MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS"

Transcrição

1 V I I S E M E A D T R A B A L H O C I E N T Í F I C O G E S T Ã O S O C I O A M B I E N T A L MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS André Gustavo Amadio Rezende Graduando em Administração de Empresas Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Irmã Carolina, 50 ap. 24A Belenzinho São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11) Cassiano Luiz Mecchi Graduando em Administração de Empresas Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Palmares, 156 Brooklin Velho São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11) Fernanda Maria Rocha Soares Graduanda em Administração de Empresas, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo R. Ministro Ferreira Alves, 1031 ap. 41B Pompéia São Paulo/SP CEP Tel: (11) ou (11)

2 Resumo Este trabalho expõe os princípios, tendências, instrumentos e papéis referentes às discussões políticas e regulatórias em relação ao meio-ambiente, no âmbito internacional. O ensaio versa a respeito das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente e Desenvolvimento, esclarecendo seus princípios e os papéis dos Estados e da iniciativa privada na consecução dos mesmos. Outros elementos de interesse abordados serão a Agenda 21 e o Protocolo de Kyoto. O conhecimento dos temas escolhidos é essencial à administração ambiental consciente em empresas e outras instituições, independente de seu porte. Eles representam o contexto político-jurídico-ideológico vigente, no qual calca-se o desenvolvimento dos instrumentos de gestão e encontra-se a raiz de tendências seguidas pelo mercado consumidor e pelas próprias empresas. Palavras-chave Gestão Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Temas Globais, Nações Unidas, Rio-92, Agenda 21, Protocolo de Kyoto. 2

3 MEIO-AMBIENTE: DISCUSSÕES E TENDÊNCIAS DA POLÍTICA ÀS EMPRESAS Introdução Pense globalmente, aja localmente é um dos mais propalados conceitos adotados pelo empresariado a partir da década de 90 e aplicado nas mais diversas indústrias e áreas funcionais. A expressão não foi cunhada, entretanto, por uma multinacional ou um estudioso de Administração. De acordo com o ilustre embaixador brasileiro Lindegren Alves (Lindegren Alves, 2001), o slogan foi lançado por ensejo da Rio-92, formalmente conhecida como United Nations Conference on Environment and Development. O conceito Desenvolvimento Sustentável, igualmente alardeado e tão vivamente adotado por empresas em sua missão e valores, surgiu no relatório do Clube de Roma na década de 70, sob a denominação de ecodesenvolvimento (Romeiro, 1999) e, mais uma vez foi difundido internacionalmente na mesma Rio-92. É relevante, portanto, a influência das questões abordadas em nível público internacional para a realidade das empresas, que vêm demonstrando atenção à questão ambiental em diferentes níveis. A produção e difusão de conhecimentos sobre as origens políticas, jurídicas e ideológicas das tendências de atuação das empresas em relação ao meio-ambiente torna-se, deste modo, evidente necessidade. A apresentação dos instrumentos de gestão ambiental e seus impactos para o mercado, a empresa e suas áreas funcionais deve ser complementada nos centros de ensino de Administração e nas próprias empresas por uma base conceitual. Este ensaio se inicia com a apresentação de seu objetivo, problema de pesquisa e metodologia. A seguir, versa a respeito das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio- Ambiente e Desenvolvimento, esclarecendo seus princípios e os papéis dos Estados e da iniciativa privada na consecução dos mesmos. Outros elementos de interesse abordados serão a Agenda 21 e o Protocolo de Kyoto. Finalmente, será apresentada a conclusão. Problema de Pesquisa e Objetivo A apresentação das principais questões levantadas internacionalmente faz-se necessária não apenas para ilustrar sua magnitude global algo que influencia diretamente as empresas multinacionais mas também para contribuir para a formação de um cenário político-legal que deve ser considerado pelas empresas também em nível local, o que é essencial para o seu planejamento nos níveis estratégico, tático e operacional. Não se pode analisar a questão do meio-ambiente sem antes ter consciência dos seus impactos nas condições de vida do planeta e de que as ações de cada empresa ou governo neste sentido têm impacto mundial. Tendo estes aspectos em mente, o objetivo do presente trabalho é contribuir para a disseminação do conhecimento acerca da formação e configuração atual de discussões de ordem político-jurídico-ideológica sobre meio-ambiente e desenvolvimento sustentável. Acredita-se que, por meio de tal esclarecimento, os gestores e estudiosos de Administração tenham maior consciência acerca do cenário político-legal e seu mecanismo de formação, podendo, assim, articular de maneira mais eficaz a estratégia e os instrumentos de gestão ambiental. Metodologia O presente ensaio foi elaborado a partir de trabalho acadêmico realizado em outubro de Ele foi concebido como sendo de natureza prática e atual, privilegiando a informação 3

