O campeão. Texto : Carmen Lucia Campos Ilustrações: Cecília Esteves ISBN:

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1 O campeão Texto : Carmen Lucia Campos Ilustrações: Cecília Esteves ISBN: Páginas: 24 Formato: 20 X 18 cm Danilo é uma criança especial que enfrenta o desafio de estudar numa nova escola. Ele vive o medo de ser rejeitado e de não fazer novos amigos. Até que uma colega propõe a adaptação de uma brincadeira às necessidades especiais de Danilo e nos mostra como é possível conviver com as diferenças. Temas principais: solidariedade; respeito às diferenças; inclusão social. Sugestão de leitura: Leitor iniciante. CONHECENDO A OBRA: A Coleção Sinto tudo isso e mais um pouco conversa com os alunos sobre sentimentos. Foi criada sob orientação de educadores e inspirada em situações comuns do dia a dia. Essa é mais uma história envolvente, leve e divertida sobre personagens infantis que descobrem e nos mostram os encantos e as dificuldades da convivência. Para este roteiro de leitura, sugerimos algo diferenciado: em todas as atividades (Antes da Leitura, Durante a Leitura e Após a Leitura), colocamos uma atividade recreativa adaptada a alunos que possuam algum tipo de necessidade especial. Caso não haja alunos com necessidades especiais em sua sala de aula, as atividades poderão ser executadas do mesmo jeito, assim, os alunos poderão vivenciar as dificuldades do dia a dia de um portador de necessidade especial e relatar suas experiências com tais atividades. Será extremamente enriquecedor! ASSUNTOS TRABALHADOS: Solidariedade, inclusão social, amizade; respeito às diferenças; compreensão;. TEMAS TRANSVERSAIS: Ética e pluralidade cultural. INTERDISCIPLINARIDADE: Língua Portuguesa e Educação Física. ANTES DA LEITURA: Professor, nesta obra por ser de fácil leitura e interpretação, sugerimos a cada momento, uma atividade lúdica adaptada. Neste primeiro momento, você, Professor, poderá trabalhar uma brincadeira com seus alunos, na quadra ou no pátio. Esta atividade é para alunos que possuem baixa visão ou cegueira. A brincadeira chama-se: Dupla dinâmica. Os materiais necessários para esta atividade são: lenços para vendar os olhos e uma bola com guizo (caso o colégio não tenha essa bola especial, coloca-se a bola dentro de um saco plástico). Os alunos formarão duplas, sendo que um deles estará com uma venda nos olhos e o outro o conduzirá, verbalmente, para que encontre a bola. Você, professor, colocará em um dos cantos da quadra, vários objetos reunidos, incluindo a bola com guizo ou a bola

2 dentro de um saco plástico. Um dos alunos, da dupla, se posicionará próximo aos materiais e o outro aluno, vendado ou que tenha baixa visão, ficará do outro lado da quadra. Ao sinal, o aluno que será o condutor verbal, dará dicas para que o seu amigo possa encontrar a bola, como por exemplo: - 10 pulos de canguru; - 15 passos de elefante; - 5 passos de formiga, e assim por diante... Vence a dupla que conseguir desenvolver a atividade em menos tempo. Professor, após esta atividade, sugerimos que faça com seus alunos uma roda de conversa e questione as facilidades e dificuldades que encontraram ao realizá-la. Favoreça que todos possam oralmente se expor e, caso possua em sua sala de aula algum aluno com necessidades especiais, estimule que ele comente (caso possível), todas as dificuldades que encontra no seu dia a dia. Aproveite o momento e trabalhe a proposta sobre valores, no tocante a inclusão. DURANTE A LEITURA: Professor, sugerimos que realize com seus alunos a leitura compartilhada. Assim, poderá promover um intercâmbio de ideias sobre o que está sendo lido, incentivar o uso do dicionário junto à leitura, com a finalidade de buscar as palavras não compreendidas e conhecer seu significado, ampliando o repertório dos seus alunos. Sugerimos mais uma atividade recreativa neste momento. Neste caso para alunos com deficiência auditiva. A brincadeira chama-se: Código secreto e necessitará de cartões coloridos e uma bola. Todos os alunos estarão dispostos em círculo e passarão a bola para o seu vizinho, atento aos cartões, que deverão estar com você, Professor. Estes cartões terão códigos previamente combinados, como por exemplo: cartão amarelo: significa arremesso da bola para o seu vizinho; cartão vermelho: significa que a bola deve ser quicada no chão, antes de passá-la ao seu amigo; cartão azul: significa que a bola deverá ser passada para um menino; cartão rosa: significa que a bola deverá ser passada para uma menina; cartão roxo: significa que a bola mudará o sentido de ser passada... e assim por diante. Com essa atividade, você poderá trabalhar a atenção, a coordenação viso motora, socialização, além de trabalhar valores com seus alunos, ao final da atividade, onde eles poderão relatar as dificuldades que sentiram ao realizar essa brincadeira. APÓS A LEITURA: Para elucidar o tema do livro, sugerimos algumas atividades com seus alunos, para aula de Educação Física, com jogos cooperativos. Estas atividades foram extraídas da Revista Guia Prático para Professores do Fundamental I Editora Escala (Edição 92 de Dezembro/2011).

3 Jogos cooperativos Como competir é importante, mas cooperar é fundamental, então, que seja um por todos e todos por um! Por Juliana Lambert Objetivos: Desenvolver a noção de influência das ações individuais sobre o todo e a consciência necessária para agir de acordo com o objetivo de um grupo; Exercitar a convivência, a parceria, a cooperação e a responsabilidade; Possibilitar o estabelecimento da comunicação necessária para o delineamento de estratégias; Trabalhar o desapego a regras anteriores; Oferecer espaço para a criatividade e disponibilidade para o novo. Faixa etária: a partir do 1º ano. Quando as crianças chegam ao Ensino Fundamental, elas ainda são egoístas e se sentem como o centro do universo. Durante as brincadeiras e jogos, mesmo quando interagem com os demais coleguinhas, elas raramente concedem e cooperam. Como esse tipo de comportamento precisa ser trabalhado, inclusive para evitar futuras frustrações e até inabilidades sociais, embora exista uma série de recursos, entre eles se destaca os jogos cooperativos, que podem ser facilmente introduzi-los na dia a dia escolar. Considerados ideais para combater a excessiva valorização dada ao individualismo e à competição exacerbada, que ocorre tanto na escola quanto na sociedade, durante a aplicação deles, não há vencedores nem vencidos, pois eles apenas exigem a cooperação dos participantes. Dessa forma, ao mesmo tempo em que divertem a criançada, diretamente, eles ainda proporcionam o desenvolvimento cognitivo e motor, enquanto que, indiretamente, também despertam a ideia de cooperação e sua importância para o relacionamento humano. Para saber mais: 150 Jogos Não Competitivos para Crianças - Cynthia Mac Gregor (Editora Madras) Brincando e Aprendendo com Jogos Cooperativos - Reinaldo Soler (Editora SPRINT) Educação Para a Paz: Promovendo Valores Humanos na Escola Através da Educação Física e dos Jogos Cooperativos - Carlos Velázquez Callado. (Editora Projeto Cooperação)

4 A origem dos jogos cooperativos: Embora a sistematização desses tipos de jogos, tenha ocorrido a partir de vivências e experiências do norte- -americano Ted Lentz na década de 50, segundo Terry Orlick, pesquisador canadense que, a partir do inicio de 1970, desenvolveu o princípio dos jogos cooperativos atuais - cujos elementos primordiais são: a cooperação, a aceitação, o envolvimento e a diversão -, eles existem a milhares de anos, tanto que membros das comunidades tribais sempre se uniram para celebrar a vida. Por sua vez, Fábio Otuzi Brotto, um dos precursores brasileiros da modalidade, explica que, os Inut (Alasca), Aborígenes (Austrália), Tasaday (África), Arapesh (nova Guiné), além de índios norte-americanos e brasileiros, ainda praticam a vida cooperativa, por meio da dança, jogos e outros rituais. Jogos tradicionais X jogos cooperativos Os primeiros, na maioria das vezes, se resumem apenas em competições. Já os segundos requerem somente cooperação, mesmo quando há coalizões (nome dado às equipes) que tentam chegar a um objetivo comum. Mas para entender a fundamentação e os benefícios que os jogos cooperativos trazem, basta observar o quadro comparativo que segue e, então, envolver as crianças em atividades que exigem colaboração no momento de atingir uma meta pré-estabelecida. Tradicionais e competitivos Divertem apenas algumas crianças. Algumas crianças se sentem perdedoras. Algumas são excluídas por falta de habilidades específicas. Estimulam a desconfiança e o egoísmo. Criam barreiras entre as crianças. Os perdedores saem e apenas observam a atividade, na maioria das vezes, de forma apática. Estimulam o individualismo e o desejo de se mostrar superior ao outro. Reforçam sentimentos de depreciação, rejeição, incapacidade e inferioridade entre os perdedores. Fortalecem o desejo de desistir frente às dificuldades. Poucos são bem-sucedidos. Cooperativos Divertem todas as crianças. Todas as crianças se sentem ganhadoras. Todas se envolvem de acordo com suas próprias habilidades. Estimulam o compartilhar e o confiar. Criam pontes entre as crianças. Os jogadores ficam juntos e desenvolvem suas capacidades, até o jogo se encerrar por si mesmo. Ensinam a ter senso de unidade e solidariedade. Desenvolvem e reforçam conceitos de AUTO (autoestima, autoaceitação etc.) Fortalecem o desejo de perseverar frente às dificuldades. Todos encontram um caminho para se desenvolver.

5 Exemplo de jogos cooperativos PARA O 1º E 2º ANO Como eles são ideais para promover a interação e a cooperação, a dica é aplicá-los bem no início do ano, para possibilitar a socialização infantil. Dessa forma, gradualmente, as crianças irão perceber que, durante a atividade, terão que pensar em suas atitudes, para facilitar o desempenho do coleguinha, já que o objetivo final do jogo depende de todas elas. Brincando de caranguejo: divida a turma em pares. Explique que, cada dupla deve se sentar no chão, mas de costas um para outro. Depois, peça para entrelaçarem os braços com o objetivo de se unirem e, assim, formarem um caranguejo. Quando todos estiverem nessa posição, determine alguns movimentos simples (dê um giro completo, avance para a direita, levante etc.), para que eles possam cumprir a tarefa de forma cooperativa. A tartaruga tem que andar: peça para um grupo, de até 5 crianças, se posicionar sobre um tapete grande. Depois, explique que todas devem engatinhar sob a casca da tartaruga, para fazer ela se mover em uma direção pré determinada. De início, as crianças irão se mover desordenadamente e não moverão o tapete, mas em dado momento, elas perceberão que, só trabalhando juntas, poderão fazer a tartaruga andar. PARA O 3º E 4º ANO Não deixe as bolinhas caírem: faça a criançada segurar um lençol e, explique que, você vai colocar algumas bolinhas sobre ele. Em seguida, peça para que o movimentem para cima e para baixo, sem deixar que nenhuma bolinha caia. Caso isso aconteça, uma das crianças deve soltar o lençol para buscá-la, enquanto as demais, continuam com o movimento do mesmo. Nó humano: peça para a criançada formar um círculo e entrelaçar as mãos, mas nunca com o coleguinha do lado nem segurando as duas mãos de outra criança. Após terem feito isso, peça para que desfaçam o nó, mas sem soltarem as mãos, para formar um novo círculo. Abraço musical: distribua as crianças pelo espaço destinado à atividade. Solte uma música e explique que, enquanto ela estiver alta, todas poderão dançar, correr, brincar etc. Mas no momento em que ela parar, elas deverão se abraçar em duplas, depois em trios, em quartetos e, assim sucessivamente, até terminarem num grande abraço coletivo, que contribui para a aceitação do outro. Dança do bambolê: é igual à dança das cadeiras, mas nenhuma criança sai da brincadeira. Para realizá-la, distribua um bambolê a menos que o número de alunos pelo chão e, explique que, ao soltar a música, todas terão que correr, até que ela pare. Nesse instante, todas devem ocupar o centro de um bambolê, sem que nenhuma criança sobre. Dessa forma, na primeira rodada, haverá duas crianças dentro de um deles. A partir de então, comece a retirar os bambolês do chão, para que o número de crianças aumente para três, quatro, cinco, até que todas, de modo cooperativo, se agrupem, de uma forma ou outra, dentro de um único bambolê. Princípio dos jogos cooperativos: Como em qualquer atividade cooperativa, joga-se com e não contra o outro para atingir uma meta coletiva - nunca individual -, a principal motivação desse tipo jogo é a superação de medos, desafios e obstáculos, o que também implica no desenvolvimento de atitudes de empatia, cooperação, estima e comunicação.

6 Anote! No começo de qualquer atividade cooperativa, as crianças vão se atrapalhar, mas se você orientá-las sem interferências desnecessárias logo, elas estarão se divertindo. Além disso, enquanto elas desenvolvem a atividade, preste bastante atenção que, logo, você verá que é possível determinar o líder do grupo, conhecer a criança mais acomodada e até a "malandrinha", que é aquela que, quando ninguém está olhando, dá um "jeitinho" de levar vantagem durante a brincadeira. SAIBA MAIS: Conheça alguns sites com jogos adaptados para alunos com necessidades especiais, pesquisadas em 20/10/2014: - dminperfeitas.blogspot.com.br/2013/07/jogos-e-brincadeiras-adaptadas.html - ideiasparabrincar.com/search/brincadeiras-adaptadas-para-deficientes-mentais/ - conteudoseducacaofisicaescolar.blogspot.com.br/2012/12/esporte-adaptado.html

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