UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO-SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Letícia Magalhães Cagno

2 Rio de Janeiro, out LETICIA MAGALHÃES CAGNO Aluna do Curso de Especialização latu sensu em Clínica Médica de Pequenos HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Trabalho monográfico de conclusão do curso de Especialização latu sensu Clínica Médica de Pequenos Animais (TCC), apresentado à UCB como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Clinia Medica de Pequenos Animais, sob a orientação da Prof. Dra. Maria Angélica Dias. ii

3 Rio de Janeiro, out.2008 HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Elaborado por Leticia Magalhães Cagno Aluna do Curso de Especialização latu sensu Clínica Médica de Pequenos Animais Foi analisada e aprovada com grau:... Rio de Janeiro... de... de Membro... Membro Prof. Dra. Maria Angélica Dias Professora Orientadora iii

4 Rio de Janeiro, out 2008 SUMÁRIO Página Índice de figuras... v Resumo... vi Abstract... vii 1.Revisão de Literatura- HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Introdução Fisiologia do eixo Hipotálamo- Hipófise- Adrenal (HPA) Etiologia HAC Hipófise-Dependente (HPD) HAC Tumores Adrenocorticais-Dependentes (HAD) HAC Iatrogênico Predisposição Sinais Clínicos Diagnostico Anamnese Exame Físico Exames Laboratoriais Diagnóstico por Imagem Exame Histopatológico Testes Endócrinos iv

5 1.8 Diagnostico Diferencial Tratamento HAC Hipófise dependente HAC Adrenal Dependente CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS v

6 INDICE DE FIGURAS Figura 1: Esquema básico da fisiologia do eixo hipotálamo pituitária adrenal (HPA). (ETTINGER, 1999)...3 Figura 2: Ilustração da representação esquemática das diferentes camadas que constituem a glândula adrenal; Camada Cortical : A zona glomerulosa; B zona fasciculada; C zona reticulada; Camada Medular D. (BANKS, 1995)...4 Figura 3: Fotomicrografia de um corte histológico transversal da glândula adrenal mostrando suas diferentes regiões. (x 100). (BANKS, 1995)...5 Figura 4: Aspecto macroscópico de glândulas adrenais de cão, evidenciando em A glandula atrófica e, em B, hiperplasia glandular. (THOMSOM, 1990)...8 Figura 5: Aspecto macroscópico de um adenocarcinoma bilateral de glândulas adrenais de cão (THOMSOM, 1990)...9 Figura 6: Aspectos de cães com hiperadrenocorticismo, evidenciando a distensão abdominal acentuada com presença de comedos em A e, alopecia bilateral simétrica em tronco com profunda atrofia muscular em B. (MULLER et al., 1985)...12 Figura 7: Aspecto de um cão com hiperadrenocorticismo apresentando calcinose cutânea (MULLER et al., 1985)...17 Figura 8: Esquema mostrando eixo hipófise adrenal normal (1) e nos animais com adenoma de hipófise (2), neoplasia ardenocortical (3) e hiperadrenocorticismo iatrogênico (4), demonstrando o mecanismo de ação do teste de supressão com dexametasona (1, 2, 3) e do teste de estimulação com ACTH (4). (APTEKMANN et al., 2001)...28

7 CAGNO, Letícia Magalhães Hiperadrenocorticismo em Cães O hiperadrenocorticismo (HAC) ou Doença de Cushing manifesta sinais clínicos e anormalidades bioquímicas resultantes da exposição crônica ao excesso de glicocorticóides. O HAC pode surgir espontaneamente hipofisário eadrenocorticotrófico, ou ainda pela administração excessiva de glicocorticóides iatrogênico. O HAC hipofisário representa aproximadamente 80% dos casos de HAC em cães. O HAC de origem adrenal está relacionado com a presença de tumor (carcinoma/ adenoma) adrenocortical, que raras vezes é bilateral. Há também o HAC iatrogênico, que é resultado da administração excessiva de glicocorticóide. Geralmente acomete cães de meia idade a idosos, contudo no HAC hipofisário pode ocorrer em cães jovens. Os sinais mais comuns em hiperadrenocorticismo são: poliúria, polidipsia, polifagia, respiração ofegante, fraqueza da musculatura abdominal, alopecia, hiperpigmentação da pele, úlcera gástrica e pancreatite. Os testes realizados para confirmar o HAC são: teste da supressão com baixa dose de Dexametasona e teste da supressão com alta dose de Dexametasona. A dosagem de ACTH e cortisol são bastante importantes e também deverão ser realizadas. Atualmente o fármaco de escolha para o tratamento de HAC espontâneo é o Mitotano (Lisodren ), ele provoca necrose seletiva das zonas do córtex adrenal. O tratamento para o HAC adrenocortitrófico é indicado caso o tratamento cirúrgico não seja possível ou em caso de doença residual após adrenalectomia. vii

8 CAGNO, Leticia Magalhães Hyperadrenocorticismo in Dogs The hyperadrenocorticismo (HAC) or cushing disease manifest with clinicals signs and bioquimics anomalism resultants for the cronic exposicion of the corticosteroid. The HAC could appear spontaneous hypophisial e adrenocorticotrific, or for the excessive administration of corticosteroid. The HAC hypophisial represent something like 80% of cases of HCA in dogs. The HAC original of the adrenal it has a relation with tumor adrenocortical and sometimes is bilateral. They have another iatrogenic of HAC, resultant of excessive administration of glicocorticoid usually rappens in adults or old dogs, however in the hypophisial HAC could happens in young dogs. The signs more commons are: polyuria, polydipsia, polyphagia, breathless, weakness muscle, baldness, skin hiperpigmatation, gastric ulcer and pancreatit. Tests make of to confirm the HAC are: suppression test about lower demametasona and test of higher dexametasona level. The level of ACTH and cortisol are very important and will be maked. Actually the farmac choice for the treatement of spontaneous HAC is the mitotane, it promove the select necrosis of adrenal cortex zoen.the cases that the sugery is not possible or in residual deseases after adrenalectomy. 8

9 1.REVISÃO DE LITERATURA HIPERADRENOCORTICISMO CANINO 1.1 INTRODUÇAO O hiperadrenocorticismo (HAC) ou Síndrome de Cushing é uma endocrinopatia comum em cães e está associada ao excesso crônico de glicocorticóides. De acordo com sua etiologia, pode ser chamado de HAC espontâneo ou natural ou HAC iatrogênico (PETERSON, 2000; FELDMAN, 2000). 1.2 FISIOLOGIA DO EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL (HPA) O hipotálamo exerce controle sobre a secreção do hormônio corticotrófico (ACTH) pela hipófise, através do hormônio liberador de corticotrifina (CRH) de modo pulsátil. O ACTH vai estimular o córtex da adrenal a secretar glicocorticóides, mineralocorticóides, e esteróides andrógenos, sendo a função primária, a estimulação da secreção de glicocorticóides (FELDMAN, 1996). O feed-back negativo ocorre através da alta concentração de cortisol e glicocorticóide sintético sobre a secreção de ACTH, agindo no hipotálamo e hipófise através de dois mecanismos: a retroalimentação rápida que e sensível à velocidade de mudança na concentração de cortisol e, a retroalimentação lenta que é sensível à 9