4 dos gestores em relação ao contexto e evitando o excesso de formalismo e teoria que, dado o tema, escaparia da esfera da Administração e abarcaria conceitos oriundos principalmente das Relações Internacionais e Direito. É característica essencial para sua consecução, de acordo com o conceito apresentado, a multiplicidade de fontes utilizadas. Foram consultados extensivamente tanto obras de cunho acadêmico, relatórios e documentos oficiais, quanto meios de comunicação impressa e internet portais do governo, de empresas e organizações não governamentais. Foi realizada, em complemento, uma entrevista com um profissional que realizou um projeto relacionado ao Protocolo de Kyoto. A discussão acadêmica em torno do assunto foi acompanhada. Através do Epicentros Seminários de Cultura e Extensão da FEA-USP, no qual o tema Gestão Ambiental nas Empresas foi apresentado e discutido no dia 20 de outubro de 2003 por palestrantes de autoridade no tema, seja através de estudo ou atividade profissional diretamente relacionada. Referencial Teórico Meio-ambiente é o conjunto de recursos providos pelo meio físico e biológico e os aspectos sociais e econômicos que emergem do meio cultural e das atividades humanas, (Furtado, 2003). Os princípios e constatações fundamentais que norteiam as discussões atuais sobre preservação ambiental são advindos da teoria econômica e jurídica, amparadas em diversos campos do conhecimento, da Sociologia e História à Administração. Dentre a multiplicidade de conceitos desenvolvidos nas diversas áreas do conhecimento, foram selecionados os mais relevantes para o escopo deste trabalho, a saber: O meio-ambiente é um bem da coletividade, e os impactos da atividade humana nele são globais. (Constituição da República Federativa do Brasil, 1988; Nações Unidas, 1992). Os recursos ambientais são escassos e o desenvolvimento econômico, bem como a subsistência humana, estão intrinsecamente ligados ao seu consumo. O uso do meioambiente não deve ocorrer se os custos são maiores que os benefícios; a degradação leva à valorização dos recursos restantes, tornando a preservação uma política adequada como forma de conservar um estoque otimizado dos mesmos (Salih, 2003). O crescimento da população, acompanhado de novos padrões de consumo, resulta em quantidades significativas de resíduos e substâncias tóxicas cujo destino é incerto. (Nath, 2003). A situação se afigura particularmente grave nas áreas urbanas e metropolitanas nas quais vive quase metade da população mundial (Nações Unidas, 1998). Um dos avanços mais significativos neste campo conceitual foi o desdobramento e a integração destas três frentes ambiental, econômica e social para a elaboração do conceito de Desenvolvimento Sustentável, conciliando-nas harmonicamente. O conceito surge sob o nome de ecodesenvolvimento no relatório do Clube de Roma (1970) como uma proposição em que se reconhece que o progresso técnico efetivamente relativiza os limites ambientais, mas não os elimina, e que o crescimento econômico é condição necessária, mas não suficiente para a eliminação da pobreza e disparidades sociais. Assim, a proposição de que é necessário e possível intervir e direcionar o processo de desenvolvimento econômico de modo a conciliar eficiência econômica, desejabilidade social e prudência ecológica, passa a ter uma aceitação generalizada. (Romeiro, 1999). 4

5 Alguns pesquisadores, como Spangenberg (2002) adicionam uma quarta dimensão ao Desenvolvimento Sustentável, as instituições, ou seja, as entidades e regras pelas quais a tomada de decisão e implementação políticas são realizadas. O Desenvolvimento Sustentável, portanto, incita um enfoque sistêmico em relação à Gestão Ambiental, considerando em seu escopo a relação indissociável entre o meio ecológico, econômico e social. Cada um dos subsistemas é complexo e inter-relacionado aos demais. Pode-se dizer que a solução para o problema ambiental representa um desafio ainda maior em termos do condicionamento da racionalidade econômica a uma racionalidade que envolve outros valores do que aquele da acumulação de riqueza material: demanda por espaços crescentes para atividades culturais relacionais, sociais e criativas, atividades estas que Adam Smith chamaria de improdutivas, e a maior importância dos valores considerados como femininos, como a sensibilidade e a imaginação, e a convivialidade. (Romeiro, 1999). A respeito da necessidade de difusão dos temas abordados neste trabalho, confirma-a a afirmação de Nath (2003) de que, a ciência e o desenvolvimento tecnológico são ferramentas para o Desenvolvimento Sustentável que devem necessariamente contar com o suporte do que o autor chama de filosofia moral, a ser difundida em todos os níveis de educação e pesquisa. Com relação ao ensino e pesquisa de nível superior, Nath (2003) recomenda que as universidades revisem seu curriculum, a organização e a execução das pesquisas, bem como suas ligações com diferentes setores da sociedade. A recomendação é especialmente válida para os países em desenvolvimento e áreas em que setores como ONGs, comunidades locais, pequenas empresas e outros têm papel ativo na promoção do Desenvolvimento Sustentável. A multidisciplinaridade é aspecto considerado relevante para a consecução de tais objetivos.. 1- Das Conferências das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente Do Papel da ONU e dos Estados A cada dez anos, são realizadas as Conferências das Nações Unidas sobre o Meio- Ambiente Humano, em que o Desenvolvimento Sustentável global entra em pauta a partir de 1992 tendo impacto em Conferências posteriores a respeito de Direitos Humanos, Desenvolvimento, Assentamentos Humanos e outros 1. Neste contexto, a respeito do papel dos governos assinale-se o apresentado no Parágrafo 6 do Programa de Ação de Copenhague 2 : As atividades econômicas pelas quais os indivíduos manifestam sua iniciativa e criatividade e que incrementam a riqueza das comunidades são base essencial do progresso social. Entretanto, o progresso social não se realizará apenas pela livre interação das forças do mercado. Há necessidades de políticas públicas para corrigir falhas do mercado, complementar mecanismos de mercado, manter a estabilidade social e criar um ambiente econômico nacional e internacional que promova o crescimento sustentável em escala global. Apesar dos esforços despendidos em inúmeras reuniões e debates travados sobre propostas e resoluções, metas e indicadores, os resultados destas conferências ocorrem em nível mais conceitual do que prático. (Romeiro, 1999). As polêmicas e as dificuldades são resultado direto do fato de que o impacto ambiental não se restringe a níveis locais ou a fronteiras nacionais. Tal universalidade, que não se atém a particularismos e, na linguagem da ONU, não deixa dúvida, é um dos aspectos-chave dos temas globais que vêm sendo 1 Conferência de Viena sobre Direitos Humanos, 1993; Conferência de Desenvolvimento Social de Copenhague, 1996; Conferência de Istanbul sobre Assentamentos Humanos, Habitat-II, Assinado na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social de Copenhague, promovida pelas Nações Unidas em 1996 sob moldes semelhantes aos da Rio-92. 5

