PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. XII Simulação de Organizações Internacionais SOI 2012 concl

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1 PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente XII Simulação de Organizações Internacionais SOI 2012 concl

2 2 ÍNDICE DE ABREVIAÇÕES AI Anistia Internacional BID Banco Interamericano de Desenvolvimento BIRD Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento BM Banco Mundial CCD Convenção das Nações Unidas de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca CDS Comissão de Desenvolvimento Sustentável CDB Convenção sobre Diversidade Biológica CITES Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção ECOSOC Conselho Econômico e Social das Nações Unidas FAO Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FBOMS Fórum Brasileiro de ONG s e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento FMI Fundo Monetário Internacional GEF Fundo Mundial para o Meio Ambiente IPCC Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima IUCN União Internacional para a Conservação da natureza e dos Recursos Naturais MMA Ministério do Meio Ambiente MRE Ministério das Relações Exteriores OCDE Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico ODM Objetivos de Desenvolvimento do Milênio OIT Organização Mundial do Comércio OMC Organização Mundial do Comércio ONU Organização das Nações Unidas OPEP Organização dos Países Exportadores de Petróleo PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente TPI Tribunal Penal Internacional UNCTAD Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento UNESCO Organização das nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNFCCC Convenção Quadros das Nações Unidas para Mudança do Clima

3 3 Carta de Apresentação Senhores Delegados, É com enorme satisfação e alegria que apresentamos o Guia de Estudos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) da SOI O documento foi dividido em três blocos para melhor compreensão. A parte institucional apresenta a estrutura, os objetivos, e a competência de atuação do comitê. A segunda parte traz a abordagem sobre a economia verde e o desenvolvimento sustentável. O último recorte versa acerca da exploração do meio ambiente em regiões de conflitos e guerras. Recomendamos fortemente a leitura atenta deste guia, da bibliografia utilizada e dos anexos para a melhor compreensão dos temas. Pedimos atenção também às datas dos dados aqui dispostos, pois, ao período da simulação, já podem não ser tão acurados o que reforça a importância de pesquisas adicionais. Os sites governamentais dos países constituem excelente fonte para consultas mais específicas. Para que tal documento se materializasse, foram necessárias muitas noites sem dormir, algumas piscinas de café e outros bons drinks, algumas versões do UFC PNUMA, milhões de faltas em estágios e aulas, preciosos finais de semana trabalhando incansavelmente nos dias de chuva e de sol, bem como nos preciosos horários dos jogos de futebol. Assim, sem mais delongas, apresentamos aqui vossos diretores: Cássio de Oliveira Meirelles dos Passos Estudante zumbi do 7º período de Direito na UFRN, o famoso Xássio é carta marcada nas cadeiras do fundo da sala de aula e possui o estranho costume de chegar atrasado para todas as reuniões do comitê, até mesmo as que são realizadas em sua própria casa. O lek do PNUMA também faz questão de utilizar todo o seu charme carioca para seduzir as novinhas nacionais e estrangeiras, já sendo conhecido no cenário modeleiro por seus acordos bilaterais. Pretende chegar ao cobiçado Itamaraty, mas já sabe que se nada der certo em sua vida, poderá abrir a Barbearia do Xássio, uma vez que já consolidou a prática do autocorte de cabelo.

4 4 Clara Gabriela Dias Rodrigues Estudante perdida entre os períodos iniciais de Direito, tuíta há três semestres noturnos pelos corredores da UFRN. Viciada em redes sociais e séries é também dominadora de todas as tecnologias existentes e que possam vir a existir no universo. Também é considerada a mãe e o pai dos pnumetes, já que os alimenta e os banca nas party hards da vida. Eterna fichadora das aulas de constitucional, é uma sobrevivente das madrugadas que nas poucas vezes que aparece nas aulas da manhã pode ser facilmente confundida com um figurante da série The Walking Dead, principalmente quando consegue o incrível feito de lembrar qual é sua sala de aula. Apesar de sua leve dislexia digital, sonha em ser uma subcelebridade da internet e ter seu próprio sitcom 1 para que possa entediar a todos com suas piadas de gosto duvidoso. Felipe Veras Soares Cearense e badalado estudante do 5º período de Direito da UFRN. Rumor has it que ganhou o apelido de Veros por ser o feliz proprietário de um ambiente muito conhecido da noite natalense, já que somente essa hipótese justificaria sua humilde residência nas badaladas ruas de Ponta Negra Beach. O promoter do comitê faz suas tentativas de festas em seu apê, local no qual já declarou seu amor por outro comitê da XII SOI e onde também abriga suas colegas sob forte efeito da tequila, líquido maravilhoso que não falta em sua residência. A pessoa mais sui generis 2 do PNUMA também ostenta os títulos de Direturista e de baixo e sujo, o qual não possui a menor relação com seu regime de banhos nem com a sua estatura. Os membros desse comitê também concederam a esse diretor o aclamado título de melhor motorista da SOI, o que sem dúvidas o gabarita para oferecer caronas às delegatas necessitadas. Juliana da Nóbrega Galvão Duarte Estudante fofuxa do 7º período de Direito. Dizem por aí que só foi aceita no PNUMA para poder escrever (e adorar!) o famoso Agente Laranja. Todavia, descobriu sua real habilidade e maior função social por acaso, ao ser forçada a reduzir as milhões de 1 Abreviatura da expressão inglesa situation comedy ("comédia de situação", numa tradução livre), é um estrangeirismo usado para designar uma série de televisão com personagens comuns onde existem uma ou mais histórias de humor encenadas em ambientes comuns. Em geral esses programas são gravados em frente de uma plateia ao vivo embora isso não seja uma regra. 2 Segundo o Dicionário Informal, O termo de origem Latina significa literalmente "de seu próprio gênero", ou seja, "único em seu gênero". Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/sui%20generis/>. Acesso em: 10 de julho de 2012.

5 5 páginas que antes constavam nesse guia, o que lhe rendeu o apelido de Juju Scissorhands (cut it!). Presença constante nas missas dominicais, também é sem sombra de dúvidas a pessoa mais trabalhadora do comitê, já que vida de estagiária não é fácil e ainda por cima que tem que suportar todas as piadas dos amigys de comitê sobre sua atuação em defesa dos pássaros, tartarugas, iguanas, pinguins, formiguinhas e ETs... ops, ETs não, gente! Lucas Wallace Ferreira dos Santos Estudante metódico do 7º período de Direito na UFRN e discípulo fiel Gilson Volpato 3, tentou sem sucesso converter os membros desse comitê para sua seita adoradora das leituras sobre metodologia da pesquisa científica. O criador do termo Filtro Ético no carnaval recifense também é um diretor apaixonado pela práxis das externalidades ambientais negativas como vocês poderão observar nas páginas que se seguem. Luquinhas, como é conhecido nos momentos de ternura, também se especializou em modernas técnicas de massagem e é também possuidor do incrível poder da divergência infinita que tanto irrita as coleguinhas desse comitê. Raíssa Lopes Bezerra Lima Atualmente sensualiza no 4º período de Direito da UFRN. É a sexy symbol deste comitê e dona da voz mais sedutora de toda a UFRN. Com índices acadêmicos de fazer inveja a Einstein, ostenta também o título de rainha das party hards e poderia facilmente ser garota propaganda das boates da cidade. Tal comportamento a consagrou o título de sumida, levando seus colegas ao desespero de saber se ela aparecerá ou não nos dias de simulação, fato que poderá ser acompanhado por todos os delegados desse comitê em Outubro. A foragida do comitê também já declarou em recentes reuniões que não dispensa um famoso líquido transparente em suas baladas. Aproveitem esse momento de deleite, Cássio Passos, Clara Rodrigues, Felipe Veras, Juliana da Nóbrega, Lucas Santos e Raíssa Lopes. 3 Autor de referência na área de metodologia da pesquisa e redação científica.

6 6 Sumário 1. INTRODUÇÃO SOBRE O PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE Estrutura Objetivos e competências temáticas do Conselho Governamental TEMA A: ECONOMIA VERDE E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL REFERÊNCIAS HISTÓRICAS DENTRO DA PERSPECTIVA AMBIENTAL A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano (1972) A Conferência Cúpula da Terra (ECO 92) Rio de Janeiro O Protocolo de Quioto e a COP CONCEITO E RELAÇÃO ENTRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E ECONOMIA VERDE Conceito de Desenvolvimento Sustentável Economia Verde: conceito e delimitações Relação entre Desenvolvimento Sustentável e Economia Verde no âmbito do PNUMA FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA As Fontes Alternativas de Energia: Um Caminho para a Sustentabilidade Financiamento para o processo de transição a uma Economia Verde Energia Eólica Energia Solar Energia Nuclear Energia Hidráulica Energia das marés (Maremotriz) AGRICULTURA FAMILIAR Revolução Verde e seus Impactos na Agricultura Familiar Diminuição do número de Agricultores no Mundo Agricultura Familiar como Vetor Essencial Rumo a uma Economia Verde MERCADO GLOBAL E INDÚSTRIAS GOVERNANÇA AMBIENTAL CONCLUSÃO... 63

7 7 4. TEMA B: EXPLORAÇÃO DO MEIO AMBIENTE EM REGIÕES DE CONFLITOS E GUERRAS DIREITO AMBIENTAL NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS Dano ambiental como ameaças aos Direitos Humanos CONFLITOS ENVOLVENDO O MEIO AMBIENTE Meio Ambiente como arma de coerção nos conflitos Meio Ambiente como objeto motivador Meio Ambiente como vítima das guerras DO DIREITO INTERNACIONAL Direito de Guerra Início da guerra Efeitos sobre os tratados e sobre as pessoas Instrumentos do Direito Internacional Convenção sobre a Proibição da Utilização de Técnicas de Modificação Ambiental com Fins Militares ou outros Fins Hostis Protocolo Adicional I da Convenção de Genebra adotado em Princípio 24 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Estatuto de Roma e o Tribunal Penal Internacional Descumprimento de Tratado Internacional Ambiental SOBRE A ATUAÇÃO DO PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 94

