Aula 08 Sistema Solar

Save this PDF as:
Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Aula 08 Sistema Solar"

Transcrição

1 Aula 08 Sistema Solar Hipótese de Laplace: como surgiu o sistema solar a partir da Nebulosa primordial. (1), (2) A conservação do momento angular requer que uma nuvem em rotação e em contração, deve girar cada vez mais rápido à medida que seu tamanho diminui. (3) Com o passar do tempo, a matéria se distribui em um disco, que pode se tornar o sistema solar primitivo. (4) A parte central vai se tornar o Sol e os pequenos lóbulos na parte mais externa do disco, os planetas jovianos. Grãos de poeira agem como núcleos de condensação formando a matéria que irá colidir e formar os planetesimais. (5) Fortes ventos estelares expelem o gás da nebulosa primordial. Os planetesimais continuam a colidir e a crescer. (6) Passados ~ 100 milhões de anos, os planetesimais formam planetas em órbita do Sol.

2 Sol O Sol é uma estrela da Seqüência Principal, do Tipo Espectral G2. Por ser a estrela mais perto da Terra, podemos estudar plenamente suas estruturas e o seu comportamento, e estender o que aprendemos com ele a todas as estrelas. Medida Distância: 1 UA = km Massa: 1,9891x10 27 ton Diâmetro Angular: 32 Raio: km Luminosidade: 3,845x10 23 kw Constante Solar: 1,367Wm -2 Temperatura: 5777 K Rotação: 24,7 dias (equatorial) Sol Método utilizado para medir Medindo a posição dos planetas interiores com radar, e usando a 3 a Lei de Kepler. Utilizando-se também a terceira lei de Kepler. Basta medir o diâmetro angular, e usar a distância, já conhecida. Luxímetro específico É por definição o fluxo de energia solar que chega à Terra, que dista 1UA do Sol. É medida acima da atmosfera terrestre, visto que esta absorve boa parte da radiação que aqui chega. Temperatura da superfície do sol com a luz branca, baseando-se na Luminosidade. Observando-se o deslocamento de manchas solares. Outros números acerca do Sol: Concentra 99,866% da massa do Sistema Solar; A cada segundo, o Sol perde um milhão de toneladas de matéria na forma de vento solar; A densidade do Sol é de 1,408gcm -3, pouco maior que da água; Gravidade na superfície é de 274 ms -2, 28 vezes a gravidade na superfície terrestre; A magnitude bolométrica aparente é -26,74 (vide aula de astronomia observacional); A Constante Solar varia em questão de minutos e de dias, além de ter aumentado com o tempo; O eixo de rotação do Sol está inclinado 7 o 15 ; Detém somente 1/200 do momentum angular do Sistema Solar: é freado pelo campo magnético.

3 A estrutura do Sol: Segunda as teorias vigentes, o Sol se formou a 4,6 bilhões de anos. Ele é composto por Hidrogênio (73%), Hélio (25%) e outros elementos. Núcleo Solar: Abrange cerca de 3/10 do raio do Sol, e nele que ocorrem as reações de fusão nuclear, as quais aquecem o Sol. A principal reação é: 4 H He 4 + e + +ν +γ e A energia desprendida por esta reação é proporcional a quarta potência da temperatura. Como a temperatura é de K, pode-se estimar a quantidade imensa de energia gerada.

4 O grande problema da teoria da estrutura solar estava na detecção do neutrinoelétron gerado pela reação de fusão. Como o neutrino possui quase nenhuma massa, e não possui carga elétrica, ele quase não interage com a matéria, emergindo assim em questão de segundos do sol, e em grandes quantidades. Desde da década de 70, alguns experimentos se mostraram capazes de detectar o neutrino, a partir das seguintes reações: ν ν e e + Cl + Ga e e + Ar + Ge Mesmo assim, muito pouco neutrino solar foi detectado, o que favorecia a desconfiança acerca da teoria da fusão nuclear como fonte de calor para o Sol. No entanto, em experimentos realizados entre , mostrou-se que os neutrinos possuem uma propriedade comum a algumas partículas elementares, chamada de ressonância, em que vários estados do neutrino coexistem. E como a maior parte dos experimentos somente detecta um destes estados, os neutrinos simplesmente escapam à detecção. Camada Radioativa Com a espessura de 4/10 do raio solar, nesta região os fótons gerados no núcleo vão sendo drenados para o exterior da estrela. Devido a alta densidade de matéria, os fótons são constantemente absorvidos e re-emitidos pela matéria, tornando assim o caminho destes bastante aleatório. Eles apenas se dirigem predominantemente para fora devido ao fato de que a temperatura decresce a medida que o raio aumenta. Envelope Convectivo Com a espessura de 3/10 do raio solar, esta camada já possui uma densidade suficientemente baixa, assim como uma menor temperatura, o que faz com que se forme um plasma de íons de hidrogênio (H + e H - ), e estes absorvem fortemente os fótons, impedindo assim a difusão dos mesmos. Ao absorver a radiação, o plasma aquece, gerando bolhas de plasma quente que sobem para a superfície (como na água que ferve), onde esfriam e voltam ao interior solar, gerando assim um processo de convecção, como ocorre na atmosfera terrestre.

5 Como a radiação criada no núcleo somente emerge após o processo de convecção, calcula-se que esta leve vários milhões de anos para fazê-lo (o neutrino leva segundos). A camada Convectiva também permite o estudo chamado de Hélio sismologia, em que se observa e mensura as oscilações do Sol. Este apresenta cerca de 10 milhões de modos oscilatórios, todos acústicos. Compreender estes modos significa compreender a estrutura da região (densidade. Temperatura, composição química, espessura, concentração, etc).

