UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT ENGENHARIA CIVIL JESSICA MAIRE KOEPP

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CCT ENGENHARIA CIVIL JESSICA MAIRE KOEPP TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO PELO MÉTODO DE ZONA DE RAÍZES: UM EMPREENDIMENTO, EM ÁREA RURAL JOINVILLE SC 2012

2 JESSICA MAIRE KOEPP TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO PELO MÉTODO DE ZONA DE RAÍZES: UM EMPREENDIMENTO, EM ÁREA RURAL Trabalho de Graduação apresentado ao curso de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil. Orientador: Prof. Msc. Robison Negri JOINVILLE SC 2012

3 JESSICA MAIRE KOEPP TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO PELO MÉTODO DE ZONA DE RAÍZES: UM EMPREENDIMENTO, EM ÁREA RURAL Trabalho de graduação apresentado ao Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil. Banca Examinadora: Orientador: Prof. Msc. Robison Negri Universidade do Estado de Santa Catarina Membro: Eng. Esp. Cristina Dudler Barater Membro: Prof. Msc. Kurt Morriesen Junior Universidade do Estado de Santa Catarina Joinville SC, 05 de junho de 2012

4 Á Deus. Á meus pais e a minha irmã pelos ensinamentos de vida e dedicação, por me apoiarem nas minhas principais decisões, em especial na minha carreira de Engenheira.

5 AGRADECIMENTOS Á Deus que prove sentido a tudo que realizo na minha vida. A minha mãe Sueli, que me apoiou nas minhas decisões, que me ensinou, me incentivou e que ajudou na minha caminhada até chegar até aqui. Ao meu pai Nelson, que me educou e me aconselhou. A minha irmã Jamille, pelo companheirismo. Ao grupo Quest pela oportunidade de desenvolver este trabalho para a utilização real nas suas instalações, pela ajuda no levantamento de dados e no desenvolvimento como um todo do projeto. Como na amizade, apoio, incentivo, concelhos, ensinamento e compartilhar de novas experiências e preocupação com o meu bem estar. Aos meus colegas da igreja, pelas orações, companheirismo e incentivo. Aos meus colegas de faculdade, pelo apoio, amizade, diversões e histórias de vida, e em especial pelos momentos de dificuldades compartilhados nestes cinco anos de faculdade. Aos professores que contribuíram para minha formação em especial meu professor orientador Robison Negri, pelo auxilio e dedicação deste trabalho. Ao meu atual chefe Marcio Rogério Sartori que me orientou nos cálculos e no orçamento.

6 A vida não é um problema a ser resolvido, é uma aventura que deve ser vivida. John Eldredge

7 RESUMO O objetivo deste trabalho é analisar tecnicamente e economicamente uma opção baseada em métodos biológicos de tratamentos de esgoto, de baixo custo de implantação e manutenção, mostrando seu funcionamento, vantagens e desvantagens. O método escolhido será aplicado em um empreendimento, localizado na área rural do município de Schroeder, de maneira que a implantação da infraestrutura se harmonize as características físicas da região de implantação do empreendimento, minimizando a geração de impactos ambientais. Como proposta, será utilizado um sistema composto por caixa de gordura, fossa séptica, filtro anaeróbio e zona de raízes. A escolha do sistema de tratamento terciário por zona de raízes se justifica na pretensão de se utilizar a vegetação local como forma de reduzir assim as intervenções ambientais locais. Palavra-chave: Zona de raízes. Tratamento natural do esgoto.

8 ABSTRACT The objective of this project is to analyze, from a technical and economic standpoint, biological methods of sewage treatment. I will look at the advantages and disadvantages of implementing and maintaining a low cost sewage system. The chosen method with be developed and installed in a rural area in the Municipality of Schroeder, SC. The manner in which this will be implanted will coincide with the physical characteristics of the region and minimize any environmental impact. In this proposal a system composed of a grease trap, septic tank, anaerobic filter and a root bed will be utilized. The choice of a tertiary treatment system using a root bed is justified by using the local vegetation as a way to reduce any environmental disruption. Key words: Root bed. Natural sewage treatment.

9 LISTA DE ABREVIATURAS ABNT ABS APP CF CONAMA DBO DQO EC ETE FSS IBGE NBR OD ph PRFV SAL SFH SFV SS SU TS UV VF VI ZR Associação Brasileira de Normas Técnicas Alquil. Benzeno sulfurado Área de preservação ambiental Coliformes fecais Conselho Nacional do Meio Ambiente Demanda bioquímica de oxigênio Demanda química de oxigênio Escherichia coli Estação de tratamento de esgoto Fluxo sub-superficial Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Norma Brasileira Oxigênio dissolvido Potencial de hidrogénio iónico Plástico Reforçado de Fibra de Vidro Superfície Aquática Livre Sistema de fluxo horizontal Sistema de fluxo vertical Sólidos sedimentáveis Sumidouros Tanque Séptico Ultravioleta Valas de filtração Valas de infiltração Zona de raízes

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Consequência do lançamento de carga orgânica em um curso d água Figura 2 - Fase líquida Figura 3 - Fase sólida Figura 4 - Decantador Figura 5 Processos de desinfecção de esgotos sanitários Figura 6 - Caixa de gordura Figura 7 - Fossa séptica Figura 8 - Corte esquemático de uma fossa séptica Figura 9 - Funcionamento de um Filtro anaeróbio Figura 10 - Conjunto Fossa e Filtro Figura 11 representação de um Sistema de Fluxo Horizontal típico Figura 12 representação de um Sistema de Fluxo Vertical típico Figura 13 - Esquema de uma ETE por meio de zona de raízes Figura 14 - Algumas plantas utilizadas no sistema de zona de raízes Figura 15 Foto do terreno em estudo Figura 16 Residência vizinha do empreendimento Figura 17 Croqui das posições do sistema de tratamento proposto Figura 18 - Dispositivos para ventilação e limpeza das fossas sépticas Figura 19 Detalhes de dimensões de um tanque séptico Figura 20 Dimensões das Fossas Sépticas Figura 21 Detalhe de instalação de uma fossa séptica retangular Figura 23 Zona de Raízes da Etapa Figura 24 Zona de Raízes da Etapa Figura 25 Camadas propostas para as zonas de raízes Figura 26 Espadana (Zizaniopsis bonariensis) Figura 27 Córrego presente na propriedade Figura 28 Rio que abastece as residências vizinhas... 77

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Composição simplificada do esgoto sanitário Tabela 2 - Classificação das águas doces em função dos usos predominantes Tabela 3 Padrões de balneabilidade Tabela 4 - Limites legais para OD e DBO Tabela 5 Inconvenientes do lançamento in natura de esgoto nos corpos d água.. 22 Tabela 6 Eficiência nos processos de lodo ativados Tabela 7 - Características dos métodos de aplicação no solo para águas e esgotos domésticos Tabela 8 plantas aquáticas emergentes da região Sul do Brasil Tabela 9 Eficiência de remoção dos principais parâmetros de monitoramento Tabela 10 Valores médios e desvio padrão, sobre um conjunto de 15 observações, para o sistema de Zona de Raízes Tabela 11 - Eficiência do sistema experimental de tratamento de esgoto doméstico do tipo zona de raízes Tabela 12 Principais fatores a serem considerados na avaliação de alternativas de tratamentos Tabela 13 Dimensionamento das Caixas de Gordura Tabela 14 Contribuição de despejos (C) e contribuição de lodo fresco (Lf) Tabela 15 - Tempo de detenção dos despejos (Td) Tabela 16 Taxa de acumulação (K) Tabela 17 Profundidade do tanque séptico Tabela 18 Dimensionamento das fossas sépticas Tabela 19 Dimensões encontradas para as Fossas Sépticas Tabela 20 Dimensões adotadas Tabela 21 Dimensionamento dos filtros anaeróbios Tabela 22 Contribuição diária para a caixa de equalização de vazão Tabela 23 Volume de entrada da caixa de equalização de vazão Tabela 24 Vazão de saída da caixa de equalização de vazão Tabela 25 Contribuição diária para as etapas das zonas de raízes... 71

12 Tabela 26 Absorção de N e K ao longo do ciclo de vida de uma cultivar de tomateiro Tabela 27 Dimensionamento das zonas de raízes Tabela 28 Primeira proposta de orçamento Tabela 29 Segunda proposta de orçamento Tabela 30 Terceira proposta de orçamento... 80

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVO JUSTIFICATIVA CONTEÚDO ESGOTO SANITÁRIO DEFINIÇÃO PADRÕES AMBIENTAIS Demanda Bioquímica de oxigênio LANÇAMENTO DE ESGOTO EM RIOS RISCOS DE CONTAMINAÇÃO Organismos patogênicos Legislação TRATAMENTO DE ESGOTO PROCESSO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Processos Físicos Processos Químicos Processos Biológicos TIPOS DE TÉCNICAS PARA TRATAMENTO Reatores anaeróbios Lodos ativados Decantadores Lagoas de Estabilização Disposição controlada no solo Desinfecção... 38

14 Cloração Cloração / descloração Ozonização Ultravioleta SISTEMAS PREDIAIS DE TRATAMENTO OU SISTEMAS INDIVIDUAIS Caixa de Gordura Fossas Sépticas Funcionamento Filtros Anaeróbios Caixa de Equalização de Vazão Zona de Raízes Tipos de sistemas Estrutura Camada suporte Plantas Remoção de Poluentes Resultados de Sistemas Existentes ESTUDO DE CASO LEVANTAMENTO DE DADOS Clima Vegetação / Topografia Estudo de vizinhança DIMENSIONAMENTO Caixa de gordura Fossa séptica Instalação de fossas sépticas in loco Filtro anaeróbio... 67

15 4.2.4 Caixa de equalização de vazão Zona de Raízes Conclusões LANÇAMENTO FINAL ORÇAMENTO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA GLOSSÁRIO APÊNDICE ANEXOS

16 15 1 INTRODUÇÃO Infelizmente em nosso País, do total de municípios 5.564, quase metade (44,9%) não possui um serviço essencial de tratamento de esgoto, para garantir a saúde de sua população, pelo menos não até o ano de Dados levantados na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, só 55,1% das cidades possuíam o serviço de coleta de esgoto. Os esgotos gerados, caso não sejam tratados adequadamente, podem contaminar os solos, águas superficiais, águas subterrâneas e podem acarretar focos de disseminação de doenças. Em áreas rurais, onde as casas ficam distantes umas das outras, torna-se inviável a instalação de um sistema de tratamento de esgoto coletivo. Surgindo a necessidade de cada casa possuir o seu próprio tratamento. No caso de residências com pequena produção de efluentes, a solução mais utilizada é a fossa séptica seguida ou não de filtro. Nos casos de empreendimentos maiores é necessário fazer um estudo sobre qual é o melhor sistema a ser utilizado. 1.1 OBJETIVO Este trabalho tem como objetivo transmitir a importância do tratamento dos efluentes produzidos no nosso dia a dia. Visa também demonstrar tecnologias existentes que podem ser adotadas de forma simplificada em locais onde o não haja tratamento sanitário. Tem como objetivo demostrar uma solução viável para áreas rurais, onde não haja tratamento de esgoto fornecido pelo município. Visa demonstrar na pratica através do estudo de caso o dimensionamento as dificuldades encontradas, as necessidades e problemas surgidos ao longo de um projeto. Ainda o custo e cuidados de implantação e manutenção do sistema sugerido.

17 16 O objetivo acadêmico deste trabalho é a melhor compreensão dos diferentes tipos de tratamentos existentes, como também das exigências necessárias para a disposição final do esgoto. Não só através da referencia bibliográfica como também com o estudo de caso, demonstrando estes aspectos na prática. 1.2 JUSTIFICATIVA As constantes buscas por uma melhor qualidade da água e soluções de tratamento da mesma com baixo custo de implantação e manutenção deram um objetivo para a realização de uma pesquisa que abrangesse estes aspectos. O tratamento que mais se encaixou na proposta foi o conjunto fossa séptica, filtro anaeróbio e zona de raízes. Que atende os aspectos citados acima além de utilizar plantas locais para o tratamento se integrando ao eco sistema da região. 1.3 CONTEÚDO O trabalho é subdividido em capítulos para melhor visualização do conteúdo. O capitulo 2 contém uma breve introdução de esgoto, seu principal foco é na legislação e padrões que devem ser adotados para o lançamento de esgoto no seu destino final. No capítulo 3 são apresentados pontos necessários para o entendimento dos processos de tratamento juntamente com exemplo dos tratamentos mais usuais. Explica teoricamente o que é uma caixa de equalização de vazão, que para alguns sistemas pode ser uma solução para o lançamento controlado de efluente. Como também a estrutura, funcionamento e considerações necessárias sobre o método de tratamento terciário por zona de raízes. O capítulo 4 entra no dimensionamento de uma instituição específica, que demostra os cálculos e conclusões obtidas para este caso. O capítulo 5 sugere opções de orçamento levantado para este sistema. Em seguida são retiradas conclusões baseadas no estudo e dimensionamentos feitos para este trabalho.

18 17 2 ESGOTO SANITÁRIO 2.1 DEFINIÇÃO A definição de Esgoto sanitário segundo a Associação Brasileira de normas técnicas ABNT, norma brasileira NBR 9648, é o Despejo líquido constituído de esgotos doméstico e industrial, água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária. Pode-se separar essa definição em quatro tipos (ABNT, 1986): -o esgoto doméstico é o resíduo resultante do uso da água pra fins de higiene e necessidades fisiológicas humanas; -o esgoto industrial é o resíduo resultante dos processos industriais, o qual não será tratado neste trabalho; -água de infiltração é a água que infiltra nas canalizações indesejavelmente vinda do subsolo; -contribuição pluvial parasitária é a parcela de água da chuva que escoa superficialmente e penetra na canalização. A composição dos esgotos sanitários é constituída, na sua maior parte, por água 98%, pois o esgoto é o uso da água, a outra parcela é composta de contaminantes: sólidos suspensos, compostos orgânicos (proteínas: 40% a 60%; carboidratos: 25% a 50%; e óleos e graxas: 10%), nutrientes (nitrogênio e fósforo), metais, sólidos dissolvidos inorgânicos, sólidos inertes, sólidos grosseiros, compostos não biodegradáveis, organismos patogênicos e, ocasionalmente, contaminantes tóxicos decorrentes de atividades industriais ou acidentais (HAANDEL et al., 1999). Portanto a principal preocupação é com a disposição final deste efluente, pois, dependendo da carga orgânica presente, pode causar efeitos maléficos para o meio ambiente solo, água, ar e para a saúde de seres vivos. Por isso cresce as pesquisas e investimentos em formas de tratamento desses resíduos (HAANDEL et al., 1999). A Tabela 1 a seguir representa a composição do esgoto em uma forma simplificada:

19 18 Tabela 1 - Composição simplificada do esgoto sanitário Em média 99,9% de água 0,1% de sólidos (*) Solidos grosseiros Areia Sólidos sedimentáveis Sólidos dissolvidos Composição simplificada do esgoto sanitário Descrição Água de abastecimento utilizada na remoção do esgoto das economias e residências Grades Caixas de areia Sólidos em suspensão quantidade de sólidos no efluente dependerá da eficiência da ETE Fonte: (NUVOLARI, et al., 2003.) Decantação primária Processos biológicos (*) Após o tratamento, o efluente final das ETEs ainda contém certa percentagem de sólidos, e a maior ou menor 2.2 PADRÕES AMBIENTAIS Os padrões microbiológicos para águas tratadas destinadas a consumo público estão definidos pela Resolução Conama 357 de 2005, complementada pela Conama 430 de Para atender ao sistema de classes de qualidade necessária para os seus usos predominantes, previsto na referida resolução, são classificadas em água doce, salobras e salinas de acordo com o seu uso, mostrado na Tabela 2 (CONAMA, 2005). - águas doces: águas que possuem salinidade igual ou inferior a 0,5 ; - águas salobras: águas que possuem salinidade superior a 0,5 e inferior a 30 ; - águas salinas: águas que possuem salinidade igual ou superior a 30.

20 19 Tabela 2 - Classificação das águas doces em função dos usos predominantes. f) com desinfecção. Fonte: (CONAMA, 2005) Especial Especial Especial Abastecimento para consumo humano (f) (a) (b) (b) (b) Preservação Equilibrio Natural das comumunidades Aquáticas Preservação Ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral Recreação de contato primário Proteção das comunidades aquáticas em terras indígenas Proteção das comunidades aquáticas Irrigação (c) (d) (e) (c) Criação de espécies (aquicultura) Dessedentação de animais Pesca amadora Navegação Harmonia paisagística Recreação de contato secundário Usos menos exigentes USO Notas: a) após o tratamento simplificado; b) após tratamento convencional ou avançado; d) hortaliças e plantas frutíferas; e) culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; Classe Doces Salinas Salobras c) hortaliças consumidas cruas e frutas que se desenvolvam rentes ao solo e sejam ingeridas cruas sem remoção de película; Criou-se a fim de assegurar as boas condições do ser humano e do ecossistema aquático, técnicas para aferir a qualidade das águas, de maneira á preservar essas condições que são comprometidas com a poluição. Estes instrumentos estão presentes na Resolução Conama que é de responsabilidade do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA, 2011). Na Tabela 3 padrões de Balneabilidade para corpos d água. Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário (CONAMA, 2000).

