Dos delitos das penas: ilegalidade e cosmologia na circulação de arte plumária dos índios Karitiana em Rondônia 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dos delitos das penas: ilegalidade e cosmologia na circulação de arte plumária dos índios Karitiana em Rondônia 1"

Transcrição

1 Dos delitos das penas: ilegalidade e cosmologia na circulação de arte plumária dos índios Karitiana em Rondônia 1 Felipe Ferreira Vander Velden UFSCar/São Paulo/Brasil Resumo A lei 9605/98, a chamada lei dos crimes ambientais, reforçou a proibição ao comércio de animais da fauna silvestre brasileira (art. 29), incluindo produtos e objetos dela oriundos. Esta lei acabou por incidir sobre um mercado até então desvinculado das preocupações legais com animais: o de artesanato indígena e, especialmente, o de arte plumária. Desta forma, a lei consolidou um vínculo entre artefatos indígenas e crime ambiental, ao estabelecer formas de controle sobre a circulação de peças elaboradas com partes de corpos de animais silvestres. Vários povos indígenas, que usavam auferir alguma renda do comércio de plumária, foram atingidos pela normativa legal, e vêm, desde então, tendo que lidar com uma situação singular: ao mesmo tempo em que seus artefatos são valorizados por diferentes atores como cultura ou patrimônio são procurados por turistas e colecionadores, tais peças atraem a atenção das autoridades que buscam combater o crime ambiental. Este trabalho traz uma primeira aproximação ao modo como os índios Karitiana, em Rondônia, vem lidando com a proibição do comércio de sua arte plumária, buscando articular uma etnografia dos vários circuitos que as peças têm percorrido e as diferentes moralidades neles envolvidas, já que, uma vez que saem das terras indígenas os artefatos confeccionados com partes de animais se tornam inerentemente ilegais posto que sua produção e uso pelos índios não é vedada. Palavras-chave: plumária meio-ambiente artesanato Introdução A lei n o 9605, de 12 de fevereiro de 1998, a chamada lei dos crimes ambientais, reforçou a proibição ao comércio de animais da fauna silvestre brasileira, incluindo produtos e objetos dela oriundos. Segundo reza o texto da lei, em seu Capítulo V ( Dos crimes contra o meio ambiente ), Seção I ( Dos crimes contra a fauna ), Artigo 29, constitui crime ambiental: 1 Trabalho apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2014, Natal/RN. 1

2 Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa. 1º Incorre nas mesmas penas: (...) III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente 2. O texto legal não faz qualquer menção aos povos indígenas. Naturalmente, a situação de várias comunidades indígenas que dependem da caça de animais silvestres para se alimentar encontra respaldo no artigo 37 da mesma lei, que prega que [n]ão é crime o abate de animal, quando realizado: I - em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família. Ademais, garantias constitucionais (portanto, superiores à lei ordinária) autorizam a caça, o abate e o aproveitamento de animais ou partes de animais pelos grupos indígenas, incluindo seu emprego na confecção de artefatos diversos, como recursos terapêuticos, como animais de estimação (animais familiarizados) e como elementos cruciais à arte, à constituição da pessoa (via ornamentação corporal) e à vida ritual destas populações. Neste último caso, encontramos a arte plumária, de reconhecida beleza e sofisticação, confeccionada com penas de numerosas espécies de aves e apreciada mundo afora desde os primeiros tempos coloniais (Marchant 1946). Eis o problema: há séculos, peças indígenas confeccionadas com partes de animais (pele, couro, chifres, dentes, escamas e, sobretudo, penas) têm circulado por mercados ou redes de reciprocidade locais, regionais, nacionais e internacionais, e mesmo com símbolos de status e do poder imperial (Françoso 2009). Penas e plumas são muito apreciadas pela moda europeia desde pelo menos o século XIX (Schindler 2001; Kirsch 2006), embora hoje com menos intensidade. Cocares e outros adornos fabricados ou decorados com plumária, contudo, permanecem como objetos de arte e decoração muito procurados, tendo alcançado preços cada vez mais altos em mercados 2 Extraído do site da Presidência da República (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm), acessado em 03/09/

3 de arte e de artesanato, no Brasil e no exterior. Os povos indígenas, evidentemente, sabem da atração que suas peças exercem sobre tais mercados, e estão, de forma crescente, inseridos nele. No entanto, o choque entre a legislação que visa a coibir a circulação de animais e suas partes (por meio de seu enquadramento como crimes ambientais) e a inserção de diferentes povos indígenas nesta circulação de animais e partes de animais fora de suas terras e, portanto, fora de suas necessidades de reprodução física e cultural tem causado uma série de problemas a estes povos, capturados entre a lógica legal ambientalista, a lógica do mercado e do valor (estético e monetário) e suas próprias lógicas, por meio das quais buscam compreender tais situações e nelas operarem da melhor forma possível. Os Karitiana, povo de língua Tupi-Arikém que habita quatro aldeias no norte do estado de Rondônia, a cerca de 100 km de Porto Velho, capital rondoniense, vêm estado às voltas com a questão faz alguns anos. Muito procurados em função de sua arte plumária (além de outros artefatos que empregam, em sua confecção ou ornamentação, partes de corpos ou substâncias de origem animal), os Karitiana enfrentam a pressão dos órgãos de defesa ambiental especialmente a Polícia Federal dedicados a coibir a livre circulação de corpos animais, de acordo com a letra da lei. Embora em vigor desde 1998, os efeitos da lei de crimes ambientais ainda se faziam sentir com força ao menos quanto à questão da repressão ao comércio de artesanato indígena nos idos de 2003, quando fazia minha primeira incursão ao campo. E também em 2006 e em 2009, ocasiões em que, novamente, estive fazendo pesquisas entre os Karitiana. Este artigo corresponde a uma primeira aproximação ao problema colocado pela aplicação da lei e de sua fiscalização ao caso do comércio de artesanato pelos Karitiana. O artesanato Karitiana em conflito com a lei Embora possuam uma terra indígena demarcada de 89 mil hectares ainda que a maior parte de seu território tradicional tenha ficado de fora da delimitação oficial os Karitiana costumam passar longos períodos na cidade de Porto Velho. Alguns passam anos estudando, outros anos trabalhando, alguns meses em um curso, às vezes semanas em busca de atendimento médico, ou dias para receber salários ou aposentadorias. Além disso, um conjunto significativo de novas necessidades surgiu na vida cotidiana de cada Karitiana: pasta de dente e sabonete, material escolar, refrigerantes, óculos escuros, 3

