REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RELATÓRIO DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO

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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO S FINANÇAS RELATÓRIO DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO ANO 2013 JANEIRO A JUNHO

2 RELATÓRIO 1. Introdução 2. Equilíbrio Orçamental 3. Receitas do Estado 4. Financiamento do Défice 5. Despesas do Estado 5.1. Despesas de Funcionamento Despesa de Funcionamento por Âmbitos e Fonte de Recursos 5.2. Despesa de Investimento Despesa de Investimento por Âmbitos e Fonte de Recursos 5.3. Despesa dos Sectores Prioritários 5.4. Despesa Segundo a Classificação Funcional 5.5. Operações Financeiras QUADROS DO RELATÓRIO Quadro 1 Equilíbrio Orçamental Quadro 2 Receitas do Estado Quadro 3 Contribuição dos Mega Projectos Quadro 4 Desembolsos de Financiamento Externo, por Donativos e Créditos Quadro 5 Financiamento do Défice Quadro 6 Movimento de Fundos Externos que transitam pela CUT Quadro 7 Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica, em comparação com a dotação orçamental anual e a realização em igual período do ano anterior Quadro 8 Despesa de Funcionamento Cabimentada, Liquidada e Paga, segundo a classificação económica Quadro 9 Despesa de Funcionamento, por âmbito e fonte de recursos Quadro 10 Despesa de Funcionamento por âmbitos em comparação com a dotação orçamental e a realização do ano anterior Quadro 11 Despesa de Funcionamento Cabimentada, Liquidada e Paga, por âmbitos Quadro 12 Despesa de Investimento, segundo a origem do financiamento, em comparação com a dotação orçamental anual e a realização em igual período do ano anterior Quadro 13 Componente Externa de Investimento, por origem e modalidade de financiamento Quadro 14 Despesa de Investimento por âmbito e fonte de recursos Quadro 15 Componente Interna do Investimento por Âmbitos, em comparação com a dotação orçamental e a realização do ano anterior Quadro 16 Componente Interna de Investimento Cabimentada, Liquidada e Paga, por âmbitos Quadro 17 Componente Externa do Investimento por Âmbitos, em comparação com a dotação orçamental e a realização do ano anterior Quadro 18 Despesa dos Sectores Prioritários Quadro 19 Despesa Segundo a Classificação Funcional Quadro 20 Operações Financeiras, em comparação com a dotação orçamental e a realização do ano anterior Quadro 21 Empréstimos por Acordos de Retrocessão, por Fonte de Financiamento e Beneficiário Quadro 22 Amortização de Dívida Pública Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de 2013

3 GRÁFICOS DO RELATÓRIO Gráfico 1 Estrutura de Recursos Gráfico 2 Estrutura das Aplicações Gráfico 3 Estrutura das Receitas do Estado Gráfico 4 Estrutura da Despesa de Funcionamento Gráfico 5 Estrutura do Financiamento da Despesa de Investimento Gráfico 6 Despesa dos Sectores Prioritários MAPAS DE EXECUÇÃO ORÇAMENTAL Mapas Globais Mapa I Receitas do Estado, segundo a classificação económica, em comparação com a previsão Mapa I-1 Receitas Próprias previstas e cobradas Mapa II Desembolsos/Entradas de Financiamento Externo Mapa II-1 Financiamento do Défice, segundo a classificação económica, em comparação com a previsão Mapa III Resumo da Despesa segundo a classificação funcional, em comparação com a dotação orçamental Mapas de Despesa de Funcionamento Mapa IV-1 Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica, em comparação com a dotação orçamental - âmbitos central, provincial, distrital e autárquico Mapa IV-1-1 Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica e territorial, em comparação com a dotação orçamental âmbito provincial Mapa IV-1-2 Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica e territorial, em comparação com a dotação orçamental âmbito distrital Mapa IV-1-3 Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica e territorial, em comparação com a dotação orçamental âmbito autárquico Mapa IV-2 Despesa de Funcionamento, segundo as classificações económica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental âmbitos central, provincial, distrital e autárquico Mapa IV-3 Despesa de Funcionamento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental - âmbito central, provincial, distrital e autárquico Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

4 Mapas de Despesa de Investimento Mapa V-1 Despesa de Investimento, segundo a classificação económica, em comparação com a dotação orçamental - âmbitos central, provincial e distrital Mapa V-1-1 Despesa de Investimento (Componente Interna), segundo a classificação económica e territorial, em comparação com a dotação orçamental âmbito provincial Mapa V-1-2 Despesa de Investimento (Componente Externa), segundo a classificação económica e territorial, em comparação com a dotação orçamental âmbito provincial Mapa V-1-3 Despesa de Investimento (Componente Interna), segundo a classificação económica e territorial âmbito distrital Mapa V-1-4 Despesa de Investimento (Componente Externa), segundo a classificação económica e territorial âmbito distrital Mapa V-2 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental Financiamento Interno - âmbitos central, provincial, distrital e autárquico Mapa V-2-1 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental âmbito central Mapa V-2-2 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental âmbito provincial Mapa V-2-3 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental âmbito distrital Mapa V-2-4 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental âmbito autárquico Mapa V-3 Despesa de Investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos, em comparação com a dotação orçamental - Financiamento Externo - âmbitos central, provincial, distrital e autárquico Mapa V-4 Despesa da componente externa do investimento, segundo as classificações orgânica e de fonte de recursos e por projectos, em comparação com a dotação orçamental - âmbito central, provincial e distrital Mapa das Despesas dos Sectores Prioritários Mapa VI Despesas dos Sectores Prioritários, segundo a classificação orgânica, em comparação com a dotação orçamental Mapa de Operações Financeiras Mapa VII Operações Financeiras, segundo a classificação económica, em comparação com a dotação orçamental ANEXOS INFORMATIVOS Anexo Informativo 1 Cobrança do Crédito Mal Parado do Banco Austral Anexo Informativo 2 Movimento dos Créditos do Estado Anexo Informativo 3 erações Orçamentais Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

