português jurídico ROTEIRO De CURSO autor: leonardo teixeira 3ª edição

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1 autor: leonardo teixeira 3ª edição ROTEIRO De CURSO

2 Sumário Português Jurídico PARTE I...03 Unidade 1 Língua e Vocabulário...03 Conceitos básicos:...03 Campo etimológico e campo semântico:...03 Unidade 2 A Comunicação e o Discurso...07 Ruídos na comunicação...9 Funções Sociais da Linguagem...14 Texto I: A Moça Tecelã...16 Texto II: O avanço da causa homossexual...18 Texto III: Uniões homoafetivas...20 Texto IV: A busca pelo reconhecimento social e jurídico...20 Texo V: Assassino de aluguel não mata cliente e paga indenização...30 Sentença judicial...30 PARTE II...32 Unidade 1 Níveis de Leitura...32 Texto: O RG de Deus...33 Unidade 2 O discurso jurídico...40 Modalidade do discurso...40 Valores da modalidade...41 Índices do metadiscurso...41 Texto: Xingamento de ex-marido garante R$ de indenização...47 Unidade 3 Coerência e coesão...48 Coerência textual:...48 Coesão Textual...48 Aspectos Gramaticais...55 Emprego do hífen...57 Texto: Código de Hamurábi...60 Parte III...64 Unidade 1 A argumentação...64 O que é argumentar?...64 O enquadramento :...64 Cuidados com o Discurso...64 Texto: A sociologia do jeito...74

3 PARTE I Unidade 1 Língua e Vocabulário Conceitos básicos: Linguagem: é a capacidade comunicativa dos seres. A linguagem articulada é aquela em que se constrói um sistema organizado de signos. Signo: é uma unidade de representação. O signo representa, no ato da enunciação, um elemento que está ausente e é evocado quando da substituição pelo signo. Signo lingüístico: signo arbitrário que une um conceito a uma imagem acústica, ou seja, faz a ligação entre o significado e o significante. Denotação: uso do signo lingüístico em seu sentido comum, corrente, arbitrário. Conotação: uso do signo lingüístico em sentido figurado, criativo, não relacionado à arbitrariedade de sua significação, mas ao que suscita o conceito por ele evocado. Língua: conjunto de sinais organizados convencionalmente para servir à comunicação. A língua é uma das formas de linguagem, o código que melhor atende às necessidades de expressão humana. Fala: uso que cada indivíduo faz das combinações possibilitadas pela língua. Enquanto a língua constitui um depositório de signos, a fala pressupõe uma postura ativa sobre a língua. Campo etimológico e campo semântico: Construir um campo etimológico significa reunir vocábulos que tenham a mesma raiz ou o mesmo radical. O campo semântico reúne palavras cognatas, ou seja, palavras parentes. Exemplo: Campo etimológico do vocábulo chuva: chover pluvial chuveiro chuvada chuvarada chuvisco chuvoso chovedouro chove-não-molha 3

4 Exercício: 1 Construa um campo etimológico (15 palavras, no mínimo) para cada um dos vocábulos abaixo. a) lei b) pão c) luz d) livre e) juiz 4

5 Construir um campo semântico significa reunir vocábulos por associação de significados, construindo um universo em que, a partir de uma palavra-chave, todas se remetam a ela por diversos critérios de aproximação. Exemplo: Campo semântico do vocábulo chuva: aguaceiro temporal garoa guarda-chuva poça galocha resfriado nuvem enchente Exercício: 1 Construa um campo semântico (15 palavras, no mínimo) para cada um dos vocábulos abaixo. a) boca b) pé c) justiça 5

