1. A Constituição Federal faz menção expressa apenas aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade.

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1 NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO. (CESPE_TJDFT_ANALISTA JUDICIÁRIO_ÁREA ADMINISTRATIVA_2008) Acerca dos princípios explícitos e implícitos da administração pública, julgue os itens subseqüentes. 1. A Constituição Federal faz menção expressa apenas aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Art. 37 A administração Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, e eficiência. 2. Diversos princípios administrativos, embora não estejam expressamente dispostos no texto constitucional, podem ser dela deduzidos logicamente, como conseqüências inarredáveis do próprio sistema administrativo-constitucional. Os princípios implícitos eles "vêm embutidos no contexto das diversas regras", são fruto de elaboração doutrinária e jurisprudencial não tendo disposição taxativa e expressa em lei. Contudo, existem princípios implícitos que, embora não tenham disposição expressa em lei, tem a sua aplicação expressa em lei, como ocorre na proibição da irretroatividade da lei que prejudique o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a cosa julgada. Aqui está estabelecido implicitamente o princípio da segurança jurídica: não tem disposição expressa na Constituição Federal, mas a sua aplicação encontra-se positivada, ensejando a sua existên - cia. Portanto, não se pode afirmar que os princípios implícitos não estão previstos na nor - ma jurídica, se pode afirmar, no máximo que eles não estão previstos de forma taxativa, expressa, literal. 3. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, na administração pública só é permitido ao agente fazer o que a lei autoriza. Como ensina Hely Lopes Meirelles (1993:82-3. A lei para o particular, significa pode fazer assim ; para o administrador público significa deve fazer assim. 4. A legalidade administrativa é princípio constitucional implícito e decorre da necessidade de observância da moralidade administrativa nas relações de Estado.

2 "A legalidade, como princípio de administração, (Const. Rep., art.37, caput), significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei, e às exigências do bem-comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso 5. O administrador público pode criar seus próprios limites, mediante norma regulamentar editada no âmbito da competência do órgão. Discricionariedade é uma pequena margem de liberdade conferida pela norma ao agente público para que este escolha, dentre alternativas oferecidas e possíveis, aquela que melhor atenda ao interesse público específico no caso concreto, podendo opinar na avaliação do motivo e na eleição do objeto do ato que pretende realizar, de acordo com a conveniência e oportunidade, embora devendo sempre observar a lei e a finalidade que esta pretende atingir. Os limites à discricionariedade são delineados pelo próprio ordenamento jurídico de modo a impedir que o administrador público desvie da lei (princípio da legalidade). 6. Na licitação, o leiloeiro deve obedecer ao edital que dita as normas da concorrência pública, e não à lei. Para comprar, o governo tem à disposição diversas modalidades de licitação, mas para vender ele é obrigado a realizar uma licitação por leilão, ou se preferir, um leilão público.se o leilão público é uma modalidade de licitação, isto significa que suas regras também são estabelecidas pela Lei 8.666/93, que é a Lei de Licitações, e que existe um procedimento le - gal a ser percorrido por todos os interessados naquela compra. 7. Somente lei pode extinguir cargo público, quando este estiver vago. extinção do cargo público depende de lei (CF, art. 48, X). Por outro lado, quando o cargo estiver vago, este poderá ser extinto por decreto (CF, art. 84, VI,b) - o Supremo Tribunal Federal tem reconhecido em determinadas situações a figura do decreto autônomo, decorrente do art. 84, VI da Constituição da República (CESPE_ANALISTA JUDICIÁRIO_TJ_RJ_2008) Acerca dos princípios informativos do direito administrativo, julgue os itens: 8. A previsibilidade no emprego do poder, por instituições e órgãos, previamente estabelecidos, não decorre do princípio da segurança jurídica.

3 A previsibilidade mínima que o direito garante e existe para garantir garante a confiança que as pessoas nele depositam.. 9. Pelo princípio da motivação, é possível a chamada motivação aliunde, ou seja, a mera referência, no ato, à sua concordância com anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, como forma de suprimento da motivação do ato. consiste em declaração de concordância com os fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato MEIRELLES, Hely Lopes 10. O princípio da ampla defesa e do contraditório tem sua aplicação, no âmbito administrativo, limitada aos processos administrativos punitivos. Art. 5 o. (...) "LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela atinentes." 11. A publicidade é elemento formativo do ato administrativo, uma vez que, sem ela, o ato não chega a se formar e, por isso, não pode gerar efeitos. A publicidade, contudo, não é um requisito de forma do ato administrativo, "nãoé elemento formativo do ato; é requisito de eficácia e moralidade. Por isso mesmo os atos irregulares não seconvalidam com a publicação, nem os regulares a dispensam para sua exeqüibilidade, quando a lei ou o regulamento a exige" No que tange à forma de se dar pu - blicidade aos atos da Administração, tem- seafirmado que ela poderá dar-setanto por meio da publicação do ato, como por sua simples comunicação a seus destinatários. 12. A violação ao princípio da finalidade não gera o chamado abuso de poder, que é aplicado nos casos em que o ato administrativo é praticado por agente incompetente.

