UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI MICHELLI CRISTIANE FERREIRA. CRIMES FUNCIONAIS CONTRA A NATUREZA: um enfoque à luz da Lei nº 9.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI MICHELLI CRISTIANE FERREIRA. CRIMES FUNCIONAIS CONTRA A NATUREZA: um enfoque à luz da Lei nº 9."

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI MICHELLI CRISTIANE FERREIRA CRIMES FUNCIONAIS CONTRA A NATUREZA: um enfoque à luz da Lei nº 9.605/1998 Florianópolis 2009

2 MICHELLI CRISTIANE FERREIRA CRIMES FUNCIONAIS CONTRA A NATUREZA: um enfoque à luz da Lei n /1998 Monografia a à Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, como requisito à obtenção do grau de Especialista em Direito Penal e Processual Penal. Orientador: Professor Dr. Zenildo Bodnar Florianópolis 2009

3 PÁGINA DE APROVAÇÃO A presente monografia de conclusão do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, elaborada pela aluna Michelli Cristiane Ferreira, sob o título Crimes Funcionais Contra a Natureza à Luz da Lei n /1998 foi submetida em [data] à avaliação pelo Professor Orientador e pela Coordenação do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal, e aprovada. Florianópolis, novembro de 2009 Professor Dr. Zenildo Bodnar Orientador Professora MSc. Helena Nastassya Paschoal Pitsica Coordenadora do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal

4 TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal e o Orientador de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. Florianópolis, 27 de novembro de 2009 Michelli Cristiane Ferreira Aluna

5 Dedico este trabalho ao meu amado filho, Nicollas, motivo maior de minha persistência na busca e no aprimoramento pessoal, profissional, espiritual, que, com paciência, compreensão e carinho, compartilhou comigo todos os momentos na conquista de mais um objetivo.

6 5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por ter me sustentado firme em meus propósitos e objetivos e por me guiar e iluminar meu caminho. À minha mãe, Terezinha, pelo apoio e força. Ao meu amor e companheiro, Hiram, pela força, compreensão e apoio dispensados em mais uma conquista. À minha irmã Márcia, pelo carinho e força, sempre presente nos momentos difíceis. A todos os profissionais que dedicam o seu trabalho e sua vida na preservação do meio ambiente, por um mundo mais justo e humano. E, por fim, ao meu Orientador e Professor Zenildo Bodnar, minha maior referência e exemplo de profissional na busca da Justiça, por todos os ensinamentos e orientação na elaboração deste trabalho.

7 6 RESUMO A importância do meio ambiente para a sobrevivência da espécie humana no planeta é questão pacificada. Não resta dúvida que a tutela jurídica do meio ambiente é instrumento que se faz premente para proteger o bem ambiental para as presentes e futuras gerações. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 representa um grande avanço na proteção do meio ambiente ao criar um capítulo exclusivo (art. 225 e ) sobre a matéria, estabelecendo a tríplice responsabilidade (administrativa, civil e penal) das pessoas físicas e jurídicas. Diante da relevância do meio ambiente, a Constituição erigiu-o a bem jurídico autônomo e de natureza difusa. A partir dessa premissa, foi editada a Lei Federal n /1998, denominada de Lei de Crimes Ambientais, que estabelece, entre outras, a responsabilidade administrativa e penal por condutas ou atividades lesivas ao meio ambiente. Nesse ensejo, buscou-se pesquisar o papel desempenhado pelos agentes ou funcionários públicos responsáveis pelo exercício do poder de polícia ambiental, que compõem os órgãos do SISNAMA, cuja atribuição é cumprir e fazer cumprir as legislações e normas afetas a proteção do meio ambiente. Diante do comando constitucional que impõe ao Poder Público o dever de defender e preservar o meio ambiente, infere-se o importante papel dos agentes ou funcionários que exercem o poder de polícia ambiental. Nesse contexto, trouxe-se a baila a necessidade da tutela penal para proteger o meio ambiente. Assim, buscando identificar as condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e a administração pública praticadas por agentes ou funcionários que exercem o poder de polícia ambiental, pesquisou-se a responsabilidade penal à luz da Lei de Crimes Ambientais. Dessa forma, abordouse os crimes contra a administração ambientais, analisando-se individualmente os crimes previstos no art. 66 a 69-A da Lei n /1998. Palavras-chave: Poder de Polícia Ambiental. Tutela Penal Ambiental. Lei de Crimes Ambientais. Crimes Contra a Administração Ambiental.

8 ABSTRACT The importance of the environment for the survival of mankind on the planet is concerned pacified. There is no doubt that the legal protection of the environment is an instrument that is crucial to protect the environmental good for present and future generations. In this sense, the Constitution of 1988 represents a major advance in protecting the environment by creating a unique chapter (section 225 and ) in this regard, establishing a threefold responsibility (administrative, civil and criminal) of individuals and Legal. Given the importance of the environment, the Constitution has erected it to the legal autonomy is diffuse. From this premise, was published in Federal Law n. 9605/1998, called the Environmental Crimes Law, which provides among others, administrative and criminal liability for conduct or activities harmful to the environment. In this opportunity, we sought through the inductive method, research the role played by agents or officials responsible for the exercise of police power environment, which consists's constituent bodies, whose assignment is to observe and enforce the legislation and regulations affecting the protection the environment. Faced with the constitutional command that imposes upon the State the duty to defend and preserve the environment, it is clear the important role of the agents and officials who exercise police power environment. In this context, brought to fore the need for criminal oversight to protect the environment. Thus, seeking to identify the conduct and activities harmful to the environment and public administration committed by officials or employees who exercise the power of the environmental police, searched to criminal liability light of the Law of Environmental Crimes. Thus, together the following crimes against environmental management, analyzing individual crimes provided by art. 66 to 69 of Law No 9.605/1998. Keywords: Power Environmental Police. Law Enforcement Environment. Environmental Crimes Law. Crimes Against Environmental Administration.