10 concentração absoluta de cortisol. O próprio ACTH exerce feed-back negativo sobre sua própria secreção(feldman, 1996), (figura 1). Muitos tipos de tensão estimulam a secreção de ACTH, anulando as flutuações diárias normais. Tensões físicas, emocionais e químicas, como a dor, o traumatismo, hipóxia, hipoglicemia aguda, exposição ao frio, cirurgia e pirógenos, estimulam a secreção de ACTH e do cortisol (FELDMAN, 1996). Histologicamente o córtex da adrenal se divide em três zonas: a zona glomerulosa, que é a mais externa e produz aldosterona. A síntese de aldosterona é primariamente regulada pelo sistema renina-angiotensina e pelas concentrações séricas de potássio. A zona fasciculada, intermediária, é a mais espessa, onde são produzidos o cortisol e os andrógenos (Figura 2). A zona reticular, mais interna, produz também o cortisol e andrógenos. As duas últimas zonas são reguladas primariamente pelo ACTH. Os principais hormônios secretados pelo córtex adrenal são: cortisol, andrógenos e aldosterona. (FELDMAN, 1996). A ação da liberação de ACTH sobre o córtex da adrenal leva a rápida síntese e secreção de glicocorticóides. A estimulação crônica leva à hiperplasia e hipertrofia adrenocorticais. A deficiência de ACTH resulta numa diminuição da esteroidogênese, sendo acompanhada pela atrofia adrenocortical (FELDMAN, 1996). 10

11 Figura 1: Esquema básico da fisiologia do eixo hipotálamo pituitária adrenal (HPA). (ETTINGER, 1999). 11

12 A B C D Figura 2: Ilustração da representação esquemática das diferentes camadas que constituem a glândula adrenal; Camada Cortical : A zona glomerulosa; B zona fasciculada; C zona reticulada; Camada Medular D. (BANKS, 1995). 12

13 Figura 3: Fotomicrografia de um corte histológico transversal da glândula adrenal mostrando suas diferentes regiões. (x 100). (BANKS, 1995). 13

14 1.3 ETIOLOGIA Como descrito precedentemente, segundo a etiologia, o HAC pode ser classificado em: hipófise-dependente, neoplasia adrenocortical-dependente e em iatrogênico HAC Hipófise-Dependente (HPD) Segundo Feldman (2000) esta é a causa mais comum do distúrbio de ocorrência natural, respondendo por 85% dos casos. A secreção crônica excessiva de ACTH, geralmente secundária a microadenomas hipofisários, causa hiperplasia adrenocortical bilateral, o que culmina com um excesso de produção do hormônio cortisol pela região fasciculada das glândulas adrenais. Estes autores afirmam, ainda, que o HPD pode ser causado também por hiperplasia hipofisária e, secundariamente, por hiperplasia adrenocortical, ambas resultantes de um distúrbio hipotalâmico, o qual levaria a excessos na liberação do hormônio liberador do corticotropina (CRH). A inibição por retroalimentação do ACTH secretado por células hiperplásicas da hipófise por adenoma ou carcinoma é relativamente ineficaz (FELDMAN, 2000). A incidência publicada de tumores hipofisários varia efetivamente, uma vez que depende da competência e persistência do patologista, juntamente com possibilidades de microdissecação e de colocação do laboratório. A literatura acusa que mais de 90% dos 14

15 cães com HDP apresentam-se com tumores de pituitária. Cerca de 50% destes tumores são classificados em microadenomas, possuindo menos de três mm de diâmetro. Os tumores remanescentes, por sua vez classificados em macroadenomas, com mais de 1 cm diâmetro, podem exercer efeito compressivo e infiltrativo sobre outras estruturas adjacentes. (FELDMAN, 2000; PETERSON, 2000) HAC Tumores Adrenocorticais-Dependentes (HAD) Esses tumores são observados em aproximadamente 15% dos cães com Síndrome de Cushing espontâneo. Cerca de 50% dos tumores adrenocorticais bilaterais são benígnos. Tanto os adenomas quanto os carcinomas ocorrem autonomamente e secretam quantidades excessivas de cortisol, o que resulta em retroalimentação negativa crônica e, portanto, em atrofia do córtex da glândula adrenal contra-lateral (Figura 4). A secreção de cortisol é autônoma, entretanto muito dos tumores preservam receptores para o ACTH, respondendo, assim, à administração desses hormônios (GRECCO, 2000). Na prática médica veterinária, a condução da diferenciação entre os adenomas e os adenocarcinomas das adrenais é difícil, pois não há aspectos clínicos ou bioquímicos consistentes que auxiliem na diferenciação dos mesmos. Conforme reportam alguns autores, a característica considerada mais consistente, porém muito subjetiva, é que os carcinomas adrenocorticais tendem a ser maiores que os adenomas podendo assumir medidas maiores que a metade de um rim normal macroscopicamente (Figura 5). Estes 15

16 tumores, não encapsulados, que podem exibir pleomorfismo considerável, são altamente vascularizados e, não raro, pode-se observar a ocorrência de necrose, hemorragia, e degeneração cística associadas aos mesmos. Os carcinomas invadem as estruturas locais (rins, fígado, veia cava, aorta, e retroperitôneo) e produzem metástases hematogenamente no fígado e pulmões. No tocante aos adenomas da adrenal, estes autores reportam que geralmente são encapsulados e macroscopicamente invisíveis, variando entre um a seis cm de diâmetro (FELDMAN, 2000; GRECCO, 2000). 16

17 A B Figura 4: Aspecto macroscópico de glândulas adrenais de cão, evidenciando em A glândula atrófica e, em B, hiperplasia glandular. (THOMSOM, 1990). 17

18 Figura 5: Aspecto macroscópico de um adenocarcinoma bilateral de glândulas adrenais de cão (THOMSOM, 1990) HAC Iatrogênico É a forma de HAC mais comum em cães e ocorre devido à administração excessiva ou prolongada de corticosteróides, o que leva à atrofia da córtex das glândulas adrenais (NELSON; COUTO, 2006). 18

19 1.4 PREDISPOSIÇÃO O HAC espôntaneo é primariamente uma doença de cães de meia idade e mais idosos, no entanto pode acometer cães de 6 meses a 20 anos. Feldman (1996) e Birchard e Sherding (2008) afirmam que os cães das raças Poodle, Dachshund, Boston Terrier, Boxer, Beagle e Pastor Alemão têm maior predisposição a desenvolver esta endocrinopatia. Estes autores assumem, ainda, que 70% dos cães com tumores adrenais são fêmeas e, adicionalmente que 75% dos cães com HDP pesam menos de 20 kg, o que enfatiza o conceito de o HDP ocorre com mais freqüência em cães menores. 1.5 SINAIS CLÍNICOS Os sinais clínicos são seqüelas da combinação dos efeitos gliconeogênicos, lipolíticos, protéicos, antiinflamatórios e imunossupressivos dos hormônios glicocorticóides sobre diversos sistemas do organismo. O curso de afecção geralmente é insidioso e, portanto, lentamente progressivo, demorando assim para os proprietários perceberem mudanças significativas em seus animais. Tal fato, muitas vezes, atrasa a procura do Médico Veterinário, pois os respectivos proprietários acham que as alterações são devidas à idade. Muitas vezes quando o proprietário procura o Veterinário, este relata que alguns dos sinais iniciais apareceram cerca de 1 a 6 anos. Cães com tumores 19

