GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS FINANCEIRAS SCHAHIN

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1 GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS FINANCEIRAS SCHAHIN 1. Gerenciamento de Riscos Gerenciamento de Riscos no Banco Schahin S.A. é o processo onde: - São identificados os riscos existentes e potenciais de uma transação; - São estabelecidos os limites de risco consistentes com todas as estratégias de negócio do banco; - São aprovados políticas, procedimentos e metodologias consistentes com os limites de risco previamente estabelecidos; - O portfólio de risco do banco é administrado vis-à-vis as melhores relações riscoretorno; - O capital econômico é alocado de modo coerente com os riscos incorridos. Este processo tem um caráter que permeia a totalidade da instituição sendo que a alta administração, por meio de comissões, define os objetivos globais que são repassados sob a forma de metas e limites para as unidades de negócios gestoras de risco. As unidades de controle, por sua vez, subsidiam a alta administração, prestando contas dos resultados do monitoramento consolidado dos riscos. Baseado nas práticas recomendadas pelo Acordo de Basiléia II está sendo criado o Comitê de Gestão de Riscos e de Capital a partir de 2011, sendo este o órgão máximo de gestão de riscos e de capital das Empresas Financeiras Schahin. O Comitê de Gestão de Riscos e de Capital será o responsável pela revisão e acompanhamento da implantação das políticas e metodologias de gestão de risco e de alocação de capital, incluindo propostas de estabelecimento de limites de: (i) exposição aos diversos riscos e (ii) alocação de capital, assegurando plena aderência às exigências regulatórias, competindo ao Comitê Executivo a aprovação final das respectivas políticas e metodologias. A estrutura de controle dos riscos de Mercado, Liquidez e Operacional é feita de forma centralizada no Banco Schahin S.A. visando a assegurar que as diversas unidades de controle das Empresas Financeiras Schahin estão seguindo as políticas e os procedimentos estabelecidos. A identificação, agregação e acompanhamento dos riscos são feitos de modo a fornecer informações para as decisões do Comitê Executivo. A identificação de riscos tem como objetivo mapear os eventos de risco de natureza interna e externa que possam afetar as estratégias das unidades de negócio e de suporte e o cumprimento de seus objetivos, com possibilidade de impactos no capital alocado e nos resultados. O objetivo do controle centralizado é prover à alta administração das Empresas Financeiras Schahin uma visão global das exposições aos riscos, de forma a otimizar e

2 agilizar as decisões corporativas. Para operacionalizar este monitoramento centralizado, deu-se continuidade à estruturação das áreas destinadas à administração consolidada dos riscos de mercado, liquidez e operacional, mantendo-se o propósito de uniformizar no conglomerado os conceitos utilizados na gestão de risco, provendo informações para acompanhamento dos riscos nas várias unidades Gestão de Risco de Crédito Risco de Crédito - possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. A estrutura de gerenciamento de riscos é composta por três células de apuração: Crédito Varejo, Crédito Atacado e Corretora. Cada uma das células é responsável pelo monitoramento, controle, administração e apuração dos índices necessários para o acompanhamento das operações passíveis de risco de crédito. O gerenciamento do risco de crédito de cada uma das células está sob responsabilidade do Executivo das seguintes áreas: - Célula Crédito Varejo: Executivo da Área de Crédito das Operações de Varejo - Célula de Crédito Atacado: Executivo da Área de Crédito das Operações de Atacado (Middle Market). - Célula Corretora: Executivo da Área de Risco Operacional Gerenciamento de Risco Operacional Risco Operacional - possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Inclui o risco legal, associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. A crescente sofisticação do ambiente e dos negócios bancários e a evolução da tecnologia tornam mais complexos os perfis de risco das organizações, delineando com mais nitidez esta classe de risco, cujo gerenciamento, apesar de não ser prática nova, requer agora uma estrutura específica, distinta das tradicionalmente aplicadas aos riscos de crédito e de mercado.

3 Em linha com os princípios da Resolução nº , de 29/06/2006, do Conselho Monetário Nacional, o Banco Schahin S.A. definiu o processo de gerenciamento de risco operacional, aprovada pelo seu Comitê Executivo, e aplicável às Empresas Financeiras Schahin. O processo engloba um conjunto de princípios, procedimentos e instrumentos que proporcionam uma permanente adequação do gerenciamento à natureza e complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas. A estrutura definida prevê os procedimentos para identificação, avaliação, monitoramento, controle, mitigação e comunicações relacionadas ao risco operacional, e os papéis e responsabilidades dos órgãos que participam dessa estrutura. A partir de 1º de julho de 2008 entrou em vigor a legislação do BACEN obrigando as instituições financeiras a alocar capital para risco operacional. O Banco Schahin S.A. optou pela utilização da Abordagem Padronizada. Além do capital regulatório, o Banco Schahin S.A utiliza modelos gerenciais integrados à Gestão e também modelos estatísticos baseados em distribuições de perdas para avaliação econômica por linha de negócios, permitindo a alocação de capital para perdas não esperadas Gerenciamento de Risco de Liquidez Risco de Liquidez possibilidade de ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis - "descasamentos" entre pagamentos e recebimentos - que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O gerenciamento do risco de liquidez busca utilizar as melhores práticas de maneira a evitar escassez de caixa e dificuldades em honrar os vencimentos a pagar. O Banco Schahin S.A. possui estrutura dedicada ao aperfeiçoamento da monitoração e análise, através de modelos de projeções estatísticas e econômico-financeiras, das variáveis que afetam o fluxo de caixa e o nível de reserva em moeda local ou estrangeira. Além disso, a instituição estabelece diretrizes e limites cujo cumprimento é analisado periodicamente e que visam a garantir uma margem de segurança adicional às necessidades mínimas projetadas. A gestão de liquidez e os limites associados são estabelecidos com base em cenários prospectivos revistos periodicamente e nas definições de Tesouraria.

