MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS

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1 V I I S E M E A D T R A B A L H O C I E N T Í F I C O G E S T Ã O S O C I O A M B I E N T A L MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS André Gustavo Amadio Rezende Graduando em Administração de Empresas Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Irmã Carolina, 50 ap. 24A Belenzinho São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11) Cassiano Luiz Mecchi Graduando em Administração de Empresas Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Palmares, 156 Brooklin Velho São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11) Fernanda Maria Rocha Soares Graduanda em Administração de Empresas, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Ministro Ferreira Alves, 1031 ap. 41B Pompéia São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11)

2 Resumo Este trabalho expõe os princípios, tendências, instrumentos e papéis referentes às discussões políticas e regulatórias em relação ao meio-ambiente, no âmbito internacional. O ensaio versa a respeito das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente e Desenvolvimento, esclarecendo seus princípios e os papéis dos Estados e da iniciativa privada na consecução dos mesmos. Outros elementos de interesse abordados serão a Agenda 21 e o Protocolo de Kyoto. O conhecimento dos temas escolhidos é essencial à administração ambiental consciente em empresas e outras instituições, independente de seu porte. Eles representam o contexto político-jurídico-ideológico vigente, no qual calca-se o desenvolvimento dos instrumentos de gestão e encontra-se a raiz de tendências seguidas pelo mercado consumidor e pelas próprias empresas. Palavras-chave Gestão Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Temas Globais, Nações Unidas, Rio-92, Agenda 21, Protocolo de Kyoto. 2

3 MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS Introdução Pense globalmente, aja localmente é um dos mais propalados conceitos adotados pelo empresariado a partir da década de 90 e aplicado nas mais diversas indústrias e áreas funcionais. A expressão não foi cunhada, entretanto, por uma multinacional ou um estudioso de Administração. De acordo com o ilustre embaixador brasileiro Lindegren Alves (Lindegren Alves, 2001), o slogan foi lançado por ensejo da Rio-92, formalmente conhecida como United Nations Conference on Environment and Development. O conceito Desenvolvimento Sustentável, igualmente alardeado e tão vivamente adotado por empresas em sua missão e valores, surgiu no relatório do Clube de Roma na década de 70, sob a denominação de ecodesenvolvimento (Romeiro, 1999) e, mais uma vez foi difundido internacionalmente na mesma Rio-92. É relevante, portanto, a influência das questões abordadas em nível público internacional para a realidade das empresas, que vêm demonstrando atenção à questão ambiental em diferentes níveis. A produção e difusão de conhecimentos sobre as origens políticas, jurídicas e ideológicas das tendências de atuação das empresas em relação ao meio-ambiente torna-se, deste modo, evidente necessidade. A apresentação dos instrumentos de gestão ambiental e seus impactos para o mercado, a empresa e suas áreas funcionais deve ser complementada nos centros de ensino de Administração e nas próprias empresas por uma base conceitual. Este ensaio se inicia com a apresentação de seu objetivo, problema de pesquisa e metodologia. A seguir, versa a respeito das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio- Ambiente e Desenvolvimento, esclarecendo seus princípios e os papéis dos Estados e da iniciativa privada na consecução dos mesmos. Outros elementos de interesse abordados serão a Agenda 21 e o Protocolo de Kyoto. Finalmente, será apresentada a conclusão. Problema de Pesquisa e Objetivo A apresentação das principais questões levantadas internacionalmente faz-se necessária não apenas para ilustrar sua magnitude global algo que influencia diretamente as empresas multinacionais mas também para contribuir para a formação de um cenário político-legal que deve ser considerado pelas empresas também em nível local, o que é essencial para o seu planejamento nos níveis estratégico, tático e operacional. Não se pode analisar a questão do meio-ambiente sem antes ter consciência dos seus impactos nas condições de vida do planeta e de que as ações de cada empresa ou governo neste sentido têm impacto