O PATINHO AMARELO. Neyza Prochet. Psicanalista -CPRJ. Dra. em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O PATINHO AMARELO. Neyza Prochet. Psicanalista -CPRJ. E-mail: nepr@uol.com.br. Dra. em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo"

Transcrição

1 O PATINHO AMARELO Neyza Prochet Dra. em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo Psicanalista -CPRJ

2 2 Resumo: Tomando como referência a contribuição de Margaret Little sobre transferência delirante, refletimos sobre os fenômenos transferenciais surgidos nos casos limites. A partir de uma vinheta clínica, consideramos que, em tais casos, nos defrontamos com um campo transferencial onde não nos encontramos no domínio do intrapísquico e, talvez, nem do interpessoal. Há situações clínicas que pertencem ao domínio do inter-humano, de natureza pré-verbal, pré-representacional e pré-simbólica, onde prevalecem estados de ser anteriores à concepção de um eu integrado e, por conseqüência, à concepção do outro. Hoje em dia, os casos difíceis são muitos. Escapam às classificações nosológicas e abarcam situações que podem ser chamadas de fronteiriças ou limites, certas condições psicossomáticas, distúrbios alimentares, transtornos da imagem corporal e, também, de vivências de esvaziamento psíquico e falta de sentido no existir, erroneamente tomadas como estados depressivos. Em tais casos, identificamos certos aspectos do psiquismo que fogem às possibilidades representacionais. Deles nos apercebemos através do que é vivido no campo contratransferencial - vestígios de algo que escapou à área de experiência do sujeito. Margaret Little 1 (1993) foi uma pioneira no trabalho com estes pacientes. Ela mesma uma paciente difícil, Little, por meio de sua experiência pessoal, mergulhou no campo das interações terapêuticas, no interjogo profundo e inconsciente entre o analista e seu paciente, atenta ao alto nível de 1 LITTLE, MARGARET Transference Neurosis & Transference Psychosis London: Jason Aronson Inc., 1993.

3 3 sensibilidade e capacidade perceptiva mutuamente desenvolvida, determinada a desenvolver técnicas que efetivamente pudessem auxiliar aquelas pessoas, antes consideradas incapazes de usufruir de uma experiência analítica frutífera. Gilberto Safra 2 (2005) considera tratar-se de pacientes que flutuam através de diversos estratos do psiquismo, desde as aflições ditas neuróticas até os sofrimentos ligados às experiências mais primitivas. Encontramos nestes pacientes flutuações de estado maturacional de tal ordem que a experiência clínica é vivida como lábil e caótica, não sendo possível perceber uma força em direção a uma maior integração do psiquismo, algo que ofereça uma organização, um eixo a partir do qual o indivíduo se organize. A relação transferencial apresenta-se carregada de identificações maciças com a figura do analista exigindo, deste, identificações igualmente intensas. De fato, o sentimento vivido é como se não houvesse um outro com o qual o indivíduo possa se relacionar e preservar um certo senso de integridade. Ao longo do atendimento clínico destes pacientes, podemos dizer que ainda não nos encontramos no domínio do intrapísquico e talvez nem do interpessoal. Defrontamo-nos com o domínio do interhumano, cuja natureza é pré-verbal, pré-representacional, e pré-simbólica, casos onde o tratamento clássico, enfatizando a análise transferencial, surge pouco ou nenhum efeito. Little considera que o caráter da transferência é essencialmente alucinatório (delusional), termo que prefiro utilizar, ao invés de delirante, 2 SAFRA, GILBERTO - Margaret Little: duas contribuições essenciais DVD. São Paulo: Edições Sobornost, 2005.

4 4 tradução oficial utilizada para denominar este tipo de transferência. Falar de uma experiência alucinatória em vez de delirante nos aproxima mais do que me parece ser a necessidade experiencial pela qual o paciente clama e convoca através das vivências invocadas neste tipo de relação - um cuidado primário ineficiente, oferecido por uma figura materna incapacitada de suportar tanto a fusão como a separação, tal como seu bebê. Não há como se. O analista é, o que quer que o paciente aperceba, em toda a gama que vai da idealização total à execração absoluta. Para Little 3 (1993), os fenômenos observados se originam de uma falha associada a experiências extremamente primitivas, no processo de inserção da psique no soma, conduzindo a uma organização frouxamente estabelecida entre id e ego, num período em que a consciência é essencialmente consciência corporal num estágio pré-ambivalente, pré-simbólico, pré-verbal, pré-relação de objeto (p.83-84) e a tensão experimentada é da ordem do intolerável, completamente disruptiva, ameaçando o próprio sentido de existência. A transferência delirante ou alucinatória esconde um estado do paciente ao qual ele tanto busca como teme alcançar. Sujeito e objeto, sentimentos, pensamentos, movimento, tudo é experimentado de forma confusa e indiscriminada. Não há uma pessoa e sim um estado de ser ou de experienciar. Não há eu e não há o outro. Há raiva, medo ou amor, mas não há um alguém a sentir tais coisas. A indiferenciação é a marca tanto no que se refere à psique como ao soma. 3 LITTLE, MARGARET Transference Neurosis & Transference Psychosis London: Jason Aronson Inc., 1993.

