Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso

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1 Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso ANÁLISE COMPARATIVA DA LEI 9605/98 AS INOVAÇÕES FORNECIDAS PELA LEI 9605/98 NO SEU ART. 3.º. COM O ART. 225, 3.º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Autora: Camila Silva Kleinhandler Orientadora: Profª Dra. Ana Maria Benavides Kotlinski Brasília - DF 2012

2 CAMILA SILVA KLEINHANDLER ANÁLISE COMPARATIVA DA LEI 9605/98 AS INOVAÇÕES FORNECIDAS PELA LEI 9605/98 NO SEU ART. 3.º COM O ATR. 225, 3.º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Artigo apresentado ao curso de graduação em Direito da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito. Orientadora: Profª. Drª. Ana Maria Benavides Kotlinski. Brasília 2012

3 Artigo de autoria de Camila Silva Kleinhandler, intitulado "ANÁLISE COMPARATIVA DA LEI 9605/98- AS INOVAÇÕES DA LEI 9605/98 NO SEU ART. 3.º COM O ART. 225, 3.º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Direito da Universidade Católica de Brasília, em de junho de 2012, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: Profª. Dra. Ana Maria Benavides Kotlinski Orientadora Direito - UCB Profº. Direito - UCB Profª. Direito - UCB Brasília 2012

4 Dedico o presente artigo a Deus, criador de toda vida. A minha mãe, Josefa Maria, pelo amor, pelo companheirismo, sem ela não teria concretizado mais uma etapa da minha vida.

5 AGRADECIMENTO Agradeço primeiramente a Deus, criador de toda vida, que me deu forças para seguir em frente protegendo -me e iluminando a minha vida. Em segundo lugar a minha mãe Josefa Maria, pelo amor incondicional, pelos momentos felizes, por me proporcionar tudo o que se tem d e melhor, pelo incentivo e por acreditar em mim me dando apoio e estímulo para que eu não desistisse da minha jornada. Em terceiro lugar ao meu namorado Danillo Canedo, pelo amor, companheirismo e pela compreensão nos momentos de ausência. Em quarto lugar aos meus amigos e acadêmicos Bruno Alfredo e Maíra Marques, que estiveram comigo nos meus momentos mais difíceis na Universidade e pelas palavras de incentivo a minha amiga Fernanda Resende pelo carinho, pela ajuda nas opiniões, pelos elogios e criticas e a Fernanda Mendes pelas correções ortográficas, conselhos e sugestões e em quinto lugar a minha orientadora Profª. Dra. Ana Maria Benavides Kotlinski, pelos conselhos e empenho para a conclusão deste artigo.

6 6 ANÁLISE COMPARATIVA DA LEI 9605/98 AS INOVAÇÕES FORNECIDAS PELA LEI 9605/98 NO SEU ART. 3.º COM O ART. 225, 3.º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1 CAMILA SILVA KLEINHANDLER SUMÁRIO Introdução. 1. Evolução na legislação ambiental. 2. Constituições anteriores e a Constituição de A Lei 9605/98. Considerações finais. Referências bibliográficas. RESUMO: O presente artigo tem como intuito discorrer sobre o artigo 3º referente à Lei 9605/98 de crimes ambientais, fazendo uma analise comparativa frente à Constituição Federal em seu artigo 225, parágrafo 3º. Dessa maneira estabelecem medidas necessárias para assegurar a proteção do meio ambiente. A Lei 9605/98, embora denominada Lei de Crimes Ambientais, se trata na verdade de um instrumento normativo de natureza híbrida, por relatar sobre infrações administrativas causadas ao meio ambiente, trazendo consigo a missão de dar efetividade constitucional para aplicar sanções às condutas lesivas ao meio ambiente. Palavras-Chave: Lei 9605/98; Constituição Federal; Proteção do Meio Ambiente. COMPARATIVE ANALYSIS OF LAW 9605/98 - INNOVATION AS PROVIDED BY LAW 9605/98 IN YOUR ART. 3 º WITH ART. 225, 3. FEDERAL OF THE CONSTITUTION ABSTRACT: This article aims to discuss Article 3 of Law 9605/98 environmental crimes, making a comparative analysis against the Constitution in its article 225, paragraph 3. Thus, to establish measures to ensure environmental protection. Law 9605/98, although the call the Environmental Crimes Law, is actually a hybrid nature of normative instrument to report offenses caused to the environment, bringing the mission to give effect to the constitutional sanction for conduct detrimental to the environment. Keywords: Law 9605/98; Constitution; Environmental Protection. 1 KLEINHANDLER, Camila Silva, aluna do 10.º semestre de Direito da Universidade Católica de Brasília, do primeiro semestre de 2012.

