Turismo distribui 17 milhões

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1 Samodip Sarkar: «As PMEs são a fonte do crescimento económico» Luís Fernandes: «O não acesso à terra inviabiliza muitas intenções de empreendedorismo agrícola» Ciência & Tecnologia ~ páginas 16 e 17 SÍTIO DAS LETRAS LIVRARIA LER PARA SER REGUENGOS DE MONSARAZ pub 1 Ano II Nº 12 Abril Turismo distribui 17 milhões Reguengos inaugura Arquivo Marina em Alqueva mento de 75 milhões de euros. euros (1,8 milhões de incentivo e ampliação do Badoca Park Entre os projectos aprovados con- SIVETUR) e realçou que se trata tam a construção de uma marina entre os projectos de um projecto sem componente na Barragem do Alqueva (Amieira) imobiliária. contemplados e remodelação e ampliação do par- A marina da Amieira inclui que temático Badoca Safari Park. as estruturas flutuantes, serviços Eduardo Lucas, da NautiAlqueva, O sistema de incentivos a produ- empresa responsável pelo projecto de apoio e um restaurante panorâtos turísticos de vocação estratégi- da marina da Amieira (concelho de mico (120 lugares). Na segunda ca, SIVETUR, concedeu 17 milhões Portel), disse ao Notícias Alentejo fase, o projecto prevê uma unidade de euros de apoios a projectos que que o investimento da primeira hoteleira. representam um total de investi- fase ascende aos três milhões de ~ página 2 As marcas da paisagem A Câmara de Reguengos de Monsaraz inaugura no dia 25 de Abril a obra de adaptação do Arquivo Histórico Municipal, que será transferido para o edifício onde funcionou, durante várias décadas, a Repartição de Finanças do concelho. A obra, que custou cerca de 280 mil euros, foi comparticipada pelo Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM) do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo em cerca de 45 por cento. José Gabriel Calixto, vice- -presidente da CM Reguengos de Monsaraz, diz que a inauguração desta nova infraestrutura permite que o Concelho passe a dispor de modernas e adequadas instalações para todo o seu riquíssimo Arquivo Histórico. «Trata-se duma notável recuperação dum edifício histórico da cidade, contribuindo igualmente para a desejável requalificação urbana do centro histórico de Reguengos de Monsaraz. Corresponde a uma preocupação e a um investimento, com forte componente Municipal, com o objectivo de criar condições adequadas para a preservação dos documentos históricos mais importantes», adiantou. ~ página 7 Elvas recebe museu de arte contemporânea Software livre made in Évora» Os produtos Microsoft concentram as atenções do mercado de software. Há, contudo, alternativas válidas no chamado software livre, como é o caso do Alinex, um sistema operativo de base Linux criado em Portugal, pela Universidade de Évora, a partir do Linex, de origem espanhola. ~ páginas 3 e 4 O Museu de Arte Contemporânea de Elvas deverá abrir portas em Maio com a colecção de 250 peças de António Cachola e um orçamento para a programação de 150 mil euros anuais na sua fase de arranque, suportado pela autarquia de Elvas. ~ páginas centrais

2 2 e ntrada~ Notícias Alentejo on-line desde 9 de Junho de alentejo.pt Turismo apoia 17 projectos Marina em Alqueva e ampliação do Badoca Park entre os contemplados O sistema de incentivos a vimento de 28 projectos produtos turísticos de voca- turísticos, com um incentição estratégica, SIVETUR, vo de 20 milhões de euros. concedeu 17 milhões de Desde o início do euros de apoios a projectos SIVETUR, há seis anos, que representam um total de foram aprovados 251 proinvestimento de 75 milhões jectos representando 2256 de euros. Entre os projectos postos de trabalho. aprovados contam a construção de uma marina na Barragem do Alqueva (Amie- Marina da Amieira ira) e remodelação e ampliação do parque temático Badoca Safari Park. Eduardo Lucas, da A Sul do Tejo, serão conponsável pelo projecto da NautiAlqueva, empresa restemplados outros projecmarina da Amieira (concetos, como a aquisição de uma embarcação para per- lho de Portel), disse ao cursos no Estuário do Sado Notícias Alentejo que o e a criação de uma unidade investimento da primeira de turismo de habitação no fase ascende aos três distrito de Portalegre. O milhões de euros (1,8 Algarve viu aprovadas milhões de incentivo duas candidaturas - remotrata de um projecto sem SIVETUR) e realçou que se delação e ampliação de um hotel em Vila Real de Santo componente imobiliária. António e renovação do A marina da Amieira Observatório Astronómico inclui as estruturas flutude Tavira. antes, serviços de apoio e De acordo com o Jornal um restaurante panorâmi- turistas terão ao seu dis- ante a época do ano, o de Negócios, o maior proda fase, o projecto prevê barcos-cama, cinco dos ção e o barco pretendido. co (120 lugares). Na segun- por, ainda em 2007, dez número de dias de utiliza- jecto aprovado diz respeito às Termas do Estoril, para uma unidade hoteleira. quais entraram já em fun- De 618 euros, para um a construção de um com- De acordo com Eduardo cionamento no ano passafim-de-semana de dois dias plexo termal no Estoril no Lucas, em Maio do ano em do (asseguraram 50 semae na época baixa, até valor de 20,8 milhões de curso fica concluída a nas de aluguer, segundo a NautiAlqueva. euros para uma semana incentivo. O mesmo jornal Marina e o restaurante deverá entrar em funcioadianta que em Junho de em época alta e numa 2006, o Governo assinou os namento a partir de Junho. PREÇOS: O aluguer de uma embarcação topo de gama. contratos para o desenvol- A partir da Amieira, os embarcação varia conso Sumário Na capa: José Calixto Vice-Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz A Opinião que marca diferença Páginas 14 e 15 Ciência & Tecnologia, por Afonso de Almeida Páginas 16 e 17 A crónica de Luís Carmelo Página 20 Música e Letra, por J. Alberto Ferreira Página 21 Ficha Técnica A edição do "Notícias Alentejo" é da responsabilidade da sociedade "Notícias Alentejo Produção de Conteúdos Lda.", contribuinte , com sede na Rua António Janeiro, 13, Reguengos de Monsaraz, capital social de Depósito Legal: /06 Impressão: CORAZE, A Folha Cultural, CRL - Oliveira de Azeméis. Direcção-Geral: Carlos Trigo Direcção Editorial: Luís Rego Direcção Gráfica: David Prazeres Fotografia: Susana Rodrigues Colaboradores: Benjamim Formigo, José Frota, Jorge Reis (www.lusomotores.com), Mara Alves e Rute Marques Opinião: Afonso de Almeida, Alberto Magalhães, Antonio Sáez Delgado, Manuel Ferreira Patrício, João Espinho, Joaquina Margalha, José Gabriel Calixto, Luís Carmelo e Rui Namorado Rosa Contacto & Publicidade Telefone: Fax: Telemóvel: Morada: Rua S. João de Deus, Reguengos de Monsaraz

3 notícias alentejo~ Abril ~destaque Código aberto made in Alentejo Com as PME's na mira Os produtos Microsoft concentram as atenções do mercado de software. Há, contu- As PME's, admite Luís Arriaga do, alternativas válidas, emboda Cunha, «são um dos alvos ra menos divulgadas, no chainiciais do projecto Alinex e dos mado software livre, como é o caso do Alinex, um sistema distribuidores que optem por operativo de base Linux criade origem».«está em prepara- oferecer Alinex como software do em Portugal, pela Universidade de Évora, a partir do ção um kit, especialmente Linex, de origem espanhola. dirigido a PME's, constituído O desenvolvimento deste pelo Alinex e por um conjunto sistema operativo motivou, de aplicações verticais dirigiinclusivamente, um protocolo das às necessidades deste tipo entre a Universidade e a City de empresa, como sejam, con- Desk, marca registada empretabilidade, facturação, recursa de computadores Solbi. Na sequência deste acordo, o City sos humanos, lojas virtuais, Desk 8000X custa apenas 569 CRM», explica. Uma vantagem euros e é o primeiro equipagarante, é o custo de aquisição, imediatamente tangível, mento resultante desta parceria. O sistema está equipado que no caso do Alinex, dado trapara utilizar mais de cem apli- tar-se de software livre, é nulo. cações nas áreas de edição de Por outro lado, argumenta o imagem e desenho, multimé- professor da Universidade de dia, jogos e educação, entre Évora, «é aumentada enormeoutros. A alternativa ao Office mente a imunidade a vírus». da Microsoft é o pacote de produtividade OpenOffice 2, mas Também a menor exigência do também está integrado o Gimp Alinex em relação à capacidade (para edição de imagem à semese mantenham utilizáveis das máquinas permite que elas lhança do PhotoShop), o Nvu (para criação e manutenção de durante mais tempo. E, apesar sites), um sucedâneo do CAD, de menos óbvias, aponta ainda o Qcad, ou o Amule (cliente razões suplementares, como a Emule). Até o Mozilla FireFox, inexistência de informação que browser web que tem vindo circula dos PCs para algures, a ganhar peso no mercado, muitas vezes sem conhecimenestá incluído nestas aplicato do utilizador, ou a não ções abertas. Seguindo o que se tem escrique impõem, por razões nem dependência de fabricantes to na imprensa da especialidasempre compreensíveis, actuade, as principais vantagens deste sistema passam pela facigências crescentes de capaci- lizações de software com exilidade de adaptação às necessidades do utilizador e a redu- dade das máquinas. ção de custos. Luís Arriaga assegura que No caso do City Desk, o equi- o Alinex, como os Linux em pamento corresponde às geral, estão aptos, mais do que seguintes características: qualquer outro sistema opera- Processador Intel Pentium D tivo, a correr em todos os tipos de 2,8 a 3,4 GHz, 80 gigas extensíveis até 400 GB, de máquinas; desktop / portá- DDRAM 533 MHz (até 2GB). teis, PDA's, telemóveis, servi- Luis Arriaga da Cunha, prote, quiosques, máquinas espe- dores, incluindo de grande porfessor do Departamento de Informática da Universidade cíficas para restaurantes, farde Évora, recorda que a mácias e atendimentos ( ) e, Citydesk, com quem o CITI acrescenta, no caso do utiliza- (Centro de Investigação em dor de desktop/portátil, quer Tecnologias de Informação) em ambiente de casa quer estabeleceu um protocolo em em ambiente de escritório, o 2006, comercializa desktops Alinex é de facto uma alternaoferecendo de origem o Alinex como sistema operativo - tiva excelente para os siste- estas máquinas trazem tamdifusão. No que se refere a mas proprietários de maior bém um grande conjunto de aplicações, tais como o Open apoio aos utilizadores e no Office, browsers, ferramentas caso de instituições com prode manipulação de imagem tocolo com o CITI este dará mas adianta que outras apoio, em geral, aos probleempresas, algumas da região mas de instalação. Mas, é de Évora, oferecem também igualmente possível contar computadores de várias marcom as comunidades contaccas dotados de origem do Alinex. O sistema operativo táveis na Internet, por exempode ser instalado em qualainda a surgir, em parte plo, via fóruns. «Começam quer computador com procesfomentadas pelo CITI, pequesador Intel ou AMD, não colonas empresas que se dedicam cando exigências especiais de capacidade da máquina ao apoio ao Alinex», diz. Perguntas & Respostas Quando pretendem Sim, mas só justificadas por diato, sem ter de instalar disponibilizar uma versão novas funcionalidades ou por nada no seu computador. funcional do Alinex? actualizações obrigatórias, A distribuição Alinex dirige-se como as envolvendo questões Dado que já existe, há a vários tipos de plataformas. de segurança. Como software alguns anos, uma distribui- Podemos nomear: servidores, livre que é, estarão ausentes ção portuguesa de Linux desktop e portáteis, PDA's, as versões impostas por (o Caixa Mágica), o desenrazões sistemas industriais, unidades comerciais ou a obso- volvimento do Alinex não fechadas como quiosques, lescência programada das ver- constitui um esforço POS's, marcação de ponto e sões antigas. O leque de solu- redundante no campo do controlo de acessos, televisões ções de software livre (ou software livre nacional? inteligentes, jogos, etc. As pri- mesmo proprietário) certifica- A distribuição Caixa Mágica meiras versões para servido- do para Alinex, será também constitui uma das histórias de res e desktop/portáteis, come- crescente resultando de par- sucesso de disponibilização de çam a estar disponíveis em cerias com outros organismos uma solução Linux para utilifase de testes. As outras ver- e empresas. Importa referir zação em servidores, desksões irão sendo disponibiliza- que o Alinex terá sempre por tops, etc. Veio demonstrar, das gradualmente base um repositório de paco- por vezes contra resistências tes publicamente acessível, vigorosas, o valor do software Vão garantir supor- que é continuamente actuali- livre como alternativa séria te/assistência e formação zado segundo o modelo da dis- e credível. No estado actual, para os utilizadores deste tribuição Debian. em que ainda prevalece algusoftware? ma cultura habituada a solu- Sim. O suporte e formação Qual vai ser o modelo de dis- ções proprietárias, naturalsão aspectos essenciais para tribuição do Alinex (down- mente desconfiada de novas o sucesso do Alinex. Sendo load, em pacotes, venda, gra- maneiras de desenvolver softuma distribuição baseada em tuitamente...)? ware, devemos ver o Alinex Debian, falamos de uma dis- O modo de distribuição regu- e a Caixa Mágica como aliatribuição com peso mundial, lar será o download gratuito dos. O objectivo do Alinex é bem documentada em várias de imagens de CD e a actuali- ter uma distribuição nacional línguas, pelo que à partida zação automatizada, usando bem apoiada e tecnologicaexiste uma grande base de pes- os mecanismos Debian (apt). mente sustentável; o recurso soas com capacidade para tra- Estarão disponíveis também explícito aos repositórios do balhar com o Alinex. versões em CD material. LinEx e do Debian garantem- Estão ainda a ser disponibili- nos esse apoio melhor do que Pretendem assegurar zados CD's live (na linha do qualquer outra solução, nomea disponibilização regular Knoppix ou do Ubuntu) para adamente por não depender de novas versões/versões quem queira experimentar de interesses comerciais. actualizadas do Alinex? o Alinex o possa fazer de ime- Fonte:

