EFEITOS TOXICOLÓGICOS E REGISTRO DE INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS INTRODUÇÃO

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1 EFEITOS TOXICOLÓGICOS E REGISTRO DE INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS Ângelo Zanaga Trapé 1 INTRODUÇÃO A utilização dos agrotóxicos no Brasil do ponto de vista ambiental e principalnte de saúde pública tem determinado um forte impacto, infeliznte negativo, com contaminação dos vários ios (ar, água e solo ), e com muitos casos de doenças e mortes. As priiras informações sobre problemas de saúde datam de 1950, quando foram constatados na região de Presidente Prudente, pelo Instituto Biológico da Secretaria Estadual de Agricultura, casos de doenças em 118 agricultores de algodão, com 21 mortes por um produto chamado Paratiom (inseticida organofosforado) (Planet, 1950; Rodrigues et al., 1957; Alida, 1959; Alida, 1960; Alida, 1967). Nas décadas de 70 e 80, Estados como Paraná e Rio Grande do Sul passam a identificar problemas ambientais e de saúde causados pelos agrotóxicos indicando a utilização cada vez maior desses produtos nas principais regiões de produção agrícola do país (Siqueira, 1983; Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, 1983). Com a implantação, a partir dos anos 80s, dos Centros de Controle de Intoxicações em vários Estados brasileiros, as notificações dos agravos causados pelos agrotóxicos passou a ser mais sistematizada, constituindo-se um Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX) que consolida os dados gerados nos diversos Estados do país, e é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz do Ministério da Saúde, que publica anualnte as estatísticas de casos de intoxicação registrados pelos Centros (FIOCRUZ/CICT, 2000). Pela análise dos dados atuais do SINITOX pode-se concluir que os agravos causados pelos agrotóxicos determinam um problema não só de saúde dos agricultores, mas um sério problema de saúde pública (Aguilar Alonzo, 2000). Esta conclusão se dá analisando-se sonte os casos notificados pelos Centros, que são apenas aqueles considerados de intoxicação aguda, que ocorrem subitante e muitas vezes de desfecho dramático. Não entram na análise os casos de efeitos adversos de longo prazo que são hoje em dia os que mais preocupam os profissionais que atuam na área de saúde ambiental e toxicologia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 1990 (WHO,1990), que deveriam ocorrer no mundo, anualnte, cerca de de casos de intoxicação aguda, mais de casos de efeitos adversos crônicos, como distúrbios neurológicos, cerca de casos de câncer por exposição e mortes. 1 Coordenador da Área de Saúde Ambiental, Departanto de Medicina Preventiva e Social. Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas UNICAMP

2 REGISTROS DE INTOXICAÇÕES: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA A Tabela 1 apresenta a distribuição dos casos de intoxicações registrados pelo SINITOX, no ano de 1999 em todo o país, distribuído pelos agentes tóxicos que causaram os eventos e circunstância. Observando os agentes agrotóxicos de uso agrícola, agrotóxicos de uso doméstico, produtos veterinários (carrapaticidas, bernicidas, vermífugos, repelentes de insetos e outros), que apesar de não estarem contemplados na Lei no 7802/89, vários deles tem na sua formulação substâncias ativas aguais aos agrotóxicos de usos agrícola e doméstico e os raticidas vemos que eles representam cerca de 16% do total das intoxicações notificadas no país todo ou, em torno de casos. Em termos de saúde pública, se avaliarmos que estes casos vem de uma população estimada em quase de pessoas, não seria inicialnte algo que exigisse dos órgãos públicos de saúde em nível nacional ações estratégicas de maior relevância na dida em que estes agentes ambientais estariam causando impacto em nos que 0,01% de toda população. Em um país transtornado com dengue, cólera, malária,febre amarela, aids, não haveria perspectiva de desenvolver ações para uma redução idiata do problema. Porém, estes dados em realidade escondem uma triste realidade, sendo sonte a ponta do iceberg que é visível. As agências internacionais de saúde como a OMS consideram que em países como o nosso no qual existem graves problemas de estrutura da saúde pública, ocorre um subregistro de casos de intoxicações por agentes químicos em geral, inclusive agrotóxicos.para estes agentes as agências estimam que os casos registrados de intoxicações representam sonte 2% do total de casos ocorrendo anualnte. Então observando-se os resultados da tabela, é necessário que os casos sejam multiplicados por 50 para chegarmos próximos da realidade, ou seja cerca de casos acontecendo todos os anos em todo o Brasil. Isto representa os casos de intoxicações agudas que chegam ao conhecinto dos Centros de Controle de intoxicações, não se tratando aqui dos efeitos adversos crônicos. Algumas situações podem explicar esta limitação, tais como: A dificuldade em fazer diagnóstico por parte dos profissionais de saúde, principalnte os médicos. É muito recente a inclusão nos currículos das escolas de dicina de disciplinas de Toxicologia que ensinam os efeitos prejudiciais à saúde de substâncias tóxicas. Os sintomas apresentados pelos intoxicados, principalnte nas intoxicações agudas leves e moderadas, não graves e nas exposições de longo prazo pode simular outras patologias comuns, assim dor de cabeça, mal-estar, fraqueza, tonturas, náuseas e azia, por exemplo, podem ser confundidos com outros problemas de saúde e não se estabelecer nexo com os venenos. A dificuldade de acesso a serviços de saúde, basicante do setor público, muitas vezes faz a pessoa permanecer em sua casa fazendo uso de dicação caseira. Existem pessoas que têm contato cotidiano com os agrotóxicos, com alterações laboratoriais mantendo-se sem sintomas. Isto é possível em

