Tráfico ilícito de animais silvestres: a resposta penal segundo a lei 9.605/98

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1 Tráfico ilícito de animais silvestres: a resposta penal segundo a lei 9.605/98 ILLICIT TRAFFIC OF WILD ANIMALS: THE PENAL ANSWER ACCORDING TO THE LAW 9605/98 JAMIL JOSÉ SAAB Mestrandoem Ciências Ambientais pela UNITAU Universidade de Taubaté - SP RESUMO O presente trabalho visa estudar o crime de tráfico ilícito de animais silvestres, bem como, analisar se a punição criminal prevista na Lei nº 9.605/98, isoladamente considerada, é suficiente para coibiro mencionado delito. Justifica-se tal tema pela importância de se apurar, investigar e punir aquele que praticar referido delito ambiental, de forma a preservar o meio ambiente para que as gerações futuras possam dele usufruir. Pela análise interpretativa por meio do método dedutivo do material bibliográfico coletado, composto de publicações doutrinárias relativas à legislação ambiental brasileira e, principalmente, sobre a Lei dos Crimes Ambientais, constatou-se que a legislação em vigor pune criminal e administrativamente o infrator do delito ambiental, notadamente no crime de tráfico ilícito de animais. Entendeu o legislador que a punição criminal deve ser ínfima, evitando-se a segregação social, deixando por conta da punição administrativa a verdadeira repressão ao delito, este com maior poder sancionatório. Finalmente, verificou-se que, para o infrator gozar dos benefícios da lei penal, primeiramente deverá reparar o dano ambiental, isto é, terá de pagar a pena administrativamente aplicada, a multa. PALAVRAS-CHAVE: Tráfico de Animais Silvestres. Lei dos Crimes Ambientais. Responsabilidade criminal ambiental. Punição penal ambiental e administrativa. INTRODUÇÃO A diversidade da fauna brasileira sempre foi admirada e objeto de cobiça no cenário mundial. O Brasil, desde a sua colonização, sempre teve seus recursos naturais explorados de forma arbitrária e irracional. Imaginava-se que os nossos recursos eram infinitos e automaticamente renováveis. Com a devastação gradativa de nossas florestas, a fauna silvestre, como membro do ecossistema, foi sensivelmente prejudicada, pois com a desintegração de seus habitats, os animais não se reproduziam como outrora. Além da caça indiscriminada, muitos dos animais silvestres eram, e continuam sendo, levados para o exterior ou mesmo comercializados internamente no mercado ilícito. Desde o século dezoito já se escrevia de forma crítica sobre o desmatamento e a degradação ambiental, ressaltando, de certa forma, a necessidade da preservação da natureza para o desfrute das gerações futuras. José Bonifácio de Andrade e Silva, em 1823, em seu texto de representação à Assembléia Constituinte e Legislativa do Império do Brasil (PÁDUA, 2002), assim se pronunciou: Nossas preciosas matas vão desaparecendo, vítimas do fogo e do machado destruidor da ignorância e do egoísmo. Nos montes e encostas vão-se escalvando diariamente, e com o andar do tempo faltarão as chuvas fecundantes que favoreçam a vegetação e alimentem nossas fontes e rios, sem o que o nosso belo Brasil, em menos de dois séculos, ficará reduzido aos paramos e desertos áridos da Líbia. Virá então este dia (dia terrível e fatal), em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos erros e crimes cometidos. Assim, claro está, que o Brasil, desde o seu descobrimento, vem sendo usurpado em seus recursos naturais, quer na esfera do extrativismo, na destruição de suas matas e florestas, ou ainda, e principalmente, no decréscimo de sua fauna, mormente pelo comércio ilegal de animais silvestres. As primeiras notícias sobre a retirada de animais silvestres de nossas matas com destino ao exterior, vêm da época do descobrimento, primeiramente pe- Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1, p jan./jun

2 los portugueses, seguidos dos franceses e holandeses. Com a exploração indiscriminada, sem a devida proteção visando à manutenção do equilíbrio ecológico, levou à extinção de várias espécies da fauna silvestre. Com os animais silvestres em vias de extinção, ao invés de provocar-se uma redução da exploração, aumenta-se ainda mais a procura por eles mesmos, tendo em vista que a raridade provoca a elevação dos preços e, conseqüentemente, do lucro auferido por esse tipo ilegal de comércio (SIRVINSKAS, 2002). A legislação brasileira dispõe ser proibido o comércio de animais silvestres sem a devida autorização. Essa é uma atividade ilegal, daí a denominação de tráfico de animais silvestres. O comércio ilegal de animais silvestres é o terceiro maior tipo de tráfico no mundo, só sendo superado pelo tráfico de drogas e de armas. Essa dimensão