Dos delitos das penas: ilegalidade e cosmologia na circulação de arte plumária dos índios Karitiana em Rondônia 1

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1 Dos delitos das penas: ilegalidade e cosmologia na circulação de arte plumária dos índios Karitiana em Rondônia 1 Felipe Ferreira Vander Velden UFSCar/São Paulo/Brasil Resumo A lei 9605/98, a chamada lei dos crimes ambientais, reforçou a proibição ao comércio de animais da fauna silvestre brasileira (art. 29), incluindo produtos e objetos dela oriundos. Esta lei acabou por incidir sobre um mercado até então desvinculado das preocupações legais com animais: o de artesanato indígena e, especialmente, o de arte plumária. Desta forma, a lei consolidou um vínculo entre artefatos indígenas e crime ambiental, ao estabelecer formas de controle sobre a circulação de peças elaboradas com partes de corpos de animais silvestres. Vários povos indígenas, que usavam auferir alguma renda do comércio de plumária, foram atingidos pela normativa legal, e vêm, desde então, tendo que lidar com uma situação singular: ao mesmo tempo em que seus artefatos são valorizados por diferentes atores como cultura ou patrimônio são procurados por turistas e colecionadores, tais peças atraem a atenção das autoridades que buscam combater o crime ambiental. Este trabalho traz uma primeira aproximação ao modo como os índios Karitiana, em Rondônia, vem lidando com a proibição do comércio de sua arte plumária, buscando articular uma etnografia dos vários circuitos que as peças têm percorrido e as diferentes moralidades neles envolvidas, já que, uma vez que saem das terras indígenas os artefatos confeccionados com partes de animais se tornam inerentemente ilegais posto que sua produção e uso pelos índios não é vedada. Palavras-chave: plumária meio-ambiente artesanato Introdução A lei n o 9605, de 12 de fevereiro de 1998, a chamada lei dos crimes ambientais, reforçou a proibição ao comércio de animais da fauna silvestre brasileira, incluindo produtos e objetos dela oriundos. Segundo reza o texto da lei, em seu Capítulo V ( Dos crimes contra o meio ambiente ), Seção I ( Dos crimes contra a fauna ), Artigo 29, constitui crime ambiental: 1 Trabalho apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2014, Natal/RN. 1

2 Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa. 1º Incorre nas mesmas penas: (...) III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente 2. O texto legal não faz qualquer menção aos povos indígenas. Naturalmente, a situação de várias comunidades indígenas que dependem da caça de animais silvestres para se alimentar encontra respaldo no artigo 37 da mesma lei, que prega que [n]ão é crime o abate de animal, quando realizado: I - em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família. Ademais, garantias constitucionais (portanto, superiores à lei ordinária) autorizam a caça, o abate e o aproveitamento de animais ou partes de animais pelos grupos indígenas, incluindo seu emprego na confecção de artefatos diversos, como recursos terapêuticos, como animais de estimação (animais familiarizados) e como elementos cruciais à arte, à constituição da pessoa (via ornamentação corporal) e à vida ritual destas populações. Neste último caso, encontramos a arte plumária, de reconhecida beleza e sofisticação, confeccionada com penas de numerosas espécies de aves e apreciada mundo afora desde os primeiros tempos coloniais (Marchant 1946). Eis o problema: há séculos, peças indígenas confeccionadas com partes de animais (pele, couro, chifres, dentes, escamas e, sobretudo, penas) têm circulado por mercados ou redes de reciprocidade locais, regionais, nacionais e internacionais, e mesmo com símbolos de status e do poder imperial (Françoso 2009). Penas e plumas são muito apreciadas pela moda europeia desde pelo menos o século XIX (Schindler 2001; Kirsch 2006), embora hoje com menos intensidade. Cocares e outros adornos fabricados ou decorados com plumária, contudo, permanecem como objetos de arte e decoração muito procurados, tendo alcançado preços cada vez mais altos em mercados 2 Extraído do site da Presidência da República (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm), acessado em 03/09/