6 d) prisão e) drogas 6

7 Unidade 2 A Comunicação e o Discurso O homem é um ser social e se difere dos outros seres que vivem reunidos pela capacidade de julgar e discernir, estabelecendo regras para a vida em sociedade. Tal concepção, nascida em A Política, de Aristóteles, implica estabelecer a necessidade de linguagem para que o homem possa se comunicar com os outros e, juntos, estabelecerem um código de vida em comum. Então, a linguagem, capacidade comunicativa dos seres, constrói vínculos entre os homens e possibilita a transmissão de culturas, além de garantir a eficácia dos mecanismos de funcionamento dos grupos sociais. Para que a comunicação ocorra, é necessário que seis elementos estejam presentes: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Cada um deles exerce um papel essencial no processo de comunicação, e qualquer falha com um desses elementos pode prejudicar ou invalidar a percepção ideal da mensagem. Trataremos aqui tais elementos levando em conta a comunicação objetiva e cotidiana, entendendo que, na comunicação literária, outros fatores podem estar envolvidos. Emissor: É o remetente da mensagem, aquele que elabora sua idéia e a transforma em código para ser enviada ao receptor. O processo de codificação da mensagem exige do emissor que ele: a) conheça o código utilizado e suas peculiaridades; b) construa sua fala dentro das regras convencionadas pela língua; c) estruture sua fala de forma inteligível e clara; d) escolha o canal adequado para fazer sua mensagem chegar ao receptor; e) perceba o contexto da comunicação e se seu receptor compartilha esse mesmo referencial. Receptor: É o destinatário da mensagem, aquele que, ao recebê-la, realiza o processo de decodificação. Para que ela se dê efetivamente, é necessário que o receptor: a) conheça o código utilizado e suas peculiaridades; b) reconheça as regras da língua utilizada pelo emissor; c) compreenda o sentido expresso na mensagem; d) tenha o canal aberto para receber a mensagem; e) compartilhe o mesmo referencial em que se baseia a mensagem do emissor. Mensagem: É o conteúdo e o objetivo da comunicação. Como centro do processo de comunicação, só se concretiza de forma plena com a presença articulada de todos os outros elementos. Canal: É o meio que possibilita o contato entre o emissor e o receptor ou que leva a mensagem até este. É necessário que o canal esteja livre de ruídos que possam atrapalhar ou impedir a chegada da mensagem ao receptor. 7

8 Código: É o sistema de signos convencionados em cuja base a mensagem foi construída. Para uma comunicação plena, é essencial que emissor e receptor possuam amplo domínio do código, sob pena de haver divergência entre a mensagem pretendida e a efetivamente entendida. Contexto: É o ambiente em que se dá a comunicação e os referenciais envolvidos na codificação e decodificação da mensagem. Se emissor e receptor, em relação à mensagem, tomarem referenciais diferentes, a idéia original será bastante diferente da alcançada pela decodificação. Podemos sintetizar o processo da comunicação da seguinte forma: o emissor envia uma mensagem codificada por meio de um canal ao receptor, que compartilha do mesmo contexto. Exercício: Identifique os elementos das seguintes situações de comunicação: a) Pronunciamento do presidente em cadeia nacional de rádio e TV no Dia do Trabalhador. emissor: receptor: mensagem: código: canal: contexto: b) Editorial de um jornal comentando o pronunciamento do presidente. emissor: receptor: mensagem: código: canal: contexto: c) Um estudante ao telefone convidando um colega de turma para ir ao jogo de futebol no próximo fim de semana. emissor: receptor: mensagem: 8