6 amplamente discutidos na década de 90. (Lindegreen Alves, 2001). Este é um dos fatores responsáveis pela criação de uma polarização entre os países desenvolvidos que agridem mais o meio-ambiente e os países subdesenvolvidos em torno da degradação ecológica, social e dos interesses econômicos. As resistências às normas ambientais mais rígidas manifestam-se nas conferências e organizações internacionais, nas quais os representantes dos governos dos países desenvolvidos protelam ou recusam a assinatura de tratados e protocolos, alegando prejuízos para suas economias nacionais. No prefácio da Agenda 21, Maurice Strong (Nações Unidas, 1992) alerta que países industriais continuam a ser viciados aos padrões de produção que vêm tão largamente produzindo os maiores riscos ao meio-ambiente global. Os governantes dos países subdesenvolvidos, por sua vez, encaram com reservas a regulamentação devido ao temor de que estes instrumentos venham a ameaçar sua soberania nacional e direito de autodeterminação. Este fato é especialmente válido ao considerar-se que o conceito de Desenvolvimento Sustentável engloba questões polêmicas relativas aos Direitos Humanos. Tais focos de resistência vão além da questão ambiental e comprometem o desenvolvimento global e sustentabilidade, fato que pode ser evidenciado pelo nãocumprimento da resolução das Nações Unidas sobre o destino anual de 0,7% de seus PIBs como ajuda ao desenvolvimento dos países pobres e tampouco da fórmula 20/20, segundo a qual 20% da ajuda oficial dos países doadores e 20% do orçamento dos países recipientes devem ser alocados em programas sociais básicos. (Lindegren Alves, 2001). Não obstante os entraves para que as discussões das Conferências sobre Meio-Ambiente revertam-se em avanços concretos serem constantes ao longo dos últimos trinta anos, o foco dessas mesmas discussões altera-se a cada década. Na Conferência de Estocolmo (1972), a discussão teve como foco a proteção e regulamentação fitossanitária. Em 1982, estavam em pauta pobreza, saúde e saneamento básico. A Rio-92 abriu palco para a discussão de Desenvolvimento Sustentável e também tratou da questão da poluição e da redação de protocolos internacionais a respeito da mesma. Finalmente a Conferência de Johannesburgo (2002) aprofundou-se no tema do Desenvolvimento Sustentável, consolidando os conceitos e avaliando os resultados obtidos desde o encontro anterior. Do Papel da Iniciativa Privada Como assinala Lindegren Alves (2001), no mundo pós-guerra Fria, mais claramente globalizado pela ação das empresas transacionais e do capital financeiro, além de supostamente desideologizado, tornou-se fácil e, até, imperativo admitir que o Estado tem capacidades limitadas. Dá-se que, desta maneira, as decisões estatais são reconhecidamente pautadas por mobilizações e pressões internas e externas advindas da sociedade civil, encaradas com naturalidade. Os atores políticos nacionais e internacionais são assumidamente múltiplos e multifacetados. Observa-se que as empresas são parte integrante não apenas dos esforços de implantação das orientações e diretivas das declarações e convenções firmadas, mas também agentes influentes nas posições a serem adotadas pelos representantes de seus governos. A questão é complexa, uma vez que não raro se atribui a elas o crescimento de padrões de produção e consumo insustentáveis. Barber (2003) apresenta uma lista dos obstáculos produzida pelo ICSPAC (International Coalition for Sustainable Production and Consumption) por ocasião da Conferência sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento em Johannesburgo (2002), dos quais destacam-se os seguintes pontos: - Contínua promoção do consumerismo pela mídia de massa e publicidade. 6

7 - Erosão da accountability pelas corporações. - Influência política das indústrias cujos lucros dependem do consumo insustentável. - Relutância política de organizações governamentais e intergovernamentais em criticar e atuar diretamente em casos nas quais a indústria tem papel e influência negativas em relação ao meio-ambiente. - Falta de conhecimento das forças responsáveis pela produção e consumo irresponsáveis. - Falta de conhecimento público public awareness do Desenvolvimento Sustentável como uma alternativa. - Quando há conhecimento, a crença de que o consumo sustentável significa uma redução nos padrões de vida, ao invés de sua melhoria. Em relação à organização das conferências, grande avanço deu-se em Johannesburgo, em 2002, na qual a indústria da publicidade cuja parte dos investimentos é direcionada para minimizar a regulamentação através de lobby político foi convidada a participar como um parceiro em promover padrões de consumo sustentáveis, em uma discussão que rompeu com o tabu (Barber, 2003). Romeiro (1999) assinala que, de modo crescente, as relações entre instituições e organizações (firmas) tenham como referência um novo quadro de valores culturais que passa a condicionar cada vez mais a competição econômica na busca de oportunidades de ganho. No entanto, para que uma nova trajetória tecnológica ecologicamente sustentável substitua a atual, é preciso que essa evolução da consciência ambiental se aprofunde ainda mais pois, como já foi mencionado, o que está em jogo é uma mudança de estilo de vida de caráter civilizatório. Em direção à referida mudança cultural, deve-se destacar o papel positivo que as pressões da sociedade civil por uma produção mais limpa vêm realizando nas conferências das Nações Unidas, notadamente através das ONGs. Durante toda a década de 90, elas compareceram em peso e realizaram fóruns paralelos a todos os encontros e tiveram a oportunidade de participar como ouvintes e mesmo agentes ativos das reuniões oficiais entre os representantes dos Estados. No sistema de mensuração de eficácia da implantação das políticas ambientais da Agenda 21, Spagenberg (2002), propõe-se que, para garantir o poder de atuação das ONGs, além das declarações e oportunidade de participação política, considera-se os financiamentos por elas recebidos em relação aos subsídios totais dos governos. A atuação das ONGs não se restringe aos governos, tendo também impactos na organização e fiscalização das empresas. Esta atuação se manifesta na forma de manifestos e protestos, mas também no estabelecimento de parcerias. A aproximação empresa - ONG foi assinalada por autores como James Austin (Austin, XXX), sob a forma de parcerias em níveis crescentes de envolvimento e comprometimento, que contribuem diretamente para projetos de desenvolvimento sustentável junto a comunidades tradicionais. 2- Da Agenda 21 A Agenda 21 é um programa de ação baseado num documento que objetiva promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Rio-92. É importante destacar que a Conferência do Rio, em contraste com a Conferência de Estocolmo de 1972, orientou-se para o desenvolvimento, e que a Agenda 21 não é uma 7