20 adrenocorticais de rápido crescimento podem apresentar rápido surgimento dos sinais clínicos com conseqüente progressão efetiva da enfermidade. (FELDMAN, 2000) O distúrbio endócrino é caracterizado classicamente por poliúria, polidipsia, polifagia, sinais respiratórios, alopecia simétrica bilateral, pele fina e hipotônica, fraqueza musculatura esquelética e distensão abdominal. (MOONEY, 2000). Ademais, Feldman (1996) e Birchard e Sherding (2008) reportam as seguintes alterações, segundo os sistemas que se seguem: Aparência Geral: Animais apresentando abdômen pendular e distendido, alopecia bilateralmente simétrica com pelame opaco e seco, pele fina com áreas de hiperpigmentação, atrofia muscular e atrofia testicular (Figura 6); Sistema Urinário: Observa-se poliúria e polidipsia na maioria dos cães com HAD. Os glicocorticóides inibem ou interferem na ação do ADH (hormônio antidiurético) nos níveis dos túbulos renais, reduzindo a reabsorção renal de água, aumentando, assim, à taxa de filtração glomerular. Relatos adicionais acusam que cerca de 50% dos cães com HAD apresentam infecções do trato urinário com sinais associados de polaciúria, hematúria, estrangúria e bacteriúria; 20

21 B A Figura 6: Aspectos de cães com hiperadrenocorticismo, evidenciando a distensão abdominal acentuada com presença de comedos em A e, alopecia bilateral simétrica em tronco com profunda atrofia muscular em B. (MULLER et al., 1985) 21

22 Sistema Respiratório: Estados ofegantes são muito comuns e podem ser devidos à redução da complascência pulmonar, hipertensão pulmonar ou aos efeitos diretos do cortisol sobre os centros respiratórios, o que pode resultar em astenia dos músculos envolvidos na respiração. A maior pressão aplicada ao diafrágma (decorrente de acúmulo de gordura no abdômen e hepatomegalia) acentua ainda mais os distúrbios na mecânica da ventilação. Finalmente, não é incomum animais cushingóides apresentarem angústia respiratória causada por doença tromboembólica pulmonar. Sistema Cardiovascular: Os cães com HAC podem apresentar alterações significativas em relação à pressão sangüínea, ou seja, hipertensão, o que pode predispor ao tromboembolismo, glomeruloesclerose, hipertrofia ventricular direita, insuficiência cardíaca congestiva e deslocamento retiniano; Sistema Endócrino: Alguns cães com HAC podem desenvolver Diabetes Mellitos com sinais clínicos associados de polidipsia, perda de peso e polifagia. A Diabete induzida por esteróide é devido ao desenvolvimento de resistência celular à insulina, pois uma das propriedades do cortisol é a de antagonizar as ações de insulina interferindo, portanto, na sua ação no nível celular; 22

23 Sistema Nervoso Central (SNC) e Neuromuscular: A letargia é o distúrbio do SNC mais comum resultante do hiperadrenocorticismo. Esta pode associar-se a alta concentração de ACTH ou a efeitos do excesso do cortisol sobre as enzimas cerebrais ou na síntese de neurotransmissores. Andadura em círculos, ataques convulsivos e alterações comportamentais podem ser causados por efeitos compressivos de tumor hipofisário em expansão. A fraqueza muscular é comum e resulta da emaciação muscular secundária aos efeitos catabólicos do excesso de glicocorticóides. As alterações histológicas, ultra-estrutrurais e histoquímicas encontradas na musculatura de vários cães com HAD são características de miopatia degenerativa nãoinflamatória; Sistema Reprodutivo: A atrofia testicular e a infertilidade feminina relatadas, relacionam-se à baixas concentrações dos hormônios FSH e LH hipofisários resultantes do feedback negativo induzido pelas altas concentrações de cortisol circulantes; Pele e Anexos: A perda de pêlos é uma das preocupações mais comuns dos proprietários (Figura 6). Este problema lento e progressivo pode ter inicio com a perda de pêlos nos pontos de desgaste (como das áreas relacionadas às protuberâncias ósseas), terminando por envolver os flancos, períneo e abdômen, resultando em alopecia grave em que apenas a pelagem da cabeça e das extremidades distais são preservadas. Reportam-se que tal fato 23

24 ocorra devido à atrofia dos folículos pilosos e do aparelho pilossebáceo, o que altera, sobremaneira, a pilogênese. A pele adelgaçada, a cicatrização deficiente, a susceptibilidade à piodermatites e a calcinose cutânea (Figura 7) são achados típicos de HAC. Freqüentemente são detectados folículos obstruídos com queratina (comedos Figura 6). A fragilidade observada no caso da pele adelgaçada está também presente nos vasos sangüíneos em algumas cadelas submetidas a ovário-histerectomia, anos antes de apresentar HAC; Obesidade: É relatada como reclamação comum dos proprietários. Na verdade, os cães com HAC geralmente não ganham peso, pois ocorre uma redistribuição do tecido adiposo que se concentra na região do abdômen. Este fato associado à depleção da musculatura esquelética, responde pelo aspecto barrigudo assumido pela maioria dos cães cushingóides (Figura 6); Calcificação Ectópica: Pode envolver os anéis traqueais e paredes dos brônquios, rins e, raramente, artérias e veias calibrosas. Segundo a literatura, esta calcificação pode ser vista apenas histologicamente em alguns cães, e ocasionalmente poderá ser visível radiograficamente. Ademais, há relatos de ocorrência de ceratopatia em forma de faixa calcificada, caracterizada por opacidade cinza-esbranquiçada superficial da córnea. 24

25 1.6 DIAGNÓSTICO Quando há a suspeita de HAC o animal deve ser completamente avaliado antes dos testes endócrinos específicos serem realizados. Estes testes iniciais devem incluir exames clínicos, laboratoriais, ultrassonográficos, radiográficos (FELDMAN, 2000; MOONEY, 2000). Os resultados desses testes não garantem o diagnóstico já que inúmeras outras doenças podem apresentar achados semelhantes (FELDMAN, 2000). Neste sentido, deve-se considerar: Anamnese: Deve-se determinar se houve tratamento recente com glicocorticóides exógenos. As queixas mais comuns dos proprietários referem poliúria, polidipsia, polifagia e perda de pêlos; Exame Físico: A procura de um ou vários dos sinais clínicos precedentemente citados, característicos de HAC deve ser conduzida cautelosamente; Exames Laboratoriais: Hemograma: o achado hematológico mais comum é o leucograma de estresse, no qual pode-se observar neutrofilia, monocitose, linfopenia e eosinopenia. Ocasionalmente pode aparecer policetemia leve, devido aos problemas respiratórios com estimulação da hematopoiése medular. Trombocitose e hipersegmentação do 25

26 núcleo dos neutrófilos também podem ocorrer (FELDMAN, 2000; MOONEY, 2000). Glicose Sangüínea e Insulina Sérica: relatos acusam que cerca de 45% dos cães co HAC apresentam concentrações séricas de glicose alteradas, pois os glicocorticóides incrementam a gliconeogênese e diminuem a utilização periférica da glicose por antagonizar os efeitos da insulina (MOONEY, 2000). A incidência de Diabetes 26

27 Figura 7: Aspecto de um cão com hiperadrenocorticismo apresentando calcinose cutânea (MULLER et al., 1985). 27

28 Mellitus é consideravel dentre os animais que apresentam HAC, pois segundo Birchard e Sherding (2008), cerca de 10% dos pacientes podem desenvolver esta complicação endócrina. Em contrapartida, outros autores afirmam que menos da metade dos cães com HAC apresentam um aumento anormal da concentração de insulina sérica (HESS; WARD, 1988). Uréia e Creatinina Séricas: a diurese estimulada por glicocorticóides causa uma perda continua de uréia e creatinina pela urina, diminuindo as concentrações sericas dessas substâncias, fato que pode ser utilizado no diagnóstico diferencial de polidipsia e poliúria devidas à insuficiência renal (HESS; WARD, 1998). Alaninaminotransferase (ALT): afirma-se que em 90% dos casos esta enzima sérica está aumentada devido aos danos hepáticos causados por edema ou tumefação dos hepatócitos, acúmulo de glicogênio ou interferência com o fluxo sangüíneo hepático. Isso pode levar a necrose hepatocelular, aspecto significativo da hepatopatia causado por esteróides (MULLER et al., 1985; NELSON; COUTO, 2006; SHAW; IHLES et al., 1999). Fosfatase Alcalina (FA): geralmente está aumentada em 95% dos cães com HAC, contudo não há correlação entre esse aumento e a severidade do HAC. A FA aumenta como resultado do depósito de glicogênio hepático e vacuolização do trato biliar (MULLER et al., 1985; NELSON; COUTO, 1994; SHAW; IHLES et al., 1999). 28

