UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM BUSINESS INTELLIGENCE: ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL PARA A TOMADA DE DECISÃO Por: Adriana Barbosa da Penha Orientadora Profª. Alessandra Sliwowska Rio de Janeiro 2012

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM BUSINESS INTELLIGENCE: ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL PARA A TOMADA DE DECISÃO Apresentação de monografia à Universidade Cândido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Gestão Empresarial. Por: Adriana Barbosa da Penha.

3 3 AGRADECIMENTOS À Deus, em primeiro lugar, pela minha vida e por permitir mais esta vitória. Pela resposta silenciosa e poderosa em todos os momentos que O busquei. Pela inspiração, fé, determinação ao longo dos períodos e por permitir que eu não desistisse. À minha querida e amada mãe: pelo companheirismo de sempre, pelas horas de sono perdidas até eu chegar em casa em segurança após sair da faculdade, pela preocupação e incentivos aos estudos, e, sobretudo, por acreditar em meu potencial e ter permanecido ao meu lado até a conclusão desta monografia. Aos meus amigos (as) e familiares que, direta ou indiretamente, contribuíram para que este trabalho tomasse forma. Pelo apoio, compreensão da ausência e felicidade com o alcance do meu sucesso. Ao meu namorado, pela compreensão nos momentos onde a dedicação para escrever foram maiores e pelo entusiasmo com que reagiu as minhas ideias. À orientadora Alessandra pelo coleguismo com que me tratou durante o período de escrita da monografia.

4 4 DEDICATÓRIA Aos que lutam um dia e são bons; Aos que lutam um ano e são melhores; Aos que lutam uma vida inteira. Estes são imprescindíveis. (Autor Desconhecido)

5 5 RESUMO O ambiente organizacional é composto de instabilidade e transformações e gera a necessidade de tomada de decisões mais assertivas e ágeis. Propondo-se ser auxílio neste âmbito, Business Intelligence (BI) é uma solução empresarial que alcançou posição e enraizou-se nos diferentes tipos de organizações por conceber informação e conhecimento a serem utilizados no processo decisório. Unindo tempo, competência e empenho na seleção das informações necessárias para a tomada de decisão, esta solução pode auferir novas oportunidades ou até mesmo aproveitar as já existentes no mercado, abrindo extensão para uma gestão com base na TI, prezada como causa importante de vantagem competitiva. Assim, o presente trabalho destaca as principais influências desta solução para as organizações, primando à importância da informação e do conhecimento no processo decisório. Palavras-chave: Business Intelligence, Tomada de Decisão, Informação e Conhecimento.

6 6 METODOLOGIA A metodologia empregada para a composição deste trabalho de monografia veio através da consulta a livros de autores como Primak, Vercellis, Chiavenato, entre outros para base da conceituação e definição do termo Business Intelligence, artigos científicos extraídos da Internet (Google Acadêmico) que fizeram o link à temática, vídeo-entrevista utilizada para exemplificar o case de sucesso no uso de um sistema de BI e outras pesquisas bibliográficas.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - O Conceito de Business Intelligence 09 CAPÍTULO II - A Importância da Informação e do Conhecimento 27 CAPÍTULO III Evolução das Tecnologias 36 CAPÍTULO IV Inteligência Empresarial 44 CONSIDERAÇÕES FINAIS 46 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 48 BIBLIOGRAFIA CITADA 50 ÍNDICE 52