9 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TUTELA JURÍDICA DO BEM AMBIENTAL NOÇÕES GERAIS CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DE BEM AMBIENTAL PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E A RESPONSABILIDADE AMBIENTAL ASPECTOS GERAIS Princípio do poluidor-pagador Princípio do usuário-pagador Princípio da prevenção Princípio da precaução Princípio da função socioambiental da propriedade Princípio do controle do poluidor pelo Poder Público Princípio da natureza pública da proteção ambiental Princípio do ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental TRÍPLICE RESPONSABILIDADE EM MATÉRIA AMBIENTAL Responsabilidade civil Responsabilidade administrativa Responsabilidade penal O PODER DE POLÍCIA AMBIENTAL PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVO Origens e evolução Conceito Razão e fundamento Objeto e finalidade Competência Meio e campo de atuação Atributos e requisitos PODER DE POLÍCIA EM MATÉRIA AMBIENTAL Conceito... 57

10 Competência do poder de polícia em meio ambiente A TUTELA PENAL AMBIENTAL BEM JURÍDICO PENAL E A NECESSIDADE DA TUTELA PENAL DO MEIO AMBIENTE LEI DE CRIMES AMBIENTAIS (LEI N /1998): Aspectos Gerais Tipos penais em espécie: considerações gerais Dos crimes contra a fauna Dos crimes contra a flora Dos crimes de poluição e outros crimes ambientais Dos crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural Dos crimes contra a administração ambiental DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL: CRIMES PRATICADOS POR AGENTES OU FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COM PODER DE POLÍCIA AMBIENTAL Análise individual do art. 66 da Lei Ambiental Análise individual do art. 67 da Lei Ambiental Análise individual do art. 68 da Lei Ambiental Análise individual do art. 69 da Lei Ambiental Análise individual do art. 69-A da Lei Ambiental CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 91

11 10 1 INTRODUÇÃO A presente Monografia tem como objeto identificar e analisar a responsabilidade penal dos agentes ou funcionários públicos revestidos de poder de polícia ambiental, sob o enfoque da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). O seu objetivo é identificar e analisar à luz da Lei nº 9.605/1998, os tipos penais aplicáveis aos agentes ou funcionários públicos dotados do poder de polícia ambiental e que são incumbidos pela Constituição Federal de 1998 e demais normas infraconstitucionais, pela fiscalização e aplicação das leis e normas que tutelam a proteção do meio ambiente. Assim, pretende-se estudar a tutela penal ambiental prevista na Lei de Crimes Ambientais e discorrer sobre sua necessidade para a proteção do meio ambiente, enfocando especificamente aos Crimes Contra a Administração Ambiental. A pesquisa revela-se importante, em razão da necessidade cada vez mais premente de um eficaz sistema protetivo do meio ambiente, mormente por se tratar de bem erigido constitucionalmente a direito fundamental transindividual, de natureza difusa, de uso limitado e esgotável, complexo, frágil e indispensável à sobrevivência de todas as formas de vida no planeta. Nesse cotejo, destaca-se a previsão constitucional da responsabilidade penal (art. 225, 3º, CF), impondo ao Poder Público o dever de proteger o meio ambiente, bem como da responsabilidade penal prevista na Lei nº 9.605/1998. A partir dessa premissa, buscou-se destacar um dos principais sujeitos responsáveis pela aplicação das normas e leis protetivas, que, infelizmente, vem se destacado hodiernamente no cenário brasileiro em escândalos, envolvidos direta ou indiretamente com sujeitos ativos nos crimes ambientais. Assim, o estudo visa identificar e analisar as condutas delitivas que tais agentes públicos podem estar incursos e que prejudicam, direta ou indiretamente o meio ambiente, quer por sua inércia (omissão) ou ação, e que são passíveis da sanção penal. Para tanto, principia-se, no Capítulo 2, tratando da tutela jurídica do bem ambiental, estabelecendo noções gerais sobre a tutela ambiental, com sua

12 11 breve evolução histórica no nosso ordenamento jurídico pátrio, passando para o conceito jurídico do bem ambiental e sua natureza jurídica. No Capítulo 3, discorre-se sobre os princípios estruturantes do Direito Ambiental, destacando, além dos aspectos gerais e sem esgotar o assunto, alguns dos princípios do Direito Ambiental que estão ligados ao tema principal dessa Monografia, considerados, nesse caso, os mais relevantes. Descreve-se, ainda nesse capítulo, a responsabilidade ambiental pelos danos ao meio ambiente, que pode resultar na aplicação de tríplice responsabilidade da pessoa física ou jurídica, independentes entre si, quais sejam: responsabilidade civil, responsabilidade administrativa e responsabilidade penal. No Capítulo 4, centra-se no poder de polícia ambiental, tratando delimitar suas origens e evolução, conceito, razão e fundamento, objeto e finalidade, competência, meio e campo de autuação e atributos e requisitos do poder de polícia administrativa. Dentro do campo de autuação do poder de polícia administrativa, buscou-se discorrer sobre o poder de polícia ambiental, que é exercido pelos agentes e funcionários públicos que compõem os órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), cujas funções são jungidas à preservação e à proteção do meio ambiente, mediante licenciamento, autorização, fiscalização aplicação e execução das sanções administrativas, etc. No Capítulo 5, busca-se delimitar o tema central da Monografia, ao destacar a tutela penal ambiental, o bem jurídico penal e a necessidade da tutela penal do meio ambiente, cuja justificação dá-se em razão da relevância do bem ambiental e à necessidade desse tipo de tutela para a sua eficaz proteção, visto que as demais formas de tutela ambiental têm se demonstrado insuficientes. Buscou-se ainda, aprofundar-se na Lei de Crimes Ambientais, destacando aspectos gerais sobre a lei, aspectos positivos e negativos, com enfoque geral nos tipos penais que abrangem crimes contra a fauna e a flora, crimes de poluição, crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural e crimes contra a administração ambiental. Ao final, buscou-se aprofundar os estudos nos crimes contra a administração ambiental, comentando os artigos 66 a 69-A da Lei nº 9.605/1998, os quais encerram alguns dispositivos cujos sujeitos ativos podem abranger somente agentes ou funcionários públicos (crimes próprios) e outros

13 12 dispositivos abranger sujeitos ativos particulares e agentes ou funcionários públicos (crime comum). O presente relatório de pesquisa se encerra com as conclusões, nas quais são apresentados pontos conclusivos destacados, seguidos da estimulação à continuidade dos estudos e das reflexões sobre os crimes contra a administração pública ambiental, praticados por agentes ou funcionários públicos que estão revestidos do poder de polícia ambiental, cuja função estão jungidas a tão importante papel esculpido na Constituição, qual seja, a defesa e a proteção do meio ambiente. Para a presente monografia, foi levantada a seguinte hipótese: O ordenamento jurídico contempla os tipos penais que reprimem as condutas praticadas contra o meio ambiente por agentes ou funcionários públicos que exercem o poder de polícia ambiental, reguladas pela Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). Quanto à metodologia empregada, foi utilizado o método indutivo com base no ordenamento jurídico brasileiro e na doutrina. Nas diversas fases da pesquisa, foram acionadas as Técnicas do Referente, da Categoria, do Conceito Operacional e da Pesquisa Bibliográfica.