9 código: canal: contexto: d) A aula dada pelo professor de Português Jurídico. emissor: receptor: mensagem: código: canal: contexto: e) Sentença prolatada por juiz. emissor: receptor: mensagem: código: canal: contexto: RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO: Quando algum dos elementos não está completamente integrado ao processo da comunicação ou ocorre algum tipo de interferência, aparecem os ruídos na comunicação. Podem ser fatores externos à comunicação, físicos ou não, que impeçam que a idéia original codificada chegue de forma satisfatória ao receptor. Um exemplo clássico de ruído na comunicação ocorre com a chamada linha cruzada ao telefone, quando o processo de transmissão da mensagem recebe interferência de outro processo, indesejado e descontextualizado. Nesse caso, houve interferência no canal da comunicação. Entretanto, há diversas situações, envolvendo outros elementos da comunicação, em que pode ocorrer ruído. Exemplos: a) O emissor não organiza suas idéias de forma clara, levando ao não-entendimento da mensagem por parte do receptor. Nesta situação, a fala do emissor sofre interferência de pensamentos inconclusos, vagos e indefinidos, ou não se estrutura seguindo as regras convencionadas para a língua. b) O receptor não dedica suficiente atenção e concentração para receber a mensagem, gerando malentendidos. Normalmente neste caso a comunicação sofre interferência de fatores subjetivos, como, por exemplo, o receptor estar elaborando um pensamento que desvia sua atenção da mensagem do emissor. c) O emissor ou o receptor não têm domínio completo do código utilizado. Esta situação ocorre quando o emissor utiliza uma palavra desconhecida para o receptor, ficando a mensagem com sua 9

10 decodificação e entendimento comprometidos. Ou quando o emissor faz uso de um vocábulo inadequado, supondo-lhe um sentido que não corresponde ao usual, convencionado, nem constitui caso de linguagem figurada. d) O canal sofre interferências, impossibilitando a perfeita transmissão da mensagem. É o caso da linha cruzada, ou quando, por exemplo, ao ler as legendas de um filme no cinema, alguém se levanta e se coloca entre o espectador e a tela, obstruindo sua visão. e) O emissor e o receptor têm percepções diferentes do contexto da comunicação, ou o receptor o desconhece. É a situação clássica do que popularmente se chama pegar o bonde andando, em que é feito um entendimento da uma parte da mensagem de maneira descontextualizada do processo inteiro da comunicação. Também ocorre quando o emissor elabora uma mensagem com base em um referencial e o receptor ou não dispõe de meios de conhecê-lo ou, pela inconsistência do contexto, atribui à mensagem um referencial equivocado. Exercício: Identifique, nas situações concretas a seguir, em que elementos ocorreram interferências capazes de configurar ruído na comunicação. a) Você sai de seu apartamento apressado e, enquanto espera o elevador, ouve o vizinho gritando: Está frio! O elevador chega e você desce. b) Um parente de vítima de atropelamento lê no boletim policial de ocorrência: A vítima foi levada para o nosocômio mais próximo. Fica atarantado por não saber onde está seu parente. c) Um funcionário apresenta a seguinte desculpa ao seu chefe por ter chegado atrasado ao trabalho: O tráfico estava muito intenso. FUNÇÕES DA LINGUAGEM: Com o uso da linguagem articulada, há ações intrínsecas ao ato de comunicar que não se atrelam exclusivamente ao conteúdo da mensagem e ocorrem independentemente das intenções do emissor para o seu ato comunicativo. São as chamadas funções da linguagem. Roman Jakobson, um dos mais expressivos lingüistas do século XX, formulou um modelo para as funções da linguagem a partir dos elementos da comunicação. Segundo esse modelo, para cada um dos elementos da comunicação, há uma função da linguagem específica. Dessa forma, são seis as funções da linguagem: emotiva ou expressiva, apelativa ou conativa, fática, metalingüística, poética e referencial. 10