3 de arte e de artesanato, no Brasil e no exterior. Os povos indígenas, evidentemente, sabem da atração que suas peças exercem sobre tais mercados, e estão, de forma crescente, inseridos nele. No entanto, o choque entre a legislação que visa a coibir a circulação de animais e suas partes (por meio de seu enquadramento como crimes ambientais) e a inserção de diferentes povos indígenas nesta circulação de animais e partes de animais fora de suas terras e, portanto, fora de suas necessidades de reprodução física e cultural tem causado uma série de problemas a estes povos, capturados entre a lógica legal ambientalista, a lógica do mercado e do valor (estético e monetário) e suas próprias lógicas, por meio das quais buscam compreender tais situações e nelas operarem da melhor forma possível. Os Karitiana, povo de língua Tupi-Arikém que habita quatro aldeias no norte do estado de Rondônia, a cerca de 100 km de Porto Velho, capital rondoniense, vêm estado às voltas com a questão faz alguns anos. Muito procurados em função de sua arte plumária (além de outros artefatos que empregam, em sua confecção ou ornamentação, partes de corpos ou substâncias de origem animal), os Karitiana enfrentam a pressão dos órgãos de defesa ambiental especialmente a Polícia Federal dedicados a coibir a livre circulação de corpos animais, de acordo com a letra da lei. Embora em vigor desde 1998, os efeitos da lei de crimes ambientais ainda se faziam sentir com força ao menos quanto à questão da repressão ao comércio de artesanato indígena nos idos de 2003, quando fazia minha primeira incursão ao campo. E também em 2006 e em 2009, ocasiões em que, novamente, estive fazendo pesquisas entre os Karitiana. Este artigo corresponde a uma primeira aproximação ao problema colocado pela aplicação da lei e de sua fiscalização ao caso do comércio de artesanato pelos Karitiana. O artesanato Karitiana em conflito com a lei Embora possuam uma terra indígena demarcada de 89 mil hectares ainda que a maior parte de seu território tradicional tenha ficado de fora da delimitação oficial os Karitiana costumam passar longos períodos na cidade de Porto Velho. Alguns passam anos estudando, outros anos trabalhando, alguns meses em um curso, às vezes semanas em busca de atendimento médico, ou dias para receber salários ou aposentadorias. Além disso, um conjunto significativo de novas necessidades surgiu na vida cotidiana de cada Karitiana: pasta de dente e sabonete, material escolar, refrigerantes, óculos escuros, 3

4 munição, terçados. Necessidades que só podem ser satisfeitas no comércio urbano. Tal relacionamento com a cidade, nestes seus dois aspectos, demandam imperativamente que os Karitiana disponham de dinheiro. Este dinheiro vem, basicamente, do comércio de seu artesanato, por eles apontado como sua única fonte de renda 3. Os Karitiana confeccionam uma enorme variedade de artefatos comercializados por eles como artesanato em vários espaços de Porto Velho. As peças concentram-se principalmente na lojinha anexa à sede da Akot Pytim Adnipa, a Associação Indígena Karitiana, que fica junto das dependências da Coordenação Técnica Local da FUNAI. Ali as peças são etiquetadas com o nome do artesão e, ao serem vendidas, parte do valor é revertido para este, outra parte é retido pela Associação para suas despesas. Além disso, as famílias Karitiana costumam circular pela cidade vendendo artesanato diretamente aos compradores, ou estabelecendo-se em certos pontos fixos como a Feira do Sol, que funciona em um galpão restaurado da antiga Estrada de Ferro Madeira- Mamoré. Também é frequente encontrar os Karitiana vendendo artesanato em eventos da cidade, como no Flor de Maracujá, uma espécie de festa junina que é parte da tradicional programação cultural de Porto Velho. Por fim, os Karitiana vendem muitas peças aos visitantes cada vez mais frequentes de sua principal, maior e mais antiga aldeia, Kyõwã, distante cerca de 100 km de Porto Velho e facilmente acessível por qualquer veículo motorizado, ao menos na estação seca. Em todos estes espaços, fixos ou móveis, peças que utilizam penas (e outras partes de animais) em sua confecção ou decoração são comercializadas. Embora venham cada vez mais substituindo os materiais tradicionais (o termo é karitiana) por matérias-primas adquiridas na cidade, os artefatos que portam as belas penas das aves amazônicas ainda são muito valorizados e encontram compradores, mesmo tendo seus preços continuamente inflacionados. Os Karitiana confeccionam cocares de grande beleza e apuro técnico; ademais, penas são empregadas necessariamente em vários outros objetos, como flechas, além de decorarem virtualmente todos os tipos de artesanato karitiana (arcos, brincos, colares, paus de chuva, cestos, prendedores de cabelo, maracás, entre outros). E aqui radica a questão conflituosa. 3 No dia do índio, Karitianas denunciam descaso da Funai, jornal Eletrônico Rondoniaovivo.com, em 19/04/2013, disponível em acesso em 04/06/14). Noto que os Karitiana possuem, sim, outras fontes de renda monetária: aposentadorias rurais, salários e os programas sociais do governo federal, como o Bolsa-Família. 4

