NA IGREJA E NO MUNDO LEITURA ESPIRITUAL. Nós te agradecemos por tua bondade, mas te pedimos também: mostra-nos a tua força.

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1 NA IGREJA E NO MUNDO LEITURA ESPIRITUAL Nós te agradecemos por tua bondade, mas te pedimos também: mostra-nos a tua força Bento XVI Natal de 2010

2 A cura da hemorroíssa, catacumbas dos Santos Marcelino e Pedro, Roma Publicamos como leitura espiritual: 1. O comentário, em forma de carta escrita a alguns amigos, de padre Giacomo Tantardini à frase de padre Luigi Giussani publicada na capa do número 4/5 de 30Dias 2. Trechos da mensagem radiofônica do papa Pio XII na solenidade dos santos apóstolos e mártires Pedro e Paulo de 29 de junho de O relato de Lorenzo Cappelletti do martírio dos santos João e Paulo, dos santos Nabor e Félix e de santo Alexandre

3 Roma, 17 de junho de 2011 Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em ti Caros amigos, as palavras de Giussani na capa de 30Dias ( Não é o agnosticismo; o gnosticismo, este sim, é que é o perigo para a fé cristã. Era o que dizia Luigi Giussani a João Paulo II no início da década de 1990) e as duas páginas de comentário de Lorenzo Cappelletti (30Dias, n. 4/5, 2011, p ) são interessantes. Desejo acrescentar apenas uma pequena coisa, para ajudar a compreender as palavras de Giussani, uma pequena coisa que foi uma descoberta para mim nestes dias. Citei muitas vezes as palavras de Giussani da entrevista de abril de 1992 sobre a perseguição daqueles que se movem na simplicidade da Tradição 1. Mas nestes dias fui surpreendido (como por um raio de sol que ilumina tudo) por estas palavras de Giussani na mesma entrevista de abril de 1992: O ódio explode mal se contém, e logo transborda Essas palavras de Giussani são as mesmas palavras que o apóstolo Paulo escreve na segunda carta aos Tessalonicenses (2Ts 2,7), quando fala de quem detém (Giussani diz contém) o transbordamento do ódio por aqueles que se movem na simplicidade da Tradição. Hoje está claro para mim (na época, em abril de 1992, não) o que e quem em abril de 1992 detinha ou continha o transbordamento do ódio (Giussani fala disso, eu diria quase explicitamente, ao longo da mesma entrevista, justamente quando acrescenta ao termo perseguição o adjetivo sangrenta ). Pela inteligência que a fé pode conceder diante dos trágicos exemplos dessa perseguição sangrenta nestas décadas, é preciso 1 GIUSSANI, Luigi. Un avvenimento di vita, cioè una storia introduzione del cardinale Joseph Ratzinger Edit-Il Sabato, Roma 1993, p Trad. em português: Um evento, eis por que nos odeiam. Trad. Juliana P. Perez e Francesco Tremolada. In: O eu, o poder, as obras. São Paulo: Cidade Nova, 2001, p. 220: Verdadeira perseguição? Isso mesmo. A ira do mundo, hoje, não se ergue diante da palavra Igreja, fica quieta até diante da ideia de alguém se dizer católico, ou diante da figura do Papa como autoridade moral. Aliás, existe uma reverência formal e até sincera. O ódio explode mal se contém, e logo transborda diante de católicos que se apresentam como tais, católicos que se movem na simplicidade da Tradição. 2 Id., ibid.

4 Comentário à frase de padre Luigi Giussani lembrar ainda estas palavras de Giussani: Havia maldade também nos tempos de Roma... (os primeiros cristãos também eram maus: basta ler as cartas de São Paulo, os Atos dos Apóstolos; São Paulo foi traído por cristãos, foi levado à morte por delação dos cristãos) 3. Segundo alguns, quem detinha o transbordamento do ódio quando o apóstolo Paulo escrevia a Segunda Carta aos Tessalonicenses podia ser o imperador romano (Santo Tomás de Aquino diz explicitamente que quem detinha o transbordamento do ódio era o imperium romanum / o império romano ). Evidentemente, nem o imperador nem os funcionários do Império tinham consciência de serem instrumento dessa Providência. E evidentemente não eram cristãos. E pode acontecer o mesmo também para quem foi nestas décadas e pode ser ainda hoje instrumento dessa Providência. Mas, depois dos imperadores Tibério e Cláudio, o ódio transbordou na grande perseguição de Nero. 3 GIUSSANI, L. Qui salvandos salvas gratis. In: Un avvenimento di vita cioè una storia. Roma: Edit/Il Sabato, 1993, p

5 Peçamos, em nossa oração, que haja também hoje algo ou alguém que contenha ou detenha o mistério da iniquidade (2Ts 2,7). Peçamos isso, como pedido de milagres, na oração da santa Missa, que é a oração de Jesus, e com o santo Rosário, que é a oração da mãe de Jesus com os seus pequenos e pobres. Peçamos isso na oração, relendo também as palavras do apóstolo Paulo: Quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião junto dele, nós vos pedimos, irmãos, que não vos deixeis abalar, assim tão depressa, em vossas convicções, nem vos alarmeis com alguma pretensa revelação do Espírito ou alguma instrução ou carta atribuída a nós e que desse a entender que o dia do Senhor já está chegando. Que ninguém vos iluda de nenhum modo. É preciso que, primeiro, venha a apostasia e se revele o Iníquo, destinado à perdição, o Adversário, aquele que se levanta contra tudo o que se chama deus ou que se adora, a ponto de se assentar no Santuário de Deus, proclamando-se deus. Acaso não vos lembrais que eu já vos dizia essas coisas, quando ainda estava entre vós? E sabeis o que atualmente retém o Adversário, de maneira que ele se revele somente na hora devida. Pois o mistério da iniquidade já está em ação. Basta que o obstáculo atual seja afastado. Então, ele se revelará, o Iníquo, que o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda. Ora, a vinda do Iníquo se dará pela ação do Satanás, com toda espécie de milagres e sinais e prodígios enganadores, e com todas as seduções da iniquidade para aqueles que estão a se perder, por não terem acolhido o amor da verdade que os teria salvo. Por isso, Deus lhes envia uma força que os extravia, fazendo-os crer na mentira, de modo que sejam condenados todos aqueles que não creram na verdade, mas se comprouveram na iniquidade. Quanto a nós, devemos continuamente dar graças a Deus a vosso respeito, irmãos amados no Senhor, porque Deus vos escolheu, desde o começo, para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Deus vos chamou também, pela nossa pregação do Evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, irmãos, ficai firmes e guardai cuidadosamente os ensinamentos que vos transmitimos, de viva voz ou por carta. O próprio nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que, na sua graça, nos amou e nos deu uma consolação eterna e uma feliz esperança, confortem vossos corações e vos confirmem em tudo que fazeis ou dizeis de bom. Quanto ao mais, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se espalhe rapidamente e seja glorificada como é entre vós. Orai 4