8 8 1. Introdução A escolha do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é motivada, primordialmente, em razão do atual momento da sociedade internacional. É possível observar que, ao longo das últimas duas décadas, apesar de pontuais avanços na seara do Direito Ambiental, não foi consumada uma real alteração na relação entre o homem e o meio ambiente que o circunda. Mesmo sabendo que a escolha por um desenvolvimento mais consciente e menos agressivo é a garantia de um futuro próspero, continua-se a explorar e atingir diversos ecossistemas de maneira irresponsável, agindo levianamente com as próximas gerações. Sem dúvida, a intenção deste comitê é discutir a sustentabilidade das atividades humanas pautando-se em três alicerces: a economia, a agricultura e a energia. Esses são os principais assuntos a serem discutidos em nossas sessões. Aliá-los ao conceito de sustentabilidade é mais do que necessário, pois é tempo de se estabelecer diretrizes para o futuro. Nesse cenário, destaca-se a Crise Econômica Mundial de 2008, o marco populacional de sete bilhões de habitantes em , aliados ao acidente em Fukushima, à realização da Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em 2012 e ao aumento das emissões de CO2, como pontos de partida para os debates. Claramente, o tema da sustentabilidade é bastante amplo, contudo, não é possível nem produtivo vislumbrarmos discussões e soluções que contemplem estes temas separadamente. Sem dúvida, agricultura, economia e energia estão profundamente conectadas e por isso devem estar unidas na persecução da sustentabilidade. Tais setores devem ganhar ainda mais notoriedade quando determinada região está sob as consequências de guerras ou de conflitos armados. Entretanto, as estratégias de segurança no âmbito do Direito Internacional são o foco das soluções e tentativas da solução de conflitos, negligenciando a adoção de medidas que visem reduzir os efeitos predatórios sobre o meio ambiente. Cumpre-se dizer que a escolha de debater o meio ambiente em tempos de conflito foi motivada, em boa parte, pela ausência de discussões regulares acerca desta temática no âmbito internacional. Ficou bastante claro que o tema, devido a sua 4 UNFPA. RELATÓRIO SOBRE A POPULAÇÃO MUNDIAL EM Disponível em: Acesso em: 26 de maio de 2012.

9 9 abordagem reduzida pode trazer à superfície conceitos e soluções diversas, o cenário ideal para discussões acaloradas e soluções eficientes. Diante do que fora abordado alhures, evidenciam-se como as principais áreas de atuação do PNUMA 5 as mudanças climáticas, os desastres e conflitos, o manejo de ecossistemas, a governança ambiental, as substâncias nocivas e resíduos e a eficiência dos recursos. Fica, portanto, explícita a competência do PNUMA para buscar soluções em prol da sustentabilidade nos mais variados ramos, inclusive nas situações de conflito nas quais o meio ambiente pode ser, ao mesmo tempo, objeto e alvo de disputas. A seguir, então, delineia-se um estudo resumido acerca do Programa em foco, capaz de contextualizá-lo da melhor forma para os debates acerca da economia verde e do meio ambiente em áreas de conflito. 1.1 Sobre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é um dos frutos da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1972, em Estocolmo, na Suécia, tendo sido criado em 15 de dezembro deste mesmo ano, com o objetivo de debater os primeiros indícios de mudanças climáticas detectadas pelo homem 6. Antes desse marco histórico, não existia organização internacional comprometida exclusivamente com o panorama ambiental em proporções mundiais, fato que ressalta a importância do Programa em questão. O PNUMA tem como escopo manter o estado do meio ambiente global sob contínuo monitoramento; alertar povos e nações sobre problemas e ameaças ao meio ambiente e recomendar medidas para aumentar a qualidade de vida da população sem comprometer os recursos e serviços ambientais das futuras gerações 7. 5 Disponível em: Acesso em: 11 de julho de Disponível em: Acesso em: 26 de maio de Disponível em: Acesso em: 25 de fevereiro de 2012.

10 10 Atualmente, o PNUMA possui sede em Nairóbi, no Quênia, e dispõe de uma série de escritórios regionais distribuídos ao redor do mundo que apoiam instituições e programas de governança ambiental 8. Nesse sentido, também instiga uma grande variedade de parceiros a participar de empreendimentos que fomentem a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustentável. A Conferência de Estocolmo notadamente recomendou a criação desse secretariado dentro do sistema ONU como núcleo para ação e coordenação de importantes questões ambientais. O PNUMA é comandado por um diretor-executivo cujas responsabilidades incluem: apoiar o Conselho Administrativo/Governamental deste órgão, coordenar programas ambientais dentro do sistema das Nações Unidas, assessorar a formulação e implementação de programas ambientais, garantir a cooperação da comunidade científica e demais profissionais ao redor do mundo, prestar assessoria sobre a cooperação internacional na seara ambiental e, por fim, apresentar propostas relativas ao planejamento em médio e a longo prazos para os demais programas da ONU com temáticas ambientais. Em 15 de março de 2006, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, nomeou o então Diretor Geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) 9, Achim Steiner, para a posição de Diretor Executivo do PNUMA Estrutura Com a intenção de fortalecer a consecução de seus objetivos e como parte da proposta institucional do Programa em desconcentrar e coordenar, a nível global, suas atividades, o PNUMA estabeleceu cinco escritórios regionais 10 : Na América Latina e Caribe, localizado o na Cidade do Panamá, em Panamá, havendo uma subsede no Brasil, em Brasília, criada em ; 8 Disponível em: Acesso em: 25 de fevereiro de INTERNATIONAL UNION FOR CONSERVATION OF NATURE. Mais informações em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME. ENVIRONMENT FOR DEVELOPMENT. Disponível em: Acesso em: 03 de março de 2012.

11 11 Na Europa, em Genebra, na Suíça 12 ; Na África, situado em Nairóbi, Quênia, havendo duas subsedes, uma na Etiópia e outra na África do Sul 13 ; Na América do Norte, em Washington, DC 14 ; Na Ásia e Pacífico, em Bancoc, na Tailândia 15 ; Na Ásia Ocidental, em Manama, no Reino de Bahrein 16. O órgão a ser simulado por este comitê é o Conselho Governamental/Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente 17, estabelecido de acordo com a Resolução 2997 (XXVII) da Assembleia Geral da ONU 18. Esse órgão reúne-se anualmente e reporta suas atividades para a Assembleia Geral por meio do Conselho Social e Econômico (ECOSOC), no sentido de tornar todas as suas deliberações públicas, de coordenar e implementar políticas e programas ambientais no âmbito das Nações Unidas. Entre suas funções está a promoção de uma cooperação internacional fornecendo guias políticos aos Estados para direção e coordenação dos programas ambientais presentes no sistema das Nações Unidas UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME REGIONAL OFFICE FOR EUROPE. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME REGIONAL OFFICE FOR AFRICA. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME REGIONAL OFFICE FOR NORTH AMERICA. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME - REGIONAL OFFICE FOR ASIA AND THE PACIFIC. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME REGIONAL OFFICE FOR WEST ASIA. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de Tradução livre para Governing Council. 18 UNITED NATIONS. Disponível em Acesso em: 11 de julho de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME ENVIRONMENT FOR DEVELOPMENT. Disponível em: Acesso em: 03 de março de 2012.

12 Objetivos e competências temáticas do Conselho Governamental Com relação ao Conselho Governamental, principal órgão político do PNUMA e foro de discussões e deliberações, cabe ressaltar que a Resolução n (XXVII) da Assembleia Geral da ONU, em sua Sessão I, arts. 2º e 3º, estabeleceu as principais funções e responsabilidades do Conselho Governamental do PNUMA, a saber: a) Promover a cooperação internacional na área ambiental e recomendar, conforme seja apropriado, políticas para este fim; b) Fornecer orientação política geral para o direcionamento e coordenação de programas voltados à proteção do meio ambiente no âmbito das Nações Unidas; c) Recepcionar e revisar os relatórios periódicos do Conselho Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente na implementação de programas voltados à proteção do meio ambiente no âmbito das Nações Unidas; d) Monitorar a situação ambiental global na intenção de conferir tratamento adequado, por parte dos governos nacionais, aos problemas ambientais de considerável relevância internacional; e) Promover a contribuição da comunidade científica internacional, assim como de outros profissionais, na aquisição, acesso e troca de conhecimentos e informações ambientais e, conforme seja apropriado, dos aspectos técnicos na formulação e implementação de programas voltados à proteção do meio ambiente no âmbito das Nações Unidas; f) Manter, sob contínuo monitoramento, o impacto das políticas ambientais nacionais e internacionais nos países em desenvolvimento, assim como dos custos adicionais que poderão advir da necessidade desses países em implementar programas voltados à proteção do meio ambiente no âmbito das Nações Unidas; g) Revisar e aprovar, anualmente, o programa de utilização de recursos do Fundo ao Meio Ambiente 20. Assim, os ministros participantes do Conselho Governamental tem o dever elementar de observar tais competências para que não fujam de suas áreas de atuação. No que tange à sua atuação, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tem competência para atuar nas seguintes problemáticas: 20 Tradução Livre. Versão original disponível: Para mais informações: ONU. RESOLUÇÃO N (XXVII) COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL E FINANCEIRA PARA A COOPERAÇÃO AMBIENTAL INTERNACIONAL, Disponível em: Acesso em: 08 de abril de 2012.