5 1. INTRODUÇÃO O presente Relatório apresenta a execução do Orçamento do Estado e o resultado da actividade financeira no período de Janeiro a Junho de 2013, nos termos estabelecidos pela Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro, que cria o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE) e pelo Decreto n.º 23/2004, de 20 de Agosto, que aprova o Regulamento do SISTAFE. Na primeira parte deste Relatório apresenta-se a análise dos dados da execução orçamental, organizada e estruturada da seguinte forma: Equilíbrio Orçamental apurado no período, em comparação com o orçamentado para o ano; Receitas do Estado, segundo a classificação económica, em comparação com a previsão anual e a cobrança em igual período do ano anterior, evidenciando as Receitas Próprias dos diversos serviços e administrações distritais; Financiamento do Défice, em comparação com a previsão anual, bem como os respectivos desembolsos, por origens e naturezas; Despesa de Funcionamento, em comparação com a dotação orçamental e a realização em igual período do ano anterior, distribuídas pelos diferentes âmbitos e segundo as classificações económica, orgânica, de fonte de recursos e territorial; Despesa de Investimento, nos mesmos moldes da despesa de funcionamento, incluindo a componente externa do investimento por projecto; Despesa dos Sectores Prioritários, segundo a classificação orgânica, em comparação com a dotação orçamental; Despesa Segundo a Classificação Funcional, em comparação com a dotação orçamental; Operações Financeiras, segundo a classificação económica, em comparação com a dotação orçamental. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

6 No que se refere à despesa de investimento e operações financeiras activas com financiamento externo que não transita pela Conta Única do Tesouro (CUT), o procedimento utilizado para a sua incorporação na execução orçamental e, consequentemente, a forma como aparece neste Relatório é o seguinte: Os desembolsos de créditos externos para pagamento directo aos fornecedores de bens e serviços, para projectos de investimento do Orçamento do Estado ou de terceiros (Acordos de Retrocessão), comunicados pelos credores ao Ministério das Finanças, são incorporados no e- SISTAFE, com base nessa comunicação (investimento ou operações financeiras activas, consoante o caso) e receitados com a devida classificação económica; Os desembolsos de donativos externos, para pagamento directo aos fornecedores de bens e serviços, para projectos de investimento do Orçamento do Estado, quando comunicados à Contabilidade Pública pelo sector beneficiário, são também incorporados e receitados, como referido anteriormente; A despesa de investimento realizada com donativos externos, depositados em contas bancárias à ordem do utilizador, isto é, ordenada pela instituição responsável pela execução do projecto, quando inscrita no Orçamento do Estado, é incorporada com base na informação processada pelo sector, segundo o modelo estabelecido pela Direcção Nacional da Contabilidade Pública, e receitada, como nos outros casos. Por força deste procedimento, nem toda a informação sobre o financiamento externo pode ser processada e liquidada no e-sistafe, dentro do período a que se refere, mas, dado que o Relatório é publicado até 45 dias após o fim desse período, a mesma é integrada como despesa por liquidar, procedendo-se à sua incorporação no sistema no período seguinte. Para facilitar a compreensão, a seguir se explica o significado de algumas rubricas e classificações utilizadas no Relatório: Adiantamento de Fundos é a concessão de fundos aos órgãos e instituições que não executam os respectivos orçamentos por via directa, para a realização das despesas programadas para um determinado período, a qual obedece à classificação económica por agregados de despesa; Adiantamento de Fundos por Operações de Tesouraria é a concessão de fundos para a realização de despesas de carácter urgente e inadiável, quando não seja possível liquidá-la de imediato; Contravalores Consignados a Projectos correspondem aos valores dos fundos externos utilizados para a realização de projectos de investimento inscritos no Orçamento do Estado; Contravalores não Consignados são os contravalores dos donativos e créditos externos transferidos para a CUT; Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

7 Despesa Cabimentada é o valor da dotação orçamental comprometido para fazer face a uma determinada despesa; Despesa Liquidada é a despesa efectuada pelo valor definitivo, com a devida classificação orçamental desagregada; Serviço da Dívida é o valor adiantado para o pagamento de juros e amortização da dívida. Este difere do efectivamente pago pelo Banco de Moçambique, na medida em que este retém numa conta bancária as Ordens de Pagamento emitidas a seu favor, para o efeito, utilizando-as na medida do exigido pelo processo de pagamento no exterior, operação que implica compra de moeda externa, transferências, recepção da confirmação de pagamento, etc. Na segunda parte do Relatório apresentam-se os Mapas de Execução Orçamental, subdivididos em Mapas Globais, Mapas de Despesas de Funcionamento, Mapas de Despesas de Investimento, Mapas de Despesas de Sectores Prioritários e Mapas de Operações Financeiras. Na terceira e última parte apresentam-se o Anexo Informativo sobre a Cobrança do Crédito Mal Parado do Banco Austral, o Anexo Informativo sobre o Movimento dos Créditos do Estado e o Anexo Informativo sobre as erações Orçamentais. 2. EQUILÍBRIO ORÇAMENTAL O Orçamento do Estado para 2013, aprovado através da Lei n.º 1/2013, de 7 de Janeiro, estabelece os seguintes montantes globais: Receitas do Estado ,0 milhões de Meticais; Despesas do Estado ,0 milhões de Meticais; e Défice ,0 milhões de Meticais. Os limites das Despesas do Estado foram fixados em ,7 milhões de Meticais para a Despesa de Funcionamento, ,0 milhões de Meticais para a Despesa de Investimento e 8.266,3 milhões de Meticais para as Operações Financeiras. Para a cobertura do Défice Orçamental foi prevista a mobilização de donativos externos no valor de ,7 milhões de Meticais e a contracção de créditos no valor de ,3 milhões de Meticais, sendo 3.573,2 milhões de Meticais de créditos internos e ,1 milhões de Meticais de créditos externos. A execução do Orçamento do Estado foi feita com base na Lei n.º 1/2013, de 7 de Janeiro, que aprova o Orçamento do Estado para o ano Assim, a gestão dos limites orçamentais teve como base o Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