6 Comentário à frase de padre Luigi Giussani O Bom Pastor, catacumbas de São Calixto, Roma também para que fiquemos livres das pessoas importunas e más, pois nem todos têm a fé. Mas o Senhor é fiel: ele vos confirmará e vos guardará do maligno. Quanto a vós, estamos certos no Senhor de que estais fazendo e continuareis fazendo o que ordenamos. E que o Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e para a constância de Cristo. (2Ts 2,1 3,5). Na minha pobre oração e na santa Missa, que é a oração de Jesus, agradeço comovido pelas preces por mim e pela caridade que sobretudo nestes tempos vocês me manifestam. padre Giacomo Post scriptum Que esta carta seja simplesmente uma oportunidade de pedido de oração. Pedido de oração em Seu nome, ou seja, na Sua graça. Como é importante, decisivo, sempre, e sobretudo em certos momentos, viver e rezar na graça de Deus. Lembrem-se: Quem se confessa bem se torna santo. Torna-se santo, ou seja, lhe é doado, por uma especial ajuda da graça, viver na graça de Deus. Que esta carta seja, assim, oportunidade de pedido de milagres. Sim, de milagres, segundo a Sua promessa. Que o Senhor doe também esta caridade, esta simplicidade inteligente de crianças. 5

7 Na tempestade, a ternura do Senhor por suas crianças O Pai celeste continua e continuará a guiar seus passos de crianças com firmeza e ternura, desde que se deixem conduzir por Ele e confiem na força e na sabedoria de seu amor por eles. Foram as palavras do papa Pio XII na solenidade dos santos apóstolos e mártires Pedro e Paulo de 1941 Nesta solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, o vosso devoto pensamento e afeto, diletos filhos de toda a Igreja Católica universal, se dirige a Roma com a estrofe triunfal: O Roma felix, quae duorum Principum es consecrata glorioso sanguine! / Ó Roma feliz, que foste consagrada pelo sangue glorioso destes dois Príncipes!. Mas a felicidade de Roma, que é felicidade de sangue e de fé, é também a vossa: pois a fé de Roma, aqui selada na margem direita e na margem esquerda do Tibre com o sangue dos Príncipes dos apóstolos, é a fé que foi anunciada a vós, que se anuncia e se anunciará em todo o mundo. Vós exultais ao pensar e ao saudar Roma, porque sentis em vós o sobressalto da universal romanidade da vossa fé. Há dezenove séculos, no sangue glorioso do primeiro Vigário de Cristo e do Doutor das Gentes, a Roma dos Césares foi batizada Roma de Cristo, como eterno sinal do principado indefectível da sagrada autoridade e do infalível magistério da fé da Igreja; e nesse sangue se escreveram as primeiras páginas de uma nova e magnífica história das sagradas lutas e vitórias de Roma. Vós nunca vos perguntastes quais deviam ser os sentimentos e os temores do pequeno grupo de cristãos espalhados pela grande cidade pagã, quando, depois de ter apressadamente sepultado os corpos dos dois grandes mártires, um ao pé do Vaticano e o outro na via Ostiense, se recolheram na maioria dos casos a seus quartinhos de escravos ou de pobres artesãos, alguns a suas ricas moradas, e se sentiram sozinhos e quase órfãos naquele desaparecimento dos dois apóstolos supremos? Era o furor da tempestade pouco antes desencadeada sobre a Igreja nascente pela crueldade de Nero; diante de seus olhos levantava-se mais uma vez a horrível visão das tochas humanas fumegantes à noite nos jardins de César e dos corpos dilacerados palpitantes nos circos e nas ruas. Pareceu então que a implacável crueldade tivesse triunfado, atingindo e derrubando as duas colunas, que por sua simples presença sustentavam a fé e a coragem do pequeno grupo de cristãos. Naquele crepúsculo de sangue, como os corações deles deviam sentir o aperto da dor ao se encontrar sem o conforto e a companhia daquelas duas vozes poderosas, abandonados à feroci- 6

8 A mensagem radiofônica do Papa Pio XII de 29 de junho de 1941 A cripta do papa Cornélio, nas catacumbas de São Calixto, Roma 7

9 Detalhe dos grafitos encontrados nas catacumbas de São Sebastião, em Roma. Neles se lê: Paule et Petre petite pro Victore / Paulo e Pedro, rezai por Vítor dade de um Nero e ao formidável braço da grandeza imperial romana! Mas contra o ferro e a força material do tirano e de seus ministros eles tinham recebido o Espírito de força e de amor, mais vigoroso que os tormentos e a morte. E a Nós parece poder ver, na reunião seguinte, no meio da comunidade desolada, o velho Lino, o primeiro a ser chamado para substituir Pedro após a morte deste, tomar nas mãos trêmulas de emoção as folhas que conservavam preciosamente o texto da Carta já enviada pelo apóstolo aos fiéis da Ásia Menor e reler nela lentamente as frases de bênção, de confiança e de conforto: Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo para uma esperança viva [...]. Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que no momento estejais por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. [...] Humilhai-vos, pois, sob a poderosa mão de Deus [...]. Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós. [...] O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, no Cristo Jesus, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. A Ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos! (1Pd 1,3.6;5, ). Nós também, queridos filhos, que por um inescrutável conselho de Deus recebemos, depois de Pedro, depois de Lino e cem outros santos pontífices, a missão de confirmar e consolar os nossos irmãos em Jesus Cristo (cf. Lc 22,32), Nós, como vós, sentimos o nosso coração apertar-se quando pensamos no turbilhão de males, de sofrimentos e de angústias que assola hoje o mundo. [...] Diante de tamanho acúmulo de males, de provas de virtude, de provações de toda espé- 8