5 Quando estive em campo pela segunda vez, no segundo semestre de 2006, os Karitiana discutiam bastante a repressão aplicada sobre eles pela Polícia Federal por conta do comércio de artesanato contendo porções de corpos animais. Poucos meses antes de minha chegada, contaram-me os Karitiana, a polícia havia feito uma diligência na loja da Associação indígena Karitiana e apreendido todas as peças, posteriormente depositadas em uma sala da sede local do IBAMA. Na mesma ocasião, a loja karitiana estava a ponto de fechar um grande negócio de venda de peças a um comprador japonês, que as levaria para revenda em seu país de origem, mas foi fortemente desaconselhado a fazê-lo por conta da legislação. Em 2009, eu mesmo acompanhei a ação da polícia na tentativa de apreender as peças comercializadas pelas famílias Karitiana durante o Arraial do Flor de Maracujá; os Karitiana resistiram, alegando que o evento constituía uma das principais fontes de recursos necessários para sua manutenção na zona urbana; ademais, não entendiam exatamente porque não podiam comercializar suas peças artesanais, mesmo porque não só eram muito procuradas por moradores locais e por turistas, mas também porque, nos últimos anos, o artesanato karitiana passou a ser parte de uma noção de artesanato de Porto Velho ou de Rondônia, que era praticamente ausente até a primeira década do século XXI, mas que agora parece despontar, na medida em que penso Porto Velho cresce em função dos negócios catapultados pela construção das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau. Os múltiplos eventos, feiras e espaços da capital rondoniense em que o artesanato karitiana tem aparecido sugere uma revalorização da cultura indígena local claro, só por meio de seus artefatos ou das assim chamadas manifestações culturais, como dança e música, estetização de uma cultura totalmente esvaziada de seu conteúdo político e o aumento da procura justamente destas peças mais vistosas a plumária para compor acervos, decorar paredes de instituições ou divulgar o empreendedor local 4. Mas há mais coisas neste desentendimento. Muitos dos advogados da lei de crimes ambientais argumentam que os povos indígenas aumentaram as pressões sobre a caça de modo a produzir mais artesanato destinado à comercialização: ou seja, o que era necessidade passa a ser ganância. Não obstante o fato de esta definição exógena desconsiderar completamente as definições indígenas e locais de necessidade, bem como de desejo, não penso que tal argumento possa ser aplicado aos Karitiana. Os 4 Ver, por exemplo, (acesso em 04/06/2014) e (acesso em 02/03/2014). 5

6 Karitiana são caçadores, e se produzem peças artesanais com os despojos dos animais que abatem, eles efetivamente comem toda a carne que conseguem capturar. De fato, não creio poder dizer que há propriamente abundância de carne de caça nas aldeias Karitiana, embora pareça haver o suficiente, mesmo que não para todas as casas e ao mesmo tempo. Não me parece que os Karitiana venha caçando mais apenas para produzir mais artesanato e, assim, aumentarem sua fonte de renda. O dado importante, todavia, é que uma vez caçado, os despojos dos animais depois de consumidos precisam receber um destino adequado: não podem, por exemplo, ser revirados por cachorros e outros animais, não podem ter contato com urina, fezes ou sangue menstrual, e por aí vai; caso contrário, arriscam fazer um caçador panema (so ndakap ou naam), ou seja, imprestável para a caça. Se, antigamente, os ossos, penas, dentes, peles, couros e outras partes de corpos animais eram empregados na confecção de alguns artefatos de uso local, e seu excesso era descartado em certos locais seguros especialmente no alto de árvores de troncos espinhosos na floresta, como marajás e paxiúbas, hoje em dia qual o melhor destino para estes restos se não a fabricação de artesanato que, além de garantir a segurança das matérias-primas e, por conseguinte, dos caçadores e de suas famílias (segurança contra a fome), gera algum dinheiro? A repressão ao comércio de arte plumária, portanto, coloca um risco à própria sobrevivência dos Karitiana como um povo que se define como caçadores, de acordo com sua própria apreciação. O que vai fazer com as penas se não puder fazer artesanato? Esta é uma questão que os Karitiana frequentemente se colocavam, ao serem confrontados com a realidade das ações da Polícia Federal e dos órgãos ambientais. Como disse acima, novos materiais vêm sendo testados e empregados na confecção das peças: interessam-me, aqui, sobretudo as penas de galinhas domésticas, que as mulheres recolhem em grande quantidade nos mercados urbanos que abatem estas aves (e que dão as penas às índias, já que não tem emprego para elas), e que mais e mais entram na decoração das peças. Não obstante, ainda há um mercado ativo para as peças consideradas mais autênticas (Price 2000; Vander Velden 2011), quer seja, aquelas que empregam penas de aves silvestres nativas. Além disso, as peças karitiana retiradas, por força da lei e da ação repressiva, dos circuitos comerciais, vêm retornando à circulação por outros canais não regidos pela mercadoria, mas pela dádiva. Assim, em 2009, soube, por meio de uma colega bióloga da Universidade Federal de Rondônia, que o superintendente do IBAMA que guardava os cocares apreendidos com os Karitiana na lojinha da Associação Indígena estava 6