21 20 Tabela 3 Padrões de balneabilidade Balneabilidade - Categoria Própria Execelente Muito Boa Satisfatória Imprópria Padrões para o corpo d'água Máxima de 250 CF/100ml¹ ou 200 EC/100ml³ ou 25 enterococos/100ml⁴ em 80% ou mais das amostras das cinco semanas anteriores. Máxima de 500 CF/100ml¹ ou 400 EC/100ml³ ou 50 enterococos/100ml⁴ em 80% ou mais das amostras das cinco semanas anteriores. Máxima de 1000 CF/100ml¹ ou 800 EC/100ml³ ou 100 enterococos/100ml⁴ em 80% ou mais das amostras das cinco semanas anteriores. a) Não atendimento aos critérios estabelecidos para as águas próprias. b) Incidência elevada ou anormal, na região, de enfermidades transmissíveis por via hídricas, indicadas pelas autoridades sanitárias. c) Valor obtido na última amostragem for superior a 2500 CF/100ml¹ (termotolerantes) ou 2000 EC/100ml³ ou 400 enterococos/100ml. d) Presença de resíduos os despejos, sólidos ou liquidos, inclusive esgotos sanitários, óleos, graxas e outras substâncias, capazes de oferecer risco à saúdeou tornar desagradável a recreação. e) ph < 6,0 ou ph > 9,0 (águas doces), à exceção das condições naturais. f) Floração de algas ou outros organismos, até que se comprove que não oferecem riscos à saúde humana. g) Outros fatores que contra-indiquem, temporária ou permanentemente, o exercício da recreação de contato primário. 1. Coliformes fecais; 2. coliformes totais; 3. Escherichia coli; 4. os padrões referentes aos enterococos aplicam-se somente às águas marinhas. Fonte: Resolução Conama 274/ Demanda Bioquímica de oxigênio A demanda bioquímica de oxigênio (DBO) é a quantidade de oxigênio que o rio necessita para a estabilização da matéria orgânica em decomposição, em outras palavras o oxigênio necessário aos microrganismos (NUVOLARI et al., 2003).

22 21 Existem ensaios e normas para determinar este índice, segundo a legislação a concentração limite de oxigênio dissolvido (OD) e a DBO dependem da classe em que se encontram, Tabela 2, este padrão está demonstrado na (NUVOLARI et al., 2003). Tabela 4 - Limites legais para OD e DBO Limites legais para OD e DBO para os corpos d água doce Parâme tro Unid. Padrões de qualidade dos corpos d água conforme suas classes (CONAMA 357/05) Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 Padrões de qualidade dos corpos d água conforme suas classes (Decreto Estadual Paulista 8468/76) Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe DBO ² mg/l NF NF ¹ ³ O.D. mg/l NF ¹ 5 4 0,5 Obs: NF = valor não fixado ¹ A Resolução CONAMA 357/05 não permite lançamento de efluentes, mesmo tratados, na água de classe especial. O Decreto Estadual Paulista 8468/76 faz a mesma restrição para águas de classe 1. ² Segundo o Decr. 8468/76, o limite padrão de lançamento da DBO<60mg/L pode ser ultrapassado no caso de efluentes de sistemas de tratamento que reduzam a carga poluidora em no mínimo 80%, o que vem sendo muito criticado, pois 80% num efluente industrial poderá resultar numa carga remanescente ainda bastante alta. Nesse aspecto, a Resolução CONAMA 357/05, apresenta-se mais sensata. Os limites podem ser ultrapassados desde que estudos indiquem que o O.D. permanecerá dentro dos padrões para a vazão crítica Q7-10 (média das vazões mínimas de 7 dias consecutivos e com tempo de recorrência de 10 anos). ³ O decreto 8468/76 prevê para águas de Classe 4, quando utilizadas para abastecimento público, os mesmos limites de concentrações, para substancias potencialmente prejudiciais, estabelecidos para as águas de Classe 2 e 3. Fonte: NUVOLARI, et al., 2003 apud Resolução CONAMA 357/05 e Decreto Estadual Paulista 8468/76. Consultar a Resolução CONAMA para demais padrões LANÇAMENTO DE ESGOTO EM RIOS Quando o esgoto não é tratado e é lançado diretamente em rios, ocorre com isso uma redução do oxigênio presente nesse rio (HAANDEL et al., 1999). Os cursos de água possuem uma capacidade de se auto estabilizar de uma carga de poluentes, chamada autodepuração que vária conforme a sua vazão, turbulência das águas, temperatura, etc., podem ocorrer à entrada de oxigênio pela superfície ou pela atividade de algas, chamada reaeração e com isso a recuperação natural desse corpo receptor ao longo do seu percurso. Em casos em que o rio não

23 22 tem condições de se manter com oxigênio suficiente para o desenvolvimento de vidas aquáticas, o lançamento de esgoto pode provocar situação desastrosa para a vida aquática que depende de meio aeróbio, pois mesmo ocorrendo à aeração natural, pode haver trechos onde a concentração de oxigênio se reduz a zero. (HAANDEL et al., 1999). Na Tabela 5, estão demonstrados alguns inconvenientes do lançamento in natura do esgoto em rios: Tabela 5 Inconvenientes do lançamento in natura de esgoto nos corpos d água. Inconvenientes do lançamento in natura de esgoto nos corpos d água Matéria orgânica solúvel Elementos potencialmente tóxicos Cor e turbidez Nutrientes Provoca a depleção (diminuição ou mesmo a extinção) do oxigênio dissolvido, contido na água dos rios e estuários. Mesmo tratando, o despejo deve estar na proporção da capacidade de assimilação do curso d água. Algumas dessas substâncias podem ainda causar gosto e odor às fontes de abastecimento de água. Ex: fenóis. Ex: cianetos, arsênio, cádmio, chumbo, cobre, cromo, mercúrio, molibdênio, níquel, selênio, zinco, etc. Apresentam problemas de toxicidade (a partir de determinadas concentrações), tanto às plantas quanto aos animais e ao homem, podendo ser transferidos através da cadeia alimentar. Indesejáveis do ponto de vista estético. Exigem maior quantidade de compostos químicos para o tratamento dessa água. Interferem na fotossíntese das algas nos lagos (impedindo a entrada de luz em profundidades). Principalmente nitrogênio e fósforo, aumentam a eutrofização dos lagos e dos pântanos. Inaceitáveis nas áreas de lazer e recreação. Materiais refratários Aos tratamentos: Ex ABS (alquil. Benzenosulfurado). Formam espumas nos rios, não são removidos nos tratamentos convencionais. Óleos e graxas Os regulamentos exigem geralmente sua completa eliminação. São indesejáveis esteticamente e interferem com a decomposição biológica (os microrganismos, responsáveis pelo tratamento, geralmente morrem se a concentração de óleos e graxas for superior a 20 mg/l). Ácidos e Álcalis A neutralização é exigida pela maioria dos regulamentos, dependendo dos valores de ph do líquido há interferência com a decomposição biológica e com a vida aquática. Materiais em suspensão Formam bancos de lama nos rios e nas canalizações de esgoto. Normalmente provocam

24 23 Temperatura elevada decomposição anaeróbia da matéria orgânica, com liberação de gás sulfídrico (cheiro de ovo podre) e outros gases malcheirosos. Poluição térmica que conduz ao esgotamento do oxigênio dissolvido no corpo d água (por abaixamento do valor de saturação). Fonte: NUVOLARI, et all, 2003 apud Jordão e Pessoa, A partir do ponto de lançamento de esgoto em um rio de águas limpas, para melhor compreensão da zona de autodepuração, pode-se dividir em cinco zonas o rio a jusante deste ponto (NUVOLARI, 2003). - zona de águas limpas: é o ponto antes do lançamento do efluente, considerando que não haja contaminação anteriormente, conservando as características do ecossistema presente, este trecho é denominado de limite do seu equilíbrio natural; - zona de degradação ou zona de mistura; neste trecho é onde ocorre a mistura do efluente e a água do rio, provocando um desequilíbrio. Esta zona é caracterizada por conter muitos sólidos em suspensão, formação de banco de lodo, redução dos seres aeróbios que são sensíveis as novas condições. - zona de decomposição ativa: é o ponto onde ocorre uma redução do oxigênio, muitas vezes chegando a zero, isso acarreta a redução total ou quase total de peixes e seres vivos que dependem do oxigênio para sobreviver. Dando origem ao processo de decomposição anaeróbio, forma-se além da água e do gás carbônico, o gás sulfídrico, amônia, mercaptanas, escatóis e outros, estes provocam maus odores. - zona de recuperação: é onde inicia o processo de regeneração do rio as suas condições naturais, neste trecho é onde ocorre a recuperação da concentração do oxigênio que havia sido extinto principalmente pelo processo de respiração das bactérias. Há um menor consumo de oxigênio, devido à menor concentração de matéria orgânica, esta matéria parte foi sedimentada no leito do rio, parte foi decomposta e a maior parte ficou em suspenção.

25 24 - zona de águas limpas: é o trecho onde o ecossistema volta a suas condições naturais, os seres vivos retomam o seu crescimento. Pode ocorrer a proliferação de uma maior quantidade de algas ocasionada pelo excesso de nutrientes que podem haver se o rio for de pequeno fluxo. Para melhor compreensão das zonas de autodepuração, a Figura 1 demonstra um perfil esquemático do que foi explicado. Figura 1 Consequência do lançamento de carga orgânica em um curso d água. Fonte: (Nuvolari, 2003 apud Rodrigues 2000)

26 RISCOS DE CONTAMINAÇÃO A contaminação do homem pelo esgoto pode ocorrer de várias formas: pelo consumo de água não tratada ou água tratada de má qualidade; ingestão de alimentos contaminados; ou por contato da pele com a água ou com o solo contaminado (CORAUCCI FILHO et al., 2003). Os esgotos sanitários são as principais fontes de contaminação dos corpos d água e do solo. Com isso, comprova a preocupação e a necessidade do controle da qualidade dos efluentes (CORAUCCI FILHO et al., 2003) Organismos patogênicos A variedade e a abundância dos organismos patogênicos presentes no esgoto depende de vários fatores, como: a quantidade de pessoas infectadas e a densidade de organismos contidos nas fezes desses indivíduos (CORAUCCI FILHO et al., 2003). A seguir uma descrição dos principais grupos de organismos presentes em esgoto sanitário (CORAUCCI FILHO et al., 2003): -bactérias: é o organismo mais presente no esgoto, em especial os coliformes fecais que normalmente não são causadores de doenças, mas que podem estar agregados a outras bactérias que causam doenças gastrointestinais; -vírus: o esgoto pode conter o chamado vírus entérico, os quais se multiplicam no estomago do ser humano e são expelidos pelas fezes. Esses vírus são causadores de doenças, são elas: a hepatite infecciosa, as gastroenterites e as diarreias; -protozoários: entre as espécies de protozoário, a que mais se encontra no esgoto é o Cryptosporidium, ele se desenvolve dentro de um hospedeiro até criar uma cápsula protetora, chamado cisto, estes são eliminados nas fezes, que podem causar infecção em um novo hospedeiro, criando um processo infeccioso;

27 26 -helmintos: são encontrados nos esgotos como ovos ou larvas, estes contaminam os seres humanos através da ingestão ou por penetração na pele ou mucosa, acarretando em um processo infeccioso. Estes helmintos vivem como parasitas e são eliminados pelas fezes Legislação Existe a necessidade de especificar padrões para a desinfecção do esgoto e princípios para o direito ao uso da água provenientes da mesma, pois o resíduo de uma comunidade torna-se matéria-prima para outra a jusante. (PARLATORE, 1977). O Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, no uso de suas atribuições estabelece na RESOLUÇÃO CONAMA n 430, de 13 de maio de 2011, que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados no corpo receptor sem nenhum tratamento prévio, se obedecerem o seguinte artigos: Art. 16. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados diretamente no corpo receptor desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: I - condições de lançamento de efluentes: a) ph entre 5 a 9; b) temperatura: inferior a 40 C, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3 C no limite da zona de mistura; c) materiais sedimentáveis: até 1 ml/l em teste de 1 hora em cone Inmhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente; e) óleos e graxas: 1. óleos minerais: até 20 mg/l; 2. óleos vegetais e gorduras animais: até 50 mg/l; f) ausência de materiais flutuantes; e g) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20 C): remoção mínima de 60% de DBO sendo que este limite só poderá ser reduzido no caso de existência de estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor; O CONAMA também atribui parâmetros para os efluentes lançados no corpo receptor oriundos de tratamento de esgoto sanitário, deverão obedecer as seguintes condições:

28 ): Art. 21. Para o lançamento direto de efluentes oriundos de sistemas de tratamento de esgotos sanitários deverão ser obedecidas as seguintes condições e padrões específicos: I - Condições de lançamento de efluentes: a) ph entre 5 e 9; b) temperatura: inferior a 40 C, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3 C no limite da zona de mistura; c) materiais sedimentáveis: até 1 ml/l em teste de 1 hora em cone Inmhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; d) Demanda Bioquímica de Oxigênio-DBO 5 dias, 20 C: máximo de 120 mg/l, sendo que este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluente de sistema de tratamento com eficiência de remoção mínima de 60% de DBO, ou mediante estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor. e) substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas) até 100 mg/l; e f) ausência de materiais flutuantes. Alguns outros aspectos devem ser levados em conta, como (GIORDANO, - a cor do efluente não deve haver mudanças acentuadas, no ponto de lançamento; - não deve haver odores desagradáveis no efluente; - o efluente não deve conter espuma.

29 28 3 TRATAMENTO DE ESGOTO 3.1 PROCESSO DE TRATAMENTO DE ESGOTO O tratamento pode envolver diferentes níveis, designados tecnicamente de tratamento primário, secundário ou terciário (HAANDEL et al., 1999). -tratamento primário: tem por objetivo remover os sólidos grosseiros, principalmente por meio de grades e a sedimentação, pelo uso de caixa retentora de areia e decantadores ou flotação de materiais constituídos, sobretudo de partículas em suspensão (CAMPOS, 1999); -tratamento secundário: destina-se à deterioração biológica de compostos carbonáceos, que é um mineral rico em carbono (HAANDEL et al., 1999); -tratamento terciário: tem por objetivo a redução das concentrações de nitrogênio e de fósforo através de processos biológicos realizados em fases seguintes denominadas nitrificação e desnitrificação. A remoção de fósforo pode também ser efetuada por meio de tratamento químico, um exemplo é com sulfato de alumínio (HAANDEL et al., 1999). Os efluentes passam por diversas etapas de tratamento, que acontece em duas fases, a líquida e a sólida. Como exemplificado na Figura 2 uma ETE para a fase líquida (SABESP, 2012):

30 29 Figura 2 - Fase líquida Fonte: SABESP, 2012 Os números a seguir representam as etapas do tratamento ilustradas na Figura 2. O esgoto é bombeado (1), passando então pelos gradeamentos (2,3) que servem para retirar sólidos grosseiros e lixos. Em seguida tem-se as peneiras rotativas (4), que tem por finalidade a separação dos sólidos que restaram dos métodos anteriores, estes são recolhidos com caçambas e encaminhados para ateros sanitários. Seguindo o sistema o efluente passa pela desarenação (5), que tem a finalidade de retirar a areia através da sedimentação. O próximo é o tanque de aeração (6), onde ocorre a remoção da matéria orgânica através da reação bioquímica, indo para o decantador secundário (7), estes são responsáveis pela separação dos sólidos em suspensão e pela sedimentação dos mesmos criando o lodo ativado que é levado de volta ao (6) para suprir a necessidade de microrganismos que decompõem a matéria orgânica. E por fim lançado nos rios (8) (SABESP, 2012).

31 30 Como citado anteriormente a existência das fases de tratamento. A fase líquida e a solida, na Figura 3 tem-se um exemplo de ETE para a fase sólida (SABESP, 2012): Figura 3 - Fase sólida Fonte: SABESP, 2012 Segue o mesmo padrão de numeração do exemplo anterior, os números se referem as etapas de tratamento para a fase sólida, representado na Figura 3. O esgoto entra no sistema (1), indo para os adensadores de densidade e nos flotadores (2) onde é feito o adensamento do lodo, para isso é necessário à redução do seu volume, retirando a água presentes neste lodo, existindo dois métodos: por gravidade, onde o lodo é retirado do fundo do tanque e por flotação, onde o ar é introduzido na solução através de uma câmara de alta pressão. A seguir é feito o condicionamento químico (3) do lodo que resulta na coagulação de sólidos e liberação da água absorvida. Para isso é usado cloreto férrico, cal, sulfato de alumínio e polímeros orgânicos. E então o lodo passa por Filtros Prensa (4) onde a desidratação é feita ao forçar a água do lodo sob alta pressão. A seguir o lodo é

32 31 transportado em esteiras (5) até um silo de armazenagem (6) e então enviado para aterros sanitários (SABESP, 2012). Em cada uma das etapas do tratamento ocorrem vários processo físicos, químicos e biológicos. Na sequencias serão descritos os princípios dos processos utilizados nos sistemas de tratamento de efluentes Processos Físicos Os agentes físicos são: transferência de calor, aquecimento ou incineração, as radiações ionizantes, a radiação UV e a filtração em membranas (CORAUCCI FILHO et al., 2003): -aquecimento: é um mecanismo caro, portanto não usual para a desinfecção de esgoto. Mas é muito eficiente; -radiação ionizante: é utilizada somente para pequeno porte, pelo seu custo ser excessivo; -radiação ultravioleta: sua utilização é crescente, por duas técnicas: a por reatores, que geram artificialmente a radiação ultravioleta, ou por solarização que é uma técnica que utiliza a luz solar para a desinfecção das águas em pequena quantidade; -filtração em membranas: já é utilizada em várias estações e o seu uso só esta crescendo, pelo custo das membranas ser baixo; Os processos físicos, resumidamente, são os que removem os sólidos em suspensão, sedimentáveis e flutuantes. Alguns exemplos destes processos é o gradeamento, peneiramento, separação de óleos e gorduras, sedimentação e flotação (GIORDANO, 2012). Outros processos são responsáveis por remover a matéria orgânica e inorgânica em suspensão, são eles, a filtração em areia e o processo de filtração em membranas. Por fim tem-se a radiação ultravioleta, que é responsável pela desinfecção (GIORDANO, 2012).