6 Atmosfera Solar A primeira camada da atmosfera solar é a fotosfera, com apenas 400km de espessura, ela causa a impressão de perfeita esfericidade do Sol (se fosse espessa, o Sol seria difuso como uma nebulosa). A maior parte dos fótons que chegam a Terra vem desta região, pois a densidade da mesma é baixíssima (5 mil vezes menor que a do ar) e a temperatura é de apenas 4200K. Esta camada apresenta uma aparência granulada, devido ao processo de convecção que ocorre sob a superfície. (vide figura do sol em vários comprimentos de onda) A medida de temperatura, bem como de idade e composição química do sol e de outras estrelas é feita basicamente com a luz que provém da fotosfera. Como esta luz é absorvida e re-emitida nas outras camadas da atmosfera, temos assim um Espectro de Luz não contínuo (linhas de Fraunhofer): Cromosfera: Tem espessura de cerca de 2000km, sendo que a temperatura cresce no seu interior até 25000K. Devido a este aumento (sendo que na fotosfera diminui) esta é chamada de camada de Inversão. Por outro lado a densidade cai bruscamente, sendo que esta camada só é visível olhando-se para a emissão típica do hidrogênio, chamada de Hα. Ou em onda de 10cm.

7 O Sol em vários comprimentos de onda (visível, Hα, raios-x) : É na cromosfera que aparecem as supergranulações, as manchas solares e os espículos, estando estes fenômenos fortemente ligados com perturbações do campo magnético:

8 Logo acima da cromosfera, temos uma região de transição, onde rapidamente a temperatura sobe de 25000K para K. Coroa solar: é a parte mais externa e extensa da atmosfera solar. Pode apresentar uma extensão de vários raios solares, durante máximos da atividade solar. Mantém a alta temperatura de cerca de dois milhões K de forma bastante uniforme. Nela a matéria se encontra ionizada, na forma de plasma, sendo que o Ferro se encontra em geral sem 13 dos seus 26 elétrons. A coroa pode ser observada a olho nu, durante um eclipse: A luz proveniente da coroa solar pode ser subdividida em três componentes: K Luz da fotosfera refletida por elétrons livres. É a de parte de maior brilho. A concentração de elétrons é determinada pela intensidade e pela distribuição do campo magnético, o qual aprisiona os elétrons. Estimase que há 10 8 elétrons por centímetro cúbico, em média na coroa solar. Corresponde também a componente K a emissão em raios-x. E Consiste na luz emitida por átomos altamente ionizados, como é o caso do Fe e do Ca. A maior parte da emissão está no ultravioleta, além de raios-x. F É a luz refletida por grãos de poeira, criados pela fragmentação dos asteróides que passaram muito perto do Sol, que colidiram entre si, ou se não de cometas. Os grão só existem a uma distância maior que 4 raios solares.

9 O Campo Magnético Solar: causa das manchas solares e das precipitações de plasma.

10 O aparecimento de manchas solares na fotosfera é a manifestação básica da atividade solar. Cada mancha corresponde a um pólo do campo magnético solar, sendo vezes maior que o campo no pólo terrestre. Sendo assim, as manchas sempre aparecem aos pares. O interior da mancha é bem mais frio que as partes que a circunda, talvez porque a erupção do campo magnético cessa o processo convectivo. As alterações na atmosfera causada pelas manchas solares são as fáculas (vide figura), e em situações de campo mais intensos, as alterações são vistas como explosões solares. Explosões solares: O acúmulo de energia em regiões de grande atividade magnética causa explosões, nas quais grande quantidade de energia gera a aceleração de partículas, como pode ser visto na foto:

11 Vento Solar É responsável pelo campo magnético interplanetário, o qual possui a forma de uma espiral devido a rotação do Sol. Foi previsto no fim dos anos 50, e detectado nos anos 70 pela MARINER. Fluxo contínuo de partículas carregadas (basicamente elétrons e prótons) ao espaço em todas as direções. Próximo à Terra tem uma velocidade de 400 km/s. Responsável pelas caudas dos cometas e pelas auroras boreais e austrais na Terra. Dados recentes fornecidos pela sonda Ulisses mostram que o vento solar que emana das regiões polares desloca-se a uma velocidade quase duas vezes maior (750 km/s) do que o faz a latitudes mais baixas. A composição do vento solar também parece diferir nas regiões polares. Novos estudos sobre o vento solar serão feitos pela sonda Wind, lançada recentemente, de um ponto dinamicamente estável situado a cerca de 1,6 milhões de km da Terra, diretamente entre o nosso planeta e o Sol. Produz efeitos mensuráveis sobre as trajetórias das sondas espaciais. Acredita-se que se estenda para além do último planeta, Plutão, onde ela é equilibrada pela pressão da matéria interestelar.

Propriedades Planetas Sol Mercúrio Vênus Terra. O Sistema Solar. Introdução à Astronomia Fundamental. O Sistema Solar

Propriedades Planetas Sol Mercúrio Vênus Terra. O Sistema Solar. Introdução à Astronomia Fundamental. O Sistema Solar Introdução à Astronomia Fundamental Distribuição de Massa Sol: 99.85% Planetas: 0.135% Cometas: 0.01%? Satélites: 0.00005% Asteroides e Planetas Menores: 0.0000002%? Meteoróides: 0.0000001%? Meio Interplanetário:

Leia mais

Astrofísica Geral. Tema 09: O Sol

Astrofísica Geral. Tema 09: O Sol ma 09: O Sol Outline 1 Características 2 Estrutura 3 Campo Magnético 4 Bibliografia 2 / 35 Outline 1 Características 2 Estrutura 3 Campo Magnético 4 Bibliografia 3 / 35 Video Video (sdo5 e colors) 4 /

Leia mais

Introdução à Astrofísica. O Sol. Rogemar A. Riffel

Introdução à Astrofísica. O Sol. Rogemar A. Riffel Introdução à Astrofísica O Sol Rogemar A. Riffel Dados gerais Raio: 6.96x10 8 m ~100 x R Terra Massa: 1,99 x 10 30 kg ~ 300000 x M Terra Temperatura superficial: 6000 K Distância média à Terra:149 597

Leia mais

Observatórios Virtuais Fundamentos de Astronomia Cap. 7 (Gregorio-Hetem & Jatenco-Pereira) O SOL

Observatórios Virtuais Fundamentos de Astronomia Cap. 7 (Gregorio-Hetem & Jatenco-Pereira) O SOL O SOL Vimos no capítulo anterior a natureza da radiação eletromagnética e como ela transfere energia através do espaço. É com base na luz emitida pelas estrelas que podemos extrair informações importantes

