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3 PRODUÇÃO NA FAIXA DE DOMÍNIO DA UNIÃO: CAMPESINATO ESPREMIDO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA SOBERANIA ALIMENTAR JESIEL SOUZA SILVA 1 MARLI SALES 2 Resumo: O progresso técnico na agricultura representado principalmente pela revolução verde, através da especialização da produção, com o cultivo intensivo de monoculturas fortemente integradas aos mercados, não foi suficiente para resolver o problema da fome pelo mundo. Uma insuficiente produção de alimentos não mais pode mais ser utilizada para explicar os problemas da fome pelo mundo, pois ela não é um problema técnico, visto que existe produção suficiente para que ninguém mais sobreviva em situação de fome ou desnutrição no mundo, mas isso demonstra a ineficiência do modelo de desenvolvimento atual, que valoriza os alimentos principalmente como uma mercadoria, logo como fonte de lucro, e não como elemento essencial à vida. Este trabalho, em andamento, busca analisar a contribuição da agricultura familiar nas faixas de domínios da União, às margens das rodovias federais, para a soberania alimentar das famílias produtoras. A pesquisa está sendo realizada com agricultores familiares que ocupam a faixa de domínio da União ao longo da BR-364 nos municípios de Jataí e Mineiros no Estado de Goiás. O trabalho baseia-se em um estudo de caso, pautado no uso de uma metodologia qualitativa através da aplicação de questionários, observações e entrevistas, além de coleta de dados secundários. Ao longo das estradas e rodovias de algumas regiões brasileiras é visível a utilização destes retalhos de terras nas explorações agropecuárias, que tem se mostrado importante na produção de alimentos em pequena escala. Para muitos agricultores familiares é a única alternativa de produzir alimentos, contribuindo para a segurança alimentar local. Estes agricultores familiares sazonais pluriativos ou part-time, que utilizam a terra para trabalho, veem na ocupação das faixas de domínio da União ao longo das rodovias, a única opção de retorno ao campo e acesso a terra, ocupando parcialmente seu tempo na agricultura e faz parte das estratégias de sobrevivência adotadas pelos agricultores. Palavras-Chave: alimentos; agricultura familiar; soberania alimentar. 1. Introdução: Por muitos anos, a ideia de combate à fome esteve relacionada com a necessidade de aumento da produção de alimentos no mundo. O aumento populacional e o número de pessoas que passam fome diariamente foram utilizados para justificar a introdução do progresso técnico na agricultura aplicada principalmente às grandes extensões de áreas monocultoras. Porém de fato, o progresso técnico na agricultura 1 Geógrafo, Mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural, Doutorando em Geografia-Gestão Territorial e Ambiental pela Universidade de Brasília Professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade de Brasília. Atas Proceedings

4 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural representado principalmente pela revolução verde, através da especialização da produção, com o cultivo intensivo de monoculturas fortemente integradas aos mercados, não foi suficiente para resolver o problema da fome pelo mundo. Uma insuficiente produção de alimentos não pode mais ser utilizada para explicar os problemas da fome pelo mundo, pois ela não é um problema técnico, visto que existe produção suficiente para que ninguém mais sobreviva em situação de fome ou desnutrição no mundo, mas isso demonstra a ineficiência do modelo de desenvolvimento atual. As grandes desigualdades na distribuição da riqueza no mundo atingiram, atualmente, proporções alarmantes. Isso acaba se refletindo na distribuição da fome pelo mundo: segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO 3, no ano de 2012 o mundo atingiu a marca de 870 milhões de pessoas que passam fome. No Brasil, a luta contra a fome é bem antiga, tendo como marco importante sobre a reflexão do tema a obra Geografia da Fome de José de Castro publicado em Esta publicação apresentou um dos mais profundos estudos brasileiros sobre a insegurança alimentar no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, mostrando também que a falta de nutrientes, na comida cotidiana de tais povos, se dá por características climáticas, culturais e do solo, próprias de cada localidade, porém, sobretudo, em razão da concentração de terra na mão de poucas pessoas. Segundo a FAO 4 (2012) cerca de 13 milhões de pessoas ainda passam fome ou sofrem com desnutrição no Brasil. Este trabalho se justifica pela importância do papel que os agricultores familiares desempenham na busca da melhoria da segurança alimentar e erradicação da fome no Brasil, visto que grande parte dos alimentos necessários para alimentar a população brasileira vem da produção dos agricultores familiares. Ao longo das estradas e rodovias de algumas regiões brasileiras é comum a utilização de áreas de domínio da União nas explorações agropecuárias, que tem se mostrado importante na produção de alimentos em pequena escala e tem sido para muitos agricultores familiares é a única alternativa de produzir alimentos, e contribui 3 Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012, publicado pela FAO, pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA). 4 Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012, publicado pela FAO, pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) ESADR