7 7 INTRODUÇÃO O presente artigo versa sobre a Lei 9605/98, denominada Lei de Crimes ambientais, que dispõe sobre as sanções administrativas e penais derivadas de condutas e atividades lesivas contra o meio ambiente. O Código Penal Brasileiro, por sua vez, ainda continua sendo aplicado no caso de contravenções penais. O crime ambiental é um ato que viola as leis impostas pelo legislador acerca da proteção do meio a mbiente. Os crimes ambientais e as condutas lesivas ao meio ambiente eram incorporados pelo Código Penal brasileiro. Nesse mesmo sentido os crimes ambientais também eram regulamentados pelas legislações esparsas, embora esse conjunto de leis até então não se preocupavam em proteger o meio ambiente de forma específica e sim de maneira diluída. As Constituições anteriores à de 1988, não especificavam e pouco se preocupavam com a proteção do meio ambiente, muito menos mencionavam a expressão meio ambiente em seus textos, demonstrando despreocupação com o meio em que vivemos. Somente com a nova Constituição, que pode em seu art. 225, dispor acerca do meio ambiente e assim dar providências para assegurar a sadia qualidade de vida e garantir um meio ambiente ecol ogicamente equilibrado para as futuras gerações. Deste modo, foi com a edição da Lei 9605/98, que determinou de forma mais específica às sanções aplicáveis às atividades lesivas ao meio ambiente, tipificando os crimes ecológicos e inovando numa promessa constitucional de incluir a pessoa jurídica como sujeito ativo do crime. As amplas propostas constitucionais de se criar um sistema de responsabilização com o meio ambiente, que se abrange na própria realidade de degradação ambiental do País, em suas rique zas e diversidades do meio ambiente no extenso território brasileiro e seus ricos biomas naturais, também são praticas lesivas contra o mesmo e se multiplicam com violência e impunidade, praticas criminosas alimentadas em uma cultura social e econômica de desrespeito, desconsideração e exploração agressiva do meio ambiente, e em uma indiferença e omissão do Poder Publico na sua proteção. A escolha se justifica a partir da observação das polêmicas referentes à questão ambiental, com o debate jurídico demons trando um diferencial e contribuição positiva para área do Direito e para área penal que tem posição sobre a temática do meio ambiente, enquanto um bem jurídico de suma relevância para uma adequada, eficiente e específica proteção. O assunto não é inédito, haja vistas que já existem discussões sobre o tema na sociedade e no âmbito jurídico que permeiam a Lei

8 8 9605/98. Trata-se ainda de uma normatividade que provoca polêmica e debates sobre seus pontos positivos e negativos. Nesse sentido, partiu-se rumo a seguinte problemática: A Lei 9605/98 trouxe avanços para a proteção do meio ambiente? Destaque-se ainda a utilização do método indutivo, além da divisão do trabalho em três capítulos, a fim de dar encadeamento lógico às ideias. O primeiro capítulo enfatiza a evolução da legislação ambiental, abordando aspectos relevantes ao contexto histórico. O segundo capítulo trata das Constituições até a Constituição Federal de O terceiro capítulo elenca a Lei 9605/98, traçando suas características e reflexos no ordenamento jurídico, analisando -se os avanços fornecidos pela Lei de Crimes Ambientais frente à Constituição Federal no seu art. 225, 3.º, além de doutrinadores da área. Por fim, o tema abordado é repleto de discussões e críticas, o objetivo maior do trabalho é de se fazer uma análise produtiva, agregando avanços já alcançados e assim, posteriormente aperfeiçoa - lo. 1. Evolução da Legislação Ambiental A evolução da legislação ambiental no Brasil se deu antes mesmo da independência do país, ou seja, a proteção do meio ambiente sempre foi objeto de preocupação do legislador desde os tempos remotos, embora de forma diferenciada. Segundo entendimento de Farias 2, ao longo da história, antes que o Direito Ambiental se firmasse como um ramo autônomo da Ciência Jurídica, inúmeros dispositivos jurídicos brasileiros e portugueses previram a proteção legal ao meio ambiente. Sirvinskas 3 descreve que a proteção jurídica do meio ambiente no Brasil pode ser dividida em três períodos: O primeiro período começa com o descobrimento (1500) e vai até a vinda da Família Real (1808). Algumas normas isoladas de 2 FARIAS, Talden Queiroz. Evolução histórica da legislação ambiental. Disponível em: <http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=3845 > Acesso em: 15 de abr SIRVINSKAS, Luís Pau lo. Manual de Direito Ambiental 8. Ed. atual e ampl. São Paulo: Saraiva, 2010, p, 85, 87.

