CCM AUTISMO. Conheça o OSCE, novo teste de desempenho dos alunos de Medicina. Liga reúne pesquisadores paraibanos na área de transplantes de órgãos

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1 CCM N O T Í C I A S nº 5 setembro 2010 Informativo mensal do Centro de Ciências Médicas da UFPB Conheça o OSCE, novo teste de desempenho dos alunos de Medicina PÁG. 6 Prof. Marco Antônio De Vivo Barros dá dicas de como cuidar do coração PÁGs. 7 e 8 AUTISMO Projeto da UFPB ensina pais a conviverem com o problema e a estimularem o desenvolvimento do filho PÁGs. 5 e 8 Liga reúne pesquisadores paraibanos na área de transplantes de órgãos PÁG. 3

2 EDITORIAL Prof. Arlindo Monteiro Carvalho Filho Chefe do Departamento de Cirurgia do Centro de Ciências Médicas da UFPB Um momento para avaliar e melhorar Assistimos recentemente à morte de uma criança vítima de maus tratos no Rio de Janeiro. Poderia ser mais uma dentre tantas vítimas da violência que assola nosso País e finca raízes nas famílias deterioradas pela separação, em que pais e mães se lançam numa disputa infernal pela guarda dos filhos e pelo dinheiro da pensão alimentícia, muitas vezes usado para fins desvirtuados do seu mérito. Poderia ser mais uma criança vítima do egoísmo dos adultos irresponsáveis que não sabem separar o menor incapaz da fome voraz de vingança ou retaliação pessoal. Um fato, infelizmente, comum. Entretanto, existiu um agravante social com o qual nós, professores, precisamos nos preocupar. Aquela criança foi atendida por um estudante de Medicina que estava exercendo ilegalmente a profissão de médico, acobertado por uma pediatra aliciadora que certamente embolsava metade do trabalho daquele infeliz. Não houve registro dos maus tratos, não houve atendimento adequado e a criança faleceu vítima também da falta de ética e de responsabilidade de quem tem a obrigação de ser correto. Precisamos refletir sobre o tipo de profissionais que estamos formando quando permitimos que eles assinem a lista de presença no lugar do outro, que promovam agressão a professores (anônimas e pela internet) e agressões físicas ou psicológicas aos colegas, quando permitimos a aprovação mesmo com excesso de faltas ou com notas pífias. Embaixo de nossos olhos acostumam-se a cometer expediente Diretor do CCM - Professor Dr. Marco Antonio de Vivo Barros impunemente pequenos delitos, que serão alimentados pelas dificuldades existentes no mercado onde atuarão até chegarem aos crimes. A função de um professor não é só passar o conhecimento técnico-científico de sua área e para o qual tem notório saber demonstrado pelos seus diversos títulos alcançados. O professor é o 2º pai, é a 2ª mãe, é o irmão mais velho. Cabe a ele zelar pela boa educação, pela ética e pela observação das leis e regras. Jovens em formação precisam de oportunidade, mas também de limites. Precisam ter iniciativa, mas também noção de responsabilidade. Educa-se fundamentalmente através da família e através da escola, aprende-se pelo exemplo que temos em casa e pelo exemplo dos mestres. Estamos fazendo o suficiente por nossos filhos e alunos? Estamos fazendo o suficiente por nossos filhos e alunos? Esse jovem carioca não merecia conhecer a face cruel da profissão tão cedo, sem preparo e da maneira errada. A Universidade tem relevante papel formador e deve ser uma ponte segura que leve o aluno a exercer bem a verdadeira cidadania e o respeito ao próximo. CCM Notícias - Informativo mensal do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal da Paraíba Vice-Diretora do Centro - Professora Dra. Tereza Helena Tavares Maurício Textos, fotos, editoração eletrônica e edição: Manuella Soares e Alex de Souza CALENDÁRIO 05 - Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística 08 - Dia Nacional de Luta por Medicamento 16 - Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ôzonio 21 - Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Defi ciência Dia Mundial do Coração 27 - Dia Nacional da Doação de Órgãos O QUE ROLOU -Os alunos do curso de Medicina voltaram às atividades para o semestre letivo em 9/8. - Agosto marcou os três anos de criação do Centro de Ciências Médicas (CCM). - O Departamento de Cirurgia escolheu para a chefi a o professor Arlindo Monteiro Carvalho Júnior e seu vice, Otacílio Figueiredo da Silva Júnior. -O Centro de Ciências Médicas recebeu a visita da Dra. Leontina Margarido, representante da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ela veio averiguar a capacidade de o Hospital Universitário Lauro Wanderley abrigar residência médica na área. -Alunos de Medicina em parceria com o Centro Acadêmico Canal realizaram entre 20 e 21 de agosto um Curso de Antibióticos na Prática Clínica. Participaram professores de várias áreas como bioquímica, pneumologia, nefrologia, dermatologia e ginecologia. O QUE VAI ROLAR - As inscrições para quem quer submeter trabalhos à 2ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia promovida pelo CCM, terminam em 19/09. As regras e informações sobre o evento estão no site www. ccm.ufpb.br. 2 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S