5 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 para a alimentação familiar e quando esta produz algum excedente, este é colocado no mercado. Neste sentido, esta pesquisa busca responder os seguintes questionamentos: Quem são os agricultores familiares que estão utilizando as faixas de domínios da União que margeiam as rodovias? De que forma estas áreas são utilizadas pelos agricultores? Qual a contribuição das unidades familiares de produção instaladas nas faixas de domínios da União às margens das rodovias nos municípios de Mineiros e Jataí na região Sudoeste de Goiás, para a soberania alimentar das famílias produtoras? Qual a contribuição das unidades familiares de produção instaladas nas faixas de domínios da União às margens das rodovias nos municípios de Mineiros e Jataí, na região Sudoeste de Goiás para o fortalecimento dos mercados agroalimentares locais? O objetivo geral deste trabalho é analisar a contribuição da agricultura familiar nas faixas de domínios da União às margens das rodovias federais para a soberania alimentar das famílias produtoras e para os mercados agroalimentares locais. Para alcançar este objetivo, é preciso: identificar e caracterizar os sujeitos que produzem nas áreas de domínios da União às margens das rodovias; entender o papel da multifuncionalidade da agricultura familiar; identificar e caracterizar a produção nessas unidades agrícolas; investigar a importância que a produção para o autoconsumo ou autoprovisionamento possui para os agricultores de beira-de-estrada ; compreender a forma de comercialização dos produtos; e analisar a importância e significado da produção para os mercados agroalimentares locais; 2. Agricultura Familiar e Segurança Alimentar O modelo de desenvolvimento agropecuário implantado na região do Sudoeste Goiano causou a expropriação do homem do campo e a expulsão de milhões de famílias das áreas rurais. Pedroso (2005), afirma que nos municípios desta região, a agropecuária, na busca de uma maior rentabilidade, provocou profundas modificações na paisagem e na vegetação natural da região, principalmente a partir de 1970, quando começava a se instalar na sede destes municípios grandes empresas ligadas à agricultura e à pecuária, para a venda de equipamentos, insumos e implementos; e empresas para comprar, vender e estocar. O intenso processo de modernização da agricultura no Atas Proceedings