29 Colesterol e Triglicérides: os glicocorticóides induzem lipólise causando o aumento na concentração sangüínea de lipídeos e colesterol. Cerca de 90% dos cães com HAC exibem concentrações plamáticas de colesterol aumentdas. A lipemia ou hipertrigliceridemia pode interferir com a correta avaliação de vários resultados dos testes clinicopatológicos. (FELDMAN, 1996). Eletrólitos: a hipofosfatemia tem sido reportada em um terço dos cães com HAC, devido à diminuição da absorção tubular renal desta eletrólito induzida pelos glicocorticóides (SHAW; IHLES et al., 1999). Apesar do pouco significado clinico aproximadamente 50% dos cães com HAD apresentam as concentrações de sódio aumentada e de potássio diminuída. A determinação sérica dos eletrólitos torna-se muito importante se um cão com HAC desenvolver anorexia, vômito ou diarréia, pois anormalidades eletrolíticas pronunciadas podem promover risco à vida. (FELDMAN, 2000). Amilase e Lipase: as concentrações séricas destas enzimas podem estar aumentadas nos quadros de pancreatite decorrentes de HAC, a qual é incomum nos cães. Se a pancreatite ocorrer, esta é geralmente secundária à lipemia, uma vez que estes cães podem apresentar polifagia e, ocasionalmente, ingerirem grandes quantidades de gordura. (FELDMAN, 1996). Urinálise: talvez este exame complementar possa apresentar um dos mais importantes parâmetros na avaliação de um cão suspeito de HAC. A densidade urinária revela-se tipicamente hipostenúrica (Densidade < 1.007), principalmente quando o cão tem livre acesso à água, o que ocorre em aproximadamente 85% dos 29

30 casos (GRECCO, 2000). A glicosuria ocorre em 5 a 10% casos. Proteinúria também pode ser observada, secundariamente à glomeruloesclerose A infecção do trato urinário ocorre em aproximadamente 50% dos cães com HAC, geralmente manifestada apenas por bacteriúria. Deve-se realizar a urocultura através de cistocentese, pois a hipostenúria pode prejudicar a identificação de bactérias e/ou células inflamatórias. São apontadas várias explicações para justificar esta maior susceptibilidade à infecção: o excesso de glicocorticóides pode induzir imunosupressão; a poliúria originando um notável volume de urina, que juntamente com a flacidez da musculatura, causa uma distensão crônica da bexiga, resultando em retenção urinária; a urina diluída aumenta a susceptibilidade à infecção do trato urinário inferior (GRECCO, 200; MOONEY, 2000; FELDMAN, 2000). Hormônios Tiroideanos: alguns sinais clínicos de hipotireoidismo sobrepõem-se com o HAC crônico, uma vez que tem sido relatado que o cortisol suprime a liberação do TSH pela hipófise, levando a um hipotireoidismo secundário.alterase também a ligação dos hormônios tiroideanos com as proteínas plasmáticas aumentando, assim, o metabolismo dos hormônios tiroideanos. Aproximadamente 70% dos cães com HAC apresentam hipotiroidismo secundário. Os testes de resposta ao TSH usualmente apresentam-se dentro da normalidade, podendo estar eventualmente diminuídos (FELDMAN, 2000) Hormônio do Crescimento (GH) e Hormônios Sexuais: os cães com HAC apresentam níveis diminuídos de GH sangüineo. As concentrações séricas de 30

31 gonadotrofinas, prolactina, testosterona, estrógeno e progesterona também podem estar diminuídos (FELDMAN, 2000; MOONEY, 2000). Fatores da Coagulação: o cão com HAC pode apresentar elevações significativas dos fatores de coagulação I (fibrinogênio), V, VII, IX e X, bem como nos níveis de antitrombina III e plasminogênio. Essas anormalidades podem predispor o paciente a hipercoagulabilidade e tromboembolismo. (SCOTT et al., 1996) Diagnóstico por Imagem: Radiografias do tórax e a ultra-sonografia do abdômen devem ser utilizadas na busca de alterações consistentes com o diagnóstico de HAC (FELDMAN, 2000). Radiografia: no HAC observa-se contraste abdominal intenso, secundário à elevada distribuição de gordura no abdômen. Aproximadamente 80 a 90% dos cães apresentam hepatomegalia causada por hepatopatia esteróide. A distensão da bexiga pode ser vista radiograficamente secundária ao estado poliúrico. (FELDMAN, 2000; GRECCO, 2000)). Uma massa em adrenal talvez seja o achado mais importante, mas ou menos comum em radiografias abdominais. A identificação da massa ocorre raramente, pois somente 10 a 20% dos cães com HAC espontâneo apresentam tumor adrenocortical, e somente 50% desses tumores encontram-se calcificados, permitindo a visualização radiográfica, tal como reporta Feldman (2000). Os adenomas e carcinomas são calcificados em números relativamente iguais. Em aproximadamente 15% dos cães com HAC a osteoporose 31

32 pode estar presente nos corpos vertebrais lombares, com uma distinta redução na densidade radiográfica. Os glicocorticóides possuem um efeito catabólico sobre a matriz óssea, pois aumentam a excreção urinária de cálcio, e inibem a absorção gastrintestinal desta substância pela interferência com a ação da vitamina D, causando, assim e depleção da matriz óssea mineral. A calcinose cutânea e a calcificação subcutânea podem ser visualizadas radiograficamente em 10 a 20% dos cães com HAC. Uma pequena porcentagem de cães apresenta calcificação distrófica envolvendo a pelve renal, o fígado, a mucosa gástrica e a aorta. A calcificação ectópica freqüentemente envolve os anéis traqueais e os brônquios. As radiografias devem ser avaliadas em busca de evidência de metástases pulmonares de carcinoma adrenocortical, que podem se desenvolver em pequena porcentagem desses cães. Outra principal preocupação é o tromboembolismo pulmonar (FELDMAN, 2000; GRECCO, 2000; MOONEY, 2000). Ultra-sonografia (US): as adrenais de cães normais são observadas com sucesso em cerca de 85 a 90% destes exames. Devido à sobreposição dos intestinos e fígado e, adicionalmente, ao fato de que o rim esquerdo está localizado caudalmente ao direito, a adrenal esquerda é mais facilmente visualizada. Em casos de HAC a ultrasonografia tem função de avaliação de rotina do abdômen, em busca de anormalidades inesperadas (cálculos urinários, massas, cistos), busca de metástases hepáticas ou em outros órgãos, invasão tumoral da veia cava ou outra estrutura e compressão dos tecidos adjacentes por um tumor, caso seja identificado tumor adrenal. Assume importância salutar na avaliação das dimensões e morfologia das 32

