PERSPECTIVAS PARA O AGRONEGÓCIO EM 2015

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1 PERSPECTIVAS PARA O AGRONEGÓCIO EM 2015 Piracicaba, 09 de dezembro de Este material elaborado por pesquisadores do Cepea combina trabalhos próprios e opiniões de líderes do agronegócio. Esta versão baseia-se em fundamentos disponíveis até a primeira semana de dezembro/14. Atualizações serão divulgadas à medida que novas informações se tornarem disponíveis. Contato: Panorama Geral O ano de 2014 não tem sido nada bom para economia brasileira. Seu crescimento será muito baixo (menos de 0,3%), apesar de uma política fiscal muito expansionista (saldo primário negativo até outubro) e a inflação muito alta (ao redor do teto de 6,5%), mesmo diante de taxas de juros muito elevadas. O desemprego, que vinha se mantendo em níveis bastante baixos (4,7%), começa a dar sinais de reversão tanto na indústria como nos serviços. As contas externas apresentam déficits preocupantes déficit em contas correntes de mais de 71 bilhões de dólares, 3,7% do PIB, até outubro. O problema traz consequências muito sérias. Desde 2011, o crescimento brasileiro vem sendo muito lento: apenas 1,6% ao ano em média. A estratégia de crescimento usada recentemente, de estimular a demanda via incentivos econômicos e creditícios, se esgotou por causa da escassez de recursos do setor público, cuja capacidade de arrecadação e de endividamento já alcançou os limites suportáveis pela economia. O que precisa ser feito nesta área é recuperar o potencial de investimento do governo através de profunda reforma fiscal, sem grandes sacrifícios no campo social. Não é algo que possa ser feito em pouco tempo. Para o médio prazo, o foco da política econômica tem de se voltar para o lado da oferta da economia: produtividade (educação, ciência e tecnologia), infraestrutura e eficiência (do setor público e privado, especialmente a indústria). A principal razão para o crescimento pífio, que tem sido observado, é o fraco avanço da produtividade do conjunto da economia, que permaneceu estagnada nesse período. A taxa de investimento segue baixa (17,4% do PIB) por ser a poupança interna menor ainda (14% do PIB), tornando os investimentos externos imprescindíveis. Estes são atraídos pela confiança inspirada pela economia e pelas perspectivas de lucro, coisas que o Brasil perdeu nos últimos anos. Como produtividade e credibilidade são fatores que não podem ser aumentados no curto prazo, a perspectiva da economia brasileira é de baixo crescimento nos próximos anos. Infelizmente, se não houver uma forte recuperação desse crescimento, a continuidade das políticas de combate à pobreza e de redução da desigualdade de renda podem ficar comprometidas. Os recursos disponíveis para isso vão se escasseando porque a capacidade de arrecadar do governo vai encolhendo à medida que a economia cresce mais devagar.

2 A economia brasileira conta, felizmente, com setores com forte potencial de crescimento, que souberam investir produtivamente ao longo das últimas décadas. São setores que se distinguem dos demais pela eficiência e competitividade: agronegócio (agropecuária e agroindústria), indústria extrativa (minérios e petróleo) e outros segmentos industriais específicos. Será com esses setores que o País terá de contar para preencher a lacuna temporal até que os rearranjos estruturais necessários sejam levados a cabo e surtam os efeitos desejados em termos de crescimento econômico. O papel estratégico do agronegócio em 2015 No ano de 2014, o agronegócio deverá se destacar na composição da taxa de crescimento da economia. Projeta-se que o setor (indo de insumos à distribuição de seus produtos) cresça perto de 2,6%, com a agropecuária (segmento primário) especificamente expandindo-se 5,8%, taxas que contrastam fortemente como o valor próximo de zero estimado para a economia como um todo. Nos anos seguintes, o setor deve continuar desempenhando papel semelhante. O Agronegócio é um setor estratégico para a economia brasileira e, especialmente em 2015, pode ser o grande condicionante do seu desempenho. Representando 23% do PIB brasileiro, ele pode ser o único setor com crescimento mais expressivo diante da indústria claudicante e dos serviços em processo de exaustão. Indiretamente, por ser importante gerador de divisas estrangeiras, respondendo por 40% do faturamento das exportações brasileiras e grande responsável pelos superávits comerciais do País, o agronegócio é que poderá abrir espaço para o crescimento dos demais setores, bastante dependentes de importações, portanto, das divisas que o agronegócio gerar. Além disso, o desempenho do agronegócio é um dos principais fatores determinantes da inflação, posto que alimentos e bebidas representam 23% do IPCA. Como esse peso no custo de vida chega a 28% para os estratos mais pobres e a 8,5% para os mais ricos, um bom desempenho do agronegócio (maior produção a preços estáveis ou menores graças a aumentos de produtividade) pode contribuir significativamente para garantir relativa continuidade da melhoria da distribuição de renda e da redução da pobreza. A própria eficácia das políticas de transferência de renda (como o Bolsa Família) e de valorização do salário mínimo depende de o custo de vida manter-se relativamente estável. Em síntese, para que o Brasil consiga trazer a inflação para níveis mais próximos da meta oficial, para que possa continuar no caminho da redução da desigualdade e da pobreza e para que a economia possa sustentar algum crescimento em 2015, é muito importante que o agronegócio tenha algum crescimento razoável e que não crie dificuldades do lado da inflação, nem do lado das exportações.