6 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural cerrado brasileiro continua causando grandes mudanças nestas áreas. O que são mais visíveis nestas transformações são as mudanças ambientais e sociais, entre elas se destacam as perdas e/ou empobrecimento do solo, o êxodo rural, concentração de renda e muitos outros problemas de caráter urbano e rural (PEDROSO, 2005). Esta expansão da agricultura globalizada ocorreu dentro de um processo de conjuntura da modernização do território. Assim, Mendonça (2004) afirma que a modernização da agricultura deve ser pensada a partir da modernização do território. Ou seja, todo este processo não seria possível sem a modernização do território: construção de infraestrutura (fixos) para viabilizar a circulação das mercadorias, pessoas e informações (fluxos). Neste processo de exclusão e expulsão do homem do campo, foram intensificadas a luta pela terra como uma forma de resistência do homem no campo. Isso tudo tem levado a uma divisão fundiária bem delimitada: enquanto a agricultura moderna e comercial ao longo dos anos ocupou as chapadas, a agricultura tradicional e camponesa ocupa as bordas, vertentes e fundos de vale (MENDONÇA, 2004), além da ocupação das faixas nas encostas das rodovias, garantindo assim uma produção considerável de alimentos para o mercado interno. De acordo com o Censo Agropecuário (IBGE, 2009), a estrutura agrária no Brasil ainda é muito concentrada, visto que os estabelecimentos classificados como não familiares somam de 15,6% dos estabelecimentos e ocupam de 75,7% da área total enquanto os estabelecimentos familiares somam 84,4% dos estabelecimentos rurais, mas ocupam somente 24,3% da área total. Mesmo ocupando uma área menor, a agricultura familiar responde por 38% do valor bruto da produção gerada, o equivalente a R$ 54 bilhões. Vários fatores são causadores de insegurança alimentar no Brasil. De acordo com Pessanha (1999) apud Araújo et al (2007), estes fatores vão desde a escassez de produção e oferta de alimentos, distribuição desigual dos alimentos, baixa qualidade nutricional, até a falta de acesso aos alimentos. Assim a agricultura de base familiar apresenta como a forma mais apropriada de ocupação social do espaço agrário, onde a promoção dos pequenos produtores de alimentos promove a equidade e a inclusão social em processo concomitante a uma maior e mais diversificada oferta de alimentos à população, produzidos sob formas sustentáveis, onde as atividades que se está propondo 4984 ESADR

7 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 estimular são, elas mesmas, grandes geradoras de ocupação e de renda, em simultâneo à sua condição de ofertantes de alimentos de qualidade e diversificados (MALUF, 2004). São diversos os benefícios da produção de alimentos dentro da agricultura familiar, uma vez que hoje o maior problema na produção de alimentos está ligado a distribuição/acesso das famílias aos produtos. Desta forma, a agricultura familiar e camponesa ocupa papel fundamental na proteção da segurança alimentar nacional, pois além de contribuir para a alimentação da família, contribui também para o aumento da oferta de alimentos nos mercados agroalimentares, assim, são importantes fontes de renda e também de alimentos internos. O desenvolvimento da agricultura familiar é estratégico para a soberania alimentar tanto das populações rurais, como das populações urbanas. Por isso se faz necessário entender as suas diferentes nuances em que estes trabalhadores se apresentam, a fim de contribuir com a valorização destes agricultores. O processo de agricultura convencional, um processo conservador, é um dos principais responsáveis pela diminuição dos índices de segurança alimentar, se levarmos em consideração a produção de alimentos para consumo interno (CAPORAL, 2003). Assim como em todo o mundo, as causas da insegurança alimentar no Brasil não estão relacionadas à falta de alimentos, mas a má distribuição. Contudo para Maluf (2004, p. 03): Reconhecer que o problema está na capacidade de adquirir os alimentos não implica dar como equacionada a questão da produção agroalimentar, principalmente quando se vai além da mera disponibilidade física de bens para considerar os aspectos socioeconômicos, culturais, espaciais e ambientais envolvidos na produção dos alimentos. Frente a este quadro, a agricultura familiar se desponta como uma das estratégias de combate à insegurança alimentar, contrapondo-se principalmente às desigualdades na distribuição de riquezas e ao processo agrícola convencional que estão associados a inúmeros impactos negativos, como a concentração da terra, violência no campo, êxodo rural, desemprego urbano e a uma degradação dos recursos naturais sem precedentes. A concentração de terras existentes no modo de produção convencional se torna um entrave para a maior categoria de produção de alimentos: a agricultura familiar. Segundo Marafon (2006), a reflexão sobre a produção familiar remonta a autores clássicos (Chayanov, 1974; Mendras, 1976; Caio Prado Junior, 1977; Guimarães, 1979) Atas Proceedings

