Vantagens e Desvantagens da Utilização do Banco de Dados Oracle

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1 Vantagens e Desvantagens da Utilização do Banco de Dados Oracle JULIANO SOARES CORRÊA MARCOS ROBERTO MARCONDES EsAEx- Escola de Administração do Exército, Rua Território do Amapá, 445, Pituba, Salvador BA, Brasil Resumo. Este artigo tem por objetivo descrever aspectos a serem considerados antes de qualquer implantação de um sistema de informação em uma instituição, usando o SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) Oracle. Para tanto serão avaliadas as vantagens e desvantagens do SGBD Oracle, como meta principal, e como tópicos de apoio serão abordados o tamanho da organização, importância da Tecnologia de Informação, política administrativa, organização da automação, estrutura da instituição e a necessidade de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados. Com base em informações publicadas nos sítios da Oracle e em bibliografias relacionadas com o assunto, foi elaborada uma estrutura com os itens mencionados acima. Estes tópicos apresentam teorias para serem analisadas previamente por um administrador que tenha o objetivo de incluir o Oracle como gerenciador de base de dados. Desta forma a entidade beneficiada não correrá o risco de investir em tecnologia que não atenda satisfatoriamente suas expectativas. Portanto as organizações utilizarão o Oracle quando for realmente necessário para o cumprimento de suas metas e não apenas por imposição das novas tecnologias. Palavras-Chave. Vantagens, Desvantagens, Oracle, SGBD Abstract. This article objectify describe aspects to be considered before some information system implantation in an institution, using the DMS (Database Manager System) Oracle. So the MDS Oracle advantages and disadvantages, as main goal, will be evaluated and as base topics will be approached the institution size, Information Technology importance, governing politics, automation arrangement, institution structure and a Manager Database System necessity. Based in information published on Oracle sites and bibliography related with the subject, was elaborated a structure with the topics above mentioned. These subjects present theories to be analyzed in advance by an administrator who has the objective to include the Oracle as database manager. In this manner the organization won t risk to invest in technology that doesn t attend satisfactorily its expectations. Thus the institution will use the Oracle when it be really necessary to execute its goals and not only by new technologies imposition. Key-words. Advantages, Disadvantages, Oracle, DMS

2 1. Introdução Com o ambiente tecnológico tornando-se mais dinâmico e mutável, usuários demandam acesso a informação de uma maneira mais rápida e eficiente. Aplicações são desenvolvidas para atender estas necessidades e elas têm seus próprios quesitos de utilização, função e desempenho. O mercado tem trabalhado no intuito de oferecer SGBD s (Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados) que correspondam às expectativas das empresas e instituições. Neste contexto, o artigo visa abordar a realidade da utilização de um SGBD Oracle para desenvolvimento de sistemas. Trataremos portanto dos benefícios e malefícios quanto ao emprego deste software, levando em consideração o tamanho da organização, a importância do ambiente de informática, a estrutura e a política interna da entidade. O Oracle foi desenvolvido no intuito de ser um SGBD eficiente no tocante a gerência, confiável, preciso e eficaz. Este software no entanto tem seus próprios requerimentos de disponibilidade, desempenho e funcionalidade, sendo portanto necessário descriminar e explanar alguns deles para avaliação do real custo e benefício na aquisição e uso desta ferramenta. Deve-se analisar também a necessidade de performance, assim como a expectativa de crescimento, pois será de suma importância para a sobrevivência da entidade. Além disso a cultura e a política administrativa da organização deverá ser considerada, pois baseado no que já existe, ou não, de tecnologia é que se poderá concluir qual a melhor ferramenta a ser utilizada para manipular as informações da instituição. 