4 Quem desatende ao fim legal desatende a própria lei.o principio da finalidade determina que o ato praticado deve ser sempre em favor da coletividade, ficando o administrador impedido de buscar atender outro objetivo, senão, o interesse público. Entretanto, poderá acontecer, em algum caso, que os interesses públicos e particulares, coincidam em determinados pontos, caso que, é lícito conjugar a pretensão do particular com o interesse coletivo, em contrapartida a prática de um ato sem a finalidade pública, implica em um desvio de conduta, constituindo-se em uma das mais insidiosas modalidades de abuso de poder. (CESPE_DELEGADO POLÍCIA CIVIL_TO_2008) A administração pública é orientada por princípios de índole constitucional, cuja observância proporciona aos administrados a sensação de respeito à coisa pública. A respeito desse tema, julgue os itens que se seguem. 13. O princípio da vinculação política ao bem comum é, entre os princípios constitucionais que norteiam a administração pública, o mais importante. Segundo o professor Celso Antônio Bandeira de Mello os princípios basilares da Administração Pública são o da supremacia do interesse público sobre o privado e da indisponibilidade do interesse público. E, segundo a doutrina majoritária dentre todos, o princípio mais importante é o da supremacia do interesse público sobre privado. 14. Em toda atividade desenvolvida pelos agentes públicos, o princípio da legalidade é o que precede todos os demais. O princípio da legalidade é o princípio central do chamado Estado de Direito, forma de organização política que tem na lei o seu foco central. Dessa maneira, o antedito princípio precede a todos os outros. O citado princípio direciona todas as atividades exercidas pela Administração Pública, estando previsto no caput do art. 37 da CF, e dessa forma, a Administração só pode atuar, por meio de seus agentes, quando houver expressa previsão em lei conferindo-lhe competência para tanto. Inexistindo tal previsão, ela simplesmente está impedida de agir. (CESPE_AUDITOR_CGE_PB_2008) Em relação ao princípio da moralidade administrativa, julgue os itens. 15. A moralidade administrativa, por traduzir conceito jurídico indeterminado, não se submete, em sua acepção pura, ao controle judicial. Em fato, a possibilidade da análise de mérito desses atos, com base nos princípios e regras que regem a atuação da Administração Pública, revela-se atrelada à própria noção de Estado Democrático de Direito. Bandeira de Mello: Violar a Moralidade significa violar o

5 próprio estado de direito. È importante frisar que a conduta do agente público em desrespeito ao princípio da Moralidade é improbidade administrativa(cf 37 4º) 16. Na realização de ato administrativo, o agente público não precisa observar o princípio da moralidade administrativa para condutas entre órgãos da administração direta e da indireta. O ato administrativo deve respeitar os seguintes requisitos: competência (o autor do ato deve estar investido nas atribuições necessárias para sua produção), objeto (conteúdo em conformidade com a lei), forma (revestimento externo do ato), finalidade (resultados pretendidos) e motivo (situação concreta que autoriza a sua prática). O ato administrativo será considerado perfeito quando houverem sido completadas todas as fases necessárias a sua formação. Será válido quando estiver em consonância com as exigências do ordenamento jurídico. E será eficaz quando estiver apto a produzir seus efeitos típicos. 17. Na prática de atos administrativos vinculados, o administrador não está obrigado a observar a moralidade administrativa, mas apenas os limites previstos em lei. (na prática de atos administrativos vinculados ), o agente público não possui pratica - mente nenhuma margem de liberdade em sua atuação, ao passo que existe maior liberdade no exercício do poder discricionário, cabendo ao agente público, nesse caso, sempre respeitados os limites legais, decidir sobre a oportunidade e a conveniência de praticar o ato discricionário, valorando seus motivos e escolhendo seu objeto. As alternativas da questão nem mesmo questionam a validade dessa afirmativa 18. A moralidade administrativa surgiu inicialmente como explicação para o controle jurisdicional do desvio de poder. O Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública, de qualquer natureza, sejam gerais ou individuais, unilaterais ou bilaterais, vinculados ou discricionários, mas sempre sob o aspecto da legalidade e, agora, pela Constituição, também sob o aspecto da moralidade (artigo 5º, inciso LXXIII e 37) 19. A veiculação de propaganda de obra pública que promova o administrador público, se autorizada por lei, não implica violação da moralidade administrativa. De acordo com o que dispõe o art. 37, 1º da CF/88, a publicidade dos atos dos órgãos públicos deverá ter caráter educacional, informativo ou de orientação social, não podendo, outrossim, constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades.