33 Processos Químicos Os agentes químicos mais utilizados na desinfecção de esgotos são cloro, dióxido de cloro e ozônio (CORAUCCI FILHO et al., 2003). Os processos químicos são os que durante seu sistema promovem a remoção dos poluentes através de reações químicas. Com a utilização de produtos químicos, como, agentes de coagulação, floculação, neutralização de ph, oxidação, redução e desinfecção. Os principais processos químicos são: Clarificação química que tem a função de remover a matéria orgânica coloidal, incluindo os coliformes, Eletrocoagulação tem por objetivo a remoção da matéria orgânica, incluindo compostos coloidais, corantes, óleos e gorduras, precipitação de fosfatos e outros sais, remove nutrientes através da adição de coagulantes químicos compostos de ferro e ou alumínio, Cloração e a Oxidação por ozônio que serve para a desinfecção dos efluentes, a Redução do cromo hexavalente, Oxidação de cianetos, Precipitação de metais tóxicos e a Troca iônica (GIORDANO, 2012) Processos Biológicos Tais processos tem por objetivo a remoção da matéria orgânica dissolvida e em suspenção, através da transformação desta em sólidos sedimentáveis ou em gases. Reproduzindo os processos de autodepuração que ocorrem na natureza Estes processos utilizam a matéria orgânica dissolvida ou em suspensão presentes nos efluentes, como substrato para microrganismos, transformando-os em gases, água e novos microrganismos (GIORDANO, 2012). Os principais processos biológicos são: Lagoas anaeróbias e fotossintéticas, processos aeróbios como os lodos ativados, aeração prolongada, lodos ativados convencionais, lagoas aeradas facultativas, aeradas aeróbias, processos facultativos como os filtros biológicos, biodiscos e biocontactores e algumas lagoas como fotossintéticas e aeradas facultativas, os Biocontactores e processos anaeróbios que ocorrem em lagoas anaeróbias e biodigestores (GIORDANO, 2012).

34 TIPOS DE TÉCNICAS PARA TRATAMENTO Reatores anaeróbios Primeiramente é necessário entender como funciona a digestão anaeróbia, que é um processo biológico, onde ocorre a degradação dos compostos orgânicos presentes no esgoto e transforma-o em gases metano, dióxido de carbono e outros. Processo realizado pelas bactérias anaeróbias ou facultativas (CAMPOS et al., 2006 apud SOUZA, 2001). Existem fatores que interferem na digestão anaeróbia como a temperatura, o ph, a alcalinidade e a presença de nutrientes, necessitando um controle rigoroso das condições ambientais (LOBO et al., 2012). Diversas configurações de reatores vêm sendo estudadas ao longo dos anos, os mais utilizados são: lagoa anaeróbia, manta de lodo, de leito expandido ou fluidizado, de leito rotatório, tanque séptico e filtros anaeróbios (CAMPOS et al., 2006 apud CHERNICHARO&CAMPOS, 1992). O funcionamento do processo de manta de lodo consiste da seguinte maneira, o afluente entra no fundo e continua de baixo para cima, atravessando três etapas: o leito do lodo, onde se encontra uma biomassa ativa, em seguida, a manta de lodo, que também é uma biomassa, mas menos densa, e por ultimo um separador, onde ocorre a separação do líquido, sólidos em suspensão e gases. A estabilização da matéria orgânica ocorre nas zonas de reação, leito e manta de lodo (CAMPOS et al., 2006 apud CHERNICHARO&CAMPOS, 1992). As desvantagens desse processo (LOBO et al., 20012): - as bactérias são inibidas por um maior número de compostos; - a partida do reator pode ser lenta na ausência de lodo adaptado; - pode ocorrer a geração de odores; - pode haver a existência de um efluente com aspecto desagradável; - há suscetibilidade a mudanças nas condições ambientais. Suas vantagens (LOBO et al., 2012): - há geração de lodo em pequena quantidade; - uma pequena utilização de consumo de energia; - pequena área de implantação do sistema;

35 34 - baixo custo de implantação Lodos ativados Os lodos ativados são produzidos a partir de um esgoto bruto ou decantados, pelo crescimento de organismos na presença de oxigênio. O processo de tratamento consiste na mistura do esgoto com o lodo e então agitados e aerados, classificado como um processo biológico e aeróbio. Após esta etapa o lodo formado segue para um decantador secundário onde é feito a separação da parte sólida e do esgoto tratado (CARMO JUNIOR, 2012). A estrutura do sistema é composta por taque de aeração ou reator, tanque de decantação chamado também de decantador secundário e recirculação do lodo (CARMO JUNIOR, 2012). É necessário fazer o controle das condições ambientais dos reatores para que haja a ocorrência do lodo, ou flocos, densos (CARMO JUNIOR, 2012). - o controle do ph, tendo um efluente neutro; - deve haver a presença de nutrientes, nitrogênio e fósforo; - deve ser adicionado oxigênio; - deve haver o controle de substâncias tóxicas. As principais vantagens do sistema de tratamento por lodos ativados é uma maior eficiência de tratamento, maior flexibilidade de operação e uma pequena área a ser ocupada. Como todo sistema, este também possui algumas desvantagens como, a necessidade de um controle por laboratório, o custo de operação é alto e a a falta de mão de obra especializada para a operação do sistema (CARMO JUNIOR, 2012). Tabela 6 Eficiência nos processos de lodo ativados Processo/Parâmetro Lodos Ativados Convencionais Lodos Ativados com Aeração Prolongada Fonte: CARMO JUNIOR, 2012 DBO DBO Nitrogenada Sólidos em Carbonácea (%) (%) Suspensão (%)

36 Decantadores Decantação é o processo de separação das matérias em suspensão, através da sedimentação, separando o sólido do líquido. Os tanques podem ser circulares ou retangulares, o efluente entra no tanque através de um sistema central de forma constante e uniforme. Sobre o tanque é posicionado uma ponte raspadora, que possui pás removedoras de lodo, o lodo através de um sistema de descargas de fundo, o mesmo pode ser adensado no poço de lodo do decantador e enviado diretamente para a digestão. A água purificada é retirada pela parte superior do equipamento através de calhas circular e encaminhada para o próximo processo (AGE, 2012). Os decantadores tem a função de realizar o tratamento primário e/ou secundário de efluentes. A Figura 4, representa um decantador (AGE, 2012): Figura 4 - Decantador Fonte: AGE, Lagoas de Estabilização Este método é eficiente na eliminação de matéria orgânica. Os agentes utilizados para a desinfecção são: temperatura, insolação, ph, escassez de alimentos, organismos predadores, competição, compostos tóxicos e elevada concentração de oxigênio dissolvido (CORAUCCI FILHO et al., 2003).

37 Disposição controlada no solo Para este método o solo e as plantas são fundamentais para o processo de tratamento, o solo proporciona a purificação natural da parte de esgoto que não é evaporada, de forma física, química e biológica. Podendo alcançar uma redução de 95% dos organismos presentes no esgoto. Este método divide-se em três tipos (SEZERINO, 2005): -infiltração: é indicado para terrenos planos, permeabilidade alta e espessa camada de solo acima do lençol freático. Neste sistema parte do esgoto será absorvida pela vegetação, parte da água vai para atmosfera pela evapotranspiração e parte é incorporada ao solo, mas a maior parte ira percorrer esta camada de solo até atingir o lençol freático. Este sistema consiste na recarga do lençol freático, o tratamento natural seguido de drenagem; -irrigação: este processo tem por objetivo suprir a necessidade de água das plantas, este método não consiste apenas no tratamento do esgoto, mas na reutilização dele; -escoamento superficial: este método diferente dos outros é uma solução para solos com baixa permeabilidade, terrenos com baixa declividade que provoquem o escoamento. Neste processo as plantas tem a função de retirar os nutrientes, filtrando os sólidos em suspenção, o restante sofre processo de decomposição. Na Tabela 7, estão representadas as características destes métodos, pode-se observar que por ser um sistema que depende de área para sua implantação, é mais recomendado para pequenas comunidades urbanas, zonas rural ou bairros isolados de cidades maiores (HAANDEL et all, 1999).

38 37 Tabela 7 - Características dos métodos de aplicação no solo para águas e esgotos domésticos. Método de tratamento Objetivo Solo e geologia Dispersão da água aplicável Escoamento superficial Carga anual m/ha.ano Área molhada de solo para 10³m³ 3,7 a 18,7 48,1 a 240,6m² acrescido de área de tamponam ento. Irrigação 0,7 a 3,7 240,6 a 1.176,1m² acrescidos de área de tamponam ento Irrigação de alta taxa Infiltraçãopercolação 0,7 a 7,5 117,6 a 1176,1 m² acrescidos de área de tamponam ento 8,2 a 375,0 2,1 106,9m² acrescidos de área de tamponam ento Otimização do tratamento da água. Crescimento de vegetação casual. Tratamento de efluentes primário, secundário, terciário e eventualmente bruto. Otimização na produção agrícola. Opção de reuso e tratamento avançado de efluentes parcialmente tratados. Otimização do tratamento de efluentes no suprimento de acordo com as necessidades da vegetação. Benefícios para culturas agrícolas; tratamento é altamente prioritário do que produção agrícola. Otimização na filtragem e percolação para águas subterrâneas. Produção de vegetação não é um benefício, ela Solos de pouca ou muito pouca permeabilida de e/ou alto nível de lençol de água. Requerem declividade natural ou construção de patamares de 2% a 8% de declividade. Necessidade de solos para agricultura irrigável. Método de irrigação dependerá do solo, topografia e vegetação. Necessidade de solos de maior permeabilida de para agricultura irrigável. Método de irrigação dependerá do solo, topografia e vegetação. Requer boa drenagem (natural ou construída). Necessidade de solos altamente permeáveis. Requer ótima drenagem (natural ou construída) Maior quantidade de água escoará pela superfície. Alguma água por evapotranspiraçã o e muito pouca por percolação. Muita água por evaporação. Método de irrigação dependerá do solo, topografia e vegetação. Escoamento proveniente da superfície de irrigação poderá ser controlado. Maior percolação da água para os lençóis subterrâneos, Alguma água por evapotranspiraçã o. Nenhum escoamento. Impacto na qualidade de água aplicada DBO e SS são altamente reduzidos. Alta remoção de nitrogênio. Algum fósforo é removido. Alguma remoção de matais pesados. Pouca troca de sólidos totais iônicos (dissolvidos). DBO e SS são completamente eliminados. Remoção de nutrientes pelo solo e pela vegetação. Absorção ou precipitação de matais pesados. Sólidos totais iônicos (dissolvidos) são aumentados por causa da evapotranspiração. DBO e SS completamente eliminados. Remoção de nutrientes pelo solo e pela vegetação. Sólidos totais iônicos (dissolvidos) aumentados por causa da evapotranspiração. Sais são lixiviados para fora do solo pelo excesso de água aplicada. DBO e SS são reduzidos. Algum nutriente é removido para o solo e para a vegetação. Aumento da dureza da água percolada.

39 38 poderá não existir. Fonte: HAANDEL et all, 1999 apud EPA Desinfecção O objetivo da desinfecção dos esgotos sanitários é eliminar alguns tipos de organismos e não remover todos os microrganismos. O foco principal é naqueles que possam causar algum mal á saúde humana. Os mecanismos que visam à desinfecção dos organismos causadores de doenças, patogênicos, são classificados em três grupos (CORAUCCI FILHO et al., 2003): a) Destruição ou danificação da parede celular, do citoplasma ou do núcleo celular. O agente desinfetante atua sobre os componentes dessas estruturas celulares impedindo que desenvolvam suas funções elementares adequadamente. b) Alteração de importantes compostos envolvidos no catabolismo, como enzimas e seus substratos, alterando o balanço de energia na célula. c) Alteração nos processos de síntese e crescimento celular, mediante alteração de função como a síntese de proteínas de ácidos nucléicos e coenzimas. Estes métodos podem ser alcançados através de processos artificiais ou naturais, os dois funcionam através de agentes físicos e químicos que inativam os organismos. Já nos processos naturais além destes, há a utilização dos agentes biológicos (CORAUCCI FILHO et al., 2003). São ilustrados na Figura 5 os mais utilizados processos de desinfecção de esgotos sanitários (CORAUCCI FILHO et al., 2003):

40 39 Figura 5 Processos de desinfecção de esgotos sanitários Fonte: (GONÇALVES, 2003) Cloração O cloro é o principal desinfetante para águas e esgotos, em seus diversos formatos de cloro gasoso, hipoclorito de sódio ou cálcio e outros compostos na forma líquida ou sólida. O combate do cloro é no mecanismo de oxidação do material celular. Além disso, existe também o cloro residual combinado que reage com a matéria orgânica que se encontra presente nos esgotos. O cloro livre reage com substâncias diluídas ou suspensas na água por três processos: oxidação, adição e substituição (CORAUCCI FILHO et al., 2003) Cloração / descloração O cloro ao ser utilizado em estações de tratamento de esgoto, que são águas que possuem compostos orgânicos, pode formar compostos que prejudicam a saúde humana e a vida aquática. Uma das desvantagens deste método é que o cloro é um composto tóxico (CORAUCCI FILHO et al., 2003). Para se adequar a legislação e não agredir mais o meio ambiente com os efluentes que foram tratados com o cloro, é feito a descloração do esgoto, antes dele ser lançado aos rios, para isso, normalmente é utilizado dióxido de enxofre. Um sistema de cloração/ descloração inclui: armazenagem, medição de vazão, dosagem de cloro, tanque de contato, dosagem de dióxido de enxofre e disposição final (CORAUCCI FILHO et al., 2003) Ozonização A maioria das estações de desinfecção de esgoto gera ozônio, que é um composto extremamente reativo, altamente bactericida, impondo alta voltagem em uma câmara de gás. O mecanismo de desinfecção do ozônio inclui: destruição parcial ou total da parede celular e danos a constituintes do material genético. A principal vantagem deste método é que ele não causa impacto ao meio ambiente. A

41 40 maioria das utilizações tem sido em estações de tratamento de médio e grande porte, pela complexidade da tecnologia e aos custos de operação e manutenção. As etapas do sistema de ozonização são: armazenagem de oxigênio, geração do ozônio, dosagem, tanque de contato, destruição do ozônio excedente e disposição final do efluente. A aplicação do ozônio no tratamento de efluentes sempre é realizada pela dispersão do gás no mesmo (CORAUCCI FILHO et al., 2003) Ultravioleta A utilização da radiação ultravioleta (UV) como a cloração/descloração, também não gera subprodutos tóxicos. O método danifica diretamente os ácidos nucléicos celulares, inativando os microrganismos. Sua eficiência depende principalmente das propriedades dos rios. Os principais componentes de um sistema de desinfecção UV são as lâmpadas tipo arco de mercúrio, o equipamento de acionamento e o reator (CORAUCCI FILHO et al., 2003). Há dois tipos de configurações de reatores de desinfecção UV (CORAUCCI FILHO et al., 2003): -contato: as lâmpadas de mercúrio podem ser colocadas em tubos de quartzo para minimizar o efeito de resfriamento pelo esgoto; -não contato: as lâmpadas UV são suspensas externamente a um condutor transparente que conduz o esgoto para desinfecção. Nos dois casos, o equipamento de acionamento (reator, starter) controla a voltagem das lâmpadas e mantém a continuidade da corrente. 3.3 SISTEMAS PREDIAIS DE TRATAMENTO OU SISTEMAS INDIVIDUAIS Caixa de Gordura A caixa de gordura tem como objetivo reter gorduras, graxas e óleos oriundos das cozinhas, para que as mesmas não escoem pela rede de esgoto. Para isso sua limpeza deve ser periódica (ABNT, 1999). A gordura além de causar sérios danos ao meio ambiente, também entope as tubulações. A falta de limpeza nas caixas pode

42 41 ocasionar transbordamento pela tampa, entupimento das canalizações, escoamento lento da água pelo ralo da pia e mau cheiro (DESENTUPIDORAS, 2012). Trata-se de uma construção de baixo custo. Podem ser fabricadas de alvenaria, concreto ou plástico. Não podem possuir vazamento e devem conter tampas removíveis, as caixas deverão ser construídas em local de fácil acesso e com boa ventilação (DESENTUPIDORAS, 2012). A Figura 6 demonstra o esquema de uma caixa de gordura (DESENTUPIDORAS 2012). Figura 6 - Caixa de gordura Fonte: DESENTUPIDORAS, Fossas Sépticas As fossas sépticas, também chamadas de decanto-digestores destinadas a reter os dejetos domésticos, possui a função de comportar a sedimentação ou armazenagem dos sólidos presentes no esgoto, provocando a sua decomposição (NUVOLARI, Ariovaldo et al., 2003). A Figura 7 representa um corte esquemático de uma fossa séptica.