4 4 notícias alentejo~ Abril 2007 destaqu e~ O Alinex e o estranho modelo de negócio do software livre Defensor convicto das Com estes factores envolventes e plataformas de software num contexto de contenção de despesas e de preocupações creslivre, Luis Arriaga da centes com segurança, será inevi- Cunha é um dos responsá- tável que o software livre se veis por um sistema operati- torne uma via a ser tratada nas vo open source desenvolviem pé de igualdade com soluções aquisições do Estado, pelo menos do em Portugal, o Alinex. proprietárias. Em entrevista ao igov (www.i-gov.org) Há já conversações com órgãos e conduzida por André da Administração Pública, Julião, além do caminho tanto Central como Local, percorrido e das perspecti- tendo em vista a aplicação do Alinex? vas futuras do Alinex, O Alinex está, desde 2006, dispoo professor da Universi- nível em todas as salas TIC das dade de Évora faz uma escolas secundárias do nosso país. análise crítica à adopção Este projecto resultou de uma do software livre na AP. colaboração entre a Universidade de Évora e o Ministério da Educação, através do CRIE (Equipa de Missão Computadores, Um dos potenciais alvos da apli- Redes e Internet na Escola). A inicação do Alinex é a ciativa 'Escolas, Professores e Administração Pública. Pensa Computadores Portáteis', que que será fácil convencer os abrange um universo de algumas seus responsáveis a optarem dezenas de milhares de portáteis, pelo software livre? consigna a disponibilização do O software livre é já amplamente Alinex como sistema operativo, usado na Administração Pública funcionando sobre máquinas de Portuguesa (AP). Veja-se, por vários fornecedores. Temos manexemplo, o sítio tido, por outro lado, contacto com a Administração Local, nomeadarepositório de conhecimento em mente com a AMDE (Associação software livre das entidades do de Municípios do Distrito de Évo- Estado Português. Pense-se no 1º ra) e com a Câmara Municipal de Encontro de Software Livre na Évora para análise da oportunida- Administração Pública que decor- de de utilização do Alinex e solureu na Torre do Tombo em Lisboa, ções de software livre. A própria em finais de Novembro de 2006, Universidade de Évora tem em com organização do Plano curso um estudo aprofundado Tecnológico nacional, dos sobre a adopção generalizada, diri- Ministérios da Cultura, da gida aos seus públicos científicos Justiça, da Educação, da UMIC e a administrativos, do Alinex e de da Torre Tombo, onde aliás o soluções open source software. Alinex foi referido. Ou atente-se, Temos além disso em curso um por exemplo, à criação, na UMIC, conjunto de visitas e interacção de um Grupo de Trabalho em com escolas para promoção da Software Livre. Na maioria dos Universidade, onde o Alinex conscasos, a adopção de software livre titui o foco das apresentações. verifica-se, no entanto, não por existir uma estratégia coerente a E em relação aos estabelecitir de uma base sólida, sem de cus- vantagens de vários tipos. Como empresas portuguesas, pode nível nacional, mas por reconhementos de saúde, há já alguma cimento, por parte dos responsá- tos de arrranque asfixiantes, a já referi, e apenas numa óptica constituir um trunfo para o veis das informáticas das orgacoisa em andamento? que acrescentam valor com oferta mais ou menos imediatista, a Relativamente à área de saúde sucesso do projecto junto do nizações, das vantagens desta via de produtos inovadores ou servi- redução de custos aparece como posso referir que foi estabelecido sector público? de solução. A nível de servidores ços de manutenção e apoio. Estas uma vantagem facilmente apreum protocolo com uma empresa empresas, algumas delas spin- ensível. A capacidade de adaptae software de base, por exemplo, Esperemos que sim. Não acreditaa penetração do Linux é muito que disponibiliza soluções neste offs do CITI (Centro de ção do software a requisitos loca- mos que surjam directivas estraimportante e claramente crescentuguês, quer para os PALOP's, Informação) da Universidade de gem de valor óbvio. open source software na AP em domínio, quer para o mercado por- Investigação em Tecnologias de is constitui também uma vanta- tégicas relativas à implantação de te, embora pouco visível. As áreas dos postos de traba- com o objectivo de certificar os Évora, terão, como mercado natu- Mas outras vantagens podem ser Portugal, como muitos outros paíseus produtos sobre Alinex. Vem a ral, o poder local, contribuindo apontadas. Para uma análise mais ses têm feito (caso do Brasil, lho /ferramentas de office, onde se move o Alinex, e das bases de propósito mencionar que uma das para a confiança em soluções base- aprofundada, será interessante vertentes do Alinex corresponde à Índia, Espanha, China, vários paídados de informação contabilísti- adas em software livre. É impor- observar o estudo 'Open Source disponibilização do que chama- ses da UE, etc, etc). Mas conta- ca e de vencimentos (que são curi- tante notar que para o projecto Software - Que oportunidades em mos kits. Isto é, CD/DVD's com o Alinex o retorno do investimenosamente vistas, na AP, como Portugal?' desenvolvido pela mos com as boas razões que assis- core business ), temos noção de sistema operativo e um conjunto to será primordialmente o suces- APDSI. A libertação de uma poude programas, certificados sobre so dessas empresas e a criação de co saudável, e custosa, depen- da ligação Universidade/empresas tem o software livre, com o valor serem as de mais difícil implantação para o sofware livre. Mas Alinex e prontos a usar, que res- know-how nacional em TIC's. O dência de certos fornecedores, que não se fique pelos protocolos mesmo aí, a qualidade de algumas pondem a uma área concreta de país tem de ultrapassar o simples por exemplo concretizada na assinados que não vão além das soluções de software livre, mal- negócio. O primeiro kit foi o kit- papel de montador de soluções imposição de novas versões de boas intenções, com o avançar de grado a enorme resistência à Educação das salas TIC, mas vári- importadas, em que os investi- produtos em que não se percebe uma geração de gente nova com mudança, é real e irá inevitavel- os outros estão em preparação mentos anunciados regressam de qual a melhoria de funcionalidade como sejam o kit-pme's, kitcapacidade de empreender, com mente ser reconhecida. facto, na quase totalidade, aos paí- para os utilizadores, a capacidade AdminLocal, kit-saúde, kit-jogos, ses produtores. Tenha-se presente visão internacional, e com o ele- Temos consciência de que muitos de negociação real na aquisição kit-lite (para máquinas antigas que as empresas que tomam por de soluções informáticas, têm um vado nível tecnológico que somos dos decisores de topo se debatem ainda com a angústia de com com pouca capacidade), kit- base o Alinex e outro software valor, quiçá não sentido no dia a capazes de ter se ultrapassarmos quem assino o contrato de manutos proprietários, se assim o gem de fundo trazida pelo softwa- tem marcado o sector público Servidores, kit-thincients, etc. livre podem comercializar produ- dia, que representa uma vanta- a cultura dos quintais que tenção? ou têm de facto um desentenderem. Em termos de estra- re livre. Também o aumento sig- nacional. conhecimento profundo deste Falou-me em parcerias com novo e estranho modelo de negóessas empresas compreendam que aspectos de imunidade a vírus, empresas locais. Como seria o tégia futura, será importante que nificativo de segurança, quer nos cio em que o software não tem modelo de negócio? O facto de custos de aquisição e é mantido serem locais, pressupõe aqui vivemos tempos de mudança do quer no conhecimento exacto do uma aposta clara nas Câmaras modelo de negócio que vende pro- que os programas fazem (pode- Nota: Entrevista gentilmente por uma comunidade mundial de boas vontades. Mas esta situação Municipais e Juntas de dutos para o negócio que vende mos ir aos sources!), a informação cedida pelo portal igov - está em evolução rápida. Freguesia e ainda com outros serviços e em que o produto é que transmitem ou não para O igov é um Encontramos já no nosso mercado órgãos do poder local? um mero veículo para lhes aceder. outros locais, por vezes sem projecto de informação centra- empresas de elevadísssima repu- O projecto Alinex ultrapassa, conhecimento do utilizador, é não do na utilização das TIC (Tecnosó importante em termos gerais logias de Informação e tação capazes de fornecer e dar como será fácil de entender, a Que vantagens sublinharia apoio contratado a soluções de mera disponibilização de um sis- para as entidades da como absolutamente crucial em Comunicação), que a Espiral de software livre. Por outro lado, tema operativo livre. Em termos Administração Pública optarem ambientes que manipulem informação confidencial. Conhecimento dedica exclusi- começam a surgir profissionais de interacção com o tecido pelo Alinex? vamente à Administração com competências certificadas empresarial, o projecto Alinex A adopção do Alinex, ou em ternestas áreas, que poderão incutir tem como objectivos fomentar o mos mais amplos, de software O facto de se tratar de um pro- Pública, dando especial desta- confiança aos decisores para opta- desenvolvimento de empresas de livre, por entidades da duto nacional, aliado a algumas que à modernização e inovação rem por open source software. base tecnológica, que possam par- Administração Pública, apresenta parcerias estratégicas com tecnológica

5 notícias alentejo~ Abril ~ economia Empresas europeias optimistas para 2007 As PME (Pequenas e num acréscimo). Alemanha e Alemanha, Bélgica e Reino utilizar os subsídios Europeus, Médias Empresas) Portugal são os países mais cau- Unido são os países cujas Nacionais, Regionais e telosos: apenas 37% e 39% das empresas estão mais activas nos Sectoriais (54%). Por seu lado, as Europeias estão confiantes empresas, respectivamente, processos de cobrança: 91% das PME Alemãs são as que na conjuntura económica acham que as vendas vão cres- PME estão a iniciar processos demonstram maior desconhecicer. de cobrança. Segue-se a Itália mento (61%). Em Portugal, 37% para 2007 e pretendem aumentar o investimento (83%), França (82%), Portugal e afirmam conhecer e utilizar sub- Maioria das empresas Espanha (76%). Portugal é o país total. A conclusão é reve- sídios, 24% dizem conhecer mas Espanholas espera aumentar que demora mais tempo a inicinão utilizar e 39% desconhelada pelo 5.º Barómetro lucros: A maioria das empresas ar cobrança, 49 dias, e França é Eurofactor de Confiança Portuguesas (56%) acha que, em o mais célere, 31 dias. cem. Empresarial, realizado 2007, a rentabilidade vai permanecer igual ao período homó- Empresas Portuguesas recorjunto de Directores de O caso Português: As conclu- logo e 38% espera um aumento rem a 'outsourcing' na gestão sões revelam que 58% das empresas, com 6 a dos lucros. Em Espanha, 62% da conta de clientes: As empresas Portuguesas estão 500 colaboradores, de 7 das empresas prevê melhorar a empresas Espanholas são as que optimistas para 2007, com 39% países Europeus: Portugal, rentabilidade do negócio. As menos recorrem ao outsourcing à espera que o volume de ven- Alemanha, Bélgica, PME Italianas são as mais pes- para gerir a conta cliente (55%) das aumente e 38% a prever um Espanha, França, Itália e simistas, com 52% à espera de e as Alemãs as que mais utili- crescimento dos lucros. 58% das manter os mesmos valores e zam serviços externos (84%). Reino Unido. O estudo foi PME questionadas pretendem 11% a contar ter menos lucros. 74% das PME Portuguesas aumentar o investimento em apresentado, em Lisboa, recorrem ao outsourcing na ges- 2007, com as prioridades a por Rui Esteves, Director- Investimento Português abai- tão da conta de clientes. serem marketing e publicidade Geral da Eurofactor xo da média dos países (36%) e equipamentos de produ- Europeus: A maioria das PME Concorrência dos países emer- Portugal, e Emmanuel ção (34%). O mercado interno é analisadas tenciona aumentar gentes é a principal preocupa- Lechypre, Chefe de ção das empresas Europeias: A o mais atractivo para as PME: os investimentos. A tabela é lide- Redação da revista econó- rada pelas empresas Belgas concorrência dos países emer- 85% do volume de negócio é reamica francesa (89%), seguidas de Alemanha gentes é a principal preocupa- lizado com clientes nacionais e (84%), Reino Unido (82%), Itália ção das PME Portuguesas, apon- o peso do sector público é de L'Expansion. (70%), França (68%), Espanha tada por 25% dos questionados, 8%. O prazo de pagamento é o O Barómetro, realizado (60%) e Portugal (58%). 75% das seguida da subida do custo das mais alargado dos 7 países ana- pela empresa de factoring PME Portuguesas espera estabi- matérias-primas (24%). Estas lisados (94 dias) e cerca de 84% Eurofactor em parceria lizar as necessidades de financipreocupações duas são também as maiores das empresas têm incobráveis. dos empresários 74% das PME recorrem a out- com a Associação Francesa amento e 13% prevê aumentar. dos Gestores de Crédito e Portugal é o país que demonstra Alemães, Belgas e Italianos. sourcing na gestão da conta de menor necessidade de financia- Aconselhamento (AFDCC), clientes. Os serviços mais requimento. A lista é encabeçada por 80% das empresas sitados são: advogados (52%), analisa as principais previ- Espanha (28% das PME prevê Portuguesas prevê manter revisores oficiais de contas sões e expectativas econó- um aumento da necessidade de número de colaboradores em (38%) e seguro de crédito (22%). micas de empresas de qua- financiamento), seguida da 2007: A política de recrutamen- O factoring é utilizado por 14% tro macrosectores de acti- Bélgica (25%), França (23%), to das PME Portuguesas para das PME Portuguesas (uma em Itália (20%), Alemanha (18%) e 2007 está estável: 80% das vidade: comércio, indús- Reino Unido (16%). empresas pretende manter o cada dez) na gestão da conta de tria, construção, transpor- número de colaboradores, 14% clientes. O serviço suscita bas- tes e serviços. Prazos de pagamento em planeia aumentar e apenas 6% tante interesse junto das empre- Portugal são dos mais alarga- prevê reduzir recursos humanos sas e as principais mais-valias dos da Europa: Portugal é, dos durante o próximo ano. apontadas são: garantia contra Optimismo moderado entre 7 países que compõem o estudo, Portugal é líder Europeu em o risco de dívidas (62%), inforas empresas Portuguesas: De aquele onde as empresas pagam preocupações ambientais: As mação sobre a solvabilidade dos modo geral, as Empresas mais tarde: demoram até 94 preocupações ambientais estão clientes (58%) e gestão de Europeias estão optimistas para dias. Os países mais cumprido- na agenda das empresas cobranças (54%) As mais confiantes são as res são a Alemanha (45 dias), Portuguesas: 68% têm um plano PME Belgas (92%), Reino Unido Reino Unido (49 dias) e Bélgica de protecção ambiental, o valor Nota: A Eurofactor Portugal é (90%) e Espanha (89%). Segue-se (62 dias). Em França, as PME mais alto entre os 7 países. uma sociedade de factoring perpagam a 66 dias, em Espanha a Alemanha e França estão pouco tencente ao Grupo Eurofactor a Alemanha (85%), França (82%) e Itália (65%). 58% das empresas 81 dias e, em Itália, a 93 dias. focalizadas neste tema (apenas Crédit Agricole, a maior rede Portuguesas acreditam numa 38% das PME contam com Europeia de empresas de factomelhoria do ambiente económiring, com presença assegurada Risco de incobráveis aumenta plano de protecção ambiental), co, 39% estão pouco optimistas em Portugal: 85% das PME seguidas de Bélgica (48%), Espanha (57%), Itália (61%) e em Portugal, Alemanha, e 3% afirmam estar pessimistas. Alemãs têm montantes incobráveis, isto é, valores que nunca Reino Unido (62%). Benelux, Espanha, França e Portugal e Alemanha cautelo- vão chegar a receber. As empre- Reino Unido. A empresa está em sos na previsão das vendas: sas Portuguesas ocupam o 39% das PME Portuguesas des- Portugal desde 1992, ocupa a 8.ª As empresas Belgas são as mais segundo lugar, com 84%, segui- conhece e não utiliza subsídimercado de 4%, e é líder desta- posição do sector com quota de optimistas (61% esperam um das de Bélgica (72%), Espanha os disponíveis: aumento das vendas), seguidas (70%), Itália e Reino Unido (am- As empresas Espanholas são as cado no factoring internacional do Reino Unido (58% aposta bos com 68%) e França (67%). que afirmam conhecer melhor e (27% de quota de mercado). pub Carros sem seguro vendidos em leilão Os carros sem seguro envolvidos em acidentes vão poder ser apreendidos e vendidos em hasta pública. Esta é uma das medidas previstas numa directiva comunitária cuja transposição para a legislação nacional está a ser preparada pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP). As novas regras começam a ser aplicadas já em Julho deste ano, segundo o "Jornal de Notícias". O mesmo jornal adianta que, de acordo uma proposta provisória que o ISP já elaborou, haverá uma apreensão "imediata " de veículos envolvidos em acidentes, caso não seja apresentado o documento comprovativo do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, "quando solicitado pela autoridade competente". Portugal campeão dos impostos Portugal foi o país da Zona Euro que mais aumentou os impostos entre 1995 e 2005 e está entre os que mais subiram a carga fiscal nos últimos cinco anos. Segundo o Diário de Notícias, está ainda assim abaixo da média europeia. Pelo contrário, os países do Leste, apontados como adversários de Portugal na luta pelo investimento estrangeiro, praticam taxas tributárias mais baixas e estão a reduzir o esforço fiscal pedido às empresas. As contas do DN: Em dez anos - entre 1995 e a carga fiscal, incluindo as contribuições sociais, sobre a economia portuguesa, cidadãos e empresas, aumentou 11%. Curiosidade, o grossa da subida dos impostos decidiuse entre 1995 e 2000, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da Comissão Europeia. Aluna da U.E. ganha prémio Secil Ana Silva, aluna da licenciatura em arquitectura da Universidade de Évora ganhou o prémio nacional, na categoria de equipamento, promovido pela cimenteira Secil. O projecto apresentado a concurso sugere "uma requalificação paisagística e urbana do actual jardim de Diana" em Évora. Um comunicado daquela instituição de ensino superior explica que a proposta de Ana Silva "de forma simples e recolhida, desenvolve-se num volume que propõe uma maior existência entre a paisagem a noroeste e a vista com o templo de Diana".

