Legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência.

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1 ANSIEDADE E TRANSTORNOS DE ANSIEDADE MEDO E ANSIEDADE MEDO Legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência. É uma emoção produzida pela percepção de um perigo presente ou eminente, sendo normal em situações apropriadas. ANSIEDADE É uma emoção semelhante ao medo, mas emerge sem que haja uma fonte de perigo real. É acompanhada pela percepção de que estamos em perigo, ou sendo ameaçados, ou de alguma forma vulneráveis. ANSIEDADE É uma reação natural em que a pessoa reage à expectativa de um acontecimento. Pode ser definida como uma reação mista de sintomas físicos (mãos suadas, taquicardia..) e psicológicos (medo, sensação de perigo..). MEDO E ANSIEDADE Medo/Ansiedade X Sobrevivência Medo/Ansiedade X Bom Desempenho Medo Normal X Medo Patológico RESPOSTA LUTA OU FUGA Diante do perigo, a reação normal universal do corpo e preparar-se para a ação: Enfrentar ou Escapar. Pode ocorrer em antecipação a qualquer ameaça percebida, seja física, psicológica, ou imaginária. A percepção varia de pessoa para pessoa e passa por suas experiências de vida. LUTA OU FUGA (reações físicas) Resposta essencialmente protetora, que estimula o Sistema Nervoso Simpático, provocando reações físicas. Mudanças no padrão de respiração, aumento do ritmo cardíaco, tensão muscular e sudorese.

2 Fornece energia extra e preparam o organismo para lutar ou fugir. LUTA OU FUGA (BOM OU RUIM?) Resposta adaptativa quando enfrentamos o perigo. Quando o perigo requer ação rápida e efetiva, a resposta luta ou fuga é adequada e útil. Existem situações que a resposta luta ou fuga pode se desencadear de maneira inadequada no corpo. MUNDO MODERNO (Exigências) No mundo atual, existe uma série de ameaças potenciais a longo prazo. Para algumas pessoas, isto implica apenas em períodos breves de tensão e esforço. Para outras, o S.N.S. torna-se sensível e em constante estado de prontidão. PRONTIDÃO CONSTANTE (SNS) Uma ameaça real ou imaginária, presente por longo tempo, gera desgaste exagerado e pode tornar-se perigoso ao organismo. A energia geradas nas situações de ameaça constante, fica circulando no corpo. Neste caso, torna-se necessário a utilização de estratégias de enfrentamento adequadas. ANSIEDADE Não é a presença da ansiedade a grande vilã, mas sim o grau que ela se faz presente e a falta de habilidades para enfrenta-la. Assim como cada indivíduo agüenta certa quantidade de peso, existe também um limite para a tensão que cada um pode agüentar. ANSIEDADE E ADAPTAÇÃO Toda mudança, para melhor ou para pior, traz a necessidade de adaptação a nova condição O ideal não é eliminar a ansiedade, mas ter habilidade para mudar o que pode ser mudado e aprender a lidar com aquilo que não pode mudar ou evitar. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Manifestações de ansiedade físicas e psicológicas recorrentes na ausência de um estímulo provocador proporcional. É um estado de ansiedade e apreensão contínua e irracional. Ex.:Medo de borboleta CARACTERÍSTICAS DOS T.A.

3 De acordo com o DSM-IV, as principais características de um transtorno ansioso são: A presença da Ansiedade e o Comportamento de Esquiva (evitação) Assim, pessoas tem reações que podem ocorrer simultaneamente ou em seqüência. SINTOMAS FÍSICOS DOS T.A. Taquicardia ou Alteração no Ritmo Cardíaco Falta de Ar Tremores Tontura, Vertigens Sudorese Ondas de Frio e Calor Formigamento, Urgência de Defecar ou Urinar, etc SINTOMAS PSICOLÓGICOS - T.A. Nervosismo Inquietação Dificuldades de Concentração Irritabilidade Insegurança Insônia Sensação de Estranheza em Relação a Si Mesmo ao ao Ambiente. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE A freqüência é muito alta na população geral. 25% das pessoas são acometidas por algum tipo de T.A. ao longo de suas vidas (Kessler e colaboradores). Boa parte das pessoas acometidas por esses transtornos, não procuram tratamento. CAUSAS DOS T.A.

