HOMOLOGADA PELO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EM 09/12/2004 RESOLUÇÃO Nº 145/04. Palmas, 08 de dezembro de 2004

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1 HOMOLOGADA PELO SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EM 09/12/2004 REVOGADA RESOLUÇÃO Nº 145/04 Palmas, 08 de dezembro de 2004 Fixa normas para criação e autorização de funcionamento de instituições de educação infantil no Município de Palmas. O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE PALMAS, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei n.º 9394/96 Diretrizes e Bases da Educação Nacional; a Lei n.º 8.069/90 Estatuto da Criança e do Adolescente; Parecer nº 22/98 CEB/CNE; Resolução nº 01/99 CEB/CNE; Parecer nº 04/00 CEB/CNE e Lei Municipal nº 044 de 1990 lei de criação deste conselho. RESOLVE: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO INFANTIL Art. 1º A educação infantil, primeira etapa da educação básica, constitui direito da criança de zero a seis anos, a que o município, a família e a comunidade têm o dever de atender. Parágrafo único O atendimento referido no caput deste artigo se dará em Creches-CRE, em Centro de Educação Infantil-CEI e, em casos especiais, a préescola poderá ser oferecida em Unidades Escolares de Ensino Fundamental-UE. Art. 2º A autorização de funcionamento de curso e a supervisão/inspeção das instituições, públicas e privadas, de educação infantil, que atuam na educação de crianças de zero a seis anos, serão reguladas pelas normas desta Resolução. Parágrafo único Entende-se por instituições privadas de educação infantil as que se enquadram nas categorias de particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas, nos termos do artigo 20 da Lei n.º 9.394/96. Art. 3º A educação infantil será oferecida em: I creches ou entidades equivalentes, para crianças com menos de quatro anos de idade; II - pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade.

2 1º - Para fins desta Resolução, entidades equivalentes a creches são todas as responsáveis pela educação e cuidado de crianças de zero a menos de quatro anos de idade, independentemente de denominação e regime de funcionamento. 2º - As crianças com necessidades especiais serão atendidas preferencialmente na rede regular de creches e pré-escolas. 3º - As Instituições de Educação Infantil que mantêm, simultaneamente, o atendimento a crianças de zero a três anos de idade em creche e de quatro a seis anos em pré-escola, constituirão Centros de Educação Infantil, com denominação própria. CAPÍTULO II DA FINALIDADE E DOS OBJETIVOS Art. 4º A educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, em colaboração com a ação da família e da comunidade. Art. 5º A educação infantil tem como objetivos proporcionar à criança condições adequadas para: I - a promoção do seu bem-estar; II - seu desenvolvimento físico, motor, emocional, intelectual, moral e social; III - a ampliação de suas experiências; IV - o estímulo de seu interesse pelo processo de conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade. Parágrafo único Dadas as particularidades do desenvolvimento da criança até os seis anos de idade, a educação infantil cumpre duas funções indispensáveis e indissociáveis: educar e cuidar. CAPÍTULO III DA PROPOSTA PEDAGÓGICA Art. 6º A Instituição de Educação Infantil elaborará sua proposta pedagógica fundamentada numa concepção da criança como cidadã, como pessoa em processo de desenvolvimento, como sujeito ativo da construção do seu conhecimento, como sujeito social e histórico marcado pelo meio em que se desenvolve e que também o marca. Parágrafo único Na elaboração e execução da proposta pedagógica será assegurado à Instituição de Educação Infantil, na forma da lei, o respeito aos princípios do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. Art. 7º A Proposta Pedagógica elaborada pela CRE/CEI/UE, constando: I - identificação da CRE/CEI/UE: a) nome, endereço, breve histórico com lei de criação, denominação e autorização de funcionamento; b) espaço físico, instalações, equipamentos, material didático-pedagógico; c) recursos financeiros; d) concepção da criança, de desenvolvimento infantil e de aprendizagem; e) características da população a ser atendida; f) recursos humanos, com seus cargos e funções, habilitação e níveis de escolaridade; g) funcionamento: modalidades e horários.

