CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: NORMALIZAÇÃO E AUDITORIAS AMBIENTAIS PROF a : NAZARÉ FERRÃO TURMA: 8-DADM

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: NORMALIZAÇÃO E AUDITORIAS AMBIENTAIS PROF a : NAZARÉ FERRÃO TURMA: 8-DADM"

Transcrição

1 1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA: NORMALIZAÇÃO E AUDITORIAS AMBIENTAIS PROF a : NAZARÉ FERRÃO TURMA: 8-DADM RESPONSABILIDADES PROVENIENTES DE ACIDENTES AMBIENTAIS Autor: Antônio Carlos Freitas de Gusmão Os acidentes ambientais podem acarretar, além de sanções nas esferas administrativa e criminal, obrigações de reparar, indenizar ou compensar os danos causados, direta ou indiretamente, pelas empresas envolvidas. Fica, portanto evidente a necessidade de se manter um eficaz e permanente controle sobre todos os componentes dessa atividade. A Constituição Federal, de 1988, dedica o capítulo VI, Art. 225, ao meio ambiente estendendo a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as futuras gerações. O parágrafo 30, do Art. 225, estabelece que: as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão aos infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar danos causados. Esta norma constitucional, que se destaca no capítulo referente ao meio ambiente iniciou as responsabilizações nas esferas administrativa, civil e criminal das pessoas físicas e jurídicas, pois determinadas condutas podem configurar um crime ou contravenção penal. A partir da Lei 6.938/8 (PNMA), o direito ao meio ambiente passou a ser considerado interesse difuso, isto é, não pertence a cada um individualmente, e sim a todos coletivamente. O interesse está difuso na sociedade, todos têm direito a uma meio ambiente saudável. O Brasil adotou a responsabilidade objetiva para todo e qualquer dano ambiental causado. A responsabilidade objetiva A responsabilidade objetiva não abre exceções para os acidentes, que são considerados riscos do negócio. Quando se liga com atividades com maior risco de causar danos a terceiros, deve-se considerar a possibilidade de identificar possíveis causas de um acidente (previsibilidade). Situações clássicas tradicionalmente aceitas pela doutrina brasileira como excludentes de punibilidade não são mais admitidas nos casos de danos ambientais, na esfera civil. A responsabilidade objetiva estabelece que todo aquele que deu causa responde pelo dano, basta provar o nexo causal entre a atividade produtiva e o dano ambiental. É objetiva no sentido que independe de um elemento subjetivo, a culpa, que antes era fundamental na apuração de responsabilidades provenientes de danos causados ao meio ambiente. Não é preciso provar a culpa, que se tomou irrelevante, só é preciso estabelecer anexo causal. A ausência de culpa não é mais excludente de responsabilidade. A empresa pode alegar que não desejava causar aquele dano, que fez tudo para evitá-lo, mas o tipo de responsabilidade que irá responder é A Responsabilidade Ilimitada. Hoje, para efeitos de ressarcimento na área cível, não há mais dano ambiental tolerável. Não existe mais a possibilidade de uma atividade produtiva se excluir de responsabilidade alegando um dano residual, o dano permissível. Tudo pode gerar um ressarcimento especifico. Mesmo o transportador, com licença ambiental para o transporte de produtos perigosos, se produzir danos ao meio ambiente, será responsabilizado. A força maior e o caso fortuito são considerados fatos alheios à vontade, que apresentam como principal característica a imprevisibilidade. Entretanto, na área ambiental não vigoram esses princípios. A partir do momento que a nova lei abandonou o conceito de culpa, também eximiu a força maior e o caso fortuito como excludentes do dever de ressarcir. Portanto, até mesmo um fenômeno natural, se for a causa, não exclui a responsabilidade e a punibilidade por um acidente ambiental. É a Teoria do Risco Assumido, cujo fundamento se baseia em que só se atua numa área perigosa, se tiver capacidade de assumir todos os riscos inerentes aquela atividade. Quem atua numa atividade perigosa, deve ser responsável por qualquer dano causado. Assume o risco, ou não exercerá aquela função. 1. Responsabilidade Civil

