Acumulação de Capital, Metas de Inflação e Política Fiscal num Modelo Kaldoriano

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1 Acmlação de Captal, Metas de Inflação e Polítca Fscal nm Modelo Kaldorano Artr Henrqe da Slva Santos * José Ls Orero ** Resmo: o objetvo do presente artgo é analsar a relação entre a polítca fscal e a polítca monetára nma economa qe opera sob o regme de metas de nflação e com plena-tlzação da capacdade prodtva. Para tanto, remos apresentar m modelo macrodnâmco Kaldorano no qal o ajste entre nvestmento e popança é feto por ntermédo de varações da partcpação dos lcros na renda naconal. A nflação reslta do conflto entre captalstas e trabalhadores pela repartção da renda, de tal forma qe m amento da partcpação dos lcros ndzdo pelo acréscmo da taxa de nvestmento rá levar os trabalhadores a revndcar amentos de saláro, os qas serão devdamente repassados para os preços, resltando assm nma espral preços-saláros e nma taxa de nflação de eqlíbro de crto-prazo, a qal poderá ser maor do qe a meta de nflação defnda pela atordade monetára. No longo-prazo, o amento da taxa de nflação e da partcpação dos lcros na renda naconal rá ndzr ajstes tanto na taxa de jros como no gra desejado de tlzação da capacdade prodtva. Uma polítca fscal contraconsta rá resltar nma redção do valor de eqlíbro de longo-prazo da taxa de jros, com efeto nlo o levemente negatvo sobre o gra de tlzação da capacdade prodtva. Já ma polítca de flexblzação do regme de metas de nflação será compatível tanto com a redção do valor de eqlíbro da taxa de jros como com m amento (não-desprezível) do gra de tlzação da capacdade. Palavras-Chave: Investmento, Taxa de Jros, Inflação, Polítca Fscal. Abrl de 2015 * Alno do programa de mestrado em economa da Unversdade de Brasíla. E-mal: ** Professor do Insttto de Economa da Unversdade Federal do Ro de Janero, Pesqsador Nível IB do CNPq e Presdente da Assocação Keynesana Braslera. E-mal: Págna pessoal: 1

2 1. Introdção Uma afrmação recorrente entre os economstas é qe m amento da taxa de nvestmento é ncompatível com a establdade da taxa de nflação nm contexto de pleno-emprego da força de trabalho e/o plena-tlzação da capacdade prodtva. Para a realzação de m amento da taxa de acmlação de captal, nesse contexto, sera necessáro m forte ajste fscal (contração de gastos de consmo e de csteo do governo) qe permtsse m amento da popança públca. Tal ajste vablzara ma mdança na composção da demanda agregada, o seja, m amento da partcpação do nvestmento e ma redção da partcpação do consmo, sem a geração de pressões nflaconáras adconas para a economa braslera. A prmera vsta esse racocíno pode parecer ant-keynesano. Com efeto, m dos teoremas fndamentas do keynesansmo é qe o nvestmento determna a popança, de tal manera qe m amento da popança, o seja, ma redção do consmo (tanto prvado como públco) nnca pode ser vsta como condção necessára para o amento do nvestmento. Com efeto, a valdade nversal do prncípo da demanda efetva estabelece qe, ndependente do estado no qal a economa se encontra, o nvestmento sempre determna a popança. No entanto, os mecansmos pelos qas essa determnação se processa dependem, crtcamente, do regme no qal a economa opera, o seja, dependem de se a economa opera com desemprego (e/o sbtlzação de capacdade prodtva) o pleno-emprego (e/o plena-tlzação da capacdade prodtva). No regme keynesano típco, a economa opera com desemprego nvolntáro da força de trabalho e sb-tlzação da capacdade prodtva. Nesse contexto, m amento do nvestmento, vablzado pelo amento da dsponbldade de fnancamento bancáro - o qal é ndependente de popança préva - gera m amento da demanda agregada pelo conhecdo processo do mltplcador dos gastos atônomos. Ao fnal do processo do mltplcador, a renda agregada terá amentado nma magntde tal qe a socedade estará dsposta a amentar a sa popança nma magntde exatamente eqvalente ao amento realzado do nvestmento. Ao longo desse processo, observa-se m amento smltâneo do nvestmento e do consmo, permtdo pela elastcdade da oferta agregada a crto-prazo. 2

