O tempo e a tutela do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O tempo e a tutela do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado"

Transcrição

1 O tempo e a tutela do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado Valter Otaviano da Costa Ferreira Junior 1 RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo lançar uma reflexão sobre o papel do tempo na efetividade da tutela do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. PALAVRAS CHAVES: Tempo. Direito Ambiental. Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado. Efetividade. 1 INTRODUÇÃO A ecologia e o meio ambiente são temas de interesse comum a todos os povos e países. No Brasil, em razão de sua imensa diversidade cultural, social, econômica e biológica, a temática ambiental é pauta diária. Com o advento da Carta Política de 1988, houve um avanço significativo no trato da questão ambiental, em nosso país. O meio ambiente ecologicamente equilibrado foi elevado à categoria de direito fundamental, de terceira dimensão, devendo ser tutelado para as gerações presentes e futuras. O nosso Legislador Constituinte, atento às novas tendências e preocupações mundiais, inseriu em nosso texto constitucional os postulados ambientais mais modernos e inovadores discutidos em âmbito internacional. Passados 20 anos da Constituição Federal, será que este tempo foi suficiente para, realmente, darmos efetividade às normas constitucionais sobre o meio ambiente? Será o decurso do tempo, por si só, elemento suficiente para conseguirmos tal mister? Pretende-se com o presente trabalho lançar uma reflexão sobre o papel do tempo na efetividade da tutela do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 1 Especialista em Direito Ambiental e Recursos Hídricos (UCAM). Membro da Advocacia Geral da União no Estado do Paraná. (Advogado da União).

2 2 BREVE HISTÓRICO DAS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS DA ONU E A QUESTÃO AMBIENTAL Milaré (2007, p.1126) assevera que no final da década de 60 houve o indicador de que o crescimento econômico e o processo de industrialização predatória estavam trazendo resultados desastrosos para o Planeta. O grande número de catástrofes ambientais acabou demonstrando a importância do meio ambiente para a humanidade. Se a vida corre perigo, não se justifica o máximo desenvolvimento econômico. (MASCARENHAS, 2008, p.23) Os países da Europa foram os primeiros a sentirem as conseqüências ambientais dos danos praticados pelo ser humano, motivo pelo qual se fazia necessária a busca de uma solução que repercutisse no plano internacional. A iniciativa veio do governo da Suécia, em 1969, quando levou à Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta de conferência para tratar do tema. (BARBIERI, 2003, p.17) Milaré (2007, p.1126) assinala que a proposta foi aceita pela ONU, que, em junho de 1972, na cidade de Estocolmo, realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano, com a participação de 113 países, 250 organizações não-governamentais e organismos da ONU. Os mais importantes resultados dessa primeira Conferência foram a instituição do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente PNUMA e a aprovação da Declaração sobre o Meio Ambiente Humano. Essa Conferência elaborou 26 princípios e foi marcada pelas posições contrárias ocupadas pelos países desenvolvidos e não-desenvolvidos. Cada qual defendia o seu interesse. Os países desenvolvidos sentiam de forma direta os efeitos da degradação ambiental, em razão da poluição dos seus rios, escassez dos recursos energéticos. Por outro lado, os países não-desenvolvidos, incluído aqui o Brasil, estavam preocupados com a necessidade de atingir o nível dos países desenvolvidos, como forma de mitigação da pobreza. (BARBIERI, 2003, p.19) Em 1983, foi criada a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Assembléia Geral da ONU. Essa Comissão era coordenada pela Dra. Gro Harlem Brundtlant, Primeira-Ministra da Noruega e tinha como um de seus principais objetivos a reformulação do conceito de desenvolvimento. (CMMAD, 1991, p.x)

3 Após quatro anos, em 1987, a Comissão concluiu os seus esforços e apresentou ao mundo o relatório intitulado Nosso Futuro Comum, o qual ficou conhecido como Relatório Brundtland. (MILARÉ, 2007, p.1144) Segundo consta do Relatório da CMMAD (1991), até recentemente, o planeta era um grande mundo no qual as atividades humanas e seus efeitos estavam nitidamente confinados em nações, setores (energia, agricultura, comércio) e amplas áreas de interesse (ambiental, econômico e social). Esses compartilhamentos começaram a se diluir. Isto se aplica em particular às várias crises globais que preocupam a todos, sobretudo nos últimos 10 anos. Não são crises isoladas: uma crise ambiental, uma crise do desenvolvimento, uma crise energética. São uma só crise. (p.4) O Relatório Brundtland trouxe grande contribuição para as discussões ambientais iniciadas, em 1972, na Suécia, ao fixar o amplo conceito político de desenvolvimento sustentável: a humanidade é capaz de tornar o desenvolvimento sustentável de garantir que ele atenda as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem também às suas (CMMAD, 1991, p.9). No ano de 1989, a Assembléia Geral das Nações Unidas convocou uma nova Conferência Internacional que teria como tema central o meio ambiente e o desenvolvimento. Foi realizada na Cidade do Rio de Janeiro, em 1992, e ficou conhecida como Cúpula da Terra. (MILARÉ, 2007, p.1144) O objetivo perseguido pela Conferência ECO/92 foi estabelecer uma nova e justa parceria global por meio do estabelecimento de novos níveis de cooperação entre os Estados, os setores-chave da sociedade e os indivíduos, e concluir acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de meio ambiente e desenvolvimento. (Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) Nesta Conferência foram assinados alguns documentos internacionais muito importantes, dos quais se destacam a Agenda 21 e a Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas. A Agenda 21 tem como objetivo principal realizar um plano de ação para atingir, no século XXI, o desenvolvimento sustentável.