13 13 1. Mudanças Climáticas: Fortalecer a capacidade dos países, em particular os países em desenvolvimento, para integrar as respostas às alterações climáticas nos processos de desenvolvimento nacionais. 2. Eficiência de Recursos: Assegurar que os recursos naturais são produzidos, processados e consumidos de maneira ambientalmente sustentável, preparando o caminho para a Economia Verde, em que o impacto ambiental é dissociada do crescimento econômico e a otimização dos co-benefícios sociais. 3. Desastres e conflitos: Minimizar as ameaças para o bem-estar humano das causas ambientais e consequências de atuais e potenciais desastres naturais e provocados pelo homem. 4. Governança Ambiental: Assegurar que a governança ambiental e interações em um país, nos níveis regionais e globais sejam reforçadas para atender as prioridades ambientais. 5. Substâncias nocivas e resíduos: Minimizar o impacto de substâncias nocivas e resíduos perigosos sobre o meio ambiente e sobre as pessoas. 6. Manejo de Ecossistemas: Garantir que os países utilizem uma abordagem benéfica ao ecossistema: o manejo holístico da terra, água e recursos vivos, promovendo a conservação e o uso sustentável no sentido de maximizar o bem-estar humano 21. Elencadas as competências pertinentes ao comitê, a simulação do conselho será formada por delegados que representarão ministros do meio ambiente das nações presentes e ONGs atuantes no tema, reunidos com o intuito de preparar uma resolução de caráter recomendatório 22-23, dependente da aprovação do ECOSOC, com o objetivo de posteriormente serem implementadas pela política interna dos países que assim optarem. Tal resolução será um relatório sobre as conclusões do Conselho acerca das três temáticas principais já discriminadas na introdução e eventuais discussões que surjam ao longo da simulação. Deverá indicar soluções multilaterais às celeumas enfrentadas pelos países, sempre objetivando a proteção do meio ambiente e o fomento ao desenvolvimento sustentável. Cumpre destacar a relevância da compreensão por parte dos delegados das respectivas matrizes energéticas, realidades agroindustriais e as fontes de riquezas 21 UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME. Tradução Livre. Versão original disponível em: Acesso em: 27 de maio de Por caráter recomendatório entende-se que o dispositivo jurídico é de soft law. Mais especificamente, esclarece Paulo Henrique Gonçalves Portela que o soft law inclui preceitos que ainda não se transformaram em normas jurídicas ou cujo caráter vinculante é muito débil, ou seja, com graus de normatividade menores que os tradicionais. E continua, Com isso, é comum que as regras de soft law tenham caráter de meras recomendações. 23 PORTELA, Paulo Henrique Gonçalves. Direito internacional público e privado: Incluindo Noções de Direitos Humanos e de Direito Comunitário. 2. ed. Bahia: Juspodivm, p.76.

14 14 integrantes do perfil econômico de cada nação, para a melhor fluidez e verossimilhança dos debates. Visto isso, cabe agora estudar os dois grandes blocos temáticos que lastrearão os debates da simulação. 2. Tema A: Economia verde e o Desenvolvimento Sustentável Os debates relativos ao desenvolvimento sustentável e à economia verde entraram na agenda internacional e ganharam força com grande velocidade. Isso decorre da amplitude dos temas supracitados, que definem uma gama de conceitos. Todavia, a compreensão de tais questões de tamanha relevância ainda não foi amplamente atingida. No intuito de entender melhor tais conceitos e suas origens, bem como o debate em torno deles, é cabível conhecer a história do Direito Ambiental Internacional. 2.1 Referências históricas dentro da perspectiva ambiental Embora a vida sempre tenha dependido intrinsecamente do meio ambiente saudável, a preocupação com o equilíbrio entre as atividades humanas e o meio ambiente só assumiu dimensões internacionais a partir da década de Os problemas ambientais, além de outros fatores, como a revolução da informação e a globalização econômica, contribuíram consideravelmente para a alteração das prioridades nas relações internacionais. Tem-se presenciado, ao longo do tempo, inúmeras situações e fatos reveladores da vulnerabilidade do meio ambiente, que fazem com que seja necessário adotar postura crítica para sua defesa. A constatação da finitude dos recursos e o reconhecimento da fragilidade da Terra contribuíram para privilegiar um enfoque mundial dos problemas relativos ao meio ambiente. Com isso, várias instituições foram criadas, e, sobretudo, uma dinâmica transnacional nova emergiu, cujas consequências políticas somente se tornaram claras no decorrer dos anos. Assim, deve-se perceber essa nova perspectiva da comunidade internacional, que começa a raciocinar sobre instrumentos jurídicos passíveis de preservar valores reputados como prevalentes no conjunto de toda a humanidade PASSOS, P. N. C. A CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO COMO PONTO DE PARTIDA PARA A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Revista Direitos Fundamentais e Democracia. Curitiba, PR, Brasil, v. 6, Disponível em:

15 15 Desse modo, a problemática a ser enfrentada situa-se na compatibilização entre os discursos e a prática, ou seja, buscar encontrar a necessária congruência entre a realidade e o mundo das ideias. Tendo em vista essa premissa, o objetivo desse novo ideário é assegurar a importância do direito internacional, e de sua vertente ambiental no estímulo ao diálogo e de ações que possam concretizar tal temática A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano 25 (1972). Em 1972, visando a organização das relações entre o homem e o meio ambiente em uma realidade onde era possível constatar que as ações humanas estavam provocando sérias destruições naturais e, por consequência, gerando riscos mediatos à sobrevivência da humanidade, foi realizada em Estocolmo, na Suécia, a primeira Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano. Tal evento transformou os debates acerca do meio ambiente em uma questão prioritária na agenda internacional, reunindo tanto os países denominados desenvolvidos quanto os emergentes, embora a antiga União Soviética e a maioria de seus aliados não tenham se feito presentes 26. A importância dessa conferência é claramente elucidada por Valério Mazzuoli quando este afirma que antes da Conferência de Estocolmo, o meio ambiente era tratado, em plano mundial, como algo dissociado da humanidade. Porém, a partir de 1972, logrou-se modificar o foco do pensamento ambiental do planeta, classificando-se as determinações decorrentes da declaração de Estocolmo como normas que visam regulamentar futuros comportamentos dos Estados, pois ainda que não detenham um status de norma jurídica, impõe, além de sanções de conteúdo Acesso em: 11 de março de Originalmente denominada United Nations Conference on the Human Environment. 26 Historicamente, o período da Guerra Fria se estendeu de 1947 até 1991, tendo como ponto culminante a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.

16 16 moral, outras que podem ser consideradas como extrajurídicas em caso de descumprimento ou inobservância de seus postulados 27. Esta teve como principal resultado a produção de uma declaração que elencou 26 princípios 28 e um Plano de Ação 29 com 109 recomendações 30 que convocavam todos os países, os organismos das Nações Unidas, bem como as demais organizações internacionais a cooperarem mutuamente na busca de soluções para uma série de problemas ambientais. A já explicitada declaração e os princípios por ela elencados constituíram o primeiro conjunto de soft law 31 para questões ambientais internacionais. Entretanto, no plano das ideias, a maior relevância dessa Conferência se encontra na instituição do PNUMA, visto ser esse o órgão competente para tratar, de maneira mais eficaz, a temática ambiental dentro do sistema das Nações Unidas. É cediço listar algumas das mais relevantes mudanças que se seguiram a partir de Estocolmo: a Conferência expressou o direito das pessoas de viverem em um ambiente de qualidade que permita uma vida com dignidade e bem-estar. Seguindo-se temporalmente esse momento, diversas organizações e cerca de 50 governos adotaram instrumentos ou até mesmo dispositivos constitucionais que 27 MAZZUOLI apud PASSOS, Priscilla Nogueira Calmon de. A CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO COMO PONTO DE PARTIDA PARA A PROTEÇÃO INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Revista Direitos Fundamentais e Democracia. Curitiba, PR, Brasil, v. 6, Disponível em: Acesso em: 11 de março de UNITED NATIONS GENERAL ASSEMBLY - REPORT OF THE UNITED NATIONS CONFERENCE ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT. Disponível em: Acesso em: 13 de março de UNITED NATIONS CONFERENCE ON THE HUMAN ENVIRONMENT ACTION PLAN FOR THE HUMAN ENVIRONMENT (1972). Disponível em: Acesso em: 13 de março de UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME RECOMMENDATIONS FOR ACTION AT THE INTERNATIONAL LEVEL Disponível em: Acesso em: 27 de maio de Expressão utilizada no âmbito do Direito Internacional Público para designar o texto internacional, sob diversas denominações, assumindo, desse modo, um caráter facultativo, ao contrário do que ocorre com as normas de jus cogens, que como o próprio nome indica, são cogentes. Segundo Mazzuoli, pode-se afirmar que na sua moderna acepção ela compreende todas as regras cujo valor normativo é menos constringente que o das normas jurídicas tradicionais, seja porque os instrumentos que as abrigam não detêm o status de norma jurídica, seja porque os seus dispositivos, ainda que incertos no quadro de instrumentos vinculantes, não criam obrigações de direito positivo aos Estados, ou não criam senão obrigações pouco constringentes. MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Curso de Direito Internacional Público. 4 ed., Editora RT, 2010.

17 17 reconheciam o meio ambiente como direito humano fundamental, demonstrando que muitas legislações nacionais sobre o meio ambiente tiveram como ponto de partida as disposições e discussões de Estocolmo A Conferência Cúpula da Terra (ECO 92) Rio de Janeiro No ano de 1988, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução 32 que determinava a realização, até junho de 1992, de uma conferência acerca da temática ambiental desenvolvimentista que pudesse avaliar como os países haviam promovido à proteção ambiental desde a Conferência de Estocolmo de O Brasil foi designado como país-sede de tal encontro na sessão em que a resolução em pauta foi aprovada. Teve-se, portanto, em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMA) 33 também conhecida como Cúpula da Terra. Todos presenciaram a assinatura de uma série de compromissos, sendo o mais importante deles a Agenda 21 34, um plano de ação para atingir um desenvolvimento econômico e social compatível com a conservação do meio ambiente. Destarte, uma contribuição notadamente fundamental dessa Cúpula foi a difusão do até então abstrato conceito de Desenvolvimento Sustentável 35, que passou a ser 32 Tal resolução teve como base o Relatório Brundtland. Objetivando o recolhimento de informações e a elaboração um relatório sobre a ligação entre ambiente e desenvolvimento, a ONU constituiu, em 1983, a Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland), que fez parte de uma série de iniciativas, anteriores à Agenda 21, presidida pela então primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland. Foi então que em 1987 ocorreu a publicação do O Nosso Futuro Comum (Our Common Future), o relatório final da referida Comissão, que também ficou conhecido como Relatório Brundtland e tornou o termo desenvolvimento sustentável uma referência, definindo-o como desenvolvimento que dê resposta às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras darem resposta às suas próprias necessidades". A flexibilidade na interpretação proporcionou a esta definição uma maior aceitação, permitindo a difusão do conceito de que as dimensões ambiental, social e econômica os três pilares do desenvolvimento sustentável devem ser consideradas de forma complementar e interdependente no processo de desenvolvimento. O desenvolvimento sustentável passa assim a constituir o enquadramento para a integração das políticas ambientais e das estratégias de desenvolvimento, exigindo alterações na política interna e externa de todos os países. O relatório está disponível em inglês em Brundtland_Report_1987.pdf. Acesso em 11 de julho de United Nations Conference on Environment and Development (UNCED). 34 UN DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS DIVISION OF SUSTAINABLE DEVELOPMENT. Disponível em: Acesso em: 10 de abril de 2012.