2. Aspectos Administrativos a Serem Considerados 2.1 Tamanho e Importância do Ambiente de Informática As empresas privadas vivem constantemente em competição, disputando mercado com seus concorrentes afins. Esta disputa é calcada na divulgação e qualidade do produto ou serviço oferecido, aliado ao custo, e para obter resultados o empresário deve agilizar, organizar e selecionar as informações que possibilitarão atingir seus objetivos. A TI (Tecnologia da Informação) surgiu para oferecer ao mercado competitivo, oportunidades de sucesso em seus empreendimentos, com segurança. Para isto é fundamental a criação de uma cultura voltada para o crescimento tecnológico com resultados práticos, ou seja, aumento de lucros sem queda da qualidade. Nesta ótica, os administradores devem avaliar diversos aspectos e particularidades como: área de atuação, tipo de produto ou serviço, tamanho da empresa, etc.. Os tomadores de decisão, antes de implantar uma tecnologia em suas organizações devem considerar se esta já possui ou não uma estrutura de informática funcionando. Por isso e primando por qualidade, a implantação de softwares deve ser muito bem mensurada, considerando não só o que a nova ferramenta trará de benefícios, mas também o que já foi investido em tecnologia já implantada e em funcionamento. Partindo dessa premissa sugere-se uma análise mais detalhada dos custos empregados em software, hardware, tempo de implantação e cursos da ferramenta em uso dispensados aos usuários, assim como os novos treinamentos destes profissionais na futura ferramenta. Tal mudança poderá ser muito onerosa à instituição e assim não compensar sua implantação. Dentro destes conceitos o responsável pela informatização terá que verificar o porte da área ou setor a ser beneficiado com a nova tecnologia. Para se ter uma referência e facilitar a análise abordar-se-á o conceito de organizações de pequeno e médio porte Ambiente de Pequeno Porte No momento em que seu efetivo ultrapassa um determinado limite, a pequena empresa estabelece um sistema de delegação de autoridade no interior do seu grupo de execução. São criados postos de contramestre da fábrica, chefe da equipe de manutenção etc., que determinarão um certo número de níveis e de ligações. Diga-se a propósito, que nas pequenas empresas comerciais encontraremos uma estrutura semelhante.

3 O administrador delega o comando da execução ao chefe da seção, desempenhando ele mesmo as demais atribuições com assistência do contador e do vendedor que não recebem qualquer delegação de autoridade ou de decisão. No campo das atividades auxiliares, contabilidade, compras, vendas, etc., o administrador terá de ser ajudado de forma temporária ou permanente por um perito contábil, por um vendedor, etc. Desta forma, pouco a pouco vai sendo constituído um estadomaior (staff), composto de assistentes especializados, que porém, não possuem delegação de autoridade funcional ou poder de decisão. Neste caso, a estrutura é do tipo linha e assessoria (line and staff), assim permanecendo enquanto o administrador puder ele mesmo exercer a autoridade nas áreas auxiliares para as quais recebe ajuda e conselhos do seu estadomaior (SIMERAY, 1980). Levaremos em consideração que uma pequena empresa é aquela que possui menos de dez funcionários e que trabalhe com menos de R$10000,00 mensais Ambiente de Médio Porte Mesmo que a empresa permaneça concentrada, a partir de uma determinada dimensão o chefe de empresa não possui mais o tempo necessário para tomar por si mesmo as decisões relativas às áreas auxiliares. Ele deve então delegar parte de sua autoridade aos seus assistentes, que se tornam chefes de serviços especializados, chefe de pessoal, chefe de vendas, chefe da contabilidade, etc.. Esta autoridade delegada pode ser considerada como sendo hierárquica por funções, no sentido em que, cada pessoa que recebe delegação possui autoridade hierárquica sobre os indivíduos que trabalham em seu serviço e poder de decisão sobre sua área de trabalho, sem interferir em outros setores. Portanto, não existe autoridade funcional no sentido exato da palavra, e sim autoridade hierárquica sobre a função. As ligações entre os serviços são de cooperação, eventualmente do tipo cliente-fornecedor, mas nunca do tipo funcional. Cada um recebe ordens e diretrizes exclusivamente do seu superior hierárquico. Diremos então que a estrutura é hierárquica por funções (SIMERAY, 1980). Levaremos em consideração que uma empresa de médio porte é aquela que possua entre dez e cinqüenta funcionários e trabalhe, em média, com até R$50000,00 mensais. A de grande porte assemelha-se a de médio porte, porém com valores maiores. 