A LEGALIDADE DA EXIGÊNCIA DE AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL PARA A TRANSFERÊNCIA DE BENS IMÓVEIS

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1 A LEGALIDADE DA EXIGÊNCIA DE AVERBAÇÃO DA RESERVA LEGAL PARA A TRANSFERÊNCIA DE BENS IMÓVEIS ANDRÉ OLIVEIRA SOUZA Procurador do Estado de Pernambuco-PGE/PE Pós-graduado em direito ambiental e urbanístico na FASNE- Fac. Salesiana A presente tese intenta esclarecer a necessidade da obrigatoriedade da averbação da reserva legal à margem da inscrição da matrícula do imóvel e, por meio de análise legislativa, demonstrar a obrigatoriedade desta providência para a transferência de bens imóveis O artigo 16 do código Florestal instituiu uma restrição ao direito de usufruir da propriedade: a Reserva Legal. Este instituto constitui uma limitação administrativa, porquanto se enquadra em suas balizas conceituais e características próprias, quais sejam : imposição geral, gratuita, unilateral por parte da administração, não geram indenização ao particular que as sofre e são de ordem pública. Assim o instrumento ora sob análise enquadrase inconteste nesta vestimenta doutrinária da limitação administrativa. A importância da conceituação da Reserva Legal reside na necessidade de se averiguar a cogência ou não de sua averbação. Não basta a só existência da área preservada, mas necessários também instrumentos tendentes a mantê-la incólume durante os tempos. Por ser uma limitação administrativa a Reserva Legal apenas pode ser instituída mediante Lei stritu sensu ( emanada do legislativo), pois são gerais, obrigatórias e gratuitas. Esta a primeira exigência para se verificar a constitucionalidade da norma que inaugurou a Reserva Legal em nosso País. Fácil é a percepção da existência de uma lei formal a instituir o instrumento ambiental sob análise. O Art. 16 do Código Florestal ( Lei n deixa clara a vontade do legislador As florestas e outras formas de vegetação nativa (...)são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal(...). Mas ao legislativo não bastou prever a instituição de área de preservação em cada propriedade, necessário também seria especificar como se poderia garantir a efetiva manutenção destas áreas, viabilizando uma fiscalização in loco deste espaço. Diante deste desafio o legislador veiculou, junto à

2 instituição da Reserva Legal, uma obrigação referido: acessória, criada no mesmo Art. 16 suso 8 o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº , de 2001) 9 o A averbação da reserva legal da pequena propriedade ou posse rural familiar é gratuita, devendo o Poder Público prestar apoio técnico e jurídico, quando necessário. (Incluído pela Medida Provisória nº , de 2001) 1 Esta obrigação acessória se presta a tornar único- topograficamente- o local destinado a reserva. Faz com que o proprietário não fique mudando de lugar a Reserva, enfraquecendo o solo, etc. Esta intenção está clara quando se observa o prescrito no parágrafo quarto deste mesmo artigo 16, ou seja, localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão ambiental estadual competente ou, mediante convênio, pelo órgão ambiental municipal ou outra instituição devidamente habilitada. Apenas após esta aprovação é que se efetivará a averbação, numa área estanque, a qual não pode ser realocada ao bel prazer do proprietário, pois obedece a diretrizes instituídas em instrumentos ambientais administrativos, tais como o plano de bacia hidrográfica ( por expressa delegação legislativa vg. 4, I do Art. 16 do código florestal), e também instrumentos legislativos como o zoneamento ecológico-econômico, o plano diretor municipal e outras categorias de zoneamento ambiental, além de levar em consideração a proximidade com outra Reserva Legal, Área de Preservação Permanente, unidade de conservação ou outra área legalmente protegida. Como se vê, a competência para dispor da matéria ambiental relativa à reserva legal nos parece bastante delimitada: para dispor sobre a sua instituição, bem como a forma jurídica de sua estabilização, competente é a União ( por se tratar de norma geral, nos termos do 1 do Art. 24). Noutro prisma, o próprio Código Florestal tratou de delimitar quais as 1 BRASIL,Lei n 4.771, de 15 de setembro de 1965.Disponível em: em: 14 de janeiro de 2008.