14 13 2 TUTELA JURÍDICA DO BEM AMBIENTAL 2.1 NOÇÕES GERAIS A degradação do meio ambiente representa um dos problemas mais preocupantes que a humanidade vem enfrentando desde a segunda metade do século XX, embora seja mais antiga, mas não de maneira acentuada como na atualidade. Sem dúvida, a degradação do meio ambiente passou a não só afetar o bem-estar social, mas ameaçar a qualidade de vida humana e sua própria existência no planeta. Historicamente, Trennepohl (2008, p ) destaca que o aumento do consumo dos meios naturais veio no fim do século XVIII, fomentada pela Revolução Industrial e pelo acréscimo populacional, em que o desenvolvimento tecnológico resultou no uso ilimitado da natureza e, por conseguinte, na degradação ambiental. No século XIX, houve o aprimoramento dessas técnicas, acelerando ainda mais o uso dos recursos naturais. Já no século XX, o fenômeno da globalização trouxe consigo o progresso científico ligado às ciências da natureza na busca desenfreada pelo uso dos recursos naturais, que até então eram considerados infinitos. No século XXI, surge o conflito entre o desenvolvimento tecnológico e a obrigação de estabelecer limites à própria capacidade de intervenção sobre o meio ambiente. Não obstante, é inegável que a preocupação ambiental mundial está intimamente ligada ao crescimento populacional e à redução dos recursos naturais, seja pelo uso irracional e desenfreado seja pela alteração provocada no meio ambiente pelas atividades humanas. Nas palavras de Luis Regis Prado (1992, p. 18): O desenvolvimento industrial, o progresso tecnológico, a urbanização desenfreada, a explosão demográfica e a sociedade de consumo, entre outros fatores, têm tornado atual dramático o problema da limitação dos recursos do nosso planeta e da degradação do ambiente natural fonte primária de vida. [...] [...] As leis básicas da natureza não foram revogadas, apenas suas feições e relações quantitativas mudaram, à medida que a população humana mundial e seu prodigioso consumo de energia aumentaram a nossa capacidade de alterar o ambiente. Em conseqüência, a nossa sobrevivência depende do conhecimento e da ação inteligente para preservar e melhorar

15 14 a qualidade ambiental por meio de uma tecnologia harmoniosa e não prejudicial. Quanto à problemática ambiental, Milaré (2009, p. 59, grifo do autor) alerta que o meio ambiente é questão de vida e morte do próprio homem ao esclarecer que: De outro lado, o processo de desenvolvimento dos países se realiza, basicamente, à custa dos recursos vitais, provocando a deterioração das condições ambientais em ritmo até ontem desconhecidos. A paisagem natural da Terra está cada vez mais ameaçada pelas usinas nucleares, pelo lixo atômico, pelos dejetos orgânicos, pela chuva ácida, pelas indústrias e pelo lixo químico. Por conta disso, em todo mundo e o Brasil não e nenhuma exceção o lençol freático se contamina, o ar se torna contamina, a água escasseia, a área florestal diminui, o clima sofre alterações, o ar se torna irrespirável, o patrimônio genético se degrada, abreviando os anos que o homem tem para viver sobre o Planeta. Isto é, do ponto de vista ambiental o planeta chegou quase ao ponto de não retorno. Se fosse uma empresa estaria à beira da falência, pois dilapida seu capital, que são os recursos naturais, como se eles fossem eternos. O poder de autopurificação do meio ambiente está chegando ao limite. Segundo Prado (1992, p.20), a questão ambiental emerge no terreno político-econômico e da concepção da vida humana, haja vista que a política ambiental deve buscar equilibrar e compatibilizar as necessidades de desenvolvimento e industrialização com a proteção, restauração e melhora do ambiente. Assim, o desenvolvimento econômico deve propiciar uma melhor qualidade de vida e bem-estar social. Nessa ceara, Milaré (2009, p. 64) faz uma importante digressão sobre a importância do desenvolvimento sustentável, na qual defende a ideia da possível e desejável conciliação entre o desenvolvimento, o meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida: É falso, de fato, o dilema ou desenvolvimento ou meio ambiente, na medida em que, sendo este fonte de recursos para aquele, ambos devem harmonizar-se e complementar-se. Compatibilizar meio ambiente com desenvolvimento significa considerar os problemas ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento, atendendo-se adequadamente a exigência de ambos e observando-se as suas inter-relações particulares a cada contexto sociocultural, político, econômico e ecológico, dentro de uma dimensão tempo/espaço. Em outras palavras, isto implica dizer que a política ambiental não se deve erigir em obstáculo ao desenvolvimento, mas sim em um de seus instrumentos, ao propiciar a gestão racional dos recursos naturais, aos quais constituem a sua base material.

16 15 Baracho Júnior (apud SILVA, 2000, p ) afirma que a proteção ambiental é direito fundamental da pessoa humana, pois visa tutelar a qualidade de vida, na qual abrange a preservação da natureza em todos os seus aspectos e elementos essenciais à vida humana e à manutenção do equilíbrio ecológico. Historicamente, Trennepohl (2008, p.31) assinala que o meio ambiente foi apresentado como problema mundial na Conferência de Estocolmo 1 realizada em 1972, a partir da qual se buscou focalizar e enquadrar a necessidade de conservação e metas a alcançar para o desenvolvimento sustentável 2. Nas palavras de Prado (1992, p ), a tutela ambiental é uma exigência mundialmente reconhecida, baseada num imperativo elementar de sobrevivência e de solidariedade: a responsabilidade histórica das nações na preservação da natureza para o presente e futuras gerações, voltada aos valores essenciais relativos aos direitos fundamentais, como o direito à vida e à saúde. Destaca o mesmo autor (1992, p.19-22) que essa premissa de valores foi capitaneada pela Declaração de Estocolmo, a qual é um marco importante na conservação do meio ambiente, porque, além de permitir uma consciência ecológica, estabelece uma importante trajetória de proteção jurídica internacional do meio ambiente. Nesse sentido, Baracho Júnior (apud SILVA, 2000, p. 241, grifo do autor) ressalta que a Declaração de Estocolmo abriu caminho para que as Constituições supervenientes reconhecessem o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental entre os direitos sociais, com características de direitos a serem realizados e direitos a não serem perturbados. Com muita propriedade, Milaré (2009, p. 67, grifo do autor) justifica a importância da tutela jurídica ambiental ao discorrer que: A superação desse quadro de degradação e desconsideração ambiental passa, necessariamente, por alterações profundas na compreensão e conduta humanas. É um avanço que pode ser conseguido, em primeiro lugar, através de adequada educação ambiental, nas escolas e fora delas. 1 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, promovida pela ONU, contando com a participação de 113 países. A Conferência foi resultado da percepção das nações ricas e industrializadas da degradação ambiental causada pelo seu processo de crescimento econômico e progressiva escassez de recursos (MILARÉ, p. 59). 2 Segundo TRENNPOHL (2008, p.32), desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem também às suas.

