Relatório de síntese do Secretário-Geral sobre a Agenda Pós-2015

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1 Organização das Nações Unidas O Caminho para a Dignidade até 2030: erradicar a pobreza, transformar todas as vidas e proteger o planeta Relatório de síntese do Secretário-Geral sobre a Agenda Pós-2015 Nova Iorque Dezembro de

2 Índice 1. Um apelo universal à ação para transformar o nosso mundo depois de Síntese 2.1. O que aprendemos com décadas de experiência em desenvolvimento 2.2. O que aprendemos com o processo pós Ambições partilhadas para um futuro partilhado 3. Enquadramento da nova agenda 3.1. Preparar o terreno 3.2. Uma abordagem transformacional 3.3. Seis elementos essenciais para concretizar os ODS 3.4. Integrar os seis elementos essenciais 4. Mobilizar os meios para implementar a nossa agenda 4.1. Financiar o nosso futuro 4.2. Tecnologia, ciência e inovação para um futuro sustentável 4.3. Investir nas capacidades de desenvolvimento sustentável 5. Concretizar a nossa agenda: uma responsabilidade partilhada 5.1. Avaliar as novas dinâmicas 5.2. Indicar o caminho: o papel dos dados na nova agenda 5.3. Medir o nosso progresso: monitorizar, avaliar e apresentar relatórios 5.4. Adaptar a ONU para um futuro sustentável 6. Conclusão: juntos num pacto universal

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4 "Reconhecemos que as pessoas são fulcrais para o desenvolvimento sustentável e, neste sentido, aspiramos a um mundo que seja justo, igualitário e inclusivo, e estamos comprometidos em trabalhar juntos para promover o crescimento económico sustentável e inclusivo, o desenvolvimento social e a proteção do ambiente e, desta forma, beneficiar todas as pessoas." Documento Final da Cimeira Rio+20, O futuro que queremos 1. Um apelo universal à ação para transformar o nosso mundo depois de O ano de 2015 proporciona uma oportunidade única para os líderes mundiais e as pessoas erradicarem a pobreza e transformarem o mundo para que as necessidades humanas e os requisitos da transformação económica sejam melhor satisfeitos, ao mesmo tempo que protegemos o ambiente, asseguramos a paz e materializamos os direitos humanos. 2. Encontramo-nos num momento histórico decisivo e as direções que tomarmos determinarão o sucesso ou o fracasso das nossas promessas. Com a nossa economia globalizada e tecnologicamente sofisticada, podemos decidir acabar com a miséria já muito antiga da pobreza extrema e da fome. Ou podemos continuar a degradar o nosso planeta e permitir que desigualdades intoleráveis disseminem amargura e desespero. A nossa ambição é alcançar o desenvolvimento sustentável para todos. 3. Os jovens serão os líderes da próxima agenda para o desenvolvimento sustentável até Temos de garantir que esta transição, ao mesmo tempo que protege o planeta, não se esquece de ninguém. Temos a responsabilidade partilhada de embarcar num caminho para a prosperidade inclusiva e partilhada num mundo pacífico e resiliente onde os direitos humanos e o Estado de direito são defendidos. 4. A transformação é o nosso lema. Neste momento, somos chamados a liderar e a agir com coragem. Somos chamados a abraçar a mudança. A mudança nas nossas sociedades. A mudança na gestão das nossas economias. A mudança na nossa relação com o nosso e único planeta. 5. Ao fazê-lo, podemos responder de forma mais plena às necessidades do nosso tempo e concretizar a promessa intemporal afirmada aquando da criação da Organização das Nações Unidas. * 3

5 6. Há setenta anos, ao adotar a Carta de fundação da Organização, as nações do mundo fizeram um compromisso solene: "preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra; reafirmar a nossa fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas; estabelecer as condições à manutenção da justiça e do respeito das obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional; e promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de um conceito mais amplo de liberdade. i " 7. Com base nesta promessa central, a Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento (1986) fez um apelo a uma abordagem que garantisse a participação significativa de todos no desenvolvimento e a distribuição justa dos seus benefícios. 8. A humanidade alcançou progressos impressionantes nas últimas sete décadas. Reduzimos a violência e criámos instituições globais, um código de princípios universais concertado e um vasto mosaico de direito internacional. Testemunhámos progressos tecnológicos impressionantes, vários milhões de pessoas saíram da situação de pobreza, outros tantos milhões foram mais capacitadas, doenças foram derrotadas, a esperança de vida aumentou, o colonialismo foi desmantelado, novas nações nasceram, o apartheid foi derrubado, as práticas democráticas foram mais enraizadas e economias vibrantes foram desenvolvidas em todas as regiões. 9. Desde a Cimeira da Terra de 1992, no Rio de Janeiro, que identificámos um novo caminho para o bem-estar humano o caminho do desenvolvimento sustentável. A Declaração do Milénio e os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio elaborados em 2000, colocaram as pessoas no centro, gerando melhorias sem precedentes nas vidas de muitas pessoas em todo o mundo. A mobilização mundial por detrás dos ODM demonstrou que a ação multilateral pode fazer uma diferença substancial. 10. No entanto, as condições no mundo atual são muito diferentes da visão da Carta. Entre a abundância considerável de alguns, presenciamos a pobreza penetrante, as desigualdades flagrantes, o desemprego, as doenças e a privação de vários mil milhões pessoas. Os deslocamentos encontram-se no seu nível mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial. Os conflitos armados, a criminalidade, o terrorismo, a perseguição, a corrupção, a impunidade e a erosão do Estado de direito são realidades diárias. O impacto das crises energéticas, alimentares e económicas mundiais ainda é sentido. As consequências das alterações climáticas estão apenas a começar. Estas falhas e lacunas definem tanto a era moderna como os nossos progressos na ciência, na tecnologia e a mobilização dos movimentos sociais mundiais. 4

6 11. O nosso mundo globalizado é marcado por progressos extraordinários juntamente com níveis inaceitáveis e insustentáveis de penúria, medo, discriminação, exploração, injustiça e desvarios ambientais a todos os níveis. 12. No entanto, sabemos também que estes problemas não são acidentes da natureza ou o resultado de fenómenos fora do nosso controlo. Resultam de ações e de omissões das pessoas instituições públicas, sector privado, entre outros, responsáveis pela proteção dos direitos humanos e a defesa da dignidade humana. 13. Possuímos os conhecimentos e os meios para lidar com estes desafios. Mas precisamos agora de liderança imediata e de ações conjuntas. 14. Trata-se de desafios universais. Exigem novos níveis de cação multilateral baseada na evidência e desenvolvida com base em valores, princípios e prioridades partilhados para um destino comum. 15. Os nossos compromissos globais no âmbito da Carta devem impelir-nos a agir. O nosso sentido de empatia e de interesse próprio esclarecido deve impelir-nos a agir. As nossas responsabilidades como guardiões do planeta devem também impelir-nos a agir. Nenhuma das ameaças atuais respeita as fronteiras desenhadas pelos seres humanos quer sejam fronteiras nacionais, ou fronteiras de classes, capacidades, idade, sexo, geografia, etnia ou religião. 16. Num mundo irreversivelmente interligado, os desafios enfrentados por uma pessoa tornam-se nos desafios que cada um de nós tem de enfrentar por vezes gradualmente, mas muitas vezes de forma repentina. Contudo, enfrentar estes desafios desconcertantes não é apenas um fardo; é muito mais uma oportunidade para fomentar novas parcerias e alianças que podem trabalhar em conjunto para fazer progredir a condição humana. 17. A experiência dos ODM fornece evidências convincentes de que a comunidade internacional pode ser mobilizada para encarar desafios tão complexos. Governos, sociedade civil e vários intervenientes internacionais uniram-se sob a égide dos ODM numa batalha em várias frentes contra a pobreza e as doenças. Criaram abordagens inovadoras, novos dados vitais, novos recursos e novas ferramentas e tecnologias para este combate. A transparência foi melhorada, as abordagens multilaterais foram reforçadas e foi encorajada uma abordagem baseada em resultados relativamente às políticas públicas. As políticas públicas sólidas inspiradas nos ODM, e melhoradas pela ação coletiva e a cooperação internacional, conduziram a sucessos notáveis. Em duas décadas, desde 1990, o mundo reduziu para metade a pobreza extrema, retirando 700 milhões de pessoas da 5