3 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S 3 E a vida CONTINUA Transplante de órgãos cresce na Paraíba, atraindo mais pesquisadores à área Há quem acredite que a vida não acaba com a morte. Mas independente de religião ou crença, a medicina garante que uma pessoa pode renascer quando outra morre. Essa teoria é explicada no depoimento de seu Manoel de França: Hoje sou um transplantado. Só aquele que, em alguma época, viu-se naquele buraco de escuridão e compreende o não enxergar nada à sua frente é que poderá saber quão belo é o amanhecer do dia emoldurado pelo horizonte azul. Sou aposentado como telegrafista e estou muito grato ao meu doador de 15 anos e à sua família que não os conheço, mas que estarão eternamente no meu coração. Esse depoimento foi deixado escrito no portal oficial da Central de Transplantes da Paraíba, logo após seu Manoel se recuperar da cirurgia. A Paraíba realiza cerca de 10 transplantes por mês, entre rim, fígado e coração. O número ainda é pequeno, mas de enorme importância para quem consegue recomeçar a vida. Os hospitais credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Nacional de Transplantes no estado são: Unimed (para transplantes de coração, válvula cardíaca, fígado e rim), São Vicente de Paula (rim) e Antônio Targino, em Campina Grande (rim). Já os pacientes que precisam de transplante de córneas são submetidos ao procedimento nos hospitais Edson Ramalho (João Pessoa), Santa Terezinha (Sousa), ou em algumas clínicas oftalmológicas da Capital e de Campina Grande. Desde a fundação da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos da Paraíba, em 1998, já foram realizados 590 transplantes de córnea, o que representou por diversas vezes a lista zero de espera para transplante de córnea na Paraíba. De acordo com o médico e professor do Departamento de Medicina Interna Eymard Medeiros Filho, a maior lista de espera é de pacientes que necessitam de um transplante de rim. Por outro lado, o tipo mais realizado na Paraíba é o de córneas, com uma média de cinco cirurgias por mês. Para doar, basta querer Liga reúne pesquisadores A captação do órgão até o momento do transplante desperta interesse de quem pretende seguir essa área ou aprofundar as pesquisas para melhorias desses procedimentos. Por isso, este ano foi criada a Liga Paraibana de Transplantes de Órgãos, composta por estudantes do curso de Medicina da UFPB e outras universidades particulares de João Pessoa. Os membros da LIPATO se reúnem quinzenalmente para discutir casos clínicos, pensar em pesquisas na área e acompanhar todo processo de um transplante. A gente tem a oportunidade de desenvolver estudos baseados no acompanhamento clínico do paciente e na experiência do conhecimento cirúrgico. Por isso sabemos bem o valor e a importância da doação de órgãos, comentou o presidente da Liga, Giácomo de Freitas. Não é preciso deixar nada por escrito para ser doador de órgãos. Se a família tem conhecimento desse desejo, é suficiente para autorizar a doação. Mas há também os doadores vivos, que podem abrir mão de um dos rins, de parte do fígado e de parte da medula óssea. A Lei nº , de 23 de março de 2001, assegurou a doação em vida entre pessoas que não sejam parentes, em ocasiões especiais, com autorização judicial. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Em pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (Acidente Vascular Cerebral), é possível aproveitar vários órgãos além dos que já são transplantados na Paraíba, como pulmão, pâncreas, intestino, veia, ossos, tendão e pele. Para tirar dúvidas sobre o tema, os telefones da Central de Transplante da Paraíba são e Doar órgão é um ato que devolve a qualidade de vida e a vida em si, a pelo menos sete pessoas diferentes, resume Dr. Eymard Medeiros Filho.

