ECOPOLÍTICA INTERNACIONAL: CONFERÊNCIAS E INSTRUMENTOS DA POLÍTICA AMBIENTAL

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1 ECOPOLÍTICA INTERNACIONAL: CONFERÊNCIAS E INSTRUMENTOS DA POLÍTICA AMBIENTAL Camila Esteves Romeiro 1 Crisângela Elen de Souza 2 Janaina Gomes dos Santos 3 RESUMO: O alto consumo e seus métodos de produção insustentáveis endossam o rol das atividades humanas nocivas ao planeta. Para contornar a situação, algumas saídas têm sido apontadas através das conferências internacionais. A política ambiental tem sido um tema muito frequente na atual conjuntura, em particular, nos países industrializados, dado que tem produzido efeitos sobre a atividade econômica, em especial, sobre as relações de comércio internacional, os quais podem ser percebidos pelo surgimento de barreiras não-tarifárias. A política ambiental é necessária para induzir ou forçar os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimento menos agressivos ao meio ambiente, ou seja, reduzir a quantidade de poluentes lançados no ambiente e minimizar a depleção dos recursos naturais. Seguindo essas considerações o presente trabalho tem por objetivo analisar a atual conjuntura das políticas ambientais internacionais seus instrumentos com base nas conferências internacionais e alguns de seus resultados e no conceito de Ecopolítica. Palavras-chave: Sustentabilidade. Soberania. Instrumentos da Política Ambiental. Conferências. 1 INTRODUÇÃO Apesar da globalização que se estende não se deve perder de vista a necessidade de preservar os nossos patrimônios, dentro de seu sentido amplo que abrange o meio ambiente, dos interesses alheios. A degradação do meio ambiente, manifestada sob a forma de externalidades negativas que derivam de atividades econômicas convencionais têm imposto a necessidade de intervenção estatal no sentido de mediar e resolver os conflitos resultantes desse processo. Essas intervenções que, originariamente, tem se manifestado no mundo desenvolvido, variam de país para país, bem como no período de vigência e em superposições diversas. Isto significa que a realização de acordos, ratificações de convenções e tratados internacionais devem ser feitos tendo por finalidade maior aos interesses da 1 Acadêmica em Geografia, bolsista do Laboratório de Geomorfologia - IGC/UFMG, 2 Acadêmica em Geografia, bolsista do Laboratório de Terra e sociedade - IGC/UFMG, 3 Acadêmica em Geografia, bolsista da EAD em Geografia - IGC/UFMG,

2 nação, notadamente aqueles que constituem normas pétreas e garantias de uma vida digna e sadia para a população. Expõe-se o entendimento de que convenção internacional não poderia ser ratificada se contiver dispositivos contrários aos interesses do País, pois isso ameaçaria a soberania nacional. A questão que se propõem, é como garantir o tão almejado desenvolvimento sustentável sem atropelar os direitos dos estados de legislarem dentro de seu território? Seguindo essas considerações o presente trabalho tem por objetivo analisar a atual conjuntura das políticas ambientais internacionais seus instrumentos com base nas conferências internacionais e alguns de seus resultados e no conceito de Ecopolítica. Os procedimentos metodológicos que embasaram este trabalho, que ainda se encontra em estágio de aperfeiçoamento, foram à revisão bibliográfica pertinente a temática e a discussão acerca da conjuntura dos processos. 2 ECOPOLÍTICA INTERNACIONAL A política ambiental de diferentes países pode influenciar nos fluxos de comércio internacional. Quando o produto e/ou seu método de produção causam problemas ambientais, o país importador pode colocar barreiras ao comércio internacional. Essas barreiras são identificadas como barreiras não tarifárias, também chamadas barreiras verdes, pois restringem o comércio internacional com a finalidade de proteger o meio ambiente. Os Principais problemas ambientais causados pelo comércio internacional são: danos ambientais causados pelo transporte de mercadorias de um país para outro (emissões atmosféricas e acidentes; danos causados por processos e métodos de produção, os quais podem ser: poluição transfronteiriça do ar ou dos recursos hídricos, emissão de dióxido de enxofre (SO2 - chuva acida); espécies migratórias e recursos vivos comuns. Para equacionar estes e outros problemas que possam surgir às conferências ambientais e os acordos entre países vem através da Ecopolítica tentar entendê-los e contextualizá-los.

