Criação de Recursos Educativos #1: Nuvens, Linhas e outras questões de Música. Fundação C. Gulbenkian, 10 de Março, 2012.

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1 Criação de Recursos Educativos #1: Nuvens, Linhas e outras questões de Música Fundação C. Gulbenkian, 10 de Março, h30-17h30

2 Actividades realizadas durante o WS Algumas considerações sobre recursos educativos,

3 1) Andar na sala, de forma livre, explorando o espaço individualmente 2) Experimentar produzir alguns sons vocais que o espaço, o movimento, a presença de outros, possa sugerir 3) Gradualmente desenvolver/refinar esses sons no sentido duma identidade sonora 4) Controlar a densidade sonora e variar o conteúdo da nuvem o som (frase sonora) que caracteriza cada pessoa, naquele espaço e naquele tempo 5) Fazer a nuvem andar no espaço e explorar a ideia de espacializar o som 6) Brincar com a interação e comunicação dentro da nuvem 7) Estruturar a brincadeira, compor com a nuvem Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Aferir e melhorar

4 1) Andar na sala, de forma livre, explorando o espaço 2) Experimentar produzir alguns sons vocais que o espaço, o movimento, a presença de outros, possa sugerir 3) Gradualmente desenvolver/refinar esses sons no sentido duma identidade sonora 4) Controlar a densidade sonora e variar o conteúdo da nuvem Estabelecer a regra som=movimento, silêncio=parar 5) Fazer a nuvem andar no espaço e explorar a ideia de espacializar o som 6) Brincar com a interação e comunicação dentro da nuvem 7) Estruturar a brincadeira, compor com a nuvem Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Aferir e melhorar A textura sonora a que se chega é normalmente complexa (depende do número de pessoas a fazer o exercício e da complexidade de cada uma das células). Uma forma simples de controlar a densidade (e de introduzir variações interessantes na textura sonora) é pedir a um dos participantes ( controlador ) para tocar na pessoa que quer desligar ou ligar, caso esteja em silêncio Podem-se designar mais alguns controladores e eventualmente fazer com que todos possam interagir com todos dessa forma (sendo que as pessoas paradas e em silêncio estão por definição impossibilitadas de ser controladores)

5 1) Andar na sala, de forma livre, explorando o espaço 2) Experimentar produzir alguns sons vocais que o espaço, o movimento, a presença de outros, possa sugerir 3) Gradualmente desenvolver/refinar esses sons no sentido duma identidade sonora 4) Controlar a densidade sonora e variar o conteúdo da nuvem 5) Fazer a nuvem andar no espaço e explorar a ideia de espacializar o som 6) Brincar com a interação e comunicação dentro da nuvem 7) Estruturar a brincadeira, compor com a nuvem Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Aferir e melhorar Uma vez que as regras estejam bem compreendidas é interessante definir algum tipo de forma para uma pequena peça (por exemplo, começar a partir do silêncio e progressivamente ir construindo uma textura mais complexa que depois pode progressivamente simplificar-se até voltar ao silêncio, ou outra qualquer estrutura simples) É muito importante ir aferindo os sons que vão sendo produzidos e dar oportunidade para que progressivamente os participantes possam adaptar o que fizeram inicialmente até chegar a resultados que colectivamente sejam interessantes.