9 9 proteção aos recursos naturais que se escasseavam, como por exemplo, o pau-brasil, etc. O segundo período inicia-se com a vinda da Família Real (1808) e vai até a criação da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (1981). Esse período caracteriza -se pela exploração desregrada do meio ambiente, pois as questões eram solucionadas pelo Código Civil (1916). O terceiro período começa com a criação da Lei da Polít ica Nacional do Meio Ambiente - Lei n. 6938/1981. A história mostra -nos que tanto em Portugal como no Brasil Colônia já havia preocupação com o meio ambiente. Com a criação do Governo -Geral no Brasil, vários regimentos mantiveram a proteção, sobretudo da madeira, que era muito escassa em Portugal. Depois da vinda da Família Real, a proteção intensificou -se com a promessa da libertação do escravo que denunciasse o contrabando de pau-brasil. A Constituição de 1824 e o Código Criminal de 1830 previam o crime de corte ilegal de árvores e a proteção cultural. Com o advento do Código Civil de 1916, que posteriormente criou o Código Florestal, o Código das Águas e o Código de Caça, regras foram criadas para a proteção do meio ambiente. Cabe ressaltar que o Código Penal de 1941 não especificava e não dava tratamento especial aos crimes ambientais, contendo apenas poucos dispositivos que se referem indiretamente ao meio ambiente, como por exemplo, o crime de dano ao patrimônio público e particular (art.163); crime de dano em coisa tombada (art.165); crime de envenenamento, corrupção ou poluição de água potável (art. 270 e 271); o crime de difusão de doença ou praga que possam causar dano à floresta (art.259), etc. Entretanto, o tratamento da criminalização das condutas lesivas ao meio ambiente, não possuía nenhuma sistematização, tratavam da matéria penal ambiental de forma fragmentada sem nenhuma especificidade de abordagem. 4 Milaré 5, por sua vez destaca apenas quatro marcos importantes e recentes do ordenamento jurídico na busca de respostas para a tutela do meio ambiente: O primeiro marco é o da edição da Lei 6938/81 que, entre outros tantos méritos, teve o de trazer para o mundo do Direito o conceito de meio ambiente, como objeto específico de proteção em seus vários 4 PADILHA, Norma Sueli. Fundamentos Constitucionais do Direito Ambiental Brasileiro Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, p. 296, MILARÉ, Édis. Direito do ambiente: doutrina, prática, jurisprudência, glossário 2. ed.rev.atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001, p. 98,99.

10 10 aspectos, o de instituir um Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e em seu art. 14 em seu 1 dispõe sobre a obrigação do poluidor de reparar os danos causados ao meio ambiente. O segundo marco caracteriza-se com a edição da Lei 7347/85 que trata da ação civil pública como instrumento processual para a defesa do ambiente e dos interesses difusos e coletivos, que possibilitou que a agressão ambiental fosse para a justiça. O terceiro marco foi com a promulgação da Constituição Federal de 1988 que inovou de forma notável, pois disciplinou o meio ambiente de maneira rica, trazendo com ela as Constituições Estaduais que incorporaram o tema ambiental. O quarto marco é representado pela edição da Lei 9605/98 que dispõe sobre as sanções penais e administrativas aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A lei representa significativo avanço na tutela do meio ambiente, por inaugurar e tipificar organicamente os crimes ecológicos. O diploma também inova ao tornar realidade a promessa constitucional de incluir a pessoa jurídica como sujeito ativo do crime ecológico, superando o clássico princípio societas delinquere non potest. Neste contexto, quase todos os textos normativos são anteriores à Constituição Federal de 1988, portanto or ientados por um sistema constitucional ambientalmente acanhado, já que pouco se preocupava com o meio ambiente. 2. Constituições Anteriores e a Constituição Federal de As Constituições anteriores a Constituição de 1988, não versavam de forma global a proteção do meio ambiente. Embora as últimas constituições antes da referida Carta já demonstrava uma preocupação ecológica no que tange nas regras de combate as formas de degradação. Para Milaré 6 as constituições que precederam a de 1988 jamais se preocuparam com a proteção do ambiente de forma específica e global. Nelas sequer foi empregada a expressão meio ambiente, a revelar total despreocupação com próprio espaço em que vivemos. A Constituição do Império de 1824, não faz qualquer referência à matéria ambiental, apenas cuidando da proibição de indústrias contrárias à saúde do cidadão, a medida já traduzia certo avanço no contexto da época. (art.179 n.24). 6 MILARÉ, Ibid. 2001, p. 230, 231.