3 O mesmo racocíno não é váldo nma economa qe opera com plenoemprego. Nesse regme, o qal denomnaremos de regme Kaldorano, a oferta agregada é nelástca a crto-prazo. Dessa forma, m amento do nvestmento rá prodzr m amento da demanda agregada (lembrando qe o efeto demanda do nvestmento antecede temporalmente o efeto capacdade), o qal resltará nm amento do nível de preços (o da taxa de nflação) dada a nelastcdade da oferta agregada. Como os saláros nomnas são reajstados nma freqênca sempre menor do qe os preços, ocorrerá necessaramente ma qeda do saláro real e m amento da partcpação dos lcros na renda naconal. Como a propensão a popar a partr dos lcros é speror a propensão a popar a partr dos saláros, essa mdança na dstrbção fnconal da renda rá gerar m amento da popança agregada na exata magntde do amento do nvestmento. Dferentemente do qe ocorra no regme keynesano, observa-se aq qe o amento do nvestmento fo segdo por ma redção do consmo. Com base nesse racocíno podemos constatar qe m amento da taxa de nvestmento nm regme Kaldorano é segdo necessaramente por ma elevação anda qe temporára - da taxa de nflação e ma qeda do saláro real. Nma economa qe opera sob m regme de metas de nflação, onde a convergênca do índce ofcal de nflação com respeto à meta deve ser feta nm ntervalo crto de tempo, a atordade monetára pode ser levada a mpedr m amento da taxa de nvestmento por ntermédo de ma forte elevação da taxa de jros. Isso porqe o amento da taxa de nvestmento levara a m amento da demanda efetva nm contexto em qe a oferta agregada é nelástca, fazendo com qe o ajste entre oferta e demanda agregada tenha qe ser feto por ntermédo de m amento de preços e margens de lcro. Sendo assm, ma manera de vablzar m amento da taxa de nvestmento nesse contexto sera por ntermédo de ma contração compensatóra nos gastos do governo, a qal permtra m redreconamento da capacdade prodtva exstente para a prodção de m volme maor de bens de captal. No entanto, a realzação de ma polítca fscal compensatóra não é a únca forma de vablzar m amento da taxa de nvestmento nessa economa. Otra forma é por ntermédo de ma flexblzação do regme de metas de nflação, no qal a atordade monetára realza m amento da meta nflaconára, vablzando assm qe o ajste entre nvestmento e popança seja feto sem a realzação de ma contração 3

4 fscal compensatóra. Mas, nesse caso, haverá como conseqênca ma redção persstente do saláro real e da parcela da renda naconal aproprada pelo trabalho. Isso posto, o objetvo do presente artgo é analsar a relação entre a polítca fscal e a polítca monetára nma economa qe opera sob o regme de metas de nflação e com plena-tlzação da capacdade prodtva. Para tanto, remos apresentar m modelo macrodnâmco Kaldorano no qal o ajste entre nvestmento e popança é feto por ntermédo de varações da partcpação dos lcros na renda naconal. A nflação reslta do conflto entre captalstas e trabalhadores pela repartção da renda, de tal forma qe m amento da partcpação dos lcros ndzdo pelo acréscmo da taxa de nvestmento rá levar os trabalhadores a revndcar amentos de saláro, os qas serão devdamente repassados para os preços, resltando assm nma espral preços-saláros e nma taxa de nflação de eqlíbro de crto-prazo, a qal poderá ser maor do qe a meta de nflação defnda pela atordade monetára. No longo-prazo, o amento da taxa de nflação e da partcpação dos lcros na renda naconal rá ndzr ajstes tanto na taxa de jros como no gra desejado de tlzação da capacdade prodtva. Uma polítca fscal contraconsta rá resltar nma redção do valor de eqlíbro de longo-prazo da taxa de jros, com efeto nlo o levemente negatvo sobre o gra de tlzação da capacdade prodtva. Já ma polítca de flexblzação do regme de metas de nflação será compatível tanto com a redção do valor de eqlíbro da taxa de jros como com m amento (não-desprezível) do gra de tlzação da capacdade. O presente artgo está estrtrado em 9 seções, nclndo a presente ntrodção. A seção 2 dscte os presspostos teórcos do modelo a ser apresentado no artgo. Na seção 3 apresentamos a estrtra básca do modelo. A seção 4 dscte a confgração de eqlíbro de crto-prazo do sstema, notadamente a determnação dos níves de nflação e de partcpação dos lcros na renda. A seção 5 dscte o dlema entre nflação e crescmento qe está mplícto no modelo em consderação. Na seção 6 apresentamos a dnâmca de longo-prazo, ao passo qe a establdade dnâmca do modelo é dsctda na seção 7. Na seção 8 apresentamos os efetos de longo-prazo das polítcas monetára e fscal, enqanto a seção 9 faz m reprse das conclsões do artgo. 4