3 Tabela 1. Distribuição dos casos de intoxicações registrados pelo SINITOX, de acordo com os agentes tóxicos que causaram os eventos e circunstâncias. Brasil: Agentes Circunstância Acidente Acidente Acidente Ocupacional Uso Terapêu tico Prescr. Med. Inadequa da Erro de Adminis tração Auto Medicação Abstinência Abuso Ingestão de Alintos Tentativa Suicídio Tentativa de Aborto Violência e Homicídio Ignorada Outra Total n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o % Medicantos ,27 Agrot/Uso Agrícola ,21 Agro/Uso Doméstico ,87 Prod. Veterinários Raticidas ,63 Domissanitários ,69 Cosméticos ,02 Prod.Quim.Industriais ,12 Metais ,47 Drogas de Abuso ,4 Plantas ,46 Alintos ,94 An.Peç./Serpentes ,64 An.Peç./Aranhas ,4 An.Peç/Escorpiões ,54 Outros an.peç./vem ,42 An.não peçonhentos ,11 Desconhecido ,92 Outros ,11 Total % 57,69 0,96 0,97 7,15 1,72 0,29 1,81 0,80 0,11 3,63 0,38 18,58 0,32 0,27 3,63 1,69 100

4 pessoas com exposição sistemática a inseticidas organofosforados que agem em enzimas orgânicas (inibem as colinesterases) e as pessoas nem sempre apresentam sintomatologia. Outro aspecto de importância na análise da Tabela 1 diz respeito aos casos de intoxicação intencional (tentativa de suicídio) e não intencional (ocupacional e ambiental). Por muito tempo, o setor de produção dos agrotóxicos afirmou que a maior parte dos casos de intoxicação por agrotóxicos era intencional. Observando os dados da tabela, vemos que em verdade os casos de tentativa de suicídio representam cerca de 40% dos casos e a maior parte é não intencional, o que exige uma ação de saúde diferenciada dos casos intencionais. Mesmo em relação aos intencionais, o fato de haver um amplo acesso aos agrotóxicos torna-se um facilitador de seu uso para outros fins, como pode ser visto nos casos de violência e homicídios. A Tabela 2 mostra os casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e faixa etária. A análise desta tabela indica situações bastante preocupantes em termos de saúde, na dida em que constata-se crianças com nos de um ano de idade intoxicadas. É comum observar famílias de agricultores levarem seus filhos nesta faixa etária para as lavouras por não terem com quem deixá-las em casa, expondo-as às pulverizações e intoxicações. As crianças em faixas de idade maiores já executam diversas atividades na lida das lavouras, como o trabalho de puxar mangueira em cultivos como tomate, figo e outras. O início do trabalho com agrotóxicos na faixa de 8 a 10 anos é bastante comum no nosso io e observa-se um incrento dos casos registrados para estas faixas etárias (Tabela 2). Tabela 2. Casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e faixa etária. Brasil:1999. Agente Faixa Etária < e + Ignorado n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o n o % Total Medicantos ,27 Agrot/Uso Agrícola ,21 Agrot/Uso Doméstico ,87 Prod. Veterinários ,77 Raticidas ,63 Domissanitários ,69 Cosméticos ,02 Prod.Quím.Industriais ,12 Metais ,47 Drogas de Abuso ,40 Plantas ,46 Alintos ,94 An.Peç./Serpentes ,64 An.Peç./Aranhas ,40 An.Peç]Escorpiões ,54 Outros an.peç./vem ,42 Na. não peçonhentos ,11 Desconhecido ,92 Outro ,11 Total % 2,41 24,94 6,76 5,62 9,94 16,99 13,02 8,63 4,57 2,57 1,21 0,36 2,97 100