2.2 Cultura da Instituição Toda instituição tem uma cultura que norteia seus procedimentos e tendências. Através dela a entidade constrói sua organização e estrutura suas atividades. No aspecto tecnológico a entidade deve ter um conceito sobre informatização, evidenciando a importância de tal assunto para a mesma. Diante disto inclui-se como manipular as informações, a postura dos líderes sobre a importância e os benefícios que a TI trará de resultados, a estrutura tecnológica já investida e o nível de capacitação dos usuários. São nestes princípios que o responsável pelas decisões terá que refletir quando se tratar de cultura da empresa. 2.3 Política Administrativa e da Tecnologia da Informação Muitos administradores não têm uma visão prática de quanto a Tecnologia da Informação pode facilitar seus trabalhos e propiciar à entidade a alcançar seus objetivos com qualidade. Outros já percebem o quanto a informática, bem empregada, pode capacitar a organização a atingir suas metas e até mesmo superá-las. A partir daí os responsáveis pelas decisões impõem à área de sua gerência uma cultura interna baseada em seus conceitos. E isto influi diretamente na decisão de que ferramenta utilizar para a informatização. Contudo não há como resistir a tecnologia por muito tempo e os administradores mais conservadores acabam cedendo, mesmo sem concordar plenamente. Sendo assim é necessário compreender que no processamento da informação, entendido em sentido amplo, podemos distinguir três elementos principais cujo encadeamento e convergência formam um procedimento complexo: - O registro dos dados; - A transmissão dos dados; e - O processamento da informação propriamente dita. Restará em seguida, interpretar e utilizar estas informações, tendo em vista as decisões de orientação ou de correção. Caso esta última fase do procedimento, que inclui a escolha humana, não puder ser reduzida, o conjunto das etapas anteriores poderá ser superado mais rapidamente em virtude: - do teleprocessamento para o registro dos dados; - das telecomunicações para a sua transmissão; e - da automação para o seu tratamento. A ordem adotada para enumeração destes meios, que corresponde a sua seqüência lógica: registro, transmissão e processamento, não são necessariamente a ordem utilizada para sua introdução gradativa na empresa. 2.4 Organização e Estrutura da Automação

4 O desenvolvimento das telecomunicações é que permite recorrer eficazmente à automação administrativa na empresa. Realmente, a ampla utilização dos meios importantes de que ela necessita, exige sua concentração num determinado ponto da empresa. Os organismos locais não mais dispõem de meios próprios de processamento da informação, tornando-se então clientes de um serviço central. Para que este fornecedor preste um serviço verdadeiramente eficaz, é preciso que o tempo ganho no processamento da informação não seja superado pela demora de transmissão, tanto no momento de enviar os dados em bruto, quanto na ocasião de difundir as informações elaboradas. Qual será então a incidência da automação sobre as estruturas e os procedimentos da empresa? 1º Concentração dos meios esta concentração econômica acarreta um desenvolvimento dos serviços responsáveis da sede, tanto com relação ao processamento da informação em si mesmo, quanto no que tange a elaboração dos programas e a escolha dos materiais. A importância relativa dos órgãos centrais e locais certamente sofre alterações. Em todo caso, sejam quais forem às mudanças de maior ou menor importância efetuadas, o principio básico da estrutura será mantido (SIMERAY, 1980); 2º Revisão dos procedimentos os procedimentos antigos devem ser modificados a fim de que os circuitos de transmissão das informações sejam adaptados aos novos meios. A introdução da automação exige que a Organização Administrativa intervenha, valorizando e desenvolvendo o órgão que dela se encarrega. No entanto, também neste caso a estrutura atualmente em vigor não sofre uma modificação profunda, pelo menos em relação as suas grandes linhas (id, ibid); e 3º Recentralização das