8 8 INTRODUÇÃO O Business Intelligence é um termo atual e disseminado no mundo corporativo. Com definição abrangente, que vai além de um sistema, já se enquadra e faz correlação a vários segmentos de negócios. Está presente em organizações de diferentes tipos, independente do segmento de negócio ou porte da organização, onde decisões são tomadas com frequência e continuamente e a informação necessita chegar de forma veloz e em abundância, pois seu objetivo fundamental é recolher dados, transformá-los em informação, em seguida em conhecimento propício para a tomada de decisão. A velocidade dos negócios na web exige impõe que seja dado a quem decide autonomia para agir e que a tomada de uma decisão seja feita com o toda a informação possível e disponível, levando a afirmação de que todas as empresas devem fazer uma reestruturação organizacional em torno dela. O BI veio para realizar a tarefa de captação de oportunidades atuais e conferir vantagem estratégica para as organizações, assumindo um papel extremamente significativo no ambiente dos negócios. Com contribuições no processo de extração de grandes quantidades de dados, de análise de forma mais eficiente e transformação das informações em conhecimento para as organizações; no aumento da inteligência coletiva, facilitando a construção do conhecimento; no aumento da capacidade de aprendizagem da empresa, alterando a forma de captação, entendimento e comportamento, numa contínua remodelagem; no aumento da criatividade organizacional e apoio a produção de novas ideias ou até mesmo produtos/serviços, permite a organização a adaptar-se e se tornar mais dinâmica aos desafios, oportunidades e ameaças impostas pelo ambiente extraorganizacional e intraorganizacional.

9 9 CAPÍTULO I O CONCEITO DE BUSINESS INTELLIGENCE Nunca avalie a altura de uma montanha até que atinja o cume. Verá, então, como era baixa. (Dag Hammarkjold) As organizações estão inseridas em ambientes mutáveis, que exigem delas capacidade para serem adaptáveis e acompanharem as necessidades do mercado empresarial. A facilidade em ter respostas torna-se não somente artifício estratégico, mas também a distinção de cada organização. Cada vez mais criar estratégias será fator essencial no mercado. A partir do cruzamento de dados, será possível sintetizar informações e conhecimentos mais específicos e úteis no processo de tomada de decisão, inclusive na elaboração de estratégias de negócio, pois estes são fundamentos obrigatórios da produtividade e da competitividade. Desde o advento da Internet, na década de 90, ocorreram profundas alterações nos métodos de produção, nas relações econômicas e nos modelos de gestão, que levaram ao crescimento da importância das informações e do conhecimento. O efeito da globalização e do uso da tecnologia da informação intensificou a aceleração do ritmo dos processos de transformação atuais. Constatase um crescimento potencializado por parte das corporações de terem cada vez mais informações relevantes para à tomada de decisão, e, paralelamente, é observado um incremento nos instrumentos gerenciais hábeis de externar estas informações tão almejadas pelos executivos. Elucidado a partir da ideia de que as organizações precisam ser mais ágeis em todos os sentidos, o BI é um sistema que se utiliza da tecnologia da informação para propor soluções de contorno ou adaptação às alterações no ambiente empresarial verificadas nos macrossistemas. Desta maneira, tornam-se significativos os estudos sobre o BI oferecido às empresas que buscam o alinhamento entre quantidade e qualidade informacionais pertinente ao processo decisório, construindo o sucesso e continuidade destas.

10 Dado, Informação e Conhecimento Para melhor entendimento do conceito de BI, é primordial a definição dos termos dado, informação e conhecimento, pertencentes ao processo que culmina nas decisões gerenciais. Dado é entendido aqui como um elemento da informação que, isoladamente, não transmite nenhum conhecimento. São apenas elementos primários não trabalhados. É a matéria-prima de um sistema de BI. Informações são os dados selecionados, organizados e processados para se tornarem com algum desígnio e as formadoras do conhecimento dentro das organizações. Conhecimento é o processo de metamorfosear a informação em resultado que orienta ações estratégicas. Decisão, por sua vez, é o processo de escolher opções para ações a serem realizadas em função do negócio. Os elementos que compõe a cadeia dados-informação-conhecimento-decisão são considerados componentes importantes de qualquer sistema, inclusive do BI, pois são usados diretamente para fins de tomada de decisão. Uma vez que os dados brutos são convertidos em informações úteis e estas, por sua vez, geram conhecimento às organizações para posicionar-se estrategicamente e encaminharem seus negócios de maneira inteligente, a modificação dos dados em informação e conhecimento, por meio de ferramentas de extração adequadas, são mais aproveitados quando inseridos em um sistema de BI, dando suporte aos gestores no processo de tomada de decisões mais acertadas e eficazes, o armazenamento destes elementos são capazes de fornecer informações precisas sobre a organização. 1.2 Definindo Business Intelligence