mundial. Tendo estes aspectos em mente, o objetivo do presente trabalho é contribuir para a disseminação do conhecimento acerca da formação e configuração atual de discussões de ordem político-jurídico-ideológica sobre meio-ambiente e desenvolvimento sustentável. Acredita-se que, por meio de tal esclarecimento, os gestores e estudiosos de Administração tenham maior consciência acerca do cenário político-legal e seu mecanismo de formação, podendo, assim, articular de maneira mais eficaz a estratégia e os instrumentos de gestão ambiental. Metodologia O presente ensaio foi elaborado a partir de trabalho acadêmico realizado em outubro de Ele foi concebido como sendo de natureza prática e atual, privilegiando a informação 3

4 dos gestores em relação ao contexto e evitando o excesso de formalismo e teoria que, dado o tema, escaparia da esfera da Administração e abarcaria conceitos oriundos principalmente das Relações Internacionais e Direito. É característica essencial para sua consecução, de acordo com o conceito apresentado, a multiplicidade de fontes utilizadas. Foram consultados extensivamente tanto obras de cunho acadêmico, relatórios e documentos oficiais, quanto meios de comunicação impressa e internet portais do governo, de empresas e organizações não governamentais. Foi realizada, em complemento, uma entrevista com um profissional que realizou um projeto relacionado ao Protocolo de Kyoto. A discussão acadêmica em torno do assunto foi acompanhada. Através do Epicentros Seminários de Cultura e Extensão da FEA-USP, no qual o tema Gestão Ambiental nas Empresas foi apresentado e discutido no dia 20 de outubro de 2003 por palestrantes de autoridade no tema, seja através de estudo ou atividade profissional diretamente relacionada. Referencial Teórico Meio-ambiente é o conjunto de recursos providos pelo meio físico e biológico e os aspectos sociais e econômicos que emergem do meio cultural e das atividades humanas, (Furtado, 2003). Os princípios e constatações fundamentais que norteiam as discussões atuais sobre preservação ambiental são advindos da teoria econômica e jurídica, amparadas em diversos campos do conhecimento, da Sociologia e História à Administração. Dentre a multiplicidade de conceitos desenvolvidos nas diversas áreas do conhecimento, foram selecionados os mais relevantes para o escopo deste trabalho, a saber: O meio-ambiente é um bem da coletividade, e os impactos da atividade humana nele são globais. (Constituição da República Federativa do Brasil, 1988; Nações Unidas, 1992). Os recursos ambientais são escassos e o desenvolvimento econômico, bem como a subsistência humana, estão intrinsecamente ligados ao seu consumo. O uso do meioambiente não deve ocorrer se os custos são maiores que os benefícios; a degradação leva à valorização dos recursos restantes, tornando a preservação uma política adequada como forma de conservar um estoque otimizado dos mesmos (Salih, 2003). O crescimento da população, acompanhado de novos padrões de consumo, resulta em quantidades significativas de resíduos e substâncias tóxicas cujo destino é incerto. (Nath, 2003). A situação se afigura particularmente grave nas áreas urbanas e metropolitanas nas quais vive quase metade da população mundial (Nações Unidas, 1998). Um dos avanços mais significativos neste campo conceitual foi o desdobramento e a integração destas três frentes ambiental, econômica e social para a elaboração do conceito de Desenvolvimento Sustentável, conciliando-nas harmonicamente. O conceito surge sob o nome de ecodesenvolvimento no relatório do Clube de Roma (1970) como uma proposição em que se reconhece que o progresso técnico efetivamente relativiza os limites ambientais, mas não os elimina, e que o crescimento econômico é condição necessária, mas não suficiente para a eliminação da pobreza e disparidades sociais. Assim, a proposição de que é necessário e possível intervir e direcionar o processo de desenvolvimento econômico de modo a conciliar eficiência econômica, desejabilidade social e prudência ecológica, passa a ter uma aceitação generalizada. (Romeiro, 1999). 4