5 5 Há um estado intenso de retraimento, pois o risco de retomar a experiencia original significa perder todo o senso de ser uma pessoa e todo o senso de identidade, frágil que seja, conduzindo ao desinvestimento afetivo das pessoas importantes. Nestes casos, não há a possibilidade de uma transferência propriamente dita, no sentido de deslocamento de representação, pelo simples fato de que não há ainda um alguém a quem transferir. Quando nos defrontamos com tal quadro e o paciente nos permite acompanha-lo num momento profundamente regressivo, temos uma tarefa comparável à devoção que uma mãe necessita ter com seu bebê recém nascido. Sustentar uma situação de total indiferenciação, através da aceitação dos termos impostos pela situação alucinatória, a fim de que o indivíduo possa sair dela apenas quando lhe for suportável e, ao mesmo tempo, conseguir preservar na realidade interna do lugar de analista as duas identidades. Embora não seja vivido como tal, há duas pessoas ali: Assim como a mãe maneja o bebê em resposta aos gestos dele, o analista aceita ser orientado pelo paciente na construção do setting, na adequação do manejo e na apresentação do objeto. Indo até onde o paciente está permite que o paciente possa abrir mão de uma organização fortemente defensiva e, sustentado pela confiabilidade do setting que lhe oferece condições básicas de sustentação e continuidade tornar-se capaz de retomar as vivências mantidas em suspensão pelo risco do aniquilamento. O campo transferencial é um espaço transicional paradoxal em si uma área de experimentação que não é dentro nem fora, não há o domínio

6 6 nem da realidade interna nem da externa, sem uma demarcação rígida dos limites entre o eu e o outro antes que o paciente possa suportar tal distinção. O analista precisa ter um lugar dentro dele onde o paciente possa se alojar. Para tanto, precisa permitir que seu corpo e sua mente sejam atravessados pelas sensações que não encontram lugar nem representação nem no corpo nem no psiquismo do paciente. Sensações que podem ser impressões visuais, olfativas, fragmentos sensoriais - aquém e além das palavras e do universo simbólico. Pretendo ilustrar, a seguir, alguns aspectos relacionados com aquilo que o analista experiencia nesta situação. Recebo um paciente que está comigo há pouco tempo. Mais do que habitualmente, percebo, sinto inquietação neste. Mais ainda, tensão. Sentado no canto extremo e oposto à mim no divã, parece-me prestes a saltar. Observa meu olhar e diz-me que não relaxa nunca, é meio obsessivo, precisa saber sempre onde tudo está. Não tem muito que dizer. Está tudo normal. Os sintomas com os quais vinha sofrendo estão escassos. Sem problemas. Apesar do que fora dito, seu desconforto se propaga de forma quase palpável. Depois de algum tempo, pergunto-lhe sobre o que gosta em termos de lazer, o que lhe permite relaxar? Responde-me seco, desesperançado, irônico: Não tem nada que me deixe relaxado. Não sabe o que se passa, não sabe o que quer, nada o satisfaz. Em geral, acede a algo que seja sugerido por outrem, irritando-se profundamente, no entanto, se não lhe agrada. Sua fala sai com certo esforço e é nítido seu desconforto.

7 7 Conforme o escuto, algumas imagens mentais me surgem, todas relacionadas com esquivar-se e todas relativas a algo como um alvo em mira. Vejo uma cena - um patinho amarelo, como nos parques de diversão, sendo alvejado, o disparo abatendo-o certeiro. A cena é tão surpreendente em minha mente, que resolvo utilizá-la como guia em minhas comunicações. Comento que vi algo em movimento, como se tentasse fugir de algo, não ficar exposto. Responde-me que já lhe disseram isso, que ele se esconde, não fala de si, guarda tudo para dentro. Relata sua dificuldade em se abrir, em confiar, de que precisa de tempo e observação, controle mesmo de tudo, para poder ficar mais à vontade. Devo ter medo de me magoar, ironiza. Comento que não tive a impressão de algo se escondendo. Não era esconder. Era escapar, não estar vulnerável, para não ser exposto, ferido. Esta imagem que surgira em minha mente, evocava alguma lembrança nele? Conta uma situação banal, corriqueira na adolescência, acrescentando ao final: - Não era bem isso,não é? Era outra coisa, não? Sua inquietação aumenta. Mexe-se muito no divã e os sinais físicos de aflição aumentam. Resolvo ir um pouco mais adiante: - Lembra-se de algum momento em que você se sentisse um alvo, fugir de algo que pudesse ferir você? Nega. Declara ter vivido tido uma infância sujeita a muita violência, mas que, na época, achava natural tal ambiente. Depois de um silêncio prolongado, lembra-se de uma cena que presenciara entre um dos genitores e o irmão, onde este é efetivamente atingido por um objeto cortante, ferindo-o seriamente. Relata-me outras cenas com o irmão, todas muito violentas.

8 8 Abraçando-se, em balanceio, recorda-se, a seguir, de outra cena análoga, esta sim com ele, onde também fora ferido e levado ao hospital para suturas. Diz-me que achava normal. Só muito tempo depois, quando já não mais vivia com a família, descobriu que havia outras formas de famílias conviverem. Vi, em minha mente, algo que não estava no campo do objetivamente percebido. Alucinação? Delírio? Tratava-se de uma imagem concebida por mim, mas originária de algo externo a mim, fruto de sensações difusas que me projetaram em um campo sensorial distinto do meu. Vi-me atingida pela vulnerabilidade da visão de um pequeno pato amarelo de madeira, um alvo exposto à mira. Algo de meu paciente encontrara um lugar dentro de mim, como holding para aquilo que não possuía para ele, qualquer tipo de figurabilidade, quer imagética, quer verbal. Penso que se trata de uma experiência entre o sonho e a alucinação, originadas no paciente e lançadas no espaço somatopsíquico da analista - uma imagem e uma ação. A partir delas, a associação livre e as lembranças em três momentos: a primeira encobridora, a segunda como testemunho e a terceira revivida. Acredito que foi estabelecida uma situação singular, uma área de ilusão, tal como ocorre nos estados de preocupação materna primária, criada na zona de intercessão dos psiquismos, nem minha e nem de meu paciente - um fenômeno transicional - alocado no espaço das potencialidades transferenciais. Foi-me possível ir de encontro a seu desejo de fusão e de lá emergirmos, restabelecendo-se, a partir da sustentação e continência da