11 11 Muito se ouve falar em Business Intelligence e em seus benefícios. Entretanto, não se tem uma ideia exata do que seja. O BI, que pode ser traduzido em Inteligência em Negócios, representa o processo de coleta de dados, organização, análise e que culmina em informações, oferecendo suporte à gestão de negócio e integração dos aplicativos e tecnologias capazes de extrair e analisar estes dados corporativos de forma mais simples, de modo que a organização ganhe tempo e produtividade e gestores possam tomar as melhores decisões para o negócio. De forma mais detalhada, existem muitas definições para o termo: Vercellis (2009) Conjunto de modelos matemáticos e metodologias de análise que exploram os dados disponíveis para gerar informações e conhecimento útil para complexos processos decisórios. Sezões, Oliveira e Baptista (2006) Conceito que engloba um vasto conjunto de aplicações de apoio à tomada de decisão que possibilitam um acesso rápido, partilhado e interativo das informações, bem como a sua análise e manipulação. Antonelli (2009) Ferramenta que se utiliza da tecnologia da informação para coletar dados, analisá-los e transformá-los em informação para as organizações. Primak (2008) É o processo inteligente de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoração de dados contidos em Data Warehouse e/ou Data Mart, gerando informações para o suporte à tomada de decisões no ambiente de negócios. Barbieri (2001) A utilização de variadas fontes de informação para se definir estratégias de competitividade nos negócios da empresa. Partindo da afirmação que informação é fator crucial para gerar produtividade e competitividade às organizações, pode-se afirmar também que o conhecimento adquirido por elas é essencial para o processo decisório. Tal afirmativa pode ser considerada a justificativa para a existência do BI, pois como principal suporte a tomada de decisões, sua serventia vem sendo comprovada pela dinâmica adquirida na obtenção das informações e melhoria dos processos.

12 12 Por fornecer perspectiva sistêmica do negócio, e, sobretudo, ajudar na uniformização dos dados e na transformação em informações de qualidade, a tomada de decisão torna-se mais eficiente em várias dimensões, servindo até na análise dos indicadores de desempenho empresarial. Um fato a ser frisado refere-se ao BI poder proporcionar ganhos não somente ao alto escalão executivo, mas também a determinados setores que precisem se basear em informações concretas para tomar decisões, como comercial, marketing, recursos humanos, finanças, operacional, etc.. O grande desafio é saber gerenciar da melhor forma as informações, exigindo do gestor (ou quem for decidir) ter capacidade analítica de compreensão e interpretação, pois o BI quando bem utilizado pode até detectar tendências, cenários e oportunidades e permitir a tomarem-se decisões eficazes, precisas e no tempo correto. A sobrevivência e continuidade das organizações dependem do seu tempo de resposta às mudanças do ambiente externo, bem como das adaptações que devem ocorrer a nível ambiente interno, para que as respostas sejam subsequentes. Para tornar possível a integração de todos os setores da organização, o BI e os sistemas de informação atuam da mesma maneira que as pessoas, isto é, integrando dados, informação, imagem, gráficos, relatórios, etc e induz à organização ao empowerment, conferindo informação e poder decisório aos seus usuários. O envolvimento das pessoas e o conhecimento adquirido por elas para tomar decisões são fatores que influenciam o desempenho organizacional e aumentam a superioridade competitiva, independente das funções ou níveis hierárquicos. As evidências apontam que, portanto, as organizações não poderão perder tempo com processos decisórios lentos e ineficazes. O uso do BI diminuirá o tempo gasto e aumentará a competitividade, e, exigirá das mesmas mais ênfase no gerenciamento do conhecimento e não apenas na administração de dados ou informações Histórico e Evolução A expressão Business Intelligence não é moderna. Estudos indicam que o conceito já era utilizado pela sociedade há milhares de anos. Primak (2008, p.1)