6 (CESPE_TJ/RR_ADMINISTRADOR_2006) A respeito dos princípios constitucionais que regem a administração pública, julgue os itens. 20. É constitucional norma que fixe a exigência de que o Poder Judiciário informe trimestralmente ao Poder Legislativo todos os gastos com publicidade e divulgação de comunicados oficiais ou com publicações legais. A competência do Congresso Nacional para o exercício do controle financeiro da Administração pública está prevista no art. 70, CF. O titular do controle externo da atividade financeira do estado é o congresso Nacional que o exercerá com o auxílio do TCU. (art.71, CF) e (art.49,x). 21. É constitucional dispositivo de lei que autorize o chefe do Poder Judiciário a fixar o índice de reajuste de seus servidores. O chefe do Judiciário não fixa, tem a iniciativa da lei que também terá que ser sancionada ou vetada pelo Presidente da República. 22. O princípio da eficiência foi introduzido pelo constituinte originário da Constituição de 1988 como uma forma de imprimir mais efetividade à conduta da administração pública. princípio da eficiência, introduzido na CF pela EC 19, o administrador passou a ter a disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização, relativizando o princípio da legalidade 23. O princípio da proporcionalidade é um princípio constitucional implícito aplicável à administração pública. É baseado do artigo 2º da lei 9789/99 que impõe o dever de adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. (CESPE_PROMOTOR DE JUSTIÇA AM_2007) Acerca da principiologia do direito administrativo, julgue os itens.

7 24. Explícita ou implicitamente, os princípios do direito administrativo que informam a atividade da administração pública devem ser extraídos da CF. 25. Os princípios que regem a atividade da administração pública e que estão expressamente previstos na CF são os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Princípios Constitucionais: a) Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado : É um pressuposto lógico da vida em sociedade e decorre da própria idéia de Estado, concebido como uma sociedade política que visa satisfazer as necessidades básicas dos cidadãos. Dele deriva a exigibilidade dos atos administrativos e a auto-executoriedade de alguns atos administrativos (previsão legal ou urgência) b) Princípio da legalidade : arts. 5º, II; 37, e 84, IV. Há exceções constitucionais: medida provisória, estado de defesa e estado de sítio; c) Princípio da finalidade: arts. 5º, II; 37, caput, e 84, IV d) Princípio da razoabilidade: arts. 5º, II; 37, caput, e 84, IV e) Princípio da proporcionalidade : arts. 5º, II, 37, caput e 84, IV f) Princípio da motivação: arts. 1º, II fundamento cidadania; parágrafo único todo po - der emana do povo; 5º XXXIV direito de petição e certidão para esclarecimento de situações de interesse pessoal, e 93, IX X necessidade de fundamentação das decisões judiciárias; g) Princípio da impessoalidade: arts. 37, caput, e 5º, caput todos são iguais perante a lei. h) Princípio da publicidade: art. 37, caput, e 5º, XXXIII obtenção de informações do órgão púvlico e XXXIV, b solicitação de informações; i) Princípio da publicidade dos atos judiciais: art. 5º, LX; j) Princípio da moralidade administrativa: art. 37 4º - atos de improbidade administrati - va; 85, V crime de responsabilidade do presidente da República e 5º, LXXIII ação popularo l) Princípio do conrole judicial dos atos administrativos (ou da inafastabilidade da ju - risdição: art. 5º, XXXV lei não excluirá da apreciação do poder judiciário lesão ou amea - ça à direito; m) princípio da responsabilidade do estado por atos administrativos: art. 37,, 6º n) princípio da eficiência: art. 37, caput, com a redação dada pela EC nº 19/1998 o) princípio da segurança jurídica: art. 5º, XXXVI =========== Princípios previstos no art, 37, caput: LIMPE MORALIDADE, PUBLICIDADE, EFICIÊNICIA, IMPESSOALIDADE, LEGALIDADE 26. A lei que trata dos processos administrativos no âmbito federal previu outros princípios norteadores da administração pública. Tal previsão extrapolou o âmbito constitucional, o que gerou a inconstitucionalidade da referida norma.

8 27. O princípio da legalidade no âmbito da administração pública identifica-se com a formulação genérica, fundada em ideais liberais, segundo a qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. O princípio da legalidade, no âmbitoexclusivo da Administração Público, significa que esta - ao contrário do particular, que pode fazer tudo que não seja proibido em lei - só poderá agir segundo as determinações legais. 28. Os princípios da moralidade e da eficiência da administração pública, por serem dotados de alta carga de abstração, carecem de densidade normativa. Assim, tais princípios devem ser aplicados na estrita identificação com o princípio da legalidade. A professora Maria Sylvia Zanella Di Pieto ensina que não é preciso penetrar na intenção do agente, a ilegalidade, per si, salta aos olhos. A moralidade exige proporcionalidade entre os meios e os fins a atingir. O princípio da eficiência é aquele que impõe à administração direta e indireta e a seus agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício de suas competências de forma imparcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, sem burocracia e sempre em busca da qualidade, primando pla adoção dos critérios legais e morais necessários para a melhor utilização possível dos recursos públicos. (CESPE_DELEGADO POLÍCIA CIVIL_SSP_PA_2006) A respeito dos princípios que informam a administração pública, julgue os itens: 29. A publicação de errata no Diário Oficial, dias antes da realização da prova de capacitação física em um concurso público, alterando o edital do certame, é suficiente para dar publicidade ao ato administrativo, sendo desnecessária a sua veiculação em jornais de grande circulação. A ERRATA é o documento que trata, exclusivamente, da correção de erro material ocorrido na publicação da proposição. 30. O princípio da isonomia pode ser invocado para a obtenção de benefício, ainda que a sua concessão a outros servidores tenha acontecido com violação ao princípio da legalidade. Súmula 343 STJ

