BOLETIM INFORMATIVO Nº 125 JURISPRUDÊNCIA DAS TURMAS RECURSAIS RECURSOS CRIMINAIS

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1 BOLETIM INFORMATIVO Nº 125 JURISPRUDÊNCIA DAS TURMAS RECURSAIS RECURSOS CRIMINAIS Sumário AÇÃO PENAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO STF...2 AMEAÇA ART. 147 DO CÓDIGO PENAL GESTOS E ATOS...2 AMEAÇA PENAL ALTERNATIVA ART. 44, I DO CP SURSIS...3 APELAÇÃO CRIMINAL ART. 309 CTB PRESCRIÇÃO RETROATIVA...3 CONTRAVENÇÃO PENAL ARMA BRANCA ART. 19 DA LCP ATIPICIDADE DA CONDUTA...3 CONTRAVENÇÃO PENAL ARMA IMPRÓPRIA...3 CONTRAVENÇÃO PENAL ART. 21 VIAS DE FATO...4 CONTRAVENÇÃO PENAL JOGOS DE AZAR JOGO DO BICHO...4 CONTRAVENÇÃO PENAL JOGOS DE AZAR PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA...4 CONTRAVENÇÃO PENAL JOGO DO BICHO...4 CRIME DE AMEAÇA PRESCRIÇÃO...5 CRIME DE RESISTÊNCIA AGRESSÃO A POLICIAIS DURANTE A FUGA MANDADO DE PRISÃO...5 CRIME DE RESISTÊNCIA ART. 329 DO CÓDIGO PENAL INCIDÊNCIA DE DEPENDÊNCIA TOXICOLÓGICA...5 CRIME DE RESISTÊNCIA ART. 329 DO CÓDIGO PENAL LEI / DEFESA TÉCNICA CERCEAMENTO DE DEFESA COLHEITA DE PROVA...5 DESACATO ART. 331, CÓDIGO PENAL...6 DESACATO CERCEAMENTO DE DEFESA COMPARECIMENTO DO RÉU À AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO...6 DIREÇÃO PERIGOSA DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DANOS...6 ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /2006 CONSTITUCIONALIDADE...6 ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /06 INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO PARA DEMAIS AUTORES...7 ENTORPECENTE DEPOIMENTOS EXCLUSIVAMENTE DE POLICIAIS...7 ENTORPECENTE PORTE ART. 28 DA LEI / ENTORPECENTE PORTE ART. 28 DA LEI /06 CONSTITUCIONALIDADE...8 ENTORPECENTE USO PRÓPRIO AUSÊNCIA DE DEFENSOR NA AUDIÊNCIA PRELIMINAR...8 ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /2006 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA...8 ENTORPECENTE USO PRÓPRIO PROVA TESTEMUNHAL...8 FLANELINHAS PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ARMA BRANCA...9 HABEAS CORPUS TRANSAÇÃO PENAL VIA IMPRÓPRIA...9 LEI 9.099/95 DEVIDO PROCESSO LEGAL...9 MEIO AMBIENTE ART. 46 PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 9.605/ MEIO AMBIENTE ART. 60 DA LEI 9.605/98 ESTAÇÃO DE RÁDIO...10 PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO EM ALEGAÇÕES FINAIS APELAÇÃO POSTERIOR FALTA DE INTERESSE EM RECORRER...10

2 PRELIMINAR DE LITISPENDÊNCIA JUSTIÇA MILITAR CRIMES DIVERSOS...10 PRESCRIÇÃO LEI / PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA DEVIDO PROCESSO LEGAL...11 PRESCRIÇÃO RETROATIVA ART. 46 DA LEI 9605/ PRESCRIÇÃO RETROATIVA FATO ANTERIOR À LEI / RECURSO EM SENTIDO ESTRITO ENUNCIADO 48 DO FONAJE CRIMINAL...11 REFORMATIO IN MELLIUS DE OFÍCIO DECOTAÇÃO PENA PECUNIÁRIA...11 REFORMATIO IN PEJUS IMPOSSIBILIDADE...12 REINCIDÊNCIA ANTERIOR SENTENÇA CONDENATÓRIA NÃO TRANSITADA E JULGADO...12 REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA SUBSTITUIÇÃO DE PENA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS...13 REJEIÇÃO DA DENÚNCIA REPRESENTAÇÃO EM AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA...13 SENTENÇA EXTINTIVA DA PUNIBILIDADE APELAÇÃO INTERPOSTA POR ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO LEGITIMIDADE...13 TRANSAÇÃO NÃO CUMPRIDA ART. 76 LEI 9099/95 PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL...13 TRANSAÇÃO PENAL CONDUTA ATÍPICA ARQUIVAMENTO...13 TRÂNSITO ART. 305 DO CTB INCONSTITUCIONALIDADE...14 TRÂNSITO ART. 310 DO CTB ENTREGAR VEÍCULO A INABILITADO PERIGO ABSTRATO...14 TRÂNSITO ART. 310 DO CTB PERIGO CONCRETO...14 TRÂNSITO CRIME DE DIREÇÃO PERIGOSA PERIGO CONCRETO...15 AÇÃO PENAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO STF AGRAVO REGIMENTAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO. AÇÃO PENAL EM REGULAR TRAMITAÇÃO. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO STF. INAPLICABILIDADE. 1. Não é o caso de seleção de processos representativos da controvérsia, quando a repercussão geral já foi reconhecida pelo STF, o que implica no sobrestamento do recurso extraordinário até o julgamento definitivo daquela Corte, a teor do artigo 543-B, 2º e 3º, do CPC. 2. Sendo da competência exclusiva da Presidência do STF ou de seu Relator determinar o sobrestamento da ação penal, nos termos do artigo 328, caput, do Regimento Interno, e inexistindo tal ordem judicial, imperiosa a persecução penal, independente do sobrestamento do RE. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. José Eustáquio Lucas Pereira. J. 05/11/14) AMEAÇA ART. 147 DO CÓDIGO PENAL GESTOS E ATOS CRIME DE AMEAÇA ART. 147 DO CÓDIGO PENAL. UTILIZAÇÃO DE GESTOS E ATOS CAPAZES DE IMPRIMIR TEMOR À VÍTIMA. CONDENAÇÃO MANTIDA. Havendo prova suficiente da existência do crime de ameaça, praticado mediante gestos e ações intimidadoras, deve ser mantida a condenação. Negado provimento ao recurso. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Igor Queiroz. J. 05/12/14)