8 Agenda Ambiental e sim uma Agenda de Desenvolvimento Sustentável na qual, evidentemente, o meio ambiente é uma consideração de primeira ordem. A Agenda considera, dentre outras, questões estratégicas ligadas à geração de emprego e de renda; à diminuição das disparidades regionais e interpessoais de renda; às mudanças nos padrões de produção e consumo; à construção de cidades sustentáveis; à adoção de novos modelos e instrumentos de gestão. A preocupação a Agenda 21 com estes temas é enfatizada por Mestrum (2003), que destaca passagens sobre a pobreza ( um problema complexo e multidimensional, nas palavras do documento), sobre a globalização ( a maioria dos países não se beneficiou integralmente das oportunidades de globalização ) e as diversas referências a minorias e grupos vulneráveis, enfatizando os direitos das mulheres, crianças e indígenas. A análise é o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser feitas dentro de uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica, social, ambiental e políticoinstitucional. Em outras palavras, o esforço de planejar o futuro, com base nos princípios de Agenda 21, gera produtos concretos, exeqüíveis e mensuráveis derivados de compromissos pactuados entre todos os atores, fator esse, que garante a sustentabilidade dos resultados. O ambiente deixa de ser visto apenas como um provedor de recursos e depósito dos resíduos, mas um substrato sem o qual a subsistência faz-se impossível. Agenda 21 Local A Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que analisa a situação atual de um país, Estado, município e/ou região, e planeja o futuro de forma sustentável. Esse processo de planejamento deve envolver todos os atores sociais na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a curto, médio e longo prazos. O Capítulo 28 da Agenda 21 (Nações Unidas, 1992) afirma que autoridades locais constroem, operam e mantêm infra-estruturas econômicas, sociais e ambientais, têm uma perspectiva dos processos de planejamento, estabelecem políticas e regulamentações ambientais locais e assistem na implantação de políticas ambientais nacionais e subnacionais. A transição da agenda global para planos locais de implementação é um ponto extremamente importante, que vem imposto aos países uma série de esforços de adaptação às suas realidades político-econômicas e sociais. Em referência a Lafferty e Eckenberg, Alberti (2000) esclarece que os autores identificam dois fatores-chave para a capacidade de implementação de uma Agenda 21 Local, a saber, autonomia local e a tradição de política ambiental estabelecida. De Roo, a respeito da obra de O'Riordan e Voisey (2000), ressalta a afirmação de que não há formato pré-definido para a transição rumo à sustentabilidade. A escolha dos seis temas centrais da Agenda 21 Brasileira foi feita de forma a abarcar a complexidade do país, dos estados, municípios e regiões dentro do conceito da sustentabilidade ampliada. Deve-se assinalar que o país (Romeiro, 1999) é caso notório em que o mero crescimento econômico não representa necessariamente desenvolvimento social ou ecológico. Esta constatação, somada ao grande peso do Brasil como fornecedor e utilizador de recursos naturais e os problemas que isto suscitou ao longo de décadas, faz a adoção de uma Agenda 21 Local uma prioridade a ser articulada em conjunto com a Política Nacional de Meio Ambiente. Para a Agenda 21 Brasileira, foram delimitados os seguintes temas: - Agricultura Sustentável - Cidades Sustentáveis - Infra-estrutura e Integração Regional - Gestão dos Recursos Naturais 8

9 - Redução das Desigualdades Sociais - Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável. 3- Do Protocolo de Kyoto O Protocolo de Kyoto é um instrumento para implementar a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Seu objetivo é fazer com que os países industrializados reduzam e controlem até 2012 as emissões de gases que causam o efeito estufa em aproximadamente 5% abaixo dos níveis registrados em países membros firmaram e 46 países membros ratificaram o Protocolo em 11 de dezembro de 2001, sendo quase todos países em desenvolvimento. Entretanto, ainda há uma importante barreira para que o Protocolo entre em vigor: para tal, é necessário conseguir um número suficiente de ratificações dos principais emissores de CO2, visando o comprometimento dos responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais. Alguns países desenvolvidos em especial os Estados Unidos recusam-se a ratificar o acordo, de modo que esta condição ainda não foi cumprida. A questão da energia é bastante politizada, particularmente naquele país. O impasse se agrava entre aqueles que consideram energia barata um requisito para o desenvolvimento econômico e outros que advogam o aumento dos preços de energia para encorajar sua utilização mais eficiente e menos poluição. Contribuindo para a polêmica está a resistência de economistas renomados em aceitar que os sistemas econômicos presentes dependem do meioambiente. (Wijkman, 1999). Importante ressaltar, no entanto, que os países assumiram diferentes metas percentuais dentro da meta global combinada. As partes do Protocolo de Kyoto poderão reduzir as suas emissões em nível doméstico e/ou terão a possibilidade de aproveitar os chamados "mecanismos flexíveis" (Comércio de Emissões, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e a Implementação Conjunta). Esses mecanismos servirão também para abater as metas de carbono absorvidas nos chamados "sorvedouros", tais como florestas e terras agrícolas. Os países que não conseguirem cumprir as suas metas estarão sujeitos a penalidades. Os países terão de mostrar "progresso evidente" no cumprimento de suas metas até Considerando o tempo preciso para que a legislação seja implementada, é importante que os Estados atuem de forma rápida para que o protocolo entre em vigor. O Protocolo de Kyoto não possui novos compromissos para os países em desenvolvimento além daqueles estabelecidos na Convenção sobre o Clima das Nações Unidas de Isto está de acordo com a Convenção, para a qual os países industrializados - os principais responsáveis pelas emissões que causam o aquecimento global - devem ser os primeiros a tomar medidas para controlar suas emissões. Para avaliar-se o impacto do Protocolo de Kyoto ainda nesta fase de discussões e sem a assinatura de alguns países, o exame de um caso real pode ser bastante proveitoso. A empresa colombiana Hidromiel S.A., de capital misto público e privado, atua no setor de engenharia fazendo projetos de grande porte, principalmente hidrelétricos. A ratificação do Protocolo de Kyoto teve implicações para o planejamento da empresa, que foram investigadas para a realização deste trabalho através da entrevista com um administrador envolvido nas atividades. Algumas das conclusões mais relevantes: O Protocolo de Kyoto traria mais uma oportunidade de expansão dos negócios da empresa. Na realidade, o negócio da Hidromiel é o meio-ambiente, ou seja, utilizar o meio ambiente para produzir benefícios para a sociedade. 9

