AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS DE FINANCIAMENTO, O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO SUL-AMERICANO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS DE FINANCIAMENTO, O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO SUL-AMERICANO"

Transcrição

1 AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS DE FINANCIAMENTO, O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO SUL-AMERICANO Fabrício Henricco Chagas Bastos Alexandre Ratner Rochman 1. INTRODUÇÃO O homem é ao mesmo tempo criatura e criador do meio ambiente, que lhe dá sustento físico e lhe oferece a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente. A longa e difícil evolução da raça humana no planeta levou-a a um estágio em que, com o rápido progresso da Ciência e da Tecnologia, conquistou o poder de transformar de inúmeras maneiras e em escala sem precedentes o meio ambiente. Natural ou criado pelo homem, o meio ambiente é essencial para o bem-estar e para gozo dos direitos humanos fundamentais, até mesmo o direito à própria vida. Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano O século XX em seu início continuou carregando consigo as mesmas maneiras de pensar o desenvolvimento, aprendidas em tempos passados sobretudo, as lições do final do século XIX, que como exemplos de sucesso, tomavam em conta os da Revolução Industrial. Em sua busca pelo desenvolvimento material, as sociedades excluíam qualquer tipo de preocupação ambiental, se entendia que a natureza tinha uma capacidade infinita de absorver e reciclar os produtos (muitas vezes nocivos) resultantes dos processos industriais. Lentamente, uma conscientização acerca da necessidade de proteger os recursos naturais começou a surgir, e assim, regulamentações legislativas internas começaram a ser construídas, e tão lento quanto o processo inicial, ultrapassar as fronteiras nacionais só ocorreu quando se entendeu que a interação entre elementos do meio ambiente não é local e restrita, mas sim global. As transformações políticas ocorridas no cenário internacional, no imediato pós- Segunda Guerra, que culminaram no surgimento de novas nações (com a aceleração e consolidação do processo de descolonização), a demanda por recursos naturais e a degradação do meio ambiente provocada pelo desenvolvimento industrial e econômico que se mostrava sem planejamento e consciência da finitude dos recursos, desde o início da Revolução Industrial, indicaram uma forte tendência de aumento substancial na exploração e busca de

2 2 mais (e também novos) recursos produtivos, já que as ex-colônias, certamente, iriam buscar maneiras para recuperar o tempo perdido, procurando meios para inserirem o mais rapidamente possível suas economias no mercado mundial. A partir deste período a temática ambiental começou a ocupar posição importante na agenda internacional. A degradação do meio ambiente era tida como conseqüência intrínseca ao desenvolvimento industrial, assim, para muitos países principalmente aqueles em desenvolvimento parecia ser inviável buscar programas de conservação ambiental sem provocar uma desaceleração no crescimento econômico. A partir da primeira grande conferência com preocupações acerca do meio ambiente Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, na Suécia, 1972, ficou claro que o equilíbrio dos ecossistemas pode ser facilmente alterado por obra dos seres humanos. A grande preocupação, então, era a poluição, especialmente a produzida por um mundo com fisionomia industrial. Da Conferência de Estocolmo, surgiu o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que colocou os assuntos ambientais na ordem do dia. A partir da Conferência de Estocolmo, o meio ambiente passa a fazer parte dos estudos de viabilidade de empreendimentos causadores de poluição ou de degradação ambiental, como exigência de organismos multilaterais de financiamento, como o Banco Mundial (BIRD) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Outra decorrência prática de Estocolmo foi a criação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1983, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), cujas conclusões, publicadas em 1987 e conhecidas como Relatório Brundtland (que teve sua elaboração presidida pela primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland), estabeleceram o conceito de desenvolvimento sustentável 1. Vinte anos depois de Estocolmo, em 1992, realizou-se na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Rio-92 (também chamada de Cúpula da Terra), da qual resultaram cinco documentos e a Agenda 21, um programa mundial e abrangente, que em seus 40 capítulos define metas para algumas das principais questões ambientais do mundo. 1 A definição hoje largamente utilizada deriva do Relatório Brundtland (também conhecido como Nosso Futuro Comum), que define como desenvolvimento sustentável: um desenvolvimento que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade de as futuras gerações terem suas próprias necessidades atendidas. Um modelo de desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. A construção do conceito se baseia em três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores, isto é, baseado no desenvolvimento econômico e social e na preservação ambiental. Este paradigma passa a reconhecer a complexidade e o inter-relacionamento de questões críticas como pobreza, degradação ambiental, crescimento populacional, saúde, violência, direitos humanos, etc.

3 3 A necessidade de a humanidade alcançar o desenvolvimento sustentável, ou seja, de compatibilizar as atividades econômicas e a sua própria existência com a capacidade da natureza repor os recursos naturais dela retirados ou utilizados e com a preservação do que resta do patrimônio natural do planeta foi o grande consenso da Rio-92, consubstanciado nos documentos dela resultantes. Mesmo que, na prática, a maioria de suas recomendações não tenham saído do papel, ela teve um forte impacto na consciência coletiva e seu clima de otimismo serviu para difundir entre as pessoas comuns conceitos e necessidades relacionadas com a preservação do meio ambiente e com o uso racional dos recursos naturais. No mesmo sentido, o Protocolo de Kyoto, acordado em 1997 no Japão, propõe a redução em 5,2% da emissão de gases que provocam o efeito estufa, tendo como base as emissões de Para entrar em vigor, precisava ter a adesão de nações desenvolvidas responsáveis por no mínimo 55% das emissões mundiais, também com base em O Protocolo em seu artigo 12 2 cria o comércio de créditos de carbono ao permitir que países ricos que não conseguirem esses níveis de redução comprem créditos das nações em desenvolvimento, o que é de grande interesse das nações sul-americanas, que prontamente assinaram e ratificaram o documento. Durante a Rio+10 realizada em 2002, na cidade sul-africana de Johannesburgo, China e Polônia anunciaram sua adesão ao Protocolo. Também, o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chrétien, afirmou que pediria ao parlamento canadense que ratificasse o acordo. Fundamental para o Protocolo de Kyoto foi o anúncio do primeiro-ministro russo, Mikhail Kasyanov, do interesse de seu país em assinar o acordo naquele momento, a ratificação por parte do governo russo era crucial, dado que o país representa 17,4% das emissões de gás. Junto com 3,3% do Canadá e 3% da Polônia, mais a parte dos países que já o ratificaram, terse-ia 60,8%, suficiente para a entrada em vigor do protocolo, mesmo sem apoio dos Estados Unidos (EUA). Assim, o Protocolo entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em novembro de Diante dos mecanismos internacionais implementados, da constituição de um Direito Internacional do Meio Ambiente 3, como demonstra o Prof. Guido Fernando Silva Soares em seu livro Direito Internacional do Meio Ambiente Emergência, obrigações e responsabilidades, citando o Prof. Marcos Augusto Romero: 2 UNITED NATIOS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGES; UNITED NATIONS. Protocolo de Kyoto de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático. Disponível em: <http://unfccc.int/resource/docs/convkp/kpspan.pdf>. Acesso em SOARES, G. F. S. Direito Internacional do Meio Ambiente. São Paulo: Ed. Atlas p

4 4 Se os direitos de primeira geração são filhos da Revolução Francesa (que os consagrou na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789) e do Estado Liberal, e os de segunda geração são provenientes das revoluções socialistas e dos Estados sociais dos séculos XIX e XX; o marco histórico do Direito Ambiental se encontra na Declaração sobre Ambiente Humano adotada, em junho de 1972, pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo 4. Também, ante a latente preocupação com as mudanças climáticas, a grande questão a ser respondida pelos governos é a de como equacionar o desenvolvimento efetivo e sustentado, minimizando o máximo possível os danos causados ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, reduzindo os efeitos dos impactos já causados?. A lógica aprendida com a Revolução Industrial já não mais se encaixa nas atuais necessidades das sociedades, é preciso saber equilibrar desenvolvimento e meio ambiente, ou em outros termos, é preciso promover um desenvolvimento sustentável. O potencial e as possibilidades econômicas da região sul-americana são simultaneamente imensas e restritas seja por seu potencial biológico de recursos naturais, seja pela falta histórica de recursos financeiros e de imposições derivadas de compromissos internacionais. A necessidade dos países desenvolvidos de reduzirem suas emissões de gases acaba por proporcionar um sem número de oportunidades para os Estados da região. Sem embargo, as organizações de financiamento regional, especialmente o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF), têm implicado em avanços neste caminho, apoiando projetos de desenvolvimento econômico com preocupação, ou mesmo, base no meio ambiente. As ações do para promover projetos nos setores de agricultura, energia e infra-estrutura têm crescido consideravelmente nas últimas décadas. No mesmo sentido, existem iniciativas do Banco Mundial na América do Sul, relacionadas com o combate às emissões de carbono e a venda dos créditos gerados. Por exemplo, o acordo com a Colômbia sobre o projeto de manejo do corte de árvores para a redução de carbono, que implica manter as florestas, a criação de trabalhos de recuperação de pastos abandonados e das novas áreas de cultivo de árvores, também, a proteção dos habitats da fauna local e da conservação de água. Este trabalho traz uma análise da ação das organizações internacionais de financiamento mencionadas com respeito aos projetos de desenvolvimento em curso na América do Sul e seus efeitos ambientais, com ênfase àqueles relacionados com as emissões 4 ROMERO, M. A. O Direito Ambiental Pós-Rio/92. Boletim da Sociedade Brasileira de Direito Internacional, ano XLV, n.81/83, p.194, jul./nov

