1. Parentesco: - Parentesco natural consaguíneo - linha reta (descendente e ascendente); linha colateral (transversal limitado ao 4º grau).

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1 1 PONTO 1: Parentesco PONTO 2: Filiação PONTO 3: Bem de família PONTO 4: Tutela PONTO 5: Curatela 1. Parentesco: - Parentesco natural consaguíneo - linha reta (descendente e ascendente); linha colateral (transversal limitado ao 4º grau). - Parentesco natural por afinidade em linha reta (sogros, genros e noras) e em linha colateral (cunhados). Observação: - 1º Grau: Linha Reta Descendente - filhos Linha Reta Ascendente - pais Linha Colateral - não existe - 2º Grau: Linha Reta Descendente - netos Linha Reta Ascendente avós. Linha Colateral irmãos. - 3º Grau: Linha Reta Descendente bisnetos. Linha Reta Ascendente bisavós. Linha Colateral - tios, sobrinhos. - 4º Grau: Linha Reta Descendente trinetos. Linha Reta Ascendente trisavôs. Linha Colateral - primos, tios-avós, sub-netos.

2 2 Obs2: não há impedimento para casamento entre cunhados e entre primos. - Parentesco civil: Dizia-se que se tinha apenas nas hipóteses de adoção. Acrescentou-se a figura da sócioafetividade que grã parentesco. Obs3: Posse de estado só se estende a duas situações: posse de estado de filho e posse do estado de casado, ou seja, reconhecimento público de uma situação de fato como se legal ela fosse, resulta da notoriedade da relação, por ex: união estável. Obs4: Art. 1521, IV 1, CC - entre tios e sobrinhos para casarem tem que comprovar de que não há impedimento genético. 2.Filiação: Poder familiar: filiação; reconhecimento; adoção; socioafetividade. Relação de parentesco resultante dos laços de filiação: a filiação é resultante do casamento entre pessoas casadas. Adoção (Lei 8069/90 alterada pela lei ): existe o principio da presunção da paternidade art , CC, presume-se que o pai é o marido da mãe até prova em contrário, assim é presunção relativa. Impotência coeundi significa que o homem não tem condições de praticar o ato sexual e nesta hipótese estaria afastada a presunção de paternidade. Não basta a confissão da mulher para ter afastada a presunção de paternidade. 1 Art Não podem casar: IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive. 2 Art Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal; II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento; III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido; IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga; V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido.

3 3 Art , CC - hipótese do marido contestar a paternidade dos filhos, aqui trata da ação negatória de paternidade que só cabe ao homem/marido. Esta ação é imprescritível. Art CC - ação de contestação de paternidade, que pode ser proposta por terceiro, mas tem que fazer a prova da incidência em erro daquele que registrou a filiação. Obs: mesmo nesta hipótese o registro de nascimento não poderá ser alterado face a socioafetividade. Assim, o direito aos alimentos e a herança persistiram em relação ao pai afetivo. Em suma, a sentença será meramente declaratória, sem efeito constitutivo, salvo se os dois pais e o filho concordarem em alterar o registro. Art CC- Reconhecimento de filiação socioafetiva. Reconhecimento de filiação - filho que não é advindo do casamento, art CC. Reconhecimento pode ser espontâneo ou oficioso. Se casados, tanto o pai, quanto a mãe podem registrar o filho sozinhos no cartório, mas sendo uma união estável, somente o casal em conjunto pode registrar ou o pai sozinho acompanhado da declaração do hospital. Pode-se registrar a filiação por escritura publica ou escrito particular, por testamento. Testamento é disposição de última vontade, não há como derrubar um reconhecimento de filiação havido por meio de testamento. Ninguém pode reconhecer filho que tenha registro. É possível reconhecer a paternidade após a morte do filho, somente se este filho tiver deixado descendentes. Art. 1609, parágrafo único 7, CC. 3 Art Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher, sendo tal ação imprescritível. 4 Art Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento, salvo provando-se erro ou falsidade do registro. 5 Art A ação de prova de filiação compete ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se ele morrer menor ou incapaz. 6 Art O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido pelos pais, conjunta ou separadamente. 7 Art Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes.