18 18 amplamente entendido como aquele que permite atender às necessidades atuais sem comprometer os recursos naturais que terão as futuras gerações para satisfazer as suas necessidades. Dentre os resultados principais dessa conferência, pode-se destacar o estabelecimento de mecanismos de transferência de tecnologias não poluentes aos países subdesenvolvidos; o exame de estratégias nacionais objetivando a incorporação de critérios ambientais ao processo de desenvolvimento (Desenvolvimento Sustentável); o estabelecimento de um sistema de cooperação internacional na prevenção de ameaças ambientais e prestação de socorro em casos emergenciais; e, por fim, a reavaliação do sistema de organismos das Nações Unidas, de forma a criar, eventualmente, novas instituições para implementar as decisões dessa Conferência 36. Como produto da ECO-92, foram assinados cinco documentos: a Declaração do Rio Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento 37, os princípios para a Administração Sustentável das Florestas 38, a Agenda 21, a Convenção sobre as Mudanças Climáticas 39 e a Convenção sobre Diversidade Biológica O Protocolo de Quioto e a COP Como estava disposto na Convenção sobre Mudanças Climáticas assinada durante a ECO-92, uma nova reunião internacional deveria ocorrer para debater a redução da emissão de gases responsáveis pelo aumento da temperatura terrestre. 35 DÉCADA DAS NAÇÕES UNIDAS DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RELATÓRIO FINAL PLANO INTERNACIONAL DE IMPLEMENTAÇÃO, Disponível em: Acesso em: 14 de abril de DIREITO AMBIENTAL NOÇÕES PRELIMINARES. Disponível em: Acesso em: 27 de maio de DECLARAÇÃO DO RIO SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Disponível em: Acesso em: 11 de abril de Disponível em: Acesso em: 11 de abril de Disponível em: Acesso em: 11 de abril de Disponível em: Acesso em: 11 de abril de Conferência das Partes United Nations Framework Convention on Climate Change. Para mais informações acesse: Acesso em: 11 de abril de 2012.

19 19 Esse encontro ocorreu em 1997 em Quioto, no Japão, onde os líderes de 160 nações assinaram 42 o que posteriormente ficou conhecido como Protocolo de Quioto 43, que entrou em vigor internacionalmente em 16 de fevereiro de O aludido protocolo, um compromisso com vinculação legal, previa entre os anos de 2008 e 2012, uma redução de 5% 45 (em relação aos níveis de 1990) nas emissões dos gases causadores do efeito estufa (os GEEs 46 ) nos países desenvolvidos, que em diversas pesquisas científicas são apontados como causa antropogênica 47 do aquecimento global. Fazendo coro aos discursos dos não-signatários do Protocolo, o expresidente norte-americano George W. Bush afirmou que os compromissos acarretados pelos tratados interferem negativamente na economia de seu país, e isso inviabilizou a adoção dos termos dispostos no tratado para essa nação 48. Além dos Estados Unidos da América, o Japão e a Rússia, notadamente grandes países poluidores, relutaram em assinar o documento, o que, na prática, inviabilizou a sua implementação. Por consenso dos países reunidos na COP-17 49, a conferência climática realizada na cidade de Durban, na África do Sul, em 2012, o acordo foi renovado por 42 A lista com os países signatários desse protocolo pode ser conferida em: Acesso em 11 de julho de O texto completo do Protocolo de Quito em português encontra disponível em: Acesso em: 11 de julho de Disponível em: Acesso em: 09 de abril de Como disposto no Art. 3º, 1 do aludido protocolo: As Partes incluídas no Anexo I devem, individual ou conjuntamente, assegurar que suas emissões antrópicas agregadas, expressas em dióxido de carbono equivalente, dos gases de efeito estufa listados no Anexo A não excedam suas quantidades atribuídas, calculadas em conformidade com seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões descritos no Anexo B e de acordo com as disposições deste Artigo, com vistas a reduzir suas emissões totais desses gases. 46 Os Gases do Efeito Estufa, também conhecidos pela sigla GEEs são substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infravermelha que incide sob a superfície terrestre, o que dificulta o seu escape para o espaço. Esse fenômeno impede que ocorra uma perda demasiada de calor para o espaço, mantendo a Terra aquecida. Trata-se de um fenômeno natural recorrente desde a formação da Terra e extremamente necessário para a manutenção da vida no planeta. O aumento da concentração dos gases estufa na atmosfera tem potencializado esse fenômeno natural, causando o exagerado aumento da temperatura, provocando severas mudanças climáticas. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/21621/ pdf?sequence=1>. Acesso em: 04 de abril de Causas derivadas de atividades humanas. 48 Disponível em: tm. Acesso em: 02 de abril de Mais informações disponíveis sobre essa conferência podem ser encontradas em: cmp7durban.com/. Acesso em: 11 de julho de 2012.

20 20 um novo período 50, que se inicia em 2013 e tem prazo para terminar em 2017 ou 2020 (a data final da validade permanece incerta) Conceito e relação entre Desenvolvimento Sustentável e Economia Verde A luta pela utilização dos recursos naturais há muito vem sendo criticada nas discussões sobre os problemas que envolvem o meio ambiente. Assim, Economia Verde mostra-se, dentro do atual modelo de produção de capital, como o que mais se adéqua à proposta de preservação ambiental e de garantia da qualidade de vida intergeracional. Emerge daí a importância de apresentar conceitos teóricos de economia verde, desenvolvimento sustentável, relação e divergência entre estas temáticas e de que maneira vem se desenvolvendo a Economia Verde. Desse modo, o crescimento econômico e a desenfreada acumulação do Capital Natural 52 pelo ser humano alertam para definir os rumos do ambiente em seus respectivos países. Com efeito, ao passo que a temática sobre Meio Ambiente perpassam os contextos políticos, econômicos e sociais de cada país, novas propostas de políticas ambientais serão formuladas. A seguir, demonstra-se que teóricos apresentam vertentes que ora Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável não se afinam, ora tratam de um contexto mais aproximativo entre aquele rumo a um Desenvolvimento Sustentável. 50 É cediço lembrar que o Canadá, por exemplo, não continuou como pactuante desse Protocolo. Disponível em: Acesso em: 22 de fevereiro de Disponível em: Acesso em: 12 de março de Entende-se por Capital Natural os estoques de recursos naturais renováveis e não renováveis (biótico e abiótico). O "capital natural renovável", por sua vez, é produzido e mantido pelas funções e processos dos ecossistemas. Referente ao "capital natural não renovável", este é extraído dos ecossistemas pela sociedade humana para serem utilizados como matérias-primas nos diversos processos produtivos. DENARDIN, Valdir F.; SULZBACK, Mayra T. CAPITAL NATURAL CRÍTICO: A OPERACIONALIZAÇÃO DE UM CONCEITO. Disponível em: f. Acesso em: 15 de abril de 2012.

21 Conceito de Desenvolvimento Sustentável A apropriação capitalista dos recursos naturais desencadeou um estudo interdisciplinar importante, no qual esta temática ambiental questionava o crescimento desordenado da riqueza. Diante deste contexto, salutar levar em consideração que o desencadeamento das próprias relações de consumo evidencia que a estrutura ecossistêmica se torna coadjuvante, entre utilização dos recursos ambientais e as relações de produção e consumo. É certo que, historicamente, há um crescimento internacional do capital com fundamento na exploração da força de trabalho e da dimensão da produção que a natureza gera. Por isso, Enrique Leff indica que este é o momento em que a expansão internacional do capital encontrou uma dotação abundante de recursos nos ecossistemas virgens e na força de trabalho dos bons selvagens dos países tropicais para sua exploração intensiva 53. Com efeito, os pressupostos de crescimento econômico são estabelecidos ainda de uma maneira considerada arcaica de acumulação de capital. Por isso que Enrique Leff evidencia que o Desenvolvimento Sustentável parte da constatação de que a ciência econômica não se fundamenta na ciência ecológica. Para este autor, o Desenvolvimento Sustentável tem por objetivo a produção e aplicação estratégica dos conhecimentos e técnicas necessárias dos recursos de cada ecossistema, dentro de critérios ecológicos que garantam a sua reprodução em longo prazo. O diferencial do Desenvolvimento Sustentável espraia-se pela necessidade de associação entre o desenvolvimento social, a partir da redução das desigualdades sociais, com estímulo à produção sustentável e, consequentemente, garantia de preservação das estruturas ecossistêmicas. Conclui-se, dessa maneira, que o discurso do eco-desenvolvimento passou de propostas para uma planificação ambiental, dirigida a partir do Estado, para uma visão do desenvolvimento sustentável na qual se configurariam os mecanismos do mercado 53 LEFF, Enrique. Ecologia, Capital e Cultura A territorialização da racionalidade ambiental. Jorge E. Silva (tradução). Petrópolis: Vozes, 2009, p. 223.