43 42 Figura 7 - Fossa séptica Fonte: SABESP, 2012 Na parte superior da fossa, na superfície do líquido, forma-se uma camada de gordura e graxas, chamada escuma, juntamente com gases que se formaram da decomposição anaeróbica. Para evitar que essa escuma saia da fossa junto com o líquido, ela é construída em um nível abaixo da superfície (NUVOLARI et al., 2003). Os tanques são projetados para atender os despejos domésticos de cozinhas este passando anteriormente por uma caixa de gordura, lavanderia, vasos sanitários, bidês, banheiras, chuveiros, mictórios, ralos de piso interior, etc (FERREIRA et al., 2003). Os tanques sépticos podem alcançar uma eficiência de 60% de redução dos sólidos suspensos de DBO (FERREIRA et al., 2003). A limpeza da fossa é normalmente realizada uma vez por ano, mas deve-se deixar no mínimo 25 litros de lodo no fundo, pois este lodo facilitara na decomposição do próximo esgoto, portanto a fossa nunca é limpa completamente (NUVOLARI et al., 2003) Funcionamento O funcionamento é voltado para a redução das partículas sólida dos esgotos, e é realizado da seguinte forma (FERREIRA et al., 2003): - retenção: é o período de retenção que o esgoto fica dentro do tanque, varia de 12 a 24 horas, de acordo com as contribuições do afluente; - decantação: logo após a fase de retenção, é o processo onde os sólidos decantam no tanque formando o lodo, cerca de 60% a 70% dos sólidos, o restante fica em suspensão, escuma; - digestão: simultaneamente à fase de decantação, o lodo e a escuma, formados são atacados por bactérias anaeróbias, causando a destruição parcial de organismos patogênicos; - redução de volume: por consequência da digestão, aparecem gases, líquidos e então ocorre a redução do volume dos sólidos retidos e digeridos. Com isso o efluente líquido se encontra com características

44 43 estáveis para o seu lançamento com melhores condições do que no seu estado bruto. A Figura 8 demonstra o funcionamento geral de um tanque séptico (ABNT 1993, NBR 7229) Figura 8 - Corte esquemático de uma fossa séptica. Fonte: (ABNT, 1993) Filtros Anaeróbios É uma das alternativas para se tratar os efluentes vindos das fossas sépticas com destino final corpos d água. O filtro anaeróbio é um tanque com um fundo falso perfurado, em cima deste fundo falso se encontra um enchimento que pode ser formado por britas, bambus cortados em pequenos pedaços ou Rashid. O efluente entra no filtro, passa por esta perfuração da laje e se espalha no enchimento, pelo qual é responsável pela degradação do esgoto através das bactérias fixadas no enchimento formando um filme biológico. Na

45 44 Figura 9, esta ilustrada o funcionamento de um filtro anaeróbio (NUVOLARI et al., 2003). Figura 9 - Funcionamento de um Filtro anaeróbio Fonte: (ABNT, NBR ) A Figura 10 representa o conjunto caixa de gordura, fossa séptica e filtro anaeróbio.

46 45 Figura 10 - Conjunto Fossa e Filtro Fonte: (SABESP, 2012) Caixa de Equalização de Vazão A equalização tem por objetivo suprir os problemas encontrados com a variação da vazão dos efluentes líquidos, de três formas (CAMMAROTA, 2011): - reduzir as diferentes vazões encontradas em um sistema de tratamento, de forma que haja uma vazão constante para o tratamento posterior; - neutralizar os despejos; - minimizar as variações de DBO. Um dos seus benefícios é melhorar as condições do tratamento posterior a caixa de equalização, proporcionando cargas constantes de efluente (CAMMAROTA, 2011). Podem ser construídas com terra, argila compacta, concreto e aço e no caso da utilização de terra, é necessário à vedação para não haver a contaminação do solo (CAMMAROTA, 2011) Zona de Raízes O método de tratamento de esgoto por zona de raízes é considerado um sistema físico-biológico. Seu funcionamento consiste da seguinte maneira: o efluente inicialmente passa por um tratamento primário, normalmente fossa séptica, e em seguida entra na zona de raízes. O sistema possui uma camada filtrante e na superfície a parte constituída pelas plantas onde se forma a zona formada pelas raízes, o esgoto entra nesta zona através de uma tubulação perfurada que está instalada abaixo da área plantada. A qual tem seu dimensionamento préestabelecido de acordo com a demanda de esgoto (LEMES et al., 2008, apud VAN KAICK, 2002). As principais vantagens deste sistema são (BIOESTRUTURA, 2012):

47 46 - baixo custo de implantação, manutenção e operação; - qualidade na remoção de DBO, DQO e nutrientes, eliminação de coliformes; - estética, podendo utilizar o sistema como parte do paisagismo; - vida útil de até 40 anos. O tratamento por zona de raízes tem as seguintes metas para atingir (KAICK; MACEDO; PRESZNHUK, 2008): - evitar a contaminação do solo em torno da residência pelo esgoto não tratado, que pode conter agentes patogênicos; - tratar o esgoto através de um sistema de baixo custo de implantação e fácil manutenção; - mudar a consciência do proprietário com relação aos cuidados da água, observando o desenvolvimento das plantas e a qualidade final da água tratada; - associar o sistema de tratamento de esgoto com o paisagismo do local utilizando plantas nativas da região para áreas de preservação e plantas com bons aspectos para áreas urbanas, tornando-o um local de observação já que não exala odores; - utilizar um sistema que não utilize energia, funcionando através da gravidade e pela ação de oxigenação das plantas. Portanto este tratamento é um sistema vivo que interage com o ambiente. Devido este fator ocorre a influencia no parâmetro biológico, coliformes totais, as plantas do sistema possuem bactérias interferindo neste parâmetro, por isso a eficiência na eliminação dos coliformes totais não é significativa. Deste modo a análise dos parâmetros microbiológicos, detecta bactérias provenientes do solo, da água, das plantas e do próprio efluente. Por isso é aconselhável utilizar como parâmetro para indicar a contaminação microbiológica, a análise que evidencia apenas a contaminação de origem fecal (KAICK; MACEDO; PRESZNHUK, 2008). Encontra-se no anexo A e no anexo B fotos para melhor exemplificar uma zona de raízes.

48 Tipos de sistemas Segue dois tipos de sistemas que utilizam plantas aquáticas emergentes (SCHULZ, 2009 apud COOPER, 1998): 1) Sistema de Superfície Aquática Livre (SAL): o funcionamento deste sistema consiste que o efluente percorre somente a parte superior do solo, como ocorre em banhados naturais. Ocorre uma percentagem de perda de água por evapotranspiração e por infiltração, geralmente são utilizados lona plástica ou materiais argilosos para impermeabilizar o terreno; 2) Sistema de Fluxo Sub-Superficial (FSS): neste caso o fluxo é através de uma camada de areia grossa ou brita, na qual se encontra as raízes das plantas, também ocorre um pequena perda de água, este sistema se divide em dois tipos: - sistema de fluxo horizontal (SFH): o efluente percorre horizontalmente todas as camadas do sistema. Este tipo de sistema é eficiente na remoção de matéria orgânica, fósforo e sólidos suspensos totais, sua limitação está na taxa de oxigênio requerida pela carga do efluente que pode ocorrer de não ser suprida pelas plantas aquáticas. É necessário que as plantas a serem utilizadas tenham tolerâncias às condições de alagamento contínuo com alta concentração de poluentes;

49 48 Figura 11 representação de um Sistema de Fluxo Horizontal típico. Fonte: SCHULZ, 2009 apud COOPER, sistema de fluxo vertical (SFV): neste caso o efluente é lançado intermitentemente sobre a superfície, inundando-a e gradativamente sendo drenada pelo sistema, atravessando com isso todas as camadas no sentido vertical. É necessário que a vazão seja controlada para que o efluente seja totalmente drenado e então lançado mais. As bactérias estão presentes em todas as camadas do sistema, as quais são responsáveis pela remoção de DBO e pela nitrificação. Figura 12 representação de um Sistema de Fluxo Vertical típico. Fonte: SCHULZ, 2009 apud COOPER, sistema combinado ou híbrido: este sistema é constituído por várias células, as primeiras são de fluxo horizontal para receber maior carga orgânica, a parte intermediária é de fluxo vertical para promover a nitrificação e as ultimas voltam a ser de fluxo horizontal para realizar a denitrificação. Este sistema foi criado para suprir as deficiências dos SFH e do SFV.

50 Estrutura Considerando a estrutura de baixo para cima, o sistema é constituído por tubos no fundo do filtro, que servem para levar o efluente já tratado para fora da estação pela diferença de nível, logo acima vem uma camada de areia de 40 cm, em seguida uma camada de brita de 50 cm, a sequencia e altura destas camadas podem variar de acordo com cada projeto, estas duas camadas funcionam como um filtro físico, ocorrendo nestas camadas o processo anaeróbio do tratamento, sobre este filtro vem às plantas que constituem a zona de raízes. O efluente bruto é lançado por gravidade através de uma tubulação vinda de um sistema de tratamento primário. Sendo que esta estrutura deve ser impermeabilizada com lona ou uma estrutura de concreto, para evitar a contaminação do solo e do lençol freático. O sistema todo utiliza a gravidade para conduzir o efluente, sendo assim, sem gasto energético (LEMES et al., 2008). A camada constituída pelas raízes das plantas é o local onde ocorre a fixação das bactérias que recebem oxigênio, o mesmo vem da atmosfera percorrendo as folhas, caule até chegar nas raízes, em troca, as bactérias decompõem a matéria orgânica, transformando-a em nutrientes que são consumidos pelas plantas. Este sistema diferente dos convencionais não produz mau cheiro, os gases produzidos pelo processo anaeróbio que fica na camada logo abaixo da zona de raízes, são filtrados pelas raízes que funcionam como um filtro, evitando a exalação de odores (KAICK; MACEDO; PRESZNHUK, 2008). Para melhor compreensão, segue abaixo um esquema do sistema de raízes (LEMES et al., 2008, apud VAN KAICK, 2002):

51 50 Figura 13 - Esquema de uma ETE por meio de zona de raízes Fonte: (LEMES et all, 2008, apud VAN KAICK, 2002) Camada suporte A camada suporte é uma parte fundamental do sistema, seu tipo e textura afetam física, química e biologicamente (SCHULZ, 2009 apud WEF, 1994). Neste tipo de sistema é comum utilizar seixos, britas, areia e saibro e substrato agrícola como camada de enraizamento (SCHULZ, 2009 apud GERBER, 2002). As propriedades que devem ser supridas pela camada suporte são (SCHULZ, 2009 apud GIOVANNINI, 1997): - permeabilidade: necessária para que o efluente possa percorrer livremente entre os materiais das camadas; - sustentação das plantas adultas: alimento necessário para o crescimento das plantas até a idade adulta; - favorecimento ao desenvolvimento das raízes: para que as raízes atinjam o grau necessário de tratamento; -neutralidade: que os materiais que forem utilizados no sistema não influenciem negativamente no tratamento dos efluentes; - capacidade de filtração: que o posicionamento das camadas esteja ligada à capacidade de remoção dos nutrientes; - facilidade de aquisição e manejo: os materiais que constituem o sistema devem ser de fácil aquisição, facilitando na construção e manutenção do sistema Plantas

52 51 As plantas utilizadas para este tipo de sistema são específicas e adaptadas para locais alagados, com grande desempenho no tratamento de efluentes. Elas tem o objetivo de fornecer oxigênio à flora bacteriana, elas absorvem nutrientes e formam uma rede de raízes que filtram e retêm os resíduos do esgoto, tornando este, de boa qualidade (BIOESTRUTURA, 2012). São seis os objetivos que as plantas exercem neste sistema (KAICK; MACEDO; PRESZNHUK, 2008 apud BRIX, 1997): - a estabilização da superfície da zona de raízes; - promover condições para o processo físico de filtração; - prevenção contra a colmatação em filtros de fluxo vertical; - aeração da região de contato entre o solo e as raízes; - a retirada de nutrientes devido o requerimento nutricional das plantas; - embelezamento, utilizando a zona de raízes para fins paisagísticos. Algumas características são importantes como as raízes que devem ser em forma de cabeleira, é importante que as plantas sejam nativas da região, por estarem adaptadas às condições climáticas do local. (KAICK; MACEDO; PRESZNHUK, 2008 apud WEISS, 1994). Um aspecto que deve ser considerando é o nível d água, pois para a sobrevivência das mudas, no primeiro ano após o plantio, elas devem ser cultivadas em local úmido e não inundado, para que crescem e produzão brotos com folhas que fiquem acima do nível de inundação (SCHULZ, 2009 apud GIOVANNINI, 1997). Segue algumas espécies de plantas utilizadas neste tipo de sistema: (BIOESTRUTURA, 2012).

53 52 Figura 14 - Algumas plantas utilizadas no sistema de zona de raízes Fonte: (BIOESTRUTURA, 2012) Na Tabela 8 encontram-se as plantas aquáticas encontradas na região sul do Brasil (SCHULZ, 2009 apud IRGANG e GASTAL Jr., 1996). Tabela 8 plantas aquáticas emergentes da região Sul do Brasil FAMÍLIA NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR ALISMATACEAE Sagitária lancifolia Echinodorus grandiflorus Chapéu de couro ASTERACEAE Mikania cordifolia Guaco CANNACEAE Canna glauca Caeté CHENOPODIACEAE Atriplex montevidensis Scirpus colifornicus Junco CYPERACEAE Scirpus giganteus Tiriricão Eleocharis interstincta Tiririca Cypereus giganteus Palha CONMBINACEAE Floscopa glabrata Trapoeiraba Sebastiania schottiana Sarandi Vemelho EUPHORBIACEAE Phyllonthus sellowianus Sarandi Branco POACEAE Zizaniopsis bonorienses Palha Fonte: SCHULZ, 2009 apud IRGANG e GASTAL Jr., 1996

54 Remoção de Poluentes O fosforo é fundamental para o sistema, é ele quem transfere energia à planta, sem ele não ocorreria nenhum processo metabólico. A disponibilidade de fósforo depende de alguns fatores (SCHULZ, 2009 apud SOUZA, 2005): - a humificação permanente do solo com matéria orgânica; - solo arejado; - manutenção do ph; A função da matéria orgânica é proporcionar energia para os microrganismos, aumentando a capacidade de armazenar umidade, reter e fixar fósforo e nitrogênio, aumenta a capacidade de troca de cátions, ajuda a reter potássio, cálcio, magnésio, entre outros nutrientes disponíveis (SCHULZ, 2009 apud SOUZA, 2005). A Tabela 9 apresenta o intervalo médio observado em sistemas de tratamento existentes nos Estados Unidos e na Europa. Tabela 9 Eficiência de remoção dos principais parâmetros de monitoramento. Parâmetros Remoção (%) Fonte: SCHULZ, 2009 apud WEF, 1994 DQO % DBO % Sólidos Suspensos Totais % Nitrogênio Total % Fósforo Total % Coliformes Totais 99,90% Coliformes Fecais 99,90% É necessário fazer a manutenção do sistema, podas anuais ou semestrais e limpezas periódicas, estes requisitos aumentam significativamente a remoção de

55 54 nitrogênio e fósforo, evitando que os nutrientes retidos sejam reintroduzidos no efluente (SCHULZ, 2009 apud WEF, 1990) Resultados de Sistemas Existentes O sistema estudado pelos autores Pablo Heleno Sezerino e Luiz Sérgio Philippi é constituído por um tanque séptico e duas zonas de raízes, instalado no Centro de Treinamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada em Florianópolis SC, Brasil. Tabela 10 Valores médios e desvio padrão, sobre um conjunto de 15 observações, para o sistema de Zona de Raízes. Philippi: A conclusão do obtida pelos Autores Pablo Heleno Sezerino e Luiz Sérgio Em suma, o sistema de tratamento, embora necessite de uma série de dados de amostragem para o período de seu funcionamento pleno, mostra-se viável como tecnologia simplificada para o tratamento de efluentes doméstico-industrial, produzindo um efluente final com características que se enquadram dentro dos padrões de lançamento exigidos pela Legislação Ambiental de Santa Catarina. Outro sistema de zona de raízes implantado na região de Goiânia - GO foi estudado por Ricardo Prado Abreu Reis, Douglas Pereira da Silva Pitaluga e Rogério de Araújo Almeida. Para a realização do estudo, foi implantado um sistema experimental de tratamento de esgoto doméstico em uma residência unifamiliar com cinco habitantes. A estação experimental é constituída por um tanque séptico,

56 55 seguido por uma unidade de zona de raízes, com a adoção de 1,0m² de leito por habitante e, por fim, um reservatório de armazenamento e extravasamento do efluente tratado. Tabela 11 - Eficiência do sistema experimental de tratamento de esgoto doméstico do tipo zona de raízes Fonte: SEZERINO; PHILIPPI, Conforme os dados obtidos pelos pesquisadores, os mesmos concluíram que (SEZERINO; PHILIPPI, 2005): DBO (mg Oz/L) DQO (mg Oz/L) Colif. Term. (N.M.P. 100m/L) Na saída do tanque séptico 260,0 611,0 5,4.10⁴ No reservatório de armazenamento 28,0 132,0 2,0.10² Redução (%) 89,23% 78,39% 99,63% Os resultados observados permitem concluir que o sistema domiciliar de tratamento do tipo zona de raízes precedida por tanque séptico é eficiente na purificação do esgoto doméstico nas condições climáticas da região de Goiânia - GO, atendendo ao estabelecido na legislação vigente para os seguintes parâmetros: Demanda Química de Oxigênio, Demanda Bioquímica de Oxigênio e Coliformes Termotolerante.