3 Do lado da oferta, o volume produzido (PIB a preços constantes) pelo agronegócio vincula-se fortemente ao segmento agropecuário (primário), que tem tido como principais determinantes: (a) a evolução de longo prazo de sua produtividade, que tem crescido a uma taxa média próxima a 5% ao ano, podendo haver importantes diferenças entre atividades agropecuárias individuais e (b) o comportamento do clima. Este último fator, na maioria dos casos, pesa mais sobre culturas e criações individuais ou subgrupos delas, de sorte que previsões sobre o impacto do clima no agregado da agropecuária são muito incertas. Com base em tendências históricas, desconsiderando-se o efeito do clima, o potencial de crescimento do volume produzido pela agropecuária é de 4,0% ao ano. A influência do clima pode afetar bastante esse resultado. O mesmo se pode dizer de certas políticas públicas que têm sido nocivas ao agronegócio, entre as quais se destaca as da área energética, que tanto têm prejudicado o segmento sucroalcooleiro. Para o agronegócio como um todo, a estimativa de crescimento é de 2,8%, em razão de uma de tendência de avanço mais lento da agroindústria (2,0%) e dos insumos (3,2%) comparativamente ao segmento primário. Tal ritmo reflete deficiências dos programas voltados para o setor, mormente os erros estratégicos no campo das negociações internacionais, que prejudicam as exportações de maior valor agregado e conexão da indústria brasileira nas grandes cadeias produtivas mundiais. Sabe-se que a renda do agronegócio (PIB a preços reais de cada ano) é substancialmente influenciada por fatores macroeconômicos domésticos e internacionais. Sob o aspecto doméstico, há, por um lado, uma relação de interdependência setorial: se o agronegócio cresce, contribui via oferta para o crescimento em volume dos demais setores e, logo, do País como um todo. Por este aspecto, o agronegócio vinha tendo um potencial de contribuir com 0,65 ponto percentual no PIB do Brasil. Nos próximos anos, essa participação pode ser aumentada em face das baixas taxas previstas para os demais setores econômicos. Se os demais setores se expandem, contribuem, via demanda, para o crescimento principalmente dos preços do agronegócio. Dado que o planejamento da produção agropecuária se dá com razoável antecedência à sua colocação no mercado, o comportamento dos demais setores econômicos tende a afetar menos o volume produzido e mais os preços e, por essa via, a renda do agronegócio. Como o crescimento esperado da economia brasileira para 2015 é bastante baixo, beirando 1% (diante do baixo investimento, desaceleração do consumo e incapacidade do governo de estimular a economia no curto prazo), não há expectativa de um fortalecimento da demanda doméstica, ainda mais tendo-se em conta o provável aumento do desemprego e de uma correção do salário mínimo pouco acima da inflação. O salário médio da economia provavelmente seguirá a atual trajetória de desaceleração em Dentro do País, portanto, o agronegócio vai encontrar em 2015 um mercado estagnado ou em fraca expansão na melhor das hipóteses.