3 2.1 O que é Ecopolítica? Segundo Ruiz (1991), o termo Ecopolítica parte da premissa da descentralização da ação ecológica, caracterizando-a como uma teoria político-social capaz de mobilizar mudanças profundas na sociedade em níveis individuais. Para Ruiz a nova face das ciências políticas propõe uma conceituação global, diferenciada pela prioridade e urgência da ação local, logrando mobilizar as comunidades para uma participação mais responsável dos prefeitos e das lideranças locais, coerente com as decisões e compromissos dos governos, no cenário político internacional. É evidente que esse desdobramento da conceituação "global" da Ecopolítica, na "ação local", em níveis mais moleculares, pressupõe uma crescente conscientização sobre a preservação do futuro único do Planeta Terra, capaz de minimizar nacionalismos e o poder centralizador e autoritário, respeitando as diferenças étnico-culturais e as necessidades locais. Afinal de contas, é nas localidades que as pessoas vivem, constituem famílias, trabalham e pagam impostos. Portando, essa consciência de ecopolítica global resulta da soma diferenciada das partes, num processo constante de renovação e adequação às necessidades locais. Sendo assim, a política ambiental é necessária para induzir ou forçar os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimento menos agressivos ao meio ambiente, ou seja, reduzir a quantidade de poluentes lançados no ambiente e minimizar a depleção dos recursos naturais através de seus instrumentos. 2.2 Instrumentos da Política Ambiental De acordo com Amaral (2001) e Soares (2001), os instrumentos de política ambiental podem ter base em três principais estratégias: Instrumentos de comando e controle (ou regulação direta); Instrumentos econômicos (ou de mercado); Instrumentos de comunicação. Cada instrumento possui uma tipologia (Tab. 1). As Estratégias de Comando e controle são também chamadas de instrumentos de regulação direta, pois implicam o controle direto sobre os locais que estão emitindo poluentes. O órgão regulador estabelece uma série de normas, controles, procedimentos, regras e padrões a serem seguidos pelos agentes poluidores e também

4 diversas penalidades (multas, cancelamento de licenças) caso não cumpram o estabelecido. Embora sejam bastante eficazes, os instrumentos de comando e controle implicam altos custos de implementação, além disso, podem ser injustos por tratar todos os poluidores da mesma maneira, sem levar em conta diferenças de tamanho da empresa e a quantidade de poluentes que lançam no meio ambiente. Os Instrumentos econômicos são também denominados instrumentos de mercado e visam à internalização das externalidades ou de custos que não seriam normalmente incorridos pelo poluidor ou usuário. Suas vantagens são: permite a geração de receitas fiscais e tarifárias (por meio de cobrança de taxas, tarifas ou emissão de certificados); considera as diferenças de custos de controle entre os agentes e, portanto, aloca de forma eficiente os recursos econômicos à disposição da sociedade, permitindo com que aqueles com custos menores tenham incentivos para expandir as ações de controle; possibilita que tecnologias menos intensivas em bens e serviços ambientais sejam estimuladas pela redução da despesa fiscal que será obtida em função da redução da carga poluente ou da taxa de extração; atua no início do processo de uso dos bens e serviços ambientais; evita os dispêndios judiciais para aplicação de penalidades; programa um sistema de taxação progressiva ou de alocação inicial de certificados segundo critérios distributivos em que a capacidade de pagamento de cada agente econômico seja considerada. Os Instrumentos de comunicação são utilizados para conscientizar e informar os agentes poluidores e as populações atingidas sobre diversos temas ambientais, como os danos ambientais causados, atitudes preventivas, mercados de produtos ambientais, tecnologias menos agressivas ao meio ambiente, e facilitar a cooperação entre os agentes poluidores para buscar soluções ambientais. Tabela 1: Tipologia e Instrumentos De Política Ambiental Comando e Controle Instrumentos Econômicos Instrumentos de Comunicação Controle ou proibição de produtos. Controle de processos. Proibição ou restrição de atividades. Especificações tecnológicas. Taxas e tarifas Subsídios Certificados de emissão transacionáveis Sistemas de devolução de depósitos. Fornecimento de informação Acordos. Criação de redes. Sistema de gestão ambiental Selos ambientais. Marketing ambiental.