6 6 notícias alentejo~ Abril 2007 publicidade~

7 notícias alentejo~ Abril 2007 ~reguengos de monsaraz 7 Arquivo Histórico Municipal é inaugurado no dia 25 de Abril A Câmara de Reguengos patrimonial. Data do início de Monsaraz inaugura no do século XX e é constituídia 25 de Abril a obra de do por rés-do-chão e piso adaptação do Arquivo superior. No rés-do-chão Histórico Municipal, que serão instalados os serviços será transferido para o edi- que impliquem maior fício onde funcionou, sobrecarga sobre os pavidurante várias décadas, a mentos, designadamente as Repartição de Finanças do várias salas para depósitos concelho. A obra, que cus- de documentos, recepção, tou cerca de 280 mil euros, selecção, tratamento e resfoi comparticipada pelo tauro de documentos. No Programa de Apoio à Rede piso superior vão funcionar de Arquivos Municipais os serviços técnicos, inclu- (PARAM) do Instituto dos indo a direcção, os serviços Arquivos Nacionais/Torre técnico-administrativos e a do Tombo em cerca de 45 sala para consulta pública por cento. Através do PARAM, a de documentos. aquisição do equipamento Com a transferência do necessário ao funciona- Arquivo Histórico mento do Arquivo Histórico Municipal para um novo Municipal, com custos de edifício, a autarquia precerca de 100 mil euros, foi tende garantir mais rapidez apoiada em 30 por cento do e qualidade aos munícipes seu valor, segundo a informentos, obterá melhores para consultarem docu- mação disponibilizada pela autarquia. condições de arquivo dos O edifício que vai receber documentos, mais salas diso Arquivo Histórico poníveis, e a adaptação de Municipal de Reguengos de um edifício que necessita Monsaraz tem interesse de obras. Festa ibérica está de regresso A Festa Ibérica da Olaria e do Barro é uma iniciativa de promoção cultural e turística de uma importante manifestação artística e artesanal: a Olaria. De 24 a 27 de Maio, um significativo número de centros oleiros do Alentejo e da Extremadura Espanhola marcará presença, em S. Pedro do Corval, para a 13.ª edição do certame organizado pelas autarquias de Reguengos de Monsaraz e de Salvatierra de los Barros. A iniciativa pretende valorizar a olaria, chamar a atenção para a sua importância e existência, para o seu valor artesanal e artístico, para a sua importância e significado na economia da região, promover o turismo e o património cultural. Monsaraz quer manter GNR O presidente da Junta de Freguesia de Monsaraz, Jorge Nunes, insurgiu-se contra a possibilidade de encerramento do posto da GNR do Telheiro. «Levantar a possibilidade de retirar da Freguesia de Monsaraz o efectivo da GNR vai completamente contra todo o trabalho quer de desenvolvimento na área do turismo de qualidade quer de promoção da zona, que nesta altura que está a ser feito por diversas entidades», disse, em declarações ao Notícias Alentejo. Jorge Nunes recorda que a GNR, por intermédio do efectivo do posto em causa, tem assegurado o patrulhamento da vila medieval e de toda a sua zona envolvente com eficácia, por isso os registos de ocorrências serem até ao momento baixos. pub

8 8 portel~ notícias alentejo~ Abril 2007 Festa com Livros A 2ª edição da Festa com Livros prolonga-se até 23 de Abril e integra livros, cujo principal objectiiniciativas destinadas vo é «sensibilizar para a públicos diferenciados. a importância da leitura no processo de desenvolvi- Teatro, sessões de leitura mento dos indivíduos e das animadas, poesia, comunidades». colóquios, lançamento Alguns dos conteúdos que de livros e sessões de dão base à programação da Festa com Livros, abordam cinema infantil e juvenil iniciativa cultural da Câmara Municipal de Portel em torno da temática da leitura e dos sobretudo efemérides das Artes de Palco e principalmente da Literatura. A performance poética reali- Na programação já realizada, zada no Auditório Municipal destaque para o Dia do de Portel, Camões é um Teatro Amador (22 de Poeta Rap, marcou, no dia Março), com a peça Tenho 21 de Março, o arranque um Morto na Minha Cama - da 2ª edição da Festa com pelo grupo de Teatro Livros. Serviu igualmente Experimental de Pias - e para comemorar o Dia para a exposição Cem Anos Mundial da Poesia. de Literatura Portuguesa, do A iniciativa integra diver- Instituto Português do Livro sas actividades de índole mar- e Das Bibliotecas, que assinacam-se a sessão de teatro, Teatro do Ribatejo. teatro Salazar - Ascenção No mês de Abril, desta- e Queda, pela Companhia de e ainda, no dia 22, a peça de cadamente cultural e educa- lou o Dia do Livro Português tiva, destinadas a públicos (26 de Março). no dia 1, Falar Verdade a No mês de Abril, desta- e Queda, pela Companhia de diferenciados, crianças, A fechar o mês de Março, Mentir, de Almeida Garrett, cam-se a sessão de teatro, Teatro do Ribatejo. jovens e idosos e população as Conferências de Portel, com o grupo de Teatro de no dia 1, Falar Verdade A exposição Évora ao em geral, que passam pelo Ciclo Vera Cruz de Amadores de Vila Viçosa; a Mentir, de Almeida Garrett, Espelho está aberta ao teatro, sessões de leitura ani- Marmelar. História, a exposição de Fotografias com o grupo de Teatro de público no Palácio D. Manuel madas, poesia, colóquios, lan- Arquitectura e Arte, contou e Marionetas Olhares pelas Amadores de Vila Viçosa; de segunda a sexta-feira, das çamento de livros, sessões de com a presença do Achim Andanças dos Bonecos a exposição de Fotografias 10:00 às 12:00 e das 13:00 cinema infantil e juvenil, Arbeiter (professor catedrátie ainda, no dia 22, a peça de Andanças dos Bonecos período da tarde, encerrando (Trulé), a inaugurar no dia 1; e Marionetas Olhares pelas às 17:00, e Sábados só no entre muitos outros. co da Universidade de A Festa com Livros é uma Gottingen, Alemanha). teatro Salazar - Ascenção (Trulé), a inaugurar no dia 1; ao domingo. pub

9 notícias alentejo~ Abril ~ debat e O PDM de Évora A Câmara de Évora marcou recentemente o debate público sobre o Plano Director Municipal (PDM). O PDM entra em fase de discussão pública quase oito anos depois de iniciado o processo de revisão. Chegou o momento de agilizar processos? Não vai agilizar Diamantino Dias PCP O Poder Local ao longo da sua história recente, produziu instrumentos de planeamento muito importantes, os quais contribuíram, e muito, para uma transparência de todos os procedimentos. De entre esses instrumentos, destacam-se os Planos Directores Municipais (PDM), pela sua natureza estratégica e enquanto instrumentos de planeamento imprescindíveis ao ordenamento territorial. O PDM de Évora foi um dos primeiros no país a ser aprovado, tendo contribuído de forma decisória para um desenvolvimento harmonioso da cidade e do concelho. A partir dessa experiência com sucesso, a CDU iniciou o trabalho de revisão do PDM de Évora, tendo esse trabalhado praticamente concluído em Com a chegada do PS á Câmara foi dissolvida a equipa técnica e deitado para o lixo todo o trabalho feito. Nos seis anos que se seguiram, num percurso marcado por várias equipas, várias propostas (quatro!), sucessivamente recusadas pela Comissão Técnica de Acompanhamento, são conhecidas as trapalhadas, acusações e calúnias por parte do PS contra o PCP, e contra alguns técnicos qualificados só por exigirem rigor e transparência no trabalho que estaria a ser feito. Toda esta história não pode ser reproduzida em poucas linhas, mas será muito importante que este período não se perca na memória de todos aqueles que gostam de Évora, pois os prejuízos já causados são muito graves para o concelho e para a sua população. O documento que vai agora para discussão pública, da exclusiva responsabilidade do PS, contém diversas incorrecções, insuficiências e visões distorcidas da realidade: - não assenta em estimativas demográficas credíveis; não dá resposta a problemas tão sensíveis como a ocupação dos espaços vazios entre bairros (grande paixão aliás do actual presidente da Câmara quando se candidatou pela primeira vez á Câmara, pelos vistos também esta paixão se esfumou!); não são fundamentadas as razões que levam a contrariar as definições do Plano de Urbanização de Évora; não apresenta medidas para o Centro Histórico, que se degrada e desertifica a um ritmo bastante inquietante; reduz a qualidade de vida urbana por conta da redução dos espaços verdes da cidade; assim como não aponta resolução para problemas como a habitação, a mobilidade e o tráfego, e tantos outros. Por tudo isto, uma pergunta pertinente se coloca - Com esta revisão de PDM, que futuro para Évora? Sendo um PDM um instrumento de planeamento essencial, que deve definir uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o território, deve ele também contribuir para agilizar processos, agilizando os mecanismos de operacionalização do próprio Plano. Mas, para que assim aconteça, na sua génese, este instrumento tem que ser elaborado de forma a poder responder a esse objectivo. No caso presente, não me parece que isso aconteça, a não ser que a Comissão e a maioria que governa a Câmara de Évora, encarem de forma muito responsável e séria os contributos que resultem da discussão pública, e os transformem em propostas que possam resolver as ambiguidades e as questões por responder, que o projecto agora em discussão contém. Porque se trata de um instrumento de planeamento fundamental para o Concelho, não pode omitir as prioridades, mas omite; as propostas devem estar articuladas com os meios financeiros disponíveis, mas não estão, não existindo sequer uma previsão da capacidade de investimento do município. Assim, dada a seriedade do assunto, uma pergunta deixo no ar: Estamos mesmo num processo de revisão ou é apenas uma miragem? Esta revisão não vai agilizar qualquer processo como seria desejável. 'Partidarização do processo procurou criar dificuldades Norberto Patinho PS É na verdade um facto. Apenas oito anos após o início do processo de revisão, o PDM de Évora entra na fase de discussão pública. Esta situação é insustentável para qualquer Município que necessita de adaptar o seu plano director a novas realidades e à necessidade de conseguir um desenvolvimento ordenado e sustentado do seu território. No caso concreto de Évora a discussão em torno desta matéria já deixou claro que, para além de um quadro legal extremamente moroso que carece de ser revisto, a partidarização do processo, procurando criar dificuldades e inviabilizar uma proposta legitimamente elaborada pelo executivo e ainda uma frequente confusão de competências entre quem compete acompanhar e executar, conduziram a um atraso inaceitável. De qualquer forma, com a determinação do executivo liderado pelo Dr. José Ernesto de Oliveira, aí está a proposta colocada à discussão dos munícipes do concelho de Évora. É o momento dos eborenses contribuírem pela positiva, através da participação na discussão pública, para que Évora venha a dispor de um instrumento potenciador do desenvolvimento do concelho e da região. Do documento em discussão há a salientar quatro pontos fundamentais: A resolução definitiva do problema das quintinhas e do parcelamento da propriedade rural. A expansão urbana das freguesias rurais permitindo a fixação da população, contrariando assim a desertificação que se faz sentir na nossa região. A possibilidade da instalação de investimentos no espaço rural, agilizando procedimentos para a instalação de projectos turísticos de qualidade. Preparar a cidade para acolher a expansão de áreas industriais e de investimento decorrentes das novas centralidades e acessibilidades, como são o caso da auto-estrada, do IP2 e do TGV. O documento final após todos os contributos que certamente surgirão e o valorizarão vai permitir a afirmação de Évora como grande capital regional. Respondendo concretamente à questão formulada é fundamental encontrarmos resposta para contrariar a morosidade destes processos. Temos uma legislação de grande qualidade. Alguns ajustamentos pontuais na lei, a aprovação do Plano Nacional e dos Planos Regionais de Ordenamento do Território e um reforço da autonomia (e responsabilização) das autarquias contribuirão para uma maior celeridade nos processos de revisão dos PDM's. Obrigatório discutir o PDM até ao limite Palma Rita PSD O PDM que está em vigor em Évora é bastante antigo e, por isso, está claramente necessitado de revisão, o que já deveria ter acontecido há vários anos. Tendo tal PDM servido para, em boa medida, regularizar ilegalidades permitidas, o debate público em torno da proposta de revisão do PDM deve constituir um momento de discussão sobre o futuro do concelho de Évora, alicerçando projectos estruturantes e criando novos rumos. Por esse motivo, coligados com os interesses de Évora e da sua população, com grande maturidade e responsabilidade política, os autarcas do PSD decidiram viabilizar a discussão pública da proposta de PDM elaborada pelos eleitos do Partido Socialista, apesar da sua formulação ter acontecido totalmente à margem da Câmara e demais órgãos autárquicos. A concordância com a necessidade de partir, desde já, para uma ampla discussão pública do PDM, não deve ser entendida como um apoio incondicional à generalidade do documento apresentado, pobre de opções e escasso de inovação, reservando-se os eleitos nos órgãos autárquicos o direito de não acatar versões finais que iludam ou ignorem os resultados da discussão pública na sua (re)formulação. Em nome da legitimidade democrática de participação activa e empenhada na construção do futuro de Évora, cabe aos autarcas estimularem o aprofundamento a discussão com vista à formulação de sugestões por parte da população e de todas as forças vivas do concelho, contributivas da escolha de opções ajustadas para o concelho.