9 9 imagem alucinada, a possibilidade de retomada da marcha dos processos de elaboração simbólica, tornando possível, adiante, que o paciente fizesse suas próprias imagens e associações. Winnicott 4 nos lembra da importância de poder oferecer um campo de experiência onde a necessidade seja acompanhada de uma resposta do meio que venha de encontro a esta necessidade, propiciando a experiência de ilusão e daí, a possibilidade do gesto espontâneo e da criatividade. Também indica que o que é comunicado deriva de aspectos dissociados do paciente que precisam ser reconhecidos por um outro para poderem ser integrados, ou seja, deixar-se ser afetado e, orientado por esta afetação, oferecer uma sustentação para que a experiência possa vir a ter uma representação. Uma capacidade de imaginar que não passa pela cognição, mas pela afetação daquilo que é transmitido pelo indivíduo. Um tipo de estado, herdeiro dos primeiros cuidados oferecidos pela figura materna - que seria patológico se não fosse temporal e localmente circunscrito - uma tarefa paradoxal de poder ser quem não se é, sem deixar de ser quem se é. Falamos de uma situação onde o analista é como se fosse, mas não é, mas é. O centro da relação transferencial não é a figura do analista, mas o campo criado através de um cuidado devotado que permite ao paciente viver uma experiência de mutualidade. As defesas apresentadas precisam se compreendidas dentro do paradoxo que existe entre a necessidade de se esconder e o terror de não ser encontrado. 4 WINNICOTT, D.W. - A Interpretação em Psicanálise em Explorações Psicanalíticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 Apresento aqui algumas reflexões sobre aspectos presentes na experiência do brincar que me parecem merecer

Leia mais

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial

Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial 30 1. 3. Anna Freud: o analista como educador Durante toda sua vida, Anna Freud ocupou-se com a psicanálise, dando especial ênfase ao desenvolvimento teórico e terapêutico da psicanálise de crianças. Sua

Leia mais

I - A evolução da Psicanálise

I - A evolução da Psicanálise Necessidades e cuidados no setting. Rosa M. C. Reis. Membro Efetivo da SPRJ - Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro FEBRAPSI Federação Brasileira de Psicanálise IPA - International Association Psychoanalytical

Leia mais

O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA

O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista, foi uma das figuras de grande expressão no cenário psicanalítico. Ele nos trouxe contribuições valiosas e

Leia mais

O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE UMA CRIANÇA AUTISTA DE QUATRO ANOS DE IDADE: ANGÚSTIAS E DESAFIOS. Resumo

O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE UMA CRIANÇA AUTISTA DE QUATRO ANOS DE IDADE: ANGÚSTIAS E DESAFIOS. Resumo O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE UMA CRIANÇA AUTISTA DE QUATRO ANOS DE IDADE: ANGÚSTIAS E DESAFIOS Carlos Frederico de Macedo Coelho [*] Resumo O presente trabalho tem como objetivo discutir o Acompanhamento

Leia mais

A CLÍNICA PSICANALÍTICA INFANTIL REVELANDO A NATUREZA DO PEDIDO POR ATENDIMENTO: a reparação do narcisismo dos pais.

A CLÍNICA PSICANALÍTICA INFANTIL REVELANDO A NATUREZA DO PEDIDO POR ATENDIMENTO: a reparação do narcisismo dos pais. A CLÍNICA PSICANALÍTICA INFANTIL REVELANDO A NATUREZA DO PEDIDO POR ATENDIMENTO: a reparação do narcisismo dos pais. Cristianne Spirandeli Marques 1 Iralva Moreira Soares Milagre 2 Introdução Alguns autores

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE.

A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. A CONSTRUÇÃO DO AMOR MATERNO NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ: REFLEXÕES A PARTIR DA PSICANÁLISE. Cléa Maria Ballão Lopes 1 Nos últimos tempos venho trabalhando com gestantes e puérperas, diretamente via atendimento

Leia mais

A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO RESUMO

A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO RESUMO A SIMBOLOGIA DA DOENÇA PSICOFÍSICA COMO UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A INDIVIDUAÇÃO Fany Patrícia Fabiano Peixoto Orientadora: Eugenia Cordeiro Curvêlo RESUMO O termo psicossomática esclarece a organização

Leia mais

O COMPLEXO DA MÃE MORTA: SOBRE OS TRANSTORNOS DO AMOR NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ

O COMPLEXO DA MÃE MORTA: SOBRE OS TRANSTORNOS DO AMOR NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ 1 O COMPLEXO DA MÃE MORTA: SOBRE OS TRANSTORNOS DO AMOR NA RELAÇÃO MÃE-BEBÊ Autora Issa Damous Mesa Redonda Do amor conjugal ao amor parental: reflexões sobre o sofrimento psíquico No senso comum, espera-se

Leia mais

de pacientes adultos, desde o início as questões relativas à infância nortearam as suas

de pacientes adultos, desde o início as questões relativas à infância nortearam as suas 9 1. PSICANÁLISE DE CRIANÇAS 1.1 Freud: uma criança é abordada Embora a pesquisa original de Freud tenha se desenvolvido a partir da análise de pacientes adultos, desde o início as questões relativas à

Leia mais

Seminários Psicanalíticos 2014

Seminários Psicanalíticos 2014 Seminários Psicanalíticos 2014 CONSIDERAÇÕES SOBRE O MUNDO MENTAL BODERLINE: Teoria e manejo técnico Mara Guimarães Pereira Lima Degani Breve histórico Borderline = Limítrofe = Fronteiriço Conhecidos também

Leia mais

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA Doris Rinaldi 1 A neurose obsessiva apresenta uma complexidade e uma riqueza de aspectos que levou, de um lado, Freud a dizer que tratava-se do tema mais

Leia mais

Boneca Flor: atendimento psicoprofilático de grupo de gestantes

Boneca Flor: atendimento psicoprofilático de grupo de gestantes Boneca Flor: atendimento psicoprofilático de grupo de gestantes Michele Carmona Aching 1 Tereza Marques de Oliveira 2 Vivian Marques Figueira de Mello 3 A oficina Boneca Flor e uma proposta de atendimento

Leia mais

O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às. A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com

O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às. A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com O Analista só na dupla analítica: da (contra)-trans-ferência às transformações. Eixo temático 3 A psicanálise é um processo em que a relação analista/analisando é vivida com intensidade pela dupla, seja