11 contexto REFERENCIAL emissor mensagem receptor EMOTIVA POÉTICA APELATIVA OU EXPRESSIVA Função emotiva ou expressiva: canal FÁTICA código METALINGÜÍSTICA OU CONATIVA É a função centrada no emissor, refletindo sua visão própria de mundo, suas emoções, sentimentos e estados subjetivos. A personalidade do emissor, seu juízo de valor e as opiniões particulares são nítidas no discurso. Ocorre freqüentemente com interjeições, exclamações, reticências, forte adjetivação e presença marcante da primeira pessoa. Exemplos: Ai, quem me dera... Como são belos os dias / do despontar da existência! (Casimiro de Abreu) Andei muito preocupado na última semana com os resultados da pesquisa. Filhinho, aquela sua namoradinha vem hoje? É importante reparar que a simples informação, sem marcas subjetivas ou juízos de valor, não constitui exemplo de função emotiva, mesmo que o emissor esteja falando de si mesmo. Se o emissor diz Vou à faculdade amanhã, sua fala é meramente informativa, atrelada a um contexto conhecido pelo receptor. Função apelativa ou conativa: É a função centrada no receptor, procurando modificar nele idéias, opiniões e estados de ânimo. Como o receptor vem em primeiro plano, ocorre com discursos que contêm ordens, apelos e tentativas de convencimento ou sedução. É comum o uso de verbos no imperativo, vocativos e tom persuasivo. Ocorre com freqüência na propaganda. Exemplos: Fica quieto, rapaz! Por favor, por favor, estou pedindo... Alcance o sucesso estudando com afinco. Beba Coca-Cola. Se beber, não dirija. Em alguns casos, é comum que se classifique erroneamente uma função apelativa como emotiva. Veja o caso da frase Socorro!. Se pensarmos que quem a grita deseja expressar seu desespero ca- 11

12 racterizando função emotiva, ficaremos parados lamentando o sofrimento alheio. Entretanto, se entendemos o grito como função apelativa corretamente classificado, logo nos prontificaremos a prestar auxílio. Função fática: É a função utilizada para abrir, fechar ou simplesmente testar o canal da comunicação. Pode ocorrer também como recurso para reforçar o envio da mensagem e sua recepção. Nas situações cotidianas, nem sempre carregamos de sentido específico as frases que construímos para iniciar uma comunicação. Nesses casos, ocorre igualmente função fática. Exemplos: Alô? Está me ouvindo? Câmbio. Olá. Oi. Tudo bem? Tudo. Pois é... Valeu... Vocês estão entendendo? Função metalingüística: É a função preocupada em explicar, esclarecer o código utilizado na comunicação. É quando a linguagem fala dela própria. Assim, uma gramática, um dicionário e uma explicação oral sobre o uso da língua são exemplos de função metalingüística. Também ocorre função metalingüística quando procuramos explicitar com outras palavras o que foi anteriormente dito. A metalinguagem não é exclusiva do código lingüístico. Pode ocorrer com imagens, quando um quadro representa o próprio ato de pintar, ou quando se filma o making of de um filme. Exemplos: As palavras podem ser usadas denotativa ou conotativamente. Foi acometido de uma febre epacmástica, ou seja, que se intensifica gradualmente. Como explicitado no parágrafo anterior... Bem, você não entendeu direito. O que pretendi dizer foi que... Função poética: É a função centrada na mensagem, buscando construí-la de forma original, criativa, inovadora, particularizando-a. A forma predomina sobre o conteúdo, muito embora seja ela, muitas vezes, que sintetiza o próprio conteúdo. Nesse sentido, é comum perceber o uso amplo de figuras de linguagem. 12

13 Vale lembrar, entretanto, que a função poética não é exclusiva da poesia ou do texto literário. Exemplos: O grande barato de se comprar um carro novo é não pagar caro por ele. A lua substituiu o sol na guarita do mundo. (Oswald de Andrade) A falta de estratégias colocou nossos índices de lucro num tobogã. ameixas / ame-as / ou deixe-as (Paulo Leminski) Função referencial: É a função centrada no contexto da comunicação, utilizada essencialmente para informar, dar conta das comunicações básicas do cotidiano, sem carregar qualquer juízo de valor do emissor. Um texto dissertativo, uma notícia de jornal, um livro de Administração e uma simples pergunta cotidiana são casos de função referencial. É a função mais utilizada na comunicação e é comum vê-la associada a outras funções. Exemplos: O que temos para almoçar hoje? Filé com fritas. Uma das grandes contribuições do avanço tecnológico reside na rapidez da comunicação. Governo anuncia perspectiva de deflação para o próximo mês. Vou à faculdade amanhã. É importante frisar que nenhuma função existe isoladamente, em estado puro. Elas aparecem combinadas em situação de hierarquia, podendo haver várias funções igualmente predominantes num mesmo texto. Exercício: Identifique as funções da linguagem predominantes nos trechos a seguir. a) Este instrumento tem por objeto estabelecer as principais condições e normas para o registro, a publicação e a manutenção de domínio na Internet sob o.br e para a utilização da base de dados do registro, sem prejuízo dos demais regulamentos instituídos pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. (Trecho de contrato) b) O dia esteve muito bonito, não é mesmo? c) Atenção, passageiros do vôo 755 da Global Airlines. Dirijam-se ao portão de embarque. 13