4 O mercado externo tem sido determinante fundamental do comportamento dos preços do agronegócio brasileiro, constituindo-se no escoadouro dos crescentes excedentes de produção. Os principais produtos do agronegócio são comercializáveis externamente (commodities); seus preços dependem dos preços internacionais em dólares e da taxa de câmbio do mercado interno brasileiro. Os preços em dólares das commodities agropecuárias, entre elas grãos e açúcar, deverão apresentar tendência algo decrescente. Uma provável exceção a essa tendência será o mercado de carnes, onde não há indícios de queda de preços. Entretanto, parece certo que uma característica dominante nos mercados em geral será a elevada volatilidade, decorrente obviamente das questões climáticas, mas também devido a fatores macroeconômicos. De um lado, mudanças possíveis, mas incertas, na liquidez e na taxa de juros internacionais têm sido importantes determinantes do comportamento dos preços das commodities, cada vez mais vistas como ativos objetos de aplicações financeiras. Perspectivas de menor liquidez e maiores juros internacionais acenam para dólar mais valorizado frutos da cessação do chamado processo de quantitative easing nos Estados Unidos e, consequentemente, preços de commodities menores. O câmbio no mercado interno ainda é uma incógnita diante das indefinições quanto à atuação do Banco Central. Uma desvalorização do Real ajudaria o agronegócio ao custo de dificultar o controle da inflação. Já a tendência de queda dos preços do petróleo, além de contribuir para uma taxa menor de inflação, pode favorecer o agronegócio, posto que o óleo diesel e outros agroquímicos produzidos a partir do petróleo tenderão a se tornar mais baratos. O que fica prejudicado aqui é a perspectiva da produção nacional de petróleo. Como uma fábrica a céu aberto, o agronegócio está muito exposto às incertezas climáticas, principalmente a seus eventos extremos, cada vez mais frequentes. Não se trata, pois, apenas do comportamento do clima no País, mas, sim, no planeta como um todo: fortes eventos climáticos nos Estados Unidos, ou outros importantes produtores, podem afetar com intensidade a renda do agronegócio brasileiro positiva ou negativamente. O Brasil precisa, portanto, reforçar sua política agrícola voltada para o financiamento e o seguro da renda agrícola. O governo federal alocou R$ 156,1 bilhões (aumento de 14,7%) para o financiamento da safra 2014/2015, ou cerca de 50% do PIB da agropecuária, um crescimento em relação a 2006, por exemplo, quando era de 42%. Estima-se que o setor precise de um total de 95% do seu PIB para financiar insumos e investimentos, devendo valer-se complementarmente de recursos próprios e de outras fontes não oficiais. Quanto ao seguro rural, um crescimento exponencial vem ocorrendo desde meados da década de 2000, porém, atingindo ainda menos de 10% da área cultivada, com grande concentração no Sul do País e nas culturas de grãos, particularmente na soja. Em relação à política de sustentação de preços em anos recentes, ela tem se valido de instrumentos que minimizam os custos e a intervenção nos mercados, ficando, no entanto, evidentes atuações localizadas e/ou pontuais que podem adquirir relevância em casos específicos. A intervenção do governo tem sido mais expressiva na chamada agricultura familiar.

5 Num balanço global, estudos sobre a questão vêm mostrando graus decrescentes de apoio do governo ao setor do agronegócio comparando-se ao quadro prevalecente há algumas décadas. Perspectivas setoriais Em 2015, o desempenho dos principais setores do agronegócio brasileiro tende a ser positivo. Os fundamentos não justificam animação, mas também rejeitam choradeiras, pelo menos da maioria das atividades. Com margens apertadas, vão sobrevivendo no agronegócio aqueles que trabalham com gestão profissional, que conseguem manter positiva a relação entre receita e custos; tantos outros vão perdendo o fôlego e deixando a atividade que, por consequência, vai se tornando mais concentrada. Em 2015, setores como o sucroalcooleiro e a pecuária leiteira podem presenciar mais uma edição desse fenômeno. Suas consequências não chegam a ser evidenciadas na redução da oferta agregada, mas podem ser marcantes no contexto socioeconômico do interior do País, o que requer a atenção de políticas públicas. Estimativas de safras disponibilizadas pela Conab em novembro indicam para 2015 variação de área de grãos na temporada de verão no intervalo entre -0,5% e 2,2%. E o destaque (em hectares) é justamente para o carro-chefe da agricultura nacional, a soja, para a qual está prevista expansão entre 2,3% e 5,1%; para sua produtividade, estima-se aumento de 1,4%. A variação da produção total de grãos situa-se no intervalo