6 1) Andar na sala, de forma livre, explorando o espaço 2) Experimentar produzir alguns sons vocais que o espaço, o movimento, a presença de outros, possa sugerir 3) Gradualmente desenvolver/refinar esses sons no sentido duma identidade sonora 4) Controlar a densidade sonora e variar o conteúdo da nuvem 5) Fazer a nuvem andar no espaço e explorar a ideia de espacializar o som 6) Brincar com a interação e comunicação dentro da nuvem 7) Estruturar a brincadeira, compor com a nuvem Algumas considerações som. Com controladores ainda sobre mais sensíveis passa recursos a ser possível fazer com que educativos, o conteúdo sonoro 8) Aferir e melhorar Comentários e Variações Hipotéticas O resultado sonoro deste exercício pode ser muito interessante, dependendo em absoluto da contribuição individual e da forma como cada pessoa consegue simultaneamente comprender aquilo que faz e aquilo que é o resultado do grupo. Trata-se por isso de um excelente exercício para afinar o sentido da colaboração e a percepção de como um resultado colectivo emerge da contribuição sensível dos vários indivíduos. É contudo, muito fácil, que o resultado a que se chegua seja caricato ou desinteressante, bastando para isso que algumas pessoas, por inibição ou falta de referências, recorram a sonoridades que desviem o foco de atenção do som para significados imediatos que alguns sons possam ter. É frequente este tipo de exercício dar origem a risos nervosos ou motivar a competição disruptiva. Uma das dificuldades tem a ver com conseguir perceber o som do todo por oposição ao som que cada um está a fazer. Dividir um grupo grande em dois grupos mais pequenos e fazer o exercício alternadamente pode ser uma forma muito eficaz de conseguir fazer perceber o exercício. Por outro lado, pode ser interessante definir alguma tipo de contexto sonoro, isto é, restringir a gama sonora da nuvem e isso pode ser feito de forma muito simples e sem palavras comunicando ao ouvido de cada pessoa o som ou tipo de sons que ela deve produzir. Outra variação interessante consiste em fazer com que cada controlador passe à pessoa em que toca o seu som. A complexidade da nuvem dependerá da forma como os controladores interagem entre si e pode-se chegar a graus sofisticados de metamorfose sonora se todos entenderem o potencial que têm de afectar o resultado final multiplicando ou diminuindo o número de pessoas do grupo que fazem o seu que é transmitido ao longo do tempo varie e esta é uma forma muito dinâmica e interactiva de transitar entre complexidade e simplicidade, entre texturas altamente complexas e muito claras que parecem emergir de forma evolutiva a partir duma espécie de magma sonoro.

7 1) Formar um círculo com os participantes 2) Um por um, cada um dos participantes diz o seu nome O grupo repete 3) Na vez seguinte apresentam a sua identidade sonora, o som/frase criado no exercício anterior ou um novo. 4) Na vez seguinte adiciona-se a possibilidade de cada um destes sons poder ser repetido mais do que uma vez 5) Trabalhar a memorização de alguns padrões 6) Pôr o grupo a a ler uma partitura onde cada pessoa codifica uma frase sonora. 7) Criar temas ou sequências que resultam da combinação/repetição/reiteração de vários padrões Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Experimentar a transformação dum som noutro É muito importante que o início e fim de cada um destes loops seja claro, e isso depende sobretudo da clareza com que cada participante expressa os seus gestos. O grupo repete O grupo repetirá o som até que quem o produziu mande parar ou o até que o próximo participante introduza o som seguinte. Adicionar recursos instrumentais pode ser, nesta altura uma opção interessante e pode-se rapidamente reformular o exercício pedindo que cada pessoa re-invente o seu som em função do que aconteceu anteriormente, dando origem a uma espécie de narrativa sonora.

8 1) Formar um círculo com os participantes 2) Um por um, cada um dos participantes diz o seu nome 3) Na vez seguinte apresentam a sua identidade sonora, o som/frase criado no exercício anterior ou um novo. 4) Na vez seguinte adiciona-se a possibilidade de cada um destes sons poder ser repetido mais do que uma vez 5) Trabalhar a memorização de alguns padrões 6) Pôr o grupo a a ler uma partitura onde cada pessoa codifica uma frase sonora. 7) Criar temas ou sequências que resultam da combinação/repetição/reiteração de vários padrões Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Experimentar a transformação dum som noutro Abandonado a sucessão no círculo, seleccionar um número mais reduzido de padrões e garantir que o grupo é capaz de reproduzir o padrão que corresponde a determinada pessoa Designar um controlador que vai indicando diferentes pessoas, permitindo restringir o número de eventos possíveis e trabalhar na repetição/reiteração de alguns motivos