5 2. Presspostos Teórcos. Estamos consderando ma economa na qal toda a renda é aproprada sob a forma de saláros e lcros. Para fns de smplfcação, remos spor qe a renda dos trabalhadores é composta ncamente pelos saláros, ao passo qe a renda dos captalstas é consttída somente por lcros 1. Consderemos também qe as propensões a popar a partr de classes dferentes de rendmentos são dferencadas; mas especfcamente, qe a propensão a popar a partr dos saláros é menor do qe a propensão a popar a partr dos lcros. No qe se sege remos spor, sem perda de generaldade (Pasnett, ), qe a propensão a popar a partr dos saláros é gal a zero. Segndo Kaldor (1966, p.310), a exstênca de propensões a popar dferencadas segndo a classe de rendmentos é ma decorrênca do fato de qe: () () A contína expansão da capacdade prodtva das empresas só é possível, no longo-prazo, se ma parte do fnancamento necessáro a essa expansão advr dos lcros retdos pelas empresas. Em fnção da exstênca de retornos crescentes de escala, a posção compettva de qalqer empresa nm dado mercado depende do se market share. () A contína expansão da frma ndvdal é necessára para manter nalterada a sa posção compettva na ndústra. Nesse contexto, a orgem da renda mporta: aqeles ndvídos qe obtém a sa renda de otras fontes qe não os lcros não estão sbmetdos a mesma pressão compettva para popar a maor fração possível de sas rendas e, portanto, tem m ncentvo menor a popar. Na economa em consderação as empresas estão operando com m gra de tlzação da capacdade prodtva qe é consderado por elas como normal o desejado, o qal é ma varável exógena no crto-prazo, de forma qe a oferta agregada será nelástca a crto-prazo. Isso sgnfca qe as varações da demanda 1 Essa hpótese é relaxada por Pasnett ( ), o qal mostra qe os mesmos resltados qe remos dervar em segda podem ser galmente obtdos ao se spor qe tanto captalstas como trabalhadores recebem saláros e lcros como renda. 5

6 agregada rão resltar em varações dos preços e das margens de lcro das empresas, mantendo-se constante o nível de prodção e de tlzação de capacdade. Daq se sege qe a galação entre nvestmento e popança é feta, na economa em consderação, por ntermédo de varações da dstrbção fnconal da renda entre saláros e lcros, tornando-se assm a partcpação dos lcros (e dos saláros) na renda ma varável endógena. No longo-prazo, o gra desejado de tlzação da capacdade prodtva é ma varável endógena, ma vez qe as varações da taxa de mark-p e da partcpação dos lcros na renda qe são reqerdas pelo eqlíbro macroeconômco rão ensejar mdanças no nível das barreras à entrada de novos competdores (Orero, 2004, p.53), ndzndo assm mdanças no gra de ocosdade planejada da capacdade prodtva como m mecansmo de desestímlo a entrada. As varações da demanda agregada só podem, no entanto, casar varações temporáras no nível geral de preços. A elevação persstente do nível de preços, o seja, a nflação sstêmca, é resltado de m conflto entre os trabalhadores e captalstas acerca da dstrbção da renda naconal e dos cstos de fatores como o preço de matéras prmas e petróleo (Arests e Sawyer, 2005). Nesta abordagem, se a meta de saláro dos trabalhadores e a meta de mark-p das frmas são exogenamente determnadas, a taxa de nflação é nsensível à varações na taxa de jros de crto prazo determnados pelos BCs (Palley, 1996, p.182). De modo geral, entretanto, como a meta de saláro e meta de margem de lcro são sensíves à varações na taxa de desemprego, ma polítca monetára restrtva pode ndzr os sndcatos a acetarem metas de saláro mas baxas para os saláros reas e/o ndzr os empresáros a acetarem ma margem de lcro menor, re-estabelecendo o eqlíbro da dstrbção da renda e nterrompendo o processo de aceleração da nflação. 3. A Estrtra do Modelo Na economa em consderação, a taxa na qal as empresas desejam qe o estoqe de captal se expanda ao longo do tempo é dada pela segnte expressão: I K = h 0 + h 1 m + h 2 h 3 ( p ) (1) Onde: m é a partcpação dos lcros na renda; é o nível desejado de tlzação da capacdade prodtva; é a taxa nomnal de jros; p é a taxa de nflação; h 0 é o 6

7 componente atônomo da taxa de acmlação de captal;h 1, h 2 e h 3 são parâmetros postvos. Essa especfcação sege Bhadr e Margln (1990) ao consderar qe a taxa de acmlação de captal é ma fnção separável do gra de tlzação da capacdade prodtva e da partcpação dos lcros na renda. A relação entre acmlação de captal e taxa de jros sege a lógca keynesana tradconal da decsão em nvestmento em captal fxo, na qal a taxa de jros é tda como o csto de oportndade dos projetos de nvestmento, devendo ser comparada com a efcênca margnal do captal para a determnação do volme de nvestmento (Keynes, 1973, cap.11). Por fm, remos spor, para fns de smplfcação, qe o estoqe de captal não se deprece. Spondo qe os trabalhadores gastam tdo o qe ganham, qe os captalstas popam ma fração constante dos ses rendmentos e qe o governo cobre trbtos exclsvamente sobre os ganhos do captal, o consmo como proporção do estoqe de captal pode ser expresso por: C K = [(1 m) + (1 τ)(1 s c)m] (2) Onde: V é a taxa de saláro real; τ é a alíqota do mposto de renda; s c > 0 é a propensão a popar da classe captalsta. No qe se refere aos gastos do governo remos assmr qe os mesmos são dreconados ncamente para a compra de bens de consmo prodzdos pelo setor prvado, os qas servem como nsmo para a prodção de servços públcos (segrança, saúde, edcação). Por smplcdade, os gastos de consmo e csteo do governo são spostos ma fração constante do estoqe de captal exstente na economa em consderação. Assm, temos qe: G = γ (3) K Onde: γ >0 é a razão desejada entre os gastos do governo e o estoqe de captal. 4. Eqlíbro de crto-prazo do modelo No crto-prazo a taxa básca de jros e o gra desejado de tlzação da capacdade prodtva estão dados. A economa opera nm regme Kaldorano, o seja, nma 7