de -0,1% e 2,7%, desconsiderando-se as estimativas para as culturas de inverno. No setor pecuário, a característica de ciclo relativamente longo da pecuária bovina sugere a continuidade de oferta limitada desta carne, o que deve manter ou ampliar o espaço das proteínas substitutas no mercado doméstico, especialmente para a carne de frango. Em geral, a expectativa desses setores são de que 2015 seja um ano bom, ainda que nem tanto quanto O que se esperar de alguns dos principais setores do agronegócio brasileiro? Lavouras No caso da soja, os orçamentos de custos e a relação com a receita apontam desde o final do primeiro semestre de 2014 para situação melhor que a esperada para culturas concorrentes em área, como milho e algodão. Isto justificou a expansão da oleaginosa. Porém, índices pluviométricos baixos no Sudeste e Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul atrasaram o cultivo das lavouras que seriam implantadas com variedades precoces e superprecoces. Com a volta das chuvas a partir do final de outubro, houve avanço no semeio e há expectativa de boa produtividade. A Conab prevê a colheita na casa de 90,5 milhões de toneladas, mais um recorde. O USDA chega a apontar 92 milhões de toneladas. O processamento interno e as exportações de

6 soja em grão também devem ser históricos, assim como a produção e o consumo interno de farelo e de óleo de soja. Como também se estima oferta recorde na Argentina em 2015 e os Estados Unidos colheram a maior safra da sua história, os estoques mundiais da oleaginosa devem crescer, apesar do consumo também crescente. Segundo dados do USDA, a relação estoque/consumo deve fechar a safra 2014/15 em cerca de 32%, o maior já registrado por aquela instituição, que tem dados desde 1964/65. Com isso, as negociações na Bolsa de Chicago (CME Group) sinalizam preços na casa de US$ 10,00/bushel para os próximos três anos, pelo menos, o que significaria os menores valores desde a safra 2010/11. Levantamentos do Cepea no início de dezembro apontam negócios para exportação pouco acima de US$ 23,00/sc de 60 kg, FOB Porto de Paranaguá, para todo o primeiro semestre de 2015, também um dos menores níveis desde Mantendo-se como referência as negociações FOB, embarque por Paranaguá, dados do Cepea indicam preços decrescentes entre janeiro e abril de 2015 (de US$ 425,00/t para US$ 380,00/t) e, nos três meses seguintes, haveria relativa estabilidade. Situação semelhante é observada para o óleo de soja, com preços médios passando de US$ 760,00/t, em jan/15, para US$ 708,00/t, em abril, e se mantendo na sequência conforme dados da primeira semana de dezembro. Para o café, a forte estiagem que marcou as principais regiões produtoras em 2014 reduziu consideravelmente a produção da atual temporada (2014/15): em torno de 10%. Para a temporada 2015/16, produtores estimam nova baixa da oferta de arábica, com as lavouras ainda sob os efeitos da seca. Diferentemente, a produção de robusta tem contado com condições climáticas favoráveis e deve aumentar. Mesmo assim, os estoques nacionais e mundiais de café devem diminuir ainda mais no final da temporada 2015/16. Paralelamente, espera-se avanço da demanda motivada pela recuperação econômica dos principais países consumidores de café. Sob este cenário, a perspectiva para 2015 é de preços firmes para as duas variedades, com alguma elevação frente a 2014 bem distantes dos preços baixos de O algodão deve, novamente, perder espaço na temporada 2014/15. Desde meados de 2014, as cotações regionais estão abaixo do preço mínimo oficial; se isso não bastasse, os dados apontam situação apertada quando se comparam receitas e custos da nova temporada. No cenário mundial, os estoques de passagem devem atingir níveis recordes em Os contratos na ICE Futures para vencimento em 2015 operam nos menores valores desde que se iniciaram o contrato Mar/15, por exemplo, começou a ser negociado em abr/12. A Conab estima que a área cultivada no Brasil tenha redução entre 6,5% e 14,2%. Mesmo que a produtividade avance os 3,4% estimados por enquanto, a produção poderia ficar ao redor de 1,6 milhão de toneladas, contra 1,73 milhão na temporada passada. O Icac (Comitê Consultivo Internacional do Algodão) estima que, no Brasil, a redução da área seja de 13%, caindo para 975 mil hectares. Considerando-se a produtividade média de kg/ha de algodão em pluma, a oferta nacional seria de cerca de 1,5 milhão de toneladas. Ainda segundo o Icac, a produção mundial de algodão deve permanecer estável na safra 2014/15, em 26,2 milhões de toneladas, enquanto a demanda