4 Leia + Lições de Conheça última obra do professor Ely Chaves MESTRE Livro está disponível na Biblioteca do Centro, localizada no 2º andar do HULW EXTRACURRICULAR ste livro é dedicado às mu- lheres que já se conscientizaram da importância e do Este valor do exame preventivo. Elas já aprenderam a olhar o mundo de uma maneira diferente. Para elas, o futuro já chegou. Estas são as palavras de dedicatória do autor do livro Bases da Prevenção do Câncer do Colo do Útero, Dr. Ely Chaves. Há poucos dias a medicina paraibana perdeu um grande médico e cientis- ta, que também contribuiu com seus conhecimentos de mestre com aulas no curso de Medicina da UFPB. A bibliografia é de 1985 (pouco antes de se aposentar da vida acadêmica), mas o assunto é importante na medicina atu- al, por isso, a dica de leitura é também uma homenagem ao Dr. Ely Chaves que por 28 anos ( ) contribuiu na forma- ção de muitos médicos. Com leitura fácil, aliada a uma didática perfeita, o Prof. Ely Chaves sabe transmitir os ensinamentos necessários para que a comunidade tome consciência do que é prevenção, descreve no prefácio o Dr. Jaime Q. Lima. No primeiro capítulo, o autor ensina procedimentos técnicos utilizados na citotecnologia, analisando cada tipo de colheita ginecológica e suas respectivas indicações de procedimentos. Dr. Ely aborda também temas como Metaplasia Escamosa do Colo do Útero; Lesões Precursoras do Câncer do Colo do Útero; Manifestações Cito e Histopatológicas das Infecções Virais do Colo do Útero; Herpesvirus e Oncogênese; Carcinoma In Situ; e Critérios Citomorfológicos de Malignidade. Quem se interessar pela leitura pode ainda conhecer um pouco mais sobre a personalidade do médico patologista Ely Chaves, em depoimentos que antecedem a introdução do livro. O ex-professor de Medicina morreu aos 77 anos, em 14 de agosto deste ano, vítima de insuficiência respiratória e deixou dois filhos, além de milhares de ex-alunos, pacientes e admiradores. O livro poder ser encontrado na biblioteca setorial de Medicina, no 2 andar do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), Campus I da UFPB. 27º Congresso Médico da Paraíba Dias 23 a 25 Auditório do SEBRAE em João Pessoa-PB 5º Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade Dias 4 a 7 Uberaba/MG 2º Simpósio Mineiro de Saúde Dias 22 a 24 Diamantina/MG 1º Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro Dias 24 a 26 São Paulo/SP 4 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S

5 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S Projeto ajuda familiares a lidar com o autismo, que provoca problemas de comunicação em portadores C om um ano e meio de vida, João Vinícius (foto) parou de balbuciar os fonemas que havia aprendido. Preocupada, a mãe achava que o caçula teria sofrido algum trauma. Era hora de colocar o menino na escola para ter contato com outras crianças da mesma idade. Assim foi feito, mas o que ela pensava que seria a solução foi apenas o caminho para encontrar ajuda. As professoras da escola começaram a observar melhor o menino e logo aconselharam Lúcia a procurar uma equipe multiprofissional de psicanalista, neurologista e fonoaudiólogo. Os exames neurológicos estavam perfeitos. Mais um indício do diagnóstico de autismo. Eu nem sabia o que era uma criança autista. Quando a gente não entende de um assunto demora muito a procurar ajuda. Eu tinha medo de comparar com o meu filho mais velho, queria que ele tivesse o mesmo processo de desenvolvimento, desabafou a mãe de João Vinícius. A escola contribuiu muito para melhorar o relacionamento social de João, mas foi o Projeto Autismo, co- O fantástico mundo do AUTISTA ordenado pela Profa. Telma Correia, o responsável pela evolução visível em dois anos de tratamento. João Vinícius está uma pessoa mais viva. Ele olha mais pra gente, abraça, ele gosta muito do contato, é muito emotivo. Ele evoluiu muito, comenta Maria José, aluna do curso de Medicina e participante do projeto. Vinte e oito alunos do curso de Medicina da UFPB fazem um trabalho de interação com as crianças autistas e, quando necessário, realizam visitas domiciliares. Uma vez por semana elas também