10 10 notícias alentejo~ Abril 2007 universidade~ A Reforma do Ensino Superior, segundo Jorge Araújo Financiamento deve reflectir performances Jorge Araújo apresentou na iniciativa «Novas Fronteiras», organizada pelo PS, a sua opinião sobre a reforma do Ensino Superior, baseando-se na experiência de 36 anos de actividade docente e de nove como reitor da Universidade de Évora. Pedro da Silva O reitor da Universidade de Évora defende que o financiamento do Estado deve reflectir a performance da Instituição, tendo como referência as metas estabelecidas e promover, contratualmente, a discriminação positiva de cada Instituição, tendo em conta a sua ciência, mais eficácia e a maior científica e pedagógica, de que actividades devem ser submeti- 6. PRINCÍPIO DO RIGOR competitividade. gozam as universidades, não é dos a mecanismos de aferição e E TRANSPARÊNCIA circunstância. «Não é uma mordomia própria de de certificação de qualidade. indiferente estar-se Uma nova ordem universitá- quem é dono e senhor do saber; Este princípio aplica-se a todo ria... é a condição sine qua non para localizado para lá dos o funcionamento quer se trate A nova ordem a que nos refe- que a Universidade, enquanto 4. PRINCÍPIO DA de gestão de recursos financeimontes ou no litoral, rimos foi sendo edificada pelos instituição pública, possa cum- INTERNACIONALIZAÇÃO ros, de gestão de recursos humagovernos dos países europeus e prir a sua missão de centro de no que concerne à nos, de tramitação processual pelas respectivas universida- desenvolvimento cultural, cien- Este princípio decorre da prócapacidade de auto- ou de avaliação de conhecimendes. É conhecido o papel pre- tífico e tecnológico com total pria lógica subjacente à criação tos, competências ou desempe- -sustentação e ao grau cursor do Programa Erasmus independência dos poderes polí- dos Espaços Europeus de nhos. Qualquer acto adminis- (1987) e o estímulo desempe- ticos ou ideológicos. Em contrade responsabilidade Ensino e de Investigação trativo ou pedagógico deve ser nhado pela Magna Carta das partida, pesa-lhe a responsabi- Cientifica. Tender-se-á para o justificável e os seus fundamenpara com o desenvolvi- Universidades Europeias, subs- lidade de o fazer com qualidade esbatimento de fronteiras, para tos, conhecidos. crita por alguns Reitores, em e, sobretudo, em compromisso mento da comunidade», permanente com o desenvolvi- a abertura das academias não 1988, bem como os contributos sustentou. mento e o bem-estar social. só à cooperação científica e à determinantes que emanaram constituição de equipas de 7. PRINCÍPIO DA da Convenção de Lisboa (1997), investigação transnacionais, FLEXIBILIDADE das Declarações da Sorbonne mas também à oferta de cursos Que razões para a reforma? (1997) e de Bolonha (1999), da 2. PRINCÍPIO DA internacionais, ao recrutamen- Cimeira de Lisboa (2000) e, sub- COMPARABILIDADE A realidade, sendo evolutiva, Porque embora se reconheça o to de docentes e investigadores sequentemente, das cimeiras não se coaduna com soluções grande mérito que teve o E.S. no espaço europeu e ao increbianuais de Praga (2001), imutáveis. Quer no ensino, quer na construção do Portugal No exercício da sua autono- mento da mobilidade de estu- Berlim (2003) e Bergen (2005). na investigação, as instituições democrático que hoje somos, o mia, cada universidade procura dantes e docentes. A aceitação da referida nova de ensino superior têm que futuro exige mais. Exige sobreestar abertas à mudança e dis- o modelo de organização, de ordem pressupõe a adopção de tudo mais e melhor. Exige que investigação e de ensino que princípios e comportamentos, melhor se coaduna com a sua poníveis para flexibilizar as Portugal ombreie com os países alguns dos quais, não se inscre- condição e com os objectivos 5. PRINCÍPIO DA suas ofertas, as suas respostas parceiros na União Europeia, vendo na praxis tradicional das específicos da missão que lhe SUSTENTABILIDADE aos desafios. O princípio da flesem complexos. Sem os complexibilidade colide com a cultura academias portuguesas, susci- cabe. Daí resulta uma enorme xos de superioridade de alguns, tam naturalmente resistências. diversidade, de modelos e de As Instituições de Ensino da normalização, e não é de que os há, que invocam a espefácil aceitação. Mas como em O acertar do passo em cadên- formações. Essa diversidade é Superior públicas não poderão cificidade do sistema de ensino cia e em ritmo é, contudo, impe- considerada uma mais-valia da contar exclusivamente com o muitos outros aspectos, tam- superior português para recubém aqui teremos que introdurativo. E tal significa que deve- Europa, desde que não se trasar a harmonização com os financiamento do Estado. Este remos passar, quanto antes, a duza em cacofonia, isto é, desde deve garantir o metabolismo zir alterações nas mentalida- modelos que vigoram nos pautar-nos por sete princípios que os diversos modelos sejam basal da Instituição, as suas des. outros países. Sem os complefundamentais que emergem na legíveis, compreensíveis e com- funções vitais. Tudo o mais xos de inferioridade de muitos outros, para quem o que é bom, hora presente: Princípio da res- paráveis. Cabe às instituições deverá ser suportado por recei- é o que se faz no estrangeiro. ponsabilidade; Princípio da empenhadas em integrar o tas geradas pela universidade Os vectores Portugal tem que acertar validação; Princípio da com- Espaço Europeu de Ensino na sua relação com a comuni- da reforma definitivamente o passo com os parabilidade; Princípio da Superior a responsabilidade de dade, em particular com outras seus parceiros europeus. internacionalização; Princípio garantir essa comparabilidade, instituições públicas, com as Portugal tem que aderir a uma da sustentabilidade; Princípio a comparabilidade na diversi- empresas e com os cidadãos. do rigor e transparência; dade. Esta parcela orçamental, dita 1. AUTONOMIA nova ordem europeia que se vem instalando progressivapara além de tudo o mais, um A autonomia, pela qual se Princípio da flexibilidade. de receita própria, constitui, mente desde o final do século passado, e que atinge profunda- 3. PRINCÍPIO DA VALIDAÇÃO indicador do nível de enraiza- lutou desde os longínquos anos mente os Sistemas de Ensino 1. PRINCÍPIO DA mento da Instituição na socie- sessenta, é um atributo a con- Superior e de Investigação RESPONSABILIDADE dade. A sustentabilidade espe- solidar. Autonomia entendida, A comparabilidade pressupõe Científica, forçando-os a adop- lha, por conseguinte, o grau de naturalmente, nos planos cientambém a sujeição ao princípio tar novos paradigmas, novos comprometimento com o desen- tífico, pedagógico, administrati- A responsabilidade e a auto- de validação da qualidade. De comportamentos, rumo a volvimento do país, da região, vo, estatutário, disciplinar, nomia são as duas faces de uma acordo com este princípio tanto melhor qualidade, melhor efi- da comunidade. patrimonial e financeiro. mesma moeda. A autonomia as instituições como as suas

11 notícias alentejo~ Abril ~agenda de cada instituição dessas autonomias. É certo 3. CARREIRAS embora o mérito que todos lhe que sim, mas uma delas, a auto- reconhecemos, não tem por misnomia financeira não se con- A reforma do ensino superior são avaliar o universo científinão cretiza em toda a sua dimensobre pode deixar de incidir co nacional; a segunda, porque são. A reforma do Sistema de as carreiras docente e de há vida, e vida científica e de Ensino Superior deverá conduembora investigação. Uma excessiva, qualidade, para além dos zir a um incremento da autopação compreensível, preocu- Centros avaliados pela FCT. nomia financeira, permitindo com a estabilidade das ao governo das Instituições carreiras, inspirou a elaboração actuar estrategicamente. Isto é, dos actuais estatutos das carre- 6. ABERTURA com horizonte e agilidade, pla- iras. A NOVOS PÚBLICOS neando e tirando partido das A reforma deverá incidir em oportunidade. alguns pontos nevrálgicos, que De entre as missões que Por exemplo, os saldos eliminem as promoções auto- cabem às instituições de ensino podem constituir, nesta perstão característica das nossas do que no passado, a formação máticas e anulem a endogamia, superior, destaca-se hoje, mais pectiva, a expressão do planeainstituições. No essencial estes ao longo da vida e a qualificamento estratégico e não devem ser encarados como uma acuuniversidades, por alterações A reforma levada a cabo objectivos são alcançáveis, nas ção da população activa. mulação de riqueza mobilizácirúrgicas, das quais se desta- pelo Governo deu um imporvel para outros fins. Por sua vez, os mecanismos de gestão cam duas: o doutoramento tante passo nesse sentido, cri- deverá constituir condição financeira disponíveis no mernecessária para início de carre- ando uma porta de acesso ao cado, aos quais qualquer ensino superior para os maio- ira; o recrutamento e a proempresa tem acesso, constitugressão na carreira deverá ope- res de 23 anos e instituindo o em recursos que potenciam a regime de creditação de compe- rar-se sempre através de conagilidade e a racionalidade de tências adquiridas em contexto cursos internacionais. um bom governo. laboral. Paralelamente ao corpo Reconhecendo-se que as Sendo um passo importante docente de carreira, deverá ser Instituições de ensino superior no sentido da abertura a novos possível recorrer a especialisdevem assumir cada vez mais públicos, é contudo insuficien- tas convidados, através de conum comportamento de inspira- te. A reforma deverá acentuar tratos individuais de trabalho a ção empresarial, competindo o carácter internacionalista das estabelecer por períodos indenossas universidades, permino mercado e auto-sustentan- terminados. do-se através da arrecadação tindo-lhes que sejam frequende receitas próprias, é lícito tadas, desde o 1º ciclo, por estuesperar que a reforma do ensidantes oriundos do mundo inte- 4. ADOPÇÃO DE MODELOS no superior lhes faculte maior iro, como se verifica na maioria COMPARÁVEIS grau de autonomia, designadagram a Rede Europeia de das universidades que inte- mente no que respeita à gestão Esta reforma já está em curso, dos saldos numa perspectiva Ensino Superior e de em consequência da alteração plurianual. Investigação Científica. Só da Lei de Bases do Sistema assim, as instituições europeias Educativo e da publicação do poderão contribuir para o DL do Regime Jurídico dos reforço da capacidade de atrac- 2. O GOVERNO DAS Graus e Diplomas do Ensino ção da Europa sobre as jovens INSTITUIÇÕES Superior (DL n.º 74/2006). populações estrangeiras e com- Em consequência, está estapetir com os Estados Unidos. O actual modelo orgânico das bilizado o modelo LMD com instituições responde a uma durações comparáveis às dos concepção basista da democra- países europeus, e com a adop- ção do sistema ECTS de credicia. Uma proliferação de conse- 7. FINANCIAMENTO tação do esforço dispendido E CONTRATUALIZAÇÃO lhos com poderes partilhados e dimensões excessivas, mais sen- pelos estudantes. Muito haverá ainda que Desde há alguns temos vindo a síveis por vezes a interesses caminhar para tornar os sistepessoais ou corporativos do experimentar diversos modelos ma plenamente consentâneo de financiamento das universi- que ao interesse estratégico das com o paradigma da reforma dades e institutos politécnicos, instituições, fragiliza a capacicom claro incumprimento por de Bolonha, mas o que há a dade de governo. A reforma fazer não implicará nova interdeverá incidir sobre este ponto ambas as partes, o governo e as venção legislativa. Instituições. Todos conhecemos nevrálgico, dotando as institui- o direito e o avesso deste proções de modelos governativos blema, pelo que não valerá a operacionais e entrosando-as 5. AVALIAÇÃO pena escalpelizá-lo. com a comunidade através da E ACREDITAÇÃO Importa, sim, pensar no futuparticipação de personalidades ro e estabelecer um modelo de representativas dos sectores Também nesta matéria o financiamento que satisfaça os sociais nos órgãos de delinea- Governo avançou, e bem, com seguintes requisitos: Seja conmento estratégico. a criação da Agência de sentâneo com as disponibilida- Acreditação, cuja intervenção des orçamentais do Estado; será essencial para tornar cre- Assegure o funcionamento bási- 3. REGULAÇÃO dível o nosso ensino e, em pardo com parâmetros estabeleci- co de cada instituição, de acorticular as formações avançadas As universidades e institutos de Mestrado e de dos, nomeadamente os rácios politécnicos fazem parte de um Doutoramento, face aos aluno/docente, por exemplo; sistema de ensino e de investi- padrões de qualidade que se Reflicta a performance da gação que serve o país. A regu- impõem em toda a União Instituição, tendo como refe- lação da oferta de formação Europeia. rência as metas estabelecidas; não pode competir às institui- A indexação da acreditação Promova, contratualmente, ções. Deve ser exercida por para outorgar os graus de mesuma instância independente, tre e de doutor à bondade da cada Instituição, tendo em a discriminação positiva de evitando-se, de futuro, a proli- qualidade científica avaliada conta a sua circunstância. feração de cursos semelhantes, constitui um passo essencial. Não é indiferente estar-se loca- a confusão entre os modelos Mas haverá que ter cuidado em lizado para lá dos montes ou no politécnico e a universitário, não confundir qualidade cientía litoral, no que concerne à capa- oferta excedentária embora fica avaliada com avaliação de cidade de auto-sustentação atractiva, sem perspectiva de Centros de Investigação pela e ao grau de responsabilidade absorção pelo mercado do tra- FCT. Por duas razões simples: a para com o desenvolvimento balho. primeira, porque a FCT, pese da comunidade. ÉVORA 21 Abril - CONFERÊNCIAS DE PORTEL Ciclo Vera Cruz de 24 DE ABRIL Marmelar. História, Francisco Ceia evoca Zeca Arquitectura e Arte Afonso Praça do Giraldo 18.00h - O Tesouro de Vera 22.00H Cruz de Marmelar no Contexto de Portel Dr. 25 DE ABRIL A PRAÇA Nuno Vassallo e Silva (Museu CANTA GRÂNDOLA VILA de Fundação Calouste MORENA Gulbenkian) FOGO DE ARTIFÍCIO Praça do Giraldo 00.00H FESTA CUBANA COM A ORQUESTRA SALSA MANIA REGUENGOS Praça do Giraldo 00.30H 07 DE ABRIL II PASSEIO TT ROTA DO 27 DE ABRIL CONCERTO CAMPO S. MARCOS DO DO 25 DE ABRIL PELO CORO EBORAE MVSICA CAMPO CONCERTO COMEMORATIVO DO 25 DE 18 DE ABRIL ABRIL. DIRECÇÃO DE DIA INTERNACIONAL DOS PEDRO TEIXEIRA, MONUMENTOS E SÍTIOS ACOMPANHAMENTO AO Entrada Gratuita no Museu PIANO DE RODRIGO GOMES. de Arte Sacra e Fresco dos Salão Nobre dos Paços do Paços da Audiência em Concelho Monsaraz PORTEL Cinema Auditório Municipal 21 E 22 de ABRIL Iº RAIDE AÉREO FOTOGRAFICO EM PARAMOTOR CONCELHO DE REGUENGOS DE MONSARAZ 2 Abril - Em busca da felicidade 24 e 25 de ABRIL 8 Abril - o Nascimento de COMEMORAÇÕES OFICIAIS Cristo DO 33º ANIVERSÁRIO DO Abril - Chaplin DE ABRIL 23 Abril - a designar Teatro Auditório Municipal) 1 Abril 21.30h- Falar a Verdade a Mentir, de Almeida Garrett - Grupo de Teatro de Amadores de Vila Viçosa. 22 Abril, 21.30h - Salazar - Ascensão e Queda, Companhia de Teatro do Ribatejo DIA Tributo a Zeca Afonso: QUINTETO NÁNÁ SOUSA DIAS Auditório Municipal FOGO DE ARTIFICIO Rotunda 25 de Abril DIA CERIMÓNIA DO IÇAR DAS BANDEIRAS DO MUNICÍPIO E NACIONAL A Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, interpretará Música durante a cerimónia os Hinos do Município e de Portugal 3 Abril - Cantes de Abril ª ESTAFETA DOS CRAVOS Exposições e Conferências ROMAGEM AO e outras iniciativas LARGO DOS COMBATENTES (Local: Auditório Municipal) PARA HOMENAGEM AOS SOLDADOS MORTOS NA 7 Abril, 9.00h - Passeio GRANDE GUERRA E NA Pedestre Plantas Aromáticas GUERRA COLONIAL. e Medicinais com Mestre Salgueiro 11 Abril, 16.00h - Exposição de Fotografia e Marionetas Olhares pelas Andanças dos Bonecos (Trulé) 13 Abril, 16.00h - Apresentação do Kit Pedagógico Sem fronteiras, de Fernando Moital 14 Abril - CONFERÊNCIAS DE PORTEL Ciclo Vera Cruz de Marmelar. História, Arquitectura e Arte 18.00h - A resistência cristã no Alentejo e Algarve, sob domínio árabe Dr. Manuel luís Real (arquivo Histórico do Porto) COLOCAÇÃO DE COROAS DE FLORES NOS RESPECTIVOS MONUMENTOS SESSÃO SOLENE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL COMEMORATIVA DO 32º ANIVERSÁRIO DO 25 ABRIL Inauguração do novo edifício do Arquivo Municipal, sito no Largo Almeida Garrett, em Reguengos de Monsaraz, onde actuará a Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense 27 A 29 de ABRIL FEIRA OUTLET Parque de Feiras e Exposições