Leia mais

O Escutar através do Desenho

O Escutar através do Desenho 1 O Escutar através do Desenho Neide M.A.Corgosinho 1 RESUMO: O artigo aqui apresentado baseia-se em algumas experiências de trabalho na internação pediátrica do Hospital Militar de Minas Gerais no período

Leia mais

PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS

PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS Marien Abou Chahine 1 Resumo Este artigo é resultado da mesa do IV Congresso de Psicologia da Unifil, cujo objetivo foi explanar sobre a prática da Psicanálise com

Leia mais

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br]

Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] FONTE: CRP-RJ DEZEMBRO DE 2006 Entrevista: Carlos Bernardi, Psicólogo clínico jungiano, fundador do grupo Rubedo [www.rubedo.psc.br] Como funciona a terapia junguiana? A Análise junguiana está dentro da

Leia mais

O Centro de Convivência do NEPAD: Um Espaço Transicional. Sônia Izecksohn

O Centro de Convivência do NEPAD: Um Espaço Transicional. Sônia Izecksohn O Centro de Convivência do NEPAD: Um Espaço Transicional Sônia Izecksohn Resumo: O Centro de Convivência do NEPAD/UERJ visa a inclusão social do usuário de drogas. Por tratar-se de um espaço compartilhado,

Leia mais

PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS

PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS Daniel Kauffmann 1 Tereza Marques de Oliveira 2 Resumo O objetivo deste trabalho é relatar nossa experiência na clínica do social, junto

Leia mais

AS PÉTALAS QUE ACOLHEM O NADA, A REALIDADE ORIGINÁRIA E O BRINCAR Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1

AS PÉTALAS QUE ACOLHEM O NADA, A REALIDADE ORIGINÁRIA E O BRINCAR Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 AS PÉTALAS QUE ACOLHEM O NADA, A REALIDADE ORIGINÁRIA E O BRINCAR Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 A partir do pensamento de Winnicott e de facetas da obra do poeta Rainer Maria Rilke, procuro neste

Leia mais

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica

Resumos. Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica Inovação em psicanálise: rumos e perspectivas na contemporaneidade Quarta-feira 10/6 10h30-12h Mesa-redonda Saúde mental e psicanálise

Leia mais

VI Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XII Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental 2014

VI Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XII Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental 2014 VI Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e XII Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental 2014 Mesa Redonda: Expressões do masoquismo na clinica contemporânea: o adoecimento do

Leia mais

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO Fernanda de Souza Borges feborges.psi@gmail.com Prof. Ms. Clovis Eduardo Zanetti Na praça Clóvis Minha carteira foi batida, Tinha

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

DA INTERPRETAÇÃO À CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS NA PSICANÁLISE INFANTIL

DA INTERPRETAÇÃO À CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS NA PSICANÁLISE INFANTIL DA INTERPRETAÇÃO À CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS NA PSICANÁLISE INFANTIL Guiomar Papa de Morais 1 Breve histórico da técnica de Psicanálise Infantil: Freud desenvolveu um importante corpo teórico a partir

Leia mais

A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA

A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA A TRANSFERÊNCIA NA SALA DE AULA BUCK, Marina Bertone Discente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: marina.bertone@hotmail.com SANTOS, José Wellington

Leia mais

Para o XVIII Encontro Latino-americano Winnicott contemporâneo. Desde Winnicott reflexões sobre a dimensão corporal da transferência

Para o XVIII Encontro Latino-americano Winnicott contemporâneo. Desde Winnicott reflexões sobre a dimensão corporal da transferência Para o XVIII Encontro Latino-americano Winnicott contemporâneo Tema Livre: Desde Winnicott reflexões sobre a dimensão corporal da transferência Autora: Ivanise Fontes Cada vez são mais evidentes os aspectos

Leia mais

O BRINCAR E A CLÍNICA

O BRINCAR E A CLÍNICA O BRINCAR E A CLÍNICA Christine Nunes (psicóloga clínica, candidata da SPRJ) RESUMO: O presente trabalho, propõe a uma breve exposição do que pensa Winnicott sobre o brincar e a sessão analítica estendendo

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

Janaina: muitas flores, uma estória. Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1. Fernanda de Sousa Vieira 2. Profa. Dra. Maria Lucimar Fortes Paiva 3

Janaina: muitas flores, uma estória. Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1. Fernanda de Sousa Vieira 2. Profa. Dra. Maria Lucimar Fortes Paiva 3 Janaina: muitas flores, uma estória Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1 Fernanda de Sousa Vieira 2 Profa. Dra. Maria Lucimar Fortes Paiva 3 Resumo O presente trabalho traz contribuições acerca do atendimento

Leia mais

O lugar da depressividade no tratamento da drogadicção

O lugar da depressividade no tratamento da drogadicção O lugar da depressividade no tratamento da drogadicção Amanda Teixeira Rizzo Quem já se aproximou da clínica das drogadicções e escolheu ficar próximo para compreender esse fenômeno clínico, provavelmente,

Leia mais

A função especular da fala materna e suas referências. ao psiquismo e à constituição do si mesmo.

A função especular da fala materna e suas referências. ao psiquismo e à constituição do si mesmo. A função especular da fala materna e suas referências ao psiquismo e à constituição do si mesmo. Alexandre Socha No artigo O papel de espelho da mãe e da família no desenvolvimento infantil (1967), Winnicott

Leia mais

moralista para com os idosos. Não é muito fácil assumir o ódio contra a natureza do humano quando ele se refere à velhice. Existe uma tendência a

moralista para com os idosos. Não é muito fácil assumir o ódio contra a natureza do humano quando ele se refere à velhice. Existe uma tendência a José Carlos Zeppellini Junior: Especialista em Psicopatologia pelo NAIPPE/USP, Mestrado em Psicologia Clínica realizado no Laboratório de Psicopatologia Fundamental da PUCSP e Segundo Secretário da Associação

Leia mais

O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE. Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se

O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE. Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se 1 O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE Nahman Armony Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se formando, e, sabedor ou não disto, contribuiu com conceitos