4 A Convenção-Quadro, por sua vez, busca a estabilização das emissões de gases causadores do efeito estufa, em níveis que evitem a interferência antrópica perigosa no clima mundial. (MILARÉ, 2007, p.1151) Após dez anos da ECO/92, realizou-se a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, Cúpula de Joanesburgo ou Rio+10, a qual teve como finalidade examinar os progressos alcançados e reafirmar os compromissos assumidos em (OLIVEIRA, 2009, p.257) Oliveira (2009, p.259) assinala que Joanesburgo não apresentou grandes avanços no arranjo de propostas para a solução da problemática ambiental, tendo recebido, por esse motivo, severas críticas de diversas partes. 3 MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO E A CARTA DE 1988 Diferentemente das Constituições brasileiras anteriores, a nossa atual Carta Magna inova no trato da questão ambiental, demonstrando a grande preocupação com o meio ambiente, sendo reconhecida, por muitos, como uma das mais modernas Constituições do mundo na temática ambiental. Sua matriz constitucional encontra-se delimitada no art.225, que está assim redigida: Art.225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (sem destaques no original) Verifica-se do referido dispositivo constitucional que o essencial à sadia qualidade de vida é o meio ambiente ecologicamente equilibrado, e não qualquer meio ambiente. Reforce-se que a característica finalística da regra constitucional é o equilíbrio e não o desequilíbrio ambiental.

5 Esse equilíbrio deve ser dinâmico, disposto a solucionar ou resolver os aparentes conflitos ou contradições que possam existir entre os vários objetivos ou valores contidos na Carta da República. Rodrigues (2008, p.33) assevera que o objeto tutelado pela nossa Carta Republicana é, sem dúvida, o meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem jurídico imaterial, indivisível pela sua própria natureza, inalienável, correspondendo a um bem anterior a própria existência do homem. Veja-se, ainda, que há um compromisso transgeracional, ou seja, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito fundamental também das gerações futuras, e todos nós (Poder Público e coletividade) devemos contribuir para que isso ocorra. O meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo, sendo reconhecido pela doutrina e pelo próprio Supremo Tribunal Federal como direito fundamental de terceira geração, em razão de estar relacionado com a fraternidade e a solidariedade entre os povos. Sua natureza jurídica é bem de interesse difuso (bem de uso comum do povo), sendo a sua titularidade transindividual ou metaindividual. Leme Machado (2007, p.118) ensina que o direito ao meio ambiente é de cada pessoa, mas não só dela, sendo ao mesmo tempo transindividual. Por isso, o direito ao meio ambiente entra na categoria de interesse difuso, não se esgotando numa só pessoa, mas se espraiando para uma coletividade indeterminada. O professor Édis Milaré (2007, p.196) ressalta que: (...) A dominialidade do meio ambiente, em sua totalidade ecossistêmica e específica, com seu caráter de patrimônio público, não pode ser atribuída aos indivíduos, nem mesmo às pessoas de direito público interno, mas pertence à sociedade como um categoria difusa. Saliente-se que há vários aspectos do meio ambiente ecologicamente equilibrado ( macrobem ambiental). Esses aspectos, que são as partes que compõem o todo, são conhecidos pela doutrina como bens ambientais ( microbem ambiental). Sobre os bens ambientais, o professor Milaré arremata (2007, p ):

6 (...) eles são bens menores e devem, da mesma forma, ser mantidos saudáveis, o que acontece quando se lhes permite manterem suas características naturais no contexto das relações ecossistêmicas, a salvo dos efeitos da poluição e das várias formas de degradação ambiental, vale dizer, da ação antrópica nociva. (...) Os elementos constitutivos do meio ambiente precisam ser sãos como partes de um todo sadio, e a recíproca é verdadeira. Se eles adoeceram ou perderam a sua sanidade, passam a ser alvo e objeto de saneamento, um processo que vai torná-lo novamente sãos e propícios à vida, seja a vida própria, seja a vida de outros elementos aos quais se ligam pela estrutura ecológica por isso, ademais, há um cuidado relativo à sua destinação a outros usos selecionados pela sociedade, ou seja, para uso humano. Esses bens ambientais podem ser naturais, artificiais e culturais. O meio ambiente natural consiste na fauna, na flora, no solo, na água (superficial e subterrânea) etc. O meio ambiente artificial compreende o espaço urbano construído, abrangendo as edificações (espaço urbano fechado) e equipamentos públicos, tais como ruas, avenidas, praças e espaços livres em geral. (FIORILLO, 2009, p.21) O meio ambiente cultural são as intervenções humanas, materiais ou imateriais, que possuem um especial valor cultural, referente à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da nacionalidade ou sociedade brasileiras. Engloba, portanto, o patrimônio histórico, artístico, arqueológico, etc. (FIORILLO, 2009, p.22) Não se pode conceber, portanto, que o meio ambiente ecologicamente equilibrado (macrobem) e os bens ambientais (microbens) sejam desconsiderados da equação econômica, ou sejam colocados de lado na tomada de decisão na seara pública ou privada. Neste sentido colaciona-se a importante lição da autora Madian Luana Bortolozzi (2007): A opção pelo sistema econômico dual justifica-se na necessidade de concepção macrológica das normas, vez que o meio ambiente é um macrobem. O princípio do poluidor-pagador em sua dimensão integrativa, ou seja, como princípio ponte, revela que os princípios da precaução e atuação preventiva (com predominância nas medidas precaucionais), cooperação, participação e responsabilização (civil, administrativa e penal). O Estado democrático de direito socioambiental, além de conceber suas normas macrologicamente, de considerar o meio ambiente como macrobem e de utilizar o princípio do poluidor-pagador em sua dimensão integrada, deve ser concebido como um