5 Alguns pesquisadores, como Spangenberg (2002) adicionam uma quarta dimensão ao Desenvolvimento Sustentável, as instituições, ou seja, as entidades e regras pelas quais a tomada de decisão e implementação políticas são realizadas. O Desenvolvimento Sustentável, portanto, incita um enfoque sistêmico em relação à Gestão Ambiental, considerando em seu escopo a relação indissociável entre o meio ecológico, econômico e social. Cada um dos subsistemas é complexo e inter-relacionado aos demais. Pode-se dizer que a solução para o problema ambiental representa um desafio ainda maior em termos do condicionamento da racionalidade econômica a uma racionalidade que envolve outros valores do que aquele da acumulação de riqueza material: demanda por espaços crescentes para atividades culturais relacionais, sociais e criativas, atividades estas que Adam Smith chamaria de improdutivas, e a maior importância dos valores considerados como femininos, como a sensibilidade e a imaginação, e a convivialidade. (Romeiro, 1999). A respeito da necessidade de difusão dos temas abordados neste trabalho, confirma-a a afirmação de Nath (2003) de que, a ciência e o desenvolvimento tecnológico são ferramentas para o Desenvolvimento Sustentável que devem necessariamente contar com o suporte do que o autor chama de filosofia moral, a ser difundida em todos os níveis de educação e pesquisa. Com relação ao ensino e pesquisa de nível superior, Nath (2003) recomenda que as universidades revisem seu curriculum, a organização e a execução das pesquisas, bem como suas ligações com diferentes setores da sociedade. A recomendação é especialmente válida para os países em desenvolvimento e áreas em que setores como ONGs, comunidades locais, pequenas empresas e outros têm papel ativo na promoção do Desenvolvimento Sustentável. A multidisciplinaridade é aspecto considerado relevante para a consecução de tais objetivos.. 1- Das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente Do Papel da ONU e dos Estados A cada dez anos, são realizadas as Conferências das Nações Unidas sobre o Meio- Ambiente Humano, em que o Desenvolvimento Sustentável global entra em pauta a partir de 1992 tendo impacto em Conferências posteriores a respeito de Direitos Humanos, Desenvolvimento, Assentamentos Humanos e outros 1. Neste contexto, a respeito do papel dos governos assinale-se o apresentado no Parágrafo 6 do Programa de Ação de Copenhague 2 : As atividades econômicas pelas quais os indivíduos manifestam sua iniciativa e criatividade e que incrementam a riqueza das comunidades são base essencial do progresso social. Entretanto, o progresso social não se realizará apenas pela livre interação das forças do mercado. Há necessidades de políticas públicas para corrigir falhas do mercado, complementar mecanismos de mercado, manter a estabilidade social e criar um ambiente econômico nacional e internacional que promova o crescimento sustentável em escala global. Apesar dos esforços despendidos em inúmeras reuniões e debates travados sobre propostas e resoluções, metas e indicadores, os resultados destas conferências ocorrem em nível mais conceitual do que prático. (Romeiro, 1999). As polêmicas e as dificuldades são resultado direto do fato de que o impacto ambiental não se restringe a níveis locais ou a fronteiras nacionais. Tal universalidade, que não se atém a particularismos e, na linguagem da ONU, não deixa dúvida, é um dos aspectos-chave dos temas globais que vêm sendo 1 Conferência de Viena sobre Direitos Humanos, 1993; Conferência de Desenvolvimento Social de Copenhague, 1996; Conferência de Istanbul sobre Assentamentos Humanos, Habitat-II, Assinado na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social de Copenhague, promovida pelas Nações Unidas em 1996 sob moldes semelhantes aos da Rio-92. 5

6 amplamente discutidos na década de 90. (Lindegreen Alves, 2001). Este é um dos fatores responsáveis pela criação de uma polarização entre os países desenvolvidos que agridem mais o meio-ambiente e os países subdesenvolvidos em torno da degradação ecológica, social e dos interesses econômicos. As resistências às normas ambientais mais rígidas manifestam-se nas conferências e organizações internacionais, nas quais os representantes dos governos dos países desenvolvidos protelam ou recusam a assinatura de tratados e protocolos, alegando prejuízos para suas economias nacionais. No prefácio da Agenda 21, Maurice Strong (Nações Unidas, 1992) alerta que países industriais continuam a ser viciados aos padrões de produção que vêm tão largamente produzindo os maiores riscos ao meio-ambiente global. Os governantes dos países subdesenvolvidos, por sua vez, encaram com reservas a regulamentação devido ao temor de que estes instrumentos venham a ameaçar sua soberania nacional e direito de autodeterminação. Este