Leia mais

Abril, 2009. Clínica de Projetos

Abril, 2009. Clínica de Projetos Abril, 2009 Clínica de Projetos Apresentação O Programa Clínica de Projetos Dispositivos da Clínica Ampliada: - Tramando a Rede - Site - Interlocuções - Eventos Clínica de Projetos Clínica de Projetos

Leia mais

Sobre a intimidade na clínica contemporânea

Sobre a intimidade na clínica contemporânea Sobre a intimidade na clínica contemporânea Flávia R. B. M. Bertão * Francisco Hashimoto** Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP. Doutorado Psicologia frbmbertao@ibest.com.br Resumo: Buscou-se

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE Apresentação Seja bem vindo ao curso de Formação em Tanatologia à distancia oferecido pela Rede Nacional de Tanatologia. Você será acompanhado em seus estudos por

Leia mais

SHANTALA COMO FACILITADOR DE HOLDING DO LAÇO MÃE- BEBÊ: O INÍCIO DO AMOR

SHANTALA COMO FACILITADOR DE HOLDING DO LAÇO MÃE- BEBÊ: O INÍCIO DO AMOR 1 Resumo SHANTALA COMO FACILITADOR DE HOLDING DO LAÇO MÃE- BEBÊ: O INÍCIO DO AMOR Maria Eugênia Bertoldi Danielle Curvacho Atualmente o conceito de holding tem sido amplamente estudado principalmente na

Leia mais

O Trabalho de Família de Origem

O Trabalho de Família de Origem O Trabalho de Família de Origem Autora: Vânia Bastos Fonseca de Castilho CEFAC 1994 A vida da Família de origem é uma experiência poderosa para todas as pessoas e seu impacto não fica restrito à infância.

Leia mais

"Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1

Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica. 1 V Congresso de Psicopatologia Fundamental "Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1 Autora: Lorenna Figueiredo de Souza. Resumo: O trabalho apresenta

Leia mais

CONSULTAS TERAPÊUTICAS COM PAIS E BEBÊS 1. Ana Maria Rocca Rivarola 2

CONSULTAS TERAPÊUTICAS COM PAIS E BEBÊS 1. Ana Maria Rocca Rivarola 2 1 CONSULTAS TERAPÊUTICAS COM PAIS E BEBÊS 1 Ana Maria Rocca Rivarola 2 RESUMO A autora apresenta um trabalho terapêutico com pais e bebês, usando as idéias de Winnicott como referencial teórico. Este tipo

Leia mais

Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido?

Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido? Saudações concurseiro, Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido? É muito importante estabelecer uma frequência no estudo,

Leia mais

REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO

REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO 2012 Letícia Machado Moreira Psicóloga, em formação psicanalítica pelo IEPP leticiamachadomoreira@gmail.com Cristiane Silva Esteves Psicóloga. Especialista em

Leia mais

Processos Borderline: confiança que se estende ao ambiente. Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1. Roberta Cury de Paula 2

Processos Borderline: confiança que se estende ao ambiente. Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1. Roberta Cury de Paula 2 Processos Borderline: confiança que se estende ao ambiente Me. Fernanda Kimie Tavares Mishima 1 Roberta Cury de Paula 2 Profa. Dra. Valéria Barbieri 3 Resumo Apesar do amplo estudo dos aspectos biológicos

Leia mais

A POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO EM ANÁLISE RESUMO. pela Psicanálise. No trabalho com pessoas que têm dificuldade na integração de amoródio

A POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO EM ANÁLISE RESUMO. pela Psicanálise. No trabalho com pessoas que têm dificuldade na integração de amoródio A POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO EM ANÁLISE RESUMO Sandra C. Tschirner 1 Winnicott compreende que as técnicas psicanalíticas clássicas atenderiam a um grupo específico de pacientes, aos neuróticos, que

Leia mais

Apresentação do Serviço de Psicologia. Roberta de Siqueira Meloso (coordenadora Psicologia CRI-Norte) Mário Amore Cecchini (Psicólogo CRI-Norte)

Apresentação do Serviço de Psicologia. Roberta de Siqueira Meloso (coordenadora Psicologia CRI-Norte) Mário Amore Cecchini (Psicólogo CRI-Norte) Sejam bem vindos no Apresentação do Serviço de Psicologia Roberta de Siqueira Meloso (coordenadora Psicologia CRI-Norte) Mário Amore Cecchini (Psicólogo CRI-Norte) CRI Norte C.R.I. - Centro de Referencia

Leia mais

Alguns comentários sobre o Conceito de Inconsciente na Psicanálise (1912) Sigmund Freud

Alguns comentários sobre o Conceito de Inconsciente na Psicanálise (1912) Sigmund Freud Alguns comentários sobre o Conceito de Inconsciente na Psicanálise (1912) Sigmund Freud Quero expor, em poucas palavras e do modo mais claro possível, que sentido deve ser atribuído, no campo da psicanálise,

Leia mais

Transferência. Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) -------

Transferência. Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) ------- Transferência Transferência (Conferências Introdutórias à Psicanálise, 1916/17, Teoria Geral das Neuroses) ------- Erros na tradução da Imago: 1 Página 505: 5a. linha (de baixo para cima: não consenso,

Leia mais

René Roussillon. Beatriz Pinheiro de Andrade*** Pedro Salem*** Perla Klautau***

René Roussillon. Beatriz Pinheiro de Andrade*** Pedro Salem*** Perla Klautau*** Entrevista René Roussillon René Roussillon Beatriz Pinheiro de Andrade*** Pedro Salem*** Perla Klautau*** Durante o 71 Congresso de Psicanalistas de Língua Francesa (CPLF), realizado em Paris entre 2 e

Leia mais

Por que repetimos os mesmos erros

Por que repetimos os mesmos erros J.-D. Nasio Por que repetimos os mesmos erros Tradução: André Telles Neste livro, eu gostaria de mostrar como a minha experiência de psicanalista me levou a concluir que o inconsciente é a repetição. Normalmente,