2 O instituto que torna possível a função reparatória é o da Responsabilidade Civil, para reparar o prejuízo sofrido reduzindo ao máximo os efeitos daquela agressão. A responsabilização na esfera civil alcança o dano cometido, pois a preocupação imediata consiste na possibilidade de reparação. Para haver responsabilidade civil tem que ocorrer um dano e o objetivo é a reparação ou indenização dos danos. Para se caracterizar a responsabilidade civil, são necessários os elementos objetivo e subjetivo, isto é, duas condições devem ser atendidas: a) Objetiva: Relação de causa e efeito entre o ato e o dano causado; b) Subjetiva: Ter sido o dano causado por culpa ou dolo. A Lei 6.938/81(PNMA), no artigo 3 0, inciso IV, define o poluidor como: a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental. No caso de acidente no transporte de produtos perigosos, de acordo com a lei, a responsabilidade civil atinge não só o transportador, que é o poluidor direto, como também o fabricante e destinatário do produto, considerados os poluidores indiretos. Quem fabrica um produto perigoso está assumindo os riscos de um evento futuro e as conseqüências que aquele produto causar, mesmo não sendo o responsável direto pelo acidente. O nexo causal está mais distante, mais enfraquecido, mas a responsabilidade civil existe e ainda é solidária. É a chamada solidariedade passiva dos responsáveis indiretos pelo dano ambiental, que numa situação de acidente no transporte de produtos perigosos seriam o fabricante e o destinatário da carga. Por isso se tornou importante fabricante e destinatário conhecerem e auditarem o transportador que presta serviço para eles. O fato de contratar uma empresa sem autorização ou licença para transportar produtos perigosos já se constitui num risco inadmissível para fabricantes e destinatários Responsabilidade Penal Além da ação civil, as empresas podem ser multadas na esfera administrativa pelos órgãos de controle ambiental. Na área criminal é diferente, isto é, a apuração do elemento subjetivo culpa passa a ser fundamental. A responsabilidade criminal é baseada na culpa. A responsabilidade penal da pessoa jurídica já era citada no Art. 225, par. 1 0 da Constituição Federal, e foi complementada pela Lei 9.605/88 ( LCA) (Art. 2 0 ). A Lei 9.605/88 iniciou a criminalização na área ambiental e introduziu algumas inovações, entre as quais se destacam a responsabilização e a punição penal da pessoa jurídica. O Decreto Federal 3.179/99, regulamentou a Lei 9.605/88 e estabeleceu as sanções administrativas. A punição da pessoa jurídica é polêmica no sentido que o objetivo não é colocar o contrato social entre as grades, mas a sanção é no sentido da suspensão parcial ou total das atividades da empresa, que em alguns casos pode representar a sua pena de morte. Para aplicação da pena o juiz deverá observar o histórico e não havendo antecedentes ambientais a lei estabelece que o juiz pode substituir a pena. O fato criminoso deve ser relevante, é o Principio da Significância, já consagrado no direito brasileiro. A responsabilização penal é diferente em relação à responsabilidade civil. O Código Penal em seu Art. 2 0 define que: não há crime sem lei anterior que o defina. A responsabilidade penal exige os seguintes pressupostos: a) Não há crime nem pena, sem prévia previsão legal; b) Não há crime sem dolo ou culpa. A característica marcante da Lei 9605/98, que se constitui numa lei penal que tipifica dano ambiental como crime, consiste na não utilização do encarceramento como norma geral. Em muitos aspectos, inclusive, a lei foi mais benevolente que o próprio Código Penal, quando, por exemplo, permitiu a substituição da pena privativa de liberdade para os crimes culposos ou com apenação inferior a quatro anos (Art. 7 0, inciso I). 3. Responsabilidade Solidária A responsabilidade pode ser partilhada. A Lei 6.938/81 também introduziu o Principio da Solidariedade, no qual o causador indireto também é responsável, alguém tem que se responsabilizar pelo dano. Hoje se admite a solidariedade dos responsáveis pelo dano ambiental. É possível se propor Ação de Responsabilidade Civil contra qualquer dos responsáveis pelo dano ou contra todos em conjunto. Além de

3 objetiva, a responsabilidade, que não tem limites, atinge aos responsáveis diretos e indiretos. O Principio da Solidariedade estabelece que em caso de acidentes ou vazamentos que representem situações de perigo ao meio ambiente ou a pessoas, bem como na ocorrência de passivos ambientais, os fabricantes e destinatários da carga responderão solidariamente, pela adoção de medidas para controle da situação emergencial, e para o saneamento das áreas impactadas, de acordo com as exigências formuladas pelo órgão ambiental. No caso do transporte de produtos perigosos, o responsável direto é o proprietário do caminhão e o indireto é a indústria que fabrica ou o destinatário que recebe o produto, que respondem solidariamente pelo dano causado. O promotor geralmente move a ação contra quem tem mais recursos para arcar com o ônus da reparação (comparando ao direito civil, em que o fiador tem patrimônio). O responsável mais direto é a transportadora, mas fabricante e destinatário podem ser acionados. A lei permite que se faça isso, pois é considerado poluidor quem direta ou indiretamente causa o dano. A empresa pode tentar se excluir da responsabilidade alegando que sua responsabilidade termina quando o produto é expedido, que não se envolve com o transporte que é uma atividade terceirizada. Todas essas alegações são irrelevantes, basta estabelecer o nexo causal. O responsável indireto pode ser responsabilizado, pois a responsabilidade é solidária. Quanto mais a indústria auditar, fiscalizar, medir, promover treinamentos, ingerir no transportador, mais ela reduz a probabilidade da ocorrência de um acidente. A lei menciona aqueles que tenham causado danos direta ou indiretamente e, com isso, estabelece solidariedade passiva entre todos os envolvidos no processo de transporte. Se a Justiça entender que quem deve reparar o dano é o responsável indireto, este tem o direito de regresso, se for capaz de provar que acidente aconteceu por culpa do transportador Quantificação do Dano Ambiental O dano a um recurso ambiental é igual ao custo de restaurar o recurso danificado acrescido do valor econômico perdido durante o período em que o recurso ficou danificado. O valor econômico total dos recursos naturais pode ser classificado em duas categorias: valor de uso e valor de não-uso : a) Valor de Uso é aquele que os indivíduos atribuem a um recurso natural pelo uso presente ou pelo seu uso potencial no futuro, podendo ter seu preço determinado pelo mercado; b) Valor de não-uso é aquele dissociado do uso, refletindo o valor intrínseco do recurso natural. Este é função de uma posição moral, cultural ou ética em relação ao direito de existência de espécies não-humanas ou de preservação de outras riquezas naturais. A avaliação dos reais efeitos causados nos ecossistemas de um local impactado por um acidente ambiental não é tarefa simples, dependendo da base de dados ambientais disponível. A falta de informações para alguns ecossistemas, dificulta as comparações, entre o antes e o depois, em áreas mais extensas. Neste caso, extrapolações devem ser feitas com cuidado, uma vez que situações homogêneas dificilmente são encontradas na natureza e também pelo fato de que o acidente atingiu um ambiente já alterado por diversos tensores. Por outro lado, quando os custos da degradação ambiental não são pagos por aqueles que a geram, estes custos são externalidades para o sistema econômico. Ou seja, custos que afetam terceiros sem a devida compensação. Diante da presença destas extemalidades ambientais, faz-se necessária a intervenção governamental, tarefa esta legitima e não trivial. O grande desafio consiste em desenvolver metodologias de valorização econômica das externalidades ambientais, levando em conta que estas ao serem aplicadas fazem uso de algumas simplificações, e, portanto apresentam limitações na captura do valor econômico do dano ambiental, sendo necessário que se explicite com exatidão os limites dos valores estimados e o grau de validade de suas mensurações. Assim, a valorização econômica ambiental pode ser de extrema utilidade na tomada de decisão, mas, realizá-la requer admitir e definir limites de incerteza científica que extrapolam a ciência econômica Definição e Dano Ambiental Poluição no Meio Ambiente do Trabalho