fato é especialmente válido ao considerar-se que o conceito de Desenvolvimento Sustentável engloba questões polêmicas relativas aos Direitos Humanos. Tais focos de resistência vão além da questão ambiental e comprometem o desenvolvimento global e sustentabilidade, fato que pode ser evidenciado pelo nãocumprimento da resolução das Nações Unidas sobre o destino anual de 0,7% de seus PIBs como ajuda ao desenvolvimento dos países pobres e tampouco da fórmula 20/20, segundo a qual 20% da ajuda oficial dos países doadores e 20% do orçamento dos países recipientes devem ser alocados em programas sociais básicos. (Lindegren Alves, 2001). Não obstante os entraves para que as discussões das Conferências sobre Meio-Ambiente revertam-se em avanços concretos serem constantes ao longo dos últimos trinta anos, o foco dessas mesmas discussões altera-se a cada década. Na Conferência de Estocolmo (1972), a discussão teve como foco a proteção e regulamentação fitossanitária. Em 1982, estavam em pauta pobreza, saúde e saneamento básico. A Rio-92 abriu palco para a discussão de Desenvolvimento Sustentável e também tratou da questão da poluição e da redação de protocolos internacionais a respeito da mesma. Finalmente a Conferência de Johannesburgo (2002) aprofundou-se no tema do Desenvolvimento Sustentável, consolidando os conceitos e avaliando os resultados obtidos desde o encontro anterior. Do Papel da Iniciativa Privada Como assinala Lindegren Alves (2001), no mundo pós-guerra Fria, mais claramente globalizado pela ação das empresas transacionais e do capital financeiro, além de supostamente desideologizado, tornou-se fácil e, até, imperativo admitir que o Estado tem capacidades limitadas. Dá-se que, desta maneira, as decisões estatais são reconhecidamente pautadas por mobilizações e pressões internas e externas advindas da sociedade civil, encaradas com naturalidade. Os atores políticos nacionais e internacionais são assumidamente múltiplos e multifacetados. Observa-se que as empresas são parte integrante não apenas dos esforços de implantação das orientações e diretivas das declarações e convenções firmadas, mas também agentes influentes nas posições a serem adotadas pelos representantes de seus governos. A questão é complexa, uma vez que não raro se atribui a elas o crescimento de padrões de produção e consumo insustentáveis. Barber (2003) apresenta uma lista dos obstáculos produzida pelo ICSPAC (International Coalition for Sustainable Production and Consumption) por ocasião da Conferência sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento em Johannesburgo (2002), dos quais destacam-se os seguintes pontos: - Contínua promoção do consumerismo pela mídia de massa e publicidade. 6

7 - Erosão da accountability pelas corporações. - Influência política das indústrias cujos lucros dependem do consumo insustentável. - Relutância política de organizações governamentais e intergovernamentais em criticar e atuar diretamente em casos nas quais a indústria tem papel e influência negativas em relação ao meio-ambiente. - Falta de conhecimento das forças responsáveis pela produção e consumo irresponsáveis. - Falta de conhecimento público public awareness do Desenvolvimento Sustentável como uma alternativa. - Quando há conhecimento, a crença de que o consumo sustentável significa uma redução nos padrões de vida, ao invés de sua melhoria. Em relação à organização das conferências, grande avanço deu-se em Johannesburgo, em 2002, na qual a indústria da publicidade cuja parte dos investimentos é direcionada para minimizar a regulamentação através de lobby político foi convidada a participar como um parceiro em promover padrões de consumo sustentáveis, em uma discussão que rompeu com o tabu (Barber, 2003). Romeiro (1999) assinala que, de modo crescente, as relações entre instituições e organizações (firmas) tenham como referência um novo quadro de valores culturais que passa a condicionar cada vez mais a competição econômica na busca de oportunidades de ganho. No entanto, para que uma nova trajetória tecnológica ecologicamente sustentável substitua a atual, é preciso que essa evolução da consciência ambiental se aprofunde ainda mais pois, como já foi mencionado, o que está em jogo é uma mudança de estilo de vida de caráter civilizatório. Em direção à referida mudança cultural, deve-se destacar o papel positivo que as pressões da sociedade civil por uma produção mais limpa vêm realizando nas conferências das