12 12 notícias alentejo~ Abril 2007 Arte contemporânea vai passar por Elvas Rute Marques O Museu de Arte Contemporânea de Elvas deverá abrir portas em Maio com a colecção de 250 peças de António Cachola e um orçamento para a programação de 150 mil euros anuais na sua fase de arranque, suportado pela autarquia de Elvas. Segundo o director do museu, João Pinharanda, vão estar disponíveis sete espaços principais de exposição As áreas de actuação do Museu vão além das exposições e haverá todo um trabalho em torno dos seu conteúdos e para além deles, sustenta o director do museu, João Pinharanda. Não obstante, considera serem os artistas contemporâneos os grandes interessados no êxito deste museu : Têm-no sido para a constituição da colecção empenhando-se na disponibilização de peças de grande sustentar qualquer iniciativa ção vai ser apresentada fun- diata e mediata, descreve o diferentes períodos do seus qualidade e no acompanha- de itinerância quer por ex- damentalmente, a colecção director do Museu de arte con- trabalhos, o que lhe confere mento da montagem nos espa- portação de peças da colec- sem alteração alguma. Depois, temporânea de Elvas. Parte é carácter abrangente e didáctiços e sê-lo-ão no futuro. ção (nestes anos o curriculum em Setembro o MACE recebe intervenção directa na reali- co. Haverá sempre uma parte João Pinharanda acompa- de empréstimos para exposi- um pequeno reforço de obras dade e, outra, começa a ter significativa do Museu onde nhou como curador a consti- ções de grande importância e iniciativas paralelas. João já o peso de um balanço histó- ela pode ser vista nas suas tuição da colecção de António nacional e internacional é já Pinharanda afirma também rico que tanta falta faz na cul- diversas facetas. Cachola, revê-se nela e lem- notável) quer recebendo peças que no próximo ano poderão tura nacional. de outras colecções em acções Na fase de arranque, as des- bra que entre a primeira apre- registar-se algumas alterapesas de programação fixam- Cerca de 250 peças estão sentação, em 1999, e os dias programadas de intercâmbio. reunidas neste catálogo de ções, e sustenta que pretende de hoje a colecção cresceu No momento de abertura a António Cachola, mas, como se em 150 mil euros por ano. iniciar um programa de proimenso, sempre por iniciativa colecção vai espalhar-se por diz João Pinharanda, é uma Enquanto o orçamento de fun- dução própria de ambição e escolha do próprio coleccio- alguns outros locais de grande colecção em progresso. Desta cionamento corrente é garan- internacional mas ainda estatido pela Câmara de Elvas, o nador. Observa que essa será qualidade arquitectónica e forma, como nela se enconmos em negociações. a parte, sempre visível da actualmente devolutos em vir- tram as orientações acordacolecção e constituirá aquilo a tude da desmobilização do das para o seu arranque. Por ções, iniciativas paralelas é orçamento de exposições, edi- que podemos chamar a expo- Exército anteriormente esta- isso, veio a aceitar com agra- garantido por um conjunto de sição permanente, e sustenta cionado na cidade. Este será A colecção de do e entusiasmo o convite mecenas institucionais de que justificará todas as inici- um modo de dinamizar mais António Cachola para voltar a trabalhar com o grande prestígio que, entre a ativas temporárias dedicadas claramente a cidade, como seu corpus. Não sendo nem CME e o coleccionador, temos a artistas da colecção ou considera o director Esta é uma colecção de temática nem de tendência é vindo a atrair e a garantir, outros, nacionais e estrangei- De Maio a Setembro de artistas revelados desde os uma colecção que segue os referiu. ros. E quer por outro lado vai 2007, no espaço de exposi- anos 80, e de actualidade ime- artistas integrando obras de Abertos das 12h00 às 15h30 e das 18h00 às 22h00 Encerram à Segunda-Feira pub Restaurante Aloendro Estrada de Évora, 3 B Telef Reguengos de Monsaraz Fax Tlm Restaurante Adega do Cachete Rua do Grave, 9 Telef S. Pedro do Corval Fax Tlm

13 notícias alentejo~ Abril 2007 ~cultura 13 Romper com ciclos de isolamento e desajuste temporal Na sua opinião, quais os objectivos do MACE junto do público /comunidade, levando em conta que surge no Alentejo, região a precisar de investimento (nomeadamente em equipamentos culturais)? João Pinharanda - Os objectivos são muito ambiciosos. Só assim vale a pena trabalhar - sem ilusões e com determinação. Sem nenhuma ilusão de facilidade e com determinação de romper com os ciclos de subdesenvolvimento também cultural em que nos encontramos. Ciclos de isolamento e desajuste temporal que não são relativos às periferias mas que são gerais e se verificam em certas bolsas de resistência à mudança e à informação - e essas bolsas tanto podem estar em Elvas como em Lisboa, no público em geral como nos decisores políticos e mesmo culturais. Temos que ganhar esta batalha local mas também nacio- nal, temos que a ganhar com a população de Elvas mas também com a de Cáceres, Badajoz, Évora, Portalegre ou Montemor-o-Novo - para referir apenas alguns pólos de afir- mação cultural da região. Cursos de formação cultural generalistas e especializados, informação e formação em torno de cada uma das iniciati- vas realizadas, edições de qua- lidade, uma acção de longo prazo junto dos jovens são indispensáveis para levar esta ambição a bom termo. Quais as linhas orientadoras que vai seguir nas escolhas que o MACE irá trazer a público. Podemos contar com os contributos de que artistas e criadores contem- porâneos? JP- Em 2007 vamos apresen- tar, fundamentalmente, a Colecção. De Maio a Setembro sem alteração alguma e em Setembro, aproveitando a rea- lização das Festas de S. Mateus e a vinda de muitos elvenses à sua cidade, vamos realizar um pequeno reforço de obras e ini- ciativas paralelas, a anunciar. Os artistas que contribuirão para isso são os da Colecção sem referirmos aqui nem excepções nem destaques. Evidentemente que os artistas contemporâneos são os gran- des interessados no êxito deste museu - têm-no sido para a constituição da Colecção empe- nhando-se na disponibilização de peças de grande qualidade e no acompanhamento da mon- tagem nos espaços e sê-lo-ão no futuro, estou certo. Em 2008 pretendemos iniciar um programa de produção própria de ambição internacional mas ainda estamos em negociações. Como vai organizar agora o seu tempo? JP - Neste momento estou a terminar trabalhos que signifi- cam compromissos anteriores, alguns dos quais com alguns anos mas que algumas vicissitudes têm sucessivamente adia- do e vieram cair sobre a prepa- ração da abertura do MACE: um livro sobre os sete Prémi- os Tabaqueira de arte pública já atribuídos e a apresentação em Lisboa de uma colecção particular de arte portuguesa, de grande amplitude histórica (do naturalismo à actualidade). Continuo ligado à organização de dois prémios de arte suportados pela Fundação EDP (o de Novos Artistas e o Grande Prémio) através dos quais se revelam valores emergentes ou se consagra um valor histórico. Como presidente em exercício da secção portuguesa da AICA (Associação Internacional dos Críticos de Arte), tenho a mis- são de coordenar (com a arqui- tecta Ana Tostões) uma grande exposição retrospectiva da arte portuguesa a propósito de se cumprirem 25 anos de Prémios AICA/MC. Todas estas activida- des e interesses me levaram a deixar de escrever nos jornais sobre a actualidade crítica. Quanto ao acompanhamen- to do MACE ele tem tempos diferentes: épocas de grande empenhamento, que corres- pondem às montagens das exposições e sua inauguração, e épocas de maior distensão. O ritmo de inaugurações será quadrimestral e mensal no que respeita às actividades parale- las (seminários e vídeos) - é com essa lógica de sístoles e diástoles que irei jogar, vindo o mais vezes possíveis a Elvas e estando o mais tempo possível em Lisboa, mas também em Madrid, Badajoz, Porto, Cáceres, Londres, Évora, Veneza, S. Paulo, Kassel. É que a difusão do MACE e o reco- nhecimento da realidade que o cerca exigem que a minha vida não possa ser pensada numa lógica de simples deslocação pendular entre Lisboa e Elvas. Os nomes da colecção O MACE nasceu de uma vonta- Português de Museus). Distrital de Elvas. A elabora- artistas e tendo por ponto de João Pedro Vale, Fernanda de expressa da autarquia de Para a CM Elvas, o objectivo ção do projecto do museu ficou partida a década de 80, a Fragateiro, Vasco Araújo, João Elvas do coleccionador passa por fazer da cidade um a cargo do atelier do Arq. colecção conta com obras de Onofre, Noé Sendas, Pedro António Cachola, detentor de pólo dinamizador de toda a Pedro Reis. artistas nacionais, com produ- Casqueiro, Pedro Proença, uma relevante colecção de arte região a nível cultural, conver- A colecção de António ção nas últimas décadas, entre Pedro Portugal, contemporânea. O projecto con- tendo o museu num importan- Cachola fez a sua apresentação os quais Pedro Cabrita Reis, tou desde o início com o acom- te centro de investigação, con- pública no Museu Extremeño e Pedro Calapez, Jorge Molder, Miguel Palma, Rui Toscano, panhamento de entidades servação, exposição e difusão Ibérico de Arte Contemporánea José Ângela Ferreira, Ana Vidigal, como o Ministério da Cultura, da arte contemporânea. (MEIAC), em Badajoz, em Pedro Croft, Rui Sanches, Ilda RPM (Rede Portuguesa de O museu está implantado no Com cerca de 250 obras, Rui Chafes, Xana, Joana David, Nuno Cera, Rosa Museus) e o IPM (Instituto antigo edifício do Hospital pertencentes a mais de 50 Vasconcelos, José Loureiro, Almeida e Rui Calçada Bastos.