7 Estado de democracia socioambiental, fundado na justiça socioambiental e com o objetivo de garantir a equidade socioambiental. (p.138) Fiorillo (2009, p.112) ensina que a nossa Carta Política não permite fazer com o bem ambiental, de forma ampla, geral e irrestrita, aquilo que é permitido fazer com os bens privados. O equilíbrio ecológico não quer significar inalterabilidade das condições ambientais. Todavia, a ligação umbilical harmônica entre os vários elementos que compõem a ecologia devem ser metas intensamente almejadas pelo Poder Público, pela coletividade e por todos nós. (LEME MACHADO, 2007, p.121) 4 O TEMPO E A TUTELA AMBIENTAL Alguns poderão afirmar que a efetividade das normas ambientais, sejam elas constitucionais ou legais, passaria pelo amadurecimento de nosso ordenamento jurídico. Questão crucial e que merece a nossa reflexão, e essa é a nossa proposta, é sabermos se o tempo pode ser apreendido apenas como o passar das horas e dos minutos (cronológico), sem qualquer relação com valores éticos, qualidade de vida e compromisso. Registre-se, mais uma vez, por relevante, que a nossa primeira conferência internacional sobre a temática ambiental foi realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Em 2009, ela comemorará 37 anos de existência. Por sua vez, a nossa Carta Política, em 2009, fará 21 anos de vigência. É bom lembrarmos novamente que a nossa Constituição Federal é uma das mais avançadas do mundo no tema ambiental. Chegou-se ao ponto, em 2002, em Joanesburgo, na África do Sul, de haver sérios protestos de militantes ambientalistas pugnando por avanços mais concretos nos temas ambientais. Verificou-se, naquela ocasião, que não era a falta de normas ambientais internacionais que estava obstaculizando os avanços, mas sim a falta de vontade política de alguns países ricos. Preferimos traduzir a falta de vontade política por falta de conscientização ambiental em torno de um tema tão caro a todos nós. Quando olhamos para o lapso temporal existente entre a primeira conferência internacional do meio ambiente e os diminutos avanços que temos nos dias atuais,

8 ficamos perplexos pela falta de efetividade das normas e dos princípios ambientais, em todo o planeta. Quando olhamos também para o lapso temporal existente entre a entrada em vigor de nossa Carta Magna e a qualidade de nosso meio ambiente atual, ficamos perplexos pelo descompasso entre o contido na Carta e o encontrado, faticamente, em nosso imenso país. François Ost (1995, p.8), neste passo, nos ensina que a crise ecológica resta configurada com a desflorestação e destruição sistemática das espécies animais, todavia, reforça o referido autor, que a maior prova da crise ambiental é a crise de relacionamento que temos com a natureza. Esta crise é ao mesmo tempo de vínculo e de limite. Interessante observar que de acordo com o disposto no artigo 225, 3º da CF, são três as responsabilidades advindas da prática de um dano ambiental: administrativa; penal e civil. Não há dúvidas que esses danos ambientais são causados por ausência de uma equilibrada relação com a natureza. Em nosso país, portanto, pode-se afirmar que a crise ambiental gera a chamada crise de responsabilidade, que na verdade, segundo Ost, é uma crise de relacionamento. E qual a relação que o tempo tem com essa responsabilidade ambiental? Com a crise ambiental? Será que o tempo tem valor apenas cronológico? Nosso propósito neste texto é buscar uma reflexão sobre a importância do tempo na tutela ambiental. Será que o tempo é apenas aquilo que marcam os relógios e ou os calendários? Será que o tempo é apenas a passagem dos dias e dos anos? O que o tempo pode nos ensinar quanto à tutela do meio ambiente? Para os gregos o mundo era imutável e eterno, sendo o planeta Terra considerado o centro do universo. Platão, por sua vez, em seus estudos, associou o tempo ao universo, ou seja, aos movimentos dos corpos celestes. Aristóteles alargou esse pensamento e aproximou o tempo ao movimento. Assim, Aristóteles reconheceu a realidade do tempo, sem afastar a relação com o Ser. (ARAÚJO PINTO, 2002) Para Bergé, Pomeau e Dubois-Gange (1996) o ser humano sempre esteve aflito com o tempo, tanto do ponto de vista da vida interior como exterior, numa busca de controlar a imprevisibilidade dos fatos, diante de sua grande insegurança em relação ao desconhecido.

9 Mais do que a contagem do tempo (o tic-tac do relógio), é a sensação (pessoal e diferenciada) da duração do tempo. Os estudos sobre o movimento dos pêndulos trouxeram conhecimentos sobre harmonia, periodicidade, sincronização, em especial a sincronização de ritmos. Nós todos estamos sujeitos a um número imenso de ritmos que são internos e que também nos chegam do meio ambiente. (BERGÉ; POMEAU; DUBOIS-GANGE, 1996) Sobre o tempo, o autor Norbert Elias (1998, p.8) nos ensina que nos estágios primitivos da sociedade eram usados os ritmos das marés, os batimentos do pulso ou o nascer e o pôr-do-sol ou da lua para conciliar os afazeres dos homens e para adaptá-los a processos que lhes eram externos. Norbert (1998, p.12) preconiza que os meios humanos de orientação, o desenvolvimento do saber, não têm recebido a atenção que merece. Até a época de Galileu, o que chamamos tempo, ou mesmo o que chamamos natureza, centrava-se acima de tudo nas comunidades humanas. O tempo era utilizado pelos homens, fundamentalmente, como meio de orientação no universo social e como modo de regulação de sua coexistência. Sobre a natureza do tempo, Norbert Elias (1998, p.11) nos aponta duas teorias: Primeira, tempo como dado objetivo do mundo criado, assim como os demais objetos da natureza. Segunda, tempo como uma forma inata de experiência e, portanto, um dado não modificável da natureza humana. Salienta o mencionado autor que prevaleceu a segunda teoria. Norbert Elias (1998) elenca ainda algumas hipóteses em comum das duas teorias: ambas o apresentam como um dado natural, porém, num dos casos, trata-se de um dado objetivo, independente da realidade humana, e no outro, de uma simples representação subjetiva, enraizada na natureza humana. O seu ensaio, alerta o referido autor (1998, p.12), repousa sobre a hipótese de que nosso saber resulta de um longo processo de aprendizagem, que não teve um começo na história da humanidade. Todo indivíduo, por maior que seja a sua contribuição criadora, constrói a partir de um patrimônio do saber já adquirido, o qual ele contribui para aumentar. Em determinado momento em sua obra, Norbert Elias (1998, p.13-16) indaga: com que finalidade os homens precisam saber o tempo? O que é, enfim, que realmente