Leia mais

OS RELACIONAMENTOS AFETIVOS DE MULHERES COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE

OS RELACIONAMENTOS AFETIVOS DE MULHERES COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE OS RELACIONAMENTOS AFETIVOS DE MULHERES COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE Élide Dezoti Valdanha, Fernanda Kimie Tavares Mishima e Valéria Barbieri. INTRODUÇÃO De acordo com o DSM-IV-TR - Manual

Leia mais

Tempo do sonho, tempo da rêverie e o terceiro-analítico

Tempo do sonho, tempo da rêverie e o terceiro-analítico Tempo do sonho, tempo da rêverie e o terceiro-analítico Tempo do sonho, tempo da rêverie e o terceiro-analítico Dream time, rêverie time and the analytuc-third Nelson Ernesto Coelho Junior* Resumo: Tomando

Leia mais

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN Precursor SMUTS 1926 EVOLUÇÃO E HOLISMO HOLISMO - GREGO HOLOS TOTAL COMPLETO - UNIFICAÇÃO Descartes séc. XVII Divisão do indivíduo em duas entidades separadas, mas inter-relacionadas:

Leia mais

MECANISMOS DE DEFESA

MECANISMOS DE DEFESA 1 MECANISMOS DE DEFESA José Henrique Volpi O Ego protege a personalidade contra a ameaça ruim. Para isso, utilizase dos chamados mecanismos de defesa. Todos estes mecanismos podem ser encontrados em indivíduos

Leia mais

Violência e Sustentabilidade *

Violência e Sustentabilidade * 1 Violência e Sustentabilidade * Uma menina reclamou sentida e veementemente com a avó quando a viu arrancando uma planta. Ela lhe disse que ela não podia fazer isso, porque estaria matando a natureza.

Leia mais

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito UM TÊNUE LIMIAR... 1 Graciella Leus Tomé Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito me chocou. Foi a internação de uma jovem senhora, mãe, casada, profissão estável,

Leia mais

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Transtornos Neuróticos Aspectos históricos A distinção neuroses e psicoses foi, durante

Leia mais

Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca

Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca Psicologia: Teoria e Prática 2007, 9(2):149-154 Resenha bibliográfica sobre o livro O ser interior na psicanálise de Walter Trinca Iraní Tomiatto de Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie Nessa

Leia mais

UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO*

UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO* UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO* Betina Tabajaski** Verônica Petersen Chaves*** Porto Alegre e Canela, Rio Grande do Sul, Brazil, 1997. RESUMO A adoção é uma das alternativas

Leia mais

Grupo de Pais de Crianças Autistas na Instituição AMA (Associação dos Amigos do Autismo) Ribeirão Preto, São Paulo. Resumo

Grupo de Pais de Crianças Autistas na Instituição AMA (Associação dos Amigos do Autismo) Ribeirão Preto, São Paulo. Resumo Grupo de Pais de Crianças Autistas na Instituição AMA (Associação dos Amigos do Autismo) Ribeirão Preto, São Paulo Juliana DUARTE Resumo O presente trabalho tem o objetivo de mostrar o trabalho realizado

Leia mais

A partir das palavras do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, quais sejam:

A partir das palavras do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, quais sejam: Neiruaitt Norberto de Sousa A partir das palavras do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, quais sejam: O inconsciente é a história não escrita do homem a partir de épocas imemoriais, podemos dizer que: O

Leia mais

Psicoterapia psicanalítica em ambientes prisionais: da mentalização à vida em liberdade

Psicoterapia psicanalítica em ambientes prisionais: da mentalização à vida em liberdade Psicoterapia psicanalítica em ambientes prisionais: da mentalização à vida em liberdade Eva Maria Migliavacca* Fábio Serrão Franco** Resumo: Este trabalho possui como tema o tratamento psicoterápico de

Leia mais

Como falar com uma pessoa poderá me ajudar?

Como falar com uma pessoa poderá me ajudar? Como falar com uma pessoa poderá me ajudar? Aline Cerdoura Garjaka Encontrei, no seminário de 1976-77, Como viver junto, de Roland Barthes, a seguinte passagem (cito): Portanto, eu dizia É com essas palavras

Leia mais

"Sombra e luzes a partir da prática dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola". Alciane Basílio de Almeida

Sombra e luzes a partir da prática dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Alciane Basílio de Almeida "Sombra e luzes a partir da prática dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola". Alciane Basílio de Almeida (Mestre em Psicologia - UCP 2014) Este trabalho tem por objetivo mostrar a relação

Leia mais

SÍNDROMES ANSIOSAS E NEURÓTICAS. Profª Melissa Rodrigues de Almeida Psicopatologia II DEPSI-UFPR

SÍNDROMES ANSIOSAS E NEURÓTICAS. Profª Melissa Rodrigues de Almeida Psicopatologia II DEPSI-UFPR SÍNDROMES ANSIOSAS E NEURÓTICAS Profª Melissa Rodrigues de Almeida Psicopatologia II DEPSI-UFPR Referências Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais (Capítulos 26 e 29) Paulo Dalgalarrondo Manual

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO. o processo de constituição do psiquismo. A discussão será feita à luz das idéias

IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO. o processo de constituição do psiquismo. A discussão será feita à luz das idéias IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO Cristiana de Amorim Mazzini 1 O presente trabalho discorrerá sobre a identificação masculina ocorrida durante o processo de constituição do

Leia mais

Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL. Declaração de cessão de direitos autorais:

Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL. Declaração de cessão de direitos autorais: Título do trabalho: O AMOR DE TRANSFERÊNCIA NO TRABALHO INSTITUCIONAL Declaração de cessão de direitos autorais: Eu Luciano Bregalanti Gomes, autor do trabalho intitulado O amor de transferência no trabalho

Leia mais

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO CORPORAL NO TRATAMENTO DE DISTÚRBIOS DE IMAGEM CORPORAL NOS TRANSTORNOS ALIMENTARES