5 O maior núro de casos de intoxicação se concentra entre 20 e 40 anos, principalnte para os agrotóxicos de uso agrícola. Trata-se de população em idade fértil, com muitas mulheres apresentando intoxicações, como mostra a Tabela 3. Isto implica a exposição desta população a produtos que são embriotóxicos, como os inseticidas organofosforados. Os agrotóxicos de uso doméstico determinam um grande núro de intoxicações nas mulheres, além dos raticidas, indicando uma ampliação para os domicílios, e mostrando que a problemática dos agrotóxicos transcende em muito o espaço rural. Tabela 3. Casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e sexo. Brasil:1999. Sexo Masculino Feminino Ignorado Total Agente n o n o n o n o % Medicantos ,27 Agrotóxicos/Uso Agrícola ,21 Agrotóxicos/Uso Doméstico ,87 Produtos Veterinários ,77 Raticidas ,63 Dormissanitários ,69 Cosméticos ,02 Produtos Químicos Industriais ,12 Metais ,47 Drogas de Abuso ,4 Plantas ,46 Alintos ,94 Animais Peç./Serpentes ,64 Animais Peç./Aranha ,40 Animais Peç./Escorpiões ,54 Outros Animais Peç. Venenosos ,42 Animais não Peçonhentos ,11 Desconhecido ,92 Outro ,11 Total % 50,96 48,07 0, Enfatizando esta afirmação, a Tabela 4 mostra os casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e zona de ocorrência, indicando ser maior a ocorrência na zona urbana que na rural, inclusive para os agrotóxicos de uso agrícola. A disseminação de pragas, como insetos voadores (pernilongos e moscas) e rasteiros (baratas), animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas, associada à epidemia da dengue transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, tem trazido um incrento no consumo desses produtos nas moradias urbanas, trazendo como conseqüência um aunto dos casos de intoxicação na zona urbana. Além disso, como não há controle do comércio de produtos para uso em quintais, hortas e pomares domésticos e as substâncias ativas são as smas daquelas usadas na agropecuária, o risco de intoxicações fica exacerbado. A Tabela 5 apresenta a evolução dos casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e indica que a maioria teve evolução para cura. Do ponto de vista

6 toxicológico, não é correto afirmar que uma pessoa que teve uma intoxicação aguda, principalnte aguda grave, está curada. Estudos epidemiológicos mostram que para inseticidas organofosforados, por exemplo, indivíduos sofrendo apenas uma intoxicação aguda grave ficam com alterações neuropsicológicas permanentes (Sennayake & Karalliedde, 1982). Tabela 4. Casos registrados de intoxicação humana por agente tóxico e de ocorrência. Brasil: Zona Rural Urbana Ignorada Total Agente n o n o n o n o % Medicantos ,30 Agrotóxicos/Uso Agrícola ,21 Agrotóxicos/Uso Doméstico ,87 Produtos Veterinários ,77 Raticidas ,63 Dormissanitários ,69 Cosméticos ,02 Produtos Químicos Industriais ,12 Metais ,47 Drogas de Abuso ,4 Plantas ,46 Alintos ,94 Animais Peç./Serpentes ,64 Animais Peç./Aranha ,40 Animais Peç./Escorpiões ,54 Outros Animais Peçonhentos Venenosos ,42 Animais não Peçonhentos ,11 Desconhecido ,92 Outro ,11 Total zona % 19,96 78,04 2, A Tabela 6 mostra os óbitos registrados segundo o agente tóxico e o sexo, e indica que os hons ainda morrem mais que as mulheres por ser o contingente masculino ainda maior e também porque os hons executam atividades de maior contato com os produtos. Este fato, recentente, tem sofrido algumas alterações, pois as mulheres, até pela maior habilidade em determinadas lavouras como flores, têm sido mais requisitadas para o trabalho do que os hons. Outro aspecto de importância que a Tabela 6 mostra é que tem ocorrido uma diminuição dos óbitos por intoxicações agudas, sendo uma conseqüência da adequação que os serviços de atendinto de urgência em geral têm recebido para um lhor atendinto das urgências em todos os níveis. Porém, se este é um lado positivo, por outro, as pessoas estão ficando mais doentes por causa da exposição de longo prazo aos agrotóxicos e os serviços de atendinto ambulatorial, como o Ambulatório de Toxicologia da Área de Saúde Ambiental da Unicamp, que investiga