8 preceituado no número 1 do artigo 6 da referida lei, o qual estabelece que o Governo é autorizado a usar os recursos extraordinários para a cobertura do défice, pagamento da dívida pública e financiamento de projectos de investimento prioritários. O número 2 do mesmo artigo estabelece ainda que em caso de ocorrência de excesso de arrecadação ou transição de saldos financeiros do exercício anterior, os órgãos e instituições do Estado que possuam receitas próprias e/ou consignadas, devidamente inscritas no Orçamento do Estado podem, excepcionalmente, requerer ao Governo o alargamento da sua receita e despesa. Por seu turno, o artigo 8 da referida lei autoriza o Governo a proceder a transferência de dotações orçamentais dos órgãos e instituições do Estado. Na execução do Orçamento do Estado no período de Janeiro a Junho de 2013 resultou o equilíbrio orçamental que se apresenta no quadro seguinte: Quadro 1 - Equilíbrio Orçamental (Em Milhões de Meticais) Classificação Ano 2012 Ano 2013 Orçamento Realização % Orçamento Anual Realiz. Jan-Jun % Económica Anual Jan-Jun Realiz. Actual % Peso Valor % Peso Realiz. Recursos Internos Receitas do Estado Empréstimos Internos Recursos Externos Donativos Créditos de Recursos Despesa de Funcionamento Despesa de Investimento Componente Interna Componente Externa Operações Financeiras Activas Passivas de Despesa Variação de Saldos de Aplicações Os valores negativos relativos à variação de saldos dos orçamentos anuais correspondem a reforços de dotações orçamentais das despesas, efectuados nos termos do disposto no artigo 6 da Lei n.º 1/2013, de 7 de Janeiro, conforme foi anteriormente referido. Os recursos mobilizados atingiram o montante de ,4 milhões de Meticais, isto é, 43,4% da previsão anual, tendo os recursos internos atingido ,7 milhões de Meticais e os externos ,7 milhões de Meticais, correspondentes respectivamente a 47,7% e a 34,8% da previsão anual. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

9 Observa-se do Gráfico 1 que as Receitas do Estado constituíram a principal fonte de financiamento, tendo contribuído com o equivalente a 73,1% do total dos recursos mobilizados, seguindo-se os Créditos Externos com 13,8%, os Donativos Externos com 12,5% e os Empréstimos Internos com 0,6%. Gráfico 1 - Estrutura de Recursos Créditos Externos 13.8% Donativos Externos 12.5% Empréstimos Internos 0.6% Receitas do Estado 73.1% A realização das despesas totais atingiu o montante de ,3 milhões de Meticais, correspondente a 39,2% do orçamento anual, tendo a Despesa de Funcionamento atingido ,3 milhões de Meticais, a Despesa de Investimento ,8 milhões de Meticais e as Operações Financeiras 7.205,1 milhões de Meticais, correspondentes a 45,2%, 25,8% e 76,3%, respectivamente. Entretanto, os recursos mobilizados no período ultrapassaram as despesas realizadas em 6.536,1 milhões de Meticais, resultando num aumento, no mesmo valor, dos saldos das contas do Estado. O Gráfico 2 mostra-se a repartição percentual da despesa, do qual se constata que a Despesa de Funcionamento absorveu o equivalente a 63,6% da despesa total, a Despesa de Investimento 26,0% e as Operações Financeiras 10,4%. Despesa de Investimento 26.0% Gráfico 2 - Estrutura das Aplicações Operações Financeiras 10.4% Despesa de Funcionamento 63.6% Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

10 3. RECEITAS DO ESTADO As receitas cobradas no período em análise atingiram o montante de ,7 milhões de Meticais, correspondente a 48,8% da previsão anual e a um crescimento de 27,5% em termos nominais, relativamente a igual período do exercício anterior, conforme se apresenta no Mapa I e se resume no Quadro 2, por grupo de receitas. Quadro 2 - Receitas do Estado (Em Milhões de Meticais) Ano de 2012 Ano de 2013 Variação Classificação Económica Orçamento Cobrança % Orçamento Cobrança % 2012/13 Anual Jan-Jun Realiz Anual Jan-Jun Realiz (%) RECEITAS CORRENTES Receitas Fiscais Impostos s/ o Rendimento Impostos s/ Bens e Serviços Imposto s/ o Valor Acrescentado IVA- Nas Operações Internas IVA- Nas Operações Externas Imp.s/Consumo Esp.Produção Nacional Imp.s/Consumo Esp.Produtos Importados Imp.s/Comercio Externo Outros Impostos Receitas Não Fiscais Sendo: Receitas Próprias Receitas Consignadas Sendo: Taxas sobre os Combustíveis RECEITAS DE CAPITAL Alienação de Bens Alienação do Património do Estado Outras Receitas de Capital Dividendos Outras 1/ / - Inclui Taxa de Concessao, cuja cobranca foi de 358,7 milhoes de Meticais. Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e Autoridade Tributária de Moçambique. A cobrança dos Impostos sobre o Rendimento atingiu o montante de ,1 milhões de Meticais, correspondente a 58,3% da previsão e a um crescimento nominal de 28,5% em relação a igual período de 2012, tendo concorrido para este bom desempenho: A tributação de mais-valias, que inclui as operações ocorridas em bolsas de valores, representando 15,2% do total do IRPC; Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

11 A verificação e correcção pontual das Declarações Anuais de Rendimento e de Informação Contabilistica e Fiscal; As cobranças resultantes de acções de controlo e fiscalização, em sede das auditorias; e O controlo das retenções de pagamentos ao exterior. A cobrança dos Impostos sobre Bens e Serviços situou-se em ,9 milhões de Meticais, o equivalente a 46,0% da meta fixada para o ano, tendo registado um crescimento nominal de 27,9% relativamente a igual período de Neste grupo de impostos foi cobrado do IVA nas Operações Internas o montante de 7.846,2 milhões de Meticais, correspondente a uma realização de 44,7% face à meta anual fixada em ,5 milhões de Meticais e a um crescimento nominal de 15,1% em relação ao período homólogo de Este nível de cobrança do IVA nas Operções Internas continua a ser um desafio para a administração tributária, na melhoria dos aspectos de controlo das operações comerciais para o alcance do potencial de arrecadação. No IVA nas Operações Externas foi arrecadado o valor de ,2 milhões de Meticais, correspondente a 46,9% da meta anual e a um crescimento nominal de 26,5% relativamente ao período homólogo do exercício anterior. Os Impostos sobre o Comércio Externo, entre os quais os Direitos Aduaneiros, alcançaram o montante de 4.910,5 milhões de Meticais, ou seja, 51,3% da previsão anual, tendo registado um crescimento nomial de 50,6% face a igual período de 2012, facto associado ao aumento do volume das importações de bens. A cobrança de Outros Impostos atingiu o montante de 1.651,0 milhões de Meticais, representando 32,7% da previsão anual e um crescimento nominal de 11,5% relativamente a igual período de 2012, facto que se justifica pelo impacto das cheias ocorridas no país no primeiro semestre, que afectaram sobremaneira a actividade mineira. As Receitas Não Fiscais, que compreendem as Taxas Diversas de Serviços, Compensação de Aposentação e Outras Receitas não Fiscais, alcançaram o valor de 3.902,0 milhões de Meticais, representando 43,9 da previsão anual e um crescimento nominal de 38,8%, em relação a igual período de As Receitas Consignadas atingiram o montante de 3.315,0 miilhões de Meticais, equivalentes a 49,3% da previsão anual e a um crescimento nominal de 18,3% relativamente ao período homólogo do exercício anterior, sendo de destacar a Taxa sobre os Combustíveis que alcançou o equivalente a 55,5% da meta anual. As Receitas de Capital registaram uma realização de 932,7 milhões de Meticais, isto é, 33,1% da previsão anual, tendo registado um crescimento nominal de 22,5% de crescimento nominal em relação a igual período do ano transacto. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

