PLANO DE GESTÃO DO RISCO PARA A CONSERVACÃO DO SITIO HISTÓRICO DE OLINDA

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1 Centro de Conservação Integrada Urbana e Territorial CECI Curso de Gestão do Patrimônio Cultural Integrado ao Planejamento Urbano da América Latina - ITUC/AL CÁTEDRA UNESCO PLANO DE GESTÃO DO RISCO PARA A CONSERVACÃO DO SITIO HISTÓRICO DE OLINDA Equipe: Carlos R. B. Freitas Marcelo L. Magadán Maria Célia Moreira Bagatini Patrícia Pedrosa Silvia de los Ríos Olinda Dezembro de 2002

2 SUMÁRIO 1 A PROBLEMÁTICA ATUAL DA GESTÃO 1.1 O contexto da conservação no Sítio Histórico de Olinda 1.2 O processo atual da gestão do risco Os riscos à conservação no Sítio Histórico de Olinda 1.3 Mecanismos institucionais e atores envolvidos com a gestão do risco 1.4 Os fóruns de negociação da gestão do risco e os conflitos de gestão 1.5 Instrumentos legais e institucionais Instrumentos Legais Instrumentos Institucionais 1.6 As tarefas atuais de gestão do risco 1.7 Os Sistemas de controle do risco Monitoramento e Avaliação Prevenção Contingência Mitigação 1.8 As lacunas do sistema de gestão atual 1.9 Problemas e avanços na Gestão do Risco Problemas Avanços 2 A PROBLEMÁTICA FUTURA DA GESTÃO DO RISCO 2.1 Os contextos possíveis de desenvolvimento da gestão do risco 2.2 As ameaças e as potencialidades da gestão do risco para a conservação sustentável do SHO Ameaças Potencialidades 3 O PLANO DE GESTÃO DO RISCO PARA A CONSERVAÇÃO DO SHO 3.1 O plano de gestão do risco para a conservação 3.2 Diretrizes do Plano 3.3 Objetivos do Plano Objetivo Geral Objetivos Específicos 3.4 O modelo adotado de Gestão do Risco 3.5 Componentes do Plano Análise e Valorização Monitoramento e Controle Negociação Proposições Monitoramento do Risco Prevenção Contingência Mitigação

3 3.6 Atores e organismos responsáveis e as tarefas da gestão do risco 3.7 Arranjo Institucional organizacional 3.8 Estratégia de implantação Curto Prazo até final de Médio Prazo 2004 a Longo Prazo 2006 a Contínuas 3.9 Indicadores de Gestão do Risco 4 FONTES DE INFORMAÇÃO 5 ANEXOS ANEXO I Marco Legal da Gestão do Risco ANEXO II Sistema de Monitoramento do Risco: variáveis sugeridas

4 SIGLAS E ABREVIAÇÕES UTILIZADAS: CECI Centro de Conservação Integrada Urbana e Territorial CELPE Companhia de Eletricidade de Pernambuco COMDECOL Conselho Municipal de Defesa Civil de Olinda COMPESA Companhia Pernambucana de Saneamento CPRH Companhia Pernambucana de Controle da Poluição e Recursos Hídricos FCPSHO Fundação Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda FIDEM FUNDARPE IBAMA Instituto Brasileiro de Preservação do Meio Ambiente IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ITUC/AL Curso de Gestão do Patrimônio Integrado ao Planejamento Urbano da América Latina ME Ministério da Educação NUDECS Núcleos de Defesa Civil PGR Plano de Gestão do Risco PPCE Planos de Prevenção e Contingências para Edificações SEFAD Secretaria de Fazenda e Administração SEPACC Secretaria do Patrimônio, Ciência e Cultura SHO Sítio Histórico de Olinda SODECA Sociedade de Defesa da Cidade Alta SOSP Secretaria de Obras e Serviços Públicos SPHAN Secretaria do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, sucedida pelo IPHAN TELEMAR Companhia Telefônica UFPE Universidade Federal de Pernambuco

5 APRESENTAÇÃO A gestão do risco parte da premissa que em patrimônio cultural o que se perde é para sempre, razão pela qual o plano de gestão de risco deve priorizar a prevenção. Os bens culturais têm seu significado calcado nos valores de integridade e de autenticidade. Quando ocorre um desastre, como por exemplo, um incêndio, bens são danificados ou destruídos e se contarmos com informação suficiente fato muito pouco freqüente poder-seia proceder à sua reconstrução de sua materialidade. Mas o valor da autenticidade aquele em que a UNESCO baseia os Títulos de Patrimônio Mundial estará definitivamente perdido. A sustentabilidade do Sítio Histórico de Olinda se baseia, em grande parte, no turismo cultural que tem como suporte e atrativo os bens culturais. Em caso de perda desses bens a sustentabilidade do sitio estará definitivamente comprometida. Esses fatos evidenciam a necessidade e a urgência da implementação de um Plano de Gestão de Risco para o Sítio Histórico de Olinda. O presente trabalho tem como objetivo propor um Plano de Gestão do Risco, abrangendo a identificação de riscos latentes, suas causas e conseqüências e as possíveis ações de prevenção, contingência e mitigação, além do arranjo institucional e estratégias necessárias à sua implementação.