14 d) Os resultados do treinamento em segurança ficaram abaixo do esperado, ou seja, não houve diminuição dos acidentes de trabalho. e) O diretor solicitou a presença de todos com a maior urgência. Portanto, apressem-se! Não quero atrasos! f) Que o prêmio não seja um atributo da velhice, mas um tributo à competência. g) Durante a reunião, os líderes de equipe expõem as conclusões de seus relatórios; em seguida, abrimos para perguntas. Combinado? h) Nesta aula, vamos discutir o papel da função referencial na redação jurídica. Em seguida... enquanto esperamos o colega parar de conversar... vamos discutir as qualidades do texto legal. i) Primeira orientação para segurança de dados da empresa: não abra s contendo arquivos executáveis. j) Quem diria que os investimentos teriam resultados tão inesperados... Funções Sociais da Linguagem Em qualquer situação de comunicação, utilizamos a linguagem como prática social, uma vez que a fala (discurso) aponta traços distintivos quanto à intencionalidade, à sua construção e ao que se deseja no momento de sua produção e recepção. Assim, todo discurso traz aspectos construtivos: de identidades sociais, de relações interpessoais e de sistemas de valores e crenças. Como nosso objetivo aqui não é desenvolver um estudo aprofundado da análise do discurso, e sim utilizar alguns dos conceitos desenvolvidos por Halliday para aprimorar a competência textual e discursiva, devemos entender que o uso de tais conceitos se apóia na necessidade de conceber os discursos como passíveis de espelhar relações sociais, ideologias e efeitos sobre as estruturas sociais. Desse modo, a linguagem constrói a realidade, pois reflete as hierarquias e identidades sociais. São três as funções sociais da linguagem: ideacional ou de representação, interpessoal ou de troca, e textual ou de mensagem. 14

15 Função ideacional: Na função ideacional, o discurso carrega uma representação. Ao representar o mundo, por meio da linguagem, o emissor contribui para a construção de um sistema ideológico (crenças, conhecimentos). Todo discurso carrega em si valores assimilados pela vida em sociedade e traços culturais constituintes da ética do grupo social. A função ideacional aponta experiências de processos representadas na fala. Dessa forma, os seres humanos são capazes de entender a realidade que os cerca. A mera comunicação O juiz acabou de chegar ao tribunal representa o processo acabou de chegar, com o participante o juiz e a circunstância ao tribunal. Vejamos um exemplo simples em que a função ideacional vem carregada de juízo de valor, além da pura representação. Se um homem afirma: Ela pintou o cabelo, mas não ficou vulgar, em seu discurso está embutida a opinião e de certa forma um pensamento social de que mulheres que pintam o cabelo podem ter aparência vulgar. Cotidianamente, ainda é comum vermos falas marcadas com traços de preconceito e discriminação. Função interpessoal: Na função interpessoal, o discurso colabora com a construção das identidades (individuais e coletivas) e das relações sociais. Funciona como uma troca. Ao observar um diálogo entre pessoas de níveis hierárquicos diferentes, há marcas lingüísticas que apontam essa relação de subordinação. Frases como Sim, senhor, Pois não, Excelência denotam a subordinação hierárquica. Há possibilidades metafóricas na função interpessoal, e muitas vezes elas servem para diminuir o possível constrangimento do diálogo com forte marca de hierarquia social ou profissional. Assim, embora um chefe possa dizer ao seu funcionário Feche a porta, talvez seja mais fácil, para estreitar a relação interpessoal, utilizar uma metáfora do comando: É possível fechar a porta? Função textual: Relaciona-se com a forma como as informações são organizadas e estruturadas no texto. O discurso é uma mensagem, tem um significado próprio em função da forma como foi organizado. A função textual possibilita que os textos sejam construídos de maneira apropriada à situação a que se destinam, além de capacitar o leitor/receptor a diferenciar um conjunto de frases soltas de um texto ordenado e com sentido coerente. Ao lado da coerência, da precisão e riqueza vocabular, a coesão desempenha importante papel na composição textual. Essas qualidades serão estudadas nas unidades seguintes. Leia o texto a seguir para realizar os exercícios 1 e 2. 15