17 16 Em segundo lugar, exige a criação (e implementação) de instrumentos legais apropriados, dado que, no embate dos interesses econômicos, só o Poder Público é capaz de conter, com leis coercitivas e imposições oficiais, a prepotência dos poderosos (poluidores e degradadores, no nosso caso), pois, onde há fortes e fracos, a liberdade escraviza, a lei é que liberta. No Brasil, a preocupação com a tutela jurídica do meio ambiente remonta desde as Ordenações dos Reinos 3 (Afonsinas, seguidas pelas Manuelinas, de 1521) ainda na época do Império, com a preocupação voltada a proteger a derrubada de árvores de lei (pau-brasil), e extração de minérios (ouro, prata, pedras preciosas), contrabandeados para Portugal e outros países (SIRVINKAS, 2008, p. 24). Entretanto, Silva (2003, p ) lembra que a concepção privatista do direito de propriedade constituía forte barreira à autuação do meio ambiente, mormente por importar restrições ao direito e aos limites à propriedade e à iniciativa privada, o que ensejou por muito tempo na desproteção do meio ambiente. Segundo Milaré (2007, p. 151), as Constituições que precederam a de 1988 quase não tratavam sobre o tema, o que revelava uma total despreocupação com o espaço habitado. A Constituição do Império, outorgada em 25 de março 1824, não tratou sobre a matéria, apenas sobre a proibição de indústrias contrárias à saúde do cidadão (art. 179, n. XXIV), o que, para época, representava um grande avanço (MILARÉ, 20008, p. 147). Somente em 1830 é que se fez constar no Código Criminal o crime de corte ilegal de árvores (SIRVINKAS, 2008, p. 25). A Constituição de 1891 atribuía competência legislativa para a União legislar sobre minas e terras. Sob sua vigência, surgiu o Código Civil de 1916, que previa normas destinadas a proteger direito privado e conflitos de vizinhança. A Constituição de ampliou o leque regrando sobre a proteção das belezas naturais e sobre o patrimônio histórico, artístico e cultural. Conferiu à União competência em matéria de riquezas do subsolo, mineração, águas, florestas, caça, 3 Ordenações Afonsinas, Livro V, Título LVI, proibia o corte deliberado de árvores frutíferas, Manoelinas, Livro V, Título LXXXIV, vedava caça de perdizes, lebres e coelhos com redes, fios e bois ou outros meios ou instrumentos capazes de causar dor e sofrimento na morte desses animais e Filipinas, Livro LXXV, Título LXXXVIII, parágrafo sétimo, protegia as águas punindo com multa quem sujasse ou matasse os peixes. (OLIVEIRA JÚNIOR, 2006). 4 A partir de 1934 algumas normas específicas sobre proteção do meio ambiente desenvolveram-se, como: Dec , de Código Florestal, substituído pelo vigente; Decreto-Lei n , de Código de Caça; Decreto , de Código de Águas e Decreto-Lei 794, de Código de Pesca. (SILVA, 2004, p.35-36).

18 17 pesca e sua exploração. Por seu turno, a Constituição de 1937 incluiu matérias de competência da União para legislar sobre minas, águas, florestas, caça, pesca e sua exploração; competência legislativa sobre subsolo, águas, florestas; e tratou da proteção das plantas e rebanhos contra moléstias e agentes nocivos. A Constituição de praticamente repetiu a anterior. A Constituição Federal de manteve a necessidade de proteção do patrimônio histórico, cultural e paisagístico, bem como atribuiu à União legislar sobre normas gerais de defesa da saúde e sobre jazidas, florestas, caça, pesca e águas. A Carta de 1969 insistiu na necessidade de proteção do patrimônio histórico, cultural e artístico. (MILARÉ, 2009, p.151). Sob o ponto de vista histórico, Sirvinkas (2008, p ) define a proteção jurídica do meio ambiente em três grandes períodos, a saber: I - período entre o descobrimento (1500) até a vinda da Família Real (1808), que previa normas isoladas de proteção de recursos naturas que se escasseavam; II período iniciado com a vinda da Família Real até a criação da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (1981), marcada por exploração desregrada do meio ambiente, tutelando apenas aquilo que tivesse interesse econômico; e III período que começa com a criação da Lei n , de (Lei de Política Nacional do Meio Ambiente) denominado fase holística, mecanismo formal de tutela jurisdicional do meio ambiente que consistia em proteger, de maneira integral, por meio de um sistema ecológico integrado. Akaoui (2003, p. 22) destaca a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente como um dos diplomas mais notáveis ao propor que: [...] Inovador e corajoso, o referido compêndio legal teve o mérito de abarcar questões de ordem civil, processual, penal e administrativo que foram o start de uma nova realidade na defesa ambiental, conceituando meio ambiente, poluição, poluidor e outros termos de importância para a correta verificação da amplitude dessa tutela, posicionando-se positivamente 5 O Código Penal de 1940 definia no seu art. 271, o crime de corrupção ou poluição de água potável, que teve pouca aplicação em razão do seu adjetivo potável (SILVA, 2004, p. 38). 6 Na década de 60 e 70, houve a edição de algumas normas ambientais: Lei 5.318, de Política Nacional de Saneamento Básico; Decreto , de , no âmbito do Ministério do Interior, da Secretaria Especial de Meio Ambiente SEMA orientada para a conservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais (SILVA, 2004, p. 37); o Atual Código de Caça, instituído pela Lei 5.197/1967; e o atual Código Florestal, Lei 4.717, de (AKAOUI, 2003, p. 22). Destaca-se ainda a edição da Lei de Ação Popular (Lei n /1965) que enfoca a proteção aos interesses artístico, estético, histórico ou turístico (o meio ambiente, como termo jurídico, somente veio a ser inserido a partir da CF/88, art. 5.º, inciso LXXIII) e a Lei de Proteção da Fauna (Lei 5.197/67). (OLIVEIRA JÚNIOR, 2006).

