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1 PCT IICA/EMBRAPA PROJETO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA O PRODETAB RELATÓRIO FINAL DE CONSULTORIA Contrato: (Fonte: PRODETAB CONSULTORIA NACIONAL) Consultor: CLOVIS GUIMARÃES FILHO

2 RELATÓRIO FINAL DE CONSULTORIA Nome do Consultor: CLOVIS GUIMARÃES FILHO Projeto: PCT IICA/EMBRAPA PROJETO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA O PRODETAB Número do Contrato: (Fonte: PRODETAB II CONSULTORIA NACIONAL) Tema: TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA A AGRICULTURA FAMILIAR DO SEMIÁRIDO Objetivo da Consultoria: PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DAS AÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA NO ÂMBITO DO I AGRISHOW SEMIÁRIDO Número de produtos elaborados: 04 (quatro) Período correspondente do relatório: 01/11/2005 A 31/03/2006 Palavraschave: TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA, AGRICULTURA FAMILIAR, SEMIÁRIDO, AGRISHOW 2

3 1. APRESENTAÇÃO Esta consultoria teve como meta principal estabelecer uma base de apoio técnicocientífico qualificada para assegurar que os objetivos do evento AGRISHOW SEMIÁRIDO possam ser plenamente atingidos. O evento, que tem por natureza a missão de transferência de tecnologia se apresenta como de grande importância para o os produtores da região semiárida, basicamente constituída de agricultores familiares O evento O Nordeste brasileiro tem km 2 de extensão, representando 18% do território nacional, onde a região semiárida ocupa metade das terras e apresenta baixas precipitações pluviométricas, com distribuição acentuadamente irregular de chuvas. Essa região abriga quase metade dos estabelecimentos de base familiar do país e sua porção semiárida abrange cerca de 90 milhões de hectares caracterizados por uma grande diversidade agroecológica e sócioeconômica. Nela são explorados sistemas agrícolas de base familiar, de baixa eficiência de produção, responsáveis por uma predominante economia de subsistência e por uma contínua e crescente degradação dos seus recursos naturais. A par de sua relevância social, traduzida na produção de alimentos para a subsistência e no grande contingente de mãodeobra ocupada, algumas atividades agropecuárias do Semi Árido apresentam enorme potencial para assegurar a plena inserção no mercado da maioria dos segmentos de agricultores familiares. Este potencial já foi comprovado pela pesquisa e por um sem número de experiências de sucesso protagonizadas pelo produtor organizado. O grande desafio para esse potencial possa se expressar é, sem dúvidas, o acesso à informação, o acesso à tecnologia. Imbuídos desse espírito, A Associação Brasileira de Agribusiness ABAG, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos ABIMAQ, a Associação Nacional para Difusão de Adubos ANDA, e a Sociedade Rural Brasileira SRB, realizadores do sistema AGRISHOW, junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes do Estado de Pernambuco, a Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, tomaram a iniciativa de realizar a AGRISHOW SEMIÁRIDO. Será a primeira feira voltada para agricultura de sequeiro, de dimensão regional, a ser realizada no Nordeste. Seu objetivo é levar até os produtores regionais toda tecnologia desenvolvida pela Embrapa e por outras organizações afins, promovendo via inserção no mercado, a sua inclusão social. Neste sentido, o evento assume um caráter de relevante responsabilidade social. A espectativa é de 10 a 15 mil visitantes, a grande maioria formada de produtores rurais da região. A AGRISHOW SEMIÁRIDO acontecerá no período de 11 a 15 de julho de 2006, numa área de 20 hectares pertencente à Embrapa SNT, distante 42 km da cidade de PetrolinaPE e 5 km da cidade de Lagoa GrandePE. 3