8 stação na qal o gra efetvo de tlzação da capacdade prodtva é gal ao desejado, de forma qe a oferta de bens e servços é nelástca no crto-prazo (Kaldor, 1956, 1957). O eqlíbro no mercado de bens exge qe a demanda agregada seja gal a prodção tal como se vê na expressão abaxo: Y = C + I + G (4) Dvdndo-se ambos os lados de (4) por K, e fazendo Y K = temos qe: = C K + I K + G K (5) Sbsttndo (1), (2) e (3) em (5), obtemos o valor da partcpação dos lcros na renda qe assegra o eqlíbro de crto-prazo no mercado de bens: m = γ + h 0 + h 2 h 3 ( p ) τ + (1 τ)s c h 1 (6) Observe na eqação (6) qe a partcpação dos lcros na renda naconal depende postvamente dos componentes atônomos da demanda agregada e negatvamente da taxa real de jros. Um resltado qe merece especal atenção é a relação entre a taxa de nflação e a partcpação dos lcros na renda. Com efeto, a nspeção da eqação (6) mostra qe m amento da taxa corrente de nflação rá resltar nm amento da partcpação dos lcros na renda. A partcpação dos lcros na renda naconal qe garante o eqlíbro no mercado de bens será, va de regra, dferente da partcpação dos lcros qe proporcona aos trabalhadores m nível de saláro real gal ao desejado por eles. Com efeto, sabemos qe a partcpação dos lcros na renda naconal pode ser expressa pela segnte eqação: m = 1 Vq (7) Onde: V é a taxa de saláro real e q é o reqsto ntáro de mão-de-obra. Spondo ma economa desprovda de progresso técnco, de tal forma qe o reqsto ntáro de mão-de-obra permanece constante ao longo do tempo; a eqação (7) estabelece a exstênca de ma relação nversa entre a partcpação dos lcros na renda e a taxa de saláro real. 8

9 Seja V D o saláro real desejado pelos trabalhadores 2, então a partcpação dos lcros na renda compatível com esse nível de aspração salaral será dada por: m D = 1 V D q (8) Sbtrando (8) de (7), temos qe: m m D = (V D V)q (9) A eqação (9) mostra qe se a partcpação efetva dos lcros na renda naconal (m) for maor do qe a partcpação compatível com o nível de aspração salaral dos trabalhadores (m D ), então o saláro real efetvo (V) será menor do qe o saláro real desejado pela classe trabalhadora. Nesse caso, os trabalhadores rão reqerer amentos no saláro nomnal como forma de ajstar o saláro real ao nível desejado por eles, o seja: w = φ(m m D ) (10) Onde: w é a taxa de varação do saláro nomnal; φ é m parâmetro postvo. Como a partcpação efetva dos lcros na renda é determnada pela eqação (6), sendo ndependente do poder de barganha dos trabalhadores, sege-se qe os amentos de saláro nomnal deverão ser ntegralmente repassados para os preços de forma a manter nalteradas as margens de lcro e a dstrbção fnconal da renda. Na asênca de progresso técnco sege-se, portanto, qe a taxa de nflação será gal a taxa de varação dos saláros nomnas. Sendo assm temos qe: p = φ(m m D ) (11) Onde: p é a taxa de nflação. Sbsttndo (11) em (6) e resolvendo a eqação resltante para m chega-se a segnte expressão: m = γ + h 0 + h 2 h 3 ( + φm D ) τ + (1 τ)s c h 1 h 3 φ (12) 2 Por smplcdade remos spor qe o saláro real desejado pelos trabalhadores é ma varável exógena ao modelo, sendo determnado pela convenção vgente na socedade a respeto do csto de reprodção da força de trabalho [a esse respeto ver Margln (1984)]. Daq se sege qe a partcpação dos lcros na renda qe é compatível com a aspração salaral dos trabalhadores também é ma varável exógena. 9