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO CORPORAL NO TRATAMENTO DE DISTÚRBIOS DE IMAGEM CORPORAL NOS TRANSTORNOS ALIMENTARES 1 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO CORPORAL NO TRATAMENTO DE DISTÚRBIOS DE IMAGEM CORPORAL NOS TRANSTORNOS ALIMENTARES Alessandra de Camargo Costa Resumo Uma das características marcantes nos transtornos alimentares

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Unidade Universitária Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - 040 Curso Psicologia Disciplina TEORIAS E TÉCNICAS PSICOTERÁPICAS PSICODINÂMICAS Professor(es) e DRTs Fernando Genaro Junior 114071-3 Maria

Leia mais

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes A criança preocupada Claudia Mascarenhas Fernandes Em sua época Freud se perguntou o que queria uma mulher, devido ao enigma que essa posição subjetiva suscitava. Outras perguntas sempre fizeram da psicanálise

Leia mais

MUDANÇA PSÍQUICA NA INFÂNCIA. na pessoa da Lúcia, o convite para participar desta mesa. Ao recebê-lo fiquei

MUDANÇA PSÍQUICA NA INFÂNCIA. na pessoa da Lúcia, o convite para participar desta mesa. Ao recebê-lo fiquei MUDANÇA PSÍQUICA NA INFÂNCIA * Mery Pomerancblum Wolff Gostaria de agradecer à Comissão Organizadora desta Jornada, na pessoa da Lúcia, o convite para participar desta mesa. Ao recebê-lo fiquei muito contente

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Rede7 Mestrado em Ensino do Inglês e Francês no Ensino Básico ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO: DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Teorias Psicodinâmicas A Psicanálise de Sigmund Freud A perspectiva de

Leia mais

Questão Resposta Questão Resposta 1 21 2 22 3 23 4 24 5 25 6 26 7 27 8 28 9 29 10 30 11 31 12 32 13 33 14 34 15 35 16 36 17 37 18 38 19 39 20 40

Questão Resposta Questão Resposta 1 21 2 22 3 23 4 24 5 25 6 26 7 27 8 28 9 29 10 30 11 31 12 32 13 33 14 34 15 35 16 36 17 37 18 38 19 39 20 40 SIMULADO SOBRE PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA Aluno A prova contém 40 questões de múltipla escolha. Utilize a folha de respostas abaixo para assinalar suas respostas. Ao final da prova, devolva apenas esta

Leia mais

A DIFERENCIAÇÃO EU-AMBIENTE: UMA PERSPECTIVA WINNICOTTIANA PARA OS CASOS-LIMITE. Issa Leal Damous

A DIFERENCIAÇÃO EU-AMBIENTE: UMA PERSPECTIVA WINNICOTTIANA PARA OS CASOS-LIMITE. Issa Leal Damous A DIFERENCIAÇÃO EU-AMBIENTE: UMA PERSPECTIVA WINNICOTTIANA PARA OS CASOS-LIMITE Issa Leal Damous Os casos-limite Depressões, psicossomatoses, transtornos alimentares, adições e outras compulsões têm sido

Leia mais

MEDITANDO À LUZ DO PATHWORK. Clarice Nunes

MEDITANDO À LUZ DO PATHWORK. Clarice Nunes PROGRAMA PATHWORK DE TRANSFORMAÇÃO PESSOAL PATHWORK - RIO DE JANEIRO/ESPÍRITO SANTO HELPERSHIP FORMAÇÃO HELPER Coordenadora do PPTP HELPERSHIP MARIA DA GLÓRIA RODRIGUES COSTA MEDITANDO À LUZ DO PATHWORK

Leia mais

A ARTE E O IMAGINAR: Um dispositivo para a recriação da realidade

A ARTE E O IMAGINAR: Um dispositivo para a recriação da realidade A ARTE E O IMAGINAR: Um dispositivo para a recriação da realidade Ana Paula Pimentel 1 (paulinha_pimentel@yahoo.com.br) Andreia dos Santos Silva² (psiuerj@yahoo.com.br) Ademir Pacelli Ferreira³ (ademirpacelli@uol.com.br)

Leia mais

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL

Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL Comunicação JOGOS TEATRAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO MATERNAL E EDUCAÇÃO INFANTIL ROSA, Maria Célia Fernandes 1 Palavras-chave: Conscientização-Sensibilização-Transferência RESUMO A psicóloga Vanda

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1

O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 O AUTISMO NA PSICANÁLISE E A QUESTÃO DA ESTRUTURA Germano Quintanilha Costa 1 I Introdução O objetivo deste trabalho é pensar a questão do autismo pelo viés da noção de estrutura, tal como compreendida

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO Página 1 CONVERSA DE PSICÓLOGO Volume 04 - Edição 01 Agosto - 2013 Entrevistada: Rafaela Conde de Souza Entrevistadora: Luciana Zanella Gusmão TEMA: A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO PARA O DESENVOLVIMENTO

Leia mais

A Dança na Terceira Idade

A Dança na Terceira Idade A Dança na Terceira Idade Bárbara Costa Carolina Miguel Leonardo Delarete Pimenta Na terceira idade, geralmente, o ser humano sofre algumas alterações de um declínio geral no aspecto biopsicossocial. Como

Leia mais

A PSICOTERAPIA BREVE PSICANALÍTICA NA REABILITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A PSICOTERAPIA BREVE PSICANALÍTICA NA REABILITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA A PSICOTERAPIA BREVE PSICANALÍTICA NA REABILITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Cláudia Nabarro Munhoz 1 Há muita polêmica na área da saúde em relação à utilização da Psicanálise em contextos institucionais.