3 competências dos Estados e Municípios quando dispôs no 4, I do Art. 16 que os entes políticos responsáveis pela aprovação da localização da reserva legal seriam os estados e suplementarmente os municípios via convenio. Não cabe aqui argüir a extrapolação da União na função de legislar sobre regra geral. O ente político federal o fez em estrita consonância constitucional, não se imiscuiu em momento algum na alçada estadual, ou em assunto de interesse local. As normas do Art. 16 do código florestal são amplas e aplicam-se a todos, não se imbricando em questões domésticas. O fato de dispor acerca da averbação em legislação ambiental não confere suporte a deslegitimar a regra, pois o fato de dar maior amplitude à norma, sem desbordar da sua generalidade, faz parte da competência da União. A esse respeito podemos colher a preciosa lição de Leonardo Greco: Normas gerais não são apenas linhas gerais, princípios ou critérios básicos a serem observados pela legislação suplementar dos Estados. Normas gerais contrapõem-se a normas particulares. A União, nessas matérias, pode legislar com maior ou menor amplitude, conforme queira impor a todo o País uma legislação mais ou menos uniforme. O que a União não pode é legislar sobre assuntos particulares da esfera de interesses ou de peculiaridades dos Estados. Normas gerais são normas uniformes, isonômicas, aplicáveis a todos os cidadãos e a todos os Estados 2 Os poderes instituídos aos poucos vieram legislando acerca da manutenção e proteção da reserva legal, regulamentando sua aplicação in loco. O executivo, por meio do Decreto n de 1999 já dispunha acerca de punições para quem suprimisse área limitada à Reserva Legal, asseverando que quem Explorasse vegetação arbórea de origem nativa, ou desmatasse, a corte raso, os terrenos reservados, sem a aprovação prévia do órgão ambiental competente, estaria sujeito a multa de 100,00 a 5.000,00 por hectare ou fração ( Arts. 38 e 39). No entanto, como se pode observar, no decreto não há menção a como delimitar ou localizar estas áreas. Como então fazer valer tais penalidades se as áreas não estavam demarcadas dentro do imóvel? Neste cenário a multa somente seria aplicada, sem contestações, se no imóvel simplesmente não houvesse Reserva Legal, ou se a reserva legal não obedecesse aos 2 GRECO, Leonardo. Competências constitucionais em matéria ambiental. Revista dos Tribunais. São Paulo, v. 687, 2003, p. 23/29.

4 percentuais do código florestal. Havendo Reserva Legal não averbada, ela poderia estar em qualquer lugar do terreno. Poderia o proprietário, inclusive, fazer migrar a área reservada de um local para outro, sem a anuência do órgão ambiental competente, em flagrante desrespeito ao Art. 16 da Lei Para encurtar o cobertor dos desmatadores, o executivo em 2001,por meio da Medida Provisória n ( ainda em vigor face à Emenda Constitucional n. 32), laçou mão de mais um instrumento de resguardo da Reserva Legal: a obrigatoriedade de averbação, o Art. 16 do Código Florestal passou a contar com o 8 o, in fine: 8 o A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória nº , de 2001) 3 Esta providencia veio à lume exatamente para fazer valer o que também foi disposto no 4 do mesmo Art. 16, que estabelece critérios para alocar a reserva legal no imóvel. Também calhou de obrigar os proprietários a averbar o local da área reservada, especificando exatamente onde estaria a área a ser preservada. Isto viabilizaria a efetivação das multas instituídas pelo Decreto Federal n , pois, teoricamente, a fiscalização teria um documento para poder localizar com exatidão a Reserva Legal. Entretanto, a maioria dos proprietários rurais fez ouvidos de mercador à alteração da legislação ambiental. O poder público, mais uma vez, tenta fazer valer a obrigatoriedade da averbação, instituída por uma lei de proteção à florestas.o legislativo faz editar a Lei n , a qual alterou a Lei dos Registros Públicos ( Lei n ): Art No Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos. (Renumerado do art. 168 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975). I- Omissis 3 Ob. Cit.