4 Não existe uma explicação única, uma série de fatores deve ser explorados: Predisposição Genética Fator Ambiental Resposta Adquirida Fatores Físicos, etc ATAQUE DE PÂNICO Episódios isolados de intenso desconforto ou medo acompanhados de pelo menos de 4 de 13 de sintomas somáticos e cognitivos. O ataque tem início súbito e aumenta rapidamente, sendo com freqüência acompanhado por um sentimento de perigo ou catástrofe iminente e o anseio por escapar. Alcançam um pico em 10 minutos. ATAQUE DE PÂNICO - SINTOMAS SOMÁTICOS E COGNITIVOS 1. Palpitações 2. Sudorese 3. Tremores 4. Sensação de Falta de Ar ou Sufocamento 5. Sensação de Asfixia 6. Dor ou Desconforto Torácico 7. Náusea ou Desconforto Abdominal ATAQUE DE PÂNICO - SINTOMAS SOMÁTICOS E COGNITIVOS 8. Tontura ou Vertigem 9. Desrealização ou Despersonalização 10. Medo de Perder o Controle ou Enlouquecer 11. Medo de Morrer 12. Parestesias e 13. Calafrios ou Ondas de Calor. ATAQUE DE PÂNICO - TIPOS Ataques de Pânico Inesperados Ataques de Pânicos Ligados à Situações

5 Ataques de Pânico Predisposto por uma Situação AGORAFOBIA Ansiedade de estar em lugares ou situações em que a fuga passa a ser difícil ou embaraçosa ou que um socorro pode não estar disponível na eventualidade de um ataque de pânico ou sintoma tipo pânico. Sintoma Típico do Pânico: Medo de ter um ataque súbito de tontura ou um ataque súbito de diarréia, etc. AGORAFOBIA Medo de situações como: Estar Fora de Casa Desacompanhado Estar em Meio a uma Multidão Permanecer em uma Fila Estar em uma Ponte Viajar de ônibus, Trem ou Automóvel AGORAFOBIA As situações são evitadas com pronunciado mal estar ou ansiedade de ter um ataque de pânico ou suportadas com a presença de uma companhia. A esquiva de situações, pode prejudicar a capacidade do indivíduo de ir ao trabalho ou realizar atividades cotidianas. Presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados seguidos de pelo menos 1 mês de persistente preocupação em ter outro ataque de pânico. Preocupação com possíveis implicações ou conseqüências dos ataques de pânico ou uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques. O individuo passa a ter medo de ter medo e tende a interpretar os processos que ocorrem em seu corpo de maneira irracional e catastrófica. Alguns temem que os ataques indiquem a presença de uma doença não diagnosticada e ameaçadora a vida.

6 Apesar de repetidos exames e garantias médicas, eles podem permanecer temerosos e não se convencer que não tem uma doença ameaçadora à vida. Os ataques podem ser percebidos como uma indicação que estão enlouquecendo ou perdendo o controle, ou de que são emocionalmente fracos. Alguns indivíduos mudam o comportamento de forma significativa, pedem demissão, evitam esforços físicos, etc. As preocupações com relação ao próximo ataque geram comportamentos de esquiva que podem satisfazer os critérios para agorafobia. Conforme DSM-IV, a taxa de prevalência e de 3,5%. É diagnosticado em 10% dos indivíduos encaminhados para consultas de saúde mental. Em contexto de clínica médica, a taxa de prevalência varia de: 10 a 30% em clínicas de neurologia, otorrinolaringologia e doenças respiratórias. Até 60% nos consultórios de cardiologia. A idade de início varia muito, mais está mais tipicamente entre: Adolescência e a faixa dos 30 anos. Em contextos clínicos, mais de 95% que se apresentaram com agorafobia, também tem diagnóstico atual ou histórico de Transtorno de Pânico TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO As características essenciais são obsessões e compulsões recorrentes suficientemente graves a ponto de consumirem tempo (mais de 1 hora por dia) ou causarem sofrimento acentuado ou prejuízo significativo. TOC OBSESSÕES São idéias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes que são vivenciados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento. Não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real. TOC OBSESSÕES MAIS COMUNS

7 Contaminação Dúvidas Repetidas Impulsos Agressivos ou Horrorizantes Imagens Sexuais Morte de Entes Queridos TOC OBSESSÕES A pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens são produtos da sua mente e não impostas a partir do exterior. A pessoa tenta suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutraliza-los com algum outro pensamento ou ação. TOC - COMPULSÕES São comportamentos repetitivos ( lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (orar, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é reduzir a ansiedade ou sofrimento, em vez de oferecer prazer ou gratificação. Realização de comportamentos como rituais. TOC COMPULSÕES MAIS COMUNS Rituais de lavagens Ordem e Simetria Colecionismo Pensamento Mágico Demarcação de Limites TOC - COMPULSÕES As compulsões diminuem o sofrimento desagradáveis das obsessões como ansiedade, nojo ou desconforto. A pessoa sente-se compelida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha a obsessão ou para evitar algum evento ou situação temidos. TOC - COMPULSÕES A pessoa sente-se obrigada a executa uma resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que deve ser rigidamente aplicadas. Crianças X Infecção Estreptocócica