4 Estes cenários podem ser revistos pontualmente à luz das necessidades de caixa, em virtude de situações atípicas de mercado ou decorrentes de decisões estratégicas da instituição. Em observância às exigências da Resolução 2804/00 e da Circular 3393/08 do Banco Central do Brasil, enviamos mensalmente ao Banco Central o Demonstrativo de Risco de Liquidez (DRL) e periodicamente são elaborados e submetidos ao Comitê Executivo e quando solicitado ao Banco Central os seguintes itens para acompanhamento e suporte às decisões: - Diferentes cenários projetados para a evolução da liquidez; - Planos de contingência para situações de crise; - Relatórios e gráficos que permitam o monitoramento das posições de risco em um período de até dois anos; - Avaliação do custo de captação e fontes alternativas de captação; - Acompanhamento da diversificação de captação através de um controle constante de fontes de captação, considerando o tipo do investidor, maturidade, entre outros fatores Gestão de Risco de Mercado Risco de Mercado - possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira, bem como de sua margem financeira, incluindo os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias ( commodities ). O tratamento aplicável ao risco de mercado é descrito de acordo com a Resolução nº do Conselho Monetário Nacional de 26 de junho de 2007 e define o conceito de Risco de Mercado, os princípios de seu gerenciamento e as principais métricas e atribuições. O Banco Schahin S.A. determina o uso abrangente e complementar de métodos, bem como de ferramentas quantitativas e qualitativas para estimar, monitorar e gerenciar riscos, baseando-se nas práticas adotadas pelo mercado. O desenvolvimento de modelos de otimização de portfólio auxilia na determinação de qual carteira de ativos financeiros apresenta a melhor relação risco-retorno. A estratégia de gerenciamento de risco do Banco Schahin S.A. visa a balancear os objetivos de negócio das Empresas Financeiras Schahin com seu apetite a risco, considerando: Conjunturas política, econômica e de mercado; Portfólio de risco de mercado da instituição; Expertise para atuar em mercados específicos. O controle do risco de mercado é realizado pela Área de Riscos e Compliance, que executa as atividades diárias de mensuração, avaliação e reporte de risco por meio das unidades de controle estabelecidas.

5 A Área de Riscos e Compliance também realiza monitoramento, avaliação e reporte consolidado das informações de risco de mercado, visando a fornecer subsídios para acompanhamento das comissões superiores e atendimento ao órgão regulador brasileiro. O processo de gestão e controle de risco de mercado é submetido a revisões periódicas, com objetivo de manter-se alinhado às boas práticas de mercado e aderente aos processos de melhoria contínua no Banco Schahin S.A.. 2. Alocação de Capital Regulatório Basiléia II O Novo Acordo de Basiléia, conhecido como Basiléia II, propõe metodologias de cálculo de capital mínimo a ser mantido pelas Instituições Financeiras mais sensíveis aos riscos assumidos do que aquelas utilizadas para Basiléia I. Sua divulgação ocorreu em junho de 2004, passando por algumas revisões desde então, encontrando-se em diferentes estágios de implantação pelo mundo. No Brasil, os métodos padronizados de cálculo de capital para risco de crédito, mercado e operacional estão vigentes desde 1º de julho de 2008, enquanto que as abordagens baseadas em modelos internos contam com um cronograma de implantação definido pelo Comunicado /09, sendo que, no momento, o Banco Central do Brasil, com a colaboração da Indústria Financeira, está adequando as diretrizes do Novo Acordo às características e necessidades do mercado local. O Banco Schahin S. A., ciente de que a implantação plena de Basiléia II representa avanços significativos nas práticas de gestão de riscos e contribui para a manutenção da solidez de todo o sistema financeiro mundial, vem contribuindo ativamente para o seu aprimoramento e normatização através da participação ativa em diversos foros representativos, em especial a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). O Banco Schahin S.A. entende que a implantação das abordagens avançadas de Basiléia II trará benefícios às Empresas Financeiras Schahin, uma vez que promoverá maior alinhamento das exigências regulatórias às práticas baseadas em modelos para identificação, mensuração e monitoramento de riscos. O Novo Acordo está estruturado em 3 pilares: Requisitos de Capital (Capital Mínimo Exigido), Supervisão Bancária e Divulgação das informações. Os esforços das Empresas Financeiras Schahin estão concentrados no atendimento ao primeiro pilar, porém procuram desde já incorporar ao conjunto de informações gerenciais as possíveis demandas decorrentes dos dois outros pilares para atendimento ao regulador e divulgação ao mercado, para Risco de Crédito, Mercado e Operacional. Banco Schahin S.A.

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