A RESPONSABILIDADE CIVIL SOLIDÁRIA DAS AGÊNCIAS/OPERADORAS DE TURISMO EM RELAÇÃO AOS VÍCIOS OCORRENTES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 1.

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1 A RESPONSABILIDADE CIVIL SOLIDÁRIA DAS AGÊNCIAS/OPERADORAS DE TURISMO EM RELAÇÃO AOS VÍCIOS OCORRENTES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 1. Manoela Moser 2 Queila Jaqueline Nunes Martins 3 SUMÁRIO Introdução; 1 Das Agências de Turismo e as atividades desenvolvidas no Brasil; 2 Dos vícios dos serviços prestados na atividade de agenciamento do turismo à luz do CDC; 3 Da Responsabilidade Civil Solidária das Agências de Turismo em relação aos vícios ocorrentes na prestação de serviços; Considerações finais; Referências das fontes citadas. RESUMO As agências de turismo respondem solidariamente aos vícios ocorrentes nas prestações de serviços, mesmo havendo controvérsias acerca do tema. É predominante o entendimento de que é devido ao consumidor o ressarcimento do dinheiro investido. E em quaisquer mudanças no destino, deve ser facultado as agências propiciar o melhor atendimento possível, pois o CDC deixa bem claro que é de direito do consumidor, este ressarcimento, mesmo que as agências de turismo sejam meras intermediadoras do serviço. Porém, cabe ao fornecedor que não participou do vício, mas que poderá responder pelos danos causados a ação de regresso contra terceiros que participaram deste vício, mas que não arcaram com as devidas despesas, pelo fato de possuírem vínculo firmado. Palavras-chave: Solidariedade civil. Direito do consumidor. Vícios. Turismo. INTRODUÇÃO As agências de turismo possuem diversos serviços a seus clientes, estabelecendo vínculo com outros fornecedores. Há questionamentos diversos acerca da prestação de serviços que ocorrer vícios, e da responsabilidade solidária 1 Este modelo foi criado a partir das normas de apresentação de artigo científico da Revista de Iniciação Científica do CEJURPS. É importante acessar as mesmas no site institucional O título deve ser redigido com exatidão, revelando o que o restante do texto está trazendo. Não deve ser longo a ponto de tornarse confuso, utilizando-se tanto quanto possível de termos simples. 2 Manoela Moser, acadêmica do oitavo período do Curso de Graduação em Direito da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, Queila Jaqueline Nunes Martins, Professora da Disciplina de Direito do Consumidor, no Curso de Graduação em Direito da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI; Coordenadora do Curso de Relações Internacionais da UNIVALI;

2 pela reparação dos prejuízos causados ao consumidor que firmou contrato com a agência de turismo, possuindo a mesma se possível e compravado, o direito de adentrar com a ação regressista. O objetivo principal desta pesquisa é identificar o entendimento do CDC acerca do tema, e mostrar que a agência de turismo possui obrigações e deveres em relação a seus clientes, de forma que deverá responder solidariamente por quaisquer danos causados ao consumidor. Divide-se este artigo em três capítulos, sendo que o primeiro aborda sobre o crescimento turístico mundial e no Brasil, sobre a busca dos consumidores por agências de turismo que exercem o papel de intermediadoras, e como se enquadram as mesmas em relação à legislação brasileira vigente. O segundo capítulo dispõe sobre os vícios dos serviços prestados na atividade de agenciamento do turismo á luz do CDC e quais são esses vícios ocorrentes da má prestação de serviços. E para finalizar, o terceiro capítulo trata sobre a responsabilidade civil solidária das agências/operadoras de turismo em relação aos defeitos de serviços, ocorrentes na prestação de serviços, e o direito que o consumidor possui em ser restituído por tais acontecimentos. 1 DAS AGÊNCIAS/OPERADORAS DE TURISMO E AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO BRASIL Diante dos inúmeros negócios diários direcionados ao ramo de lazer juntamente com a busca cessante pelo lucro e o crescimento populacional, tem-se diversas formas de negociações em visão da praticidade e comodidade mundial. Entre elas, uma que é muito comum, são os contratos firmados entre as agências/operadoras de turismo e os consumidores. É evidente o crescimento turístico no Brasil pelo fato de novas implementações em relação a este ramo. De acordo com uma pesquisa realizada anualmente, da Conjuntura Econômico do Turismo (Pacet) realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Ministério do Turismo, chega-se um aumento neste setor. 534