8 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural e voltou nos anos 1990 com enormes contribuições de Abramovay (1992), Wanderley (1994, 2000), Lamarche (1998), Fernandes (2002), entre outros. Há uma concordância que a agricultura familiar tem como característica o trabalho familiar na exploração agropecuária e pela detenção dos meios de produção (MARAFON, 2006). Chayanov (1974; 1981), afirma que a unidade de trabalho familiar é composta pelo número de membros que compõem a família e que se encontra em plenas condições de trabalho. Em se tratando de agricultura familiar, podemos citar a importância multifuncional desta, trazendo consigo funções social, ambiental e econômica. Na sua função social cumpre um papel importante na produção de alimentos, sendo a principal produtora de alimentos para o mercado interno. Na sua função ambiental podemos citar uma maior preservação do meio em relação ao agricultor patronal. A geração de postos de trabalho no meio rural maior do que na agricultura patronal nos faz refletir sobre a função social da agricultura familiar. Oliveira (2006) reforça que além da maioria dos alimentos interno ser produzido nas pequenas unidades, elas geram mais emprego no campo. A agricultura familiar conta com 74,4% do pessoal ocupado neste setor, são 12,3 milhões de pessoas, enquanto o agronegócio conta com somente 4,2 milhões e 25,6% (IBGE, 2009). Dentre os principais desafios do desenvolvimento da agricultura familiar estão a sua inserção nos mercados e a remoção dos gargalos no escoamento da produção, assim os estudos e pesquisas sobre os mercados de comercialização dos produtos advindos da agricultura familiar. Uma das principais características dos camponeses é sua experiência única de reprodução, que se baseia no controle sobre o trabalho e meios de produção, que lhe permite conservar a capacidade de produzir seus próprios meios de vida, como afirmado por Paulino (2006). Porém estes não têm autonomia total, pois são dependentes de fatores externos e afetados pelas condições circunvizinhas. Assim esta autonomia camponesa, se manifesta no controle de seu tempo e espaço de forma diferente da lógica do capitalismo. Os camponeses mantêm a autonomia sobre os meios de produção e se inserem no circuito mercantil como produtores e consumidores de mercadorias e estes por sua vez têm uma grande capacidade de produzir os próprios meios indispensáveis a sua sobrevivência (PAULINO, 2006) ESADR

9 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 A produção familiar se configura como a principal propulsora da unidade produtiva camponesa; a ajuda mútua é uma prática que complementa o trabalho familiar em determinados períodos; a parceria é uma prática para suprir a mão-de-obra. Os camponeses mostram certo equilíbrio entre consumo e pessoas que trabalham e mantém a luta pela continuação na terra, mesmo esta sendo pequena, e nela produzem a maior parte dos alimentos que os brasileiros consomem. Apesar de ter vários produtos que podem ser comercializados, em termos de qualidade e quantidade, o consumo familiar vem em primeiro lugar, prezando principalmente pela soberania alimentar da família. 3. ASPECTOS METODOLÓGICOS 3.1. Abordagem metodológica Marconi e Lakatos (2008), afirmam que método é um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar objetivo, que são conhecimentos válidos e verdadeiros até então, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando nas decisões dos cientistas. No método de abordagem, que possui caráter mais geral e é responsável pelo raciocínio utilizado no desenvolvimento da pesquisa, será utilizado método dialético, que é considerado um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade, onde considera que os fatos não podem ser considerados fora de um contexto social, político, econômico, empregado em pesquisa qualitativa (GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 2008). Espera-se que uma análise a luz da dialética, possibilita entender as contradições do modelo de desenvolvimento contraditório, combinado e desigual do capitalismo (OLIVEIRA, 1996), no campo brasileiro, tendo os agricultores de beira-de-estrada como resultado deste processo. Como métodos de procedimentos ou métodos secundários, esta sendo utilizado nestes pesquisa o método histórico, para acompanhar a evolução do objeto pesquisado pela história Delimitação do tema Atas Proceedings