4 A noção de dano assenta-se classicamente no prejuízo resultante de uma lesão a direito, aniquilamento ou alteração de um bem jurídico. Ao se cogitar do dano ambiental, tem-se em vista a destruição ou lesão ao meio ambiente, ou seja, a própria compreensão de poluição ambiental. A Lei n /81 define como poluição a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população ou afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente (Art.3 0, III), e como polidor a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental (Art. 3 0,IV). A degradação no ambiente do trabalho, resultante de atividades que prejudicam a saúde, a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, ocasiona-lhe poluição, impondo ao poluidor a obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados independente da existência de culpa (Art. 4 c/c O Art. 14 da Lei n /81). A poluição do meio ambiente de trabalho deve ser entendida como a degradação da salubridade do ambiente que afeta diretamente a saúde dos próprios trabalhadores. Inúmeras situações alteram o estado de equilíbrio do ambiente: os gases, as poeiras, as altas temperaturas, os produtos tóxicos, as irradiações, os ruídos, a própria organização do trabalho, assim como o tipo de regime de trabalho, as condições estressantes em que ele é desempenhado (trabalhos noturnos, trabalhos em turnos de revezamento), enfim, tudo aquilo que prejudica a saúde, o bem-estar e a segurança dos trabalhadores. 4.2-Sanções Penais e Administrativas decorrentes das Atividades Lesivas ao Meio Ambiente 4 A Constituição Federal, em seu Art , menciona que: As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. A Carta Magna deu um passo importante na matéria, ultrapassando o caráter pessoal da responsabilidade penal e alcançando a pessoa jurídica poluidora como sujeito do crime ecológico. Observamos que se torna necessário superar a clássica compreensão de que societas delin quere non potest, admitindo a possibilidade da responsabilidade penal das pessoas jurídicas, partindo da necessidade de punir, de algum modo, aquela vantagem que a pessoa jurídica confere da atividade ilícita do empresário ou dos administradores e que a pena a eles aplicada não consegue suprir, visto que se amolda às suas próprias condições econômicas e não às do ente coletivo que representam. Do ponto de vista infraconstitucional, o Art. 15 da Lei n /81, alterado pela Lei 9605/98, determina a conduta criminosa sujeita a multa e detenção do infrator para aqueles que praticarem condutas danos ao patrimônio ambiental. O Ministério Público da União e o dos Estados têm responsabilidade para propor ação de responsabilidade criminal por danos causados ao meio ambiente. Menciona José Luiz Dias Campos que: o perigo deve apresentar-se direto e iminente, isto é, como realidade concreta, efetiva, presente, imediata (exposição a substância altamente tóxica, sílica em suspensão, benzeno, cloro, máquinas perigosas sem proteção, operários em grandes alturas, sem equipamentos de proteção, etc.). 4.3 Sanções Administrativas Previstas na Lei de Política Nacional de Meio Ambiente O não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção dos inconvenientes e danos causados pela degradação da qualidade ambiental sujeita os transgressores a diversas punições administrativas: multa simples ou diária perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito e suspensão da atividade. A multa é a sanção mais comum nas infrações administrativas, possuindo natureza pecuniária. Tem o objetivo de punir o infrator, coibindo o dano ambiental (Art. 14, I). A perda ou restrição de benefícios e incentivos fiscais significa sanção mais grave que a multa, na medida em que origina prejuízo econômico de monta ao infrator. A forma de concessão de incentivos é regulada em diversos diplomas legais. A perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito constitui outra sanção administrativa. Aos infratores estabelece-se sanção de perda (forma mais grave) ou restrição (menor gravidade) dessa participação. A suspensão de atividade caracteriza-se como outra sanção administrativa prevista na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente. A atividade licenciada pela autoridade competente pode ser