10 A eqação (12) apresenta a parcela do lcro na renda naconal de eqlíbro de crto-prazo do sstema. Observe, através de ma análse conjnta de (11) e (12), qe a nflação de eqlíbro depende postvamente dos componentes atônomos da demanda agregada e negatvamente da taxa nomnal de jros. Mas especfcamente, m amento dos gastos de consmo do governo como proporção do estoqe de captal o m amento do nvestmento atônomo (devdo a m fortalecmento do anmal sprts dos captalstas) rá resltar nm amento da taxa de nflação de eqlíbro de crto-prazo. Por otro lado, m amento da taxa de jros rá redzr a taxa de nflação. 5. Inflação o Crescmento: os dlemas da polítca econômca Consderemos qe a atordade monetára fxe ma meta de nflação gal a p. Nesse contexto, haverá ma relação nversa entre os componentes da demanda atônoma e a taxa nomnal de jros. Conforme se verfca pelas eqações (11) e (12), m amento de γ o h 0 rá resltar nm amento da taxa nomnal de jros, caso a nflação tver qe ser mantda constante em p. Sponha qe tenha ocorrdo m amento do anmal sprts dos captalstas de tal forma qe o componente atônomo do nvestmento h 0 amente. Se a atordade monetára não ajstar a taxa nomnal de jros, então a taxa de nflação rá amentar de forma a prodzr ma redstrbção de renda dos trabalhadores para os captalstas na magntde necessára para ajstar a demanda agregada ao nível corrente de prodção. O compromsso com a obtenção de ma meta para a taxa de nflação rá, portanto, obrgar a atordade monetára a amentar a taxa nomnal de jros na magntde necessára para manter a nflação corrente dentro da meta. O amento da taxa nomnal de jros rá contrabalançar o efeto sobre o nvestmento do amento do anmal sprts, de tal forma qe a taxa desejada de acmlação de captal permanecerá constante 3. Daq se sege, portanto, qe nas condções spostas na análse, o compromsso com a obtenção de ma meta constante de nflação rá nvablzar o amento da taxa de nvestmento no caso de ma elevação do anmal sprts dos empresáros. Caso o governo opte pela aceleração da taxa de crescmento, então a alternatva dsponível nas condções spostas é 3 A explcação para sso é smples. Se a taxa de nflação não se altera, então com base na eqação (11) a partcpação efetva dos lcros na renda também não pode se alterar. Se a dstrbção de renda não mda, então a popança agregada deve também permanecer constante, de tal forma qe, em eqlíbro, o nvestmento também não pode mdar. Daq se sege qe se a parcela atônoma do nvestmento amenta devda ao maor otmsmo dos empresáros, a parcela do nvestmento qe depende da taxa real de jros deve se redzr na mesma magntde de manera a dexar o nvestmento constante. 10

11 flexblzar a meta de nflação, o seja, permtr ma elevação permanente da taxa de nflação. Nesse contexto, establdade da taxa de nflação e aceleração do crescmento parecem ser objetvos confltantes de polítca econômca. Uma forma de contornar esse dlema de polítca econômca é por ntermédo de ma redção dos gastos do governo como proporção do estoqe de captal. Com efeto, se γ for redzdo na mesma proporção qe h 0 amenta; então a taxa de nflação e a partcpação dos lcros na renda poderão ser mantdas constantes. A establdade da taxa de nflação rá vablzar a mantenção de ma taxa nomnal de jros constante por parte da atordade monetára, permtndo assm qe o amento do nvestmento atônomo se tradza em termos de m amento da taxa desejada de acmlação de captal. Dessa forma, a contração fscal vablza a obtenção de ma taxa de nflação estável nm contexto de aceleração da taxa de acmlação de captal. 6. Dnâmca de Longo Prazo No longo prazo tanto a taxa de jros como o gra desejado de tlzação da capacdade prodtva são varáves. No qe se refere a taxa de jros, remos assmr qe a mesma é ajstada pela Atordade Monetára com base nma varação da regra de Taylor (Romer, 2006, pp ). Mas especfcamente, remos spor qe a Atordade Monetára ajsta a taxa de jros tendo em vsta tanto a obtenção de ma meta de nflação ( p ) - exógenamente determnada 4 - assm como ma meta de tlzação da capacdade prodtva ( ), a qal é tda como ótma do ponto de vsta socal. Dessa forma, a dnâmca da taxa de jros é dada por: = (p p ) c( ) (13) O gra desejado de tlzação da capacdade prodtva também é ma varável endógena no longo-prazo. Isso porqe as varações da partcpação dos lcros na renda naconal reqerdas para a galação entre a demanda efetva e o nível de prodção no crto-prazo rão ensejar varações no nível das barreras a entrada de novos competdores, alterando assm o número de empresas qe operam na economa. Defnndo m como a partcpação dos lcros na renda para a qal não há entrada o saída de empresas (o seja, o nível de eqlíbro ndstral da partcpação dos lcros 4 Estamos spondo qe, na economa em consderação, prevalece a ndependênca de nstrmentos, mas não a ndependênca de metas para a Atordade Monetára (Fscher, 1994). 11

12 na renda), podemos escrever a dnâmca do gra desejado de tlzação da capacdade prodtva com base na eqação abaxo: = β(m m ), β < 0 (14) A lógca da eqação (14) é smples. Se a partcpação dos lcros na renda naconal for maor do qe a partcpação reqerda para o eqlíbro ndstral ; então as empresas ncmbentes deverão amentar o nível planejado de ocosdade da capacdade prodtva de forma a tornar crível a estratéga de retalação pós-entrada 5. A partr das eqações (13) e (14) podemos determnar os locs de eqlíbro de longo-prazo do sstema, o seja, os valores de e para os qas a taxa de jros e o gra planejado de tlzação da capacdade prodtva permanecem constantes, os qas são denomnados de soclnas. Igalando (13) e (14) a zero, temos: d d =0 = φm + c φm d d =0 = m m (13. a) (14. a) avalar se Sendo c, e φ > 0, β < 0, nos resta analsar os snas de m e de m para d d =0 e d d =0 são maores o menores qe zero. A eqação (12) defne mplctamente a partcpação dos lcros na renda naconal como ma fnção m(, ). Para analsar se m é postvo o negatvo, remos consderar qe τ + (1 τ)s c > h 1 + h 3 φ, desse modo, podemos conclr qe o denomnador da eqação (7) é postvo, já qe τ + (1 τ)s c > 0. E como h 3 > 0, então m < 0. Esse resltado é coerente com a análse realzada acma entre polítca monetára de metas de nflação, va controle da taxa de jros de crto-prazo, e a nflação. Como a taxa de nflação, de acordo com a eqação (11), provém da dferença entre o share do lcro na renda efetvo e o share desejado pela classe trabalhadora, com o amento da taxa de jros, sendo m < 0, o 5 A esse respeto ver Orero (1999, 2004). 12