33 adrenais (PETERSON, 2000). Segundo Feldman (1996), a comparação do tamanho de cada glândula adrenal é útil na diferenciação de HHD da HAD. O HHD causa hipoplasia adrenocortical bilateral e há dilatação quase simétrica de ambas as glândulas adrenais. O HAD produz atrofia adrenocortical da glândula controlateral não acometida, resultando em assimetria em relação aos tamanhos das glândulas adrenais. A glândula apresentando o tumor é maior enquanto a glândula controlateral é de tamanho normal ou não identificável. A não identificação de uma ou ambas as adrenais em um cão com HAC é mais consistente com HAD (MOONEY, 2000). Com a sofisticação dos meios de diagnóstico auxiliares para avaliação do abdômen, anormalidades anteriormente não suspeitadas estão sendo identificadas com freqüência cada vez maior. Cães com evidência clínica de HAC apresentando massa adrenal devem ser avaliados para a possibilidade do tumor adrenocortical. Tumografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM): Pode-se utilizar TC e imagem de RM para avaliar tamanho e simetria das glândulas adrenais e determinar o macroadeoma hipofasário. Os tumores hipofisários com diâmetros maiores que um cm (macroadenomas ou macrocitomas) são relativamente facéis de definir na TC. Pode-se identificar os microadenomas hipofisários se eles se posicionarem idealmente ou se atingirem um cm de diâmetro (BIRCHARD; SHERDING, 2008) Exame Histopatológico: 33

HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES

HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Veruska Martins da Rosa 1, Caio Henrique de Oliveira Carniato 2, Geovana Campanerutti Cavalaro 3 RESUMO: O hiperadrenocorticismo

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Hiperadrenocorticismo canino: relato de caso

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Hiperadrenocorticismo canino: relato de caso PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Hiperadrenocorticismo canino: relato de caso Mariane Pacheco dos Santos 1, Gabriela Morais Madruga 2, Renato Linhares Sampaio 3, Rodrigo Supranzetti

Leia mais

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Cecilia Sartori Zarif Residente em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais da UFV Distúrbio do Pâncreas Endócrino Diabete Melito

Leia mais

O que é HAC? Hiperadrenocorticismo em cães: diagnóstico e tratamento. Fisiologia glândula adrenal. Tipos de HAC 01/10/2013

O que é HAC? Hiperadrenocorticismo em cães: diagnóstico e tratamento. Fisiologia glândula adrenal. Tipos de HAC 01/10/2013 O que é HAC? Hiperadrenocorticismo em cães: diagnóstico e tratamento Profa. Mestre Leila Taranti Veterinária da equipe NAYA Endocrinologia& VESP DocenteFundaçãoMunicipal de EnsinoSuperior de Bragança Paulista(FESB)

Leia mais

10/09/2015. Glândula pineal. Hormônio Melatonina : produzido à noite, na ausência de luz. Crescimento; Regulação do sono; CONTROLE HORMONAL

10/09/2015. Glândula pineal. Hormônio Melatonina : produzido à noite, na ausência de luz. Crescimento; Regulação do sono; CONTROLE HORMONAL Glândulas endócrinas e tecidos que secretam hormônios; Coordena funções do organismo CONTROLE HORMONAL S. Nervoso + S. endócrino = Homeostase Mensageiros químicos; Atuam em um tecido ou órgão alvo específico;

Leia mais

Principal função exócrina = produção, secreção e estoque de enzimas digestivas (gordura, proteínas e polissacarideos) Cães: Possuem dois ductos

Principal função exócrina = produção, secreção e estoque de enzimas digestivas (gordura, proteínas e polissacarideos) Cães: Possuem dois ductos Principal função exócrina = produção, secreção e estoque de enzimas digestivas (gordura, proteínas e polissacarideos) Cães: Possuem dois ductos pancreáticos (principal e acessório) Gatos: Ducto biliar

Leia mais

Hipertensão arterial. Casos clínicos. A. Galvão-Teles 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS

Hipertensão arterial. Casos clínicos. A. Galvão-Teles 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS 22º CURSO NEDO PÓS-GRADUADO DE ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA EM CASOS CLÍNICOS Casos clínicos Hipertensão arterial A. Galvão-Teles Viseu, Outubro de 2012 Caso Clínico 1 Motivo consulta: Bócio Mulher de

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Diego Ceolin INTRODUÇÃO Função: Atua juntamente com o sistema nervoso para o equilíbrio corporal ( Homeostase ) HOMEOSTASE Tendência permanente do organismo manter a constância

Leia mais

ALTERAÇÕES LABORATORIAIS OCASIONADAS PELO HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES E GATOS : UMA REVISÃO.

ALTERAÇÕES LABORATORIAIS OCASIONADAS PELO HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES E GATOS : UMA REVISÃO. INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA CURSO DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA ALTERAÇÕES LABORATORIAIS OCASIONADAS PELO HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES E GATOS : UMA REVISÃO. Vanessa

Leia mais

Corticóides na Reumatologia

Corticóides na Reumatologia Corticóides na Reumatologia Corticóides (CE) são hormônios esteróides produzidos no córtex (área mais externa) das glândulas suprarrenais que são dois pequenos órgãos localizados acima dos rins. São produzidos

Leia mais

INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS

INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS DANIELA PAULO POLI HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES São Paulo 2007

Leia mais

HIPERADRENOCORTICISMO CANINO

HIPERADRENOCORTICISMO CANINO UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CLÍNICA MEDICA EM PEQUENOS ANIMAIS HIPERADRENOCORTICISMO CANINO MARIA

Leia mais

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Sistema endócrino + Sistema nervoso integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Conjunto de glândulas endócrinas que secretam hormônio Relembrando Glândulas que liberam

Leia mais

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas.

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Fisiologia Animal Excreção Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Sistema urinario Reabsorção de açucar, Glicose, sais, água. Regula volume sangue ADH: produzido pela

Leia mais

+ + - + + Hormônios da Hipófise 30/06/2010. Patologia do Sistema Endócrino. Prof. Dr. Raimundo Alberto Tostes

+ + - + + Hormônios da Hipófise 30/06/2010. Patologia do Sistema Endócrino. Prof. Dr. Raimundo Alberto Tostes UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA VETERINÁRIA Patologia do Sistema Endócrino Prof. Dr. Raimundo Alberto Tostes Patologia do Sistema Endócrino

Leia mais

Glândulas endócrinas:

Glândulas endócrinas: SISTEMA ENDOCRINO Glândulas endócrinas: Funções: Secreções de substâncias (hormônios) que atuam sobre célula alvo Regulação do organismo (homeostase) Hormônios: Substâncias químicas que são produzidas

Leia mais

PAULA MARTINELLI KIRHAKOS HIPERADRENOCORTICISMO CANINO

PAULA MARTINELLI KIRHAKOS HIPERADRENOCORTICISMO CANINO PAULA MARTINELLI KIRHAKOS HIPERADRENOCORTICISMO CANINO CENTRO UNIVERSITÁRIO FMU SÃO PAULO 2008 PAULA MARTINELLI KIRHAKOS HIPERADRENOCORTICISMO CANINO Aluna do curso de Medicina Veterinária, do centro universitário

Leia mais

ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL

ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL ZOOLOGIA E HISTOLOGIA ANIMAL Sistema Endócrino Prof. Fernando Stuchi Introdução Os mensageiros químicos do corpo (hormônios) são produzidos pelas glândulas endócrinas ou glândulas de secreção interna,

Leia mais

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses PERFIL PANCREÁTICO Prof. Dr. Fernando Ananias MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses 1 DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE Maltose Glicose + Glicose Cereais Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar Lactose Glicose

Leia mais

Sistema Endócrino: controle hormonal

Sistema Endócrino: controle hormonal Sistema Endócrino: controle hormonal Todos os processos fisiológicos estudados até agora, como digestão, respiração, circulação e excreção, estão na dependência do sistema que fabrica os hormônios. O sistema

Leia mais

GLICOCORTICÓIDES PRINCIPAIS USOS DOS FÁRMACOS INIBIDORES DOS ESTERÓIDES ADRENOCORTICAIS

GLICOCORTICÓIDES PRINCIPAIS USOS DOS FÁRMACOS INIBIDORES DOS ESTERÓIDES ADRENOCORTICAIS GLICOCORTICÓIDES - Hormônios esteroidais: Hormônios sexuais e Hormônios do Córtex da Adrenal. - Hormônios do Córtex da Adrenal: o Adrenocorticosteróides [glicocorticóides e (cortisol) e Mineralocorticóides

Leia mais

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi Sistemas Excretores Definição Para manutenção da vida de um organismo animal, todo alimento e substancia que são digeridas, as células absorvem os nutrientes necessários para o fornecimento de energia.