9 31. A comunicação, por meio de denúncia anônima, de fatos ilícitos graves que tenham sido praticados no âmbito da administração pública, autoriza, em cada caso concreto, a ponderação entre a vedação constitucional do anonimato e a obrigação jurídica do Estado de investigar condutas funcionais desviantes, imposta pelo dever de observância à legalidade, à impessoalidade e à moralidade administrativa. "Delação anônima. Comunicação de fatos graves que teriam sido praticados no âmbito da administração pública. Situações que se revestem, em tese, de ilicitude (procedimentos li - citatórios supostamente direcionados e alegado pagamento de diárias exorbitantes). A questão da vedação constitucional do anonimato (CF, art. 5º, IV, in fine), em face da necessidade ético- jurídica de investigação de condutas funcionais desviantes. Obrigação estatal, que, imposta pelo dever de observância dos postulados da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa (CF, art. 37, caput), torna inderrogável o encargo de apurar comportamentos eventualmente lesivos ao interesse público. Razões de interesse social em possível conflito com a exigência de proteção à incolumidade moral das pessoas (CF, art. 5º, X). O direito público subjetivo do cidadão ao fiel desempenho, pelos agentes estatais, do dever de probidade constituiria uma limitação externa aos direitos da personalidade? Liberdades em antagonismo. Situação de tensão dialética entre princípios estruturantes da ordem constitucional. Colisão de direitos que se resolve, em cada caso ocorrente, mediante ponderação dos valores e interesses em conflito. Considerações doutrinárias. Li - minar deferida." (MS , Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/10/02) 32. A limitação de idade para a inscrição em concurso público só se legitima, quando a delimitação possa ser justificada pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. Súmula 683 do STF que dispõe que o limite de idade para a inscrição em concurso pú - blico só se legitima em face do artigo 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

10 (CESPE_MPE_TO_PROMOTOR DE JUSTIÇA _2006) Acerca dos princípios do direito administrativo, julgue os itens seguintes. 33. Apesar do princípio da publicidade e do direito de acesso do cidadão a dados a seu respeito, nem toda informação pode ser transmitida ao interessado, mesmo que se relacione com sua pessoa. Apesar do princípio da publicidade e do direito de acesso do cidadão a dados a seu respeito, nem toda informação pode ser transmitida ao interessado, mesmo que se relacione com sua pessoa. O princípio da publicidade é regra geral, principalmente quando se refira à pessoa do interessado. Entretanto, ele pode ser restringido quando houver interesse público. O mesmo entendimento é seguido pelo STF: A publicidade e o direito à informação não podem ser restringidos com base em atos de natureza discricionária, salvo quando justificados, em casos excepcionais, para a defesa da honra, da imagem e da intimidade de terceiros ou quando a medida for essencial para a proteção do interesse público. (STF/ RMS 23036/ DJ ). 34. Os princípios do direito administrativo são monovalentes, isto é, aplicam-se exclusivamente a esse ramo do direito. Princípios onivalentes são aqueles aplicáveis a todas as Ciências; Princípios plurivalentes são aplicáveis a algumas Ciências; Princípios monovalentes são princípios de apenas uma Ciência; Princípios setoriais são que são princípios de um ramo da Ciência. No caso dos princípios do Direito Administrativo, eles não são monovalentes, pois também se aplicam a outros ramos do Direito: Principio da Legalidade, Princípio da Finalidade, Principio da Motivação, Principio da Razoabilidade, Principio da Proporcionalidade, Principio da Moralidade, Principio da Ampla Defesa, Principio do Contraditório, Principio da Segurança Jurídica, Principio do Interesse Público e Principio da Eficiência (Previstos no art. 2º, da Lei Federal nº 9.784/99). 35. A despeito do princípio da supremacia do interesse público, nem sempre o interesse público secundário deverá prevalecer sobre o direito de um cidadão individualmente considerado.