5 Controle do uso de recursos naturais. Padrões de poluição para fontes específicas. Fonte: Rangel, A evolução das Conferências Ambientais O grande marco internacional para a conscientização ambiental foi selado com a realização da primeira conferência mundial, a Conferência de Estocolmo em 1972, que teve a participação de vários Estados-membros das organizações governamentais e não-governamentais (ONGs). Como resultado efetivo, foi elaborado um documento que ficou conhecido como a Declaração de Estocolmo (Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente). O documento contém os 26 Princípios precursores na tomada de consciência ambiental internacional. Pode-se afirmar que, a partir desse evento, foi conquistado um lugar permanente para o meio ambiente na agenda global e uma crescente consciência popular. Houve ainda como resultado concreto desse encontro a criação de um organismo dedicado ao meio ambiente para atuar, junto a ONU, denominado Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (PNUMA). Decorrido vinte anos, verificou-se um verdadeiro avanço na degradação ambiental no âmbito mundial, notadamente pela destruição dos bens naturais e o aumento da poluição. A Assembleia das Nações Unidas decidiu pela convocação de uma nova conferência, a segunda Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como ECO-RIO 92, realizado no Rio de Janeiro em 1992, com a participação de 178 Governos e a presença de mais de 100 Chefes de Estado, sendo considerado um dos pontos culminantes no aperfeiçoamento das normas de proteção ambiental. Dessa conferência surgiu a Declaração do Rio sobre o Meio

6 Ambiente e Desenvolvimento, um documento que contém 27 princípios de interesse ambiental, entre eles o conceito de desenvolvimento sustentável. Outro resultado expressivo foi à aprovação da Agenda 21, documento que traça a as ações político normativas a serem adotadas pelos estados até o século XXI, portanto, documentos que definiram metas a serem cumpridas pelos países participantes, marcando o início da evolução dinâmica e radical. Após dez anos, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável ocorreu em Johanesburgo, na África do Sul, em 2002, ficando conhecida como RIO O evento teve a participação de governos, organismos multilaterais e organizações não-governamentais com o intuito de estabelecer objetivos e prazos para a efetiva proteção ao meio ambiente, ou seja, estabelecer um plano de ação para a Agenda 21, anteriormente firmada em 1992 no Rio de Janeiro. Apesar dos parcos resultados obtidos em comparação com os recursos e esforços mobilizados pela África do Sul e pelas 191 delegações presentes esta conferência foi responsável pela criação da declaração política e pelo seu plano de implementação. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, conhecida como Rio+20, marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Seu objetivo é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes. Além de contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas (COMITÊ NACIONAL DE ORGANIZAÇÃO RIO+20, 2011). Teve como temas principais a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza; a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. Ao analisar a história, nota-se a grande importância que as Conferências Mundiais trouxeram para a tutela do meio ambiente tanto no cenário internacional, bem como para o Brasil. 2.4 Conferências Ambientais e suas implicações e resultados