3 AMEAÇA PENAL ALTERNATIVA ART. 44, I DO CP SURSIS RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO POR AMBAS AS PARTES ART. 147 DO CÓDIGO PENAL AMEAÇA RECURSO CONHECIDO PROVIMENTO PARCIAL RATIFICAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO CARACTERIZADA PRELIMINAR AFASTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS INAPLICABILIDADE APLICAÇÃO DA PENA ALTERNATIVA DE MULTA OU REDUÇÃO DO QUANTUM APLICADO IMPOSSIBILIDADE SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS MANTIDA JUSTIÇA GRATUITA DEFERIDA SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO INAPLICÁVEL POR VEDAÇÃO EXPRESSA (ART. 44, I DO CP) - SURSIS POSSIBILIDADE. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Âmalin Aziz Sant'Ana. J. 04/06/14) APELAÇÃO CRIMINAL ART. 309 CTB PRESCRIÇÃO RETROATIVA APELAÇÃO CRIMINAL ART. 309 CTB PRESCRIÇÃO RETROATIVA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. Sendo o crime praticado antes da vigência da Lei /2010, há que se reconhecer a ultratividade da lei anterior, por ser mais benéfica. Com isso, imperativa a contagem da prescrição retroativa entre a data do fato e o recebimento da exordial. A prescrição das contravenções é contada de acordo com as regras previstas no Código Penal, que, à época dos fatos, era de 02 (dois) anos. (1ª Turma Recursal / Betim. Rec Rel. Robert Lopes de Almeida. J. 27/09/13) CONTRAVENÇÃO PENAL ARMA BRANCA ART. 19 DA LCP ATIPICIDADE DA CONDUTA ART. 19, DA LCP PORTE DE FACA ATIPICIDADE DA CONDUTA RECONHECIMENTO SENTENÇA MANTIDA RECURSO IMPROVIDO. Se a elementar normativa do tipo licença da autoridade ainda não foi regulamentada, o reconhecimento da atipicidade da conduta é medida que se impõe, em atenção aos princípios da legalidade e da taxatividade. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Rosângela de Carvalho Monteiro J. 04/06/14) CONTRAVENÇÃO PENAL ARMA IMPRÓPRIA JUIZADOS ESPECIAIS CONTRAVENÇÃO PENAL DE PORTE DE ARMA IMPRÓPRIA PROVA DUVIDOSA QUANTO A FINALIDADE DO INSTRUMENTO PORTADO PELO AUTOR DO FATO HIPÓTESE DE ABSOLVIÇÃO. Não sendo a prova produzida sob o crivo do contraditório bastante para atestar, com razoável certeza, que o instrumento dito agressor apreendido pela ação policial não se destinava ao uso normal das funções para as quais foi ele fabricado, circunstância esta indispensável para caracterizálo como uma autêntica arma imprópria, não há definitivamente como se proceder na condenação do autor do fato pela prática da contravenção penal prevista pelo art. 19 do Decreto-lei n 3.688/41.