9 1) Formar um círculo com os participantes 2) Um por um, cada um dos participantes diz o seu nome 3) Na vez seguinte apresentam a sua identidade sonora, o som/frase criado no exercício anterior ou um novo. 4) Na vez seguinte adiciona-se a possibilidade de cada um destes sons poder ser repetido mais do que uma vez 5) Trabalhar a memorização de alguns padrões 6) Pôr o grupo a a ler uma partitura onde cada pessoa codifica uma frase sonora. 7) Criar temas ou sequências que resultam da combinação/repetição/reiteração de vários padrões Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Experimentar a transformação dum som noutro morphing Isso pode fazer-se de forma muito simples estabelecendo como regra que o controlador estabelece duas pessoas/sons que se vão transformar. Ficando próximo de um deles o grupo fará o som correspondente, delocando-se progressivamente na direcção do outro som começará a fazer com que o grupo gere sons de transição (cada um encontrará uma forma de estabelecer a transformação dum som noutro) e que o som final fique tão mais claro quanto mais próximo o controldor estiver da pessoa. Uma vez entendida a regra passa a ser possível fazer o percurso em sentido inverso, até meio, etc..

10 Variação Real: 1) Formar um círculo com os participantes 2) Um por um, cada um dos participantes diz o seu nome 3) Na vez seguinte apresentam a sua identidade sonora, o som/frase criado no exercício anterior ou um novo. 4) Na vez seguinte adiciona-se a possibilidade de cada um destes sons poder ser repetido mais do que uma vez 5) Trabalhar a memorização de alguns padrões 6) Pôr o grupo a a ler uma partitura onde cada pessoa codifica uma frase sonora. 7) Criar temas ou sequências que resultam da combinação/repetição/reiteração de vários padrões Algumas considerações participantes. A canção pode ser acompanhada sobre com recursos palmas. educativos, 8) Experimentar a transformação dum som noutro Fazer o mesmo processo com pequenas células melódicas num determinado contexto (por exemplo, em modo Dórico). Após o líder ter abordado o contexto (cantando alguns padrões, improvisando, fazendo o grupo repetir alguns padrões), cada pessoa no círculo cria uma pequena célula melódica/rítmica nesse contexto. Uma forma muito simples de conseguir chegar a este resultado é fazer este jogo inicialmente a partir do nome: normalmente os participantes encontram vocalizações interessantes a partir do seu próprio nome e fazem-no de forma relaxada, enquanto que num contexto puramente musical (sílaba neutra) manifestam alguma apreensão. Após ter ouvido todo o repertório de pquenas células, de forma fluída e encadeada como descrito atrás, poder-se-à começar a trabalhar no sentido da combinação/recombinação de um número mais restrito de células. Este trabalho convém ser realizado em sílaba neutra. Nesta altura pode-se escolher um conjunto de 3-5 células e encadeá-las de forma a produzir o refrão duma canção, por exemplo de boas vindas. Discutindo com o grupo o objectivo dessa canção, chegar-se-á a um conjunto de possibilidades de palavras que podem ser trabalhadas no sentido de virem a ser colocadas nas células previamente criadas, ou, talvez mais interessante, para serem usadas como canto rítmico que contrasta com as células cantadas em sílaba neutra. Palavras muito simples como Olá, Como estás? Como vais? Bom dia, etc. rapidamente originam padrões rítmicos simples. Dividindo grupo em dois e fazendo algumas experiências de pergunta-respostas rapidamente se chega a um refrão rítmico que pode depois alternar com o nome de cada um dos A Figura 1 mostra a canção a que se chegou no WS.