57 56 4 ESTUDO DE CASO São muitas as opções técnicas para o tratamento de esgotos sanitários, diversos aspectos devem ser considerados na escolha do processo de tratamento, um dos principais itens que deve ser considerado é a preocupação com a preservação da qualidade das águas dos corpos receptores. Portanto a tomada de decisão deve considerar: investigação sobre os usos da água a jusante do ponto de lançamento, considerando os riscos de saúde pública, avaliação das alternativas disponíveis e impactos ambientais. Segue os principais fatores a serem considerados (CORAUCCI FILHO et al., 2003). Tabela 12 Principais fatores a serem considerados na avaliação de alternativas de tratamentos Fonte: (CORAUCCI FILHO et al., 2003). A primeira medida para iniciar o levantamento de dados para elaboração de um projeto de sistema de tratamento de esgoto relaciona-se com a determinação da

58 57 qualidade e da quantidade dos esgotos que serão encaminhados à estação depuradora (HAANDEL et al., 1999). Não há um sistema de tratamento de esgoto que possa ser indicado como o melhor para quaisquer condições, mas obtém-se a mais alta relação custo/beneficio, respeitando-se o aspecto ambiental, quando se escolhe criteriosamente um sistema que se adapta às condições locais e aos objetivos em cada caso (HAANDEL et al., 1999). A metodologia de execução de um projeto deve abranger além da análise das necessidades que serão satisfeitas, o estudo e avaliação dos meios materiais e humanos disponíveis, a ordem cronológica da execução e o modo pelo qual cada fase deve ser realizada (LEME, 1977). 4.1 LEVANTAMENTO DE DADOS O projeto a ser desenvolvido está localizado no município de Schroeder-SC. No apêndice A está demostrado um esquema das estruturas contidas, esta propriedade consiste nas instalações do grupo Quest Brasil, que disponibilizou os seus projetos para que fosse realizado esta pesquisa. O terreno está localizado na área rural do município, o qual não possui tratamento de esgoto nem fornecimento de água tratada que atenda a propriedade. Com relação a parte elétrica, a rede do município chega até a propriedade. As áreas do terreno são: - área total da escritura: ,00 m² - área encontrada: ,60 m² - área reserva legal: ,00 m² Descrição das estruturas: - capela: 1 salão grande, 2 banheiros, projetado para 250 pessoas; - panapaná: 1 salão pequeno, 2 banheiros coletivos, 4 quartos e uma cozinha, projetado para 40 pessoas (apêndice C);

59 58-12 Cabanas: 1 quarto grande, 2 banheiros, projetado para 10 pessoas; - cozinha/refeitório: 1 cozinha, 1 lavanderia, 3 quartos, 6 banheiros e refeitório, projetado para 250 pessoas (apêndice B); - escritório: sala grande, 1 banheiro, projetado para 6 pessoas Clima Para fins de projeto se faz necessário conhecer o clima da região, como a cidade de Jaraguá do Sul fica próximo à propriedade, e possuem o mesmo clima foi considerando o clima desta cidade, Segundo o Guia Santa Catarina 2012: Clima de Jaraguá do Sul é subtropical úmido, com verão quente. Entre os meses de julho a agosto adquiri as características de clima temperado, podendo chegar a 5 ºC. A temperatura média na cidade é de 22 ºC, sendo a mínima 2 ºC e a máxima 40 ºC. A precipitação pluviométrica média anual é de 2.000mm. Portanto para fins de calculo foi considerando para Santa Catarina uma média de aproximadamente 15 a 17 C para o inverno e para o verão uma média de 24 C Vegetação / Topografia O terreno anteriormente era utilizado para plantio de banana e eucalipto, permanecendo apenas o topo do morro com a vegetação natural, APP (Área de Preservação Permanente). Com o passar do tempo a vegetação local voltou a crescer, mas apenas de pequeno porte. Em Schroeder predominam os terrenos de topografia plana, com algumas elevações e morros que fazem parte da Serra do Mar como o Morro das Duas Mamas onde fica localizado o terreno em estudo.

60 59 Figura 15 Foto do terreno em estudo Estudo de vizinhança O terreno se encontra em área rural, contendo somente vizinhos residenciais de até dois pavimentos. A residência mais próxima ao empreendimento fica a 700m, todas as residências da região captam sua água para consumo no rio e possuem fossa e filtro como opção para tratamento do seu esgoto, lançando o mesmo em tubulação de águas pluviais. Estes dados foram levantados em campo, em uma visita aos moradores vizinhos ao terreno, realizada na data de 26/03/2012. Figura 16 Residência vizinha do empreendimento

61 DIMENSIONAMENTO Para o sistema proposto composto de caixa de gordura, fossa séptica, filtro anaeróbio e zona de raízes segue na Figura 17 a representação do croqui do posicionamento das instalações. Figura 17 Croqui das posições do sistema de tratamento proposto Caixa de gordura Para o dimensionamento das caixas de gordura se faz necessário conhecer o volume que a mesma deve suportar. Cálculo do Volume (NBR 8160, 1999): Onde: V=volume em litros (Equação 1)

62 61 N=número de pessoas A Tabela 13 mostra o dimensionamento das caixas de gordura utilizadas no sistema, de acordo com a = + (Equação 1: Tabela 13 Dimensionamento das Caixas de Gordura Calculo do volume da Caixa de Gordura Estrutura Número de pessoas (N) Volume (litros) Panapana Cozinha / Refeitório Fossa séptica Serão utilizadas no empreendimento seis fossas sépticas, as quais tem seu dimensionamento pela NBR 7229/93. Cálculo do Volume: Volume é a somatória dos volumes de sedimentação, digestão e de armazenagem de lodo (NUVOLARI, Ariovaldo et all, 2003). (Equação 2) Onde: V=volume útil em litros; N=n. de pessoas ou unidades de contribuição; C=contribuição de despejos, em ou, valor encontrado na Tabela 14; Td= tempo de detenção, em dias, valores encontrados na Tabela 15; K= taxa de acumulação de lodo digerido em dias, equivalente ao tempo de acumulação de lodo fresco, valores encontrados na Tabela 16; Lf= contribuição de lodo fresco, em ou, valor encontrado na Tabela 14.

63 62 Tabela 14 Contribuição de despejos (C) e contribuição de lodo fresco (Lf). Contribuição de esgoto "C" e de lodo fresco "Lf" por tipo de ocupação Contribuição de Contribuição de Tipo e ocupação das edificações esgotos "C" lodo fresco "Lf" ( Litros/Pessoa.Dia ) ( Litros/Pessoa.Dia ) 1. Ocupantes permanentes: Residencias de alto padrão de padrão médio de baixo padrão Hotéis (exceto lavanderia e cozinha) Alojamentos provisórios Ocupantes temporários: Fábricas em geral 70 0,30 Escritórios 50 0,20 Edifícios públicos e comerciais 50 0,20 Escolas (externatos) e locais de longa permanência 50 0,20 Bares 6 0,10 Restaurantes e similares 25 ¹ 0,10 Cinema, teatros e locais de curta permanência 2 ² 0,02 Sanitários públicos ⁴ 480 ³ 4,00 Observação: ¹ por refeição, ² por lugares disponíveis, ³ apenas acesso aberto ao público (estações rodoviárias, ferroviárias, estádio esportivo, logradouros públicos), ⁴por bacias sanitárias disponíveis. Fonte: ABNT (NBR 7229, 1993). Tabela 15 - Tempo de detenção dos despejos (Td) Tempo de detenção dos despejos "Td" Contribuição diária Tempo de detenção "Td" (litros) em dias em horas até ,00 24 de a ,92 22 de a ,83 20 de a ,75 18 de a ,67 16 de a ,58 14 mais que ,50 12 Fonte: ABNT (NBR 7229, 1993).

64 63 Tabela 16 Taxa de acumulação (K) Fonte: ABNT (NBR 7229, 1993). Valores da taxa de acumulação de lodo digerido "K" Intervalo entre limpezas Valores de "K" (em dias), por faixas de temperaturas ambientais "t", (em C) (anos) t<10 10 t 20 t> Tabela 17 Profundidade do tanque séptico FONTE: ABNT (NBR 7229, 1993). Considerando para fins de cálculo uma média de aproximadamente 17 C para o inverno e para o verão uma média de 24 C. Com uma limpeza a cada 2 anos. Deve-se levar em conta para projetar uma fossa séptica o tipo de limpeza que será utilizado após o início da utilização. Profundidade útil em função do volume útil do tanque séptico Volume útil Profundidade útil (m) (m³) Mínima Máxima até 6,0 1,2 2,2 de 6,0 a 10,0 1,5 2,5 mais que 10,0 1,8 2,8 Se a limpeza da fossa séptica for realizada por empresas especializadas, com bomba ou caminhão limpa-fossa, a mesma deve conter uma tubulação vertical com diâmetro mínimo de 150 mm, e para a entrada do mangote da bomba, a parte inferior da tubulação fica afastada do fundo 20cm. ( Figura 18a). E no caso da limpeza ser realizada com pressão hidrostática é instalado um dispositivo hidráulico cujos parâmetros mínimos de diâmetro é de 100 mm e altura hidrostática de 1,20m. Também se faz necessário, para os dois casos, uma coluna de ventilação para evitar o acumula de gases ( Figura 18b) (NUVOLARI, Ariovaldo et al., 2003 apud Batalha, 1986).

65 64 Figura 18 - Dispositivos para ventilação e limpeza das fossas sépticas. Fonte: (NUVOLARI et al., 2003) A Tabela 18 mostra o dimensionamento proposto para a fossa séptica utilizando a = (Equação 2:

66 65 Tabela 18 Dimensionamento das fossas sépticas Dimensionamento das fossas sépticas Considerando uma temperatura média no inverno de 17 C Intervalo de limpeza a cada 2 anos Taxa de acumulação (TAB 16) K=105 Estrutura N de pessoas (N) Capela 250 ³ Panapaná 40 6 Cabanas 60 ² 6 Cabanas 60 ² Cozinha/Refeitório 750 ¹ Classificação (TAB 10) Cinema, teatro e locais de curta permanencia Alojamento provisório Alojamento provisório Alojamento provisório Restaurante e similares Vazão diária de contribuição ( C ) (litros/pessoa dia) Contribuição de lodo fresco (Lf) (litros/pessoa.dia) Contribuição diária (litros/dia) Tempo de detenção (Td) (dias) (TAB 11) Volume (litros) 2 0, , , , , , Escritório 6 escritório 50 0, Obs: ¹ n de refeições; ² 10 pessoas por cabana, cálculo considerado para 6 cabanas; ³ n de lugares

67 66 Tabela 19 Dimensões encontradas para as Fossas Sépticas Estrutura Dimensões da Norma para Fossas Sépticas Volume (m³) Profundidade mínima (metros) Profundidade máxima (metros) Capela 2,03 1,2 2,2 Panapaná 7,86 1,5 2,5 6 Cabanas 10,9 1,8 2,8 6 Cabanas 10,9 1,8 2,8 Cozinha/Refeitório 18,25 1,8 2,8 Escritório 1,43 1,2 2,2 Os tanques prismáticos retangulares tem a seguinte proporção L/W = 2:1 em volume, da entrada para a saída (ABNT NBR 7229, 1993). Figura 19 Detalhes de dimensões de um tanque séptico Fonte: ABNT NBR 7229, Segue dimensões adotas para o sistema: Tabela 20 Dimensões adotadas Dimensões das Fossas Sépticas Estrutura Comprimento (m) Largura (m) Profundidade (m) Capela 2,00 1,00 1,20 Panapaná 3,00 1,50 2,00 6 Cabanas 4,00 2,00 2,00 6 Cabanas 4,00 2,00 2,00 Cozinha/Refeitório 5,00 2,50 2,00 Escritório 2 1 1,2

68 67 Figura 20 Dimensões das Fossas Sépticas Instalação de fossas sépticas in loco Uma das maneiras de se construir fossas sépticas, é da seguinte maneira: retangulares de concreto, devido ao grande volume de efluentes produzidos por cada prédio. A instalação de uma fossa séptica inicia com a escavação do buraco onde ela será enterrada, o fundo do buraco deve ser compactado, nivelado e coberto por uma camada de concreto magro de 5cm. Sobre o concreto magro é feito então o fundo da fossa que é de concreto armado de espessura 6cm, a armadura é uma malha de ferro. As paredes serão executadas de tijolo, as paredes internas devem ser revestidas com argamassa, as tubulações de entrada e saída da fossa, terão diâmetro de 100mm e devem ser colocadas durante a execução da alvenaria. A tampa e a separação das câmaras são feitas com placas pré-moldadas de concreto. Na Figura 21, esta ilustrada uma fossa séptica com as características descritas acima (CAESB, 2012).

69 68 Figura 21 Detalhe de instalação de uma fossa séptica retangular. Fonte: (CAESB, 2012). A ligação da rede de esgoto à fossa séptica deve passar inicialmente por uma caixa de inspeção, que tem a função de permitir a manutenção do sistema, facilitando o desentupimento quando houver, as dimensões desta caixa é de 60x60 cm e profundidade de 50cm, de alvenaria ou de pré-moldada (CAESB, 2012) Filtro anaeróbio Para os cálculos dos filtros anaeróbios é necessário observar que algumas dimensões do filtro são fixas, tais quais: altura prevista para o material de

70 69 enchimento é 1,20m, altura do fundo falso 0,60m, sendo assim altura total de 1,80m. Estas dimensões são para qualquer volume. Segundo a NBR 13969/97 segue o dimensionamento proposto: Onde: V=Volume útil em litros; N=número de contribuintes; C=contribuição unitária em Td= tempo de detenção em dias (Tabela 15) (Equação 3) (Equação 4) Onde: A= área do filtro em planta (m³) A Tabela 21 demonstra o dimensionamento dos filtros anaeróbios, utilizando a = (Equação 3 =, (Equação 4: Tabela 21 Dimensionamento dos filtros anaeróbios Dimensionamento dos filtros anaeróbios Dados colhidos no cálculo do dimensionamento das fossas sépticas Vazão diária de Tempo de N de contribuição ( C ) Volume Volum Área do filtro Estrutura detenção (Td) pessoas (N) (litros/pessoa. (litros) e (m³) em planta (m²) (dias) (TAB 11) dia) Capela ,80 0,67 Panapaná , ,6 4,25 3,54 6 Cabanas , ,76 4,80 6 Cabanas , ,76 4,80 Cozinha/Refeitório , ,00 12,50 Escritório ,48 0,40

71 Caixa de equalização de vazão Ao analisar a necessidade de um fluxo constante para o funcionamento da zona de raízes, item não atendido pelo empreendimento, que terá seu funcionamento somente nos finais de semana. Faz-se necessário uma solução para que as plantas do sistema não morram pela falta de alimento, a solução proposta é uma caixa de equalização de vazão. A qual iria receber o efluente do final de semana e distribuir igualmente nos sete dias da semana, para que todos os dias a zona de raízes seja abastecida. Dimensionamento: Tabela 22 Contribuição diária para a caixa de equalização de vazão Contribuição diária Estrutura Vazão (litros/dia) Capela 500,00 Panapaná 3200,00 6 cabanas 4800,00 6 cabanas 4800,00 Cozinha/Refeitório 18750,00 Escritório 300,00 Total 32350,00 O cálculo do volume em litros é feito somando os volumes parciais, vindos de cada estrutura, e multiplicando pelo numero de dias de contribuição, neste caso como o empreendimento só funciona nos finais de semana, são dois dias. Tabela 23 Volume de entrada da caixa de equalização de vazão. Volume de entrada (litros) Vazão total (litros/dia) Nº de dias de contribuição 32350,00 2 Volume entrada 64700,00 Para o cálculo do volume de saída é considerado que o efluente deve ter uma vazão constante em todos os dias da semana (7dias):

72 71 Tabela 24 Vazão de saída da caixa de equalização de vazão Vazão de saída (litros/ segundo) Volume entrada (litros) Nº de dias de lançamento 64700,00 7 Vazão de saída (litros/dia) 9242,86 Vazão de saída (litros/seg) 0,11 Para o dimensionamento da caixa é necessário calcular o volume acumulado nos dois dias de funcionamento do empreendimento. Para isso é feito a diferença do volume que entra na caixa multiplicado pelo numero de dias de contribuição e é descontado a vazão de saída da caixa. Portanto o volume da caixa deverá ser de: V = 55,46m³ Por ser construído duas zonas de raízes em épocas diferentes é necessário ter duas saídas da caixa de equalização, uma para cada zona. Para o cálculo do diâmetro das tubulações de saída pode ser utilizado a expressão geral de descarga nos bocais: (NETTO, 1998) (Equação 5) Onde: Q= vazão, em m³/s; A= seção de escoamento (área útil do tubo), em m²; g= 9,8 m/s²; H= carga inicial disponível, em m; Cd= coeficiente de descarga. Conforme Azevedo Netto, para valores obtidos com tubos de pequeno diâmetro, considerando uma diferença de L/D=300, temos o valor de Cd=0,33. Adotando um tubo de 5mm, temos uma vazão de saída de 0,192litros/s A caixa por armazenar grande quantidade de efluente deve ser executada com as paredes de alvenaria e com laje de concreto armado no fundo. Sendo necessária uma boa vedação para evitar que o mau cheiro do efluente interfira no empreendimento. A conclusão obtida através dos cálculos acima é que se torna inviável a construção de uma caixa que armazene um volume de 55,46m³, a caixa teria

73 72 grandes dimensões e teria um custo elevado para justificar a sua finalidade, que é apenas de melhoria do sistema seguinte e não de tratamento em si. Como também o diâmetro de saída da caixa ficou muito pequeno para passar efluentes oriundos de esgoto. Através destas conclusões se faz necessário o estudo de uma solução para a execução das zonas de raízes Zona de Raízes A instituição será executada gradativamente com o passar dos anos, primeiramente será executado os prédios panapana, em seguida as cabanas, considerando estes como sendo a primeira etapa, e a segunda constitui a Cozinha/refeitório, capela e então o escritório. Devido a zona de raízes necessitar de um fluxo constante, atendendo sua capacidade de projeto, serão projetas duas zonas, uma para a primeira etapa da obra e a outra para a segunda. Cálculo do volume: Para o calculo do volume é utilizado os cálculos feitos anteriormente, somando as contribuições diárias que constituem cada etapa. Nosso volume será: V=Volume diário de efluentes no tanque, em litros. Tabela 25 Contribuição diária para as etapas das zonas de raízes Etapa Vazão (litros/dia) Contribuição diária Volume total para 2 dias de contibuição Volume por dia, durante uma semana , , , , , ,71 Para o cálculo do volume foi considerado que o efluente alimentaria a zona durante todos os dias da semana, para isso é necessário que as plantas do sistema absorvam os nutrientes do esgoto lançados no final de semana, para que o mesmo não seja lançado no rio sem tratamento.

