CURSO SOBRE TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL PANORAMA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

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1 CURSO SOBRE TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL PANORAMA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

2 FUNÇÃO DOS TRIBUTOS FUNÇÃO FISCAL OU ARRECADATÓRIA; FUNÇÃO EXTRAFISCAL OU REGULATÓRIA

3 NECESSIDADE ARRECADATÓRIA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS AFETOS À ESFERA MUNICIPAL. AUMENTO CRESCENTE DAS NECESSIDADES PÚBLICAS.

4 ESTRUTURA NORMATIVA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO CONSTITUIÇÃO FEDERAL; LEI COMPLEMENTAR NACIONAL; LEI ORDINÁRIA DO ENTE TRIBUTANTE DOTADO DA COMPETÊNCIA; ATOS REGULAMENTARES.

5 COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA É DE NATUREZA POLÍTICA; É PRIVATIVA NO CONCERNENTE A IMPOSTOS; É INDELEGÁVEL; É FACULTATIVA.

6 COMPOSIÇÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL IMPOSTOS: IPTU, ITBI E ISS TAXAS: DE POLÍCIA, DE SERVIÇOS CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP

7 ESPÉCIES DE IMPOSTOS IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS INTER VIVOS IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA.

8 ESPÉCIES DE TAXAS TAXA PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS TAXA PELO USO DO PODER DE POLÍCIA.

9 ESPÉCIES DE CONTRIBUIÇÕES CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA.

10 MATÉRIA RESERVADA À LEI- PRINCÍPIO DA LEGALIDADE CRIAR OU AUMENTAR TRIBUTO SÓ POR LEI DO ENTE TRIBUTANTE; HÁ QUE DEFINIR SEUS ASPECTOS FUNDAMENTAIS: MATERIAL, TEMPORAL, ESPACIAL, PESSOAL, QUANTITATIVO, ETC.

11 IPTU ASPECTO MATERIAL HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA E FATO GERADOR (NÃO SÃO A MESMA COISA); POSSE, PROPRIEDADE, DOMÍNIO ÚTIL, DE BENS IMÓVEIS, POR NATUREZA OU ACESSÃO FÍSICA, LOCALIZADO NA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO.

12 IPTU ASPECTO TEMPORAL O MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO IPTU É O PRIMEIRO DIA DO ANO; EM ARACAJU, O CONTRIBUINTE PODERÁ PAGAR EM PARCELA ÚNICA, COM DESCONTO, OU PAGAR EM ATÉ 10 PARCELAS SEM DESCONTO.

13 IPTU ASPECTO ESPACIAL É A ZONA URBANA DO MUNICÍPIO DA LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL; PODE INCIDIR TAMBÉM O IPTU SOBRE IMÓVEIS LOCALIZADOS NAS ZONAS URBANIZÁVEIS, ATENDIDOS DETERMINADOS REQUISITOS.

14 IPTU ASPECTO PESSOAL O SUJEITO PASSIVO DO IMPOSTO: PROPRIETÁRIO; O POSSUIDOR; DETENTOR DO DOMÍNIO ÚTIL.

15 IPTU ASPECTO QUANTITATIVO O VALOR A RECOLHER DO IMPOSTO EM TELA É DECORRENTE DA CONJUGAÇÃO DE DUAS GRANDEZAS FUNDAMENTAIS: BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA; BASE DE CÁLCULO VALOR VENAL; ALÍQUOTA O PERCENTUAL INCIDENTE SOBRE O VALOR VENAL.

16 IPTU - SELETIVIDADE É O USO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS TENDO EM VISTA A LOCALIZAÇÃO E O USO DO IMÓVEL; USO: RESIDENCIAL, COMERCIAL, INDUSTRIAL, PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, ETC; LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL EM BAIRROS DE CLASSE ALTA, MÉDIA E BAIXA.

17 IPTU PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL PROGRESSIVIDADE NO TEMPO: FUNDAMENTO: DESESTIMULAR O MAU USO DA PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA; EVITA A CONCENTRAÇÃO IMOBILIÁRIA PARA A ESPECULAÇÃO; OBSERVAR LEI FEDERAL (ESTATUTO DAS CIDADES), LEI /2001.

18 IPTU PROGRESSIVIDADE FISCAL FUNDAMENTO A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU ECONÔMICA; BUSCA REALIZAR A VERDADEIRA JUSTIÇA TRIBUTÁRIA: QUEM TEM MAIS, PAGA MAIS E QUEM TEM MENOS, PAGA MENOS.

19 PLANTA DE VALORES É O INSTRUMENTO PELO QUAL SE TOMA POR BASE PARA REALIZAR O LANÇAMENTO DO IPTU; ESTÁ ASSENTADA NO PADRÃO DE CONSTRUÇÃO E NA LOCALIZAÇÃO DO IMÓVEL; NECESSITA DE LEI; DESNECESSIDADE DE RESPEITO À NOVENTENA

20 ITBI ASPECTO MATERIAL HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA E FATO GERADOR; INCIDE NA TRANSMISSÃO A QUALQUER TÍTULO, POR ATO ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS, SENDO A OPERAÇÃO REALIZADA ENTRE PESSOAS VIVAS.

21 ITBI ASPECTO TEMPORAL NO MOMENTO DO REGISTRO DO CARTÓRIO - FORMAL (ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL); NO MOMENTO DA EFETIVA TRANFERÊNCIA REAL DO IMÓVEL MATERIAL; SERIA POSSÍVEL, NA PROMESSA DE COMPRA E VENDA?

22 ITBI ASPECTO ESPACIAL O LOCAL DA OCORRÊNCIA DO FATO IMPONÍVEL; É DO MUNICÍPIO ONDE ESTÁ LOCALIZADO O BEM TRANSMITIDO; INDEPENDE DE ESTÁ LOCALIZADO EM ZONA URBANA OU RURAL.

23 ITBI ASPECTO PESSOAL O CONTRIBUINTE É QUEM A LEI DO MUNICÍPIO INDICAR; ALIENANTE OU ADQUIRENTE; CEDENTE OU CESSIONÁRIO; DE REGRA É O ADQUIRENTE OU O CESSIONÁRIO.

24 ASPECTO QUANTITATIVO O QUANTUM A RECOLHER RESULTA DA CONJUGAÇÃO DE DUAS GRANDEZAS FUNDAMENTAIS: BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA; PODE SER PROGRESSIVA COM BASE NO VALOR DO IMÓVEL? PODE SER PROGRESSIVA COM O FIM DE REALIZAR A F. SOCIAL DA PROPRIEDADE?

25 ITBI - IMUNIDADE TRANSMISSÃO EM REALIZAÇÃO DE CAPITAL; OPERAÇÕES SOCIETÁRIA DE FUSÃO, INCORPORAÇÃO, CISÃO OU EXTINÇÃO DE PESSOA JURÍDICA; OBSERVAR A ATIVIDADE DA EMPRESA (VENDA OU LOCAÇÃO DE PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA)

26 ITBI - NA PARTILHA DE BENS DO CASAL NA SEPARAÇÃO É POSSÍVEL A INCIDÊNCIA, DESDE QUE UM DOS SEPARANDOS FIQUE COM MAIS DE 50% DOS BENS IMÓVEIS E QUE ESTE EXCESSO SEJA ONEROSO; SENDO O EXCESSO NÃO ONEROSO, INCIDE ITCD.

27 BASE DE CÁLCULO: ITBI X IPTU VALOR VENAL X VALOR DA AVALIAÇÃO; INCIDE NA TRANSFERÊNCIA DE IMÓVEIS POR DA USUCAPIÃO?

28 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Lei Complementar Nacional nº 116/03 e Lei Municipais instituidoras do ISS 28

29 Introdução As novas regras para o ISS a partir do surgimento no mundo jurídico das leis nº 116/03 e leis municipais disciplinadoras. 29

30 Tópicos de discussão Fato gerador 2. Sujeito passivo do ISS contribuinte e responsável 3. Base de cálculo 4. Alíquota - mínimo e máximo 5. Lançamento ofício e homologado 6. Incidência / não-incidência / isenção / imunidade 7. Local da prestação 8. Retenção na fonte 9. Lista de serviços 10. Decadência e prescrição 11. Dívida ativa / certidão negativa / certidão positiva 12. Atividade mista ICMS ISS 13. Novas hipóteses de incidência