12 Em termos globais destacou-se o Imposto sobre Bens e Serviços, com o equivalente a 46,9% da receita total cobrada, seguido do Imposto sobre o Rendimento com 35,4%, tendo as Receitas Não Fiscais, as Receitas Consignadas, os Outros Impostos e as Receitas de Capital contribuído respectivamente com 7,0%, 6,0%, 3,0% e 1,7% da receita total, conforme mostra o Gráfico 3. Gráfico 3 - Estrutura das Receitas do Estado Receitas Não Fiscais 7.0% Outros Impostos 3.0% Receitas Consignadas 6.0% Receitas de Capital 1.7% Imposto s/ o Rendimento 35.4% Imposto s/ Bens e Serviços 46.9% A contribuição dos Mega Projectos atingiu o montante de 3.704,8 milhões de Meticais, correspondente a 6,7% da receita total cobrada e a um crescimento nominal de 52,3% relativamente a igual período do exercício anterior, conforme se pode observar na nota b/ ao Mapa I e se resume no Quadro 3: Quadro 3 - Contribuição dos Megaprojectos (Em Milhões de Meticais) Mega Projectos Jan-Jun 2012 Jan-Jun 2013 Variação Produção de Energia % Exploração de Petróleo % Exploração de Recursos Minerais % Outros % % Receita % Contribuição dos Megaprojectos 5.6% 6.7% Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e Autoridade Tributária de Moçambique Na contribuição dos Mega Projectos destaca-se o crescimento registado no sector de Exploração de Petróleo e no sector de Exploração de Recursos Minerais, com 111,1% e 39,5%, respectivamente, facto que se explica pelos seguintes factores: No sector de Exploração de Petróleo registou-se: (i) a entrada de um novo operador na Bacia do Rovuma, o que incrementou os rendimentos e respectiva tributação; (ii) o aumento do volume de produção gás; e (iii) o reinício de pagamento de royalities de gás condensado; Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

13 No sector de Exploração de Recursos Minerais registou-se um incremento na cobrança do IRPS e do IRPC devido à contratação de mais fornecedores de equipamento e serviços especializados para atender à logística de carvão, bem como à contratação de mais mão-de-obra; e No que tange aos Outros Megaprojectos, a sua evolução negativa deriva da retracção da procura pelo alumínio no mercado internacional, verificada no final do ano 2012 e nos 4 primeiros meses de FINANCIAMENTO DO DÉFICE Os desembolsos em donativos e em créditos externos para o Financiamento do Défice atingiram o valor de ,7 milhões de Meticais, equivalente a 34,8% da previsão anual, com a composição que se mostra no Mapa II e se resume no Quadro 4 abaixo: Quadro 4 - Desembolsos de Financianmento Externo (Em Milhões de Meticais) Modalidade Donativos Créditos TOTAL de Previsão Reali- % de Previsão Reali- % de Previsão Reali- % de Financiamento Anual zação Realiz. Anual zação Realiz. Anual zação Realiz. Apoio ao Orçamento a/ Financiamento Via CUT Financiam. Fora da CUT Acordos de Retrocessão a/ - Inclui Reembolsos e Ajuda Alimentar no valor de 111,8 ilhões de Meticais e 135,4milhões de Meticais, respectivamente. Fonte: DNT, MEX e Sectores Por modalidades de financiamento, o Apoio ao Orçamento atingiu no período em análise o correspondente a 34,3% do previsto para o ano, o financiamento via CUT 50,6% e o financiamento fora da CUT 15,2%, tendo o financiamento para Acordos de Retrocessão se fixado em 128,7%, superando o programa anual em 28,7%. Por tipo de financiamento, os donativos atingiram o equivalente a 48,0% do programado para o ano e os créditos 27,9%. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

14 Para o Financiamento do Défice, isto é, entradas na CUT (Contravalores Não Consignados e Empréstimos Internos), saídas da CUT (Contravalores Consignados e Outros Fundos via CUT), pagamentos através de contas bancárias dos sectores e pagamentos directos pelo doador/credor, foram utilizados ,3 milhões de Meticais, com a composição que se mostra no Mapa II-1 e se resume no Quadro 5: Quadro 5 - Financiamento do Défice (Em Milhões de Meticais) Donativos Créditos Valor Peso Valor Peso Valor Peso Contravalores Não Consignados % % % Apoio ao Orçamento % % % Apoio à Balança de Pagamentos % % % Contravalores Consignados % % % FC-PROAGRI % % % FC-FASE % % % FC-PROSAÚDE % % % FC-Apoio ao Tribunal Administrativo % % % FC-INE % % % FC-UTRAFE % % % FC-ATM % % % FC-PPFD % % % FC-PESCAS % % % FC-PRONASA % % % FC-ASAS % % % Outros Fundos via CUT % % % Diversos Projectos/Sectores a/ % % % Diversos Projectos/Fontes b/ % % % Acordos de Retrocessão % % % Empréstimos Internos % % % % % % Peso a/- Financiamento através de contas bancárias dos sectores. b/- Pagamentos directos pelo doador/credor. Fonte: DNT, MEX e Sectores Do total dos recursos utilizados, 42,0% foram constituídos por donativos e 58,0% por créditos, tendo os Recursos Externos Consignados contribuído com 77,3%, os Recursos Externos Não Consignados com 19,8% e os Empréstimos Internos com 2,9% dos recursos totais. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