5 5 de carbono, bem como a produção de créditos, cujas vendas se destinam, principalmente, ao continente europeu. A análise buscará verificar apenas os projetos estreitamente correlatos ou diretamente ligados ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, dado que a quantidade de informações relativas a todos os pontos do Mecanismo de Flexibilização do Protocolo de Kyoto é bastante extensa e poderia comprometer a qualidade do estudo. A justificativa para o período escolhido, de janeiro de 2007 a janeiro de 2008, dá-se pelo fato de que de acordo com Protocolo de Kyoto, os países do Anexo I deverão reduzir durante o primeiro período de compromisso (entre 2008 e 2012), aproximadamente 5% de suas emissões de gases do efeito estufa com base nas emissões de Assim sendo, teremos uma análise pré-compromisso inicial, para que se possa entender como os fluxos de investimentos no setor se deram antes do cumprimento efetivo do acordo. 2. O MERCADO DE CRÉDITOS E A REGIÃO SUL-AMERICANA Sem embargo, quando firmaram a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, os Estados sabiam que seus compromissos não seriam suficientes para abordar de maneira eficiente os problemas gerados pelas mudanças climáticas. Para facilitar o cumprimento das metas de redução de emissão dos gases do efeito estufa (GEE) estabelecidas para os países desenvolvidos, Kyoto definiu três mecanismos de flexibilidade, como um complemento às medidas de ação internas promovidas em cada país do Anexo I, para a mitigação e captura de suas emissões. São eles: 1. O Comércio de Emissões (CE); 2. A Implementação Conjunta (IC); 3. O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); A criação dos Mecanismos de Flexibilização tem como principais objetivos 5 : 5 UNITED NATIOS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGES; UNITED NATIONS. The mechanisms under the Kyoto Protocol - Emissions trading, the Clean Development Mechanism and Joint Implementation. Disponível em: <http://unfccc.int/kyoto_protocol/mechanisms/items/1673.php>. Acesso em:

6 6 Estimular o desenvolvimento sustentável por meio da transferência de tecnologia e investimentos; Auxiliar os países a honrar seus compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto através da redução de suas emissões ou da retirada carbono da atmosfera em outros países; encorajar o setor privado e os países desenvolvidos a contribuir para os esforços de redução de emissões. Dentre os três, o mais utilizado pelos Estados é o Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), que baseia-se na execução de projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento 6 e foi criado como uma alternativa para que os países do Anexo I adquiram certificados de redução (denominados CERs, da sigla em inglês) a custos menores do que em seus próprios mercados. A condição para que estes projetos sejam certificados é a de que contribuam, ao mesmo tempo, para o desenvolvimento sustentável dos países anfitriões. Os objetivos do MDL consistem em: Ajudar os países em desenvolvimento (não-anexo I) a alcançar seu desenvolvimento sustentável; Contribuir ao objetivo último da Convenção 7, e; Ajudar os países incluídos no Anexo I a cumprir a seus compromissos quantificados de redução de emissões. Desta maneira, por meio do então nascente mercado de carbono (mais precisamente, com a entrada do Protocolo de Kyoto em vigor em 2005, pode-se afirmar que o mercado de carbono passou de fato a existir e começou a ser explorado) os governos e empresas dos países desenvolvidos poderiam cumprir com parte de seus compromissos de redução de maneira mais rentável, mediante investimentos em projetos de redução de emissões ou seqüestro GEE em um país em desenvolvimento, recebendo em troca os CERs que servirão como suplemento às suas ações internas. Contudo, diversas críticas são feitas a esse tipo de transação, como as da geógrafa italiana Teresa Isenburg professora do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Milão ao afirmar que o Protocolo de Kyoto é inócuo para deter o 6 Para maiores detalhes, verificar o Artigo 12 do Protocolo de Kyoto. 7 UNITED NATIOS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGES; UNITED NATIONS. Protocolo de Kyoto de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático. Disponível em: <http://unfccc.int/resource/docs/convkp/kpspan.pdf>. Acesso em

7 7 aquecimento global. Segundo ela, o documento assinado em 1997 na cidade japonesa acabou atendendo somente os interesses do mercado financeiro, o que pode ser percebido na União Européia, onde os impactos do tratado deveriam ser mais sentidos. Com medo da criação de uma taxação para conter emissões de gases causadores do efeito estufa, a iniciativa privada teria se adiantado e apresentado a proposta do mercado mundial de carbono, aponta a geógrafa 8. A própria professora exemplifica: A Itália, por exemplo, começou a investir em projetos na China e no Marrocos, porque não conseguiu diminuir as próprias emissões. Pelo contrário, elas aumentaram. [...] O mercado de carbono se tornou um jeito barato de mascarar o problema sem resolvê-lo. Se a Itália fosse reduzir as emissões em seu próprio solo, gastaria 80 euros por tonelada de dióxido de carbono (CO2), na China esse valor é de 3 euros, e a Itália não precisa parar de poluir. Alheio às críticas, o mercado de carbono cresce a largos passos. Segundo relatório da consultoria norueguesa Point Carbon 9, em 2007 o mercado global de carbono cresceu 64% e, 80% em valores, passando de 22,5 bilhões de euros em 2006 para 40,4 bilhões de euros (US$ 59 bilhões) em 2007, o que é equivalente a 2,7 bilhões de toneladas de CO2 negociadas no último ano 10. Mais ainda, o comércio global de créditos de carbono deve aumentar 56% em 2008 devido à rigidez imposta pela União Européia no principal programa de combate aos GEE. Os analistas prevêem que sejam comercializadas 4,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em Nos preços atuais (os valores negociado nas principais bolas de carbono do planeta estão na faixa de US$ 25 a 30 por tonelada equivalente de carbono), isto representaria cerca de 63 bilhões de euros (US$ 92 bilhões). Há diversas razões para este crescimento. A mais importante, vem do estreitamento das cotas de emissão para a fase dois do Esquema Europeu (EU ETS) que é baseada em dados consistentes dos emissores, significando que mais usinas energéticas, fabricantes de concreto e outros atores precisarão comprar créditos para alcançar as metas mandatárias de emissões, que deve aumentar o volume de comércio comparado com 2007, simplesmente 8 AGÊNCIA FAPESP. Carbono como commodity? Disponível em: <http://www.agencia.fapesp.br/materia/9157/especiais/carbono-como-commodity.htm>. Acesso em: POINT CARBON CONSULTING. Carbon market transactions in 2020: Dominated by financials? 10 Dados coletados nos indicadores de mercado da Chicago Climate Exchange, ao longo de 2007.

8 8 porque mais atores irão demandar permissões. O pacote de energia e clima da União Européia 11 (UE) proposto em 23 de janeiro de 2008 fortaleceu este encolhimento. Também é possível avaliar que este crescimento está ligado também às boas perspectivas para os projetos do MDL, já que juntos, MDL e EU ETS, representam cerca de 95% do mercado global. Isto explica um ano tão promissor e também porque o mercado vem crescendo em uma velocidade muito maior do que o esperado. Nota-se ainda que estas previsões não estão relacionadas necessariamente ao aumento dos preços e sim, principalmente, a uma maior liquidez do mercado, com as empresas européias tentando aproveitar as melhores oportunidades no EU ETS. As projeções feitas em 2006 pelo Banco Mundial no relatório State and Trends of the Carbon Market se mostraram verdadeiras e precisas, como se pode verificar no gráfico I 13 : Gráfico I: Volume anual (em milhões de tco2e) de transações baseadas em projetos de redução de emissões e preço médio anual em dólares por tonelada de carbono (tco2). 11 EUROPEAN UNION. Para uma economia mundial de baixo carbono. Disponível em: <http://ec.europa.eu/commission_barroso/president/focus/energy-package-2008/index_pt.htm>. Acesso em: THE WORLD BANK. State and Trends of the Carbon Market Disponível em: <http://www.carbonfinance.org/docs/stateofthecarbonmarket2006.pdf>. Acesso em: Fonte: Carbon Market in South América. International Workshop on CDM Opportunities and challenges for the Forest Industry sector in Sub-Saharan Tropical África.