Nações Unidas, notadamente através das ONGs. Durante toda a década de 90, elas compareceram em peso e realizaram fóruns paralelos a todos os encontros e tiveram a oportunidade de participar como ouvintes e mesmo agentes ativos das reuniões oficiais entre os representantes dos Estados. No sistema de mensuração de eficácia da implantação das políticas ambientais da Agenda 21, Spagenberg (2002), propõe-se que, para garantir o poder de atuação das ONGs, além das declarações e oportunidade de participação política, considera-se os financiamentos por elas recebidos em relação aos subsídios totais dos governos. A atuação das ONGs não se restringe aos governos, tendo também impactos na organização e fiscalização das empresas. Esta atuação se manifesta na forma de manifestos e protestos, mas também no estabelecimento de parcerias. A aproximação empresa - ONG foi assinalada por autores como James Austin (Austin, XXX), sob a forma de parcerias em níveis crescentes de envolvimento e comprometimento, que contribuem diretamente para projetos de desenvolvimento sustentável junto a comunidades tradicionais. 2- Da Agenda 21 A Agenda 21 é um programa de ação baseado num documento que objetiva promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Rio-92. É importante destacar que a Conferência do Rio, em contraste com a Conferência de Estocolmo de 1972, orientou-se para o desenvolvimento, e que a Agenda 21 não é uma 7

8 Agenda Ambiental e sim uma Agenda de Desenvolvimento Sustentável na qual, evidentemente, o meio ambiente é uma consideração de primeira ordem. A Agenda considera, dentre outras, questões estratégicas ligadas à geração de emprego e de renda; à diminuição das disparidades regionais e interpessoais de renda; às mudanças nos padrões de produção e consumo; à construção de cidades sustentáveis; à adoção de novos modelos e instrumentos de gestão. A preocupação a Agenda 21 com estes temas é enfatizada por Mestrum (2003), que destaca passagens sobre a pobreza ( um problema complexo e multidimensional, nas palavras do documento), sobre a globalização ( a maioria dos países não se beneficiou integralmente das oportunidades de globalização ) e as diversas referências a minorias e grupos vulneráveis, enfatizando os direitos das mulheres, crianças e indígenas. A análise é o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser feitas dentro de uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e políticoinstitucional. Em outras palavras, o esforço de planejar o futuro, com base nos princípios de Agenda 21, gera produtos concretos, exeqüíveis e mensuráveis derivados de compromissos pactuados entre todos os atores, fator esse, que garante a sustentabilidade dos resultados. O ambiente deixa de ser visto apenas como um provedor de recursos e depósito dos resíduos, mas um substrato sem o qual a subsistência faz-se impossível. Agenda 21 Local A Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que analisa a situação atual de um país, Estado, município e/ou região, e planeja o futuro de forma sustentável. Esse processo de planejamento deve envolver todos os atores sociais na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a curto, médio e longo prazos. O Capítulo 28 da Agenda 21 (Nações Unidas, 1992) afirma que autoridades locais constroem, operam e mantêm infra-estruturas econômicas, sociais e ambientais, têm uma perspectiva dos processos de planejamento, estabelecem políticas e regulamentações ambientais locais e assistem na implantação de políticas ambientais nacionais e subnacionais. A transição da agenda global para planos locais de implementação é um ponto extremamente importante, que vem imposto aos países uma série de esforços de adaptação às suas realidades político-econômicas e sociais. Em referência a Lafferty e Eckenberg, Alberti (2000) esclarece que os autores identificam dois fatores-chave para a capacidade de implementação de uma Agenda 21 Local, a saber, autonomia local e a tradição de política ambiental estabelecida. De Roo, a respeito da obra de O'Riordan e Voisey (2000), ressalta a afirmação de que não há formato pré-definido para a transição rumo à sustentabilidade. A escolha dos seis temas centrais da Agenda 21 Brasileira foi feita de forma a abarcar a complexidade do país, dos estados, municípios e regiões dentro do conceito da sustentabilidade ampliada. Deve-se assinalar que o país (Romeiro, 1999) é caso notório em que o mero crescimento econômico não representa necessariamente desenvolvimento social ou ecológico. Esta constatação, somada ao grande peso do Brasil como fornecedor e utilizador de recursos naturais e os problemas que isto suscitou ao longo de décadas, faz a adoção de uma Agenda 21 Local uma prioridade a ser articulada em conjunto com a Política Nacional de Meio Ambiente. Para a Agenda 21 Brasileira, foram delimitados os seguintes temas: - Agricultura Sustentável - Cidades Sustentáveis - Infra-estrutura e Integração Regional - Gestão dos Recursos Naturais 8

