicos: mejor tecnología disponible que no implique costos excesivos. 31 É possível encontrar a manifestação do aludido princípio no ordenamento espanhol no Real Decreto Legislativo nº 1/2008 que trata sobre a avaliação de impacto ambiental e a Lei 2/2002 da Comunidade de Madri, que versa sobre a avaliação ambiental. 3 PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO SOB A ÓTICA DA SUSTENTABILIDADE Como visto, os dois princípios fundamentais em matéria ambiental, que visam prevenir a ocorrência de danos ainda que estes sejam desconhecidos no momento atual e ainda por outro norte, diante do conhecimento prévio das consequências danosas e/ou de iminente risco, objetivam impedir que de alguma forma venham a se concretizar, devem ser analisados e implementados sob a ótica da sustentabilidade. Avaliando o termo sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável, podemos mencionar o conceito trazido por Barral e Ferreira: Desde já, pode-se definir desenvolvimento sustentável como o desenvolvimento que responde às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. 32 Ademais, sob o subtítulo O marco normativo da proteção ambiental, os autores acima citados mencionam que: O marco normativo sobre Direito Ambiental compreende uma construção em nível de Direito Internacional e uma correspondente em cada Direito Interno. No que tange à proteção internacional do meio ambiente, durante o período anterior à década de 1950, destaca-se a convenção relativa à preservação da fauna e da flora nos s eus estados naturais, de Em verdade, este pode ser considerado como o primeiro tratado internacional de meio ambiente dotado de uma visão biocêntrica, ou seja, pela preservação ambiental em si mesma, sem considerar os impactos trazidos ao ser humano. 31 GARCÍA, José Francisco Alenza. Manual de Derecho Ambiental. p BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. In. BARRAL, Weber; PIMENTEL, Luiz Otávio (Org.). Direito ambiental e desenvolvimento. Florianópolis: Fundação Boiteux, p

10 Todavia, o Direito Internacional do Meio Ambiente se consolidou apenas no início da década de 1960, fruto de um processo de institucionalização do Direito Internacional em geral. 33 Por conseguinte, temos que a proteção ambiental sob o prisma jurídico na visão dos autores, se consolidou a partir da formação do movimento ambiental, ou seja, a partir da conscientização da sociedade de que os recursos naturais deveriam ser juridicamente protegidos. 34 Seguiram-se as conferências da ONU de 1968 que aprovou a Resolução n , que indicava a necessidade da realização de uma conferência internacional do meio ambiente. Realizou-se em 1972 a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que teve sede em Estocolmo, seguida pela conferência de Belgrado em 1975, que culminou com a 1) Declaração das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano, ou Declaração de Estocolmo; 2) um plano de ação; e 3) a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, constituindo-se em um organismo voltado para a preocupação com os programas ambientais no mundo, culminando mais tarde com a formação do conceito de desenvolvimento sustentável. Já na década de 90, realizou-se a já citada Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente conhecida como Rio-92. Firmou-se neste momento, o conceito do que vem a ser o Princípio do Desenvolvimento Sustentável 35, que segundo Barral e Ferreira: [...] reflete a preocupação em alcançar o desenvolvimento sustentável, utilizando para tanto ações racionais que preservem os processos e sistemas essenciais à vida e à manutenção do equilíbrio ecológico. Nesse sentido é necessário pensar em construir uma sociedade mais sustentável, socialmente justa e ecologicamente equilibrada. A compatibilização entre a utilização dos recursos naturais e a conservação do meio ambiente pode ser concretizada por meio de formas de produção que satisfaçam às necessidades do ser humano, sem destruir os recursos necessários às futuras gerações. 36 Nota-se, assim, que os princípios da precaução e da prevenção devem ser aplicados da forma mais ampla possível, visto que ambos possuem a característica comum de primarem pela sustentabilidade dos recursos naturais do planeta. Dessa forma, a aplicação destes dois princípios, esbarram sobremaneira nos mais variados interesses da coletividade, quer seja na esfera patrimonial, quando ocorre uma intervenção direta do Estado quanto à utilização e/ou exploração de determinado recurso natural, bem como no reflexo desta intervenção no aspecto econômico, atingindo assim toda a sociedade. 33 BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. p BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. p Princípio 27: Os Estados e os povos deveriam cooperar, de boa fé e com espírito de solidariedade, na aplicação dos princípios consagrados nesta declaração e no posterior desenvolvimento do direito internacional na esfera do desenvolvimento sustentável. 36 BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. p