4 1.2. A consultoria A consultoria realizada situase nesse contexto. O espaço que se delineia com a efetivação do evento terá o grande papel não apenas de mostrar ao vivo essas experiências de sucesso aos demais produtores, mas, principalmente, de promover a articulação entre esses atores, confrontando o encontro dos saberes do demandante e do facilitador, de modo a permitir a reprodução adequada das informações geradas em outros espaços e em escalas maiores. O evento proporá, em outras palavras, a formulação participativa de proposta inovadoras e demonstrativas para os diversos espaços do SemiÁrido, capazes de contemplar todas as dimensões (econômica, sóciocultural, políticoinstitucional e ambiental). O trabalho específico da consultoria considerou a capacitação como o grande instrumento estruturador do desenvolvimento rural da região através da potencialização das habilidades do produtor, elevando a produtividade de sua mãodeobra, do estímulo à mudança de suas atitudes e valores, do fortalecimento de sua autoconfiança e do seu nível de ambição e da redução da dependência externa de suas unidades produtivas. As atividades da consultoria abrangeram o planejamento e a organização das ações de transferência de tecnologia, a serem desenvolvidas pelas unidades da Embrapa e seus parceiros institucionais, nos segmentos estático, dinâmico e de capacitação dos produtores, componentes da programação do evento. 2. AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PERÍODO 2.1. Em apoio à organização geral e promoção do evento Identificação e seleção preliminar de parceiros institucionais potenciais, públicos e privados, para uma efetiva participação nos segmentos de transferência de tecnologia da Agrishow e levantamento dos diversos tipos de máquinas e equipamentos com maior potencial de demonstração e comercialização durante o evento; Elaboração e encaminhamento, através do CPATSA, de correspondência informando a realização da Agrishow SemiÁrido e solicitando apoio e participação efetiva: às secretarias estaduais de agricultura e de produção rural de todos os estados nordestinos; às chefias gerais de todas as unidades da Embrapa localizadas no Nordeste; aos presidentes de todas as empresas estaduais de pesquisa dos estados do Nordeste; aos dirigentes de associações, cooperativas e organizaçõesnãogovernamentais, parceiras da Embrapa, responsáveis por demonstrações de campo e aos reitores/próreitores de universidades que desenvolvem ações efetivas de apoio ao desenvolvimento da região semiárida; Contatos locais mantidos, na região de PetrolinaJuazeiro, com diversos parceiros institucionais públicos, com potencial relevante de apoio a organização do evento, visando o apoio logístico à organização das caravanas de produtores de diversos estados para o evento e, visando o apoio na implementação da infraestrutura básica do local do evento; 4

5 Contatos com Dr. Girley Brazileiro, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e representante do Governo do Estado de Pernambuco junto ao evento e, em Salvador, com Dr. Pedro Barbosa de Deus, Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, discutindo formas de apoio e de participação dos estados; Visitas de campo e análise de informações secundárias (mapas de solo, etc.), em apoio ao pessoal do CPATSA e do SNT, para definição da área do evento, identificação das espécies vegetais a serem preservadas, planejamento da infraestrutura básica de água e energia e outras providências; Apoio ao arquiteto da ABIMAQ, Dr. Luiz Arena, na elaboração do mapa preliminar do Agrishow (áreas de estandes, de demonstrações de campo, de estacionamento, etc.); Assessoramento técnico na elaboração e revisão do modelo de folder específico para promoção do evento, já disponibilizado; Proposição de criação de comitês a diferentes níveis (modelo tentativo apresentado em reunião) para melhor eficácia nas ações de planejamento e preparação do evento; Organização de reunião, realizada em , em Petrolina, com diretores da Embrapa (Dr. Geraldo Eugênio, Dra. Tatiana Deane), chefes/representantes de UDs (CPAMN, CNPC, CNPAT, CNPA, CPATSA, CPATC, CNPMF, CNPS, CTAA, CNPTIA, CNPDIA, SNT e ACS) e dirigentes da ABIMAQ (Nilton Mello, Newton Araújo), Publiê (Odilão Batista Teixeira), e apresentação, durante a mesma, das principais ações de cunho emergencial, demandadas e de sugestões para equacionamento dos principais problemas discutidos, abaixo sintetizadas: Ações demandadas a curto e médio prazos apresentadas durante a reunião de Definição por parte dos organizadores das atribuições institucionais, dos recursos financeiros e suas fontes a serem alocados em cada um dos segmentos e atividades do evento; 2. Definição do cronograma de execução físicofinanceira e disponibilização dos recursos necessários ao SNT para continuação dos trabalhos de implementação da infraestrutura básica (água, energia, cercas, portões, área de acesso, nivelamento, compactação das áreas de estacionamento, correção de solo e instalação da vitrine tecnológica permanente); 3. Formalização do papel do CPATSA como unidade coordenadora ou articuladora da participação das demais unidades da Embrapa, no que concerne às demonstrações de campo, com definição e disponibilização dos recursos financeiros necessários ao desempenho desse papel; 5