decisões a descentralização das decisões resultava de uma necessidade de eficácia, qual seja, reduzir o comprometimento dos anéis de informação a fim de minimizar o tempo de intervenção, situando a decisão junto à fonte de informação. Entretanto, a partir de agora o tempo de intervenção foi reduzido pela automação e o circuito de transmissão das informações foi prolongado. Desapareceram assim parte dos problemas que tornavam a descentralização necessária (id, ibid). O recurso da automação que modifica a estrutura da rede de informações, pode acarretar um deslocamento dos centros de decisão. Dois casos devem ser então considerados: O centro de processamento automático dos dados é considerado simples fornecedor de serviços, recebendo informações em bruto e restituindo-as devidamente elaboradas. Seus clientes são ao mesmo tempo a Diretoria Geral e as unidades descentralizadas. Neste momento a Diretoria Geral conhece mais rapidamente do que no passado, os resultados globais da empresa, pois eles estão disponíveis ao mesmo tempo em que os dados saem das unidades locais. Ela toma conhecimento de determinados fatos que interessam a estas unidades, com alguma prioridade sobre elas. Porém, na medida em que a utilização das informações se efetua no local, a automação não provoca nenhuma modificação profunda na estrutura, a autonomia local é mantida e somente o controle é reforçado. No momento em que a sede possuir uma prioridade bem definida e uma exclusividade temporária da informação relacionada a atividade dos órgãos descentralizados, ter-se-á transposto um limiar. Os órgãos descentralizados perderão, ao menos em algumas áreas, a autonomia de decisão que lhes foi delegada, e sentirão realmente falta das informações necessárias, que daí em diante estarão concentradas na sede. A informação e a sua correta utilização diferenciam as empresas de sucesso das outras. O gerente administrativo deve ter em suas prioridades o aperfeiçoamento tecnológico aliado à produtividade. Os sistemas de informação podem auxiliar as empresas a sanarem um grande problema dos dias de hoje: a necessidade de informações internas e externas em um curto espaço de tempo. Essa necessidade surge pelo fato das rápidas mudanças ocorrerem no mercado. Ao longo do tempo, observou-se o desenvolvimento de diferentes tipos de sistemas de informações: transacionais, gerenciais, de apoio à decisão, para automação de escritório, para mineração de dados, especialistas, para executivos, de gestão empresarial e de relacionamento com o cliente. A integração da informação continua sendo um grande desafio. A implantação de tecnologias da informação envolve tanto a parte física e lógica quanto a parte humana. Sendo assim, as empresas devem investir em equipamentos que possam suprir suas necessidades, em softwares que dão suporte às atividades desempenhadas pelos seus profissionais, assim como no aprimoramento de seus colaboradores. Nessa implantação, é necessário que todo o esforço e investimento estejam voltados para o negócio da organização. A implantação de tecnologias da informação é antes realizada manualmente e passa a ser realizada por meios mais rápidos e seguros, agilizando todos os processos encadeados. Segundo Freitas et al. (1997, p. 77), os sistemas de informações são mecanismos cuja função é coletar, guardar e distribuir informações para suportar as funções gerenciais.

5 Os sistemas de informações podem auxiliar as empresas a suprirem a necessidade de informações internas e externas em um curto espaço de tempo, advinda das rápidas mudanças que ocorrem no mercado. Sem informações, as empresas não conseguem tomar decisões adequadamente, nem interagir apropriadamente no ambiente em que se encontram, prejudicando, desta forma, o seu desempenho. 