74 73 Os nutrientes contidos no esgoto e no solo chegam as raízes das plantas por fluxo de massa, o fosforo tem tendência de ser imobilizado pelo solo e tem dificuldade de ser arrastado pelo fluxo de massa, chegando até as raízes por difusão. A continua formação de raízes garante novas raízes mais absorventes, as mesmas crescem nas áreas onde o solo permanece úmido. É conveniente notar que as plantas atendem o máximo da sua capacidade de absorção no período de florescimento e início de frutificação, nota-se com isso, que as plantas conseguem regular sua taxa de absorção de nutrientes, ajustando-se de acordo com a disponibilidade do solo, quanto ao seu ciclo de vida, do mesmo modo no final do seu ciclo de vida a sua capacidade de absorção é reduzida (SANTOS, 2004). Segue um exemplo de absorção de um tomateiro com relação ao nitrogênio e o potássio, mostrando que o ponto máximo de absorção é no meio do ciclo de vida da planta: Tabela 26 Absorção de N e K ao longo do ciclo de vida de uma cultivar de tomateiro. Fonte: Santos, Segue então os cálculos para dimensionamento das zonas. Cálculo da população equivalente:

75 74 (Equação 6) Onde: V=Volume diário total, em ; P= População equivalente, (pessoas); C=contribuição de despejos por dia, em padrão médio igual á 130;, para uma residência Cálculo da área do tanque: (Equação 7) Onde: P=População equivalente; T=Relação de área por pessoa (0,8 a 1,2 ); A= área do tanque, em m². Segue a seguinte divisão: - Primeira etapa composta pelo Panapana e pelas 12 cabanas; - Segunda etapa composta pelo Refeitório, Capela e escritório. Tabela 27 Dimensionamento das zonas de raízes Dimensionamento das Zonas de Raízes Etapa Volume total (litros) População equivalente Área do Tanque (m²), considerando T= ,14 28,132 28, ,71 42,967 42,967

76 75 Figura 22 Zona de Raízes da Etapa 1. Figura 23 Zona de Raízes da Etapa 2. Nota-se que as zonas de raízes foram dimensionadas para uma vazão menor que a produzida durante o final de semana. Foi considerado que o efluente entrará diretamente nas zonas, sem diminuição de vazão, por escoamento vertical deixando as zonas alagadas, escoando lentamente para que o restante dos dias, os que não receberão efluentes, tenham alimento para as plantas. Esta opção requer a construção de um modelo, pra que a grande quantidade de efluentes não reduza a capacidade de absorção da zona de raízes. Para que não ocorra transbordamento das zonas elas serão construídas com uma profundidade de 1,5 metros, sendo esta diferença para atender o nível de efluente que ficará depositado na zona até escoar totalmente.

77 Conclusões Os materiais escolhidos para a camada suporte foram propostos por apresentarem permeabilidade, sustentação das plantas adultas, favorecimento ao desenvolvimento das raízes, neutralidade, capacidade de filtração e facilidade de aquisição e manejo. Pontos que devem ser analisados nas escolhas dos materiais. Sua distribuição foi em camadas, cuidando para que a ultima camada seja bem nivelada, para que não haja desnível que acarretaria em formação de lamina d água. Os Substratos selecionados para compor a camada suporte foram areia grossa e brita. Figura 24 Camadas propostas para as zonas de raízes A escolha das plantas para o sistema foi feita através da análise de alguns itens (SCHULZ, 2009): - ocorrência na região do projeto: para maior facilidade na coleta e reposição das plantas, a adaptação natural das plantas as condições climáticas da região e a aplicação prática do sistema; - capacidade de absorção de nutrientes; - resistência às variações climáticas: as plantas devem resistir ao clima da região; - profundidade das raízes: neste tipo de sistema utiliza-se espécies com raízes mais profundas e tubelosas; - capacidade de transferência de oxigênio para as raízes: principal critério a ser observado para uma zona aeróbia, pois é este fator o

78 77 responsável pela degradação biológica aeróbia e a nitrificação de contaminantes do efluente. A planta escolhida para este sistema foi: Espadana (Zizaniopsis bonariensis). Figura 25 Espadana (Zizaniopsis bonariensis) Fonte: Schulz, 2009 apud BALANSA & POITR. A escolha desta planta foi a sua boa eficiência em outros sistemas. Sistema desenvolvido no município de Santo Antônio da Patrulha, RS em uma empresa de engenho de arroz. Pesquisa desenvolvida por Guilherme Schulz, Conclusões obtidas: foi à espécie que apresentou a maior densidade, não apresentou rejeição aos compostos do lançamento, foi tolerante a mudanças de temperaturas e foi apresentado somente 10% de mortalidade inicial, não ocorreram posteriores. A distribuição da tubulação nas zonas é em malha (APÊNCIE D e E) com diâmetro 100mm perfurada. Sendo uma malha superior, responsável pelo lançamento do efluente na zona de raízes e uma malha inferior, responsável por coletar o esgoto já tratado e encaminha-lo para o lançamento final. 4.3 LANÇAMENTO FINAL O terreno contém córregos e nascentes, de pouca vazão. A Figura 26 referese ao córrego que passa próximo da área escolhida para a construção da zona de raízes, o qual se tornará o receptor final do efluente tratado pela instituição. O

79 78 efluente seguirá então para um riacho de maior dimensão, o qual abastece as casas da região Figura 27. Figura 26 Córrego presente na propriedade Figura 27 Rio que abastece as residências vizinhas

80 79 5 ORÇAMENTO A partir das dimensões encontradas, calculadas para cada caixa, foi realizado um orçamento prévio. Abaixo segue o resumo do orçamento, considerando escavação manual, caixas de Plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV) para as caixas de gordura e filtros, e fossas sépticas e as zonas de raízes construídas in loco, o orçamento detalhado está demostrado nos apêndices G,I,L,N,P,Q,R,T, estes orçamentos são baseados nos dados do Anexo C e os cálculos foram feitos de acordo com o exemplo Apêndice F: Tabela 28 Primeira proposta de orçamento 1 - ORÇAMENTO FINAL DA OBRA Descrição Valor total Serviço R$ 20,82 Caixa de Gordura Material R$ 1.543,05 TOTAL GASTO NAS CAIXAS DE GORDURA R$ 1.563,87 Serviço R$ ,68 Fossas Séptica Material R$ 8.023,15 TOTAL GASTO NAS FOSSAS SÉPTICAS R$ ,83 Serviço R$ 4.836,10 Filtro Anaeróbio Material R$ ,61 TOTAL GASTO NOS FILTROS ANAERÓBIOS R$ ,71 Serviço R$ 4.998,10 Zona de Raízes Material R$ ,09 TOTAL GASTO NAS ZONAS DE RAÍZES R$ ,19 VALOR TOTAL R$ ,60 Nota-se que o custo com a escavação foi muito alto, como solução foi realizado um novo orçamento considerando escavação mecânica, com a utilização de máquinas específicas ao invés da manual. Também foi feito o levantamento das fossas sépticas com o mesmo material das demais PRFV. Detalhado nos apêndices H, J, M, O, P, Q, R, S.

81 80 Tabela 29 Segunda proposta de orçamento 2 - ORÇAMENTO FINAL DA OBRA Descrição Valor total Serviço R$ 39,42 Caixa de Gordura Material R$ 1.543,05 TOTAL GASTO NAS CAIXAS DE GORDURA R$ 1.582,47 Serviço R$ 760,20 Fossas Séptica Material R$ ,15 TOTAL GASTO NAS FOSSAS SÉPTICAS R$ ,35 Serviço R$ 716,45 Filtro Anaeróbio Material R$ ,61 TOTAL GASTO NOS FILTROS ANAERÓBIOS R$ ,06 Serviço R$ 1.025,60 Zona de Raízes Material R$ ,09 TOTAL GASTO NAS ZONAS DE RAÍZES R$ ,69 VALOR TOTAL R$ ,57 Conclui-se que a opção mais viável foi a escavação mecânica, exceto para as caixas de gorduras que tem menor dimensão, mas como a máquina será utilizada para as demais, optou-se em fazer todas as escavações necessárias com a maquina. A principal diferença entre os orçamentos ficou no preço das fossas sépticas, que se mostrou muito mais em conta construída in loco, com escavação mecânica. Portanto segue o orçamento final: Comparação entre a opção 1 e a opção 2 de orçamento para mão de obra.

82 81 Comparação entre a opção 1 e a opção 2 de orçamento para material. Tabela 30 Terceira proposta de orçamento 3 - ORÇAMENTO FINAL DA OBRA Descrição Valor total Serviço R$ 39,42 Caixa de Gordura Material R$ 1.543,05 TOTAL GASTO NAS CAIXAS DE GORDURA R$ 1.582,47 Serviço R$ ,68 Fossas Séptica Material R$ 8.023,15 TOTAL GASTO NAS FOSSAS SÉPTICAS R$ ,83 Serviço R$ 716,45 Filtro Anaeróbio Material R$ ,61 TOTAL GASTO NOS FILTROS ANAERÓBIOS R$ ,06 Serviço R$ 1.025,60 Zona de Raízes Material R$ ,09 TOTAL GASTO NAS ZONAS DE RAÍZES R$ ,69 VALOR TOTAL R$ ,05 Conclusão: Com relação ao preço estimado no orçamento final do empreendimento devese notar que alguns itens devem ser incluídos no mesmo, deve conter as tubulações que levam de uma caixa a outra, que não foram incluídas no cálculo por falta de dados, como distância entre os mecanismos de tratamento e declividade. Como também não foi calculado e considerado as caixas de inspeção que serão necessárias em cada conjunto de sistemas e por possuirmos distancias muito

83 82 grandes entre sistemas. Foi analisado duas propostas de orçamento, considerando caixas construídas in loco ou compradas prontas de PRFV, como também a diferença de preço para a escavação manual e mecânica. Foi escolhida a opção das caixas construídas in loco e escavação mecânica, que se mostrou a melhor opção por ser mais barata. Observações: Valores levantados na obra Spazio Jurere MRV para os valores de materiais e para os valores de mão de obra, demostrados no anexo C. Foi também solicitado um orçamento na empresa Biofibra, a qual disponibilizou os valores das caixas fornecidas pela mesma. Equipamentos fabricados em PRFV de alta resistência, podendo ser enterrada sem a necessidade de paredes de contenção, como também, resistência aos ácidos produzidos pelo esgoto sanitário. Este material tem a vantagem de menor tempo de instalação e peso aproximadamente 10 vezes menor que caixas construídas com concreto. (Anexo D) Podemos concluir com relação ao custo total do empreendimento que para o seu custo de instalação total ,05 reais temos: Considerando que o empreendimento tem sua capacidade máxima em 250 pessoas. Tem-se um valor de R$ 336,15 reais por pessoa. Concluindo que o sistema é viável, pois este valor é inicial, com a instalação do sistema, após o seu funcionamento a manutenção e os gastos são praticamente nulos, sendo apenas com a limpeza das caixas e caso haja falecimento de plantas.

84 83 CONCLUSÃO Para o sistema escolhido para o empreendimento pode-se analisar alguns parâmetros importantes, baseando-se em sistemas e pesquisas já existentes. O parâmetro DBO e sólidos suspensos para as fossas podem alcançar uma redução de até 60% (FERREIRA et al., 2003). Já os filtro anaeróbio segundo à publicação de YOUNG& MAC CARTY, 1969, com base em dados em pesquisas realizadas pelo autor, verificando-se eficiência na remoção de DBO superior a 80%. (YOUNG&MAC CARTY, 1969 apud ROQUE; MELLO, 1998). E por fim o sistema de zona de raízes pode alcançar uma redução de DBO e sólidos suspensos de até 98%, como também reduz outros parâmetros que podem ser prejudiciais para o meio ambiente, como o nitrogênio e o fosforo, em até 90% (SCHULZ, 2009 apud WEF, 1990). A partir destes resultados nota-se que o conjunto fossa séptica, filtro anaeróbio e zona de raízes são muito eficientes no tratamento de efluentes. As vantagens deste sistema, que foram os motivos pela escolha do mesmo para o desenvolvimento do projeto a ser construído no município de Schroeder, estão no baixo custo de implantação e manutenção, comparado com outros sistemas que utilizam uma estrutura muito mais cara elevando o seu preço de implantação, pois este utiliza materiais baratos e sua implantação é muito simples. Outra vantagem é a integração do sistema com o ambiente no qual ele esta instalado, pelo mesmo ser construído com plantas da região, se encaixando na proposta desenvolvida pela mesma estar localizada em área rural, onde outro sistema como reatores anaeróbios não se encaixariam no ambiente a qual o tratamento será instalado. Como também a vida útil de um sistema por zona de raízes pode alcançar uma vida útil de aproximadamente 40 anos, sendo a sua manutenção, caso seja necessária, muito simples. A ausência de mau cheiro, um outro aspecto interessante para este caso foi que o sistema não necessita da utilização de energia, que além de reduzir os custos, também facilita pois o sistema não ficará em funcionamento diariamente, não necessitando com isso ligar e desligar o mesmo. Como também este sistema pode ser uma forma de mudar a consiencia ambiental de crianças e adolescentes que serão o principal foco do empreendimento, ensinando e mostrando através do desenvolvimento das plantas

85 84 sobre tratamento de esgoto e sua importância, como também a preocupação com o meio ambiente. As dificuldades encontradas com este estudo foram com a execução do sistema por zona de raízes, que inicialmente mostrou ser a melhor solução para um empreendimento em área rural. O funcionamento da zona de raízes depende das plantas contidas no seu mecanismo, necessitando esta de alimento constante, ou com certa frequência. A primeira solução encontrada foi a construção de uma caixa de equalização de vazão, que acabou se tornando inviável pela suas grandes dimensões. Portanto foi necessário lançar o efluente nas zonas de raízes diretamente, sem redução de vazão, sendo que a caixa foi dimensionada para a vazão dividida em sete dias, havendo assim poucas plantas para muito efluente, reservando com isso certa quantidade para os outros dias. Esta solução requer maiores pesquisar, para garantir que se caso ocorra a passagem de algum efluente sem tratamento, este atenda a quantidade que o rio se auto depure, de forma a não causar nenhum risco ao meio ambiente e vizinhos. Aconselha-se construir um modelo. Deve ser realizado um estudo com relação aos limites de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), da capacidade de autodepuração do corpo receptor e das concentrações mínimas de oxigênio dissolvido (OD), previstas para as condições de vazão, pois o córrego é de pequena dimensão necessitando mais estudos, com exceção da zona de mistura.

86 85 BIBLIOGRAFIA Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução Conama 274/ Resolução Conama 357/ Resolução Conama 430/2011. AGE, Meio Ambiente energia sustentabilidade. Decantadores. Disponível em: <http://www.agetec.com.br> Acesso em: 04.maio.2012 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7229: Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Rio de Janeiro, NBR 8160: Sistemas prediais de esgoto sanitário Projeto e execução. Rio de Janeiro, NBR 13969: Tanques sépticos - Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos - Projeto, construção e operação. Rio de Janeiro, BIOESTRUTURA. Tratamento de esgoto por zona de raízes. Disponível em:< Acesso em: 19.mar CAESB. Instruções para instalação de fossa séptica e sumidouros em sua casa. Brasília, DF. Disponível em: <http://www.caesb.df.gov.br> Acesso em: 10.abr.2012 CAMMAROTA, Magali Criste. EQB-185 Engenharia do meio ambiente. Rio de Janeiro: UFRJ, CAMPOS, Cláudio Milton Montenegro. Et all. Desenvolvimento e operação de reator anaeróbio de manta de lodo. Ciência agro técnica CARMO JUNIOR, Gersina N. da Rocha. Lodos ativados. Notas de aula CORAUCCI FILHO, Bruno et all. Desinfecção de efluentes sanitários: Remoção de organismos patógenos e substâncias nocivas. Aplicações para fins produtivos como agricultura, aquicultura e hidroponia. São Paulo: Prosab, DESENTUPIDORAS. Caixa de gordura, Limpeza de caixa de gordura. Disponível em:< Acesso em: 19.mar FERREIRA, Andréia C. et all. Digestão anaeróbia de resíduos sólidos orgânicos e aproveitamento de biogás: Rio de Janeiro, SC: PROSAB, 2003.