6 4. Definição do papel da ACS em relação ao estande institucional e dos recursos para viabilizar a participação das unidades da Embrapa (estandes e demonstrações de campo) no evento; 5. Indicação por cada unidade envolvida de um articulador da Agrishow, de modo a permitir a urgente definição das demonstrações de campo, o dimensionamento e a locação das áreas necessárias (plots) e o início imediato de sua preparação (plantios, tratos culturais, etc.); 6. Definição por parte das entidades parceiras das demonstrações de campo, de modo a permitir o início imediato da preparação dos plots (plantios, etc.); 7. Elaboração e início imediato de um plano de divulgação e promoção do evento nas mídias regional e nacional. Ações sugeridas durante a reunião para atendimento das demandas 1. Gestões da Embrapa junto ao MAPA e a organizadores privados do Agrishow (ABIMAQ, Publiê, etc.); 2. Promoção de uma reunião em Petrolina, ainda em janeiro, envolvendo representantes credenciados da ABIMAQ/Publiê, MAPA, Embrapa e outras instituições responsáveis maiores pela promoção do evento; 3. Encaminhamento de correspondência formal da D.E. às chefias das diversas unidades envolvidas; 4. Solicitação de urgência no encaminhamento dos orçamentos estimativos por parte de cada UD para aprovação por parte da diretoria; 5. Promoção de uma reunião em Petrolina, ainda em janeiro, envolvendo todos os ChefesAdjuntos de Comunicação e Negócios das UDs envolvidas e outra com os representantes das instituições parceiras; 6. Gestões da EmbrapaACS, junto aos organizadores privados do evento para elaboração do plano de marketing do evento e sua execução imediata. Reunião com Dr.Ricardo Rodrigues, Secretário Estadual de Produção Rural de Pernambuco, em Recife, para discussão da participação dos órgãos estaduais vinculados ao desenvolvimento agropecuário no evento. Desta reunião participaram, também o Dr. Pedro Gama, do CPATSA, a direção do IPA e os principais assessores daquela secretaria; Proposição de articulação com o Dr.Pedro Barbosa de Deus, recém escolhido como o novo presidente do Fórum de Secretários de Agricultura, para efetivação de uma das sessões do Fórum durante o evento. A proposição foi bem aceita e se encontra em fase de articulação; 6

7 Elaboração (ainda em curso) de um modelo de monitoramento técnico dos diversos eventos de transferência de tecnologia programados, de modo a permitir: (1) uma acurada avaliação dos resultados e dos impactos por eles causados junto ao públicometa; (2) pronta identificação de fatores responsáveis por eventuais problemas, permitindo rápidos procedimentos dos ajustes e correções, ou, na sua impossibilidade, a sua não repetição nas próximas edições do evento. O modelo se baseia no monitoramento de campo e na aplicação de questionários simplificados a uma amostra de produtores e de técnicos abordando questões relativas aos estandes, demonstrações de campo, fóruns, minicursos e aspectos de apoio (transporte, alimentação, pousada, instalações sanitárias, segurança, etc.); Elaboração, juntamente com o Dr. Elias Moura Reis, da Embrapa SemiÁrido, de um modelo operacional de mobilização das caravanas de produtores que deverão visitar o evento, a partir de cicnco estados do Nordeste. Este modelo serviu de base para a reunião de planejamento geral do evento, que o Dr. Newton da Silva Araújo, da ABIMAQ, manteve com os principais organizadores do evento, no final de março, em Brasília. O objetivo é de estimular e apoiar a participação planejada dos produtores dos diversos estados do Nordeste na Agrishow SemiÁrido, tendo como espaço referencial um raio de 300 km,a partir do local de realização do evento. Essa estratégia não exclui a montagem de outras ações e estratégias que venham a ser montadas para viabilizar a participação de produtores das áreas mais distantes. O modelo prevê a utilização da capilaridade e estrutura dos serviços estaduais de extensão rural localizados no espaço selecionado. Os técnicos da extensão rural que atuam nessas áreas promoverão ações de mobilização, planejamento e acompanhamento das caravanas de produtores, de maneira articulada e participativa com as associações de produtores, cooperativa, sindicatos e demais entidades, públicas e privadas, envolvidas com o desenvolvimento rural local. O trabalho a ser desenvolvido obedecerá as seguintes etapas: Contato com os Serviços Estaduais de Extensão Rural no nível de diretorias para solicitar o apoio na execução da estratégia de mobilização e participação dos produtores no evento; Identificação dos municípios, localizados dentro da área delimitada, pelos respectivos serviços de extensão rural dos estados; Identificação dos escritórios regionais e locais da extensão rural existentes na área delimitada; Articulações com os serviços estaduais de extensão rural no nível regional/local para definição da estratégia de mobilização dos produtores, formação dos grupos, determinação dos horários de saída das caravanas de produtores para a Agrishow e do retorno aos municípios de origem. Essa definição da estratégia de participação dos 7