7 pobreza extrema. Entre 2000 e 2010, foram evitadas cerca de 3,3 milhões de mortes devido à malária, e 22 milhões de vidas foram salvas da luta contra a tuberculose. O acesso à terapia anti-retroviral (TAR) para as pessoas infetadas com o VIH salvou 6,6 milhões de vidas desde Ao mesmo tempo, a paridade de género nas matrículas no ensino primário, o acesso a cuidados de saúde infantis e maternos, e a participação política das mulheres melhoraram de forma constante. ii 18. Temos de investir no trabalho inacabado dos ODM, e usá-los como um trampolim para o futuro que queremos um futuro sem pobreza e baseado nos direitos humanos, na igualdade e na sustentabilidade. Este é o nosso dever e deve ser o legado que aspiramos deixar aos nossos filhos. 19. No nosso percurso para definir uma agenda para o desenvolvimento sustentável mundial para os anos depois de 2015, a comunidade internacional deu início a um processo sem precedentes. Nunca antes foi realizada uma consulta tão alargada e inclusiva sobre tantos assuntos de preocupação mundial. Em somente dois anos desde que a Conferência Rio+20 estabeleceu os fundamentos do processo pós-2015, todos os Estados-Membros, o sistema da ONU, especialistas, uma parte transversal da sociedade civil, empresas e, mais importante, milhões de pessoas de todos os cantos do mundo, percorreram este percurso de importância crucial. Por si só, isto é um motivo para se ter muita esperança. A criatividade e a motivação partilhada que emergiram da família humana é uma prova de que podemos unir-nos para inovar e colaborar na procura de soluções e do bem comum. 20. Tendo agora aberto o processo a um público alargado, temos de reconhecer que a legitimidade do mesmo repousará na avaliação significativa do grau em que as mensagens principais que ouvimos são refletidas no resultado final. Não há tempo para sucumbir às conveniências políticas ou para tolerar os menores denominadores comuns. As novas ameaças que enfrentamos, e as novas oportunidades que se apresentam, exigem um nível elevado de ambição e um curso de ação realmente participativo, reativo e transformacional. 21. Isto inclui lidar com as alterações climáticas. Como sublinhado pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), as alterações climáticas exacerbam as ameaças. Tornam a concretização da agenda para o desenvolvimento sustentável mais difícil devido à inversão de tendências positivas, a novas incertezas ou ao aumento dos custos da resiliência. 6

8 22. Esta iniciativa não pode, assim, ser realizada da forma habitual. 23. Pessoas em todo o mundo esperam que a Organização das Nações Unidas enfrente o desafio com uma agenda realmente transformativa, que seja tanto universal como adaptável às condições de cada país, e que coloque as pessoas e o planeta no centro. As suas vozes sublinharam a necessidade de democracia, Estado de direito, espaço cívico e governação mais eficaz e instituições mais capazes; de parcerias novas e inovadoras, incluindo com empresas responsáveis e autoridades locais eficazes; e uma revolução dos dados, mecanismos de responsabilização rigorosos e parcerias globais renovadas. As pessoas também enfatizam que a credibilidade da nova agenda repousa nos meios que são disponibilizados para os implementar. 24. Três reuniões internacionais de alto nível no próximo ano representam uma oportunidade para delinear a nova era do desenvolvimento sustentável. A primeira será a Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, em Addis Ababa, em Julho, onde poderá ser alcançado um pacto para uma parceria mundial. A segunda será a Cimeira Especial sobre o Desenvolvimento Sustentável, na Organização das Nações Unidas, em Setembro, onde o mundo vai adotar a nova agenda e um conjunto de Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, que esperamos que definam uma mudança de paradigma para as pessoas e o planeta. A terceira será a 21.ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, em Paris, em Dezembro, onde os Estados-Membros se comprometeram em adotar um novo acordo para lidar com uma ameaça que pode dificultar a concretização da nova agenda. 25. A conjuntura apresenta-se positiva para o mundo tomar uma medida histórica e transformar vidas e proteger o planeta. Encorajo os governos e as pessoas de todo o mundo a cumprir as suas responsabilidades políticas e morais. Este é o meu apelo à dignidade, e temos de responder com toda a nossa visão e força. 7

9 2. Síntese "Tudo o que é valioso na sociedade humana depende da oportunidade de desenvolvimento concedida ao indivíduo." Albert Einstein 2. 1 O que aprendemos com duas décadas de experiência em desenvolvimento 26. Existem vários aspetos novos e, de facto, transformacionais no debate mundial sobre a Agenda Pós Mas as raízes deste debate são profundas, e estendem-se até à experiência da comunidade do desenvolvimento nos últimos vinte anos, e aos resultados visionários das conferências mundiais dos anos 90, da Cimeira da Terra de 1992 no Rio de Janeiro, da Cimeira do Milénio e dos ODM de 2000, da Cimeira Mundial de 2005, da Cimeira dos ODM de 2010 e do percurso até à Conferência Rio+20, em O fundamento do atual processo global de renovação foi estabelecido no Rio de Janeiro, em Junho de 2012, com a adoção do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável O futuro que queremos. O documento descreve as lições aprendidas em duas décadas de experiência em desenvolvimento, e fornece uma avaliação abrangente do progresso e das lacunas na implementação da agenda para o desenvolvimento sustentável. 28. Apesar de insuficientes e assimétricos, os progressos foram notáveis. Há somente duas décadas, quase 40 por cento do mundo em vias de desenvolvimento vivia em pobreza extrema, e a noção de erradicação da pobreza parecia inconcebível. Depois de êxitos profundos e consistentes, sabemos agora que a pobreza extrema pode ser erradicada no espaço de tempo de mais uma geração. Os ODM contribuíram grandemente para este progresso, e ensinaram-nos como os governos, as empresas e a sociedade civil podem trabalhar juntos para alcançar evoluções transformacionais. 29. Testemunhámos progressos importantes em vários países menos avançados (PMA) nas últimas duas décadas. No mesmo período, os países de rendimentos médios tornaram-se os novos motores do crescimento mundial, retirando muitos dos seus próprios cidadãos da pobreza e criando uma classe média considerável. Alguns países apresentaram progressos reais na redução das desigualdades. Outros alcançaram a cobertura universal dos cuidados de saúde. Outros ainda evoluíram para algumas das sociedade do mundo mais avançadas e ligadas digitalmente. Os salários aumentaram, a proteção social foi alargada, as tecnologias verdes estão enraizadas, 8