4 munição, terçados. Necessidades que só podem ser satisfeitas no comércio urbano. Tal relacionamento com a cidade, nestes seus dois aspectos, demandam imperativamente que os Karitiana disponham de dinheiro. Este dinheiro vem, basicamente, do comércio de seu artesanato, por eles apontado como sua única fonte de renda 3. Os Karitiana confeccionam uma enorme variedade de artefatos comercializados por eles como artesanato em vários espaços de Porto Velho. As peças concentram-se principalmente na lojinha anexa à sede da Akot Pytim Adnipa, a Associação Indígena Karitiana, que fica junto das dependências da Coordenação Técnica Local da FUNAI. Ali as peças são etiquetadas com o nome do artesão e, ao serem vendidas, parte do valor é revertido para este, outra parte é retido pela Associação para suas despesas. Além disso, as famílias Karitiana costumam circular pela cidade vendendo artesanato diretamente aos compradores, ou estabelecendo-se em certos pontos fixos como a Feira do Sol, que funciona em um galpão restaurado da antiga Estrada de Ferro Madeira- Mamoré. Também é frequente encontrar os Karitiana vendendo artesanato em eventos da cidade, como no Flor de Maracujá, uma espécie de festa junina que é parte da tradicional programação cultural de Porto Velho. Por fim, os Karitiana vendem muitas peças aos visitantes cada vez mais frequentes de sua principal, maior e mais antiga aldeia, Kyõwã, distante cerca de 100 km de Porto Velho e facilmente acessível por qualquer veículo motorizado, ao menos na estação seca. Em todos estes espaços, fixos ou móveis, peças que utilizam penas (e outras partes de animais) em sua confecção ou decoração são comercializadas. Embora venham cada vez mais substituindo os materiais tradicionais (o termo é karitiana) por matérias-primas adquiridas na cidade, os artefatos que portam as belas penas das aves amazônicas ainda são muito valorizados e encontram compradores, mesmo tendo seus preços continuamente inflacionados. Os Karitiana confeccionam cocares de grande beleza e apuro técnico; ademais, penas são empregadas necessariamente em vários outros objetos, como flechas, além de decorarem virtualmente todos os tipos de artesanato karitiana (arcos, brincos, colares, paus de chuva, cestos, prendedores de cabelo, maracás, entre outros). E aqui radica a questão conflituosa. 3 No dia do índio, Karitianas denunciam descaso da Funai, jornal Eletrônico Rondoniaovivo.com, em 19/04/2013, disponível em acesso em 04/06/14). Noto que os Karitiana possuem, sim, outras fontes de renda monetária: aposentadorias rurais, salários e os programas sociais do governo federal, como o Bolsa-Família. 4

5 Quando estive em campo pela segunda vez, no segundo semestre de 2006, os Karitiana discutiam bastante a repressão aplicada sobre eles pela Polícia Federal por conta do comércio de artesanato contendo porções de corpos animais. Poucos meses antes de minha chegada, contaram-me os Karitiana, a polícia havia feito uma diligência na loja da Associação indígena Karitiana e apreendido todas as peças, posteriormente depositadas em uma sala da sede local do IBAMA. Na mesma ocasião, a loja karitiana estava a ponto de fechar um grande negócio de venda de peças a um comprador japonês, que as levaria para revenda em seu país de origem, mas foi fortemente desaconselhado a fazê-lo por conta da legislação. Em 2009, eu mesmo acompanhei a ação da polícia na tentativa de apreender as peças comercializadas pelas famílias Karitiana durante o Arraial do Flor de Maracujá; os Karitiana resistiram, alegando que o evento constituía uma das principais fontes de recursos necessários para sua manutenção na zona urbana; ademais, não entendiam exatamente porque não podiam comercializar suas peças artesanais, mesmo porque não só eram muito procuradas por moradores locais e por turistas, mas também porque, nos últimos anos, o artesanato karitiana passou a ser parte de uma noção de artesanato de Porto Velho ou de Rondônia, que era praticamente ausente até a primeira década do século XXI, mas que agora parece despontar, na medida em que penso Porto Velho cresce em função dos negócios catapultados pela construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau. Os múltiplos eventos, feiras e espaços da capital rondoniense em que o artesanato karitiana tem aparecido sugere uma revalorização da cultura indígena local claro, só por meio de seus artefatos ou das assim chamadas manifestações culturais, como dança e música, estetização de uma cultura totalmente esvaziada de seu conteúdo político e o aumento da procura justamente destas peças mais vistosas a plumária para compor acervos, decorar paredes de instituições ou divulgar o empreendedor local 4. Mas há mais coisas neste desentendimento. Muitos dos advogados da lei de crimes ambientais argumentam que os povos indígenas aumentaram as pressões sobre a caça de modo a produzir mais artesanato destinado à comercialização: ou seja, o que era necessidade passa a ser ganância. Não obstante o fato de esta definição exógena desconsiderar completamente as definições indígenas e locais de necessidade, bem como de desejo, não penso que tal argumento possa ser aplicado aos Karitiana. Os 4 Ver, por exemplo, (acesso em 04/06/2014) e (acesso em 02/03/2014). 5