Leia mais

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros

Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros Bases Moleculares da Obesidade e Diabetes Síndromes que Causam Obesidade Prof. Carlos Castilho de Barros http://wp.ufpel.edu.br/obesidadediabetes/ Fígado Estômago e Intestino delgado Localização Córtex

Leia mais

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA E POSOLOGIA DO TRILOSTANO MANIPULADO EM CÃES COM HIPERADRENOCORTICISMO ESPONTÂNEO

TÍTULO: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA E POSOLOGIA DO TRILOSTANO MANIPULADO EM CÃES COM HIPERADRENOCORTICISMO ESPONTÂNEO TÍTULO: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA E POSOLOGIA DO TRILOSTANO MANIPULADO EM CÃES COM HIPERADRENOCORTICISMO ESPONTÂNEO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: MEDICINA VETERINÁRIA

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 7: Suprarrenal e tireoide Prof. Carlos Castilho de Barros Algumas pessoas podem apresentar distúrbios que provocam a obesidade. Estórias como Eu como pouco mas continuo

Leia mais

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária Diabetes Mellitus em animais de companhia Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária O que é Diabetes Mellitus? É uma doença em que o metabolismo da glicose fica prejudicado pela falta ou má absorção

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Endócrino. Profa. Valdirene Zabot Unochapecó

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Endócrino. Profa. Valdirene Zabot Unochapecó Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Endócrino Profa. Valdirene Zabot Unochapecó Sistema de Comunicação Corpórea: Endócrino Nervoso Produtos = Hormônios: ajudam a enviar informações para outras células

Leia mais

SÍNDROME DE CUSHING IATROGÊNICA EM CÃO: RELATO DE CASO IATROGENIC CUSHING'S SYNDROME IN DOG: A CASE REPORT

SÍNDROME DE CUSHING IATROGÊNICA EM CÃO: RELATO DE CASO IATROGENIC CUSHING'S SYNDROME IN DOG: A CASE REPORT SÍNDROME DE CUSHING IATROGÊNICA EM CÃO: RELATO DE CASO IATROGENIC CUSHING'S SYNDROME IN DOG: A CASE REPORT Diomedes Fontenele FERREIRA FILHO Acadêmico do curso de Medicina Veterinária das Faculdades INTA,

Leia mais

Boletim Informativo 2-2007. Estamos disponibilizando as matérias sobre a especialidade de endocrinologia, a primeira trata

Boletim Informativo 2-2007. Estamos disponibilizando as matérias sobre a especialidade de endocrinologia, a primeira trata PEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS NNO VVO LLAABBO RRAATTÓ RRI IO DD EE AANNAATTOMI IIAA PPAATTOLLÓGI IICAA Estamos comunicando com satisfação nossos novos serviços na especialidade

Leia mais

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22 Sistema endócrino Apostila 3 Página 22 Sistema mensageiro Hormônios: informacionais, produzidas pelas glândulas endócrinas e distribuídas pelo sangue. Órgão-alvo: reage ao estímulo do hormônio. Sistema

Leia mais

Tumores mamários em cadelas

Tumores mamários em cadelas Novos Exames Estamos colocando a disposição de todos o Teste de Estimulação ao ACTH que é usado para identificar e acompanhar o tratamento do hipoadenocorticismo e hiperadrenocorticismo em cães e gatos.

Leia mais

Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br

Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br Síndrome que abrange uma série de doenças de etiologia diferente e clinicamente heterogêneas, que se caracterizam pela

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

Sistema Endócrino. Introdução. Glândulas e suas secreções. 1. Hipotálamo: 2. Hipófise anterior (adeno-hipófise):

Sistema Endócrino. Introdução. Glândulas e suas secreções. 1. Hipotálamo: 2. Hipófise anterior (adeno-hipófise): Introdução Sistema Endócrino O sistema endócrino é composto por um grupo de tecidos especializados (glândulas) cuja função é produzir e liberar na corrente sanguínea substâncias chamadas Hormônios. Os

Leia mais

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias

Hipófise. 1.1. Relações anatômicas. Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino. Remoção cirúrgica morte 1 a 2 dias 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SISTEMA HIPOTÂMICO HIPÓFISÁRIO 1.1. Relações anatômicas Hipófise Hipotálamo interface entre os sistemas nervoso e endócrino Infundíbulo Controla a função hipofisária através

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional Tipos de Diabetes Diabetes Gestacional Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Ciências Aeronáuticas. Sistema Endócrino. Prof. Raimundo Júnior M.Sc.

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Ciências Aeronáuticas. Sistema Endócrino. Prof. Raimundo Júnior M.Sc. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Ciências Aeronáuticas Sistema Endócrino Prof. Raimundo Júnior M.Sc. Sistema Hormonal atua como um sistema de controle e regulação (assim como o

Leia mais

Hipotiroidismo Canino. Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado

Hipotiroidismo Canino. Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado Hipotiroidismo Canino Realizado por : Joana Lourenço Vasco Machado O que é uma glândula? Órgão que tem como função produzir uma secreção específica e eliminá-la do organismo, ou lançá-la no sangue ou na

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

ASPECTOS CLÍNICOS DA SÍNDROME DE CUSHING EM CÃES - REVISÃO DE LITERATURA

ASPECTOS CLÍNICOS DA SÍNDROME DE CUSHING EM CÃES - REVISÃO DE LITERATURA 1 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO BARBARA VARELA G. M. DOS REIS ASPECTOS CLÍNICOS DA SÍNDROME DE CUSHING EM CÃES - REVISÃO DE LITERATURA RECIFE - PE 2009 2 BARBARA VARELA GRANJA MARCONDES DOS

Leia mais

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea N o 35 Março 2015 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. Drª. Luciene

Leia mais

Estrutura adrenal. Função da medula adrenal. Função da medula adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal

Estrutura adrenal. Função da medula adrenal. Função da medula adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal. Funções do córtex adrenal Estrutura adrenal Função da medula adrenal O córtex compreende a zona glomerulosa, secretora dos minelocorticóides, e a zona reticulada, secretora de glicocorticóides e dos androgênios adrenais. A medula

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RENAL 01. A sudorese (produção de suor) é um processo fisiológico que ajuda a baixar a temperatura do corpo quando está muito calor ou quando realizamos uma atividade

Leia mais

ADRENAL subdivisões da glândula adrenal

ADRENAL subdivisões da glândula adrenal Função adrenal ADRENAL A glândula adrenal é uma glândula endócrina (secreta hormonas na corrente sanguínea, as quais são mensageiros químicos dentro do corpo) localizada na superfície anterior do rim.