5 suspensa tendo em vista a nocividade da atividade poluidora. Suspensão pode ser definitiva ou temporária. O Dr. Paulo Affonso Leme Machado relata constatada a infração e conhecido o seu autor ou autores, a Administração não poderá deixar de aplicar uma pena (1995:212). O autor com propriedade estabelece que existem duas fases de punição: a aplicação da pena e a escolha da pena, colocando que: A aplicação da pena não fica ao alvedrio do administrador, pois a Lei é induvidosa ao utilizar a expressão sujeitará ; que evidentemente difere de poderá sujeitar Provada a materialidade e a autoria da infração, a impunidade virá caracterizar um crime de prevaricação do administrador ambiental (ArL 319 do CP), desde que esse administrador tenha deixado de praticar seu ato de ofício, atendendo a interesse ou sentimento pessoal (lucro, suborno, amizade, preguiça ou inércia). A outra fase de punição é a escolha do tipo de punição. Essa segunda fase é discricionária, cabendo ao administrador decidir qual aplicará A Lei dos Crimes Ambientais A Lei 9.605/98 introduz a criminalidade da conduta do empregador e determina as penas previstas para as condutas danosas ao patrimônio ambiental. Destaca-se nesta Lei,a questão da tripla responsabilidade, isto é, as disposições gerais enquadram as hipóteses de responsabilização das pessoas jurídicas, seus diretores e funcionários. As empresas serão responsabilizadas administrativamente, civil e penalmente quando a infração for cometida por decisão do seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício de sua entidade. (Art. 3 o ). Com a importância que o meio ambiente vem assumindo nos dias de hoje, é importante interpretarmos de forma cuidadosa as alterações impostas à Lei 6.938/81. Em 1981 foi promulgada 6.938, que definiu em seu Art. 9 inciso XII (na redação que lhe deu a Lei 7.804/89, o Cadastro Técnico Liberal Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais. As alterações da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente - Lei 6.939/81 alterada pela Medida Provisória 2.015/99 resultaram em grande polêmica na comunidade industrial gerando várias ações coletivas contra o governo pois a CNI (Confederação Nacional da Indústria> questiona a legalidade da cobrança exigida pelo governo para este cadastramento. Inovação apresentada pela Lei dos Crimes Ambientais Antes Depois Leis esparsas, de difícil aplicação A legislação ambiental é consolidada; As penas têm uniformização e gradação adequada e as infrações são claramente definidas Pessoa jurídica não era responsabilizada Define a responsabilidade da pessoa jurídica - criminalmente inclusive a responsabilidade penal - e permite a responsabilização também da pessoa física Pessoa jurídica não tinha decretada quando cometia infração ambiental. liquidação A reparação do dano ambiental não extinguia a punibilidade Impossibilidade de aplicação direta de pena restritiva de direito ou multa Aplicação das penas alternativas era possível para crimes cuja pena privativa de liberdade fosse aplicada até 02 (dois) anos A destinação dos produtos e instrumentos da infração autora ou co-autora da infração. Pode ter liquidação forçada no caso de ser criada e/ou utilizada para permitir, facilitar ou ocultar crime definido na lei. E seu patrimônio é transferido para o Patrimônio Penitenciário Nacional. A punição é extinta com apresentação de laudo que comprove a recuperação do dano ambiental A partir da constatação do dano ambiental, as penas alternativas ou a multa podem ser aplicadas imediatamente É possível substituir penas de prisão até 04 (quatro) anos por penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade. A grande maioria das penas previstas na lei tem limite máximo de 04 (quatro) anos. Produtos e subprodutos da fauna e flora podem ser

6 6 não era bem definida. Matar um animal da fauna silvestre mesmo para se alimentar, era crime inafiançável, Maus tratos contra animais domésticos e domesticados era contravenção. Não havia disposições claras relativas a experiências realizadas com animais Pichar e grafitar não tinham penas claramente definidas, A prática de soltura de balões não era punida de forma clara. Destruir e danificar plantas de ornamentação em áreas públicas ou privadas, era considerado contravenção O acesso livre às praias era garantido, entretanto, sem prever punição criminal a quem impedisse. Desmatamentos ilegais e outras infrações contra a flora eram considerados contravenções. A comercialização, o transporte, e o armazenamento de produtos e subprodutos florestais eram punidos como contravenção. A conduta irresponsável de funcionários de órgãos ambientais não estava claramente definida. As multas, na maioria, eram fixadas através de instrumentos normativos passíveis de contestação judicial. A multa máxima por hectares, metro cúbico ou fração era de R$ 5mil doados ou destruídos, e os instrumentos utilizados quando da infração podem ser vendidos. Matar animais continua sendo crime. No entanto, para saciar a fome do agente ou da sua família, a lei descriminaliza o abate. Além dos maus tratos, o abuso contra estes animais, bem como aos nativos ou exóticos, passa a ser crime. Experiências dolorosas ou cruéis em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, são consideradas crimes, quando existirem recursos alternativos A prática de pichar, grafitar ou de qualquer forma conspurcar edificação ou monumento urbano, sujeita o infrator a até um ano de detenção. Fabricar, vender, transportar, ou soltar balões, pelo risco de causar incêndios em florestas e áreas urbanas, sujeita o infrator à prisão e multa. Destruição, dano, lesão ou maus tratos às plantas de ornamentação é crime, punido por até 1(um) ano Quem dificultar ou impedir o uso público das praias está sujeito a até 5(cinco) anos de prisão. O desmatamento não autorizado agora é crime, além de ficar sujeito a pesadas multas. Comprar, vender, transportar, armazenar madeira, lenha ou carvão, sem licença da autoridade competente, sujeita o infrator a até1(um) ano de prisão e multa. Funcionário de órgão ambiental que fizer afirmação falsa ou enganosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados em procedimentos de autorização ou licenciamento ambiental, pode pegar até 3(três) anos de cadeia. A fixação e aplicação de multas têm força de lei. A multa administrativa varia de R$ 50 a R$ 50 milhões

7 7

Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais

Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais Dr. Luiz Carlos Aceti Júnior Especialista em Direito Empresarial Ambiental Pós-graduado em Direito das Empresas Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais 1. Leis esparsas, de difícil aplicação.