4 4 Mesmo que haja uma revogação do testamento, se dentre elas existia uma clausula que se referia ao reconhecimento de filiação esta prevalece ainda que revogadas as demais. Poder familiar é instituto inerente à menoridade, jamais alguém maior de idade estará sob o manto do poder familiar. Hoje o poder familiar é visto como um poder-dever, a responsabilidade é conjugada. Guarda e poder familiar não são institutos correlatos, pois se pode ter poder familiar e não ter a guarda, o que é muito comum. Art , CC - mesmo que as partes não estejam em consenso o juiz deve-se orientar pela guarda compartilhada. Na guarda compartilhada há um guardião fixo, mas o exercício da visitação é livre. Guarda alternada (não está contemplada no CC de 2002): a criança ficava um mês com o pai e outro com a mãe, por exemplo. alimentos. Na guarda compartilhada há um guardião fixo, os pais são separados. Há fixação dos Obs: há projeto de lei para exigir a prestação de contas dos alimentos. Mas hoje quem tem a guarda é o administrador e não precisa prestar contas. A guarda conjunta é exercida pelos pais quando casados. Art CC - poder familiar Art Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: I - dirigir-lhes a criação e educação; 8 Art A guarda, unilateral ou compartilhada, poderá ser: I requerida, por consenso, pelo pai e pela mãe, ou por qualquer deles, em ação autônoma de separação, de divórcio, de dissolução de união estável ou em medida cautelar; II decretada pelo juiz, em atenção a necessidades específicas do filho, ou em razão da distribuição de tempo necessário ao convívio deste com o pai e com a mãe.

5 II - tê-los em sua companhia e guarda; III - conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem; IV - nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar; V - representá-los, até aos dezesseis anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento; VI - reclamá-los de quem ilegalmente os detenha; VII - exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição. 5 Art CC - extinção, por causas naturais ou hipóteses previstas em lei Art Extingue-se o poder familiar: I - pela morte dos pais ou do filho; II - pela emancipação, nos termos do art. 5o, parágrafo único; III - pela maioridade; IV - pela adoção; V - por decisão judicial, na forma do artigo Art CC - A destituição ou perda do poder familiar. Art Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que: I - castigar imoderadamente o filho; II - deixar o filho em abandono; III - praticar atos contrários à moral e aos bons costumes; IV - incidir, reiteradamente, nas faltas previstas no artigo antecedente. Dever se sustento e obrigação alimentar: os pais tem dever de sustento do filho menor, não podendo se eximir e não há necessidade que o filho faça prova da necessidade porque ela é presumida. Já a obrigação alimentar é aquela que os pais tem em relação aos filhos em decorrência do parentesco, art , CC. A obrigação persiste muda apenas a natureza jurídica. Não há limitação de idade sempre será analisado o binômio necessidade-possibilidade. 3. Bem de Família: , CC). Temos o bem de família legal (lei 8009/90) e o bem de família convencional (art. 9 Art Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. 10 Art Podem os cônjuges, ou a entidade familiar, mediante escritura pública ou testamento, destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família, desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição, mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em lei especial.

6 6 O espírito da lei 8009/90 foi proteger a família do devedor, basta que a pessoa resida no imóvel para que ele seja protegido, não há averbação na matrícula. É uma lei de ordem pública que protege interesse particular, assim o devedor tem que alegar que era bem residencial para que o bem não vá à hasta pública. A alegação da impenhorabilidade pode ser alegada na primeira oportunidade em que o devedor falar nos autos (minoritária), ou, conforme Araken, pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição (majoritária). impenhorável. Também é protegido o bem da pessoa solteira, viúva ou divorciada, como Bem de família convencional é instituído através de escritura pública, é negócio jurídico. Para instituir este bem do art do CC a parte tem que estar em situação de solvência. Só se pode instituir como bem de família 1/3 do patrimônio liquido. Obs: no caso de fraude o credor pode ajuizar ação pauliana para desconstituir o bem de família convencional. Pode-se receber bem de família por testamento. Art , CC - para retirar a cláusula de bem de família tem que ser judicial com vistas ao Ministério Público. O bem de família persiste mesmo que o casal se separe, no falecimento os filhos somente poderão tirar a cláusula de bem de família quando atingirem a maioridade. Obs: A inalienabilidade abrange a impenhorabilidade a incomunicabilidade, o inverso não é verdadeiro. Causas restritivas de direito é diferente do bem de família convencional. 11 Art Comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído, poderá o juiz, a requerimento dos interessados, extingui-lo ou autorizar a sub-rogação dos bens que o constituem em outros, ouvidos o instituidor e o Ministério Público.

7 7 4. Tutela: Serve de proteção aos interesses dos menores que não contam com o poder familiar. Existe na proteção dos bens do menor. A lei fala em proteção aos bens e guarda do menor, mas na pratica a nomeação é somente para administração dos bens do menor. O tutor pode ser nomeado por lei (tutor legal, há uma ordem de preferência, art , CC), ou documental por ato de vontade dos pais (o que tem que ser feito de forma conjunta, por escritura pública ou por testamento), ou dativa (quando aqueles indicados pela lei não poderem ou não quiserem aceitar o encargo). Obs1: dispor de forma conjunta no mesmo testamento é vedado por lei. Mas se cada um dos pais dispor em seu respectivo testamento indicando o mesmo tutor, será válido. Obs2: se o juiz entender que o tutor indicado pelos pais não atenderá aos interesses da criança poderá nomear outra pessoa, assim a vontade dos pais não é soberana. Art. 1736, CC- Quem pode se escusar da tutela. Art Podem escusar-se da tutela: I - mulheres casadas; II - maiores de sessenta anos; III - aqueles que tiverem sob sua autoridade mais de três filhos; IV - os impossibilitados por enfermidade; V - aqueles que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela; VI - aqueles que já exercerem tutela ou curatela; VII - militares em serviço. O tutor sempre será nomeado através de uma sentença que vai atribuir as obrigações. Atualmente, o juiz nomeia um pró-tutor, para fiscalizar o tutor. A tutela será exercida pelo período mínimo de 2 anos, a ao final dos dois anos prestará contada administração ao juiz, e a cada ano balanço financeiro( art , CC). 12 Art Em falta de tutor nomeado pelos pais incumbe a tutela aos parentes consangüíneos do menor, por esta ordem: I - aos ascendentes, preferindo o de grau mais próximo ao mais remoto; II - aos colaterais até o terceiro grau, preferindo os mais próximos aos mais remotos, e, no mesmo grau, os mais velhos aos mais moços; em qualquer dos casos, o juiz escolherá entre eles o mais apto a exercer a tutela em benefício do menor. 13 Art Os tutores prestarão contas de dois em dois anos, e também quando, por qualquer motivo, deixarem o exercício da tutela ou toda vez que o juiz achar conveniente.

8 8 O juiz pode responder pessoalmente, com seus próprios bens, se não nomear um tutor para este menor. E o juiz poderá responder subsidiariamente quando nomear tutor que cause prejuízo ao menor, o juiz poderá exigir caução. administra. Art. 1752, CC - tem direito a perceber remuneração proporcional aos bens que Art O tutor responde pelos prejuízos que, por culpa, ou dolo, causar ao tutelado; mas tem direito a ser pago pelo que realmente despender no exercício da tutela, salvo no caso do art , e a perceber remuneração proporcional à importância dos bens administrados. 1º Ao protutor será arbitrada uma gratificação módica pela fiscalização efetuada. 2º São solidariamente responsáveis pelos prejuízos as pessoas às quais competia fiscalizar a atividade do tutor, e as que concorreram para o dano. No 2º do art. 1752, se inclui além do Juiz, também o Ministério Público. judicialmente. O tutor pode autorizar o tutelado para casar e pode emancipar o tutelado, mas 5. Curatela: A interdição se dá em face de incapacidade mental, que pode ser levantada a qualquer tempo. A interdição pode ser total ou parcial. É uma ação de estado, porque todos somos presumidamente capazes até que uma sentença de interdição diga o contrário. A sentença é averbada na certidão de nascimento para que atinja terceiros, e o curatelado não respondam pelos seus atos. interdição. O curador só pode se eximir da curatela fazendo um pedido ao juizado que proferiu a Pode-se ter curador para pessoa incapacitada fisicamente, mas este pedido tem que ser feito pelo próprio incapaz físico, e pode ser apenas para alguns atos, o pedido tem que ser judicial (Art , CC inovação do CC 2002). 14 Art A requerimento do enfermo ou portador de deficiência física, ou, na impossibilidade de fazê-lo, de qualquer das pessoas a que se refere o art , dar-se-lhe-á curador para cuidar de todos ou alguns de seus negócios ou bens.

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