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ CUSTO ENERGÉTICO DA GRAVIDEZ CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL SÍNTESE DE TECIDO MATERNO 80.000 kcal ou 300 Kcal por dia 2/4 médios 390 Kcal depósito de gordura- fase

Leia mais

EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DE PUBERDADE PRECOCE

EXAMES PARA DIAGNÓSTICO DE PUBERDADE PRECOCE Data: 04/12/2013 NOTA TÉCNICA 242 /2013 Solicitante: Des. Vanessa Verdolim Hudson Andrade Número do processo: 1.0433.13.017726-7/001 Medicamento Material Procedimento Cobertura X EXAMES PARA DIAGNÓSTICO

Leia mais

ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA

ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA 1 ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA 1- As glândulas adrenais têm uma das mais altas taxas de fluxo sanguíneo por grama de tecido do organismo, sendo que o córtex abrange 80% e a medula, 20% do órgão.

Leia mais

Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária e Zootecnia. Endocrinopatias

Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária e Zootecnia. Endocrinopatias Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária e Zootecnia Endocrinopatias MSc. Saura Nayane de Souza O sistema endócrino é constituído por glândulas localizadas em todo o corpo, que secretam hormônios

Leia mais

HIPOTIROIDISMO. O que é??? Fisiologia tiróide. Etiologia. Hipotiroidismo primário 01/10/2013. Profa. Leila Taranti leilataranti@gmail.

HIPOTIROIDISMO. O que é??? Fisiologia tiróide. Etiologia. Hipotiroidismo primário 01/10/2013. Profa. Leila Taranti leilataranti@gmail. HIPERTIROIDISMO X HIPOTIROIDISMO HIPOTIROIDISMO Profa. Leila Taranti leilataranti@gmail.com 1 2 O que é??? Fisiologia tiróide Deficiência dos hormônios tiroidianos (T3 = triiodotironina e T4= tiroxina)

Leia mais

SISTEMA URINÁRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA URINÁRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA URINÁRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA URINÁRIO Conjunto de órgãos e estruturas responsáveis pela filtração do sangue e consequente formação da urina; É o principal responsável pela eliminação

Leia mais

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas Instituto Biomédico Departamento de Fisiologia e Farmacologia Disciplina: Fisiologia II Curso: Medicina Veterinária Pâncreas Endócrino Prof. Guilherme Soares Ilhotas Células A (25%) Glucagon Células B

Leia mais

TIREÓIDE E PARATIREÓIDE

TIREÓIDE E PARATIREÓIDE Disciplina de Fisiologia Veterinária TIREÓIDE E PARATIREÓIDE Prof. Fabio Otero Ascoli Localização: TIREÓIDE Caudalmente à traquéia, na altura do primeiro ou segundo anel traqueal Composição: Dois lobos,

Leia mais

Sistema endócrino I. As células produtoras de hormônios estão geralmente reunidas em órgãos denominados glândulas endócrinas.

Sistema endócrino I. As células produtoras de hormônios estão geralmente reunidas em órgãos denominados glândulas endócrinas. RESUMO DE AULA Sistema endócrino I O funcionamento e equilíbrio fisiológico do corpo humano dependem em parte da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos denominados de hormônios.

Leia mais

Como abordar um paciente nefropata

Como abordar um paciente nefropata Como abordar um paciente nefropata Filtra o plasma Reduz o volume do filtrado Altera sua composição!! Secreção / Reabsorção Mantem a homeostase corporal Sódio, potássio e ácidos Clearence da água livre

Leia mais

SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados

SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados SISTEMA EXCRETOR (URINÁRIO) RIO) Rins: morfologia e funcionamento Regulação hormonal Distúrbios mais comuns Excreção de compostos nitrogenados Regulação osmótica SISTEMA URINÁRIO HUMANO adrenal Veia cava

Leia mais

Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Sistema Endócrino Mensagem Química: Hormônios Os hormônios são substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Introdução Boa parte do funcionamento do corpo humano depende da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos que viajam pelos sangue. Conjunto de células produtoras de hormônios. Hormônios

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO - HORMONAL

SISTEMA ENDÓCRINO - HORMONAL SISTEMA ENDÓCRINO - HORMONAL As funções corporais são reguladas por dois grandes sistemas de controle: 1. Sist. Nervoso 2. Sist. Hormonal ou Endócrino envolvido com: - diferentes funções metabólicas -

Leia mais

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Cetoacidose Diabética Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Complicações Agudas do Diabetes Mellitus Cetoacidose diabética: 1 a 5% dos casos de DM1 Mortalidade de 5% Coma hiperglicêmico

Leia mais

Degeneração Gordurosa (esteatose, lipidose):

Degeneração Gordurosa (esteatose, lipidose): DEGENERAÇÃO: São alterações celulares, geralmente reversíveis quando o estímulo cessa, e que podem ou não evoluir para a morte celular. O citoplasma apresenta-se lesionado, com acúmulo de substâncias exógenas

Leia mais

HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO

HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO HIPOTIROIDISMO INTRODUÇÃO Deficiência hormonal mais comum Produção ou ação deficiente dos hormônios tiroidianos Prevalência de 2 a 3% na população geral Mais comum em mulheres (10:1), idosos e brancos

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica. Aula Teórica: Hormônios I

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica. Aula Teórica: Hormônios I Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências Biológicas Departamento de Bioquímica Aula Teórica: Hormônios I Disciplina: Bioquímica Curso: Ciências Farmacêuticas Priscilla Stela Santana de Oliveira

Leia mais

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA QUESTÃO 21 Em relação ao metabolismo do iodo e dos hormônios tireoidianos, é correto afirmar, EXCETO: a) A biossíntese dos hormônios tireoidianos

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Boletim Informativo 7 e 8-2009

Boletim Informativo 7 e 8-2009 PPEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS BBOAASS DDI IICAASS PPAARRAA OSS EEXXAAMEESS DDEE LLAABBORRAATTÓRRI IIO CLLÍ ÍÍNNI IICO Vamos resumir aqui algumas perguntas freqüentes e interessantes

Leia mais

Rivastigmina (Port.344/98 -C1)

Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Alzheimer DCB: 09456 CAS: 129101-54-8 Fórmula molecular: C 14 H 22 N 2 O 2.C 4 H 6 O 6 Nome químico: (S)-N-Ethyl-3-[(1-dimethylamino)ethyl]-N-methylphenylcarbamate hydrogen

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Me. Leandro Parussolo Sistema Endócrino Função de garantir o fluxo de informações entre diferentes cells, permitindo a integração funcional de todo o organismo; Garantir a reprodução;

Leia mais

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli Disciplina de Fisiologia Veterinária GH e PROLACTINA Prof. Fabio Otero Ascoli GH Sinônimos: Hormônio do crescimento ou somatotrópico ou somatotropina Histologia: Em torno de 30 a 40% das células da hipófise

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

Adrenais e Pâncreas endócrino. Ms. Roberpaulo Anacleto

Adrenais e Pâncreas endócrino. Ms. Roberpaulo Anacleto Adrenais e Pâncreas endócrino Ms. Roberpaulo Anacleto Anatomia Adrenal Z. Glomerular Aldosterona Cortex Z.Fasciculada Cortisol Z. Reticular Andrógenos Introdução Os Incidentalomas são tumores achados incidentalmente,

Leia mais

Lista de Exercícios. Aluno(a): Nº. Pré Universitário Uni-Anhanguera. Disciplina: Biologia

Lista de Exercícios. Aluno(a): Nº. Pré Universitário Uni-Anhanguera. Disciplina: Biologia Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Mário Neto Série: 2 Ano Disciplina: Biologia 1) (Fuvest-1998) Uma jovem que sempre foi saudável chegou a um hospital em estado

Leia mais

Hirsutismo / Hiperandrogenismo na adolescente

Hirsutismo / Hiperandrogenismo na adolescente Hirsutismo / Hiperandrogenismo na adolescente Teresa Borges Unidade de Endocrinologia Pediátrica Centro Hospitalar do Porto Curso Inverno Sociedade Portuguesa de Pediatria Caramulo 24/02/2013 Manifestações

Leia mais

Insuficiência Supra-Renal Aguda. Ana Baptista Setembro de 2010 Estágio Complementar de Medicina Interna UC.I. C.H.B.A.