11 Opus Tutti Padrão palmas & 4 Ñ. Ñ Ñ Ñ. Ñ Ñ Padrão falado Ó Œ. r.. Œ Ó o - lá o - lá o - lá co mo estás? 5 & Padrão cantado (sílaba neutra) œ œ œ œ œ œ œ w œ. œ œ œ œ œ œ w Figura 1: Canção composta no WS

12 1) Colocar algumas canetas e um rolo de papel de cenário no chão 2) Criar uma espécie de jogo das cadeiras encontra jogo do alfabeto com o tema playlist 3) Dar algum tempo para que todos possam ler a lista que foi produzida. 4) Jogar o jogo das cadeiras com os títulos das canções 5) Aprofundar o potencial musical que resulta de justapor várias canções 6) Criar uma peça Algumas considerações sobre recursos educativos, Um dos participantes inicia a contagem (em silêncio) do alfabeto, um outro manda parar com stop e a letra do alfabeto aonde o primeiro chegou deverá ser a primeira letra duma palavra do título duma canção. Os participantes deverão escrever no rolo de papel, os títulos de que se lembram. A duração desta fase deve ser controlada e uma das formas interessantes de o fazer é organizar o jogo segundo o princípio do jogo das cadeiras, isto é, tocando um instrumento e fazendo silêncio para determinar a altura em que devem parar de escrever. O mesmo princípio pode ser aplicado à fase do alfabeto, e rapidamente o jogo se rabsforma numa peça fluida de movimento e música. Para introduzir um elemento competitivo pode estipular-se que no final se contabilizará o resultado: ganhará o participante (ou grupo) que tenha conseguido escrever mais títulos de canções (é importante que se eliminem possíveis respostas erradas). O resultado do jogo é um conjunto de títulos de canções, a playlist do grupo.

13 1) Colocar algumas canetas e um rolo de papel de cenário no chão 2) Criar uma espécie de jogo das cadeiras encontra jogo do alfabeto com o tema playlist 3) Dar algum tempo para que todos possam ler a lista que foi produzida É importante que o grupo perceba e identifique o material que foi produzido 4) Jogar o jogo das cadeiras com os títulos das canções 5) Aprofundar o potencial musical que resulta de justapor várias canções 6) Criar uma peça Algumas considerações sobre recursos educativos, Os participantes movem-se livremente à volta da lista ao som de música instrumental ou duma canção. Quando a música pára devem cantar a canção cujo título está escrito no sítio mais próximo onde pararam. A partir daqui pode-se optar pela ideia de jogo, e nesse caso seguir a lógica de sai quem não consegue cantar a canção onde parou, e o jogo prossegue até se ter identificado um vencedor, O facto de haver canções que algumas pessoas não conhecem pode ser um ponto de partida interessante para criar algumas ideias, e aí o jogo pode ser feito de forma diferenet, isto é, os participantes passam a ter que cantar/criar na altura algo de novo a partir dum título. Será uma espécie de brainstorming caótico mas pouco exposto que pode originar algumas pistas que podem posteriormente ser aprofundadas.

14 1) Colocar algumas canetas e um rolo de papel de cenário no chão 2) Criar uma espécie de jogo das cadeiras encontra jogo do alfabeto com o tema playlist 3) Dar algum tempo para que todos possam ler a lista que foi produzida 4) Jogar o jogo das cadeiras com os títulos das canções 5) Aprofundar o potencial musical que resulta de justapor várias canções 6) Criar uma peça Algumas considerações sobre recursos educativos, Controlando por exemplo a intensidade de cada uma das canções, criando uma textura complexa de onde emergem de vez em quando algumas frases com alguma claridade mas que rapidamente se diluem na amálgama de canções. Uma outra forma de organizar de forma simples essa emergência de clareza a partir da complexidade é pedir aos participantes que confluam para a canção que estiverem a ouvir e que lhes chame a atenção, ou seja, que deixem de cantar a sua canção e passem a cantar uma outra que parece estar a emergir. Estas ideias podem alternar com voltar ao estado de elevada densidade

15 1) Colocar algumas canetas e um rolo de papel de cenário no chão 2) Criar uma espécie de jogo das cadeiras encontra jogo do alfabeto com o tema playlist 3) Dar algum tempo para que todos possam ler a lista que foi produzida 4) Jogar o jogo das cadeiras com os títulos das canções 5) Aprofundar o potencial musical que resulta de justapor várias canções 6) Criar uma peça Algumas considerações sobre recursos educativos, Usando os dois recursos mencionados anteriormnte, estabelecer uma sequência de densidades que pode evoluir no sentido de um drone final (uma nota longa, em uníssono, ou um outro gesto sonoro), ou ao contrário (começar a partir de algo muito simples e evoluir no sentido da babel ), ou ainda fazendo com que o drone seja uma espécie de refrão que é cantado enquanto há movimento, por oposição aos momentos de justaposição de canções, que acontecem quando o grupo para.