11 11 Já a Constituição Republicana de 1891, atribuía competência legislativa à União para legislar sobre as suas minas e terras. (art.34, n.29). A Constituição de 1934 dispensou proteção às belezas naturais, ao patrimônio histórico, artístico e cultural (arts.10, III, e 148); conferiu a União competência em matéria de riquezas do subsolo, mineração, águas, florestas, caça, pesca e sua exploração (art. 5.º e seus incisos). A Carta de 1937 também se preocupou com a proteção dos monumentos históricos, artísticos e naturais, bem como das paisagens e locais especialmente dotados pela natureza (art.134); inc luiu entre as matérias de competência da União, legislar sobre minas, águas, florestas, caça, pesca e suas explorações (art. 16); cuidou ainda da competência legislativa sobre subsolo, águas e florestas no art.18, onde também tratou da proteção das plantas e rebanhos contra moléstias e agentes nocivos. A Constituição de 1946, além de manter a defesa do patrimônio histórico cultural e paisagístico (art.175), conservou como competência da União legislar sobre normas gerais da defesa da saúde, das riquezas do subsolo, das águas, florestas, caça e pesca. A Constituição de 1967 preocupou-se em demonstrar a necessidade de proteção ao patrimônio histórico, cultural e paisagístico (art.172, parágrafo único): relatando ser atribuições de a União legislar sobre normas gerais de defesa da saúde, sobre jazidas, florestas, caça, pesca e águas (art.8.º). A Carta de 1969, cuidou também da defesa do patrimônio histórico, cultural e paisagístico (art.180, parágrafo único). Seguindo esse mesmo raciocínio, podem-se extrair traços em comum entre as várias Constituições Brasileiras: a)desde a Constituição de 1934, todas cuidaram da proteção do patrimônio histórico, cultural e paisagístico do país; b) Houve constante indicação no texto constitucional da função social da propriedade (1934, art.115; 1946, arts. 147 e 148;1967, art. 157, III e 8.º; 1969, arts. 160,III e 163), solução que não tinha em mira ou era insuficiente para proteger efetivamente o patrimônio ambiental; c) Jamais se preocupou o legislador constitucional em proteger o meio ambiente de forma específica e global, mas sim dele cuidou de maneira diluída e mesmo casual, referindo-se separadamente a alguns de seus elementos integrantes (florestas, caça, pesca), ou então disciplinando matérias com ele

12 12 indiretamente relacionadas (mortalidade infantil, saúde, propriedade). 7 Beltrão 8, por sua vez descreve que a Constituição consiste na lei suprema do ordenamento jurídico do Estado. O principio da supremacia da Constituição, esta se coloca no topo do ordenamento jurídico de uma nação; todas as demais normas apenas serão legítimas na medida em que se conformarem com as normas constituciona is. Neste contexto, a Constituição Federal do Brasil de 1988 é reconhecida internacionalmente como merecedora de elogios quanto à preocupação ambiental que ostenta. De fato, a Carta de 1988 apresenta uma série de preceitos quanto à tutela ambiental, seja de forma fragmentada em diversos capítulos, seja em capítulo específico do ambiente. Apesar de ser dotada de um capítulo próprio para as questões ambientais, a Constituição Federal de 1988, ao longo de diversos outros artigos, trata das obrigações da soc iedade e do Estado brasileiro para com o meio ambiente. A fruição de um meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado foi erigida em direito fundamental pela ordem jurídica vigente. Somente após a promulgação da Constituição Federal brasileira de 1988, o meio ambiente passou a ser formalmente considerado um bem jurídico, ou seja, trouxe grandes inovações na esfera ambiental, sendo tratada por alguns como Constituição Verde, de forma diferenciada dos textos constitucionais anteriores, sendo assim o legislador de 1988 procurou dar uma efetiva tutela ao meio ambiente. 9 Silva comenta: O ambientalismo passou a ser tema de elevada importância nas Constituições mais recentes. Entra nelas deliberadamente como direito fundamental da pessoa humana, não como simples aspecto da atribuição de órgãos ou de entidades públicas, como ocorria em Constituições antigas. 10 A Lei Fundamental reconhece que as questões pertinentes ao meio ambiente são de vital importância para o conjunto de nossa sociedade, seja porque são necessárias para a preservação de valores que não podem ser mensurados economicamente, ou seja, porque a 7 FERRAZ, Antônio Augusto Mello de Camargo, Édis Milaré e Hugo Nigro Mazzilli. O Ministério Público e a Questão Ambiental na Constituição. Revista Forense. Rio de Janeiro, v. 294, p.157, 158, BELTRÃO, Antônio F. G. Direito Ambiental 3 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2011 p. 59,60. 9 SALLES, Eduardo Pimenta. Direito Ambiental. São Paulo: Atlas, 2008 p. 34, SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional 4.º Ed. São Paulo: Malheiros, p.43.