10 Para a empresa, a questão de impacto ambiental nos projetos era crucial e na maioria das vezes significava o seu sucesso ou fracasso. Na realidade, um fracasso, um projeto mal-sucedido, poderia significar uma séria crise para a empresa por ter sua imagem abalada. Em relação ao Protocolo, não se sabia muito e se via mais como uma maneira nova para conseguir novos financiamentos para os projetos. As empresas de países em desenvolvimento veriam Kyoto mais como uma oportunidade de investimentos de capital externo nestes países, como sugere o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo. Conclusão Em auspiciosa metáfora, Bourdieu (1998) afirma que o Estado e a sociedade civil são como a mão direita e a mão esquerda, promovendo, em conjunto articulado, o progresso dos povos. O recurso à parceria ampla, envolvendo todos os atores, como saída para impasses enfrentados na era dos temas globais é uma idéia de mérito, que configura-se como a alternativa de superação mais coerente para os impasses ambientais e sociais do liberalismo econômico. Para que as esperanças das grandes conferências internacionais frutifiquem será imprescindível que, em algum momento, no âmbito internacional e nas jurisdições domésticas, as duas mãos do Estado e da sociedade de alguma forma se articulem. Sob a égide da atuação da sociedade, as empresas têm papel significativo ao lado de instituições tradicionais, comunitárias e de ensino, bem como de ONGs. Os nobres princípios de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável que devem ser e já o são em muitos casos adotados em nível estratégico, tático e operacional não devem valer-se de justificativas incompletas e vagas que versam sobre pressões de mercado ou exigências regulatórias. O conhecimento dos referidos princípios não deve restringir-se aos gestores responsáveis com a articulação com o governo, ao cumprimento cego da legislação em vigor ou ao simples seguimento de uma tendência de mercado. As preocupações ambientais devem impor-se por um conhecimento consciente e não por temor de sanções internas e externas à nãoconformidade, apoiando-se em uma base conceitual e prática para a qual este ensaio busca contribuir. Referencial Bibliográfico AUSTIN, James. Parcerias- Fundação e Benefícios para o 3º Setor. Editora Futura.Fundação Peter Druker, São Paulo, BARBER, Jeffrey. Production, Consumption and the World Summit on Sustainable Development. Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 63 BOURDIEU, Pierre. Contrafogos táticas para enfrentar a invasão neoliberal, trad. Lucy Magalhães, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, DE ROO, Gert. The Transition to Sustainability: The Politics of Agenda 21 in Europe. American Planning Association. Journal of the American Planning Association. Chicago: Spring Vol. 66, Iss. 2; pg

11 FURTADO, João Salvador. Visão Geral da Gestão Socioambiental. Seminário de Cultura e Extensão da FEA USP, São Paulo, LINDEGREEN ALVES, José Augusto. Relações Internacionais e Temas Sociais A Década das Conferências. Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, Brasília, 2001 MESTRUM, Francine. Poverty Reduction and Sustainable Development Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 41 NARDELLI, Aurea Maria Brandi. Questão Ambiental: Riscos e Oportunidades às Organizações. II Curso de Introdução ao Sistema de Gerenciamento Ambiental, Viçosa, 1999 NATH, Bhaskar. Education for Sustainable Development: The Johannesburg Summit and Beyond. Environment, Development and Sustainability. Dordrecht: Vol. 5, Iss. 1-2; p. 231 PRATT, Lawrence. Hacia un Replanteamiento de la Relación Sector Privado-Medio Ambiente em América Latina. Documento para el Seminario Nueva visión para la Sostenibilidad: el Sector Privado y el Medio Ambiente Nova Orleáns, Louisiana, 2000 RATTNER, Henrique. Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: O Mundo na Encruzilhada da História. Seminário de Cultura e Extensão da FEA USP, São Paulo, ROMEIRO, Ademar R. Desenvolvimento Sustentável e Mudança Institucional: notas preliminares. Texto para discussão, IE/UNICAMP, Campinas, n.68, 1999 SALIH, Thamir M. Sustainable economic development and the environment International Journal of Social Economics. Bradford: Vol. 30, Iss. 1/2; p. 153 SPANGENBERG, Joachim H. Institutional sustainability indicators: an analysis of the institutions in Agenda 21 and a draft set of indicators for monitoring their effectivity Sustainable Development. Chichester: May Vol. 10, Iss. 2; p. 103 UNITED NATIONS, A guide to Agenda 21 a global partnership. Genebra, Unced, mar Report of the United Nations Conference on Environment and Development (documento A/CONF>151/26), Report of the World Summit on Social Development (documento A/CONF.166/9), 1995 WIJKMAN, Anders. Sustainable development requires integrated approaches.. Policy Sciences. Amsterdam: Dec Vol. 32, Iss. 4; pg

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues INTRODUÇÃO O desenvolvimento da sociedade De forma desordenada e sem planejamento Níveis crescentes de poluição

Leia mais

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80.

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80. Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental 1. Evolução do movimento ambientalista Durante os últimos 30 anos tem se tornado crescente a preocupação da sociedade com a subsistência, mais precisamente

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20: como chegamos até aqui Estocolmo 1972 Realizada há quarenta

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Protocolo de Quioto à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas Assunto: Diminuição da emissão de gases de efeito estufa

Leia mais

Compromisso Nacional pela Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável

Compromisso Nacional pela Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável Compromisso Nacional pela Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável A educação é de importância crítica para promover o desenvolvimento sustentável. Por conseguinte, é essencial mobilizar os

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS Capacitação dos pobres para a obtenção de meios de subsistência sustentáveis Base para

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável CONFERÊNCIA RIO+20 20 e 22 de junho de 2012 20º aniversário da Conferência das Nações

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG Thesaurus Editora 2008 O organizador Amado Luiz Cervo Professor emérito da Universidade de Brasília e Pesquisador Sênior do CNPq. Atua na área de relações internacionais e política exterior do Brasil,

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

Câmara Municipal de. Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental

Câmara Municipal de. Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental Câmara Municipal de Projeto de Lei nº /2008, que institui a Política Municipal de Educação Ambiental PROJETO DE LEI Nº /2008 Dispõe sobre a Política Municipal de Educação Ambiental e dá outras providências.

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar GEOGRAFIA 1ª Série Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais

Leia mais

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA 1. IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 Consultoria especializada (pessoa física) para elaborar e implantar novas metodologias

Leia mais

(Do Sr. Wellington Fagundes) Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBSAE.

(Do Sr. Wellington Fagundes) Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBSAE. PROJETO DE LEI N o, DE 2011 (Do Sr. Wellington Fagundes) Institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBASAE, e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art.

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global

Capítulo 21 Meio Ambiente Global Capítulo 21 Meio Ambiente Global http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais importantes, em termos de

Leia mais

EDITAL Nº 003/2009/BRA/06/032 CÓDIGO ARRANJOS PRODUTIVOS

EDITAL Nº 003/2009/BRA/06/032 CÓDIGO ARRANJOS PRODUTIVOS EDITAL Nº 003/2009/BRA/06/032 CÓDIGO ARRANJOS PRODUTIVOS O Projeto BRA/06/032 comunica aos interessados que estará procedendo à contratação de consultoria individual, na modalidade produto, para prestar

Leia mais

PUC Goiás. Prof. Ricardo Resende Dias, MSc.

PUC Goiás. Prof. Ricardo Resende Dias, MSc. PUC Goiás Prof. Ricardo Resende Dias, MSc. 1 2 3 4 RAZÕES PARA ADOÇÃO DE PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS AUMENTAR A QUALIDADE DO PRODUTO AUMENTAR A COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES ATENDER O CONSUMIDOR COM PREOCUPAÇÕES

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO COMPRAS GOVERNAMENTAIS

SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO COMPRAS GOVERNAMENTAIS SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO COMPRAS GOVERNAMENTAIS Alice Viana Soares Monteiro Secretária de Estado de Compras Governamentais sob o aspecto da Sustentabilidade Compra Pública Sustentável ou Licitação

Leia mais

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra

Agenda 21 e a Pedagogia da Terra Agenda 21 e a Pedagogia da Terra A Carta da Terra como marco ético e conceito de sustentabilidade no século XXI Valéria Viana - NAIA O que está no início, o jardim ou o jardineiro? É o segundo. Havendo

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO Medidas estão sendo tomadas... Serão suficientes? Estaremos, nós, seres pensantes, usando nossa casa, com consciência? O Protocolo de Kioto é um acordo internacional, proposto

Leia mais

Como obter produção e consumo sustentáveis?

Como obter produção e consumo sustentáveis? Como obter produção e consumo sustentáveis? Meiriane Nunes Amaro 1 O conceito de produção e consumo sustentáveis (PCS) 2 vem sendo construído há duas décadas, embora resulte de um processo evolutivo iniciado

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

4 por 1 000. Os solos em prol da segurança alimentar e do clima

4 por 1 000. Os solos em prol da segurança alimentar e do clima Junte-se à iniciativa 4 por 1 000 Os solos em prol da segurança alimentar e do clima Baseada em uma documentação científica sólida e em ações de campo concretas, a iniciativa "4 por 1000" visa mostrar

Leia mais

Neoliberalismo tingido de verde de olho na Rio + 20

Neoliberalismo tingido de verde de olho na Rio + 20 Neoliberalismo tingido de verde de olho na Rio + 20 Rodrigo Otávio Rio de Janeiro - A antropóloga e ambientalista Iara Pietricovsky faz parte do grupo de articulação da Cúpula dos Povos (evento das organizações

Leia mais

Utilização sustentável dos recursos naturais

Utilização sustentável dos recursos naturais Utilização sustentável dos recursos naturais O conceito de desenvolvimento sustentável, segundo a declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento do Rio de Janeiro, em 1992, diz

Leia mais

Relatório de Atividades em Inovação e Meio Ambiente 2010

Relatório de Atividades em Inovação e Meio Ambiente 2010 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DE INOVAÇÃO Relatório de Atividades em Inovação e Meio Ambiente 2010 Tecnologia, comércio e desenvolvimento sustentável A criação

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento.