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE Maria Fernanda Guita Murad Pensando a responsabilidade do analista em psicanálise, pretendemos, neste trabalho, analisar

Leia mais

SOBRE MÃOS: DA MÃOZADA À TERAPIA

SOBRE MÃOS: DA MÃOZADA À TERAPIA 1 SOBRE MÃOS: DA MÃOZADA À TERAPIA Paulo Borges RESUMO A apresentação deste artigo refere-se à parte teórica do pôster homônimo e destina-se a ilustrar uma reflexão a respeito das mãos presentes no trabalho

Leia mais

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Fernando Del Guerra Prota O presente trabalho surgiu das questões trabalhadas em cartel sobre pulsão e psicossomática. Não se trata de

Leia mais

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta Mesa: 4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta OS RISCOS NA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA Autora: CRISTINA HOYER Breve Nota Curricular da Autora -

Leia mais

O CUIDADO COMO A BASE ÉTICA NA CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO. RESUMO: Ao falarmos do campo do cuidado e da ética nos

O CUIDADO COMO A BASE ÉTICA NA CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO. RESUMO: Ao falarmos do campo do cuidado e da ética nos O CUIDADO COMO A BASE ÉTICA NA CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO Vera Lucia C. Marinho de Carvalho 1 RESUMO: Ao falarmos do campo do cuidado e da ética nos referimos a uma atitude e a um tipo de olhar. Trata-se

Leia mais

..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..

..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-..-.. RESUMO A auto-estima, segundo a Programação Neurolinguística é uma impressão objetiva e favorável que temos de nós mesmos. Alguns autores afirmam que ela é a base para paz de espírito e satisfação pessoal,

Leia mais

IX JORNADA CELPCYRO Sobre Saúde Mental JUNHO DE 2012.

IX JORNADA CELPCYRO Sobre Saúde Mental JUNHO DE 2012. IX JORNADA CELPCYRO Sobre Saúde Mental JUNHO DE 2012. *PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA: VISÃO CONTEMPORÂNEA DA TÉCNICA: LUIZ CARLOS MABILDE ** PSIQUIATRA E PROFESSOR/SUPERVISOR CONVIDADO DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO

Leia mais

FISIOTERAPIA E PSICANÁLISE: A TRANSFERENCIA. saber a um outro. Cada indivíduo, através de influencias sofridas durante os primeiros anos

FISIOTERAPIA E PSICANÁLISE: A TRANSFERENCIA. saber a um outro. Cada indivíduo, através de influencias sofridas durante os primeiros anos FISIOTERAPIA E PSICANÁLISE: A TRANSFERENCIA Gabriela Gomes de Souza Vale A transferência A transferência é um fenômeno natural que ocorre quando um sujeito supõe um saber a um outro. Cada indivíduo, através

Leia mais

A CRIAÇÃO DE DESENHOS-ESTÓRIAS NA PSICOTERAPIA DE UM ADOLESCENTE COM SÍNDROME DE ASPERGER. Bráulio Eloi de Almeida Porto RESUMO

A CRIAÇÃO DE DESENHOS-ESTÓRIAS NA PSICOTERAPIA DE UM ADOLESCENTE COM SÍNDROME DE ASPERGER. Bráulio Eloi de Almeida Porto RESUMO A CRIAÇÃO DE DESENHOS-ESTÓRIAS NA PSICOTERAPIA DE UM ADOLESCENTE COM SÍNDROME DE ASPERGER Bráulio Eloi de Almeida Porto RESUMO A Síndrome de Asperger, patologia do espectro do autismo, mantém preservada

Leia mais

1 Hospital Universitário Lauro Wanderley, UFPB.

1 Hospital Universitário Lauro Wanderley, UFPB. TÍTULO:TRABALHO CRIATIVO NUMA EXPERIÊNCIA EM UM AMBULATÓRIO PSIQUIÁTRICo AUTORES: Margarida Maria Elia Assad 1 Cleide Pereira Monteiro 2 João Mendes de Lima Júnior 3 Alzira Edjane da Nóbrega Xavier, Elizabeth

Leia mais

CONSIDERAÇÕES PSICOSSOMÁTICAS SOBRE DIABETES EM IDOSOS: BREVES REFLEXÕES

CONSIDERAÇÕES PSICOSSOMÁTICAS SOBRE DIABETES EM IDOSOS: BREVES REFLEXÕES CONSIDERAÇÕES PSICOSSOMÁTICAS SOBRE DIABETES EM IDOSOS: BREVES REFLEXÕES Mário Amore Cecchini Centro de Referência do Idoso da Zona Norte CRI - Norte São Paulo SP O estudo sobre a relação psique-soma é

Leia mais

CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL

CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL Ana Paula Fernandes de Lima Larissa de Medeiros Luana Ferreira Maristela Oliveira. Carla Villwock Resumo: O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

O sonho e a psicanálise freudiana

O sonho e a psicanálise freudiana O sonho e a psicanálise freudiana Giovana Rodrigues da Silva 1 Resumo: O presente estudo aborda a psicanálise freudiana acerca dos sonhos, iniciada em 1890, aproximadamente. Para Freud, a essência do sonho

Leia mais

DOENÇA SOMÁTICA E NEUROSE: SACRIFÍCIO DE UM CORPO, SACRIFÍCIO DE UMA VIDA...

DOENÇA SOMÁTICA E NEUROSE: SACRIFÍCIO DE UM CORPO, SACRIFÍCIO DE UMA VIDA... DOENÇA SOMÁTICA E NEUROSE: SACRIFÍCIO DE UM CORPO, SACRIFÍCIO DE UMA VIDA... Autora: Cristiana Rodrigues Rua O objetivo deste trabalho é formular algumas hipóteses a partir do relato de uma psicoterapia

Leia mais

Para que serve a terapia?

Para que serve a terapia? Para que serve a terapia? Por Matias José Ribeiro Para um número cada vez maior de pessoas, fazer terapia tem sido uma maneira de superar suas angústias existenciais e conquistar um pouco mais de felicidade.

Leia mais

ESTRUTURAS PSÍQUICAS

ESTRUTURAS PSÍQUICAS ] ESTRUTURAS PSÍQUICAS ESTRUTURAS PSÍQUICAS (Bergeret) Na linguagem usual, estrutura é uma noção que implica uma disposição complexa, estável e precisa das partes que a compõem. É o modo pelo qual um todo

Leia mais