10 apontam os relógios, ao dizermos que dão a hora? Não se reduz o tempo, com efeito, a uma representação forjada pelo indivíduo? A experiência humana do que chamamos tempo alterou-se ao longo do passado, e continua a se modificar em nossos dias, não de um modo histórico ou contingente, mas de modo estruturado, orientado e, como tal, explicável. (ELIAS, 1998, p.34) E arremata o mencionado autor (1998, p.39): enquanto não tivermos presente no espírito essa relação indissolúvel entre os planos físico e social do universo enquanto não aprendermos a ver o surgimento e o desenvolvimento das sociedades humanas como um processo que se desenrola no interior do vasto universo alheio ao homem -, não conseguiremos apreender um dos aspectos essenciais do problema do tempo: o tempo, no contexto da física e, portanto, também no da tradição dominante na filosofia, é um conceito que representa um nível altíssimo de síntese, ao passo que, na prática das sociedades humanas, reduz-se a um mecanismo de regulação cuja força coercitiva percebemos quando chegamos atrasados a um encontro importante. O hábito que consiste em estudar a natureza e a sociedade e, portanto, também os problemas físicos e sociológicos do tempo como se fossem dois campos distintos levanta uma questão que parece paradoxal, e sobre a qual comumente silenciamos: a de saber como pode um conceito geralmente considerado decorrente de um altíssimo nível de síntese exercer uma coerção tão intensa nos homens. A experiência do tempo que é própria de cada um só é compreensível para ele mesmo a luz de uma reconstituição do passado, de um confronto com estágios anteriores da determinação do tempo; e estes, por seu turno, só se tornam inteligíveis quando os concebemos como diferentes patamares na escala do desenvolvimento. (ELIAS, 1998, p.129) Na Física, por sua vez, Stephen Hawking (2000) afirma: O que é tempo? Um rio ondulante que carrega todos os nossos sonhos? Ou os trilhos de um trem? Talvez ele tenha curvas e desvios, permitindo que você possa continuar seguindo em frente e, ainda assim, retornar a uma estação anterior da linha. O escritor do século XIX Charles Lamb escreveu:

11 Nada me intriga tanto como o tempo e o espaço. E nada me preocupa menos do que o tempo e o espaço, porque nunca penso neles. A maioria de nós quase nunca se preocupa com o tempo e espaço, seja lá o que for, mas todos de vez em quando se perguntam o que é tempo, como começou e para onde está nos conduzindo. Uma teoria científica segura, seja do tempo ou de qualquer outro conceito, deve, na minha opinião, ser baseada na mais viável filosofia da ciência: a abordagem positivista formulada por Karl Popper e outros. Segundo essa maneira de pensar, uma teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Uma boa teoria descreverá uma vasta série de fenômenos com base em uns poucos postulados simples e fará previsões claras que podem ser testadas. Se as previsões concordam com as observações, a teoria sobrevive àquele teste, embora nunca se possa provar que esteja correta. Por outro lado, se as observações discordam das previsões, é preciso descartar ou modificar a teoria. (Pelo menos, é isso que deveria acontecer. Na prática, as pessoas muitas vezes questionam a exatidão das observações, a confiabilidade e o caráter moral de seus realizador). Quem adota a posição positivista, como eu, não consegue dizer o que o tempo realmente é. Tudo que se pode fazer é descrever o que se revelou um ótimo modelo matemático para o tempo e dizer quais as suas previsões. Sobre o tempo, veja-se a conclusão que chegou Paul Davies (1998), ao asseverar que: uma boa parte do livro dedica-se a abordar as conseqüências mais diretas da teoria: a grande conclusão que atinjo, porém, é que estamos longe de um bom domínio do conceito de tempo. François Ost (1999, p.425), por sua vez, nos ensina que: Apenas três palavras, três etapas, que balizam o caminho percorrido: compasso, presente, responsabilidade. Este livro dedicou-se a medir o compasso do direito: exprimiu o direito como