8 produtores no evento deve ser preparada por cada técnico municipal do serviço de extensão rural em articulação com outras entidades locais envolvidas com o desenvolvimento rural local (associações de produtores, cooperativas, sindicatos de produtores, etc.); Após a definição dos grupos de produtores, articulação com a coordenação técnica do evento, informando número de produtores, datas das visitas, etc.; Operacionalização das viagens. Os ônibus devem permanecer nos municípios de origem, sob a responsabilidade de cada técnico local do serviço de extensão rural. As caravanas de produtores devem sair, de seus municípios no período da manhã e retornar no período da tarde; Avaliação dos resultados da visita mediante aplicação de questionários específicos aos produtores de cada caravana, pelos técnicos responsáveis No planejamento das ações de transferência de tecnologia da EMBRAPA Realização de inventário das tecnologias geradas e disponibilizadas pela pesquisa, seguida de discussão e préseleção das tecnologias, produtos e serviços a serem apresentados nos segmentos estático e dinâmico do Agrishow e dos temas dos fóruns de debates e minicursos, no segmento de capacitação, pelas unidades da Embrapa, empresas estaduais e demais parceiros públicos e privados da Embrapa; Visita ao CNPMF, em Cruz das Almas, para apresentação do evento e discussão com a chefia sobre a participação da unidade nos diversos segmentos do evento; Visita ao CNPS UEP Recife, para discutir a participação da unidade nos diversos segmentos de transferência de tecnologia do evento; Visita ao CNPA, em Campina Grande, para discutir os detalhes técnicos da participação da unidade, especialmente no que tange às demonstrações de campo e ao fórum sobre mamonabiodiesel; Discussão e definição, junto ao Dr. Edson Raimundo (SNT) e Dr. Lázaro Paiva (ENT Petrolina) das tecnologias e produtos a comporem o modelo de vitrine tecnológica da Embrapa, a ser exposto no evento; Discussão com pesquisadores e definição dos temas e dos modelos ( croquis ) de demonstrações de campo a serem apresentadas pelo CPATSA: aproveitamento de rejeitos da dessalinização para produção de tilápias e de forragens, barragens subterrâneas, captação de água in situ, sistema de produção de cabrito ecológico e produção e processamento de frutas nativas da caatinga; 8

9 Reunião com Dr. Geraldo Eugenio, no dia , em Petrolina, e com dirigentes do SNT e do CPATSA para inspeção local dos trabalhos de preparo da área e apresentação e discussão dos diversos aspectos da implantação da infraestrutura do local e da participação técnica da Embrapa; Reunião, em , com representantes das diversas unidades participantes, com apresentação individual das propostas de participação e orçamentos associados, seguida de discussão de uma proposta unificada de participação da Embrapa e do estabelecimento de um modelo de articulação das diversas unidades com o CPATSA e o ENTPetrolina, permitindolhes o apoio local (modelo proposto, com base na indicação de um articulador da Agrishow em cada UD foi aprovado). A reunião equacionou e criou as condições para solucionar quase todas as demandas anteriormente mencionadas; O consultor elaborou uma matriz de priorização e de orçamentação relativa a participação de cada UD (estande, demonstração de campo e capacitação) de modo a definir uma programação que permitisse uma participação eqüitativa por parte das mesmas. Respondida pelas diversas unidades participantes foi feita a sistematização dos resultados e a transformação destes em proposta única para a empresa. Início do detalhamento técnico das demonstrações de campo de cada UD; Reunião, ainda em janeiro (dia 20), em Brasília, com a participação do diretor Dr.Geraldo Eugênio, chefe geral do CPATSA, Dr.Pedro Gama, e de representantes da ACS, DAF, SNT, para, com base no resultado do levantamento feito junto às UDs pelo consultor, fechar a programação técnica e definir uma proposta orçamentária a ser levada ao presidente da Embrapa; Elaboração, com orçamento estimativo, da proposição final da participação das diversas unidades da Embrapa (sintetizada adiante), encaminhada ao diretor Geraldo Eugênio, no dia , para apresentação ao presidente da Embrapa; Reunião com dirigentes da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Petrolina e RegiãoASCCOPER, com a presença do Dr. Newton Silva Araújo, da ABIMAQ, para discutir e definir a realização do evento anual desta associação (a feira AGROBODE), em espaço interno da Agrishow. Apesar das resistências iniciais do Sebrae (apoiador tradicional da ASCCOPER), a realização da feira na Agrishow foi aceita; Elaboração de correspondência e contatos outros mantidos com todas as UDs envolvidas, insistindo no encaminhamento urgente das informações anteriormente solicitadas, bem como no envio de material (sementes, mudas, dados técnicos) para iniciar a implantação das áreas de demonstração e de um pesquisador, em caráter de urgência, para definilas e orientar o pessoal local no seu preparo e cultivo. 9