22 22 com um novo campo de interação entre o Estado, os agentes econômicos e os grupos sociais Economia Verde: conceito e delimitações O objetivo da Economia Verde, de acordo com o World Economic and Social Survey 55, corresponde a não ultrapassar os limites da sustentabilidade no modelo de produção econômica. Uma opção para atingi-lo seria mitigar o crescimento desenvolvimentista, bem como dados os métodos de produção atual, limitar o crescimento de resíduos e de apropriação de recursos. Preocupados em chegar a um conceito aproximativo com a realidade que queremos a Vitae Civilis: cidadania e sustentabilidade destacou o seguinte entendimento sobre Economia Verde: É o conjunto de atividades econômicas que resulta na melhoria do bem-estar humano com equidade e justiça social, ao mesmo tempo em que preserva e reconhece o valor inerente da Natureza, reduzindo significativamente os impactos e riscos sobre os recursos do ecossistema da sociedade. Uma economia verde se caracteriza por instituições, instrumentos, atividades de produção/consumo e investimentos que, visam o desenvolvimento sustentável, respeitando os direitos humanos e os limites do planeta 56. Nesse sentido, preservam-se os fundamentos clássicos da economia de acumulação de capital, garantindo preservação dos recursos naturais disponíveis. Entretanto, destacam-se os pressupostos de mudança da atividade econômica para um modelo sustentável voltado para minimizar a degradação ambiental. Oficialmente, Economia Verde para o relatório Síntese para Tomadores de Decisão sobre Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a 54 LEFF, Enrique. Ecologia, Capital e Cultura A territorialização da racionalidade ambiental. Jorge E. Silva (tradução). Petrópolis: Vozes, 2009, p Revista Cidadania e Meio Ambiente: caminhando junto com a sociedade. TECNOLOGIA VERDE: A GRANDE TRANSFORMAÇÃO, 2011, n. 35, ano VI, p.7. Disponível em: Acesso em: 20 de dezembro de VITAE CIVILIS Cidadania e Sustentabilidade. DIÁLOGOS NACIONAIS SOBRE ECONOMIA VERDE REFLEXÕES E PROPOSTAS EM AÇÃO. Disponível em: Acesso em: 10 de março de 2012.

23 23 Erradicação da Pobreza, elaborado pelo PNUMA em 2009, adota o entendimento de que é uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente riscos ambientais e escassez ecológica 57. Desse modo, o que se verifica nos dias atuais é a proposta prática desvinculada do estudo de uma práxis ecocêntrica 58, pois o conceito de Economia Verde não está preocupado com a preservação ambiental em si. Verifica-se, com efeito, maior preocupação com os rumos da humanidade, utilizando o ambiente como meio, não como fim. Nesse sentido, há críticas dos pressupostos da Economia Verde por alguns teóricos. Sawyer, por exemplo, destaca que o uso desse termo, aparentemente no lugar de desenvolvimento sustentável ou eco-desenvolvimento, considerado desgastado ou esvaziado, merece uma série de cuidados. Para ele, deve-se evitar, portanto, que os efeitos acabem sendo insignificantes ou mesmo perversos, especialmente na medida em que o foco fica desviado para assuntos e espaços geográficos menos importantes, desvinculado da perspectiva de preservação dos instrumentos que possam assegurar a qualidade nos ecossistemas para as futuras gerações. Contrariamente, Ricardo Abramovay 59 diz que colocar a economia verde no centro significa convidar os tomadores de decisão econômica a ocupar o centro do debate e convidá-los a alterar a maneira como usam os recursos sobre os quais têm 57 PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, Disponível em: Acesso em: 11 de março de Entende-se por ética ecocêntrica: A ética ecocêntrica considera o homem em sua casa oikos, em grego fundamentando o seu comportamento em relação à não apenas a si próprio, como em relação à natureza global de que faz parte. É a ética ambiental, ou seja, um novo entendimento da vida, a compreensão de que a Terra é um ser vivo que pulsa com todos os seus seres, incluindo o homem em igualdade de condições com os demais. Com essa percepção, o ser humano estará desenvolvendo cada vez mais uma visão holística do mundo, estabelecendo uma linha de coerência entre suas atitudes e a perspectiva conservacionista. O objetivo torna-se o dever ético de construir uma civilização na Terra e de inaugurar uma evolução em direção à convivência pacífica e ao desenvolvimento sustentável. A ideia central de ética para a civilização tecnológica, desenvolvida pelo filósofo alemão contemporâneo Hans Jonas, constitui-se no dever e na responsabilidade do ser humano com relação à natureza e ao futuro das próximas gerações humanas sobre a Terra. Disponível em: Acesso em: 20 de fevereiro de Disponível em: Acesso em: 25 de janeiro de 2012.

24 24 poder. Ao Instituto Humanitas, Abramovay ressalta 3 práticas essenciais ao desenvolvimento da Economia Verde: a) Acelerar a evolução das energias renováveis; b) Aprimorar a utilização destas fontes de energia, dos equipamentos e dirimir consideravelmente todas os meios de poluição, como a emissão de gases de efeito estufa; e c) Buscar estímulo a uma maior apreciação econômica dos produtos e dos serviços nos diferentes biomas, mas especialmente nas florestas tropicais. Assim, o PNUMA, tentando buscar soluções verdes para a aplicação e mudança comportamental da sociedade civil, com a sugestão de participação proativa dos países que o seguem, dedica, nos últimos anos, recomendações para preservação de um ambiente ecologicamente equilibrado. Esse modelo de economia inclui temas inovadores e multidisciplinares, quais sejam: Os transportes sustentáveis, as iniciativas de apoio a novos setores industriais verdes e cadeias de reciclagem, do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) à questão da renovação da matriz energética, passando pela busca por alternativas sustentáveis para o setor do turismo, pela construção civil sustentável e pela estruturação de um sistema tributário que influencie positivamente nas preferências expressas pelo setor privado 60. Tudo isso para incorporar o discurso de uma realocação da economia para o que o PNUMA chama de mudança da práxis para os tomadores de decisão 61. É nesse sentido que se encampa um rol de problemáticas que envolvem a Economia Verde e a tentativa de se trabalhar na perspectiva da Erradicação da Pobreza, como proposta de implementação de práticas menos degradantes, como a busca por i) energias renováveis; ii) certificação de preservação ambiental; iii) mudança nos hábitos de consumo; iv) além de, primordialmente, garantir um salto para a transformação da força de trabalho com formação e especialização nesse tipo de área. 60 Disponível em: Acesso em: 23 de maio de PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 10. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de 2012.

25 25 O relatório do PNUMA, dessa maneira, evidencia as condições que possibilitarão o rumo a uma economia verde: O estabelecimento de normas rígidas de regulamentação; A priorização de investimentos e gastos públicos em áreas que estimulem o esverdeamento de setores econômicos; A limitação de gastos em área que esgotem o capital natural; O uso de impostos e instrumentos que se baseiam no mercado para mudar a preferência do consumidor e promover o investimento verde e a inovação; e O fortalecimento da governança internacional. 62 Portanto, as delimitações teóricas e práticas da Economia Verde tornam as discussões não tão maduras e que precisarão ser aprimoradas. Verifica-se, dessa maneira, que os instrumentos para desenvolver um crescimento sustentável é o objetivo primordial desta e das próximas gerações Relação entre Desenvolvimento Sustentável e Economia Verde no âmbito do PNUMA Desenvolvem-se, neste aspecto, relações de aproximação e distanciamento entre Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável, a partir da perspectiva que se apresenta a teoria e a prática de cada elemento. Há críticas acerca da política internacional de implementação de acordos e estratégias entre os países signatários, como salienta Enrique Leff 63. O referido autor menciona que a Economia Verde tem por foco políticas menos humanistas e/ou ambientalistas, o que acaba por direcionaras políticas dos Estados a uma visão 62 PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 10. Disponível em: Acesso em: 26 de maio de Para LEFF, a hamornização das políticas ambientais neoliberais, das políticas reguladoras do Estado e das políticas de gestão social dos recursos combinam-se em diversos espaços, no campo das políticas de desenvolvimento e da política em geral. A capacidade para internalizar os custos ambientais da racionalidade economicista do desenvolvimento, no nível microeconômico, estaria limitada a internalizar o custo de incorporação da normatividade ecológica imposta pelo Estado nos seus processos produtivos. Isso se traduz em custos de poupança e reciclagem de insumos, como água, energia, subprodutos e resíduos. Disponível em: Acesso em: 23 de maio de 2012.

26 26 diretamente relacionada com a economia esverdeada, meramente patrimonialista, à qual a política neoliberal se encontra vinculada. Para a entidade da sociedade civil, Vitae Civilis, pensar que a Economia Verde substitui o desenvolvimento sustentável é um grande equívoco, visto que aquela é um meio para efetivar esta. O que se deve levar em consideração é a discussão sobre a transição para a economia não ignorar todo o conhecimento e experiência já acumulados em processos como, por exemplo, o da Agenda Buscam-se novas iniciativas associadas às antigas para desenvolver as relações econômicas e garantir recursos naturais não se esgotem. Para entender relação do crescimento econômico não sustentável e desenvolvimento sustentável, abaixo segue quadro elucidativo para verificar se há aproximação ou distanciamento entre os dois elementos. COMPARAÇÃO ENTRE O CRESCIMENTO ECONÔMICO NÃO SUSTENTÁVEL E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DE ACORDO COM ECONOMISTAS ECOLÓGICOS AMBIENTAIS CARACTERÍSTICAS CRESCIMENTO ECONÔMICO NÃO SUSTENTÁVEL ÊNFASE NA PRODUÇÃO Quantidade Qualidade DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO ASPECTO AMBIENTAL SUSTENTÁVEL RECURSOS NATURAIS Não muito importante Muito importante PRODUTIVIDADE DOS RECURSOS Ineficiente (desperdício elevado) Eficiente (desperdício baixo) RENDIMENTOS DOS RECURSOS Elevado Baixo TIPO DE RECURSO ENFATIZADO Não renovável Renovável 64 VITAE CIVILIS Cidadania e Sustentabilidade. DIÁLOGOS NACIONAIS SOBRE ECONOMIA VERDE REFLEXÕES E PROPOSTAS EM AÇÃO. Disponível em: Acesso em: 10 de março de 2012.