12 medida, avaliando assim sua força. O tempo de que fala, enquanto trata de todas as suas outras dimensões, é o presente, pois é no presente que se toca o compasso em quatro tempo do direito. Mas esse presente é uma aposta que nada tem de seguro: ganhá-lo é uma questão de responsabilidade uma questão ética e política, mais do que uma necessidade ontológica. François Ost (1999) nos ensina ainda que direito é medida, e esta pode ser concretizada em quatro sentidos, podendo ser na norma (tomando decisões), na proporção (medindo e balanceando os interesses em conflito), no limite (que exprime equilíbrio, moderação e prudência) e, por fim, no ritmo (tempo concedido no andamento do social). Segundo Ost (1999, p.426) o ritmo do tempo é demasiado lento, provoca frustrações e alimenta as violências do amanhã; demasiado rápido, gera a insegurança e desencoraja a acção. A segunda etapa mencionada por Ost (1999, p.431) é o presente. Apesar de discorrer diversos exemplos sobre o presente, o autor opta por afirmar que é o intervalo que permite ao tempo humano jogar, desdobrar-se simultaneamente o mesmo e outro. Arremata Ost (1999, p.432) trazendo à tona o conceito ofertado por R. Sue, para quem o tempo: É o presente que investe todo seu espaço social e se dá como representação global do tempo, substituindo a profundidade de duração. O presente fugidio, que se dizia não passar de uma maneira de pensar a relação entre o passado e o futuro, constitui-se como símbolo de uma sociedade que perdeu a crença na história. Com isso, conclui Ost (1999) que a realização do presente é a justa medida dos tempos misturados, o que acaba por ingressar na terceira etapa da teoria, qual seja, a da responsabilidade, como sendo aquela que nos motiva incessantemente a reconstruir conceitos através da interpretação, com fulcro nos legados passados e com vistas ao futuro próximo. Sobre a relevância do futuro para o Direito, Ost (1985) cita a valorosa lição de Maurice Hauriou: As sociedades humanas são ávidas pela serenidade. Elas a procuraram durante muito tempo no passado, apoiando-se, desesperadamente, no costume. (...) Em conseqüência de enorme reviravolta, elas procuram agora do lado do futuro, apoiandose nas virtualidades.

13 Cristiano Paixão Araújo Pinto (2002) assinala que a assimetria das funções do passado, presente e futuro na diferenciação do sistema jurídico da sociedade moderna impede que se continue a interpretar a passagem do tempo como algo contínuo, como uma sequência predeterminada de acontecimentos (...) Luhmann (1983), à sua vez, sustenta-se numa noção de tempo como interpretação social da realidade, sem qualquer vínculo com a experiência existencial e bem diversa do conceito de cronologia, afirmando ser o presente o único ponto de partida ou chegada, sendo o passado e o futuro linhas horizontes. Conforme a visão de Luhmann, a função do passado é também radicalmente transformada. De acordo com Luhmann (1983) o futuro está aberto a um sem-fim de possibilidades, radicalmente diferente do passado. O presente é vivido como um ponto de inflexão instantâneo entre passado e futuro. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A tutela do meio ambiente exige de todos nós um compromisso transgeracional. O que a atual geração fizer, em seu tempo, poderá comprometer a qualidade de vida das gerações futuras, no que se refere à qualidade do meio ambiente. A finitude dos recursos naturais tem relação direta com o tempo. Muitos pensam, erroneamente, por exemplo, que nossas águas não têm fim. Ledo engano. Nossas águas são finitas, assim como os demais recursos naturais. A utilização racional e a aplicação dos instrumentos de prevenção/precaução, típicos do direito ambiental, são indispensáveis para aumentarmos o tempo de relacionamento com a natureza e, por conseqüência, a qualidade de nossos recursos ambientais. Por quanto tempo teremos, em pé, uma mata nativa? Por quanto tempo teremos água de boa qualidade? As respostas a essas perguntas passam, necessariamente, por uma questão valorativa, ética, de compromisso. Estamos, realmente, comprometidos com o tempo das gerações futuras? Ou, ainda, à medida que destruímos o nosso meio ambiente não estaríamos tirando o tempo das gerações futuras?

14 O tempo é muito mais do que uma simples contagem. O tempo está vivo. Ele é, na verdade, resultado da maior ou menor conscientização ética de um determinado povo ou sociedade. Senão houver uma mudança de paradigma no comportamento humano no que se refere ao tempo e a tutela ambiental, chegaremos a um ponto em que não teremos mais tempo nem meio ambiente. O pano de fundo do desenvolvimento sustentável é a qualidade do tempo, por conseqüência, a qualidade do relacionamento que teremos com o nosso meio. Se o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito fundamental, o tempo também o é. Direito fundamental sem tempo não é direito, nem fundamental.

15 REFERÊNCIAS ARAÚJO PINTO, C.P. Modernidade, tempo e direito. Belo Horizonte: Del Rey, BERGÉ, P.; POMPEAU, Y; DUBOIS-GANGE, M. Dos ritmos ao caos. São Paulo: UNESP, BARBIERI, José Carlos. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratégias de mudanças da agenda ed. Petrópolis: Vozes, BORTOLOZZI, Madian Luana. O Problema do Aquecimento Global no Sistema da Organização das Nações Unidas: Desafios na Concepção de Mecanismos de Intervenção na Atividade Econômica Socioambientalmente Orientados Dissertação (Mestrado), Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, BRASIL. Constituição da República Federativa do Coletânea de Legislação: Revista dos Tribunais, COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro Comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, DAVIES, Paul. O Enigma do Tempo A Revolução Iniciada por Einstein. 2ª edição, Rio de Janeiro: Ediouro, DECLARAÇÃO DO RIO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 3.ed. Brasília: Senado Federal, ELIAS, Norbert. Sobre o Tempo. Rio de Janeiro: Zahar, 1998 FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, HAWKING, Stephen. Carl Sagan (tradução). Uma Breve História do Tempo. 30ª edição, Rio de Janeiro: Rocco, LEME MACHADO, Paulo Affonso. Direito Ambiental Brasileiro. 15.ed. São Paulo: Malheiros, MASCARENHAS, Luciane Martins de Araújo. Desenvolvimento Sustentável: estudo de impacto ambiental e estudo de impacto de vizinhança. Curitiba: Letra da Lei, MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente A gestão ambiental em foco Doutrina. Jurisprudência. Glossário. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.