10 A mensagem radiofônica do Papa Pio XII de 29 de junho de 1941 cie, parece que a mente e o juízo humano se percam e se confundam, e talvez no coração de mais de um de vocês tenha surgido o terrível pensamento de dúvida, que porventura, diante da morte dos dois apóstolos, já tentou ou perturbou alguns cristãos menos firmes: como pode Deus permitir tudo isso? Como é possível que um Deus onipotente, infinitamente sábio e infinitamente bom, permita tantos males que pode tão facilmente impedir? E sobem aos lábios as palavras de Pedro, ainda imperfeito, perante o anúncio da paixão: Que isto nunca aconteça, Senhor (Mt 16,22). Não, meu Deus eles pensam, a vossa sabedoria, a vossa bondade, a vossa própria honra não podem deixar que a tal ponto o mal e a violência dominem no mundo, zombem de Vós, e triunfem sobre o vosso silêncio. Onde está a vossa força e a vossa providência? Teremos, portanto, de duvidar do vosso divino governo ou do vosso amor por nós? Tu não tens em mente as coisas de Deus, e, sim, as dos homens (Mt 16,23), respondeu Cristo a Pedro, como fizera dizer ao povo de Judá pela boca do profeta Isaías: Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos (Is 55,8). Todos os homens são quase crianças diante de Deus, todos, até os mais profundos pensadores e os mais experimentados guias dos povos. Eles gostariam de obter a justiça imediata e se escandalizam diante da força efêmera dos inimigos de Deus, dos sofrimentos e das humilhações dos bons; mas o Pai celeste, que na luz da sua eternidade abraça, penetra e domina as vicissitudes dos tempos, como também a serena paz dos séculos sem fim, Deus, que é Trindade bem-aventurada, cheia de compaixão pelas fraquezas, pelas ignorâncias, pela impaciência humana, mas que ama demais os homens, para que as suas culpas valham para afastá-lo dos caminhos da sua sabedoria e do seu amor, continua e continuará a fazer surgir seu sol sobre os bons e os maus, a chover sobre os justos e os injustos (Mt 5,45), a guiar seus passos de crianças com firmeza e ternura, desde que se deixem conduzir por Ele e confiem na força e na sabedoria de seu amor por eles. Que significa confiar em Deus? Ter confiança em Deus significa abandonarse com toda a força da vontade sustentada pela graça e pelo amor, apesar de todas as dúvidas sugeridas pelas aparências contrárias, à onipotência, à sabedoria, ao amor infinito de Deus. É crer que nada neste mundo escapa à sua Providência, tanto na ordem universal quanto na particular; que nada de grande ou de pequeno acontece sem ter sido previsto, desejado ou permitido, dirigido sempre por Ela aos seus altos fins, que neste mundo são sempre fins de amor pelos homens. [...] A fractio panis, catacumbas de São Calixto, Roma 9

11 Pela fé que se enfraqueceu nos corações humanos, pelo hedonismo que forma e fascina a vida, os homens são levados a julgar como males, e males absolutos, todas as desventuras físicas deste mundo. Esqueceram-se de que a dor está na aurora da vida humana como caminho para os sorrisos do berço; esqueceram-se de que na maioria das vezes a dor é uma projeção da Cruz do Calvário sobre a trilha da ressurreição; esqueceram-se de que a cruz frequentemente é um dom de Deus, dom necessário para oferecer à divina justiça também a nossa parte de expiação; A cripta dos papas nas catacumbas de São Calixto, Roma esqueceram-se de que o único verdadeiro mal é a culpa que ofende a Deus; esqueceram-se do que diz o Apóstolo: Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós (Rm 8,18); de que devemos mirar o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido posto diante o júbilo, suportou a cruz (cf. Hb 12,2). Para Cristo crucificado no Gólgota, virtude e sabedoria que converte a si o universo, olharam nas imensas tribulações da difusão do Evangelho, vivendo pregados à cruz com Cristo, os dois Príncipes dos apóstolos, morrendo Pedro crucificado, Paulo curvando a cabeça sob o ferro do carnífice, como campeões, mestres e testemunhas de que na cruz há conforto e salvação e de que no amor de Cristo não vivemos sem dor. Para essa cruz, refulgente de caminho, de verdade e de vida, olharam os protomártires romanos e os primeiros cristãos na hora da dor e da perseguição. Olhai também vós assim, ó diletos filhos, nos vossos sofrimentos; e encontrareis a força não apenas para aceitá-los com resignação, mas para amá-los, para vos gloriardes neles, como os amaram e neles se gloriaram os apóstolos e os santos, nossos pais e irmãos mais velhos, que também foram moldados da mesma carne vossa e revestidos da mesma sensibilidade que tendes. Olhai para os vossos sofrimentos e para os vossos afãs através das dores do Crucificado, através das dores da Virgem, a mais inocente das criaturas e a mais participante da divina Paixão, e sabereis compreender que a conformidade à imagem do Filho de Deus, Rei das dores, é o mais augusto e seguro caminho para o céu e para o triunfo. Não olhai apenas para os espinhos, pelos quais a dor vos aflige e vos faz sofrer, mas ainda para o mérito que do vosso sofrer floresce como rosa de celeste coroa; e encontrareis então com a graça de Deus a coragem e a fortaleza do heroísmo cristão, que é sacrifício e ao mesmo tempo vitória e paz que supera todo sentimento; heroísmo, que a vossa fé tem o direito de exigir de vós. Finalmente [repetiremos com as palavras de São Pedro], sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai [...], a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos (1Pd 3,8-9;4,11). q 10

12 O batismo, detalhe de um afresco do terceiro cubículo dos sacramentos, nas catacumbas de São Calixto, Roma O martírio dos santos João e Paulo, dos santos Nabor e Félix e de santo Alexandre Q uantas almas que se fizeram novas no Batismo te amaram hoje, ó Senhor Jesus, e disseram: Arrasta-me contigo, corramos atrás do odor dos teus perfumes (Cântico dos cânticos). Elas queriam sentir a fragrância da ressurreição do Senhor Santo Ambrósio, De Mysteriis VI, 29 L embremo-nos sempre de Jesus Cristo, pois o cristianismo é o anúncio de que Deus se fez homem, e somente vivendo o máximo possível o nosso relacionamento com Cristo corremos o risco de agir como Ele padre Luigi Giussani, 11 de fevereiro de 2005, onze dias antes de morrer