9 9 O relatório da Point Carbon mostra também que os países em desenvolvimento, são os que mais produzem CREs. O MDL viu transações de 947 milhões de toneladas em 2007 nos mercados primários e secundários, produzindo um valor combinado de 12 bilhões de euros (US$ 17 bilhões). O grupo de analistas espera um encolhimento do mercado primário de MDL e um forte crescimento das transações do secundário. O volume total previsto para o mercado de MDL em 2008 é de 1,2 bilhões de toneladas de CO2, valendo 15 bilhões de euros (US$ 22 bilhões) nos valores atuais. É importante notar que os primeiros créditos gerados pelo MDL foram emitidos apenas em 2006; caso as previsões se tornem realidade, o mercado de créditos será multiplicado por cinco em Com relação às perspectivas futuras do mercado, segundo estimativas do Banco Mundial, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da United Nations Conference on Trade and Development (UNCTD), a demanda por créditos de emissões de carbono poderá chegar a US$ 10 bilhões por ano em 2010, com valores estimados por diferentes fontes variando entre US$ 8 e US$ 32 por tonelada de CO2. Apesar de todo o sucesso e o crescimento exponencial do mercado, o MDL é uma vítima do próprio sucesso. O mecanismo não é capaz de liberar crédito em curto prazo desejável por problemas operacionais de equipe. Além disso, restringiu os critérios, fazendo com que os desenvolvedores não recebam todos os créditos que esperavam receber e que, em alguns casos, já os haviam até comercializado. As empresas responsáveis por validar projetos que asseguram os cortes de emissões também sofrem com a falta de pessoal qualificado. Como conseqüência, os projetos sofrem atrasos. Também preocupam a baixa qualidade em alguns projetos (e consequentemente uma baixa quantidade de créditos produzidos) bem como a contagem dobrada dos CREs. 2.1 América do Sul e os créditos de carbono Desde antes da entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, o carbono vem se tornando uma commodity 14. A América Latina e, principalmente, a América do Sul possuem um 14 No seio dos agentes que atuam no mercado de carbono há uma acirrada discussão em torno de se admitir (ou não) o crédito de carbono como uma commodity. De fato, os limites do direito de poluir, estabelecidos por meio da troca de créditos entre países desenvolvidos (via mecanismos de implementação conjunta e/ou comércio de emissões), podem ser transformados em títulos comercializáveis em mercados de balcão (chamados contratos de gaveta side letters) ou entre mercados estabelecidos (intergovernamentais, interbancários, bolsas, etc).

10 10 potencial grandioso na produção do mais novo produto de necessidade internacional, já que as necessidades crescem exponencialmente. No entanto, diferente de outras épocas, os países sul-americanos agora buscam prover suas próprias soluções de projetos e técnicas produtivas, valendo-se da ampla quantidade de capital existente em diversos órgãos de fomento internacional. A principal região hospedeira de projetos de MDL do globo é a América Latina com 35 projetos, seguida pela Ásia com 29, África com 6, Europa (Leste Europeu) com 3, e Caribe com 2. Segundo Esparta (2004), até julho de 2004, o Brasil já hospedava 29 projetos, em diferentes fases de desenvolvimento, dos quais 12 com carta de intenção assinada 15. Juntos, Brasil, Chile e Índia representaram 56% do total de projetos de 2001 a Na América do Sul, as principais iniciativas de combate às mudanças climáticas e de geração de CREs partem do Brasil, Chile e da Comunidade Andina (CAN) Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, neste último, verifica-se uma maior concentração de investimentos na Colômbia. O gráfico II mostra como estão distribuídos os projetos de CREs pelos países sul-americanos 16 : Gráfico II: Distribuição de projetos de CREs na América do Sul A Venezuela, liderança na exportação de petróleo, resiste aos esforços para introdução de projetos de redução emissões, já que isto poderia prejudicar a maior fonte de capital no país. Os projetos argentinos têm ocupado o terceiro lugar no registro de projetos, ligados 15 NÚCLEO DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Mudanças do Clima Mercado de Carbono, vol. II. Cadernos NAE - Processos estratégicos de longo prazo. n. 4, abril, Fonte: Carbon Market in South América. International Workshop on CDM Opportunities and challenges for the Forest Industry sector in Sub-Saharan Tropical África.

11 11 principalmente ao seqüestro de carbono, realizados como incentivos suplementares ao projeto de renovação do parque industrial do país. Uruguai e Paraguai (integrantes do Mercado Comum do Sul MERCOSUL), cujos níveis de emissões são relativamente mais baixos, propõem que as discussões sejam focadas, especificamente nas reduções de emissões e, que haja uma maior responsabilização por parte do países que emitem mais poluentes. Assim, nota-se um baixo (muito perto de zero) volume de captação de recursos, seja pela limitação na capacidade de geração (condicionada à baixa taxa de emissão), seja pelo relativo desinteresse de diversos setores em promover a geração massiva de créditos. Baixos índices de emissão não podem ser tomados como justificativa para que os países sul-americanos não promovam projetos de geração de CREs e, com isso, insiram-se no mercado global de carbono. As mudanças climáticas são um paradoxo para os paísesmembros da CAN, pois suas emissões de GEE são mínimas em relação ao total mundial 17, mas compartilham o alto risco de sofrerem intensivamente com os impactos provocados pelas mudanças, pela vulnerabilidade de suas populações e ecossistemas 18. Em conjunto, os países da CAN representaram menos de 1% das emissões mundiais de CO2 em 1997, o que corresponde a uma média de emissões per capita, menor que 2 toneladas (enquanto os EUA nos mesmo período emitiram 20% do total mundial, com uma média de 19,6 toneladas por habitante). Com o raciocínio de [...] aparejar el crecimiento económico con el desarrollo social, dando un uso sostenible a sus recursos naturales y minimizando los impactos en el ambiente 19, a CAN vem desenvolvendo um programa agressivo de produção de GREs, baseado no seqüestro de GEE (metano de aterros sanitários, redução de emissões de CO2 em frotas públicas, etc), reflorestamento e produção de energia limpa. A captação dos recursos para a execução de tais projetos parte principalmente de três órgãos internacionais de fomento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o World Bank (WB) e, sobretudo da Corporación Andina de Fomento (CAF) uma derivação da CAN, um órgão de 17 Dados referentes às primeiras Comunicaciones Nacionales a la CMNUCC de Bolivia, Colômbia e Perú (anos base 1994) e Equador (ano base 1990). 18 SECRETARÍA GENERAL DE LA COMUNIDAD ANDINA; PROGRAMA DE LAS NACIONES UNIDAS PARA EL MEDIO AMBIENTE; AGENCIA ESPAÑOLA DE COOPERACIÓN INTERNACIONAL. Y por donde comenzamos? Prioridades de la Comunidad Andina ante el cambio climático. Lima: Libélula Comunicación, Ambiente y Desarrollo S.A.C., Idem.

12 12 financiamento multilateral que busca financiar projetos de desenvolvimento e integração na região sul-americana 20. Da mesma maneira, o Brasil vem buscando fortalecer sua posição como um dos principais players no mercado mundial de CREs, fomentando projetos novos e agregando mais capital aos já existentes. As iniciativas brasileiras pautam-se na produção de energia limpa 21 (participação das fontes renováveis na matriz energética nacional e promoção de uma maior eficiência no uso da energia no país), projetos para reflorestamento, seqüestro de GEE (uso potencial de iniciativas de coleta e queima de biogás de aterros sanitários, contribuindo para evitar a emissão de gás metano (CH 4 )) e manejo de resíduos (uso das fontes renováveis para suprimento do sistema elétrico interligado nacional e de sistemas elétricos isolados, dos biocombustíveis para uso no setor de transportes e o aumento da eficiência no uso da energia, também, co-geração de energia ). É possível prever para o país um potencial de oportunidades para projetos de MDL (que também se verifica para as iniciativas em andamento), financiadas em grande parte pelo World Bank e pelo BID, quando se observam as estimativas de redução das emissões de GEE que giram em torno de 13,5 a 21,6 MtCO2e/ano, correspondendo a uma receita conservadora de US$ 58,6 a 99,0 milhões/ano. O potencial de iniciativas adicionais, tecnicamente viáveis em curto e médio prazo, já identificadas num estudo do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência (Cadernos NAE, vol. 3 e 4), seria de 27,2 a 38,1 MtCO2e/ano, correspondendo a uma receita adicional, também conservadora, de US$ 135,6 a 189,7 milhões/ano. Assim, estima-se factível atingir em curto e médio prazo uma captação de recursos externos da ordem de US$ 200 a 300 milhões, com base em um preço de mercado de US$ 5,00/tCO2, fluxo que pode ser consideravelmente ampliado pelo aproveitamento do enorme potencial teórico de florestamento e reflorestamento no país, que poderia fornecer receitas de US$ 47,5 a 242,5 milhões, com preços variando de US$ 1,00 a 5,00/tCO2, e pela provável valorização do preço da tonelada de carbono. 20 Em apoio aos projetos de temática ambiental a CAF desenhou um Sistema de Gestão Ambiental e Social de Operações, que integra o conjunto de diretrizes de salvaguarda, enfoques metodológicos, os procedimentos, instrumentos e recursos para incorporação de uma gestão ambiental e socialmente responsável à cada uma das ações de financiamento da Corporação. A CAF também elaborou uma série de Programas Especializados em Meio Ambiente, que promovem e apóiam iniciativas nacionais e regionais para a conservação da natureza e para o uso sustentável do capital natural da região, fortalecendo o setor ambiental. 21 Apesar de o potencial brasileiro de geração de créditos neste setor ser baixo visto que o país possui sua matriz energética baseada em hidroeletricidade, os projetos, que tomam ares estratégicos, são fundamentados pelo amplo potencial para a ampliação da infra-estrutura do setor energético, com aumento de aportes direcionados para a geração de energia eólica e solar.