7 Ao longo do século XX, foi criada uma série de instrumentos de gestão visando salvaguardar as condições ambientais na Terra. Entretanto, apenas nas últimas décadas essa temática emergiu como uma das mais importantes preocupações de governos de diversos países do mundo, o que possibilitou a institucionalização da ordem ambiental internacional que visa regular as relações humanas em caráter mundial, envolvendo temas relacionados ao ambiente por meio de protocolos e acordos multilaterais entre países e blocos de países. Existem, porém, muitas críticas às convenções internacionais sobre meio ambiente. Em geral, afirma-se que elas não levam a resultados concretos que possam definir políticas públicas capazes de resolver a assimetria entre países no uso dos recursos naturais. Além disso, é comum apontar que elas produzem apenas consensos superficiais que não chegam ao cerne dos temas discutidos. De acordo com Ribeiro (2010), as convenções internacionais têm sido muito bem utilizadas como expressão de países com menor peso no sistema internacional. Em alguns casos, os documentos expressam vitórias importantes de países pobres, que conseguem salvaguardar parte de seus interesses, o que certamente não ocorreria se as decisões fossem definidas por meio de ações militares. As convenções internacionais sobre o ambiente representam uma possibilidade de conciliar os mais diversos interesses em torno de uma mesa de negociação. Em tempos de uma ameaça permanente de guerra, em tempos em que a capacidade de destruição de vidas humanas está enormemente concentrada, é preciso reforçar o papel das decisões construídas coletivamente. Por isso, é tão importante conhecer os atores que propõem ações por meio da regulamentação da ação humana em escala internacional, identificando seus interesses para permitir uma leitura que não se perca pelo idealismo (RIBEIRO, 2010). Para Brito Junior (2005), as tratativas internacionais referentes à proteção do meio ambiente pecam por submeterem a obediência de suas cláusulas às nações que ratificaram seus termos, possibilitando que os Estados não signatários façam tabula rasa acerca da vigência dos tratados supranacionais. Os problemas ambientais a nível internacional são tão variados e complexos que na maioria das vezes são tratados de forma genérica. As propostas para resolvê-los,

8 quase sempre, são pouco viáveis, quanto a sua aplicação prática, geralmente, são um misto de boas intenções com obviedades conceituais (ROCHA, 2001). Ainda segundo Rocha, a problemática da questão ambiental a nível internacional torna-se mais complexa com a ausência de uma autoridade central/ universal, uma vez que a Organização das Nações Unidas (ONU) perde seu espaço político e diplomático frente aos interesses de países centrais como os Estados Unidos da América. Um bom exemplo desse impasse nos acordos internacionais é a adesão ao Protocolo de Kyoto, resultado de um acordo assinado no Japão, na cidade de Kyoto em 1997, por 38 países (Graf. 1). Este Protocolo teve como objetivo principal firmar acordos e discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na emissão de gasesestufa na atmosfera, principalmente por parte dos países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos impactante àqueles países em pleno desenvolvimento. O protocolo não visava apenas à diminuição de gases poluentes (Graf. 2). Outro de seus objetivos é reduzir o uso de produtos derivados do petróleo e substituílos por outros menos degradantes para a natureza. Em 2001, o maior poluidor do mundo, Estados Unidos da América, desligou-se do protocolo alegando comprometimentos econômicos ao seu país. Demonstrando assim a fragilidade que as questões ambientais apresentam quando interferem do desenvolvimento econômico. GRÁFICO 1: Países que aderiram ao protocolo de Kyoto. Fonte: Crisângela Elen Souza. Em 1988, ocorreu na cidade canadense de Toronto a primeira reunião com líderes de países e classe científica para discutir sobre as mudanças climáticas, na