16 OLIVEIRA, Ana Raquel Arca Vilaboa de. Meio Ambiente Aspectos Internacionais. In: OLIVEIRA, Amanda Flávio de. (org.) Direito Econômico. Evolução e Institutos. Rio de Janeiro: Forense, OST, François. Multiplicité et descontinuité Du temps juridique quelques osbervations critiques. Contradogmáticas, Santa Cruz do Sul, v.2, nº 415, p.37-59, OST, François. A natureza à margem da Lei. Ecologia à prova do Direito. Lisboa: Instituto Piaget, OST, François. O tempo do Direito.Lisboa: Piaget, PINTO, Cristiano Paixão Araújo. Modernidade, Tempo e Direito. Belo Horizonte: Editora Del Rey, RODRIGUES, Marcelo Abelha. Processo Civil Ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais, Instituições de Direito Ambiental. São Paulo: Max Limonad, 2002.

A ordem econômica e a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

A ordem econômica e a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado A ordem econômica e a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado Valter Otaviano da Costa Ferreira Junior 1 RESUMO: O presente trabalho busca demonstrar a necessidade, cada vez

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE D I R E T O R I A D E S A Ú D E 05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Em 05 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e nesse ano o foco está voltado para as Mudanças Climáticas com o tema

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios RESENHA Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios Sustainable Development: Dimensions and Challenges Marcos Antônio de Souza Lopes 1 Rogério Antonio Picoli 2 Escrito pela autora Ana Luiza de Brasil

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio;

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio; OS IMPACTOS AMBIENTAIS E A BIODIVERSIDADE 1 A poluição A introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha alterar as propriedades físicas, químicas ou biológica que afete a saúde das

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Meio ambiente equilibrado e sadio - Um Direito Fundamental Uélton Santos* Art. 225, CF. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS?

REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS? REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS? Ensino Fundamental II e Ensino Médio O sistema capitalista move a nossa sociedade, sendo um modelo econômico atual que pressupõe uma

Leia mais

Curso de Desenvolvimento. sustentável.

Curso de Desenvolvimento. sustentável. 50 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 17 Curso de Desenvolvimento Sustentável Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras proferidas sobre

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras adotada em 12 de novembro de 1997 pela Conferência Geral da UNESCO

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012

BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 BOLETIM DO LEGISLATIVO Nº 11, DE 2012 Educação e Sustentabilidade Tatiana Feitosa de Britto A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) tem como tema o futuro que queremos,

Leia mais

O Direito Ambiental no Brasil.

O Direito Ambiental no Brasil. NOTA DE CONJUNTURA JURÍDICA Março de 2009 Nº3 O Direito Ambiental no Brasil. Profa. Sandra Mara Ribeiro Muradi Mestra em Direito pela PUCSP. Professora da ESPM e da PUCSP. Introdução O homem e o mundo

Leia mais

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA Conceito: PROJETO: -Proposta -Plano; Intento -Empreendimento -Plano Geral de Construção -Redação provisória de lei; Estatuto Referência:Minidicionário - Soares Amora

Leia mais

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA Conceito: PROJETO: -Proposta -Plano; Intento -Empreendimento -Plano Geral de Construção -Redação provisória de lei; Estatuto Referência:Minidicionário - Soares Amora

Leia mais

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL Fernando Souza OLIVEIRA 1 Pedro Anderson da SILVA 2 RESUMO Princípio do Desenvolvimento Sustentável como um direito e garantia fundamental,

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011. PÓS-GRADUAÇÃO FEMPAR 2011 :: Direito Ambiental

DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011. PÓS-GRADUAÇÃO FEMPAR 2011 :: Direito Ambiental DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011 A CRISE AMBIENTAL Leonardo Boff A crise ambiental acompanha o desenvolvimento do homem. - 1500/1850 - extinção de uma espécie a cada dez anos

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP

EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O PROJETO SEMENTE DO AMANHÃ NA CIDADE DE GUARATINGUETÁ-SP RESUMO Carneiro Junior, J. L. 1 ; Freitas, R. C. M. 2 ; Rosa, A. C.

Leia mais

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA...

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA... MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI Daniel Cenci A VIDA AMEAÇADA... A vida é sempre feita de escolhas. A qualidade de vida resulta das escolhas que fazemos a cada dia. É assim

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar Introdução EDSON MANOEL DA SILVA O projeto de Educação Ambiental realizado na Escola Antônio Firmino, rede municipal

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG

ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG PROPOSTA ASSINATURA DA CARTA DE AALBORG Desde sempre, desde as sociedades primitivas, o Homem usou os recursos naturais para viver. Porém durante muito tempo, a exploração de recursos era diminuta e a

Leia mais

Roteiro. Desenvolvimento Sustentável: Conceitos e dimensões 27/10/2011. Histórico. Conceitos. Princípios. Dimensões. Pegada ecológica.

Roteiro. Desenvolvimento Sustentável: Conceitos e dimensões 27/10/2011. Histórico. Conceitos. Princípios. Dimensões. Pegada ecológica. Desenvolvimento Sustentável: Conceitos e dimensões Out/2011 Roteiro Histórico Conceitos Princípios Dimensões Pegada ecológica TI Verde Cidades Sustentáveis 1 Paradigma do desenvolvimento O desenvolvimento

Leia mais

VAMOS CUIDAR DO BRASIL COM AS ESCOLAS FORMANDO COM-VIDA CONSTRUINDO AGENDA 21AMBIENTAL NA ESCOLA

VAMOS CUIDAR DO BRASIL COM AS ESCOLAS FORMANDO COM-VIDA CONSTRUINDO AGENDA 21AMBIENTAL NA ESCOLA VAMOS CUIDAR DO BRASIL COM AS ESCOLAS FORMANDO COM-VIDA CONSTRUINDO AGENDA 21AMBIENTAL NA ESCOLA COM-VIDA Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola Criado a partir das deliberações da I Conferência