5 II- a averbação: (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975). (...) 22. da reserva legal; (Incluído pela Lei nº , de 2006) 4 Se ainda havia alguma dúvida quanto a obrigatoriedade da averbação, ela se dissipa quando observamos o prescrito no Art. 169 da mesma lei de Registros Públicos: Art Todos os atos enumerados no art. 167 são obrigatórios e efetuarse-ão no Cartório da situação do imóvel, salvo: (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975). I - as averbações, que serão efetuadas na matrícula ou à margem do registro a que se referirem, ainda que o imóvel tenha passado a pertencer a outra circunscrição; (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975). II os registros relativos a imóveis situados em comarcas ou circunscrições limítrofes, que serão feitos em todas elas, devendo os Registros de Imóveis fazer constar dos registros tal ocorrência. (Redação dada pela Lei nº , de 2001) III - o registro previsto no n 3 do inciso I do art. 167, e a averbação prevista no n 16 do inciso II do art. 167 serão efetuados no cartório onde o imóvel esteja matriculado mediante apresentação de qualquer das vias do contrato, assinado pelas partes e subscrito por duas testemunhas, bastando a coincidência entre o nome de um dos proprietários e o locador.(incluído pela Lei nº 8.245, de 1991) 5 Como observamos, as exceções do Art. 169 não comportam a averbação da Reserva Legal, que é, sem sombra de dúvidas obrigatória. Mas, mesmo com uma edição legislativa farta( uma modificação na lei ambiental e outra na lei de registros), ainda não havia o necessário cumprimento da norma. Então o Governo Federal, em 22 de julho de 2008, editou o Decreto nº Nele há EXPRESSA 4 BRASIL, Lei n 6.015, de 31 de desembro de 1973.Disponível em: em: 14 de janeiro de Ob. Cit.

6 previsão de penalidade para os proprietários de imóveis sujeitos à instituição de reserva legal, que não averbem a mesma na forma da Lei , passando a considerar esta omissão uma Infração Contra a Flora, nos termos da seção II, Art. 55 do retro referido diploma, in fine: Art. 55. Deixar de averbar a reserva legal: Penalidade de advertência e multa diária de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por hectare ou fração da área de reserva legal. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008). 1 o O autuado será advertido para que, no prazo de cento e vinte dias, apresente termo de compromisso de averbação e preservação da reserva legal firmado junto ao órgão ambiental competente, definindo a averbação da reserva legal e, nos casos em que não houver vegetação nativa suficiente, a recomposição, regeneração ou compensação da área devida consoante arts. 16 e 44 da Lei n o 4.771, de 15 de setembro de (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008). 2 o Durante o período previsto no 1 o, a multa diária será suspensa. (Redação dada pelo Decreto nº 6.686, de 2008). 3 o Caso o autuado não apresente o termo de compromisso previsto no 1 o nos cento e vinte dias assinalados, deverá a autoridade ambiental cobrar a multa diária desde o dia da lavratura do auto de infração, na forma estipulada neste Decreto. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008). 4 o As sanções previstas neste artigo não serão aplicadas quando o prazo previsto não for cumprido por culpa imputável exclusivamente ao órgão ambiental. (Incluído pelo Decreto nº 6.686, de 2008). 6 6 BRASIL, Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008.Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2008/decreto/d6514.htm.acesso em: 14 de janeiro de 2008.

7 Mas, se a averbação da reserva legal era obrigatória desde 1989, qual seria a pena a ser imputada a quem não a efetivasse? Quais os procedimentos cartorários que seriam obstados em razão da inexistência desta averbação? quem poderia legislar acerca de tais restrições? Embora a averbação da reserva legal seja obrigatória desde 1989, quando a lei nº 7.803/89 incluiu ao Código Florestal o 2º ao Art. 16º, até 2008 União quedou inerte e não regulamentou o Art.16 do código florestal, embora o tenha modificado e acrescido o 8º hoje em vigor. O poder regulamentar do ente federal permaneceu latente até a Edição do Decreto Federal n Este longo lapso temporal fez com que o STJ se pronunciasse assim sobre a matéria: ADMINISTRATIVO. CÓDIGO FLORESTAL. RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS, DA RESERVA LEGAL SÓ É EXIGÍVEL APÓS A PUBLICAÇÃO DA LEI 7.803/1989, QUE ACRESCENTOU PARÁGRAFOS AO ART. 16 DA LEI 4.771/1986, UM DOS QUAIS PREVENDO EXPRESSAMENTE ESSA OBRIGAÇÃO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO 7. Esse também o entendimento do TJSP: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - Meio ambiente - Condenação - Fixação do prazo de 180 dias para que o réu tome as providências cabíveis, junto ao órgão competente, em relação à instituição, medição, demarcação e averbação da reserva legal - Hipótese - Recurso improvido. 8 O prazo para efetuar esta averbação ( segundo o decreto federal) encerar-se-ia no final de 2008/início de Foi estendido ate 11/12/09 ( pela edição do Decreto Federal n , de 10 de dezembro de 2008), graças a gestões de senadores, com incisivo pronunciamento do Sen. Osmar Dias PR, em plenário. 7 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA REsp /SP, Rel. Ministro Ari Pargendler, 2ª T, J. 16/09/1997, DJ 06/10/1997, p TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO. Apelação Cível n / Igarapava - Câmara Especial do Meio Ambiente - Relator: J. G. Jacobina Rabello V. U. - Voto n Nesse acórdão, vale dizer, prevaleceu ainda a obrigação de recompor a vegetação referente à Reserva Legal.