9 reunião foi dito que as mudanças climáticas têm impacto superado somente por uma guerra nuclear. A partir dessa data foram sucessivos anos com elevadas temperaturas, jamais atingidas desde que iniciou o registro. Em 1990, surgiu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), primeiro mecanismo de caráter científico, tendo como intenção alertar o mundo sobre aquecimento do planeta, além disso, ficou constatado que alterações climáticas são principalmente provocadas por CO2 (dióxido de carbono) emitidos pela queima de combustíveis fósseis. GRÁFICO 2: Metas para redução de emissão de gases poluentes. Fonte: Crisângela Elen Souza. A comercialização de créditos de carbono já existia na bolsa de Chicago (negociados a 1,8 dólares por tonelada) e passou a ser mais efetiva após a assinatura do protocolo de Kyoto. Protocolo este que entrou em vigor em A partir disto a tonelada de carbono passou a ser comercializada com valores de 5 á 6 dólares. Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO 2 ) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente. Comprar créditos de carbono no mercado corresponde aproximadamente a comprar uma permissão para emitir GEE. O preço dessa permissão, negociado no mercado, deve ser necessariamente inferior ao da multa que o emissor deveria pagar ao poder público, por emitir GEE. Para o emissor, portanto, comprar créditos de carbono no mercado significa, na prática, obter um desconto sobre a multa devida.

10 Acordos internacionais como o Protocolo de Kyoto determinam uma cota máxima de GEE que os países desenvolvidos podem emitir. Os países, por sua vez, criam leis que restringem as emissões de GEE. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono. Por outro lado, aquelas indústrias que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas, podem vender, a preços de mercado, o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de emissão" no mercado nacional ou internacional. Os países desenvolvidos podem estimular a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE) em países em desenvolvimento através do mercado de carbono, quando adquirem créditos de carbono provenientes destes últimos. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Tentando responder a questão anteriormente proposta como garantir o tão almejado desenvolvimento sustentável sem atropelar os direitos dos estados de legislarem dentro de seu território? percebemos através deste trabalho que a Ecopolítica internacional vem como proposta visando dar à humanidade esta capacidade de continuar a viver coletivamente. Se, em muitos casos, a ciência nos ajuda a determinar o universo das opções possíveis, é a política que determinará suas escolhas. Por fim a Ecopolítica ilustra uma revolução silenciosa que as relações internacionais contemporâneas passaram a ter através da regulação do meio ambiente, não pertencente mais aos ecólogos, aos político-ecologistas, ou a especialistas movidos principalmente por considerações normativas. Ela constitui-se em um termo privilegiado das relações internacionais contemporâneas. Fica a expectativa que as Conferências Ambientais sejam a resposta para a pergunta inicial, e que estas promovam metas plausíveis e concernentes ao desenvolvimento sustentável e que tracem as formas como essas metas devem ser alcançadas e implicando em sanções reais aos países que não entrarem em acordo, além de criação de sólidos mecanismos de adesão do maior número de nações possíveis. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

11 AMARAL, Cláudio Ferraz do. Instrumentos de gestão ambiental - Introdução à teoria do desenvolvimento econômico: economia do meio ambiente - ECO-1106 Aula 5. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC/RJ, COMITÊ NACIONAL DE ORGANIZAÇÃO RIO+20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: Acesso em: 28 maio de FRANÇA, J. L. et al. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 8. ed. rev. e aum. Belo Horizonte: UFMG, p. (Aprender). 4 FLORIANO, Eduardo Pagel. Políticas de gestão ambiental, 3ed. Santa Maria: UFSM- DCF, p. anexos. RANGEL, Leandro. Ecopolítica Internacional. Uni-BH. Curso de Relações Internacionais. 2010, p. 26. ROCHA, Jefferson Marçal. A Sustentabilidade Ambiental e a Economia Livre de Marcado: A impossível conciliação. In: Estudos do Cepe Centro de Estudos de Pesquisas Econômicas. Santa Cruz do Sul: Edunisc, jan./dez.2002, p SOARES, Sebastião R. Estratégias de política ambiental ENS 5139 Economia, direito e administração ambiental. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Engenharia Sanitária e Ambiental, Referência utilizada para formatação e adequação do trabalho às normas da ABNT, por tal motivo a mesma não aprece citada no corpo do texto.

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