7 efeitos adversos crônicos, têm recebido uma demanda crescente de pacientes da região de Campinas, do Estado de São Paulo e de outros Estados do País. No ano de 2000, foram atendidos 267 pacientes e, em 2001, 367 pessoas, determinando um crescinto de quase 40% no núro de pacientes investigados. Isto era esperado, pois o comportanto epidemiológico das doenças causadas pelos agrotóxicos é muito similar ao das doenças infecciosas, iniciando-se com doentes e muitos óbitos (epidemia) e depois de alguns anos muitos doentes e poucos óbitos (endemia) (Trapé, 1995). Tabela 5. Evolução dos casos registrados de intoxicação humana, por agente tóxico. Agente Evolução Cura não Óbito outra Cura Seqüela Óbito Outra Ignorada Total Confirmada Circunstância n o n o n o n o n o n o n o n o % Medicantos ,30 Agrotóxicos/Uso Agrícola ,21 Agrotóxicos/Uso Doméstico ,87 Produtos Veterinários ,77 Raticidas ,63 Dormissanitários ,69 Cosméticos ,02 Produtos Químicos Industriais ,12 Metais ,47 Drogas de Abuso ,40 Plantas ,46 Alintos ,94 Animais Peç./Serpentes ,64 Animais Peç./Aranha ,40 Animais Peç./Escorpiões ,54 Outros Animais Peç. Venenosos ,42 Animais não Peçonhentos ,11 Desconhecido ,92 Outro ,11 Total % 57,7 17,95 0,45 0,6 0,02 0,74 22, Atualnte, portanto, pode-se afirmar que os agrotóxicos determinam uma situação de endemia de doenças por eles causadas em diversos grupos populacionais, e distribuídos amplante por todas as regiões do País. Quem está em risco? Vários grupos da população estão expostos aos agrotóxicos e podem sofrer as mais diversas doenças. Dentre eles, os principais são: 1. Profissionais: 1.1. Trabalhadores das indústrias Neste grupo, os operários da linha de produção, pessoal de manutenção, limpeza, lavanderia e técnicos de assistência técnica podem ter exposição e sofrerem efeitos adversos, tanto agudos, como delongo prazo Trabalhadores de transporte e comércio: Este grupo tem grande importância, principalnte nos municípios do interior dos Estados onde existe um núro significativo de casas corciais,