13 13 defesa do meio ambiente é um principio constitucional que fundamenta a atividade econômica (CF, art. 170, VI). 11 Segundo Silva 12 além das referências apontadas, que se encontram explícitas no texto constitucional, há várias outras que também denotam, ainda que de forma indireta, a tutela ambiental. A Constituição Federal de 1988 inova ao estabelecer um capítulo específico sobre meio ambiente, correspondente ao Capítulo VI do Título VII(Da Ordem Social), que consiste em um único, porém longo, artigo (225). Art Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualid ade de vida, impodose ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 13 O referido caput buscou salientar que os bens ambientais não pertencem à propriedade da União ou dos Estados, mas são ou deveriam ser tão somente administrados por estes no interesse da coletividade em geral, Beltrão descreve que: O caput do art. 225 estabelece ser o meio ambiente ecologicamente equilibrado essencial para a sadia qualidade de vida. Esta relação do meio ambien te como meio para alcançar uma sadia qualidade de vida origina-se da Declaração do Meio Ambiente, adotada pela Conferência das Nações Unidas em Estocolmo, o referido caput do art. 225 da Carta de 1988 prevê a necessidade de preservar o ambiente para as presentes e futuras gerações; em outras palavras, a geração presente tem o dever de preservar os recursos naturais para que as gerações futuras possam ter acesso a estes intergeneration equity. 14 Estabelece o dever do Poder Público, em todos os níveis, de preservar e, caso tenha havido alguma degradação, reparar os processo ecológicos essências. 11 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental 5.º Ed. Revista, ampl. Atual Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2001, p SILVA, José Afonso da. Direito Ambiental Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2002, p Consituição Federal, 88, art BELTRÃO, Ibid, 2011, p.75.

14 14 Segundo Granziera 15 o art. 225 constitui uma inovação no direito constitucional brasileiro, pois, utilizando instrumentos que já constavam da Lei n 6938/81, elevou ao nível da Constituição a temática ambiental. O meio ambiente é definido na Constituição como bem de uso comum do povo, expressão que se refere muito mais a interesse, ou necessidade, que a domínio de propriedade. Nesse mesmo sentido, sendo o meio ambie nte um objeto do interesse de todos, insere-se no rol dos bens tutelados pelo Poder Público, a quem cabe intervir nas atividades públicas, ou particulares com vistas a assegurar a sadia qualidade de vida. Deste modo, a proteção do meio ambiente como um va lor fundamental reveste-se de um caráter comunitário, um direito difuso e visa de forma solidária garantir a proteção do meio ambiente global para todos os seres humanos, contrapõe o valor da qualidade de vida humana contra os riscos da degradação ecológic a contra a apropriação indevida do patrimônio natural causada pela devastação e pela poluição. Reis 16 específica ainda que a Constituição Republicana de 1988 inovou na defesa dos direitos fundamentais ao reconhecer a proteção dos interesses transindividuais criando normas jurídicas diretamente relacionadas à tutela dos Direitos coletivos e difusos. Contudo, o dever fundamental de proteção ambiental tem uma particularidade em relação aos demais, pois esta vinculada não apenas ao interesse das outras gerações, mas aponta também para o futuro. 3. Lei 9605/98 Publicada em 12 de fevereiro de 1988 a Lei n. 9605/98 veio completar o marco jurídico da proteção do meio ambiente, iniciado pela Lei n. 6938/81, pelos artigos 170 e 225 da Constituição Federal e pela Lei n 7347/ A Lei n. 9605/98 contém 82 artigos, distribuídos em oito capítulos. O Capítulo I trata das disposições gerais; o Capítulo II, da aplicação da pena; Capítulo II cuida da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime; o Capítulo IV trata da ação e do processo penal; o Capítulo V cuida dos crimes contra o meio ambiente, sendo eles Crimes contra Fauna, Crimes contra a Flora, Da poluição e outros crimes ambientais, Dos crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural e Crimes contra a Administração Ambiental, por sua vez o Capítulo VI trata da infração 15 GRANZIERA, Maria Luiza Machado, Direito Ambiental. 2 ed. Revista e atualizada, São Paulo: Atlas, 2001, p. 81, REIS, Jair Teixeira dos. Resumo de Direito Ambiental. 4 ed. Revista e atualizada, Niterói, RJ: Impetus, 2008, p. 42, GRANZIERA, Ibid, p. 725.