8 Ora, diante de tal quadro, claro fica que a União deixou correr frouxa a exigência legal não a regulamentando por decreto até A pergunta que remanesce é : neste lapso temporal de silêncio do governo federal, poderiam os estados/ municípios dispor acerca da matéria? Quais os limites para tal? Os Estados podem sim dispor acerca de regras para a averbação da reserva legal. Primeiro porque não inovam legislativamente na matéria a obrigatoriedade da averbação está presente na legislação federal- e segundo porque usam de sua competência suplementar (Art. 24, 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados) para dispor sobre matéria de que a União não dispôs ( Art. 24, 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades), mesmo sendo considerada norma geral, já que quando há uma anomia por parte do ente federal o estado pode editar normas a respeito do tema, ficando restrito nos termos do Art. 24, 4º (A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário). Para tentar responder a estas indagações pinçamos um caso concreto 9 como paradigma. No Paraná o Decreto 3.220/04, artigo 11 impõe prazo limite para que as reservas legais sejam todas averbadas. Por meio de um Mandado de Segurança a FAEP- Federação da Agricultura do Estado do Paraná, conseguiu suspender a vigência do referido decreto, tendo a liminar concedida o seguinte suporte jurídico: o condicionamento, imposto pelo Decreto n.º 3320/04, para obtenção dos aludidos instrumentos de competência do o Instituto Ambiental do Paraná- IAP, não está previsto em lei, de forma que a realização de tal exigência fere o princípio constitucional da legalidade. Portanto, por ausência de previsão legal, seja no âmbito federal, 9 Cartórios já podem fazer registros sem averbação da Reserva Legal ; disponível no site Capturado em 10/01/2008

9 seja no âmbito estadual, é inconstitucional a edição do Decreto Estadual n.º de julho de 2004, no que se refere à condição de regularização em questão. O outro argumento usado pelo juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, acolhendo os argumentos levantados pela FAEP, para conceder a liminar pleiteada no Mandado de Segurança 878/05, foi o fato de que a averbação prévia da reserva legal, como condição para qualquer tipo de alteração na matrícula do imóvel, não está direta e objetivamente prevista no Código Florestal Federal.Lembre-se que tal decisão tomou vulto em meados de julho de Conforme vimos acima, nem à época da concessão da medida, nem nos dias atuais a retro mencionada decisão teria suporte jurídico. Em primeiro lugar, porque a questão da averbação está sim prevista em lei. Melhor dizendo, em duas Leis Federais, sendo uma afeta especificamente à atividade registral ( Lei 6.015, arts. 167 e 169 acima transcritos). Logo, o Decreto Estadual apenas informa aos jurisdicionados a restrição já imposta por lei federal, fazendo cumprir os ditames da regra geral, em vigor desde antes. Não há inovação na obrigação imposta pelo Art. 11 do Decreto estadual do Paraná. Lembre-se que a obrigação foi imposta pelo Código Florestal, a alteração na Lei de Registros Públicos e a edição de um Decreto Federal penalizando monetariamente quem não averbe a reserva legal apenas deram cogência a uma norma ambiental quase que programática. Também não se deve condenar o Estado da federação por cobrar a exigência de averbação por meio de decreto. É que, como já acima mencionado, a obrigação foi estatuída por Lei Federal. O fato de o decreto regulamentar esta norma, pautando os cartórios sob sua jurisdição, não é inovação no mundo jurídico. O fato de ser um decreto estadual não desnatura sua força coativa, vez que assim autoriza o Art. 24, 3º, da Constituição Federal. Tanto é assim que o Governo Federal, por meio também de Decreto, dispôs acerca do prazo máximo para averbação- sob pena de multa- apenas utilizou-se de seu poder regulamentar de forma lídima e em consonância com os ditames constitucionais. Neste compasso fácil concluir que não é necessária outra lei para fazer coativa a obrigação já instituída em duas leis federais. Tanto isso é assente que o próprio executivo federal fez externar a exigência da averbação numa Resolução do CONAMA, de nº 335, de 03 de abril de 2003, que regulamenta os aspectos essenciais relativos ao processo de licenciamento ambiental de cemitérios, e em seu Art. 5 Exige : Art. 5 o Deverão ser