assustadora implica o desequilíbrio ambiental, uma vez que muitas espécies animais estão correndo risco de serem extintas. (SILVA, 2001). A velocidade em que ocorre a devastação do meio ambiente e a incapacidade dos governos em impedir ou deter a progressão geométrica dessa devastação, têm levado os legisladores a repensarem o tema em prol da defesa do meio ambiente. A legislação ambiental brasileira nos últimos tempos tem se aperfeiçoado, porém ainda não foram constatados progressos expressivos no que se refere à diminuição das infrações relativas ao meio ambiente. A tutela penal ao meio ambiente no Brasil foi compilada na Lei nº 9.605/98, comumente chamada de Lei dos Crimes Ambientais. É inconteste o fato que o advento da Lei 9.605/98 foi um grande avanço para a defesa e a proteção do meio ambiente no Brasil. Foram criados novos crimes e instituiu-se um sistema de proteção administrativo e penal bem mais eficaz na defesa do meio ambiente. Entretanto, passados pouco mais de sete anos da sanção da Lei (BRASIL,1998) fica claro que nem tudo foi avanço em termos ambientais (CALHAU, 2004). A referida legislação, por prever apenas um tipo penal para o tráfico ilícito de animais, torna-se frágil para combater esse tipo de atividade. O traficante de animais busca obter o maior lucro possível saqueando quantos ecossistemas forem necessários para que atinja o seu fim. Se ele envia 1000 pássaros escondidos dentro de um caminhão da Bahia para a cidade de São Paulo e morrem 950 na viagem, para ele não há problema, pois com os 50 restantes que chegam vivos ao destino ele já tem garantido o seu lucro, o qual o autoriza financeiramente a uma outra empreitada criminal-ambiental (CALHAU, 2004). Discute-se se a pena criminal prevista para o delito de tráfico ilícito de animais é suficiente para responder e coibir esse tipo de atividade. DIREITO PENAL AMBIENTAL As normas de Direito Ambiental no Brasil foram criadas, a princípio em função da propriedade privada, como, por exemplo, os problemas ambientais entre vizinhos tais como os terrenos que acabam sendo utilizados como depósitos de lixo. Portanto, as primeiras leis ambientais visavam à proteção de interesses individuais (LANFREDI et al., 2004). Na época do Brasil Colônia, vigia no país o ordenamento jurídico de Portugal. Assim, as primeiras normas penais ambientais aplicadas no Brasil faziam parte das chamadas Ordenações Filipinas, normas vigentes em Portugal desde o ano de 1603 e que vigeram no Brasil até 1830, quando da promulgação do Código Criminal do Império do Brasil (PRADO, 2000). A partir do Código Criminal do Império de 1830, várias foram a normas criadas visando à proteção ambiental e, eventualmente, prevendo punição para quem as infringisse. A legislação pioneira que especifica a proteção da fauna é o Código Florestal Brasileiro, de 1934, que em seu art. 83, tipifica os seguintes crimes: pôr fogo; causar dano; introduzir insetos ou outras pragas; destruir exemplares da flora ou da fauna, que por sua raridade, beleza, ou qualquer outro aspecto, tenham merecido proteção especial dos poderes públicos; remover, destruir ou suprimir marcos ou indicações regulamentares das florestas ou árvores isoladas (destaque nosso). O primeiro Código de Pesca foi promulgado em 1938 e estabelece que os crimes cometidos no exercício da pesca e aqueles que com esta se relacionarem serão punidos de acordo com os preceitos que lhe forem aplicáveis na Consolidação das Leis Penais. Esse Código sofreu algumas alterações pelo Decretolei nº 221, de 28/02/67 e pela Lei nº 6.276, de 01/12/ 75. Em 1943, foi promulgado o Código de Caça, que embora tenha recebido tal denominação, refere-se não somente à caça, mas sim, visa proteger a fauna. O Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1, p , jan./jun

3 artigo 63 do referido código dispõe que as infrações dos dispositivos desse Código, dos regulamentos e das portarias e instruções em virtude dele expedidas são consideradas contravenções e puníveis na forma prevista neste Capítulo. A Lei nº de 02/01/67 (BRASIL, 1967), denominada Código de Proteção à Fauna substituiu o Código de Caça, estabelecendo circunstâncias agravantes e prevendo sobre quem recai a responsabilidade penal (art. 30). Pelo exposto acima, constata-se ao longo da história do Direito Brasileiro, a elaboração de diversos dispositivos legais visando à proteção penal do meio ambiente como um todo e outros tutelando a fauna especificamente, porém, por serem diplomas legais esparsos, necessitavam de uma sistematização, a fim de não somente facilitar a compreensão da lei, mas também, adequar as sanções à gravidade dos diversos delitos ao meio ambiente (PRADO, 2000). A sistematização