8 cooperativas que corcializam e estocam os produtos. É importante enfatizar os casos de engenheiros agrônomos que atuam para este setor na emissão dos receituários agronômicos, que acabam se expondo aos produtos e tendo sintomatologia, tanto aguda, como de longo prazo Trabalhadores de firmas desinsetizadoras As firmas desinsetizadoras ou dedetizadoras (termo popularizado pelo uso maciço e abusivo do DDT inseticida organoclorado no País, durante décadas, no combate a insetos, sendo atualnte proibido para venda corcial e sonte permitido no combate ao vetor da malária na Amazônia) são ainda motivo de preocupação. Os casos de intoxicações agudas de aplicadores são comuns em todo o País. Além disso, vários casos de intoxicação vêm ocorrendo em pessoas que vivem nos ambientes onde houve aplicação dos produtos. Tabela 6. Óbitos registrados, segundo o agente tóxico e o sexo. Sexo Masculino Feminino Ignorado Total Agente n o n o n o n o % Medicantes ,81 Agrotóxicos/Uso Agrícola ,18 Agrotóxicos/UsoDoméstico ,02 Produtos Veterinários ,01 Raticidas ,56 Domissanitários ,01 Cosméticos Produtos Químicos Industriais ,78 Metais 2-2 0,50 Drogas de Abuso ,52 Plantas ,75 Alintos 1-1 0,25 Animais Peç./Serpentcs ,77 Animais Peç./Aranhas ,50 Animais Peç/Escorpiões ,26 Outros Animas Peç /Venenosos ,51 An. não Peçonhentos Desconhecidos ,79 Outro ,77 Total % 61,81 37,69 0, Trabalhadores de Saúde Pública Este grupo profissional apresenta riscos de contaminação, pois a exposição, apesar de muitas vezes se dar com produtos de baixa toxicidade, é contínua durante muitos anos. A resistência adquirida pelos vetores, como o Aedes, aos principais agrotóxicos exige a mudança freqüente de produtos, o que gera nos trabalhadores exposição a múltiplos agrotóxicos com sérios prejuízos à saúde (ver: efeitos toxicológicos).

9 1.5. Trabalhadores da agricultura Este é, sem dúvida, o grupo mais sujeito aos efeitos danosos dos agrotóxicos. Tanto os que têm contato direto, como os aplicadores, preparadores da calda almoxarifes, como os de contato indireto, podem ter exposição e apresentarem efeitos agudos e de longo prazo. O grupo de contato indireto, que é o que realiza capinas, roçadas, desbastes, colheitas, é o de maior preocupação. Como não há respeito a períodos de reentrada nas lavouras, estes trabalhadores, muitas vezes, se expõem e se contaminam em maior grau do que o grupo de contato direto. 2. População em geral 2.1. Acidentes Acidentes com agrotóxicos ocorrem em todo o mundo, principalnte envolvendo contaminação de alintos para consumo humano. No Brasil, vários episódios de contaminação já foram registrados em vários Estados, com óbitos resultantes dessas contaminações. Atualnte, o núro de episódios tem diminuído consideravelnte, fruto de um maior controle nos transportes e estocagem destas substâncias Resíduos nos alintos A contaminação dos alintos no País teve várias constatações na década de 70 aos anos 80s, com estudos feitos pelo Instituto Adolfo Lutz (Lara et al., 1981) e Instituto de Tecnologia de Alintos de São Paulo (Yokomizo et al., 1982) entre outros. Atualnte, apesar de aparentente esta questão não se mostrar preocupante em termos de saúde pública, a falta de um programa de vigilância dos alintos nas Centrais de Abastecinto nesta área traz uma incerteza sobre a real situação dos smos em relação a possíveis resíduos que tragam riscos à saúde dos consumidores. Fatos como o desconhecinto e até smo desrespeito aos intervalos de segurança dos produtos em várias lavouras de importância na dieta da população brasileira, trazem dúvidas sobre a qualidade dos alintos em termos de resíduos de agrotóxicos. Essa vigilância é o único instrunto que se tem para uma proteção do consumidor que não consegue detectar pelo paladar e pelo olfato qualquer resíduo destes produtos. EFEITOS DOS AGROTÓXICOS NA SAÚDE Os agrotóxicos podem determinar efeitos sobre a saúde humana, dependendo da forma e tempo de exposição e do tipo de produto com sua toxicidade específica. O efeito pode ser agudo por uma exposição de curto prazo, ou seja, algumas horas ou alguns dias, com surginto rápido e claro de sintomas e sinais de intoxicação típica do produto ou outro efeito adverso, como lesões de pele, irritação das mucosas dos olhos, nariz e garganta, dor de estômago (epigastralgia); ou crônico, por uma exposição de mais de um ano, com efeitos adversos muitas vezes irreversíveis. Os agrotóxicos que mais causam preocupação em termos de saúde humana são os inseticidas organofosforados e carbamatos, os piretróides e os organoclorados, os fungicidas ditiocarbamatos e os herbicidas fenoxiacéticos (2,4 D), glifosato e paraquat.