6 Karitiana são caçadores, e se produzem peças artesanais com os despojos dos animais que abatem, eles efetivamente comem toda a carne que conseguem capturar. De fato, não creio poder dizer que há propriamente abundância de carne de caça nas aldeias Karitiana, embora pareça haver o suficiente, mesmo que não para todas as casas e ao mesmo tempo. Não me parece que os Karitiana venha caçando mais apenas para produzir mais artesanato e, assim, aumentarem sua fonte de renda. O dado importante, todavia, é que uma vez caçado, os despojos dos animais depois de consumidos precisam receber um destino adequado: não podem, por exemplo, ser revirados por cachorros e outros animais, não podem ter contato com urina, fezes ou sangue menstrual, e por aí vai; caso contrário, arriscam fazer um caçador panema (so ndakap ou naam), ou seja, imprestável para a caça. Se, antigamente, os ossos, penas, dentes, peles, couros e outras partes de corpos animais eram empregados na confecção de alguns artefatos de uso local, e seu excesso era descartado em certos locais seguros especialmente no alto de árvores de troncos espinhosos na floresta, como marajás e paxiúbas, hoje em dia qual o melhor destino para estes restos se não a fabricação de artesanato que, além de garantir a segurança das matérias-primas e, por conseguinte, dos caçadores e de suas famílias (segurança contra a fome), gera algum dinheiro? A repressão ao comércio de arte plumária, portanto, coloca um risco à própria sobrevivência dos Karitiana como um povo que se define como caçadores, de acordo com sua própria apreciação. O que vai fazer com as penas se não puder fazer artesanato? Esta é uma questão que os Karitiana frequentemente se colocavam, ao serem confrontados com a realidade das ações da Polícia Federal e dos órgãos ambientais. Como disse acima, novos materiais vêm sendo testados e empregados na confecção das peças: interessam-me, aqui, sobretudo as penas de galinhas domésticas, que as mulheres recolhem em grande quantidade nos mercados urbanos que abatem estas aves (e que dão as penas às índias, já que não tem emprego para elas), e que mais e mais entram na decoração das peças. Não obstante, ainda há um mercado ativo para as peças consideradas mais autênticas (Price 2000; Vander Velden 2011), quer seja, aquelas que empregam penas de aves silvestres nativas. Além disso, as peças karitiana retiradas, por força da lei e da ação repressiva, dos circuitos comerciais, vêm retornando à circulação por outros canais não regidos pela mercadoria, mas pela dádiva. Assim, em 2009, soube, por meio de uma colega bióloga da Universidade Federal de Rondônia, que o superintendente do IBAMA que guardava os cocares apreendidos com os Karitiana na lojinha da Associação Indígena estava 6

7 presenteando diversas pessoas com as peças. É muito comum que grandes cocares karitiana sejam exibidos, como disse, em saguões de hotéis e em órgãos públicos diversos de Porto Velho. Muitas dessas peças, assim, não são adquiridas diretamente, por meio de pagamento, dos Karitiana, pois tal configura crime ambiental; são, ao invés disso, presenteadas, fazendo com que a circulação das peças não seja interrompida e fomentando, seguramente, o comércio: o fato de decorarem hotéis, por exemplo, certamente chama a atenção de turistas interessados em levar para casa algo da experiência de viagem na Amazônia e da cultura local. Note-se que a lei de crimes ambientais criminaliza os atos de quem adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito animais silvestres ou produtos deles oriundos; mas silencia a respeito da doação ou do presente, da dádiva. Assim, os belos cocares Karitiana seguem circulando á revelia dos seus próprios artífices, que, claro, nada ganham com isso exceto serem reconhecidos como parte da cultura local ou regional. Não estou certo de que isso interessa muito aos Karitiana. Talvez por conta das dificuldades colocadas à comercialização direta de seu artesanato que incorpora penas e outras partes e substâncias animais, vários Karitiana parecem estar buscando formas alternativas de inserção no mercado, o que tem, inclusive, promovido uma reavaliação positiva das peças como arte, e não mais artesanato, com o consequente aumento dos preços. Daí a migração de alguns artesãos aqueles que dispõem de acesso à rede e os conhecimentos necessários para operar ali para a internet, onde divulgam e vendem suas peças por meio de blogs. O site mantido Maria Karitiana Arte Indígena 5, cocares de penas de mutum e arara são vendidos por preços que variam entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00, e muitos detalhes são fornecidos ao possível comprador, a exemplo da imagem reproduzida abaixo. 5 (acesso em 05/06/2014). 7

8 Cocar Indígena Karitiana Grande (imagem extraída de Outro blog que comercializa arte plumária Karitiana é o YJXA Tons de Brasil, mantido por Mãlomai K. Aikanã (curiosamente, o fotógrafo da imagem acima), um 8

9 jovem de ascendência mestiça (mãe Karitiana e pai Aikanã/Kasupá). O site traz uma breve descrição do negócio, remetendo diretamente à cultura Karitiana: Yjxa é a pronome de primeira pessoa do singular na língua karitiana ( nós), e é também a forma como os Karitiana se referem a eles mesmos: um pronome, enfim, que funciona como etnônimo (Viveiros de Castro 1996). Além dos contatos do responsável pelo site e pelas vendas (telefone, celular e ), há todas as informações necessárias para a aquisição das peças (que não aparecem no site): forma de entrega, forma de pagamento e de confirmação de valores e transações. As peças de Maria Karitiana também estão disponíveis livremente para venda no site de anúncios OLX 6, de alcance nacional; um número de telefone pessoal da vendedora karitiana aparece na mesma página virtual. Será que esta presença dos próprios indígenas comercializando seu artesanato para fora dos circuitos legalmente aceitos ou seja, no interior das aldeias e das práticas nativas ocorre por deficiências na fiscalização ou pelo fato de que a repressão pode tolerar, afinal, que os índios comercializem seus artefatos, mesmo que em circuitos, em princípio e por definição, ilegais? Mas a repressão não parece vir tolerando a venda direta deste artesanato pelos Karitiana aos turistas e outros compradores em Porto Velho. A lei de crimes ambientais acabou, talvez inadvertidamente, por incidir sobre um mercado até então desvinculado das preocupações legais com animais: o de artesanato indígena e, especialmente, o de arte plumária. Talvez porque seu alcance fosse, até há poucos anos, muito restrito aos poucos visitantes das aldeias e, no caso de Porto Velho, a um fluxo irregular e relativamente inexpressivo de turistas e mesmo de compradores locais. Mas, nos últimos 10 anos, a capital rondoniense experimentou um crescimento urbano expressivo, que deve, parece-me, ser pensado em consonância com uma crescente valorização da cultura e da história de Rondônia e de Porto Velho em particular. Para se ter uma ideia, da primeira vez que visitei Porto Velho, em 1999, não havia um único espaço de exposição ou comercialização de arte/artesanato indígena, e apenas uma única loja no centro da cidade vendia artesanato regional não indígena. Hoje, as peças Karitiana figuram em muitos espaços da cidade, como qualquer pesquisa breve em sites de busca pode demonstrar. Assim sendo, a lei desenhou ao menos parcialmente um vínculo entre artefatos indígenas e crime ambiental, ao estabelecer formas de controle sobre a 6 (acesso em 04/06/2014). 9