10 atendidas, entre outras, as seguintes exigências para os cemitérios horizontais: documento comprobatório de averbação da Reserva Legal, prevista em Lei (...) Como se vê a União não necessita de outra lei para fazer vale o Código Florestal e a Lei de Registros públicos, bastando cobrar, por meio de instrumentos infra legais, a obrigação já criada. Noutro prisma, observamos que a autorização judicial para transferir os imóveis, sem a devida averbação da reserva legal, gerará uma mácula evidente ao princípio da isonomia e também um incentivo ao descumprimento de duas Leis válidas e vigentes. É que se a averbação é obrigatória, seu consectário básico é a cogência. Como então fiscalizar o cumprimento da norma e obrigar a cumpri-la? Num primeiro momento- e foi isso que fez o Estado do Paraná- exigir a averbação da reserva legal sempre que o proprietário for fazer valer seu direito sobre a propriedade, mormente a transferência. Poucos proprietários rurais têm consciência ao adquirir uma propriedade rural sem reserva legal florestal, que estão obrigados objetivamente ao pagamento desse débito ambiental. Não é justo que o adquirente pague por uma omissão do vendedor. Se o alienante não faz a averbação, e essa ausência de inscrição na certidão de registro do imóvel não é pré requisito para sua transferência de domínio, então, o adquirente herda um passivo ambiental criado por outrem, podendo figurar no pólo passivo de ação judicial tendente a fazer cumprir a regeneração de Reserva Legal. A jurisprudência não titubeia quando se pronuncia sobre o tema: "EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM AGRAVO REGIMENTAL. DANOS AMBIENTAIS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RESPONSABILIDADE. ADQUIRENTE. TERRAS RURAIS. RECOMPOSIÇÃO. MATAS. 1. A Medida Provisória de , que revogou o art. 99 da lei , foi revogada pela MP , de Em matéria de dano ambiental a responsabilidade é objetiva. O adquirente das terras rurais é responsável pela recomposição das matas nativas. 3. A Constituição Federal consagra em seu art. 186 que a função social da propriedade rural é cumprida quando atende, seguindo critérios e graus de

11 exigência estabelecidos em lei, a requisitos certos, entre os quais o de 'utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente'. 4. A lei vigora para todos os proprietários rurais, ainda que não sejam eles os responsáveis por eventuais desmatamentos anteriores. Na verdade, a referida norma referendou o próprio Código Florestal (lei ) que estabelecia uma limitação administrativa às propriedades rurais, obrigando os seus proprietários a instituírem áreas de reservas legais, de no mínimo 20% de cada propriedade, em prol do interesse coletivo. 5. Embargos de Declaração parcialmente acolhidos para negar provimento ao Recurso Especial." 10 EMENTA - RECURSO ESPECIAL - ALÍNEAS "A" E "C" - PROPRIEDADE RURAL - ATIVIDADE AGRO-PASTORIL - RESERVA LEGAL - TERRENO ADQUIRIDO PELO RECORRENTE JÁ DESMATADO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DO ADQUIRENTE DO IMÓVEL - EXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 16 ALÍNEA "A" E 2º DA LEI N /65; 3º E 267, IV, DO CPC - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 535, II, DO CPC DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO CONFIGURADA. Tanto a faixa ciliar quanto a reserva legal, em qualquer propriedade, incluída a da recorrente, não podem ser objeto de exploração econômica, de maneira que, ainda que se não dê o reflorestamento imediato, referidas zonas não podem servir como pastagens. Aquele que perpetua a lesão ao meio ambiente cometida por outrem está, ele mesmo, praticando o ilícito. A obrigação de conservação é automaticamente transferida do alienante ao adquirente, independentemente deste último ter responsabilidade pelo dano ambiental. Na linha do raciocínio acima expendido, confirase o Recurso Especial n /PR, cuja relatoria coube a este signatário, publicado no DJU de Recurso especial provido para afastar a ilegitimidade 10 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EDcl no AgRg no REsp n SP, relator Ministro Luiz Fux, DJ de