4 (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Guilherme Queiroz Lacerda. J. 02/12/14) CONTRAVENÇÃO PENAL ART. 21 VIAS DE FATO APELAÇÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO ART. 21 LCP. PROVA PRODUZIDA PELA VÍTIMA 1. A aplicação da pena prevista no artigo 21 da Lei de Contravenções Penais, baseada unicamente nos relatos da própria vítima não enseja a condenação do réu pelo crime a ele imputado, se outras provas não foram produzidas a fim de corroborar as suas alegações. (Turma Recursal / Passos. Rec Rel. Patrícia Maria Oliveira Leite. J. 28/08/13) CONTRAVENÇÃO PENAL JOGOS DE AZAR JOGO DO BICHO CONTRAVENÇÃO PENAL PRÁTICA DE JOGOS DE AZAR E JOGO DO BICHO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS JULGAMENTO COM BASE EM PROVA PERICIAL, TESTEMUNHAL E CONFISSÃO PARCIAL PENA-BASE DEVIDAMENTE APLICADA RECURSO IMPROVIDO. (Segunda Turma Recursal de Belo Horizonte. Rec Rel. Rosângela de Carvalho Monteiro. J. 04/06/14) CONTRAVENÇÃO PENAL JOGOS DE AZAR PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA Contravenção penal Jogos de azar Inconformismo quanto à absolvição sumária da ré ante a ocorrência da prescrição em perspectiva Recurso conhecido e provido. (2ª Turma Recursal / Belo Horizonte. Rec Rel. Jayme Silvestre Corrêa Camargo. J. 08/02/11) CONTRAVENÇÃO PENAL JOGO DO BICHO CONTRAVENÇÃO PENAL - JOGO DE BICHO - CONSTITUCIONALIDADE DA NORMA - INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA E DA ADEQUAÇÃO SOCIAL - PROVA SUFICIENTE PARA CONDENAÇÃO. REINCIDÊNCIA AFASTADA - CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITO. A Constituição Federal de 1988 não é incompatível com as normas anteriores que previam a prática da infração de pequeno potencial ofensivo, denominada contravenção penal, posto que, o artigo 5o, inciso XXXIX da CR/88 apenas tratou a expressão crime em seu sentido lato. Não se aplica o princípio da intervenção mínima do Estado ou o da adequação social para tornar atípica uma conduta proibida e vigente em nosso ordenamento jurídico. Havendo provas suficientes acerca da existência da infração penal e da sua autoria, deve ser confirmada a condenação. Apesar de a apelante contar com condenações anteriores, estas transitaram em julgado após a prática da contravenção ora em julgamento, o que afasta a reincidência, a teor do que dispõe o artigo 63 do Código Penal. Afastada a reincidência, deve ser fixado o regime aberto para início do cumprimento

5 da pena, bem como, convertida a pena privativa de liberdade em restritiva de direito. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Igor Queiroz. J. 05/12/14) CRIME DE AMEAÇA PRESCRIÇÃO Delito de ameaça transcurso de mais de 3 anos entre o recebimento da denúncia e o julgamento em segunda instância sentença absolutória que não tem o condão de interromper a prescrição ausência de causa suspensiva do prazo prescricional extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva recurso prejudicado. (Turma Recursal de Ipatinga. Rec Rel. José Carlos de Matos. J. 11/12/14) CRIME DE RESISTÊNCIA AGRESSÃO A POLICIAIS DURANTE A FUGA MANDADO DE PRISÃO Agressão a policiais durante a fuga existência de mandado de prisão comprovação da prática de agressões para assegurar a fuga presença do dolo de praticar o crime de resistência sentença reformada para condenar o réu pela prática do crime de resistência. (Turma Recursal de Passos. Rec Rel. Flávio Barros Moreira. J. 29/10/14) CRIME DE RESISTÊNCIA ART. 329 DO CÓDIGO PENAL INCIDÊNCIA DE DEPENDÊNCIA TOXICOLÓGICA APELAÇÃO CRIMINAL CRIME DE RESISTÊNCIA ART. 329 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO ATIPICIDADE NÃO COMPROVADA INCIDENTE DE DEPENDÊNCIA TOXICOLÓGICO DESCABÍVEL RECURSO IMPROVIDO. (Turma Recursal de Ipatinga. Rec Rel. Mauro Simonassi. J. 13/11/14) CRIME DE RESISTÊNCIA ART. 329 DO CÓDIGO PENAL LEI /10 Crime de resistência. Artigo 329 do Código Penal Pena aplicada de 4 (quatro) meses e 20 (vinte) dias de detenção em regime semiaberto. Fato praticado em 16/07/2009. Recebimento da denúncia em 02/05/2013. Transcurso de mais de 2 (dois) anos entre a data do fato e o recebimento da denúncia. Fato praticado antes do advento da lei nº /10. Trânsito em julgado para a acusação. Impossibilidade de aumento de pena. Ocorrência da prescrição, na modalidade retroativa. Inteligência do artigo 107, IV c/c art. 109, VI e 110 1º (com redações anteriores à alteração promovida pela Lei nº /10). (Turma Recursal / Ipatinga. Rec Rel. Ludmila Lins Grilo. J. 13/03/14) DEFESA TÉCNICA CERCEAMENTO DE DEFESA COLHEITA DE PROVA INSTRUÇÃO PROCESSUAL AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO DA DEFESA TÉCNICA ALTERAÇÃO DA ORDEM DA COLHEITA DE PROVA CERCEAMENTO DE DEFESA NULIDADE ABSOLUTA SENTENÇA ANULADA A todo acusado é dado o direito de defesa técnica, corolário do princípio constitucional da ampla defesa, pelo que, deve-se decretar a nulidade da audiência realizada, com a produção de prova