11 3.1 A QUESTÃO AMBIENTAL E AS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO: VISÃO BRASILEIRA E ESPANHOLA Indubitavelmente o governo brasileiro se mostra preocupado com a questão ambiental, porém, tendo em vista que o Brasil, assim como vários outros países, é um país emergente, o Estado não pode perder de vista a busca pelo crescimento e desenvolvimento econômico e consequentemente a melhora dos índices de desenvolvimento humano. Efetivamente, nos dizeres de Barral e Ferreira, [...] o poder público vem conduzindo a política ambiental exclusivamente por meio de instrumentos de controle e comando, seja na administração de recursos naturais, ou mesmo no controle da poluição ambiental no planejamento territorial. Trata-se de uma intervenção centralizada, regulamentadora e fiscalizadora. 37 Na Espanha, a visão de Cutanda no que tange a proteção do meio ambiente e a seguridade industrial, leciona: El mismo grado de interacción existe entre la protección del mediambiente y la seguridade industrial, que, de conformidade con la definición contenida en de Industria (Ley 21/1992, de 16 de julio), tiene por objeto la prevención y limitación de riesgos, así como la protección contra acidentes y siniestros capaces de producir daños o perjuicios a las personas, flora, fauna, bienes o al médio ambiente (...) (art. 9). En el ámbito europeo, muchas de las directivas que se consideran incluídas em la protección de medioambiente tienen precisamente este objetivo, como ocorre com la conocida como Directiva Seveso (por el acidente industrial em uma fábrica de la localidade italiana de este nombre que motivo su aprobación) sobre prevención de acidentes mayores que pueden originarse em atividades industriales (Directiva 82/501/CEE, de 24 de junio de 1982, relativa a acidentes mayores de ciertas atividades industriales, reemplazada posteriormente, para reforzar las medidas encaminhadas a lograr um nível de protección más elevado, por la Directiva 96/82/CEE, de Consejo, de 9 de diciembre de 1996, conocida como Seveso II). 38 Mais adiante, a mesma autora afirma que: El medioambiente como concepto jurídico cons tituye en nuestro sistema jurídicoconstitucional, según lo expuesto, un concepto indissociable del ser humano. Existen sin embargo, hay que señalar, algunas tendências ecologistas que consideran la protección del medioambiente como un valor autónomo del hombre y propugnan que se reconozca persolidad jurídica al medioambiente en su conjunto o a alguno de sus elementos. 39 Desta feita, estende-se ser este o ponto crucial do desenvolvimento econômico-social da atual e futuras gerações, visto que cada vez mais se faz necessário expandir a economia dos países, principalmente dos agora considerados emergentes, o que pressupõe maiores investimentos nos setores energéticos e no campo, com uma necessidade premente de manter uma oferta crescente de alimentos para uma população mundial ainda em crescimento exponencial. Crescer e desenvolver, mais que um destino para os Estados, é um desafio à efetiva aplicação destes dois princípios fundamentais quando se aborda o tema meio ambiente, sempre primando que os recursos do planeta devem ser utlizados de forma sustentável. 37 BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. p CUTANDA, Blanca Lozano. Derecho Ambiental Administrativo. p CUTANDA, Blanca Lozano. Derecho Ambiental Administrativo. p

12 Citando Karl Popper no Prefácio do livro La Gran Transición: la promesa y la atracción del futuro: La transición global há comenzado: una sociedad planetária se irá configurando durante las próximas décadas. Pero su desenlace es incierto. Según como se resuelvan los conflitos sociales y del médio ambiente, el desarrollo global puede bifurcarse en caminos dramaticamente diferentes. Por el lado obscuro, es muy fácil imaginar un futuro funesto de pueblos, culturas y naturaliza empobrecidos. No cabe duda que para muchos esta terrible posibilidad parece la más probable. Pero no es inevitable. La humanidade tiene la capacidade para antecipar, elegir y actuar. Aunque parezca poco probable, es posible uma tansición hacia un futuro de vidas más ricas, de solidariedade entre las personas y con un planeta sano. 40 Cabe, portanto, a cada indivíduo a missão de, através de mecanismos protecionistas, porém não alijadores do desenvolvimento, construir um meio ambiente sustentável, fazendo a aplicação racional e equilibrada dos princípios aqui analisados. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS O caminho traçado pela comunidade mundial em prol da proteção do meio ambiente é recente na história do planeta. Recente é, também, a primeira grande expressão dessa consciência global em prol do meio ambiente a I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano realizada na cidade de Estocolmo na Suécia em Desde então, muito se desenvolveu em termos de convenções, tratados e também legislações internas cujos focos são a proteção ambiental e a sustentabilidade do ambiente planetário. Nesse contexto, pelo presente estudo foi possível constatar a evolução da proteção ambiental, bem como traçar um comparativo entre a legislação brasileira e espanhola no que concerne a proteção do meio ambiente. Ademais, contatou-se, sobretudo a importância dos princípios da precaução e da prevenção em ambos os sistemas jurídicos e a similaridade da aplicação de ambos nos países estudados, colaborando para a compreensão das eventuais divergências e convergências existentes entre Brasil e Espanha nessa temática. Além disso, foi possível verificar a estreita relação entre os princípios da precaução e da prevenção, que visam primordialmente evitar danos irreparáveis ao meio ambiente; e a própria sustentabilidade em si, cujo principal objetivo e fazer que o planeta tenha condições de vida também para as gerações vindouras. Finalmente, essa estreita relação entre seres humanos, meio ambiente e preservação traz aos Estados um grande desafio na atualidade: encontrar um ponto de equilíbrio entre a preservação e a sustentabilidade do planeta e o desenvolvimento econômico e social. REFERÊNCIAS ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 10ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 40 POPPER, Karl. Prefácio. In: RASKIN, Paul. et al. La gran transición: la promessa y la atracción del futuro. Santiago do Chile: Nações Unidas, p p. 87