16 A Moça Tecelã Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. Uma casa melhor é necessária disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. Para que ter casa, se podemos ter palácio? perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. É para que ninguém saiba do tapete ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: 16

17 Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu. Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte. (Marina Colasanti) Exercício 1: Divida o texto em 4 partes, observando marcas textuais (tempos verbais, expressões equivalentes) para sua escolha. Dê um subtítulo de uma palavra para cada parte. Exercício 2: No texto da Marina Colasanti, destaque duas frases para analisar a função ideacional, duas para a função interpessoal e duas para a função textual. Exercício 3: Leia com atenção os dois textos a seguir para discussão em sala e posterior atividade de composição escrita. 17

18 Texto I O avanço da causa homossexual (Sylvia Mendonça do Amaral) SÃO PAULO - Recentes notícias veiculadas na mídia nacional demonstram, com nitidez, as transformações pelas quais vem passando nossa sociedade, entre elas, o crescimento do respeito à orientação sexual dos indivíduos. Três exemplos atuais comprovam o fato. O primeiro deles vem da região Nordeste, mais exatamente da Justiça de Pernambuco, que concedeu a uma homossexual o direito de receber pensão previdenciária em decorrência do falecimento de sua companheira. Decisão essa que segue entendimento já adotado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O segundo vem do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), que passou a reconhecer a união estável dos seus funcionários homossexuais e a possibilidade de que eles sejam inclusos como dependentes nos benefícios concedidos. A decisão veio da assessoria jurídica da pasta ao analisar pedido de um dos servidores do ministério que queria incluir seu companheiro como dependente. Embora a união estável entre pessoas do mesmo sexo não esteja prevista na Constituição brasileira, e não exista legislação que trate do assunto, a assessoria jurídica do MDA baseou sua decisão em outras já tomadas pela Justiça brasileira, ao interpretar conceitos constitucionais como o direito à igualdade. Por fim, o terceiro e último exemplo vem do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) notoriamente inovador com relação aos outros tribunais brasileiros quando se fala em causas homossexuais, ao reconhecer a união estável entre duas mulheres e determinar que a companheira viúva entre na partilha de bens. Essa postura do TJ-RS, que há pouco tempo era o único a reconhecer as uniões homoafetivas, foi determinante para que desembargadores de tribunais de outros estados passassem a decidir da mesma forma. É o que se evidencia da decisão proferida pelo juiz de primeira instância de Pernambuco. É evidente que tal decisão pode ser alterada quando for apreciada pelos desembargadores em segunda instância, mas não se pode deixar de considerá-la um avanço. Nesse sentido, também a recente decisão do TJ-RS deve ser vista como uma demonstração de firmeza em seu propósito de fazer justiça e inserir na sociedade um segmento marginalizado. São três decisões comprobatórias de que as relações homossexuais vêm sendo mais aceitas, seja pela sociedade em si, seja pelo Judiciário e agora, também, por um órgão governamental. Nada mais justo. As relações entre duas pessoas do mesmo sexo são relações de amor, companheirismo, afeto e tudo o mais que envolve as relações heterossexuais. Daí não poder haver qualquer distinção entre elas, sob pena da ocorrência da discriminação e violação de princípios constitucionais que garantem a todos os cidadãos o direito à igualdade, à privacidade, liberdade e tantos outros. Devemos considerar ainda que o fato de os casais homossexuais terem se exposto mais perante a sociedade também colaborou para que tivessem mais liberdade de pleitear seus direitos junto ao Poder Judiciário. A partir do momento em que expressam sua orientação sexual perante a sociedade, sentemse mais à vontade para buscar a igualdade dos direitos conferidos aos casais heterossexuais. A busca por esses direitos provoca reações no Poder Judiciário, que algumas vezes é levado a reconhecer tais uniões, sob pena de estar negando direitos a um segmento que também precisa de amparo e proteção, tal como conferido a todos os demais cidadãos. As decisões de primeira instância, cada vez mais freqüentes, impulsionam os tribunais superiores a adotarem posturas semelhantes, levados que são à reflexão sobre as condições dessa parcela da sociedade 18