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA No Brasil, as leis voltadas para a conservação ambiental começaram a partir de 1981, com a lei que criou a Política Nacional do Meio Ambiente. Posteriormente, novas leis

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

Atualização em legislação ambiental

Atualização em legislação ambiental Atualização em legislação ambiental Lei de Crimes Ambientais Ilidia da A. G. Martins Juras Consultora Legislativa da Câmara dos Deputados Noções básicas Leis anteriores a 1998 que incluíam tipos penais

Leia mais

O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. João Batista Machado Barbosa

O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. João Batista Machado Barbosa O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS João Batista Machado Barbosa DIREITO PENAL AMBIENTAL OBJETIVO Fazer com que a audiência compreenda os princípios e normas que constituem o Direito Penal Ambiental

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 4.548, DE 1998 (Apensos os Projetos de Lei nºs 4.602/98, 4.790/98 e 1.901/99) Dá nova redação ao caput do artigo 32 da Lei nº 9.605, de

Leia mais

2 - Como as penas são aplicadas

2 - Como as penas são aplicadas 1 de 8 10/16/aaaa 11:40 Meio Ambiente A Lei de Crimes Ambientais Nome A Lei de Crimes Ambientais Produto Informação Tecnológica Data Setembro - 2000 Preço - Linha Meio Ambiente Resenha Informações resumidas

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL DIREITO NO BRASIL CONTEXTO NACIONAL Ordenamento Jurídico; O meio ambiente na constituição federal; Política Nacional do Meio Ambiente; SISNAMA; Responsabilidades civil; Responsabilidade penal ambiental;

Leia mais

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES JURÍDICAS Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data:23/06 Aula nº 02 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR (Promotor de Justiça SP/2010) 01. Na ação de responsabilidade

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL I CONGRESSO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL Mariza Giacomin Lozer Patrício Advogada (FESV).

Leia mais

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Rodolfo Torres Advogado Assessor Jurídico do INEA Especialista em Direito Ambiental pela PUC/RJ Fiscalização: noções gerais Manifestação do

Leia mais

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART 225 - Todos tem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder

Leia mais

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011 (Do Sr. Neri Geller) Susta os efeitos dos dispositivos que cita do Decreto 6.514, de 22 de julho de 2008, o qual dispõe sobre as infrações e sanções administrativas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIAS DO AMBIENTE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIAS DO AMBIENTE UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: CIÊNCIAS DO AMBIENTE Docência assistida: Prof.º Fábio Remy de Assunção Rios

Leia mais

Experiência: SISTEMA DE INFORMAÇÕES PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL: EXEMPLO DE COOPERAÇÃO INTERINSTITUCIONAL PARA MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL

Experiência: SISTEMA DE INFORMAÇÕES PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL: EXEMPLO DE COOPERAÇÃO INTERINSTITUCIONAL PARA MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL Experiência: SISTEMA DE INFORMAÇÕES PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL: EXEMPLO DE COOPERAÇÃO INTERINSTITUCIONAL PARA MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL Ministério do Meio Ambiente Secretaria Executiva Responsável:

Leia mais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE Ministério Público do Estado de Minas Gerais Fechamento de barragens Aspectos institucionais; Fechamento de mina X fechamento de barragem. Teoria da responsabilidade

Leia mais

Responsabilidade Socioambiental

Responsabilidade Socioambiental Fernando Tabet Responsabilidade Socioambiental Resíduos Sólidos Classificação (NBR 10.004:2004) Classe I - Perigosos Resíduos Classe II Não Perigosos Classe II-A - Não Inertes Classe II-B - Inertes Gerenciamento

Leia mais

Legislação Anterior Novo Código Florestal Avanços

Legislação Anterior Novo Código Florestal Avanços A APP era computada a partir das margens de rio ou cursos d água, pelo nível mais alto do período de cheia. Várzeas eram consideradas parte dos rios ou cursos d água, porque são inundadas durante o período

Leia mais

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro

Responsabilidade Criminal Ambiental. Paulo Freitas Ribeiro Responsabilidade Criminal Ambiental Paulo Freitas Ribeiro Constituição Federal Artigo 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL AMBIENTAL SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei n 9.985, de 18 de julho de 2004) O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) é o conjunto de diretrizes e procedimentos oficiais

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL

RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL RESPONSABILIDADE CIVIL NO DIREITO AMBIENTAL O ordenamento jurídico pátrio, em matéria ambiental, adota a teoria da responsabilidade civil objetiva, prevista tanto no art. 14, parágrafo 1º da Lei 6.938/81

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. RESPONSABILIDADE CIVIL É A OBRIGAÇÃO QUE INCUMBE A ALGUÉM DE

Leia mais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Edimundo Almeida da Cruz Geógrafo, Analista Ambiental (GCA-SLM-IEMA) Contato: edimundo-cruz@hotmail.com IEMA-CLM: (27) 3636-2580, 3636-2583

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

Legislação Ambiental PNMA - POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Disciplina: Ciências do Ambiente Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues

Legislação Ambiental PNMA - POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Disciplina: Ciências do Ambiente Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues Legislação Ambiental PNMA - POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Disciplina: Ciências do Ambiente Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues O QUE É GESTÃO AMBIENTAL? "O controle apropriado do meio ambiente

Leia mais

LEIS PENAIS ESPECIAIS

LEIS PENAIS ESPECIAIS LEIS PENAIS ESPECIAIS Prof. Marcel Figueiredo Gonçalves Especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal (PUC-SP) Mestre em Ciências Jurídico-Criminais (Universidade de Lisboa) www.cienciacriminal.com

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS Atividade de intermediação de negócios imobiliários relativos à compra e venda e locação Moira de Toledo Alkessuani Mercado Imobiliário Importância

Leia mais

CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI. Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL

CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI. Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL CONTADOR JOSE LUIZ VAILATTI Lei 12. 846/2013 LEI ANTI CORRUPÇÃO EMPRESARIAL Atender às exigências internacionais de combate a corrupção Estimular a prática do compliance. Ética corporativa na administração.

Leia mais

A LEI DA NATUREZA INOVAÇÕES DA LEI

A LEI DA NATUREZA INOVAÇÕES DA LEI A LEI DA NATUREZA Antes INOVAÇÕES DA LEI Depois Leis esparsas, de difícil aplicação A legislação ambiental é consolidada; As penas têm uniformização e gradação adequadas e as infrações são claramente definidas.