Leia mais

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015 CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, conhecida como Política

Leia mais

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL

3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL 3.4 DELINEAMENTO ÉTICO JURÍDICO DA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIAL Os fundamentos propostos para a nova organização social, a desconcentração e a cooperação, devem inspirar mecanismos e instrumentos que conduzam

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA C O N T E Ú D O : N O Ç Õ E S D E D I R E I T O : I N T R O D U Ç Ã O A O E S T U D O D O D I R E I T O A M B I E N T A L C A R A C T E R Í S T I C A S D A L E G I S L

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

Carta da Terra e Ecopedagogia

Carta da Terra e Ecopedagogia Carta da Terra e Ecopedagogia A Carta da Terra como marco ético e conceito de sustentabilidade no século XXI Valéria Viana Labrea O que está no início, o jardim ou o jardineiro? É o segundo. Havendo um

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO Silvia A Guarnieri ORTIGOZA Magda Adelaide LOMBARDO Programa de Pós-Graduação em

Leia mais

Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon

Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon Tempo e psicologia: a concepção de desenvolvimento na teoria de Wallon Soraya Vieira SANTOS; Marília Gouvea de MIRANDA (PPGE/FE/UFG) soraya_vieira@hotmail.com marília.ppge@uol.com.br Palavras-chave: Wallon;

Leia mais

SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS

SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS BRASIL - BAHIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA MESTRADO EM ENGENHARIA AMBIENTAL URBANA SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS Erika do Carmo Cerqueira

Leia mais

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados PRESIDENCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Assunto: DISCURSO DO EXMO. SUBCHEFE DE ASSUNTOS FEDERATIVOS DA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA

Leia mais

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal Graziela Feltrin Vettorazzo Formada pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo em 2012, advogada atuando na área do

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: DIREITO AMBIENTAL (D-39) Área: Direito Período: Sétimo Turno: Noturno Ano: 2013.1 Carga Horária: 36 H; Créd.: 02 III. Pré-Requisito: DIREITO CONSTITUCIONAL II (D- 24 )

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Andressa Ranzani Nora Mello Keila Maria Ramazotti O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Primeira Edição São Paulo 2013 Agradecimentos A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram

Leia mais

Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública DUBDH: RESPONSABILIDADE DOS ESTADOS E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL RELATÓRIO

Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública DUBDH: RESPONSABILIDADE DOS ESTADOS E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL RELATÓRIO Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública DUBDH: RESPONSABILIDADE DOS ESTADOS E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL RELATÓRIO 1. Apresentação O presente relatório apresenta o segundo encontro do

Leia mais

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I:

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I: Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Unidade I: 0 Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Introdução A disciplina Direito Ambiental tem como objetivo propiciar ao corpo discente uma análise sobre

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável. Professor: Amison de Santana Silva

Desenvolvimento Sustentável. Professor: Amison de Santana Silva Desenvolvimento Sustentável Professor: Amison de Santana Silva Desenvolvimento Sustentável Ou Ecodesenvolvimento O que é? Consiste na possível e desejável conciliação entre e o crescimento econômico, a

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 49 Discurso no encontro com grupo

Leia mais

"É possível levar energia renovável para todos"

É possível levar energia renovável para todos "É possível levar energia renovável para todos" Por Daniela Chiaretti De Nairóbi, Quênia Connie Hedegaard: "Acho que quando temos uma crise global como a que estamos vivendo, é uma oportunidade excelente

Leia mais

Meio Ambiente PROJETOS CULTURAIS. 4 0 a O - fu dame tal. Cuidar da vida também é coisa de criança. Justificativa

Meio Ambiente PROJETOS CULTURAIS. 4 0 a O - fu dame tal. Cuidar da vida também é coisa de criança. Justificativa Meio Ambiente 4 0 a O - fu dame tal Cuidar da vida também é coisa de criança Justificativa PROJETOS CULTURAIS Na idade escolar, as crianças estão conhecendo o mundo (Freire, 1992), sentindo, observando,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES UNIDADE MÉIER

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES UNIDADE MÉIER UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES UNIDADE MÉIER ÉTICA AMBIENTAL DISCIPLINA: PODER, LIDERANÇA E ÉTICA. PROF ª: MICHELI GARGALHONE ALUNOS: FERNANDA KNOPP LEAL JULIANA CARVALHO SANTOS LUANA ROCHA DE BIASE MARCELINE

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação Marcela Alves de Araújo França CASTANHEIRA Adriano CORREIA Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia

Leia mais

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS *

LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * LEIS INTERPRETATIVAS E A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS * CARLOS EDUARDO CAPUTO BASTOS Interpretar a lei, assevera Bevilaqua, é revelar o pensamento que anima suas palavras, daí por

Leia mais

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi Ciências Sociais Profa. Cristiane Gandolfi Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia Objetivos da aula: Compreender o pensamento de Emile Durkheim e sua interface com o reconhecimento

Leia mais

ISO 14000. Estrutura da norma ISO 14001

ISO 14000. Estrutura da norma ISO 14001 ISO 14000 ISO 14000 é uma serie de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) e que estabelecem directrizes sobre a área de gestão ambiental dentro de empresas. Histórico

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS

FACULDADE DE DIREITO DE CAMPOS Grupo de Pesquisa Institucional de Acesso à Justiça e Tutela de direitos Proposta de implementação I Objeto: Realização de estudos e pesquisas pela comunidade acadêmica da Faculdade de Direito de Campos

Leia mais

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80.