19 18 quanto à responsabilidade ambiental do degradador, impondo sanções administrativas e penais independentemente das de natureza civil, entre outros avanços. No entanto, foi na Constituição Federal de 1988 que foi inserido pela primeira vez o termo meio ambiente 7, tido como o mais avançado do planeta em matéria ambiental, a partir do qual sugiram diversas normas de todos os níveis do Poder Público e da hierarquia normativa, voltadas à proteção do desfalcado patrimônio natural do país. (MILARÉ, 2009, p. 152). Nesse diapasão, Akaoui (2003, p. 23) ensina que: [...] fixou o Brasil como o País que contém a mais completa e avançada tutela constitucional do meio ambiente, servindo de exemplo a todos os demais países do mundo, que se curvam à sabedoria do constituinte brasileiro em trazer para o plano seguro da CF matéria de relevância vital a uma Nação. Nesse contexto, Sirvinkas (2007, p. 13) registra que, antes do advento da Carta de 1988, a proteção ambiental era regida pela Lei n , de , a partir da qual o Ministério Público passou a propor as primeiras ações civis públicas, em razão de não haver lei disciplinando o seu procedimento, o que, posteriormente, foi regrado com a criação da Lei nº 7.47, de (Lei de Ações Civis Públicas). Com o advento da Lei nº 9.605, de (Lei de Crimes Ambientais), o meio ambiente passou a ser protegido administrativa, civil e penalmente, o que será explanado adiante. Ao analisar a evolução da tutela constitucional do meio ambiente, Cruz (2009, p.29) ensina que, ao longo da história, passamos da desconsideração do meio ambiente como um valor em si, para sua elevação à categoria de bem jurídico dotado de autonomia própria. Silva (2004, p. 28) justifica a tutela jurídica ambiental a partir do momento em que a degradação do meio ambiente passa a ameaçar não só o bem-estar, mas a qualidade de vida humana e sua própria sobrevivência. 7 Coimbra apud Milaré (2009, p. 114) define meio ambiente como: [...] conjunto dos elementos abióticos (físicos e químicos) e bióticos (flora e fauna), organizados em diferentes ecossistemas naturais e sociais em que se insere o Homem, individual e socialmente, num processo de interação que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas, à preservação dos recursos naturais e das características essenciais do entorno, dentro das leis da natureza e de padrões de qualidade definidos.

20 19 O preceito constitucional esculpido no art. 225, caput, 8 CF 1988, revela, de fato, a preocupação do legislador pátrio em resguardar um dos direitos fundamentais do ser humano: a qualidade da vida. 2.2 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DE BEM AMBIENTAL Em sentido amplo, Toledo (apud MASCARENHAS PRADO, 2000, p.61, grifo do autor) esclarece que bem é tudo aquilo que é valioso, que é necessário para o homem ao dispor que: são coisas reais ou objetos ideais dotados de valor, isto é, coisas materiais e objetos imateriais que, além de serem o que são, valem. Por isso são, em geral, apetecidos, procurados, disputados, defendidos e, pela mesma razão, expostos a certos perigos de ataques ou sujeitos a determinadas lesões. Antes do advento da Carta Magna de 1988, o ordenamento jurídico brasileiro previa duas espécies de bens: os de natureza privada e os de natureza pública, ambos previstos pelo antigo Código Civil de 1916 e repetido pelo de Destarte, o Código Civil de 2002 (CC) estabelece como bens públicos aqueles pertencentes à União, aos Estados ou aos Municípios e são divididos em três categorias, a saber: os de uso comum do povo (mares, rios, estradas, praças, ruas); os de uso especial (imóveis pertencentes aos entes federados); e os dominicais (que constituem como objeto de direito pessoal ou real dos entes federados). Já os bens particulares ou privados são os bens que não se enquadram nos bens públicos, pertencentes à pessoa natural ou pessoa jurídica de direito privado. Historicamente, Sirvinkas (2008, p ) esclarece que o conceito de bem ambiental está ligado ao direito de propriedade, que, com o passar do tempo, exerceu a função social e não apenas individual. O bem jurídico, que até então era somente suscetível de apropriação se tivesse valor econômico apreciável (qualidade 8 Brasil, Constituição Constituição da República Federativa do Brasil. Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela;

Leia mais

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I:

Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental. Unidade I: Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Unidade I: 0 Unidade: Meio Ambiente e Direito Ambiental Introdução A disciplina Direito Ambiental tem como objetivo propiciar ao corpo discente uma análise sobre

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA C O N T E Ú D O : N O Ç Õ E S D E D I R E I T O : I N T R O D U Ç Ã O A O E S T U D O D O D I R E I T O A M B I E N T A L C A R A C T E R Í S T I C A S D A L E G I S L

Leia mais

CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3 , I) Visão antropocêntrica

CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3 , I) Visão antropocêntrica DIREITO AMBIENTAL CONCEITO Meio ambiente (Lei 6.938/81 art. 3, I) conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas

Leia mais

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Rodolfo Torres Advogado Assessor Jurídico do INEA Especialista em Direito Ambiental pela PUC/RJ Fiscalização: noções gerais Manifestação do

Leia mais

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 2.602, DE 2010 Susta os efeitos do Decreto nº 7.154, de 9 de abril de 2010. Autora: Deputado SARNEY FILHO Relator:

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

O Direito Ambiental no Brasil.