10 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural A pesquisa está sendo realizada com cerca de 50% famílias de pequenos agricultores que utilizam a faixa de domínio da União para plantio ao longo de aproximadamente 200 quilômetros da BR-364 nos municípios de Jataí, Portelândia e Mineiros na Microrregião Sudoeste de Goiás, uma vez que esta rodovia apresenta ao longo de seu traçado uma quantidade considerável de pessoas ocupando a área de domínio desta rodovia em diferentes pontos. Esperamos que este número de unidades familiares de produção agrícola seja suficiente para mostrar a heterogeneidade de situações sociais no espaço em estudo. A escolha destes municípios foi feita com base em estudo exploratório visando o conhecimento mais detalhado dos municípios de investigação, onde comprovou a presença destas unidades familiares de produção agropecuária. Jataí possui uma população em torno de mil habitantes (IBGE, 2010) e está localizada a 323 km da capital. A taxa de crescimento verificada no Estado se repete no município de Jataí (SEPLAN, 2005). A economia de Jataí fundamenta-se principalmente na agricultura, pecuária e agroindústria. Na agricultura se destacam a produção de milho, soja e sorgo. Na pecuária evidenciam-se a criação de bovinos, aves e a produção de leite que está em processo de expansão acelerada. O município de Mineiros possui uma população de habitantes e densidade demográfica de 5,34 hab./km², com uma taxa geométrica de crescimento no período de 2000 a 2008 de 2,49% (SEPIN, 2009). A economia de Mineiros se baseia principalmente na agropecuária, destacando a pecuária de leite e corte e a produção de monocultoras. De acordo com Souza (2007), entre os principais produtos agrícolas do município, estão: a soja, milho, sorgo e algodão, 3º, 4º, 5º e 2º maior produtor de Goiás, respectivamente, se destacando também na pecuária com um plantel de rebanho bovino superior a 300 mil cabeças, sendo na pecuária leiteira o 5º maior rebanho de vacas ordenhadas e o 5º maior produtor de leite do Estado com uma produção de litros Procedimentos de pesquisa O estudo baseia-se em um estudo de caso, pautado principalmente, no uso de uma metodologia qualitativa através da aplicação de entrevistas semi-estruturadas, observações do espaço a ser estudado e entrevistas informais com os sujeitos da pesquisa: os camponeses produtores nas áreas de domínio da União que margeiam as 4988 ESADR

11 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 rodovias federais. A metodologia quantitativa está sendo utilizada para a obtenção de dados em algumas partes pontuais da coleta de dados, como em termos de produção agrícola. O trabalho de campo é uma ferramenta essencial para cumprir os objetivos da pesquisa, por um lado por sua originalidade investigativa, por outro, pelo fato da agricultura praticada nas faixas de domínio da União ser de caráter itinerante, fazendo com que novos agricultores surgem e desaparece a cada ano. O trabalho está sendo explorado por meio de pesquisa bibliográfica, para construção do quadro teórico acerca dos agricultores familiares e camponeses; coleta de dados primários através de observação, entrevistas, registro etnográfico buscando a caracterização das famílias, suas trajetórias de vida, caracterização da unidade familiar agrícola; e coleta de dados secundários (pesquisa documental) em instituições governamentais (Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Associação Brasileira de Reforma Agrária, Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, Secretaria de Planejamento do Estado de Goiás, Ministério da Agricultura, Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrária (SFA/MDA) etc.) e publicações, documentos e dados estatísticos levantados pelos movimentos sociais e organizações civis (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Comissão Pastoral da Terra, Sindicatos, etc.); matérias jornalísticas e outros documentos a fim de levantar os seguintes dados: ocupação de terras em Goiás e nos municípios estudados, o volume da produção da agricultura familiar no Brasil e em Goiás, estrutura e concentração fundiária, caracterização da produção, composição da renda familiar, área utilizada, uso de insumos, estrutura da unidade familiar de produção agrícola; técnicas agrícolas utilizadas, o tempo empregado na agricultura, mão-de-obra empregada, identificar os hábitos alimentares da família, os alimentos que vem da unidade familiar de produção agrícola e os que advêm do mercado para consumo, comercialização, inserção da unidade familiar de produção agrícola nos mercados locais, abastecimentos dos mercados, caracterização dos produtos, disponibilidade de alimentos, etc Considerando que o principal desafio ao estudar o autoconsumo encontra-se na forma de mensurar esta produção, utilizaremos o conceito utilizado por Sacco Dos Atas Proceedings