15 Entretanto, as contas dos diferentes fundos que transitam pela CUT tiveram, no período em análise, o movimento que se apresenta no Quadro 6: Quadro 6 - Movimento dos Fundos Externos que Transitam pela CUT (Em Milhões de Meticais) Fundos Externos Saldos em Entradas Saídas Saldos em 31/12/ /06/2013 Apoio ao Orçamento e Balança de Pagamentos FC-PROAGRI FC-FASE FC-PROSAÚDE FC-HIV/SI FC-Apoio so Sector de Águas FC-Apoio ao Tribunal Administrativo FC-INE FC-UTRAFE FC-ATM FC-PPFD FC-PESCAS FC-PRONASA Outros Fundos Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

16 5. DESPESAS DO ESTADO 5.1. DESPESAS DE FUNCIONAMENTO A Despesa de Funcionamento atingiu no período em análise o montante de ,3 milhões de Meticais, correspondente a 45,2% da dotação orçamental actualizada e a um crescimento real de 8,0% em relação ao período homólogo do exercício económico anterior, conforme se resume no Quadro 7: Classificação Económica Ano 2012 Ano 2013 Variação Orçament Realização % Orçamento Anual Realização % (%) a/ Anual o Jan-Jun Realiz Incial Actual Jan-Jun Realiz 2012/13 Despesas com o Pessoal Salários e Remunerações Demais Despesas c/ Pessoal Bens e Serviços Encargos da Dívida Juros Internos Juros Externos Transferências Correntes Transfer. a Admin. Públicas Autarquias Embaixadas Outras Transfer. a Admin. Privadas Transferências a Famílias Pensões Assist. Social à População Demais Transf. a Famílias Transferências ao Exterior Subsídios Sendo: Subs. aos Combustíveis b/ Subs. à Farinha de Trigo Subs. ao Transportador Exercícios Findos Demais Despesas Correntes Despesas de Capital a/- Variação em temos reais, com inflação a 4,39% e variação cambial a 9,2%. b/ - Foi pago o valor de 1.050,0 milhões de Meticais pela verba de "Despesas por Pagar". Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Quadro 7 - Despesa de Funcionamento, Segundo a Classificação Económica (Em Milhões de Meticais) As Despesas com o Pessoal tiveram uma realização de ,6 milhões de Meticais, correspondente a 49,0% da dotação orçamental, tendo os Salários e Remunerações alcançado uma realização equivalente a 49,5% e as Demais Despesas com o Pessoal 42,8%. Em relação a igual período do ano transacto as Despesas com o Pessoal registaram um crescimento de 10,7% em termos reais, tendo os Salários e Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

17 Remunerações crescido em 10,3% e as Demais Despesas com o Pessoal em 16,6% o que se justifica pela admissão de novos funcionários no aparelho do Estado, com destaque para os sectores da Educação e da Saúde. As despesas com Bens e Serviços alcançaram o montante de 8.640,2 milhões de Meticais, equivalente a 45,3% da dotação orçamental e a um crescimento real de 14,7% em relação ao período homólogo de Os Encargos da Dívida tiveram uma realização de 2.083,2 milhões de Meticais, representando 37,1% do orçamento anual, tendo registado um decréscimo de 13,6% em termos reais, por influência dos Juros Internos que registaram um decréscimo de 30,6%, contra um crescimento na ordem de 27,9% nos Juros Externos, devido ao aumento do capital em dívida. As Transferências Correntes atingiram o montante de 7.634,1 milhões de Meticais, equivalente a 47,8% do orçamento anual e a um crescimento real de 16,8% em relação ao período homólogo do exercício económico anterior, sendo de destacar o crescimento de 55,6% registado na Assistência Social à População, sinal de que o Governo prioriza acções conducentes à redução da pobreza, através de protecção das camadas socias mais desfavorecidas. Os encargos com Subsídios foram de 776,0 milhões de Meticais, correspondentes a 23,0% do orçamento anual, tendo registado um decréscimo de 53,8% em termos reais, relativamente a igual período de 2012, como resultado da estabilização dos preços dos bens subsidiados, no mercado internacional. As Demais Despesas Correntes tiveram uma realização de 970,1 milhões de Meticais, equivalente a 21,5% da dotação orçamental, tendo registado um crescimento real de 1,5%. As Despesas de Capital registaram uma realização de 63,8 milhões de Meticais, equivalentes a 21,1% do orçamento anual, tendo registado um decréscimo de 48,8% em termos reais, o que se explica pelo facto de a maior parte de aquisições de bens de capital estar a ser efectuada através do Orçamento de Investimento. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

18 No período em análise a Despesa de Funcionamento cabimentada representa cerca de 45,4% da dotação orçamental, destacando-se as as Despesas com o Pessoal, as Transferências a Correntes e os Bens e Serviços com cabimentações correspondentes a 49,1%, 48,0% e 46,0%, respectivamente, conforme mostra o Quadro 8. Quadro 8 - Despesa de Funcionamento Cabimentada, Liquidada e Paga, Segundo a Classificação Económica (Em Milhões de Meticais) Orçamento Realização Jan-Jun 2013 Classificação Económica Anual Despesa Ca- Despesa Despesa % Cabim./ % Paga/ %Liquid./ Incial Actual mentada Liquidada Paga Orçamento Cabim. Paga Despesas com o Pessoal Salários e Remunerações Demais Despesas c/ Pessoal Bens e Serviços Encargos da Dívida Juros Internos Juros Externos Transferências Correntes Transfer. a Admin. Públicas Autarquias Embaixadas Outras Transfer. a Admin. Privadas Transferências a Famílias Pensões Assist. Social à População Demais Transf. a Famílias Transferências ao Exterior Subsídios Sendo: Subs. aos Combustíveis a/ 0.0 Subs. à Farinha de Trigo Subs. ao Transportador 84.3 Exercícios Findos Demais Despesas Correntes Despesas de Capital a/ - Foi pago o valor de 1.050,0 milhões de Meticais pela verba de "Despesas por Pagar". Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Do total da despesa cabimentada foram efectuados pagamentos equivalentes a 99,4%, com destaque para os Encargos da Dívida, Transferências a Embaixadas, despesas com Pensões e Subsídios, cujos pagamentos correspondem a 100,0% do valor cabimentado. A despesa liquidada representa cerca de 95,3% dos pagamentos efectuados, tendo-se atingido o nível 100,0% nas rubricas de Juros, Transferências a Embaixadas, Subsídios e Exercícios Findos. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