13 BAOS, Paloma Sanz. Los principios de prevención y de cautela en el Derecho Ambiental. Revista Jurídica de la Comunidad de Madri, Madri, n o 19, Disponível em <http://www.madrid.org/cs/satellite?c=cm_revista_fp&cid= &esArticulo=true&idRevistaElegida= &language=es&pagena me=revistajuridica%2fpage%2fhome_rju&sitename=revistajuridica&urlpage=revistaju ridica%2fpage%2fhome_rju >. Acesso em 06 jul BARRAL, Welber; FERREIRA, Gustavo Assed. Direito ambiental e desenvolvimento. In. BARRAL, Weber; PIMENTEL, Luiz Otávio (Org.). Direito ambiental e desenvolvimento. Florianópolis: Fundação Boiteux, p. BENJAMIN, Antônio Herman. O meio ambiente na Constituição federal de In: KISHI, Sandra Akemi Shimada; SILVA, Solange Teles da; SOARES, Inês Virgínia Prado (Orgs.). Desafios do direito ambiental no século XXI: estudos em homenagem a Paulo Affonso Leme Machado. São Paulo: Malheiros, CUTANDA, Blanca Lozano. Derecho ambiental administrativo. 11 ed. Madri: La Ley, p. DECLARAÇÃO SOBRE O AMBIENTE HUMANO. Estocolmo, Suécia, Disponível em: < ESPANHA. Constituição (1978). Constitución Española. Madri: Senado, p. FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 12. ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, p. GARCÍA, José Francisco Alenza. Manual de Derecho Ambiental. Pamplona, Editora Universidad Pública de Navarra, p. KISS, Alexandre. Os direitos e interesses das gerações futuras e o princípio da precaução. In: VARELLA, Marcelo Dias; PLATIAU, Ana Flávia Barros (Orgs.). Princípio da precaução. Belo Horizonte: Del Rey, p. LUCHESI, Celso Umberto. Considerações sobre o princípio da precaução. São Paulo: SRS Editora, p. LUÑO, Antonio-Enrique Pérez. Articulo 45. In: VILLAAMIL, Oscar Alzaga (Org.). Comentarios a la constitucion española de Tomo IV. Madri: Cortes Generales Editoriales de Derecho Reunidas, p. MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito ambiental brasileiro. 12ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, p. MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p. POPPER, Karl. Prefácio. In: RASKIN, Paul. et al. La gran transición: la promessa y la atracción del futuro. Santiago do Chile: Nações Unidas, p. ROTA, Demetrio Loperena. Los princípios de Derecho Ambiental. Madri: Civitas, p. 88

O Direito Ambiental no Brasil.

O Direito Ambiental no Brasil. NOTA DE CONJUNTURA JURÍDICA Março de 2009 Nº3 O Direito Ambiental no Brasil. Profa. Sandra Mara Ribeiro Muradi Mestra em Direito pela PUCSP. Professora da ESPM e da PUCSP. Introdução O homem e o mundo

Leia mais

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I:

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I: Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Unidade I: 0 Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Introdução A disciplina Direito Ambiental tem como objetivo propiciar ao corpo discente uma análise sobre

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A Constituição Federal e o meio ambiente Lucas Britto Tolomei A Constituição Federal de 1988 revelou a importância que a sociedade, Estado e os instrumentos jurídicos devem ter quando

Leia mais

O PAPEL DAS LEIS AMBIENTAIS PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O PAPEL DAS LEIS AMBIENTAIS PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL O PAPEL DAS LEIS AMBIENTAIS PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL O estudo da proteção ambiental tem como pressuposto uma análise necessariamente transdiciplinar, por meio da qual profissionais e estudiosos das mais

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Meio ambiente equilibrado e sadio - Um Direito Fundamental Uélton Santos* Art. 225, CF. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e

Leia mais

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL Fernando Souza OLIVEIRA 1 Pedro Anderson da SILVA 2 RESUMO Princípio do Desenvolvimento Sustentável como um direito e garantia fundamental,

Leia mais

Capítulo I. I. Introdução

Capítulo I. I. Introdução Capítulo I Princípios Fundamentais do Direito Ambiental I. Introdução 1. Princípios específicos de proteção ambiental O direito ambiental, ciência dotada de autonomia científica, apesar de apresentar caráter

Leia mais

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA Almeida S. S. (1) ; Pereira, M. C. B. (1) savio_eco@hotmail.com (1) Universidade Federal de Pernambuco UFPE, Recife PE, Brasil.

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana Autorizada pela Portaria Ministerial nº 552 de 22 de março de 2001 e publicada no Diário Oficial da União de 26 de março de 2001. Endereço: Rua Juracy Magalhães,

Leia mais

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL 1. NOMENCLATURA DA DISCIPLINA JURÍDICA Direito ambiental, direito do meio ambiente, direito do desenvolvimento sustentável, direito verde, direito ecológico, direito de

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

Breves comentários sobre a base constitucional da proteção da biodiversidade

Breves comentários sobre a base constitucional da proteção da biodiversidade Conservação da Biodiversidade Legislação e Políticas Públicas Breves comentários sobre a base constitucional da proteção da biodiversidade Ilidia da Ascenção Garrido Martins Juras A primeira referência

Leia mais

O princípio da precaução de o princípio da prevenção do direito ambiental

O princípio da precaução de o princípio da prevenção do direito ambiental 132 O princípio da precaução de o princípio da prevenção do direito ambiental (The precautionary principle and the principle of prevention of environmental law) Camila Andréia Silva Maestro 1 ; Patrícia

Leia mais

DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO

DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO A proteção ao meio ambiente passou a ser uma preocupação nos últimos tempos. Atualmente a defesa do meio ambiente tem como escopo a conservação dos recursos

Leia mais

ÉTICA, MEIO AMBIENTE E DIREITOS HUMANOS.