3. Aspectos Técnicos a Serem Considerados 3.1 Necessidade de um SGBD Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados é fundamental para que a empresa armazene seus dados e posteriormente os atualize e disponibilize de acordo com suas necessidades. O dilema é qual SGBD utilizar e como fazê-lo adequadamente. Não está ainda claro se a produtividade e a qualidade dos produtos estão mesmo a melhorar com a introdução massiva destes meios na maioria das empresas. Dispor de meios tecnologicamente evoluídos não é uma garantia definitiva da obtenção de bons resultados. Atualmente vive-se a um ritmo alucinante. Um carro fica fora de moda no mês seguinte ao da sua aquisição. Um computador fica ultrapassado no dia da sua compra! Mas, o software já está desatualizado no momento da compra. Quando selecionamos meios informáticos, por exemplo, um computador grande ou pequeno, não sabemos se é o mais adequado, mas temos a certeza absoluta que haverá um processador mais veloz à venda na mesma loja no dia seguinte! A Intel encarregar-se-á de fazê-lo chegar ao mercado. Então, o que é que nos faz embarcar tão rapidamente na aquisição do tal computador? Há questões que devemos colocar antes de alinhar na crista da onda das tecnologias mais recentes. Por exemplo, as consequências financeiras da opção por novos sistemas serão mesmo compensadas com ganhos em acréscimos de produtividade e de qualidade dos produtos? Neste enfoque trataremos sobre o SGBD Oracle, procurando oferecer aos leitores deste artigo mais subsídios para avaliarem a utilização ou não deste em suas empresas ou instituições. Nos serviços do dia-a-dia, todos os Administradores de Banco de Dados se deparam com rotinas que devem ser executadas freqüentemente, seja para melhora de performance (atualização de estatísticas de índices, por exemplo), de segurança (verificações de acessos ao sistema ou avisos de perigos) ou a manutenção diária de objetos dos sistemas instalados no SGBD. Desenvolvedores de sistemas também passam por estas mesmas necessidades ao incluírem em suas aplicações rotinas que devem ser executadas periodicamente (atualização de tabelas de saldo, por exemplo) e que, geralmente, são executadas manualmente pelos próprios usuários do sistema podendo assim causar falhas e erros que comprometem toda a aplicação. Vemos a grande necessidade, e ao mesmo tempo a grande dificuldade, dos mesmos em implantar estes tipos de rotinas tanto no SGBD, como também no Sistema Operacional. Essas tarefas são muitas vezes feitas de forma manual, gastando-se assim muitos recursos (tempo e pessoal). 3.2 Oracle, suas Vantagens e Desvantagens Visando informar as características do Banco de Dados Oracle, surge a necessidade de levantar suas vantagens e as desvantagens Vantagens Suporte aos Usuários e a Influência disto na Administração Empresarial A ferramenta tema do artigo é complexa e robusta, por isso o profissional de informática não consegue sozinho dispor eficientemente de todos os recursos oferecidos pelo SGBD Oracle. Sendo assim o apoio técnico de outros profissionais especialistas do SGBD em questão podem dirimir eventuais dúvidas que surgirem esporadicamente. Para isto a Oracle tem alguns serviços. Ela oferece o serviço Oracle Suport Services (OSS) que é o centro das ofertas de serviços da Oracle Corporation. Este suporte possui o chamado serviço TAR (pedido de assistência técnica). Atualmente existem três níveis de suporte, mas somente o segundo dos três níveis, em conjunto com o primeiro, permite que você ligue para criar TARs. Tipos de Suporte: - Oracle Updates Subscription Services (serviços de assinatura de atualizações da Oracle) fornecem atualizações de programa e documentação, acesso ao MetaLink (fórum de suporte on-line da Oracle) e acesso limitado a patches de software por meio do MetaLink, a manutenção geral e versões de funcionalidade selecionadas fazem parte dessa oferta. - Oracle Product Suport (suporte de produtos Oracle) fornecem assistência para TAR 24 horas por dia, 7 dias por semana, acesso ao MetaLink para criação de TAR e atendimento a cliente não-técnico durante o dia comercial em sua área geográfica. -Incident Support (suporte a incidentes) é baseado na Internet, vendido em pacotes de dez TARs de cada vez, e só está disponível pra clientes rodando um dos seguintes versões: - Oracle Database Standard Edition uma versão reduzida da Eterprise Edition, sem parte da funcionalidade mais popular e mais útil, como o particionmento de dados e o suporte para cluster; - Oracle Database Personal Edition uma versão completa do banco de dados Oracle, voltada para indivíduos; - Oracle Database Lite uma versão que lhe permite criar e distribuir aplicaçõs empresariais para