10 circulação de peças elaboradas ou ornamentadas com substâncias ou partes de corpos de animais silvestres diversos. Vários povos indígenas pelo Brasil, que usavam auferir alguma renda do comércio de arte plumária e outros artefatos de origem animai ou fabricados com porções de corpos animais, foram atingidos, com intensidade variável, pela normativa legal, e vêm, desde então, tendo que lidar com uma situação singular: ao mesmo tempo em que seus artefatos decorados com partes de animais são valorizados por diferentes atores como cultura ou patrimônio regional/local tornando-se como emblemas de uma história ou de uma cultura e continuam sendo ativamente procurados por turistas, colecionadores e apreciadores em geral, tais peças atraem mais e mais a atenção das autoridades que buscam combater o crime ambiental no qual tais transações passaram a ser resignificadas depois de Considerações finais Este trabalho traz uma primeira aproximação ao modo como os índios Karitiana, em Rondônia, vem lidando com a proibição do comércio de sua arte plumária. Á continuação buscar-se-á articular uma etnografia dos vários circuitos pelos quais as peças têm circulado e as diferentes moralidades neles envolvidas, já que, uma vez que saem das terras indígenas os artefatos confeccionados com partes de animais se tornam inerentemente ilegais posto que sua produção e uso pelos índios, no interior das terras indígenas, não é vedada. Entretanto, a plumária Karitiana segue circulando por vários circuitos não mercadológicos e, portanto, regidos por outras lógicas (dádiva), e isso no interior do próprio aparelho repressivo, uma vez que há notícias de que artefatos apreendidos pela Polícia Federal teriam sido novamente colocados em circulação pelos próprios agentes, fazendo uma distribuição dos artefatos entre variados atores e instituições. De certo modo, tal circulação na forma de dádivas acaba por contribuir ainda que pouco para mitigar o principal problema colocado aos Karitiana pela lei 9605/98: o fato de que penas e outras porções de corpos animais caçados para consumo não podem ser descartados de forma desleixada, sendo a confecção de peças artesanais uma excelente forma de destinar tais despojos de modo seguro. Alternativas vêm sendo exploradas pelos Karitiana, mas os impasses permanecem, muito em torno da pequena loja de artesanato que o grupo indígena mantém em Porto Velho. Este trabalho deverá 10

11 buscar, futuramente, explorar os rendimentos analíticos destes jogos entre o (i)legal e cosmológico em um mercado regional de artesanato indígena. Referências bibliográficas FRANÇOSO, Mariana De Olinda a Olanda: Johan Mautits van Nassau e a circulação de objetos e saberes no Atlântico Holandês (séc. XVII). Campinas: Unicamp, tese de doutorado (inédita). KIRSCH, Stuart Reverse anthropology: Indigenous analysis of social and environmental relations in New Guinea. Stanford: Stanford University Press. MARCHANT, Alexandre Do escambo à escravidão: as relações econômicas de portugueses e índios na colonização do Brasil, São Paulo: Companhia Editora Nacional. PRICE, Sally Arte primitiva em centros civilizados, Rio de Janeiro: Ed. UFRJ. SCHINDLER, H Plumas como enfeites da moda. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. VIII (suplemento), pp VANDER VELDEN, Felipe As flechas perigosas: notas sobre uma perspectiva indígena da circulação mercantil de artefatos. Revista de Antropologia, 54(1): VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. Mana, 2 (2):

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2011 (Do Sr. Neri Geller) Susta os efeitos dos dispositivos que cita do Decreto 6.514, de 22 de julho de 2008, o qual dispõe sobre as infrações e sanções administrativas

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Arnaldo Jordy) Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2006

PROJETO DE LEI N o, DE 2006 PROJETO DE LEI N o, DE 2006 (Do Sr. Antônio Carlos Biffi) Altera dispositivos da Lei nº 5.197, de 03 de janeiro de 1967. O Congresso Nacional decreta: janeiro de 1967. Art. 1 o Fica revogado o art. 2º

Leia mais

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas.

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O que é o dever de Consulta Prévia? O dever de consulta prévia é a obrigação do Estado (tanto do Poder Executivo, como do Poder Legislativo)

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO SUBSTITUTIVO DO RELATOR AO PROJETO DE LEI Nº 4.490, DE 1.994

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO SUBSTITUTIVO DO RELATOR AO PROJETO DE LEI Nº 4.490, DE 1.994 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO SUBSTITUTIVO DO RELATOR AO PROJETO DE LEI Nº 4.490, DE 1.994 Altera os arts. 1º, 8º e 9º da Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967, que dispõe sobre a proteção

Leia mais

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MÓDULO I Corredor Etnoambiental Tupi Mondé Atividade 1 Conhecendo mais sobre nosso passado, presente e futuro 1. No

Leia mais

GUIA DE ESTUDOS 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I /2015 Semana de 26/10 a 30/10

GUIA DE ESTUDOS 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I /2015 Semana de 26/10 a 30/10 GUIA DE ESTUDOS 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I /2015 Semana de 26/10 a 30/10 Língua Portuguesa Temas: Leitura, compreensão e interpretação textual Para: 27/10 (terça-feira) Fazer no caderno de Português

Leia mais

PORTARIA n 0175/2013 - GAB

PORTARIA n 0175/2013 - GAB PORTARIA n 0175/2013 - GAB Dispõe sobre as taxas de autorização para utilização de recursos faunísticos e serviços correlatos prestados no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos

Leia mais

campanha nacional de combate ao tráfico de animais selvagens

campanha nacional de combate ao tráfico de animais selvagens campanha nacional de combate ao tráfico de animais selvagens CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA SISTEMA CFMV/CRMVs Campanha Nacional de Combate ao Tráfico de Animais *O tráfico de animais é a terceira

Leia mais

GUIA DE ORIENTAÇÃO PARA A PESSOA JURÍDICA INTERESSADA NA COMERCIALIZAÇÃO ANIMAIS SILVESTRES BRASILEIROS

GUIA DE ORIENTAÇÃO PARA A PESSOA JURÍDICA INTERESSADA NA COMERCIALIZAÇÃO ANIMAIS SILVESTRES BRASILEIROS SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS CENTRO DE CONSERVAÇÃO E MANEJO DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS RAN GUIA DE ORIENTAÇÃO