11 Apenas o interesse público primário é que deve prevalecer sobre o direito de um cidadão individualmente considerado, pois só ele se traduz na busca pelos interesses reais do Estado. Sobre o tema, pontuou Rogério Mello, ao recordar o ensinamento de Renato Alessi: Renato Alessi, doutrinador italiano, distinguiu a existência de dois interesses públicos: os chamados interesse público primário e o interesse público secundário. Tem-se como interesse público primário os interesses reais do Estado, expressos juridicamente através das leis. Entende-se como interesse público secundário aquele que se distancia das finalidades públicas concretas; ocorre quando o agente estatal, travestido de guardião do bem comum, passa a agir buscando um interesse particular seu, que não mais se confunde com o interesse público. Interesse público ou primário é o pertinente à sociedade como um todo e só ele pode ser validamente objetivado, pois este é o interesse que a lei consagra e entrega à compita do Estado como representante do corpo social. Interesse secundário é aquele que atina tão-só ao aparelho estatal enquanto entidade personalizada e que por isso mesmo pode lhe ser referido e nele encarna-se pelo simples fato de ser pessoa. 36. O princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos abrange apenas os aspectos jurídicos desses atos, mas não diz respeito aos fatos nos quais eles supostamente se basearam. A presunção de legitimidade abrange tanto os aspectos jurídicos quanto os fatos que o ensejaram, salvo prova em contrário. Nesse sentido, é o ensinamento da estudiosa Viviann Mattos: a presunção de legitimidade diz respeito aos aspectos jurídicos do ato administrativo, e, em decorrência desse atributo, presumem- se, até que se prove o contrário, que os atos administrativos foram emitidos com observância da lei. No entanto, essa presunção abrange também a veracidade dos fatos contidos no ato, no que se convencionou denominar de presunção de veracidade dos atos administrativos, e, em decorrência desse atributo, se - rão presumidos como verdadeiros os fatos alegados pela Administração. (CESPE_TJ/RR_ADMINISTRADOR_2006) Acerca da administração pública, julgue os itens. 37. Não se deve confundir subordinação com vinculação administrativa. A primeira decorre do poder hierárquico e admite o controle do superior sobre o inferior; a segunda resulta do poder de supervisão ministerial sobre a entidade vinculada. A subordinação é decorrente do poder hierárquico e admite todos os meios de controle do superior sobre o inferior. A vinculação é resultante do poder de supervisão ministerial sobre

12 a entidade vinculada e é exercida nos limites que a lei estabelece, sem retirar a autonomia do ente supervisionado.( 38. A lei estadual é hierarquicamente superior à lei municipal. nao ha hierarquia entre a lei organica municipal e constituiçao estadual, visto que ambas tratam-se de poder constituinte derivado decorrente da CF, ja que a lei organica tem competencia para tratar de assuntos suplementares da CF, conforme presente no art.30 de nossa Carta Magna e a constituiçao estadual tem competencia para tratar da realidade da federa - çao, nao podendo ferir preceitos constitucionais. Cada lei é criada para atender as realida - des existentes em cada regiao, nao havendo hierarquia e sim, obediencia a CF de ambos 39. A autotutela dos atos administrativos consiste na proteção que a administração confere aos agentes públicos de assim os praticarem protegidos. A autotutela administrativa decorre da autoexecutoriedade dos atos administrativos e da presunção de sua legitimidade e comporta uma variedade de procedimentos, nas diversas esferas administrativas 40. A oportunidade e a conveniência são princípios que devem sempre estar presentes na atuação administrativa dos agentes públicos. O mérito do ato administrativo, que somente existe nos atos administrativos discricionários, deve ser entendido como juízo de conveniência e oportunidade do administrador, que poderá, entre as hipóteses legal e moralmente admissíveis, escolher aquela que entenda como a melhor para o interesse público. Mérito, portanto, do ato administrativo é o juízo de conveniência e oportunidade, dentro da legalidade e moralidade, existente nos atos discricio - nários (CESPE_ ANALISTA JUDICIÁRIO TRT 9ª REGIÃO_2007) Com relação aos princípios básicos da administração pública e dos poderes administrativos, julgue os seguintes itens. 41. Com base no princípio da segurança jurídica, uma nova interpretação dada pela administração acerca de determinado tema não pode ter eficácia retroativa. Quanto ao Direito Administrativo, é preciso reconhecer que não há norma expressa na Constituição, nem em lei ordinária, proibindo a eficácia retroativa de suas normas jurídicas mais benéficas.

13 (CESPE_TCU_ACE I_ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_2005) Acerca dos princípios constitucionais relativos ao direito administrativo, julgue os itens que se seguem. 42. A existência de atos administrativos discricionários constitui uma exceção ao princípio da legalidade, previsto expressamente na Constituição da República. Não há ato propriamente ou totalmente discricionário tendo em vista que a discricionariedade ocorre na ocasião da prática de certos atos ou requisitos dele, e pelo fato de o administrador nunca desfrutar de liberdade total, pois está sempre adstrito a princípios da administração, como, por exemplo o da legalidade, do qual nunca se desliga. Os requisitos do ato administrativo são competência, a finalidade, a forma o motivo e o objeto, no caso dos atos discricionários, essa diz respeito ao motivo e ao objeto, continuando sempre vinculados a competência a finalidade e a forma. É valorando os motivos e escolhendo o objeto que o administrador realiza o juízo de valor( juízo de conveniência e oportunidade) Mérito administrativo. 43. Um professor de direito afirmou a seus alunos que, em virtude do princípio constitucional da irretroatividade, a invalidação de um ato administrativo não atinge efeitos do ato ocorridos anteriormente à data da invalidação. Nessa situação, a afirmação do professor é equivocada. Vide questão 41 segurança jurídica 44. Um jornal noticiou que, de acordo com o princípio constitucional da publicidade, a publicação na imprensa oficial é requisito essencial de validade dos atos administrativos praticados pela administração federal direta. Nessa situação, a afirmação veiculada pelo jornal é correta. O art. 5º, XXXIII, dispões que todos têm direito de receber dos órgãos públicos informa - ções de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestados no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível á segurança da sociedade e do Estado O próprio art. 5º, LX dispões no sentido de que a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou interesse social o exigirem. Podemos extrair desses dois dispositivos que: Não cabe ao administrador criar regras de sigilo e tão somente a lei. E essa restrição só poderá ocorrer em dois casos: 1) Segurança da sociedade e do estado 2) Quando a intimidade ou interesse social o exigirem.