10 e os padrões de ensino progrediram. Vários países emergiram de conflitos e alcançaram êxitos contínuos rumo à reconstrução, à paz e ao desenvolvimento. Estas experiências abrangentes demonstram que a vulnerabilidade e a exclusão podem ser ultrapassadas, assim como aquilo que é possível ser feito nos próximos anos. 30. As novas tendências demográficas estão a mudar o nosso mundo. Já somos uma família global de sete mil milhões de pessoas e provavelmente chegaremos aos nove mil milhões até Somos um mundo envelhecido, porque as pessoas vivem mais tempo e com mais saúde. Somos um mundo cada vez mais urbano, com mais de metade da população do mundo a viver em cidades. E somos um mundo móvel, com mais de 232 milhões de migrantes internacionais e quase um mil milhão se considerarmos os migrantes internos. Estas tendências terão impactos diretos nos nossos objetivos e apresentam tanto desafios como oportunidades. 31. Constatamos como as novas tecnologias podem revelar abordagens mais sustentáveis e práticas mais eficientes. Sabemos que o sector público pode angariar mais receitas reformando os sistemas fiscais, combatendo a evasão fiscal, corrigindo desigualdades e combatendo a corrupção. Sabemos que existe uma quantidade enorme de recursos não utilizados e desperdiçados que podem ser direcionados para o desenvolvimento sustentável. Sabemos que empresas inovadoras estão a assumir a liderança, transformando os seus modelos de negócio para o desenvolvimento sustentável, e que apenas abordamos superficialmente o potencial para o investimento orientado pela ética do sector privado. Com as iniciativas, as políticas, os regulamentos e a monitorização certos, podem surgir oportunidades importantes. Sabemos que está a ser desenvolvida uma revolução dos dados, que nos vai permitir ver com mais clareza do que nunca onde nos encontramos e para onde temos de ir, e assegurar que todas as pessoas são consideradas. Sabemos que iniciativas criativas em todo o mundo estão a explorar novos modelos de produção e de consumo sustentáveis que possam ser reproduzidos. Sabemos que a governação, tanto aos níveis nacional como internacional, pode ser reformada para servir de forma mais eficiente as realidades do século XXI. E sabemos que o nosso mundo atual alberga a primeira sociedade civil realmente globalizada, interligada e altamente mobilizada, pronta e capaz de servir como um participante, guardião conjunto e motor poderoso da mudança e da transformação. 32. Já começamos a corrigir o nosso percurso para a transformação. 33. O debate sobre a Agenda Pós-2015 realçou a importância das condições específicas de cada país, um avanço de perspetiva em relação ao quadro dos ODM. 9

11 Era necessária uma atenção especial às pessoas mais vulneráveis, em particular nos países africanos, nos países menos avançados, nos países sem litoral em vias de desenvolvimento e nos pequenos Estados insulares em vias de desenvolvimento. Deve também ser dada especial atenção aos desafios enfrentados pelos países de rendimentos médios e os países em situações de fragilidade e conflito. 34. Os Estados-Membros enfatizaram que o desenvolvimento sustentável deve ser inclusivo e centrado nas pessoas. Sublinharam a importância dos ecossistemas para os meios de subsistência das pessoas, do seu bem-estar económico, social e mental, assim como do seu património cultural Terra Mãe, como é conhecido em muitas tradições. 35. Os Estados-Membros também sublinharam a necessidade de melhorar as medidas do progresso, como o produto interno bruto, a fim de informar melhor as decisões de política. Ao mesmo tempo que reconhecem a diversidade natural e cultural do mundo, também reconheceram que todas as culturas e civilizações podem contribuir para o desenvolvimento sustentável. Por último, apelaram a abordagens holísticas e integradas ao desenvolvimento sustentável que orientarão a humanidade para viver em harmonia com os ecossistemas frágeis do planeta O que aprendemos com o processo pós A comunidade internacional progrediu bastante na sua deliberação sobre a nova agenda para o desenvolvimento. Em Julho de 2013, no seguimento de uma solicitação da Assembleia-Geral, apresentei ao grupo o meu relatório Uma vida com dignidade para todos. No mesmo, recomendei o desenvolvimento de uma agenda para o desenvolvimento sustentável universal e integrada baseada nos direitos humanos, que abordasse o crescimento económico, a justiça social, a gestão ambiental e que destacasse a ligação entre a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos uma agenda que não deixasse ninguém para trás. Apelei, igualmente, a uma análise e monitorização rigorosas, a mais dados desagregados e com mais qualidade, e a objetivos e metas que sejam mensuráveis e adaptáveis. Descrevi várias ações transformativas que se aplicariam a todos os países. 37. Muitas vozes contribuíram para este debate, e existiram contribuições importantes de várias partes interessadas. (a) Pessoas de todo o mundo expressaram as suas opiniões através de consultas e esforços de divulgação sem precedentes de grupos organizados da sociedade civil, assim como do debate global liderado pelo Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Um milhão de vozes: o mundo que queremos, Concretizar a Agenda Pós-2015: oportunidades aos níveis 10

12 nacional e local, e o Inquérito MY World (O Meu Mundo). Milhões de pessoas, em particular jovens, participaram nestes processos, através de consultas nacionais, temáticas e online, e de inquéritos, tal como refletido no Global Youth Call e no resultado da 65.ª Conferência Anual do DPI ONU/ONG. O compromisso direto e ativo dos deputados, empresas e da sociedade civil também foi essencial. (b) Os líderes do Painel de Alto Nível de Personalidades Eminentes sobre a Agenda para o Desenvolvimento Pós-2015 apelou a cinco mudanças transformativas que não deixem ninguém para trás através 1) da erradicação da pobreza extrema; 2) da colocação do desenvolvimento sustentável no centro; 3) da transformação das economias para que existam trabalhos dignos e crescimento inclusivo; 4) do desenvolvimento de sociedades pacíficas, assim como da governação aberta, transparente e responsável; e 5) do estabelecimento de uma nova parceria mundial para o desenvolvimento sustentável. (c) Os académicos e os cientistas reunidos na Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável recomendaram a adopção de uma agenda baseada na ciência e orientada para a acção, integrando quatro dimensões interdependentes do desenvolvimento sustentável (económica, social, ambiental e governação). (d) A principal função das empresas na agenda pós-2015 foi condensada no relatório do Pacto Global da ONU. As empresas estão prontas para mudar a forma como fazem negócios e contribuir através da transformação dos mercados a partir do seu interior e tornar a produção, o consumo e a distribuição do capital mais inclusiva e sustentável. (e) O relatório das Comissões Regionais destacou a importância dos esforços regionais na adaptação dos objetivos e das prioridades de política acordados a nível mundial às realidades específicas a nível nacional. (f) As experiências e as competências do sistema da ONU foram evidenciadas no relatório da Equipa de Trabalho do Sistema das Nações Unidas sobre a Agenda Pós-2015 e no trabalho da Equipa de Apoio Técnico (TST). (g) Ao nível mais alto, a liderança e a orientação foram obtidas através do Conselho de Coordenação dos Chefes de Secretariado dos Organismos das Nações Unidas. (h) Os membros do Painel de Alto Nível para a Sustentabilidade Mundial recomendaram uma via sustentável para melhorar o bem-estar, promover a justiça mundial, reforçar a igualdade de género e preservar os sistemas de apoio à vida da Terra para as gerações futuras. 38. Durante 2014, os Estados-Membros trocaram opiniões e consolidaram as suas ideias através do trabalho das atuais entidades para o desenvolvimento da ONU. O ECOSOC e as suas comissões funcionais e regionais, comités e organismos especialistas identificaram os potenciais 11