6 uso portátil, realizando interface e compartilhamento de dados fácil com as versões Standard e Enterprise do Oracle, de porte maior Ambiente Amigável para o Cliente Novos grupos de usuários demandam acesso a informação de uma maneira mais rápida e eficiente. As aplicações que são desenvolvidas para atender estas necessidades têm seus próprios requerimentos de disponibilidade, desempenho e funcionalidade. Os Bancos de Dados Oracle podem ser encontrados em quatro edições diferentes, cada uma desenhada de acordo com o tipo de desenvolvimento e/ou cenário de produção. Além disso, a Oracle oferece várias opções adicionais que reforçam as capacidades do Banco de Dados para os requerimentos específicos de algumas aplicações Standard Edition - Este Banco de Dados está orientado ao gerenciamento de dados de aplicações departamentais, nos ambientes cliente/servidor ou, tanto para as intranets como para a internet. O Standard Edition possui ferramentas que facilitam a administração tanto em ambientes locais como distribuídos, assim como os meios necessários para construir as aplicações críticas do negócio. Enterprise Edition - Oferece uma administração poderosa, confiável e segura do banco de dados para qualquer tipo de aplicação: datawarehouse e aplicações de alta demanda via Internet. Oferece todas as ferramentas e funcionalidade para satisfazer os requerimentos de disponibilidade e escalabilidade das aplicações de massa crítica para as empresas de hoje Personal Edition - é o Banco de dados monousuário para o desenvolvimento e/ou produção que requeira completa compatibilidade com Oracle9i Standard Edition e Oracle9i Enterprise Edition. Disponibiliza as funcionalidades do Banco de Dados. As estações de trabalho pessoais, com a facilidade de uso e a simplicidade que você espera de um produto. Lite- Este pequeno Banco de Dados facilita a disponibilidade de aplicações personalizadas usando um grande número de dispositivos móveis. Lite proporciona um completo, integrado e simples esquema móvel de e-business. Lite inclui dois grandes componentes: Mobile Server: este servidor atua como o ponto de entrada dos dispositivos móveis aos serviços das aplicações e-busines; e Mobile Development Kit: proporciona os meios, ferramentas, APIs e exemplos de código para desenvolver aplicações móveis que trabalhem sem conexão. Toda a família de banco de dados Oracle foi construída para potencializar e facilitar o desenvolvimento e o uso da internet Segurança das Informações Muita proteção para os dados: A melhor maneira de aumentar a proteção de dados confidenciais é fornecendo controles de segurança em vários níveis. Com várias linhas de defesa, um mecanismo afetado não chega a comprometer informações críticas. O Oracle Database oferece maior proteção e segurança em vários níveis. A segurança é melhor mantida quando é centralizada. O Oracle Database oferece segurança centralizada, reduzindo o risco e os custos associados ao gerenciamento de um sistema heterogêneo de usuários, aplicações e dados de uma empresa. Todo banco de dados Oracle possui pelo menos um arquivo de controle. Pense no arquivo de controle como a lista de verificação de segurança do banco de dados. Ele contém uma lista de verificação das coisas que precisam estar corretas antes que a instância do banco de dados possa ser iniciada. Pense na instância do banco de dados como todos os programas que precisam estar rodando para que o Oracle selecione, insira, atualize ou exclua uma linha de dados no banco de dados. Essa lista de verificação inclui: nome do banco de dados; nomes e locais dos arquivos de dados; data e hora associadas a todos os arquivos de dados; etc. Se qualquer um desses itens, quando inspecionados, não combinar com a lista de verificação do arquivo de controle, considera-se o banco de dados como suspeito e ele não será iniciado. Se houver um arquivo de dados extra, ele não será iniciado. O banco de dados precisa estar em completo acordo com a lista de verificação do arquivo de controle ou então o banco não será iniciado. Este é um dos tipos de segurança oferecido pela Oracle Performance e Escalabilidade O Oracle9i Database dispõe de vários recursos que lhe proporcionam maior escalabilidade e performance em seu banco de dados. Você obtém Real Application Clusters, que oferece escalabilidade e confiabilidade praticamente ilimitada (ABBEY, 2002). Em benchmarks de processamento de transações, o Oracle Database é líder incontestável (ABBEY, 2002). O Oracle Database detém o recorde mundial em processamento de transações nos benchmarks TPC, inclusive com performance recorde em um único servidor e escalabilidade recorde por processador. Comprovadamente o mais rápido para aplicativos empresariais do mundo real (ABBEY, 2002). Os bancos de dados Oracle também estabeleceram recordes em benchmarks com SAP, Oracle Applications, JD Edwards e PeopleSoftware. Bancos de dados Oracle suportam as cargas de trabalho mais pesadas. Os prêmios recentes da Winter Corporation mostraram que o Oracle é a base para os mais