Leia mais

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Contabilidade Ambiental e a Sustentabilidade nas Empresas Luis Fernando de Freitas Penteado luisfernando@freitaspenteado.com.br www.freitaspenteado.com.br PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Dificuldade de definição

Leia mais

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Responsabilidade Civil nas Atividades Empresariais Para Reflexão Ao indivíduo é dado agir, em sentido amplo, da forma como melhor lhe indicar o próprio discernimento, em juízo de vontade que extrapola

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela;

Leia mais

LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981

LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber

Leia mais

Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade

Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade Âmbito de Discussão Medidas discutidas com: Casa Civil Ministério da Justiça Controladoria-Geral da União Advocacia-Geral da União Ministério do Planejamento,

Leia mais

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu a sanciono a seguinte Lei:

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu a sanciono a seguinte Lei: Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Faço saber

Leia mais

AGEOS Associação Gaúcha de Obras de Saneamento. Giovani Agostini Saavedra Saavedra & Gottschefsky Advogados Associados

AGEOS Associação Gaúcha de Obras de Saneamento. Giovani Agostini Saavedra Saavedra & Gottschefsky Advogados Associados AGEOS Associação Gaúcha de Obras de Saneamento Giovani Agostini Saavedra Saavedra & Gottschefsky Advogados Associados Breve panorama sobre a nova Lei Anticorrupção Giovani Agostini Saavedra Contexto da

Leia mais

SEMANA DO MEIO AMBIENTE LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011. Ricardo Carneiro Junho/2014

SEMANA DO MEIO AMBIENTE LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011. Ricardo Carneiro Junho/2014 SEMANA DO MEIO AMBIENTE LICENCIAMENTO AMBIENTAL LEI COMPLEMENTAR Nº 140/2011 Ricardo Carneiro Junho/2014 Constituição da República Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal

Leia mais

Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Texto Atualizado Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação

Leia mais

TÍTULO: A INDENIZAÇÃO NA LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS LEI Nº 9.605/98

TÍTULO: A INDENIZAÇÃO NA LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS LEI Nº 9.605/98 TÍTULO: A INDENIZAÇÃO NA LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS LEI Nº 9.605/98 Adriana Jesus Guilhen 1 SUMÁRIO: I- O DIREITO AMBIENTAL; II- RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL; III- RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL;

Leia mais

ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE

ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE AULA 04 INTRODUÇÃO AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DOCENTE: ROSEMARI VIEIRA BRAGANÇA ARQUITETO E URBANISTA RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES ÉTICA RESPONSABILIDADE TÉCNICA RESPONSABILIDADE

Leia mais

Luiz Carlos Aceti Júnior Especialista em Direito Empresarial Ambiental Pós-graduado em Direito das Empresas. www.aceti.com.br

Luiz Carlos Aceti Júnior Especialista em Direito Empresarial Ambiental Pós-graduado em Direito das Empresas. www.aceti.com.br Luiz Carlos Aceti Júnior Especialista em Direito Empresarial Ambiental Pós-graduado em Direito das Empresas A Responsabilidade Ambiental Tutela Administrativa Tutela Criminal Tutela Cível Copyright Proibida

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO Atualizado até 13/10/2015 RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Quando se fala em responsabilidade, quer-se dizer que alguém deverá

Leia mais

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Contextualizando... Adaptação do produtor rural sem condições novos critérios de uso da terra impostos aleatoriamente sem alicerces

Leia mais

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Antonio Fernando Pinheiro Pedro Pinheiro Pedro Advogados OBRIGAÇÕES LEGAIS As empresas de construção civil estão sujeitas a elaboração

Leia mais

O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a Seguinte Lei.

O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a Seguinte Lei. LEI MUNICIPAL Nº. 947/2010 Institui a Política Municipal de Meio Ambiente, cria o Conselho e Fundo Municipal de Meio Ambiente e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado

Leia mais

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA AMBIENTAL

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA AMBIENTAL TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA AMBIENTAL O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ, representado neste ato pela Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e de Conflitos Agrários,

Leia mais

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003.

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. 1 L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. Dispõe sobre a Organização do Sistema Municipal de Proteção Ambiental, a elaboração, implementação e controle da Política Ambiental do Município de Coqueiro

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE FRANCA Secretaria de Planejamento e Gestão Econômica Divisão de Licitações e Compras Contrato nº 081/2007 Fls.

PREFEITURA MUNICIPAL DE FRANCA Secretaria de Planejamento e Gestão Econômica Divisão de Licitações e Compras Contrato nº 081/2007 Fls. Contrato nº 081/2007 Fls. 1 MINUTA TERMO DE CONTRATO Convite de Preços n.º 081/07 Processo n.º 11784/05 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE DESCUPINIZAÇÃO DO PREDIO E ACERVO DO

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO EMPREENDEDOR E DA EQUIPE

RESPONSABILIDADE DO EMPREENDEDOR E DA EQUIPE RESPONSABILIDADE DO EMPREENDEDOR E DA EQUIPE Diz a Resolução 237/97 do Conama que o empreendedor e os profissionais que subscreverem os estudos necessários ao processo de licenciamento serão responsáveis

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO 13 Congresso Brasileiro de Direito Ambiental Mesa Redonda IX DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO Presidente: Damásio de Jesus Relator Geral: Eladio Lecey

Leia mais

Foto 10: Preenchimento 2. Foto 11: Esteira Etapas de repreenchimento. Foto 12: Acabamento final

Foto 10: Preenchimento 2. Foto 11: Esteira Etapas de repreenchimento. Foto 12: Acabamento final 49 Foto 10: Preenchimento 2 Foto 11: Esteira Etapas de repreenchimento Foto 12: Acabamento final 50 Foto 13: Utilização da esmiriradeira Foto 14: Armazenamento Foto 15: Acabamento final 51 Foto 16: Selo

Leia mais

LEI FEDERAL Nº. 6.938 DE 31 DE AGOSTO DE 1981

LEI FEDERAL Nº. 6.938 DE 31 DE AGOSTO DE 1981 LEI FEDERAL Nº. 6.938 DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Já alterada pela Lei nº 7804 de 18 de julho de 1989. O Presidente da Republica. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de

Leia mais

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito.