13 elementos do quadro de monitorização e de análise pós-2015 e exploraram como adaptar o sistema de desenvolvimento da ONU e as suas atividades operacionais para dar resposta a mudanças no panorama do desenvolvimento. O Fórum de Cooperação para o Desenvolvimento forneceu um espaço de política útil para as partes interessadas debaterem as implicações de uma agenda unificada e universal, a parceria mundial, as modalidades para uma análise e monitorização mais eficazes, assim como ações concretas dos parceiros da cooperação para o desenvolvimento a sul sobre desafios comuns. Desde a sua sessão inaugural, em 2013, que o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável (HLPF) direcionou a sua atenção para a agenda pós-2015, com os lideres a apelarem a uma abordagem coerente e assinalando o importante papel que o Fórum pode ter na análise e na monitorização. 39. Agora, em finais de 2014, observamos positivamente a conclusão dos processos intergovernamentais estabelecidos na Conferência Rio Numa série de diálogos estruturados sobre tecnologia na Assembleia-Geral iv, foram consideradas possíveis disposições para um mecanismo de facilitação para promover o desenvolvimento, a transferência e a disseminação de tecnologias limpas e ambientalmente sensatas. 41. O Comité Intergovernamental de Especialistas sobre o Financiamento do Desenvolvimento Sustentável apresentou o seu relatório sobre opções para uma estratégia eficaz para o financiamento do desenvolvimento sustentável, em Agosto de v O Comité propôs um conjunto com mais de 100 opções para os responsáveis pela elaboração de políticas, juntamente com recomendações para uma parceria global que abarca aspetoschave da assistência, comércio, dívida, tributação e estabilidade do mercado financeiro. Recomendou estratégias de financiamento individuais próprias aos países, fundamentadas na capacitação de ambientes políticos nacionais, e complementadas por um ambiente facilitador internacional reformado. Reconheceu que todas as fontes de financiamento teriam se ser usadas, públicas e privadas, nacionais e internacionais. 42. Durante 2014, o Presidente da Assembleia-Geral convocou uma série de reuniões importantes. Estas incluíram três eventos de alto nível sobre as contribuições das mulheres, jovens e da sociedade civil; sobre os direitos humanos e o Estado de direito; e sobre as contribuições Norte-Sul, Sul-Sul e a cooperação triangular e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para o desenvolvimento. Foram realizados três debates temáticos sobre o papel das parcerias, sobre como garantir sociedades estáveis e pacíficas, e sobre a água, 12

14 saneamento e energia sustentável. Estes foram seguidos por um Diálogo sobre a Responsabilidade na Assembleia-Geral e em cada região sob os auspícios da respetiva Comissão Regional das Nações Unidas. Em Setembro de 2014, o Presidente convocou um Evento de Avaliação de Alto Nível sobre a Agenda para o Desenvolvimento Pós vi 43. Mais importante, o Grupo de Trabalho Aberto sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio apresentou os resultados das suas deliberações históricas, em Julho de 2014, fornecendo uma narrativa fundada no documento final da Conferência Rio+20 e enfatizando a erradicação da pobreza, a sustentabilidade ambiental, o crescimento inclusivo, a igualdade e uma agenda centrada nas pessoas para o desenvolvimento sustentável. 44. Depois de mais de um ano de deliberações consultivas intensas e inclusivas, o Grupo de Trabalho Aberto propôs 17 objetivos específicos com 169 metas associadas vii, que descreveu como "orientados para a ação, globais por natureza e universalmente aplicáveis, considerando várias realidades nacionais, capacidades e níveis de desenvolvimento. Procurou combinar metas mundiais ambiciosas com metas específicas aos países a definir a nível nacional. 45. Para além de reforçar o compromisso com os ODM inacabados, os ODS abrem novos caminhos com objetivos sobre as desigualdades, crescimento económico, trabalhos dignos, cidades e estabelecimentos humanos, industrialização, energia, alterações climáticas, consumo e produção sustentáveis, paz, justiça e instituições. A dimensão ambiental da agenda é articulada ao longo da agenda. Os ODS são apoiados com um objetivo sobre as parcerias mundiais para os meios de implementação. 46. Serão necessários mecanismos para analisar a implementação dos objetivos, e a disponibilidade e o acesso aos dados têm de ser melhorados, incluindo a desagregação das informações por sexo, idade, etnia, estatuto migratório, deficiência, localização geográfica, e outras características relevantes para os contextos nacionais. 47. Por último, o recente relatório do meu Grupo Consultivo de Peritos Independentes sobre a Revolução dos Dados para o Desenvolvimento Sustentável apelou à resolução de lacunas de dados importantes entre os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, entre as pessoas ricas em informações e as pobres em informações, e entre os sectores privado e público. Sublinhou a importância do aumento do acesso a dados de qualidade, à resolução de desigualdades nas áreas de acesso a informações, à literacia de dados, à promoção do espaço cívico e à melhoria da partilha de dados e 13

15 informações. Também apelou ao reforço das instituições nacionais para que possuam capacidades em estatística e interligação com as novas tecnologias Ambições partilhadas para um futuro partilhado 48. Ao longo de todas estas contribuições e marcos, emergiu um entendimento comum de que deve existir uma agenda universal. A humanidade enfrenta os mesmos desafios mundiais. Os problemas atuais transcendem fronteiras e mesmo nos países mais ricos pode existir privação e exclusão. A universalidade implica que todos os países terão de mudar, cada um com a sua abordagem própria, mas cada um com um sentido de bem comum global. A universalidade é o atributo central dos direitos humanos e da justiça intergeracional. Levanos a pensar em termos de responsabilidades partilhadas para um futuro partilhado. Exige coerência em termos de políticas. A universalidade incorpora uma nova parceria global para o desenvolvimento sustentável no espírito da Carta das Nações Unidas. 49. Todas as vozes apelaram a uma agenda centrada nas pessoas e sensível ao planeta para garantir a dignidade humana, a igualdade, a gestão ambiental, economias saudáveis, libertação de situações de carência e de medo, e uma parceria global renovada para o desenvolvimento sustentável. Lidar com as alterações climáticas e fomentar as agendas do desenvolvimento sustentável são dois lados da mesma moeda que se reforçam mutuamente. Para alcançar estes fins, todos apelaram a uma agenda pós-2015 transformacional e universal, sustentada pela ciência e evidências, e desenvolvida com base nos princípios dos direitos humanos e do Estado de direito, igualdade e sustentabilidade. 50. Todas as contribuições sublinharam que devemos continuar o caminho dos ODM. Mas também enfatizaram que os Estados-Membros terão de colmatar lacunas importantes do desenvolvimento sustentável deixadas pelos ODM, como os aspetos multidimensionais da pobreza, trabalho digno para os jovens, proteção social e direitos laborais para todos. Exigiram cidades inclusivas e sustentáveis e infra-estruturas e industrialização. Exigiram o reforço da governação eficaz, responsável, participativa e inclusiva; da liberdade de expressão, informação e associação; de sistemas de justiça justos; e de sociedades pacíficas e da segurança pessoal para todos. 51. Todas as vozes exigiram que não deixássemos ninguém para trás, garantindo igualdade, não discriminação, equidade e inclusão em todos os níveis. Temos de dar uma atenção especial às pessoas, grupos e países com mais necessidades. Este é o século das mulheres: não 14