6 INTRODUÇÀO Olinda: um rápido esboço O Município de Olinda está localizado na porção mais oriental do Brasil. As coordenadas geográficas da cidade estão fixadas na latitude de 8 o 1 48 S e longitude de 34 o W. O SHO está localizado a uns seis quilômetros ao Norte da cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco. Seu clima é quente e úmido, com uma temperatura média anual de 27 o C, média anual de umidade do ar de 80%, e precipitação pluviométrica total anual variado de a mm. O Censo Demográfico de 2000 registrou no Município de Olinda uma população da ordem de , com uma densidade demográfica de habitantes/km 2. O Polígono Tombado registra uma população de habitantes e a área do conjunto Monumental contabiliza habitantes. O Sítio Histórico de Olinda é marcado pelo predomínio do uso residencial. No Perímetro tombado existem imóveis, sendo 87% de uso habitacional e 76% é de propriedade da população residente. No SHO a cidade informal convive com a cidade formal. O SHO possui um importante conjunto arquitetônico e urbanístico, implantado em meio a uma frondosa vegetação, que caracterizam o sitio e o convertem em um atrativo turístico destacado. A cidade recebe em média turistas/mês, triplicando nos picos sazonais, sem considerar a excepcionalidade do Carnaval, período onde afluem de 600 mil a um milhão de pessoas/dia. O Sítio Histórico de Olinda foi tombado pelo SPHAN em 1968, elevado a Cidade Monumento Nacional em 1980, e a Patrimônio Cultural da Humanidade em 1982 pela UNESCO.

7 1 A PROBLEMÁTICA ATUAL DA GESTÃO 1.1 O contexto da conservação no Sítio Histórico de Olinda A necessidade de se implantar um sistema de conservação do patrimônio cultural olindense, está presente há algumas décadas. A criação do Sistema Municipal de Preservação, em 1979, antes mesmo do recebimento do título de Cidade Patrimônio Mundial (1982), confirma esse entendimento. Contudo, a extinção do Fundo de Preservação, suporte financeiro do Sistema, em 1988, e da Fundação Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda FCPSHO, em 1995, seu órgão técnico, mostram que a consciência da importância de conservar o patrimônio cultural está longe de ser uma realidade no município. Isso se agrava quando as causas dos problemas passam a ser conseqüência da falta de consciência e ação do próprio poder público municipal. A impotência do corpo técnico, aliada à sua acomodação, à ausência de programas de capacitação, de postura política e melhores condições de trabalho, se refletem no sítio, que padece de ações preventivas e sistemáticas de conservação. Essa situação, aliada à baixa consciência da população, leva à uma postura de descomprometimento, traduzida em intervenções descaracterizadoras do conjunto, com ampliação de área construída e volumetria incompatível com o contexto singular. Os novos usos e atividades são implantados ainda que com a perda das características originais do bem. A diversidade paisagística e especifidades culturais do Sítio Histórico de Olinda o dotam de grande atratividade, diferentemente dos demais setores do município. Com isto, parcela significativa das propostas de uso e ocupação, visando ao desenvolvimento turístico e cultural do município está focada no sítio, base para o fomento da atividade turística e não aproveita as potencialidades existentes nas demais áreas. 1.2 O processo atual da gestão do risco Os riscos à conservação no Sítio Histórico de Olinda A preservação é a melhor forma de conservação. A atual abordagem de conservação de sítios históricos tem como um de seus pilares a prevenção dos riscos, o que significa observar as condições ambientais, mensurar tendências, impactos e riscos nas estruturas físicas dessas áreas, decorrentes de intervenções ou ocorrências imprevistas e naturais, como incêndios e inundações, relacionando-os com os recursos humanos, financeiros e tecnológicos, bem como propor e orientar ações corretivas e mitigadoras. Essa abordagem ainda não foi considerada nas ações de conservação do Sítio Histórico de Olinda, apesar dos riscos inerentes à sua estrutura geomorfológica, condições climáticas, o atual uso e ocupação do solo e o estado de conservação das estruturas edificadas. Os riscos de maior potencial de impacto detectados no SHO são o avanço do mar, escorregamento das encostas, comprometimento das estruturas edificadas, tráfego de veículos, Carnaval, incêndio, agravados por fatores comportamentais, conforme quadro a seguir.

8 Quadro 1 Riscos: causas e conseqüências Risco Causas Conseqüências Avanço do mar Escorregamen to de encostas aterros de áreas de manguesais efeito estufa intervenções de grande porte na costa estrutura geomorfológica do solo chuvas intensas sobrecarga - aterros/construções uso inadequado - cortes/desmontes desmatamentos impermeabilização do solo vazamentos por falta de manutenção das redes destruição da faixa de areia mudanças de correntes marinhas levantamento do lençol freático perda de estruturas morfológicas urbanas falhas estruturais nas edificações rompimento de tubulaçãos alterações na paisagem natural erosão do solo perda do patrimônio ambiental perda do patrimônio arqueológico comprometimento de vidas Comprometimento da estruturas edificadas Tráfego de veículos Carnaval Incêndio ausência de conservação dos imóveis intervenções inadequadas uso de materiais inadequados acréscimo de novas volumetrias desestabilização do solo vibrações causadas pelo tráfego de veículos ataques de insetos ( cupim, broca, polta) ausência de marco legal ausência de planejamento do trânsito ausência de espaços para estacionamento ausência de espaços para garagens ausência de sistema alternativo de transporte público uso inadequado do patrimônio descontrole urbano estacionamento irregular de veículos conservação inadequada das edificações conservação inadequada das redes elétricas fiação elétrica aéreas e antiga ausência de ações sistemáticas de conservação - vistorias/orientações/etc. contigüidade dos imóveis ausência de estrutura de combate a incêndios adequada ao SHO ausência de plano de prevenção perda total ou parcial do bem perda das características singulares das edificações e do sítio perda da ambiência risco de vidas perda de referências culturais vibrações que desagregam estruturas edificadas poluição sonora e visual dificuldade de circulação estacionamento desordenado de veículos perda do usofruto de parte do espaço público superação da capacidade de carga dos sistemas vibrações que desagregam estruturas edificadas vandalismo alterações e acréscimos nas edificações comprometimento da pouca consciência sobre a importância do patrimônio Perda total ou parcial do bem perda das características singulares das edificações e do sítio perda da ambiência Risco de vidas perda de referências culturais imagem negativa da gestão local do patrimônio Fatores comportamentais (administração pública, moradores e usuários) falta de fiscalização efetiva desrespeito as normas e leis ausência de programas de Educação Ambiental e Patrimonial perda das características singulares das edificações e do sítio perda da ambiência estímulo à postura descomprometida da população ocupação do espaço público por atividades informais acumulo de lixo nos espaços públicos imagem negativa da gestão local do patrimônio

9 1.3 Mecanismos institucionais e atores envolvidos com a gestão do risco A gestão do risco, no âmbito da administração municipal, não é conduzido de forma institucionalizada, embora haja uma Secretaria Municipal SEPACC, responsável por todas as ações que objetivam a conservação do Sítio Histórico de Olinda, e o Conselho de Defesa Civil, criado em Por outro lado, as tarefas e ações relacionadas com os riscos estão distribuídas entre diferentes órgãos municipais, estaduais e federais. No âmbito Federal atuam: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN, que além da orientação técnica e apreciação de projetos, também fiscaliza as intervenções em bens públicos e privados, e emite embargos a obras irregulares; Instituto Brasileiro de Preservação do Meio Ambiente IBAMA, atua na fiscalização e efetua vistorias às ações que envolvam a cobertura vegetal dos espaços públicos e privados do sítio histórico, além da orientação técnica e emissão de pareceres sobre questões relativas ao patrimônio ambiental; A Universidade Federal de Pernambuco UFPE através do seu Departamento de Oceanografia, que efetua o monitoramento das correntes marinhas e elaboram estudos para minimizar danos e impactos ao patrimônio natural e edificado do sítio histórico, e do Centro de Tecnologia e Geociências da Escola de Engenharia de Pernambuco, que elaboraram estudos para minimizar danos e impactos ao patrimônio natural e edificado do sítio; Ministério Público Federal passa a atuar quando há a omissão dos órgãos técnicos responsáveis pela Gestão do Risco. No âmbito Estadual atuam: Corpo de Bombeiros realiza vistorias a imóveis e equipamentos de prevenção de incêndios, exigidas para emissão de alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais e industriais, e habite-se para unidades multifamiliares. Também, presta orientação técnica nos casos em que se identificaram problemas que poderão causar riscos de incêndio; A Companhia Pernambucana de Controle da Poluição e Recursos Hídricos - CPRH atua na apreciação de projetos de implantação de áreas molhadas em imóveis do sítio histórico, além de propostas de uso em áreas de preservação ambiental, e emissão dos respectivos licenciamentos No âmbito Municipal atuam: Secretaria do Patrimônio, Ciência e Cultura SEPACC, atua na orientação técnica para elaboração de propostas de intervenção e usos, apreciação de projetos e respectivos licenciamentos, além da fiscalização de obras e de funcionamento de usos e atividades no polígono de preservação e sítios históricos isolados. A Secretaria de Planejamento, Transportes e Meio Ambiente SEPLAMA, é responsável pelo planejamento territorial do município, planejamento e controle do trânsito, e monitoramento das áreas de proteção ambiental;