13 13 3. FINANCIAMENTO INTERNACIONAL COMO PROPULSOR DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O processo de geração de CREs não é simples, tampouco é capaz de liberar crédito em curto prazo desejável seja pelas dificuldades de encontrar profissionais qualificados, seja pela demora na certificação ou até mesmo pela falta de infra-estrutura adequada nos países anfitriões. Também demanda um volume de recursos que, por muitas vezes, os governos não dispõem e que, de mesmo modo, não se pode encontrar em oferta suficiente na iniciativa privada. Os projetos não começam a gerar créditos de carbono até que sejam registrados pela ONU, de modo que grandes atrasos podem custar caro, tanto para quem vende, quanto para quem compra. Dessa maneira, o papel de investidor recai sobre os órgãos de fomento internacionais e regionais. As estratégias de ação para o meio ambiente dos principais organismos de financiamento internacional que provêm recursos à América do Sul são harmoniosas e confluentes 22, quando buscam melhoras nos âmbitos nacional e regional, estabelecendo marcos de política e gestão ambiental, que têm como objetivo principal prover incentivos para melhorar o desempenho dos Estados na efetiva preservação ambiental, e também, promoção do desenvolvimento sustentável e social. 3.1 Aporte direto em projetos para o mercado de carbono O principal órgão de financiamento internacional, fundado no alvorecer do pós- Segunda Guerra, tem importante papel no aporte de capital aos projetos desenhados na região sul-americana. O World Bank, atuando sob o signo da Carbon Finance Unit (CFU) departamento especializado do banco para questões relativas ao mercado de carbono, trabalha com três fundos de investimento principais 23 : o Prototype Carbon Fund (PCF), o 22 Analisando os documentos listados a seguir pode-se ter uma clara compreensão de que os organismos traçam um caminho comum para lograr os objetivos propostos, tanto pela demanda dos países, quanto de outros organismos internacionais, como a ONU. BANCO INTERAMERICANO DE DESARROLLO. Medio ambiente: Documento de estratégia. Washington, D.C.: Departamento de Desarrollo Sostenible, CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Mercados de carbono: Una ventana de oportunidad. Lima, CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Sostenibilidad ambiental y desempeño financiero Cuatro casos de estudio de gerencia del valor em América Latina. Caracas: Dirección de Desarrollo Sostenible de la CAF, THE WORLD BANK. Growth and CO2 emissions: How do different countries fare? Washington, D.C.:The World Bank Environment Department, THE WORLD BANK. State and trends of the carbon market Washington, D.C., Existem outros fundos de investimento para o mercado de carbono e desenvolvimento sustentável na carteira do banco, contudo, os fundos que mais destinam recursos para América do Sul são os dois apontados.

14 14 Community Development Carbon Fund (CDCF) e o BioCarbon Fund (BioCF), que, juntos, operam com o montante de 290,4 milhões de dólares 24. Os três fundos atuam da mesma maneira, porém em campos um pouco distintos um do outro. O PCF é o primeiro fundo da instituição a financiar projetos de MDL e também desenvolvê-los. O escopo de ação do CDCF financia projetos de MDL nas áreas mais pobres do planeta, combinando desenvolvimento social e econômico (por meio de investimentos em energias limpas), promovendo sustentabilidade e continuidade nos processos. No que diz respeito ao BioCF, os valores são alocados em financiamento de projetos relacionados ao MDL em zonas rurais e florestais, promovendo a conservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, reduzindo os níveis de pobreza. Os projetos sul-americanos financiados pelos três fundos em conjunto receberam cerca de 15% 25 do montante total de recursos (US$ 290,4 milhões), o que corresponde às cifras de US$ 43,56 milhões. Pode-se afirmar que estes valores são os garantidores da inserção sulamericana no mercado de carbono, dado que correspondem aos maiores aportes de capital no setor de produção de MDL e também correspondem ao financiamento dos maiores projetos na região. A fonte de financiamento robusta que o WB representa é importante não só pelo fato de possuir em suas carteiras grandes somas de recursos, mas também pelo fato de que os critérios para a aprovação de verbas são rígidos; isto faz com que as garantias de conclusão do projeto (ao menos no papel) sejam maiores do que para projetos que possuem outras fontes de financiamento, o que acaba por impulsionar a região para limites do mercado ainda não explorados, ou seja, para além dos previstos nos diversos relatórios acerca do tema. 3.2 Financiamento de um ambiente propício ao desenvolvimento Nascido como um órgão para fomentar o desenvolvimento interamericano, o BID não possui fundos específicos para projetos de MDL. No entanto, as políticas para o setor ambiental estão em consonância com os requisitos necessários para produção de CREs, faltando somente a certificação dos projetos. Em 2007, o Banco aprovou um total de 20 empréstimos ambientais, investindo US$ 1,1 bilhão em projetos que receberam também US$ 24 PCF: US$ 180; CDCF: US$ 128,6 e BioCF: US$ 53,8 (valores em milhões de dólares americanos). 25 Dados extraídos dos seguintes documentos: THE WORLD BANK; CARBON FINANCE UNIT.Carbon Finance For Sustainable Development. Disponível em: <http://carbonfinance.org/router.cfm?page=doclib&catalogid=37197>. Acesso em: THE WORLD BANK. State and Trends of the Carbon Market Disponível em: <http://www.carbonfinance.org/docs/stateofthecarbonmarket2008.pdf>. Acesso em:

15 milhões em fundos de contrapartida (com apoio dos países contratantes dos empréstimos). Deste financiamento, 84% se destinaram principalmente às áreas de saneamento e recursos hídricos (três projetos no Peru, totalizando US$ 350 milhões; dois projetos na Argentina, cujo montante corresponde a US$ 180 milhões; um empréstimo para a Bolívia, no valor de US$ 21 milhões; um para o Brasil, no valor de US$ 32 milhões e um para o Chile, totalizando US$ 100 milhões). O restante consistiu em um aporte de US$ 40 milhões, complementado por US$ 10 milhões em fundos de contrapartida, para a produção limpa e manejo de resíduos (um projeto argentino recebeu os valores citados). Apesar de não possuir um programa pontual para a questão dos créditos de carbono, o BID, em sua Reunião Anual realizada na Guatemala em março de 2007, anunciou que colocará em marcha uma iniciativa para neutralizar as emissões de carbono da sede do Banco em Washington ao longo do ano. A iniciativa se estenderia em 2008 por todas as 26 representações, bem como os escritórios de Paris e Tóquio 26. Esta iniciativa demonstra que o Banco possui preocupações acerca do mercado de carbono e que pode, num futuro muito próximo vir a prover linhas de crédito específicas para a geração de CREs. Os recursos aprovados pelo BID durante o período são destinados principalmente a projetos que se relacionam ao desenvolvimento econômico e social, promovendo melhorias na qualidade de vida das populações afetadas e, ao mesmo tempo, proporcionando condições para que os países da região sul-americana superem os já sabidos problemas de infra-estrutura e possam avançar mais no processo de inserção no mercado mundial de carbono. 3.3 Integração e desenvolvimento A Corporación Andina de Fomento (CAF) coloca sua experiência, conhecimentos, recursos e estratégias de ação ao serviço de uma Agência para o Desenvolvimento Integral da região, com vistas a um desenvolvimento eqüitativo, includente e sustentável, que contribua para reduzir a pobreza e o desemprego 27. Também objetiva fortalecer a democracia, em um marco de governabilidade, que por meio da geração de capital humano e social. Não só, a CAF num esforço permanente e coordenado, tem buscado a conservar e aproveitar sustentavelmente o capital natural e os recursos ambientais como suporte e fonte fundamental 26 BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO. Informe anual do BID Disponível em: <http://www.iadb.org/exr/ar2007/keyareas_environment.cfm?language=spanish>. Acesso em: CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Estrategia ambiental de la CAF. Caracas: Dirección de Medio Ambiente Corporación Andina de Fomento (CAF), 2007.