16 concretizaremos todo o nosso potencial se metade da humanidade continuar a sofrer limitações. Temos também de incluir os pobres, as crianças, os adolescentes, os jovens e os idosos, assim como os desempregados, as populações rurais, os habitantes de bairros de lata, pessoas portadoras de deficiência, povos indígenas, migrantes, refugiados e pessoas deslocadas, grupos vulneráveis e minorias. Estes também incluem as pessoas afetadas pelas alterações climáticas, as pessoas que vivem nos PMA, países sem litoral, pequenos Estados insulares em vias de desenvolvimento, países de rendimentos médios, países com conflitos ou em áreas ocupadas, em lugares afligidos por estados de emergência humanitários e médicos complexos ou em situações afetadas pelo terrorismo. E exigiram o fim de todas as formas de desigualdade de género, da discriminação baseada no género e da violência contra as mulheres, crianças e jovens rapazes e raparigas. 52. O debate público sublinhou a necessidade urgente de reconhecer e abordar o défice de confiança entre os governos, instituições e pessoas. Proporcionar um ambiente facilitador para desenvolver sociedades inclusivas e pacíficas, garantir a coesão social e o respeito do Estado de direito exigirá a redefinição das instituições a nível nacional para garantir que os êxitos da paz não são invertidos. 53. Todos anseiam por medidas para abordar as alterações climáticas, acelerar a redução das emissões de gases com efeito de estufa, e manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2 graus Celsius com base na equidade para as gerações presentes e futuras e de acordo com responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e respetivas capacidades. Todos pretendem também preservar os nossos oceanos, recursos marinhos, ecossistemas terrestres e florestas. 54. Todos fazem um apelo a transformações significativas das nossas economias. Apelam a que os nossos padrões de crescimento sejam mais inclusivos, contínuos e sustentáveis. As pessoas querem trabalhos dignos, proteção social, sistemas agrícolas robustos e prosperidade rural, cidades sustentáveis, industrialização inclusiva e sustentável, e infra-estruturas flexíveis e energia sustentável para todos. Estas transformações também vão ajudar a lidar com as alterações climáticas. Ouvimos também fortes apelos à reforma do comércio internacional, à garantia de regulação eficaz dos mercados e dos atores financeiros, e para que sejam tomadas medidas vigorosas para combater a corrupção, desacelerar fluxos financeiros ilícitos, combater o branqueamento de capitais e a evasão fiscal, e recuperar ativos furtados e escondidos. +15

17 55. Todas as contribuições sublinharam a necessidade de integrar as dimensões económica, social e ambiental na nova agenda. Para que isto aconteça, pretendem uma coerência de política baseada em normas a todos os níveis, uma reforma correspondente dos mecanismos de governação global, e uma parceria global efetiva renovada para o desenvolvimento sustentável. Estes aspetos, dizem, devem ser baseados na solidariedade, na cooperação, na responsabilidade mútua e na participação dos governos e de todas as partes interessadas. 56. Todos exigiram um quadro de análise e monitorização rigoroso e participativo para responsabilizar os governos, empresas e organizações internacionais perante as pessoas pelos resultados e para garantir que não são causados danos ao planeta. E exigiram uma revolução dos dados para que as informações e os dados estejam mais disponíveis, mais acessíveis e sejam mais amplamente desagregados, assim como objetivos e metas mensuráveis e um mecanismo participativo para rever a implementação aos níveis nacional, regional e mundial. 16

18 3. Enquadramento da nova agenda "Ultrapassar a pobreza não é um serviço de caridade, é um ato de justiça. Tal como a escravatura e o apartheid, a pobreza não é natural. É artificial e pode ser ultrapassada e erradicada pelas ações dos seres humanos. Por vezes, cabe a uma geração ser excecional. Vocês podem ser essa geração. Deixem a vossa grandeza florescer." Nelson Mandela 3. 1 Preparar o terreno 57. Neste momento, está a ser implementado um percurso realmente universal e transformacional. Desde a Cimeira de 2010 sobre os ODM, à Conferência Rio+20, e ao resultado do Grupo de Trabalho Aberto, viii emergiu uma visão consideravelmente consistente. 58. Uma vez que a dignidade humana e a sustentabilidade do planeta não podem ser reduzidas a uma simples fórmula, porque os seus elementos constitutivos são tão interdependentes, e porque o desenvolvimento sustentável é um fenómeno complexo, a proposta do Grupo de Trabalho Aberto de um conjunto de objetivos e metas tão abrangente deve recebida como um passo importante na procura da comunidade internacional por soluções eficazes para uma agenda global cada vez mais complexa. 59. Como Secretário-Geral das Nações Unidas, acolho com agrado o resultado produzido pelo Grupo de Trabalho Aberto (Tabela 1). Felicito a liderança e todos aqueles que participaram neste trabalho pioneiro. Considero um aspeto positivo a decisão tomada pela Assembleia-Geral para que a proposta do Grupo seja a base principal para o processo intergovernamental pós Nos próximos meses, os Estados-Membros das Nações Unidas negociarão os parâmetros finais da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável Pós Esta Agenda deve incluir uma narrativa convincente e íntegra, baseada nos resultados das principais conferências mundiais, incluindo a Cimeira do Milénio, a Cimeira de 2005, a Cimeira de 2010 sobre os ODM, o resultado da Conferência Rio+20, e as vozes das pessoas tal como transmitidas no processo pós A Agenda deve também apelar a uma consistência plena com os atuais compromissos políticos e as obrigações existentes no âmbito do direito internacional. Deve incluir objetivos concretos juntamente com metas mensuráveis e alcançáveis. Isto deve demonstrar a inter-relação importante entre os objetivos e as metas. Mais importante, deve responder aos desafios de capacidade dos países com recursos diversos e instituições 17