10 Inseticidas organofosforados e carbamatos Dentre os inseticidas, principalnte os fosforados são os que mais causam intoxicações e ainda grande núro de mortes no País. Esses inseticidas são bem absorvidos pela pele e por ingestão e pouco, por inalação. É importante ressaltar que mais de 90% da absorção se dá pela pele e o restante via digestiva, pois as gotículas das pulverizações não são inaláveis por serem grandes e acabam sendo deglutidas quando estão nas vias aéreas superiores (nariz, garganta, faringe). A ação desses agrotóxicos se dá pela inibição de enzimas no organismo, chamadas de colinesterases, principalnte a acetilcolinesterase. Estas enzimas estão presentes na transmissão de impulsos nervosos em diversos órgãos e músculos. Quando ocorre uma contaminação por organofosforado ou carbamato, há uma ligação entre essas enzimas e o veneno, impedindo que as smas realizem sua função, havendo então uma série de sintomas e sinais clínicos, quais sejam: Síndro colinérgica: suadeira, salivação excessiva, pupilas puntifors (miose), hipersecreção brônquica, vômitos, cólicas e diarréia. Síndro nicotínica: tremores, abalos musculares, alterações da pressão arterial. Síndro neurológica: confusão ntal, dificuldade para andar, convulsões, depressão cárdio-respiratória, coma e morte. Alguns grupos de organofosforados podem inibir outras enzimas, chamadas esterases neurotóxicas, que agem por canismos ainda pouco conhecidos, porém, sabe-se que elas têm uma ação protetora dos nervos longos dos mbros inferiores e superiores. Assim, quando ocorre uma inibição destas, a pessoa contaminada pode apresentar uma neuropatia periférica com atrofia dos músculos das pernas e braços, paralisia que pode ser irreversível. Outros efeitos de gravidade e pouco ncionados nas exposições de longo prazo estão relacionados com distúrbios de coagulação sanguínea que alguns organofosforados podem determinar, levando muitas vezes a pessoa contaminada ao óbito. Uma suspeita toxicológica atual refere-se à possibilidade da exposição de longo prazo determinar alterações psicológicas e depressão com risco de tentativas de suicídio. Esta hipótese tem sido investigada, mas até o monto os estudos não são conclusivos (Rosenstok et al., 1991; Faria et al., 1999). Inseticidas Piretróides Este grupo vem sendo muito utilizado, não só na agropecuária, como no combate ao vetor da dengue e em ambientes domésticos. Na intoxicação aguda, eles podem determinar irritação das mucosas, náusea, vômitos e diarréia. Por serem sensibilizantes, podem provocar alergias de pele e de pulmões, como bronquite aguda por sensibilização. Nas exposições de longo prazo, esses produtos podem determinar neurites periféricas e alterações hematológicas do tipo leucopenias.

11 Recentente, foram detectados vários casos de pneumonia em uma população que foi exposta a esse grupo de inseticidas na cidade de Manaus, após uma pulverização contra o vetor da dengue. Inseticidas organoclorados O uso da maioria dos organoclorados está proibido no País por sua alta persistência no ambiente e por sua capacidade de se acumular nos seres vivos, principalnte nos seres humanos, além de seu efeito carcinogênico em animais de laboratório. Atualnte, vem se estudando com maior profundidade em nível mundial esses venenos que compõem uma ampla variedade de substâncias chamadas de Substâncias Tóxicas Persistentes bastante impactantes em relação ao io ambiente e à saúde pública. A inexistência de políticas públicas durante décadas em relação ao io ambiente e contaminantes químicos gerou um passivo ambiental com inúros locais detectados como sendo depósitos de lixo tóxico, nos quais essas substâncias estão sempre presentes com riscos à população. Esses agrotóxicos agem diretante nos órgãos, especialnte no sistema nervoso central, produzindo contrações musculares, formigantos (língua, lábios, face e mãos), tremores, convulsões e coma. As convulsões são extremante graves. Nas exposições de longo prazo, podem ocorrer alterações cardíacas, como distúrbio de ritmo cardíaco, hepatopatias e alterações renais, assim como distúrbios de comportanto (psicológico). Fungicidas Dentre os fungicidas, vários grupos já apresentaram problemas toxicológicos, como os rcuriais, hexaclorobenzeno e captafol. Porém, todos esses estão proibidos e, portanto, não são mais utilizados no País. Os fungicidas de maior relevância toxicológica atualnte são os ditiocarbamatos. Estes produtos são muito utilizados nas culturas de tomate, morango, figo e flores entre outras, e apresentam, do ponto de vista de intoxicação aguda, sintomas e sinais de irritação das mucosas, como conjuntivite, rinite, faringite. Náuseas, vômitos e diarréia podem acompanhar o quadro agudo. Nas exposições de longo prazo, pelo fato de alguns desses fungicidas apresentarem manganês (tal pesado ) na molécula, podem determinar um tipo de Parkinsonismo, com tremores de extremidades que podem evoluir para um quadro irreversível. Herbicidas Dentre os herbicidas que vêm auntando a utilização em todo o País, existem três grupos de preocupação para a saúde, a saber: 1) Glifosato Este produto, na realidade, não apresenta maiores problemas toxicológicos, apesar de ser um organofosforado, mas não é inibidor enzimático como os inseticidas. Existe uma formulação corcial que possui uma substância surfactante que tem ação irritativa dermatológica de importância, não sendo