7 rápidos sistemas de processamento de transações online do mundo Solidez da Empresa Oracle A Oracle está no mercado a mais de 20 anos. Ela é responsável pelo primeiro SGBD a rodar em mainframes e minicomputadores em 1981, atingindo U$2,5 milhões em vendas. Em 1984 atinge U$13 milhões em vendas e lança o Oracle versão 4, com essa versão, o banco de dados alcança verdadeira interoperabilidade entre os servidores e PCs. Em 1986 surge o SGBD da Oracle com capacidades distribuídas, o que faz a empresa atingir a venda de U$55 milhões. Em 1995 ela atinge a casa dos U$2 bilhões em vendas. Com tudo isto é evidente que a Oracle é uma grande empresa de software, com muitos produtos e muitos clientes (ABBEY, 2002). A Oracle fornece os mais altos níveis de disponibilidade e proteção para os dados disponíveis no mercado atualmente. Como exemplos de recursos do Oracle9i Database temos: rápida recuperação de falhas no sistema, recuperação transparente de erro humano, proteção contra corrupção de dados e reduções drásticas na necessidade de downtime planejado. Tudo isto para garantir que o seu e- business esteja sempre disponível. Em detrimento de sua experiência e considerando os resultados obtidos nesses anos de atuação, a Oracle oferece maior segurança e confiabilidade de seus produtos e serviços Desvantagens Custo/Benefício A participação dos custos de informática é crescente em relação aos custos totais da empresa. Veja, a seguir, um resumo de comentários a respeito do assunto, retirado da pesquisa da CIA/FGV sobre o mercado de TI. Os gastos têm crescido 10% ao ano desde 1988, passando de 1,4% em 1990 para 4,2% em 2001 (FGV, 2003); Em 2000, ocorreu uma aceleração com 12%, por causa do bug (FGV, 2003); As maiores taxas de crescimento são das empresas menos informatizadas e do setor de serviços; O gasto total das médias e grandes empresas nacionais costuma estar entre 0,1% e 10% do faturamento (FGV, 2003); O ideal é comparar a média para o ramo de atividade da empresa com os valores dos concorrentes; Os índices para países do primeiro mundo são maiores que os nacionais os USA chegam a perto do dobro por exemplo. O mercado tem baseado as análises de custo de TI em dois principais indicadores, o percentual do faturamento e o custo anual por teclado. Percentual do faturamento é o indicador mais tradicional, que tem auxiliado a avaliar o grau de maturidade do uso da informática, seu grau de importância para a empresa e o nível de serviço provável prestado para a empresa. Um ponto frágil desse indicador é que ele tem baixíssima mobilidade quando se trata de comparar empresas de setores ou mesmo de ramos de atividades diferentes. A variável faturamento tem diferentes significados conforme o ramo, dificultando as comparações entre empresas de ramos diferentes (FGV, 2003). Custo anual por teclado (CAPT) trata-se de uma medida mais recente e mais simples. Ela procura somar os gastos e os investimentos totais em informática antes de dividi-los pela quantidade de equipamentos de informática existentes na empresa. Assim, eventuais restrições de acesso a dados de faturamento são contornadas. Além disso, trata-se de um indicador que facilita comparações entre ramos de atividades diferentes (FGV, 2003). Desta forma o administrador deverá avaliar os custos a serem gastos para a implantação da ferramenta em questão em comparação com os benefícios que ela trará, considerando as aspirações futuras de crescimento e atualizações. Esta avaliação deverá ser cautelosa e minuciosa para que não haja precipitações nas decisões tomadas. E depois de concluída todas as análises, optar pela que seja mais rentável e eficiente para a organização Disponibilidade de Recursos Humanos O custo para adquirir licenças da Oracle é elevado e conseqüentemente os cursos de treinamento nesta ferramenta também o são. Esta realidade encarece a mão de obra especializada, por isso o profissional com conhecimento em Oracle exige uma compensação pecuniária mais elevada que os profissionais de outras ferramentas. Também é bom considerar as atualizações do software que ocorrerão de acordo com o mercado, crescimento e a estrutura da empresa Estrutura de Hardware que Suporte a Ferramenta