3 II - O entorno da CRE/CEI/UE: a) comunidade na qual a CRE/CEI/UE está inserido; b) potencial do entorno; c) processo de articulação da instituição com a família e a comunidade; d) função social da instituição; e) processo de articulação da educação infantil com o ensino fundamental. III - Filosofia da CRE/CEI/UE: a) perfil do cidadão que queremos com a criança que acolhemos; b) perfil do educador que queremos hoje; c) visão de futuro em relação à CRE/CEI/UE; d) missão da CRE/CEI/UE; e) metodologia de ensino e de aprendizagem; IV - Objetivos e metas: a) fins e objetivos da CRE/CEI/UE; b) objetivos e metas globais, envolvendo todo o agir ; c) prioridades objetivos e metas. V - Organização da CRE/CEI/UE : a) parâmetros de organização de grupos e relação professor/criança; b) organograma; c) plano de ação da CRE/CEI/UE; d) processo de planejamento das atividades do professor; e) reuniões pedagógicas; f) reuniões da ACE; g) avaliação institucional; VI - Metodologia de avaliação e de acompanhamento do desenvolvimento integral do aluno; VII Currículo com competências e habilidades a serem desenvolvidas em cada ano. VIII - Cronograma do ano. 1º - A Proposta Pedagógica deve ser elaborada para quatro anos ou mais, podendo ser revisada num todo ou em parte, quando necessário. 2º - O regime de funcionamento das Instituições de Educação Infantil atenderá às necessidades da comunidade, podendo ser ininterrupto no ano civil, respeitados os direitos trabalhistas ou estatutários. nacionais. 3º - O currículo de educação infantil respeitará as diretrizes curriculares Art. 8º Na educação infantil, a avaliação será realizada mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança, tomando como referência os objetivos estabelecidos para esta etapa da educação, sem objetivo de promoção, mesmo para acesso ao ensino fundamental.

4 Art. 9º Os parâmetros para a organização de grupos ou turmas decorrerão das especificidades da proposta pedagógica, recomendada a seguinte relação máxima professor/criança: I. crianças de zero a um ano e onze meses...até seis por professor; II. crianças de dois a dois anos e onze meses...até oito por professor; III.crianças de três a três anos e onze meses...até quinze por professor; IV. crianças de quatro a seis anos...até vinte e cinco por professor; Parágrafo único Além do quantitativo de professores, é necessário que a CRE/CEI/UE disponha de um pedagogo e de pessoal auxiliar suficiente para o bom desempenho de suas tarefas: limpeza, alimentação e outras. CAPÍTULO IV DOS RECURSOS HUMANOS Art. 10 O professor em regência de classe na educação infantil deverá ser licenciado em Pedagogia ou ter curso normal superior, admitida como formação mínima, a oferecida em nível médio modalidade normal. Parágrafo único A Secretaria Municipal da Educação promoverá o aperfeiçoamento dos professores da Rede Pública Municipal legalmente habilitados para o magistério, em exercício nas Instituições de Educação Infantil, de modo a viabilizar uma formação que atenda aos objetivos da educação infantil e às características da criança de zero a seis anos de idade. Art. 11 Para atendimento específico às turmas sob sua responsabilidade, as mantenedoras das Instituições de Educação Infantil, poderão organizar equipes multiprofissionais formadas por pedagogo, psicólogo, pediatra, nutricionista, assistente social e outros. CAPÍTULO V DO ESPAÇO, DAS INSTALAÇÕES E DOS EQUIPAMENTOS Art. 12 Os espaços serão projetados de acordo com a proposta pedagógica da Instituição, a fim de favorecer o desenvolvimento das crianças, respeitadas as suas necessidades e capacidades. Parágrafo único Em se tratando de turmas de educação infantil em escolas de ensino fundamental, alguns desses espaços deverão ser: I - ou de uso exclusivo dos alunos de educação infantil; II - ou, não sendo isso possível, compartilhados com alunos de outros níveis de ensino, desde que em horário diferenciado para recreação. Art. 13 O imóvel destinado à educação infantil, pública ou privada, deverá apresentar condições adequadas de acesso, segurança, salubridade e higiene. Parágrafo único A CRE/CEI/UE não poderá compartilhar espaço com residência, empresa ou qualquer outro ofício que interfira nos itens do caput deste artigo ou que interfira na rotina escolar. Art. 14 Os espaços internos deverão atender às diferentes funções da instituição e conter uma estrutura básica que contemple:

5 I - espaço para recepção; II - espaço para os professores e para os serviços administrativopedagógicos e de apoio; III - salas para atividades das crianças, com espaço mínimo de 1,20 m 2 por criança, com boa ventilação, iluminação, com mobiliário e equipamentos adequados; IV - refeitório, instalações e equipamentos para o preparo de alimentos que atendam às exigências de nutrição, saúde, higiene e segurança, no caso de oferecimento de alimentação; V - instalações sanitárias completas, suficientes e próprias para uso exclusivo das crianças e outra para uso dos adultos; VI - berçário, se for o caso, provido de berços individuais, área livre para a movimentação das crianças, locais para amamentação e para higienização, com balcão e pia, e espaço para o banho de sol das crianças; VII - área coberta para atividades externas compatível com a capacidade de atendimento, por turno, da instituição. Art. 15 As áreas ao ar livre deverão facultar as atividades de expressão física, artística e de lazer, incluindo áreas verdes. CAPÍTULO VI DA CRIAÇÃO E DA AUTORIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO Art. 16 Entende-se por criação da Instituição de Educação Infantil o ato próprio pelo qual a mantenedora formaliza a intenção de criar e manter a instituição e se compromete a sujeitar seu funcionamento às normas da Secretaria Municipal da Educação. 1º - O ato de criação, para as Instituições de Educação Infantil mantidas pela Prefeitura, se efetua por lei municipal e, para as mantidas pela iniciativa privada, por manifestação expressa pela mantenedora em ato jurídico ou declaração própria. 2º - O ato de criação a que se refere o caput não autoriza o funcionamento, que depende da aprovação do Conselho Municipal de Educação - CME. 3º - A denominação da Instituição de Educação Infantil deve fazer parte da lei que a cria. Art. 17 Entende-se por autorização de funcionamento de curso o ato, expresso sob forma de resolução, pelo qual o CME aprova o funcionamento da Instituição de Educação Infantil, atendidas as disposições legais pertinentes. Art. 18 A documentação para a autorização de funcionamento de curso será encaminhado à Secretaria Municipal de Educação a qual fará a Verificação Prévia, encaminhando processo com relatório da verificação ao Conselho Municipal de Educação Parágrafo único O Processo deverá conter: I - requerimento dirigido ao titular da Secretaria Municipal da Educação, subscrito pelo representante legal da entidade mantenedora; II requerimento deirigido ao CME; III -dados da entidade mantenedora: a) cópia do CNPJ Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica; b) endereço da mantenedora;

6 c) identificação completa e endereço do responsável; d) comprovação da propriedade do imóvel, da sua locação ou cessão, por prazo não inferior a um ano; e) alvará de licença para funcionamento da instituição, expedido pela Prefeitura; IV - dados sobre a instituição mantida: a) planta baixa do prédio. b) denominação e endereço completo; c) relação do mobiliário, equipamentos, material didático-pedagógico e acervo bibliográfico; d) relação dos recursos humanos e comprovação de sua habilitação e escolaridade; e) ato de designação do diretor e do secretário; f) diretor, além dos requisitos da alínea d), comprovante de residência e de experiência educacional mínima de dois anos; g) previsão de matrícula com demonstrativos da organização de grupos; h) proposta pedagógica; i) plano de capacitação permanente dos recursos humanos; j) regimento escolar que expresse a organização pedagógica, administrativa e disciplinar da instituição; k) laudo da inspeção sanitária. Parágrafo único O alvará, mencionado no inciso II alínea e), refere-se aos aspectos físicos e jurídicos da instituição, dependendo da análise pedagógica e sua relação com os aspectos anteriores para o CME autorizar o início das aulas. Art. 19 A desativação de Instituição de Educação Infantil autorizada a funcionar poderá ocorrer por decisão da mantenedora, em caráter temporário ou definitivo, devendo atender a normas a serem definidas pelo CME. Art. 20 Nas Instituições de Educação Infantil que funcionarem a partir da data de entrada em vigor desta Resolução não será permitido o exercício do magistério regência de classe e atividade afins - por pessoa não habilitada. Parágrafo único As pessoas não habilitadas, atualmente em exercício em instituição já em funcionamento, terão prazo até 2006 para se habilitarem. Art. 21 A autorização de funcionamento da Instituição de Educação Infantil terá vigência de dois anos, renovável por igual ou maior período, a critério do CME. 1º - O período de renovação da autorização de funcionamento da Instituição de Educação Infantil deve dar entrada no CME no mínimo sessenta dias antes de expirar o prazo estabelecido no caput. 2º - Cabe ao Serviço de Inspeção Escolar da Secretaria Municipal da Educação ou, em sua falta, ao próprio CME, a verificação prévia das condições da instituição, de acordo com o disposto nesta resolução. 3º - A Verificação Prévia, in loco, será realizada por um membro do Conselho, um técnico da Educação Infantil e um Inspetor Escolar.

7 CAPÍTULO DA SUPERVISÃO E INSPEÇÃO Art. 22 A supervisão e a inspeção, que compreendem o acompanhamento do processo de autorização e a avaliação sistemática do funcionamento das Instituições de Educação Infantil, são de responsabilidade da Secretaria Municipal da Educação, a quem cabe velar pela observância das leis de ensino e das decisões do CME, atendido o disposto nesta Resolução. Art. 23 Compete à Secretaria Municipal da Educação definir e implementar procedimentos de supervisão, avaliação e controle das Instituições de Educação Infantil, na perspectiva de aprimoramento do processo educacional. Art. 24 À supervisão e à inspeção compete acompanhar e avaliar: I - o cumprimento da legislação educacional; II - a execução da proposta pedagógica; III - as condições de matrícula e permanência da criança na creche, préescola ou centro de educação infantil; IV - o processo de melhoria da qualidade dos serviços prestados, considerando o previsto na proposta pedagógica da Instituição de Educação Infantil e o disposto na regulamentação vigente; V - a qualidade dos espaços físicos, instalações e equipamentos, e a adequação às suas finalidades; VI - a regularidade dos registros de documentação e arquivo; VII - a oferta e execução de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde nas Instituições de Educação Infantil mantidas pelo poder público; VIII - a articulação da Instituição de Educação Infantil com a família e a comunidade. Art. 25 À supervisão e à inspeção cabe também propor às autoridades competentes o cessar dos atos de autorização da Instituição de Educação Infantil quando comprovadas irregularidades que comprometam o seu funcionamento ou quando verificado o não cumprimento da proposta pedagógica. Parágrafo único As irregularidades serão apuradas e as penalidades aplicadas, de acordo com a legislação específica, pelo Conselho Municipal de Educação, assegurado o direito a ampla defesa. CAPÍTULO VIII DO RECONHECIMENTO DA INSTITUIÇÃO Art. 26 Reconhecimento é o ato pelo qual o CME confirma a autorização de funcionamento da Instituição de Educação Infantil por ele concedida. Parágrafo único O reconhecimento da Instituição de Educação Infantil poderá ser concedido após decorridos, no mínimo, dois anos de sua autorização a partir da verificação in loco.

8 Art. 27 O relatório contemplará as condições do prédio, das instalações e equipamentos; a situação da direção, do pessoal docente e técnico-administrativo; a regularidade da escrituração escolar; o desempenho administrativo e pedagógico da Instituição e as inovações para melhor eventualmente introduzidas após a autorização. Art. 28 Satisfeitas as condições previstas nesta Resolução, o reconhecimento será concedido pelo prazo de quatro anos, renovável sucessivamente pelo mesmo período. CAPÍTULO IX DA ESCRITURAÇÃO Art. 29 A escrituração constará no mínimo: I. dossiê dos funcionários administrativos e docentes; II. diário de classe; III.livro de matrícula que constará: nome, idade, data de nascimento, filiação e endereço; IV. ficha de acompanhamento do desenvolvimento integral da criança; ata de resultados finais, que constará a relação das crianças que concluíram. CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 30 As Instituições de Educação Infantil, quer públicas quer privadas, em funcionamento na data da publicação desta Resolução, deverão integrar-se ao Sistema Municipal de Educação até o final de º - A Secretaria Municipal da Educação estimulará a antecipação da integração das Instituições de Educação Infantil ao sistema municipal de educação, em benefício da manutenção e melhoria do atendimento. 2º - A integração será acompanhada pela supervisão e pela inspeção, que encaminharão ao CME parecer conclusivo, baseado no Relatório de Verificação Prévia, que informe qual o estágio de adaptação às disposições desta Resolução. 3º - À vista do Relatório de Verificação Prévia, o CME poderá conceder prorrogação do prazo para a Instituição de Educação Infantil adequar-se às normas desta Resolução. Art. 31 É irregular o funcionamento de Instituição de Educação Infantil que inicie suas atividades sem prévia autorização do CME ou que funcione com prazo de autorização ou de reconhecimento já vencido. Parágrafo único As situações previstas no caput constituirão razão suficiente para que o CME aplique as penalidades cabíveis, nos termos da legislação pertinente, solicitando, inclusive, se for o caso, ao (à) Títular da Pasta da Educação, o encerramento das atividades da instituição. Art. 32 Mesmo quando autorizada ou reconhecida, a Instituição de Educação Infantil deverá dirigir-se ao CME através de requerimento endereçado a seu Presidente, para:

9 I - solicitar autorização nos casos de mudança de denominação e de cessação parcial ou total de suas atividades; II - solicitar homologação em caso de transferência de entidade mantenedora; III - comunicar mudanças de localização, comprovando a adequação do novo local e das novas instalações; IV - informar, com antecedência mínima de sessenta dias, alterações na estrutura física que afetem suas atividades; Art. 33 A alteração de denominação da Instituição de Educação Infantil somente poderá ser efetuada mediante proposta justificada do representante da entidade mantenedora. Art. 34 Nas instituições privadas, no caso de mudanças de entidade mantenedora, exigir-se-á: I - declaração do responsável pela nova entidade de que está ciente da situação de funcionamento administrativo-pedagógico da Instituição mantida; II - fotocópia autenticada do contrato ou documento assemelhado, referente à transação, devidamente registrado em Cartório de Títulos e Documentos. Parágrafo único A Resolução do CME que autoriza a transferência poderá manter, para a Instituição de Educação Infantil, os atos de autorização ou de reconhecimento anteriormente expedidos. Art. 35 No caso de mudança de localização ou de alteração da estrutura física, o Serviço de Inspeção Escolar ou o CME efetuará inspeção in loco e apresentará relatório para análise e deliberação, contemplando, notadamente, as condições das novas dependências e sua adequação às atividades didático-pedagógicas. Art. 36 A Instituição de Educação Infantil, tanto privada quanto pública, deverá: I - fazer constar, em qualquer documento expedido, o número da Resolução referente à sua autorização ou reconhecimento; II - afixar na CRE/CEI/UE, em lugar de fácil visualização, cópia da Resolução de autorização ou de reconhecimento; III - facultar aos pais de alunos o acesso à proposta pedagógica e a outros documentos relativos aos alunos. Art. 37 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 38 Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Resolução N.º 49/00, deste Conselho. SALA DAS SESSÕES DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, em Palmas, aos oito dias do mês de dezembro de dois mil e quatro.

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