da legislação penal ambiental foi efetivada com a Lei nº 9.605, de 12/02/98 (BRASIL, 1998), a chamada Lei Penal Ambiental ou, como é mais comumente conhecida, Lei dos Crimes Ambientais. Essa lei alterou as condutas típicas penais ambientais, que anteriormente eram tratadas em leis esparsas (MILARÉ; COSTA JUNIOR, 2002). LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS E SEU ARTIGO 29. Comentando sobre a Lei dos Crimes Ambientais, Silva (2004, p. 102), com propriedade, posicionou-se: [...este diploma legal contextualiza as novas formas de crimes em função do avanço tecnológico e da globalização da economia mundial, incorpora os princípios norteadores da moderna política penitenciária e doutrina penal e, vale dizer, prestigia ao máximo as chamadas penas restritivas de direito em substituição às penas privativas de liberdade, além de organizar e sistematizar os diversos textos anteriores que tratavam da matéria.] Os danos contra o meio ambiente normalmente geram sanções administrativas (aplicadas por órgãos ambientais) e civis, mas quando a conduta é grave tornam-se ilícitos penais. Se na esfera penal há um forte movimento no sentido de descriminalizar os fatos, isso não se aplica aos ilícitos penais ambientais, com relação aos quais se percebe um movimento contrário. Tudo deve ser feito para criminalizar as condutas nocivas ao meio ambiente, pois trata-se de um bem jurídico de valor inestimável, uma vez que diz respeito a toda a coletividade, e de difícil reparação. Muitas vezes as sanções administrativas ou civis revelam-se insuficientes para proteger o meio ambiente, enquanto a sanção penal tem maior poder intimidatório, vez que implica na própria liberdade do indivíduo. Porém, a tendência atual é de que as penas privativas de liberdade (reclusão, detenção) para os crimes ambientais sejam substituídas por penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade (SIRVINSKAS, 2003). Uma relevante inovação da Lei dos Crimes Ambientais foi a responsabilização criminal das pessoas jurídica, prevista em seus artigos 3º e 4º. Além da substituição das penas privativas de liberdade por penas alternativas e da responsabilização da pessoa jurídica, outro aspecto importante a ser ressaltado da Lei dos Crimes Ambientais refere-se à extinção da punibilidade somente após comprovação da reparação do dano. Diz o artigo 29 (caput) da Lei (BRASIL, 1998): Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena: detenção de seis meses a um ano, e multa. Segundo o 1º, incorre nas mesmas penas: I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; II quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena ( 2º). São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras ( 3º). A pena é aumentada de metade, se o crime é praticado ( 4º): I - contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, ainda que somente no local da infração; II - em período proibido à caça; III - durante à noite; IV - com abuso de licença; V - em Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1. p , jan./jun

4 unidade de conservação; VI - com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. A pena é aumentada até o triplo, se o crime decorre do exercício de caça profissional. 5º. As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. As normas de Direito Administrativo Ambiental são até certo ponto mais severas que as normas penais, mas encontram grande dificuldade na sua efetivação. Geralmente as multas que são aplicadas (algumas de R$ 500,00 por animal apreendido) não são pagas ou os infratores vão recorrendo na esfera administrava até alcançarem benefícios como a prescrição. Critica-se também a falta de critério de alguns agentes públicos na aplicação dessas multas e a influência política que muitas vezes acaba por desestabilizar o frágil sistema de proteção administrativa do meio ambiente (CALHAU, 2004). O artigo 29 da Lei (BRASIL, 1998) possui diversas espécies de normas penais. Nele encontramos normas penais incriminadoras (ex: caput), normas penais não incriminadoras permissivas (ex: 2º) e normas penais não incriminadoras explicativas (ex: 2º). Tecnicamente é um tipo penal muito rico e que trata com uma relativa clareza sobre a principal proteção penal da fauna em nosso ordenamento jurídico (CA- LHAU, 2004). Já para Silva (2001), trata-se de um dispositivo com redação bastante dúbia, uma vez que permite extrair de seu texto várias interpretações, ferindo, por conseguinte, o princípio da legalidade/taxatividade, que exige que as normas sejam claras e perfeitamente delimitadas. PENA CRIMINAL NO TRÁFICO DE ANIMAIS SILVES- TRES O tipo penal do tráfico de animais silvestres, isto é, a norma que descreve a conduta de