12 Raticidas uma ação do próprio princípio ativo. Como é a formulação mais corcializada no País, é necessário atentar-se para este risco. 2) Paraquat É um herbicida amplante utilizado na agricultura brasileira há vários anos, em diferentes cultivos. É bem absorvido por via digestiva, pode ser absorvido por pele irritada ou lesionada, sendo a via inalatória a de nor absorção. Provoca, quando absorvido, lesões hepáticas e renais e, principalnte, fibrose pulmonar irreversível, determinando morte ao redor de duas semanas, por insuficiência respiratória. Não há tratanto médico adequado para esta situação. 3) 2,4 D É um produto muito usado em todo o País em cana de açúcar e pastagens. É bem absorvido pela pele, via digestiva e inalação, determinando agudante alterações da glicemia de forma transitória, que pode simular um quadro clínico de diabetes, além de alterações neuro-musculares por uma neurite periférica, que é um processo inflamatório dos nervos longos dos mbros inferiores e superiores. Em termos de efeitos de longo prazo, a preocupação é com as dioxinas que são impurezas técnicas que podem estar presentes nestes produtos. As dioxinas são substâncias organocloradas persistentes e suspeitas de causarem danos em células germinativas o que poderia causar distúrbios reprodutivos e alguns tipos de câncer como os linfomas que são cânceres do tecido linfático e estão apresentando um crescinto em termos de população mundial. Atualnte, os raticidas são à base de anticoagulantes, os dicumarínicos, que são bem absorvidos por via digestiva e podem determinar, na intoxicação aguda, hemorragias de vários graus, dependendo da dose ingerida. O grupo de maior risco, neste caso, são as crianças que têm contato com essas substâncias em forma de isca, sendo que algumas simulam guloseimas bastante atrativas para as crianças. Exposição Múltipla A população trabalhadora rural dificilnte se expõe a um único tipo de agrotóxico, havendo uma multiplicidade de exposições a diversos grupos já ncionados de maneira sistemática e de longo prazo, com episódios agudos de intoxicação por um dos grupos específicos. Portanto, o grande desafio para a Toxicologia nestas próximas décadas será a avaliação dos indivíduos com múltiplas exposições por muitos anos. Alguns pesquisadores em outros países, há algum tempo, já constataram vários efeitos adversos por esse tipo de exposição (Kaloyanova, 1983). A Figura 1 mostra essa diversidade de efeitos pelos sistemas do organismo humano. É importante notar que não há a definição de um grupo específico de agrotóxico, mas sim uma ação sinérgica entre eles, o que configura uma situação de bastante preocupação em termos de saúde pública.