19 No gráfico seguinte apresenta-se a repartição percentual da Despesa de Funcionamento, segundo a classificação económica. Gráfico 4 - Estrutura da Despesa de Funcionamento Subsídios 1.8% Transferências Correntes 17.3% Exercícios Findos e Demais Despesas Correntes 2.2% Despesas de Capital 0.1% Encargos da Dívida 4.7% Bens e Serviços 19.5% Despesas com o Pessoal 54.4% Conforme se observa do gráfico, as Despesas com o Pessoal absorveram o equivalente a 54,4% do total da Despesa de Funcionamento, seguidas pelos Bens e Serviços e pelas Transferências Correntes com 19,5% e 17,3%, respectivamente, tendo os restantes agregados de despesas registado níveis de absorção que variam de 0,1% a 4,7% Despesa de Funcionamento por Âmbitos e Fonte de Recursos A repartição das Despesas de Funcionamento, segundo os diferentes âmbitos mostra que os órgãos e instituições de nível central absorveram o equivalente a 47,8% da despesa total, os de nível provincial 29,0%, os de nível distrital 21,5% e as autarquias 1,5%, conforme se observa do Quadro 9: Taxa Âmbito Âmbito Âmbito Âmbito Realiz. Valor Peso (%) Central Provincial Distrital Autárquico Valor Peso (%) (%) Receitas Consignadas Receitas Próprias Despesa Valor Peso (%) Valor Orçamento Peso (%) Taxa de Fonte: MEX Fonte de Recursos Recursos do Tesouro Quadro 9 - Despesa de Funcionamento por Âmbito e Fonte de Recursos (Em Milhões de Meticais) Orçamento Anual Realização Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

20 A Despesa de Funcionamento foi maioritariamente financiada por Recursos do Tesouro, que contribuíram com o correspondente a 98,3% da despesa total, tendo as Receitas Próprias e as Receitas Consignadas financiado o equivalente a 1,0% e 0,7%, respectivamente. Em termos de desempenho constata-se que as despesas financiadas por Recursos do Tesouro tiveram uma realização correspondente a 46,7% da previsão anual, tendo as financiadas por Receitas Consignadas e por Receitas Próprias atingido o equivalente a 18,8% e 13,9%, respectivamente. Em termos de distribuição territorial da Despesa de Funcionamento, destaque vai para os órgãos e instituições de âmbito distrital e as autarquias locais, com taxas de realização equivalentes a 55,2% e 51,1% da dotação orçamental, respectivamente, tendo os de âmbito provincial e central atingido 47,0% e 40,7%, respectivamente, conforme ilustra o Quadro 10: Classifi- Variação cação Orçam. Realiz. % de Orçamento Anual Realiz. % de 2012/13 Territorial Anual Jan-Jun Realiz. Actual Jan-Jun Realiz. (%) a/ Âmbito Central % Âmbito Provincial % Niassa % Cabo Delgado % Nampula % Zambézia % Tete % Manica % Sofala % Inhambane % Gaza % Maputo % Cidade de Maputo % Âmbito Distrital % Distritos de Niassa % Distritos de Cabo Delgado % Distritos de Nampula % Distritos de Zambézia % Distritos de Tete % Distritos de Manica % Distritos de Sofala % Distritos de Inhambane % Distritos de Gaza % Distritos de Maputo % Âmbito Autárquico % % a/- Em temos reais, com inflação a 4,39% e variação cambial a 9,2%. Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Quadro 10 - Despesa de Funcionamento por Âmbitos (Em Milhões de Meticais) Ano 2012 Ano 2013 Comparativamente a igual período do ano anterior, há a destacar as variações registadas nas autarquias locais e nos órgãos e instituições de âmbito distrital e provincial, com crescimentos reais na ordem de Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

21 15,9%, 14,1% e 13,5%, respectivamente, tendo os órgãos e instituições de âmbito central registado um crescimento de apenas 2,3%, o que demonstra o comprometimento do Governo em prosseguir com a descentralização da realização das despesas, permitindo assim maior flexibilidade na execução orçamental. Analisando a despesa cabimentada constata-se que os órgãos e instituições de nível distrital atingiram o equivalente a 55,4% da dotação orçamental, seguidos pelas Autarquias com 51,4%, tendo os órgãos de instituições de nível provincial e central alcançado o equivalente a 47,3% e 40,9%, respectivamente, conforme se pode observar do Quadro 11. Orçamento Realização Jan-Jun 2013 Classificação Económica Anual Despesa Ca- Despesa Despesa % Cabim./ % Paga/ % Liquid./ Incial Actual bimentada Liquidada Paga Orçamento Cabim. Paga Âmbito Central Âmbito Provincial Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Cidade de Maputo Âmbito Distrital Distritos de Niassa Distritos de Cabo Delgado Distritos de Nampula Distritos de Zambézia Distritos de Tete Distritos de Manica Distritos de Sofala Distritos de Inhambane Distritos de Gaza Distritos de Maputo Âmbito Autárquico Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Quadro 11 - Despesa de Funcionamento Cabimentada, Liquidada e Paga, por Âmbitos (Em Milhões de Meticais) Os pagamentos efectuados correspondem a 99,4% da despesa cabimentada, com destaque para os órgãos e instituições das Províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Manica, Sofala e Maputo, bem como para os Distritos da Províncias de Gaza, cujos pagamentos correspondem a 100,0% do valor cabimentado. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

22 A despesa liquidada representa cerca de 95,3% dos pagamentos, tendo os órgãos e instituições das Províncias de Niassa, Cabo Delgado, Sofala, Inhambane e Cidade de Maputo efectuado liquidações correspondentes à totalidade dos fundos disponibilizados DESPESA DE INVESTIMENTO A Despesa de Investimento totalizou no período em análise o montante de ,8 milhões de Meticais, equivalente a 25,8% da dotação orçamental actualizada e a um decréscimo real de 2,1% em relação ao período homólogo do exercício económico anterior, tendo este nível de realização sido influenciado pela componente financiada por fundos externos, que registou um decréscimo na ordem de 25,2%, contra um crescimento de 17,4% na componente financiada por fundos internos, conforme mostra o Quadro 12: Financiamento Variação Orçamento Realização % Orçamento Anual Realização % 2012/13 Anual Jan-Jun Realiz Actual Jan-Jun Realiz (%) a/ INTERNO EXTERNO Donativos Fundos Comuns FC-PROAGRI FC-FASE FC-PROSAÚDE FC-HIVSI FC-UTRAFE FC-UTRESP FC-Tribunal Administrativo FC-INE FC-AAT FC-PPFD FC-PESCAS FCESTRA FC-PRONASA FC ASAS Outros Fundos Outros Fundos via CUT Outros Fundos Fora da CUT Créditos Outros Fundos via CUT Outros Fundos Fora CUT a/- Em termos reais, com inflação a 4,39% e variação cambial a 9,2%. Fonte:REOE Jan-Jun 2012, MEX e Sectores Quadro 12 - Despesa de Investimento, por Origem e Modalidade do Financiamento (Em Milhões de Meticais) Ano 2012 Ano Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