16 16 de seu desenvolvimento. Assim, a Corporación incorpora desde sua missão institucional, passando pelo conjunto de políticas e programas até as operações que financia a missão ambiental e social como um aspecto fundamental de sua gestão. O órgão coloca à disposição diversas formas e fontes de financiamento para a estruturação de operações de projetos de geração de CREs, energias limpas e alternativas para melhoria de eficiência energética, sendo o principal deles o Programa Latinoamericano del Carbono y Energías Limpias Alternativas ou PLAC+e. O Programa estabelecido pela CAF em 1999, por meio da Direção de Meio Ambiente, e seu objetivo é facilitar e incentivar a participação e o ingresso dos países latino-americanos e caribenhos no mercado de carbono pelas diversas maneiras possíveis. Como se pode ver nos objetivos do Programa: Incrementar el desarrollo sostenible y la competitividad de los países de América Latina y el Caribe, mediante la promoción de oportunidades en el mercado de reducción de emisiones de gases de efecto invernadero. A missão da CAF, atende a uma faixa de projetos que não tem o tamanho dos que são financiados pelo BID, e também não demandam um volume tão grande de recursos. Assim, ao apoiar o desenvolvimento de projetos individuais com potencial para ativar o MDL e incentivar atividades de capacitação e transferência de conhecimentos para fortalecer a institucionalidade dos mecanismos de gestão dos projetos, a CAF não só fomenta instrumentos financeiros, mas também promove o desenvolvimento social e econômico e protege os recursos ambientais. Uma iniciativa do Programa que visa incentivar a entrada dos países da região no mercado de créditos pode ser vista no acordo firmado entre a CAF e o governo holandês, o qual trata da compra facilitada pela contraparte européia de até 10 milhões de toneladas de CREs dos países da região. É importante observar que, ainda que a sinergia CAF-MDL incremente sobremaneira o valor agregado a ambas as partes, esta opção não é sempre factível ou viável. Com isto, o PLAC possui espaço para trabalhar com quaisquer projetos (desde que apresentem a qualidade necessária) que apresentem os requisitos mínimos presentes nas especificações do Programa. Do montante total de recursos aprovados para projetos, US$ 6,603 bilhões, 20%, ou seja, US$ 1,3 bilhões foram destinados para o setor ambiental e desenvolvimento de áreas correlatas (tratamento de recursos hídricos, manejo de resíduos, etc.). Também, do valor total de fundos da CAF, US$ 48 milhões, foram alocados no PLAC+e uma soma de 1,32 milhões

17 17 de dólares 28. Isto demonstra que, ao mesmo tempo que projetos específicos para obtenção de CREs são elaborados, os financiamentos para projetos correlatos que geram infra-estrutura e analisando a conjuntura como virtuosa promovem a formação de recursos humanos especializados e com base técnica na área, são também contemplados, proporcionando condições para que se evolua continuamente, melhorando a inserção da região do mercado mundial de CREs sem esquecer da preocupação ambiental e social, fatores importantes na certificação de projetos de MDL. A Corporação tem funcionado como mecanismo financiador da integração das sub-regiões Andina e do Prata, aportando recursos para que os países sulamericanos insiram-se no mercado de carbono, respeitando seus limites, necessidades e pretensões. 4. CONCLUSÃO As previsões para o crescimento do mercado de carbono a partir de 2008 são extremamente animadoras para todos os produtores de CREs, principalmente os localizados na América Latina (mais precisamente, na América do Sul, que detém os principais projetos) e na Ásia (China e Índia lideram as vendas de créditos naquela região). Acompanhando o crescimento do mercado, os fundos de investimento, bem como os órgãos de fomento internacionais têm aumentado suas reservas de capital para investimentos nas áreas ambientais ou diretamente ligados ao MDL. Os projetos sul-americanos acompanham a curva ascedente do mercado, buscando cada vez mais aliar quantidade nos projetos de certificações com inserção social das populações diretamente afetadas por estes. Os ganhos socioeconômicos com os projetos já começam a aparecer, principalmente em locais onde as atividades financiadas tiveram início no começo de 2007 os efeitos virtuosos podem ser encadeados, uma vez que não afetam apenas os envolvidos nos projetos. Um bom exemplo pode ser visto nas áreas onde são desenvolvidos processos de seqüestro de GEE em aterros sanitários: a prefeitura de São Paulo mantém um projeto em um aterro localizado na zona norte da cidade, no Aterro Bandeirantes (Projeto Bandeirantes de Gás de Aterro e Geração de Energia, que promove a queima de metano), que é considerado 28 Dados presentes no Informe Anual CAF Disponível em: <http://www.caf.com/attach/17/default/informeanualcaf2007versi%c3%b3ncompleta.pdf>. Acesso em:

18 18 um dos maiores do mundo, recebendo cerca de 7 mil toneladas diárias de lixo, metade do total produzido na cidade. O dinheiro da venda das CREs irá para o Fundo Municipal de Meio Ambiente, gerenciado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, e dará aporte a investimentos na região do aterro. Simultaneamente, a prefeitura vem realizando um programa de educação ambiental nas escolas da região, e também trabalhando de maneira coordenada com os catadores que atuam próximos ao aterro. Mais que a geração de capital, oriunda do comércio dos créditos, é preciso que se observe que os processos previstos pelo Protocolo de Kyoto para flexibilização das reduções de emissão precisam ser associados a ações que promovam o desenvolvimento social e econômico de maneira sustentável, isto é, que não mantenham a lógica já antiga de pensar o desenvolvimento material descolado do desenvolvimento social e da manutenção dos recursos ambientais. Respeitando em vários pontos, mas também com diversas falhas em outros esta nova maneira de pensar, os Estados sul-americanos têm alcançado suas posições no mercado mundial de créditos de carbono de três maneiras, que podem ser consideradas complementares ou melhor, intrinsecamente ligadas e de complementaridade necessária. Os grandes projetos, a linha de frente na geração de CREs, recebem as maiores quantidades de recursos financeiros, logo, são capazes de produzir um número maior de créditos e estão alocados em grandes regiões, onde já existe uma infra-estrutura mínima e capacitação técnica necessárias para a realização das ações. Também há um maior interesse econômico seja por parte da iniciativa privada, seja pelo setor público em obter novas fontes de verba para seus projetos particulares. Ao observamos a gama de projetos aprovados pelo World Bank, é possível constatar que, para a América do Sul, este tem sido o principal órgão de fomento para grandes ações relativas ao MDL. Os investimentos do banco têm se direcionado principalmente para projetos governamentais que demandam altas somas e possuem duração de vários anos, bem como para empresas de grande porte que demandam de uma linha de financiamento continuada para a concretização de seus projetos. Por outro lado, verifica-se que os investimentos realizados na parte estrutural correlata ou diretamente ligada com a geração de MDL, porém sem o cunho específico da geração de CREs, cresceram no período analisado. A promoção de condições melhores de infra-estrutura e capacitação de recursos humanos em áreas onde, por hora, não é possível desenvolver os projetos, acaba por preparar de maneira extremamente favorável o ambiente técnico-estrutural e até mesmo institucional (o Banco Interamericano de Desenvolvimento inclui em suas linhas de empréstimo para o setor ambiental, linhas de crédito para capacitação técnica e melhorias

19 19 de gestão) para que futuramente se possa iniciar a implementação de ações que venham a promover o MDL, de maneira muito mais rápida e eficaz do que os projetos pioneiros na região. O BID é a principal fonte de financiamento para esta linha de necessidades, provendo recursos tanto para grandes projetos, quanto para médios e pequenos, auxiliando assim, não só no combate às emissões de GEE, mas também contribuindo ao desenvolvimento das sociedades envolvidas. Atuando em um meio termo, a Corporación Andina de Fomento financia tanto grandes projetos, quanto médios e pequenos, no campo do MDL. A preocupação com a geração de créditos não abarca somente potenciais e grandes geradores, mas também os projetos locais, que podem promover uma rede de geração, contínua e com resultados mais imediatos sanando desta maneira um dos graves problemas encontrados hoje pelo mercado. As grandes ações como o Projeto Transmilênio, na Colômbia, são ações de sucesso que perduram por longos anos e demoram mais para trazer os resultados esperados estes são os modelos mais tradicionais quando se observa o quadro mundial de projetos financiados por organismos internacionais, porém a oportunidade que as linhas de financiamento da CAF promovem para os pequenos e médios projetos são uma especificidade muito bem-vinda, que facilitam a inserção de países com baixos índices de emissão (como Uruguai e Paraguai) e, também iniciativas que não demandam tantos recursos e produzem uma quantidade menor de créditos. Enquanto se discute se as CREs são de fato, ou não, commodities o que acabaria por, em futuro não muito distante, fazer com que os custos tanto de projetos, quanto dos créditos atingisse patamares muito elevados, é importante que se tenha em conta os princípios fundamentais estabelecidos em Kyoto (o de barrar o aquecimento da Terra e preservar a natureza, conciliando crescimento e responsabilidade). Não se pode, simplesmente, criar mais um mercado de balcão, marginalizando o real sentido da criação das CREs, a participação social envolvida na geração dos créditos. O mercado global de carbono é uma realidade e pode trazer quantidades grandiosas de capital para os países em desenvolvimento (e principalmente para os mais pobres dentro os em desenvolvimento), contudo, não se pode permitir que a responsabilidade de reduzir emissões da parte dos países desenvolvidos seja convertida em capital, que se compre um direito de poluir mais, mascarado por uma responsabilidade ambiental global, financiada por fumaça.