27 27 DESTRUIÇÃO RECURSOS DOS Matéria descartada Matéria reciclada, reaproveitada ou compostada CONTROLE POLUIÇÃO DA Limpeza (redução da saída) Prevenção (redução da entrada) PRINCÍPIOS ORIENTADORES Análise do riscobenefício Prevenção e Precaução Fonte: MILLER JR., G. Tyler, Ciência Ambiental; tradução All Tasks. São Paulo: Cengage. G. Tyler em seu estudo de Ciência Ambiental constatou que crescimento não sustentável visa prioritariamente quantidade, não qualidade. Além disso, identifica que um crescimento não confere importância às energias renováveis, aos recursos naturais, aos princípios da prevenção e precaução, além de não valorizar o potencial renovável de alguns recursos. Essa reorientação prática da economia reporta a uma agenda baseada em transformar a relação entre desenvolvimento e crescimento econômico, indo muito além da tradicional opinião em que o meio ambiente figura como um obstáculo ao crescimento 65. O relatório do PNUMA menciona que uma das características importantes de uma economia verde é que ela procura gerar diversas oportunidades para desenvolvimento econômico e diminuição da pobreza sem liquidar ou acabar com os bens naturais de um país 66. Portanto, merecem destaques na discussão erradicação da pobreza, visando uma transição da Economia Verde para uma proposta em logo prazo, chegando ao Desenvolvimento Sustentável. Além disso, o PNUMA preparou também um documento intitulado Mude o Hábito um Guia da ONU para a Neutralidade Climática. Em sede desse relatório, 65 Disponível em: Acesso em: 25 de maio de PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 10. Disponível em: Acesso em: 11 de março de 2012.

28 28 constatou-se que um número crescente de companhias, universidades, órgãos governamentais e outros grupos têm políticas formais de aquisições que incentivam ou às vezes exigem que os funcionários responsáveis pelos gastos escolham opções mais verdes 67. Tal hábito é denominado compras verdes e são delimitadas pelos seguintes aspectos: a) Adquira produtos verdes (produtos reciclados, reformados ou recondicionados que sejam compatíveis em preço, desempenho e qualidade aos mesmos produtos novos); b) Locação ou arrendamento de equipamento em vez da compra; c) Busque eletricidade/energia a partir de fontes renováveis verificar junto às empresas d) Fornecedoras de energia se há arranjos de energia verde ; e) Frota de empresa verde compre ou alugue veículos de economia possível de combustível ou que usem fontes alternativas de energia, como eletricidade, células combustíveis ou híbridos 68. A utilização de novos hábitos, incluindo as compras verdes, como apresentado acima, dispõe de um objetivo fundamental: contribuir à conservação dos recursos ambiental e, consequentemente, minimizar as drásticas mudanças climáticas. Dessa maneira, demonstram-se abaixo dados apresentados no Relatório Acerca das Opções Estratégicas para Mitigação da Mudança Climática, produzido pela ONU, o que verifica a necessidade de preservar os bens ambientais e mitigar o crescimento da produção que contribua significativamente com a redução na emissão de gases de efeito estufa: 67 ONU. MUDE O HÁBITO UM GUIA DA ONU PARA A NEUTRALIDADE CLIMÁTICA, Disponível em: Acesso em: 26 de maio de ONU. MUDE O HÁBITO UM GUIA DA ONU PARA A NEUTRALIDADE CLIMÁTICA, Disponível em: Acesso em: 26 de maio de 2012.

29 29 Fonte: KIRBY, Alex. Relatório Mude o Hábito Um Guia da ONU para a Neutralidade Climática. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 2008, p. 92. Consoante o exposto, verifica-se desde a construção da Agenda 21, que há uma premente necessidade de integrar e cooperar, no âmbito internacional, países que programam políticas de construção de uma sociedade menos poluidora. Garante-se, pois, o reconhecimento da necessidade de se outorgar à sociedade um espaço para a expressão de seus interesses, para a sua participação na tomada de decisões e para a gestão direta de seus recursos produtivos. A Economia Verde inova, pois contribui com uma crítica aos fundamentos da economia clássica, sendo a regulamentação e a mudança na práxis entre Estado, Mercado e Sociedade os motores para a modificação ética e, consequentemente, comportamental, para garantir, numa visão antropocêntrica alargada, a sustentabilidade da vida humana. Assim primam-se pelos princípios que devem guiar os tomadores de decisão: i) o princípio da reversibilidade; ii) o princípio da precaução; iii) o princípio da prevenção; iv) o princípio do poluidor que paga; v) o princípio da participação pública; vi) e, finalmente, o princípio da justiça ambiental 69. Desse modo, importante analisar que a Economia Verde incorpora diversos setores e problemáticas que a sociedade enfrenta cotidianamente. O objetivo da erradicação da pobreza demonstra que esse modelo de economia está preocupado em materializar os óbices sociais que travam o desenvolvimento social e gera, na maioria das vezes, degradação dos recursos naturais e má conservação dos mesmos. Por isso, novos princípios ambientais necessitam constar evidenciados para associar a nova reordenação do modelo de produção, associada à erradicação da pobreza, para mudar o hábito de consumo, visando preservação ambiental e garantia de controle das mudanças climáticas, reduzindo principalmente as emissões dos gases de efeito estufa. Oportunamente, serão discutidas as temáticas com base nas diretrizes da economia verde e do desenvolvimento sustentável acima elucidado, os 10 (dez) setores estratégicos nos quais os Estados devem concentrar esforços, são eles: a agricultura, a 69 MILLER JR., G. Tyler. Ciência Ambiental; tradução All Tasks. São Paulo: Cengage Learning, 2008, p. 487.

30 30 construção, o abastecimento de energia, a pesca, a silvicultura, a indústria, o turismo, os transportes, o manejo de resíduos e a água 70. Cumpre agora aprofundar os estudos nos quatro segmentos fundamentais da economia verde: energia, agricultura, economia e governança. 2.3 Fontes Alternativas de Energia As Fontes Alternativas de Energia: Um Caminho para a Sustentabilidade O modelo de desenvolvimento da sociedade atual está desmoronando. Essa é uma das principais constatações a que chegam os especialistas do PNUMA, os ambientalistas e a maioria dos especialistas em economia ao estudar o modelo econômico da sociedade internacional 71. Tal conclusão se deve, sobretudo, às práticas não sustentáveis de desenvolvimento que foram levadas a cabo até hoje principalmente pelos países desenvolvidos, uma vez que acumularam riquezas baseados em um modelo insustentável e que hoje se demonstrou incapaz de atingir um desenvolvimento social mais satisfatório. Não basta, entretanto, somente afirmar o que já se considera de senso comum. O meio ambiente sofre sérias afrontas à sua preservação e regeneração de reservas e isso não é por acaso. O cenário ambiental não é nada esperançoso. Uma das principais preocupações do PNUMA reside na erradicação da fome e da pobreza e os atuais dados só vêm a fundamentar tal situação. Atualmente, apenas 20% das reservas populacionais 70 PNUMA. INVESTIMENTO DE 2% DO PIB MUNDIAL EM UM NOVO MODELO ECONÔMICO PODE COMBATER A POBREZA E GERAR UM CRESCIMENTO MAIS VERDE E EFICIENTE: Novo relatório do PNUMA destaca Políticas Públicas Sustentáveis e Trajetória de Investimento Rumo à Rio +20. Disponível em: Acesso em: 05 de março PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, Disponível em: Acesso em: 11 de março de 2012.

31 31 de peixes comerciais são subexploradas, 52% são completamente exploradas, 20% são sobre-exploradas e 8% já se encontram esgotadas 72. A solução encontrada pelos mais esclarecidos na temática foi a de mudança gradual, porém urgente, de hábitos. O atual modelo de desenvolvimento da maioria das nações não abraça significativas necessidades sociais e ambientais, acabando por levar a uma sociedade apegada, em demasiado, ao progresso unicamente econômico. Nesse diapasão, não é mais coerente que a República Popular da China, segunda potência econômica mundial, baseie quase que a totalidade de sua economia em uma fonte não renovável, como o carvão mineral, não devendo cessar a crescente busca por energias alternativas 73. No caso especial dessa nação, entretanto, a partir de 2006, houve uma mudança significativa no que tange às políticas de incentivo às energias renováveis, culminando no Plano Nacional de Mudanças Climáticas e em um pacote de estímulo econômico anticrise, que passou a vigorar em 2008 e resultou num repasse de 35% do gasto público orientado para a transição a uma economia de baixo carbono. 74 Essa atitude pôs a China como um dos Estados que mais investem nesse processo. O abastecimento energético figura como um dos principais desafios para as nações, uma vez que uma reestruturação nesse setor significa gastos consideráveis diante de uma das piores crises econômicas da história da humanidade. É também um setor-chave para uma eficiente transição, em virtude do fato de que dois terços das emissões dos GEE Gases de Efeito Estufa são oriundos da geração de energia. Importante salientar que os custos de adaptação podem atingir cifras que variam em 72 PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, Disponível em: Acesso em: 11 de março de VIOLA, E. PERSPECTIVAS INTERNACIONAIS PARA A TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA VERDE DE BAIXO CARBONO: Desafios e oportunidades. Conservação Internacional Brasil, Brasília - DF, n. 8, p. 48, Disponível em: Acesso em: 05 de março de VIOLA, E. PERSPECTIVAS INTERNACIONAIS PARA A TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA VERDE DE BAIXO CARBONO: Desafios e oportunidades. Conservação Internacional Brasil, Brasília - DF, n. 8, p.47, Disponível em: Acesso em: 05 de março de 2012.

32 32 torno de US$ 50 a 170 bilhões até o ano de 2030, metade dos quais poderiam ser arcados pelas nações já desenvolvidas 75. Nesse contexto, vale salientar o fundamental papel que exerce a política governamental para tal readequação. Estudos da AIE Agência Internacional de Energia 76 revelam que é necessário um investimento em energias renováveis entre 1 e 2% do PIB mundial para levar a economia global a patamares de baixo índice de carbono 77. Para se ter uma ideia mais clara, em 2008, o nível de subsídios de combustíveis fósseis foi de aproximadamente 1% do PIB global. Esse dado pode levar à conclusão de que se esse investimento em fontes de energia com alto teor de carbono fosse revertido em apoio financeiro no desenvolvimento das energias limpas, a taxa de penetração de fontes renováveis quase triplicaria, passando de 16 para 45% até 2050, fornecendo mais do que 25% do fornecimento total. 78 Geração global de energia entre 2010 e Fonte: AIE PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, Disponível em: Acesso em: 05 de março de Agência Internacional de Energia. Disponível em: Acesso em 11 de março de AIE. WORLD ENERGY OUTLOOK, Disponível em: Acesso em 11 de março de PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 16. Disponível em: Acesso em: 11 de março de AIE. MONTHLY ELECTRICITY STATISTICS NOVEMBER Disponível em: Acesso em: 11de março de 2012.