14 Nota: A publicidade não se confunde com a obrigatoriedade de publicação dos atos. A publicação é uma das formas possíveis de dar publicidade aos atos administrativos e ainda existem outras formas como a notificação direta, afixação de avisos, internet e etc... Ato interno é aquele cujos efeitos são produzidos dentro da administração; ato externo é aquele cujos efeitos alcançam pessoas estranhas ao serviço público. Os atos externos devem ser divulgados por meio de publicação em órgão oficial de divulgação; os atos internos devem ser divulgados, mas não necessitam de ser enviadas para publicação em diário oficial. (CESPE_TCU_ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_2007) Acerca dos princípios constitucionais que informam o direito administrativo, julgue os próximos itens. 45. A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. probidade é espécie do gênero moralidade administrativa a que alude, o art. 37, caput e seu 4º da CF. O núcleo da probidade está associado ao princípio maior da moralidade administrativa, verdadeiro norte à administração em todas as suas manifestações. NOTA: LEI DE IMPROBIDADE É A 8.429/ A declaração de sigilo dos atos administrativos, sob a invocação do argumento da segurança nacional, é privilégio indevido para a prática de um ato administrativo, pois o princípio da publicidade administrativa exige a transparência absoluta dos atos, para possibilitar o seu controle de legalidade. O art. 5º, XXXIII, dispões que todos têm direito de receber dos órgãos públicos informa - ções de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestados no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível á segurança da sociedade e do Estado O próprio art. 5º, LX dispões no sentido de que a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou interesse social o exigirem. Podemos extrair desses dois dispositivos que: Não cabe ao administrador criar regras de sigilo e tão somente a lei. E essa restrição só poderá ocorrer em dois casos: 1) Segurança da sociedade e do estado 2) Quando a intimidade ou interesse social o exigirem. Nota: A publicidade não se confunde com a obrigatoriedade de publicação dos atos. A publicação é uma das formas possíveis de dar publicidade aos atos administrativos e ainda existem outras formas como a notificação direta, afixação de avisos, internet e etc... Ato interno é aquele cujos efeitos são produzidos dentro da administração; ato externo é aquele cujos efeitos alcançam pessoas estranhas ao serviço público. Os atos externos devem ser divulgados por meio de publicação em órgão oficial de divulgação; os atos internos devem ser divulgados, mas não necessitam de ser enviadas para publicação em diário oficial.

15 47. A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença para evitar uma ocorrência danosa. Exemplo disso é a situação em que há demora do Estado em colocar um pára-raios em uma escola localizada em área com grande incidência de raios, o que leva a uma catástrofe, ao serem as crianças atingidas por um relâmpago em dia chuvoso. Nesse caso, o princípio da eficiência, que exige da administração rapidez, perfeição e rendimento, deve incidir no processo de responsabilização do gestor público. A responsabilidade civil é aque se traduz na obrigação de reparar danos patrimoniais e se exaure com a indenização (Hely Lopes Meirelles). Trata-se de obrigação meramente patrimonial, ou seja nada exclui a responsabilidade administrativa penal. Havendo julgamento penal podem ocorrer quatro hipóteses: 1ª) A condenação criminal do servidor: produz efeito também nos prcessos civil e admi - nistrativo, isto é, faz coisa julgada relativamente à culpa do agen, sujeitando-o à reparação do dano e às punições administrativas. 2ª) A absolvição pela negativa da autoria do fato a sentença também produz efeito no cível e na instância administrativa, para impedir que se responsabiliza ou aplicação de punição ao funcionário apontado como causador do ato danoso, mas cuja autoria a sentença criminal haja negado 3º) Absolvição por ausência de culpabilidade penal, nesse caso não produz efeito algum nos processos civil e administra - tivo...tal absolvição não afasta a possibilidade da existência de ilícito civil no ato do servidor... e a existência de ilícito admininistrativo 4º) absolvição por insuficiência de provas também não produz qualquer efeito no juízo civil ou na instância administrativa. 48. O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. A dizer de outro modo, o princípio da impessoalidadedetermina que o agente público proceda com desprendimento, atuando desinteressada e desapegadamente, com isenção, sem perseguir nem favorecer, jamais movido por interesses subalternos. Mais: postula-se o primado das idéias e dos projetos marcados pela solidariedade em substituição aos efêmeros cultivadores do poder como hipnose fácil e encantatória. Semelhante princípio guarda derivação frontal, inextirpável e, não raro, desafiadora com o princípio da igualdade de todos, sem distinção de qualquer natureza (CF, art. 5º, caput), salvo aquelas impostas pelo próprio sistema constitucional (CESPE_STF_TÉCNICO_2008) Quanto ao poder hierárquico na administração pública, julgue os itens que se seguem.