ÉTICA, MEIO AMBIENTE E DIREITOS HUMANOS. ÉTICA, MEIO AMBIENTE E DIREITOS HUMANOS. ANDREI MOHR FUNES 1 FACULDADES DE PINHAIS PR GILMARA PESQUERO FERNANDES MOHR FUNES 2 NARA FERNANDES BORDIGNON 3 1 Especialista em Direito pela Universidade do Oeste

Leia mais

O direito ao meio ambiente equilibrado no Brasil: pressuposto na Legislação. Ambiental Brasileira

O direito ao meio ambiente equilibrado no Brasil: pressuposto na Legislação. Ambiental Brasileira O direito ao meio ambiente equilibrado no Brasil: pressuposto na Legislação Ambiental Brasileira Jean Pereira de Azevedo do Carmo a, José Carlos Bonini b*. a Instituto de Geociências e Ciências Exatas

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL GOMES, Alessandro. alefot@bol.com.br Resumo: O texto que se segue parte de uma rápida passagem

Leia mais

II Curso de Direito e Sustentabilidade

II Curso de Direito e Sustentabilidade II Curso de Direito e Sustentabilidade II Curso de Direito e Sustentabilidade O" GEDAIS" )" Grupo" de" Estudos" em" Direito" Ambiental," Internacional" e" Sustentabilidade,"vinculado"ao"curso"de"Direito"e"ao"Centro"de"Ciências"

Leia mais

ABELHA, Marcelo. Ação civil pública e meio ambiente. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

ABELHA, Marcelo. Ação civil pública e meio ambiente. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003. Ementa: Bem jurídico ambiental e aspectos do Meio Ambiente. Meio ambiente e legislação; Fundamentos constitucionais da proteção do ambiente; Política Nacional do Meio Ambiente; Sistema Nacional do Meio

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS UniEVANGÉLICA Mestrado em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS UniEVANGÉLICA Mestrado em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS UniEVANGÉLICA Mestrado em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente Disciplina: Desenvolvimento e Impactos Ambientais Professores: Roberto Prado de Morais e Maurício José Nardini

Leia mais

Declaração da Conferência de ONU no Ambiente Humano, Estocolmo, 5-16 de junho de 1972. (tradução livre)

Declaração da Conferência de ONU no Ambiente Humano, Estocolmo, 5-16 de junho de 1972. (tradução livre) Declaração da Conferência de ONU no Ambiente Humano, Estocolmo, 5-16 de junho de 1972 (tradução livre) A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, reunida em Estocolmo de 5 a 16 de junho

Leia mais

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 86 DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 1 Integrante do Núcleo de Estudos Ambientais e Geoprocessamento NEAGEO do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento

Leia mais

RESUMO. Desenvolvimento Econômico. Meio Ambiente. Lei 12.462/2011. Preservação Ambiental.

RESUMO. Desenvolvimento Econômico. Meio Ambiente. Lei 12.462/2011. Preservação Ambiental. Princípio do Desenvolvimento Sustentável aplicado ao Regime Diferenciado de Contratações Públicas RDC: aspectos constitucionais ambientais da Lei nº 12.642/2011. DANIEL DE MORAIS MATOS Jornalista Profissional

Leia mais

DIREITO AMBIE TAL: REFLEXÕES SOBRE A ORIGEM E AS FO TES DE DIREITO

DIREITO AMBIE TAL: REFLEXÕES SOBRE A ORIGEM E AS FO TES DE DIREITO _ DIREITO AMBIE TAL: REFLEXÕES SOBRE A ORIGEM E AS FO TES DE DIREITO Inez lopes Matos C. de Farias 1 RESUMO: O presente artigo tem por finalidade analisar a importância do Direito Ambiental como instrumento

Leia mais

Fragmentos da historia da educação ambiental (EA)

Fragmentos da historia da educação ambiental (EA) Fragmentos da historia da educação ambiental (EA) Aldenice Alves Bezerra 1 Resumo Este trabalho é resultado de uma pesquisa exploratória onde foi utilizado como procedimento para coleta de dados um levantamento

Leia mais

O DEVER FUNDAMENTAL DE AVERBAR A RESERVA LEGAL FLORESTAL NA MATRÍCULA DO IMÓVEL RURAL 1 Danilo Negreiros 2 Daury Cesar Fabriz 3

O DEVER FUNDAMENTAL DE AVERBAR A RESERVA LEGAL FLORESTAL NA MATRÍCULA DO IMÓVEL RURAL 1 Danilo Negreiros 2 Daury Cesar Fabriz 3 Derecho y Cambio Social O DEVER FUNDAMENTAL DE AVERBAR A RESERVA LEGAL FLORESTAL NA MATRÍCULA DO IMÓVEL RURAL 1 Danilo Negreiros 2 Daury Cesar Fabriz 3 Fecha de publicación: 01/01/2015 SUMÁRIO: 1. Introdução.