10 SÍNTESE DA PROPOSTA DE PARTICIPAÇÃO TÉCNICA DA EMBRAPA NA AGRISHOW SEMIÁRIDO QUADRO 1. SEGMENTO ESTÁTICO ESTANDE INSTITUCIONAL ÁREAS/TEMAS PARA EXPOSIÇÃO/DEMONSTRAÇÃO UNIDADE RESPONSÁVEL Vitrine tecnológica; Exposição de produtos associados aos principais cultivos (sementes, mudas, produtos processados, maquetes, artesanato, etc.); SNT Todas Produtos para degustação (amendoim, gergelim, caju, laticínios, embutidos e defumados de carnes, galinha caipira, produtos apícolas, frutas processadas, feijão caupi, produtos da mandioca, etc.); Todas, exceto CNPS, CNPTIA e CNPDIA Exposição/demonstrações de softs/programas: zoneamentos agroecológicos, análise de fertilidade de solo, risco climático, agritempo, agência de informação, etc.); Demonstração de equipamentos de pequeno porte (máquina de abrir castanha, detector de prenhez, língua eletrônica, etc.); Divulgação de TPS (distribuição e vendas de folders, banners, cartilhas, vídeos, etc.); Lançamentos de livros e outras publicações; Lançamento de novos cultivares, variedades, etc.; Demonstração do sistema SISPAF e cadastramento de produtores; Consultas técnicas sobre os principais produtos. CNPS, CNPTIA CNPDIA, CNPAT (outras em discussão) Todas CNPC (outras em discussão) Em discussão CPAMN Todas 10

11 QUADRO 2. SEGMENTO DINÂMICO UNIDADE DEMONSTRAÇÃO DE TECNOLOGIAS A CAMPO FÓRUM DE DEBATES MINICURSO CPAMN 1. Campo cultivado com feijão caupi 2. Campo cultivado com consórcio caupi x mamona x mandioca 3. Sistema de produção de galinha caipira 4. Sistema de produção de apicultura Apicultura no SemiÁrido: situação atual do mel e perspectivas para outros produtos apícolas CNPC 1. Sistema de engorda confinada de ovinos 2. Processamento de carnes caprina e ovina cortes especiais 3. Processamento de leite caprino ordenha higiênica e fabricação de queijos e outros derivados O papel da agroecologia no desenvolvimento sustentado dos recursos do semiárido 1. Viabilidade econômica na caprinocultura leiteira do SemiÁrido 2. Terminação de cordeiros: confinado ou a pasto? 3. CNPAT 1. Minifábrica de castanha de caju 2. Máquina transformação da casca de coco em pó 3. Máquina de extração de água de coco Valorização e certificação dos produtos da agricultura familiar do SemiÁrido Cultivo e processamento do cajueiro em condições de sequeiro CNPA 1. Minidescaroçadeira de algodão 2. Campo cultivado com variedades de algodão 3. Campo cultivado com variedades de mamona 4. Campo cultivado com variedades de amendoim 5. Campo cultivado com variedades de gergelim O programa de biodiesel e o agricultor do Semi Árido Cultivo da mamoneira para produção de biodiesel 11

12 CPATC 1. Campo cultivado com milho superprecoce CNPMF 1. Unidade de panificação de fécula e raspa de mandioca 2. Unidade de produção de farinha de banana 3. Campo cultivado com variedades de mandioca Inovações tecnológicas no cultivo e processamento da mandioca CTAA Produção e processamento de frutas nativas da caatinga CPATSA 1. Barragem subterrânea 2. Aproveitamento dos rejeitos da dessalinização para produção de tilápias e forragem 3. Cultivo de guandu em sistema de captação de água in situ 4. Produção de frutas nativas da caatinga 5. Sistema de produção de cabrito ecológico Potencialidades e limitações para o desenvolvimento do SemiÁrido Captação, armazenamento e uso racional da água para consumo humano, animal e vegetal no SemiÁrido 12