19 mais fracas. Os países não devem ser demasiado sobrecarregados por uma agenda que cria desafios adicionais em vez de aliviar os fardos. A Agenda exigirá compromissos sérios para o financiamento e outros meios de implementação, incluindo aqueles que serão acordados em Addis Ababa, em Julho de 2015, e em Paris, em Dezembro de E deve incluir mecanismos públicos inclusivo a todos os níveis para a apresentação de relatórios, monitorização do progresso, lições aprendidas e garantia de responsabilidade mútua. Tabela 1. Objetivos de desenvolvimento sustentáveis Objectivo 1 Objectivo 2 Objectivo 3 Objectivo 4 Objectivo 5 Objectivo 6 Objectivo 7 Objectivo 8 Objectivo 9 Objectivo 10 Objectivo 11 Objectivo 12 Objectivo 13 Objectivo 14 Objectivo 15 Objectivo 16 Objectivo 17 Erradicar a pobreza em todas as suas formas em todo o mundo Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável Assegurar vidas saudáveis e promover o bem-estar para todos em todas as idades Assegurar o ensino de qualidade inclusivo e equitativo e promover oportunidades de formação contínua para todos Alcançar a igualdade de género e capacitar todas as mulheres e crianças Garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos Garantir o acesso à energia a preços acessíveis, fiável, sustentável e moderna para todos Promover o crescimento económico contínuo, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos Desenvolver infra-estruturas flexíveis, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação Reduzir as desigualdades dentro e entre os países Tornar as cidades e os estabelecimentos humanos inclusivos, seguros, flexíveis e sustentáveis Assegurar padrões de consumo e de produção sustentáveis Tomar ações urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos* Conservar e usar os oceanos, os mares e os recursos marinhos de modo sustentável para o desenvolvimento sustentável Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação e parar e inverter a degradação das terras e parar a perda da biodiversidade Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar acesso à justiça para todos e desenvolver instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria mundial para o desenvolvimento sustentável * Reconhecendo que a Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas é o principal fórum internacional intergovernamental para negociar a resposta mundial às alterações climáticas. Fonte: Relatório do Grupo de Trabalho Aberto da Assembleia-Geral sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (A/68/970). 61. O sucesso também dependerá do poder da nova agenda para inspirar e mobilizar atores essenciais, novas parcerias, públicos-chave e um grupo de cidadãos mais alargado. Para isto, precisamos de uma agenda que se identifique com as experiências e as necessidades das pessoas e que possa ser compreendida e adotada. A agenda e os objetivos devem também ser recebidos a nível nacional de uma forma que assegure a transição dos ODM para a agenda do desenvolvimento sustentável mais alargada e mais transformativa e se torne efetivamente numa parte integrante das visões e planos nacionais e regionais. 62. Relativamente a isto, devemos lembrar e observar o mandato concedido à Assembleia-Geral pelos Estados-Membros na Conferência Rio+20, onde declararam que os "ODS devem ser orientados para a acção, concisos e fáceis de comunicar, limitados em número, 18

20 ambiciosos, globais por natureza e universalmente aplicáveis a todos os países, ao mesmo tempo que consideram diferentes realidades nacionais, capacidades e níveis de desenvolvimento e respeitem as políticas e prioridades nacionais" (parágrafo 247). 63. Os Estados-Membros concordaram que a agenda definida no Grupo de Trabalho Aberto é a base principal para o processo intergovernamental pós Temos agora a oportunidade de enquadrar os objetivos e as metas de uma forma que reflita a ambição de uma agenda universal e transformativa. Registo, em particular, a possibilidade de manter os 17 objetivos e reorganizá-los de uma forma focada e concisa que torne possível a sensibilização global necessária e a implementação a nível nacional Uma abordagem transformacional 64. Pretendo propor um grupo integrado de seis elementos essenciais que, considerados em conjunto, terão como objetivo facilitar as deliberações dos Estados-Membros antes da Cimeira especial sobre o desenvolvimento sustentável, em Setembro de 2015, e permitir que cheguem a uma agenda concisa e ambiciosa mandatada pela Conferência Rio Os elementos essenciais sublinham a urgência de um apelo universal para se chegar a um compromisso sobre um conjunto de princípios que, aplicados em conjunto, possam produzir uma transformação realmente universal do desenvolvimento sustentável. Assim, à medida que implementamos a nova agenda, temos: de nos comprometer com uma abordagem universal e com soluções que abordem todos os países e todos os grupos; de integrar a sustentabilidade em todas as atividades e ser diligentes com os impactos económicos, ambientais e sociais; de abordar as desigualdades em todas as áreas, concordando que um objetivo ou meta só deve ser considerado se satisfazer todos os grupos sociais e económicos; de garantir que todas as ações respeitam e promovem os direitos humanos, em plena coerência com as normas internacionais; de abordar os motores das alterações climáticas e as suas consequências; de basear a nossa análise em dados e evidências credíveis, melhorando a capacidade, disponibilidade, desagregação, literacia e partilha de dados; de expandir a nossa parceria mundial para os meios de implementação para obter um efeito máximo e participação plena, incluindo várias partes interessadas, coligações baseadas em problemas existentes; e 19

21 de ancorar o novo pacto num compromisso renovado com a solidariedade internacional, relacionado com a capacidade de cada país em contribuir Seis elementos essenciais para concretizar os ODS 66. Os seguintes seis elementos essenciais ajudariam a enquadrar e a reforçar a natureza universal, integrada e transformativa da agenda para o desenvolvimento sustentável e a garantir que a ambição expressa pelos Estados-Membros no resultado do Grupo de Trabalho Aberto traduz, comunica e é fornecida a nível nacional (Figura 1). Figura 1. Seis elementos essenciais para a concretização dos ODS Dignidade: erradicar a pobreza e combater as desigualdades 67. Erradicar a pobreza até 2030 é o objetivo abrangente da agenda para o desenvolvimento sustentável. Vivemos num mundo de abundância e num momento de grandes promessas científicas. E, mesmo assim, para centenas e centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, esta é também uma era de privação torturante. O desafio determinante do nosso tempo é colmatar a lacuna existente entre a nossa determinação para assegurar uma vida de dignidade para todos e a realidade da pobreza persistente e do aprofundamento das desigualdades. 68. Apesar de termos feito progressos importantes nos últimos anos, lidar com as desigualdades de género e concretizar os direitos das mulheres continua a ser um desafiochave em todas as regiões do 20

