DERIVATIVOS. Por Abraão Maia. Ulisses Malveira

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1 DERIVATIVOS Por Abraão Maia Ulisses Malveira

2 REVISÃO DE DERIVATIVOS Contratos a Termo O que é? Um contrato que lhe dá o direito de receber uma quantidade X de um produto Y. Quem? Duas pessoas, um comprador e um vendedor. Onde? São negociados tanto na bolsa como em balcão. Quantidade? Definida pelos agentes. Valor? Definido pelos agentes. Período? Definido pelos agentes. Negociação? Só há na assinatura do contrato. Liquidação? Só no vencimento. Para que? Hedge. Garantias? Definido pelos agentes.

3 REVISÃO DE DERIVATIVOS Contratos a Termo Saca de Arroz. P R$ 20,00 R$ 30,00 P R$ 20,00 R$ 15,00 t Preço à vista Preço do contrato Vendedor: Perde R$ 10,00 Comprador: Ganha R$ 10,00 t Preço à vista Preço do contrato Vendedor: Ganha R$ 5,00 Comprador: Perde R$ 5,00

4 REVISÃO DE DERIVATIVOS Contratos Futuros O que é? Um contrato que lhe dá o direito de receber uma quantidade X de um produto Y. Quem? Duas pessoas, um comprador e um vendedor. Onde? São negociados na bolsa de mercadorias e futuros. Quantidade? Pré-definida pela clearings Valor? Pré-definida pela clearings Período? Pré-definida pela clearings Negociação? No decorrer do período. Liquidação? A qualquer momento Para que? Hedge, especulação e arbitragem. Garantias? Clearings (câmara de compensação).

5 REVISÃO DE DERIVATIVOS Contrato Futuro PETR4 P R$ 20,00 R$ 30,00 P R$ 20,00 R$ 15,00 Preço à vista Preço do contrato t Preço à vista Preço do contrato t

6 DERIVATIVOS NO BRASIL Tributação de Derivativos Os impostos incidentes: Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social (CSLL); Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); PIS e CONFINS (somente pessoa jurídica).

7 DERIVATIVOS NO BRASIL Tributação de Derivativos Fato gerador: No caso do IR o fato gerador de aplicações financeiras é o ganho de capital obtido nas operações. No caso do IOF é simplesmente o fato de emissão, transmissão, pagamento ou resgate do título negociado.

8 DERIVATIVOS NO BRASIL Tributação de Derivativos Responsável pelo pagamento: O IR depende do tipo de operação. Nas aplicações em títulos de renda fixa, fundos de investimento e em swap, a responsabilidade é da instituição financeira, corretora ou distribuidora. Nas operações realizadas na BM&F, compete ao próprio investidor apurar e pagar o imposto devido. No Caso do IOF, sempre é a instituição financeira, corretora ou distribuidora.

9 DERIVATIVOS NO BRASIL Tributação de Derivativos Alíquota de IR swap: até 6 meses: 22,5% de 6 a 12 meses: 20% de 12 a 24 meses: 17,5% acima de 24 meses: 15%

10 DERIVATIVOS NO BRASIL Tributação de Derivativos Alíquota de IR de operações na bolsa de valores e de mercadorias: operações day-trade: 20% (mensal) Demais hipóteses: 15% (mensal) IR retido na fonte: Day-trade: 1% Demais hipóteses: 0,005% * O IR retido na fonte é deduzido do imposto sobre ganhos líquidos mensais.

11 GESTÃO DE RISCOS DE DERIVATIVOS

12 GESTÃO DE RISCO Para que usar a gestão de risco? Capacidade de endividamento: A Gestão de risco ajuda a reduzir a volatilidade dos fluxos de caixa, fazendo com que seja possível aumentar o endividamento. Orçamento de capital ótimo: Os fluxos de caixa regulares também favorecem ao orçamento de capital.

13 GESTÃO DE RISCO Para que usar a gestão de risco? Dificuldades financeiras: Novamente os fluxos regulares minimizam qualquer dificuldade financeira, desde acionistas preocupados à falência. Vantagens comparativas com hedge: As empresas possuem mais conhecimentos, habilidades e informações para realização de hedge do que os investidores.

14 GESTÃO DE RISCO Para que usar a gestão de risco? Custos de empréstimos: Algumas ferramentas possibilitam a diminuição dos custos de empréstimos. Efeitos fiscais: O valor presente de impostos em empresas com os ganhos estáveis é bem menor que as empresas com ganhos voláteis.