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento. MERCADO DE CARBONO M ERCADO DE C A R O mercado de carbono representa uma alternativa para os países que têm a obrigação de reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa e uma oportunidade

Leia mais

ISO 26000: Diretrizes sobre Responsabilidade Social

ISO 26000: Diretrizes sobre Responsabilidade Social ISO 26000: Diretrizes sobre Responsabilidade Social Características essenciais de Responsabilidade Social Incorporação por parte da organização de considerações sociais e ambientais nas suas decisões tornando-se

Leia mais

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE Lei nº 4791/2008 Data da Lei 02/04/2008 O Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro nos termos do art. 79, 7º, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, de 5 de abril de 1990, não exercida

Leia mais

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial;

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; AMBIENTALISMO NO MUNDO GLOBALIZADO 1 O Ano Passado 2 Degradação do meio ambiente A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; A mobilização da sociedade com objetivo de conter

Leia mais

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza Legislação Territorial Agenda 21 Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza O que é Agenda 21? Agenda 21 é um conjunto de resoluções tomadas Eco-92, que

Leia mais

RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA

RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA SUELY MARA VAZ GUIMARÃES DE ARAÚJO Consultora Legislativo da Área XI Geografia, Desenvolvimento Regional, Ecologia e Direito Ambiental, Urbanismo, Habitação, Saneamento

Leia mais

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011 BRICS Monitor Especial RIO+20 Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul Novembro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS

Leia mais

CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER FAZENDO E APRENDENDO GEOGRAFIA. Aula 18.2 Conteúdo.

CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER FAZENDO E APRENDENDO GEOGRAFIA. Aula 18.2 Conteúdo. A A Aula 18.2 Conteúdo Mudanças globais 2 A A Habilidades Perceber as mudanças globais que estão ocorrendo no Brasil e no mundo. 3 A A Conferências e protocolos Preocupados com os problemas relacionados

Leia mais

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1

Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 Os Princípios do IDFC para Promover um Desenvolvimento Sustentável 1 I. Histórico O Clube Internacional de Financiamento ao Desenvolvimento (IDFC) é um grupo de 19 instituições de financiamento ao desenvolvimento

Leia mais

PROGRAMA DE ELABORAÇÃO DE BALANÇOS SOCIOAMBIENTAIS INICIATIVA PRIVADA

PROGRAMA DE ELABORAÇÃO DE BALANÇOS SOCIOAMBIENTAIS INICIATIVA PRIVADA PROGRAMA DE ELABORAÇÃO DE BALANÇOS SOCIOAMBIENTAIS INICIATIVA PRIVADA CONHEÇA MELHOR A SAÚDE SOCIOAMBIENTAL DA SUA EMPRESA E OBTENHA MAIOR CREDIBILIDADE E VISIBILIDADE!!! INVISTA O Instituto Socioambiental

Leia mais

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos 80483 Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Estratégia Ambiental do Grupo do Banco Mundial 2012 2022 THE WORLD BANK ii Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Resumo Executivo

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

Introdução Metodológica + Conceitos de Política Ambiental e Instrumentos de Gestão + Implementação

Introdução Metodológica + Conceitos de Política Ambiental e Instrumentos de Gestão + Implementação Introdução Metodológica + Conceitos de Política Ambiental e Instrumentos de Gestão + Implementação Sequencia Tendências Conceitos de Política Ambiental Instrumentos Caso Brasileiro Implementação Caso Gestor

Leia mais

AGENDA 21: Imagine... FUTURO... AGENDA 21: 1. É o principal documento da Rio-92 (Conferência ONU: Meio Ambiente e desenvolvimento Humano); 2. É a proposta mais consistente que existe de como alcançar

Leia mais

AULA 9. Ação pelo Ambiente

AULA 9. Ação pelo Ambiente AULA 9 Ação pelo Ambiente Roberto e o seu grupo do meio ambiente estão se preparando para a Grande Reunião que irá tratar dos problemas ambientais do planeta. Ele pede ajuda à Sofia para bolar um plano

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras

Leia mais

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PARADIPLOMACIA: CONCEITO E INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Ana Carolina Rosso de Oliveira Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdades Anglo-Americano, Foz do Iguaçu/PR Resumo:

Leia mais

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas (ONU) está conduzindo um amplo debate entre governos

Leia mais

Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável. Das nossas origens ao futuro

Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável. Das nossas origens ao futuro Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável Das nossas origens ao futuro 1. Nós, representantes dos povos do mundo, reunidos durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em

Leia mais

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Análise Integração Regional / Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 15 de outubro de 2003 Organização Mundial do Comércio: Possibilidades

Leia mais

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global

Os 10 Princípios Universais do Pacto Global Os 10 Princípios Universais do Pacto Global O Pacto Global advoga dez Princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

Nações Unidas A/RES/64/236. 31 de março de 2010

Nações Unidas A/RES/64/236. 31 de março de 2010 Nações Unidas A/RES/64/236 Assembleia Geral Sexagésima quarta sessão Agenda item 53 (a) Resolução adotada pela Assembleia Geral [sobre o relatório do Segundo Comitê (A/64/420/Add.1)] Distr.: Geral 31 de

Leia mais

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil

Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Declaração de Brasília sobre Trabalho Infantil Nós, representantes de governos, organizações de empregadores e trabalhadores que participaram da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, reunidos

Leia mais

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer AGRICULTURA E AQUECIMENTO GLOBAL Carlos Clemente Cerri Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP) Fone: (19) 34294727 E-mail: cerri@cena.usp.br Carlos Eduardo P. Cerri Escola Superior de Agricultura

Leia mais

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos

Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras. Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Reflexões sobre a Ética em Empresas de Tecnologia O Caso Petrobras Heitor Chagas de Oliveira Gerente Executivo Recursos Humanos Sustentabilidade e Competitividade SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como

Leia mais

Observatórios Socioambientais

Observatórios Socioambientais Observatórios Socioambientais Angelo José Rodrigues Lima Programa Água para a Vida Superintendência de Conservação WWF Brasil Uberlândia, 18 de setembro de 2014 Missão do WWF-Brasil Contribuir para que

Leia mais

TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO

TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO TRATADO ALTERNATIVO SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL [12] PREÂMBULO 1. O comércio internacional deve ser conduzido de forma a melhorar o bem estar social, respeitando a necessidade de promover

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 1. CONCEITOS COMPLEMENTARES DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Gro Harlem Brundtland Nosso Futuro Comum (1987)

Leia mais

TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO

TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO [25] TRATADO SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PREÂMBULO Entendendo que: 1. O sistema sócio-econômico e político internacionalmente dominante, ao qual se articula o modelo industrial de produção agrícola e

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 ano: 9º disciplina: geografia professor: Meus caros (as) alunos (as): Durante o 2º trimestre, você estudou as principais características das cidades globais e das megacidades

Leia mais

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011.