Leia mais

FSC1057: Introdução à Astrofísica. A Via Láctea. Rogemar A. Riffel

FSC1057: Introdução à Astrofísica. A Via Láctea. Rogemar A. Riffel FSC1057: Introdução à Astrofísica A Via Láctea Rogemar A. Riffel Breve histórico Via Láctea: Caminho esbranquiçado como Leite; Galileo (Sec. XVII): multitude de estrelas; Herschel (XVIII): Sistema achatado

Leia mais

Estrelas EIXO PRINCIPAL O SOL

Estrelas EIXO PRINCIPAL O SOL Estrelas EIXO PRINCIPAL O SOL O Sol, nossa fonte de luz e de vida, é a estrela mais próxima de nós e a que melhor conhecemos. O Sol é uma estrela comum. Basicamente, é uma enorme esfera de gás incandescente,

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física. Ensino de Astronomia Prof. Tibério Vale Roberta Collet

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física. Ensino de Astronomia Prof. Tibério Vale Roberta Collet Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Ensino de Astronomia Prof. Tibério Vale Roberta Collet O sistema solar De acordo com as observações astronômicas: órbitas dos planetas: coplanares,

Leia mais

Introdução à Astrofísica. Rogemar A. Riffel

Introdução à Astrofísica. Rogemar A. Riffel Introdução à Astrofísica Origem do Sistema Solar Rogemar A. Riffel Requerimentos do Modelo As órbitas dos planetas são em sua maioria coplanares e paralelas ao equador Solar; As órbitas são quase circulares;

Leia mais

A VIA LÁCTEA, NOSSA GALÁXIA

A VIA LÁCTEA, NOSSA GALÁXIA A VIA LÁCTEA, NOSSA GALÁXIA A Via Láctea é uma faixa de luz tênue e esbranquiçada que percorre todo o céu, formando um anel à nossa volta. É conhecida desde a antiguidade. Somente com o uso do telescópio

Leia mais

Como as estrelas se formam?

Como as estrelas se formam? EAD - Astrofísica Geral 2013 Home Informações Gerais Cronograma do Curso Contato Inscrições Como as estrelas se formam? Nada no Universo existe para sempre, talvez nem mesmo o próprio Universo. Todas as

Leia mais

Estrelas Variáveis Cefeidas Como Indicadores de Distâncias

Estrelas Variáveis Cefeidas Como Indicadores de Distâncias 1 Estrelas Variáveis Cefeidas Como Indicadores de Distâncias Eduardo Brescansin de Amôres, Raquel Yumi Shida (IAG-USP) 1. INTRODUÇÃO O que aprenderei nesta atividade? Você aprenderá como os astrônomos

Leia mais

Forças Gravitacionais Diferenciais e Sistema Solar

Forças Gravitacionais Diferenciais e Sistema Solar Introdução à Astrofísica Forças Gravitacionais Diferenciais e Sistema Solar Rogemar A. Riffel Derivação da força diferencial A força gravitacional diferencial é a diferença entre as forcas exercidas em

Leia mais

MÓDULO 3.1: O CAMPO MAGNÉTICO DO SOL

MÓDULO 3.1: O CAMPO MAGNÉTICO DO SOL MÓDULO 3.1: O CAMPO MAGNÉTICO DO SOL Apesar do Sol e a Terra estarem distantes cerca de 150 milhões de quilômetros, ou seja, 1 UA (Unidade Astronômica), ambos estão intensamente conectados por meio do

Leia mais

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica Corpo de Criação e Desenvolvimento. Processo de Seleção para Olimpíadas Internacionais de 2012

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica Corpo de Criação e Desenvolvimento. Processo de Seleção para Olimpíadas Internacionais de 2012 Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica Corpo de Criação e Desenvolvimento Processo de Seleção para Olimpíadas Internacionais de 2012 Primeira Prova Nesta prova há 32 questões de diferentes níveis

Leia mais

E por mais que o homem se torne importante, ele não é nada comparado às estrelas [Caroline Herschel] Paulo Roberto -

E por mais que o homem se torne importante, ele não é nada comparado às estrelas [Caroline Herschel] Paulo Roberto - E por mais que o homem se torne importante, ele não é nada comparado às estrelas [Caroline Herschel] Paulo Roberto - www.laboratoriodopaulo.blogspot.com As constelações Ao longo da história, a humanidade

Leia mais

6ª série / 7º ano U. E 05

6ª série / 7º ano U. E 05 6ª série / 7º ano U. E 05 O sistema solar Cada um dos planetas do sistema solar é constituído basicamente dos mesmos elementos e substâncias químicas, embora cada planeta tenha características próprias.

Leia mais

SISTEMA SOLAR TERRA, SOL E LUA

SISTEMA SOLAR TERRA, SOL E LUA SISTEMA SOLAR TERRA, SOL E LUA Apresentado por Thays Barreto Março de 2014 TERRA TERRA Terceiro planeta do Sistema Solar, pela ordem de afastamento do Sol; Diâmetro equatorial: 12.756 Km; Diâmetro polar:

Leia mais

Determinação de Massas e Raios Estelares

Determinação de Massas e Raios Estelares Determinação de Massas e Raios Estelares 1 Introdução A massa de uma estrela é a sua característica mais importante. Conhecendo-se a massa inicial e a composição química inicial de uma estrela, devemos

Leia mais

Além do Modelo de Bohr

Além do Modelo de Bohr Além do Modelo de Bor Como conseqüência do princípio de incerteza de Heisenberg, o conceito de órbita não pode ser mantido numa descrição quântica do átomo. O que podemos calcular é apenas a probabilidade

Leia mais

5910179 Biofísica I Biologia FFCLRP USP Prof. Antônio C. Roque Origem dos elementos

5910179 Biofísica I Biologia FFCLRP USP Prof. Antônio C. Roque Origem dos elementos Origem dos Elementos Os organismos vivos são constituídos basicamente por oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio e fósforo, que juntos perfazem 99% da composição do corpo humano. Elemento Símbolo

Leia mais

Observatórios Virtuais Fundamentos de Astronomia Cap. 13 (C. Oliveira & V. Jatenco-Pereira) Capítulo 13 ESTRELAS VARIÁVEIS

Observatórios Virtuais Fundamentos de Astronomia Cap. 13 (C. Oliveira & V. Jatenco-Pereira) Capítulo 13 ESTRELAS VARIÁVEIS 145 Capítulo 13 ESTRELAS VARIÁVEIS Nós dedicaremos esse capítulo ao estudo das estrelas variáveis, estrelas tais que sua luminosidade varia com o tempo por meio de uma relação bem definida, e que se situam

Leia mais

Uma vez que todos já conseguiram identificar no céu as constelações que estudamos até aqui, vamos viajar pelo nosso Sistema Solar.