13 Santos João e Paulo 26 de junho Eram dois dignitários da corte. O imperador Juliano, o Apóstata, tenta convencê-los a abjurar. Mas, dada a sua recusa, manda matá-los em segredo. Seus amigos também sofrem o martírio. Um senador cristão é o primeiro a honrar esses mártires por Lorenzo Cappelletti Tudo o que sabemos deles vem de documentos litúrgicos, alguns dos quais da época em que viveram, e da Passio, da qual possuímos uma transcrição do século VI. Algo que fez torcer o nariz a alguns. Como se a liturgia cristã se pudesse prestar a fábulas e não fosse memória de fatos. E sem levar em conta, ainda, que foi justamente com a orientação da Passio que no século passado foi encontrada a casa em que João e Paulo foram mortos, as suas covas escavadas na rocha virgem e a confessio edificada alguns anos mais tarde no lugar por Bizante e Pamáquio. Os dois irmãos nos são apresentados como dignitários da corte imperial, herdeiros de Constantina, a filha de Constantino morta em 354. Estão em conflito com o novo imperador, Juliano, justamente em razão dos bens que receberam, que provavelmente lhes foram contestados e que eles, por sua fé cristã, não devem ter permitido que fossem confiscados em benefício dos deuses falsos e mentirosos. Esses bens talvez sejam a própria casa que foi encontrada sob a basílica a eles intitulada no Célio, em Roma, e que documenta evidentemente a presença de cristãos. A Passio se abre com as palavras de Juliano (não apresentadas, porém, como se tivessem sido pronunciadas por ele em pessoa, em respeito ao dado histórico segundo o qual Juliano nunca foi a Roma): O vosso Cristo diz no Evangelho que quem não renuncia a tudo o que possui não pode ser seu discípulo. Juliano pretende justificar o confisco dos bens que os dois irmãos tinham recebido com base numa chantagem ética que seria inconcebível fora da apostasia cristã. Tanto assim, que modernamente se transformou em norma. Diante do convite do imperador a que lhe fossem fiéis, os dois cristãos recusam: Abandonaste a fé para seguir coisas que sabes muito bem não terem nenhuma relação com Deus. Por essa apostasia deixamos de te dirigir a nossa saudação. Por isso, acrescentam, nos retiramos da societate imperii vestri. Juliano manda então aos dois irmãos uma mensagem cheia de adulações e ameaças: Vós também fostes educados na corte, por isso não podeis eximir-vos de estar ao meu lado; aliás, eu vos quero entre os primeiros de minha corte. Mas cuidado: se eu receber uma resposta desdenhosa de vós, não poderei consentir que fiqueis impunes. (De fato, escreve o historiador Sócrates que Juliano induziu muitos cristãos a sacrificarem, parte com adulações, parte com donativos. Houve deserções especialmente entre os militares, mas não faltaram casos mesmo entre os clérigos). Os dois irmãos mandam informar esta sua resposta: Nós não faltamos com respeito ao antepor a ti uma outra pessoa qualquer. Essa 12

14 Orante, cubículo dos cinco Santos, catacumbas de São Calixto, Roma pessoa é Deus, que fez o céu, a terra, o mar e todas as coisas que neles estão contidas. Temam a tua ira, portanto, os homens apegados ao mundo. Nós tememos apenas incorrer na inimizade do Deus eterno. Por isso queremos que saibas que nunca aderiremos ao teu culto (numquam ad culturam tuam), nem iremos a teu palácio. O imperador concede-lhes ainda dez dias para refletir, para que vos resolvais a vir a mim, não à força, mas espontaneamente. Os dois irmãos rebatem: Considera que já se passaram os dez dias. E Juliano: Pensais que os cristãos farão de vós mártires?.... Paulo e João então chamam seus amigos, Crispo, padre da comunidade de Roma, Crispiniano e Benedita. Contam tudo a eles. Celebram juntos a Eucaristia e depois convidam os cristãos, dando disposições relativas a todos os seus bens. Passados dez dias, no décimo primeiro começam as prisões domiciliares. Quando recebem a notícia, Crispo e os outros amigos acorrem, mas não obtêm permissão para entrar. Entram apenas o instrutor de campo Terenciano (aquele que a Passio diz ter sido o redator do relato, depois de convertido) e seus policiais. Aos dois irmãos, que estavam rezando, intima que adorem um ídolo, do contrário seriam atravessados pela espada, não sendo conveniente matar publicamente homens que cresceram na corte. Juliano queria evitar de todas as formas que houvesse mártires entre os cristãos. E, se houvesse, que fossem dissimulados. Para nós, respondem os dois, não há outro senhor a não ser o único Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que Juliano não temeu renegar; e, sendo que foi repelido por Deus, quer arrastar também outros à sua ruína. Depois de algumas horas os dois cristãos são justiçados. É 26 de junho de 362. São secretamente sepultados no criptopórtico de sua pró- 13

15 Ressurreição de Lázaro, catacumbas dos Santos Marcelino e Pedro, Roma pria casa. E se espalha depois o boato de que os dois tinham sido mandados para o exílio. Crispo, Crispiniano e Benedita imaginam o seu destino, mas não podem fazer nada além de chorar por eles e rezar que um dia encontrem o lugar de sua sepultura. Suas preces são respondidas. Mas eles também sofrem a decapitação pelas mãos do filho de Terenciano. Pimênio e João (padres) e Flaviano, ilustre ex-prefeito de Roma, tendo levado às escondidas os corpos dos novos mártires, sepultam-nos também ao lado de João e Paulo. Todas essas inumações numa mesma casa suscitaram a incredulidade e até o riso de muitos críticos. Mas hoje, depois que as covas foram descobertas... Nesse ponto, a Passio conta que o filho de Terenciano, tendo vindo à casa dos mártires, põe-se a gritar que João e Paulo o atormentam. Terenciano fica aterrorizado, prostra-se com a face por terra e procura justificar-se: sou um pagão, obedeci apenas à ordem de César, sem me dar conta. Converte-se e na Páscoa seguinte recebe o batismo. Mas ele também e seu filho serão trucidados e sepultados, por Pimênio e João, na casa de João e Paulo. Uma cadeia de crimes que uma crítica preconceituosa poderia interpretar como um expediente para ligar acontecimentos ocorridos em lugares e tempos diferentes, ou para justificar o agrupamento de simples relíquias, senão até um incremento fantasioso de nomes e fatos para que o relato fique mais envolvente. Na realidade, é preciso levar em conta que, se existe um dado certo em relação à atitude religiosa de Juliano, o 14