13 13 corrobora com esta ideia ao afirmar que a sociedade do Oriente Médio antigo utilizavam os princípios básicos do BI quando cruzavam informações obtidas junto à natureza em benefício de suas aldeias. Através de princípios simples e básicos tornou-se possível obter as informações necessárias para classificar decisões importantes destinadas à melhoria de vida. Desde aquele período, muitas mudanças ocorreram na sociedade, marcando a evolução do mundo. Todavia, a premissa do BI se manteve e não sofreu muita alteração. Claro que ocorreram mudanças significativas no processo de produção dos bens de consumo e alimentos, bem como na forma das empresas se projetarem e na sociedade propriamente dita, mas é notório que as metodologias usadas pelos povos antigos para garantirem sobrevivência e continuidade de suas comunidades se apuraram para acompanhar as emergentes transformações. Primak (2008, p.4-5) expõe os principais acontecimentos que marcaram a sociedade e que expressam o crescimento do BI: PERÍODO Idade Antiga Século XVI Década de 60 Década de 70 Década de 80 Década de 90 ACONTECIMENTOS Povos do Oriente Médio cruzavam informações da natureza, marés, entre outros fatores para analisarem a viabilidade do cultivo de determinadas espécies, períodos de pesca abundante, etc. Rainha Elizabeth I determinou que a base da força inglesa fosse informação e comércio e ordenou, então, ao filósofo Francis Bacon que inventasse um sistema dinâmico de informação, o qual foi amplamente aplicado pelos ingleses. Evolução dos computadores e mudança de foco das empresas, que passaram a perceber os dados como uma possível e importante fonte geradora de informações decisórias e que renderiam eventuais lucros. Época também dos cartões perfurados e da predominância das linguagens de programação COBOL, ASSEMBLY e FORTRAN. Evolução das formas de armazenamento e acesso a dados DASD e SGBD (Sistema Gerenciados de Banco de Dados) e desenvolvido o EIS. Desenvolvimento e evolução das linguagens de programação CLIPPER e PASCAL e início da aplicação do termo Business Intelligence; Início do termo CPD nas empresas, desenvolvimento do Data Warehouse e maior interesse do setor corporativo pelas soluções de BI.

14 14 Década de 2000 Evolução dos conceitos de DSS (Decision Support System), um sistema de suporte a decisão, das planilhas eletrônicas, geradores de consultas e de relatórios, Data Marts, Data Mining, ferramentas OLAP, entre outras, estreitamento das conexões entre BI e o ERP e surgimento do termo E- Business. Pela interpretação do quadro, muito antes da era Pré-BI, defendida por Lima (2010, p.2) e posicionada cronologicamente entre 30/40 anos atrás, ocorreram manifestações no sentido da informação. Os acontecimentos importantes para a administração dos negócios e que fazem referência ao uso do BI nas organizações, começaram a serem mais expressivos a partir da década de 60, quando os computadores diminuíram de tamanho para ocupar as residências, tendo seu posicionamento mais claro a partir da década de 70 pelo desenvolvimento do EIS, uma ferramenta de consulta que auxiliava a alta administração e oferecia aos usuários uma visão sistêmica de toda a organização. Todavia, foi somente na década de 80 que se inaugurou a aplicação do BI nas organizações, pela percepção de que os dados poderiam ser fonte de informações para a tomada de decisão. No decorrer dos anos seguintes, os desenvolvimentos das linguagens de programação, dos computadores e dos modelos gerenciais, propuseram às organizações várias mudanças de foco e aproveitamento das oportunidades que eclodiram a partir deles. Todas as contingências que sinalaram os períodos culminaram para que, na década de 90, ocorresse a criação, disseminação e desenvolvimento do Data Warehouse, grande repositório de dados ou sistema de armazenamento de dados que produze aplicações otimizadas que são um auxiliar precioso no momento da escolha da melhor opção dentre o leque de possibilidades. Desde a década de 2000, que o desenvolvimento do BI está atrelado aos Sistemas Integrados de Gestão, popularmente conhecimentos como ERPs (Enterprise Resources Planning), cujas funções eram facilitar o aspecto operacional das empresas, registrando, processando e documentando cada fato novo na engrenagem corporativa e distribuindo a informação de maneira clara, segura e em tempo real, e que surgiram no final do século XX prometendo otimizar os processos organizacionais de forma integrada e tinham como propósito controlar uma empreendimento de ponta a ponta, da produção às finanças, como um todo.