Leia mais

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 06 de maio de 2015

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 06 de maio de 2015 06 de maio de 2015 Criação de animais silvestres prevista na Lei nº 5.197/67 Premissas: Comportamento cultural de criação de animais silvestres; Criação legalizada diminuiria a pressão sobre as espécies

Leia mais

Criação e Comércio de ANIMAIS Silvestres e Exóticos no Brasil.. Processo de Licenciamento. Gerenciamento. Mercado

Criação e Comércio de ANIMAIS Silvestres e Exóticos no Brasil.. Processo de Licenciamento. Gerenciamento. Mercado Criação e Comércio de ANIMAIS Silvestres e Exóticos no Brasil. Processo de Licenciamento. Gerenciamento. Mercado ABRASE Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes De Animais Silvestres e Exóticos

Leia mais

Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais

Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais Dr. Luiz Carlos Aceti Júnior Especialista em Direito Empresarial Ambiental Pós-graduado em Direito das Empresas Inovações do Advento da Lei de Crimes Ambientais 1. Leis esparsas, de difícil aplicação.

Leia mais

Código de Conduta Voluntários sobre Animais Exóticos Invasores

Código de Conduta Voluntários sobre Animais Exóticos Invasores Código de Conduta Voluntários sobre Animais Exóticos Invasores INTRODUÇÃO Um código de conduta voluntário é um conjunto de regras e recomendações que visa orientar seus signatários sobre práticas éticas

Leia mais

Material de Estudo para Recuperação 6 ano Historia do dinheiro no Brasil escambo 2.1- Outras formas de dinheiro cheque cartão de crédito

Material de Estudo para Recuperação 6 ano Historia do dinheiro no Brasil escambo 2.1- Outras formas de dinheiro cheque cartão de crédito Material de Estudo para Recuperação 6 ano Historia do dinheiro no Brasil Já imaginou como seria a vida sem usar o dinheiro? Estranho, não? Pois há muitos e muitos séculos atrás ele não existia, mas, como

Leia mais

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver.

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver. A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Este trabalho tem o objetivo de discutir a sustentabilidade do território A uwe- Marãiwatsédé, mediada pelas relações econômicas,

Leia mais

Tema: Planos de manejo para as epécies ameaçadas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Dinâmica: Questões dirigidas aos grupos

Tema: Planos de manejo para as epécies ameaçadas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Dinâmica: Questões dirigidas aos grupos Tema: Planos de manejo para as epécies ameaçadas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Dinâmica: Questões dirigidas aos grupos Bibliografia: Ministério do Meio Ambiente. Espécies ameaçadas de extinção: recomendações

Leia mais

1. Apresentação. 2. Pontos Fixos de Comercialização Solidária

1. Apresentação. 2. Pontos Fixos de Comercialização Solidária Edital de Seleção de Pontos Fixos de Comercialização Solidária Candidatos para Participar da Rede Brasileira de Comercialização Solidária - Rede Comsol (Edital - Ubee/Ims N. 01/2014) 1. Apresentação A

Leia mais

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar Projeto de Lei n.º 859/XII/4.ª Cria a Rede de Centros de Acolhimento e Reabilitação de Animais Selvagens e Exóticos Exposição de Motivos Várias situações evidenciam

Leia mais

BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA. Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira.

BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA. Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira. 1 PROJETO SETORIAL INTEGRADO BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira. 2 Introdução O Ministério da Cultura, sugeriu a Fundação

Leia mais

PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material.

PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material. PELOTAS: Cidade rica em patrimônio cultural e histórico imaterial e material. O surgimento das Charqueadas e sua importância econômica Ogadofoiabasedaeconomiagaúchaduranteumlongoperíododahistória do Rio

Leia mais

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL

DIREITO AMBIENTAL NO BRASIL DIREITO NO BRASIL CONTEXTO NACIONAL Ordenamento Jurídico; O meio ambiente na constituição federal; Política Nacional do Meio Ambiente; SISNAMA; Responsabilidades civil; Responsabilidade penal ambiental;

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

Política de alimentação escolar para populações indígenas

Política de alimentação escolar para populações indígenas Política de alimentação escolar para populações indígenas IV Encontro do Programa Nacional de Alimentação Escolar 25 a 28 de novembro de 2008 Profª Dulce Ribas Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Leia mais

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL Bruna Maria de Oliveira (¹) ; Elcione Trojan de Aguiar (2) ;Beleni Salete Grando (3) 1.Acadêmica

Leia mais

Identificação do projeto

Identificação do projeto Seção 1 Identificação do projeto ESTUDO BÍBLICO Respondendo a uma necessidade Leia Neemias 1 Neemias era um judeu exilado em uma terra alheia. Alguns dos judeus haviam regressado para Judá depois que os

Leia mais

BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES

BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES Nome: Data: / / 2015 ENSINO FUNDAMENTAL Visto: Disciplina: Natureza e Cultura Ano: 1º Lista de Exercícios de VC Nota: BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES QUANDO OS PORTUGUESES CHEGARAM AO BRASIL, COMANDADOS

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA No Brasil, as leis voltadas para a conservação ambiental começaram a partir de 1981, com a lei que criou a Política Nacional do Meio Ambiente. Posteriormente, novas leis

Leia mais

Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012

Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012 A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA PARA AS LICENCIATURAS NA AMAZÔNIA: NÃO HÁ ENSINO SEM PESQUISA E PESQUISA SEM ENSINO Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012

Leia mais

PLANO DE GESTÃO DA TERRA INDIGENA SETE DE SETEMBRO EM CACOAL-RONDÔNIA-BRASIL. PAITER X PROJETO REDD+

PLANO DE GESTÃO DA TERRA INDIGENA SETE DE SETEMBRO EM CACOAL-RONDÔNIA-BRASIL. PAITER X PROJETO REDD+ PLANO DE GESTÃO DA TERRA INDIGENA SETE DE SETEMBRO EM CACOAL-RONDÔNIA-BRASIL. PAITER X PROJETO REDD+ GASODÁ SURUI TURISMOLOGO E COORDENADOR DE CULTURA PAITER NA ASSOCIAÇÃO METAREILA DO POVO INDIGENA SURUI.