6 testemunhal, sem a presença do defensor do réu ou de outro advogado nomeado pelo Juízo. O interrogatório do acusado é meio de defesa, pelo que, somente deverá ser procedido depois de esgotados os demais meios de provas, sob pena de acarretar cerceamento de defesa, gerador de nulidade absoluta. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Igor Queiroz. J. 06/06/14) DESACATO ART. 331, CÓDIGO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO ART. 331, DO CÓDIGO PENAL. DESACATO NÃO CONFIGURADO. MEROS DESENTENDIMENTOS ADMINISTRATIVOS. O simples desentendimento ocorrido entre as partes, ainda que tenha ensejado agressão, a mesma não configura o disposto no art. 331 do Código Penal, pois devem ser consideradas todas provas vindas aos autos. (Turma Recursal / Passos. Rec Rel. Patrícia Maria Oliveira Leite. J. 28/08/13) DESACATO CERCEAMENTO DE DEFESA COMPARECIMENTO DO RÉU À AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO Crime de desacato Cerceamento de defesa Não comparecimento do réu à audiência de instrução, apesar de intimação regular Inocorrência Prova suficiente da autoria e materialidade Recurso não provido Sentença mantida. (2ª Turma Recursal / Divinópolis. Rec Rel. Francisco de Assis Corrêa. J. 10/02/14) DIREÇÃO PERIGOSA DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DANOS Crime de direção perigosa Desnecessidade de comprovação de danos Bastante a potencialidade lesiva Prova suficiente da autoria e materialidade Recurso não provido Sentença mantida. (2ª Turma Recursal / Divinópolis. Rec Rel. Francisco de Assis Corrêa. J. 10/02/14) ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /2006 CONSTITUCIONALIDADE JUIZADOS ESPECIAIS ART. 28 DA LEI FEDERAL Nº /2006 CONSTITUCIONALIDADE AUSÊNCIA DE DESCRIMINALIZAÇÃO DA CONDUTA ALI DESCRITA PELA ENTRADA EM VIGOR DA NOVA LEI ANTIDROGAS. Conforme entendimento já solidificado na melhor doutrina e jurisprudência, não obstante nenhuma a inconstitucionalidade das normas inseridas no art. 28 da Lei Federal n /2006, o simples não estabelecimento de pena de prisão para o tipo penal ali previsto não importa, em hipótese alguma, na descriminalização da conduta nele reportada. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Guilherme Queiroz Lacerda. J. 02/12/14)

7 ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /06 INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO PARA DEMAIS AUTORES RECURSO DE APELAÇÃO ARTIGO 28 DA LEI 11343/06 ART. 117, 1º, DO CP. APLICAÇÃO DA INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL PARA OS DEMAIS AUTORES. INAPLICABILIDADE NO CASO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE MANTIDA. 1. Para que a interrupção da prescrição em relação a um acusado, pelo recebimento da denúncia, também seja aplicada aos demais denunciados, é imperioso que a peça acusatória também seja recebida em relação aos mesmos. Não o sendo, inaplicável no caso a regra do artigo 117, 1º, do CP, ensejando a manutenção da sentença que declarou extinta a punibilidade dos demais agentes pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva estatal. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. José Eustáquio Lucas Pereira. J. 07/11/14) ENTORPECENTE DEPOIMENTOS EXCLUSIVAMENTE DE POLICIAIS JUIZADOS ESPECIAIS CRIME DE USO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE CONDENAÇÃO FUNDAMENTADA EM DEPOIMENTOS PRESTADOS EXCLUSIVAMENTE POR POLICIAIS POSSIBILIDADE PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA NÃO INCIDÊNCIA CRIME DE MERA CONDUTA SUFICIÊNCIA DA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA PARA QUE SEJAM PRODUZIDOS NO USUÁRIO RESPECTIVO OS EFEITOS DELA ESPERADOS CONDENAÇÃO CRIMINAL REMESSA DE COMUNICAÇÃO AO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL PARA OS FINS DO ART. 15, INCISO III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ELEITORAL PARA DECIDIR ACERCA DA EFETIVAÇÃO OU NÃO DA SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS DO CONDENADO. Sendo a versão policial apresentada segura e coerente no sentido de imputar ao réu a posse da substância entorpecente com ele apreendida, nenhum óbice, conforme entendimento já absolutamente solidificado na doutrina e jurisprudência dominantes para que a condenação por este ilícito se fundamente nos depoimentos prestados pelos próprios policiais responsáveis pela sua captura. Se a quantidade de droga apreendida com o acusado é inequivocamente suficiente para a produção dos efeitos dela esperados, não há qualquer possibilidade de se qualificar como insignificante, sob o ponto de vista penal, a conduta aí evidenciada, mormente porque o ilícito neste caso perpetrado é de mera conduta e expõe a risco evidente o bem jurídico que no caso se visa proteger, ou seja, a saúde pública. Transitada em julgado perante os Juizados Especiais Criminais sentença condenatória proferida em desfavor do réu, mister seja o teor dela comunicado a Justiça Eleitoral para os fins do art. 15, inciso III da Carta Constitucional em vigor, sendo aquele o foro competente para a eventual discussão acerca da possibilidade ou não da suspensão dos direitos políticos deste em face da natureza da pena que lhe foi efetivamente aplicada, ou quanto ao prazo efetivo de duração desta mesma suspensão. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Guilherme Queiroz Lacerda. J. 01/10/14) ENTORPECENTE PORTE ART. 28 DA LEI /06 PORTE DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE ART. 28, DA LEI N /06

