Transporte e eliminação dos Resíduos de Construção e Demolição contendo Amianto. Seminário sobre Amianto

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1 Transporte e eliminação dos Resíduos de Construção e Demolição contendo Amianto Seminário sobre Amianto Maia, 26 de novembro de 2015

2 Portaria n.º 40/2014, de 17 de fevereiro RESÍDUOS DL n.º 46/2008, 12 de março DL n.º 178/2006, 5 de setembro DL n.º 183/2009, 10 de agosto Portaria n.º 335/97, 16 de março Portaria n.º 417/2008, 11 de junho PROTEÇÃO TRABALHADORES DL n.º 266/2007, 24 de julho TRANSPORTE MERCADORIAS PERIGOSAS DL n.º 41-A/2010, 29 de abril OBRAS (ESTALEIROS) DL n.º 273/2003, 29 de outubro Portaria n.º 40/2014, de 17 de fevereiro Estabelece as normas para a correta remoc a o dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gesta o dos respetivos resi duos de construc a o e demolic a o gerados, tendo em vista a protec a o do ambiente e da sau de humana 2

3 Portaria n.º 40/2014, de 17 de fevereiro Prevenir que RCD com amianto (resíduos perigosos) sejam misturados com outros RCD não perigosos gerados em obra, e encaminhados indevidamente, para reciclagem ou outra operação de valorização, com os decorrentes riscos para a saúde e ambiente.

4 Portaria n.º 40/2014, de 17 de fevereiro Clarifica os aspetos inerentes a INVENTARIAC A O dos materiais contendo amianto e a sua CARACTERIZAC A O, na fase de projeto; Clarifica os aspetos inerentes à GESTÃO DOS RCDA na obra; Identifica as MEDIDAS DE PREVENC A O dos efeitos negativos para o ambiente e de minimizac a o de perigos para a sau de humana, resultantes da deposic a o na o controlada em aterro de resi duos de construc a o e demolic a o contendo amianto; Estabelece as NORMAS a respeitar em mate ria de armazenamento tempora rio de resi duos de construc a o e demolic a o contendo amianto, bem como a sua deposic a o em aterro; Prevê a RASTREABILIDADE dos resi duos de construc a o e demolic a o contendo amianto logo desde a sua produc a o, passando pela triagem na origem, posterior recolha e transporte, bem como o seu armazenamento e tratamento. 4

5 Âmbito Portaria n.º 40/2014, de 17 de fevereiro ATIVIDADES que envolvam: Manuseamento de materiais contendo amianto (MCA): - Demolic a o de construc o es em que exista amianto ou materiais que contenham amianto; - Derrocada de edificac o es em que exista amianto ou materiais que contenham amianto; - Remoc a o do amianto ou de materiais que contenham amianto de instalac o es, de estruturas e de edifi cios. Gesta o dos resi duos de construc a o e demolic a o contendo amianto (RCDA) - Transporte, tratamento e eliminac a o de RCDA; - Deposic a o de resi duos em aterros autorizados para RCDA. 5

6 Gestão dos RCDA [Portaria nº 40/2014, Art.º 3.º] RESPONSABILIDADE Co-responsabilidade do produtor ou detentor, transportador e operador de gestão de resíduo, na medida da respetiva intervenção e nos termos da legislação aplicável; Obras particulares isentas de licenciamento e não sujeitas a comunicação prévia nos termos do RJUE cabe à entidade responsável pela gestão de resíduos urbanos. PROIBIÇÃO Reutilização de MCA; Reciclagem ou outras formas de valorização dos RCDA. OBRIGAÇÃO Encaminhar para eliminação.

7 Antes do inicio da obra [Portaria nº 40/2014, Art.º 4.º] CARACTERIZAÇÃO E INVENTARIAÇÃO MCA Identificar os materiais que presumivelmente contém amianto; Proceder à caracterização e distinguir entre amianto friável e não friável; Proceder à recolha de amostras laboratoriais caso haja dúvida sobre presença do amianto (a partir de 8 de fevereiro de 2017 tem de ser através de empresas ou laboratórios acreditados para o efeito); Inventariar e registar os materiais contendo amianto no Plano de Segurança e Saúde em projeto: identificação e localização do elemento ou material de construção onde se encontra presente o amianto; extensão de MCA; avaliação dos riscos de libertação de poeiras ou partículas de amianto; estimativa das quantidades; acordo prévio. ACORDO PRÉVIO O produtor de RCDA deve estabelecer um Acordo prévio com o destinatário final dos resíduos (aterro), o qual deve integrar o pedido de autorização à ACT.