7 subiria para 24,4 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais da safra 2014/15 se elevariam para 21,41 milhões de toneladas, levando o preço médio (Índice Cotlook A) para a casa de US$ 0,73/lp. Se confirmado, será o menor preço do Cot A desde a safra 2008/09, ano de crise da cotonicultura no mundo e, em especial, no Brasil. O milho 1ª safra é outra cultura que teve redução de área, preterido em favor principalmente da soja. Os preços vigentes no período de decisão da safra de verão não eram atrativos para produtores de milho, devido à oferta recorde na temporada 2013/14 e ao menor ritmo de exportação. Além disso, as chuvas escassas no Sudeste e em parte do Centro-Oeste também afetaram a decisão de cultivo na 1ª safra. Dados da Conab apontam que, no final de janeiro de 2015, haverá estoques na casa de 15,3 milhões de toneladas, o que equivaleria a 48% do que foi colhido na safra verão 2013/14. Estoques nestes níveis não devem permitir recuperações expressivas de preços. Somente algum fator que colabore para exportação bem acima de 20 milhões de toneladas por ano-safra pode mudar o cenário de preços. Porém, agentes não esperam que isso aconteça no curto prazo. Assim, novamente, recaem sobre a 2ª safra os principais fatores de impacto sobre os preços da temporada 2014/15. Com base na relação receita/custos, dados iniciais apontam para uma menor área cultivada e também para menor uso de tecnologias, comparativamente a 2013/15. Paralelamente, o fator clima também pode pesar sobre as estimativas. Muitas incertezas ainda dificultam antever a oferta total de milho e os níveis de preços na temporada 2014/15. Os riscos, portanto, se sobressaem, especialmente quando se consideram os diferenciais de base entre os portos e a região de Campinas, referência para o contrato futuro na BM&FBovespa. Na citricultura, em 2014, novamente, muitos produtores deixaram a atividade; houve também diminuição da área com citros e, comumente, vê-se redução dos tratos culturais. O motivo é a sequência de anos de rentabilidade negativa, e a consequência, de curto prazo, deve ser menos laranjas produzidas em 2015/16. Paralelamente à possível menor oferta paulista, deve haver considerável redução dos estoques de suco de laranja das indústrias, fundamentando a perspectiva de preços maiores ao produtor. Caso se confirmem, a redução de área com citros deve ser menos intensa que a verificada nos últimos anos e o grau de renovação e adensamento dos pomares tende a aumentar. Em situação desfavorável desde 2008, o setor sucroalcooleiro enfrentou na safra que termina um agravamento do quadro. As consequências foram sentidas especialmente por agentes do estado de São Paulo, onde a falta de chuvas foi mais acentuada. A produção diminuiu sem que houvesse a contrapartida de elevação dos preços. Conforme representantes do setor, muitas usinas reduziram em cerca de 20% o volume de cana moída comparativamente à temporada anterior; algumas, chegaram a moer 70% a menos, situação que acarretou a saída de mais um grupo de usinas. Para piorar, os custos de produção aumentaram. Mas, aos poucos, esse cenário deve ficar para trás. O setor tem expectativas positivas para a próxima safra, que começa em

8 abril/15. São esperados volta do diálogo com o governo federal e definição de uma política de longo prazo para o setor. Entre as ações aguardadas para o curto prazo, o destaque é para a volta da Cide sobre o preço da gasolina e a definição da sua magnitude. A lógica é que, face à gasolina mais cara, a competitividade do hidratado se eleva e, com isso, mais matéria-prima passa a ser alocada para este combustível. Por consequência, os preços do anidro e também do açúcar ganham algum impulso. Outro fundamento que justifica a expectativa de recuperação dos preços do setor vem do mercado internacional de açúcar. A partir de meados do segundo semestre, o superávit atual pode dar espaço a déficit, que seria suprido pela commodity brasileira. Além dessa demanda, o câmbio também deve reforçar a competitividade do produto nacional. No balanço, a expectativa para 2015 e de produção estável e, por enquanto, de preços apenas ligeiramente maiores. Pecuária No mercado de bovinos de corte, a falta de chuva já desde 2013 prejudica não só a engorda dos animais, mas também a taxa de prenhez e o desenvolvimento de bezerros e garrotes, que atravessaram períodos de baixa nutrição. O resultado aparece na queda tanto do número de animais ofertados para abate quanto do peso das carcaças. Essa menor oferta de carne, em 2014, justificou valorizações significativas em todos os elos da cadeia e, à medida que persista, tenderia a manter o nível dos preços. Do lado da demanda, é sabido que cotações elevadas inibem o consumo especialmente num ano em que a atividade econômica deve ser bastante lenta, mas não se aposta que o agregado chegue a diminuir comparativamente ao ano anterior. Ainda que a demanda não seja