8 DESCRIMINALIZAÇÃO E INCONSTITUCIONALIDADE NÃO CONHECIMENTO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO RECURSO IMPROVIDO. A conduta de quem porta substância entorpecente, ainda que ínfima a sua quantidade, viola o disposto no art. 28, da Lei n /06, vez que a pequena quantidade traduz-se em característica própria do delito. A suspensão dos direitos políticos constitui consequência direta e imediata da condenação criminal transitada em julgado, pelo tempo em que perdurarem os seus efeitos. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Rosângela de Carvalho Monteiro J. 04/06/14) ENTORPECENTE PORTE ART. 28 DA LEI /06 CONSTITUCIONALIDADE PORTE DE DROGA ART. 28, DA LEI N /06 CONSTITUCIONALIDADE DIREITO COLETIVO SAÚDE PÚBLICA RECURSO PROVIDO. Não é inconstitucional o art. 28, da Lei n /06, tendo em vista que o bem jurídico tutelado pela norma é o direito coletivo. O art. 28 da mencionada Lei não infringe o princípio constitucional da autonomia privada nem importa em simples perigo de autolesão do usuário, mas representa perigo para a saúde pública, o que autoriza o apenamento da conduta do agente sem que resultem feridos os direitos fundamentais do cidadão. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Rosângela de Carvalho Monteiro J. 04/06/14) ENTORPECENTE USO PRÓPRIO AUSÊNCIA DE DEFENSOR NA AUDIÊNCIA PRELIMINAR Crime de posse de entorpecente para uso próprio Autoria e materialidades comprovadas nos autos Nulidade por ausência de defensor na audiência preliminar Nulidade da citação Insignificância da conduta e da inconstitucionalidade dos delitos de perigo abstrato Fragilidade da prova testemunhal suspensão dos direitos políticos Sentença mantida Recurso desprovido. (1ª Turma Recursal / Belo Horizonte. Rec Rel. Edison Feital Leite. J. 24/09/10) ENTORPECENTE ART. 28 DA LEI /2006 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA APELAÇÃO CRIMINAL ART. 28 DA LEI /2006 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA NÃO RECONHECIDO DIANTE DA DANOSIDADE ABSTRATA DO CRIME RECURSO IMPROVIDO. (Turma Recursal de Ipatinga. Rec Rel. Mauro Simonassi. J. 13/11/14) ENTORPECENTE USO PRÓPRIO PROVA TESTEMUNHAL CRIME DE POSSE DE ENTORPECENTE PARA USO PRÓPRIO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS NOS AUTOS NULIDADE DA CITAÇÃO DESCRIMINALIZAÇÃO INFRAÇÃO SUI GENERIS DE NATUREZA NÃO PENAL - ABOLITIO CRIMINIS - INVALIDADE INSIGNIFICÂNCIA DA CONDUTA E DA INCONSTITUCIONALIDADE DOS DELITOS DE PERIGO ABSTRATO FRAGILIDADE DA

9 PROVA TESTEMUNHAL SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS SENTENÇA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. (1ª Turma Recursal Criminal / Belo Horizonte. Rec Rel. Edison Feital Leite. J. 24/09/10) FLANELINHAS PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ARMA BRANCA FLANELINHAS PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ATIPICIDADE PORTE DE ARMA BRANCA LEI PENAL EM BRANCO AUSÊNCIA DE REGULAMENTAÇÃO ATIPICIDADE Não obstante a existência de norma regulamentadora da profissão flanelinha, a inexpressiva lesão ao bem jurídico tutelado pelo estado também constitui-se uma forma de atipicidade conglobante, na moderna concepção do tipo adotada pela doutrina prestigiada em nossos tribunais, como é o caso concreto. Inexistindo complementação à norma penal em branco contida no artigo 19 da Lei de Contravenções Penais, não há como considerar típica a conduta praticada pelo autor do fato, por total impossibilidade de atendimento à exigência de licença prévia da autoridade competente para o porte de uma faca. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec _ Rel. Igor Queiroz. J. 05/12/14) HABEAS CORPUS TRANSAÇÃO PENAL VIA IMPRÓPRIA OBTENÇÃO DO BENEFÍCIO DA TRANSAÇÃO PENAL EM SEDE DE HABEAS CORPUS IMPOSSIBILIDADE VIA IMPRÓPRIA ORDEM DENEGADA. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Kênea Márcia Damato de Moura Gomes. J. 04/06/14) LEI 9.099/95 DEVIDO PROCESSO LEGAL A Lei 9099 contém um micro sistema processual que deve ser observado à risca, pena de nulidade, iniciando-se com a audiência prévia com a tentativa de conciliação e transação penal, seguindo pelo oferecimento da denúncia, com a apresentação de defesa prévia, com a averiguação do juízo de admissibilidade, recebendo ou não a denúncia, passando pela proposta positiva ou negativa de suspensão do processo, na forma do art. 89, a coleta das provas testemunhais, por último, a ocorrência do interrogatório. (Turma Recursal de Ipatinga. Rec Rel. Carlos Roberto de Faria. J. 13/11/14) MEIO AMBIENTE ART. 46 PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 9.605/98 APELAÇÃO. CRIME CONTRA O MEIO AMBIENTE. ART. 46 PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 9.605/98. COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTO VEGETAL SEM LICENÇA CONDENAÇÃO MONOCRÁTICA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. RECURSO IMPROVIDO. (Turma Recursal / Passos. Rec J. 26/03/14)