8 No decorrer da obra [Portaria nº 40/2014, Art.º 5.º e 6.º] REMOÇÃO DOS MCA Prévia à demolição das edificações (excepto quando tecnicamente inviável); MCA são mantidos inteiros não devendo ser fragmentados ou triturados. TRIAGEM, ACONDICIONAMENTO E ARMAZENAGEM PRELIMINAR A entidade responsável pelo manuseamento e remoção dos MCA assegura: o armazenamento preliminar no local da obra em zona especifica do estaleiro, dotada de pavimento permeabilizado, com acesso controlado, sendo utilizados preferencialmente contentores com sistema de fecho inviolável; a separação seletiva dos RCDA no local da obra, segregados por fileiras, em função da sua perigosidade, para evitar e prevenir a mistura de resíduos e a interferência nos acondicionamentos com resíduos contaminados como elementos metálicos, madeira, cascalho ou outros; o adequado acondicionamento no local da obra de forma a garantir que permanecem fechados de forma segura, até ao seu encaminhamento para instalação de eliminação: RCDA friáveis o acondicionamento deve ser realizado em dupla embalagem, através de saco estanque, colocado numa embalagem ou contentor suplementar selado e identificado; a remoção dos RCDA do local de trabalho, gradualmente e à medida que forem sendo produzidos.

9 Transporte dos RCDA [Portaria nº 40/2014, Art.º 7.º e 8.º] TRANSPORTE DOS RCDA PROVENIENTES DA OBRA notificar a ACT (atualizar sempre que se verifiquem alterações das condições de trabalho inicialmente constantes no plano aprovado que impliquem um aumento significativo da exposição a poeiras de amianto ou de MCA); cumprir o Regulamento relativo a mercadorias perigosas (no que se refere ao dispositivo de transporte e ao acondicionamento dos resíduos) quando se trate de transporte de RCDA friáveis; acompanhar pelas guias de acompanhamento de RCD, cujos modelos constam dos Anexos I e II da Portaria n.º 417/2008, de 11 de junho, no caso em que os RCDA sejam encaminhados para um operador intermédio para armazenamento temporário, o seu transporte posterior para o operador final, deve ser acompanhado da Guia Modelo A, constante da Portaria n.º 335/97, de 16 de maio; acompanhar pelo acordo prévio escrito entre a empresa responsável pelos trabalhos de remoção dos MCA e o destinatário final dos RCD, onde está incluído a identificação do destino final dos resíduos (aterro).

10 Transporte dos RCDA [Portaria nº 40/2014, Art.º 7.º e 8.º] RASTREABILIDADE Produtor de RCDA para operador final operador final preenche a GARCD e devolve co pia da Guia, no prazo de 30 dias, ao produtor de resi duos. Produtor de RCDA para operador intermédio O operador interme dio faculta ao operador final, co pia da GARCD, que identifica a provenie ncia do resi duo; As GAR devem encontrar-se completamente preenchidas e validadas pelo produtor dos resi duos, o transportador e o operador de gesta o de resi duos, e devem conter a informac a o sobre as quantidades recolhidas e as recebidas no operador interme dio, e as quantidades enviadas e recebidas pelo operador final; No preenchimento das GAR devera ser identificado o co digo LER ou ;

11 Transporte dos RCDA [Portaria nº 40/2014, Art.º 7.º e 8.º] RASTREABILIDADE (cont.) Produtor de RCDA para operador intermédio (cont.) O operador final, após a recec a o dos resi duos deve fornecer no prazo de 30 dias, ao operador intermédio, cópia da GAR, modelo A, validada com identificac a o do nome, data e aposic a o de assinatura; O operador interme dio deve remeter ao produtor dos resi duos, no prazo de 65 dias, co pias das correspondentes GARCD e da GAR Modelo A, preenchidas e validadas conforme acima referido. CONTROLO PRODUTOR DE RESÍDUOS reportar eventuais discrepa ncias a APA, I. P., no prazo de 15 dias apo s recec a o da co pia da GAR das quantidades de RCDA produzidas indicadas nas Guias e os recebidos pelo operador; informar a APA, I. P., no prazo de 45 dias apo s encaminhamento dos resi duos para o operador final, ou no prazo de 80 dias apo s encaminhamento dos resi duos para operador interme dio, quando o operador de gesta o de resi duos na o proceda a devoluc a o das co pias das GAR, devidamente preenchidas e validadas.