12 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural Anjos e Schneider (2003) que considera o autoconsumo alimentar, a parte da produção animal, vegetal e transformação caseira produzida pela família e consumida por esta Instrumentos e técnicas Os principais instrumentos a serem utilizados serão o GPS a fim de mapear e localizar as unidades produtivas, câmera fotográfica para registro etnográfico, caderneta de campo, microcomputador para tabulação e análise dos dados; software Microsoft Excel; software Corel Draw; software ArcGis; veículo e mapa d Estado de Goiás e dos municípios de Jataí, Portelândia e Mineiros, mapa de uso e aptidão agrícola, mapa de uso do solo da região do Sudoeste de Goiás e imagens de satélites em um período de quatro anos (2008 a 2012) dos municípios estudados. 4. Agricultura de Beira de Estrada No Brasil, em algumas regiões, existe ao longo das estradas e rodovias, a utilização de áreas de domínio da União nas explorações agropecuárias. Em grande parte estas são utilizadas pelas grandes explorações agrícolas, como espaço contínuo dos grandes latifúndios produtores de grãos para exportação. Porém, estas áreas também são utilizadas por agricultores familiares expropriados, que sem alternativas para produzir, utilizam estas faixas para o plantio de variadas culturas e também para atividades pecuárias, ambas em pequenas escalas. As margens da BR- 364, em sua extensão nos municípios de Jataí, Portelândia e Mineiros, serão o recorte espacial da pesquisa, uma vez que constatada através de uma pesquisa exploratória, que em muitos pontos do seu traçado, existe a prática dessas atividades por uma população que não tem a propriedade da terra. Estas áreas são utilizadas como terra para trabalho de agricultores familiares e camponeses principalmente na produção de alimentos para a família e o excedente direcionado ao mercado ESADR

13 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 Figura 1: Produção na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor Figura 2: Produção na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor Porém longe de ser invisível, esta produção voltada principalmente para autoconsumo representa um dos tipos de produção responsáveis pela geração de princípios alimentar, como o acesso e disponibilidade dos alimentos a serem consumidos, por uma população privada do acesso aos meios de produção de boa qualidade, a assistência técnica e extensão rural e ao crédito de financiamento da produção e que também contribuem na oferta de alimentos que vão à mesa dos brasileiros. Figura 3: Produção de alimentos na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor Figura 4: Produção de alimentos na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor Estes agricultores, que em muitos casos se encontravam em uma situação de fragilização social e de insegurança alimentar, desempenham um papel ativo na construção de suas estratégias de resistências, a fim de retomar sua autonomia produtiva. São agricultores familiares sazonais pluriativos ou part-time 5, que veem na 5 Indivíduo que combina rendas extra-agrícolas com as atividades agrícolas. Durante os anos 70, motivados pela ideia do desenvolvimento rural, vários cientistas sociais "redescobrem" o "part-time" e 11 Atas Proceedings 4991

14 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural ocupação das faixas de domínio da União ao longo das rodovias, a única opção de retorno ao campo e acesso a terra, ocupando parcialmente seu tempo na agricultura e faz parte das estratégias de sobrevivência adotadas pelos agricultores. Figura 5: Produção na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor Figura 6: Produção na faixa da União na BR-264, Mineiros-GO Fonte: Autor A produção destes agricultores familiares contribui para segurança alimentar favorecendo o aumento da produção e distribuição dos alimentos necessários a assegurar o abastecimento das populações locais. Estes agricultores familiares contribuem com os mercados agroalimentares locais quando há excedente de sua produção nas unidades familiares agrícolas. 5. Considerações Finais As faixas de domínio da União que margeiam as rodovias são pequenos territórios fracionados, denominadas também de beira de estrada ou faixa de domínio de terras públicas, que abrigam plantios de variadas culturas e a utilização da área para pastoreio de animais e são utilizados como terra para trabalho de agricultores familiares, ao lado de terras que estão sendo utilizadas para negócio e exploração. Mesmo sendo uma prática muito comum e utilizada há muito tempo, ainda se configura como um fenômeno pouco estudado, faltando na literatura sobre a ocupação do campo no Brasil, estudos mais aprofundados sobre estas questões, que apresenta como consequência de toda a problemática do campo como a concentração fundiária e os efeitos perversos da atual forma de organização da produção no campo. percebem nesta forma de trabalho uma alternativa de fixação do homem no meio rural, de redução das migrações e de assimilação dos impactos da modernização agrícola (SHNEIDER, 1994) 4992 ESADR