10 MEIO AMBIENTE ART. 60 DA LEI 9.605/98 ESTAÇÃO DE RÁDIO ART. 60 DA LEI 9.605/98 DENÚNCIA INEPTA DÚVIDA QUANTO A IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELA INSTALAÇÃO DA ESTAÇÃO DE RÁDIO BASE ANTENAS DESLIGADAS AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA POTENCIALIDADE POLUIDORA RECURSO NÃO PROVIDO. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Kenea Márcia Damato de Moura Gomes. J. 01/10/14) PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO EM ALEGAÇÕES FINAIS APELAÇÃO POSTERIOR FALTA DE INTERESSE EM RECORRER APELAÇÃO CRIMINAL PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO EM ALEGAÇÕES FINAIS E SENTENÇA CONFORME O PEDIDO FINAL APELAÇÃO POSTERIOR PELO ÓRGÃO MINISTERIAL FALTA DE INTERESSE EM RECORRER INTELIGÊNCIA DO ART. 577, PARÁGRAFO ÚNICO DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. (Turma Recursal / Ipatinga. Rec Rel. Mauro Simonassi. J. 14/11/13) PRELIMINAR DE LITISPENDÊNCIA JUSTIÇA MILITAR CRIMES DIVERSOS APELAÇÃO CRIMINAL PRELIMINAR DE LITISPENDÊNCIA JUSTIÇA MILITAR CRIMES DIVERSOS REJEIÇÃO ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS IMPOSSIBILIDADE VALORAÇÃO ADEQUADA DA PROVA COLHIDA CONDENAÇÃO SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA POSSIBILIDADE RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. (3ª Turma Recursal / Uberlândia. Rec Rel. Maria Elisa Taglialegna. J. 21/03/13) PRESCRIÇÃO LEI /2010 CRIME COMETIDO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI /2010 APLICAÇÃO DA LEI ANTERIOR, POR SER MAIS BENÉFICA AO ACUSADO PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO PELA PENA CONCRETIZADA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DECRETADA. A Lei /2010, que ampliou os prazos prescricionais, não pode ser aplicada às infrações penais praticadas antes da sua vigência ( ), por ser prejudicial à defesa. Decorrido prazo superior a dois anos entre a data da infração penal e a data do recebimento da denúncia, sem que houvesse qualquer causa de suspensão do prazo prescricional, e considerando a pena aplicada ao réu, inferior a um ano de detenção, deve ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Recurso conhecido e provido. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Igor Queiroz. J. 05/12/14)

11 PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA DEVIDO PROCESSO LEGAL O reconhecimento da prescrição em perspectiva não encontra amparo no ordenamento jurídico pátrio. A prescrição regulada pela pena em concreto somente se viabiliza após trânsito em julgado para a acusação. Não sendo o caso, será regulada pela pena máxima cominada em abstrato. A decisão que extingue a punibilidade pela prescrição com base na pena hipotética aborta o devido processo legal e viola o princípio da presunção da não-culpabilidade. (1ª Turma Recursal Criminal / Belo Horizonte. Rec Rel. Narciso Alvarenga Monteiro de Castro. J. 24/09/10) PRESCRIÇÃO RETROATIVA ART. 46 DA LEI 9605/98 APELAÇÃO CRIMINAL ARTIGO 46 DA LEI 9605/98 PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL RECONHECIMENTO EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE ESTATAL RECURSO PROVIDO. (1ª Turma Recursal / Betim. Rec Rel. Lauro Sérgio Leal. J. 27/09/13) PRESCRIÇÃO RETROATIVA FATO ANTERIOR À LEI /2010 JUIZADOS ESPECIAIS RÉU CONDENADO A PENA INFERIOR A UM ANO POR FATO ACONTECIDO ANTES DA ENTRADA EM VIGOR DA LEI FEDERAL Nº /2010 E POR DECISÃO NÃO IMPUGNADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO RETROATIVA EM VIRTUDE DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA APÓS JÁ DECORRIDOS MAIS DE DOIS ANOS DA REALIZAÇÃO EFETIVA DA CONDUTA SUPOSTAMENTE DESENVOLVIDA. Porque manifestamente ilegítima a aplicação das modificações realizadas no Código Penal Brasileiro pela Lei Federal n /2010 a fatos ocorridos antes da sua entrada em vigor, é de se reconhecer a extinção da punibilidade do Estado, via prescrição retroativa, em ação penal intentada contra o réu por conduta delituosa supostamente acontecida três anos antes da data do recebimento da denúncia contra ele oferecida, e na qual restou a final condenado, por decisão não impugnada pelo Dr. Promotor de Justiça, a uma pena inferior a um ano de detenção. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Guilherme Queiroz Lacerda. J. 02/12/14) RECURSO EM SENTIDO ESTRITO ENUNCIADO 48 DO FONAJE CRIMINAL RECURSO EM SENTIDO ESTRITO ENUNCIADO 48 DO FONAJE CRIMINAL OFENSA AO PRINCÍPIO DA CELERIDADE PROCESSUAL. Não cabe o recurso em sentido estrito em sede de juizados especiais criminais, por falta de previsão legal para sua interposição. Além disso, o aludido recurso contraria o princípio da celeridade processual previsto no art. 62, da lei n 9.099/95. Neste sentido é o Enunciado 48 do FONAJE criminal. (Primeira Turma Recursal / Betim. Rec Rel. Robert Lopes de Almeida. J. 08/11/13) REFORMATIO IN MELLIUS DE OFÍCIO DECOTAÇÃO PENA PECUNIÁRIA