Uma vez que todos já conseguiram identificar no céu as constelações que estudamos até aqui, vamos viajar pelo nosso Sistema Solar. Olá amiguinhos! Uma vez que todos já conseguiram identificar no céu as constelações que estudamos até aqui, vamos viajar pelo nosso Sistema Solar. Antes mesmo de existir o Sol, nesta mesma região existiam

Leia mais

Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar

Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar Elementos de Astronomia Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar Rogemar A. Riffel Formação estelar - Estrelas se formam dentro de concentrações relativamente densas de gás e poeira interestelar

Leia mais

1.º PERÍODO. n.º de aulas previstas DOMÍNIOS SUBDOMÍNIOS/CONTEÚDOS OBJETIVOS. De 36 a 41

1.º PERÍODO. n.º de aulas previstas DOMÍNIOS SUBDOMÍNIOS/CONTEÚDOS OBJETIVOS. De 36 a 41 DE FÍSICO-QUÍMICA - 7.º ANO Ano Letivo 2014 2015 PERFIL DO ALUNO O aluno é capaz de: o Conhecer e compreender a constituição do Universo, localizando a Terra, e reconhecer o papel da observação e dos instrumentos

Leia mais

Matéria Escura. Introdução à Cosmologia 2012/02

Matéria Escura. Introdução à Cosmologia 2012/02 Matéria Escura Introdução à Cosmologia 2012/02 Introdução Determinação do parâmetro de densidade da matéria não relativística. Estudo da história e evolução do Universo. Conhecimento da composição do Universo.

Leia mais

FÍSICA-2011. Questão 01. Questão 02

FÍSICA-2011. Questão 01. Questão 02 Questão 01-2011 UFBA -- 2ª 2ª FASE 2011 A maioria dos morcegos possui ecolocalização um sistema de orientação e localização que os humanos não possuem. Para detectar a presença de presas ou de obstáculos,

Leia mais

CONHECENDO A FAMÍLIA DO SOL. META Apresentar as características dos corpos que constituem a família do Sol.

CONHECENDO A FAMÍLIA DO SOL. META Apresentar as características dos corpos que constituem a família do Sol. CONHECENDO A FAMÍLIA DO SOL Aula 2 META Apresentar as características dos corpos que constituem a família do Sol. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: diferenciar os astros que compõem o Sistema

Leia mais

Considera-se que o Sistema Solar teve origem há cerca de 5 mil milhões de anos.

Considera-se que o Sistema Solar teve origem há cerca de 5 mil milhões de anos. 19 e 20 17/11/2011 Sumário Correção do TPC. Como se formou o Sistema Solar? Constituição do Sistema Solar. Os planetas do Sistema Solar. Principais características dos planetas do Sistema Solar. Outros

Leia mais

O SOL. Alguns fenômenos acontecendo no Sol. Por que estudar o Sol? Condições reinantes no espaço. Relação com o clima da Terra.

O SOL. Alguns fenômenos acontecendo no Sol. Por que estudar o Sol? Condições reinantes no espaço. Relação com o clima da Terra. O SOL As imagens foram obtidas nos seguintes endereços: http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/archivepix.html http://sohowww.nascom.nasa.gov/ Curso de Extensão Universitária CEU 1 2004 Nelson Vani Leister Annular

Leia mais

Evolução Estelar: Nascimento, vida e morte das estrelas

Evolução Estelar: Nascimento, vida e morte das estrelas Evolução Estelar: Nascimento, vida e morte das estrelas John R. Percy International Astronomical Union Universidad de Toronto, Canada Evolução das estrelas Nebulosa do Anel, uma estrela moribunda. Fonte:

Leia mais

TESTE TIPO Nº2 SISTEMA SOLAR/ DISTÂNCIAS NO UNIVERSO/MOVIMENTOS DA TERRA

TESTE TIPO Nº2 SISTEMA SOLAR/ DISTÂNCIAS NO UNIVERSO/MOVIMENTOS DA TERRA TESTE TIPO Nº2 SISTEMA SOLAR/ DISTÂNCIAS NO UNIVERSO/MOVIMENTOS DA TERRA 1. Considera a figura 1, que representa um observador e o Sol no seu movimento, em três posições diferentes. Indica: Figura 1: O

Leia mais

C5. Formação e evolução estelar

C5. Formação e evolução estelar AST434: C5-1/68 AST434: Planetas e Estrelas C5. Formação e evolução estelar Mário João P. F. G. Monteiro Mestrado em Desenvolvimento Curricular pela Astronomia Mestrado em Física e Química em Contexto

Leia mais

Abril Educação Astronomia Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota:

Abril Educação Astronomia Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota: Abril Educação Astronomia Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota: Questão 1 Complete as lacunas: Os astros não estão fixos, mas realizam vários movimentos no espaço. Sua trajetória é chamada.

Leia mais

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR META Apresentar alguns fenômenos radioativos como fontes de energia do sistema atmosférico e as formas de transmissão de calor, para que o aluno compreenda a instabilidade

Leia mais

www.enemdescomplicado.com.br

www.enemdescomplicado.com.br Exercícios de Física Gravitação Universal 1-A lei da gravitação universal de Newton diz que: a) os corpos se atraem na razão inversa de suas massas e na razão direta do quadrado de suas distâncias. b)

Leia mais

ESCOLA SALESIANA DE MANIQUE TESTE DE AVALIAÇÃO DE CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS ANO LECTIVO 2010/2011

ESCOLA SALESIANA DE MANIQUE TESTE DE AVALIAÇÃO DE CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS ANO LECTIVO 2010/2011 ESCOLA SALESIANA DE MANIQUE TESTE DE AVALIAÇÃO DE CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS ANO LECTIVO 2010/2011 Nome: 7.º Ano Turma Nº: Encarregado de Educação: Classificação: Professor: 1. Observe a figura seguinte,

Leia mais

(a) a aceleração do sistema. (b) as tensões T 1 e T 2 nos fios ligados a m 1 e m 2. Dado: momento de inércia da polia I = MR / 2

(a) a aceleração do sistema. (b) as tensões T 1 e T 2 nos fios ligados a m 1 e m 2. Dado: momento de inércia da polia I = MR / 2 F128-Lista 11 1) Como parte de uma inspeção de manutenção, a turbina de um motor a jato é posta a girar de acordo com o gráfico mostrado na Fig. 15. Quantas revoluções esta turbina realizou durante o teste?

Leia mais

Lista 13: Gravitação. Lista 13: Gravitação

Lista 13: Gravitação. Lista 13: Gravitação Lista 13: Gravitação NOME: Matrícula: Turma: Prof. : Importante: i. Nas cinco páginas seguintes contém problemas para se resolver e entregar. ii. Ler os enunciados com atenção. iii. Responder a questão

Leia mais

SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA SAB VII Olimpíada Brasileira de Astronomia VII OBA - 2004 Gabarito do nível 2 (para alunos da 3ª à 4ª série)

SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA SAB VII Olimpíada Brasileira de Astronomia VII OBA - 2004 Gabarito do nível 2 (para alunos da 3ª à 4ª série) SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA SAB VII Olimpíada Brasileira de Astronomia VII OBA - 2004 Gabarito do nível 2 (para alunos da 3ª à 4ª série) Questão 1) (1 ponto) Como você já deve saber o sistema solar

Leia mais

3º Bimestre. Física II. Autor: Geraldo Velazquez

3º Bimestre. Física II. Autor: Geraldo Velazquez 3º Bimestre Autor: Geraldo Velazquez SUMÁRIO UNIDADE I Óptica Geométrica... 4 1 Natureza Da Luz... 4 2 Conceitos Preliminares... 5 2.1 Raios e Feixes... 5 2.2 Fontes De Luz... 6 2.3 MEIOS ÓPTICOS... 6

Leia mais

Elementos e fatores climáticos

Elementos e fatores climáticos Elementos e fatores climáticos O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamento do tempo durante pelo menos 30 anos: das variações da temperatura e da umidade,

Leia mais

Universidade Federal Fluminense

Universidade Federal Fluminense Universidade Federal Fluminense Curso de Formação continuada em Astronomia Para professores de Educação Básica Prof. Dr. Tibério Borges Vale Projeto de Extensão O uso da Astronomia como elemento didático

Leia mais

Fortaleza Ceará TD DE FÍSICA ENEM PROF. ADRIANO OLIVEIRA/DATA: 30/08/2014

Fortaleza Ceará TD DE FÍSICA ENEM PROF. ADRIANO OLIVEIRA/DATA: 30/08/2014 TD DE FÍSICA ENEM PROF. ADRIANO OLIVEIRA/DATA: 30/08/2014 1. Uma ave marinha costuma mergulhar de uma altura de 20 m para buscar alimento no mar. Suponha que um desses mergulhos tenha sido feito em sentido

Leia mais

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia 5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova da eliminatória regional 14 de Abril de 2010 15:00 Duração máxima 120 minutos Nota: Ler atentamente todas as questões. Existe uma tabela com dados no final

Leia mais

1 a QUESTÃO Valor 1,0

1 a QUESTÃO Valor 1,0 1 a QUESTÃO Valor 1,0 Um esquimó aguarda a passagem de um peixe sob um platô de gelo, como mostra a figura abaixo. Ao avistá-lo, ele dispara sua lança, que viaja com uma velocidade constante de 50 m/s,

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia. Estrelas. Prof. Tibério B. Vale

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia. Estrelas. Prof. Tibério B. Vale Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia Estrelas Prof. Tibério B. Vale Propriedades Estrelas são esferas autogravitantes de gás ionizado, cuja fonte de

Leia mais

Respostas - Exercícios de rotação e translação

Respostas - Exercícios de rotação e translação Respostas - Exercícios de rotação e translação 1) "Durante a minha vida inteira me fiz essas perguntas: Existe vida além da Terra? Se existe, como se parece? De que é feita? Os seres de outros mundos se

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 1ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 6º Turma: Data: Nota: Professor(a): Élida Valor da Prova: 65 pontos Orientações gerais: 1) Número de

Leia mais

Galáxias. Prof. Miriani G. Pastoriza http://www.if.ufrgs.br/~mgp/

Galáxias. Prof. Miriani G. Pastoriza http://www.if.ufrgs.br/~mgp/ Galáxias Prof. Miriani G. Pastoriza http://www.if.ufrgs.br/~mgp/ Definição de gálaxia As galáxias são gigantescos sistemas formados por bilhões de estrelas e de matéria interestelar. O diâmetro típico

Leia mais

4 π. Analisemos com atenção o sistema solar: Dado que todos os planetas já ocuparam posições diferentes em relação ao Sol, valerá a pena fazer uma

4 π. Analisemos com atenção o sistema solar: Dado que todos os planetas já ocuparam posições diferentes em relação ao Sol, valerá a pena fazer uma Analisemos com atenção o sistema solar: Dado que todos os planetas já ocuparam posições diferentes em relação ao Sol, valerá a pena fazer uma leitura do passado e do futuro. Todos os planetas do sistema

Leia mais

Cosmologia: a estrutura do nosso universo. MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006

Cosmologia: a estrutura do nosso universo. MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006 Cosmologia: a estrutura do nosso universo MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006 Qual o modelo cosmológico padrão atual para a evolução do universo? Evolução e composição do universo

Leia mais

Reconhecimento e explicação da importância da evolução tecnológica no nosso conhecimento atual sobre o Universo.

Reconhecimento e explicação da importância da evolução tecnológica no nosso conhecimento atual sobre o Universo. ESCOLA BÁSICA2,3 EUGÉNIO DOS SANTOS 2013 2014 página 1 ESCOLA BÁSICA DO 2.º E 3.º CICLOS EUGÉNIO DOS SANTOS PLANIFICAÇÃO E METAS DE APRENDIZAGEM DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS 7.º ANO DE ESCOLARIDADE

Leia mais

Movimentos da Terra PPGCC FCT/UNESP. Aulas EGL 2016 João Francisco Galera Monico unesp

Movimentos da Terra PPGCC FCT/UNESP. Aulas EGL 2016 João Francisco Galera Monico unesp Movimentos da Terra PPGCC FCT/UNESP Aulas EGL 2016 João Francisco Galera Monico Terra Movimentos da Terra Cientificamente falando, a Terra possui um único movimento. Dependendo de suas causas, pode ser

Leia mais

A Via-Láctea. Prof. Fabricio Ferrari Unipampa. adaptado da apresentação The Milky Way, Dr. Helen Bryce,University of Iowa

A Via-Láctea. Prof. Fabricio Ferrari Unipampa. adaptado da apresentação The Milky Way, Dr. Helen Bryce,University of Iowa A Via-Láctea Prof. Fabricio Ferrari Unipampa adaptado da apresentação The Milky Way, Dr. Helen Bryce,University of Iowa Aparência da Via Láctea no céu noturno Imagem de todo o céu em luz visível Nossa

Leia mais

Aula Inaugural. Introdução à Astrofísica. Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com)

Aula Inaugural. Introdução à Astrofísica. Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com) Aula Inaugural Introdução à Astrofísica Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com) Livros recomendados:!! 1 - An Introduction to Modern Astrophysics, Bradley W. Carroll & Dale A. Ostlie, Second

Leia mais

A Escola e o Relógio de Sol Resumo

A Escola e o Relógio de Sol Resumo Universidade Federal de São Carlos Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia Departamento de Matemática A Escola e o Relógio de Sol Resumo Autora: Raquel Duarte de Souza Orientador: Prof. Dr. José Antônio

Leia mais

As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano.

As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano. PROFESSORA NAIANE As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano. A este movimento dá-se o nome de movimento

Leia mais

Universidade Federal Fluminense

Universidade Federal Fluminense Universidade Federal Fluminense Curso de Formação continuada em Astronomia Para professores de Educação Básica Prof. Dr. Tibério Borges Vale Projeto de Extensão O uso da Astronomia como elemento didático

Leia mais

Súmula Teoria Energética. Paulo Gontijo

Súmula Teoria Energética. Paulo Gontijo Súmula Teoria Energética Paulo Gontijo O Universo Chama-se Universo ao conjunto de todas as coisas. Sua existência pressupõe a necessidade de dois conceitos anteriores a ele, que se denominam existência

Leia mais

INPE-7177-PUD/38 CAPÍTULO 4 O SOL. José Roberto Cecatto *

INPE-7177-PUD/38 CAPÍTULO 4 O SOL. José Roberto Cecatto * INPE-7177-PUD/38 CAPÍTULO 4 O SOL José Roberto Cecatto * INPE São José dos Campos 2003 4-2 O SOL LISTA DE FIGURAS... 4-5 LISTA DE TABELAS... 4-7 4.1 INTRODUÇÃO... 4-9 4.2 A ESTRUTURA DO SOL... 4-10 4.2.1

Leia mais

Introdução à condução de calor estacionária

Introdução à condução de calor estacionária Introdução à condução de calor estacionária Exercício 1 - O telhado de uma casa com aquecimento elétrico tem 6m de comprimento, 8m de largura e 0, 25m de espessura e é feito de uma camada plana de concreto

Leia mais

Ano 1 - Número 2 - Ao leitor Um dos espetáculos mais belos que a natureza oferece é o de um céu escuro, todo polvilhado de estrelas. Impossível avaliar quantos corpos cintilantes, com seu brilho prateado

Leia mais

Deverão ser apresentados os cálculos e/ou as justificativas das respostas.

Deverão ser apresentados os cálculos e/ou as justificativas das respostas. Ensino Médio Unidade Parque Atheneu Professor (a): Pedro Paulo Aluno (a): Série: 2ª Data: / / 2015. LISTA DE FÍSICA I Deverão ser apresentados os cálculos e/ou as justificativas das respostas. 1) (FAMERP

Leia mais

O Sol: A nossa estrela

O Sol: A nossa estrela O Sol: A nossa estrela Ricardo Liberato Culto do Sol na antiguidade Há registos de observações do Sol desde que há humanidade. Desde sempre foi perceptível que o Sol é responsável por nos fornecer luz

Leia mais

RIO TERÁ ICECUBE, 'CUBO' DE GELO COM VOLUME DEZ VEZES MAIOR QUE O PÃO DE AÇUÇAR

RIO TERÁ ICECUBE, 'CUBO' DE GELO COM VOLUME DEZ VEZES MAIOR QUE O PÃO DE AÇUÇAR COMUNICADO DE IMPRENSA No 4 Núcleo de Comunicação Social / CBPF [Para publicação imediata] O quê: Pesquisadores do IceCube irão apresentar dados sobre a recente detecção dos dois neutrinos mais energéticos

Leia mais

3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar

3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar 3.4 O Princípio da Equipartição de Energia e a Capacidade Calorífica Molar Vimos que as previsões sobre as capacidades caloríficas molares baseadas na teoria cinética estão de acordo com o comportamento

Leia mais

Introdução À Astronomia e Astrofísica 2010

Introdução À Astronomia e Astrofísica 2010 CAPÍTULO 1 ESFERA CELESTE E O SISTEMA DE COORDENADAS Esfera Celeste. Sistema de Coordenadas. Coordenadas Astronómicas. Sistema Horizontal. Sistema Equatorial Celeste. Sistema Equatorial Horário. Tempo

Leia mais

Física B Extensivo V. 1

Física B Extensivo V. 1 Física B Extensivo V. 1 Exercícios 01) 38 01. Falsa. f Luz > f Rádio 02. Verdadeira. Todas as ondas eletromagnéticas são transversais. 04. Verdadeira. Do tipo secundária. 08. Falsa. Do tipo secundária.