13 share do lcro na renda efetva se redz e fca mas próxmo do desejado pela classe trabalhadora, de modo qe a taxa de nflação dmn. Analsando o snal de m percebemos qe: Se h 2 [ τ + (1 τ)s c h 1 h 3 φ] > [γ + h 0 + h 2 h 3 ( + φm D )][τ + (1 τ)s c ] então m > 0 Se h 2 [ τ + (1 τ)s c h 1 h 3 φ] < [γ + h 0 + h 2 h 3 ( + φm D )][τ + (1 τ)s c ] então m < 0 O seja, m pode ser postvo o negatvo dependendo dos valores dos parâmetros do modelo. Entretanto, de acordo com as premssas do modelo, sabemos qe se as empresas ncmbentes amentarem a margem de lcro, então haverá m maor estímlo para a entrada de novos competdores. Dessa forma, a preservação da posção de mercado das empresas estabelecdas exge qe as mesmas amentem o gra de ocosdade da capacdade prodtva, como forma de snalzar m compromsso com a estratéga de retalação pós-entrada. Sendo assm, a relação entre a partcpação dos lcros na renda e o gra desejado de tlzação da capacdade prodtva deve ser negatva, logo m < 0. Como m < 0 e m < 0, temos qe : =0 < 0 Falta agora analsar o snal de m < 0 e m < 0. Então: =0. Como já fo observado c, e φ > 0, Se φm > c =0 < 0 Se φm < c =0 > 0 Nesse contexto, temos as segntes confgrações de eqlíbro de longo-prazo para o sstema em consderação: 13

14 = 0 = 0 = 0 = 0 (a) (b) Uma observação mportante deve ser realzada. Na possbldade de =0 < 0 nota-se qe =0 > =0. Pos =0 = φm +c φm = ( m + + c m φm ). E devdo a sso, percebemos qe qando as nclnações das das crvas são negatvas, só é necessáro consderar o cenáro em qe a nclnação da crva = 0 é maor qe a nclnação da crva = Análse de Establdade de Longo Prazo 6 Para analsar a establdade de longo prazo do modelo proposto, remos lnearzar as eqações (13) e (14) em torno do eqlíbro de longo-prazo do sstema com base no prmero termo da expansão de Taylor: = [φ(m(, ) m D ) p ] c( ) = β(m(, ) m ) (13. a) (14. a) A matrz Jacobana do sstema acma é dada por: [ φm φm + c βm βm ] Com base nessa matrz realzaremos nossa análse de establdade de longo prazo do modelo, a partr do traço e do determnante da mesma (Gandolfo, 1997, cap.21). No cenáro (a) sabemos qe φm < c, de tal forma qe o determnante é negatvo. Então, nesse caso, o ponto snglar do modelo apresenta ma trajetóra de ponto de sela. Como mostrado no gráfco a segr: 6 Para maor detalhamento, ver no apêndce. 14

15 = 0 = 0 (a) Já com relação ao cenáro (b), sabemos qe φm > c, então, desde qe φm > βm, o traço da matrz será negatvo, e o modelo apresenta establdade de longo prazo, conforme mostrado no gráfco abaxo: = 0 = 0 (b) 8. Comportamento do Modelo no Longo Prazo Agora remos analsar as condções nas qas m amento da taxa de nvestmento, provenente de ma melhora do anmal sprts dos captalstas, não seja reprmdo pelo Banco Central por ntermédo de ma elevação da taxa de jros 8.1 Amento exógeno de h 0 Um amento exógeno do componente atônomo do nvestmento tem o efeto de amentar a partcpação dos lcros na renda conforme verfcamos na eqação (12). Como essa varável está presente nas das soclnas, então as mesmas se deslocam conforme as fgras abaxo: 15