23 A componente financiada por fundos internos atingiu uma realização correspondente a 36,8% do orçamento anual actualizado, tendo superado o de igual período do ano transacto em 0,2 ponto percentual. A componente financiada por fundos externos registou uma realização equivalente a 16,8% do orçamento anual, facto que explica fundamentalmente pelos seguintes factores: Inscrição de projectos sem garantia de financiamento e falta de observância, por alguns órgãos e instituições do Estado, das regras de contratação dos financiadores, o que se evidencia pela existência de vários projectos que ainda não iniciaram a sua execução; e Fraca capacidade de absorção de fundos por parte de alguns sectores, o que resulta na transição de saldos de fundos externos de um ano para o outro e na solicitação sistemática de extensão do período de implementação dos projectos. Observa-se do Gráfico 5 que os recursos internos tiveram maior peso na Despesa de Investimento, tendo atingido o equivalente a 64,0% do total, contra 18,7% nos donativos externos e 17,3% nos créditos externos. Gráfico 5 - Estrutura do Financiamento da Despesa de Investimento Créditos Externos 17.3% Donativos Externos 18.7% Financiamento Interno 64.0% O financiamento via CUT representa, em termos de distribuição orçamental, 27,7% do total da componente externa e o fora da CUT 72,3%, conforme mostra o Quadro 13: Ano 2012 Ano 2013 Variação Financiamento Orçamento Anual Realização Jan-Jun Taxa (%) Orçamento Anual Realização Jan-Jun Taxa (%) 2012/13 Valor Peso (%) Valor Peso (%) Realiz. Valor Peso (%) Valor Peso (%) Realiz. (%) a/ Via CUT Fundos Comuns Outros Fundos Fora da CUT Fundos Comuns Outros Fundos a/ - Variação em termos reais, com variação cambial a 10,8%. Fonte:REOE Jan-Mar 2012 e MEX e Sectores Quadro 13 - Componente Externa de Investimento, por Origem e Modalidade de Financiamento (Em Milhões de Meticais) Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

24 Em termos de realização, verifica-se que o financiamento via CUT teve uma participação de 36,2% da despesa total da componente externa, sendo de destacar os Fundos Comuns, que tiveram uma participação de 28,3%. Por seu turno, o financiamento fora da CUT teve uma participação de 63,8%, sinal de que a maior parte do financiamento externo continua sendo canalizada fora do sistema informático do SISTAFE Despesa de Investimento por Âmbitos e Fonte de Recursos A repartição da Despesa de Investimento, segundo os diferentes âmbitos, mostra que os órgãos e instituições de âmbito central absorveram o equivalente a 76,6% da despesa total realizada, os de âmbito provincial 11,2%, os de âmbito distrital 8,7% e as autarquias locais 3,4%. Em termos de desempenho destacam-se as autarquias com uma realização correspondente a 72,3%, conforme ilustra o Quadro 14: Fonte Orçamento Realização Taxa de Anual Âmbito Âmbito Âmbito Âmbito Realiz. Recursos Valor Peso (%) Central Provincial Distrital Autárquico Valor Peso (%) (%) Internos Recursos do Tesouro Receitas Consignadas Receitas Próprias Externos Donativos Ext. em Moeda Donativos Ext. em Espécie Créditos Ext. em Moeda Créditos Ext. em Espécie Despesa Valor Peso (%) Valor Orçamento Peso (%) Taxa de Fonte: MEX e Sectores Quadro 14- Despesas Investimento por Âmbito e Fonte de Recursos (Em Milhões de Meticais) Analisando o comportamento das diferentes fontes no financiamento da Despesa de Investimento, verifica-se que os Recursos do Tesouro tiveram maior contribuição ao financiarem o equivalente a 49,8% do total, seguindo-se os Donativos Externos em Moeda e as Receitas Consignadas com 16,5% e 14,0%, respectivamente. No global o financiamento interno contribuiu com o equivalente a 64,0% da despesa total, contra 36,0% do financiamento externo. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

25 A distribuição territorial da componente interna da Despesa de Investimento, em comparação com as dotações e a realização em igual período do ano anterior, é apresentada no Quadro 15: Classifi- Ano 2012 Ano 2013 Variação cação Orçam. Realiz. % de Orçamento Anual Realiz. % de 2012/13 Territorial Anual Jan-Jun Realiz. Actual Jan-Jun Realiz. (%) a/ Âmbito Central Âmbito Provincial Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Cidade de Maputo Âmbito Distrital Distritos de Niassa Distritos de Cabo Delgado Distritos de Nampula Distritos da Zambézia Distritos de Tete Distritos de Manica Distritos de Sofala Distritos de Inhambane Distritos de Gaza Distritos de Maputo Âmbito Autárquico a/- Variação em termos reais, com inflação média de 4,39%. Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Quadro 15 - Componente Interna de Investimento por Âmbitos (Em Milhões de Meticais) Na realização da componente interna de investimento destacam-se as autarquias e os distritos das Províncias de Inhambane, Niassa e Zambézia, que atingiram níveis correspondentes a 72,3%, 62,0%, 58,4% e 51,3% da dotação orçamental, respectivamente. Em relação a igual período do ano anterior, há que destacar os órgãos e instituições das Províncias de Tete, Nampula e Gaza, cujos níveis de crescimento foram de 158,3%, 148,8% e 127,9%, em termos reais, respectivamente. A nível dos Distritos verifica-se que, comparativamente ao período homólogo do exercício anterior, registou-se um ligeiro decréscimo na ordem de 1,2% em termos reais, sendo acentuado nas Províncias Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