87 86 FONSECA, Adriel Ferreira da et all. Tratamento e Utilização de Esgotos Sanitários: Reuso das águas de esgoto sanitários ed. Recife, PE: Sermograf, GIORDANO, Gandhi. Tratamento e controle de efluentes industriais. UERJ. Acesso em 20 mar Guia Santa Catarina [Online] [Citado em: 13 de março de 2012] HAANDEL,Adrianus C. Van et all. Tratamento de esgotos sanitários por processo anaeróbio e disposição controlada no solo. Rio de Janeiro: Prosab, IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: Acesso em: 11.abr KAICK, Tamara S. van; MACEDO, Carolina X. de; PRESZNHUK, Rosélis A. Jardim ecológico Tratamento de esgoto por zona de raízes: Análise e comparação da eficiência de uma tecnologia de saneamento apropriada e sustentável. Irati: Unicentro, LEME, Francílio Paes Planejamento e Projeto dos sistemas urbanos de esgotos sanitários. São Paulo: Cetesb, LEMES, João Luiz Villas Boas. Et all. Tratamento de esgoto por meio de zona de raízes em comunidade rural: Curitiba. Acad, Ciência Agrária Ambiental, LOBO, Ana Carolina M. Et all. Reatore Anaeróbios de Fluxo Ascendente. Disponível em: <http://webensino.unicamp.br/disciplinas/st /apoio/11/reatores_anaer_bios_de_fluxo_ascendente.pdf> Acesso em: 02.maio NUVOLARI, Ariovaldo et all. Esgoto Sanitário: Coleta transporte tratamento e reuso agrícola. São Paulo, SP: Blucher, PARLATORE, Antonio Carlos. Controle da Qualidade da água para consumo humano: Bases Conceituais e Operacionais. São Paulo. CETESB, ROQUE, Odir Clécio da Cruz; MELLO, Hélio Andrade de Assis Junior. Eficiencia dos Filtros Anaeróbios tipo Cynamon no Tratamento de Esgoto. Rio de Janeiro, SABESP. Saneamento: Tipos de tratamento. Disponível em: <http://www.sabesp.cpm.br> Acesso em: 20.mar.2012 SANTOS, Durvalina Maria Mathias dos. Absorção e transporte de íons. Jaboticabal: Notas de aula. UNESP

88 87 SCHULZ, Guilherme. Sistema de tratamento de efluentes com plantas aquáticas emergentes (PAE) para o processo de parboilização de arroz: Canoas. ULBRA, SEZERINO, Pablo Heleno; PHILIPPI, Luiz Sérgio. Tratamento de esgotos utilizando o potencial solo planta: Florianópolis, SC: UFSC, ca

89 88 GLOSSÁRIO Aerênquima: É um tecido parenquimatoso, constituído por células infladas ou grandes espaços intercelulares, formando grandes cavidades no interior da planta preenchidas de ar. Esta constituição torna o corpo da planta mais leve, o que favorece sua sustentação ou flutuação dentro da água. Arbóreas: É a classificação dada ao grupo de vegetais constituídos por árvores de grande porte. Autodepuração: É a capacidade que os rios possuem de se auto estabilizar de uma pequena carga de poluentes. Balneabilidade: É a quantidade das águas destinadas à recreação de contato primário. Bioacumuláveis: Significa que não é eliminado pelo organismo e se vai acumulando nele com o passar do tempo. Biodegradáveis: É todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microrganismos usuais no meio ambiente. Carcinogênicas: Refere-se a qualquer substância, isótopo, radiação ou outro agente físico ou biológico que provoque, agrave ou sensibilize o organismo para o surgimento de um câncer. Cerealíferas: Espécie de plantas, exemplo o arroz. Colmatação: Deposição de partículas finas, como argila ou silte, na superfície e nos interstícios de um meio poroso permeável, reduzindo-lhe a permeabilidade. Depleção: diminuição ou extinção do oxigênio dissolvido na água. Enterococos: É uma bactéria na forma de coco, habitante do intestino do homem, agente causador eventual de endocardite bacteriana, infecções intestinais e infecções urinárias. Escatóis: é um composto químico cristalino, uma amina, de fórmula C 9 H 9 N. Escherichia coli: É uma bactéria bacilar Gram-negativa, que, é a mais comum e uma das mais antigas bactérias simbiontes do homem. Estuários: É um ambiente aquático transicional entre um rio e o mar. Um estuário sofre a influência das marés e apresenta fortes gradientes ambientais, desde águas doces próximos da sua cabeceira, águas salobras, e águas marinhas próximo da sua desembocadura.

90 89 Eutrofização: Fenômeno causado pelo excesso de nutrientes, compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio, numa massa de água provocando um aumento excessivo de algas. Forrageiras: Vegetação utilizada como alimento de gado. Lixiviação: É o processo de extração de uma substância presente em componentes sólidos através da sua dissolução num líquido. Meio aeróbio: Há a presença de oxigênio, ambiente com altas temperaturas e ausência de maus odores, ph>7. Meio anaeróbio: Ausência de oxigênio, ambientes com baixas temperaturas e presença de maus odores, ph ácido. Mercaptanas: Química Composto orgânico de odor fétido, derivado de um álcool no qual o oxigênio foi substituído pelo enxofre; tio álcool, tiol. Mutagênicas: É todo agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, pode causar mutação, ou seja, um dano na molécula de DNA que não é reparado no momento da replicação celular, e é passado para as gerações seguintes. Organismos patogênicos: é um organismo, microscópico ou não, capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros sempre que estejam em circunstâncias favoráveis, inclusive do meio ambiente. Rashid: módulos plásticos usados como leito de percolação dos filtros. Reaeração: É à entrada de oxigênio pela superfície ou pela atividade de algas. Termotolerantes: Toleram temperaturas acima de 40ºC e reproduzem-se nessa.

91 90 APÊNDICE APÊNDICE A Plano Master do terreno

92 APÊNDICE B Projeto somente da cozinha do prédio Cozinha/Refeitório 91

93 APÊNDICE C Andar superior do prédio Panapana 92

94 APÊNDICE D Esquema da tubulação na malha inferior da Etapa 1 da Zona de Raízes 93

95 APÊNDICE E Esquema da tubulação da malha inferior da Etapa 2 da Zona de Raízes 94

96 95 DEMONSTRAÇÃO DOS CÁLCULOS PARA O ORÇAMENTO Escavação Foi considerado 0,8 m maior que a caixa, para fins de trabalhar, e 45 para não ocorrer desmoronamento do buraco. Armadura Considerando o meio agressivo com recobrimento 3,5cm. Armadura em malha. Formas A base foi feita maior que a caixa, 25cm para cada lado. A tampa foi calculada considerando uma visita de 0,6x0,6m Alvenaria Considerando blocos de 39x19x19 e graute a cada 2m aproximadamente. O graute com 1Ø10 APÊNDICE F Demonstração de cálculo utilizado para o orçamento

97 COZINHA PANAPANA COZINHA PANAPANA 96 Serviços ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - CAIXA DE GORDURA Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Manual m³ 0,10 30,00 3,00 Instalação da Encanador caixa h 0,30 1,80 0,54 Instalação da Servente caixa h 0,30 1,40 0,42 TOTAL GASTO NO PANAPANA 3,96 Escavação Manual m³ 0,53 30,00 15,90 Instalação da Pedreiro h 0,30 1,80 0,54 caixa Instalação da Servente h 0,30 1,40 0,42 caixa TOTAL GASTO NA COZINHA/REFEITÓRIO 16,86 VALOR TOTAL GASTO PARA CAIXA DE GORDURA 20,82 APÊNDICE G Orçamento para as Caixas de Gordura referente gasto com a mão de obra ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - CAIXA DE GORDURA Serviços Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Mecanica h 0,30 62,50 18,75 Instalação da Encanador h 0,30 caixa 1,80 0,54 Instalação da Servente h caixa 0,30 1,40 TOTAL GASTO NO PANAPANA 0,42 19,71 Escavação Mecanica h 0,30 62,50 18,75 Instalação da Encanador h 0,30 caixa 1,80 0,54 Instalação da Servente h caixa 0,30 1,40 0,42 TOTAL GASTO NA COZINHA/REFEITÓRIO 19,71 VALOR TOTAL GASTO PARA CAIXA DE GORDURA Obs: A maquina de escavação custa 500 reais a diária 39,42 APÊNDICE H Orçamento para as Caixas de Gordura referente gasto com a mão de obra, considerando a escavação com a utilização de máquina

98 ETAPA 2 ETAPA 1 ETAPA 2 ETAPA 1 97 ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - ZONA DE RAÍZES Serviços Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Manual m³ 66,75 30, ,50 Pedreiro Colocação da lona Assentamento h 4,00 1,80 7,20 dos materiais Plantiu das mudas Servente Auxiliar h 4,00 1,40 5,60 TOTAL GASTO NA ETAPA ,30 Escavação Manual m³ 99 30, ,00 Pedreiro Colocação da lona Assentamento h 4,00 1,80 7,20 dos materiais Plantiu das mudas Servente Auxiliar h 4,00 1,40 5,60 TOTAL GASTO NA ETAPA ,80 VALOR TOTAL GASTO PARA FOSSAS SÉPTICAS APÊNDICE I Orçamento para as Zona de raízes referente gasto com a mão de obra 4998,10 Serviços ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - ZONA DE RAÍZES Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Mecanica h 8,00 62,50 500,00 Colocação da lona Pedreiro Assentamento dos materiais h 4,00 1,80 7,20 Plantiu das mudas Servente Auxiliar h TOTAL GASTO NA ETAPA 1 4,00 1,40 5,60 512,80 Escavação Mecanica h 8,00 62,50 500,00 Colocação da lona Pedreiro Assentamento dos materiais h 4,00 1,80 7,20 Plantiu das mudas Servente Auxiliar h TOTAL GASTO NA ETAPA 2 4,00 1,40 5,60 512,80 VALOR TOTAL GASTO PARA ZONA DE RAÍZES Obs: A maquina de escavação custa 500 reais a diária 1025,60 APÊNDICE J Orçamento para as Zona de Raízes referente gasto com a mão de obra, considerando a escavação com a utilização de máquina.

99 ESCRITÓRIO COZINHA/REFEITÓRIO 6 CABANAS 6 CABANAS PANAPANA CAPELA 98 ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - FOSSAS SÉPTICAS Serviços Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Manual m³ 18,38 30,00 551,40 Forma Tampa 2,58 67,08 Base m² 0,74 26,00 19,24 Tampa 9,67 14,51 Armação Base KG 18,38 1,50 27,57 Graute 2,69 4,04 Tampa 0,18 5,40 Lançamento de Base m³ 0,34 30,00 10,20 concreto Graute 0,03 0,90 Alvenaria m² TOTAL GASTO NA CAPELA 6,50 19,50 126,75 827,08 Escavação Manual m³ 59,32 30, ,60 Forma Tampa 5,64 146,64 m² 26,00 Base 1,10 28,60 Tampa 24,24 36,36 Armação Base KG 38,49 1,50 57,74 Graute 4,48 6,72 Tampa 0,45 13,50 Lançamento de Base m³ 0,70 30,00 21,00 concreto Graute 0,05 1,50 Alvenaria m² TOTAL GASTO NO PANAPANA 18,00 19,50 351, ,66 Escavação Manual m³ 65,92 30, ,60 Forma Tampa 7,24 188,24 Base m² 1,20 26,00 31,20 Tampa 33,46 50,19 Armação Base KG 48,11 1,50 72,17 Graute 4,48 6,72 Tampa 0,60 18,00 Lançamento de Base m³ 0,88 30,00 26,40 concreto Graute 0,05 1,50 Alvenaria m² TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 20,00 19,50 390, ,02 Escavação Manual m³ 65,92 30, ,60 Forma Tampa 7,24 188,24 Base m² 1,20 26,00 31,20 Tampa 33,46 50,19 Armação Base KG 48,11 1,50 72,17 Graute 4,48 6,72 Tampa 0,60 18,00 Lançamento de Base m³ 0,88 30,00 26,40 concreto Graute 0,05 1,50 Alvenaria m² TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 20,00 19,50 390, ,02 Escavação Manual m³ 84,72 30, ,60 Forma Tampa 11,54 300,04 m² 26,00 Base 1,50 39,00 Tampa 54,70 82,05 Armação Base KG 74,72 1,50 112,08 Graute 6,72 10,08 Tampa 1,00 30,00 Lançamento de Base m³ 1,35 30,00 40,50 concreto Graute 0,08 2,40 Alvenaria m² 26,00 19,50 507,00 TOTAL GASTO NA COZINHA/REFEITÓRIO 3664,75 Escavação Manual m³ 16,51 30,00 495,30 Forma Tampa 1,88 48,88 m² 26,00 Base 0,64 16,64 Tampa 6,66 9,99 Armação Base KG 13,30 1,50 19,95 Graute 2,69 4,04 Tampa 0,12 3,60 Lançamento de Base m³ 0,26 30,00 7,80 concreto Graute 0,03 0,90 Alvenaria m² TOTAL GASTO NO ESCRITÓRIO 5,29 19,50 103,07 710,17 VALOR TOTAL GASTO PARA FOSSAS SÉPTICAS 13168,68

100 ESCRITÓRIO COZINHA 6 CABANAS 6 CABANAS PANAPANA CAPELA 99 APÊNDICE L Orçamento para as Fossas Sépticas referentes ao gasto com a mão de obra Serviços ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - FOSSAS SÉPTICAS Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Mecanica h 1,00 62,50 62,50 Encanador Instalação da caixa h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação da caixa h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NA CAPELA 65,70 Escavação Mecanica h 2,00 62,50 125,00 Encanador Instalação da caixa h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação da caixa h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NO PANAPANA 131,40 Escavação Mecanica h 2,30 62,50 143,75 Encanador Instalação da caixa h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação da caixa h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 150,15 Escavação Manual h 2,30 62,50 143,75 Encanador Instalação da caixa h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação da caixa h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 150,15 Escavação Mecanica h 3,00 62,50 187,50 Encanador Instalação da caixa h 3,00 1,80 5,40 Servente Instalação da caixa h 3,00 1,40 4,20 TOTAL GASTO NA COZINHA/REFEITÓRIO 197,10 Escavação Mecanica h 1,00 62,50 62,50 Encanador Instalação da caixa h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação da caixa h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NO ESCRITÓRIO 65,70 VALOR TOTAL GASTO PARA FOSSAS SÉPTICAS Obs: A maquina de escavação custa 500 reais a diária 760,20 APÊNDICE M Orçamento para as Fossas Séptica referente so gasto com a mão de obra, considerando a escavação com a utilização de máquina.

101 ESCRITÓRIO COZINHA 6 CABANAS 6 CABANAS PANAPANA CAPELA 100 Serviços ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - FILTRO ANAERÓBIO Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Manual m³ 13,77 30,00 413,10 Encanador Instalação do Filtro h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação do Filtro h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NA CAPELA 416,30 Escavação Manual m³ 25,16 30,00 754,80 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NO PANAPANA 761,20 Escavação Manual m³ 28,94 30,00 868,20 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 874,60 Escavação Manual m³ 28,94 30,00 868,20 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 874,60 Escavação Manual m³ 50,62 30, ,60 Encanador Instalação do Filtro h 3,00 1,80 5,40 Servente Instalação do Filtro h 3,00 1,40 4,20 TOTAL GASTO NA COZINHA 1528,20 Escavação Manual m³ 12,6 30,00 378,00 Encanador Instalação do Filtro h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação do Filtro h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NO ESCRITÓRIO VALOR TOTAL GASTO PARA FILTROS ANAERÓBIOS 381, ,10 APÊNDICE N Orçamento para os Filtros Anaeróbios referentes ao gasto com a mão de obra

102 ESCRITÓRIO COZINHA 6 CABANAS 6 CABANAS PANAPANA CAPELA 101 Serviços ORÇAMENTO PARA SERVIÇO - FILTRO ANAERÓBIO Especificação Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Escavação Mecanica h 1,00 62,50 62,50 Encanador Instalação do Filtro h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação do Filtro h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NA CAPELA 65,70 Escavação Mecanica h 2,00 62,50 125,00 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NO PANAPANA 131,40 Escavação Mecanica h 2,30 62,50 143,75 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 150,15 Escavação Manual h 2,30 62,50 143,75 Encanador Instalação do Filtro h 2,00 1,80 3,60 Servente Instalação do Filtro h 2,00 1,40 2,80 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 150,15 Escavação Mecanica h 3,00 62,50 187,50 Encanador Instalação do Filtro h 3,00 1,80 5,40 Servente Instalação do Filtro h 3,00 1,40 4,20 TOTAL GASTO NA COZINHA 197,10 Escavação Mecanica h 0,30 62,50 18,75 Encanador Instalação do Filtro h 1,00 1,80 1,80 Servente Instalação do Filtro h 1,00 1,40 1,40 TOTAL GASTO NO ESCRITÓRIO 21,95 VALOR TOTAL GASTO PARA FILTROS ANAERÓBIOS Obs: A maquina de escavação custa 500 reais a diária 716,45 APÊNDICE O Orçamento para as Filtros Anaeróbios referente so gasto com a mão de obra, considerando a escavação com a utilização de máquina. Serviços ORÇAMENTO PARA MATERIAL - CAIXA DE GORDURA Descrição Unidade Quant. Valor unitário Valor total PANAPANA Caixa de gordura COZINHA Caixa de gordura Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD. 100 Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD uni 1,00 413,97 413,97 uni 1, , ,08 VALOR TOTAL GASTO PARA MATERIAIS NAS FOSSAS SÉPTICAS APÊNDICE P Orçamento para Caixas de Gordura referente ao gasto com o material 1543,05

103 ETAPA 2 ETAPA Serviços ORÇAMENTO PARA MATERIAL - ZONA DE RAÍZES Descrição Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Lona plástica Preta m² 61,00 2,33 142,13 Areia grossa m³ 8,40 38,00 319,20 Brita n 0 m³ 1,40 42,50 59,50 Brita n 2 m³ 18,20 47,50 864,50 Bedim Para Drenagem - PK02-1,07m X 12m Gramatura = 120g p/m² 24 m 86,00 59,90 214,64 Tubulação PVC Ø100mm 6 m 86,00 39, ,26 Joelho PVC Ø100mm uni 8,00 3,30 26,40 Tê PVC Ø100mm uni 14,00 8,48 118,72 Planta para a zona Espadana mudas 28,00 sem custo TOTAL GASTO NA ETAPA ,35 Lona plástica Preta m² 87,00 2,33 202,71 Areia grossa m³ 13,50 38,00 513,00 Brita n 0 m³ 2,25 42,50 95,63 Brita n 2 m³ 29,25 47, ,38 Bedim Para Drenagem - PK02-1,07m X 12m Gramatura = 120g p/m² 24 m 128,00 59,90 319,47 Tubulação PVC Ø100mm 6 m 128,00 39, ,48 Joelho PVC Ø100mm uni 8,00 3,30 26,40 Tê PVC Ø100mm Tê uni 16,00 8,48 135,68 Planta para a zona Espadana mudas 45,00 sem custo TOTAL GASTO NA ETAPA ,74 VALOR TOTAL GASTO PARA AS ZONA DE RAÍZES APÊNDICE Q Orçamento para as Zonas de Raízes, referente ao gasto com o material 12968,09