7 presenteando diversas pessoas com as peças. É muito comum que grandes cocares karitiana sejam exibidos, como disse, em saguões de hotéis e em órgãos públicos diversos de Porto Velho. Muitas dessas peças, assim, não são adquiridas diretamente, por meio de pagamento, dos Karitiana, pois tal configura crime ambiental; são, ao invés disso, presenteadas, fazendo com que a circulação das peças não seja interrompida e fomentando, seguramente, o comércio: o fato de decorarem hotéis, por exemplo, certamente chama a atenção de turistas interessados em levar para casa algo da experiência de viagem na Amazônia e da cultura local. Note-se que a lei de crimes ambientais criminaliza os atos de quem adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito animais silvestres ou produtos deles oriundos; mas silencia a respeito da doação ou do presente, da dádiva. Assim, os belos cocares Karitiana seguem circulando á revelia dos seus próprios artífices, que, claro, nada ganham com isso exceto serem reconhecidos como parte da cultura local ou regional. Não estou certo de que isso interessa muito aos Karitiana. Talvez por conta das dificuldades colocadas à comercialização direta de seu artesanato que incorpora penas e outras partes e substâncias animais, vários Karitiana parecem estar buscando formas alternativas de inserção no mercado, o que tem, inclusive, promovido uma reavaliação positiva das peças como arte, e não mais artesanato, com o consequente aumento dos preços. Daí a migração de alguns artesãos aqueles que dispõem de acesso à rede e os conhecimentos necessários para operar ali para a internet, onde divulgam e vendem suas peças por meio de blogs. O site mantido Maria Karitiana Arte Indígena 5, cocares de penas de mutum e arara são vendidos por preços que variam entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00, e muitos detalhes são fornecidos ao possível comprador, a exemplo da imagem reproduzida abaixo. 5 (acesso em 05/06/2014). 7

8 Cocar Indígena Karitiana Grande (imagem extraída de Outro blog que comercializa arte plumária Karitiana é o YJXA Tons de Brasil, mantido por Mãlomai K. Aikanã (curiosamente, o fotógrafo da imagem acima), um 8

9 jovem de ascendência mestiça (mãe Karitiana e pai Aikanã/Kasupá). O site traz uma breve descrição do negócio, remetendo diretamente à cultura Karitiana: Yjxa é a pronome de primeira pessoa do singular na língua karitiana ( nós), e é também a forma como os Karitiana se referem a eles mesmos: um pronome, enfim, que funciona como etnônimo (Viveiros de Castro 1996). Além dos contatos do responsável pelo site e pelas vendas (telefone, celular e ), há todas as informações necessárias para a aquisição das peças (que não aparecem no site): forma de entrega, forma de pagamento e de confirmação de valores e transações. As peças de Maria Karitiana também estão disponíveis livremente para venda no site de anúncios OLX 6, de alcance nacional; um número de telefone pessoal da vendedora karitiana aparece na mesma página virtual. Será que esta presença dos próprios indígenas comercializando seu artesanato para fora dos circuitos legalmente aceitos ou seja, no interior das aldeias e das práticas nativas ocorre por deficiências na fiscalização ou pelo fato de que a repressão pode tolerar, afinal, que os índios comercializem seus artefatos, mesmo que em circuitos, em princípio e por definição, ilegais? Mas a repressão não parece vir tolerando a venda direta deste artesanato pelos Karitiana aos turistas e outros compradores em Porto Velho. A lei de crimes ambientais acabou, talvez inadvertidamente, por incidir sobre um mercado até então desvinculado das preocupações legais com animais: o de artesanato indígena e, especialmente, o de arte plumária. Talvez porque seu alcance fosse, até há poucos anos, muito restrito aos poucos visitantes das aldeias e, no caso de Porto Velho, a um fluxo irregular e relativamente inexpressivo de turistas e mesmo de compradores locais. Mas, nos últimos 10 anos, a capital rondoniense experimentou um crescimento urbano expressivo, que deve, parece-me, ser pensado em consonância com uma crescente valorização da cultura e da história de Rondônia e de Porto Velho em particular. Para se ter uma ideia, da primeira vez que visitei Porto Velho, em 1999, não havia um único espaço de exposição ou comercialização de arte/artesanato indígena, e apenas uma única loja no centro da cidade vendia artesanato regional não indígena. Hoje, as peças Karitiana figuram em muitos espaços da cidade, como qualquer pesquisa breve em sites de busca pode demonstrar. Assim sendo, a lei desenhou ao menos parcialmente um vínculo entre artefatos indígenas e crime ambiental, ao estabelecer formas de controle sobre a 6 (acesso em 04/06/2014). 9