19 e das relações homoafetivas. São essas decisões favoráveis aos homossexuais que fazem com que um dia possamos dizer que nossa sociedade é justa e age de acordo com os princípios da igualdade pregados pela Constituição Federal, nossa lei maior. Quarta-feira, 25 de janeiro de 2006 (Fonte: 7o acesso em 05/02/2006) 19

20 Texto II Uniões homoafetivas A busca pelo reconhecimento social e jurídico Data: 14/09/2005 Autor(a): Laila Menezes (*) Índice: 1. O Aspecto Social. 2. O Aspecto Jurídico A Adoção por Casal Homoafetivo A Jurisprudência dos Tribunais A Importância do Contrato de Convivência. 3. Conclusão. Bibliografia. Sites Consultados. 1 O aspecto social: A união homoafetiva é um fato incontestável e inexorável em nossa sociedade. Querer fingir a sua inexistência é no mínimo um enorme sinal da mais pura hipocrisia. Nossa sociedade já evoluiu em muitos aspectos, mas quando o tema a ser abordado é a opção sexual, ela mascara a situação, num ato por total homofóbico (aversão aos homossexuais ou ao homossexualismo), e trata de forma totalmente preconceituosa aqueles que decidem ter uma opção sexual diferente dos padrões da grande maioria. Grande tem sido a luta dos homossexuais, ditos como a minoria em nossa sociedade, que se engajam em ongs e outros grupos numa tentativa de reverter tão triste quadro social. Alvos de perseguições, brincadeiras de mau gosto e discriminações, são vítimas de uma sociedade, do qual fazem parte, mas que infelizmente prefere agir com preconceito a tratar de forma igualitária os diferentes. A família é a célula da sociedade. Basta analisarmos a forma como ela é constituída, para percebermos o quanto o preconceito perde o sentido, numa demonstração de enorme equívoco social. Uma família não se forma com a assinatura de um papel perante um juiz de paz ou com a celebração de uma cerimônia religiosa ou ainda com a realização de uma grande festa social. Uma família surge de um lindo sentimento chamado afeto. O afeto é que norteia qualquer relação entre pessoas que se unem e somado a muitos outros atributos como o respeito, a fidelidade e assistência recíproca é que irá fazer surgir a família. Então, não é apenas a união entre um homem e uma mulher casados que terá a faculdade de gerar uma família. A família é a realização plena do amor, podendo ser constituída pelo casamento, pela união estável, pelas famílias monoparentais (um pai ou mãe e um filho) e também pelas uniões homoafetivas. Seria de grande e profunda injustiça não reconhecer a união entre dois homens ou duas mulheres que por amor se unem e vivem com todos os atributos de um casal dito como normal. Acima de tudo, estas pessoas são seres humanos e a opção sexual delas não as torna menos honestas ou piores que os demais. Mas mais que isso, são cidadãos dignos, que trabalham, cumprem com seus deveres cívicos, pagam seus impostos, satisfazem suas obrigações e merecem todo o respeito por parte da sociedade em geral. Urge a necessidade de uma revisão destes conceitos que norteiam a nossa sociedade. Conceitos estes, ainda tão arcaicos e eivados de vícios, de hipocrisias e de discriminações. Uma sociedade só é justa se 20

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