Leia mais

Planejamento estratégico

Planejamento estratégico espaço ibero-americano espacio iberoamericano Planejamento estratégico Quem somos, onde queremos ir e como chegaremos lá são indagações necessárias em todas as escolas Como qualquer empresa, instituições

Leia mais

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA

MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA MARKETING AMBIENTAL: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA Heinrich Führ 1 Karine Alles 2 RESUMO Este artigo aborda da importância das organizações tomarem medidas corretivas, à sobrevivência humana em face da degradação

Leia mais

ALMEIDA GUILHERME Advogados Associados

ALMEIDA GUILHERME Advogados Associados CONFLITOS INTERNACIONAIS E A ESCASSEZ DE RECURSOS NATURAIS por Rossana Gemeli Roncato Membro de Almeida Guilherme Advogados Durante vários séculos, a humanidade passou por diversos conflitos internacionais,

Leia mais

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE CIÊNCIAS SOCIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE CIÊNCIAS SOCIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE CIÊNCIAS SOCIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DISCIPLINA: DIREITO AMBIENTAL I CÓDIGO: CARGA HORÁRIA: 80 h.a. N.º DE CRÉDITOS: 04 PRÉ-REQUISITO:

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO SOBRE O AMBIENTE HUMANO. (Estocolmo/junho/72) Tendo-se reunido em Estocolmo, de 5 a 16 de junho de 1972, e

DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO SOBRE O AMBIENTE HUMANO. (Estocolmo/junho/72) Tendo-se reunido em Estocolmo, de 5 a 16 de junho de 1972, e DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO SOBRE O AMBIENTE HUMANO (Estocolmo/junho/72) A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, Tendo-se reunido em Estocolmo, de 5 a 16 de junho de 1972, e Considerando a necessidade

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE - UNIFLU FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO

CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE - UNIFLU FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE - UNIFLU FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO DIREITO À EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A ATUAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES RODRIGO DE ALMEIDA

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA C O N T E Ú D O : N O Ç Õ E S D E D I R E I T O : I N T R O D U Ç Ã O A O E S T U D O D O D I R E I T O A M B I E N T A L C A R A C T E R Í S T I C A S D A L E G I S L

Leia mais

1 Conceito de meio ambiente

1 Conceito de meio ambiente O MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Thomas de Carvalho Silva Advogado; Autor de diversos artigos e comentários jurídicos publicados e trabalhos apresentados em congressos e seminários jurídicos.

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela;

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS Responsável: Professora Miriam Fontenelle Título: Biodiversidade e Política Ambiental PROJETO DE PESQUISA O título do projeto está relacionado a dois temas atuais do direito: a tutela jurídica dos Direitos

Leia mais

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS Cleci Teresinha Noara Assistente Social Fundação Agência

Leia mais

EL DERECHO FUNDAMENTAL AL MEDIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO Y LA EDUCACIÓN AMBIENTAL EN BRASIL

EL DERECHO FUNDAMENTAL AL MEDIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO Y LA EDUCACIÓN AMBIENTAL EN BRASIL Derecho y Cambio Social O DIREITO FUNDAMENTAL AO MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO E A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL Ivy de Souza Abreu (*) Luisa Cortat Simonetti Gonçalves (**) Fecha de publicación:

Leia mais

FACULDADES INTEGRADAS FAFIBE CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO ACESSO À INFORMAÇÃO AMBIENTAL SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

FACULDADES INTEGRADAS FAFIBE CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO ACESSO À INFORMAÇÃO AMBIENTAL SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL FACULDADES INTEGRADAS FAFIBE CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO ACESSO À INFORMAÇÃO AMBIENTAL SOB A ÓTICA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Projeto de Pesquisa GIVAGO MINUNCIO Projeto de pesquisa realizado como

Leia mais

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal Graziela Feltrin Vettorazzo Formada pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo em 2012, advogada atuando na área do

Leia mais

A Empresa. La Compañía

A Empresa. La Compañía A Empresa Freixinho Advogados tem o objetivo de prover assessoramento completo para pessoas físicas e jurídicas em questões de Direito Penal e Processo Penal. Para oferecer serviços de excelência a seus

Leia mais

Palavras chave: Função Social; Propriedade; Meio Ambiente.

Palavras chave: Função Social; Propriedade; Meio Ambiente. 1 A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE EM BUSCA DA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL SILVA, Alexssandro Crivelli (G/FACINAN) 1 SONNI, Indianara Pavessi Pini (D/FACINAN) 2 RESUMO: O direito de propriedade vem sofrendo diversas

Leia mais

Freixinho & Raizman a d v o g a d o s

Freixinho & Raizman a d v o g a d o s Freixinho & Raizman a d v o g a d o s www.freixinho.adv.br Freixinho & Raizman a d v o g a d o s Freixinho & Raizman a d v o g a d o s A Empresa Freixinho e Raizman Advogados tem o objetivo de prover

Leia mais

TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE.

TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE. TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

O MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

O MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 O MEIO AMBIENTE NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Trata do meio ambiente, seu conceito, a legislação ambiental brasileira e a tutela constitucional do meio ambiente. Elaborado em 01.2009 Thomas de Carvalho

Leia mais

32 explican como un enfrentamiento de raíces étnicas entre árabes y africanos, la realidad 33 es más compleja. 34 Hay que tener en cuenta el

32 explican como un enfrentamiento de raíces étnicas entre árabes y africanos, la realidad 33 es más compleja. 34 Hay que tener en cuenta el Cambio climático 1 En el año 2007 el cambio climático logró por fin situarse en la agenda política global 2 como uno de los grandes problemas que afronta la humanidad. Así lo reflejaron las 3 conclusiones

Leia mais

FUNDAÇÃO CONSELHO ESPANHA BRASIL

FUNDAÇÃO CONSELHO ESPANHA BRASIL FUNDAÇÃO CONSELHO ESPANHA BRASIL UN SELLO DE CALIDAD EN LAS RELACIONES BILATERALES FUNDAÇÃO CONSELHO ESPANHA BRASIL UM SELO DE QUALIDADE NAS RELAÇÕES BILATERAIS FUNDAÇÃO CONSELHO ESPANHA BRASIL diseño

Leia mais

PODER PÚBLICO E A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE

PODER PÚBLICO E A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE 59 PODER PÚBLICO E A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Nilton Carlos de Almeida Coutinho 1 1 Professor junto à Universidade do Oeste Paulista. Procurador do Estado de São Paulo, em exercício na Procuradoria Regional

Leia mais

RESUMO EXPANDIDO VIII SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO

RESUMO EXPANDIDO VIII SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO RESUMO EXPANDIDO VIII SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO 1 TÍTULO DO TRABALHO A possibilidade de revisão dos contratos agrários sob o argumento de descumprimento da função social do contrato 2 AUTORES Andrea Tavares

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

SUMÁRIO GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO: UM OLHAR A PARTIR DA ADMINISTRAÇÃO... 2

SUMÁRIO GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO: UM OLHAR A PARTIR DA ADMINISTRAÇÃO... 2 SUMÁRIO GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO: UM OLHAR A PARTIR DA ADMINISTRAÇÃO... 2 A IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO GEOECONÔMICO DE FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE POBREZA PARA A GESTÃO DO PROGRAMA BOLSA-FAMÍLIA... 3 QUÉ

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente; Tendo-se reunido em Estocolmo de 5 a 16 de junho de 1972; Tendo considerado a necessidade

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

A CIDADANIA NO MEIO AMBIENTE. Elias Manea 1, Marcio Cesar Bonache 1, Eder Canziani 2, Sergio Miranda Mendes 2

A CIDADANIA NO MEIO AMBIENTE. Elias Manea 1, Marcio Cesar Bonache 1, Eder Canziani 2, Sergio Miranda Mendes 2 17 A CIDADANIA NO MEIO AMBIENTE Elias Manea 1, Marcio Cesar Bonache 1, Eder Canziani 2, Sergio Miranda Mendes 2 Discentes 1 e Docentes 2 do curso de Direito da UNOESTE, Presidente Prudente SP. E-mail:

Leia mais

CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3 , I) Visão antropocêntrica

CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3 , I) Visão antropocêntrica DIREITO AMBIENTAL CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3, I) conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas

Leia mais

UMA ABORDAGEM ACERCA DO IMPACTO DE VIZINHANÇA E DO ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTOS DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE URBANO

UMA ABORDAGEM ACERCA DO IMPACTO DE VIZINHANÇA E DO ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTOS DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE URBANO UMA ABORDAGEM ACERCA DO IMPACTO DE VIZINHANÇA E DO ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTOS DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE URBANO Ana Paula Mendes Simões Pereira INTRODUÇÃO O desenvolvimento econômico

Leia mais

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE JOCEANE CRISTIANE OLDERS VIDAL Lucas do Rio Verde MT Setembro 2008 FACULDADE

Leia mais

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA

A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA A RAZOABILIDADE ENQUANTO ELEMENTO CONSTITUTIVO DA HERMENÊUTICA JURÍDICA D OLIVEIRA, Marcele Camargo 1 ; D OLIVEIRA, Mariane Camargo 2 ; CAMARGO, Maria Aparecida Santana 3 Palavras-Chave: Interpretação.

Leia mais

Organismos de Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental no Brasil. Profª MSc. Maria Bernadete Miranda

Organismos de Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental no Brasil. Profª MSc. Maria Bernadete Miranda Organismos de Regulação, Controle e Fiscalização Ambiental no Brasil Apresentação e objetivos A presente aula tem por objetivo apresentar os organismos de regulação, controle e fiscalização ambiental no

Leia mais

Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas

Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas JURIDICO JURIDICO DE SERVIÇOS COORDENADORIA DE DIREITO AMBIENTAL Consultora 31/05/2012 Prevenção X Resposta na esfera jurídica

Leia mais

PLAN DE INNOVACIÓN COMPLEXO LAGUNAR MEDITERRANEO EPAGRI 0055-48-36260577-88010490

PLAN DE INNOVACIÓN COMPLEXO LAGUNAR MEDITERRANEO EPAGRI 0055-48-36260577-88010490 PLAN DE INNOVACIÓN Título Plan de Innovación LAGUNA- PROJETO DE RECUPERAÇAO E CONSERVAÇAO DO COMPLEXO LAGUNAR Nombre Rutero/Rutera ROTA INTERCOTINENTAL DE APRENDIZAGEM- TRAMO Organización o institución