quem pratica o comércio ilegal de animais silvestres e prevê a respectiva punição penal, vem definido no inciso III, do art. 29, da Lei nº (BRASIL, 1998). A pena prevista no referido dispositivo legal é de detenção, de seis meses a um ano e multa. A referida pena poderá ser acrescida de metade (detenção, de nove meses a um ano e seis meses), nos casos previstos no parágrafo 4º, do art. 29. Por primeiro, é de se esclarecer que o mencionado delito, em conformidade com o art. 322 do Código de Processo Penal, é afiançável pela Autoridade Policial (delito punido com detenção). Isto significa que, se o indivíduo for surpreendido no estado flagrancial praticando tal conduta e preso em fragrante, poderá, por meio de simples recolhimento de fiança na própria Delegacia de Polícia, ser colocado imediatamente em liberdade. Se não bastasse isso, o crime em questão é considerado como de menor potencial ofensivo, segundo a conceituação da Lei nº (BRASIL, 1995) em conjugação com a Lei nº (BRASIL, 2001) (pena máxima de até dois anos), vez que a pena máxima prevista é de um ano e seis meses (art. 29, 4º, da Lei (BRASIL, 1998). No tráfico ilícito de animais silvestres, considerado como delito de menor potencial ofensivo, se o indivíduo for primário, isto é, quando da prática deste crime não tiver sido ainda condenado de forma definitiva por outro crime anterior, poderá se beneficiar do instituto jurídico da transação penal. Transação penal é um acordo realizado entre o Ministério Público e o autor da infração penal para que não se instaure um processo criminal. Este acordo consiste na aplicação de uma pena não carcerária, isto é, pena de multa ou pena restritiva de direitos, como, por exemplo, a prestação pecuniária consistente no fornecimento de uma cesta básica a uma entidade assistencial ou ainda, a prestação de serviços á comunidade ou a entidades públicas. Para que haja a transação penal, é necessário que o Ministério Público, na presença do Juiz, faça uma proposta para o autor do fato, de imediata aplicação de uma pena não carcerária e este manifeste a sua aceitação. A imposição dessa pena independe da verificação de culpa do autor da infração. No caso de haver composição na transação penal, isto é, o autor do fato ilícito aceitar de imediato a proposta de uma pena estipulada pelo Ministério Público, não será ele processado, e com o cumprimento da pena imposta, terá extinta a sua punibilidade, ou, em outras palavras, não se fala mais nisso. Importante ressaltar, que a aplicação do instituto da transação penal, em conformidade com o art. 27, da Lei (BRASIL, 1998), só será possível se acaso o autor da infração houver reparado o dano ambiental ou comprovar a sua impossibilidade. Assim, aparentemente, a pena prevista para o delito em comento é por demais benéfica ao seu autor. Porém, o legislador se preocupou em impor ao infrator, além da pena criminal também uma sanção admi- Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1, p , jan./jun

5 nistrativa, esta última, prevista no Decreto nº 3.179, de (BRASIL, 1999). A pena administrativa que chega a prever uma multa de até R$ 5.000,00 por unidade de espécie da fauna ameaçada de extinção, essa sim, tem poder sancionatório e intimidatório. Entendeu o legislador que a punição criminal deve ser ínfima, evitando-se a segregação social, deixando por conta da punição administrativa a verdadeira repressão ao delito, este com maior poder sancionatório. Dessa forma, para que o autor da infração possa fazer jus a transação penal já mencionada, necessário se faz que primeiro repare o dano ambiental, isto é, que pague a pena administrativamente aplicada. CONCLUSÃO O comércio de animais silvestres é um fator extremamente prejudicial à perenidade das espécies, já que acaba por incentivar a procura de toda sorte de bichos, sendo que essa demanda por espécimes da fauna silvestre é exatamente o que estimula a caça ilegal, isto é, a captura do animal na natureza (BECHARA, 2003). O indivíduo que captura o animal na natureza não tem a menor preocupação com a função ecológica que os espécimes capturados cumprem no ecossistema e com o desequilíbrio ambiental que a retirada dos animais dessa engrenagem podem causar. Não respeita os ciclos de reprodução dos animais nem mesmo as etapas de desenvolvimento. Essa irracionalidade, misturada à ganância, é que impede a renovação do estoque de exemplares de uma espécie e provoca, por fim, a sua extinção (BECHARA, 2003). Dessa forma, enquanto ainda houver tempo, devem as autoridades administrativas, efetiva e sistematicamente, fiscalizar e impor, quando for o caso, as sanções cabíveis (multa), que aliadas à punição criminal, poderão ser um remédio eficaz