têm acompanhamento com um psicanalista no Hospital Universitário Lauro Wanderley, na UFPB. Tem sido uma experiência incrível porque é uma maneira direta de a gente conviver, ter contato com o tratamento já no início do curso. Temos ainda a oportunidade de desenvolver a prática terapêutica com a criança e, por extensão, com os pais da criança, confidenciou o aluno Lucas Carvalho, do 3º período. Continua na pág. 8 Sinais ajudam a identificar o autista De acordo com a professora e psicanalista Telma Correia (foto), a estatística mostra que a cada três autistas meninos existe uma u menina. A ciência ainda não comp comprovou nenhuma relação com o sexo, mas é possível dizer que o autismo pode ser ddesenvolvido desde bebê. Os pais já podem observar a partir dos quatro meses de vida, se o bebê não fixa o olhar para a mãe, não faz mu muitos ruídos, é calmo, não dá trabalho, dorme demais, não responde quando cha chama, tudo isso são sinais de autismo, explica a professora. O autista au adulto pode ter dificuldades de relacionamento r na família ou na profiss profissão. Mas nada impede que ele seja intelig inteligente e capaz de aprender, apes apesar das limitações. Há relatos tamb também de casos de autistas que desenvolveram mais o lado artí artístico, sensível. A medicina não expl explica, mas Lúcia tem um exemplo em casa. J João Vinícius é um ótimo contador de histórias. Ele cria, imagina... Meu filho também adora pintar, gosta de cores cores, ele só precisa se acostumar em ter mais m confiança em si próprio e com as coisas coi que estão à volta dele. Quando eele tiver, vai fundo. 5

6 Curso de Medicina implanta este ano um novo teste de avaliação dos estudantes OSCE Vem aí o Preparar o estudante para ser um bom profissional médico requer muita teoria e prática. Os longos anos de estudo, algumas vezes, se limitam aos ensinamentos teóricos e pouco contato com a prática médica. É com o objetivo de reverter essa situação que o curso de Medicina da UFPB está investindo numa nova atividade que vai servir de treinamento e, ao mesmo tempo, avaliação do que foi aprendido durante a graduação. A partir deste ano o OSCE, sigla traduzida para Exame Clínico Estruturado por Objetivos, pode ser implantado entre os alunos do internato. O teste já existe em outras escolas médicas e funciona da seguinte maneira: Cerca de dez estações são definidas apresentando determinadas situações, simulando a realidade. Atores ou bonecos representam pacientes com diversos problemas clínicos. O aluno que está sendo submetido ao teste deve seguir uma espécie de checklist para fazer o procedimento necessário. A banca examinadora vai avaliar o aluno como profissional respeitando critérios como compreensão, agilidade, autocontrole e capacidade de resolver o problema. Itens como consultas, diagnóstico, conduta e tratamento prescrito serão observados pelos professores em cada estação. Os internos terão desempenho julgado individualmente. Isso requer certa infra-estrutura porque tem que ter algumas salas preparadas, além de professores para o processo de avaliação e, criatividade para mudar periodicamente as estações e não ficarem repetitivas, comentou o Prof. Severino Lima, coordenador do curso. Professores receberão treinamento Pacientes serão examinados por alunos e desempenhado será avaliado por professores Prof. Severino Lima, organizador do OSCE 6 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S O Centro de Ciências Médicas (CCM) da UFPB em parceria com a Universidade Federal do Ceará, promove na segunda quinzena de setembro uma oficina de treinamento para os professores do curso de Medicina. O objetivo é qualificá-los para participar da banca examinadora que vai avaliar o desempenho das habilidades dos alunos do internato no OSCE (Exame Clínico Estruturado por Objetivos). Atualmente os internos da UFPB só se submetem às provas dos rodízios. Mas de acordo com o Prof. Severino Lima, implantar este exame significa preparar o graduando para qualquer situação. Em alguns lugares o OSCE já é usado para seleção da Residência Médica. Nós podemos estudar a possibilidade de usá-lo aqui também, adiantou o coordenador.