15 15 administrativa; Capítulo VII cuida da cooperação internacional para preservação do meio ambiente e o capítulo VII, trata das disposições finais. Segundo entendimento de Trennepohl 18, o objetivo maior da lei n. 9605/98 foi suprir uma lacuna há muito existente na legislação ambiental brasileira. Nesse mesmo sentido, pode -se dizer que a Lei dos Crimes ambientais inaugura um novo ramo do Direito Penal Ambiental, em razão do Direito do tratamento legislativo sistemático que se buscou com a penalização dos crimes contra o meio ambiente. No entanto a aplicação desencontrada de multas e punições contra os atentados ao meio ambiente encontrou consolidação na no va lei, pelo fato de reunir, num mesmo diploma, crimes contra a fauna, a flora, a prática de poluições, e até mesmo infrações contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural, fatos estes que residiam esparsos em diversos textos de lei. Outro objetivo que se pode ressaltar na Lei é a reparação do dano ambiental, o intuito da Lei Ambiental é a reparação do dano ambiental, ou a menos sua compensação. A reparação do dano ambiental é uma determinação constitucional do art. 225, 3.º da CF,88 e um dos princ ípios basilares do direito ambiental, qual seja, o principio do poluidor pagador, seguindo este mesmo raciocínio as normas de reparação do dano ambiental previstas na parte geral da presente Lei devem ser compreendidas, sob a ótica: como medidas repressiva s frente aos crimes ambientais, mas também como medidas preventivas de tutela do meio ambiente. 19 Entretanto, Furlan e Fracalossi 20 descrevem que a Lei 9605/98 tutela o meio ambiente ecologicamente equilibrado de forma ampla e global, ou seja, buscando preservá-lo para as presentes e futuras gerações, seguindo este mesmo raciocínio protege não apenas o meio ambiente natural, mas também o artificial, o cultural e do trabalho. Cabe ressaltar que Lei 9605/98 não menciona expressamente a proteção ao meio ambiente do trabalho; no entanto, com base nas normas referentes à poluição este pode ser protegido indiretamente. Ressalta-se ainda, ao que se refere ao bem jurídico protegido pela Lei 9605/98 é um direito imaterial e difuso, apesar de ser imaterial, não pode ser confundido com um bem fictício, e sim como um 18 TRENNEPOHL, Terence Dorneles. Manual de Direito Ambiental, 5 ed. São Paulo: Saraiva 2010, p. 157, MACIEL, Luis Flávio Gomes Silvio. Crimes Ambientais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p SILVA, Anderson Furlan Freire da, W illian Fracalossi. Direito Ambiental Rio de Janeiro: Forense, 2010, p.416,417.

16 16 somatório dos bens materiais em espécie como, por exemplo, flora, fauna, patrimônio cultural etc. Desse modo o bem jurídico ambiental tem a função de reunir o resultado do somatório dos bens ambientais em sentido estrito. Portanto, pode-se dizer que a Lei dos Crimes Ambientais protege não só o bem jurídico ambiental, mas também protege o direito dos cidadãos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo o mesmo um direito fundamental garantido pela Constituição Federal, preservando a sadia qualidade de vida das futuras gerações. Padilha 21 descreve a Lei de Crimes ambientais como uma iniciativa de sistematizar o Direito Penal Ambiental, no entanto a uniformização da legislação acerca do tema não revogou totalmente a previsão de crimes ou contravenções previstos na legislação anterior, pois as legislações posteriores continuaram a prever os crimes ambientais. Cabe ressaltar que é inegável a importância da edição da Lei 9605/98, pois a mesma representa um marco jurídico do Direito Ambiental, tendo vista que ainda proporciona debates acerca dos pontos positivos e negativos após 10 anos de sua edição. A Lei de Crimes ambientais trouxe contribuições ao tutelar criminalmente o meio ambiente, principalmente o cumprimento do mandamento constitucional de responsabilização penal das pessoas jurídicas. Para que haja responsabilização das pessoas jurídicas é necessária que figure no polo passivo da ação uma pessoa física. Segundo Padilha 22, a responsabilidade penal da pessoa juríd ica foi determinada pela Constituição Federal de 88 (art. 225, 3º), e é adotada pela Lei de Crimes Ambientais, sendo alvo de debates polêmicos e acirrados, na seara doutrinaria e jurisprudencial, uma vez que rompe com um posicionamento clássico do Direit o Penal, o conceito da pessoalidade da aplicação da repressão penal. Para que se dê a responsabilidade da pessoa jurídica por crime ecológico é necessário, portanto, o cometimento da infração penal por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, bem como, que a infração tenha sido cometida no interesse ou beneficio da pessoa jurídica. 21 PADILHA, Ibid, 2010, p. 298 e PADILHA, Ibiden, 2010, p Art. 3º. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativas, civil e penalmente conforme o dispositivo nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou beneficio da sua entidade.