10 A Secretaria de Obras e Serviços Públicos SOSP, é responsável pelo acompanhamento técnico, contratação e execução de obras nos espaços públicos e pela coleta do lixo. À ela está vinculada a Coordenadoria de Defesa Civil do Município, criada em 2001, com tarefas como ações educativas, de orientação técnica e manutenção dos sistemas de drenagem nas encostas, além de coordenar ações emergenciais em caso de desastres. A Procuradoria Jurídica do Município, assessora o executivo municipal nas questões legais e na aplicação efetiva dos instrumentos normativos. No âmbito da sociedade civil atuam: Proprietários e usuários de imóveis urbanos; Congregações religiosas; Associações de bairro, culturais, ambientais e sociais. Quadro 2 Riscos: Gestão Atual Risco Avanço do mar Escorregamento de Encostas Gestão Atual Legal Institucional Tarefas SEPACC Análse de projetos Lei 9605/98 - Crimes Ambientais SEPLAMA Análise de projetos e embargos CPRH Licenciamento ambiental Defesa Civil ações de contingência Mitigação Análise de projetos, lecenciamento ou Rerratifica;cão da Notificação 1159/85 SPHAN/PróMemória SEPACC embargos Lei 4849/ Legislação Urbanistica do SHO SEPLAMA Fiscalização Plano Diretor 1997 Sec.Obras Manutenção do sistema de microdrenagem Lei 9605/98 - Crimes Ambientais Defesa Civil Cadastramento dos pontos de risco e orientaçao aos moradores de encostas Comprometimento das estruturas edificadas IPHAN Orientação técnica; Fiscalização, Embargo Rerratificatcão da Notificação 1155/79 SPHAN/PróMemória SEPACC Lei 4849/ Legislação Urbanistica do SHO Orientação técnica; Fiscalização, Embargo e Autuação Plano Diretor /1997 Conselho de Preservação Elaboração de políticas de conservação Lei 9605/98 - Crimes Ambientais Procuradoria Jurídica Assessoramento legal Ministério Público Atua quando há omissão ou impasse Trafego de veículos Plano Diretor/ 1997 SEPLAMA Implementação do Plano de Circulação de veículos Carnaval Lei Municipal Comissão Permanente do Carnaval Vistoria das instalações elétricas de palcos e gambiarras Vistorias de botijões de gás Licenças provisórias para ambulantes e comércio temporário Incêndio Não há Defesa Civil Corpo de Bombeiros Acionar o Corpo de Bombeiros Fiscalizar equipamentos de prevenção para alvarás e habite-se Fatores comportamentais (administração pública, moradores e usuários) Rerratifica;cão da Notificação 1155/79 SPHAN/PróMemória SEPACC Fiscalização Lei 4849/ Legislação Urbanistica do SHO SEPLAMA Oficina de Educação Ambiental Plano Diretor 1997 Lei 9605/98 - Crimes Ambientais Parametros Curriculares - Educação Ambiental

11 Pelo exposto acima, pode-se concluir que a gestão do risco, no que se refere à conservação do patrimônio natural e edificado no SHO não é feita de forma sistêmica e também não existe uma instância especifica que seja responsável pela sua elaboração e implementação. Os riscos são tratados à medida em que se tornam ameaças à integridade dos bens ou à segurança da população. As ações empreendidas são voltadas à remediação e/ou minimização de danos, desenvolvidas de forma pontual, por diferentes secretarias municipais e instituições, que atuam de forma desarticulada. 1.4 Os fóruns de negociação da gestão do risco e os conflitos de gestão A competência para a elaboração da política de conservação do patrimônio cultural de Olinda é do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, cuja composição é: Esfera Federal: IPHAN Esfera Estadual: FUNDARPE e FIDEM Esfera Municipal: Câmara Municipal, representada pelo presidente da Casa. Secretaria de Educação, representada pelo Secretário. Representante da cultura popular, indicado pelo prefeito. Instituto Histórico de Olinda Estes membros têm direito a voto. A comunidade se faz representar pela SODECA, uma conquista popular, porém sem direito a voto. O Conselho de Preservação, a instância formal onde são tratadas as questões de conservação do sítio, foi instituído em 1979, quando as tarefas de gestão urbana apresentavam menor complexidade em relação aos dias de hoje. Atualmente, o Conselho permanece com sua composição original e as ações relacionadas com a conservação estão distribuídas entre três secretarias: SEPACC, SEPLAMA, SOSP. Com isso, são criados diversos conflitos entre as atribuições e as responsabilidades pelas ações e tarefas de conservação: Não participação das secretarias envolvidas na operacionalização das ações nas reuniões do Conselho; A falta de comunicação e articulação entre as secretarias envolvidas na operacionalização das ações, gerando sobreposição de funções ou omissão; Contratação de empresas pela Secretaria de Obras, sem exigências de qualificação técnica específica para intervenção em sítios históricos, resultando em obras sem qualidade e que podem implicar em custos adicionais e possíveis riscos; Os moradores e usuários do sítio histórico não se sentem representados no Conselho de Preservação pela Sociedade de Defesa da Cidade Alta SODECA, que não tem direito a voto e outras entidades representativas dos interesses locais foram criadas e não participam oficialmente das reuniões do Conselho;

12 Omissão e complacência por parte da comunidade, optando por não informar aos órgãos competentes sobre situações de risco. Como exemplo, podemos citar a ocupação e adensamento das áreas de encosta; Ingerências políticas com relação a obras particulares irregulares e ocupação informal dos logradouros públicos. O Ministério Público Federal tem participado na mediação de conflitos relativos à intervenção causadoras de danos ao patrimônio cultural, quando há impasses entre os atores. 1.5 Instrumentos legais e institucionais Instrumentos Legais A legislação analisada, abrangendo os níveis federal, estadual e municipal, não contempla específicamente a problemática do risco no SHO. Só se encontraram menções indiretas aos aspectos que temos denominado: escorregamento de encostas, comprometimento das estruturas edificadas, tráfego de veículos, incêndio e vandalismo. Também não contemplam instrumentos de prevenção e controle de riscos. As leis analisadas estão abaixo relacionadas, ( para maiores detalhes Anexo I). Rerratificação da Notificação 1155 / 1979 da SPHAN / Pró - Memória Plano Diretor de Olinda / 1997 Lei Complementar N.º 013 / 2002 (Código de Obras do Município de Olinda) Legislação Urbanística dos Sítios Históricos de Olinda (Lei Municipal 4849 / 1992) Lei de Crimes Ambientais - Lei Federal N.º 9605 / 1998 Lei Municipal do Carnaval A única exceção é a Lei Municipal, que cria a Comissão Permanente do Carnaval e disciplina as atividades e tarefas, abordando aspectos relacionados com a prevenção de acidentes causados pela rede elétrica e botijões de gás Instrumentos Institucionais Os instrumentos institucionais existentes são o Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, responsável pela política de conservação do patrimônio cultural do município, que pode solicitar estudos e ações para prevenções do risco. Além dele, há o Conselho Municipal de Defesa Civil de Olinda COMDECOL, criado em 2001, em fase de estruturação e também há o Conselho do Meio Ambiente, ambos não regulamentados. 1.6 As tarefas atuais de gestão do risco Não há rotinas estabelecidas para a prevenção do risco. As providências são tomadas após a constatação da existência de problemas, ou seja, nas etapas de contingência e mitigação dos riscos.

13 O Conselho de Preservação, ao receber denúncia ou solicitação de munícipes, encaminha pedido de providências à SEPACC, que efetua vistorias, elabora relatórios técnicos, propostas de intervenção, estabelece parcerias com a comunidade e com outras secretarias municipais para identificação de problemas e seu solucionamento. 1.7 Os Sistemas de controle do risco Monitoramento e Avaliação Município de Olinda não tem implantado sistema de Monitoramento e Controle do Risco. O Monitoramento é feito de forma assistemática no Polígono Tombado, as ações contemplam apenas os riscos relacionados ao deslizamento de encostas e taludes e ao avanço do mar, justificadas por sérias eventos anteriores, em áreas onde já ocorreram desastres, estando restritas aos pontos críticos, próximos aos monumentos ou onde pode haver o comprometimento de vidas humanas. A Defesa Civil de Olinda tem um projeto para implementar um sistema para o controle dos riscos no município, focado em situações que podem acarretar perdas de vidas. O projeto prevê o cadastramento e o geoprocessamento de pontos e áreas de riscos, parametrizados segundo níveis de gravidade. No momento, estão sendo catalogados pontos de risco e a prioridade está nas áreas de maior concentração populacional, situadas fora do Polígono Tombado. Embora a UFPE, através do Departamento de Oceanografia realize estudos para acompanhamento do avanço do mar e o Centro de Tecnologia e Geociências da Escola de Engenharia de Pernambuco realize estudos sobre a movimentação do solo, os dados produzidos não estão sendo utilizados para apoio e monitoramento do risco Prevenção A Defesa Civil está iniciando um processo de conscientização das populações das áreas de risco, através de parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde, utilizando os seus agentes e a Secretaria de Planejamento que desenvolve programas de educação ambiental nas escolas próximas às áreas de risco, e com o Programa Agente Jovem que atua como reeditor de conhecimento sobre os riscos. O objetivo das parcerias é sensibilizar a população e transmitir noções sobre riscos e formas de prevenção. Também está prevista a criação de Núcleos de Defesa Civil NUDECS nos 53 bairros do município, dos quais apenas 5 foram implantados. Estes núcleos, constituídos por voluntários residentes na área, serão capacitados para orientar os moradores e têm também papel na identificação de situações com potencial de risco, que serão verificadas por técnicos. A Defesa Civil também vistoria e aciona a Secretaria de Obras para a manutenção do sistema de micro - drenagem nas encostas.

14 1.7.3 Contingência Não há nenhum plano de contingência para os riscos detectados no sítio histórico, nem mesmo para casos de incêndio. A Defesa Civil estruturou um plantão na estação das chuvas, onde acionará outros agentes responsáveis pelo desenvolvimento de ações emergenciais, como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Secretaria de Obras do Município que dispõe de equipamentos e máquinas para operacionalizar ações de contenção do fator de risco. Também a Secretaria de Políticas Sociais é acionada para o atendimento e apoio aos atingidos Mitigação A Secretaria de Políticas Sociais e Habitação apoia as vítimas, organizando e encaminhando os desabrigados a abrigos provisórios. A UFPE, através dos estudos e recomendações técnicas, tem orientado os órgãos de conservação e as ordens religiosas a respeito das intervenções necessárias para a estabilização dos monumentos e obras necessárias à recomposição das encostas, mutiladas por intervenções urbanas executas no século XX. 1.8 As lacunas do sistema de gestão atual A análise do marco legal e institucional e das tarefas atuais de gestão do risco, a permite detectar as seguintes lacunas: Ausência de uma instância institucional para a gestão dos riscos, com atribuições específicas; Não há monitoramento sistemático de riscos e nem mapeamento de áreas críticas; Equipes técnicas e de fiscalização sub-dimensionadas e sem capacitação para atuar nas tarefas relacionadas com a gestão do risco; Morosidade nos processos burocráticos e inexistência de mecanismos efetivos de cobrança de multas; Falta de controle sobre o acesso de veículos e de Plano Diretor de Transportes, ainda não elaborado conforme o previsto no Plano Diretor do Município de 1997; Inventário de Bens não contempla a prevenção de riscos, nem mecanismos para sua atualização; Falta de manutenção das redes de serviços (água, esgotamento sanitário, energia e telefonia); Não há Unidade do Corpo de Bombeiros no Município de Olinda; Não há infra estrutura para combate a incêndio, como hidrantes, extintores, etc; Não há Plano de Contingência para situações de emergência, nem treinamento da população para situações de emergência; Falta de participação social na gestão da conservação do patrimônio cultural de Olinda; Ausência de Programas de Educação Ambiental e Patrimonial; Ausência de envolvimento e articulação entre instituições envolvidas com a conservação do patrimônio;

15 Não observância da capacidade de carga do SHO, especialmente em eventos como o carnaval. 1.9 Problemas e avanços na Gestão do Risco Problemas As lacunas apresentadas no atual sistema de gestão do risco se manifestam como problemas, que por sua vez, agravam a situação, retroalimentando os riscos Falta de uma cultura de atuação preventiva; Baixo nível de consciência da população sobre riscos; Transferência da responsabilidade da conservação ao governo ; Ausência de fonte especifica de recursos para a conservação dos bens tombados; Ausência de estudos e pesquisas relacionadas com a prevenção de riscos ao patrimônio. Falta de representatividade no Conselho de Preservação de Olinda das instituições envolvidas com a gestão dos riscos Avanços Apesar dos inúmeros problemas acima citados, observa-se por parte do poder público municipal, que existe a percepção da necessidade da criação de um sistema de prevenção do risco e de um plano específico de gestão, da qual a criação do COMDECOL e a contratação de um corpo técnico para a Defesa Civil é um avanço nessa direção.

16 2 A PROBLEMÁTICA FUTURA DA GESTÃO DO RISCO 2.1 Os contextos possíveis de desenvolvimento da gestão do risco Contexto 1 Negativo Ineficiência municipal para implementar sistema de gestão da conservaqção que contemple a gestão do risco; Perda da articulação informal entre as secretarias municipais, com agravamento da indefinição de papéis e responsabilidades e ausência total de articulação de ações; Falta de envolvimento dos atores sociais e o baixo nível de consciência da conservação do SHO pela população; Crise econômica acarretando a ausência de investimentos públicos e privados para conservação do patrimônio cultural; Agravamento dos fatores de risco ao patrimônio cultural; Redução dos recursos municipais pelo aumento da inadimplência na cobrança de taxas e impostos e diminuição de repasses de recursos federais. Cenário 1 Negativo Gestão ocorre de forma desarticulada e pontual, sem participação de todos os atores envolvidos; Ausência de mecanismos de captação de recursos; Inexistência de recursos para a conservação e não disponibilidade de recursos humanos e materiais; Condições desfavoráveis ao controle do risco; Inexistência de Plano de Gestão do Risco. Contexto 2 Permanência das condições atuais Continuidade das práticas de participação social na gestão municipal, estimulada pelo Orçamento Participativo; Criação de novos fóruns de discussão e participação popular; Implementação de sistema de monitoramento e controle; Reestruturação administrativa e definição clara dos papéis, atribuições e competências das secretarias municipais, relacionadas com a conservação do patrimônio; Permanência da crise econômica acarretando ausência de investimentos públicos e privados, para a conservação do patrimônio cultural; Redução dos fatores de risco ao patrimônio cultural. Cenário 2 Permanência das condições atuais: A partir da reforma administrativa se conseguirá maior participação dos diferentes atores e legitimação e comprometimento razoáveis; Aprimoramento dos mecanismos de captação de recursos para a gestão; Escassez de recursos humanos e materiais para a conservação; Condições desfavoráveis à implementação total do Plano de Gestão do Risco. Contexto 3 Positivo Aumento da participação social na gestão municipal; Criação de novos fóruns de discussão e participação popular; Implementação de sistema de monitoramento e controle; Reestruturação da administração municipal, com definição clara dos papéis, atribuições e competências das secretarias municipais, relacionadas com a

17 conservação do patrimônio e a conservação dos riscos, com a coordenação da secretaria responsável pelo patrimônio cultural de Olinda; Melhoria do contexto econômico, possibilitando investimentos públicos e privados para a conservação do patrimônio; Aumento do orçamento municipal pela redução da inadimplência no pagamento de impostos e tributos, e aumento dos repasses federais; Minimização dos fatores de riscos ao patrimônio cultural de Olinda. Cenário 3 Desejado Gestão do Risco ocorre de forma participativa, articulando os diferentes atores e com a legitimação e comprometimento de todos os envolvidos; Aprimoramento de mecanismos de captação de recursos para a gestão; Fundo específico para ações de conservação; Criação de condições favoráveis à conservação do patrimônio cultural; Disponibilidade de recursos humanos e materiais para a conservação; implementação do Plano de Gestão do Risco. 2.2 As ameaças e as potencialidades da gestão do risco para a conservação sustentável do SHO Face aos cenários acima expostos, a gestão do risco pode representar ameaças e potencialidades à conservação do SHO. As ameaças decorrem do cenário negativo e, em menor medida, do de permanência. As potencialidades estão relacionadas ao cenário desejado Ameaças Perda parcial ou total de bens; Perda do patrimônio ambiental; Perda do patrimônio arqueológico; Perda de referências culturais; Perda da ambiência; Redução da atividade turística; Imagem negativa da gestão local; Estímulo à postura descompromissada dos proprietários e usuários; Comprometimento de vidas; Evasão de recursos; Perda de financiamentos de organismos multilaterais; Perda do título de Patrimônio Cultural da Humanidade Potencialidades Permanência da integridade do patrimônio edificado e ambiental; Diminuição dos custos com a conservação; Diminuição dos impactos ambientais; Fortalecimento das atividades relacionadas ao turismo sustentável; Fortalecimento da competência da gestão local do patrimônio; Atração de investimentos produtivos; Captação de recursos privados e internacionais para a conservação; Comprometimento da população com a conservação e prevenção do risco.

18 3 O PLANO DE GESTÃO DO RISCO PARA A CONSERVAÇÃO DO SHO 3.1 O plano de gestão do risco para a conservação O Plano de gestão consiste num conjunto de ações e recursos técnicos, institucionais e financeiros logicamente ordenados, objetivando uma mudança nos procedimentos políticos, institucionais e administrativos, relativo ao controle dos riscos, para garantir a conservação dos bens patrimoniais. A elaboração de um Plano de Gestão da Conservação tem como requisitos prévios a montagem de uma estrutura organizacional, com a definição dos mecanismos de participação, negociação e decisão; a constituição de uma equipe técnica; a montagem de um programa de trabalho; a mobilização e a sensibilização das instituições e atores envolvidos no planejamento e a montagem de um esquema de comunicação e divulgação. 3.2 Diretrizes do Plano Abranger a prevenção, a contingência e a mitigação do risco, em uma perspectiva sistêmica; Ser aberto e envolver os diversos atores na prevenção dos riscos e conservação de bens patrimoniais; Ser flexível para contemplar as diferentes especificidades dos riscos, bem como aqueles não previstos; Implementação gradual, otimizando a utilização de recursos disponíveis; Fortalecendo da cultura de prevenção dos riscos. 3.3 Objetivos do Plano Objetivo Geral Elaborar um Plano de Gestão do Risco, para a salvaguarda do Patrimônio Cultural de Olinda, por meio da implementação de sistemática voltada para a prevenção, contingência e mitigação dos riscos Objetivos Específicos Indicar mecanismos de negociação e participação entre os diversos atores e instituições envolvidas na conservação dos bens patrimoniais; Contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas para a estabilidade das encostas e taludes do sítio histórico; Contribuir para a implementação de sistemática de manutenção das estruturas físicas, visando à sua integridade; Propor ações sistemáticas para a prevenção de incêndios; Sugerir sistemática de avaliação e monitoramento de riscos; Integrar o processo de gestão do risco ao processo de conservação do patrimônio, dentro da ótica da conservação integrada;

19 Contribuir para conscientização dos moradores e usuários do SHO sobre a importância da conservação e da prevenção de riscos; Contribuir para minimizar os riscos à integridade física de moradores e usuários do sítio, decorrente de emergenciais; Contribuir para uma imagem positiva da gestão local do patrimônio. 3.4 O modelo adotado de Gestão do Risco O modelo adotado é o recomendado pelo Centro de Conservação Integrada Urbana e Territorial CECI, que segue quatro fases simultâneas e integradas, a saber: Análise e Valorização, Negociação, Proposições, Monitoramento e Controle. Esse modelo tem como pressuposto teórico o envolvimento e respeito à vida e aos valores da comunidade e as mudanças propostas foram pensadas em função de sua viabilidade e implantação no tempo, numa perspectiva de implementação gradual e progressiva. 3.5 Componentes do Plano Análise e Valorização Instalação de equipe técnica e dotação de suporte tecnológico às unidades da administração municipal diretamente envolvidas com a análise e avaliação do risco à conservação dos bens patrimoniais, de modo a manter informações atualizadas procedentes de trabalhos já realizados e vistorias em campo, como levantamento de pontos de risco e inventários de bens, principalmente considerando o seu estado de conservação; Estabelecimento de padrões de avaliação dos riscos e do desempenho da conservação dos bens, bem como sua periodicidade; Construção de indicadores de riscos, para acompanhamento periódico da conservação Monitoramento e Controle Montagem de um sistema de monitoramento e controle de riscos, agregando informações provenientes dos diferentes órgãos envolvidos com a conservação dos bens patrimoniais e o controle dos riscos; Implementação de rotinas de coleta de informações sobre o nível dos riscos aos bens patrimoniais; Parametrização dos níveis de riscos e acompanhamento do seu comportamento Negociação Identificação e sensibilização dos atores sociais relacionados com a prevenção dos riscos; Estabelecimento de mecanismos de negociação e integração das instituições envolvidas com a conservação do patrimônio cultural de Olinda; Realização de fóruns locais para a discussão da gestão dos riscos e conservação do patrimônio, e escolha de representantes da sociedade para participar do sistema de prevenção dos riscos.

20 3.5.4 Proposições As proposições para a gestão do risco referem-se ao monitoramento, prevenção, contingência e mitigação do risco Monitoramento Implementação de um sistema de monitoramento de riscos, abrangendo fatores naturais e fatores antrópicos, por meio do acompanhamento aos fatores de risco mais relevantes para o SHO ( o anexo II apresenta uma proposta de matriz de variáveis), abrangendo: Criação de sistemática de acompanhamento e controle dos fatores de risco, com definição de responsabilidades pela sua alimentação; Atualização do inventário de bens imóveis e cadastramento de áreas públicas; Cadastramento de pontos críticos e parametrização dos riscos; Mapeamento de áreas e pontos de risco Prevenção Capacitação da equipe de campo para fiscalização de danos ambientais; Contratação de Consultorias Técnicas - áreas de oceanografia e mecânica de solos e outras - visando levantamento da situação, o monitoramento e a elaboração de propostas técnicas; Instalação de um sistema contra raios. Revisão dos sistemas de drenagem, de instalações hidro-sanitárias e elétricas, de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas); Controle de tráfego de veículos no perímetro do sítio histórico; Capacitação da equipe de campo para fiscalização de intervenções irregulares nas edificações; Elaboração de um plano de fiscalização para atendimento às novas demandas, contemplando também situações irregulares e de risco; Revisão do código de obras do município, visando à incorporação de ações à prevenção de riscos; Implantação de infra-estrutura de combate a incêndio; Reassentamento de moradores em invasões nas encostas nos pontos de risco; Elaboração de Planos de Prevenção e Contingência para Edificações PPCE, que concentrem bens móveis e integrados de valor histórico, cultural e artístico, contemplando treinamento dos moradores, usuários e funcionários para atuar em ações emergenciais;

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