20 20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGÊNCIA FAPESP. Carbono como commodity? Disponível em: <http://www.agencia.fapesp.br/materia/9157/especiais/carbono-como-commodity.htm>. Acesso em: BANCO INTERAMERICANO DE DESARROLLO. Medio ambiente Documento de estratégia. Washington, D.C.: Departamento de Desarrollo Sostenible, BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO. Informe anual do BID Disponível em: <http://www.iadb.org/exr/ar2007/keyareas_environment.cfm?language=spanish>. Acesso em: BARROS-PLATIAL, A. F.. A política externa ambiental: do desenvolvimentismo ao desenvolvimento sustentável. in: Relações Internacionais do Brasil Temas e agendas. v.2; OLIVEIRA, H. A. de; LESSA, A. C. (org.). São Paulo: Saraiva, BRASIL; CÂMARA DOS DEPUTADOS. Nota técnica sobre a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johannesburgo, África do Sul. Brasília: CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Estrategia ambiental de la CAF. Caracas: Dirección de Medio Ambiente Corporación Andina de Fomento (CAF), CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Informe Anual CAF Disponível em: <http://www.caf.com/attach/17/default/informeanualcaf2007versi%c3%b3ncompleta.pdf >. Acesso em: CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Mercados de carbono: Una ventana de oportunidad. Lima, CORPORACIÓN ANDINA DE FOMENTO. Sostenibilidad ambiental y desempeño financiero. Cuatro casos de estudio de gerencia del valor em América Latina. Caracas: Dirección de Desarrollo Sostenible de la CAF, EUROPEAN UNION. Para uma economia mundial de baixo carbono. Disponível em: <http://ec.europa.eu/commission_barroso/president/focus/energy-package- 2008/index_pt.htm>. Acesso em: FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. Carbon Market in South América. International Workshop on CDM Opportunities and challenges for the Forest Industry sector in Sub-Saharan Tropical África. Disponível em: <www.fao.org/forestry/webview/media?mediaid=11359&langid=1 ->. Acesso em: MAZZUOLI, V. de O. (coord.). Coletânea de Direito Internacional. 4ª ed. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2006.

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

O que é o mercado de carbono e como ele opera no Brasil?

O que é o mercado de carbono e como ele opera no Brasil? O que é o mercado de carbono e como ele opera no Brasil? Fernando B. Meneguin 1 O crédito de carbono é um certificado eletrônico que é emitido quando há diminuição de emissão de gases que provocam o efeito

Leia mais

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento.

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento. MERCADO DE CARBONO M ERCADO DE C A R O mercado de carbono representa uma alternativa para os países que têm a obrigação de reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa e uma oportunidade

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto Capítulo 21 Meio Ambiente Global Geografia - 1ª Série O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto - Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de 6 Gases do Efeito Estufa em 5,2% no período de

Leia mais

Conceito e Evolução da utilização da Energia

Conceito e Evolução da utilização da Energia Energia Limpa Agenda O que é energia limpa? Tipos de energia limpa Energia Hídrica Energia Eólica Energia Geotérmica Biomassa Energia Solar Energia do Mar O Brasil neste cenário Protocolo de Kyoto Conceito

Leia mais

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO Medidas estão sendo tomadas... Serão suficientes? Estaremos, nós, seres pensantes, usando nossa casa, com consciência? O Protocolo de Kioto é um acordo internacional, proposto

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Iniciativas Futuro Verde" do Japão

Iniciativas Futuro Verde do Japão 1. Compreensão Básica Iniciativas Futuro Verde" do Japão 1. Nas condições atuais, em que o mundo está enfrentando diversos problemas, como o crescimento populacional, a urbanização desordenadas, a perda

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT NEGOCIAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA CRUCIAL NOS PRÓXIMOS DIAS EM

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

AGENDA 21: Imagine... FUTURO... AGENDA 21: 1. É o principal documento da Rio-92 (Conferência ONU: Meio Ambiente e desenvolvimento Humano); 2. É a proposta mais consistente que existe de como alcançar

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

CÚPULA MUNDIAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, REALIZADA EM JOHANNESBURGO, ÁFRICA DO SUL

CÚPULA MUNDIAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, REALIZADA EM JOHANNESBURGO, ÁFRICA DO SUL CÚPULA MUNDIAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, REALIZADA EM JOHANNESBURGO, ÁFRICA DO SUL JOSÉ DE SENA PEREIRA JR. Consultor Legislativo da Área XI Geografia, Desenvolvimento Regional, Ecologia e Direito

Leia mais

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Histórico das reuniões 1992 - assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática na ECO-92.

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

Grupo Banco Mundial. Construindo um mundo sem pobreza

Grupo Banco Mundial. Construindo um mundo sem pobreza Grupo Banco Mundial Construindo um mundo sem pobreza Enfoque Regional! O Banco Mundial trabalha em seis grandes regiões do mundo: 2 Fatos Regionais: América Latina e Caribe (ALC)! População total: 500

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer

Leia mais

ENERGIA X MEIO AMBIENTE: O QUE DIZ O RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DE FURNAS?

ENERGIA X MEIO AMBIENTE: O QUE DIZ O RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DE FURNAS? ENERGIA X MEIO AMBIENTE: O QUE DIZ O RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DE FURNAS? Maranhão, R.A. 1 1 PECE/POLI/USP, MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais, Biológo e Mestre em Geografia, romeroalbuquerque@bol.com.br

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD INTRODUÇÃO O REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) é o mecanismo que possibilitará países detentores de florestas tropicais poderem

Leia mais

INTRODUÇÃO A AÇÃO LOCAL PELA PROTEÇÃO DO CLIMA 19 ANOS DO ICLEI CONTEÚDO

INTRODUÇÃO A AÇÃO LOCAL PELA PROTEÇÃO DO CLIMA 19 ANOS DO ICLEI CONTEÚDO INTRODUÇÃO A AÇÃO LOCAL PELA PROTEÇÃO DO CLIMA 19 ANOS DO ICLEI Laura Valente S. de Macedo Diretora Regional, ICLEI Governos Locais pela Sustentabilidade laura.valente@iclei.org www.iclei.org/lacs/portugues

Leia mais

Climate Change, Energy and Food Security 13 de novembro de 2008 Rio de Janeiro

Climate Change, Energy and Food Security 13 de novembro de 2008 Rio de Janeiro Climate Change, Energy and Food Security Rio de Janeiro Mudanças Climáticas Amazônia, Problemas Ambientais e Proteção da Biomassa Israel Klabin F U N D A Ç Ã O B R A S I L E I R A P A R A O D E S E N V

Leia mais

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Ato de administrar o ambiente natural ou antrópico (PHILIPPI Jr e BRUNA, 2004). Gestão Ambiental

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Recuperação energética de gás de aterro & Créditos de carbono. Fórum Permanente "Meio Ambiente e Sociedade"

Recuperação energética de gás de aterro & Créditos de carbono. Fórum Permanente Meio Ambiente e Sociedade Recuperação energética de gás de aterro & Créditos de carbono Fórum Permanente "Meio Ambiente e Sociedade" São Paulo, Brasil 15 de Outubro de 2013 Sumário MDL & Créditos de Carbono Panorama do Mercado

Leia mais

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 ATENÇÃO: ANTES DE ASSINAR ESTA CARTA, LEIA O CONTEÚDO ATÉ O FINAL E CLIQUE NO LINK. FÓRUM DE AÇÃO EMPRESARIAL PELO CLIMA CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 O desafio da mudança do clima

Leia mais

Mudanças Climáticas e Economia. Secretaria de Acompanhamento Econômico SEAE

Mudanças Climáticas e Economia. Secretaria de Acompanhamento Econômico SEAE Mudanças Climáticas e Economia Secretaria de Acompanhamento Econômico SEAE Junho de 2009 Aquecimento global como falha de mercado O clima tem forte relação com a atividade econômica: Interação mais conhecida

Leia mais

IV Fórum da Terra. " Mudança Climática o Desafio do Século XXI

IV Fórum da Terra.  Mudança Climática o Desafio do Século XXI IV Fórum da Terra " Mudança Climática o Desafio do Século XXI Mariana Luz CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2011 Economia verde como desafio global Economia