12 Decadência e Prescrição não configuradas Provimento negado Reformatio in mellius de ofício Decotação pena pecuniária Sentença parcialmente mantida. (1ª Turma Recursal / Betim. Rec Rel. Carlos Márcio de Souza Machado. J. 01/12/11) REFORMATIO IN PEJUS IMPOSSIBILIDADE JUIZADOS ESPECIAIS SENTENÇA CONDENATÓRIA ANULADA EM RECURSO AVIADO SOMENTE PELA DEFESA IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO POSTERIOR DE PENA MAIOR QUE AQUELA REFERIDA NA DECISÃO DECLARADA ÍRRITA AUSÊNCIA DE CAUSA INTERRUPTIVA DE PRESCRIÇÃO NECESSIDADE DE RECONHECIMENTO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DO ESTADO, VIA PRESCRIÇÃO RETROATIVA, EM FACE AOS ATOS ILÍCITOS CUJA PRÁTICA SE ATRIBUI AOS RECORRENTES. Anulando a turma recursal, em apelo aviado exclusivamente pela defesa, sentença condenatória na qual aplicada aos recorrentes pena privativa de liberdade inferior a um ano, e em face da expressa vedação pelo ordenamento jurídico consolidado da reformatio in pejus, de se reconhecer desde logo a extinção da punibilidade do Estado, via prescrição retroativa e com égide no que determina o art. 107, inciso IV c/c. art. 109, inciso VI e art. 110 do CPB, se já decorridos mais de três anos entre a data do recebimento da denúncia oferecida e os dias atuais, mormente diante da circunstância de já haver se pacificado no pensamento jurídico nacional o entendimento de que a decisão declarada írrita em grau de recurso não se presta para o fim interruptivo a que se refere o art. 117, inciso IV daquele mesmo diploma legal. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Guilherme Queiroz Lacerda. J. 01/10/14) REINCIDÊNCIA ANTERIOR SENTENÇA CONDENATÓRIA NÃO TRANSITADA E JULGADO CRIMINAL. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. CONDENAÇÃO DO RÉU COMO INCURSO NAS IRAS DO ARTIGO 309 DA LEI 9503/97. SENTENÇA CONDENATÓRIA ANTERIOR COM TRÂNSITO EM JULGADO SOMENTE PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE SER UTILIZADA COMO REINCIDÊNCIA OU MAUS ANTECEDENTES. SENTENÇA PRIMEVA COM CONDENAÇÃO EM PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. REFORMA PARA APLICAÇÃO SOMENTE DE PENA DE MULTA. TENDO EM VISTA AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ARTIGO 59 DO CÓDIGO PENAL. O acusado não pode ser considerado reincidente com base em sentença condenatória onde existe recurso da defesa, não podendo também ser utilizada para maus antecedentes. A reincidência exige condenação anterior por trânsito em julgado. Os maus antecedentes para serem reconhecidos, exigem condenação anterior por trânsito em julgado, quando em processo não utilizado para caracterização de reincidência. Sendo favoráveis as circunstâncias judiciais, impõe a aplicação somente de pena de multa. (Turma Recursal de Passos. Rec Rel. Luiz Carlos Cardoso Negrão. J. 27/08/14)

13 REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA SUBSTITUIÇÃO DE PENA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS Não se tratando de reincidência específica, o 3º do art. 44 do CP possibilita a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos, desde que presentes os demais requisitos previstos nos incisos I e III do referido dispositivo legal. A caracterização de novatio in melius, beneficia o réu no processo penal, impondo-se a aplicação in bona partem, aplicando-se em favor do sentenciado a norma mais benéfica. A norma contida art. 44, 3º, do CP, criado pela Lei nº 9.714/98, não tem como ser aplicada sem que se fira o art. 33 do mesmo Diploma Penal, e viceversa, surgindo disto uma antinomia jurídica. (Primeira Turma Recursal / Ipatinga. Rec Rel. Carlos Roberto de Faria. J. 12/09/13) REJEIÇÃO DA DENÚNCIA REPRESENTAÇÃO EM AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. IMPOSSIBILIDADE. REPRESENTAÇÃO EM AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. AUSÊNCIA DE FORMALIDADES. NECESSITANDO A DEMONSTRAÇÃO DO DESEJO DE REPRESENTAR. APELAÇÃO A QUE SE DÁ PROVIMENTO PARA RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. A manifestação inequívoca do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo dispensa a formalidade da representação. Tendo a representação ocorrido, deve a denúncia ser recebida, pois atende os requisitos para o seu recebimento. (Turma Recursal / Passos. Rec J. 26/03/14) SENTENÇA EXTINTIVA DA PUNIBILIDADE APELAÇÃO INTERPOSTA POR ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO LEGITIMIDADE Sentença extintiva da punibilidade pela prescrição. Recurso de Apelação interposto por Assistente de Acusação. Legitimidade. Interpretação dos artigos 82, da lei 9099/95, c/c 581, VIII e 584, 1º, do Código de Processo Penal. Causa Suspensiva da Prescrição prevista no artigo 116, I, do Código Penal. Inocorrência, visto não depender para o reconhecimento ou não da existência do crime, a questão discutida em outro processo. Recurso conhecido e improvido. (Turma Recursal / Passos. Rec Rel. Luiz Carlos Cardoso Negrão. J. 26/03/14) TRANSAÇÃO NÃO CUMPRIDA ART. 76 LEI 9099/95 PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS TRANSAÇÃO NÃO CUMPRIDA ART. 76 LEI 9099/95 PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL RECURSO PROVIDO. (Turma Recursal de Passos. Rec Rel. Flávio Catapani. J. 29/10/14) TRANSAÇÃO PENAL CONDUTA ATÍPICA ARQUIVAMENTO RECURSO DE APELAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DE TRANSAÇÃO PENAL POR