16 Santos João e Paulo Apóstata, é a sua aversão ao culto dos mártires. Até porque considera que isso impeça as respostas oraculares dos deuses. Superstição cega e temerosa diante da simples concretude de uma memória. Com desprezo, escreve: As igrejas cristãs normalmente construídas sobre túmulos de mártires não passam de sujos jazigos e ossários. E ainda: Os galileus nada mais fizeram a não ser encher o mundo de túmulos e sepulturas. Precioso testemunho para nós da corporeidade e da historicidade inextirpáveis do acontecimento cristão. Na guerra empreendida contra os persas desde março de 363, os deuses do paganismo, a quem Juliano havia novamente confiado a sorte do Império, parecem ainda assisti-lo. Ele passa de vitória em vitória, sempre na primeira linha, a animar seus soldados. Mas em 26 de junho de 363, exatamente um ano depois do martírio dos dois irmãos, um golpe de lança põe fim à sua trágica utopia. O sucessor, Joviano, é cristão ortodoxo, ou seja, autêntico, e a Igreja volta a ser livre (pois, como ensina Santo Agostinho, quando o imperador se define formalmente cristão nem sempre segue-se daí mais liberdade). O novo imperador, tomando conhecimento da tragédia que se consumara na residência do Célio, convoca o senador Bizante, também cristão, confiando-lhe a busca dos restos dos mártires. Este, ao lado do filho, Pamáquio, constrói sobre as relíquias desses mártires um oratório e depois uma basílica, que ao lado dos nomes de João e Paulo conservará através dos séculos também os nomes deles: Título de João e Paulo ou de Bizante e/ou de Pamáquio. Assim, a história desses santos, familiares também ao Palácio, fica entrelaçada à dos dois irmãos mártires. Senador como o pai, Pamáquio é um patrício da gens Furia. As grandes famílias romanas são ainda na maioria pagãs nos anos entre os séculos IV e V. Pamáquio é uma exceção. E o mais visível dos cristãos em Roma e no Senado. Três amigos nos falam dele, em algumas cartas comoventes. E que amigos! São Jerônimo, Santo Agostinho e São Paulino de Nola. Jerônimo, que quando jovem tinha sido estudante a seu lado chama-o seu colega e amigo de um tempo, numa dessas cartas brinca com o grego de seu nome, que se revela profético, e tu te revelas um lutador de todas as maneiras contra o diabo e as forças adversas (na luta os atletas pammacharii, para conseguir vencer os adversários, estavam autorizados a recorrer a qualquer astúcia). Esse senador romano enfrentava com ironia (uma ironia que Juliano, o Apóstata, in hilaritate tristis, nunca conhecera) a zombaria dos colegas ornados de púrpura, quando se apresentava na Curia senatus. É ele mesmo que ri, escreve Jerônimo, de quem zomba dele!. Dotes que resultavam muito úteis aos cristãos e que lhe ganhavam a admiração de seus amigos santos. Os quais pedem e louvam seu conselho também em matéria de fé. É Pamáquio, justamente, quem chama a atenção do bispo de Roma Sirício para as heresias que começam a se insinuar na Igreja (por exemplo, a de Joviniano). E é Pamáquio e toda a fraternidade de Roma quase completa que chamará a atenção de Jerônimo para o Peri Archon de Orígenes, do qual Pamáquio acabara de receber a tradução latina de Rufino. Nele encontramos muitas passagens que puseram em desordem o nosso pequeno cérebro, escreve o senador, e nos parece que têm um sabor pouco ortodoxo. Na carta, que lhe envia compadecendo-se da morte de Paulina, jovem mulher de Pamáquio, São Jerônimo escreve dele em 397: Uma pérola brilha mesmo na sujeira, e uma gema esplendorosa e polidíssima emite reflexos mesmo na lama. É justamente a promessa feita pelo Senhor: Glorificarei aqueles que me dão glória. Quem quiser pode muito bem entender essas palavras como relativas ao futuro. [...] Eu, por minha conta, estou vendo que essa promessa nele se realiza também nesta vida. [...] Nós recebemos mais do que demos. Deixamos ninharias e nos encontramos em posse de grandes coisas; Cristo manteve as suas promessas centuplicando os lucros. Pamáquio foi arrastado pela ruína de Roma, sacudida pelas hordas de Alarico, em 24 de agosto de 410. Mas que importa, quando a pessoa está registrada no cartório da Cidade de Deus! 15

17 É FÁCIL DIZER TRAIDOR Retrato do imperador apóstata que deixou a fé cristã para retornar aos deuses Oimperador Juliano, o Apóstata (Flávio Cláudio Juliano), traidor por antonomásia, nasce no final de 331 em Constantinopla. Mas nem chegará a conhecer a mãe: ela morre poucos meses depois de seu nascimento. Poucos anos depois perderá o pai, que será morto na eliminação sistemática de todos os primos do sexo masculino da família de Constantino, quando, em 337, morre o imperador que tinha aberto de par em par à Igreja as portas do Império Romano. A razão de Estado, como se sabe, não admite razões. Ninguém é poupado. Exceto, justamente, Juliano, de apenas seis anos, e seu meio-irmão Galo, pouco mais velho mas de saúde tão frágil, que levava a imaginar que morreria logo e de modo natural. Os três filhos homens de Constantino (Constante, Constantino II e Constâncio II) poderiam, assim, reinar sem perturbações. Juliano acaba por ter como tutores, por conta do primo Constâncio II, Eusébio de Nicomédia, o verdadeiro chefe do partido ariano, e depois, quando este morre, em 342, um outro ariano, Jorge de Capadócia. Não são apenas heréticos formais. Há neles uma desonestidade de fundo. Os arianos nada mais são que uma facção política que se serve da fé cristã. Desde os tempos de Constantino, têm apenas um objetivo: a hegemonia religiosa na corte imperial. A isso na realidade se dedicam os dois tutores, desinteressando-se de Giuliano. Se uma influência exercem é a de impedir qualquer possível atração do acontecimento cristão sobre ele. Esse é o terrível vírus da heresia, pelo qual Juliano é contagiado. Em contato cotidiano com o jovem Juliano, estará o eunuco Mardônio, um preceptor capaz de suscitar nele o amor pela filosofia e pela cultura helenísticas. É substituído mais tarde por Máximo de Éfeso, um filósofo neoplatônico (seu verdadeiro mestre e autor, para falar como Dante) que iniciará Juliano em todo gênero de práticas mágico-religiosas. A isso se reduzia o alto idealismo neoplatônico: teurgia barata. Por volta dos vinte anos, Juliano abandona a fé cristã. Apostasia dissimulada por uma década ou mais. No meio disso tudo situa-se o casamento com Helena. Para entender seu êxito, basta dizer que a esposa era irmã do odiado Constâncio II, o qual, em 354, mandara matar seu meioirmão Galo, apenas para lembrar-lhe que sorte pairava também sobre ele. Mandando-o como césar à Gália em 355, de fato, Constâncio II pretendia desembaraçar-se também de Juliano. A Gália daquela época, que constituía a fronteirachave na qual se jogavam os destinos do Império, era uma confusão administrativa e militar. Mas é justamente lá que Juliano dará grande prova de si. Tornar-se-á o ídolo das tropas, que já em 359 o proclamam augusto. A sorte parece mudar e voltar-se finalmente a seu favor e de seus deuses. Em 361, morto Constâncio II, Juliano é aclamado imperador. É então que tornará pública a sua apostasia do cristianismo e porá em prática a obra de restauração do paganismo: que se reabram os templos para o culto, restaure-se no exército o culto aos deuses, fora com os cristãos do ensino da gramática e da retórica! No entanto, o que fazia não queria ser tanto um retorno quanto uma reforma do paganismo, que porém acaba por resultar no substituto decadente da fé cristã. Quer uma hierarquia sacerdotal pagã exemplar; dita até os mínimos detalhes da organização do culto, exige dos sacerdotes pagãos a pregação dos dogmata hellenica 16