22 mundo. Neste momento, é aceite que nenhuma sociedade pode alcançar o seu pleno potencial se segmentos inteiros dessa sociedade, em particular os jovens, forem excluídos de participar, contribuir e beneficiar do desenvolvimento. Outras dimensões da desigualdade continuam a persistir e, em alguns casos, pioraram. Em particular, a desigualdade de rendimentos é um dos aspetos mais visíveis de um problema mais abrangente e complexo, que implica a desigualdade de oportunidades. Este é um desafio universal que o mundo inteiro deve abordar. A agenda deve acomodar as vozes das mulheres, jovens e minorias, procurar o consentimento informado prévio dos povos indígenas, eliminar obstáculos à participação plena das pessoas portadoras de deficiência, idosos, adolescentes e jovens e capacitar os pobres. Não deve excluir os migrantes, refugiados, pessoas deslocadas ou pessoas afetadas por conflitos e ocupações. Pessoas: assegurar vidas saudáveis, conhecimento e a inclusão das mulheres e crianças 69. Milhões de pessoas, em particular mulheres e crianças, foram deixadas para trás no trabalho inacabado dos ODM. Temos de garantir que as mulheres, jovens e crianças têm acesso a todos os serviços de saúde. Temos de garantir a tolerância zero relativamente à violência ou exploração de mulheres e crianças. As mulheres e crianças devem possuir igualdade de acesso aos serviços financeiros, e o direito de possuir terras e outros bens. Todas as crianças e adolescentes têm o direito à educação e devem desfrutar de um ambiente seguro para aprenderem. O desenvolvimento humano é também o respeito pelos direitos humanos. 70. A agenda deve abordar a cobertura universal, o acesso e os preços acessíveis dos cuidados de saúde; acabar com as mortes maternas, de recém-nascidos e de crianças evitáveis; garantir a disponibilidade de medicamentos essenciais; alcançar os direitos e a saúde reprodutiva das mulheres; assegurar a cobertura da imunização; erradicar a malária e alcançar a visão de um futuro sem SIDA e tuberculose; reduzir o fardo das doenças não transmissíveis, incluindo a doença mental, lesões no sistema nervoso e acidentes rodoviários; e promover comportamentos saudáveis, incluindo os relacionados com a água, saneamento e higiene. 71. Hoje, mais do que nunca, as realidades de 1,8 mil milhões de jovens e adolescentes representam um motor de mudança dinâmico, informado e globalmente ligado. Integrar as suas necessidades, direitos e vozes na nova agenda, será um fator essencial do sucesso. É essencial que os jovens recebam competências relevantes e educação de alto nível 21

23 e formação contínua, desde o desenvolvimento da primeira infância à escolaridade pósprimária, incluindo competências para a vida e ensino e formação profissional, assim como em ciências, desporto e cultura. Os professores devem possuir os meios para fazer a aprendizagem e transmitir conhecimentos num local de trabalho global seguro, impulsionado pela tecnologia. Prosperidade: desenvolver uma economia sólida, inclusiva e transformativa 72. O crescimento económico deve conduzir à prosperidade partilhada. Desta forma, o vigor de uma economia deve ser avaliado através da medida em que satisfaz as necessidades das pessoas e da forma sustentável e igualitária como o faz. Precisámos de crescimento inclusivo, baseado no trabalho digno, nos meios de subsistência, que aumente os rendimentos reais para todos e que seja avaliado de uma forma que vá para além do PIB e que considere o bem-estar humano, a sustentabilidade e a igualdade. Garantir que todas as pessoas, incluindo as mulheres, pessoas portadoras de deficiência, jovens, idosos e migrantes possuem emprego digno, proteção social e acesso a serviços financeiros, será a imagem de marca do sucesso económico. 73. A inovação e os investimentos em infra-estruturas sustentáveis e flexíveis, os povoamentos, a industrialização, as pequenas e médias empresas, a energia e a tecnologia podem gerar emprego e solucionar tendências ambientais negativas. Um sector privado capacitado, corretamente regulado, responsável e lucrativo é fundamental para o emprego, salário mínimo, crescimento e receitas para programas públicos. Transformar os modelos de negócio para criar valores partilhados é vital para desenvolver economias sustentáveis e inclusivas. 74. A riqueza mundial em recursos naturais também fornece uma oportunidade económica formidável, se não for traduzida somente em termos de crescimento de PIB mas de prosperidade partilhada. As abordagens sustentáveis à gestão das paisagens (incluindo agricultura e florestas), industrialização (incluindo capacidade de produção e manufatura), acesso à energia, água e saneamento, são impulsionadores-chave da produção e consumo sustentáveis, da criação de emprego, assim como do crescimento sustentável e igualitário. São impulsionadoras da gestão sustentável dos recursos naturais e consideram as alterações climáticas. Planeta: proteger o nosso ecossistema para todas as sociedades e as nossas crianças 75. Para respeitar as nossas fronteiras planetárias temos de abordar as alterações climáticas de forma honesta, travar a perda de biodiversidade e lidar com a desertificação e o uso insustentável da terra. 22

24 Temos de proteger a vida selvagem, preservar as florestas e as montanhas e reduzir o risco de desastres e desenvolver capacidades de recuperação. Temos de proteger os nossos oceanos, mares, rios e atmosfera, assim como o nosso património mundial, e alcançar a justiça climática. Temos de promover a agricultura, pescas e sistemas alimentares sustentáveis; fomentar a gestão sustentável dos recursos hídricos, e dos resíduos e produtos químicos; fomentar as energias renováveis e mais eficientes; separar o crescimento económico da degradação ambiental; fazer progressos na industrialização sustentável e nas infra-estruturas flexíveis; garantir o consumo e a produção sustentáveis; e alcançar a gestão sustentável dos ecossistemas marinhos e terrestres e do uso da terra. 76. O desenvolvimento sustentável está em risco uma vez que as evidências mostram que o aquecimento do sistema climático é inegável e que as atividades humanas são a sua causa principal. Temos de limitar a temperatura mundial a um aumento abaixo dos 2 graus Celsius se queremos evitar os piores efeitos das alterações climáticas. O dióxido de carbono é o maior responsável pelas alterações climáticas induzidas pelo ser humano. O uso de combustíveis fósseis e a desflorestação são as suas duas principais fontes. O aumento do aquecimento fará com que os impactos irreversíveis, dominantes e graves sejam mais prováveis. Quanto mais esperarmos para tomar medidas no sentido da produção e consumo sustentáveis, mais custará resolver o problema e maiores serão os desafios tecnológicos. A adaptação pode reduzir alguns riscos e impactos das alterações climáticas. Temos, urgentemente, de adotar um acordo climático universal e significativo até finais de Justiça: promover sociedades seguras e pacíficas e instituições sólidas 77. A governação eficaz para o desenvolvimento sustentável exige que as instituições públicas em todos os países e a todos os níveis sejam inclusivas, participativas e responsáveis perante as pessoas. As leis e as instituições devem proteger os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Ninguém deve sentir medo nem ser vítima de violência ou discriminado. Sabemos também que a democracia participativa, e sociedades livres, seguras e pacíficas são facilitadores e consequência do desenvolvimento. 78. O acesso a sistemas de justiça justos, instituições responsáveis de governação democrática, medidas para combater a corrupção e conter os fluxos financeiros ilícitos e meios para proteger a segurança pessoal são inseparáveis do desenvolvimento sustentável. Deve ser assegurado um ambiente facilitador sob o Estado de direito para que exista um compromisso livre, ativo e significante da sociedade civil e dos defensores das vozes das mulheres, 23