16 2 = 0 2 = 0 1 = 0 (a. h 0.1) 1 = 0 (a. h 0.2) = 0 1 = 0 = 0 = 0 (b. h 0.1) (b. h 0.2) Em todos os gráfcos o efeto do amento de h 0 é o mesmo: deslocamento das soclnas de e de para a dreta. O deslocamento da prmera tende a amentar o nível de tlzação da capacdade prodtva, entretanto o deslocamento da segnda crva tende a amentar a taxa de jros e, ndretamente, redzr o efeto de amento de, podendo chegar ao ponto do cenáro 2. O qe podemos perceber como dferença nos dos cenáros fo a ntensdade de deslocamento das crvas em qestão. No cenáro 1, tanto em (a) como em (b), o efeto de m amento do anmal sprts dos captalstas tende a amentar levemente o nível de tlzação da capacdade prodtva e a elevar sgnfcatvamente a taxa de jros de steady-state. No cenáro 2, o efeto o nível de capacdade prodtva de tlzação da capacdade prodtva de steadystate é nlo, e o efeto da taxa de jros de eqlíbro contna sendo de amento. Logo, podemos observar qe se ocorrer m amento do anmal sprts dos captalstas, o BC rá amentar a taxa de jros, reprmndo o amento ncal da taxa de nvestmento e da parcela do lcro na renda naconal. Desse modo, m se mantém nalterado, e o mesmo podendo ser dto em relação à taxa de nflação. 16

17 Em conseqüênca dsso, analsaremos as possíves meddas qe o governo podera adotar para qe o amento exógeno do anmal sprts e, por consegnte, da taxa de nvestmento não seja reprmdo. 8.2 Redção exógena de γ O efeto de m amento exógeno do componente atônomo do nvestmento sobre a taxa de nflação e a taxa de jros pode ser totalmente anlado por ntermédo de ma redção na mesma proporção dos gastos do governo. A valdade dessa afrmação pode ser vsalzada pelas fgras abaxo: = 0 1 (a. γ) = 0 1 (b. γ) = 0 = Amento exógeno de p Uma alternatva dsponível para o governo sera acomodar o amento do nvestmento atônomo por ntermédo de m amento da meta de nflação. Com efeto, o relaxamento da polítca monetára por ntermédo de m ajste para cma da meta nflaconára rá apenas afetar a soclna de. Essa crva é deslocada para a esqerda, resltando nos efetos mostrados abaxo: 17

18 = = 0 2 = 0 = 0 (a. p ) (b. p ) Dessa forma constata-se qe o amento da meta de nflação rá resltar nm amento do nível de tlzação da capacdade prodtva de eqlíbro de longo prazo, bem como rá resltar nma redção da taxa de jros de steady-state. Desse modo, se consderarmos qe ocorre m amento prévo anmal sprts dos captalstas, então havera ma expansão do nível de tlzação da capacdade prodtva de eqlíbro de longo-prazo, da partcpação dos lcros na renda (sendo m > m ), da taxa de nflação e da taxa de nvestmento. O saláro real, contdo, sofrera ma contração. Ao realzar a análse conjnta a respeto da polítca fscal e monetára de metas de nflação, percebemos qe ma polítca fscal contraconsta tende a redzr o nível de tlzação da capacdade prodtva de eqlíbro de longo prazo, e a dmnr também o nível de taxa de jros. Entretanto o efeto de afroxamento da polítca monetára tende a expandr o nível de tlzação da capacdade prodtva de steady-state, mas com efeto contráro sobre o nível de taxa de jros. Daq se sege qe se a economa estver operando nm regme Kaldorano, então m amento exógeno do componente atônomo da taxa de nvestmento só será possível em m dos dos cenáros: (a) o governo mantem o compromsso com a establdade da taxa de nflação e realza m forte ajste fscal para abrr espaço no PIB para o amento não-nflaconáro do nvestmento; o (b) o governo flexblza o regme de metas de nflação, admtndo ma meta de nflação mas alta no longo-prazo. Se o governo optar pelo cenáro (b), o amento do nvestmento talvez possa ser feto sem m ajste fscal (a depender anda da vablzação de m maor nvestmento públco); mas haverá ma redção persstente do saláro real e da parcela da renda naconal aproprada pelo trabalho. 18

19 9. Conclsão Neste artgo apresentamos m modelo macrodnâmco Kaldorano no qal a oferta agregada é nelástca a crto-prazo e a polítca monetára é condzda nm arcaboço de metas de nflação. O problema econômco analsado refere-se aos mpactos de m amento exógeno da taxa de nvestmento em fnção de ma melhora do anmal sprts dos captalstas sobre a partcpação dos lcros na renda naconal e sobre a taxa de nflação, assm como a resposta da polítca monetára a esses desdobramentos. Conforme se verfco a partr da análse do modelo macrodnâmco, o amento exógeno da taxa de nvestmento rá resltar nm amento da taxa de nflação, o qe rá ensejar m amento da taxa de jros por parte da atordade monetára, amento esse qe terá como efeto mpedr o amento efetvo da taxa de acmlação de captal da economa em consderação. Daq se sege qe, nas condções spostas na análse, constata-se a exstênca de m dlema nflação-crescmento. Na seqenca analsaram-se as possíves respostas de polítca econômca ao dlema nflação-crescmento. A prmera resposta sera a realzação de ma contração fscal. Conforme evdencado pelo modelo, a redção dos gastos de consmo do governo tem como efeto abrr espaço no prodto para o amento não-nflaconáro dos gastos de nvestmento. Dessa forma, a establdade da taxa de jros e da taxa de nflação pode ser obtda por ntermédo de ma forte contração fscal. A segnda resposta sera ma flexblzação do regme de metas de nflação por ntermédo de m amento da meta de nflação de longo-prazo. Essa polítca sera compatível com a mantenção da taxa de jros nm patamar constante, vablzando assm o amento da taxa de acmlação de captal, sem a necessdade de m forte ajste fscal. O csto dessa polítca, contdo, sera ma redção do saláro real. 19