10 circulação de peças elaboradas ou ornamentadas com substâncias ou partes de corpos de animais silvestres diversos. Vários povos indígenas pelo Brasil, que usavam auferir alguma renda do comércio de arte plumária e outros artefatos de origem animai ou fabricados com porções de corpos animais, foram atingidos, com intensidade variável, pela normativa legal, e vêm, desde então, tendo que lidar com uma situação singular: ao mesmo tempo em que seus artefatos decorados com partes de animais são valorizados por diferentes atores como cultura ou patrimônio regional/local tornando-se como emblemas de uma história ou de uma cultura e continuam sendo ativamente procurados por turistas, colecionadores e apreciadores em geral, tais peças atraem mais e mais a atenção das autoridades que buscam combater o crime ambiental no qual tais transações passaram a ser resignificadas depois de Considerações finais Este trabalho traz uma primeira aproximação ao modo como os índios Karitiana, em Rondônia, vem lidando com a proibição do comércio de sua arte plumária. Á continuação buscar-se-á articular uma etnografia dos vários circuitos pelos quais as peças têm circulado e as diferentes moralidades neles envolvidas, já que, uma vez que saem das terras indígenas os artefatos confeccionados com partes de animais se tornam inerentemente ilegais posto que sua produção e uso pelos índios, no interior das terras indígenas, não é vedada. Entretanto, a plumária Karitiana segue circulando por vários circuitos não mercadológicos e, portanto, regidos por outras lógicas (dádiva), e isso no interior do próprio aparelho repressivo, uma vez que há notícias de que artefatos apreendidos pela Polícia Federal teriam sido novamente colocados em circulação pelos próprios agentes, fazendo uma distribuição dos artefatos entre variados atores e instituições. De certo modo, tal circulação na forma de dádivas acaba por contribuir ainda que pouco para mitigar o principal problema colocado aos Karitiana pela lei 9605/98: o fato de que penas e outras porções de corpos animais caçados para consumo não podem ser descartados de forma desleixada, sendo a confecção de peças artesanais uma excelente forma de destinar tais despojos de modo seguro. Alternativas vêm sendo exploradas pelos Karitiana, mas os impasses permanecem, muito em torno da pequena loja de artesanato que o grupo indígena mantém em Porto Velho. Este trabalho deverá 10

11 buscar, futuramente, explorar os rendimentos analíticos destes jogos entre o (i)legal e cosmológico em um mercado regional de artesanato indígena. Referências bibliográficas FRANÇOSO, Mariana De Olinda a Olanda: Johan Mautits van Nassau e a circulação de objetos e saberes no Atlântico Holandês (séc. XVII). Campinas: Unicamp, tese de doutorado (inédita). KIRSCH, Stuart Reverse anthropology: Indigenous analysis of social and environmental relations in New Guinea. Stanford: Stanford University Press. MARCHANT, Alexandre Do escambo à escravidão: as relações econômicas de portugueses e índios na colonização do Brasil, São Paulo: Companhia Editora Nacional. PRICE, Sally Arte primitiva em centros civilizados, Rio de Janeiro: Ed. UFRJ. SCHINDLER, H Plumas como enfeites da moda. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. VIII (suplemento), pp VANDER VELDEN, Felipe As flechas perigosas: notas sobre uma perspectiva indígena da circulação mercantil de artefatos. Revista de Antropologia, 54(1): VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. Mana, 2 (2):

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