17 17 Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou participes do mesmo fato. 23 Segundo Milaré e Junior 24, o não impedimento do evento só poderá ser equiparado a sua causação quando houver a obrigação especifica de atalha-lo. Permanecerão fora da relação causal omissiva todos os casos de deveres genéricos, que impliquem uma simples movimentação, e não um impedimento efetivo do resultado, mesmo que a conduta omissiva se revele uma condição indispensável ao evento. A responsabilidade civil e penal das pessoas jurídicas sofrerá uma restrição, graças ao disposto neste dispositivo. Assim, só terá cabimento quando a infração se fizer no interesse ou beneficio da entidade a qual pertença a pessoa jurídica. Já no parágrafo único não se trata da responsabilidade por ricochete ou de empréstimo, feita pela p essoa jurídica a pessoa física e referida pela doutrina francesa. São as pessoas físicas que respondem por sua conduta efetiva. Ou seja, despicienda a referencia ao participe, que é o co-autor. A jurisprudência aponta no sentido de que a responsabilidade penal da pessoa jurídica pela pratica de delitos ambientais advém de uma escolha política, como forma não apenas de punição das condutas lesivas ao meio ambiente, mas também de prevenção geral e especial. Shecaira 25 relata que é impensável haver responsabilidade coletiva sem a coautoria da pessoa individual, em face da relevância daquela conduta para o reconhecimento do crime da pessoa coletiva e deste coautor para a execução do crime. Nesse sentido, há que se falar também na responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público, já que a lei não especifica se a pessoa jurídica é de direito público ou privado. No entanto, no entendimento de Gomes 26, não vemos motivo para excluir da responsabilização da pessoa jurídica de direito público que, com certa frequência envolve-se em delitos ambientais. Faz parte do que estamos chamando de Direito sancionador ou judicial sancionador, aliás, assim entendido o tema, fica mais fácil admitir a responsabilidade inclusive da pessoa jurídica de direito público. 23 JUNIOR, Arthur Migliari, Crimes Ambientais 2º Ed., Campinas SP: CS Edições Ltda, 2004, p MILARÉ, Edis, JUNIOR, Paulo José da Costa. Direito Penal Ambiental: Comentarios a Lei 9605/98. Campinas: Millenniun, 2002, pg SECHAIRA, Sergio Salomão, Op. Cit., p MACIEL,Idem 2011, p.47.

18 18 Seguindo este mesmo raciocínio, outra inovação da Lei 9605/98 pertinente à responsabilidade da pessoa jurídica é destituição ou desconsideração da personalidade jurídica, ou seja, o que na realidade se depreende é que a desconsideração é enfim aplicada quando a pessoa jurídica em questão foge das finalidades a que foi criada ou mesmo dentro dela, comete atos que, se analisados, demonstra fraude à lei ou ao contrato, em detrimento de terceiros. Art. 4.º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. Segundo entendimento de Maciel 27 a desconsideração da pessoa jurídica é instituto relacionado à responsabilidade civil e administrativa, não tendo qualquer relação com os crimes ambientais. De acordo com Neto 28 os entendimentos doutrinários sobre a responsabilidade penal da pessoa jurídica admitem Paulo Afonso Leme Machado, Édis Milaré, Sergio Salomão Shecaira. Esta corrente tem como um de seus fundamentos principais a Teoria da Realidade ou da Personalidade Real, de Otto Gierke, pela qual as pessoas jurídicas não são meras abstrações ou ficções legais, mas entes reais, com capacidade e vontade próprias e, portanto, podem cometer crimes e sofrer penas. Á culpabilidade penal individual clássica deve -se somar o conceito de culpabilidade social, baseada na ideia da empresa como centro de emanação de decisões. Assim, para que responsabilidade penal da pessoa jurídica, seja aplicada de forma constitucional é indispensável uma reformulação da Teoria do Delito vigente no Brasil, com a introdução de institutos de responsabilização penais específicos à pessoa jurídica, ou seja, o art. 225, 3.º não é autoexecutável, dependendo de regulamentações, com criações de uma teoria do delito das pessoas jurídicas. 29 Analisando o art. 225 em seu parágrafo 3.º, pode -se compreender a ideia de que o meio ambiente é considerado como bem de uso comum do povo, assim sendo essencial para sadia e qualidade de vida, já no que tange as pessoas jurídicas é de apenas reafirmar o que é de domínio público, de que as pessoas naturais estão sujeitas a sanções de natureza penal, e que as pessoas jurídicas estão sujeitas a sanções de natureza jurídica, pois, os seres humanos inerentes à lei são os únicos dotados de consciência, vontade e capacidade de compreender fatos e ações conforme ou desconforme ao direito. 27 MACIEL, Ibidem, 2011, p NETO, Christiano Souza, Breves Reflexões Sobre a Responsabilidade Penal da Pessoa Juridica nos Crimes Ambientais, Curitiba, Jurua, 2003, p MACIEL, Idem, 2011, p.36.