13 QUADRO 3. SEGMENTO CAPACITAÇÃO TEMAS PARA CAPACITAÇÃO UDs/INSTITUIÇÕES RESPONSÁVEIS FÓRUNS DE DEBATES Potencialidades e limitações para o desenvolvimento do SemiÁrido Valorização e certificação dos produtos da agricultura familiar do SemiÁrido O papel da agroecologia no desenvolvimento sustentado do SemiÁrido O programa de biodiesel e o agricultor do SemiÁrido CPATSA CPATSA/CNPAT CNPC/CPATSA/ASPTA CNPA MINICURSOS (*) Manejo de recursos hídricos no SemiÁrido Cultivo da mamoneira para produção de biodiesel Cultivo e processamento do caju (de sequeiro) Cultivo e processamento de frutas Cultivo e processamento de mandioca Caprinocultura de leite Ovinocultura de corte Apicultura e meliponicultura CPATSA CNPA CNPAT CTAA CNPMF CNPC CNPC CPAMN (*) cada minicurso será realizado duas vezes 13

14 QUADRO 4. ORÇAMENTO GERAL ESTIMADO DA PARTICIPAÇÃO DA EMBRAPA (R$) UNIDADE PARTICIPAÇÃO SEGMENTOS APOIO A UDs APOIO A PARCEIROS TOTAL CPAMN , ,00 CNPC , ,00 CNPAT , ,00 CNPA , ,00 CPATSA , , , ,00 CPATC , ,00 CNPMF , ,00 CNPS , ,00 CTAA , ,00 CNPTIA , ,00 CNPDIA 9.045, ,00 SNT (Vitrine) , ,00 ACS (Estande) , ,00 TOTAL , , , ,00 14

15 QUADRO 5. RESUMO DA PARTICIPAÇÃO DA EMBRAPA POR UNIDADE UNIDADE ESTANDE DEMONSTRAÇÕES DE CAMPO FÓRUNS DE DEBATE MINICURSOS CPAMN SIM CNPC SIM CNPAT SIM CNPA SIM CPATSA SIM CPATC SIM CNPMF SIM CNPS SIM CTAA SIM CNPTIA SIM CNPDIA SIM SNT (Vitrine) SIM TOTAL

16 2.3. No planejamento das ações de transferência de tecnologia de instituições parceiras As ações de apoio aos parceiros institucionais deverão ser constituídas de: 1. Disponibilização de áreas para estande 2. Disponibilização de áreas para demonstrações de campo 3. Apoio técnico no planejamento e na implantação das áreas de demonstração Levantamento preliminar e contatos formais, através de correspondência/telefonemas, dos potenciais parceiros institucionais da Embrapa para participação individual ou conjunta nos processos de transferência de tecnologia a serem apresentados no evento. Ficou estabelecida prioridade na parceria para os parceiros relacionados no Quadro 6: Viagem para contatos in loco com instituições no Estado do Piauí, visando promover o evento e discutir sua participação no mesmo. Foram visitadas, entre outras, as seguintes instituições/empresas: AAPI, com associados, exportadora de produtos apícolas; EMATERPI (Projeto Cajuína, Feijão Canapu, Galinha Caipira e outros); COROATÁ DOCES (maior produtor estadual de cajuína e frutas nativas); APIAGRO (fabricante de equipamentos para a apicultura nacional, a partir de tecnologias próprias) e CAMPIL (Cooperativa Apícola da Microrregião de Picos); Viagem para contatos in loco com instituições no Estado da Bahia, visando promover o evento e discutir a sua participação no mesmo. Foram visitadas, entre outras, as seguintes instituições/organizações: APAEB, organizaçãomodelo de agricultores familiares da região sisaleira da Bahia, hoje dispondo de indústrias de tapetes de sisal (exportados para Europa e USA), curtumes e laticínios; COGRISA, com caprinoovinocultores associados; UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), com importantes trabalhos de pesquisa sobre o bioma Caatinga. Todos apresentaram uma boa receptividade ao evento, manifestada no desejo de participação no mesmo; Contatos locais e regionais, com os mesmos propósitos, iniciados (municípios de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Afrânio e Juazeiro) com diversos parceiros institucionais públicos, incluindo o escritório regional da EBDA, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco CODEVASF, a Universidade Federal do Vale do São Francisco UNIVASF e o Centro Regional de Tecnologia de Alimentos SENAICERTA. Foi iniciada a discussão com INCRA sobre a provável realização de uma feira agroecológica dos produtos dos assentamentos regionais da reforma agrária, no recinto da Agrishow; Associações e cooperativas de produtores também foram trabalhados com maior dedicação, procedendose vários contatos e reuniões com cada uma delas, no sentido de assegurar uma participação mais significativa na Agrishow. Dentre estas, destacamos a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Petrolina e Região ASCCOPER (realização do Agrobode); a Cooperativa Agroindustrial do SemiÁrido COGRISA, com sede em JaguararíBA (demonstração de campo e montagem de um restaurante específico para degustação de produtos da gastronomia caprina e ovina, produzidos pelos seus associados e a 16