robusta, da perspectiva de preços, devem entrar na conta também as exportações, que sinalizam o enxugamento da já limitada oferta interna. A situação de grandes produtores internacionais bem como a continuidade do embargo de parte da comunidade internacional à Rússia devem favorecer as vendas da carne brasileira, mesmo que haja dúvidas sobre o comportamento do câmbio no mercado interno. Depois da grande crise da suinocultura em 2012, muitas matrizes foram abatidas e houve redução da oferta para abate em 2013 e início de A partir do final do primeiro trimestre, no entanto, cresceram tanto os abates quanto os preços, chegando a pico bastante elevado em outubro/14. No front externo, as vendas em 2014 diminuíram algo em torno de 5%, mas ocorrências negativas à produção de outros concorrentes do mercado internacional estreitaram a oferta a ponto de permitir a obtenção de preços altos. Aos exportadores brasileiros, foram elevados o suficiente para compensar a queda de volume e ainda proporcionar avanço do faturamento em dólar da ordem de 20% em moeda nacional, beirou 30%. Combinados a essas receitas, os custos foram considerados razoáveis não muito altos. Como alguns avaliam, 2014 foi um ponto acima da curva. Para 2015, são esperados custos de produção um pouco maiores e preços domésticos do suíno semelhantes ou, dependendo do momento, um pouco abaixo dos níveis elevados de A formação desses preços se dará no contexto de aumento

9 da produção face a avanço moderado da demanda interna e um pouco mais robusto das exportações com colaboração, inclusive, do câmbio. Escaldados por crises, representantes deste setor esperam que 2015, um ano que requer pé no chão, não seja entendido pelos produtores como estímulo para aumento exagerado dos plantéis a ponto de desencadear nova crise em 2016/17. Para a avicultura, 2014 não foi tão bom quanto para a suinocultura, mas seu balanço também é positivo. Copa do Mundo e eleições não aqueceram o consumo doméstico de frango tanto quanto esperado e, em alguns momentos, os preços nominais do frango vivo (mercado independente) e da carne estiveram bem próximos dos praticados em Apesar disso, em grande parte do ano, os preços do milho e do farelo estiveram em queda, favorecendo as margens dos produtores independentes e especialmente das integradoras, que contam com ganhos (competitividade) também da produção em larga escala. Para o novo ano, é previsto continuidade do cenário positivo, com maior equilíbrio entre oferta e demanda, podendo resultar em preços maiores que os de A liderança brasileira nas exportações, que absorvem cerca de 30% da produção nacional, não sofre ameaças, devendo manter-se em marcha firme. Quanto ao consumo dos brasileiros, também se prevê algum avanço, sustentado principalmente pelo reajuste, ainda que mais moderado, do salário mínimo e pela demanda adicional gerada pela manutenção da carne bovina em patamares elevados. Pensando-se em custos de produção, muitos têm a expectativas de farelo de soja e milho a preços menores que os de Ainda se tratando de proteína animal, a pecuária leiteira é um dos poucos setores que acenam, desde já, para forte aperto dos preços em Em todo o segundo semestre de 2014, os preços do leite ao produtor estão, em termos nominais, bem abaixo dos praticados em 2013; na virada do ano, aproximam-se mesmo dos de No País, a produção anual de leite é sempre crescente, à taxa média de 5%, mas o crescimento em 2014 foi bem além, podendo ultrapassar os 10% nos estados mais representativos do setor (Icap-L/Cepea), o que ajuda a entender o nível das cotações na virada do ano. Dessa forma, são baixistas as expectativas de preços também para os primeiros meses de 2015, o que desestimularia a produção. Com isso, pode haver redução acentuada da oferta em junho-julho/15 (com banda de maio a agosto), período de entressafra. Naquele momento, os preços devem ter elevações consideráveis, mas pontuais, e as retrações podem mesmo começar mais cedo. No balanço, o ano deve ser de desestímulo aos produtores, com muitos pequenos ou aventureiros devendo sair da atividade, liquidando plantéis. O crescimento anual da produção seria, então, reduzido para 3 a 4% e, repetindo-se a bienalidade típica da pecuária leiteira, para 2016, seriam esperados estoques menores e, então, tendência de reação dos preços mais rápida no período de pré-entressafra. Na vertente da demanda, o mais importante é a perspectiva de que o consumo interno dos principais lácteos manter-se-á crescente, ainda que a taxa menor que em De fato, demanda é importante para o escoamento dos derivados que estão sendo produzidos aceleradamente pelas indústrias reflexo da captação elevada de matéria-prima.

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