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. 1 LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. Institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I

Leia mais

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Página 1 de 8 LEI Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política estadual de educação ambiental, cria o Programa estadual de Educação Ambiental e complementa

Leia mais

Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável

Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável 2 Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável Fevereiro de 2011 1 2 Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável 1Apresentação Esta plataforma expressa a visão e os objetivos

Leia mais

PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS SOCIOAMBIENTAIS DE REDD+ Para o desenvolvimento e implementação de programas e projetos na Amazônia Brasileira. Versão 1.

PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS SOCIOAMBIENTAIS DE REDD+ Para o desenvolvimento e implementação de programas e projetos na Amazônia Brasileira. Versão 1. PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS SOCIOAMBIENTAIS DE REDD+ Para o desenvolvimento e implementação de programas e projetos na Amazônia Brasileira Versão 1.0 Em consulta pública por um período de 120 dias (de 1º de

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7

ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 7 Índice 1. Ética empresarial...3 2 1. ÉTICA EMPRESARIAL É neste contexto, e com o objetivo de o mundo empresarial recuperar a confiança, que vai surgindo a ética Empresarial.

Leia mais

ESTRUTURA DE METAS E INDICADORES DA CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA. Braulio Dias, coordenador de Conservação da Biodiversidade, MMA/SBF

ESTRUTURA DE METAS E INDICADORES DA CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA. Braulio Dias, coordenador de Conservação da Biodiversidade, MMA/SBF ESTRUTURA DE METAS E INDICADORES DA CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA Braulio Dias, coordenador de Conservação da Biodiversidade, MMA/SBF O único tema da pauta da CONABIO desde 2003 que não foi concluído

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA João Sotero do Vale Júnior ¹ a) apresentação do tema/problema: A questão ambiental está cada vez mais presente no cotidiano da população das nossas cidades, principalmente

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região.

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região. Ásia O desenvolvimento sustentável no continente asiático é visto como consequência de vários fatores que se apresentam na região como o grande número populacional e a sua enorme concentração urbano, a

Leia mais

PROJETO MASSUr PROJETO MASSUr

PROJETO MASSUr PROJETO MASSUr PROJETO MASSUr 1 Introdução 1 - MASSUr A urbanização sem planejamento tem trazido conseqüências nos diferentes campos apresentando impactos na saúde do indivíduo. Segundo Scaringella (2001) a crise da

Leia mais

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LA RED MEDAMERICA EXPERIENCIAS DE DESARROLLO REGIONAL Y LOCAL EN EUROPA Y AMERICA LATINA TALLER I: ERRADICACIÓN DE LA POBREZA Y DESARROLLO: UN NUEVO PARADIGMA DEL DESARROLLO

Leia mais

COP 21 INDC BRASILEIRA

COP 21 INDC BRASILEIRA COP 21 Vinte e três anos após a assinatura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a 21 a Conferência das Partes (COP21), que será realizada em Paris (entre os dias 30 novembro

Leia mais

DECLARAÇÃO DE HONG KONG SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS CIDADES

DECLARAÇÃO DE HONG KONG SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS CIDADES DECLARAÇÃO DE HONG KONG SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS CIDADES 1. Nós, representantes dos governos nacionais e locais, grupos comunitários, comunidade científica, instituições profissionais, empresas,

Leia mais

Declaração de Adelaide sobre Cuidados

Declaração de Adelaide sobre Cuidados Declaração de Adelaide sobre Cuidados Declaração de Adelaide sobre Cuidados Primários A adoção da Declaração de Alma Ata, há década atrás, foi o marco mais importante do movimento da "Saúde Para Todos

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005. O CONGRESSO NACIONAL decreta: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº 6.047-D, DE 2005 Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - SISAN com vistas em assegurar o direito

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 Sandra M. Zákia L. Sousa 2 As demandas que começam a ser colocadas no âmbito dos sistemas públicos de ensino, em nível da educação básica, direcionadas

Leia mais

Construção Civil e Sustentabilidade

Construção Civil e Sustentabilidade CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO RECONHECIDA NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE EM 16 DE SETEMBRO DE 2010 Estudo técnico Edição nº 07 maio de 2014 Organização:

Leia mais

Síntese e Resultados. III Conferência das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. 14-18 Março de 2015, Sendai, Japão

Síntese e Resultados. III Conferência das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. 14-18 Março de 2015, Sendai, Japão Síntese e Resultados III Conferência das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres 14-18 Março de 2015, Sendai, Japão Resultados & Avanços Resultados Implementaçao de Hyogo revista e avaliada*

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras

UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras UNESCO Brasilia Office Representação no Brasil Declaração sobre as Responsabilidades das Gerações Presentes em Relação às Gerações Futuras adotada em 12 de novembro de 1997 pela Conferência Geral da UNESCO

Leia mais

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS

INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES POLÍTICAS PÚBLICAS RELACIONADAS À PROTEÇÃO DA ÁGUA E SAÚDE: UM OLHAR A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O PAPEL DOS MUNICÍPIOS Cleci Teresinha Noara Assistente Social Fundação Agência

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Carta da Sustentabilidade das Cidades Européias (Carta de Aalborg)

Carta da Sustentabilidade das Cidades Européias (Carta de Aalborg) Carta da Sustentabilidade das Cidades Européias (Carta de Aalborg) (aprovada pelos participantes na Conferência Européia sobre Cidades Sustentáveis, realizada em Aalborg, Dinamarca, a 27 de Maio de 1994)

Leia mais

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS 4 2º INVENTÁRIO BRASILEIRO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA 5 PERSPECTIVAS E DESAFIOS 6

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais