O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AS CONFERÊNCIAS INERNACIONAIS 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AS CONFERÊNCIAS INERNACIONAIS 1"

Transcrição

1 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AS CONFERÊNCIAS INERNACIONAIS 1 Ricardo Dalla Costa Em primeiro de maio 2 de 1956 foi divulgado o famoso acidente ecológico no Japão, onde a indústria química de alumínio Chisso derramou mercúrio na Baia de Minamata, ocasionando envenenamento nas algas, mariscos e peixes. Estes contaminaram inúmeros animais e mais de 3000 pessoas morreram. Mortes, deformações genéticas, cegueiras e paralisias foram causadas pela contaminação. Tamanha tragédia levou a propor uma conferência internacional sobre o meio ambiente. Desde que ocorreu esta tragédia, que marcou a necessidade de reflexão internacional, várias discussões e conferências internacionais ocorreram 3. Uma das mais significativa foi a Rio-92, na qual foi consagrado o conceito de desenvolvimento sustentável, proposto pelo relatório Brundtland. De 3 a 14 de junho de 1992, aconteceu a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro, conhecida como a Rio 92 ou Eco-92. O documento base de discussão foi o Relatório Nosso Futuro Comum, conhecido como Relatório Brundtland 4, publicado em Tal relatório destacou-se devido ao conceito de desenvolvimento sustentável. Dentre os objetivos da Comissão Brundtland (CMMAD) destacam-se quatro: 1 Este artigo foi elaborado em 2004 e baseia-se em alguns capítulos modificados da dissertação de mestrado do autor. 2 No dia 21 de abril, uma criança com disfunções do sistema nervoso dá entrada no Hospital Shin Nihon Chisso. Logo em seguida, no dia 1º de maio, quatro outros pacientes com sintomas similares aparecem no Centro de Saúde Pública de Kumamoto. Esta última acabou sendo a data oficial da descoberta do Mal de Minamata, doença cerebral causada pela ingestão de mercúrio (GREENPEACE, 2003). 3 Em 1972, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia. (BARBIERI, 1997, p. 17 e GODOY e EHLERT, 1995, p. 17). Em 1974, Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Cocoyoc, México. (GODOY, 2002c, p. 23). Em 1982, Conferência Estocolmo+10, em Nairóbi, Quênia. Em 1992, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro. (GODOY, 2001, p. 96). Em 2002, Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10), Johannesburgo, África do Sul. (MELLO e OJIMA, 2004, p. 3). 4 Devido a coordenação de Gro Harlem Brundtland, ministra da Noruega.

2 2 propor estratégias ambientais de longo prazo para obter um desenvolvimento sustentável por volta do ano 2000 e daí em diante; recomendar maneiras para que a preocupação com o meio ambiente se traduza em maior cooperação entre os países em desenvolvimento e entre países em estágios diferentes de desenvolvimento econômico e social e leve à consecução de objetivos comuns e interligados que considerem as inter-relações de pessoas, recursos, meio ambiente e desenvolvimento; considerar meios e maneiras pelos quais a comunidade internacional possa lidar mais eficientemente com as preocupações de cunho ambiental; ajudar a definir noções comuns relativas a questões ambientais de longo prazo e os esforços necessários para tratar com êxito os problemas da proteção e da melhoria do meio ambiente, uma agenda de longo prazo para ser posta em prática nos próximos decênios, e os objetivos a que aspira a comunidade mundial (CMMAD, 1991, p. xi). A proposta e regulamentação desta conferência foi feita em 1988 na Assembléia Geral da ONU 5. Em 1989, ficou decidido que o Brasil seria a sede de tal evento. Da pauta da conferência, destaca-se a evolução das relações internacionais desde 1972, a transferência de tecnologias não poluentes para as nações não desenvolvidas, introdução de normas e regulamentos ambientais no processo de desenvolvimento e manter a ONU como organismo central das discussões. A CNUMAD apesar dos conflitos existentes (posição dos Estados Unidos em não assinar o tratado sobre mudanças climáticas, a soberania nacional, entre outras), teve como resultado, cinco documentos assinados (embora muitos países, até hoje, não ratificarem): a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento ou a Carta da Terra, a Agenda 21, a Declaração de Princípios sobre Florestas, a Convenção da Biodiversidade e a Convenção sobre Mudança de Clima, além da reafirmação do conceito de desenvolvimento sustentável. Segundo Godoy (2001, p. 96), Nesta conferência houve a incorporação do conceito de Desenvolvimento Sustentável nos discursos governamentais. A reunião oficial produziu três documentos que, devido a divergências tornaram-se apenas cartas de intenções, que não têm o caráter de execução obrigatória e servem mais como uma orientação. São eles: 1) A Convenção sobre Mudanças Climáticas; 2) A Convenção sobre a Diversidade Biológica; 3) A Declaração de Florestas. No que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, destaca-se o conceito de ecodesenvolvimento que fora formulado por Ignacy Sachs, em 1973, referindo-se ao crescimento de economias subdesenvolvidas com base em seus próprios recursos naturais, com respeito as gerações futuras assim como a preservação do meio ambiente. Em 1974, houve a reunião da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas 5 Organização das Nações Unidas.

3 3 (UNEP), onde foi discutido a Declaração de Cocoyoc (México). Como resultado, a pobreza foi alvo da destruição dos recursos naturais devido a explosão demográfica. Contudo, o mais polêmico relatório foi intitulado como Os Limites do Crescimento, de Dennis Meadows, publicado em 1972 pelo Clube de Roma, teorizou sobre o crescimento zero de economias industriais em virtude do aumento da pobreza, do alto padrão industrial (modelo fordista de desenvolvimento) conjuntamente com a emissão desenfreada de poluentes, esgotaria os recursos naturais por volta do ano 2070, colocando em xeque a sobrevivência da humanidade. Martins (2002, p. 5), argüi que: Em 1968, há a formação do Clube de Roma [grifo do autor], que publicou em 1972 o estudo Limites do Crescimento [grifo do autor], sobre os riscos da degradação do meio ambiente. O estudo concluía que, se mantidos os níveis de exploração no mesmo ritmo, o limite de desenvolvimento do planeta seria atingido em 100 anos, provocando uma repentina diminuição da população mundial e da capacidade industrial. O estudo recorria à teoria malthusiana como solução para tal catástrofe, pois pregava um absoluto controle de natalidade. Em 1975, surge outro relatório para complementar o de Cocoyoc, o relatório Dag-Hammarskjöld. Elaborado pela ONU, a principal discussão girou em torno das terras de melhor qualidade nas mãos de poucos e terras de baixa qualidade nas mãos da população em geral, o que acaba promovendo a pobreza e a devastação ambiental. Em 1982, houve a Conferência Estocolmo+10, em Nairóbi (Quênia), resultando na criação da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, dando continuidade as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, iniciada em Em 1990, a Comissão sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente da América Latina e do Caribe (CDMAALC) criou o relatório intitulado como Nossa Própria Agenda [grifo do autor] no qual pressupõe ser o objetivo central do desenvolvimento sustentável a melhoria da qualidade de vida da população, já que não se pode falar em melhoria da qualidade ambiental enquanto houver uma proporção elevada da população em condições de extrema pobreza. A Comissão defendeu uma estratégia para a obtenção de uma sociedade mais igualitária à luz da equidade social (MARTINS, 2002, p. 8) Em outras palavras, o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e

4 4 reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas (CMMAD, 1991). Para Gitli e Murilo (2002), o assunto pode ser enriquecido da seguinte forma: Uma das grandes contribuições da visão de desenvolvimento sustentável é o esforço para integrar elementos ou componentes de desenvolvimento que, até então, estavam desarticulados. Esse conceito é a longo prazo e busca compatibilizar o crescimento econômico com a proteção ambiental e os aspectos sociais. (...) Tanto a literatura quanto na prática das políticas públicas, tem-se discutido acerca da compatibilidade entre a utilização do mecanismo de mercado e a proteção do meio ambiente. Aqueles que percebem essa incompatibilidade destacam que, em muitos casos, o mecanismo de mercado não é adequado para realizar uma destinação e uma valoração adequada dos recursos naturais, pois quando se trata de assuntos ambientais, alguns de seus pressupostos básicos, como, por exemplo, os direitos de propriedade, não ficam claramente estabelecidos. A utilização destes mecanismos pode subestimar o valor dos recursos naturais por não refletir nos preços diversas considerações não percebidas no mercado. Por outro lado, aqueles que privilegiam o mecanismo de mercado afirma que, à medida que ele se aperfeiçoa, a tendência é de um melhor manejo dos recursos e, conseqüentemente, maior respeito e valorização dos recursos naturais e dos ecossistemas (GITLI e MURILO, 2002, p ). O desenvolvimento sustentável é alvo de grandes discussões e muitas vão de encontro aos relacionados a industrialização acelerada, ao crescimento demográfico, a escassez de alimentos, o esgotamento de recursos não renováveis e a rápida deterioração do meio ambiente (daí a insustentabilidade do modelo). No que diz respeito a competência na formulação de uma política de desenvolvimento sustentável, um bom exemplo é dado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), onde a implementação estudos afins visa a melhoria da relação entre o setor produtivo e o meio ambiente. Assim, I - a contribuir para a formulação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável; II - ao desenvolvimento de instrumentos econômicos para a proteção ambiental; III - a contabilidade e a valoração econômica dos recursos naturais; IV - aos incentivos econômicos fiscais e creditícios; V - ao fomento ao desenvolvimento de tecnologias de proteção e de recuperação do meio ambiente e de redução dos impactos ambientais; VI - ao estímulo à adoção pelas empresas de códigos voluntários de conduta, tecnologias ambientalmente adequadas e oportunidades de investimentos visando ao desenvolvimento sustentável; VII - a promoção do ecoturismo (BRASIL, 2003). Sob o pano de fundo do conceito de desenvolvimento sustentável, a Rio-92 introduz temas que afetam a forma de extração e industrialização do ferro, em particular as que afetam a atmosfera. A proteção da atmosfera é evidenciada na Agenda 21,

5 5 Capítulo 9, onde o desenvolvimento industrial tem que ser capaz de minimizar os impactos adversos na atmosfera, desenvolvendo equipamentos antipoluentes. Assim, 9.1. a proteção da atmosfera é um empreendimento amplo e multidimensional, que envolve vários setores da atividade econômica. 9.2 Reconhece-se que muitas das questões discutidas neste capítulo também são objeto de acordos internacionais como a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, de 1985; o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, 1987, em sua forma emendada; a Convenção-Quadro sobre Mudança de Clima, de 1992; e outros instrumentos internacionais, inclusive regionais (CNUMAD, 2001, p. 61). Neste contexto, a proteção da atmosfera requer uma área programa específica, como a promoção do desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento industrial, onde as bases para a ação é destaca a seguir: 9.9 (...) A necessidade de controlar as emissões atmosféricas de gases que provocam o efeito estufa e de outros gases e substâncias deverá basear-se cada vez mais na eficiência, produção, transmissão, distribuição e consumo de energia, e em uma dependência cada vez maior de sistemas energéticos ambientalmente saudáveis, sobretudo de fontes de energia novas e renováveis A indústria é essencial para a produção de bens e serviços e é fonte importante de emprego e renda, e o desenvolvimento industrial enquanto tal é essencial para o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, a indústria é um dos principais usuários de recursos e matérias-primas e, conseqüentemente, as atividades industriais resultam em emissões para a atmosfera e o meio ambiente como um todo. A proteção da atmosfera pode ser fortalecida, inter alia, por meio de um aumento da eficiência dos recursos e matérias-primas na indústria, com a instalação ou aperfeiçoamentos das tecnologias de redução da poluição e a substituição dos compostos clorofluorcarbonos (CFCs) e outras substâncias que destroem o ozônio por substâncias apropriadas, e ainda por meio da redução de resíduos e subprodutos (CNUMAD, 2001, p. 62 e 64). Como exemplo da aplicação dos conteúdos discutidos em várias conferências ocorreram, tem-se as que afetam a extração e industrialização do ferro, em particular, as que tratam do aquecimento global, como a emissão de gases, com destaque aos gasesestufa que acabam por aumentar a poluição. O aumento da concentração de gás carbônico no ar está ocasionando a intensificação do efeito estufa, retendo mais calor do que normalmente ocorreria. Caso se verifique uma elevação contínua da temperatura da atmosfera, seriam previstas conseqüências catastróficas, como o aumento do nível geral dos mares em razão do derretimento de geleiras polares e mudanças profundas no clima do planeta (GODOY, 2000, p. 47).

6 6 Assim, a transformação do minério de ferro em gusa, aço ou mesmo nos subprodutos, ocorre com a queima de combustível 6 fóssil (carvão vegetal, mineral, óleo ou mesmo o gás natural), necessário para fomentar os altos fornos. Na produção existe a emissão de diversos gases, como o dióxido de carbono (CO 2 ), o metano (CH 4 ) e o óxido nitroso (N 2 O), que contribuem para o aumento do efeito estufa e da temperatura. A Tabela 1, Fatores de emissão de metano no processo industrial do ferro e aço, mostrando a quantidade em gramas de metano emitido por quilograma de produto para o período de 1990 a TABELA 1 FATOR EMISSÃO DO METANO NO PROCESSO INDUSTRIAL (GRAMAS DE METANO EMITIDO POR QUILOGRAMA DE PRODUTO PRODUZIDO) 8 Produto Industrial Fator de Emissão do Metano Coque 0,5 Sínter 9 0,5 Ferro Gusa 0,9 Carbono Preto (CO 2 ) 11,0 Etileno 1,0 Dicloroetileno 0,4 Estireno 10 4,0 Metanol 2,0 FONTE: USA ( 2001, p. A27) Nesse processo industrial, o maior fator de poluição através da liberação do gás metano vem a ser o carbono preto (CO 2 ), que sozinho é mais impactuante do que os demais produtos. Outros gases também estão presentes, oriundos da adição de componentes químicos em vários estágios da produção na siderurgia, e também na lavagem dos altos fornos. Estes, são expelidos para a atmosfera (em menor ou maior escala), como o dióxido de enxofre (SO 2 ), componentes orgânicos voláteis (VOC) 11, benzeno, etileno, tolueno, monóxido de carbono (CO), amônia, dióxidos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs) 12, sulfureto (H 2 S), carbonato de cloreto 6 Exceto se a energia elétrica vier de usinas siderúrgicas. 7 Fonte: Chemical production figures for were obtained from the Chemical Manufacturers Association, U.S. Chemical Industry Statistical Handbook (Washington, DC, various years); and for 2001 were obtained from the American Chemistry Council, Guide to the Business of Chemistry (Table 3.12). 8 FONTE: Intergovernamental Panel on Climate Change, Greenhouse Gas Inventory Reference Manual: Revised 1996 IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, Vol. 3 (Paris, France, 1997), p. 2.6, web sit 9 Sedimentação química. 10 Estireno é um monômero (C 8 H 7 ) usado na fabricação do poliestireno e seus copolímeros. 11 Volatile organic compounds. 12 Polycyclic aromatic hydrocarbons.

7 7 (HCI) e fluorídrico (HF). Ainda assim, metais pesados também lançados no ar, como o zinco (Zn), chumbo (Pb), Cromo (Cr+3), Cádmio (Cd), Mercúrio (Hg), Cobre (Cu) e Arsênico (As). No meio aquoso, estes metais também estão presentes, como nos rios e mares. Interessante análise é a comparação dos efeitos ambientais verificado pela Companhia Britânica Corus Stall BV (situada em Netherlands, na região de Ijmond, Inglaterra) com suas concorrentes, denominado de benchmark. O Gráfico 1 (Chart 21) compara no eixo da ordenada a emissão em quilos por tonelada de aço bruto referente a emissão de SO 2, NO x e poeira fina, e no eixo da abscissa, as Companhias suecas (SSAB e Rautauukki), canadense (Dofasco) e na Austrália (BHP), na produção de pelotas (pellets). Nesta comparação, as maiores emissões de NO x, SO 2 e poeira fina, são respectivamente, na BHP (Broken Hill Proprietary), na Dofasco e na Rautauukki. Embora a Corus Staal pareça bem melhor que as outras companhias, a emissão de NO x ainda não representa uma conquista, pois a SSAB apresenta melhores resultados. GRÁFICO 1 BENCHMARK DaS COMPANHIAS FONTE: SHE-report, (2000, p. 29) Um grande avanço na discussão da emissão de gases na atmosfera foi o Protocolo de Kyoto, em A Figura 1 mostra a emissão de gases estufas nos países ricos. De cima para baixo do termômetro, os Estados Unidos é o mais poluidor, seguido da Rússia. A redução desses gases que afetam o clima foi tema de debate na Eco-92 no

8 8 qual 160 países participaram. Disso resultou no índice de redução em 5,2% com base em 1990 até sua primeira fase, que será , e para ratificar, surgiu o Protocolo de Kyoto 13, em FIGURA 1 - TERMÔMETRO DE EMISSÃO DO GÁS-ESTUFA FONTE: RÚSSIA, (2003, p. A 15) Para que o protocolo entre em vigor, é preciso que ele seja ratificado por pelo menos 55 países entre eles, os países desenvolvidos responsáveis por 55% das emissões (MELLO e OJIMA, 2004, p. 6). Esse protocolo não entrou em vigor até hoje, principalmente pela recusa dos Estados Unidos e pela ameaça da Rússia 14 em não colaborar com a redução da emissão desses gases. Concluindo, verificou-se que houve avanços significativos na discussão sobre o meio ambiente, inclusive com a incorporação do conceito de desenvolvimento sustentável. No entanto, apesar de vários documentos e protocolos existentes muito se tem a caminhar no sentido de colocar em execução o proposto. 13 Cidade japonesa. 14 Os EUA e a Rússia são os países que mais emitem os gases-estufa. Em 05/11/2004 a Rússia assinou o Protocolo de Kyoto. Os americanos ainda não se manifestaram.

9 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e Meio Ambiente: as estratégias de mudança da agenda 21. 4ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Políticas de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <www.mma.gov.br>. Acesso em: 26 fev CMMAD - Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, CNUMAD Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992: Rio de Janeiro). Agenda 21. Curitiba: Ipardes, GITLI, E.; MURILO, C. O Futuro das Negociações sobre Investimento e Meio Ambiente. In: BRAGA, A. S.; MIRANDA, L. C. (Org); et al. Comércio e Meio Ambiente: Uma abordagem positiva para o desenvolvimento sustentável. Brasília: MMA/SDS, GODOY, A. M. G.; EHLERT, L. G. Políticas Públicas: Alguns Aspectos de Natureza Ambiental. Apontamentos. Maringá, n. 36, ago GODOY, A. M. G. Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente. In: Cadernos de Economia. Chapecó, Santa Catarina, ano 5, n. 9, jun/dez Políticas Públicas e Meio Ambiente Desenvolvimento e Meio Ambiente. 2002c. GREENPEACE. Minamata. Disponível em: <www.google.com.br>. Acesso em: 07 jul MARTINS, Rúbia. O Debate Internacional Sobre Desenvolvimento Sustentável: Aspectos e Possibilidades. Unesp Campus de Marília, MELLO L. F. de; OJIMA R. Além das certezas e incertezas: desafios teóricos para o mito da explosão populacional e os acordos internacionais. In: XIV ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 20 a 24 set Caxambu - MG. Anais... ABEP, RÚSSIA ameaça destruir Protocolo de Kyoto. Folha de São Paulo, São Paulo, 3 dez Folha Ciência, p. A 15

10 10 SHE-report Safety, health and the environment in Corus Strip Products Ijmuden, Netherlands: Corus BV, jul Disponível em: <www.scirus.br> e <www.corusgroup.com>. Acesso em: 12 set USA. Emissions of Greenhouse Gases in the United States Appendix A - Estimation Methods. In: Energy Information Administration - Official Energy Statistics from the U.S. Government. Disponível em: <www.scirus.br> e <www.eia.doed.gov>. Acesso em: 24 set

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto Capítulo 21 Meio Ambiente Global Geografia - 1ª Série O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto - Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de 6 Gases do Efeito Estufa em 5,2% no período de

Leia mais

Geografia. Professor: Jonas Rocha

Geografia. Professor: Jonas Rocha Geografia Professor: Jonas Rocha Questões Ambientais Consciência Ambiental Conferências Internacionais Problemas Ambientais Consciência Ambiental Até a década de 1970 o homem acreditava que os recursos

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima

Gestão Ambiental. Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Disciplina Ciências do Ambiente Profa Elizete A Checon de Freitas Lima Gestão Ambiental Ato de administrar o ambiente natural ou antrópico (PHILIPPI Jr e BRUNA, 2004). Gestão Ambiental

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa.

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O que é o Aquecimento Global? O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O efeito estufa é um fenômeno natural e consiste na retenção de calor irradiado pela

Leia mais

CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER FAZENDO E APRENDENDO GEOGRAFIA. Aula 18.2 Conteúdo.

CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER FAZENDO E APRENDENDO GEOGRAFIA. Aula 18.2 Conteúdo. A A Aula 18.2 Conteúdo Mudanças globais 2 A A Habilidades Perceber as mudanças globais que estão ocorrendo no Brasil e no mundo. 3 A A Conferências e protocolos Preocupados com os problemas relacionados

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO

CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO CAPÍTULO 3 PROTOCOLO DE KIOTO Medidas estão sendo tomadas... Serão suficientes? Estaremos, nós, seres pensantes, usando nossa casa, com consciência? O Protocolo de Kioto é um acordo internacional, proposto

Leia mais

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial;

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; AMBIENTALISMO NO MUNDO GLOBALIZADO 1 O Ano Passado 2 Degradação do meio ambiente A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; A mobilização da sociedade com objetivo de conter

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20: como chegamos até aqui Estocolmo 1972 Realizada há quarenta

Leia mais

AGENDA 21: Imagine... FUTURO... AGENDA 21: 1. É o principal documento da Rio-92 (Conferência ONU: Meio Ambiente e desenvolvimento Humano); 2. É a proposta mais consistente que existe de como alcançar

Leia mais

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar GEOGRAFIA 1ª Série Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global

Capítulo 21 Meio Ambiente Global Capítulo 21 Meio Ambiente Global http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais importantes, em termos de

Leia mais

PROPRIEDADE REGISTRADA. Mundo Insustentável. Desenvolvimento Sustentável

PROPRIEDADE REGISTRADA. Mundo Insustentável. Desenvolvimento Sustentável Mundo Insustentável x Desenvolvimento Sustentável Resumo da Insustentabilidade no Mundo Contemporâneo 50% dos 6,1 bilhões de habitantes do planeta vivem com menos de US$2 por dia e um terço está abaixo

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares Projeto de lei n. Institui a Política Estadual sobre Mudança do Clima e fixa seus princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte

Leia mais

A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras

A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras A Importância da Elaboração dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa nas Capitais Brasileiras Emilio Lèbre La Rovere Coordenador, CentroClima/LIMA/PPE/COPPE/UFRJ 2º Encontro dos Secretários

Leia mais

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EFLUENTES LÍQUIDOS (2009-2010)

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EFLUENTES LÍQUIDOS (2009-2010) EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EFLUENTES LÍQUIDOS (2009-2010) Sumário Executivo De acordo com a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), adotada em 1992, as mudanças

Leia mais

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio;

A tendência do homem à mecanização, transformando as matérias-primas em bens úteis, gerando resíduos inúteis para o meio; OS IMPACTOS AMBIENTAIS E A BIODIVERSIDADE 1 A poluição A introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha alterar as propriedades físicas, químicas ou biológica que afete a saúde das

Leia mais

SEÇÃO II - CONSERVAÇÃO E GESTÃO DOS RECURSOS PARA O DESENVOLVIMENTO. Capítulo 9 PROTEÇÃO DA ATMOSFERA

SEÇÃO II - CONSERVAÇÃO E GESTÃO DOS RECURSOS PARA O DESENVOLVIMENTO. Capítulo 9 PROTEÇÃO DA ATMOSFERA SEÇÃO II - CONSERVAÇÃO E GESTÃO DOS RECURSOS PARA O DESENVOLVIMENTO Capítulo 9 PROTEÇÃO DA ATMOSFERA Introdução 9.1. A proteção da atmosfera é um empreendimento amplo e multidimensional, que envolve vários

Leia mais

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor.

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor. Entre no Clima, Faça sua parte por um MUNDO melhor. Aquecimento Global Conheça abaixo os principais gases responsáveis pelo aquecimento global: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O AQUECIMENTO GLOBAL Desde a revolução

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS 4 2º INVENTÁRIO BRASILEIRO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA 5 PERSPECTIVAS E DESAFIOS 6

Leia mais

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ANO BASE 2005 O Governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente FEAM, entidade da Secretaria Estadual de Meio

Leia mais

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Histórico das reuniões 1992 - assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática na ECO-92.

Leia mais

Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com

Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com Meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em

Leia mais

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas CONCURSO PETROBRAS TÉCNICO(A) AMBIENTAL JÚNIOR Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas Questões Resolvidas QUESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO DRAFT Produzido por Exatas Concursos www.exatas.com.br

Leia mais

Inventário de Gases de Efeito Estufa

Inventário de Gases de Efeito Estufa Inventário de Gases de Efeito Estufa Gerenciamento de Informações e Ações Dirigidas Nicole Celupi - Three Phase Gerenciamento de Informações e Ações Dirigidas Institucional A Three Phase foi criada em

Leia mais

DEPARTAMENTO DE MEIO AMBIENTE - DMA/FIESP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO FIESP

DEPARTAMENTO DE MEIO AMBIENTE - DMA/FIESP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO FIESP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO FIESP Inventário GEE- São Paulo MAIO - 2014 Sumário - Base Legal Inventário - Sugestão para elaboração de inventário 2/40 Base Legal Lei 13.798 de 09 de

Leia mais

Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO

Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO Aula 16 DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO I Ocorre de maneira natural; Atividade humana; Década de 1970 preocupação com a biodiversidade e poluição; Esforço global... Substituir civilização

Leia mais

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011

Visão. Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono. do Desenvolvimento. nº 97 4 ago 2011 Visão do Desenvolvimento nº 97 4 ago 2011 Brasil precisa inovar mais em tecnologias de redução de emissões de carbono Por André Albuquerque Sant Anna (APE) e Frederico Costa Carvalho (AMA) Economistas

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

Problemas Ambientais

Problemas Ambientais Problemas Ambientais Deflorestação e perda da Biodiversidade Aquecimento Global Buraco na camada de ozono Aquecimento Global - Efeito de Estufa Certos gases ficam na atmosfera (Troposfera) e aumentam

Leia mais

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Conteúdo: O efeito estufa. Habilidade: Demonstrar uma postura crítica diante do uso do petróleo. REVISÃO Reações de aldeídos e cetonas. A redução de um composto

Leia mais

As políticas públicas de mudanças climáticas e suas implicações

As políticas públicas de mudanças climáticas e suas implicações WORKSHOP ASPECTOS RELEVANTES DA PRÁTICA EMPRESARIAL EM GESTÃO AMBIENTAL CAMPINAS, 17 DE ABRIL 2010 As políticas públicas de mudanças climáticas e suas implicações Profa. Josilene T.V.Ferrer Estado de São

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues INTRODUÇÃO O desenvolvimento da sociedade De forma desordenada e sem planejamento Níveis crescentes de poluição

Leia mais

DATA: 17/11/2015. 2. (ENEM) Discutindo sobre a intensificação do efeito estufa, Francisco Mendonça afirmava:

DATA: 17/11/2015. 2. (ENEM) Discutindo sobre a intensificação do efeito estufa, Francisco Mendonça afirmava: EXERCÍCIOS REVISÃO QUÍMICA AMBIENTAL (EFEITO ESTUFA, DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO E CHUVA ÁCIDA) e EQUILÍBRIO QUÍMICO DATA: 17/11/2015 PROF. ANA 1. Na década de 70, alguns cientistas descobriram quais

Leia mais

Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA

Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA 2º. DEBATE SOBRE MINERAÇÃO TJ/PA e PUC/SP Tribunal de Justiça do Pará - Belém, 30/09/2011 Gestão Estratégica

Leia mais

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio.

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. 01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. Sobre essa questão, leia atentamente as afirmativas abaixo: I. Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram um violento

Leia mais

Utilização sustentável dos recursos naturais

Utilização sustentável dos recursos naturais Utilização sustentável dos recursos naturais O conceito de desenvolvimento sustentável, segundo a declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento do Rio de Janeiro, em 1992, diz

Leia mais

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo.

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Natureza sociedade: questões ambientais. Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. 2 CONTEÚDO

Leia mais

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT NEGOCIAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA CRUCIAL NOS PRÓXIMOS DIAS EM

Leia mais

DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS

DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS Maria da Graça a Carvalho 5ª Universidade Europa Curia,, 28 Janeiro 2012 Conteúdo da Apresentação A Convenção para as Alterações Climáticas

Leia mais

Fontes energéticas e impacto ambiental

Fontes energéticas e impacto ambiental Fontes energéticas e impacto ambiental 1- INTRODUÇÃO: Aquecimento global - Projeção + 1 1990-2035 + 2 2035-2100 + 2,5-3 C em 110 anos Era do gelo até hoje: + 6 C Ano CONSEQÜÊNCIAS do AUMENTO do EFEITO

Leia mais

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS IV FORUM DA TERRA POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS Denise de Mattos Gaudard SABER GLOBAL / IIDEL FIRJAN Rio de Janeiro Novembro 2011 O QUE ESTA ACONTECENDO COM NOSSO PLANETA? Demanda de Consumo de

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 7, DE 13 DE ABRIL DE 2009 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

Leia mais

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça Resíduo Zero e alternativas à incineração TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça SÃO PAULO 28/05/2015 Desequilíbrio: padrões de produção e consumo dos séculos XX e XXI Necessidades do consumidor Melhorias

Leia mais

1. Mudanças climáticas : Aumento da temperatura da Terra. Fonte: IPCC, 2000)

1. Mudanças climáticas : Aumento da temperatura da Terra. Fonte: IPCC, 2000) Novas Tecnologias para o desenvolvimento sustentável: a viabilidade da produção de gás natural à partir do armazenamento geológico de CO 2 na Jazida de Charqueadas Letícia Hoppe Agenda 1. Contextualização

Leia mais

Plataforma Ambiental para o Brasil

Plataforma Ambiental para o Brasil Plataforma Ambiental para o Brasil A Plataforma Ambiental para o Brasil é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e traz os princípios básicos e alguns dos temas que deverão ser enfrentados na próxima

Leia mais

PROJETO INTEGRADO ESCOLA VERDE: EDUCAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE. Sustentabilidade e Biodiversidade

PROJETO INTEGRADO ESCOLA VERDE: EDUCAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE. Sustentabilidade e Biodiversidade PROJETO INTEGRADO ESCOLA VERDE: EDUCAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE Sustentabilidade e Biodiversidade Profª. Monica Prantera, Prof. Wellington Matos e Biólogo Leandro Duarte Parceria: Bayer, Unigranrio e SME

Leia mais

REGISTRO DE EMISSÕES E TRANSFERÊNCIA DE POLUENTES (RETP), POLÍTICA PARA O MONITORAMENTO AMBIENTAL E ACESSO À INFORMAÇÃO

REGISTRO DE EMISSÕES E TRANSFERÊNCIA DE POLUENTES (RETP), POLÍTICA PARA O MONITORAMENTO AMBIENTAL E ACESSO À INFORMAÇÃO REGISTRO DE EMISSÕES E TRANSFERÊNCIA DE POLUENTES (RETP), POLÍTICA PARA O MONITORAMENTO AMBIENTAL E ACESSO À INFORMAÇÃO Eng. Marcus E. M da Matta, PhD Diretor Executivo EcoAdvisor marcus@ecoadvisor.com.br

Leia mais

Noções de Cidadania. Profª Karin

Noções de Cidadania. Profª Karin Noções de Cidadania Profª Karin Meio Ambiente e Saúde Ecologia: estudo seres vivos, ambiente, solo, água, ar, animais e vegetais. Equilíbrio entre o homem e meio ambiente. Avaliar as atitudes e consequências

Leia mais

3 Emissões de Gases de Efeito Estufa

3 Emissões de Gases de Efeito Estufa 3 Emissões de Gases de Efeito Estufa 3.1. Metodologia Neste capítulo, com base na Matriz Energética do Estado do Rio de Janeiro, é apresentada a metodologia utilizada para as estimativas de emissões de

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento.

M ERCADO DE C A R. de captação de investimentos para os países em desenvolvimento. MERCADO DE CARBONO M ERCADO DE C A R O mercado de carbono representa uma alternativa para os países que têm a obrigação de reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa e uma oportunidade

Leia mais

Professor: Márcio Luiz

Professor: Márcio Luiz Capítulo 14 Meio Ambiente Global Geografia 1ª Série Conteúdo complementar O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de seis gases do efeito estufa em

Leia mais

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD

MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD MANIFESTO SOBRE PRINCÍPIOS E SALVAGUARDAS PARA O REDD INTRODUÇÃO O REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação) é o mecanismo que possibilitará países detentores de florestas tropicais poderem

Leia mais

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região.

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região. Ásia O desenvolvimento sustentável no continente asiático é visto como consequência de vários fatores que se apresentam na região como o grande número populacional e a sua enorme concentração urbano, a

Leia mais

Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável

Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável Crescimento versus Desenvolvimento- O termo Desenvolvimento Sustentável 1 A grande preocupação dos países sempre foi e continua sendo com o crescimento econômico, crescimento do PIB etc... Um país ou mesmo

Leia mais

O capitalismo e a sociedade de consumo

O capitalismo e a sociedade de consumo O capitalismo e a sociedade de consumo Sociedade de consumo As sociedades dos países capitalistas desenvolvidos que usufruem intensamente dos bens e serviços existentes no mundo moderno. O consumismo contribui

Leia mais

Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia. Luís Fernão Souto

Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia. Luís Fernão Souto Efeitos da economia do carbono na economia nacional e europeia Luís Fernão Souto As alterações climáticas são uma evidência Os 10 anos mais quentes desde sempre ocorreram após o ano de 1990! O dióxido

Leia mais

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável CONFERÊNCIA RIO+20 20 e 22 de junho de 2012 20º aniversário da Conferência das Nações

Leia mais

Iniciativas Futuro Verde" do Japão

Iniciativas Futuro Verde do Japão 1. Compreensão Básica Iniciativas Futuro Verde" do Japão 1. Nas condições atuais, em que o mundo está enfrentando diversos problemas, como o crescimento populacional, a urbanização desordenadas, a perda

Leia mais

SIMULAÇÃO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ESTUFA A PARTIR DA ADIÇÃO DA CO 2 EM UM SISTEMA FECHADO

SIMULAÇÃO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ESTUFA A PARTIR DA ADIÇÃO DA CO 2 EM UM SISTEMA FECHADO 1 SIMULAÇÃO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ESTUFA A PARTIR DA ADIÇÃO DA CO 2 EM UM SISTEMA FECHADO Diego Oliveira Cordeiro 1 diegoocordeiro@gmail.com Janduir Egito da Silva 1 jaduires@yahoo.com Cláudia Laís Araújo

Leia mais

Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo

Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo Status dos projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Brasil e no mundo 1º Período de compromisso do Protocolo de Quioto (2008-2012) (Data final de coleta de dados: 12/02/2014) O

Leia mais

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza Legislação Territorial Agenda 21 Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza O que é Agenda 21? Agenda 21 é um conjunto de resoluções tomadas Eco-92, que

Leia mais

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Carlos Rittl Secretário Executivo São Paulo, 10 de agosto de 2015 SBDIMA Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente Eventos climáticos extremos Desastres

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Superintendente do ABNT/CB 38 (ISO 14.000) Professor, Escola Politécnica da UFRJ Aula Inaugural dos cursos de MBA

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br Marcio Halla marcio.halla@fgv.br POLÍTICAS PARA O COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA Programa de Sustentabilidade Global Centro de Estudos em Sustentabilidade Fundação Getúlio Vargas Programa de

Leia mais

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. João Paulo Nardin Tavares

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. João Paulo Nardin Tavares AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS João Paulo Nardin Tavares INTRODUÇÃO Já podemos sentir o aquecimento global No último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão

Leia mais

Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL

Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL Mercado de Créditos de Carbono Fases dos Projetos MDL BRITCHAM SP 18/08/06 São Paulo samuel barbosa 3 DET NORSKE VERITAS Introdução FUNDAÇÃO - Fundação independente estabelecida na Noruega em 1864. OBJETIVO

Leia mais

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável I Introdução O Projeto Granja São Roque de redução

Leia mais

Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Dep. Ecologia Prof. Adriano S. Melo asm.adrimelo no gmail.com Ecologia de Ecossistemas

Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Dep. Ecologia Prof. Adriano S. Melo asm.adrimelo no gmail.com Ecologia de Ecossistemas Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Dep. Ecologia Prof. Adriano S. Melo asm.adrimelo no gmail.com Ecologia de Ecossistemas www.ecoevol.ufg.br/adrimelo/ecossistemas Aula 9: Poluição

Leia mais

O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS:

O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS: O DESAFIO ENERGÉTICO NOS GRANDES CENTROS: CIDADES SUSTENTÁVEIS OU COLAPSO ANUNCIADO? Mudanças Climáticas e o Papel das Cidades Mudanças Climáticas e o Papel das Cidades Cidades são parte do Problema Atividades

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Sustentável Desenvolvimento Sustentável Sumário Desenvolvimento Sustentável Unidade I 1 A RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA...1 2 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SEUS CONCEITOS...7 2.1 Histórico e conceito de desenvolvimento

Leia mais

Padrões de produção e consumo

Padrões de produção e consumo INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 113 Padrões de produção e consumo Recicloteca da COMLURB - Gávea 114 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ÁGUA ATMOSFERA SOLO BIODIVERSIDADE

Leia mais

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS

PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE UMA MISSÃO DE TODOS NÓS Meio Ambiente Tudo que está a nossa volta: todas as formas de vida e todos os elementos da natureza. Ecologia Ciência que estuda a relação dos seres vivos

Leia mais

ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável

ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável ANEXO III Resolução 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável Projeto: Geração de eletricidade a partir de fontes

Leia mais

Os sérios problemas ambientais que afetavam o mundo foram a causa da convocação pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em

Os sérios problemas ambientais que afetavam o mundo foram a causa da convocação pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em HISTÓRICO Os sérios problemas ambientais que afetavam o mundo foram a causa da convocação pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1968, da Conferência das Nações Unidas sobre o

Leia mais

Os Acordos Multilaterais Ambientais e a OMC

Os Acordos Multilaterais Ambientais e a OMC Os Acordos Multilaterais Ambientais e a OMC Selene Cristina de Pierri Castilho Thais Megid Pinto Diego Castro Sílvia Helena Galvão de Miranda Heloísa Lee Burnquist Elaborado em março/2004 Conforme o tema

Leia mais

Mudanças Climáticas e a atuação dos Organismos Internacionais

Mudanças Climáticas e a atuação dos Organismos Internacionais Responsabilidade Social e Meio Ambiente Tema 2: Panorama mundial e nacional - mudanças climáticas e a atuação dos organismos internacionais Autores: João Luiz de Moraes Hoëffel e Nayra de Moraes Gonçalves

Leia mais

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina NOTA DE IMPRENSA Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina Relatório de desenvolvimento humano 2007/2008 estabelece o caminho

Leia mais

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Exercícios (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por especialistas, teve, para o fim do século

Leia mais

DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS

DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS DIMENSÃO MUDANÇAS CLIMÁTICAS CONTEÚDO CRITÉRIO I - POLÍTICA... 2 INDICADOR 1: COMPROMISSO, ABRANGÊNCIA E DIVULGAÇÃO... 2 CRITÉRIO II GESTÃO... 3 INDICADOR 2: RESPONSABILIDADES... 3 INDICADOR 3: PLANEJAMENTO/GESTÃO

Leia mais

Perguntas Frequentes Mudanças Climáticas

Perguntas Frequentes Mudanças Climáticas Perguntas Frequentes Mudanças Climáticas 1) O que é Mudança do Clima? A Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima (em inglês: United Nations Framework Convention on Climate Change UNFCCC),

Leia mais

O DIREITO AMBIENTAL DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O MERCADO DE CARBONO

O DIREITO AMBIENTAL DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O MERCADO DE CARBONO O DIREITO AMBIENTAL DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O MERCADO DE CARBONO UNESP-S.J do Rio Preto RAFAEL AZEREDO DE OLIVEIRA Mudanças Climáticas e Aquecimento Global FORMAÇÃO DO IPCC Criado pela ONU Organização

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80.

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80. Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental 1. Evolução do movimento ambientalista Durante os últimos 30 anos tem se tornado crescente a preocupação da sociedade com a subsistência, mais precisamente

Leia mais

AUMENTO DAS EMISSÕES EM BUSCA DE UMA ECONOMIA VERDE

AUMENTO DAS EMISSÕES EM BUSCA DE UMA ECONOMIA VERDE MEIO AMBIENTE Efeito Estufa Sempre ouvimos falar que o efeito estufa é o grande vilão do aquecimento global, o que não deixa de ser verdade. Mas uma coisa precisa ficar clara: é graças a ele que existe

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências.

Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências. Projeto de Indicação Nº 36/2014 Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ DECRETA: Art. 1º. Esta Lei institui a Política

Leia mais

Mais clima para todos

Mais clima para todos Mais clima para todos 1 Mais clima para todos Na União Europeia, entre 1990 e 2011, o setor dos resíduos representou 2,9% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), e foi o 4º setor que mais contribuiu

Leia mais

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas Uma questão estratégica Ética Ambiental ÉTICA. Do grego ETHOS, que significa modo de ser, caráter. Forma de agir do Homem em seu meio social. O comportamento

Leia mais

Empresas e as mudanças climáticas

Empresas e as mudanças climáticas Empresas e as mudanças climáticas O setor empresarial brasileiro, por meio de empresas inovadoras, vem se movimentando rumo à economia de baixo carbono, avaliando seus riscos e oportunidades e discutindo

Leia mais