9 - Redução das Desigualdades Sociais - Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável. 3- Do Protocolo de Kyoto O Protocolo de Kyoto é um instrumento para implementar a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Seu objetivo é fazer com que os países industrializados reduzam e controlem até 2012 as emissões de gases que causam o efeito estufa em aproximadamente 5% abaixo dos níveis registrados em países membros firmaram e 46 países membros ratificaram o Protocolo em 11 de dezembro de 2001, sendo quase todos países em desenvolvimento. Entretanto, ainda há uma importante barreira para que o Protocolo entre em vigor: para tal, é necessário conseguir um número suficiente de ratificações dos principais emissores de CO2, visando o comprometimento dos responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais. Alguns países desenvolvidos em especial os Estados Unidos recusam-se a ratificar o acordo, de modo que esta condição ainda não foi cumprida. A questão da energia é bastante politizada, particularmente naquele país. O impasse se agrava entre aqueles que consideram energia barata um requisito para o desenvolvimento econômico e outros que advogam o aumento dos preços de energia para encorajar sua utilização mais eficiente e menos poluição. Contribuindo para a polêmica está a resistência de economistas renomados em aceitar que os sistemas econômicos presentes dependem do meioambiente. (Wijkman, 1999). Importante ressaltar, no entanto, que os países assumiram diferentes metas percentuais dentro da meta global combinada. As partes do Protocolo de Kyoto poderão reduzir as suas emissões em nível doméstico e/ou terão a possibilidade de aproveitar os chamados "mecanismos flexíveis" (Comércio de Emissões, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e a Implementação Conjunta). Esses mecanismos servirão também para abater as metas de carbono absorvidas nos chamados "sorvedouros", tais como florestas e terras agrícolas. Os países que não conseguirem cumprir as suas metas estarão sujeitos a penalidades. Os países terão de mostrar "progresso evidente" no cumprimento de suas metas até Considerando o tempo preciso para que a legislação seja implementada, é importante que os Estados atuem de forma rápida para que o protocolo entre em vigor. O Protocolo de Kyoto não possui novos compromissos para os países em desenvolvimento além daqueles estabelecidos na Convenção sobre o Clima das Nações Unidas de Isto está de acordo com a Convenção, para a qual os países industrializados - os principais responsáveis pelas emissões que causam o aquecimento global - devem ser os primeiros a tomar medidas para controlar suas emissões. Para avaliar-se o impacto do Protocolo de Kyoto ainda nesta fase de discussões e sem a assinatura de alguns países, o exame de um caso real pode ser bastante proveitoso. A empresa colombiana Hidromiel S.A., de capital misto público e privado, atua no setor de engenharia fazendo projetos de grande porte, principalmente hidrelétricos. A ratificação do Protocolo de Kyoto teve implicações para o planejamento da empresa, que foram investigadas para a realização deste trabalho através da entrevista com um administrador envolvido nas atividades. Algumas das conclusões mais relevantes: O Protocolo de Kyoto traria mais uma oportunidade de expansão dos negócios da empresa. Na realidade, o negócio da Hidromiel é o meio-ambiente, ou seja, utilizar o meio ambiente para produzir benefícios para a sociedade. 9