16 49. O funcionamento racional da estrutura administrativa pressupõe uma configuração interna embasada em relações que assegurem coordenação entre as diversas unidades que desenvolvem a atividade administrativa. Não há o que se levantar contra questão. Questão de senso comum. 50. O poder de direção das entidades políticas se manifesta pela capacidade de orientar as esferas administrativas inferiores, o que se faz por meio de atos concretos ou normativos de caráter vinculante. A hierarquia também envolve a prerrogativa de proferir ordens, que podem ser concretas ou abstratas. As ordens concretas configuram as ordens do dia-a-dia que todo servidor público cumpre por determinação de sua chefia. Já as abstratas ou normativas são consubstanciadas pelos decretos, portarias, resoluções, instru - ções normativas etc. Atos normativos de natureza infralegais que geram o dever de obediência para aqueles submetidos à sua égide. Lembre que o servidor público deve obedecer às ordens superiores, exceto quando manifestamente superiores, cujo dever será o de representação 51. Devido ao sistema hierarquizado da administração pública, torna-se possível a esta distribuir a legitimidade democrática do governo a todas as esferas administrativas. Essa é uma questão do tipo viagem-cespe. De tal assertiva o que se pretende dizer é que a possibilidade de delegação do exercício de algumas competências de um agente para outro seja uma forma de democratizar o exercício do Poder estatal, sob a sua face de função administriva 52. No exercício do poder hierárquico, os agentes públicos têm competência para dar ordens, rever atos, avocar atribuições, delegar competência e fiscalizar. Exatamente! Essas são as prerrogativas em que está envolto o Poder Hierárquico da Administração Pública (CESPE_MPE_TO_PROMOTOR DE JUSTIÇA _2006) Acerca dos serviços públicos, julgue os itens: 53. Nas concessões de serviço público, o Estado pode impor à concessionária a redução da tarifa cobrada dos usuários, a depender das circunstâncias.

17 É patente, na doutrina do Direito Administrativo, que as concessões de serviço público, apesar de serem pactuadas atualmente por meio de instrumentos de contratos de concessão, não são, essencialmente, contrato, ou seja, negócios jurídicos bilaterais. Isso porque, na concessão de serviço público, há cláusulas que são estabelecidas e alteradas unilateralmente pelo Poder Concedente, sem que caiba, de forma legítima, irresignação por parte do concessionário quanto a tais alterações 54. No direito brasileiro, para determinada atividade ser tida como serviço público, é necessária a conjunção de três elementos: o subjetivo (referente à pessoa jurídica que realiza a atividade), o material (concernente à atividade propriamente dita) e o formal (relativo ao regime jurídico aplicável). A noção de serviço público se trata de verdadeira demarcação do âmbito de incidência do Direito Administrativo nas atividades estatais. É o serviço público campo próprio de atuação do Estado em que a intervenção de particulares é meramente acessória ou substitutiva e só se dá mediante condições muito específicas. (13) O conceito de serviço públiconasce justamente para determinar a separação entre direito público e privado, distinção esta que remonta à fase absolutista NOTA: Art Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos 55. No Brasil atual, os serviços de segurança podem ser corretamente classificados como serviço público impróprio, porquanto também são prestados por empresas privadas e até por particulares. A Segurança Privada se divide em três grandes áreas: Segurança do Trabalho, Seguran - ça Empresarial (interna das empresas) e Vigilância. esta se subdivide em vigilância orgâ - nica e vigilância patrimonial, contratada a prestadores de serviço. Existem ainda os serviços de vigilância eletrônica, de transporte de valores, de guarda-costas e de investigação particular 56. No vigente regime jurídico das concessões, não é admissível a figura da encampação. A encampação é a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização (art. 37 da lei 8987/95 das concessões de serviços públicos). O interesse público motivador da encampação deve ser especificado. Não bastará alegar-se, repetindo a lei, motivo de interesse público. Será necessário dizer qual,