16 De volta à playlist o objectivo é agora tentar compreender uma canção em particular e criar algo de novo a partir de algumas das características dessa canção. 1) Pedir a um dos participantes para identificar uma canção que lhe chamou a atenção 2) Pedir que alguém a cante para o grupo a pessoa que escreveu ou várias que a conheçam Passeio 3) Fazer com na que Nuvem todo o grupo aprenda das esse Canções material de preferência uma que não tenha sido escrita por ele No caso concreto desta sessão a Maria identificou a canção Zuvi Zeva Novi dos Mler Ife Dada e cantou o refrão para o grupo, que o aprendeu rapidamente. não a totalidade, apenas algo que tenha características evidentes 4) Discutir com o grupo quais são as principais características daquilo que aprenderam 5) Dividir o grupo em sub-grupos e pedir para se criarem sequências originais a partir dos mesmos elementos 6) Organizar uma primeira performance das versões originais para o resto do grupo Tratava-se de uma ideia onde se destacava a presença de palavras inventadas que funcionavam como pequenos elementos rítmicos 7) Acertar/modificar alguns aspectos e trabalhar/praticar de forma a que cada grupo seja convincente Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Aprofundar algumas características que permitam distanciar o resultado final do ponto de partida inicial

17 1) Pedir a um dos participantes para identificar uma canção que lhe chamou a atenção 2) Pedir que alguém a cante para o grupo Passeio 3) Fazer com na que Nuvem todo o grupo aprenda das esse Canções material 4) Discutir com o grupo quais são as principais características daquilo que aprenderam 5) Dividir o grupo em sub-grupos e pedir para se criarem sequências originais a partir dos mesmos elementos 6) Organizar uma primeira performance das versões originais para o resto do grupo 7) Acertar/modificar alguns aspectos e trabalhar/praticar de forma a que cada grupo seja convincente Algumas considerações sobre são cada recursos uma das pequenas variações que educativos, grupos criaram. 8) Aprofundar algumas características que permitam distanciar o resultado final do ponto de partida inicial Uma forma interessante de o fazer é trabalhando uma espécie de canção ou rondó em que o refrão é o material de partida (a canção inicial que o grupo aprendeu) e os versos

18 1) Pedir a um dos participantes para identificar uma canção que lhe chamou a atenção 2) Pedir que alguém a cante para o grupo Passeio 3) Fazer com na que Nuvem todo o grupo aprenda das esse Canções material 4) Discutir com o grupo quais são as principais características daquilo que aprenderam 5) Dividir o grupo em sub-grupos e pedir para se criarem sequências originais a partir dos mesmos elementos 6) Organizar uma primeira performance das versões originais para o resto do grupo 7) Acertar/modificar alguns aspectos e trabalhar/praticar de forma a que cada grupo seja convincente Algumas considerações sobre recursos educativos, 8) Aprofundar algumas características que permitam distanciar o resultado final do ponto de partida inicial Após uma primeira antevisão daquilo que poderá vir a ser um resultado interessante, é importante identificar pontos fracos e fortes da ideia e voltar ao trabalho de grupo Ou seja, adaptar as ideias às capacidades reais de cada um dos grupos e insistir na qualidade da apresentação