15 15 Antes de ocorrer o estreitamento das relações entre os ERPs e o BI, ocorreram as evoluções dos conceitos de DSS, sistema que dava suporte a decisão, e das ferramentas de consultas e geradoras de relatórios, como o Data Marts e Data Mining. O surgimento do termo E-Business, solução que tinha como premissa a integração de todas as atividades da organização, incluindo seus processos operacionais, produtos, vendas, marketing, contabilidade, produção e serviços com a Internet, transformando o negócio em eletrônico, ampliou o desenvolvimento das ferramentas e serviços que assistenciava o administrador e o negócio, representando um up gerencial. O propósito do DSS foi aprimorada para se transformar em E-DSS, um serviço do E-Business que tratava das informações compiladas para a tomada de decisão estratégica de uma empresa em tempo real (online). Desde o advento da Internet e a globalização dos mercados, onde as forças econômicas ultrapassam fronteiras, resultando em mais comunicação, mais comércio e mais oportunidades, já existia a exigência que as corporações deveriam se modificar e adaptar-se, não somente aos avanços tecnológicos e as inclinações (tendências) anunciadas, mas também aos cenários que se projetam diariamente, a cada momento, indicando o progresso do uso da Internet e de uma nova maneira de se fazer negócios. O uso da rede e dos negócios online permitiu disponibilizar soluções para um número maior de pessoas ao redor do mundo. As contribuições da Web e Internet, dos ERPs e do E-Business aceleraram os negócios em todos os níveis. O novo panorama permitiu maior conexão entre os serviços de E-DSS e ERPs às soluções de BI. O desenvolvimento da ferramenta ganhou destaque no mundo corporativo, principalmente por fornecer as competências necessárias para que as organizações pudessem atender aos novos consumidores, cada vez mais exigentes. A mudança de direcionamento e da visão das organizações sobre o melhoramento dos processos operacionais e das relações interdepartamentais foi o escopo para ideais de uma orientação empresarial com base nas informações, no conhecimento e melhoria dos processos gerenciais, onde as organizações podiam dispor de uma ferramenta que permitisse agrupar dados numa base única e manejá-los de forma que fosse possível realizar diferentes análises sob vários ângulos, em único sistema partilhado.

16 16 A fusão de várias ferramentas de consulta, análise e geração de relatórios em uma única solução de negócio, o BI, na prática fez com que as empresas conseguissem melhorar seus processos em diferentes segmentos, gerando mais recursos e capital para elas. A informação, que acabou caindo no esquecimento de grandes bancos de dados existentes nos sistemas isolados, voltou a ter importância. O agrupamento das várias vertentes em uma ferramenta de gestão que proporcionasse a ordenação e usufruto de toda comunicação informacional gerada, fez e faz do BI uma solução vital para um direcionamento empresarial próspero, sólido e duradouro, aliado as competências de cada segmento e fundida às principais características da realidade empresarial. A certeza de que o BI é o atual caminho gerencial tem embasamento nas possibilidades de realização de uma série de análises e projeções que podem agilizar os processos de tomada de decisão e à formulação de estratégias e vantagens competitivas para as organizações, uma vez que o direcionamento para o sucesso de uma organização passa pela designação de estratégias adequadas e, como tal, pelo aproveitamento de sistemas de informação especializados e especialmente desenhados para servirem de suporte às decisões. Formular estratégias de desenvolvimento e inovação de modo a estabelecer vantagem competitiva e tirar o máximo proveito das oportunidades que surgem no mercado a todo momento, exige das organizações mecanismos de armazenamento de enormes quantias de dados em formas eletrônicas e à necessidade iminente de extrair delas informações e conhecimentos úteis a diversas aplicações (como por exemplo, na análise de mercado, administração empresarial, apoio à decisão, etc). Atentas a este fato, as organizações entendem a importância que as informações têm para a geração do conhecimento utilizada nos processos decisórios e na geração de lucros, resultados e alavancagem do negócio Aplicabilidade Durante anos iniciais a sua difusão no mundo corporativo, o BI pertenceu ao departamento de TI, por ser um termo que expressa tecnologia e informática de acordo com Primak (2008, p.6), e dos responsáveis pela exposição dos resultados