15 GESTÃO DE RISCO Tipos de Riscos. Riscos puros: são riscos que oferecem apenas possibilidade de prejuízo ou perda. Ex: fábrica incendiada. Riscos especulativos: situações que oferecem chance de ganho e chance de perda. Ex: Nova filial. Riscos de demanda: estão associados com a demanda pelos produtos da empresa. Ex: demanda abaixo do esperado. Riscos de insumos: são associados a matéria-prima e mão de obra. Ex: preço do petróleo subir. Riscos financeiros: são riscos resultante de transações financeiras: Ex: lançamento de títulos com taxa elevada.

16 GESTÃO DE RISCO Tipos de Riscos. Riscos patrimoniais: destruição de ativos produtivos. Ex: incêndio, inundações. Riscos do passivo trabalhista: são riscos resultantes das ações de funcionários. Ex: fraudes, roubos, ações na justiça trabalhista. Riscos ambientais: riscos associados a poluição do meio ambiente. Ex: Vazamento de petróleo. Riscos de responsabilidade: associados com produtos e serviços. Ex: Degradação de um edifício. Riscos seguráveis: são os riscos que podem ser segurados. Ex: incêndio, sinistros.

17 GESTÃO DE RISCO Administrar riscos: 1. Identificar os riscos: identificar os riscos que a empresa está exposta. 2. Calcular o efeito potencial dos riscos: Calcular os riscos que realmente afetariam a empresa. 3. Decidir como cada risco deve ser tratado: a) Transferir o risco a uma seguradora; b) Transferir a função que produz o risco a terceiros; c) Comprar contratos de derivativos; d) Reduzir a probabilidade de um evento adverso; e) Diminuir o impacto de eventos adversos; f) Evitar totalmente eventos adversos.

18 DERIVATIVOS REDUZINDO RISCOS Futuros: Hedge: é feito por uma pessoa para se proteger de variações de preços. Exemplo: Empresa X fecha um contrato de importação de um quantidade de produto no valor de $ ,00 para pagamento em1 mês. Para minimizar os riscos, a empresa X realizou a compra de um contrato futuro de dólar no valor total de $10.000,00 (dólar equivale a R$ 2,05) e custos operacionais no valor de 100,00.

19 DERIVATIVOS REDUZINDO RISCOS Exemplo: 1º Opção: Dólar não se alterar: Compra do produto: $ ,00 x R$ 2,05 = R$ ,00 Não liquida sua posição. Resultado: R$ ,00 + R$ 100,00 = R$ ,00 O que teria ocorrido: $10.000,00 x R$ 2,05 = R$ ,00

20 DERIVATIVOS REDUZINDO RISCOS Exemplo: 2º Opção: Dólar cai (R$ 2,00): Compra do produto $ ,00 x R$ 2,00 = R$ ,00 Liquidação do contrato futuro (taxas 75,00) $ ,00 x (R$ 2,05 2,00) = - R$ 500,00 Perda: - R$ 500, = - R$ 675,00 Resultado: R$ , ,00 = R$ ,00

21 DERIVATIVOS REDUZINDO RISCOS Exemplo: 3º Opção: Dólar sobe (R$ 2,10): Compra do produto $ ,00 x R$ 2,10 = R$ ,00 Liquidação do contrato futuro (taxas 115,00) $ ,00 x (R$ 2,10 2,05) = R$ 500,00 Ganho: R$ 500, = R$ 285,00 Resultado: R$ ,00-285,00 = R$ ,00

22 DERIVATIVOS REDUZINDO RISCOS Hedge com Futuros; Futuros de commodities Futuros financeiros Exposição do preço de títulos; Futuros Swaps Exposição do preço de commodities.

23 EXPOSIÇÃO DO PREÇO DE TÍTULOS Futuros: Especulação; Hedge. Swaps: Contratos padronizados reduzem o tempo e o esforço envolvido na realização de swaps, e isso reduz os custos de transações; O desenvolvimento de contratos padronizados levou a um mercado secundário, o que aumentou a liquidez e a eficiência do mercado de swaps.

24 GESTÃO DE RISCO Uso apropriado de derivativos; Uso inapropriado de derivativos.

25 Referências EHRHARDT, M. C. e BRIGHAM, E. F. Administração financeira: teoria e prática. São Paulo: Cencage, LIMA, I. S., LIMA, O.A.S.F de e PIMENTEL, R. C. (Coord.). Curso de mercado financeiro. 2 ed., São Paulo: Atlas, 2012.

26 FIM! OBRIGADO!

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