25 minorias, grupos de LGBT, povos indígenas, jovens, adolescentes e idosos. A liberdade de imprensa e o acesso à informação, a liberdade de expressão, de reunião e de associação são facilitadores do desenvolvimento sustentável. A prática do casamento infantil, precoce e forçado deve ser terminada em todo o mundo. O Estado de direito deve ser fortalecido aos níveis nacional e internacional, para garantir a justiça para todos. 79. Temos de reconstruir e reintegrar melhor as sociedades depois de crises e conflitos. Temos de abordar a fragilidade do Estado, apoiar as pessoas deslocadas a nível interno e contribuir para a resiliência das pessoas e comunidades. A reconciliação, a construção da paz e o desenvolvimento do Estado são fundamentais para os países ultrapassarem a fragilidade e desenvolveram sociedades coesas e instituições sólidas. Estes instrumentos são essenciais para reter os ganhos do desenvolvimento e evitar regressões no futuro. Parceria: catalisar a solidariedade mundial para o desenvolvimento sustentável 80. Deve ser desenvolvida uma parceria global revitalizada para o desenvolvimento sustentável com base nos fundamentos acordados na Declaração do Milénio e em Monterrey e Joanesburgo. Deve ser eficaz para mobilizar os meios e criar o ambiente para implementar a nossa agenda. A mobilização do apoio para implementar a nova e ambiciosa agenda exigirá vontade política e ação de todas as frentes: nacionais e internacionais, públicas e privadas, através da assistência e comércio, tributação e investimento. 81. A implementação não é só sobre quantidade. É também sobre fazer coisas em conjunto, unidos em torno do problema. As parcerias inclusivas devem ser um aspeto essencial da implementação, a todos os níveis: mundial, regional, nacional e local. Sabemos em que medida isto pode ser transformativo. Os objetivos do desenvolvimento sustentável fornecem uma plataforma para alinhar as ações privadas e as políticas públicas. As parcerias transformativas são desenvolvidas com base em princípios e valores, uma visão partilhada e objetivos partilhados: colocar as pessoas e o planeta no centro. Incluem a participação de todas as partes interessadas relevantes. A responsabilização mútua está no centro. Isto significa parcerias públicas-privadas-pessoas baseadas em princípios e responsáveis Integrar os seis elementos essenciais 82. O desenvolvimento sustentável deve ser uma agenda integrada para as soluções económicas, ambientais e sociais. A sua força está na interligação das duas 24

26 dimensões. Esta integração fornece a base para modelos económicos que beneficiam as pessoas e o ambiente; para soluções ambientais que contribuem para o progresso; para abordagens sociais que contribuem para o dinamismo económico e permitem a preservação e o uso sustentável do bem comum ambiental; e para reforçar os direitos humanos, a igualdade e a sustentabilidade. Responder a todos os objetivos como um todo coeso e integrado será essencial para assegurar as transformações necessárias em grande escala. 83. A agenda em si reflete o quadro alargado dos direitos humanos internacionais, incluindo elementos de direitos económicos, sociais, culturais, civis e políticos, assim como o direito ao desenvolvimento. São definidas metas específicas para os grupos desfavorecidos Os indicadores terão de ser amplamente desagregados em todos os objetivos e metas. 84. Os elementos essenciais são ainda mais integrados através da aplicação do princípio da universalidade. Ao abordá-los em todos os países e com todas as pessoas, consideramos a interdependência ambiental, económica e social, ao mesmo tempo que também reconhecemos as realidades de necessidades e capacidades nacionais diferenciadas. 85. Por último, o novo quadro proporciona uma oportunidade muito necessária para integrar a agenda mais alargada das Nações Unidas, com os seus objetivos de paz e segurança, de desenvolvimento e de direitos humanos inextricavelmente ligados e mutuamente interdependentes. 86. Tudo isto terá implicações importantes na forma como todos os parceiros procuram o desenvolvimento sustentável, exigindo transformações nas abordagens à liderança, coerência política, estratégia e colaboração. Terá também um efeito unificador benéfico na organização do trabalho no sistema da ONU aos níveis mundial, regional e nacional. 25

27 4. Mobilizar os meios para implementar a nossa agenda "A Terra fornece o suficiente para satisfazer as necessidades de todas as pessoas, mas não a cobiça de todas as pessoas." Mahatma Gandhi Financiar o nosso futuro 87. O desenvolvimento sustentável é um desafio complexo, com requisitos urgentes que resultaram em enormes necessidades de financiamento. Os meios para financiar os objetivos acordados não serão encontrados numa solução, nem terão origem num conjunto de atores. Todos os fluxos de financiamento têm de ser otimizados no sentido do desenvolvimento sustentável e coordenados para que tenham um maior impacto. Uma agenda para o desenvolvimento integrada exige um quadro de financiamento igualmente sinergético. Os governos devem trabalhar para alinhar melhor os quadros de financiamento que desenvolveram em resultado de duas principais tendências do debate sobre o desenvolvimento os processo de Monterrey e do Rio. Além disto, os governos devem também lembrar-se da necessidade de coerência e de alinhamento com o financiamento do combate às alterações climáticas (Figura 1). 88. O diálogo mundial sobre o financiamento do desenvolvimento sustentável está a progredir. O Grupo de Trabalho Aberto propôs várias metas sobre meios de implementação. O Comité Intergovernamental de Especialistas sobre o Financiamento do Desenvolvimento Sustentável apresentou opções de política, organizadas em torno de diferentes correntes de financiamento: pública nacional, privada nacional, pública internacional, privada internacional e financiamento combinado. Estas correntes abordam as facetas pública, privada, nacional e internacional do desafio do financiamento para angariar recursos novos e adicionais, redistribuir os existentes e criar um ambiente facilitador de apoio. A criação de novas instituições de cooperação Sul-Sul, como o Banco BRICS e o Banco Asiático de Investimento em Infra-Estruturas, representam novas oportunidades para financiar os investimentos no desenvolvimento sustentável. ix 89. Acolho com agrado as opções de política apresentadas pelo Comité e encorajo os países a serem mais ambiciosos e a melhorar a especificidade para satisfazer as exigências da nova agenda. Com esta finalidade, enquanto os Estados-Membros se preparam para Addis Ababa, caber-lhes-á definir um percurso concertado e ambicioso para o financiamento do desenvolvimento sustentável depois de

28 Figura 1. Fluxos de fundos de fontes de financiamento internacional e nacional para o desenvolvimento sustentável *O tamanho das caixas não representa os volumes/importância do financiamento. **Podem existir casos onde o financiamento público internacional também apoia diretamente a implementação dos objetivos internacionais. ***Os fundos soberanos lidam com dinheiros públicos, mas são geridos como investidores privados. Fonte: Relatório do Comité Intergovernamental de Especialistas sobre o Financiamento do Desenvolvimento Sustentável (A/69/315). 90. Todos os fundos públicos devem ter um impacto positivo nas sociedades mais pobres e mais vulneráveis. A Assistência Pública ao Desenvolvimento (APD) e outros fundos públicos internacionais continuarão a ter um papel central e catalítico, em particular nos países vulneráveis, tal como irão uma abordagem estratégica e os progressos sistemáticos na utilização. Os Estados-Membros da Organização das Nações Unidas devem honrar os seus compromissos de forma plena e atempada. A APD deve responder tanto ao trabalho inacabado dos ODM assim como abordar a transição para a nova agenda para o desenvolvimento sustentável. No atual debate sobre a modernização da APD, é necessário sublinhar a importância de um financiamento da APD mais eficaz e melhor direcionado. Isto deve incluir um foco maior nos países menos avançados,

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