104 103 Serviços ORÇAMENTO PARA MATERIAL - FILTRO ANAERÓBIO Descrição Unid. Quant. Valor uni. Valor total CAPELA PANAPANA Filtro anaeróbio Filtro anaeróbio 6 CABANAS Filtro anaeróbio 6 CABANAS Filtro anaeróbio COZINHA ESCRITÓRIO Filtro anaeróbio Filtro anaeróbio Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Completo uni 1, , ,19 uni 1, , ,80 uni 1, , ,06 uni 1, , ,06 uni 1, , ,31 uni 1, , ,19 VALOR TOTAL GASTO PARA MATERIAIS NOS FILTROS ANAERÓBIOS 46552,61 APÊNDICE R Orçamento para os filtros anaeróbios, referente ao gasto com o material Serviços ORÇAMENTO PARA MATERIAL - FOSSAS SÉPTICAS Descrição Unid. Quant. Valor uni. Valor total CAPELA Fossa séptica PANAPANA Fossa séptica 6 CABANAS Fossa séptica 6 CABANAS Fossa séptica COZINHA Fossa séptica ESCRITÓRIO Fossa séptica Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD Plástico Reforçado com Fibra de Vidro MOD uni 1, , ,20 uni 1, , ,66 uni 1, , ,74 uni 1, , ,74 uni 1, , ,61 uni 1, , ,20 VALOR TOTAL GASTO PARA MATERIAIS NAS FOSSAS SÉPTICAS APÊNDICE S Orçamento para as Fossas Sépticas, referente ao gasto com o material 64092,15

105 6 CABANAS PANAPANA CAPELA 104 Serviços ORÇAMENTO PARA MATERIAL - FOSSAS SÉPTICAS Descrição Unidade Quantidade Valor unitário Valor total Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 2,58 48,76 m² 18,90 220x110 (Base) 0,74 13,99 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 91,00 2,62 238,42 Ø 10 (Tampa) 9,67 24,47 Aço Ø 10 (Base) KG 18,38 2,53 46,50 Ø 10 (Graute) 2,69 6,81 25 MPA (Tampa) 0,18 38,70 Concreto 25 MPA (Base) m³ 0,34 215,00 73,10 25 MPA (Graute) 0,03 6,45 Concreto Bobeamento m³ 0,55 35,00 19,25 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 1,50 38,00 57,00 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NA CAPELA 614,34 Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 5,64 106,60 m² 18,90 220x110 (Base) 1,10 20,79 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 252,00 2,62 660,24 Ø 10 (Tampa) 24,24 61,33 Aço Ø 10 (Base) KG 38,49 2,53 97,38 Ø 10 (Graute) 4,48 11,33 25 MPA (Tampa) 0,45 96,75 Concreto 25 MPA (Base) m³ 0,70 215,00 150,50 25 MPA (Graute) 0,05 10,75 Concreto Bobeamento m³ 1,20 35,00 42,00 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 2,30 38,00 87,40 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NO PANAPANA 1385,97 Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 7,24 136,84 m² 18,90 220x110 (Base) 1,20 22,68 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 280,00 2,62 733,60 Ø 10 (Tampa) 33,46 84,65 Aço Ø 10 (Base) KG 48,11 2,53 121,72 Ø 10 (Graute) 4,48 11,33 25 MPA (Tampa) 0,60 129,00 Concreto 25 MPA (Base) m³ 0,88 215,00 189,20 25 MPA (Graute) 0,05 10,75

106 COZINHA/REFEITÓRIO 6 CABANAS 6 CABANAS 105 Concreto Bobeamento m³ 1,53 35,00 53,55 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 2,30 38,00 87,40 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 1621,62 Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 7,24 136,84 m² 18,90 220x110 (Base) 1,20 22,68 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 280,00 2,62 733,60 Ø 10 (Tampa) 33,46 84,65 Aço Ø 10 (Base) KG 48,11 2,53 121,72 Ø 10 (Graute) 4,48 11,33 25 MPA (Tampa) 0,60 129,00 Concreto 25 MPA (Base) m³ 0,88 215,00 189,20 25 MPA (Graute) 0,05 10,75 Concreto Bobeamento m³ 1,53 35,00 53,55 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 2,30 38,00 87,40 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NAS 6 CABANAS 1621,62 Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 11,54 218,11 m² 18,90 220x110 (Base) 1,50 28,35 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 364,00 2,62 953,68 Ø 10 (Tampa) 54,70 138,39 Aço Ø 10 (Base) KG 74,72 2,53 189,04 Ø 10 (Graute) 6,72 17,00 25 MPA (Tampa) 1,00 215,00 Concreto 25 MPA (Base) m³ 1,35 215,00 290,25 25 MPA (Graute) 0,08 17,20 Concreto Bobeamento m³ 2,43 35,00 85,05 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 2,30 38,00 87,40 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NA COZINHA/REFEITÓRIO 2280,37

107 ESCRITÓRIO 106 Prego 17x17 Kg 0,50 3,38 1,69 Maderite 220x110 (Tampa) 1,88 35,53 m² 18,90 220x110 (Base) 0,64 12,10 Bloco 19x19x39 19x29x39 uni 74,00 2,62 193,88 Ø 10 (Tampa) 6,66 16,85 Aço Ø 10 (Base) KG 13,30 2,53 33,65 Ø 10 (Graute) 2,69 6,81 25 MPA (Tampa) 0,12 25,80 Concreto 25 MPA (Base) m³ 0,26 215,00 55,90 25 MPA (Graute) 0,03 6,45 Concreto Bobeamento m³ 0,41 35,00 14,35 Tê Ø 100mm m 2,00 8,48 16,96 Tubulação Ø 100mm 6 m 1,00 39,91 6,65 Tubulação Ø 150mm m 1,50 38,00 57,00 Tubulação Ø 50mm (ventilacão) 6 m 0,60 26,00 2,60 Terminal de ventilação Ø 50mm uni 1,00 13,00 13,00 TOTAL GASTO NO ESCRITÓRIO 499,21 VALOR TOTAL GASTO PARA MATERIAIS NAS FOSSAS SÉPTICAS 8023,15 APÊNDICE T Orçamento para as Fossas Sépticas, referente ao gasto com o material, considerando caixas construídas in locu

108 107 ANEXOS ANEXO A Tratamento de esgoto por zona de raízes na pousada Monte Crista, Joinville SC. ANEXO B Zona de raízes em residências, área urbana.

109 108 TABELA DA MÉDIA DE PREÇOS DE JOINVILLE SERVIÇOS ESCOPO UNIDADE PREÇO SERVIÇOS PRELIMINARES-DEMOL,TERRAP,BARRA Com as prateleiras, telhado, com pintura, BARRACÃO DE OBRA piso, isopor no teto, telas, marmiteira, bebedouro, lixos,mesas sem instalações M² R$ 30,00 elétricas e hidraulicas SERVICO DE TAPUME fazer o tapume tabeira sem pintura M² R$ 6,00 SERVIÇO DE BANDEJÃO MONTAR E DESMONTAR (80% E 20%) M2 R$ 15,00 INSTALACAO DE ELETRICA HIDR CANTEIRO Ideal é fechar dentro do contrato. VB R$ 100,00 SERVICO DE BAIA por baia,fazer alvenaria, acerto de terreno, AGREGADOS. e mais piso vb R$ 300,00 SERVIÇO DE CONCRETO BASE DA GRUA concreto usinado, vibrado M³ R$ 15,00 SERVIÇO DE ARMAÇÃO BASE DA GRUA toda armação, corte e dobra KG R$ 1,50 EXECUÇÃO DE GABARITO concreta as bases do gabarito (meios e 4 cantos), pintado e auxílio na marcação, duas ML R$ 9,00 faces, pintar MUROS PREÇO GLOBAL DO MURO S/ PINTURA R$ 45/M² DE ALVENARIA ESCAVAÇÃO escavação das vigas e furo de trado a cada 2,5 m M³ R$ 30,00 FORMA DE DESFORMA MURO 20x40 as dimensões das vigas M² R$ 20,00 ARMAÇÃO DO MURO graute, armação do trado e vigas KG R$ 1,50 CONCRETO DE MURO concreto usinado, graute, concreto do furo do trado e baldrame M³ R$ 30,00 ALVENARIA DO MURO alvenaria frizado e pilaretes, colocação linear dos chapéus do muro, e chapeu do M² R$ 21,00 pilarete SERVIÇO DE TEXTURA pintura do muro PRONTO, CHAPÉU, PILARETES M² R$ 7,00 SALÃO FESTAS,ESPAÇO GOURMET,DEP,VEST Com fundo de brita, 70 % forma e 30 % desforma e passar desmoldante, se FORMA E DESFORMA necessário fazer fundo de maderit não pagar a mais, área de forma é área de concreto M² R$ 22,00

110 109 TABELA DA MÉDIA DE PREÇOS DE JOINVILLE SERVIÇOS ESCOPO UNIDADE PREÇO ARMAÇÃO armação 70% e 30 % colocação, com espaçador, reforço KG R$ 1,50 LAJE PRÉ MOLDADA DO PISO E TETO (se tiver) PROTEÇÃO DE PERIFERIA, ARMAÇÃO DA LAJE, FORMA E DESFORMA DA TABEIRA, ARMADURA DE SEGURANÇA SHAFT M² R$ 15,00 CONCRETO lançamento concreto M³ R$ 30,00 ALVENARIA REBOCO INTERNO REBOCO EXTERNO GESSO CORRIDO SERVIÇO DE CONTRAPISO ASSENTAMENTO DE PISO A MRV IRÁ FORNECER 2 FUNCIONÁRIOS PARA (5 BETONEIRAS), PORÉM EMPREITEIRO É RESPONSÁVEL AUXILIAR NA BETONEIRA FAZER A MASSA E TRANSPORTAR. DESCONTAR O VÃO, FAZER O GRAUTE, CANALETA C/ GRAUTE, VERGA E CONTRA-VERGA DE PORTAS E JANELAS, LIMPEZA, MONTAGEM DE ANDAIME, CONCRETAGEM DE CINTAS E CANALETAS, COLOCAR O AÇO ARMADO COLOCAR A CX DE AR COND., NÃO PAGAR MARCAÇÃO, O PREÇO É PRONTO POR APTO A MRV IRÁ FORNECER 2 FUNCIONÁRIOS PARA (5 BETONEIRAS), PORÉM EMPREITEIRO É RESPONSÁVEL AUXILIAR NA BETONEIRA FAZER A MASSA E TRANSPORTAR, ESTÁ INCLUINDO O CHAPISCO E REBOCAR OS MESMOS PREÇOS DO SERVIÇO DE PRODUÇÃO; MASSA EXTERNA SEM ANDAIME É O MESMO PREÇO DE MASSA INTERNA INCLUI TRANSPORTE DO GESSO E LIMPEZA, CONTROLAR E TRAÇAR UMA META, CHAPISCO DA LAJE C/ BETONEIRISTA, TRANSPORTAR A MASSA TRANSPORTAR O MATERIAL, RODAPÉ, LIMPEZA,PROTEÇÃO, REJUNTADO, COM LISTELLO, PAGAR VÃO FECHADO QUANDO EXISTIR REQUADRO M² R$ 19,50 M² R$ 11,00 M² R$ 11,00 M² R$ 7,50 M² R$ 8,00 M² R$ 15,00

111 110 TABELA DA MÉDIA DE PREÇOS DE JOINVILLE SERVIÇOS ESCOPO UNIDADE PREÇO ASSENTAMENTO DE AZULEJO ASSENTAMENTO DE MOLDURA SERVIÇO DE PINTURA TEXTURIZADA PINTURA INTERNA TRANSPORTAR O MATERIAL, RODAPÉ, LIMPEZA,PROTEÇÃO, REJUNTADO, COM LISTELLO, PAGAR VÃO FECHADO QUANDO EXISTIR REQUADRO COLOCAÇÃO DA MOLDURAR REQUADRADO NA PARTE SUPERIOR PARA DENTRO COLOCAÇÃO DE MOLDURAS LINEAR, JUNTA COM MASTIQUE, NP1 NAS JANELAS, PINTURA DO PEITORIL, VÃO FECHADO, PINTURA DOS DETALHES E PINTURA DA TEXTURA. FERRAMENTAS PARA PINTURA RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO E UTILIZANDO A MÁQUINA PLATAFORMA FEITO COM TINTA ACRÍLICA, É O VALOR R$ 1050/M2 DE PINTURA NO LOCAL M² R$ 15,00 ML R$ 8,00 M² R$ 7,50 M² R$ 5,00 EXECUÇÃO DE TELHADO SE TIVER SERVIÇO DE EXECUÇÃO DE CALÇADA ASSENTAMENTO DE PEDRA MIRACEMA DA CALÇADA ASSENTAMENTO DE PEDRA MIRACEMA ENTRADO DO PRÉDIO COLOCAÇÃO DE MEIO FIO SERVICO DE DRENAGEM/ DRENO SERVIÇO DE CAIXA DE ALVENARIA SERVIÇO DE CAIXA DE TUBO SERVIÇO DE EXECUÇÃO ARMAÇÃO, SERVIÇO DE ACERTO DE TERRENO SERVIÇO DE EXECUÇÃO DE MEIO FIO A ESTRUTURA DE MADEIRA, AS TELHAS E LIMPEZA PAVIMENTAÇÃO EXTERNA CALÇADA AO REDOR DO BLOCO E PASSEIO S/ MEIO FIO, DESEMPENADO, ACERTO DE TERRENO, M² R$ 20,00 M² R$ 14,00 ASSENTAMENTO DA PEDRA LINEAR ML R$ 5,00 ASSENTAMENTO DA PEDRA M2 M² R$ 20,00 colocação de meio fio ml R$ 9,00 COLOCAÇÃO DAS CALHAS DE DRENAGEM DA ÁGUA PLUVIAL CAIXA DE ALVENARIA, REBOCADO, FUNDO, COLARINHO, TAMPA NIVELADA, ESCAVADO ESCAVADO, COLOCAÇÃO CAIXA DE TUBO, FUNDO, COLARINHO, CHUMBADO O TUBO, TAMPA NIVELADA, COM BRITA PAVIMENTAÇÃO: armação, acerto do terreno com areia e o meio fio. ML R$ 9,00 UNIT. R$ 100,00 UNIT. R$ 70,00 KG R$ 1,50 M² R$ 2,00 ML R$ 9,00

112 111 SERVIÇOS ESCOPO UNIDADE PREÇO GÁS EXTERNO FORMA E DESFORMA ARMAÇÃO LANÇAMENTO DE CONCRETO SERVIÇO DE CONTRAPISO ALVENARIA LAJE PRÉ MOLDADA SERVIÇO DE PINTURA TEXTURIZADA QUEBRA DE ESTACA FORMA E DESFORMA ARMAÇÃO TABELA DA MÉDIA DE PREÇOS DE JOINVILLE usar o orçamento Com fundo de brita, 70 % forma e 30 % desforma e passar desmoldante, se necessário fazer fundo de maderit não pagar a mais, área de forma é área de concreto armação 70% e 30 % colocação, com espaçador, reforço M² R$ 22,00 KG R$ 1,50 lançamento concreto M³ R$ 30,00 C/ BETONEIRISTA, TRANSPORTAR A MASSA A MRV IRÁ FORNECER 2 FUNCIONÁRIOS PARA (5 BETONEIRAS), PORÉM EMPREITEIRO É RESPONSÁVEL AUXILIAR NA BETONEIRA FAZER A MASSA E TRANSPORTAR. DESCONTAR O VÃO, FAZER O GRAUTE, CANALETA C/ GRAUTE, VERGA E CONTRA-VERGA DE PORTAS E JANELAS, LIMPEZA, MONTAGEM DE ANDAIME, CONCRETAGEM DE CINTAS E CANALETAS, COLOCAR O AÇO ARMADO COLOCAR A CX DE AR COND., NÃO PAGAR MARCAÇÃO, O PREÇO É PRONTO POR APTO PROTEÇÃO DE PERIFERIA, ARMAÇÃO DA LAJE, FORMA E DESFORMA DA TABEIRA, ARMADURA DE SEGURANÇA SHAFT COLOCAÇÃO DE MOLDURAS LINEAR, JUNTA COM MASTIQUE, PINTURA DOS DETALHES E PINTURA DA TEXTURA. FERRAMENTAS PARA PINTURA RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO RESERVATÓRIO INFERIOR - castelo d água ARRASAMENTO DA ESTACA PARA INICIAR O BLOCO Com fundo de brita, 70 % forma e 30 % desforma e passar desmoldante, se necessário fazer fundo de maderit não pagar a mais, área de forma é área de concreto armação 70% e 30 % colocação, com espaçador, reforço M² R$ 8,00 M² R$ 19,50 M² R$ 15,00 M² R$ 7,50 UNIT. R$ 15,00 M² R$ 22,00 KG R$ 1,50 LANÇAMENTO DE CONCRETO lançamento concreto M³ R$ 30,00

113 112 TABELA DA MÉDIA DE PREÇOS DE JOINVILLE SERVIÇOS ESCOPO UNIDADE PREÇO FORMA E DESFORMA ARMAÇÃO LANÇAMENTO DE CONCRETO SERVIÇO DE PERGOLADO SERVIÇO DE PAISAGISMO ETE Com fundo de brita, 70 % forma e 30 % desforma e passar desmoldante, se necessário fazer fundo de maderit não pagar a mais, área de forma é área de concreto armação 70% e 30 % colocação, com espaçador, reforço M² R$ 26,00 KG R$ 1,50 lançamento concreto M³ R$ 30,00 PAISAGISMO PRONTO VB R$ 2.000,00 300/ APTO COM PROJETO E TUDO VB R$ 2.000,00 ANEXO C Média de preços de serviços considerados em Joinville. Fonte: Dados levantados em reunião nas obras de Joinville pela MRV Engenharia e Participações S.A. ANEXO D Orçamento disponibilizado pela empresa BIOFIBRA para o projeto proposto

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