20 Referêncas. ARESTIS, P, E SAWYER, M. (2005). Aggregate demand, conflct and capacty n the nflatonary process. Cambrdge Jornal of Economcs, 29, BHADURI, A; MARGLIN, S. (1990). Unemployment and the Real Wage: the economc bass for contestng poltcal deologes. Cambrdge Jornal of Economcs, 14(4) FISCHER, S. (1994). "Modern Central Bankng", n Forrest Cape (et al). The Ftre of Central Bankng. Cambrdge: Cambrdge Unversty Press. GANDOLFO, G. (1997). Economc Dynamcs; Sprnger Verlag: Berlm. KALDOR, N. (1956). Alternatve Theores of Dstrbton. Revew of Economc Stdes, XXIII, pp (1957). A Model of Economc Growth. Economc Jornal, (1966). Margnal Prodctvty and the Macro-Economc Theores of Dstrbton. Revew of Economc Stdes, XXXIII, pp KEYNES, J.M. (1973). The General Theory of Employment, Interest and Money. Macmllan Press: Cambrdge [Edção orgnal: 1973]. MARGLIN, S. (1984). Growth, Dstrbton and Inflaton: a centennal synthess. Cambrdge Jornal of Economcs, Vol. 8, pp OREIRO, J. L. (1999). A Decsão de Investr da Frma: ma abordagem a partr da teora das barreras a entrada. Arché Interdscplnar, Ro de Janero, v. VIII, n. 23, p (2004). Accmlaton Regmes, Endogenos Desred Rate of Capacty Utlzaton and Income Dstrbton. Investgacón Económca, Vol. LXIII, N.248. ROMER, D. (2006). Advanced Macroeconomcs. McGraw-Hll: Nova Iorqe. PALLEY, T. (1996). Post Keynesan Economcs: Debt, Dstrbton and the Macroeconomy. Palgrave, New York. PASINETTI, L. ( ). The rate of proft and ncome dstrbton n relaton toe the rate of economc growth. Revew of Economc Stdes, vol. 29, no.4. 20

21 Apêndce Análse de Establdade de Longo Prazo A análse de longo prazo se basea nas segntes expressões: = [φ(m(, ) m D ) p ] c( ) = β(m(, ) m ) (13. a) (14. a) Lnearzando cada ma, em torno do eqlíbro de longo prazo, com base na expansão de Taylor: = φm ( )+ φm ( ) + c( ) = βm ( ) + βm ( ) Reescrevendo em forma matrcal, [ ] = [ φm φm + c ] [ βm βm ] A Podemos perceber qe a matrz A corresponde à matrz jacobana das fnções (13.a) e (14.a). De acordo com o teorema de Olech, podemos constrr a segnte eqação característca: DET A λi = 0, a qal retraremos as conclsões sobre a establdade do modelo. Analsando melhor a eqação característca, DET A λi = DET φm λ φm + c βm βm λ = = λ 2 ( φm + βm )λ + [ φm βm ( φm + c)βm ] = 0 Qe corresponde a ma eqação do segndo gra: aλ 2 + bλ + c = 0. Onde, a = 1, b = TR A e c = DET A. 21

22 Para qe consgamos realzar as conclsões a cerca da establdade do modelo, devemos comparar o da eqação do 2º gra, o DET A e o TR A (Traço da matrz A) em relação a zero. No cenáro (a), vmos qe c > φm DET A < 0. Pos, + DET A = + φ β + ( + φ + c +) β Como = (TR A ) 2 4DET A > 0 Sendo > 0 e DET A < 0, então o ponto snglar em qestão corresponde de eqlíbro nstável, classfcado como ponto de sela. No cenáro (b), vmos qe c < φm. Assm podemos ter > 0, < 0, o = 0. Entretanto podemos verfcar qe DET A > 0, já qe para qe sso ocorra devemos ter + ( + φ + c +) β + + > φ β + + φ + + c + > + φ + c > 0 qe é ma condção verdadera. Resta analsar o TR A. + + TR A = φ + β Como observado no texto, desde qe φm > βm, o traço da matrz jacobana, A, será negatvo. Consderaremos essa como ma condção para a exstênca de establdade do modelo. Se > 0, como DET A < 0 e TR A < 0 teremos m ponto de eqlíbro estável, cjo ponto snglar sera m nódlo. Se < 0, como DET A < 0 e TR A < 0 teremos m ponto de eqlíbro estável, cjo ponto snglar sera m foco. Se = 0, como TR A < 0 teremos m ponto de eqlíbro estável, cjo ponto snglar sera m nódlo. 22

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