33 33 Mesmo diante de uma recessão mundial, os investimentos em energias limpas estão crescendo consideravelmente. De acordo com o relatório elaborado pela PNUMA intitulado Rumo a uma Economia Verde, o total de investimentos nessas energias apresentou um aumento de 33% ao ano, chegando, em 2010, a um montante de US$ 200 bilhões. A figura abaixo demonstra o desenvolvimento dos investimentos até 2009: Percebe-se que o montante de investimentos ainda se revela pequeno, haja vista que a figura representa os investimentos globais na geração de energia limpa. Entretanto, já não se pode dizer que as ações nesse sentido carecem totalmente de operacionalidade, embora ainda detenham grande parte dessa característica. Para confirmar esse argumento, a AIE lançou, em novembro de 2011, um relatório estatístico, em inglês, no qual se pode verificar as porcentagens de produção global, em terawatts (1TWh = watts), dos principais tipos de energia entre 2010 e Veja a tabela abaixo: Percebe-se, novamente, o crescimento de investimentos em energias limpas, como a solar e a eólica, da ordem de 32,1%, sendo a maior retração verificada na energia nuclear, de -5,7%. Pode-se atribuir esses fatos a diversas causas, como o potencial de expansão das energias verdes e o alto grau de risco em se investir nas usinas nucleares, evidenciado por um dos maiores desastres naturais da história, a catástrofe de Fukushima. Fala-se muito em aumentar a parte do PIB destinada à

34 34 Economia Verde, às energias sustentáveis, mas como, especificamente, se daria esse processo? Quem financiaria? É o que será analisado no próximo item Financiamento para o processo de transição a uma Economia Verde Não basta que se tenha em mente a mera necessidade de mudança na matriz energética de uma nação. Discursos pautados somente nesse aspecto não trazem consequências práticas e inovadoras, uma vez que se satisfazem em defender algo que já é do conhecimento dos líderes e da humanidade como um todo. Dado o atual momento, não há tempo para ser desperdiçado com o simples e mero argumento de que uma alteração na estrutura econômica da sociedade internacional deve ser levado a cabo. Uma pergunta ainda permanece sem respostas concretas, e serão nessas respostas que os senhores deverão focar suas ações, seus discursos perante a reunião que se aproxima. Dito isso, pergunta-se: já que está consolidada a ideia que se devem mudar setores-chave da economia de um País, por que tal temática sempre encontra obstáculos no momento de sua implantação? A esfera da utopia deve ser ultrapassada. As nações devem dar início, urgentemente, à tomada de medidas práticas e eficazes no combate ao aumento da emissão de GEEs na intenção de resgatar a luta contra o aquecimento global. O PNUMA sugere especial atenção às diversas fontes em potencial de financiamento a essa transição, como investimentos públicos e privados nos setores onde cada uma dessas iniciativas exerça maior influência. O financiamento e o microfinanciamento do carbono, assim como o escalonamento de fundos de estímulos verdes, são uma das grandes promessas para tirar do papel os discursos retóricos pautados em ações verdes. Não há, no entanto, de acordo com o relatório do PNUMA 80, uma estimativa completa dos fundos e recursos necessários para tornar verde toda a economia mundial, 80 PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 34. Disponível em: Acesso em: 06 abril de 2012.

35 35 mas se calcula um investimento que deva girar em torno de US$ 750 bilhões por ano de 2010 a 2030 e US$ 1,6 trilhão por ano de 2030 a 2050 para reduzir as emissões de CO 2 pela metade até O Fórum Econômico Mundial, a Bloomberg New Energy Finance e o HSBC também calcularam o montante a ser investido nas iniciativas de baixo carbono, chegando a uma estimativa de US$ 10 trilhões entre 2010 e De 2010 a 2050, os investimentos devem atingir um patamar de 2% do PIB mundial por ano em setores como adoção de novas tecnologias, técnicas de gestão e aumento da infraestrutura verde. O que se constata na prática, contudo, é um baixo fluxo do capital necessário a uma transição a curto prazo. Ainda existe um grande espaço entre os acordos internacionais firmados e as ações em concreto. Uma das mais relevantes demandas dos países em desenvolvimento que, nesse sentido, continua a pautar as principais reuniões internacionais, gira em torno da transferência de tecnologia dos países mais desenvolvidos àqueles ainda carentes neste aspecto 81. O financiamento público é considerado fundamental para alavancar o processo de transição a uma economia de baixo carbono. O Estado necessita fomentar uma infraestrutura adequada, tornando os serviços verdes lucrativos e, com isso, captar os investidores privados. O G-20, em reuniões acerca da crise que atingiu, em cheio, a União Europeia, priorizou, em uma série de questões, pacotes de incentivos fiscais maciços direcionados ao fomento de uma economia verde. A posição dos líderes europeus foi bastante aplaudida pelo PNUMA, com a celebração de fundos de estímulo de cerca de US$ 3,3 trilhões, sendo US$ 522 bilhões alocados para investimentos verdes. Nesse contexto de iniciativa estatal, a China tem sido um dos países que mais tem investido no enverdecimento de sua economia. Com pacotes chegando a US$ 468 bilhões, em 2011, a indústria de proteção ambiental estima crescer 20% ao ano, cerca de 10 vezes mais que outros setores industriais COORDINATION OF THE BRAZILIAN FORUM OF NGOS AND SOCIAL MOVEMENTS FOR THE ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT FBOMS. International Environmental Governance, 2007, p PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 36. Disponível em: Acesso em: 06 de abril de 2012.

36 36 Percebe-se que não falta capital chinês a ser destinado para setores verdes de sua economia. Entretanto, não são todos os Estados que possuem grandiosas receitas fiscais. Para esses, a reforma dos subsídios e nas políticas de impostos podem ser ferramentas aptas a inovar os investimentos verdes. Há setores como as áreas de energia, agricultura, água e pesca em que os subsídios empregados reduzem os preços, encorajando o uso excessivo do capital natural, impondo, ainda, despesas irracionais por parte da máquina estatal. Uma das saídas seria eliminar gradualmente os subsídios e aplicar impostos nesses setores no sentido de melhorar a eficiência e fortalecer as finanças públicas. Pode-se ter como exemplo o setor pesqueiro, que já se encontra sobre-explorado e ainda conta com subsídios consideráveis. Nesse campo, a transição para uma atividade verde importaria na perda de renda e empregos a curto e médio prazo para a reconstrução das reservas naturais. É nesse ponto onde começam as principais divergências. Em tempos de crise econômica mundial, diversas nações para não se dizer quase a totalidade delas se opõem a enfrentar esse risco. Na busca de uma reestruturação financeira, muitas levam a cabo políticas de intensa aplicação de subsídios em setores já explorados na intenção de obterem resultados a curto prazo. É necessária, entretanto, essa transição, pois é uma medida apta a evitar a perda permanente de empregos e de renda. Para não afetar tão bruscamente as pessoas que dependem diretamente dessas atividades, fazem-se necessárias ações temporárias contra o impacto negativo em suas subsistências. Outra alternativa de financiamento é a promessa do Fundo Verde, estabelecido na Conferência do Clima de Cancun, em Esse importante e crucial mecanismo teria o condão de mobilizar, rapidamente, US$ 30 bilhões a serem angariados dos países mais desenvolvidos e destinados aos em desenvolvimento para financiar iniciativas climáticas até O plano deve ir até 2020, quando, juntos, deve captar até US$ 100 bilhões por ano. Finalmente, deve ser ressaltado o papel das instituições financeiras de desenvolvimento a níveis internacional e nacional. São elas que irão alavancar o processo de transição, destinando valores aos principais setores econômicos. O Banco Mundial, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), no Brasil, o KFW (Banco Alemão de Desenvolvimento), na Alemanha, a Caisse Depots e a AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento), ambas na França, o BDSA (Banco de Desenvolvimento

37 37 da África do Sul), na África do Sul e o CDB (Banco de Desenvolvimento da China), na China, são, desse modo, uma das principais ferramentas à disposição do setor público para auxiliá-lo no enverdecimento da economia nacional. Essas instituições forneceram, de 2008 a 2009, cerca de US$ 520 bilhões 83. Percebe-se que, antes de se tomar qualquer medida, há de haver uma mudança na consciência financeira. A filosofia de se tomar somente medidas a curto-prazo deve ser superada caso realmente se queira mudar para uma economia de baixo carbono, comprometida com os aspectos ambientais, sociais e governamentais. Sem essas mudanças básicas de comportamento, não importará quanto será investido em ações verdes, esses incentivos continuarão a ter impacto reduzido, abaixo do seu potencial Energia Eólica Na atualidade, a energia eólica é utilizada como fonte propulsora dos aerogeradores, grandes turbinas posicionadas em locais favoráveis à geração de energia 84. Dentre as fontes energéticas limpas 85,esta fonte demonstra enorme potencial para contribuir de maneira significativa no atendimento da série de requisitos referentes aos custos de produção e fornecimento, segurança e sustentabilidade ambiental 86. É sabido que se pode utilizar os aerogeradores de maneira isolada para alimentar as localidades mais remotas e distantes da rede de transmissão ou agrupá-los, formando extensos parques eólicos, tornando mais sustentável a produção energética eólica. E as vantagens da adoção dessa fonte são exemplificadas de maneira breve a seguir: A experiência dos países líderes do setor de geração eólica, [...] mostra que o rápido desenvolvimento da tecnologia e dos mercados 83 PNUMA. RUMO A UMA ECONOMIA VERDE: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A ERRADICAÇÃO DA POBREZA SÍNTESE PARA TOMADORES DE DECISÃO, 2009, p. 36. Disponível em: Acesso em: 06 de abril de Disponível em: Acesso em: 06 de março de Aquelas fontes energéticas que não acarretam na emissão de grandes quantidades de Gases do Efeito Estufa (GEEs). 86 GWEC, GLOBAL WIND ENERGY COUNCIL, GLOBAL ENERGY OUTLOOK, Disponível em: Acesso em: 04 de fevereiro de 2012.