O Direito Ambiental no Brasil. NOTA DE CONJUNTURA JURÍDICA Março de 2009 Nº3 O Direito Ambiental no Brasil. Profa. Sandra Mara Ribeiro Muradi Mestra em Direito pela PUCSP. Professora da ESPM e da PUCSP. Introdução O homem e o mundo

Leia mais

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Contextualizando... Adaptação do produtor rural sem condições novos critérios de uso da terra impostos aleatoriamente sem alicerces

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS. RECOMENDAÇÃO nº 007/2011

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS. RECOMENDAÇÃO nº 007/2011 Procuradoria da República no Município de Corumbá/MS RECOMENDAÇÃO nº 007/2011 Renováveis (Ibama), Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE PROCURADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO Procuradoria de Urbanismo, Meio Ambiente e Regularização Fundiária

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE PROCURADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO Procuradoria de Urbanismo, Meio Ambiente e Regularização Fundiária 1 PARECER N 1163/2010 REQUERENTE: CAADHAP ASSUNTO: Consulta sobre aplicação da Resolução nº 420/09 CONAMA no processo de licenciamento urbano ambiental do Município. Abordagem restrita à etapa de AVALIAÇÃO

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL NA LEGISLAÇÃO

DIREITO AMBIENTAL NA LEGISLAÇÃO DIREITO AMBIENTAL NA LEGISLAÇÃO FUNDAMENTOS DE DIREITO AMBIENTAL LEGISLAÇÃO NACIONAL Didaticamente podemos dividir o estudo do Direito em duas grandes áreas: o público e o privado. No direito público tratamos

Leia mais

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Disciplina EQW-010 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Prof. Lídia Yokoyama (lidia@eq.ufrj.br) sala E-206 Tel:2562-7560 CONCEITOS - DEFINIÇÕES

Leia mais

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado Resumo: A Administração Pública se liga ao interesse público e às necessidades sociais,

Leia mais

Gestão e Legislação Ambiental

Gestão e Legislação Ambiental UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE TECNOLOGIA Mestrado em Recursos Hídricos H e Saneamento Disciplina: Gestão e Legislação Ambiental Professora: Selêude Wanderley da NóbregaN Legislação Ambiental

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE Ministério Público do Estado de Minas Gerais Fechamento de barragens Aspectos institucionais; Fechamento de mina X fechamento de barragem. Teoria da responsabilidade

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011. PÓS-GRADUAÇÃO FEMPAR 2011 :: Direito Ambiental

DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011. PÓS-GRADUAÇÃO FEMPAR 2011 :: Direito Ambiental DIREITO AMBIENTAL REGINA MARIA BUENO BACELLAR FEMPAR/ 2011 A CRISE AMBIENTAL Leonardo Boff A crise ambiental acompanha o desenvolvimento do homem. - 1500/1850 - extinção de uma espécie a cada dez anos

Leia mais

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA...

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA... MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI Daniel Cenci A VIDA AMEAÇADA... A vida é sempre feita de escolhas. A qualidade de vida resulta das escolhas que fazemos a cada dia. É assim

Leia mais

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015

NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III 05/11/2015 CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIA DO AMBIENTE PROFESSOR: RAMON LAMAR PARTE III LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, conhecida como Política

Leia mais

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL

INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL 1. NOMENCLATURA DA DISCIPLINA JURÍDICA Direito ambiental, direito do meio ambiente, direito do desenvolvimento sustentável, direito verde, direito ecológico, direito de

Leia mais

Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6. Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo

Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6. Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo Criação de uma Unidade de Conservação na ZPA-6 Morro do Careca e sistema dunar Dunar contínuo Justificativa: Art. 225 da Constituição Federal: SNUC: Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS EFICÁCIA E APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1 Eficácia é o poder que tem as normas e os atos jurídicos para a conseqüente produção de seus efeitos jurídicos próprios. No sábio entendimento do mestre

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental

Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental XI Salão de Iniciação Científica PUCRS Meio Ambiente do Trabalho Saudável como Direito Fundamental João Pedro Ignácio Marsillac (apresentador), Denise Pires Fincato (orientadora) Faculdade de Direito -

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

SUMÁRIO. Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15

SUMÁRIO. Sumário. Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Sumário Coleção Sinopses para Concursos... 13 Guia de leitura da Coleção... 15 Capítulo 1 PROPEDÊUTICA DO DIREITO AMBIENTAL... 17 1. Conceito de Direito Ambiental... 17 2. Objetivo do Direito Ambiental...

Leia mais

Introdução. Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira. Introdução à Legislação Ambiental e Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA

Introdução. Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira. Introdução à Legislação Ambiental e Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA Gestão Ambiental Prof. Carlos Henrique A. de Oliveira Introdução à Legislação Ambiental e Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA O mar humildemente coloca-se abaixo do nível dos rios para receber, eternamente,

Leia mais

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE D I R E T O R I A D E S A Ú D E 05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Em 05 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e nesse ano o foco está voltado para as Mudanças Climáticas com o tema

Leia mais

Ingrid Maria Furlan Öberg

Ingrid Maria Furlan Öberg Desenvolvimento Sustentável Gestão Ambiental Ingrid Maria Furlan Öberg Relação Homem x Ambiente no modelo de desenvolvimento da sociedade moderna NATUREZA Fonte de recursos ilimitados Depósito de resíduos

Leia mais

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 Página 1 feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 DZ 056 - Diretriz para Realização de Auditoria Ambiental capa

Leia mais

Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental

Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental 1.CURSOS COM ÊNFASE EM : Gestão Ambiental de Empresas 2. CONCEPÇÃO DOS CURSOS: O Brasil possui a maior reserva ecológica do planeta sendo o número um em

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE.

TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE. TÍTULO: A DEFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA, O PROBLEMA REFLETIDO DIRETO NO MEIO AMBIENTE. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO:

Leia mais

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução 2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV Autora: Laura Martins Maia de Andrade I - Introdução O Direito Ambiental não deve ser concebido a partir de um enquadramento rígido, como ocorre com outros

Leia mais

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version RECOMENDAÇÃO Nº 002/2010 (Prodemac) O Ministério Público do Estado do Amapá, por seu representante legal com atuação na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo,

Leia mais

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA DIREITO ADMINISTRATIVO Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e princípios. Direito Administrativo: conceito, fontes e princípios. Organização

Leia mais

O Licenciamento Ambiental Municipal

O Licenciamento Ambiental Municipal O licenciamento ambiental é um dos instrumentos da política nacional do meio ambiente, sendo definido como o procedimento administrativo utilizado pelo órgão ambiental competente para licenciar a localização,

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL. Profª: Cristiane M. Zanini

GESTÃO AMBIENTAL. Profª: Cristiane M. Zanini GESTÃO AMBIENTAL Profª: Cristiane M. Zanini Afinal, O que é Gestão Ambiental? A novíssima área de conhecimento e trabalho intitulada "Gestão Ambiental" vem causando muita confusão entre os especialistas