15 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 A produção camponesa pode ser expressa através de relações não capitalistas de produção. Seu fortalecimento se dá como resultado das contradições do modo de produção capitalista, que ao mesmo tempo em que cria relações extremamente capitalistas, cria também relações não-capitalistas de produção, como por exemplo, as relações camponesas de produção. O agricultor familiar camponês utiliza a terra principalmente para trabalho e sobrevivência, ou seja, vive na terra e da terra, mediante o trabalho familiar, em oposição a terra de negócio, voltada para a extração de maisvalia dos trabalhadores e também objeto de extração da mais-valia social. Enquanto as propriedades capitalistas são para exploração do trabalho alheio ou apropriação da maisvalia social, as propriedades camponesas servem para reprodução familiar a partir de seu trabalho. 6. Referências ARAÚJO, A. L. de. Et al.; Segurança alimentar de agricultores agroecológicos do sertão central do Ceará. In: XXXI Congresso Brasileiro de Ciência do Solo. Gramado, ago BRASIL. Programa Agricultura Familiar PRONAF. Disponível em: <http://www.abrasil.gov.br/nivel3/index.asp?cod=notic&id=150#> Acesso em: 20 dez CAPORAL, F. R.Superando a Revolução Verde: A transição agroecologia no estado do Rio Grande do Sul. Disponível em <http://www.agroecologia.uema.br/publicacoes/superando.pdf> (escrito em 2003) Acessado em 30 dez CASTRO, Josué. Geografia da Fome: o dilema brasileiro: pão ou aço. 11 ed., São Paulo: Brasiliense, CHAYANOV, A. La Organización de la Unidad Económica Campesina. Buenos Aires: p. CHAYANOV, A. Sobre a Teoria dos Sistemas Econômicos Não Capitalistas. In: SILVA, José Graziano da (org.), STOLKE, Verena (org.). A Questão Agrária. Brasiliense: São Paulo. P FERNANDES, Bernardo Mançano. A questão agrária no limiar do século XXI. In Questão Agrária, pesquisa e MST. São Paulo: Cortez Editora, 2001, p FERNANDES, B.M. Agricultura camponesa e/ou agricultura familiar. In: ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS, 13., João Pessoa: AGB, Atas Proceedings 4993

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17 Posters Segurança alimentar, segurança dos alimentos e soberania alimentar C02 OLIVEIRA, A. U. Modo Capitalista de Produção, Agricultura e Reforma Agrária. 1ª. ed. São Paulo: FFLCU/LABUR Edições, p. PAULINO, Eliane Tomiasi, Por uma Geografia dos camponeses. São Paulo: Editora Unesp, p. PEDROSO; I. L. P. B. Meio ambiente, agroindústria e ocupação dos cerrados: o caso do município do Rio Verde no sudoeste de Goiás. Revista Urutaguá n 06. Universidade Estadual e Maringá. Maringá, SACCO DOS ANJOS, Flávio; SCHNEIDER, Sergio Agricultura familiar, desenvolvimento local e pluriatividade no Rio Grande do Sul: a emergência de uma nova ruralidade. Pelotas: Relatório Final-Projeto de pesquisa CNPq-UFPel (PPGA)/UFRGS (PGDR). SEPLAN. Secretaria de Planejamento de Goiás. Ranking dos Municípios Goianos Disponível em: <http://www.seplan.go.gov.br/sepin> 15 Atas Proceedings 4995