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80. Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental 1. Evolução do movimento ambientalista Durante os últimos 30 anos tem se tornado crescente a preocupação da sociedade com a subsistência, mais precisamente

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO 1º Ciclo Planificação Anual de 4º ano Ano Letivo 2015/2016 ESTUDO DO MEIO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO 1º Ciclo Planificação Anual de 4º ano Ano Letivo 2015/2016 ESTUDO DO MEIO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO 1º Ciclo Planificação Anual de 4º ano Ano Letivo 2015/2016 1.º Período ESTUDO DO MEIO Domínios Subdomínios Metas finais Conteúdos programáticos Avaliação natural

Leia mais

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DIÁLOGO SOCIAL NO BRASIL: O MODELO SINDICAL BRASILEIRO E A REFORMA SINDICAL Zilmara Davi de Alencar * Em recente balanço feito nas negociações tidas em 2009, constatamos

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012 PROJETO DE LEI Nº 128/2012 Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, a

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO Resposta ao Observatório do Clima sobre suas considerações ao Sumário de informações sobre como

Leia mais

Eixo Temático ET-13-010 - Educação Ambiental CAPACITAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROCESSO, AÇÃO, TRANSFORMAÇÃO

Eixo Temático ET-13-010 - Educação Ambiental CAPACITAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROCESSO, AÇÃO, TRANSFORMAÇÃO 486 Eixo Temático ET-13-010 - Educação Ambiental CAPACITAÇÃO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROCESSO, AÇÃO, TRANSFORMAÇÃO Samuel Brito Ferreira Santos 1 ; Rebecca Ruhama Gomes Barbosa 2 ; Adeilton Padre de Paz

Leia mais

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE *

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE * AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO ONLINE * DILMEIRE SANT ANNA RAMOS VOSGERAU ** m 2003, com a publicação do livro Educação online, o professor Marco Silva conseguiu, com muita pertinência, recolher

Leia mais

ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007. Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG

ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007. Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007 Karla Ferreira DIAS 1 ; Dr. Agustina Rosa ECHEVERRÍA 2 1,2 Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

DECLARAÇÃO DA OIT SOBRE OS PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO

DECLARAÇÃO DA OIT SOBRE OS PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO DECLARAÇÃO DA OIT SOBRE OS PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO Considerando que a criação da OIT procede da convicção de que a justiça social é essencial para garantir uma paz universal e permanente;

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM Acácio Silveira de Melo (UFCG); Adriano dos Santos Oliveira (UFCG); Filipe da Costa Silva (UFCG), Francinildo Ramos de Macedo (UFCG),

Leia mais

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses.

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses. Trabalho de Filosofia Mito e Filosofia na Grécia Antiga Texto 1 1- (0,3) Democracia quer dizer poder do povo. De acordo com o texto, quem era considerado povo em Atenas Antiga? Explique com suas palavras.

Leia mais

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar

O Cuidado como uma forma de ser e de se relacionar O Paradigma Holístico O holismo ( de holos = todo) abrangendo a ideia de conjuntos, ou de todos e de totalidade, não engloba apenas a esfera física, mas se estende também às mais altas manifestações do

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

A Educação Ambiental no Ensino Fundamental de escolas municipais de Pesqueira-PE

A Educação Ambiental no Ensino Fundamental de escolas municipais de Pesqueira-PE A Educação Ambiental no Ensino Fundamental de escolas municipais de Pesqueira-PE Autor(a): Josineide Braz de Miranda Coautor(es): Anderson Carlos Maia da Silva, Josefa Sandra de Almeida Silva, kelren Jane

Leia mais

vídeo Sociedade sustentabilidade consumo campanha ecológico meio ambiente mudança empresa blog Política consciente construção ambiental evento

vídeo Sociedade sustentabilidade consumo campanha ecológico meio ambiente mudança empresa blog Política consciente construção ambiental evento SUSTENTABILIDADE vídeo ambiental cultura Brasil poluição casa construção Política Sociedade blog campanha ecológico meio ambiente mudança ativismo mundo projeto plástico debate consciente bom lixo verde

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5

AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5 AMBIENTE ECONÔMICO GLOBAL MÓDULO 5 Índice 1. A globalização: variáveis relacionadas ao sucesso e ao fracasso do modelo...3 1.1 Obstáculos à globalização... 3 2 1. A GLOBALIZAÇÃO: VARIÁVEIS RELACIONADAS

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO ADMINISTRAÇÀO DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO PROF: NAZARÉ FERRÀO TURMA: 7ADN-1

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO ADMINISTRAÇÀO DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO PROF: NAZARÉ FERRÀO TURMA: 7ADN-1 1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO ADMINISTRAÇÀO DISCIPLINA: MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO PROF: NAZARÉ FERRÀO TURMA: 7ADN-1 LEMOS, Haroldo Matos. Desenvolvimento Sustentável: antecedentes. Rio

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO

ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO ABONO DE PERMANÊNCIA E APOSENTADORIA DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INFANTIL, DO ENSINO FUNDAMENTAL E DO ENSINO MÉDIO VANIA MARIA DE SOUZA ALVARIM (Advogada, Estudante de pós-graduação em Direito Público, Mestre

Leia mais

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE Maria Cristina Kogut - PUCPR RESUMO Há uma preocupação por parte da sociedade com a atuação da escola e do professor,

Leia mais

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo.

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Natureza sociedade: questões ambientais. Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. 2 CONTEÚDO

Leia mais

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MEIO RURAL O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL Luciano Gebler, MSc TESTE DE NIVELAMENTO 1 - O MEIO RURAL É : A - REGIÃO ONDE É FEITO O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES AGRÍCOLAS; B

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

Carta dos Povos da Terra

Carta dos Povos da Terra Carta dos Povos da Terra Primeira Proposta Janeiro 2011 Para contribuir no debate e enriquecer esta proposta de Carta, pode se inscrever enviando um e-mail para carta@forums.rio20.net www.rio20.net Um

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais