EXMO. SR. JUIZ FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DA BAHIA.

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1 EXMO. SR. JUIZ FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DA BAHIA. REF.: Inquérito Civil Público n / O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelas Procuradoras da República signatárias, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, especialmente com fulcro no art. 129, III, da Constituição da República e no art. 1º, II e IV, da Lei nº 7.347/85, vem, perante V. Exa., ajuizar a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA, com pedido de antecipação de tutela em face da UNIÃO FEDERAL, pessoa jurídica de direito público, com sede da Advocacia- Geral da União à Av. Tancredo Neves, nº 450, edf. Suarez Trade, 28º andar, Caminho das Árvores, CEP , Salvador/BA; do DNIT - DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTRA DE TRANSPORTES, autarquia federal, com sede à Av. Frederico Pontes, nº 141, Comércio, CEP , Salvador/BA, podendo ser citado na pessoa de seu Superintendente Regional; e do ESTADO DA BAHIA, pessoa jurídica de direito público, com sede da Procuradoria-Geral do Estado à 3ª Avenida, 310, Centro Administrativo da Bahia, CEP , Salvador/BA. DOS FATOS O Inquérito Civil epigrafado foi instaurado a partir de diversas representações encaminhadas por Deputados Estaduais a fim de esclarecer, entre outras questões ligadas ao péssimo estado das rodovias federais no Estado da Bahia, a situação dos trechos de BR s que foram estadualizados, bem como o destino dado aos recursos repassados pelo Estado nesse processo de estadualização das estradas baianas. A possibilidade de transferência da tarefa de manutenção e conservação de segmentos das estradas federais, mediante contrapartida financeira a ser paga ao 1

2 Estado Membro, deu-se nos termos da Medida Provisória n 82/2002, segundo a qual diversos Estados brasileiros receberam, mediante convênio, trechos de rodovias federais ficando com a incumbência de realizar neles trabalhos de conservação e manutenção. Analisando o Inquérito Civil quanto à situação da malha federal do Estado da Bahia, constatou o MPF a situação lastimável dos trechos objeto de estadualização. O próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(DNIT) na Bahia reconheceu a situação precária das rodovias baianas, com estradas mal conservadas e consequentes defeitos na pista, que incrementam os riscos de acidentes de trânsito(fls. 51/54). Não é de hoje que aparecem nos noticiários, de âmbito local e nacional, reportagens relatando as péssimas condições das estradas baianas, tais como as que foram acostadas aos autos a fls. 14/36 do ICP n / , entre as quais se inserem trechos estadualizados pela sobredita Medida Provisória. Esta situação de abandono evidenciou que a transferência - estadualização - de trechos de rodovias federais não produziu os resultados esperados, de modo que a situação das estradas agravava-se, em lugar de melhorar. De conseguinte, o Parquet instou o Ministério dos Transportes a se pronunciar sobre o assunto, o qual esclareceu como se deu o processo de transferência de domínio da malha rodoviária federal ao Estado da Bahia, sendo que a transferência teve o objetivo específico, conforme previsto no art. 2º da MP n 82/2002, de recuperação e manutenção dos trechos rodoviários em más condições de conservação (v. fls. 31/34 do PA n 853/ ). A mencionada transferência de domínio seria efetivada em caráter irretratável e irrevogável, mediante termo assinado pelo Ministro de Estado dos Transportes e pelo Governador do Estado ou do Distrito Federal. Por conta da aludida transferência, a União repassaria aos Estados e ao Distrito Federal, por intermédio do Ministério dos Transportes, à conta de dotação orçamentária própria, recursos oriundos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - Cide-, de que trata a Lei no , de 19 de dezembro de 2001, no montante de R$ ,00 (cento e trinta mil reais) por quilômetro de rodovia federal, em até dez dias úteis, contados da data da assinatura do termo de transferência de domínio. Por sua vez, a assinatura do termo de transferência de domínio e o repasse de que trata a Medida Provisória ficariam condicionados à declaração pelo Estado ou pelo Distrito Federal, na forma estabelecida pela Advocacia-Geral da União, de que todas as despesas realizadas em rodovias federais, direta ou indiretamente, sem convênio ou com convênio em desacordo com o plano de trabalho e de aplicação de recursos, foram efetuados por sua conta e ordem, não constituindo obrigação da União, bem como a adimplência do Estado ou do Distrito 2

3 Federal no que se refere ao pagamento de dívidas e demais obrigações financeiras para com a União, atestada pela Secretaria do Tesouro Nacional. A MP em comento estabelecia também que o recebimento do repasse implicaria renúncia a qualquer pretenso ou alegado direito que possa existir relativamente ao ressarcimento ou indenização por eventuais despesas feitas em rodovias federais, além do que as despesas com a manutenção, recuperação, conservação, restauração, melhoria e pavimentação das rodovias transferidas passariam a ser de responsabilidade exclusiva das respectivas Unidades da Federação. No caso da Bahia, o Governo do Estado firmou, em , com a União, por intermédio do Ministério dos Transportes, o Termo de Transferência n 008/2002, pelo qual restou autorizada a transferência de 1.411,2 Km de rodovias federais, cujos trechos se encontram descritos no Anexo I, do referido Termo (fls. 156/157 do IC / ). Em contrapartida, foram repassados ao Estado da Bahia o montante de R$ ,00(cento e oitenta e três milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil reais), em duas parcelas, a primeira em , no importe de ,86, e a segunda, em , no valor de R$ ,14. Sucede que o Projeto de Lei de Conversão da supracitada Medida Provisória foi integralmente vetado pelo Presidente da República. Nesse aspecto, oportuno citar os 3º e 11º do art. 62 da CF: (...) 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes; (grifos nossos). (...) 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas; (grifos nossos). Infere-se, portanto, que as relações jurídicas constituídas (transferência das rodovias pelos Termos de Transferência) durante a vigência da MP, continuam válidas e plenamente regidas pela MP 82/2002, uma vez que não foi editado o Decreto legislativo regulador. Esse entendimento, inclusive, integra a Mensagem do Veto Presidencial nº 198, nos seguintes termos: 3

4 De outra parte, vetado integralmente o projeto, caberá ao Congresso Nacional editar decreto legislativo dispondo sobre a convalidação dos atos praticados durante a vigência da Medida Provisória no 82, os quais permanecem regidos por esta na ausência ou até a edição do referido ato. O Ministério dos Transportes, por meio da Nota Técnica nº 15/2006/CGCAP/SFAT/MT, que acompanhou o Oficio nº 633/SE/MT, confirmou que o processo de transferência de rodovias federais no Estado da Bahia, assim como em todos os demais Estados que dele participaram, já se encontra concluído, não tendo sido aprovado ou publicado qualquer ato ou medida legal contrária à descentralização de parte da malha rodoviária federal concretizada por intermédio da Medida Provisória nº 82/2002 (ver anexo I do PA n / ). Acompanharam a Nota Técnica n 15/2006/CGCAP/SFAT/MT, o Termo de Transferência nº 008/2002, a relação das rodovias transferidas e os comprovantes do repasse de R$ ,00 - correspondentes a 1.411,2Km de rodovias federais 2 (v. fls. 49/59 3 do mencionado anexo). Anote-se que o parágrafo segundo do Termo de Transferência nº 008/2002 dispensa qualquer formalidade para o recebimento das rodovias, sendo esse concretizado apenas com o decurso do prazo, o qual expirou em janeiro de 2006, conforme expressamente consignado no 1º do art. 3º da MP 82/2002. De outra banda, o Superintendente do DNIT, Saulo Filinto Pontes de Souza, ao ser convocado para prestar esclarecimentos na sede da Procuradoria da República, elucidou que o Ministério dos Transportes não lhes repassou nenhuma responsabilidade sobre a fiscalização dos recursos repassados ao Estado da Bahia por meio da MP n 82 /2002, cabendo-lhe, tão-só, realizar inventário, em conjunto com o DERBA, dos trechos rodoviários que foram estadualizados( ver ata de reunião de fls. 106 do PA n 853/ ). Indagado a respeito (fls. 10/12 do PA n / ), o Governo do Estado da Bahia informou, por meio do ofício n 0140/2003, que o repasse dos recursos transferidos no processo de estadualização teve natureza indenizatória, em razão da transferência das estradas da União à sua administração, exsurgindo, inclusive, como forma de compensação dos investimentos em rodovias que o governo estadual realizou nos últimos dez anos. 1 Fls. 47, numeração do APOIO/SEGES. 2 O repasse equivale ao valor R$ ,00 por Km de rodovia transferida e das Portarias nºs. 883, de 9 de setembro de 2003, e 085, de 04 de maio de 2005, que estabeleceram o cronograma de transferência e recebimento das mencionadas rodovias. 3 Numeração do APOIO/SEGES, na parte final do PA. 4

5 E mais, asseriu o Estado da Bahia que a natureza ressarcitória dos recursos transferidos por conta da MP não se compadece com a implementação de qualquer controle pelos Órgãos da União sobre o destino da indenização paga ao estado.(fls. 11 do PA n 853/ ) A despeito de negar-se a prestar contas à União dos recursos federais repassados no processo de estadualização das rodovias, o Governo do Estado da Bahia apresentou ao MPF a planilha no valor de R$ ,54 (duzentos e sessenta milhões, vinte e sete mil. e quatrocentos e vinte reais e cinquenta quatro centavos) como forma de justificar a aplicação dos recursos aplicados na conservação e manutenção das rodovias transferidas ao Estado por conta da MP n 82/2002.(fls. 13 do À n 853/ ), Tais respostas, evidentemente, não satisfizeram a necessidade de saber se o Estado, que confessava o recebimento integral dos recursos, estava realmente cuidando da conservação e manutenção dos segmentos transferidos, e, se não estava, o porquê. A analista pericial em economia da PR/BA apresentou parecer pela inadmissibilidade da planilha apresentada pelo Estado da Bahia relativa aos investimentos do Estado na recuperação e conservação das rodovias localizadas em seu território, eis que todos os dispêndios se deram em período bem anterior à edição da MP n 82/2002 e a consequente transferência da malha rodoviária, além do que a maioria dos trechos indicados na planilha não estavam inseridos naqueles que foram estadualizados pela multicitada Medida Provisória (ver parecer a fls. 292/297) do ICP n / ). A intelecção da expert apenas ratificou o que foi dito pelo Governo do Estado no sentido de que não aplicou os recursos no objeto pactuado, dando-lhe destinação ignorada até o presente momento, consoante conclusão a seguir transcrita: Desta forma, permanece o montante dos recursos repassados pela MP 82/2002 sem comprovação de sua utilização na finalidade a que se destinava. É questionável também a alegação de que não é devida a prestação de contas dos recursos pela não fixação de mecanismos de controle e fiscalização nos dispositivos legais que estabelecem a transferência. Trata-se de recursos da CIDE, verba de destinação específica, vinculada, neste caso, a conservação e restauração dos 1.411,2 KM transferidos. A vinculação é bem clara, principalmente, quando se observa que o montante transferido foi proporcional à extensão da rodovia estadualizada.(fls. 297 do ICP nº / ) 5

6 Tal conclusão levou o MPF a instar novamente o Governo do Estado da Bahia para que informasse a destinação dada aos recursos recebidos por meio da MP n 82/2002, individualizando-o por rodovia e período de aplicação, pelo que o Governo insistiu na absurda e falaciosa tese de que, diante da natureza e finalidade indenizatória daquelas transferências, revelariase despropositado falar em prestação de contas à União dos recursos repassados ao Estado da Bahia à conta da MP nº 82/2002. Ademais, aventou o Governo que a perda da eficácia da MP n 82/2002 importou a desconstituição dos atos praticados durante sua vigência e, na pior das hipóteses, uma situação de seriíssima dúvida acerca da situação jurídica superveniente das rodovias cuja transferência se pretendera fazer( fls. 330/331 do ICP n / ). Daí que observa-se a tese, no mínimo interessante, ventilada pelo Governo Estadual, ao negar eficácia da MP n 82/2002 e como corolário se ver desobrigado do dever constitucional de prestar contas dos vultosos recursos federais efetivamente recebidos em decorrência do advento daquela MP. Curiosa inteligência a do Estado da Bahia. Como a medida provisória foi rejeitada, e não editado decreto legislativo, a estadualização e o respectivo termo de transferência assinado pelo Chefe do Executivo - perdeu o efeito, restando as estradas sob a responsabilidade federal. Não valem para atribuir obrigações, mas seguem íntegros QUANDO SE TRATA DA QUANTIA REPASSADA - R$ ,00(cento e oitenta e três milhões e quatrocentos e cinquenta e seis mil reais) - A CUJO RESPEITO O ESTADO NÃO FALA EM DEVOLVER, NEM TRAZ EXPLICAÇÃO CONVINCENTE EM QUE EMPREGOU ESTE DINHEIRO. É nesse passo, Excelência, com a constatação de vergonhoso ânimo de se furtarem do desempenho de seus misteres institucionais que se conduziu, até aqui, a busca de atribuição de responsabilidades por essa estadualização. Incontroverso, contudo, resta um fato, do qual não se pode duvidar: houve a assinatura do Termo, e o efetivo repasse dos vultosos créditos pela UNIÃO, através do Ministério dos Transportes, para o Estado da Bahia. E por se tratar de dinheiro público, as esferas de poder envolvidas, devem - e irão - dar conta do que foi feito com esse avolumado aporte financeiro, vinculado, desde o princípio, a uma finalidade específica, que é a manutenção, conservação, pavimentação e todas as outras obras de melhoria necessárias à boa utilização da malha rodoviária em questão. Nessa ordem de ideias, calha trazer à fiveleta as conclusões extraídas do acórdão n 1614/2006 proferido pelo Plenário do Tribunal de Contas da União em razão da solicitação formulada por um Deputado Federal no sentido de serem prestados esclarecimentos a respeito da prestação de contas pelo Estado da Bahia dos recursos destinados à manutenção de 6

7 rodovias que tiveram seus domínios transferidos para aquele Estado( v. fls. 333/346 do ICP nº / ) Eis trechos importantes do aludido acórdão: (...) 13. De início, é de se destacar que as respostas apresentadas pelos entes demandados nos autos não abordam plenamente as questões colocadas nas diligências No caso do Estado da Bahia, não foram apresentadas informações sobre os serviços e obras realizadas com os recursos transferidos, em especial os tipos de serviços, valores e trechos em que teriam sido realizados. Ao contrário, as informações, em princípio, têm a intenção de justificar a aplicação dos recursos transferidos em outros trechos rodoviários, a título de ressarcimento a gastos do estado em rodovias federais Também das respostas do Dnit não indicam que tenha sido executada alguma obra pelo Estado da Bahia nos trechos transferidos. Ao contrário, as informações limitam-se às obras executadas pelo próprio Dnit. 14. Desse modo, há maior probabilidade de que os recursos repassados ao Estado da Bahia não tenham sido utilizados integralmente nos trechos transferidos pela MP 82/2002, os quais estariam sem a devida conservação Sobre essa possibilidade, é pertinente comentar o Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas - Petse. Recentemente, foi lançado um programa especial do Governo Federal para recuperação emergencial de rodovias, o Petse, com utilização de dotação orçamentária extraordinária. À f. 51 consta um quadro extraído do site do Dnit com os trechos abrangidos na MP 82/2002 que foram contemplados com recursos e obras de recuperação no Petse. A informação é de que 5 rodovias serão recuperadas, perfazendo-se uma extensão total de 471,5 km e um custo total previsto em R$ ,00. Isso é um indicativo que há uma significativa extensão de rodovias federais no Estado da Bahia em más condições, uma vez que o Petse abrange somente esses casos(...) (fls. 340/341). 7

8 Concernente ao imperativo de o Estado prestar contas dos recursos federais que lhe foram repassados, cumpre trazer as esclarecedoras lições do voto do Ministro Relator Augusto Nardes: (...) 2. Quanto ao mérito, observo que o questionamento do eminente Deputado refere-se à Prestação de Contas dos recursos repassados ao Estado da Bahia, no valor de R$ ,00, decorrentes da transferência de domínio de estradas federais àquele ente da federação, na forma prevista na Medida Provisória nº 82/2002, que dispunha sobre a transferência de domínio da União para o Estados e o Distrito Federal de parte da malha rodoviária sob jurisdição federal. 3. Em relação à necessidade de serem prestadas contas pelos recursos repassados pela União aos Estados, dissinto, pelos motivos que passo a expor, da análise empreendida pela Unidade Técnica. 4. Observo que a fundamentação da unidade técnica cingiu-se, equivocadamente, ao entendimento de que os recursos em apreço não foram objeto de transferências voluntárias, a qual ensejaria, como nos casos de convênios, a obrigação de prestação de contas. 5. Nada obstante, uma análise mais ampla do repasse de recursos em epígrafe demonstra, conforme descrito em meu prévio relato, que os Estados, antes da edição da referida Medida Provisória, manifestaram-se acerca do interesse em receber o domínio dos trechos rodoviários e, inclusive, sobre o montante de recursos que seriam descentralizados pela União para a adequação e manutenção das rodovias contempladas. Corroboram esta afirmação diversos documentos acostados ao TC / Esta situação, a meu ver, é suficiente para demonstrar que houve, em sentido lato, um ajuste que, somado ao interesse comum dos Estados e da União, dá ensejo, nos termos de nossa Carta Magna, à obrigatoriedade de serem prestadas contas aos órgãos repassadores de recursos. 7. Além disso, o parágrafo único do artigo 70 de nossa Carta Magna, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998, é claro ao dispor acerca de obrigação de prestar contas, verbis: 8

9 Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. 8. Ocorre que a referida Medida Provisória não fez qualquer menção à prestação de contas e muito menos disciplinou como esta seria efetuada. Temse, então, uma situação na qual há uma aparente anomia, isto é, uma aparente ausência de normas para regular a situação fática. 9. Em decorrência da omissão legislativa, tem-se que poderiam ser utilizados a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito. Para solver o problema no caso concreto, é cabível, a meu ver, a analogia para que sejam disciplinadas prestações de contas. 10. É claro que a analogia deve ser utilizada com muita cautela, visto que o repasse em epígrafe se difere dos convênios, por não conter diversos elementos constitutivos destes, e do ajuste stricto sensu que, segundo definição da Secretaria do Tesouro Nacional, é o instrumento através do qual um ministério ou órgão adjudica a outro ministério ou órgão a execução de projetos e atividades constantes de seus programas de trabalho. O ajuste é utilizado somente quando forem partes, entre si, os próprios ministérios ou órgãos dos poderes da União, por intermédio de suas unidades orçamentárias ou gestoras intervenientes. 11. Então, em razão das diversas interpretações que podem ser dadas ao ajuste em comento, penso ser mais profícuo determinar ao repassador de recursos que, com espeque na analogia, escolha, dentre as normas que atualmente regulam a matéria, a exemplo da IN nº 1/1997, da Secretaria do Tesouro Nacional, ou mesmo da IN 47/2004, desta Colenda Corte de Contas, 9

10 qual norma é juridicamente a mais adequada para que sejam regulamentadas e exigidas as prestações de contas dos recursos repassados nos moldes daqueles que ora são discutidos. 12. Por fim, acresço que a estadualização em comento é objeto de outros processos no âmbito desta Corte de Contas nos quais são avaliados a validade das relações jurídicas advindas da Medida Provisória em epígrafe, uma vez que esta não foi convertida em lei, e os possíveis danos ao patrimônio público decorrentes da não-aplicação pelos Estados dos recursos repassados com vistas à manutenção dos trechos cujos domínios foram transferidos. 13. Entendo, todavia, que a solução definitiva desta questão está momentaneamente suspensa tendo em vista que o Governo Federal aplicou, em decorrência do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas - PETSE, recursos federais nas rodovias estadualizadas. 14. Ressalto, também, que a recente autorização dada ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT para utilizar verbas federais na conservação, recuperação e restauração das rodovias estadualizadas ao tempo da MP 82/2002, contida no art. 19 da Lei nº , de 3 de julho de 2006, transcrito abaixo, corrobora com a tese acima esposada. Art. 19. Para fins de apoio à transferência definitiva do domínio da Malha Rodoviária Federal para os Estados que estava prevista na Medida Provisória no 82, de 7 de dezembro de 2002, fica o Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transportes - DNIT autorizado a utilizar, até 31 de dezembro de 2006, recursos federais para executar obras de conservação, recuperação, restauração, construção e sinalização das rodovias transferidas, bem como para supervisionar e elaborar os estudos e projetos de engenharia que se fizerem necessários. (grifou-se) 15. Assim, considerando juridicamente necessária a prestação de contas no repasse de recursos em epígrafe, faz-se necessário, além da referida determinação ao Ministério dos Transportes cientificar o solicitante sobre as conclusões destes autos e informá-lo que o deslinde dos demais processos que tratam da matéria, consubstanciados nos TC / e 10

11 /2005-1, lhe será comunicado ao tempo dos respectivos Acórdãos (...) (fls. 343/345). Como consectário, constou no subitem e item 9.3, dentre as deliberações constantes no sobredito acórdão, a obrigação de o Estado da Bahia prestar contas dos recursos a ele repassados em decorrência da estadualização de rodovias federais prevista na Medida Provisória n 82/2002, além da determinação ao Ministério dos Transportes para que informasse, no prazo de 120 dias, a adoção de providências visando à obtenção da aludida prestação de contas. Por conta disso, o MPF instou o Ministério dos Transportes acerca do cumprimento da deliberação 9.3 constante no acórdão n 1614/2006, pelo que o referido Órgão informou por meio do ofício n 1156/2008/SE/MT que: (...) O Estado da Bahia não apresentou qualquer informação até 22 de julho de 2008, data de fechamento do relatório de um segundo grupo de trabalho instituído especificamente para avaliar o conteúdo da documentação apresentada pelos estados, sujeitando-se portanto a um processo de Tomada de Contas Especial por omissão no dever constitucional de prestar contas(...) (fls. 348/349). Do exposto, verifica- se que, mais uma vez, o já tão sofrido usuário das rodovias federais vem pagando com seu patrimônio e, não raro, com a própria vida o preço da omissão, do descaso, da inércia burocrática, enquanto o Estado da Bahia e a União se digladiam, não para decidir quem deve agir, mas sim para resolver quem apresenta a melhor desculpa... Da atual situação da malha rodoviária baiana objeto da MP nº 82/2002 Sobre a situação atual da malha rodoviária estadualizada por meio da MP nº 82/2002, imperioso transcrever na sequência o quadro comparativo, retratando as condições de trafegabilidade de rodovias federais que foi fornecido pela Polícia Rodoviária Federal por intermédio do ofício nº 024/2009, conforme fls. 370/372: BR INÍCIO DO TRECHO FIM DO TRECHO SITUAÇÃO 030 Malhada(Km 46,8) Brumado(Km 295,3) Não temos informações desse trecho 030 Boa Nova (Km 470,3) Ubaitaba(584,0) Não existe pavimentação asfáltica nem sinalização. Pavimentação de barro com atoleiros freqüentes. 11

12 BR INÍCIO DO TRECHO FIM DO TRECHO SITUAÇÃO 030 Caubi(Km 609,1) Campinho(Km 688,7) Não existe informação desse trecho. 110 Jeremoabo (Km 75,5) Ent. BR/101(KM 331,4) No trecho entre Jeremboabo e Ribeira do Pombal a pavimentação asfáltica apresenta alguns buracos ao longo do trecho e a sinalização horizontal e vertical são deficientes. A partir de Ribeira do Pombal ate o entrocamenteo com a BR-101, o trecho encontra-se em boas condições de trafegabilidade devido a recente operação tapa-buracos realizadas. 110 Alagoinhas (Km 344,6) Ent. BR/324 (KM 408,6) Pavimentação asfáltica em boas condições de trafegabilidade ao longo de todo trecho. 122 Paramirim (Km 581,0) Caetité(KM 667,0) Não temos informações desse trecho. 122 Guanambi (Km 704,3) Candibá(KM 731,3) Não temos informações desse trecho. 251 Rio Pardo (Km 144,4) Potiraguá(Km 163,4) Não temos informações desse trecho. 324 Entr. BA 131(Km 284) Jacobina(Km 291) Não temos informações desse trecho. 330 Xique-Xique(KM 171,0) Gentio do Ouro (Km 241,0) Não temos informações desse trecho. 330 Jequié (Km 718,3) Ubaitaba (km 830,0) Pavimentação asfáltica defeituosa e com muitos buracos, sinalização horizontal e vertical precária e ausente em grande parte do trecho. 367 Sta. Cruz Cabrália (Km 0,0) Porto Seguro (Km 21,6) Trecho com pavimentação asfáltica, não há sinalização horizontal nem vertical na maior parte do trecho, em alguns pontos a faixa de domínio está ocupada por construções e barracas de praia, o acostamento é ruim, existem placas com publicidades na faixa de domínio ao longo do trecho e no Km 50, o pavimento da via encontra-se irregular e em obras. 367 Porto Seguro Eunápolis (Km 84,2) Trecho com pavimentação asfáltica, pontes com muretas de proteção quebradas, acostamento ruim, buracos ao longo do trecho, faixa de domínio ocupada por Sem Terras no Km 50, acostamento ruim e obras em andamento no Km Ribeira do Pombal (Km 0,0) 418 Entr. BR-101(Km 84,5) Tucano (Km 33,8) Divisa BA/MG (Km 123,9) Trecho com pavimentação asfáltica em péssimas condições de trafegabilidade devido ao grande número de buracos existentes. Ausência de sinalização horizontal e deficiência na sinalização vertical. Trecho com pavimentação asfáltica, existência de buracos no acostamento próximo à Divisa BA/MG, parte do trecho apresenta irregularidade na pavimentação asfáltica (asfalto com remendos), outra parte a pavimentação asfáltica encontra-se em 12

13 BR INÍCIO DO TRECHO FIM DO TRECHO SITUAÇÃO 420 Laje (Km 231,7) Jaguaquara (Km 354,8) boas condições de trafegabilidade, em toda extensão do trecho não há sinalização vertical e só há sinalização horizontal no perímetro urbano de Posto da Mata. Rodovia com alto índice de animais soltos na pista de rolamento. Pavimentação asfáltica defeituosa com ondulações e muitos buracos, sinalização horizontal e vertical precária e ausente em grande parte do trecho. Merece destaque, ainda, a elevada taxa de acidentes ocorridas nos trechos das estradas estadualizadas no ano transato, o que culminou na ocorrência de 54(cinquenta e quatro) vítimas fatais, consoante se infere do relatório informativo de acidentes de trânsito da 10ª SRPRF/BA( fls. 373/379). Por fim, insta salientar que, no decorrer das apurações, o MPF detectou que o processo de estadualização não atingiu o objetivo almejado, na medida em que, não obstante as transferências realizadas, alguns trechos estadualizados por força da MP 82/2002 foram incluídos no PROGRAMA EMERGENCIAL DE TRAFEGABILIDADE E SEGURANÇA NAS ESTRADAS PETSE, nacionalmente conhecido como operação Tapa buracos 4 (ver ofício n 162/2006/GAB a fls. 385 do ICP). Do Termo de Transferência e da Atribuição de Responsabilidades Quanto ao dever de manutenção e conservação das rodovias estadualizadas, faz-se imperioso, nesse passo, analisar as cláusulas do Termo de Transferência n.º 008/2002, a fim de melhor explicitar a sua natureza (v. fls. 153/154 do ICP n / ). Analisando o conteúdo do referido, podemos depreender a necessidade de um estudo pormenorizado, com vistas a atribuir responsabilidades pela situação preocupante em que se encontram as BR s objeto desse instrumento. Vejamos, pois. A Cláusula Primeira do Termo de Transferência de rodovias federais para o domínio dos Estados remete à regulamentação da Medida Provisória n.º 82/2002. O repasse e os recursos foram definidos na dicção do texto expresso no 2.º do art. 2.º da MP, o qual fixa o valor de R$ ,00 (cento e trinta mil reais) por quilômetro transferido. Ora, qualquer acordo ou ajuste entre entes públicos acarreta dois consectários lógicos, que são 4 Entre as rodovias incluídas no PETSE, que abarcou apenas aquelas em situação emergencial, estão as Rodovia BR-110/BA, BR-122/BA e BR-330/BA. 13

14 a)a criação de direitos e obrigações recíprocos, independentemente de existência ou não de cláusula específica prevendo a denúncia ou sanções contratuais. Especialmente porque, pouco importando a nomenclatura, as estradas continuam federais e a obrigação primordial de zelar por elas segue sendo da União Federal, sendo que a descentralização, somente poderia ocorrer para melhorar a qualidade do serviço prestado, nunca como pretexto para seu abandono, como ocorre no caso; b)nenhum acordo ou ajuste pode ser oposto como razão para o descumprimento de um dever da administração para com o administrado. Divergências devem ser resolvidas entre as diferentes esferas de poder, sem prejudicar a população; In casu, é inequívoca a responsabilidade do Estado cessionário em conservar, proceder à manutenção e fazer os devidos reparos nos trechos transferidos. Mais que salientar o óbvio, acrescente-se, é considerar o que, efetivamente, está escrito no Termo de que trata a presente capitulação, na Cláusula Terceira, in verbis: A partir do recebimento das rodovias indicadas no Anexo I, as despesas com manutenção, recuperação, conservação, restauração, melhoria e pavimentação das rodovias transferidas serão da responsabilidade exclusiva do ESTADO (grifo no original). Ciente de que o Estado não está cumprindo com sua obrigação, competia à UNIÃO, pelo Ministério dos Transportes e pelo DNIT, salvaguardar o DIREITO DOS USUÁRIOS, a)retomando IMEDIATAMENTE OS TRABALHOS DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS ESTRADAS FEDERAIS OBJETO DO AJUSTE; b)denunciando O TERMO DE TRANSFERÊNCIA, c)e, EM CONSEQUÊNCIA, COBRANDO, ADMINISTRATIVA OU JUDICIALMENTE, PELOS MEIOS CABÍVEIS, DO ESTADO DA BAHIA, A DEVOLUÇÃO DOS CERCA DE CENTO E OITENTA MILHÕES REPASSADOS EM VIRTUDE DA TRANSFERÊNCIA; 14

15 Em informação recente prestada ao MPF, o DNIT comunicou ser de sua incumbência a manutenção dos trechos rodoviários em questão, conforme determinação constante no art. 19 da Lei nº /2006, art. 13 da Lei nº /2007 e na recente Medida Provisória nº 452 publicada no DOU de 26/12/2008, a qual dispõe no art. 19: Art. 19. Para fins de apoio à transferência definitiva do domínio da Malha Rodoviária Federal para os Estados, que estava prevista na Medida Provisória nº 82, de 07 de dezembro de 2002, fica o Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transportes DNIT autorizado a utilizar, até 31 de dezembro de 2010, recursos federais para executar obras de conservação, recuperação, restauração, construção e sinalização das rodovias transferidas e para supervisionar e elaborar os estudos e projetos de engenharia que se fizerem necessários (grifos nossos). O art. 19 do mencionado diploma legal apenas definiu a regra já vigente que impõe ao DNIT a função precípua de manutenção e conservação das rodovias federais. Entretanto, o fez de forma precária, insistindo na vigência da Medida Provisória nº 82/2002, que não foi convertida em lei, de modo que não se pode aquiescer com a nominada autorização conferida à UNIÃO, por intermédio do DNIT, para realizar obras nas rodovias transferidas, quando, em verdade, é papel precípuo do DNIT essa tarefa, independente de autorização e sem que tenha esse caráter de temporariedade. Registre-se que o DNIT, em fevereiro/2008, encaminhou o Ofício 23/2008/SR/BA (fls. 402/403, do IC / ), noticiando que não era de sua incumbência questões relacionadas ao uso da faixa de domínio da BR-110, em virtude da 'estadualização do trecho', o que revela a incerteza que ainda paira sobre a matéria em exame, a demandar a intervenção do Judiciário, com o objetivo de fixar a responsabilidade dos gestores pela manutenção e conservação das rodovias federais. Do dever de prestar contas por parte do Estado da Bahia. Do dever de fiscalização por parte do DNIT e da União. 008/2002 preleciona o seguinte: Oportuno voltar a discorrer sobre prestação de contas. Com efeito, a Cláusula Segunda do Termo de Transferência n.º 15

16 O valor do repasse da UNIÃO ao ESTADO corresponde a R$ ,00 (cento e oitenta e três milhões, quatrocentos e cinquenta e seis mil reais). Parágrafo Primeiro. O valor do repasse fica limitado ao valor de R$ ,00 (cento e trinta mil reais) por quilômetro transferido, objeto deste instrumento. (...) Todo e qualquer repasse de quantias públicas, a particulares ou outros entes de direito público, pressupõe PRESTAÇÃO DE CONTAS. Trata-se da própria essência do princípio republicano e federativo, não sendo necessário (embora sua ausência não deixe de causar estranheza) a existência de cláusula explícita autorizando a tanto. A prestação de contas pode e deve ser exigida pela administração concedente. Exatamente por isso é que a UNIÃO transferiu, junto com os trechos de BR, o aporte financeiro que viabilizasse as despesas inerentes à assunção de responsabilidades pelo ESTADO. Tal proceder implicaria uma necessária prestação de contas dessa verba federal, procedimento esse não realizado pelo Estado creditado. À vista disso, a prestação de contas se configura como instrumento indispensável à atribuição de fiscalização, incumbência esta, no caso vertente, do Poder Público Federal. Se de um lado a União foi omissa em não prever a necessária prestação de contas pelo Estado quando do firmamento da Transferência, o DNIT também deixou de fiscalizar a condução do dinheiro público empreendido ou que pelo menos deveria ser empreendido na fiscalização das obras de manutenção, conservação e melhoria daqueles trechos de BR transferidos à responsabilidade do Estado, até para que a União tomasse conhecimento do abandono e da recusa do Estado Membro em cumprir com sua obrigação. É a fiscalização um de seus misteres, capitulados no texto da Lei n.º /01 que o instituiu. Do texto legal, extraem-se as atribuições de competência do órgão, sinteticamente dispostas, no sítio eletrônio do Da mesma forma, os objetivos estão lá dispostos. Vejamos: OBJETIVOS Operar e administrar infra-estruturas de transporte; Gerir projetos; Supervisionar e fiscalizar as atividades de entidades delegatárias de obras e serviços de infra-estrutura; 16

17 Agrava-se ainda mais a situação quando se percebe que as verbas foram efetivamente repassadas em sua totalidade. O dinheiro público não pode estar sujeito à volatilidade de interesses políticos dos envolvidos, um em receber e não assumir, o outro em compactuar com esta prática imoral com sua inércia. É para isto que se socorre ao Judiciário, almejando o restabelecimento da transparência é o desiderato perseguido. É um disparate negar a vinculação direta da transferência de rodovias implementada e o repasse do vultoso aporte financeiro ao Estado à consecução das obras destinadas à manutenção, conservação, pavimentação e melhoria daqueles trechos. Como acima reproduzido, o Estado da Bahia assumiu a inteira responsabilidade sobre aqueles trechos, que outrora estavam sob a responsabilidade da União. Vinculado que é o repasse, o Estado cessionário não pode aplicar tais quantias noutro destino, para outra finalidade, senão àquela prevista na Cláusula do Termo de Transferência suprareproduzida. De mais a mais, importante frisar que pouco importando as denominações adotadas no programa de estadualização, o domínio das referidas estradas permanece federal (havendo apenas transferência das tarefas de conservação e manutenção) o que implica no dever de zelo por parte dos entes federais, o qual deveria se evidenciar por intermédio da constante interpelação por uma prestação de contas ao Estado da Bahia, receptor dos bens públicos, da verba também pública, o qual, repise-se, ocorreu tardiamente, a par dos encargos relacionados aos bens, e pelo acompanhamento e assunção das tarefas de conservação e manutenção pelo DNIT tão logo constatada a inadimplência estadual. E isso não foi feito. Afastada está, pois, a possibilidade de exclusão de responsabilidade de quaisquer dos entes demandados nesta Ação. Destarte, pesa, sobre estes, a consequência do descumprimento do dever de procederem às devidas atribuições a cada um dirigidas, nos termos da Lei e dos Princípios Constitucionais norteadores da Administração Pública, insculpidos no art. 37, caput, da Carta Magna. Assim, diante da tardia adoção de medidas pelo Ministério dos Transportes quanto ao dever de prestar contas do estado, não restou outra alternativa ao Parquet senão socorrer das vias judiciárias para que os Órgãos Federais assumam sua função de manutenção e conservação das Rodovias estadualizadas em nome do direito à vida e segurança do usuário das rodovias federais, bem como em nome da moralidade administrativa, pois os fatos aqui relatados revelam extremo desrespeito aos deveres atinentes à esta por parte dos administradores federais e estaduais. DAS OBRIGAÇÕES DO ESTADO DA BAHIA Os administrados, detentores do interesse difuso, substrato desta ação, anseiam pela consecução do seu direito a condições de tráfego seguras, que, em essência, 17

18 representa o direito à vida e à incolumidade física,. Noutro passo, deve-se assegurar, ainda, à sociedade o acesso à devida prestação de contas como forma de controle de aplicação de dinheiro público. A moralidade e a eficiência no trato da coisa pública são princípios dos quais o administrador não pode afastar-se, especialmente, quando vinculadas à específica prestação de serviços como é o caso dos autos mediante instrumentos destinados a proporcionar obras e serviços públicos essenciais para a população. Assim, lesado está o interesse coletivo no instante em que as Autarquia ré e o ente federado negligenciam a concretização do objeto em relevo, ou ainda empregam as verbas públicas em finalidade diversa da que foram vinculadas, denotando, inclusive, suspeitas quanto à idoneidade de seus dispêndios. Tal circunstância é de completa inaceitabilidade, exigindo, assim, a pronta interveniência do Poder Judiciário, com o enfrentamento da má gestão do erário e adequação das condutas públicas aos primados constitucionais referidos. Saliente-se, por derradeiro, que se revela infrutífera a tentativa inusitada de o Estado da Bahia escapar de suas responsabilidades, mediante o argumento inconsistente de que o termo de transferência e a consequente estadualização teriam perdido seus efeitos junto com a rejeição da medida provisória e a não regulamentação das relações jurídicas dela decorrentes (mas não assim o dinheiro recebido, cujos efeitos perdurariam nos cofres estaduais...). Deveras, rejeitada a Medida Provisória, ou tendo perdido sua eficácia por não deliberada no prazo constitucional, e omitindo-se o Congresso Nacional em editar o decreto legislativo que regularia as relações jurídicas dela decorrentes, a Medida Provisória continuará regendo as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência. É o parecer de Alexandre de Morais ( Direito Constitucional, 13 a. edição, pág. 556). No mesmo diapasão é o ensinamento de Danilo Thelm Caram (Decreto-Lei e Medida Provisória: evolução (enfoque tributário) colhido em ww1.jus.com.br/doutrina/ texto.asp): 2ª) veto do Presidente da República: dispõe o 12 do artigo 62 da CRFB/88 que a medida provisória terá sua eficácia prorrogada até o veto do Presidente da República. A primeira interpretação que surge é a de que com o veto presidencial a medida provisória perde sua eficácia. A prevalecer esta interpretação teremos a seguinte situação, posteriormente o projeto de lei de conversão voltará ao Congresso Nacional e o veto poderá ser rejeitado ou não ser rejeitado, em ambos os casos a medida provisória já terá perdido sua eficácia desde 18

19 sua edição (pois esta somente foi até o veto) e a lei que entrará em vigor a partir de sua publicação, não terá efeitos retroativos, dando ensejo a um vácuo legislativo; Entretanto, a melhor interpretação é a de que a medida provisória manterá sua eficácia até a promulgação da lei oriunda do projeto de lei de conversão e não até o veto presidencial, ou seja, manterá a eficácia mesmo após o veto, com o retorno do projeto de lei de conversão para o Congresso Nacional (art.66 4º da CRFB/88), perduram-se os efeitos da medida provisória, a fim de evitar o vácuo legislativo como explicado acima. Neste caso, que para nós é a melhor interpretação, em que há a manutenção da eficácia da medida provisória até a promulgação da lei oriunda do projeto de lei de conversão, a situação será a seguinte: a) rejeitado o veto: prevalecem as disposições do projeto de lei de conversão que alteraram os dispositivos da medida provisória, devendo o Congresso Nacional elaborar um decreto legislativo para disciplinar as relações jurídicas decorrentes dos dispositivos da medida provisória que perderam sua eficácia, tendo o prazo de até 60 (sessenta) dias para fazê-lo, sob pena de manutenção da eficácia do dispositivo, de acordo com a regra do 11 do artigo 62 da CRFB/88, como veremos abaixo. b) mantido o veto presidencial: prevalece a eficácia dos dispositivos da medida provisória que tinham sido alterados pelo projeto de lei de conversão e foram objetos de veto pelo presidente, desde a edição da medida provisória até a promulgação da lei. Portanto, e na esteira do entendimento da Consultoria Jurídica do Ministério dos Transportes, subsiste em sua integridade o Termo de Transferência n.º 008/2002 e as obrigações dele decorrentes. DO DIREITO À VIDA E À SEGURANÇA direitos fundamentais o direito à vida e à segurança: A Constituição Brasileira de 1988, em seu art. 5º, prevê entre os Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 19

20 garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes. (grifou-se) José Cretella Júnior, comentando o art. 5º; da Constituição, ensina: "Bastaria que se tivesse dito o 'direito' ao invés de 'a inviolabilidade do direito à vida'. Se 'vida é um direito', garantido pelo Estado, esse direito é inviolável, embora não 'inviolado'... O direito à vida é primeiro dos direitos invioláveis assegurados pela Constituição. 'Direito à vida' é expressão que tem, no mínimo, dois sentidos, (a) o 'direito de continuar vivo, embora se esteja com saúde' e (b) 'direito de subsistência: o primeiro, ligado à segurança física da pessoa humana, quanto a agentes humanos ou não, que possam ameaçarlhe a existência; o segundo, ligado ao 'direito de prover à própria existência, mediante trabalho honesto'. O trabalho, como meio de subsistência, é poder-dever do Estado, que deve protegê-lo, assegurando-lhe condições necessárias para concretizar-se." 5 à segurança, dispõe que : A Lei 9.503/97, Código de Trânsito Brasileiro, com relação ao direito Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código. 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos 5 Cretella Júnior, José. Comentários à Constituição de 1988, Ed. Forense, 1ª edição, 1989, p. 182/183 20

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