7 ENTREVISTA Prof. Marco Antônio De Vivo Barros CCM N. O. T. Í. C. I. A. S 7 Entenda os mistérios do CORAÇÃO Em agosto, é celebrado o Dia Mundial do Coração, uma data especial para se fortalecer o combate às doenças do órgão vital e também para disseminar informações sobre a importância da prevenção contra esses males. Para explicar um pouco como as emoções e o comportamento podem influir na saúde cardíaca, o CCM Notícias entrevistou o professor Marco Antônio De Vivo Barros, doutor em cardiologia. Confiram: Por que o coração é o órgão mais misterioso do corpo humano? Muitos dizem que o coração não dói. Mas a verdade é que dói sim e quando dói significa problemas. Desde o início do século passado, quando Herrick descreveu o quadro clínico de infarto, ele escreveu: nos indivíduos que apresentam este quadro clínico, a morte se aproxima. O mistério do coração está associado ao simbolismo do órgão no que concerne ao sentimento humano, e o fato de ser também a bomba propulsora do sangue e, assim, da vida. Qual é a maior preocupação dos médicos nos pacientes cardíacos? Na verdade, a maior preocupação é o caráter silencioso das cardiopatias e a possibilidade de um evento fatal sem um aviso prévio. Na maioria das vezes, as pessoas acham que as doenças só acontecem com os outros, e terminam se cuidando pouco. A grande preocupação nossa, portanto, é na educação de hábitos e na adoção de medidas para a prevenção das cardiopatia mais prevalentes. Gostaria ainda de lembrar que as doenças relacionadas ao sistema cardiovascular e circulatório periférico, A maior preocupação é o caráter silencioso das cardiopatias incluindo o sistema cérebro-vascular constituem as causas mais comuns de morte no mundo de hoje em indivíduos acima dos 50 anos. Mesmo quem não tem histórico familiar não está livre das doenças coronarianas? A gênese das doenças que acometem o sistema cardiovascular tem múltiplas origens. Existem os fatores genéticos, os fatores ambientais, as características individuais, incluindo aí até a personalidade. Portanto cada vez mais a exposição a fatores como o estresse, o cigarro, sedentarismo, dieta rica em gorduras, passam a ser determinantes na gênese dos fatores de risco para as doenças e, consequentemente, na ocorrências das mesmas. Quando se alia aos fatores ambientais os determinantes genéticos, o que visualizamos então é a ocorrência da doença numa fase mais precoce da vida das pessoas. Quais os avanços dos últimos

8 anos no estudo do coração? Vários. O tratamento precoce e eficiente do infarto agudo do miocárdio. As várias drogas usadas no tratamento da insuficiência cardíaca, da hipertensão arterial, das dislipidemias. Novos métodos diagnósticos. Conhecimento profundo da fisiopatologia das principais cardiopatias. Os estudos com novos dispositivos de tratamento (stents, desfibriladores, válvulas cardíacas) têm propiciado um avanço no conhecimento, no diagnóstico e no tratamento, melhorando sobremaneira a sobrevida das pessoas. É possível falar em qualidade de vida para quem tem problemas cardíacos? Sim, hoje é perfeitamente possível um indivíduo após um infarto do miocárdio ter uma vida absolutamente normal. Se o coração não está bem, o corpo todo responde? Na maioria das vezes sim, existem repercussões sistêmicas, rins, pulmões, fígado, cérebro, humor etc. Hoje é possível um indivíduo após um infarto do miocárdio ter uma vida absolutamente normal A doença da vida moderna é o estresse. Ela está diretamente relacionada com o coração. Mas quando perceber se o nível de