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS Reconhecida pelo Decreto Federal Nº 55.754, de 12 de fevereiro de 1965

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS Reconhecida pelo Decreto Federal Nº 55.754, de 12 de fevereiro de 1965 DISCIPLINA: Direito Internacional dos Direitos Humanos PROFESSOR: Dr. Antonio Celso Alves Pereira EMENTA: Formação, autonomia e consolidação do Direito Internacional dos Direitos Humanos. A Carta Internacional

Leia mais

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA A PROBLEMÁTICA CONTEMPORÂNEA DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA CLÁUDIO RIBEIRO LOPES Mestre em Direito (Tutela de Direitos Supraindividuais) pela UEM Professor Assistente da UFMS (DCS/CPTL)

Leia mais

A Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno Mental e o Ministério Público

A Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno Mental e o Ministério Público A Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno Mental e o Ministério Público Bruno Alexander Vieira Soares Promotor de Justiça de Defesa da Saúde/BH Coordenador da Coordenadoria de Defesa das Pessoas

Leia mais

Portaria n. 88, de 22/07/2015

Portaria n. 88, de 22/07/2015 Portaria n. 88, de 22/07/2015 O Ministério Público Federal, pelos Procuradores da República signatários, no cumprimento de suas atribuições constitucionais conferidas pelo art. 129 da Constituição Federal

Leia mais

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução 2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV Autora: Laura Martins Maia de Andrade I - Introdução O Direito Ambiental não deve ser concebido a partir de um enquadramento rígido, como ocorre com outros

Leia mais

Mariel Silvestre 1. Brasil Salomão e Matthes Advocacia, Professora de Direito Ambiental do Centro Universitário BarÃo de Mauá.

Mariel Silvestre 1. Brasil Salomão e Matthes Advocacia, Professora de Direito Ambiental do Centro Universitário BarÃo de Mauá. O Princípio do Desenvolvimento Sustentável no Direito Ambiental e instrumentos legais de sustentabilidade no que tange a algumas atividades geradoras de energia elétrica. Mariel Silvestre 1 1. Introdução.

Leia mais

Direito Ambiental. Prof. Fabrício Ferreira Aula III

Direito Ambiental. Prof. Fabrício Ferreira Aula III Direito Ambiental Prof. Fabrício Ferreira Aula III 1 Direito Internacional NOÇÕES PRELIMINARES CONCEITO: É o conjunto de normas jurídicas que regulam as relações mútuas dos Estados e, subsidiariamente,

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras adotada em 12 de novembro de 1997 pela Conferência Geral da UNESCO

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Ações afirmativas no sistema da Organização das Nações Unidas: obrigação ou faculdade? Oziel Francisco de Sousa * No plano do direito internacional, a questão da discriminação e

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Coletivos dos Povos

Declaração Universal dos Direitos Coletivos dos Povos Declaração Universal dos Direitos Coletivos dos Povos Preâmbulo CONSIDERANDO os progressos conseguidos, em particular a partir da "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão" na tomada de consciência

Leia mais

Direito Ambiental Flávia Zangerolame

Direito Ambiental Flávia Zangerolame Direito Ambiental Flávia Zangerolame 12/02 Qualquer legislação serve (desde que tenha os decretos 6514/08, que é a regulação da lei de crimes ambientais, e o 6527/08, que trata da regulamentação do Fundo

Leia mais

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL BRASILEIRO Fernando de Azevedo Alves Brito e Álvaro de Azevedo Alves Brito SUMÁRIO: 1 Introdução. 2 Princípio do Desenvolvimento Sustentável.

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 Sobre a atuação dos Juízes e Poderes Judiciários Iberoamericanos relativamente à informação, à participação pública e ao acesso à justiça em matéria de meio ambiente

Leia mais

1. O Direito Ambiental Internacional. Antonio Esteves da Rocha e Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Relume Dumará. 1999, p.86.

1. O Direito Ambiental Internacional. Antonio Esteves da Rocha e Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Relume Dumará. 1999, p.86. DIREITO AMBIENTAL: ORIGENS, DESENVOLVIMENTO E OBJETIVOS Virgínia Totti Guimarães Especialista em Advocacia Pública pela UERJ. Pósgraduanda em Direito Ambiental pela PUC-Rio. Integrante do Setor de Direito

Leia mais

MEIO AMBIENTE: PRESERVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE: PRESERVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE: PRESERVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE (ENVIRONMENT: CONSERVATION AND SUSTAINABILITY) Américo Donizete Batista Centro Universitário Toledo de Araçatuba - São Paulo advogadoamerico@yahoo.com.br ABSTRACT

Leia mais

Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor.

Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor. NOTA TÉCNICA n 3 Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor. Alayde Avelar Freire Sant Anna Ouvidora/ANAC

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E EMPRESAS

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E EMPRESAS RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL E EMPRESAS RESUMO DIADOSK, A.; FERREIRA, A. H. Valendo-se da real mudança de valores, as empresas estão engajadas à ideia de desenvolvimento sustentável e à preservação

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL - UniDF PRÓ-REITORIA DE GESTÃO ACADÊMICA PRGA CENTRO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL CTE DIREITO AMBIENTAL

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL - UniDF PRÓ-REITORIA DE GESTÃO ACADÊMICA PRGA CENTRO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL CTE DIREITO AMBIENTAL 1 CENTRO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL DIREITO AMBIENTAL Autoria: Ana Maria Benavides Kotlinski Desenho Instrucional: Fábia Pimentel Brasília DF 2007 2 CENTRO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Leia mais

O meio ambiente como objeto do direito

O meio ambiente como objeto do direito ISSN 1127-8579 Pubblicato dal 31/07/2013 All'indirizzo http://www.diritto.it/docs/35333-o-meio-ambiente-como-objeto-do-direito Autori: Guilherme Weber Gomes de Almeida, Thiago Leão Pires O meio ambiente

Leia mais

CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ROBERTO DOS SANTOS FLAUSINO GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA

CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ROBERTO DOS SANTOS FLAUSINO GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ROBERTO DOS SANTOS FLAUSINO GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA SANTOS 2005 ÍNDICE 01.Introdução...3 02. Gestão Ambiental Portuária...6 03. Referências Bibliográficas...12 2 01. INTRODUÇÃO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 368, de 2012, da Senadora Ana Amélia, que altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, para dispor

Leia mais

ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL

ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL ANÁLISE DE RISCO AMBIENTAL Wanderley Feliciano Filho CRQ IV- Novembro/ 006 Conceito Constituicional Artigo Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS Grupo de Pesquisa Institucional de Acesso à Justiça e Tutela de direitos Proposta de implementação I Objeto: Realização de estudos e pesquisas pela comunidade acadêmica da Faculdade de Direito de Campos

Leia mais

ÉTICA e PAISAGEM Fundação Calouste Gulbenkian. 19 de Setembro de 2011 Alexandre d Orey Cancela d Abreu alexandreoc.abreu@gmail.com

ÉTICA e PAISAGEM Fundação Calouste Gulbenkian. 19 de Setembro de 2011 Alexandre d Orey Cancela d Abreu alexandreoc.abreu@gmail.com ÉTICA e PAISAGEM Fundação Calouste Gulbenkian 19 de Setembro de 2011 Alexandre d Orey Cancela d Abreu alexandreoc.abreu@gmail.com Paisagem: designa uma parte do território, tal como é apreendida pelas

Leia mais

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental GOVERNO DO ESTADO DE SÃO APULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIRETRIZES PEDAGÓGICAS O que se espera

Leia mais

(publicado na revista eletrônica Jus Navigandi, em 02/04/2005, disponível em .)

(publicado na revista eletrônica Jus Navigandi, em 02/04/2005, disponível em <www.jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6484>.) A relação entre meio ambiente e saúde e a importância dos princípios da prevenção e da precaução (publicado na revista eletrônica Jus Navigandi, em 02/04/2005, disponível em .)

Leia mais

O ESCRITÓRIO. El Estudio

O ESCRITÓRIO. El Estudio O ESCRITÓRIO Freixinho Advogados tem o objetivo de prover assessoramento completo para pessoas físicas e jurídicas em questões de Direito Penal e Processo Penal. Para oferecer serviços de excelência a

Leia mais

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL E EMPREENDIMENTOS MINERÁRIOS

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL E EMPREENDIMENTOS MINERÁRIOS COMPENSAÇÃO AMBIENTAL E EMPREENDIMENTOS MINERÁRIOS Carlos Eduardo Ferreira Pinto Promotor de Justiça Coordenador Regional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas

Leia mais

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE D I R E T O R I A D E S A Ú D E 05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Em 05 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e nesse ano o foco está voltado para as Mudanças Climáticas com o tema

Leia mais

Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria.

Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria. Políticas públicas de meio ambiente na implementação de procedimentos de controle e gestão ambiental na indústria. Edson José Duarte 1 Universidade Federal de Goiás/Campos catalão Email: edsonduartte@hotmail.com

Leia mais

DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO

DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO GOMES, Alessandro. alefot@bol.com.br Resumo: O trabalho aqui apresentado, como uma exigência para a conclusão do módulo Direito Civil no Empreendimento Turístico,

Leia mais

A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR

A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR COSTA, Vanessa Aparecida 1 BRAATZ, Danielle Bimbati de Moura 2 RESUMO: os reflexos nocivos da atividade humana, que é realidade visível, é

Leia mais

O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO NO DIREITO AMBIENTAL

O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO NO DIREITO AMBIENTAL O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO NO DIREITO AMBIENTAL Sarah Santana Schroeder * Resumo: O presente trabalho tem como principal objetivo aclarar alguns aspectos concernentes ao princípio da precaução no âmbito

Leia mais

POLUIÇÃO INDUSTRIAL CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL E INTOXICAÇÃO HUMANA NO BRASIL

POLUIÇÃO INDUSTRIAL CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL E INTOXICAÇÃO HUMANA NO BRASIL POLUIÇÃO INDUSTRIAL CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL E INTOXICAÇÃO HUMANA NO BRASIL ACPO Associação de Combate aos Poluentes ACPO Associação de Consciência à Prevenção Ocupacional Semana Municipal de Prevenção ao

Leia mais