13 Figura 1. Efeitos de exposição crônica a múltiplos agrotóxicos. ÓRGÃO/SISTEMA EFEITO Sistema nervoso Síndro Asteno-vegetativa - Polineurite vegetativa radiculite - Encefalopatias -Disencefalite - Distonia vascular vegetativa - Esclerose cerebral - Neurite retrobulbar c/ acuidade visual -Angiopatia da retina Sistema respiratório Traqueíte crônica - Pneumofibrose inicial - Enfisema pulmonar - Asma brônquica Sistema cardiovascular Miocardite tóxica crônica - Insuficiência coronária crônica - Hipertensão -Hipotensão Fígado Hepatite crônica - Colecistite - Prejuízo desintoxicação e outras funções Rins Trato gastrintestinal Sistema hematopoiético Pele Olhos Fonte: Kaloyanova & Sionova (1977). Albuminúria - Nicturia Uréia, Nitrogênio e Creatinina, Clearance Gastrite crônica - Duodenite - Úlcera -Colite crônica (hemorrágica, espástica e formações polipóides) - Hipersecreção e Hiperacidez - Prejuízo motricidade Leucopenia - Reticulócitos e Linfócitos -Eosinopenia - Monocitose - Alterações na hemoglobina Dermatites - Eczema Conjuntivite - Blefarite Finalnte, é importante ressaltar que, na maioria das vezes, a sintomatologia da pessoa exposta aos agrotóxicos é vaga e não objetiva, como dor de cabeça, tonturas, mal-estar, fraqueza e dor de estômago. Portanto, é preciso estar atento para esta situação para que haja suspeita de efeitos causados por agrotóxicos e não por doenças de outras origens que podem apresentar também sintomatologia inespecífica e acoter pessoas com exposição a estes venenos.

14 CONCLUSÃO As doenças causadas pelos agrotóxicos representam um grave problema de saúde pública. Pelos registros de intoxicações feitos pelo Sinitox, observa-se que há um grande subregistro de efeitos adversos, principalnte os de longo prazo, que podem determinar doenças crônicas. A falta de uma política pública de saúde que defina ações de vigilância e monitoranto de populações expostas, associada a deficiências estruturais que limitam o diagnóstico de efeitos de longo prazo (falta de laboratórios de Toxicologia com equipantos e todologias atualizadas, principalnte no setor público de saúde), são fatores determinantes do atual perfil epidemiológico das doenças causadas por esses produtos, que representam uma endemia nacional acotendo todos os segntos da população rural e urbana do país. É fundantal e urgente reestruturar e implentar Programas de Vigilância da Saúde de Populações Expostas em todo o Brasil, assim como adequar as instituições acadêmicas e de assistência do Sistema Único de Saúde, com tecnologias mais modernas para um lhor e mais precoce diagnóstico das doenças causadas pelos agrotóxicos, buscando reduzir o núro de intoxicações, doenças e mortes causadas por estes agentes químicos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PLANET, N. Envenenanto produzido por inseticidas em operários rurais no combate às pragas do algodão. Rev. Paul. Méd., 37: 59-60, RODRIGUES, D. C.; PLANET, N.; GIANNOTTI, O. Intoxicações pelos inseticidas. O Biológico, ALMEIDA, W. F. Intoxicações pelos modernos inseticidas. Ver. Paul. Méd.,55: , ALMEIDA, W. F. Intoxicações acidentais humanas por inseticidas. O Biológico, Publicação no 112, ALMEIDA, W. F. Intoxicações acidentais humanas por inseticidas. O Biológico, 2 a ed., Publicação no 120, SIQUEIRA, M. L.; JACOB, A.; CANHETE, R. L. Diagnóstico dos problemas ecotoxicológicos causados pelo uso de defensivos agrícolas no estado do Paraná. Ver. Brás. Saúde Ocup., 11 (44): 7-17, SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO PARANÁ. Programa de vigilância epidemiológica em ecotoxicologia de praguicidas. mio,1983. FIOCRUZ/CICT, Estatística anual de casos de intoxicação e envenenanto: Brasil:1999, 100p., 2000 AGUILAR ALONZO, H. G. Consulta em seis centros de controle de intoxicações do Brasil: análise dos casos, hospitalizações e óbitos, Campinas, 2000 [Tese Doutorado - Unicamp] WORLD HEALTH ORGANIZATION. Public health impact of pesticides used in agriculture, Geneve, WHO, p. SENANAYAKE, KARALLIEDDE, L. Neurotoxic effects of organophosphorus insecticides. N. Engl. J. Med., 3 306: , TRAPÉ, A. Z. Doenças relacionadas a agrotóxicos :um problema de saúde pública, Campinas,1995. [Tese Doutorado - Unicamp]

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