17 Cooperativa de Artesanato em Peles do Cariri ARTEZA (CabaceirasPB). No mesmo sentido, discussões foram iniciadas também com as associações APRISCO do VALE (Santa Maria da Boa VistaPE), Cooperativa Agrícola Mista de Afrânio Ltda (AfrânioPE); Duas das mais importantes ONGs da região SemiÁrida foram também trabalhadas pelo consultor: o Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Goverrnamentais Alternativas CAATINGA (OuricuriPE) e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada IRPAA (JuazeiroBA). A primeira deve mostrar os resultados de seu bom trabalho junto às comunidades de pequenos agricultores das regiões do Sertão Central e do Araripe, em Pernambuco, e a segunda, as suas ações em conjunto com o projeto CUC (CuraçáUauáCanudos), no qual as comunidades desses três municípios baianos já beneficiam e comercializam anualmente toneladas de frutas nativas (umbu e maracujádomato) para grandes centros urbanos; Foi discutida ainda, em Recife, a participação no evento do GTZ (Serviço Alemão de Cooperação Econômica e Social), organismo de ação relevante de apoio ao desenvolvimento do SemiÁrido, especialmente em programas de capacitação e de inserção nos mercados de comunidades de agricultores familiares. Atualmente esta organização desenvolve um importante programa, com esses objetivos, na área de produção de mamona para biodiesel. 17

18 QUADRO 6. INSTITUIÇÕES PARCEIRAS PARTICIPANTES INSTITUIÇÕES/ORGANIZAÇÕES TECNOLOGIAS /PRODUTOS/SERVIÇOS PÚBLICOS Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola EBDA Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária EMEPA Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária IPA Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte EMPARN Ovinocaprinocultura, mandioca, mamona, bovinocultura de leite, apicultura, galinha caipira, sorgo, sisal, piscicultura de águas interiores recursos hídricos, convivência com a seca ORGANIZAÇÕES DE PRODUTORES Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Valente APAEB (BA) Cooperativa AgroIndustrial do SemiÁrido COGRISA (BA) Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Petrolina e Região ASCCOPER (PE) Associação de Apicultores da MicroRegião de Simplício Mendes AAPI (PI) Cooperativa de Artesanato em Peles do Cariri ARTEZA (PB) Sisal, ovinocaprinocultura, peles, laticínios Ovinocaprinocultura Ovinocaprinocultura Produtos apícolas Artesanato em peles ORGANIZAÇÕESNÃOGOVERNAMENTAIS Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas CAATINGA Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada IRPAA Práticas de convivência com a seca Práticas de convivência com a seca 18