14 14 notícias alentejo~ Abril 2007 A sociedade do conhecimento e a formação Alberto Magalhães Estudar é nada? notasdaaldeia Joaquina Margalha A escola de hoje é uma instituição democrática e desperta para a necessidade de esbater as diferenças. No entanto, a abertura da escola à sociedade não significa, por si só, que ela consiga promover, efectivamente, a igualdade de oportunidades de sucesso a todos os alunos que a ele acedem. De facto, nas últimas décadas, a escola viu evoluir a sua finalidade de promover a educação escolar por acréscimo de novas funções que lhe têm vindo a ser atribuídas pela sociedade. Assim, e para além da preocupação de desenvolver o currículo, foram-lhe sendo atribuídas funções nos domínios do ambiente, da saúde, da sexualidade, da prevenção de comportamentos desviantes, da prevenção rodoviária, do património, da solidariedade, etc., etc., etc. Parte-se do pressuposto de que, o que não é possível de fazer-se noutros contextos, pode ser resolvido pela escola, fazendo fé da sua capacidade de resolver os problemas que a sociedade não consegue solucionar. Esta atribuição de competências passou também, recentemente, a incluir o entendimento de que se trata de uma instituição que deve exercer o seu trabalho a tempo inteiro, minimizando o papel de agente socializador que, por tradição, era detido pelas famílias. Evoluiu-se, desta forma, de um conceito de escola dedicada em exclusivo à educação escolar, para um novo paradigma de escola formativa que amplia as suas formas de intervenção, subordinando-as a um conceito de educação integral que ela não pode, ainda que o queira, assegurar. Vivemos na sociedade dita do conhecimento, na qual somos confrontados em permanência com a necessidade de estabelecer interacções com os outros. Então, como poderemos assumir que uma tarefa essencial à evolução do ser humano, como é a formativa, pode ser desenvolvida em exclusivo pela escola? Ela pode, e deve, realizar o seu trabalho educativo, pois essa é a sua função natural. No entanto, a sua eficácia será tanto maior, quanto maior for a coresponsabilização de outros actores sociais que intervenham no âmbito de uma comunidade realmente formativa. Para o efeito, será imprescindível que as populações tenham acesso a equipamentos que promovam a formação cívica, científica, cultural; que as famílias exerçam a sua função educativa; que a sociedade seja, efectivamente, uma sociedade que promova e valorize o conhecimento. Volta e meia lá aparecem grama de vida, toda uma cul- - Mas então, mete-se se entusiasmava, mas ele eles a envergonharem o tura subjacente. outro vizinho na conversa queixa-se dos professores. pagode (sou optimista e A Escola portuguesa é pés- de balcão, vocês estão a Diz que são uma seca. Eu, parto do princípio de que o sima? Em certos aspectos dizer que os miúdos portu- com a idade dele, também pagode ainda tem uma rés- será. Os professores são pés- gueses são mais preguiçosos adormecia em certas aulas. tia de vergonha). Passam no simos? Alguns serão. Mas o que os outros? Olhem que Coitado, se calhar vai chum- Telejornal como autênticas que é certo e seguro é que não! Alguns até abandonam bar outra vez. chicotadas expiatórias. São muitas crianças portuguesas a escola para irem trabalhar Não há ainda em as crianças e jovens que che- e todas ou quase todas as no duro. Portugal, generalizada, a gam da Ucrânia ou de países ucranianas têm, nesta Pois claro. O problema afins e que, ao fim de pou- Escola, com estes professo- não é de preguiça, o problebalho valioso. A Escola é noção de que o estudo é tra- cos meses na escola portu- res, bom aproveitamento. ma não é de falta de intelivista por muitos pais e guesa, já somam sucessos Qual o segredo? gência ou de memória. O procomparativos, obtendo - Bom, mete-se-me um blema é de exemplos e de filhos como um entretém notas excelentes, mesmo a vizinho na conversa, é como valor. Muitas crianças vão para a juventude, às vezes disciplinas improváveis os emigrantes em França. Os para a escola sem nunca chato e chegando mesmo a como a de Língua portugueses, trabalhadores terem visto o pai ler mais ser prejudicial: - estudar Portuguesa. e ordeiros, lá fizeram pela que o Record ou a Bola e para quê, se eles licenciados Pergunta a repórter em vida e os filhos e netos estão ouvem-nos dizer que sabem ainda custam mais a emprelíngua coxa o que faria, integrados. Outros, de mais com a 4ª classe, que gar-se?! então, aquela jovem, então, outras proveniências, na tiraram há 30 anos, que os A coisa é de tal modo a frequentar, nomeadamen- segunda geração começam a jovens de hoje que andam grave que os pais mais erute, o 12º ano se, por acaso, incendiar carros e queixam- na universidade. Qual o ditos, para desculparem os verdadeiramente, lhe acon- se de serem excluídos. valor que muitos pais e, por- seus petizes, que se enfatecesse, hããã, chumbar o - Dá que pensar, não dá? tanto, muitas crianças e muidam na Universidade, anos ano. Responde a jovem ime- Veja, por exemplo, no tos jovens, dão ao estudo? a fio, com vinhos e petiscos, diatamente: - Nunca me pas- Luxemburgo, os portugue- Pouco ou nenhum. são capazes de exclamar, gaisou pela cabeça que isso ses estão integradíssimos, - Estudar é bom para ti pudesse acontecer. Seria ganham bem, os filhos mas, se não queres estudar, teiros: uma grande vergonha para andam em escolas europei- compro-te uma mota e vais - A rapaziada tem de apro- mim e um grande desgosto as, têm professores europe- trabalhar, ganhar a vidinha. veitar, não é? Eu sei como é, para os meus pais. Chumbar us e, no entanto, como se - O meu filho já é a seguncomo dizia o Pessoa, ler é já tive a idade deles. Aliás, está fora de questão. Eu viu agora na visita do nosso da vez que repete o 7º ano. estudo para passar com Presidente, têm maus resul- Comprei-lhe um computabem verdade, o poeta lá maçada, estudar é nada e é boas notas. tados escolares, tal e qual dor e um telemóvel de terce- Na resposta, todo um pro- como têm os de cá. ira geração para ver se ele sabia, não é assim? José Calixto O papel da Sociedade Civil Entendemos que a felicidade com os desafios da moderna modernização da estratégia e modernizar-se; os seus horárieconomia; duma Comunidade tende a ser baixos índices de dos objectivos é, noutras situa- os de funcionamento deverão directamente proporcional à dinamismo na defesa das genu- ções, fundamental. Por muito ter significativas alterações... mais-valia com que cada um ínas manifestações da tradição que nos possa custar, é difícil» O dinamismo cultural e dos seus membros, individual- e da cultura dos nossos ante- manter Associações com uma recreativo: torna-se óbvio que, mente ou através do movi- passados; falta de ligação oferta cultural, recreativa ou muitas das manifestações culdesportiva completamente turais tradicionais deverão ser mento associativo, consegue entre Instituições fundamencriar nas complexas e dinâmi- tais para o nosso desenvolvi- desadequada relativamente aos promovidas pela sociedade cas relações sociais nas quais mento intelectual: a Escola e a actuais interesses dos seus asso- civil. O carnaval, as marchas se insere. Família;... ciados: as leituras do jornal na populares, as festas populares, Uma sociedade civil forte- São alguns exemplos que sala da Sociedade, a sala da... Ao colaborarmos activa e mente participativa é mais nos preocupam e sobre os televisão,... são boas recorda- voluntariamente nestas e nouções da nossa juventude; não quais deixamos algumas 'ideigenuína porque traça, ela pró- tras manifestações culturais, as soltas': as renegamos mas, de facto, pria, o seu futuro; não se dis- não fazemos mais que a nossa» O movimento associativo: o vivemos outros tempos. tancia das matérias que inter- obrigação. bom senso diz-nos que a forma» Os agentes económicos tradi- ferem directamente com os cionais: estamos convencidos» A Escola e a Família: de facto, de organização associativa nos mais variados planos da sua que, nomeadamente o comértempos actuais deve moderni- quando criticamos algumas evovida e dos seus legítimos intezar-se sem se descaracterizar. cio tradicional, tem um impor- luções menos conseguidas do resses. A união de duas ou mais tante papel a desempenhar na nosso Sistema Escolar, deve- É fácil encontrarmos moti- Associações não deve, na granvos para fortes críticas a algu- de maioria dos casos, ser consi- comunidades. Terá, no entanto, de autocrítica e tentar perceber economia moderna das nossas mos igualmente ter capacidade mas evoluções das sociedades derada um drama. É, isso sim, que fazer algumas mudanças se até que ponto a sociedade modernas: desmobilização e uma forma de optimizar recurdesmotivação do movimento sos culturais, desportivos ou organização deverá criar estru- não cada vez menos com a estratégicas: a sua forma de civil e a Família colaboram ou associativo; a forma pouco efi- recreativos, como forma de turas próprias de defesa dos Escola... caz como alguns agentes eco- recuperar dinâmicas de outros seus legítimos interesses; as São algumas matérias que nómicos tradicionais interage tempos. Por outro lado, a suas formas de gestão deverão deixamos para reflexão.

15 notícias alentejo~ Abril 2007 ~opinião 15 Rui Namorado Rosa Desenvolvimento Sustentável? O termo desenvolvimento sus- lity ) e para obstarem a adopção to supõe-se crescer a ritmo mais so económico dominante serve tentável foi oficialmente fixado de decisões radicais. baixo ou até mesmo decrescer, e para iludir a realidade da nossa no relatório Our Common No quadro da União os impactos ambientais penúria e da exploração de Future pela Comissão Mundial Europeia, a integração da pro- supõem-se diminuir. Este desa- povos terceiros, e para fazer para o Ambiente e o tecção ambiental nas políticas coplamento do crescimento do crer num desenvolvimento sus- Desenvolvimento, mais conhe- comunitárias, conhecido sob a produto relativamente ao con- tentável que, tal como é argucida por Comissão Brundtland, designação de Processo de sumo de materiais e de energia mentado, não existe. A serem sob os auspícios das Nações Cardiff, foi iniciada pelo e aos impactos ambientais verdadeiros os pressupostos que Unidas, em Este é um Conselho Europeu em Junho designa-se de desmaterializa- inspiram a Estratégia Temática documento que ainda hoje é lido 1998, e traduz-se numa miríade ção. Nas considerações da sobre a Utilização Sustentável com muito proveito. de normas. Todavia quanto a Comissão se recolhe a preocu- dos Recursos Naturais a União A Conferência das Nações recursos naturais a posição da pação com os recursos renová- Europeia deveria poder ser autó- Unidas sobre Meio Ambiente e União está francamente mais veis, dados como sendo escas- noma em matérias-primas e Desenvolvimento, Rio de atrasada. A Comunicação da sos; assim é de facto, quando na energia (à parte produtos exóti- Janeiro, em 1992 e a Cimeira Comissão ao Conselho e ao Europa a floresta primitiva foi cos e especiarias ). Mundial sobre o Parlamento Europeu sobre erradicada, os ecossistemas No mundo presente não Desenvolvimento Sustentável, Estratégia Temática sobre a estão extremamente fragmenta- temos desenvolvimento sus- Joanesburgo, em 2002, foram Utilização Sustentável dos dos e espécies foram extintas, tentável. A acumulação de grandes iniciativas inter- Recursos Naturais, COM(2005) muitos solos foram exauridos, e população em mega-cidades e o governamentais que formal- 670, torna esse facto patente. Aí escasseia a água em muitos aquí- despovoamento do meio rural, o mente estariam a dar sequência se reconhece que ainda nenhum feros sobre-explorados. Mas em rápido crescimento da área ediao enunciado de problemas colo- estado da União adoptou uma contrapartida a Comissão toma ficada relativamente à populacado em Our Common Future. estratégia para os recursos. os recursos minerais como ines- ção residente, a desertificação Mas os resultados alcançados E todavia a dependência da gotáveis, haja território que eles biofísica e humana frequentesão modestos, face à dimensão Europa em numerosas matéri- estariam debaixo dos pés. mente associadas entre si, o dos problemas materiais e as-primas e energia é gritante. A realidade é que a Europa declínio de fontes de matériashumanos que se colocam e às Como é significativamente frá- viveu e cresceu com amplo primas minerais (hidrocarbonecontradições que constrangem a gil a reflexão que aí se contém. recurso a matérias-primas colo- tos e metais básicos), a exaustão sua resolução; em particular, a A preocupação política central niais e mais tarde importadas de solos férteis e a sobrebusca de soluções e acção con- anunciada é persistir num na vaga da globalização liberali- exploração de aquíferos, a exasensual têm sido constrangidos crescimento económico porém zante por esta via iludindo os ustão de pesqueiros, etc. são pelo protagonismo cedido às dissociado do consumo de consumos materiais e os impac- vários sintomas de um futuro grandes corporações, que têm recursos e de impactos ambien- tos ambientais invisíveis gera- preocupante que já é presente encontrado nesses eventos fora tais; em particular o PIB deve- dos em outros continentes. Por na Europa. para promoverem a sua imagem ria crescer, mas a intensidade isso a paradigma da desmateri- Não se estranhe pois a crise ( corporate social responsabi- material e energética do produ- alização que permeia o discur- económica subterrânea que prosamínima António Saias Tópicos toponímicos PS Á semelhança de ALLgarve para o falante / pagante de origem inglesa, sugere-se ao Marketing a adopção de ELgarve para sensibilização das centenas de milhões de falantes da língua de Cervantes, e ALI (com a variante ALA) Garve para os milhões de favorecidos muçulmanos (os do petróleo, claro!). Para o emergente negócio turístico chinês quem sabe um GINgarbe! Todos se lembram duma con- almorávidas actuais- o meu da conserva... ) não sei se estão meu leitor! ALLmourALL! versa recente do senhor minis- lugarejo, ALmadafe, o espina- a atingir o alcance da proposta Exactamente! Vê-se que seguiu tro da economia, explicando o fre, passaria de imediato a genial de mutação linguística! o raciocínio! E Almourol não enxerto do topónimo Algarve ALLmadafe, para significar Com pequenos berbicachos pelo terá a ver com Mouro? Claro em ALLgarve: porque em Inglês Todos os Espinafres. Sim, do caminho, como seja o caso, por que também isso não agradaria ( Língua candidata a estatuto de Mundo! Todos os espinafres do exemplo, de colesterol, com que à estratégia do ministro! esperanto, de meio de comu- Mundo. E os ingleses, quem o acomodado lusitano está tão ALLmourALL? A mouraria nicação universal ) ALL trans- sabe, por contágio os camarone- familiarizado. Proporíamos, de toda? Nem pensar! mite a ideia de universalidade, ses e os mongóis, passariam a nosso inocente e ignorante allde globalidade, tudo. Al, de comprar melhor o meu anóni- vedrio, a fórmula callestrall Algarve, do antigamente, é, mo, recôndito e empedernido - para abarcar logo de uma Nós aqui, de onde nos fogem pelo menos era, um artigo defi- lugar de nascimento. assentada os dois colesteróis, o diariamente ( ainda ) 3 indíge- nido - um simples o de alma- bom e o mau - e todos ganhamudar o nome a esta coisa: nas, também lucraríamos em naque ou alfarrábio ou de gran- O que o ministro propõe com ríamos com isso. Não só os de parte das palavras portugue- este enxerto toponímico pode ingleses! ALLentejo - para atrair os ingle- sas começadas por Al. A Terra estender-se ao simples substandeste ses, para além dos espanhóis, Vosso modesto entreteni- tivo comum. Para que os habi- Portugal - retomando a reforma que nos compram as herdades dor - Almadafe - é bom exemplo tantes da velha ALBION ( com topológica - passaria a para instalarem vinha e olival, disso. Nem mesmo o meu velho pouca coisa a própria Albion é PortugALL, e não me venham e holandeses para a exploração e bom amigo Adel Sidarus - egíp- de origem árabe!!!! - com essa é cá com estórias, que a proposta de vacarias. cio que nem Ramsés ou que eu me fartava de rir! - con- do ministro tem mesmo um Tutankamon - conseguiu expli- sigam deglutir com menor alcance bem visível. Só cego é Bom, por hoje fico-me por aqui, car-me o significado de Madafe, esforço. Urinol (lugar onde se que não vê! Se ALLgarve passa com a promessa de retomar o para eu saber a raiz etimológica urina) passaria a UrinALL, para a abranger todo o território assunto - que ficou longe de do meu lugarejo de nascença. induzir os endinheirados britã- algarvio, o próprio nome de Admitamos, por absurdo, que nicos a depositar ali, até à últi- Portugal só ganharia se lhe atingir o alcance que o nosso ministro da economia tão genesignifica espinafre. Almadafe rosamente lhe quis dar seria então, por vontade dos ma pinga, a sua real urina. Almofada, pela mesma lógica seguisse a peugada: PortugALL - para englobar as mais ínfimas antigos sarracenos lá do sítio, O ministerial volveria parcelas como as Berlengas, as Espinafre. Pela lógica inovadora ALLmofada, almofariz Ilhas Selvagens ou o próprio Seu como sempre do nosso ministro da economia ALLmofariz ( para pisar tudo: o Castelo de Almourol. Cá está - com vista a soar melhor aos alho e o coentro da açorda mas outra! Estão ver? Almourol pastímpanos António Saias, natural do britânicos, nossos também o pimentão vermelho saria a quê? Escreva lá então ALLmadafe.