10 Para a empresa, a questão de impacto ambiental nos projetos era crucial e na maioria das vezes significava o seu sucesso ou fracasso. Na realidade, um fracasso, um projeto mal-sucedido, poderia significar uma séria crise para a empresa por ter sua imagem abalada. Em relação ao Protocolo, não se sabia muito e se via mais como uma maneira nova para conseguir novos financiamentos para os projetos. As empresas de países em desenvolvimento veriam Kyoto mais como uma oportunidade de investimentos de capital externo nestes países, como sugere o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo. Conclusão Em auspiciosa metáfora, Bourdieu (1998) afirma que o Estado e a sociedade civil são como a mão direita e a mão esquerda, promovendo, em conjunto articulado, o progresso dos povos. O recurso à parceria ampla, envolvendo todos os atores, como saída para impasses enfrentados na era dos temas globais é uma idéia de mérito, que configura-se como a alternativa de superação mais coerente para os impasses ambientais e sociais do liberalismo econômico. Para que as esperanças das grandes conferências internacionais frutifiquem será imprescindível que, em algum momento, no âmbito internacional e nas jurisdições domésticas, as duas mãos do Estado e da sociedade de alguma forma se articulem. Sob a égide da atuação da sociedade, as empresas têm papel significativo ao lado de instituições tradicionais, comunitárias e de ensino, bem como de ONGs. Os nobres princípios de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável que devem ser e já o são em muitos casos adotados em nível estratégico, tático e operacional não devem valer-se de justificativas incompletas e vagas que versam sobre pressões de mercado ou exigências regulatórias. O conhecimento dos referidos princípios não deve restringir-se aos gestores responsáveis com a articulação com o governo, ao cumprimento cego da legislação em vigor ou ao simples seguimento de uma tendência de mercado. As preocupações ambientais devem impor-se por um conhecimento consciente e não por temor de sanções internas e externas à nãoconformidade, apoiando-se em uma base conceitual e prática para a qual este ensaio busca contribuir. Referencial Bibliográfico AUSTIN, James. Parcerias- Fundação e Benefícios para o 3º Setor. Editora Futura.Fundação Peter Druker, São Paulo, BARBER, Jeffrey. Production, Consumption and the World Summit on Sustainable Development. Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 63 BOURDIEU, Pierre. Contrafogos táticas para enfrentar a invasão neoliberal, trad. Lucy Magalhães, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, DE ROO, Gert. The Transition to Sustainability: The Politics of Agenda 21 in Europe. American Planning Association. Journal of the American Planning Association. Chicago: Spring Vol. 66, Iss. 2; pg

11 FURTADO, João Salvador. Visão Geral da Gestão Socioambiental. Seminário de Cultura e Extensão da FEA USP, São Paulo, LINDEGREEN ALVES, José Augusto. Relações Internacionais e Temas Sociais A Década das Conferências. Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, Brasília, 2001 MESTRUM, Francine. Poverty Reduction and Sustainable Development Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 41 NARDELLI, Aurea Maria Brandi. Questão Ambiental: Riscos e Oportunidades às Organizações. II Curso de Introdução ao Sistema de Gerenciamento Ambiental, Viçosa, 1999 NATH, Bhaskar. Education for Sustainable Development: The Johannesburg Summit and Beyond. Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 231 PRATT, Lawrence. Hacia un Replanteamiento de la Relación Sector Privado-Medio Ambiente em América Latina. Documento para el Seminario Nueva visión para la Sostenibilidad: el Sector Privado y el Medio Ambiente Nova Orleáns, Louisiana, 2000 RATTNER, Henrique. Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: O Mundo na Encruzilhada da História. Seminário de Cultura e Extensão da FEA USP, São Paulo, ROMEIRO, Ademar R. Desenvolvimento Sustentável e Mudança Institucional: notas preliminares. Texto para discussão, IE/UNICAMP, Campinas, n.68, 1999 SALIH, Thamir M. Sustainable economic development and the environment International Journal of Social Economics. Bradford: Vol. 30, Iss. 1/2; p. 153 SPANGENBERG, Joachim H. Institutional sustainability indicators: an analysis of the institutions in Agenda 21 and a draft set of indicators for monitoring their effectivity Sustainable Development. Chichester: May Vol. 10, Iss. 2; p. 103 UNITED NATIONS, A guide to Agenda 21 a global partnership. Genebra, Unced, mar Report of the United Nations Conference on Environment and Development (documento A/CONF>151/26), Report of the World Summit on Social Development (documento A/CONF.166/9), 1995 WIJKMAN, Anders. Sustainable development requires integrated approaches.. Policy Sciences. Amsterdam: Dec Vol. 32, Iss. 4; pg

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