31 Fato Gerador Antes da Lei Complementar nº 116/03 o fato gerador do ISS era a prestação de serviços constantes da lista, por empresa ou profissional autônomo, com ou sem estabelecimento fixo. Após a lei citada o fato gerador passou a ser a prestação de serviços constantes da lista, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. 31

32 Sujeito Passivo contribuinte e responsável Contribuinte prestador do serviço. Responsável é o tomador do serviço, que deverá fazer a retenção do ISS, quando a lei assim atribuir. 32

33 Responsabilidade Tributária Responsabilidade por substituição Responsabilidade por transferência Responsabilidade por retenção A diferença entre responsabilidade tributária por substituição e responsabilidade tributária por retenção é que na primeira trata-se de obrigação tributária principal e na segunda, trata-se de obrigação tributária acessória.

34 Base de cálculo A base de cálculo é o valor do serviço. Quando se tratar de construção civil, do valor do serviço poderá ser deduzido o valor do material empregado na obra e o valor da subempreitada que já foi tributado pelo referido imposto. 34

35 Alíquota mínima e máxima Por disposição constitucional, a alíquota mínima do ISS é 2%, e por disposição legal a alíquota máxima ë 5%. 35

36 Lançamento ofício e homologado Quando o contribuinte do ISS for o profissional autônomo o lançamento é feito de ofício e quando o contribuinte não for profissional autônomo o lançamento será feito por homologação. O lançamento será sempre de ofício quando decorrer de uma apuração por meio de procedimento fiscalizatório. 36

37 Local da prestação A regra geral para efeito de incidência do ISS, continua sendo o local do estabelecimento prestador e a exceção, agora alargada, o local da efetiva prestação. Antes do surgimento da lei nº 116/03, a exceção se restringia à construção civil e ao pedágio. Agora, para todos os serviços constantes dos incisos I ao XXII do art. 3º da citada lei, o ISS passa a ser devido no local da prestação. 37

38 Retenção na fonte Na nova sistemática de incidência do ISS em que diversos serviços deixaram de ser tributado no local do estabelecimento e passaram a ser tributados no local da prestação, fez-se necessário atribuir-se ao tomador, a retenção na fonte do ISS, cujo contribuinte seja um prestador com estabelecimento em município diferente do município do tomador. 38

39 Lista de Serviços A lista anterior era composta por 101 itens. A lista atual é composta por 40 itens. Entretanto, estes itens são desmembrados em subitens. Verifica-se que houve uma alargamento no campo material de incidência do ISS, pois há novas hipóteses antes não previstas. 39

40 Decadência e prescrição Ocorrido o fato gerador, abre-se um prazo, regra geral de 5(cinco) anos, contados a partir do 1º dia do exercício seguinte par se fazer o lançamento. Caso o referido lançamento não seja feito neste prazo, ocorrerá a decadência. Constituído o crédito tributário de forma definitiva, abre-se um prazo de 05(cinco) anos, que poderá ser suspenso ou interrompido para judicialmente, efetuar a cobrança. 40

41 Dívida ativa / certidão negativa / certidão positiva 41 Cessado o prazo para pagamento do tributo lançado, ou exaurido o recurso na esfera administrativa, o crédito tributário será inscrito em dívida ativa. Tal inscrição gera a certidão da dívida ativa, título executivo extra judicial que instrumentaliza a fazenda pública para cobrança judicial. A certidão negativa atesta que o contribuinte está quite com suas obrigações fiscais junto ao Município. A certidão positiva atesta que o contribuinte tem pendências fiscais junto ao Município.

42 Atividade mista ICMS ISS 42 Existem três critérios que, bem entendidos não deixam margem a dúvidas quanto a separação da incidência do ISS relativo ao ICMS. 1º - fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na lista de serviços. 2º - prestação de serviços constantes da lista com a utilização de mercadorias insítas à prestação do serviço. 3º - prestação de serviços com a utilização de mercadorias em que a própria lista de serviços especifica que incide o ICMS sobre a mercadoria.

43 As novas hipóteses de incidência do ISS 43 A nova lista de serviços trouxe, no seu bojo, hipóteses de incidência que antes não existia, dentre elas citamos: Serviços de registros públicos, cartorários e notariais; Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners, adesivos e congêneres; Serviços de assistência social; Serviços de biblioteconomia; Serviços de meteorologia; Serviços de museologia, etc.

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