18 especificamente em cada caso, o motivo de interesse público determinante da encampação. A indenização deverá ser prévia, mas a lei silencia, novamente, quanto à forma do pagamento. No caso de encampação, é possível estabelecer-se uma analogia com a desapropriação e sustentar-se que, tal como nesta ( art. 5º, XXIV, da Constituição), a indenização, em caso de encampação, deverá ser em dinheiro (CESPE_JUIZ_TJ_TO_2007) José, residente em Palmas TO, não pagou a fatura de energia elétrica de sua residência relativamente ao mês de abril de Nessa mesma conta, foi cobrada a contribuição de iluminação pública. Diante dessa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes acerca dos serviços públicos. 57. Conforme entendimento do STJ, a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica, em face do princípio da continuidade do serviço público. ADMINISTRATIVO - FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA - FALTA DE PA- GAMENTO - CORTE - MUNICÍPIO COMO CONSUMIDOR. 1. A Primeira Seção já formulou entendimento uniforme, no sentido de que o não pagamento das contas de consumo de energia elétrica pode levar ao corte no fornecimento. 2. Quando o consumidor é pessoa jurídica de direito público, a mesma regra deve lhe ser estendida, com a preservação apenas das unidades públicas cuja paralisação é inadmissível. 58. O serviço de fornecimento de energia elétrica a José se caracteriza como impróprio e individual. o fornecimento de luz é serviço público impróprio e individual, com usuários determinados, assim como telefone e água. Esses serviços podem ser prestados por meio de parcerias com a iniciativa privada e, ao contrário daqueles conhecidos como próprios que não têm destinatários identificados, como a segurança pública e a saúde, os impróprios não são mantidos mediante impostos 59. Não se exige que José seja notificado da ausência de pagamento para que haja o corte de energia elétrica. LEI Nº 8.078/90 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR Art. 94. A suspensão do fornecimento por falta de pagamento, a consumidor que preste serviço público ou essencial à população e cuja atividade sofra prejuízo, será comunicada

19 por escrito, de forma específica, e com antecedência de 15 (quinze) dias ao Poder Público local, ou ao Poder Executivo Estadual, conforme fixado em lei. 60. A tarifa e a contribuição de iluminação pública têm natureza tributária. Em realidade, está-se diante de direito pessoal, sendo certo que tal cobrança não tem natureza tributária. Efetivamente, trata-se de um encargo do Município, que tem a obrigação de fazer frente aos gastos despendidos com o fornecimento de energia elétrica para se tornar possível a iluminação pública. Ora, se assim o é, onde está a natureza tributáriada predita "taxa"? O simples fato de os autores terem pago um débito do Município não dá caráter tributário a este pagamento indevido, mesmo porque é princípio consagrado no Direito Tributário de que o nomem iuris da obrigação não é suficiente para caracterizá-la como um tributo. Independentemente de quem seja o responsável pelo pagamento dos gastos despendidos com iluminação pública, o fornecedor da energia usada para esse serviço é uma empresa particular e cobra (ou pelo menos deveria cobrar) pelo produto que oferece, nos limites quantitativos gastos, sendo impossível se falar de relação tributária, mesmo porque a empresa distribuidora relaciona-se contratualmente com o município-consumidor (CESPE_ADVOGADO_BOMBEIROS_DF_2007) Julgue o item, relativamente ao direito administrativo, considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 61. A delegação de concessão ou permissão de serviço público pelo poder público está subordinada ao princípio da obrigatoriedade de licitação prévia, com o intuito de se assegurar a igualdade de condições a todos os concorrentes e a seleção da proposta mais vantajosa. - LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995 Art. 1º As concessões de serviços públicos e de obras públicas e as permissões de serviços públicos reger-se-ão pelos termos do art. 175 da Constituição Federal por esta lei, pelas normas legais pertinentes e pelas cláusulas dos indispensáveis contratos Art. 2º Para os fins do disposto nesta lei, considera-se: I - poder concedente: a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Município, em cuja competência se encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública, objeto de concessão ou permissão; II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; III - concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado;

20 IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. Art. 3º As concessões e permissões sujeitar-se-ão à fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação, com a cooperação dos usuários. (CESPE_PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ_2004) Julgue os itens abaixo, relativos aos serviços públicos. 62. Serviços públicos impróprios são aqueles serviços indivisíveis que a administração presta sem ter usuários determinados, para atender a coletividade. Serviços próprios do Estado: são aqueles que se relacionam intimamente com as atribui - ções do Poder Público (segurança, polícia, higiene e saúde públicas etc.) para a execução dos quais a Administração usa de sua supremacia sobre os administrados. Serviços impróprios do Estado: são os que não afetam necessariamente as necessidades da comunidade, mas satisfazem interesses comuns de seus membros, e, por isso, a administração os presta remuneradamente, por seus órgãos ou entidades descentralizadas, ou delega sua realização a concessionários, permissionários ou autorizatários. 63. Como a Constituição Federal não indicou expressamente nenhum serviço público de competência estadual, cabe aos estados apenas prestar os serviços de interesse regional que não sejam de competência da União. O transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros é serviço público estadual e outro exemplo: segurança pública reservado à competência estadual, de acordo com o art. 25, 1º, da Constituição da República 64. A desconcentração de um serviço público implica a atribuição desse serviço a diferentes órgãos, de entidades distintas, devendo esses órgãos executar o serviço sempre de forma direta. A desconcentração é procedimento eminentemente interno, significando, tão somente, a substituição de um órgão por dois ou mais com o objetivo de acelerar a prestação do serviço. Na desconcentração o serviço era centralizado e continuou centralizado, pois que a substituição se processou apenas internamente. Na desconcentração, as atribuições administrativas são outorgadas aos vários órgãos que compões a hierarquia, criando-se uma relação de coordenação e subordinação entre um e outros. Isso é feito com o intuito de desafo-

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