Leia mais

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET

CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET ESTUDO CRIMES PRATICADOS PELA INTERNET Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

Comunidade Solidária: parcerias contra a pobreza

Comunidade Solidária: parcerias contra a pobreza Comunidade Solidária: parcerias contra a pobreza OConselho da Comunidade Solidária foi criado em 1995 com base na constatação de que a sociedade civil contemporânea se apresenta como parceira indispensável

Leia mais

O Mercado como instrumento de conservação da Mata Atlântica. Consumo Responsável, Compromisso com a Vida!

O Mercado como instrumento de conservação da Mata Atlântica. Consumo Responsável, Compromisso com a Vida! Mercado Mata Atlântica Reserva da Biosfera da Mata Atlântica O Mercado como instrumento de conservação da Mata Atlântica Consumo Responsável, Compromisso com a Vida! Apresentação O Programa "Mercado Mata

Leia mais

importantes biomas Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Serrado, rios, mares, e outros. Riqueza que continua a chamar atenção do mundo, dando

importantes biomas Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Serrado, rios, mares, e outros. Riqueza que continua a chamar atenção do mundo, dando Reveste-se de valor incalculável a ação conjunta do Governo Federal, ONGs e cientistas nacionais e internacionais com objetivo de identificar e digitalizar o acervo biológico nacional. Como resultado,

Leia mais

CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA. Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara

CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA. Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara Projeto Resgate do Artesanato Arara do Laranjal Consultor responsável: Francisco Fortes

Leia mais

Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção

Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção Programa 0508 Biodiversidade e Recursos Genéticos - BIOVIDA Objetivo Promover o conhecimento, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos recursos genéticos e a repartição justa e eqüitativa

Leia mais

Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso

Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso Serra Gaúcha Brasil Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso Histórico Religiosidade A religiosidade cultuada pelos imigrantes italianos ainda tem forte presença em Nova Araçá. O município

Leia mais

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO Silvia A Guarnieri ORTIGOZA Magda Adelaide LOMBARDO Programa de Pós-Graduação em

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; INFANTIL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações:

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL Nº 4/99 MEDIDAS COMPLEMENTARES DE LUTA CONTRA A ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME BOVINA (BSE)

DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL Nº 4/99 MEDIDAS COMPLEMENTARES DE LUTA CONTRA A ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME BOVINA (BSE) DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL Nº 4/99 MEDIDAS COMPLEMENTARES DE LUTA CONTRA A ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME BOVINA (BSE) A adopção de medidas de protecção respeitantes à encefalopatia espongiforme bovina (BSE)

Leia mais

Roteiro para Apresentação de Projetos (Para sugestões da II OFICINA NACIONAL DE TRABALHO)

Roteiro para Apresentação de Projetos (Para sugestões da II OFICINA NACIONAL DE TRABALHO) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SEDR - DEPARTAMENTO DE EXTRATIVISMO APOIO A GRUPOS VULNERÁVEIS SESAN COORDENAÇÃO GERAL DE CARTEIRA DE PROJETOS FOME ZERO

Leia mais

Programa de Educação Ambiental e de Comunicação Social. Projeto de Implantação de Depósito de Celulose. Klabin S.A

Programa de Educação Ambiental e de Comunicação Social. Projeto de Implantação de Depósito de Celulose. Klabin S.A Programa de Educação Ambiental e de Comunicação Social Projeto de Implantação de Depósito de Celulose Klabin S.A Ref.: Condicionante para obtenção de Licença de Instalação Telêmaco Borba, 12 de janeiro

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca Programa transmitido em 26 de fevereiro

Leia mais

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados

Estimados colegas representantes dos países membros do Fórum das Federações, Embaixadores e delegados PRESIDENCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Assunto: DISCURSO DO EXMO. SUBCHEFE DE ASSUNTOS FEDERATIVOS DA SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA

Leia mais

O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. João Batista Machado Barbosa

O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. João Batista Machado Barbosa O MEIO AMBIENTE E A LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS João Batista Machado Barbosa DIREITO PENAL AMBIENTAL OBJETIVO Fazer com que a audiência compreenda os princípios e normas que constituem o Direito Penal Ambiental

Leia mais

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Esta seção apresenta alguns dos problemas da gestão da cadeia de suprimentos discutidos em mais detalhes nos próximos capítulos. Estes problemas

Leia mais

BULLYING EI! QUEM É VOCÊ?

BULLYING EI! QUEM É VOCÊ? CONCURSO PARA PROFESSORES do EM das Etecs: Trabalhando com os roteiros de aprendizagem ROTEIRO DE APRENDIZAGEM BULLYING EI! QUEM É VOCÊ? a) APRESENTAÇÃO: Este roteiro tem como objetivo geral, trabalhar

Leia mais

FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NAS VIAS DE TRÂNSITO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS

FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NAS VIAS DE TRÂNSITO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS Revisão 00 Setembro/ 2015 Sindicarga FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NAS VIAS DE TRÂNSITO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS Palestrante: FRANCESCO CUPELLO Presidente INTRODUÇÃO O Transporte Rodoviário

Leia mais

e) 50.000.000,00. a) 66.000.000,00. c) 0,00 (zero).

e) 50.000.000,00. a) 66.000.000,00. c) 0,00 (zero). 1. (SEFAZ-PI-2015) Uma empresa, sociedade de capital aberto, apurou lucro líquido de R$ 80.000.000,00 referente ao ano de 2013 e a seguinte distribuição foi realizada no final daquele ano: valor correspondente

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 65 Discurso na solenidade do Dia

Leia mais

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CARTA DO COMITÊ BRASILEIRO DE DEFENSORAS/ES DOS DIREITOS HUMANOS À MINISTRA DA SECRETARIA DOS DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Brasília,12 de Dezembro de 2012. O Comitê Brasileiro de Defensoras/es

Leia mais

CIRCULAR Nº 3249. Art. 3º Divulgar as folhas anexas, necessárias à atualização da CNC. - Carta-Circular 2.201, de 20 de agosto de 1991;

CIRCULAR Nº 3249. Art. 3º Divulgar as folhas anexas, necessárias à atualização da CNC. - Carta-Circular 2.201, de 20 de agosto de 1991; CIRCULAR Nº 3249 Divulga o Regulamento sobre Frete Internacional, e dá outras providências. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, com base nos artigos 9º e 11 da Lei 4.595, de 31 de dezembro