16 16 notícias alentejo~ Abril 2007 emdia Afonso de Almeida Alentejo - Califórnia?! O excelente artigo que se segue Vários estudos demonstram que as suportar actividades económicas. Vão ção de que o Alentejo pode ser uma das PMEs são a fonte do crescimento econó- ajudar, sem dúvida, mas não poderão regiões mais dinâmicas da UE. É preciso foi produzido para o NA por mico. Por exemplo, um estudo realizado por si só garantir a fixação de jovens e o acreditar e trabalhar para isso. As PMEs Samodip Sarkar, Doutorado pelo prof. Michael Porter, revela que dinamismo empresarial. É preciso pes- fazem a sua parte, criam crescimento mais de 80% da variação do PIB per capi- soas, empresas para aproveitar esses pela Universidade de Harvard económico, dinamismo e inovação. Mas ta se deve a fundamentos micro econó- investimentos. é necessário que o resto da sociedade nos EUA e Professor de Gestão, micos, ou seja às PMEs. O crescimento, o dinamismo e a ino- Em países como os EUA, as PMEs são vação necessários vêem das pequenas contribua e dê o seu apoio. com Agregação, na responsáveis por mais de 50% de expor- empresas. Empresas como a Microsoft, O Alentejo podia ser uma região Universidade de Évora tações e pela criação da maioria dos Apple, Nike, HP, começaram por ser empresarial dinâmica. Há muitas espe- novos postos de trabalho. pequenos negócios, feitos a partir de ranças: a criação de um centro de activi- Agora vou contar uma outra História. casa. dade económica baseado na industria Há muito tempo atrás havia uma terra A história de uma região muito pobre, Uma coisa é certa, faltam empreende- aeronáutica. Os fins múltiplos que o onde as pessoas eram honestas, trabagente. Alias, a maior parte desta região Ninguém quer arriscar. Porquê correr com falta de água e com muito pouca dores tanto à região como ao país. Alqueva oferece para dar um empurrão lhadoras, mas muito pobres. Até ao dia à agro-indústria e ao turismo. O Porto era um deserto. Um século depois, esta riscos numa sociedade que não valoriza em que chegaram estrangeiros que trouterra tornou-se numa das zonas mais isso? de Sines poderá fornecer uma artéria de xeram muito dinheiro e fizeram grandes valor incalculável para os bens mercan- ricas do mundo. Um dos problemas apontados, fretis que vêm para Espanha e para a investimentos. Isto transformou esta Mas desta vez, a História é verdade. quentemente é a falta de mercado. Mas terra pobre numa terra rica. É a história da Califórnia, cujo PIB é, as empresas têm que perceber que o mer- Europa a partir do resto do mundo. Esta é uma boa História, mas não é hoje, o 3º maior do mundo. Uma região cado não é o Alentejo, nem Portugal. O O Alentejo é considerado o interior do verdade! onde a colaboração entre universidades mercado é a Europa, começando por país, mas qualquer ponto desta região Mas diz-nos alguma coisa sobre o e empresas tornaram o deserto na região Espanha, que com os seus 40 milhões de não fica a mais de uma hora, uma hora Alentejo. Um sítio onde, parece que se mais inovadora do mundo. consumidores é uma das seis economias e meia de carro da capital do país. Uma está sempre a olhar para fora à procura Esta poderia ser a história do mais importantes da Europa. região que ainda é barata e implora por de ajuda (é um microcosmo de Alentejo. Mas, o que é que falta? Falta Não faltam incentivos de fundos investimento. Sim, eu acredito que Portugal?). Um sítio onde se pensava que mão-de-obra, faltam investimentos, comunitários. Falta saber geri-los e apli- o Alentejo se pode tornar na Califórnia os grandes projectos iriam resolver os falta interesse do governo central, falta cá-los de forma mais eficiente para da Europa, não apenas de Portugal. problemas do Alentejo. Mas, na realidade isto quase nunca acontece. Não são um aeroporto, falta um Bill Gates, etc., etc... aumentar a competitividade. Falta coragem para arriscar. Falta uma ligação Se todos acreditarmos. os grandes investimentos que vão trans- Projectos como o Porto Sines, um pro- entre as universidades e as empresas, falformar o Alentejo mas sim o dinamismo vável aeroporto de Beja ou o Alqueva tam, os `spin-offs. E mais importante Samodip Sarkar das PMEs. são projectos com infra-estruturas para de tudo, falta convicção. Falta a convic- Factos e especificidades da agricultura portuguesa A breve história recente da tura portuguesa era desnecessária para Quadro 1: Indicadores estruturais da agricultura na UE (2003) o crescimento económico e desenvolvi- Agricultura Portuguesa que se mento do país. Entre linhas transparecia segue foi produzida que os países mais evoluídos não atribu- íam importância nem se preocupavam especialmente para o NA por com a sua agricultura, daí a interrogação para que queremos actividades agrí- Luís Fernandes, Professor de colas e agricultores em Portugal, se pode- Projectos Agro-pecuários no mos importar todos os produtos alimen- Departamento de Zootecnia da tares que consumimos. Esta imagem Universidade de Évora negativa a que a agricultura tem vindo a estar associada, a par de talvez muitas outras razões, contribuiu certamente para a sustentação da tal especificida- SAU (superfície agrícola utilizada); UTA (unidade de trabalho ano); DE (dimensão económica determinada 21 anos passados após a integração de de negativa que continua a marcar o com base nas margens brutas padrão das actividades agrícolas); UDE (unidade de dimensão económica Portugal na CEE/UE e da sua agricultura com valor de 1200 Euros) Fonte: Eurostat e INE (*IEEA/05) sector agrícola português. Indicadores na PAC, a nossa especificidade não comprovativos de absoluto insucesso desapareceu (não pelos melhores moti- são o envelhecimento do tecido emprevos) do panorama agrícola português. sarial agrícola e o não aumento notório assim como a elevada proporção de pro- O não acesso à terra inviabiliza muitas trabalho e mesmo da área agrícola, formal também apresenta dificuldades. Algumas mudanças positivas são evi- de competências dos empresários, nem dutores mais idosos [ver Quadro]. intenções de empreendedorismo agrícola. dentes: (1) de aproximadamente 800 mil por grau académico obtido em instituiexplorações passámos para pouco mais ções de ensino agrícola, nem por forma- colas e alimentares são frequentemente comercialização deverão estar articula- Num país em que diversos bens agrí- Os eixos da transformação e da de 320 mil (um decréscimo de quase 20 ção profissional. Quanto à idade dos promil explorações por ano); (2) os activos dutores agrícolas, a classe etária igual incrementar a riqueza nacional, e com a mais-valia final dos produtos também referenciados como exemplos para dos com as empresas agrícolas, para que na agricultura decresceram, em relação ou superior a 65 anos atingiu em 2005 a um grau de auto-aprovisionamento defi- se repercuta nos preços praticados ao ao emprego total do país, de mais de quota de 45% e, apesar do decréscimo do citário em vários produtos (carnes de nível do produtor primário. 20% para 9,5% da UTA (Unidade de número de explorações, o seu valor abso- bovino, de suíno, até em azeite e carne Um aspecto favorável ao sector agrí- Trabalho Ano); (3) houve valorização de luto não apresenta descida significativa de ovino), existem recursos disponíveis cola é o facto da sua revitalização ecoprodutos nacionais através das certifica- desde Paralelamente, a drástica para que a agricultura e as agro- nómica se conjugar com as preocupações ções protegidas e (4) houve ajustamentos redução em valores absolutos e relativos indústrias se insiram no campo das opor- de ordenamento do território e de preestruturais e alterações tecnológicas em dos produtores com idades inferiores a tunidades de futuro. A revitalização eco- servação dos recursos naturais, contriexplorações (com melhoria nas produti- 45 anos (representam somente 10,8%), nómica do sector agrícola dependerá cer- buindo fortemente para a inversão da vidades e na qualidade dos produtos de ainda mais notória na classe inferior a tamente da entrada de novos agriculto- tendência de despovoamento das zonas diversas actividades vegetais e pecuári- 35 anos (2,2%), demonstra que o rejuve- res com espírito empreendedor, com for- rurais. as). nescimento dos agricultores não foi con- mação e competências nas áreas científi- A agricultura tem um longo passado Nas duas últimas décadas a agricultu- seguido. Nas competências dos agricul- ca, tecnológica e de gestão. Este recurso mas não envelhece. A evolução científira portuguesa participou (e sobreviveu) tores (instrução e/ou formação profissio- existe, a ensino universitário agrícola já ca e tecnológica e os comportamentos e num filme cujo argumentis- nal) também não se atingiram melhorias formou e continuará a formar pessoas atitudes dos seus actores podem renováevidentes. Um indicador comprovativo é com estas competências. Mas existem la permanentemente, tornando-a atrac- ta/produtor/realizador se chama PAC. A aplicação quase directa das suas orien- o número de produtores singulares e de entraves, logo na base a questão fundiá- tiva para concretização de ideias inovadirigentes de sociedades com formação ria. A mudança de titularidade da explo- doras e projectos de vida. tações e medidas em Portugal, com a imagem dos subsídios (sobretudo os da em ensino politécnico ou superior agrí- ração, quer por compra e venda, quer Fontes de dados estatísticos: INE Reforma de 1992) a marcar o sector, e cola se situar abaixo de 3 mil (0,7% das por arrendamento, é quase sempre um (RGA's e IEEA), Eurostat por quase ausência de uma Política explorações recenseadas no RGA/99). problema: o preço da terra está muito Agrícola Nacional que as ajustasse à rea- Comparativamente com a média dos elevado (agravado pela procura por peslidade do país, criou nas opiniões públi- 25 membros e com os países do Sul é soas cujo rendimento não depende da Luís Fernandes ca e publicada a ideia de que a agricul- notória a fraca produtividade do factor actividade agrícola) e o arrendamento

17 notícias alentejo~ Abril 2007 ~ciência&tecnologia 17 Exemplo Leis curiosidades Neste tempo de mercantilismo, vale o exemplo de Pierre e Marie Curie: em1902 descobriram o radium; poderiam ter requerido a patente para produzir o novo metal e serem milionários. Recusaram, argumentando que seria contra o espírito científico. Nem mesmo quando receberam o Nobel de Física, em 1903, se permitiram ter uma vida mais confortável. Dividiram o prémio com amigos. Inovações Lei de Griffin na estatística... Estatística é a maneira mais lógica e precisa de dizer uma meia-verdade sem exactidão ~ Sabe mesmo o que quer dizer? a posteriori, lat.» A partir do que vem depois. Sistema de argumentação que parte do efeito para a causa. Opõe-se à argumentação a priori. Ao pensar numa maneira de facilitar o transporte e o armazenamento de leite, o americano Gail Borden teve a ideia de o desidratar, criando então o leite condensado. Dependendo da fase dessa operação, ele obtinha leite condensado ou leite em pó. Quando a sua descoberta foi patenteada, em 1856, a invenção não despertou interesse, até que começou a Guerra Civil dos Estados Unidos e Borden ficou rico. Os primeiros elásticos, feitos de borracha vulcanizada, foram patenteados em 17 de Março de 1845 por Stephen Perry, um fabricante de Londres. A produção de rodelas de elástico "para papéis, cartas, dinheiro" foi iniciada pela sua empresa na mesma época. O verdadeiro inventor da máquina de escrever foi um padre brasileiro, José Francisco de Azevedo. Além de matemático era excelente mecânico. Ganhou uma medalha de ouro por um protótipo em 1861, em exposições de Pernambuco e Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, só em 1868 é que Christopher Sholes registrou a patente. dp Lei de Bohr... Um especialista é alguém que cometeu todos os erros possíveis num limitado campo de estudos ~ pub a priori, lat.» A partir do que vem antes. Prova fundada unicamente na razão, sem fundamento na experiência. Opõe-se a a posteriori. de lana caprina, lat.» Sobre a lã de cabra. Assim chamou Horácio às discussões ociosas. in vitro, lat.» No vidro. Expressão que indica as reacções fisiológicas feitas fora do organismo, em tubos de ensaio. in vivo, lat. Pele A biblioteca pública de Cleveland, o Colégio de Direito de Harvard e a Universidade de Brown (todos nos EUA) têm livros forrados com pele de criminosos e de pobres. É o maior órgão do seu corpo. Num adulto médio tem uma área de 2 metros quadrados e pesa 4 a 5 kg. A nossa pele pode libertar até 11 litros de água (suor) num dia muito quente. Globalmente, a pele morta de todas as pessoas lançaria na atmosfera milhares de milhões de toneladas de pó. A sua pele liberta células por minuto. jornal on-line da universidade de évora» Expressão que designa as acções e as experiências nos seres vivos. pub Será que os mosquitos podem transmitir o vírus da sida? Os mosquitos transmitem muitas doenças, como a malária e o dengue, mas não a sida, como muitos estudos já demonstraram. Quando somos picados por um mosquito ele não nos injecta o seu sangue nem o sangue da pessoa que ele sugou anteriormente. Ele injecta apenas a sua saliva que evita a coagulação do sangue da vítima que utiliza como alimento. É a saliva do mosquito que veicula o dengue e a malária. O vírus da sida não se reproduz nos mosquitos e desaparece rapidamente não se encontrando na saliva dos insectos. Em conclusão: mesmo que o vírus da sida entre num mosquito, o insecto não será infectado, o vírus não aparece na sua saliva e o mosquito não poderá transmiti-lo à próxima pessoa que for por ele picada. E se esmagar o mosquito o risco de contágio é igualmente nulo.

18 18 figuras&factos~ notícias alentejo~ Abril 2007 faça chuva ou faça sol Um País novo em 1 de Abril O dia um de Abril trouxe novidades. O IVA vai baixar para 17 por cento, a EDP e a PT serão obrigadas a respeitar os direitos dos consumidores e vão ser construídos mais 20 hospitais e 150 centros de saúde por todo o País. Nunca o Diário da República publicou, na mesma edição, tanta novidade boa... Que pena ser domingo e... «dia das mentiras». Política caseira e sobrevivência O presidente do CDS-PP diz que o Governo está a prejudicar o país e considera «atentatório» do interesse nacional a decisão de se avançar com o aeroporto da Ota tal como está. O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, acusara o líder do CDS-PP de «atentar» contra os interesses do país, por ter enviado à Comissão Europeia um requerimento com informações alegadamente falsas sobre a posição da Ordem dos Engenheiros portugueses em relação ao novo Aeroporto da Ota. E o País lá vai sobrevivendo... Os buracos de tanto golfe No Alentejo estão em estudo 21 campos de golfe, noticiou recentemente a revista Visão, para quem a Barragem de Alqueva poderia funcionar como dínamo para a criação de novos campos de golfe. Caso avancem estes 21 projectos, o Alentejo torna-se a segunda região do país com mais campos de golfe, sendo apenas superada pelo Algarve. É natural, a opção, uma vez que por aqui «buracos» é coisa que não falta. «As pequenas memórias» de Saramago Num País que vai exportando, na literatura, nas ciências e no futebol, o que de melhor vai colhendo, resta o prazer de ler os sucessos de cada notável emigrante. Recentemente, a agência noticiosa espanhola (EFE) fez referência aos êxitos de José Saramago, um Prémio Nobel português residente em ilha espanhola. Diz a EFE, que foi citada pelo Diário Digital, que o livro «As pequenas memórias», de José Saramago, liderava, a meio do mês passado, o top de vendas na Argentina, na categoria «Não Ficção». O livro de Saramago era ainda um dos mais vendidos na Colômbia e figurava no quarto lugar em tem há muito o condão de o que de melhor tem pro- Espanha. aborrecer muita gente. E duzido em áreas como as Valha-nos Saramago gente que tem a preten- ciências, o ensaio e a liteque brilha no estrangeiro. são de querer mandar nos ratura. Foi assim com Por cá - onde santos da destinos (e nas consciên- Salazar e é assim com o casa nunca fizeram mila- cias) do País. Não admira, regime democrático. gres - ainda manda o pre- por isso, que se sinta Por isso, a infância de conceito imposto pelos mais confortável com o Saramago (é disso que vigilantes da prisão de sol das Canárias. trata o livro «As pequeconsciências. Não há espa- Não é caso único. Se no nas memórias») tem mais ço para seres humanos futebol a emigração é interesse para leitores de livres, sobretudo para os uma questão económica, Espanha, da Alemanha que hostilizam o politicanoutras áreas pesa, ou da Colômbia do que mente (social e religiosasobretudo, a ambição de para leitores portugueses. mente) correcto. ver reconhecido o traba- Mas, ainda assim, a E Saramago, diga-se, lho de cada um. Por isso, ausência dele(s) faz-se entre outros «defeitos», o País tem no estrangeiro sentir. A região em debate é lá atrás, na página 9 Assine o jornal na página 22 É por ali» pub ~ notícias alentejo Susana Rodrigues entre aspas «Os grandes responsáveis pelo estado a que o País chegou, nos últimos trinta anos, são o PSD e o PS. O círculo de cumplicidades estabelecido entre os dois partidos "de poder" configura algo de tenebroso. Um processo extremamente confuso fez tombar o peso do silêncio...» Baptista Bastos «Quando Luís Marques Mendes esbraceja contra este Executivo, parece esquecer que não está inocente de culpa. Sócrates, por seu turno, não é nenhum anjo de coro. Recusome, porém, a acreditar que não possuam a consciência clara do que fizeram ou têm feito. Cometeram-se tropelias inomináveis. Depredou-se o capital de esperança que o 25 de Abril trouxera à população mais desfavorecida. A ambivalência tomou o lugar da dignidade da clareza de conceitos. O trânsito pelo governo não passou de isso mesmo: de um trânsito para vantajosíssimos lugares no "privado" ou na administração pública. O impudor saiu à rua, agora sem máscara» Idem «Em Portugal, de resto, instituiu-se o hábito de pagar senhas de presença a iluminados e figuras quase divinizadas, vulgarmente conhecidos por «especialistas», a quem se encomendam decisões sobre matérias que os governos foram eleitos para... decidir. Nas empresas, o caso não muda de figura. Neste preciso momento em que escrevo, gestores estão certamente em reunião e outros mandam dizer que estão porque não querem atender a mulher. No fundo, estamos todos em reunião. Uns mais, outros menos. Conforme as necessidades» Miguel Carvalho «Nos governos, nas empresas, anda, pois, a perder-se muito tempo com reuniões e a decidir pouco. Dou um exemplo: há anos, muitos anos, que ouço os empresários dizer que Portugal precisa de reformas e os governos a dizer que estão a preparálas. Tantas reuniões depois e ninguém percebeu ainda de que reformas falam uns e outros e, já agora, a razão pela qual não foram feitas» Idem «No fundo, Portugal gosta de se reunir. Sentar à mesa, mexer o café, perguntar pela prima, saber como correu o fim-desemana e onde vão ser as próximas férias. Pelo meio, os homens discutem o penalty e as mulheres falam do ginásio ou da última plástica. Nisto, já foi meia-hora. Como a reunião não começou a horas nem tem agenda, define-se nesta reunião a agenda da próxima, a tal onde, finalmente já com a agenda diante dos olhos, iremos decidir o que, da agenda, pode e deve ser discutido na próxima reunião» Ibidem

19 notícias alentejo~ Abril ~região Sanchez Amor quer relação mais intensa com Alentejo O vice-presidente da Junta da Extremadura, Ignácio Sanzhez Amor, lamentou a existência de uma relação mais intensa daquela região espanhola com Lisboa do que com o Alentejo. Sanchez Amor, que falava no decorrer de uma conferência promovida pela jornal Diário do Sul, confessou a sua mágoa pelo relacionamento entre o Alentejo e a Extremadura ser agora menos cálido do que no passado. Temos de retomar o trabalho de fronteira com maior intensidade, apelou. Para o vice-presidente da Junta da Extremadura chegou o momento de retomar os micro-projectos de cooperação, envolvendo empresas e agentes socioculturais das duas regiões. A avifauna do Alentejo em voo pela conservação dos ecossistemas O projecto «AviSkola - A avifauna do Alentejo num voo pela conservação dos ecossistemas» tem por base as actividades de investigação desenvolvidas no Laboratório de Ornitologia da Universidade de Évora, no âmbito da ecologia e conservação das Aves. Pretende utilizar alguns estudos sobre Aves realizados no LabOr como instrumento de sensibilização ambiental e constituir uma ponte entre investigadores e comunidade não científica, em particular as Escolas do 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário. Os conteúdos a produzir dividem-se em dois tipos: conteúdos específicos de apoio às acções (guias das visitas, sinalização dos percursos de interpretação, guião do Professor), e publicações de divulgação e difusão científica. No segundo grupo incluem-se três elementos essenciais: um portal, já disponível em uma colecção de brochuras com os resultados de pequenos projectos de investigação em ornitologia, e um CD-ROM que apresenta um "Atlas das Aves Nidificantes na Herdade da Mitra". Mais informação em Reguengos de Monsaraz promove Semana Gastronómica do Borrego De 1 a 8 de Abril, Reguengos de Monsaraz promove, por iniciativa da Câmara local, a Semana Gastronómica do Borrego, iniciativa que conta com a participação de grande parte dos estabelecimentos de restauração do concelho. Restaurantes participantes: 100 ESQUADRIA Rua da Orada, 12 Tel: Fax: OUTEIRO (Monsaraz) Migas de Espargos c/ Costeletas Borrego Panadas A GALERIA DO ESPORÃO Herdade do Esporão Tel: Fax: REGUENGOS DE MONSARAZ Ensopado de Borrego das Bodas e Costeletinhas de Borrego c/ Puré de Frutas A GRELHA Rua do Covalinho, 1-3 Tel: Fax: REGUENGOS DE MONSARAZ Ensopado de Borrego e Costeletas de Borrego Grelhada na Brasa ADEGA DO CACHETE Rua do Grave, 9 Tel Fax: S. PEDRO DO CORVAL Borrego à Casa CASA DO FORNO Tvª da Sanabrosa Tel /126 - Fax: MONSARAZ Borrego Bêbado e Costeletas de Borrego c/ Ervas Aromáticas CENTRAL Praça da Liberdade, 10 Tel Fax REGUENGOS DE MONSARAZ Costeletas Borrego Panadas c/ Espargos Bravos, Ensopado de Borrego e Assado à Alentejana HORTA DA MOURA Horta da Moura Tel: Fax: MONSARAZ Borrego às Três Maneiras LADEIRA Beco da Rua José Manuel Ribeiro Queimado, 3 Tel: (TELHEIRO) Monsaraz Borrego no Forno e Costeletas de Borrego Grelhadas LUMUMBA Rua Direita, 12 Tel: Fax: MONSARAZ Ensopado de Borrego e Costeletas Borrego Grelhadas MESTRE TAPAS R. Mouzinho de Albuquerque, 64 Tel: Fax: REGUENGOS DE MONSARAZ Especialidade: Borrego Assado à Mestre Tapas MOIRA A LOTA EN Quinta de Santiago Rua General Humberto Delgado, 5-A Tel Tel REGUENGOS DE MONSARAZ REGUENGOS DE MONSARAZ Costeletas de Borrego Fritas em MONSARAZ Borrego no Forno e Ensopado de Molho d'alho com Espargos com O BIZACA Borrego Assado à Sabores Borrego c/ Ervilhas Ovos Rua Nova, 15 Tel Fax: SANTIAGO A TAREFA O ALCAIDE BARRADA (Monsaraz) R. Santiago, 3 R. Leonel Fialho Janeiro, 4 Rua de Santiago, 15 Caldeirada de Borrego e Costeletas Tel Tel Tel de Borrego Grelhadas com Ananás S. PEDRO DO CORVAL MONSARAZ MONSARAZ Caldeirada de Borrego e Costeletas O GATO Especialidade: Borrego Assado à Ensopado de Borrego, Borrego de Borrego c/ Molho à Tarefa Praça da Liberdade, 13 Ganhão Assado no Forno e Costeletas de AL-ANDALUZ Borrego p/ Grelhar Tel Fax REGUENGOS DE MONSARAZ SEM-FIM Rua 1º Maio, 39 O ALOENDRO Costeletas de Borrego na Brasa com Rua das Flores, 6 Tel Fax: Estrada de Évora, 3-B Ervas Aromáticas Tel REGUENGOS DE MONSARAZ Tel: Fax: TELHEIRO (Monsaraz) Caldeirada de Borrego REGUENGOS DE MONSARAZ O PINGO Costeletinhas de Borrego com ervi- Especialidade: Borreguinhos em Rua de Lisboa, 25 lhas de hortelã AQUI JARDIM Azeite d'el Rei Tel Avª Dr. Joaquim Rojão, 15 REGUENGOS DE MONSARAZ SOLAR DE MONSARAZ Tel: Fax: O BARRIL Borrego Assado Rua Conde Monsaraz, 38 REGUENGOS DE MONSARAZ Rua do Comércio, 17 Tel Borrego Assado no Forno com Tel Fax SABORES DE MONSARAZ REGUENGOS DE MONSARAZ Batatinha Nova MONSARAZ Lg. S. Bartolomeu, 15 Borrego Assado no Forno Ensopado de Borrego Tel Fax ESCOLA COM LIVROS» A Escola Secundária Conde de Monsaraz, com o apoio da Livraria Sítio das Letras, promoveu no final de Março uma Feira do Livro. A iniciativa inseriu-se em mais edição do projecto «Esta Semana Acontece». Durante uma semana, as instalações da Escola Secundária de Reguengos de Monsaraz serviram de palco a actividades que pretendem reforçar o trabalho a nível pedagógico.

20 20 crónica~ notícias alentejo~ Abril 2007 tópicos Luís Carmelo Os macaquinhos do sótão português lusotopia.no.sapo.pt Tenho recebido mails escuro, dividido entre can- referência da CNN ao con- coroa. Por outras palavras (até de amigos) horroriza- ções primaveris de emba- curso televisivo português ainda: toda esta agitação dos com a vitória de lar e a terna penumbra do estaria ao nível daquilo sem norte se resume a um Salazar num programa de Pai ausente e apavoran- que a Al-Jazíra terá dito permanente jogo de imatelevisão da RTP. Há nes- te. Nem sei, em boa verda- sobre os sentimentos difu- gens que gera sempre ses mails vozes aterradas, de, passe o mel da provo- sos de uma jovem e bela novas imagens, numa voradesconsoladas e com um cação, o que merecerá indiana no Big Brother de gem de ilusões que tem um tal grau de revolta que uma maior gargalhada: um conhecido canal inglês único destino: a vertigem a coisa me faz realmente se o actual Reality Show de televisão. diária do esquecimento. pensar. da TV-i, se o Salazar - ou Toda a encenação deste À excepção dos galiná- Para dizer a verdade, o Cunhal, tanto faz - nesse concurso - e de tantos ceos, o hipnotismo é para eu até achava piada que entretenimento fugaz da outros onde vamos viven- quem o quer. Já era assim ganhasse o Salazar - ou RTP. do cada vez mais - é de tal no tempo da lanterna o Cunhal - para ver como Poderá dizer-se com modo tosca e pacóvia mágica. é que essa parvoíce da alguma severidade que vai (veja-se a solenidade de Eu preferiria uma boa auto-estima dos portu- ser uma vergonha falar- Maria Elisa e a produção "Boémia" - perdoe-se-me a gueses entrava subitamen- -se lá fora da vitória de almofadada no Palácio de publicidade - a preocuparte em estado de parafuso. Salazar. Mas o medo de Queluz) que qualquer in- me com essa coisa da RTP. Nunca pensei que tais vergonhas parece-me cauto revê, com a maior Já basta quando o real- Portugal continuasse um tanto ingénuo, já que das facilidades, a nudez mente imponderável nos ainda hoje com medo do o realce de uma eventual e a idiotice do rei sem bate à porta. RÁDIO CORVAL, C.R.L. RUA DE S. PEDRO, 25 - S. PEDRO DO CORVAL CORVAL Telefone: Fax: RC ALENTEJO 96.2 FM pub bilhete postal bilhete postal La Torada, por Pablo Picasso A sua sintonia 24 horas por dia EMISSÃO ON LINE Há 20 anos uma referência porque o Alentejo merece Mãe contemplativa com filho no colo, por David Prazeres Foto: David Prazeres

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