38 38 tem enormes implicações socioeconômicas. Na atualidade, diversos estudos apontam a geração de empregos e o domínio da tecnologia como fatores tão importantes quanto à preservação dos recursos naturais e à segurança energética dos países da comunidade europeia para a continuidade dos investimentos no aproveitamento da energia eólica 87. É importante salientar que os custos referentes à adoção da geração de energia eólica tem se reduzido rapidamente nos últimos anos. Em 2005, o custo da implantação da energia eólica correspondia a um quinto do valor do custo no final dos anos , decaimento que deve continuar em virtude da ascensão das tecnologias de produção dos aerogeradores. A maioria das alternativas de geração de eletricidade requerem grandes investimentos de capital, mas possuem baixos custos de manutenção. Essa afirmação é particularmente coerente no caso da energia eólica, haja vista que os custos envolvidos na construção de cada aerogerador podem alcançar milhões de reais, enquanto os custos com manutenção são baixíssimos e não há utilização de combustíveis nesse processo. 87 AGNOLUCCI, P. RENEWABLE SUSTAINABLE ENERGY REVIEW SZARKA, J. ENERGY POLICY Disponível em: Acesso em: 23 de maio de Disponível em: Acesso em 12 de abril de Disponível em: https://sites.google.com/a/biomassa.eq.ufrn.br/gestao-de-projeto-de-energiaalternativas/tecnologias-ambiental-sustentavei. Acesso em: 22 de dezembro de 2011.

39 39 No somatório de valores relevantes para investimentos nessa alternativa energética, levam-se em conta diversos fatores, tais como i) a taxa de juros, ii) a produção elétrica estimada, iii) os custos da construção e iv) da manutenção além da localização e os riscos de acidentes, como a queda dos geradores. Tem-se, portanto, que os cálculos reais dos custos da adoção da energia eólica não diferem de acordo com o local em que se pretende instalar cada usina. Todavia, se não forem realizados estudos de medição, mapeamento e previsão dos ventos, a energia eólica não será uma fonte confiável. Além disso, é preciso considerar produção de poluição sonora e visual pelos parques eólicos, que interferem diretamente na paisagem local e ainda podem, caso sejam instalados em locais inadequados, interferir na rota migratória de pássaros 89. Recentes evoluções tecnológicas (tais como estratégias de controle e operação das turbinas, sistemas avançados de transmissão e melhor aerodinâmica) têm reduzido significativamente os custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. Estima-se que até 2020 teremos o valor aproximado de 10% da energia mundial gerada pelo vento, com uma capacidade instalada de mais de 1.000GW Energia Solar A energia solar com vias de conversão elétrica pode ser aproveitada em diferentes níveis ao redor do mundo. No que concerne à localização geográfica, quanto maior a proximidade do Equador, maior será a potencialidade de captação solar. Os desertos próximos às zonas de maior consumo energético possuem, de modo geral, a sofisticação técnica necessária para a elevada captura de energia solar Disponível em: Acesso em: 23 de maio de GWEC, GLOBAL WIND ENERGY REPORT, Disponível em: _2nd_edition_April_2011.pdf. Acesso em: 17 de janeiro de MCKIE, Robin. HOW AFRICA'S DESERT SUN CAN BRING EUROPE POWER. Disponível em: Acesso em: 22 de dezembro de REVKIN, Andrew C. UTILITY LOOKS TO MOJAVE DESERT FOR SOLAR POWER. Disponível em: Acesso em: 31 de março de HUGE SOLAR PLANTS BLOOM IN DESERT. Disponível em: Acesso em: 31 de março de 2012.

40 40 Além das condições atmosféricas, como a nebulosidade e a umidade relativa do ar 92, a disponibilidade de radiação solar, também denominada energia total incidente sobre a Terra, condicionando-se a latitude local 93 e da posição no tempo (hora do dia e do ano) 94. Apesar disso, é crucial saber que mesmo nas regiões com menor incidência de radiação, as mesmas podem apresentar grande potencial de aproveitamento energético solar. Ainda que somente uma parcela da radiação solar incida sobre a superfície terrestre devido à absorção e à reflexão dos raios solares pela atmosfera, ocasionando perdas significativas, estima-se que a energia solar incidente sobre a superfície terrestre seja da ordem de 10 mil vezes o consumo energético mundial 95. A Agência 92 Existem variações nas quantidades produzidas de acordo com a situação atmosférica (chuvas, neve), além de que, durante a noite, não existe produção energética alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia. 93 Locais em latitudes médias e altas (Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile, dentre outros) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (a exemplo de Curitiba, e Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade. 94 Disponível em: Acesso em: 22 de março de ANEEL - AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. ENERGIA SOLAR, [ca. 2006]. Disponível em: Acesso em: 27 de maio de 2012.

41 41 Internacional de Energia (AIE) informa que, apesar do crescimento anual constante, a energia solar corresponde a uma fração inferior a 1% da produção mundial 96. No rol de principais vantagens para implantação dessa energia, é cediço elencar os seguintes elementos: i) a necessidade de manutenção mínima das centrais; ii) a viabilidade econômica cada vez maior em decorrência das tecnologias, melhorando a potência dos painéis solares; iii) o fato dessa energia ser uma alternativa a ser considerada em lugares de acesso mais restrito e/ou dificultado, pois sua instalação em pequena escala não requer enormes gastos com as linhas de transmissão; e, por fim, iv) a ajuda da redução das demandas energéticas locais e a consequente perda energética provocada pelas redes de transmissão nos países localizados na zona tropical ou em regiões afastadas dos grandes polos de produção energética. Em contrapartida, as principais desvantagens englobam i) o consumo de energia na fabricação de painéis solares, que pode ser até mesmo superior à energia que virá a ser gerada por estes 97, ii) o alto custo da implantação dos painéis fotovoltaicos e iii) a menor eficiência das formas de armazenamento da energia solar se comparadas às formas de armazenamento da energia hidráulica, dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e da biomassa (utilização da matéria orgânica na geração de energia). O processo de fabricação e instalação de sistemas fotovoltaicos exige energia e, assim como acontece em quase toda a atividade industrial, lida com materiais perigosos, como arsênio e cádmio. Além disso, a produção em massa de células fotovoltaicas é frustrada algumas vezes pelos déficits de silício de boa qualidade ou pelos fatores mencionados a seguir: Para se descobrir o custo real da energia fotovoltaica é necessário considerar, além do custo dos painéis solares, os custos de instalação e 96 WEC, SURVEY OF ENERGY RESOURCES, Disponível em: em inglês. Acesso em: 15 de janeiro de UNIVERSITY OF CALIFORNIA.CLOUDY OUTLOOK FOR SOLAR PANELS: COSTS SUBSTANTIALLY ECLIPSE BENEFITS, STUDY SHOWS: SCIENCE DAILY. Berkeley, Disponível em: Acesso em: 23 de fevereiro de 2012.

42 42 de manutenção mínima, o custo financeiro do investimento, a vida útil dos painéis e a potência efetiva que eles produzem ao longo do ano 98. É possível notar que, de maneira geral, é uma energia subaproveitada no mundo, embora a queda nos custos e subsídios tenha ajudado a sustentar o crescimento do mercado em alguns países 99. O que, por vezes, impossibilita, por motivos técnicos, a promoção de projetos sobre aproveitamento da energia solar é a baixa eficiência verificada nos sistemas de conversão de energia. Esse óbice técnico, dessa forma, torna exigível a utilização de grandes áreas para que haja uma captação suficiente de raios solares, tornando o empreendimento viável economicamente Energia Nuclear A energia nuclear habita a agenda internacional da produção energética como uma importante alternativa aos combustíveis fósseis. Segundo Patrick Moore, ex-diretor internacional do Greenpeace, nós cometemos o erro de associar energia nuclear às armas nucleares, como se todas as coisas nucleares fossem ruins. Eu acredito que isso é um erro tão grande quanto associar medicina nuclear as armas nucleares 100. Apesar de embates, nos últimos anos, ela passou a ser considerada uma fonte limpa de energia, tendo em vista que seu processo conduz à emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO 2 ) 101. Além do apelo ambiental, a existência de abundantes reservas de urânio (cuja fusão átomo tem uma de suas maiores aplicações na geração de energia em usinas térmicas as chamadas termonucleares) no planeta contribui para a manutenção dessa tendência à expansão, o que, a médio e longo prazo, garante a segurança do suprimento. 98 SHAYANI, Rafael Amaral. DE OLIVEIRA, Marco Aurélio Gonçalves. CAMARGO, Ivan Marques de Toledo. COMPARAÇÃO DO CUSTO ENTRE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA E FONTES CONVENCIONAIS, Brasília, Disponível em: Acesso em: 10 de abril de Disponível em: Acesso em: 04 de abril de Disponível em: Acesso em: 07 de março de Como já explicado anteriormente, o gás carbônico é o principal responsável pela intensificação do efeito estufa e, consequentemente, pelo aquecimento global.

43 43 Segundo Rebecca Harms, representante do Partido Verde no Parlamento Europeu, uma nova usina nuclear custa, atualmente, cerca de 7 bilhões de Euros, além dos 600 milhões necessários para a disposição final do lixo atômico 102. No tocante à sustentabilidade, deixando de lado por um momento os usuais questionamentos sobre a segurança e a eliminação de resíduos, o ponto chave é que a humanidade poderia viver por gerações com a energia gerada através da fusão nuclear. Em 2004, o renomado pesquisador britânico James Lovelock surpreendeu ambientalistas ao afirmar que "só a energia nuclear pode deter o aquecimento global". Para ele, apenas a energia nuclear é uma alternativa realista aos combustíveis fósseis para suprir a enorme necessidade energética dos atuais padrões da humanidade, sem aumentar, sendo ele, a emissão de gases causadores do efeito estufa 103. Qual a quantidade real de suprimentos de urânio e outros combustíveis físseis 104 existentes no mundo? Será que temos apenas o suficiente para algumas décadas de suprimento de urânio ou temos o suficiente para os próximos milênios? Para que se possa estimar o poder sustentável do urânio, deve-se considerar a existência desse material no solo e no assoalho oceânico. 102 Disponível em: Acesso em: 09 de março de LOVELOCK, James. NUCLEAR POWER IS THE ONLY GREEN SOLUTION. Disponível em: Acesso em: 12 de julho de Aqueles que podem ser fissionados. Ruptura de um núcleo atômico pelo bombardeio com nêutrons, acompanhada da liberação de grandes quantidades de energia.

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