18 Santos João e Paulo Grandes nichos da catacumba anônima de via Anapo, Roma (o paganismo dogmático na realidade é um monstrum), convida à caridade: É uma vergonha, escreve Juliano a Teodoro, pontifex pagão da Galácia, que, enquanto entre os judeus ninguém pede esmola e os ímpios galileus [cristãos] sustentam os nossos mendicantes além dos deles, os nossos necessitados sejam claramente desprovidos de qualquer ajuda de nossa parte. Há nessa apostasia de Juliano algo de fatal. Ele persegue utopicamente a intenção de revitalizar o paganismo, pretende a coerência de si mesmo e dos outros, abandona-se a devaneios místicos. Tudo isso em contraposição àquele cristianismo ariano racionalista, intrigante e sem atração que lhe tinha sido imposto. Sem se dar conta de que é o modo para perpetuar sua maldição. Não só os deuses do paganismo não voltam, mas a graça de Jesus Cristo fica cada vez mais distante. E assim também a ostentada tolerância de Juliano, que se faz de filósofo (seu modelo é Marco Aurélio) e não gostaria de realizar perseguições sangrentas, acaba por resultar aos poucos mais violenta que uma perseguição aberta. Sobretudo no Oriente e na África, onde mais agudas eram as dissidências, numerosos são os martírios. Mas também em Roma, em 26 de junho de 362, dois irmãos, João e Paulo, o sofrerão. q 17

19 Santos Nabor e Félix 12 de julho 297 d.c. Dois soldados do exército imperial chegam a Milão, vindos da África. São martirizados em Lódi. Mesmo sendo estrangeiros e hóspedes, Ambrósio considera-os o pequeno grão de mostarda do qual nasce a Igreja de Milão por Lorenzo Cappelletti imaginar a surpresa e a alegria (ele mesmo se expressa assim) de Giovanni Battista Montini, então arcebis- Éfácil po de Milão, quando, na véspera do Natal de 1959, recebeu a notícia do bispo de Namur de que tinham sido casualmente encontrados os crânios dos santos mártires Nabor e Félix. Continua Montini: Devemo-nos considerar afortunados por este excepcional episódio, que chama a nossa atenção para o estudo da nossa história religiosa, ligada, com um nó dado pelo próprio Santo Ambrósio, à memória desses santos, convida-nos a considerar a importância que teve a veneração das relíquias na nossa espiritualidade ambrosiana, exorta-nos a reavivar o nosso culto por esses pignora da nossa fé. Foram pignora da Milão cristã, de fato, esses dois soldados; ou seja, foram ao mesmo tempo sinais seguros, garantias e reféns, segundo os diferentes significados do termo latino. Nos fundamentos da Igreja de Milão, ainda pequena na época da perseguição de Diocleciano e sterilem martyribus (sem mártires), como a chamará depois Santo Ambrósio, finalmente eram inscritos dois nomes. Finalmente, naqueles corpos, começava a ter a garantia da sua fé. Os dois soldados tinham sido dados em penhor à Igreja de Milão pelas distantes terras da África ocidental. Eram Mauri genus, ou seja, provinham da Mauritânia e talvez pertencessem àquela tribo dos getúlios que constituiu uma das reservas das quais se valeram preferencialmente os exércitos 18

20 do Baixo Império. Estavam instalados em Milão, então residência do augusto Maximiano Hercúleo e também de suas tropas escolhidas. Solo hospites terrisque nostris advenae / hóspedes do nosso solo, e de passagem por nossas terras, chama-os Santo Ambrósio. No entanto, são eles por antonomásia os Mediolani martyres (os mártires de Milão), pois seu verdadeiro nascimento (dies natalis) não aconteceu no sangue getúlio de sua mãe carnal, mas no sangue do martírio (dois pequenos vasos de vidro guardam ainda os vestígios desse sangue, que, com cuidado, como muitas outras vezes aconteceu, algum cristão recolheu). Foram mortos pela espada, depois de terem sido identificados como cristãos numa antecipação da perseguição de Diocleciano de 297, que consistiu no expurgo do exército ou, de qualquer forma, em medidas degradantes para aqueles que se recusavam ao culto idolátrico. Nada há de fantasioso ou inventado engenhosamente nesse e em tantos outros martírios de soldados. O exército era, já havia tempo, pelo menos desde meados do século III, o eixo do poder imperial; ao lado dele, o outro ponto forte considerado irrenunciável pelo poder imperial do momento era a recuperação da antiga tradição religiosa: a fidelidade a essa tradição era então reconhecida como único critério de verdade, de moralidade e de ordem. Não por acaso, Diocleciano e Maximiano, os dois augustos à frente do Império, tinham assumido desde 289 os títulos, respectivamente, de Iovius e Herculius, querendo fundamentar sua autoridade pela autoadoção na família das tradicionais divindades romanas. De um lado, filósofos emprestados à política, como Teotecno ou o neoplatônico Hiérocles, com impaciência furiosa, davam cobertura teórica e razões mais refinadas a essa política religiosa. De outro lado, a forte casta dos harúspices, tradicionais guardiães do paganismo etrusco-romano, fomentava essa mesma política religiosa ao denunciar a presença dos cristãos como razão do silêncio da divindade, ou seja, da ineficácia dos vaticínios. Assim, Nabor e Félix que parecem já ser cristãos nessa altura, pelo que conta a sua Passio do século V, e que, portanto, não teriam recebido nem a fé em Milão, como no entanto aparentemente sugere Santo Ambrósio em seu Hino (reféns, sim, pignora, mas totalmente doados, não devidos) sofrem o interrogatório de praxe e são pressionados a sacrificar aos deuses do Império. Sua recusa leva à execução capital em Lódi, onde talvez existisse uma comunidade cristã mais notável que precisava ser aterrorizada. Seus despojos, porém, levados às escondidas por uma matrona, voltam a Milão (até como vítimas, são novamente doados a essa comunidade) e começam a ser objeto de grande veneração. Até que Santo Ambrósio descobre perto de seus sepulcros os corpos dos santos Protásio e Cubículo de Leão, catacumbas de Comodila, Roma 19