3 As empresas do setor de turismo registraram um aumento no faturamento médio de 18,3% em Cerca de 87% dos empresários esperam expansão dos negócios em O clima de otimismo nas 80 maiores empresas de nove segmentos foi captado pela Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet), realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Ministério do Turismo. 4 Sendo este país referenciado não somente por suas belezas naturais, dentre elas: Foz do Iguaçu, localizada no estado do Paraná, com belíssimas cataratas brasileiras, a Floresta Amazônica, com sua enorme diversidade, voltada principalmente a cultura indígena e o Cerrado Mineiro, com suas montanhas e serras no estado de Minas Gerais, entre outras. O Brasil está sendo alvo da mídia, principalmente pelo fato da COPA do Mundo, que será realizada em 2014 na cidade do Rio de Janeiro. Desta forma, não há o que se questionar em relação ao importante papel que as agências de turismo exercem em relação à economia mundial. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor Brasileiro, as agências de turismos, são fornecedoras de serviços. Portanto se enquadram art. art. 3º, caput e 2º, Lei Federal nº /90: Art. 3 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 5 Conforme entendimento de Simão acerca do tema, tratando-se do conceito de fornecedor á luz do CDC, entende-se que: A natureza da atividade fornecedor de produtos é detalhada pelo dispositivo de lei que minuciosamente descreve suas condutas. Trata-se de condutas referentes à atividade evidentemente profissionais. Já com relação aos serviços, a lei optou por uma forma 4 Disponível em < Acesso em 21 set BRASIL. Lei nº , de 17 de setembro de Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm>. Acesso em 02 out

4 concisa, apenas indiciando, no 2º do art. 3º, que serviços, é a atividade remunerada. 6 Em vista disso, de acordo com o CDC, as agências de turismo são delimitadas com o fornecimento de serviços no mercado de consumo mediante remuneração de seus clientes, neste caso, os consumidores. Analisando de forma concisa as agências de turismo e a vulnerabilidade em que o consumidor se encontra muitas vezes em relação ao desconhecimento dos serviços prestados, conforme entendimento da renomada Claudia Lima Marques, p. 89 manual de direito do consumidor que...o consumidor aparece quando há um fornecedor na relação. 7 Com a criação de uma Lei especifica em 2008, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo, na qual define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico; revogando-se a Lei n o 6.505, de 13 de dezembro de 1977, o Decreto-Lei n o , de 21 de novembro de 1986, e os respetivos dispositivos da Lei n o 8.181, de 28 de março de O termo agência de turismo está elencado no art. 27, caput, onde dispõe a Lei n o de 17 de setembro de 2008 Lei do turismo que: Art.27 Compreende-se por agência de turismo a pessoa jurídica que exerce a atividade econômica de intermediação remunerada entre fornecedores e consumidores de serviços turísticos ou os fornece diretamente 8 Portanto, as agências de turismo são pessoas jurídicas, que também como é definido no CDC, exercem atividade econômica mediante remuneração, como intermediadoras de serviços, ou, os fornecendo diretamente, sem intermédio de terceiros. Porém, no mercado existem os agentes de turismo/viagens que se enquadram como pessoas físicas, autônomas, para fins de consultoria, não sendo aplicado este artigo para efeitos legais. Entretanto, nada se opõe ao fato do mesmo obter sua própria agência de turismo. 6 SIMÃO, José Fernando. Vícios dos produtos no novo código civil e no código de defesta do consumidor. São Paulo: Atlas, 2003, p BENJAMIN, Antonio Herman V.. MARQUES, Claudia Lima. BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de direito do 8 Consumidor. 4 ed. Editora revista dos tribunais. BRASIL. Lei n de 17 de Setembro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2008/lei/l11771.htm>. Acesso em 03 out