Leia mais

O MÉDICO VETERINÁRIO MUNICIPAL Sistematização das suas funções e competências Principal legislação aplicável

O MÉDICO VETERINÁRIO MUNICIPAL Sistematização das suas funções e competências Principal legislação aplicável O MÉDICO VETERINÁRIO MUNICIPAL Sistematização das suas funções e competências Principal legislação aplicável Introdução O exercício da actividade do Médico Veterinário Municipal (MVM) está regulamentado

Leia mais

TRABALHO INFANTIL NO PARÁ

TRABALHO INFANTIL NO PARÁ TRABALHO INFANTIL NO PARÁ Maria de Nazaré Sá de Oliveira- Pedagoga Exercendo a presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente do Pará- representando a sociedade civil. A realidade

Leia mais

2 - Como as penas são aplicadas

2 - Como as penas são aplicadas 1 de 8 10/16/aaaa 11:40 Meio Ambiente A Lei de Crimes Ambientais Nome A Lei de Crimes Ambientais Produto Informação Tecnológica Data Setembro - 2000 Preço - Linha Meio Ambiente Resenha Informações resumidas

Leia mais

Considerando, ainda, a necessidade de serem designadas Autoridades Administrativas e Científicas nos países signatários da Convenção; e

Considerando, ainda, a necessidade de serem designadas Autoridades Administrativas e Científicas nos países signatários da Convenção; e DECRETO N o 3.607, DE 21 DE SETEMBRO DE 2000. Dispõe sobre a implementação da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES, e dá outras providências.

Leia mais

de animais nos parques

de animais nos parques GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE Abandono de animais nos parques Animais não são descartáveis. Não abandone o seu. Abandonar é maltratar e maus-tratos a animais é crime. Lei Federal

Leia mais

PNPCT Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais

PNPCT Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais Políticas Públicas PNPCT Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais A PNPCT reafirma a importância do conhecimento, da valorização e do respeito à diversidade

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda OPERAÇÕES DE CÂMBIO CÂMBIO Câmbio é toda compra, venda ou troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou papéis que o representem ou vice-versa. No Brasil em decorrência da atual legislação, sempre uma

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

PROJETO RODA DE CORDÉIS

PROJETO RODA DE CORDÉIS PROJETO RODA DE CORDÉIS Justificativa Os alunos do Centro Cultural Capoeira Cidadã buscam a Capoeira e as outras atividade da ONG por já terem uma forte afinidade com o ritmo, a música e a rima presentes

Leia mais

BOLETIM MUSEU DA IMIGRAÇÃO Novembro/Dezembro 2013

BOLETIM MUSEU DA IMIGRAÇÃO Novembro/Dezembro 2013 17 O Boletim do Museu da Imigração chega à sua décima sétima edição. Junto com a proposta de manter as comunidades e o público geral informados sobre o processo de restauro das edificações e reformulação

Leia mais

ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D

ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Nome: n.º 3ª série Barueri, / / 2009 Disciplina: ESTUDOS SOCIAIS 1ª POSTAGEM ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Querido aluno, segue a orientação para esta atividade. - Ler com atenção, responder

Leia mais

PROJETO DIDÁTICO: O LIXO QUE VIROU LUXO

PROJETO DIDÁTICO: O LIXO QUE VIROU LUXO PROJETO DIDÁTICO: O LIXO QUE VIROU LUXO Maria do Socorro dos Santos EEEFM José Soares de Carvalho socorrosantosgba@gmail.com Paula Priscila Gomes do Nascimento Pina EEEFM José Soares de Carvalho paulapgnascimento@yahoo.com.br

Leia mais

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA No Brasil, a questão do combate ao uso de drogas teve início na primeira metade do século XX, nos governos de Eptácio Pessôa e Getúlio Vargas; A primeira regulamentação sobre

Leia mais

UFRN PS 2015.2 Letras Libras/Língua Portuguesa THE 1

UFRN PS 2015.2 Letras Libras/Língua Portuguesa THE 1 UFRN PS 2015.2 Letras Libras/Língua Portuguesa THE 1 QUESTÃO 1 Os classificadores são recursos da Libras representados por configurações de mãos usadas para expressar formas de objetos, pessoas e animais,

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE LiteraRádio. Rádio. Literatura. Introdução

PALAVRAS-CHAVE LiteraRádio. Rádio. Literatura. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( x ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version RECOMENDAÇÃO Nº 002/2010 (Prodemac) O Ministério Público do Estado do Amapá, por seu representante legal com atuação na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo,

Leia mais

INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ. SISPASS Gestão de Criador de Passeriformes Silvestres CADASTRO DE CRIADOR AMADOR DE PASSERIFORMES NO ESTADO PARANÁ

INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ. SISPASS Gestão de Criador de Passeriformes Silvestres CADASTRO DE CRIADOR AMADOR DE PASSERIFORMES NO ESTADO PARANÁ INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ SISPASS Gestão de Criador de Passeriformes Silvestres CADASTRO DE CRIADOR AMADOR DE PASSERIFORMES NO ESTADO PARANÁ Criador amador de passeriformes (Pessoa física que mantém

Leia mais

Apoio de Português. 5 Ano. Mico-leão-dourado - A luta para fugir da extinção

Apoio de Português. 5 Ano. Mico-leão-dourado - A luta para fugir da extinção Apoio de Português 5 Ano Leitura do texto Mico-leão-dourado - A luta para fugir da extinção Nem só de más notícias é feita a história da ecologia e do meio ambiente no Brasil. Felizmente, em meio a tantas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.054, DE 23 DE ABRIL DE 2004.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.054, DE 23 DE ABRIL DE 2004. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.054, DE 23 DE ABRIL DE 2004. Dispõe sobre o procedimento administrativo para aplicação de penalidades por infrações cometidas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003

MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003 PORTARIA DPE/SPEAI/MD 983/2003 MINISTÉRIO DA DEFESA GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 983/DPE/SPEAI/MD, DE 17 DE OUTUBRO DE 2003 Aprova a Diretriz para o relacionamento das Forças Armadas com as comunidades

Leia mais

Código de Ética e Conduta

Código de Ética e Conduta Código de Ética e Conduta Introdução A Eucatex, através deste Código de Ética e Conduta, coloca à disposição de seus colaboradores, fornecedores e comunidade, um guia de orientação para tomada de decisões

Leia mais

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui.