21 Gervásio, cujos vestígios tinham-se perdido, embora não fossem de todo ignorados na memória dos mais velhos dos cristãos milaneses. Senes repetunt audisse se aliquando horum martyrum, nomina, titulumque legisse. Perdiderat civitas suos martyres quae rapuit alienos / Os velhos repetem ter ouvido os nomes desses mártires [Protásio e Gervásio] e ter lido uma inscrição. A cidade que roubou os mártires alheios perdera os seus [Protásio e Gervásio]. O culto dos mártires encontrados substitui o de Nabor e Félix; igualmente, a nova Basílica, edificada por Santo Ambrósio para Protásio e Gervásio, suplanta a pequena e antiga Basílica Naboriana, da qual, modernamente, até mesmo os vestígios se perderam. Não podiam ter outro destino aqueles pignora. Granum certe sinapis res est vilis et simplex: si teri coepit vim suam fundit... Granum sinapis martyres nostri sunt Felix, Nabor et Victor: habebant odorem fidei sed latebant. Venit persecutio, arma posuerunt, colla flexerunt, contriti gladio per totius terminos mundi gratiam sui sparsere martyrii, ut iure dicatur: in omnem terram exiit sonus eorum. / Um pequeno grão de mostarda é realmente coisa humilde e simples: só se o despedaçamos expande a sua força... Pequeno grão de mostarda são os nossos mártires Félix, Nabor e Vítor: possuíam a fragrância da fé, mas escondida. Veio a perseguição, depuseram as armas, curvaram o pescoço; mortos pela espada, difundiram a graça de seu martírio até os confins do mundo, para que com justiça se diga: por toda a terra se difundiu a sua voz. Mas, enquanto Vítor tomou em Milão morada estável e separada de seus companheiros de milícia e de martírio, o pequeno grão dos santos Nabor e Félix não tinha acabado de expandir sua força até os confins do mundo. O lugar onde ainda repousavam cada vez mais rebaixados tinha-se tornado desde 1200 sede de uma igreja e depois de um convento franciscano. No outono de 1797 foi transformado em quartel, primeiro pela cavalaria cisalpina e depois pelas tropas francesas de passagem. Nabor e Félix, arrancados de ímpios quartéis como diz Santo Ambrósio no Hino dedicado a Nossa Senhora com o Menino Jesus, catacumbas de Priscila, Roma eles, tinham acabado ali de novo! Mas levantaram voo bem cedo, em meio à confusão indescritível daqueles anos, ocultos (latebant, como antigamente) em seus bustos preciosos dos quais algum soldado se terá apaixonado ou com os quais terá obtido algum ganho. E assim chegaram a Namur, então francesa como quase toda a Europa, aquela Namur que tem tão estranha assonância com o nome latino Nabor (Nabor ou, segundo uma outra grafia, Navor). E dali seriam reentregues àquele arcebispo de Milão que, como papa, viria a cultivar coisa bem diferente da história religiosa ou da espiritualidade ambrosiana, tal como se expressara em Reduzido a pele e ossos e com a voz quebrantada pelo pranto, Paulo VI teria de gritar a sua fidelidade a Jesus Cristo, renegando o precioso invólucro cultural em que se formara e que se tornara um casulo sufocante, para deixar-se tornar ele mesmo crisálida vazia. Aquele grito libertou o seu voo, para além de qualquer coisa que pudesse imaginar, fazendo-o discípulo no presente e na carne daqueles santos mártires. Tinha dito Jesus a Pedro: Quando eras jovem, tu mesmo amarravas teu cinto e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te porá o cinto e te levará para onde não queres ir. Disse isso para dar a entender com que morte Pedro iria glorificar a Deus (Jo 21,18-19). q 20

22 Santo Alexandre 26 de agosto Ano 303. Um grupo de militares convertidos ao cristianismo está na prisão, por sua fé. Sua unidade impressiona os carcereiros. Fogem. E o caminho da fuga se torna o caminho para a glória por Lorenzo Cappelletti Um grupo de cristãos segue em fuga de Milão, residência do augusto do Ocidente Maximiano Hercúleo e de sua corte. Estão fugindo na direção de Como. Talvez estejamos em meados de 303. O mês e o dia também continuam imprecisos. Os nomes daqueles homens, porém, foram precisamente conservados pela tradição. Trouxeram na fronte o nome do Cordeiro: não podiam cair no esquecimento. O signifer Alexandre, o oficial que comandava o primeiro manípulo dos triarii (os soldados escolhidos, aqueles que entravam por último na batalha); seus companheiros de milícia Cássio, Severino, Segundo e Licínio; Fidélis, o fiel filho espiritual do santo bispo de Milão, Materno; dois funcionários imperiais, Carpóforo e Essanto, que se haviam manifestado como cristãos no exato momento da prisão de Alexandre e companheiros. São esses os componentes daquele grupo heterogêneo, mas tão ligado na profissão da única fé, a ponto de deixar estupefato o carcereiro pagão (impius) Silano diante do milagre de sua unidade (forte A fractio panis, catacumbas de Priscila, Roma 21