Leia mais

Parte 2. Escola Secundária José Saramago FQA 10º ano 2007/2008 Marília Peres

Parte 2. Escola Secundária José Saramago FQA 10º ano 2007/2008 Marília Peres Parte 2 Escola Secundária José Saramago FQA 10º ano 2007/2008 Marília Peres A expansão do Universo No início do século XX, descobriu-se que: as galáxias, na sua grande maioria afastam-se umas das outras;

Leia mais

Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul FIS02010-A - FUNDAMENTOS DE ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA A 3.a PROVA - 2012/1 - Turma C NOME: I.Nas questões de 1 a 20, escolhe a alternativa

Leia mais

Resolução Comentada UFTM - VESTIBULAR DE INVERNO 2013

Resolução Comentada UFTM - VESTIBULAR DE INVERNO 2013 Resolução Comentada UFTM - VESTIBULAR DE INVERNO 2013 01 - A figura mostra uma série de fotografias estroboscópicas de duas esferas, A e B, de massas diferentes. A esfera A foi abandonada em queda livre

Leia mais

FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES

FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO E GRADUAÇÃO FÍSICA CADERNO DE QUESTÕES 2015 1 a QUESTÃO Valor: 1,00 Uma mola comprimida por uma deformação x está em contato com um corpo de massa m, que se encontra

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL - CIÊNCIAS 9ºANO- UNIDADE 3 - CAPÍTULO 1

ENSINO FUNDAMENTAL - CIÊNCIAS 9ºANO- UNIDADE 3 - CAPÍTULO 1 ENSINO FUNDAMENTAL - CIÊNCIAS 9ºANO- UNIDADE 3 - CAPÍTULO 1 questão 01. O que é Astrofísica? questão 02. O que são constelações? questão 03. Como era o calendário Lunar? questão 04. Qual era diferença

Leia mais

Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe

Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe Disciplina: Física Geral e Experimental III Curso: Engenharia de Produção Assunto: Gravitação Prof. Dr. Marcos A. P. Chagas 1. Introdução Na gravitação

Leia mais

EXOPLANETAS EIXO PRINCIPAL

EXOPLANETAS EIXO PRINCIPAL EXOPLANETAS Antes mesmo de eles serem detectados, poucos astrônomos duvidavam da existência de outros sistemas planetários além do Solar. Mas como detectar planetas fora do Sistema Solar? Às suas grandes

Leia mais

Informativo Observacional do NEOA-JBS, 02/2016

Informativo Observacional do NEOA-JBS, 02/2016 Informativo Observacional do NEOA-JBS, 02/2016 Assunto: Visibilidade simultânea dos cinco planetas Temos lido em várias mídias recentemente sobre o alinhamento de planetas visíveis a olho nu durante a

Leia mais

4º ano. Atividade de Estudo - Ciências. Nome:

4º ano. Atividade de Estudo - Ciências. Nome: Atividade de Estudo - Ciências 4º ano Nome: 1- Imagine que o quadriculado abaixo seja uma representação da composição do ar. No total, são 100 quadradinhos. PINTE, de acordo com a legenda, a quantidade

Leia mais

Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos

Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos J. L. G. Sobrinho 1,2 1 Centro de Ciências Exactas e da Engenharia, Universidade da Madeira 2 Grupo de Astronomia

Leia mais

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia 5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova da eliminatória regional 14 de Abril de 2009 15:00 Duração máxima 120 minutos Nota: Ler atentamente todas as questões. Existe uma tabela com dados no final

Leia mais

Para explicar o equilíbrio existente nesse conjunto organizado de astros a Astrofísica propôs:

Para explicar o equilíbrio existente nesse conjunto organizado de astros a Astrofísica propôs: O SISTEMA SOLAR Para entendermos o mecanismo do "SISTEMA TERRA" temos que ter noções básicas de um contexto mais amplo: o espaço cósmico, onde se processam, entre outros milhares, o "SISTEMA SOLAR". UNIVERSO

Leia mais

Radiação. Grupo de Ensino de Física da Universidade Federal de Santa Maria

Radiação. Grupo de Ensino de Física da Universidade Federal de Santa Maria Radiação Radiação é o processo de transferência de energia por ondas eletromagnéticas. As ondas eletromagnéticas são constituídas de um campo elétrico e um campo magnético que variam harmonicamente, um

Leia mais

Lista 1_Gravitação - F 228 2S2012

Lista 1_Gravitação - F 228 2S2012 Lista 1_Gravitação - F 228 2S2012 1) a) Na figura a abaixo quatro esferas formam os vértices de um quadrado cujo lado tem 2,0 cm de comprimento. Qual é a intensidade, a direção e o sentido da força gravitacional

Leia mais

CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE

CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE CAPÍTULO 2 A ATMOSFERA TERRESTRE 1.0. O Universo O Universo que pode ser observado pelo homem abrange milhões e milhões de quilômetros. Dentro desse Universo existem incontáveis galáxias, destacando-se

Leia mais

Astor João Schönell Júnior

Astor João Schönell Júnior Astor João Schönell Júnior As galáxias são classificadas morfologicamente (Hubble Sequence): -Espirais -Elípticas -Irregulares - Galáxias SO As galáxias espirais consistem em um disco com braços espirais

Leia mais

7 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

7 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia 7 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova Teórica Final 25 de Maio de 2012 10:00 (Açores) Duração máxima 120 minutos Nota: Ler atentamente todas as questões. Existe uma tabela com dados no final da

Leia mais

ANÚNCIO DE QUE O PRIMEIRO ARTEFATO HUMANO ENTROU NO ESPAÇO PROFUNDO PODE OCORRER EM ENCONTRO NO RIO

ANÚNCIO DE QUE O PRIMEIRO ARTEFATO HUMANO ENTROU NO ESPAÇO PROFUNDO PODE OCORRER EM ENCONTRO NO RIO COMUNICADO DE IMPRENSA No 5 Núcleo de Comunicação Social / CBPF [Para publicação imediata] O quê: Pesquisadores da missão Voyager podem anunciar que uma das sondas gêmeas deixou o Sistema Solar Quando:

Leia mais

Juliana Cerqueira de Paiva. Modelos Atômicos Aula 2

Juliana Cerqueira de Paiva. Modelos Atômicos Aula 2 Juliana Cerqueira de Paiva Modelos Atômicos Aula 2 2 Modelo Atômico de Thomson Joseph John Thomson (1856 1940) Por volta de 1897, realizou experimentos estudando descargas elétricas em tubos semelhantes

Leia mais

muito gás carbônico, gás de enxofre e monóxido de carbono. extremamente perigoso, pois ocupa o lugar do oxigênio no corpo. Conforme a concentração

muito gás carbônico, gás de enxofre e monóxido de carbono. extremamente perigoso, pois ocupa o lugar do oxigênio no corpo. Conforme a concentração A UU L AL A Respiração A poluição do ar é um dos problemas ambientais que mais preocupam os governos de vários países e a população em geral. A queima intensiva de combustíveis gasolina, óleo e carvão,