8 O Oracle Database necessita, devido aos seus diversos serviços, de um equipamento com boa capacidade de processamento. Qualquer organização que desejar implantá-lo como banco de dados, deverá investir também na estrutura de hardware em sua empresa. Por isso o administrador deve considerar aspectos econômicos com relação a aquisição de novos hardwares. 4. Análise dos Preços dos Principais SGBDs Com o intuito de mensurar valores apresentar-se-á valores reais de mercado da ferramenta Oracle 9i, SQL Server 2000 e da Interbase. SGBD 50 Usuários 200 Usuários Interbase 7 U$3750 U$17250 SQL Server 2000 U$4999 U$19999 Oracle U$15000 U$60000 (A FAMÍLIA, 2002) Todos os preços estão em dólar e estas informações foram adquiridas nos sites das respectivas empresas. 5. Conclusão Através deste artigo procurou-se descrever de forma sintética e objetiva conceitos de ambiente de informática e sua importância, considerando para a implementação de um sistema de informação, utilizando o Banco de Dados Oracle, aspectos administrativos (organizações de pequeno e médio porte, política administrativa e de tecnologia da informação) e aspectos técnicos (a necessidade de um SGBD e as principais vantagens e desvantagens oferecidas pela ferramenta Oracle). Portanto, com os tópicos abordados através deste documento o administrador e o profissional de informática terão mais subsídios para decidir quando utilizar um Banco de Dados Oracle em suas organizações. Dentro de uma análise administrativa, funcional e econômica da instituição, o leitor avaliará o que realmente interessa e pretere para os seus investimentos e isso lhe proporcionará um esclarecimento do que irá perder e ganhar ao se decidir favorável ou não pela ferramenta em questão. O administrador deverá considerar se o ambiente já possui investimentos em outro SGBD específico, se a área de abrangência da informática justifica o SGBD em questão. Os custos tidos com os softwares que já estão funcionando também devem ser avaliados, pois para uma instituição mudar toda sua cultura e fazer um novo treinamento de seus usuários poderá ser muito oneroso. Em uma organização que já tenha uma boa estrutura de informática, não será interessante que ela mude seu gerenciador de base de dados, antes de mensurar os reais custos e benefícios com tal mudança. Além disto deve-se conhecer a visão dos administradores sobre a TI na instituição e dependendo desta, procurar dirimir dúvidas e esclarecer os pontos favoráveis e desfavoráveis de se ter eficiência na informatização dentro da entidade, inclusive levando em consideração sua projeção futura de crescimento. Como ferramenta de apoio o artigo serve para auxiliar os que o consultam sobre quando se deve utilizar o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Oracle como ferramenta oficial. Contudo, o artigo não se aprofunda em outra ferramenta Gerenciadora de Banco de Dados e nem como migrar de outros bancos para o Oracle. Isso não impede que o interessado utilize os conceitos vistos aqui e busque outras sugestões que o atenda com menor custo e risco. Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus e minha esposa Vanessa que me apóia sempre em todos os momentos de minha vida. Referências (A FAMÍLIA, 2002) A Família do Banco de Dados Oracle. Rio de Janeiro, Disponível em (ABBEY, 2002) ABBEY, Michael; COREY, Mike; ABRAMSON, Ian. Oracle 9i Guia Introdutório. Editora Campus. Edição (BARCELLOS, 2002) BARCELLOS, Cláudio Sérgio; COSTA, Cristiano André da. Sistemas Distribuídos e Modelo Cliente/Servidor. Disponível em (FGV, 2003) FGV, Fundação Getúlio Vargas. Tecnologia da Informação. São Paulo, Disponível em (RAMALHO, 1999) RAMALHO, José Antônio. Oracle 8i - Internet. Editora Berkley Brasil. Edição (SIMERAY, 1980) SIMERAY, J. P.. A Estrutura da Empresa Princípios e Definições Tipos de Estruturas e Organogramas.

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