12 passiva ad causam do requerido e determinar o retorno dos autos à Corte de origem para exame das demais questões envolvidas na demanda.) 11 É o caso de se estar premiando o proprietário desidioso, e mais, de incentivar a venda de propriedades como forma de expurgar as pendências ambientais existentes. Porque então o proprietário faria tal averbação, se ele pode dispor do patrimônio sem fazer cumprir a norma? Este o evidente sangramento ao principio da isonomia que premia o vendedor e apena o comprador. Acerca do tema podemos colacionar a recente jurisprudência do TJMG : Número do processo: /001(1) ;Relator: CAETANO LEVI LOPES; Relator do Acordão: CAETANO LEVI LOPES; Data do Julgamento: 25/09/2007; Data da Publicação: 09/10/2007 EMENTA: Remessa oficial e apelação cível voluntária. Ação de mandado de segurança. Propriedade rural sem floresta ou mata nativa. Função social e ambiental. Averbação de reserva legal necessária. Sentença reformada. 1. O direito à propriedade também deve atender a função social e ambiental, o que torna legítima a imposição ao proprietário rural de comportamento positivo que visa a reabilitação dos processos ecológicos e a conservação da biodiversidade. 2. A averbação da reserva legal na matrícula do imóvel rural, como um desses comportamentos positivos impostos, deve mesmo ser exigida ainda que em terrenos já desmatados, como forma de assegurar a recuperação da mata nativa e um meio ambiente ecologicamente equilibrado. 3. O serviço de Registro de Imóveis é, por imperativo legal, obrigado a efetuar a averbação da área destinada à reserva legal em hipóteses de negócios jurídicos translativos da propriedade rural. 4. Remessa oficial e apelação cível conhecida. 5. Sentença reformada em 11 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO ESPECIAL Nº PR (1999/ ) RELATOR : MINISTRO FRANCIULLI NETTO RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ RECORRIDO : FIORINALDO NICOLETTI INTERES.: ASSOCIAÇÃO DE DEFESA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE MARINGA - ADEAM

13 reexame necessário para denegar a segurança, prejudicado o recurso voluntário. 12 MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. IMÓVEL RURAL. AVERBAÇÃO DA ÁREA DE RESERVA LEGAL COMO CONDIÇÃO AO REGISTRO DO IMÓVEL. EXIGÊNCIA LEGÍTIMA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQÜIDO E CERTO AINDA QUE INEXISTENTE ÁREA DE FLORESTA. ORDEM DENEGADA. SENTENÇA CONFIRMADA. 13 A outra forma de fazer cumprir a norma é apertando o bolso dos proprietários, daí o porquê da edição do Decreto federal nº 6.514/2008, que penaliza quem não averba a reserva legal. A não exigência da averbação quando da transferência de domínio de imóveis acarretará no incentivo de descumprir a norma e de se esquivar da efetiva fiscalização, já que, como acima vimos, o proprietário que não tem o local exato da Reserva Legal averbado, poderá mudá-la de lugar ao seu bel prazer, maquiando uma situação, e dificultando o trabalho dos órgãos de fiscalização ambiental. O pueril argumento de que não haveria prazo, conferido pela lei, para averbar a reserva legal, não dá aos proprietários o direito de simplesmente não cumprir a norma. O STJ já se pronunciou sobre a matéria: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO. AVERBAÇÃO DE RESERVA FLORESTAL. EXIGÊNCIA. CÓDIGO FLORESTAL. INTERPRETAÇÃO. 12 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS. Ap. nº /001(1), rel. Des. Caetano Levi Lopes, Dj. em , in &complemento=001&sequencial=&pg=0&resultPagina=10&palavrasConsulta= 13 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS. Ac. na Ap. nº /001, Primeira Câmara Cível, rel. Des. Armando Freire, Dj. em , in