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui. Em 22 de maio de 2014 eu, Rebeca Campos Ferreira, Perita em Antropologia do Ministério Público Federal, estive na Penitenciária de Médio Porte Pandinha, em Porto Velho RO, com os indígenas Gilson Tenharim,

Leia mais

RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05. Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes

RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05. Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes RESENHA CADERNO PENSAR ESTADO DE MINAS 09/04/05 Universidade, Globalização e a Ecologia dos Saberes Leonardo Avritzer O Professor Boaventura de Sousa Santos é autor de uma obra que tem se tornado uma das

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 17 Discurso após a cerimónia de assinatura

Leia mais

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo:

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: A família patriarcal no Brasil e seus desdobramentos. 2 Habilidade: Reconhecer que a ideologia patriarcal influenciou a configuração

Leia mais

Legislação Tributária ARRECADAÇÃO. Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014

Legislação Tributária ARRECADAÇÃO. Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014 Legislação Tributária ARRECADAÇÃO Ato: Lei Número/Complemento Assinatura Publicação Pág. D.O. Início da Vigência Início dos Efeitos 10057/2014 14-02-2014 14-02-2014 1 14/02/2014 14/02/2014 Ementa: Cria

Leia mais

Atualização em legislação ambiental

Atualização em legislação ambiental Atualização em legislação ambiental Lei de Crimes Ambientais Ilidia da A. G. Martins Juras Consultora Legislativa da Câmara dos Deputados Noções básicas Leis anteriores a 1998 que incluíam tipos penais

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2010 Institui diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas de educação infantil, fundamental e de nível médio das redes pública e privada, em âmbito nacional.

Leia mais

Cultura Oficina Litoral Sustentável

Cultura Oficina Litoral Sustentável Cultura Oficina Litoral Sustentável 1 ESTRUTURA DA AGENDA REGIONAL E MUNICIPAIS 1. Princípios 2. Eixos 3. Diretrizes 4. Ações 4.1 Natureza das ações (planos, projetos, avaliação) 4.2 Mapeamento de Atores

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA CLAINES KREMER GENISELE OLIVEIRA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: POR UMA PERSPECTIVA DE RELAÇÕES ENTRE

Leia mais

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Legislação Federal LEI N 7.804, de 18 de julho de 1989 Altera a Lei n 6.938 de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação

Leia mais

Base legal: Constitucional: Art. 24, VI; 23,VII e Art. 225, VII

Base legal: Constitucional: Art. 24, VI; 23,VII e Art. 225, VII ANOTAÇÕES SOBRE A FAUNA Base legal: Constitucional: Art. 24, VI; 23,VII e Art. 225, VII Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: VI - florestas, caça,

Leia mais

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis.

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis. David Ricardo David Ricardo nasceu em Londres, em 18 ou 19 de abril de 1772. Terceiro filho de um judeu holandês que fez fortuna na bolsa de valores, entrou aos 14 anos para o negócio do pai, para o qual

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI N o 6.099, DE 12 DE SETEMBRO DE 1974. Dispõe sobre o tratamento tributário das operações de arrendamento mercantil e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i INTRODUÇÃO Entre as inúmeras formas de diálogo que a UFRB (Universidade

Leia mais

Metodologia. Entrevistas com amostra de usuárias brasileiras de internet via questionário online.

Metodologia. Entrevistas com amostra de usuárias brasileiras de internet via questionário online. Assunto E-commerce Metodologia Entrevistas com amostra de usuárias brasileiras de internet via questionário online. Quantidade de entrevistas realizadas: 1.652 mulheres Perfil: 18 a 50 anos Mercado: Brasil

Leia mais

A Centre Collaborating with UNEP COMO IDENTIFICAR CRIMES AMBIENTAIS AMÉRICA LATINA

A Centre Collaborating with UNEP COMO IDENTIFICAR CRIMES AMBIENTAIS AMÉRICA LATINA A Centre Collaborating with UNEP COMO IDENTIFICAR CRIMES AMBIENTAIS AMÉRICA LATINA 1 2 COMO IDENTIFICAR CRIMES AMBIENTAIS AMÉRICA LATINA A Centre Collaborating with UNEP 3 DAS FLORESTAS ÀS LOJAS É muito

Leia mais

Notas sobre a organização religiosa e social dos índios kaingang Curt Nimuendajú Abril/1913

Notas sobre a organização religiosa e social dos índios kaingang Curt Nimuendajú Abril/1913 Notas sobre a organização religiosa e social dos índios kaingang Curt Nimuendajú Abril/1913 O mito de origem diz que os primeiros desta etnia sairam do chão, por isso tem a cor da terra. Chefiados por

Leia mais

A proteção dos refugiados e a migração mista: O Plano de Ação de 10 Pontos

A proteção dos refugiados e a migração mista: O Plano de Ação de 10 Pontos Introdução A proteção dos refugiados e a migração mista: O Plano de Ação de 10 Pontos Conteúdo 1. Cooperação entre parceiros chaves 2. Coleta de informações e análise 3. Sistemas de entrada sensíveis à

Leia mais

P: Quem é o falsificador neste caso? R: Não podemos divulgar esta informação no momento, pois a investigação ainda está em curso.

P: Quem é o falsificador neste caso? R: Não podemos divulgar esta informação no momento, pois a investigação ainda está em curso. 1 Grupo de revendas de suprimentos Xerox P&R sobre cartuchos de toner falsificados 12 de abril de 2004 I. Detalhes do caso II. Dúvidas do cliente III. Tendências do setor IV. Combate à falsificação Detalhes

Leia mais

Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil

Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil Boletim nº 019 / AL 2010/11 Guararapes, 28 de Dezembro de 2010 Trafico Animais Silvestres Superioridade Humana? [...] A boa natureza dos animais é a força do corpo; a dos homens, a excelência do caráter.

Leia mais

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial

Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Projeto OTCA-BID: Marco Estratégico para elaborar uma agenda regional de proteção de povos indígenas em isolamento voluntário e contato inicial Subsídios à participação brasileira no evento e considerações

Leia mais