17 17 aos executivos tomadores de decisões. Hoje, ele pertence a todos os membros da organização que necessitam de informações para se tomar decisões. A aplicabilidade do BI dentro das organizações é vasta e tem atuação em diferentes níveis estruturais, o que permite as mesmas de tomar ações preventivas, a organizar-se, posicionar-se, antecipar-se e agir mais prontamente as mutações do ambiente externo. De maneira mais detalhada, é: Gerir e antecipar o risco, analisando as potenciais tendências e evoluções do mercado, através da análise das forças, fraquezas, ameaças e oportunidades (análise SWOT) para minimizar os riscos ligados à incerteza; Organizar as informações dispersas, extraindo somente as que possam ser relevantes para o negócio, e construir cenários para ajudar os gestores na tomada das decisões; Inovar pela detecção de oportunidades e de novos negócios, através da exploração dos dados que se tenham tornado pertinentes; Agir oportunamente face aos concorrentes, conhecendo o mercado, analisando quais as potencialidades de crescimento, quais os produtos ou serviços que mais se adaptem às necessidades dos clientes, etc; Posicionar-se estrategicamente no mercado adquirindo um conhecimento aprofundado do ambiente que envolve à organização: nível de competitividade, o número de concorrentes, market share, capacidade financeira, produtos e serviços, procedimentos, tecnologia de que dispõem e até estratégia. A ideia é aprender a explorar as fraquezas dos concorrentes e aumentar as forças; Antecipar as mudanças nos mercados assegurando as informações relevantes e determinar entre elas, quais representam ameaças ou oportunidades. Em diferentes segmentos de negócios, são notórios os resultados trazidos pela implementação do BI, o que compensa seu investimento. Empresas do varejo, por exemplo, através de pesquisas relativas ao comportamento do consumidor, poderá descobrir quais serviços atendem melhor seus clientes. Nas empresas

18 18 financeiras, como bancos e corretoras, por exemplo, a partir do BI podem mais rapidamente selecionar os grandes clientes para o tratamento personalizado ou ainda selecionar os clientes potenciais. Na indústria, seu uso pode ampliar a produção e conter as despesas fixas, reduzindo os custos operacionais. De uma maneira geral, observa-se aplicação do BI para qualquer tipo de negócio, independente do porte da empresa que se destinar, podendo ser destinadas as áreas comerciais (por exemplo: análise da força de vendas e comportamento de consumo), marketing (por exemplo: análise do ciclo de vida do produto e formas de penetração no mercado e segmentação), finanças (por exemplo: previsão, planejamento e orçamentação), logística (por exemplo: controle da qualidade e da logística), gestão de talentos (por exemplo: avaliação da performance e competências), entre outras. Atualmente, o direito de decidir não está mais concentrada nas mãos dos executivos. O conhecimento se distribuiu a todos que necessitam das informações para gerir os negócios. A eliminação da hierarquia e a ampliação da delegação de tarefas e poderes tornou-se diferencial competitivo, uma vez que colaboradores que mantêm contato direto com clientes, fornecedores, distribuidores ou parceiros de negócios, já tomam decisões baseadas em informações consistentes e fazem uso da inteligência e do conhecimento oriundos da organização para eliminar a lentidão que qualificava o processo decisório. A maioria dos estudiosos vê uma aplicabilidade eficaz do BI em todas as empresas, desde que analisado o custo x benefício e haja o alinhamento objetivo do projeto de BI com os interesses da organização. Aproveitar as funcionalidades e conhecimentos que o BI proporciona não é somente um fator de sucesso, mas (essencialmente) um fator de sobrevivência. Cada vez mais uma empresa demanda ter agilidade comercial, habilidade de tomar decisões e refinamento na elaboração de estratégias para clientes. Tudo isso dentro do menor tempo executável. Atingir as metas passou a requerer um envolvimento maior e o BI a ser encarado como uma aplicação integrada para o alcance dos resultados e para um melhor planejamento estratégico e gestão Objetivos