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2

DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 86 DANO AMBIENTAL: SEM LEI NÃO HÁ DANO? Fúlvia Leticia Perego Silva 1, Munir Jorge Felício 2 1 Integrante do Núcleo de Estudos Ambientais e Geoprocessamento NEAGEO do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento

Leia mais

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Universidade Federal do Ceará Centro de Ciências Agrárias Departamento de Engenharia Agrícola Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Mariana

Leia mais

4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA

4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA 4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA Daniela Kramer Frassetto Assessora de Gabinete CME/MPSC cme@mpsc.mp.br Realidade do Planeta e do Brasil A manutenção do aumento

Leia mais

FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA

FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA FICHA TÉCNICA PROGRAMA DE DEFESA DA MATA ATLÂNTICA ALINHAMENTO ESTRATÉGICO OBJETIVO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA INICIATIVA ESTRATÉGICA Promover a Defesa do Meio Ambiente Aperfeiçoar e estruturar a atuação do

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT

Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT Dúvidas e Esclarecimentos sobre a Proposta de Criação da RDS do Mato Verdinho/MT Setembro/2013 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO 1. O que são unidades de conservação (UC)?

Leia mais

Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação Bioindicadores Ambientais (BAM36AM) Sistema Nacional de Unidades de Conservação Unidades de Conservação SNUC Sistema Nacional de Unidades de Conservação Sistema Nacional de Unidades de Conservação Lei

Leia mais

Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais.

Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. RESOLUÇÃO Nº 306, DE 5 DE JULHO DE 2002 Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências

Leia mais

As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água. Campo Grande - MS

As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água. Campo Grande - MS As Interfaces entre os Processos de Licenciamento Ambiental e de Outorga pelo Uso da Água Maria de Fátima Chagas 23 de novembro de 2009 23 de novembro de 2009 Campo Grande - MS A Água e Meio Ambiente -

Leia mais

DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO

DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO DANO AMBIENTAL AUTOR: RILDO BARROS FERREIRA RESUMO A proteção ao meio ambiente passou a ser uma preocupação nos últimos tempos. Atualmente a defesa do meio ambiente tem como escopo a conservação dos recursos

Leia mais

http://www.allemar.prof.ufu.br DIREITO & RELAÇÕES INTERNACIONAIS

http://www.allemar.prof.ufu.br DIREITO & RELAÇÕES INTERNACIONAIS http://www.allemar.prof.ufu.br DIREITO & RELAÇÕES INTERNACIONAIS DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO "A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente reuniu-se em Estocolmo entre os dia 05 e 16 de junho de 1972

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO.

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO. A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DIREITO BRASILEIRO. 1 AS SANÇÕES APLICÁVEIS NO CASO DE SOLO NÃO EDIFICADO, SUBUTILIZADO, OU NÃO UTILIZADO. Gina Copola (outubro de 2.012) I Tema atual

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE PROCURADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE PROCURADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO 1 PARECER nº 1075/2003 REQUERENTE: ROFINO MARCON E OUTROS END. RUA JOÃO CAETANO n. 507 PROCESSO n 2.249815.00.4 ASSUNTO: Limitação ambiental. Área não edificável. Projeto especial para alteração do regime

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Meio ambiente equilibrado e sadio - Um Direito Fundamental Uélton Santos* Art. 225, CF. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIÇOAMENTO FUNCIONAL CARLOS EDUARDO DE MIRANDA SILVA

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIÇOAMENTO FUNCIONAL CARLOS EDUARDO DE MIRANDA SILVA MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIÇOAMENTO FUNCIONAL CARLOS EDUARDO DE MIRANDA SILVA O PODER DE POLÍCIA AMBIENTAL E SUA EXECUÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE CASTRO CASTRO

Leia mais

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Legislação Federal LEI N 7.804, de 18 de julho de 1989 Altera a Lei n 6.938 de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação

Leia mais

SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS

SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS BRASIL - BAHIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA MESTRADO EM ENGENHARIA AMBIENTAL URBANA SISTEMA DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA A GESTÃO DE RIOS URBANOS Erika do Carmo Cerqueira

Leia mais

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta: 1 Projeto de Lei do Senado nº., de 2007 Dispõe sobre a obrigatoriedade de patrocínio, pela União, de traslado de corpo de brasileiro de família hipossuficiente falecido no exterior. O CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO

DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO DIREITO CIVIL NO EMPREENDIMENTO TURÍSTICO GOMES, Alessandro. alefot@bol.com.br Resumo: O trabalho aqui apresentado, como uma exigência para a conclusão do módulo Direito Civil no Empreendimento Turístico,

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL PROFESSORA ENG. FLORESTAL CIBELE ROSA GRACIOLI OUTUBRO, 2014. OBJETIVOS DA DISCIPLINA DISCUTIR PRINCÍPIOS ÉTICOS QUESTÃO AMBIENTAL CONHECER A POLÍTICA E A LEGISLAÇÃO VOLTADAS

Leia mais

Direito Ambiental Constitucional. Andrei Ferreira Fredes E-mail: andreiffredes@gmail.com

Direito Ambiental Constitucional. Andrei Ferreira Fredes E-mail: andreiffredes@gmail.com Direito Ambiental Constitucional Andrei Ferreira Fredes E-mail: andreiffredes@gmail.com Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia

Leia mais

CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA

CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA SUMÁRIO: 1. O conceito de cidadania e sua evolução no Brasil - 2. Os direitos fundamentais e o exercício

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL

PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL Fernando Souza OLIVEIRA 1 Pedro Anderson da SILVA 2 RESUMO Princípio do Desenvolvimento Sustentável como um direito e garantia fundamental,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Aplicação das medidas de compensação patrimoniais previstas em compromissos de ajustamento de condutas destinados à reparação do meio ambiente Luciano Trierweiler Naschenweng* O

Leia mais

Ministério Público do Trabalho

Ministério Público do Trabalho Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região www.prt9.mpt.gov.br A realidade Fundamentos Jurídicos Declaração Universal dos Direitos do Homem, que diz que o reconhecimento

Leia mais

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa:

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: NOSSO PLANETA O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: Interações entre atmosfera, terra sólida, oceanos e a biosfera resultaram no desenvolvimento de uma grande e complexa variedade

Leia mais

O meio ambiente na Constituição Federal

O meio ambiente na Constituição Federal O meio ambiente na Constituição Federal Art. 225 Seguindo tendências mundiais e fortemente influenciada pelas ideias apresentadas na Conferência Estocolmo-72, a Constituição Federal Brasileira de 1988