Leia mais

Água, fonte de vida. Aula 1 Água para todos. Rio 2016 Versão 1.0

Água, fonte de vida. Aula 1 Água para todos. Rio 2016 Versão 1.0 Água, fonte de vida Aula 1 Água para todos Rio 2016 Versão 1.0 Objetivos 1 Analisar a quantidade de água potável disponível em nosso planeta 2 Identificar os diferentes estados da água 3 Conhecer o ciclo

Leia mais

GERÊNCIA EDUCACIONAL DE FORMAÇÃO GERAL E SERVIÇOS CURSO TÉCNICO DE METEOROLOGIA ESTUDO ESTATISTICO DA BRISA ILHA DE SANTA CATARINA

GERÊNCIA EDUCACIONAL DE FORMAÇÃO GERAL E SERVIÇOS CURSO TÉCNICO DE METEOROLOGIA ESTUDO ESTATISTICO DA BRISA ILHA DE SANTA CATARINA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA DE SANTA CATARINA GERÊNCIA EDUCACIONAL DE FORMAÇÃO GERAL E SERVIÇOS CURSO TÉCNICO DE METEOROLOGIA ESTUDO ESTATISTICO DA BRISA NA ILHA DE SANTA CATARINA Projeto Integrador

Leia mais

Princípios 6 Transformação de energia solar em eletricidade 6 Modelo solar com um módulo solar 7

Princípios 6 Transformação de energia solar em eletricidade 6 Modelo solar com um módulo solar 7 Bem-vindo ao mundo da linha PROFI fischertechnik 3 Energia no dia a dia 3 Óleo, carvão, energia nuclear 4 Água e vento 4 Energia solar 5 A energia 5 Energia solar 6 Princípios 6 Transformação de energia

Leia mais

TECNOLOGIA MECÂNICA. Aula 08. Tratamentos Térmicos das Ligas Ferrosas (Parte 2) Tratamentos Termo-Físicos e Termo-Químicos

TECNOLOGIA MECÂNICA. Aula 08. Tratamentos Térmicos das Ligas Ferrosas (Parte 2) Tratamentos Termo-Físicos e Termo-Químicos Aula 08 Tratamentos Térmicos das Ligas Ferrosas (Parte 2) e Termo-Químicos Prof. Me. Dario de Almeida Jané Tratamentos Térmicos Parte 2 - Introdução - - Recozimento - Normalização - Têmpera - Revenido

Leia mais

Noções de Astrofísica e Cosmologia

Noções de Astrofísica e Cosmologia Noções de Astrofísica e Cosmologia 6. O Sol Prof. Pieter Westera pieter.westera@ufabc.edu.br http://professor.ufabc.edu.br/~pieter.westera/astro.html O Sol Estrela Central (Estrela = bola de gás quente

Leia mais

TÓPICOS ESPECIAIS EM FÍSICA - ASTRONOMIA

TÓPICOS ESPECIAIS EM FÍSICA - ASTRONOMIA TÓPICOS ESPECIAIS EM FÍSICA - ASTRONOMIA DADOS DO DOCENTE: Prof. Dr. Sandro Barboza Rembold EMENTA: LATO/DCET/UESC sbrembold@uesc.br Noções de astronomia esférica, gravitação newtoniana, cosmologia newtoniana,

Leia mais

MANUAL DE INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO SISTEMA ALO SOLAR PARA COBERTURA DE PISCINAS MANTA TÉRMICA ALO COVER

MANUAL DE INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO SISTEMA ALO SOLAR PARA COBERTURA DE PISCINAS MANTA TÉRMICA ALO COVER MANUAL DE INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO SISTEMA ALO SOLAR PARA COBERTURA DE PISCINAS MANTA TÉRMICA ALO COVER Parabéns! Você está adquirindo um produto de alta qualidade, especialmente fabricado para auxiliar

Leia mais

A Via Láctea Curso de Extensão Universitária Astronomia: Uma Visão Geral 12 a 17 de janeiro de 2004 Histórico Sec. XVII Galileu: descobriu que a Via-Láctea consistia de uma coleção de estrelas. Sec. XVIII/XIX

Leia mais

O MUNDO QUE VIVEMOS CAPITULO 1 DO VIANELLO E ALVES METEOROLOGIA BÁSICA E APLICAÇÕES

O MUNDO QUE VIVEMOS CAPITULO 1 DO VIANELLO E ALVES METEOROLOGIA BÁSICA E APLICAÇÕES O MUNDO QUE VIVEMOS CAPITULO 1 DO VIANELLO E ALVES METEOROLOGIA BÁSICA E APLICAÇÕES O SOL E O SISTEMA SOLAR SE ENCONTRA NA VIA-LÁCTEA SIMPLES GRAUM DE AREIA ENTRE AS INCONTAVEIS GALÁXIAS DO UNIVERSO VISÍVEL

Leia mais

A Mecânica Quântica nasceu em 1900, com um trabalho de Planck que procurava descrever o espectro contínuo de um corpo negro.

A Mecânica Quântica nasceu em 1900, com um trabalho de Planck que procurava descrever o espectro contínuo de um corpo negro. Radiação de Corpo Negro Uma amostra metálica como, por exemplo, um prego, em qualquer temperatura, emite radiação eletromagnética de todos os comprimentos de onda. Por isso, dizemos que o seu espectro

Leia mais

...uma vez que no espectro de emissão se observam duas riscas brilhantes, na zona do amarelo.

...uma vez que no espectro de emissão se observam duas riscas brilhantes, na zona do amarelo. 1. 1.1. Opção D. Ocorre emissão de radiação quando os electrões transitam de níveis energéticos superiores para níveis energéticos inferiores. A energia dessa radiação está quantificada, sendo igual à

Leia mais

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima

A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima A atmosfera e sua dinâmica: o tempo e o clima - Conceitos e definições (iniciais) importantes: - Atmosfera: camada gasosa que envolve a Terra (78% Nitrogênio, 21% Oxigênio e 1% outros). A camada gasosa

Leia mais