19 1) Pedir a um dos participantes para identificar uma canção que lhe chamou a atenção 2) Pedir que alguém a cante para o grupo Passeio 3) Fazer com na que Nuvem todo o grupo aprenda das esse Canções material 4) Discutir com o grupo quais são as principais características daquilo que aprenderam 5) Dividir o grupo em sub-grupos e pedir para se criarem sequências originais a partir dos mesmos elementos 6) Organizar uma primeira performance das versões originais para o resto do grupo 7) Acertar/modificar alguns aspectos e trabalhar/praticar de forma a que cada grupo seja convincente Algumas considerações sobre recursos educativos, numa outra base. 8) Aprofundar algumas características que permitam distanciar o resultado final do ponto de partida inicial sem que se perca o raciocínio estrutural que foi até aí desenvolvido Algumas transformações simples e claras (por exemplo as sílabas, alguns padrões rítmicos, o andamento, a pulsação) introduzem mudanças muito grandes sem que se perca o sentido da forma ou a capacidade de rapida e convictamente expressar o material A Figura 2 mostra alguns dos padrões da canção a que se chegou no WS

20 toca taka toca tuti toca taka tuti toca taka toca tuti toca taaa aaaatuti tuti tuti taka toca, tuti taka toca, tuti taka toca, tuti taka toca taaa, tuti taka toca, tuti taka toca, tuti taka toca, tuti taka toca taaa tuti taka toca, tuti toca taka, toca taka tuti, tuti tuti toka taaa aaaa aaaa toca tuti toca toca toca taka tuti toca ---- takata takata taka ta Figura 2: Alguns dos padrões da canção composta no WS. A canção incluia também um refrão cantado num modo misto em sílaba neutra.

21 Algumas considerações sobre recursos educativos, Com este conjunto de sessões pretendemos contribuir para que educadores, pais, músicos tenham ao seu dispor instrumentos de interacção com as crianças que contribuam para o seu desenvolvimento. Esta é uma definição muito genérica e muitas actividades certamente se qualificariam para este desígnio, mas o nosso ponto de partida tem a ver com brincar e com música. Embora possa parecer que estamos mais próximo de conseguir definir com alguma objectividade um campo de acção isso é apenas ilusório: de que música estamos a falar? de que formas de brincar? de que brincantes? o que fundamenta as opções dos brincantes-maiores?

22 Algumas considerações sobre recursos educativos, Com este conjunto de sessões pretendemos contribuir para que educadores, pais, músicos tenham ao seu dispor instrumentos de interacção com as crianças que contribuam para o seu desenvolvimento. Esta é uma definição muito genérica e muitas actividades certamente se qualificariam para este desígnio, mas o nosso ponto de partida tem a ver com brincar e com música. Embora possa parecer que estamos mais próximo de conseguir definir com alguma objectividade um campo de acção isso é apenas ilusório: de que música estamos a falar? de que formas de brincar? de que brincantes? o que fundamenta as opções dos brincantes-maiores? Eu diria, de forma Lapalissiana, que as opções que tomamos são aquilo que é possível fazer com o que conhecemos. Conhecer mais é ter mais opções.

23 Será que existe uma canção sobre o vento? Sobre um gato, um caracol? Quais são as Algumas considerações sobre recursos educativos, Com este conjunto de sessões pretendemos contribuir para que educadores, pais, músicos tenham ao seu dispor instrumentos de interacção com as crianças que contribuam para o seu desenvolvimento. Esta é uma definição muito genérica e muitas actividades certamente se qualificariam para este desígnio, mas o nosso ponto de partida tem a ver com brincar e com música. Embora possa parecer que estamos mais próximo de conseguir definir com alguma objectividade um campo de acção isso é apenas ilusório: de que música estamos a falar? de que formas de brincar? de que brincantes? o que fundamenta as opções dos brincantes-maiores? Eu diria, de forma Lapalissiana, que as opções que tomamos são aquilo que é possível fazer com o que conhecemos. Conhecer mais é ter mais opções. Conhecer o que conhecemos é um primeiro passo muito importante (muitas vezes não estamos conscientes daquilo que sabemos, e no caso das canções isso é particularmente evidente porque há questões que se prendem com a forma como catalogamos as nossas memórias). Esse deve ser um exercício diário. Quanto vamos na rua e vemos um automóvel, uma flor ou uma casa podemo-nos perguntar: sei alguma canção sobre um automóvel, uma flor, uma casa? Podemos construir a nossa playlist de muitas formas materiais (uma lista de títulos, um conjunto de mp3s, partituras, livros, etc.) mas o mais importante é a playlist que está armazenada na nossa memória, a que podemos em qualquer altura recorrer e essa precisa de ser alimentada e exercitada. É, acima de tudo, relevante procurar mais e para além daquilo que já se sabe. canções afrivanas que eu sei? Sei alguma chinesa? Espanhola? Há inúmeras formas de procurar, dar o passo e ir à procura é o mais importante.