19 QUADRO 7. PRINCIPAIS CONTATOS MANTIDOS PESSOAS CONTATADAS INSTITUIÇÃO/ATIVIDADE CARGO/FUNÇÃO Alberto Duarte Vilarinhos Ana Lúcia Atrosos Angélica Maria Luchese Antonio Alexandre Confessor Júnior Antonio Félix Costa Antonio Leopoldino Antonio Pedro Matias Honório Brás Lomanto Neto Celso Vainer Manzatto Dalfran Gonçalves Vale Denis F. Carvalho Dionísio Mauriz Domingos Magalhães Edílson P. Fragalle Edson Bastos Nascimento Edson Raimundo da Silva Alves Elias Moura Reis Emanuel de Carvalho Donald Espedito Rufino de Araújo Everaldo Rocha Porto Everaldo Valério Teixeira Fernando Bezerra Coelho Fernando Teixeira Silva Flávio Luiz Gonçalves Guimarães Flávio Ramos Oliveira Francisco Nilton Cavalcanti Francisco Pinheiro de Araújo Francisco Zuza de Oliveira Genival da Silva Passos George Ricardo Bandeira Embrapa Mandioca e Fruticultura Embrapa ACS Univ. Estadual Feira SantanaBA EMATERRN IPAPE CAMPILPI/CASA APIS Embrapa SemiÁrido SEBRAEPE Embrapa Solos Embrapa Algodão Pref. Municipal JuazeiroBA Nutritivo Mel AAPI APAEBBA Embrapa ACS Aprisco do Vale Embrapa Negócios Tecnológicos Embrapa SemiÁrido Embrapa Tabuleiros Costeiros Projeto Dom Helder Câmara Embrapa SemiÁrido CAATINGA Prefeitura Municipal de Petrolina Embrapa Agroind. de Alimentos SENAI CERTA Assoc. Criadores de Avestruzes ASCCOPERPE Embrapa SemiÁrido Sec. Agricultura e PecuáriaCE APIAGROPI EBDABA Coordenador de Pesquisa Assessora PróReitora Gerente Estadual Diretor de Produção Diretor Difusor de Tecnologia Coord. CapriOvinocultura Chefe Geral Pesquisador Coordenador Gerente Gerente Técnico Chefe Presidente Assessor Brasília Assessor de Difusão Coordenado de Difusão Diretor Pesquisador Técnico em Apicultura Prefeito Pesquisador Diretor MédicoVeterinário Presidente Pesquisador Assessor Técnico Diretor Gerente Regional 19

20 (continuação) Geraldo Eugênio de França Gherman Garcia Leal de Araújo Gicélio Oliveira Arraes Girley Brasileiro Giuberto de Lima Ramos Guilherme \Costa Lima Harald Schistek Henrique Gonçalves dos Santos Ingo Melchers José Antonio de Souza Batista José Batista Cavalcanti José Dias Ferreira José Éden de Medeiros José Flamarion de Oliveira José Itamar Ramos José Joaquim Santana E Silva José Marcos H. de Farias José Moacir dos Santos José Nilton Moreira José Pacelli José Renato Cortez Bezerra José Ruy Porto de Carvalho Lázaro Eurípedes Paiva Luisa Teixeira de Brito Luiza Toshiko Matsuo Luiz Arena Luiz Cláudio Souza Macedo Lucas Antonio de Souza Leite Marcone C.M.Chagas Maria Pinheiro F. Correia Maria do Remédio S. Leite Maria Leonice de Freitas Newton de Melo Newton Silva Araújo Embrapa Embrapa SemiÁrido EMATERPI Sec.de Desenv. EconômicoPE IPAPE EMPARNRN IRPAABA CAATINGA GTZDED EMATERPI ASCCOPERPE Coop. Agrícola Mista AfrânioPE Embrapa DAF EMPARNRN Cooperativa ARTEZAPB EBDABA Cooperativa ARTEZAPB IRPAABA Embrapa SemiÁrido EMATERPI Embrapa Algodão Embrapa Informática Agropec. Embrapa Negócios Tecnológicos Embrapa SemiÁrido Embrapa ACS Brasília Agrishow EMATERRN Embrapa Agroind. TropicalCE EMPARNRN Embrapa Caprinos COGRISA/FAESABA EMATERRN ABIMAQ Publiê/Projeto Agrishow Diretor Chefe de Negócios Gerente Paulistana Assessor Diretor de Extensão Pesquisador Assessor Técnico Presidente Coordenador Coord.Regional Picos Diretor Eng. Agrônomo Chefe Coordenador de P&D Presidente Diretor Presidente Diretor Técnico Presidente Pesquisador Gerente Simplício Mendes Chefe de Negócios Coordenador de Pesquisa Gerente Petrolina Pesquisadora Assessora Arquiteto Diretor Geral Chefe Geral Diretor de P&D Chefe Geral Presidente Coord. Planejamento Presidente Diretor 20

SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011

SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011 SEMIÁRIDOSHOW Edição 2011 Tecnologias Agrícolas: Água e Produção de Alimentos na Agricultura Familiar. De 22 a 25 de agosto de 2011 Local: Embrapa Transferência de Tecnologia BR 122 Km 50 (BR 428 Km 148)

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