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito. DOS FATOS JURÍDICOS CICLO VITAL: O direito nasce, desenvolve-se e extingue-se. Essas fases ou os chamados momentos decorrem de fatos, denominados de fatos jurídicos, exatamente por produzirem efeitos jurídicos.

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE LEI N. 1.963, DE 4 DE DEZEMBRO DE 2007 Dispõe sobre a Defesa Sanitária Vegetal no Estado do Acre. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado do Acre

Leia mais

Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98

Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98 Responsabilidade Criminal Ambiental - Lei 9.605/98 29 Clara Maria Martins Jaguaribe 1 BREVE INTRODUÇÃO Antes da sistematização da responsabilidade penal em termos de meio ambiente, todos os tipos penais

Leia mais

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP

Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico. Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP Conflitos entre o Processo Penal E o Processo Administrativo sob O ponto de vista do médico Dr. Eduardo Luiz Bin Conselheiro do CREMESP PRÁTICA MÉDICA A prática médica se baseia na relação médicopaciente,

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO

RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL NA ÁREA DA SEGURANÇA DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO Constituição Federal/88 Art.1º,III A dignidade da pessoa humana. art.5º,ii

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

O SEGURO AMBIENTAL COMO REQUISITO PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O SEGURO AMBIENTAL COMO REQUISITO PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL O SEGURO AMBIENTAL COMO REQUISITO PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL PNRS POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS LEI N 13.577/2009 PROTEÇÃO DA QUALIDADE DO SOLO E GERENCIAMENTO DE ÁREAS CONTAMINADAS (SP) O

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012 RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS Erika Bechara 17.05.2012 POR QUE ULTIMAMENTE SE TEM FALADO TANTO DA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL SOLIDÁRIA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS? 1. Não houve

Leia mais

OAB 138º - 1ª Fase Módulo I - Noite Disciplina: Direito Ambiental Professora Juliana Lettiere Data: 29/04/2009

OAB 138º - 1ª Fase Módulo I - Noite Disciplina: Direito Ambiental Professora Juliana Lettiere Data: 29/04/2009 TEMAS ABORDADOS EM AULA OAB 138º - 1ª Fase Módulo I - Noite Disciplina: Direito Ambiental Professora Juliana Lettiere Data: 29/04/2009 2ª Aula: Competência em Matéria Ambiental, Princípios, Política Nacional

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Tutela penal do meio ambiente (Lei Federal nº 9.605/98) Daniele Pereira Corrêa ÍNDICE CONSIDERAÇÕES GERAIS RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL DOS CRIMES AMBIENTAIS SANÇÕES PENAIS PESSOAS

Leia mais

Ética na Pesquisa Animal. Dra. Arlene Pessoa

Ética na Pesquisa Animal. Dra. Arlene Pessoa Ética na Pesquisa Animal Dra. Arlene Pessoa A questão dos direitos dos animais e a sua utilização em pesquisas vem sendo discutida desde o século XVII. Em 1789 o filósofo Jeremy Bentham, já questionava:

Leia mais

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR

RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR E DEVERES DO ADMINISTRADOR A punição administrativa ou disciplinar não depende de processo civil ou criminal a que se sujeite também o servidor pela mesma falta, nem obriga

Leia mais

DISCIPLINA AS ATIVIDADES DE LAN HOUSES, E ESTABELECIMENTOS SEMELHANTES NO MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE DE MINAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

DISCIPLINA AS ATIVIDADES DE LAN HOUSES, E ESTABELECIMENTOS SEMELHANTES NO MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE DE MINAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. LEI Nº 2.380/2008 DISCIPLINA AS ATIVIDADES DE LAN HOUSES, E ESTABELECIMENTOS SEMELHANTES NO MUNICIPIO DE MONTE ALEGRE DE MINAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A Câmara Municipal de Monte Alegre de Minas aprovou,

Leia mais

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO. Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENAL NA SUPERVISÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2015 1 RESPONSABILIDADES TRIPARTITES RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSABILIDADE CIVIL

Leia mais

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2

MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 MEDIDA: RESPONSABILIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS E CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2 16ª P R O P O S T A L E G I S L A T I V A ANTEPROJETO DE LEI Altera a Lei 9.096/95 para prevê a responsabilização dos partidos

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 Altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal para criminalizar o diretor do estabelecimento penal ou o agente público competente pela não atribuição de trabalho

Leia mais

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS)

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) Toda lesão de direito deve ser reparada. A lesão pode decorrer de ato ou omissão de uma pessoa física ou jurídica. Quando o autor da lesão

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS ITAITUBA PA Junho/2012 O QUE É O LICENCIAMENTO AMBIENTAL? O Licenciamento

Leia mais

APRESENTAÇÃO A LEI DA NATUREZA

APRESENTAÇÃO A LEI DA NATUREZA MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Regional da República da 1ª Região COORDENADORIA PARA ERRADICAÇÃO DAS FORMAS CONTEMPORÂNEAS DE ESCRAVIDÃO E PARA QUESTÕES INDÍGENAS A LEI DA NATUREZA 1- Apresentação

Leia mais

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Disciplina EQW-010 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Prof. Lídia Yokoyama (lidia@eq.ufrj.br) sala E-206 Tel:2562-7560 CONCEITOS - DEFINIÇÕES

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROMOTORIA DE LAGOA GRANDE Curadoria do Meio Ambiente RECOMENDAÇÃO Nº 002/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROMOTORIA DE LAGOA GRANDE Curadoria do Meio Ambiente RECOMENDAÇÃO Nº 002/2014 RECOMENDAÇÃO Nº 002/2014 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, por seu órgão de execução, no uso das suas atribuições legais, com fundamento no artigo 129, inciso II, da Constituição, c/c artigo

Leia mais

2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013

2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013 2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013 MESA REDONDA REQUISITOS LEGAIS 2013: Lei 13577 Áreas Contaminadas / Decreto 59.263 Decreto nº 59.263/2013,

Leia mais

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011.