Insuficiência Supra-Renal Aguda. Ana Baptista Setembro de 2010 Estágio Complementar de Medicina Interna UC.I. C.H.B.A. Insuficiência Supra-Renal Aguda Ana Baptista Setembro de 2010 Estágio Complementar de Medicina Interna UC.I. C.H.B.A. Anatomia As duas glândulas adrenais localizam-se na parte superior dos rins Cercadas

Leia mais

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo:

As principais causas de diabetes insípidus central são tumores que acometem a região hipotalâmica hipofisária, como por exemplo: Diabetes insípidus O que é Diabetes insípidus? Diabetes insípidus consiste em um distúrbio de controle da água no organismo, no qual os rins não conseguem reter adequadamente a água que é filtrada. Como

Leia mais

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Disciplina: Farmacologia Curso: Enfermagem TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Professora: Ms. Fernanda Cristina Ferrari Controle da Pressão Arterial Sistêmica Controle Neural estimulação dos

Leia mais

BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 13 SUPRARRENAL, PÂNCREAS E GÔNADAS

BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 13 SUPRARRENAL, PÂNCREAS E GÔNADAS BIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 13 SUPRARRENAL, PÂNCREAS E GÔNADAS Fixação 1) (UERJ) O esquema abaixo representa a ação de alguns hormônios a captação ou na liberação de glicose pela célula hepática. Cite:

Leia mais

Fisiologia I CÓRTEX ADRENAL. Prof. Élio Waichert Júnior 1

Fisiologia I CÓRTEX ADRENAL. Prof. Élio Waichert Júnior 1 CÓRTEX ADRENAL Prof. Élio Waichert Júnior 1 Córtex adrenal Colesterol Hormônios corticosteróides Mineralocorticóides Glicocorticóides Hormônios androgênicos Afetam os eletrólitos (sódio, potássio) Afetam

Leia mais

SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO

SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO SISTEMA EXCRETOR PROFª CLÁUDIA LOBO Excreção Mecanismo pelo qual os seres vivos recolhem seu lixo celular, como a amônia (NH 3 ), CO 2, água e sais. Desta forma, os seres vivos mantém a homeostase, isto

Leia mais

Existem três tipos de glândulas: endócrinas (tireóide, suprarrenal), exócrinas (lacrimais, mamárias) e anfícrinas ou mistas (pâncreas)

Existem três tipos de glândulas: endócrinas (tireóide, suprarrenal), exócrinas (lacrimais, mamárias) e anfícrinas ou mistas (pâncreas) Existem três tipos de glândulas: endócrinas (tireóide, suprarrenal), exócrinas (lacrimais, mamárias) e anfícrinas ou mistas (pâncreas) É formado pelas glândulas endócrinas Essas tem origem no tecido epitelial

Leia mais

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar FÍGADO É o maior órgão interno È a maior glândula É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg Possui a coloração arroxeada, superfície

Leia mais

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual

PUBERDADE. Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Puberdade PUBERDADE Transição entre a infância e a vida adulta Transformações físicas e psíquicas complexas Fase fisiológica com duração de 2 a 5 anos, durante a qual ocorre a maturação sexual Desenvolvimento

Leia mais

DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador

DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador aminidicionário DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador Ao paciente e seus familiares, este pequeno dicionário tem a intenção de ajudar no entendimento da doença que passou a fazer parte das suas vidas.

Leia mais

Avaliação Funcional da Hipófise

Avaliação Funcional da Hipófise Avaliação Funcional da Hipófise Dr. Luiz Antônio de Araújo Endoville, Joinville (SC) Dr. Cesar Luiz Boguszewski SEMPR, HC-UFPR, Curitiba (PR) Avaliação Funcional da Hipófise Dr. Cesar Luiz Boguszewski

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO: Miocalven D citrato de cálcio colecalciferol (vitamina D)

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO: Miocalven D citrato de cálcio colecalciferol (vitamina D) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO: Miocalven D citrato de cálcio colecalciferol (vitamina D) APRESENTAÇÕES Pó para suspensão. Cada sachê contém 4,0 g de pó para uso oral, contendo 500 mg de cálcio (na forma

Leia mais

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186 Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O

Leia mais

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol

Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol Informações para pacientes com câncer de mama. AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 Cotia SP ACCESS net/sac 0800 14 55 78 www.astrazeneca.com.br AXL.02.M.314(1612991)

Leia mais

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada Introdução Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada BI + Albumina Hepatócitos Bilirrubina Direta (BD) ou conjugada Canalículos biliares Duodeno

Leia mais

Reunião de casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1)

Reunião de casos. www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1) Reunião de casos www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1) CASO 1 História Clínica Identificação: RN de E. B., 2º dia de vida História fisiológica: RNAT; AIG; cesareana

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais

Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais Qual é a faixa normal de osmolalidade plasmática? 260-290 - 310 mosm/kg H 2 0 Super-hidratação Desidratação NORMAL Osmolalidade é uma função do número total

Leia mais

Nanismo hipofisário. Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele

Nanismo hipofisário. Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele Nanismo hipofisário Rosana Quezado Eveline G.P Fontenele Fortaleza-2006 1 1. Introdução 1.1. Conceito: A deficiência do Hormônio do Crescimento não tem uma etiologia uniforme, sendo conseqüência de vários

Leia mais

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NT 245 /2013 Solicitante: Ilmo Dr RODRIGO DIAS DE CASTRO Juiz de Direito Comarca de Campestre Data: 06/12/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0023168-04.2013.8.13.0110

Leia mais

Autor. Revisão Técnica. Durval Alex Gomes e Costa

Autor. Revisão Técnica. Durval Alex Gomes e Costa Apresentação A estrutura do Guia de Interpretação de Exames, em que cada capítulo aborda um exame diferente, foi concebida para ser uma alternativa à literatura especializada na melhor interpretação possível

Leia mais

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS UNIVERSIDADE DE UBERABA LIGA DE DIABETES 2013 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS PALESTRANTES:FERNANDA FERREIRA AMUY LUCIANA SOUZA LIMA 2013/2 CRITÉRIOS PARA ESCOLHA

Leia mais

Relato de caso: Hiperestrogenismo em cão decorrente de sertolioma

Relato de caso: Hiperestrogenismo em cão decorrente de sertolioma PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Relato de caso: Hiperestrogenismo em cão decorrente de sertolioma Amanda Furjan Rial 1 ; Scharla Walesca 1 ; Vanessa Satie Yamanaka 1 ; Lilian Helena

Leia mais

O aumento das concentrações de prolactina pode ocorrer em várias situações, sejam elas fisiológicas ou patológicas.

O aumento das concentrações de prolactina pode ocorrer em várias situações, sejam elas fisiológicas ou patológicas. Hiperprolactinemia A hiperprolactinemia é alteração endocrinológica mais comum que ocorre no sistema nervoso central, sendo mais comum no sexo feminino. Além disso, é uma causa freqüente de infertilidade.

Leia mais

MODELO DE TEXTO DE BULA

MODELO DE TEXTO DE BULA Organon do MODELO DE TEXTO DE BULA Exluton linestrenol Forma farmacêutica e apresentação Comprimidos. Cartucho com 28 comprimidos. USO ADULTO Composição Cada comprimido contém: linestrenol... 0,5 mg excipientes

Leia mais