19 19 O objetivo a que se destina o BI é justamente auxiliar as pessoas no momento de decidir através das funções de extração, análise e aplicação das informações recebidas, de forma que os executivos do alto nível obtenham o lucro almejado. De acordo com Vercellis (2009, p.6-8) o principal objetivo dos sistemas de BI é fornecer conhecimento aos usuários (indivíduo ou equipe) com ferramentas e metodologias que lhes permitam tornar decisões eficazes. Nos dias de hoje, as mais diferentes circunstâncias para a tomada de decisão faz com que o BI seja assumido, neste contexto, como uma poderosa ferramenta de gestão que viabiliza o processo decisório e integra as atividades. Com função estratégica pela sua capacidade de converter dados em informação, conhecimento e a descoberta de novos conhecimentos dentro da organização, seu papel é vital no planejamento das atividades empresariais com o único propósito de servir como instrumento apoiador da apreciação dos dados sobre os quais o coletivo desenvolve atividades Componentes do BI Associado a um sistema, o BI, como tal, possui componentes que devem ser levados em consideração para melhor entendimento de seu funcionamento. Em um sistema, os dados primários (entrada) que são inseridos e convertidos em informações (saída), são processados, filtrados e analisados em diferentes fases. De maneira mais simplificada, a figura abaixo mostra um sistema: DADOS (Entrada) PROCESSAMENTO INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO (Saída) Segundo Antonelli (2009, p.81), os componentes do BI consistem em ferramentas que realizam em conjunto o trabalho de armazenamento de dados, análise de informações e na mineração de dados. Assim sendo, são componentes de um sistema de BI os dados operacionais, as ferramentas de armazenagem e mineração destes dados, as ferramentas de consulta e elaboração de relatórios e

20 20 gráficos simples, que geram as informações e o conhecimento a ser utilizado na tomada de decisão. Sucintamente, uma típica estrutura de um sistema de BI possui ferramentas de consulta para a análise e exploração das várias alternativas a serem consideradas no ato de decidir. Contudo, antes de até mesmo explorar as informações e os conhecimentos gerados, faz-se necessário uma gestão mais cuidadosa do armazenamento da matéria-prima do sistema, os dados operacionais. Estes dados são originados a partir de todos os processos operacionais da empresa e são armazenados pelos sistemas de informação utilizados por ela. Estruturas exclusivas como o ODS (Operacional Data Store) que garantem o armazenamento e a integridade dos dados e o ETL (Extraction, Transformation and Load) ou denominado por autores como Data Integration se responsabilizam pela preparação, descobrimento da origem, limpeza e transformação em único padrão (formato) para utilização. Depois de selecionados pelo ODS e ETL, os dados operacionais podem ser armazenados no Data Mart ou Data Warehouse, estruturas com o principal objetivo de armazenar informações capazes de sustentar a inteligência da organização, para ser aplicada na tomada de decisão. Juntamente com o DM e o DW, o Data Mining corresponde a ferramenta de exploração e mineração dos dados. Esta ferramenta é decisiva para o processo de BI por oferecer uma poderosa alternativa para a descoberta de novas oportunidades de negócio e, acima de tudo, traçarem novas estratégias para o futuro. A arquitetura de um sistema de BI pode ser revelada de várias formas. Das mais simplistas às complexas, a característica diferencial é a interface (parte visual), o que é um dos elementos importante para absorção e percepção de quem o usa. As análises tradicionais já não mais assertivas face as necessidade de análise por diversas variáveis, sejam comerciais, políticas, geográficas, demográficas ou organizacionais. A utilização de tabelas e gráficos mais enxutos e básicos, bem como a utilização de indicadores e ferramentas animadas que ampliam a interação entre o usuário e o sistema. Esta necessidade de diferenciação permitiu o incremento de outras ferramentas, como Front-end (parte visível do sistema ao usuário e representado por relatórios padronizados, portal de intranet/internet/extranet e funções de forecasting projeções de cenários baseados em premissas),

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