23 A capela grega, catacumbas de Priscila, Roma viderat miraculum: tivera a oportunidade de assistir a um milagre). Os notáveis do grupo, Carpóforo e Essanto, puderam, evidentemente graças à posição que ocupavam, tirar da prisão Alexandre e companheiros, e, com Fidélis, os estavam ajudando a fugir. Pretendiam, com a fuga, evitar que passassem pela dura provação da prisão e das torturas, que talvez os obrigassem a apostatar. Aqueles cristãos sabiam que não era necessário enfrentar tudo de peito aberto. Até mesmo um caminho de fuga poderia bastar para glorificar a Deus. Alexandre e companheiros tinham sido presos (in cippo constricti) porque eram cristãos, em Milão, no cárcere Zebedeu (sobre a qual, a partir do século V, seria construída uma igreja que figurará entre as mais antigas paróquias milanesas). De fato, a partir de a perseguição, cuja primeira fase foi ordenada pelo próprio Diocleciano, começara a atingir os militares, os mais expostos, aqueles que tinham como dever inviolável prestar homenagens públicas aos deuses do Império. Seja como for, não eram desejados derramamentos de sangue. Até porque a época exigia a máxima compactação nas fileiras do exército. A Legião Tebana, por exemplo, à qual pertenciam aqueles soldados, estava prestes a se deslocar para as Gálias, onde havia décadas reinava um estado de anarquia endêmica. A disciplina não podia ser que- 22

24 Santo Alexandre brada. E disciplina eram também, senão sobretudo, os atos de culto celebrados em datas simbólicas. Por tais atos se media a confiabilidade das tropas e principalmente dos oficiais (em que são diferentes os nossos dias?). Alexandre e companheiros devem ter-se recusado a fazer algum desses gestos de culto e por isso foram presos. Depois encontraram uma rota de fuga, como vimos. Logo, porém, foram capturados. A Passio dedicada a eles afirma que em 7 de agosto Carpóforo e Essanto foram encontrados e mortos na localidade de Selvotta (Como); e o Martirologio romano assinala no mesmo dia o dies natalis de Cássio, Severino, Segundo e Licínio, embora deles não subsista uma Passio. Fidélis, por sua vez narra a sua Passio, tendo-se separado dos companheiros, teria sido dali a pouco encontrado e morto na localidade de Samolaco (Sondrio). Só Alexandre teria sido reconduzido a Milão, à presença do imperador, e ali instado de várias maneiras a sacrificar, pois, narra a Passio, era caro ao imperador. Usque nunc quidem adhaesisti mihi / até agora, em verdade, foste-me caro. Numa época já oficialmente cristã (ou seja, já a partir dos séculos IV-V) começarão a falar, como a Passio Alexandri (que talvez seja daquele tempo, ao menos em seu núcleo original), do imperador Maximiano e de outros imperadores como tiranos extremamente ferozes e cruéis; a Passio Alexandri também o chama saevissimus et crudelissimus, aliás contradizendo-se, como vimos. É claro que eram homens de poder sem demasiados escrúpulos, mas na realidade Maximiano e seus predecessores, assim como seus funcionários, não exerciam nenhuma crueldade gratuita contra os cristãos. A tradição e a lei os obrigavam a exigir atos de obediência formal. Os cristãos experimentavam e, portanto, entendiam que nada mais era formal, mas para os pagãos tudo tinha esse caráter, principalmente a religião, que em seu significado próprio quer dizer escrupulosa repetição de cerimônias (religio, de relegere = repetir). Não desperta surpresa, portanto, que aquele grupo de cristãos tenha sido perseguido. A ordem, segundo a Passio Alexandri, não era matá-los, mas levá-los de volta à prisão (depois, Adoração dos Magos, capela grega, catacumbas de Priscila, Roma 23

25 Orante, catacumbas de Priscila, Roma como frequentemente acontece, devem ter sido violentos com eles). No máximo surpreende mas é totalmente plausível, do ponto de vista histórico (tratava-se de um oficial) que só Alexandre tenha escapado à morte, e sobretudo a insistência persuasiva com que procurarão de todas as maneiras evitar que receba a condenação capital, até obrigando-o fisicamente a sacrificar. Tendo-se rebelado, porém, Alexandre segundo a Passio teria conseguido fugir de novo. Dessa vez, depois de atravessar o rio Ada, refugia-se nos bosques de Bérgamo. Mas, capturado, não consegue escapar à decapitação, depois de ter-se recusado pela enésima vez a fazer o sacrifício idolátrico. Uma mulher, Grata, com um misto de compaixão instintiva e abertura à graça (que caracterizou também Maria de Magdala, Salomé e Maria de Tiago), recolhe seus despojos para dá-los a Bérgamo como pretiosissimus thesaurus, e assim fazer deles certíssimo fundamento histórico e não convencional daquela Igreja. Quem sabe Manzoni, que trazia como lembrança do avô o nome do santo mártir, não tenha desejado, no capítulo XVII dos Noivos, fazer Renzo percorrer, por bosques e campos, aquele caminho de fuga de Milão a Bérgamo que fora atravessado pelo signifer Alexandre? Como Alexandre, Renzo fugia sozinho e amedrontado, mas, diferentemente de Alexandre, não teve de oferecer seu corpo, nem mesmo na ficção do romance. O corpo em sacrifício já tinha sido oferecido por aqueles soldados, mesmo sem intenção, quando, entre Milão, Bérgamo e Como, ninguém sabia o que era o cristianismo. Tinham-se recusado, com uma obstinação ilógica aos olhos dos pagãos, a oferecer o sacrifício aos ídolos, para oferecer-se a si mesmos como sacrifício vivo ao Deus vivo. Realizando, sem talvez nem conhecê-las, as palavras de Paulo: Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Loghikén latreían: a única devoção lógica, digna do homem. q 24

26 MUITOS CAMINHOS DA CARIDADE PASSAM POR UMA PICCOLA VIA A ASSOCIAÇÃO PICCOLA VIA ONLUS foi instituída para enviar gratuitamente principalmente nos países de missão a revista mensal internacional 30Dias e o pequeno livro Quem reza se salva, assim como para atender aos pedidos de caridade. PARA AJUDAR A ASSOCIAÇÃO PICCOLA VIA ONLUS PODE-SE FAZER UMA DOAÇÃO através de uma remessa bancária na conta corrente IBAN IT 84 S BIC-SWIFT: BROMITR172A nominal a: ASSOCIAZIONE PICCOLA VIA ONLUS ou também: Cheque bancário circular, com a indicação não transferível, emitido em favor da ASSOCIAZIONE PICCOLA VIA ONLUS Via dei Santi Quattro, 47 - Roma na Igreja e no Mundo Via Vincenzo Manzini, Roma Tel Fax para saber mais escreva para o nosso endereço:

27 Q uantas almas que se fizeram novas no Batismo te amaram hoje, ó Senhor Jesus, e disseram: Arrasta-me contigo, corramos atrás do odor dos teus perfumes (Cântico dos cânticos). Elas queriam sentir a fragrância da ressurreição do Senhor Santo Ambrósio, De Mysteriis VI, 29 SUPLEMENTO DO NÚMERO DE 3ODIAS

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