19 19 A previsão adotada pelo art. 3.º da Lei 9605/98 denominada Lei de Crimes Ambientais já estava amparado pela Constituição Federal de 88 em seu art. 225, 3.º. Seguindo da análise do art.3.º, além de responsabilizar civilmente, administrativamente e penalmente a pessoa jurídica, pode-se observar a necessidade de dois requisitos para que se figure no polo ativo a pessoa jurídica que são a de cisão sobre a prática do ato delituoso seja de seu representante legal, contratual, ou de seu órgão colegiado e no interesse ou beneficio da sua entidade, sem excluir a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou participantes do mesmo fato. Sendo assim, o art.225, 3.º da CF/98 e o art. 3.º da Lei 9605/98 permitem a responsabilidade penal da pessoa jurídica, o que torna inquestionável essa possibilidade do societas delinquere potest. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve como embasamento teórico referê ncias a Lei 9605/98 com suas inovações, fornecidas pela Lei 9605/98 em seu artigo 3.º, denominada Lei de Crimes ambientais, dispondo sobre as penas derivadas das condutas de atividades lesivas contra o meio ambiente. Sabe-se que os crimes ambientais são atos que violam as leis de proteção do meio ambiente e que as mesmas eram incorporadas pelo Código Penal brasileiro, embora essas leis fossem regulamentadas por falhas nas mesmas. Assim, com a edição da Lei 9605/98, foram determinadas penas que seriam aplicadas às atividades que pudessem lesar o meio ambiente, incluindo a pessoa jurídica como sujeito ativo do crime. O avanço da Lei é inegável ao ordenamento jurídico ambiental por trazer um tratamento sistemático à tutela penal do meio ambiente. Além de prever condutas e atividades lesivas ao meio ambiente como crimes específicos constitui um passo importante ao novo paradigma jurídico proposto pela Constituição Federal em prol a defesa do meio ambiente, tendo vistas que o Direito Penal não poderia se furtar de dar sua contribuição para a proteção deste bem jurídico essencial para a conquista da sadia qualidade de vida de todos. Ante o exposto, o objetivo maior do referido artigo, diante a lei n. 9605/98, foi relatar uma lacuna que ainda existente na legislação ambiental brasileira, pois a Lei de Crimes ambientais sempre buscou uma penalização dos crimes contra o meio ambiente. Logo, a responsabilidade penal da pessoa jurídica, deve ser aplicada de forma constitucional, sendo indispensável uma reformulação da Teoria do Delito vigente no Brasil, com a introdução d e institutos de responsabilizações penais específicos à pessoa jurídica,

20 20 ou seja, os inclusos no art. 225, 3.º, e que não são autoexecutáveis, pois dependem de regulamentações. Diante disso, a Lei de Crimes ambientais trouxe contribuições ao tutelar criminalmente o meio ambiente, no cumprimento de mandamentos constitucionais de responsabilização penal das pessoas jurídicas. O entendimento da jurisprudência sobre a responsabilização da pessoa jurídica só é admitida mediante a um ente passivo, ou seja, a pessoa física. Desta forma, denota-se que a inovação trazida pela Lei 9605/98 no que se refere à responsabilização das pessoas jurídicas em crimes ambientais é acolhida por grande parte da doutrina. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental 5.º Ed. Revista, ampl. Atual Rio de Janeiro: Lumen Júris, BELTRÃO, Antônio F. G. Direito Ambiental 3 ed. Rio de Janeiro: Forense, BRASIL, Constituição Federal 1988, art FARIAS, Talden Queiroz. Evolução histórica da legislação ambiental. Disponível em: <http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id= 3845> Acesso em: 15 de abr FERRAZ, Antônio Augusto Mello de Camargo, Édis Milaré e Hugo Nigro Mazzilli. O Ministério Público e a Questão Ambiental na Constituição. Revista Forense. Rio de Janeiro, v. 294, p.157, 158, GRANZIERA, Maria Luiza Machado, Direito Ambiental. 2 ed. Revista e atualizada, São Paulo: Atlas, JUNIOR, Arthur Migliari, Crimes Ambientais 2º Ed., Campinas SP: CS Edições Ltda, KLEINHANDLER, Camila Silva, aluna do 10.º semestre de Direito da Universidade Católica de Brasília, do primeiro semestre de MACIEL, Luis Flávio Gomes Silvio. Crimes Ambientais. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011.

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