14 ATIPICIDADE DA CONDUTA. ARQUIVAMENTO DO PROCEDIMENTO. RECURSO DE APELAÇÃO VIA INADEQUADA. 1. A decisão que deixa de homologar a transação penal por considerar a conduta atípica, sem que haja oferta de denúncia pelo MP, implica no arquivamento do procedimento criminal. 2. O recurso de apelação é via inadequada para manifestar descontentamento contra provimentos de Magistrados que não haja recurso específico no âmbito dos Juizados Especiais Criminais, pelo que adequado o uso da correição parcial, cuja competência para julgamento é do Conselho da Magistratura Mineira. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Igor Queiroz. J. 06/06/14) TRÂNSITO ART. 305 DO CTB INCONSTITUCIONALIDADE AÇÃO PENAL PÚBLICA. ATO ENQUADRADO NOS ARTIGOS 305, DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO. SENTENÇA REFORMADA. O fato descrito no artigo 305, do Código de Trânsito Brasileiro é inconstitucional já que constitui ofensa ao inciso LXIII, do artigo 5o., da Constituição Federal, o qual institui a garantia da não autoincriminação. Deve a sentença ser reformada para absolver o réu, vinculado ao artigo 386, III, do Código de Processo Penal. (Turma Recursal de Passos. Rec Rel. Luiz Carlos Cardoso Negrão. J. 29/10/14) TRÂNSITO ART. 310 DO CTB ENTREGAR VEÍCULO A INABILITADO PERIGO ABSTRATO RECURSO DE APELAÇÃO ART. 310 DO CTB ENTREGAR VEÍCULO A INABILITADO. 1) PRELIMINAR: INÉPCIA DA DENÚNCIA. AFASTADA. MÉRITO: 2) - ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO. TESE REJEITADA. 3) AUSÊNCIA DE PERIGO CONCRETO DE DANO. DESNECESSIDADE. 1) estando a denúncia em conformidade com o artigo 41 do CPP, não há que se falar em inépcia, haja vista que o artigo 310 do CTB não exige o perigo concreto de dano, pelo que não há que se falar em descrição de potencialidade lesiva na peça acusatória. 2) não demonstrado que no momento da prática delitiva o agente encontrava-se sob efeito de droga ou sem sua capacidade de discernimento, não há que se falar em erro sobre a ilicitude do fato, pelo que afasta-se a incidência do artigo 21 do CP. 3) o artigo 310 do CTB é de perigo abstrato e não concreto, pelo que pouco importa se a conduta do condutor inabilitado causou potencialidade lesiva ou não. CONDENAÇÃO MANTIDA. (Primeira Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. José Eustáquio Lucas Pereira. J. 06/06/14) TRÂNSITO ART. 310 DO CTB PERIGO CONCRETO ART. 310, CTB CRIME DE PERIGO CONCRETO ATIPICIDADE DELITIVA RECURSO IMPROVIDO. Se não relatado o efetivo perigo de dano causado pela conduta do agente que entrega a direção de veículo automotor à pessoa inabilitada, a não homologação da transação penal e o arquivamento do feito, face à atipicidade da conduta, é medida imperiosa a ser adotada. (Segunda Turma Recursal Criminal de Belo Horizonte. Rec Rel. Rosângela de

15 Carvalho Monteiro J. 04/06/14) TRÂNSITO CRIME DE DIREÇÃO PERIGOSA PERIGO CONCRETO CRIME DE DIREÇÃO PERIGOSA DELITO DE PERIGO CONCRETO DE DANO AUSÊNCIA DE PROVAS EFETIVAS PRINCÍPIO DO IN DUBIO PRO REO Para configuração do delito previso no art. 309 do CTB faz-se necessário que a conduta do agente tenha gerado perigo concreto de dano. Não havendo nos autos provas robustas que permitam a condenação do denunciado, deve-se aplicar o princípio do in dubio pro reo. SENTENÇA MANTIDA. (Turma Recursal de Ipatinga. Rec Rel. Marcelo Pereira da Silva. J. 11/07/13)

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