14 1.O meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito que a Constituição assegura a todos (art. 225 da CF), tendo em consideração as gerações presentes e futuras. Nesse sentido, desobrigar os proprietários rurais da averbação da reserva florestal prevista no art. 16 do Código Florestal é o mesmo que esvaziar essa lei de seu conteúdo. 2.Desborda do mencionado regramento constitucional portaria administrativa que dispensa novos adquirentes de propriedades rurais da respectiva averbação de reserva florestal na matrícula do imóvel. 3.Recurso ordinário provido. 14 DIREITO AMBIENTAL. ARTS. 16 E 44 DA LEI Nº 4.771/65. MATRÍCULA DO IMÓVEL. AVERBAÇÃO DE ÁREA DE RESERVA FLORESTAL. NECESSIDADE. I - A questão controvertida refere-se à interpretação dos arts. 16 e 44 da Lei n /65 (Código Florestal), uma vez que, pela exegese firmada pelo aresto recorrido, os novos proprietários de imóveis rurais foram dispensados de averbar reserva legal florestal na matrícula do imóvel. II - "Essa legislação, ao determinar a separação de parte das propriedades rurais para constituição da reserva florestal legal, resultou de uma feliz e necessária consciência ecológica que vem tomando corpo na sociedade em razão dos efeitos dos desastres naturais ocorridos ao longo do tempo, resultado da degradação do meio ambiente efetuada sem limites pelo homem. Tais conseqüências nefastas, paulatinamente, levam à conscientização de que os recursos naturais devem ser utilizados com equilíbrio e preservados em intenção da boa qualidade de vida das gerações vindouras" (RMS nº /MG, Rel. Min. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, DJ de 03/10/2005). 14 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. no RMS MG, Segunda Turma, rel. Min. João Otávio de Noronha, https://ww2.stj.gov.br/revistaeletronica/rej.cgi/ita?seq=572776&nreg= &dt= &formato=HTML

15 III - Inviável o afastamento da averbação preconizada pelos artigos 16 e 44 da Lei nº 4.771/65 (Código Florestal), sob pena de esvaziamento do conteúdo da Lei. A averbação da reserva legal, à margem da inscrição da matrícula da propriedade, é conseqüência imediata do preceito normativo e está colocada entre as medidas necessárias à proteção do meio ambiente, previstas tanto no Código Florestal como na Legislação extravagante. IV - Recurso Especial provido. 15 Também devemos ressaltar que o proprietário do imóvel não é o único legitimado a requisitar o registro da averbação da reserva legal. Qualquer dos legitimados para impetrar Ação Civil Pública pode requisitar tal providencia. Acerca do tema podemos citar a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado: Independente de ser ou não proprietário da propriedade rural, qualquer pessoa, e, portanto, o Ministério Público e as Associações poderão promover o registro e a averbação, incumbindo-lhes as despesas respectivas (art. 217 mencionado) e desde que ofereçam elementos fáticos e documentais". 16 Esta mais uma prova de que não há liberdade ao proprietário do imóvel: ele é obrigado a averbar a reserva legal, sob pena, inclusive de um terceiro vir a requisitar o assento em seu nome. 15 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Resp.nº MG MG (2007/ Primeira Turma, rel. Min. Francisco Falcão, 16 MACHADO, Paulo Affonso Leme, "Direito Ambiental Brasileiro", 4 a ed., Editora Malheiros,1992, p. 440.

16 Conclusões : À guisa de conclusões podemos asserir: 1. Existem duas leis federais que exigem a averbação da reserva legal à margem do registro do imóvel ( Código Florestal desde e a Lei de Registros Públicosdesde 2006) ; 2. Os decretos estaduais que dispõem acerca da necessidade de averbação da reserva legal quando da transferência de imóveis em seu território são legítimos e apenas regulamentam a legislação federal. 3. A averbação da reserva legal é obrigatória tanto para os proprietários de imóveis que tem áreas nativas ainda preservadas, quanto para os que não mais as tem intactas. Para esses últimos exsurge também a necessidade de recompor a área por meio de reflorestamento ou a necessária compensação ambiental em outras áreas preservadas ( por meio de servidão florestal, por exemplo). 4. A Averbação da área restrita a reserva legal florestal, à margem do registro do imóvel, é uma obrigação legal, que independe de regulamentação, e seu consectário lógico é a necessidade de os cartórios cobrarem tal exigência, inviabilizando a transferência do domínio ate que o proprietário averbe a área.

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