estresse vai interferir na saúde? O estresse faz parte da vida moderna. Precisamos aprender a conviver com ele. Quando o indivíduo percebe uma tristeza profunda, ou extrema irritabilidade e labilidade emocional, está na hora de procurar ajuda. O coração não é apenas motivo de preocupação. Ele é o símbolo do amor, da compaixão... Até que ponto os sentimentos do ser humano influenciam no funcionamento do coração? O coração e o estômago são os dois órgãos afetados por alterações nos nossos sentimentos, no nosso humor. Está provado que indivíduos que apresentam depressão após um infarto têm um risco muito maior de morte. Os indivíduos explosivos, irritados em demasia, apresentam um risco maior de ocorrência de infarto. Existe uma entidade clínica chamada miocardiopatia do estresse, conhecida como síndrome do coração partido, que ocorre geralmente em mulheres de meia idade que passam por um estresse agudo e muito intenso, geralmente a morte de um parente próximo. Esta doença felizmente apresenta uma mortalidade baixa. O ideal é buscar o equilíbrio, nem sempre fácil. Afinal, as emoções fazem parte da vida. E quem não sentiu palpitações ao encontrar o primeiro amor? Então a expressão popular morrer de amor tem fundamento? Existem casos na literatura e é de nosso conhecimento: muitas vezes com a perda de um ente querido existe a possibilidade de depressão profunda e em muitos casos até morte. O importante é sempre buscar um comportamento otimista, ter momentos de lazer, curtir a família e os filhos e procurar fazer o bem a todos, mantendo hábitos de vida saudáveis. Esta é minha recomendação para viver em paz com seu coração. O método e os medos Continuação da página 5 Sabe-se muito pouco sobre o autismo. O diagnóstico pode soar diferente para a família, acompanhado de muitas dúvidas e medos. A psicanalista Telma Correia explica que a dificuldade do autista é reconhecer o outro, então quanto mais contato com pessoas diferentes ele tiver em momentos isolados, mais rápido ele aprende a conviver melhor. A Dra. Telma trouxe à Paraíba um método francês que aplicou no Projeto Autismo da UFPB (Méthode des 3I, criado por Madame de la Presle). Os 3I ( três is ) significam: estimulação individual, estimulação intensiva e interatividade. Os alunos que fazem as sessões com as crianças sempre estão em dupla ou grupo, para que se revezem durante a interação. 8 CCM N. O. T. Í. C. I. A. S Alunos do projeto Autismo A criança fica sozinha com o adulto, num ambiente pequeno e fechado para permitir a concentração. Busca-se a comunicação como objetivo prioritário e, as atividades lúdicas completam o cenário de reconhecimento. Esse método previne precocemente a doença. O autismo tem tratamento eficaz e pode haver cura. Se a criança começar um tratamento logo cedo pode deixar de ser autista, porque o autismo é na verdade a recusa da relação com o outro, de entrar na linguagem e nas significações do outro. Mas ela nasce perfeita biologicamente falando, explica a Dra. Telma. A mãe de João Vinícius, que acompanha de perto todo tratamento, conta que o maior medo era agir de maneira errada e fazer distinção entre os dois filhos, mas hoje, grávida do terceiro menino, se sente bem resolvida em relação às angústias. Não tive medo nem pensei na possibilidade de meu bebê desenvolver o mesmo problema de autismo. Talvez o João precise de ajuda por muito tempo, mas eu não me preocupo com isso, porque tudo que estiver ao meu alcance, vou fazer, afirma Lúcia.

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