8 TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO Segundo o DSM-IV: A taxa de prevalência é de 2,5%. Em geral inicia se na adolescência e início da idade adulta, mas pode aparecer na infância. TRANSTORNOS DO ESPECTRO OBSESSIVO COMPULSIVO Transtornos Alimentares Transtorno Dismórfico Corporal Transtorno de Controle do Impulso: # Tricotilomania # Compulsões variadas: Sexual, Internet, Jogo, compras, Patológico, etc ANSIEDADE E DISFUNÇÕES SEXUAIS A ansiedade, pode também contribuir para algumas disfunções sexuais. 1. Disfunção Erétil Primária ou Secundária 2. Ejaculação Precoce 3. Anorgasmia 4. Dispareunia e 5. Vaginismo Terapia Comportamental Papel da Terapia Reverter efeitos de aversividade (Skinner, 1953; Sidman, 1989) Terapeuta: audiência não punitiva Respostas suprimidas pela punição aparecem na sessão terapêutica Utilização de técnicas aversivas deve ser mínima Alternativas não aversivas Desenvolvimento de relações sociais mais reforçadoras Melhora do funcionamento geral do cliente Redução de relações aversivas

9 Criação de repertório positivamente reforçado Ampliação do ambiente freqüentado pelo cliente ACT Resultados: Aumento nas relações sociais Redução das respostas de esquiva ACEITAÇÃO DOS SINTOMAS (deixar de fugir, de tentar evitar) Compromisso com a MUDANÇA. 1)Desamparo criativo o grande esforço e os benefícios mínimos de tentar controlar emoções, pensamentos, sensações, memórias e outros eventos privados. Mensagens: O controle é o problema, não a solução. A regra dos eventos mentais: Quanto menos você os quer, mais você os tem. O que você tem tentado? Isso tem funcionado? O quanto isso tem custado a você? Tente ter o controle sobre os seus sentimentos e perca o controle sobre sua vida. 2) Controle dos Eventos Privados como problema: Objetivo: - Descrever as contingências gerais que mantém a evitação, levando o cliente a discriminar que o controle dos pensamentos e sentimentos seria na realidade parte do problema. Discriminar auto-regras destrutivas 3) Discriminando o Self observador: Auxiliar o cliente a discriminar a pessoa que chama de eu dos problemas comportamentais que o mesmo pretende eliminar. Separação entre pensamentos, sentimentos e outros eventos privados da pessoa que os têm. Conjunção mas. 4) Escolher e valorizar uma direção: O terapeuta deve ajudar o cliente a começar a clarificar valores de vida e direcionamentos opostos às barreiras psicológicas.

10 A saída está em desmontar a literalidade e fazer o distanciamento das próprias emoções e sentimentos. Não se trata de mudar os sentimentos, e sim de apontar o contexto em que ocorrem. Você está disposto a fazer o que é necessário para mover-se na direção de seus valores? Metáfora do ônibus: Exercício do leite: 5) Abandonar a luta contra as emoções e sentimentos: Encorajar o cliente a experienciar deliberadamente pensamentos, sentimentos, sensações corporais, memórias ou predisposições comportamentais que, se tomadas literalmente, precisam ser evitadas. Ajudar o cliente a fazer contato com o impacto modelador de contingências diretamente experienciadas, presentes quando a agenda de segunda ordem de esquiva de certos eventos privados está ausente. 5) Abandonar a luta contra as emoções e sentimentos: Eventos privados temidos são trazidos para a sala de terapia (via imaginação ou exercícios) e decompostos em peças: sensações corporais, pensamentos, predisposições comportamentais, memórias e outros. O objetivo não é obter o controle sobre eles mas viver a experiência sem tentativa de escapar deles ou modificá-los. É importante distinguir o self como processo e como contexto para estas intervenções. 6) Compromisso com a ação: Ajudar o cliente a firmar um compromisso com a ação. O foco deve ser na escolha do cliente para a mudança do comportamento. Estabelecer uma discriminação entre auto-regras que não são producentes e autoregras que podem ser efetivas e, se seguidas, levarem a conseqüências positivas. Tem que se trabalhar o que funciona.

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