12 Transporte dos RCDA [Portaria nº 40/2014, Art.º 7.º e 8.º] GARCD (devolve 65 dias) GAR impresso 1248 INCM Local de armazenamento preliminar (estaleiro da empresa) Operador Intermédio autorizado (detentor RCDA) GARCD 1 produtor GARCD 1 produtor GARCD GAR impresso 1248 INCM (devolve 30 dias) GAR impresso 1248 INCM (devolve 65 dias) Produtor RCDA (Obra) GARCD (devolve 30 dias) GARCD Operador final (aterro)

13 Transporte dos RCDA. Utilização das Guias de acompanhamento de resíduos GAR RCD (Portaria nº 417/2008, de 11 de junho) Transporte de RCDA do local da obra para o estaleiro da empresa, ou local análogo pertencente à mesma empresa Transporte de RCDA do local da obra para o operador de gestão de resíduos intermédio licenciado GAR modelo A (impresso 1248 INCM) Portaria nº 335/97, de 16 de Maio Transporte de RCDA do operador de gestão de resíduos intermédio licenciado para o aterro autorizado Transporte de RCDA do local da obra para o aterro autorizado

14 Operações de gestão de resíduos [Portaria nº 40/2014, Art.º 9.º e 10.º] ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO notificar a ACT (atualizar sempre que se verifiquem alterações das condições de trabalho inicialmente constantes no plano aprovado que impliquem um aumento significativo da exposição a poeiras de amianto ou de MCA) na qual deve constar no mínimo, a previsão/periodicidade das operações de armazenagem de RCDA, o n.º de operadores envolvidos, bem como o tipo e a quantidade estimada de RCDA a armazenar; cumprir os requisitos e medidas de prevenção da dispersão de fibras de amianto e de proteção da saúde dos trabalhadores definidos no que se refere integridade das embalagens e a sua identificação/rotulagem, manuseamento dos RCDA, período de armazenagem, procedimentos de emergência; infraestruturas de armazenagem, informação e formação do pessoal, entre outros; RCDA produzidos em obras particulares isentas de licenciamento e não sujeitas a comunicação prévia podem ser encaminhados por pessoas individuais ou coletivas para ecocentros autorizados.

15 Operações de gestão de resíduos [Portaria nº 40/2014, Art.º 9.º e 10.º] ELIMINAÇÃO ENCAMINHAMENTO ATERRO notificar a ACT (atualizar sempre que se verifiquem alterações das condições de trabalho inicialmente constantes no plano aprovado que impliquem um aumento significativo da exposição a poeiras de amianto ou de MCA) na qual deve constar no mínimo, a periodicidade da realizac a o das operac o es de confinamento dos RCDA em aterro, a respetiva durac a o, nu mero de operadores envolvido, o tipo e a quantidade de RCDA previsto para confinamento; cumprir os requisitos do regime jurídico da deposição em aterro; cumprir os requisitos e medidas de prevenção da dispersão de fibras de amianto e de proteção da saúde dos trabalhadores definidos no período de vida útil dos aterros e após o seu encerramento.

16 Segurança, acidentes e emergências [Portaria nº 40/2014, Art.º 11] Os procedimentos de remoc a o, transporte e deposic a o de RCDA devem salvaguardar a seguranc a e protec a o da sau de dos trabalhadores e de terceiros. Em caso de acidente (fases de remoc a o, transporte e deposic a o dos RCDA): proceder ao confinamento da zona afetada, caso na o seja possi vel o confinamento, proceder ao tratamento dos RCDA, de forma a minimizar a libertac a o de fibras de amianto para o ar, nomeadamente atrave s da humidificac a o ou utilizac a o de substa ncia pastosas aglutinantes. Aplicar as medidas de prevenc a o e controlo previstas no Anexo a Portaria, sem prejui zo da demais legislac a o aplica vel.

17 RCD com amianto - Página eletrónica da APA 17

18 APA - Agência Portuguesa do Ambiente / FAX R. da Murgueira, 9/9ª - Zambujal, Ap Amadora Muito obrigada pela atenção! 18

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