para coibir essa crueldade contra a fauna. Como bem demonstrado pela experiência popular, o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Assim, a pena administrativa (multa) tem maior poder de punição do agente e é capaz de influir no seu animus de não mais delinqüir, do que a pena criminal. Porém, a conjugação de ambas poderá ser o suficiente para reprimir tal conduta ilícita, preservando o meio ambiente para que as gerações futuras possam dele usufruir. ILLICIT TRAFFIC OF WILD ANIMALS: THE PENAL ANSWER ACCORDING TO THE LAW 9605/98 ABSTRACT The present Works aims at studying the crime of illicit traffic of wild animals as well as analyzing if the criminal punishment foreseen in the law number 9.605/ 98, separately considered, is enough to restraint mentioned crime. It justifies such theme for the importance of thickening, investigating and punishing those who practice referred environmental crime, in order to preserve the environment so that the future generations are going to be able to enjoy it. Through the interpretative analysis for the deductive method of the collected bibliographical material, composed of doctrinaire publications related to the Brazilian environmental legislation, and mainly on the Law of the Environmental Crimes, it was verified that the actual legislation punishes criminal and administratively the offender of the environmental crime, especially in the crime of illicit traffic of animals. The legislator understood that the criminal punishment should be tiny, being avoided the social segregation, leaving due to the administrative punishment the true repression to the crime, this with larger power punishment. Finally, it was verified that for the offender to enjoy the benefits of the penal law, firstly he/she should repair the environment damage, that is, will have to pay the administratively applied penalty. KEY-WORDS Traffic of wild animals. Law of the environmental crimes. Environmental criminal responsibility. Environmental and administrative penal punishment. REFERÊNCIAS BECHARA, É. A proteção da fauna sob a ótica constitucional. São Paulo: Juarez de Oliveira, BRASIL. Código de Processo Penal. Decreto-Lei nº 3.689, de 03 de outubro de Lex: coletânea de legislação penal e processo penal São Paulo, v. 65, BRASIL. Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de Dispõe sobre a proteção à fauna e dá outras providências. Lex: coletânea de legislação de direito ambiental, São Paulo, v. 65, Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1, p , jan./jun

6 BRASIL. Lei nº 9.099, de 26 de setembro de Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. lex: coletânia de legislação penal e processo penal, São Paulo, v. 65, BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades nocivas ao meio ambiente. Lex: coletânea de legislação de direito ambiental, São Paulo, v. 65, BRASIL. Decreto 3.179, de 21 de setembro de Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Lex: coletânea de legislação de direito ambiental, São Paulo, v. 65, BRASIL. Lei nº , de 12 de julho de Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal. Lex: coletânea de legislação penal e processo penal. CALHAU, L. B. Da necessidade de um tipo penal específico para o tráfico de animais: razoabilidade da política criminal em defesa da fauna. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO AMBIENTAL, 8., 2004, São Paulo. Resumos...(verificar a apresentação correta) São Paulo: Editora, LANFREDI, G. F. et al. Direito penal á Área ambiental: os aspectos inovadores do estatuto dos crimes ambientais e a importância da ação preventiva em face desses delitos doutrina, legislação, jurisprudências e documentários. São Paulo:Juarez de Oliveira, PÁDUA, J. A. Um sopro de destruição. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, PRADO, A. R. M. Proteção penal do meio ambiente: fundamentos. São Paulo: Atlas, SILVA, L. C. Fauna terrestre no direito penal brasileiro. Belo Horizonte: Mandamentos, SILVA, V. G. Legislação ambiental comentada. 2.ed., rev. e ampl. Belo Horizonte, Fórum, SIRVINSKAS, L. P. Direito ambiental, fauna, tráfico e extinção de animais silvestres. Revista Jurídica, São Paulo, v. 50, n. 298, ago Jamil José Saab Mestrando em Ciências Ambientais pela UNITAU - Universidade de Taubaté - SP Advogado Criminalista Av. Brigadeiro José Vicente Faria Lima, 194, Centro, Taubaté/SP, CEP: Fone: (12) Fax: (12) Cel: (12) TRAMITAÇÃO Artigo recebido em :14/03/06 Aceito para publicação:10/05/06 MILARÉ E.; COSTA JUNIOR. P. R. Direito penal ambiental: comentários à Lei 9.605/98. Campinas: Millennium, Rev. ciênc. hum, Taubaté, v. 12, n. 1, p , jan./jun

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