26 de Sofala, Nampula e Gaza, devido ao atraso no lançamento de concursos para a implementação dos projectos. A despesa da Componente Interna cabimentada no período representa cerca de 37,7% da dotação orçamental, destacando-se as Transferências a Autarquias com uma cabimentação correspondente a 72,7%, conforme ilustra o Quadro 16. Orçamento Realização Jan-Jun 2013 Classificação Económica Anual Despesa Ca- Despesa Despesa % Cabim./ % Paga/ % Liquid./ Incial Actual bimentada Liquidada Paga Orçamento Cabim. Paga Âmbito Central Âmbito Provincial Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Cidade de Maputo Âmbito Distrital Distritos de Niassa Distritos de Cabo Delgado Distritos de Nampula Distritos de Zambézia Distritos de Tete Distritos de Manica Distritos de Sofala Distritos de Inhambane Distritos de Gaza Distritos de Maputo Âmbito Autárquico Fonte: REOE Jan-Jun 2012 e MEX Quadro 16 - Componente Interna de Investimento Cabimentada, Liquidada e Paga, por Âmbitos (Em Milhões de Meticais) Do total da despesa cabimentada foram efectuados pagamentos equivalentes a 97,5%, tendo as autarquias pago o equivalente 99,5%, seguindo-se o os órgãos centrais com 98,5%, os distritais com 96,8% e por último os provinciais com 92,5%. A despesa liquidada representa cerca de 89,1% dos pagamentos, tendo a Província de Niassa e os Distritos das Províncias de Inhambane e Maputo efectuado liquidações correspondentes à totalidade dos fundos disponibilizados. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

27 A distribuição territorial da componente externa de investimento é apresentada no Quadro 17, do qual se observa que a taxa de realização média no período foi de 16,8%, tendo registado um decréscimo de 25,2% em termos reais, relativamente a igual período do exercício anterior, devido aos factores anteriormente mencionados. Quadro 17 - Componente Externa do Investimento por Âmbitos (Em Milhões de Meticais) Classifi- Ano 2012 Ano 2013 Variação cação Orçam. Realiz. % de Orçamento Anual Realiz. % de 2012/13 Territorial Anual Jan-Jun Realiz. Incial Actual Jan-Jun Realiz. (%) a/ Âmbito Central Âmbito Provincial Niassa Cabo Delgado Nampula Zambézia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Cidade de Maputo Âmbito Distrital Distritos de Niassa Distritos de Cabo Delgado Distritos de Nampula Distritos da Zambézia Distritos de Tete Distritos de Manica Distritos de Sofala Distritos de Inhambane Distritos de Gaza Distritos de Maputo a/- Variação em termos reais, com v ariação cambial de 9,2%. Fonte: REOE Jan-Jun 2012, MEX e Sectores Em relação ao período homólogo do ano anterior, constata-se que no geral registou-se uma queda na realização da despesa financiada por fundos externos, situação que poderá alterar-se no terceiro trimestre, tendo em que uma parte considerável de desembolsos de fundos externos ocorreu no final do segundo trimestre. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

28 DESPESA DOS SECTORES PRIORITÁRIOS A realização da despesa nos sectores prioritários do PARP atingiu o montante de milhões de Meticais, correspondente a 35,8% do orçamento anual, conforme se apresenta no Mapa VI e se resume no Quadro 18: Sectores Quadro 18 - Despesa dos Sectores Prioritários (Em Milhões de Meticais) Variação Orçam. Real. Jan-Jun Taxa Orçamento Anual Real. Jan-Jun Taxa 2012/13 Anual Valor Peso (%) Peso Actual Peso Valor Peso (%) (%) a/ Educação Saúde Sistema de Saúde HIV/SI Infra-estruturas Agricultura e Desenv. Rural b/ Governação, Segur. e Sist. Judicial Outros Sectores Prioritários Acção Social c/ Trabalho e Emprego Sectores Prioritários Desp Excl. Juros e Op. Financ Encargos da Dívida Operações Financeiras Despesa a/ - Em termos reais, com inflação média de 4,39% e variação cambial de 9,2%. b/ - Inclui Fundo de Desenvolvimento Distrital, infra-estruturas sócio-económicas e projectos de desenvolvimento rural nos sectores da Indústria e Comércio e da Administração Estatal. c/ - Inclui subsídios sociais que visam minimizar o elevado custo de vida das populações. Fonte: REOE Jan-Jun 2012, MEX e Sectores Ano 2012 Ano 2013 O nível de realização dos sectores prioritários representa 65,1% da despesa total excluindo os Encargos da Dívida e as Operações Financeiras, merecendo destaque o sector da Educação com 23,7%, seguido dos sectores das Infra-estruturas e da Governação, Segurança e Sistema Judicial com 12,6% e 10,5%,respectivamente. Comparativamente a igual período de 2012 as despesas dos sectores prioritários registaram um crescimento de 15,3% em termos reais, destacando-se o sector da Boa Governação, com um crescimento de 26,4%, seguido do Trabalho e Emprego, com 21,7% e da Educação com 12,6%. Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

29 O Gráfico 6 mostra que o sector da Educação é o que absorveu maior volume recursos, com uma realização equivalente a 36,3% da despesa total dos sectores prioritários, seguido dos sectores das Infraestruturas com 19,3%, Governação, Segurança e Sistema Judicial com 16,1%, Agricultura e Desenvolvimento Rural com 14,2% e Saúde com 10,7%. Gráfico 6 - Despesa dos Sectores Prioritários Governação, Segura nça e Sist. Judicial 16.1% Outros Sectores Prioritários 3.4% Educação 36.3% Agricult. E Desenvolv. Rura 14.2% Infra-estruturas 19.3% Saúde e HIV/SI 10.7% 5.2. DESPESA SEGUNDO A CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL A despesa total, segundo a classificação funcional, é apresentada no Mapa III e resumida no Quadro seguinte: Função Ano 2012 Ano 2013 Cód. Realização Taxa Anual Realização Jan-Jun Taxa Anual Jan-Jun Realiz Valor Peso Valor Peso Realiz 01 Serviços Públicos Gerais % % 02 Defesa % % 03 Segurança e Ordem Pública % % 04 Assuntos Económicos % % 05 Protecção Ambiental % % 06 Habitação e Desenvolv. Colectivo % % 07 Saúde % % 08 Recreação, Cultura e Religião % % 09 Educação % % 10 Segurança e Acção Social % % % % Fonte: REOE Jan-Jun 2012, MEX e Sectores Quadro 19- Despesa Segundo a Classificação Funcional (Em Milhões de Meticais) Relatório de Execução do Orçamento do Estado Jan-Jun de

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