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Nota Técnica n 01/2011 Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Obrigatoriedade. 1. No dia 03.05.2011 o

Leia mais

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho O Conceito de Acidente de Trabalho (de acordo com a Lei 8.213/91 Art. 19) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA

LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA LEGISLAÇÃO APLICADA A AQUICULTURA C O N T E Ú D O : N O Ç Õ E S D E D I R E I T O : I N T R O D U Ç Ã O A O E S T U D O D O D I R E I T O A M B I E N T A L C A R A C T E R Í S T I C A S D A L E G I S L

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais

A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais A Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica nos Crimes Ambientais Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho * Igor Oliveira Borges RESUMO: Este texto trata a respeito da Lei 9.605 de 1998, lei esta que

Leia mais

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE CONSTITUIÇÃO FEDERAL Constituição Federal de 1988, CAPÍTULO VI - DO MEIO AMBIENTE Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros

Leia mais

Constituição Federal de 1988

Constituição Federal de 1988 EMISSÕES ATMOSFÉRICAS PALESTRANTE: ENG. JOSÉ ANTONIO MONTEIRO FERREIRA McLEOD FERREIRA CONSULTORIA TÉCNICA E COMERCIAL S/C LTDA. mcleodferreira@uol.com.br Constituição Federal de 1988 Art. 170: A ordem

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Arnaldo Jordy) Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio

Leia mais

MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014. Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção.

MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014. Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção. MEMORANDO AOS CLIENTES ANTICORRUPÇÃO E COMPLIANCE FEVEREIRO/2014 Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 Lei Anticorrupção. Entrou em vigor no dia 29 de janeiro a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013,

Leia mais

São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br

São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br São Paulo - SP Av. Nove de Julho, 5.109 3º Andar (55 11) 3254 0050 www.porto.adv.br 86º ENIC: 2014 Comissão de Obras Públicas - COP Lei Anticorrupção Lei nº 12.846, de 01/08/2013 PORTO ADVOGADOS www.porto.adv.br

Leia mais

Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES LEI Nº 2.713, DE 9 DE MAIO DE 2013. Publicada no Diário Oficial nº 3.876 Institui o Programa de Adequação Ambiental de Propriedade e Atividade Rural TO-LEGAL, e adota outras providências. O Governador

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Responsabilidade Empresa de Software

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Responsabilidade Empresa de Software Parecer Consultoria Tributária Segmentos 06/03/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Análise da Consultoria... 3 2.1 Obrigação Tributária... 3 2.2 Sujeito Passivo da Obrigação Tributária...

Leia mais

2º ENCONTRO DE CIPAs URBANITÁRIAS RESPONSABILIDADES EM ACIDENTES DE TRABALHO. Santos (SP), 24/04/12

2º ENCONTRO DE CIPAs URBANITÁRIAS RESPONSABILIDADES EM ACIDENTES DE TRABALHO. Santos (SP), 24/04/12 2º ENCONTRO DE CIPAs URBANITÁRIAS RESPONSABILIDADES EM ACIDENTES DE TRABALHO Santos (SP), 24/04/12 LEGISLAÇÃO Artigo 7. Da Constituição Federal: São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Lei No. 6.938/81

POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Lei No. 6.938/81 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE Lei No. 6.938/81 ANTECEDENTES HISTÓRICOS CONCEITOS PRINCÍPIOS OBJETIVOS DIRETRIZES INSTRUMENTOS SISNAMA CONAMA PENALIDADES GENERALIDADES ANTECEDENTES HISTÓRICOS Liga

Leia mais

como ato ilícito e gera

como ato ilícito e gera Responsabili AMELIAA YOSHIKO HANAI BORTOLI: Engenheira Ambiental (PUC/PR). Advogada (UNICURITIBA). Especialista em Direito Socioambiental (PUCPR). Especialista E emm Processo Civil (PUCPR). Mestre em Gestão

Leia mais

AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PERMANENTE EM AMBIENTE EXTERNO A UFRB

AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PERMANENTE EM AMBIENTE EXTERNO A UFRB AUTORIZAÇÃO DE USO DE BEM PERMANENTE EM AMBIENTE EXTERNO A UFRB 1 BASE LEGAL LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 (Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das Autarquias

Leia mais

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS: GUIA BÁSICO PARA O PRODUTOR RURAL

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS: GUIA BÁSICO PARA O PRODUTOR RURAL LEI DE CRIMES AMBIENTAIS: GUIA BÁSICO PARA O PRODUTOR RURAL Antonio Carlos da Silva Zanzini 1 Jésus José de Oliveira 2 1 INTRODUÇÃO Com a promulgação da Lei de Crimes Ambientais n o 9605, que entrou em

Leia mais

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23

Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 Sumário NOTA À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 NOTA PRÉVIA... 19 PREFÁCIO... 21 APRESENTAÇÃO... 23 CAPÍTULO I... 25 1. Novos riscos, novos danos... 25 2. O Estado como responsável por danos indenizáveis... 26 3.

Leia mais