Leia mais

Art. 6 o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições:

Art. 6 o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições: SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO CF/88 art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI N o 2.587, DE 2007 Altera as Leis nº s 6.938, de 31 de agosto de 1981, e 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Autora: Deputada Thelma

Leia mais

Instrumentos Legais de Proteção Ambiental em Propriedades Rurais

Instrumentos Legais de Proteção Ambiental em Propriedades Rurais Instrumentos Legais de Proteção Ambiental em Propriedades Rurais Uberlândia Minas Gerais Abril de 2015 Índice Introdução... 2 Instrumentos de planejamento e gestão do uso do solo... 2 Zoneamento Ecológico-

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE, DEFESA DO CONSUMIDOR E FISCALIZAÇÃO E CONTROLE, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 398, de 2012, do Senador Pedro Taques, que

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.901/99) Dá nova redação ao caput do artigo 32 da Lei nº 9.605, de

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO VI DO MEIO AMBIENTE Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do

Leia mais

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO

PARECER Nº, DE 2013. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO PARECER Nº, DE 2013 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 368, de 2012, da Senadora Ana Amélia, que altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, para dispor

Leia mais

O PRINCÍPIO DA ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL E A FUNÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL DA PROPRIEDADE PRIVADA URBANA.

O PRINCÍPIO DA ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL E A FUNÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL DA PROPRIEDADE PRIVADA URBANA. O PRINCÍPIO DA ORDEM ECONÔMICA CONSTITUCIONAL E A FUNÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL DA PROPRIEDADE PRIVADA URBANA. TEREZA EMÍLIA LIJMA DE PAULA Fortaleza - CE 01. OBJETIVOS Outubro, 2007 4.1 OBJETIVO GERAL: Apresentar

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

PATRIMÔNIO PÚBLICO Auditorias Ambiental e Cultural - Controle Externo - Introdução à Questão Ambiental

PATRIMÔNIO PÚBLICO Auditorias Ambiental e Cultural - Controle Externo - Introdução à Questão Ambiental X - SIMPÓSIO NACIONAL DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS PATRIMÔNIO PÚBLICO Auditorias Ambiental e Cultural - Controle Externo - Introdução à Questão Ambiental - Controle Externo Introdução à Questão Ambiental

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade

MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade Coordenação Acadêmica - Escola de Direito FGV DIREITO RIO MBA em Direito Ambiental e Sustentabilidade - FGV

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DIREITO: UM OLHAR SOBRE O ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL GOMES, Alessandro. alefot@bol.com.br Resumo: O texto que se segue parte de uma rápida passagem

Leia mais

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA

A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA A BIODIVERSIDADE NO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL E A DIGNIDADE HUMANA Almeida S. S. (1) ; Pereira, M. C. B. (1) savio_eco@hotmail.com (1) Universidade Federal de Pernambuco UFPE, Recife PE, Brasil.

Leia mais

LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE POLUIÇÃO VISUAL URBANA

LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE POLUIÇÃO VISUAL URBANA LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE POLUIÇÃO VISUAL URBANA JOSÉ DE SENA PEREIRA JR. Consultor Legislativo da Área XI Meio Ambiente e Direito Ambiental, Organização Territorial, Desenvolvimento Urbano e Regional JANEIRO/2002

Leia mais

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal Graziela Feltrin Vettorazzo Formada pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo em 2012, advogada atuando na área do

Leia mais

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NO ÂMBITO. DE ATUAÇÃO DA CTNBIO, como forma de. controle social dos Processos Decisórios e. de Regulação naquele colegiado.

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NO ÂMBITO. DE ATUAÇÃO DA CTNBIO, como forma de. controle social dos Processos Decisórios e. de Regulação naquele colegiado. PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NO ÂMBITO DE ATUAÇÃO DA CTNBIO, como forma de controle social dos Processos Decisórios e de Regulação naquele colegiado. Princípio da precaução e análise de risco dos Organismos

Leia mais

CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL.

CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL. CADERNOS DE SOCIOMUSEOLOGIA Nº 15-1999 309 CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL. Artigo 9.º (Tarefas fundamentais do Estado) São tarefas fundamentais do Estado:. a) Garantir a independência

Leia mais

II Curso de Direito e Sustentabilidade

II Curso de Direito e Sustentabilidade II Curso de Direito e Sustentabilidade II Curso de Direito e Sustentabilidade O" GEDAIS" )" Grupo" de" Estudos" em" Direito" Ambiental," Internacional" e" Sustentabilidade,"vinculado"ao"curso"de"Direito"e"ao"Centro"de"Ciências"

Leia mais

2º Debate sobre Mineração

2º Debate sobre Mineração 2º Debate sobre Mineração AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE PROJETOS DE MINERAÇÃO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO Raimundo Moraes Ministério Público do Pará Belém, 30 de setembro

Leia mais

1. Objetivo geral da política nacional do meio ambiente

1. Objetivo geral da política nacional do meio ambiente Romeu Thomé e Leonardo de Medeiros Garcia entes da federação é justificada pela sobreposição de interesses acerca do tema. Cabe, portanto, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios implementar

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR A punição administrativa ou disciplinar não depende de processo civil ou criminal a que se sujeite também o servidor pela mesma falta, nem obriga

Leia mais

FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL

FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL 78 QUESTÕES DE PROVAS DA BANCA ORGANIZADORA DO CONCURSO SEFAZ/MS E DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DE MS GABARITADAS. Seleção das Questões: Prof. Flávio Alencar Coordenação

Leia mais

Instrução n. 22/2007. O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas. Considerando o Princípio do Desenvolvimento Sustentável;

Instrução n. 22/2007. O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas. Considerando o Princípio do Desenvolvimento Sustentável; Instrução n. 22/2007 Visa garantir nos imóveis, Área Livre de qualquer intervenção, permeável, passível de arborização e dá outras providências. atribuições legais, O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE,

Leia mais

Legislação e outros documentos sobre Educação Ambiental

Legislação e outros documentos sobre Educação Ambiental Legislação e outros documentos sobre Educação Ambiental 1981 Política Nacional de Meio Ambiente 1988 Constituição Brasileira 1992 Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS Cácito Augusto Advogado I INTRODUÇÃO Após quatro anos de vigência do Novo Código Civil brasileiro, que

Leia mais