24 Algumas considerações sobre recursos educativos, Com este conjunto de sessões pretendemos contribuir para que educadores, pais, músicos tenham ao seu dispor instrumentos de interacção com as crianças que contribuam para o seu desenvolvimento. Esta é uma definição muito genérica e muitas actividades certamente se qualificariam para este desígnio, mas o nosso ponto de partida tem a ver com brincar e com música. Embora possa parecer que estamos mais próximo de conseguir definir com alguma objectividade um campo de acção isso é apenas ilusório: de que música estamos a falar? de que formas de brincar? de que brincantes? o que fundamenta as opções dos brincantes-maiores? Eu diria, de forma Lapalissiana, que as opções que tomamos são aquilo que é possível fazer com o que conhecemos. Conhecer mais é ter mais opções. Conhecer o que conhecemos é um primeiro passo muito importante (muitas vezes não estamos conscientes daquilo que sabemos, e no caso das canções isso é particularmente evidente porque há questões que se prendem com a forma como catalogamos as nossas memórias). Esse deve ser um exercício diário. Quanto vamos na rua e vemos um automóvel, uma flor ou uma casa podemo-nos perguntar: sei alguma canção sobre um automóvel, uma É, também importante perceber que a forma mais sustentável de ampliar a nossa colecção de flor, uma casa? Podemos construir a nossa playlist de muitas formas materiais (uma recursos é, mais do que coleccionar produtos, compreender processos e construir a partir daí. lista de títulos, um conjunto de mp3s, partituras, livros, etc.) mas o mais importante é a Perceber que uma canção é feita de pequenos padrões, pequenas frases que podem ser recombinadas, abre a playlist que está armazenada na nossa memória, a que podemso em qualquer altura porta para podermos fazer as nossas canções a partir de elementos que ouvimos á nossa volta (sejam eles recorrer e essa precisa de ser alimentada e exercitada. outras canções, sequências de sons emitidos por objectos ou por pessoas ou animais). Compreender que É, acima de tudo, relevante procurar mais e para além daquilo que já se sabe. Será que esses padrões ou frases se tornam particularmente coerentes quando se estabelece um contexto, ou se existe uma canção sobre o vento? Sobre um gato, um caracol? Há inúmeras formas de quisermos ao contrário, que há associações que nós fazemos relativamente aos sons que parecem definir uma procurar, dar o passo e ir à procura é o mais importante. lógica (seja ela uma pulsação ou uma série de alturas de sons), permite criar uma gama muito concreta de possibilidades que qualquer pessoa pode explorar com resultados visíveis, ainda que ao início possa haver um pouco de desconforto.