18 4996 ESADR 2013

19 MERCADO DE CARNE BOVINA NO ESTADO DO CEARÁ UM ESTUDO ECONOMÉTRICO FRANK WAGNER ALVES DE CARVALHO LÍVIA MARIA COSTA MADUREIRA FRANCISCO CICUPIRA DE ANDRADE FILHO ARILDE FRANCO ALVES ALEXANDRE FONSECA D ANDREA Resumo:. A carne bovina é um dos principais componentes alimentares na mesa dos brasileiros, e seu consumo historicamente tem aumentado com o aumento da renda da população. O processo de industrialização apoiado nos incentivos fiscais e o desordenado processo de urbanização, concentrados na capital cearense, aparentemente agravaram a situação da economia agrícola estadual, resultando na maior escassez da oferta interna de uma série de produtos agropecuários e tornando evidente a dependência de Estado às importações desses produtos para atender a demanda local. Busca-se, com este trabalho, analisar os efeitos das alterações dos preços deste produto sobre a demanda e a oferta no Estado do Ceará, no período de 1974 a 1993, utilizando o modelo de equações simultâneas. Os resultados obtidos indicam que existe uma relação positiva entre a quantidade comercializada de carne e o preço da carne de frango, o salário nominal médio do período, bem como com a normalidade pluviométrica; e uma relação negativa entre a mesma e o preço da ração. Palavras-chave:. Demanda, Elasticidades, Equações Simultâneas, Carne Bovina, Oferta. 1. Introdução Historicamente o estado do Ceará foi sempre considerado como tendo uma economia fundamentalmente mercantil, baseada, sobretudo, na importação de mercadorias de outras áreas do país e seu posterior consumo e reexportação para os Estados vizinhos. O processo de industrialização apoiado nos incentivos fiscais e o desordenado processo de urbanização, concentrados na capital cearense, aparentemente agravaram a situação da economia agrícola estadual, resultando na maior escassez da oferta interna de uma série de produtos agropecuários e tornando evidente a dependência de Estado às importações desses produtos para atender a demanda local. Atas Proceedings 4997

20 VII Congresso da APDEA, V Congresso da SPER, I Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural Estimativas feitas pelo IPLANCE (1993), do balanço da oferta e demanda dos produtos que compõem a cesta básica, permitem visualizar a dimensão do problema e quantificar a importação necessária para atender ao abastecimento e reequilibrar os mercados locais de produtos alimentares. O balanço da oferta e demanda relativo a carne (bovina, suína, avícola, pescado, caprino e ovino), revela um déficit da ordem de toneladas, onde se destacam as ofertas insuficientes de carne bovina e pescado, cerca de toneladas. Considerando-se o balanço conjunto dos produtos básicos, hortícolas e carnes, observa-se que o Estado deveria ter importado cerca de toneladas. Os custos com essa importações representam cerca de 4% do Produto Interno Bruto PIB Estadual. Isso mostra à dependência do Estado do Ceará as importações de uma série de produtos agropecuários e conseqüentemente, implicam uma significativa evasão dos recursos locais para os Estados fornecedores. O rebanho bovino do Estado vem sofrendo, ao longo do tempo uma verdadeira dizimação, considerando que o percentual de participação dos abates no interior em relação ao abate no Frigorífico de Fortaleza (FRIFORT) aumenta a cada ano. Com as dificuldades enfrentadas no setor produtivo, levando-se em consideração que não tem havido estímulos, os pecuaristas não podem elevar o preço da carne em níveis compatíveis com seus custos em virtude de que grande parte da população não poderia gastar esse preço. A participação de bovinos do Estado no abate do FRIFORT vem aumentando, muito embora o número total de animais abatidos venha se reduzindo a cada ano. A grande baixa que vem ocorrendo no rebanho de Estado deve-se ao fato de que uma grande parcela desses animais é de fêmeas que são abatidas em adiantado estado de gestação. Este trabalho buscou focar-se no mercado de carne bovina no Estado do Ceará e estimar a sua oferta e demanda através de equações simultâneas. Utilizou-se do Método dos Mínimos Quadrados de Dois Estágios na (MQ2E) na estimativa da oferta e da demanda de carne bovina no Estado do Ceará no período de 1974 a Especificamente buscou-se: a) Determinar as elasticidades preço da oferta e da demanda 4998 ESADR 2013

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