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

Plataforma Ambiental para o Brasil

Plataforma Ambiental para o Brasil Plataforma Ambiental para o Brasil A Plataforma Ambiental para o Brasil é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e traz os princípios básicos e alguns dos temas que deverão ser enfrentados na próxima

Leia mais

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011 Visão do Desenvolvimento nº 97 4 ago 2011 Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono Por André Albuquerque Sant Anna (APE) e Frederico Costa Carvalho (AMA) Economistas

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Garo Batmanian Banco Mundial Seminário Latino Americano de Avaliação Ambiental Estratégica Brasília, 28 de agosto de 2006 Estratégia

Leia mais

O Plano Nacional de Recursos Hídricos e as Mudanças climáticas

O Plano Nacional de Recursos Hídricos e as Mudanças climáticas Workshop Adaptação às mudanças climáticas e os desafios da gestão ambiental integrada no Brasil O Plano Nacional de Recursos Hídricos e as Mudanças climáticas Diretoria de Recursos Hídricos Ministério

Leia mais

Inventário de Gases de Efeito Estufa

Inventário de Gases de Efeito Estufa Inventário de Gases de Efeito Estufa Gerenciamento de Informações e Ações Dirigidas Nicole Celupi - Three Phase Gerenciamento de Informações e Ações Dirigidas Institucional A Three Phase foi criada em

Leia mais

PANORAMA ENERGÉTICO INTERNACIONAL

PANORAMA ENERGÉTICO INTERNACIONAL SENADO FEDERAL COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DEFESA NACIONAL AGENDA RUMOS DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA 2011-2012 PANORAMA ENERGÉTICO INTERNACIONAL Prof. Dr. Rex Nazaré Alves 19 de setembro de 2011

Leia mais

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial;

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; AMBIENTALISMO NO MUNDO GLOBALIZADO 1 O Ano Passado 2 Degradação do meio ambiente A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; A mobilização da sociedade com objetivo de conter

Leia mais

CRÉDITOS DE CARBONO (FINANCIAMENTO)

CRÉDITOS DE CARBONO (FINANCIAMENTO) CRÉDITOS DE CARBONO (FINANCIAMENTO) ILÍDIA DA A. G. MARTINS JURAS Consultora Legislativa da Área XI Meio Ambiente e Direito Ambiental, Organização Territorial, Desenvolvimento Urbano e Regional JANEIRO/2001

Leia mais

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental

Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental Plataforma de Cooperação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) na Área Ambiental I. Contexto Criada em 1996, a reúne atualmente oito Estados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,

Leia mais

V FEIRA INTERNACIONAL DA AMAZÔNIA CARBONO PARA ESTIMULAR SUSTENTÁVEL NO ESTADO DO

V FEIRA INTERNACIONAL DA AMAZÔNIA CARBONO PARA ESTIMULAR SUSTENTÁVEL NO ESTADO DO Universidade Federal do Amazonas Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico V FEIRA INTERNACIONAL DA AMAZÔNIA MERCADO VOLUNTÁRIO DE CARBONO PARA ESTIMULAR PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO

Leia mais

O quadro abaixo mostra que a disposição dos resíduos em aterros é aquela que traz menos benefícios ambientais

O quadro abaixo mostra que a disposição dos resíduos em aterros é aquela que traz menos benefícios ambientais VANTAGES PROJETO PEGASUS E RECICLAGEM ENERGÉTICA O problema do lixo é extremamente grave em nosso país. Estimativas baseadas nos dados do IBGE mostram que no País são geradas diariamente cerca de 140 mil

Leia mais

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Carlos Rittl Secretário Executivo São Paulo, 10 de agosto de 2015 SBDIMA Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente Eventos climáticos extremos Desastres

Leia mais

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE A COOPERAÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, REPÚBLICA DA ÍNDIA, REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE DE 2011 (Do Sr. Júlio Delgado) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE LEI Nº, DE DE 2011 (Do Sr. Júlio Delgado) O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE LEI Nº, DE DE 2011 (Do Sr. Júlio Delgado) Dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Compostos Orgânicos de Origem Vegetal para Redução das Emissões de Gases

Leia mais

Mercados Energéticos: Los Desafíos del Nuevo Milenio. Extensión NEA

Mercados Energéticos: Los Desafíos del Nuevo Milenio. Extensión NEA Mercados Energéticos: Los Desafíos del Nuevo Milenio. Extensión NEA INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA NA AMÉRICA LATINA Norberto Medeiros dxcb-cme,brasil Agosto / 2002 Para discutir os recursos energéticos e a integração

Leia mais

Carbon Disclosure Project Supply Chain CDP na cadeia de suprimentos

Carbon Disclosure Project Supply Chain CDP na cadeia de suprimentos w Gestão Ambiental na Sabesp Workshop Carbon Disclosure Project Supply Chain CDP na cadeia de suprimentos Sup. Wanderley da Silva Paganini São Paulo, 05 de maio de 2011. Lei Federal 11.445/07 Lei do Saneamento

Leia mais

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina NOTA DE IMPRENSA Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina Relatório de desenvolvimento humano 2007/2008 estabelece o caminho

Leia mais

Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo

Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo 1º Período de compromisso do Protocolo de Quioto (2008-2012) (Data final de coleta de dados: 12/02/2014) O

Leia mais

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável I Introdução O Projeto Granja São Roque de redução

Leia mais

Geografia. Professor: Jonas Rocha

Geografia. Professor: Jonas Rocha Geografia Professor: Jonas Rocha Questões Ambientais Consciência Ambiental Conferências Internacionais Problemas Ambientais Consciência Ambiental Até a década de 1970 o homem acreditava que os recursos

Leia mais

NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DAS EMISSÕES NOS PROCESSOS PRODUTIVOS. Inventários de Emissões

NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DAS EMISSÕES NOS PROCESSOS PRODUTIVOS. Inventários de Emissões NECESSIDADE DE CONHECIMENTO DAS EMISSÕES NOS PROCESSOS PRODUTIVOS Inventários de Emissões O QUE É UM INVENTÁRIO? Um inventário corporativo de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa é a

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA 1. IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 Consultoria especializada (pessoa física) para elaborar e implantar novas metodologias

Leia mais

Sustentabilidade Ambiental na Cidade de Belo Horizonte

Sustentabilidade Ambiental na Cidade de Belo Horizonte Sustentabilidade Ambiental na Cidade de Belo Horizonte Vasco de Oliveira Araujo Secretário Municipal Adjunto de Meio Ambiente Prefeitura de Belo Horizonte Abril 2013 A Construção de uma Cidade Sustentável

Leia mais

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS IV FORUM DA TERRA POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS Denise de Mattos Gaudard SABER GLOBAL / IIDEL FIRJAN Rio de Janeiro Novembro 2011 O QUE ESTA ACONTECENDO COM NOSSO PLANETA? Demanda de Consumo de

Leia mais

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa.

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O que é o Aquecimento Global? O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O efeito estufa é um fenômeno natural e consiste na retenção de calor irradiado pela

Leia mais

Confederação Nacional da Indústria

Confederação Nacional da Indústria Confederação Nacional da Indústria Brasília, novembro de 2010 mudança do clima COP 16: A Contribuição da Indústria Brasileira As Principais Mensagens Os esforços da indústria brasileira são uma importante

Leia mais

Política Estadual de Governança Climática e Gestão da Produção Ecossistêmica

Política Estadual de Governança Climática e Gestão da Produção Ecossistêmica Política Estadual de Governança Climática e Gestão da Produção Ecossistêmica R E A L I Z A Ç Ã O : A P O I O : A Razão Diversos estados e municípios também estão avançando com suas políticas de mudanças

Leia mais

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20: como chegamos até aqui Estocolmo 1972 Realizada há quarenta

Leia mais

Economia de Floresta em Pé

Economia de Floresta em Pé Seminário Perspectivas Florestais para Conservação da Amazônia Economia de Floresta em Pé 12/Julho/2011 Porto Velho, Rondônia AGENDA MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO CARBONO DE FLORESTA REDD NA PRÁTICA

Leia mais

O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil. Mario Lima Maio 2015

O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil. Mario Lima Maio 2015 O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil Mario Lima Maio 2015 1 A Matriz Energética no Brasil A base da matriz energética brasileira foi formada por recursos

Leia mais

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados na construção

Leia mais

Declaração do Capital Natural

Declaração do Capital Natural Declaração do Capital Natural Uma declaração do setor financeiro demonstrando nosso compromisso durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável [Rio +20 Earth Summit] em trabalhar

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011 BRICS Monitor Especial RIO+20 Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul Novembro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS

Leia mais

INVENTÁRIO E VERIFICAÇÃO DE GEE ABNT NBR ISO14064: PARTES 1 E 3. Uma visão geral dos requisitos da norma