25 Algumas considerações sobre recursos educativos, Não é muito diferente de organizar Com este conjunto de sessões pretendemos contribuir para que educadores, pais, músicos tenham ao seu dispor instrumentos de interacção com as crianças que contribuam para o seu desenvolvimento. Esta é uma definição muito genérica e muitas actividades certamente se qualificariam para este desígnio, mas o nosso ponto de partida tem a ver com brincar e com música. Embora possa parecer que estamos mais próximo de conseguir definir com alguma objectividade um campo de acção isso é apenas ilusório: de que música estamos a falar? de que formas de brincar? de que brincantes? o que fundamenta as opções dos brincantes-maiores? Eu diria, de forma Lapalissiana, que as opções que tomamos são aquilo que é possível fazer com o Alguns exemplos muito concretos disto são as canções que foram criadas em Um Plácido Domingo (UPD) ou neste workshop. A canção Viagem (UPD) nasceu dum exercício de grupo com bambus. Os bambus produzem sons de altura que conhecemos. Conhecer mais é ter mais opções. definida que dependem do comprimento. Começamos por brincar com os bambus de forma livre e apreciámos a amálgama de sons que se obtêm quando muitas alturas diferentes coexistem e quando cada um faz ritmos diferentes dos outros. Veio-nos à ideia o som da chuva ou do vento em espanta-espíritos e construímos peças de música usando esses recursos (tomámos decisões sobre como começar, como evoluir e como finalizar, ou seja sobre como Conhecer o que conhecemos é um primeiro passo muito importante (muitas vezes não estamos estruturar, arquitectar os vários sons possíveis ao longo dum determinado tempo. conscientes daquilo que sabemos, e no caso das canções isso é particularmente evidente porque há questões que se prendem com a forma como catalogamos as nossas memórias). Esse deve ser um exercício diário. Quanto vamos na rua e vemos um automóvel, uma flor ou É, também importante perceber que a forma mais sustentável de ampliar a nossa uma casa podemo-nos perguntar: sei alguma canção sobre um automóvel, uma flor, uma casa? colecção de recursos é, mais do que coleccionar produtos, compreender processos e Podemos construir a nossa playlist de muitas formas materiais (uma lista de títulos, um construir a partir daí. Perceber que uma canção é feita de pequenos padrões, conjunto de mp3s, partituras, livros, etc.) mas o mais importante é a playlist que está pequenas frases que podem ser recombinadas, abre a porta para podermos fazer as Passámos depois a usar uma gama muito mais restrita de comprimentos das canas, apenas dois tamanhos, e armazenada na nossa memória, a que podemso em qualquer altura recorrer e essa precisa de nossas canções a partir de elementos que ouvimos á nossa volta (sejam eles outras procuramos sincronizar o grupo à volta de dois ou três ritmos, que quando combinados produziam um contexto ser alimentada e exercitada. canções, sequências de sons emitidos por objectos ou por pessoas ou animais). regular, simples e interessante. De seguida pedimos a uma pessoa para, sobre essa base, cantar algo que lhe É, acima de tudo, relevante procurar mais e para além daquilo que já se sabe. Compreender que esses padrões ou frases se tornam particularmente coerentes apetecesse. Fê-lo de forma muito simples e o grupo repetiu. Era uma frase com apenas duas alturas (notas) também. Será que existe uma canção sobre o vento? Sobre um gato, um caracol? Há quando se estabelece um contexto, ou se quisermos ao contrário, que há associações De seguida perguntámos quem queria sugerir outra frase para acrescentar à primeira. E assim sucessivamente. inúmeras formas de procurar, dar o passo e ir à procura é o mais importante. que nós fazemos relativamente aos sons que parecem definir uma lógica (seja ela uma pulsação ou uma série de alturas de sons), permite criar uma gama muito Este foi também o processo que usámos na canção Olá... deste workshop, sendo que aí o contexto foi estabelecido concreta de possibilidades que qualquer pessoa pode explorar com resultados à partida (o modo Dórico e pulsação binária, a mesmo tipo de relações entre alturas e durações que é usado em Caracol, por exemplo). visíveis, ainda que ao início possa haver um pouco de desconforto. sequências de movimentos do corpo (dança) ou de imagens (filme ou animação), mas no caso da música aquilo que organizamos é o som e não existe (embora possa existir) uma preocupação em que essa organização traduza alguma coisa do mundo real. Ou seja, podemos organizar os sons da forma que entendermos e procuramos que seja o encadeamento entre eles aquilo que nos orienta. É um raciocínio idêntico ao que se faz quando se cria uma história em grupo, a diferença é que neste caso usamos apenas 3 ou 4 frases.

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