INVENTÁRIO E VERIFICAÇÃO DE GEE ABNT NBR ISO14064: PARTES 1 E 3. Uma visão geral dos requisitos da norma INVENTÁRIO E VERIFICAÇÃO DE GEE ABNT NBR ISO14064: PARTES 1 E 3 Uma visão geral dos requisitos da norma FORTALECEMOS PROCESSOS, SISTEMAS E PESSOAS SGS é líder mundial em inspeções, testes, certificações

Leia mais

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO DECLARAÇÃO DE APOIO CONTÍNUO DO DIRETOR PRESIDENTE Brasília-DF, 29 de outubro de 2015 Para as partes

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM

SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM SUSTENTABILIDADE NO LORDÃO: UMA FERRAMENTA DE ENSINO- APRENDIZAGEM Acácio Silveira de Melo (UFCG); Adriano dos Santos Oliveira (UFCG); Filipe da Costa Silva (UFCG), Francinildo Ramos de Macedo (UFCG),

Leia mais

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Contexto Convenção sobre Diversidade

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

Econergy International PLC. Projetos de MDL

Econergy International PLC. Projetos de MDL Econergy International PLC. Projetos de MDL São Paulo, 18 de agosto de 2006 Econergy Escritórios rios Ireland Boulder (CO) Washington D.C. Monterrey São Paulo Buenos Aires Nossa Missão é Agregar Valor

Leia mais

Banco Interamericano de Desenvolvimento Patrick Doyle Patrickd@iadb.org. Agosto 2015

Banco Interamericano de Desenvolvimento Patrick Doyle Patrickd@iadb.org. Agosto 2015 Banco Interamericano de Desenvolvimento Patrick Doyle Patrickd@iadb.org Agosto 2015 Desde 1959 A principal fonte de financiamento para o desenvolvimento da América Latina e Caribe 26 Países Conta com 26

Leia mais

Mercados Mundiais de Carbono: Questões Estratégicas - Aspectos Jurídicos da Estruturação de Projetos de Redução de Emissões

Mercados Mundiais de Carbono: Questões Estratégicas - Aspectos Jurídicos da Estruturação de Projetos de Redução de Emissões Mercados Mundiais de Carbono: Questões Estratégicas - Aspectos Jurídicos da Estruturação de Projetos de Redução de Emissões Vladimir Miranda Abreu vabreu@tozzinifreire.com.br Mercado de Carbono no Brasil

Leia mais

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade DECLARAÇÃO DOS MINISTROS DA AGRICULTURA, SÃO JOSÉ 2011 1. Nós, os Ministros e os Secretários de Agricultura

Leia mais

Articles about fuel switch portfolio Brazil

Articles about fuel switch portfolio Brazil Articles about fuel switch portfolio Brazil DIÁRIO DE CUIABÁ : Empresa holandesa vai financiar projetos de energia alternativa. O financiamento se dará com a venda de créditos de carbono a partir do aproveitamento

Leia mais

Estudo do potencial da geração de energia renovável proveniente dos "aterros sanitários" nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil 1

Estudo do potencial da geração de energia renovável proveniente dos aterros sanitários nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil 1 Estudo do potencial da geração de energia renovável proveniente dos "aterros sanitários" nas regiões metropolitanas e grandes cidades do Brasil 1 Resumo Convênio FEALQ - Ministério do Meio Ambiente (Início

Leia mais

EEGM Mecanismo de Garantia de Eficiência Energética. Alvaro Silveira

EEGM Mecanismo de Garantia de Eficiência Energética. Alvaro Silveira EEGM Mecanismo de Garantia de Eficiência Energética Alvaro Silveira Institucional Quem somos? O Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento (PNUD) é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU)

Leia mais

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul MECANISMOS INTER-REGIONAIS BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul O que faz o BRICS? Desde a sua criação, o BRICS tem expandido suas atividades em duas principais vertentes: (i) a coordenação

Leia mais

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Exportações de açúcar da empresa devem aumentar 86% na safra 2009/2010 A Copersucar completa

Leia mais

A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras

A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras Emilio Lèbre La Rovere Coordenador, CentroClima/LIMA/PPE/COPPE/UFRJ 2º Encontro dos Secretários

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2011

PROJETO DE LEI Nº, DE 2011 PROJETO DE LEI Nº, DE 2011 (Do Sr. Penna) Dispõe sobre a criação do Plano de Desenvolvimento Energético Integrado e do Fundo de Energia Alternativa. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Ficam instituídos

Leia mais

Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia. Luís Fernão Souto

Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia. Luís Fernão Souto Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia Luís Fernão Souto As alterações climáticas são uma evidência Os 10 anos mais quentes desde sempre ocorreram após o ano de 1990! O dióxido

Leia mais

Brasil: Cenário Atual

Brasil: Cenário Atual Encontro ILSI Brasil São Paulo, 10 de Dezembro de 2012 Brasil: Cenário Atual 8 milhões de quilômetros quadrados 194 milhões de habitantes 84% em cidades com crescimento desordenado 6ª maior economia mundial,

Leia mais

MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO MERCADO DE CARBONO NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO III SISCA 21 e 22 de agosto de 2013 Felipe Jané Bottini Green Domus Desenvolvimento Sustentável felipe@greendomus.com.br +55 (11) 5093 4854 http://storymaps.esri.com//globalfootprint/

Leia mais

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável CONFERÊNCIA RIO+20 20 e 22 de junho de 2012 20º aniversário da Conferência das Nações

Leia mais

COP 21 INDC BRASILEIRA

COP 21 INDC BRASILEIRA COP 21 Vinte e três anos após a assinatura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a 21 a Conferência das Partes (COP21), que será realizada em Paris (entre os dias 30 novembro

Leia mais

Instrumentos Econômicos para a Gestão Ambiental Rural na Amazônia: desafios e oportunidades

Instrumentos Econômicos para a Gestão Ambiental Rural na Amazônia: desafios e oportunidades Instrumentos Econômicos para a Gestão Ambiental Rural na Amazônia: desafios e oportunidades Eduardo Bandeira de Mello Chefe do Departamento de Meio Ambiente Cuiabá, 21 de agosto de 2007 SUMÁRIO 1. Desenvolvimento

Leia mais

Fórum do CB27 em Natal Medidas para a redução do efeito estufa

Fórum do CB27 em Natal Medidas para a redução do efeito estufa 11 Fórum do CB27 em Natal Medidas para a redução do efeito estufa Alex Régis Ana Lúcia Araújo Assessora de Comunicação da SEMURB Considerado um dos mais participativos, desde a sua criação, o VI Encontro

Leia mais

EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos

EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos EMBRAER ANUNCIA PERSPECTIVAS DE LONGO PRAZO PARA AVIAÇÃO Estimativas de demanda mundial abrangem os mercados de jatos comerciais e executivos São José dos Campos, 7 de novembro de 2008 A Embraer (BOVESPA:

Leia mais

Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL

Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL BRITCHAM SP 18/08/06 São Paulo samuel barbosa 3 DET NORSKE VERITAS Introdução FUNDAÇÃO - Fundação independente estabelecida na Noruega em 1864. OBJETIVO

Leia mais

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro

Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro Avaliação do desempenho socioambiental de projetos com foco nos Princípios do Equador e Parâmetros de Desempenho do IFC Os Princípios do Equador e o Desempenho Socioambiental do Setor Financeiro São Paulo,

Leia mais

Eficiência Energética em tempos de COP-21. Nov 2015

Eficiência Energética em tempos de COP-21. Nov 2015 Eficiência Energética em tempos de COP-21 Nov 2015 1 Schneider Electric, o especialista global em gerenciamento de energia e automação 25 bilhões receita em 2014 ~5% das receitas aplicadas em P&D ~170,000

Leia mais

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Iniciativas Globais Aliança do Setor Privado para a Redução do

Leia mais

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br Marcio Halla marcio.halla@fgv.br POLÍTICAS PARA O COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA Programa de Sustentabilidade Global Centro de Estudos em Sustentabilidade Fundação Getúlio Vargas Programa de

Leia mais

Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento

Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento Volume 11, Number 4 Fourth Quarter 2009 Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento As economias pelo mundo estão emergindo da recessão, embora em diferentes velocidades. As economias em desenvolvimento

Leia mais

Curso de Gestão de Águas Pluviais

Curso de Gestão de Águas Pluviais Curso de Gestão de Águas Pluviais Capítulo 4 Prof. Carlos E. M. Tucci Prof. Dr. Carlos E. M. Tucci Ministério das Cidades 1 Capítulo 4 Gestão Integrada Conceito Marcos Mundiais, Tendência e Estágio Institucional

Leia mais

Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos

Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos 1 Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos António Farinha, Managing Partner São Paulo, 11 de junho de 2012 2 As medidas do Sustainable Energy for All endereçam as

Leia mais

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Nota de Imprensa Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Presidente mundial do Banco Santander apresenta em São Paulo o Plano Estratégico 2008-2010 para o A integração

Leia mais