5 No final do texto do art.27 caput, ou os fornece diretamente, remete-se as operadoras de turismo. As agências de viagens diferenciam-se das operadoras turísticas por serem intermediadoras dos serviços turísticos, participando pouco ou nada da criação dos pacotes que vendem. Por conta dessa posição de intermediação, a qual coloca as agências entre os fornecedores dos serviços e os turistas, eles acreditam que a agência fica vulnerável e, portanto, não deveria ser responsabilizada solidariamente pelos danos causados pelos serviços que ela não teve participação na produção, apenas na venda. 9 Os serviços prestados pelas agências de turismo, estão elencados no Art.27, 1 o da Lei do Turismo, onde: Art.27 1 o São considerados serviços de operação de viagens, excursões e passeios turísticos, a organização, contratação e execução de programas, roteiros, itinerários, bem como recepção, transferência e a assistência ao turista. 10 Já a definição de intermediação é prevista no 3 o da referida lei, onde as atividades de intermediação de agências de turismo compreendem a oferta, a reserva e a venda a consumidores de um ou mais dos seguintes serviços turísticos fornecidos por terceiros I - passagens; II - acomodações e outros serviços em meios de hospedagem; e III - programas educacionais e de aprimoramento profissional. 11 Sendo assim, as agências de turismos, podem intermediar inúmeros serviços como a obtenção de passaportes, vistos ou qualquer outro documento necessário à realização de viagens; transporte turístico; desembaraço de bagagens em viagens e excursões; locação de veículos; obtenção ou venda de ingressos para espetáculos públicos, artísticos, esportivos, culturais e outras manifestações públicas; representação de empresas transportadoras, de meios de hospedagem e de outras fornecedoras de serviços turísticos; apoio a feiras, exposições de negócios, congressos, convenções e congêneres; venda ou intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens, passeios e excursões e de cartões de assistência ao viajante; venda de livros, revistas e outros artigos destinados a viajantes; e acolhimento turístico, consistente na organização de visitas a museus, 9 BRASIL. Lei n de 17 de Setembro de BRASIL. Lei n de 17 de Setembro de BRASIL. Lei n de 17 de Setembro de

6 monumentos históricos e outros locais de interesse turístico, conforme art.27, 4 o. lei do turismo. 12 O consumidor deve ter uma ideia precisa sobre os requisitos da oferta, com informações suficientes para obtenção de uma contratação satisfatória e segura mediante o contrato firmado entre as partes. Art. 31 CDC: A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Contrato este, que deve obter todas as cláusulas referentes a prestação de serviços ao consumidor, assim como regula o CDC que os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance, sendo que cláusulas abusivas serão nulas. 13 Para fins de cadastro em relação aos prestadores de serviços turísticos, ou seja, as agencias/operadoras ou agentes, estão previstos no Art. 22 da Lei do turismo, sendo obrigados ao cadastro no Ministério do Turismo, na forma e nas condições fixadas na Lei, sob pena de obter anulação de um negocio jurídico ilícito DOS VÍCIOS DOS SERVIÇOS PRESTADOS NA ATIVIDADE DE AGENCIAMENTO DO TURISMO À LUZ DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. A Lei do turismo não trata sobre a responsabilidade civil das agências, operadoras de viagens. Logo, cabe ao CDC regulamentar à responsabilidade dos agentes de atividade turística, no caso os prestadores de serviços turísticos (fornecedores), com as agências de turismo, tendo em vista a responsabilidade objetiva, prescindindo de culpa. 12 BRASIL. Lei n de 17 de Setembro de BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. 14 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. 538

7 A teoria objetiva prescinde de culpa. O dever de reparação baseia-se no dano causado e em sua relação com a atividade desenvolvida pelo agente. As atividades são lícitas, a necessidade de sua existência faz com que sejam aceitos pela sociedade os danos que provocam, entretanto, as vítimas não devem ser deixadas ao léu. A prova de culpa do agente, na realidade, inviabilizaria a reparação do dano, aumentando mesmo os seus suplícios, [...] A teoria objetiva confere certeza à reparação do dano, atendendo ao próprio resultado danoso da ação e não da culpabilidade desta. 15 Não é causa de excludente de responsabilidade a falta de conhecimento do fornecedor em relação ao seu produto ofertado. A luz do CDC, Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. 16 Basicamente produtos e serviços defeituosos, são aqueles que não oferecem a devida segurança que o consumidor espera, sendo inadequados para uso. Ocorre defeito do serviço quando este possui um vício que o torne inadequado, e este vício gere outros danos ao patrimônio jurídico e moral do consumidor, como é o caso de um consumidor que não tem seu cartão aceito em algum estabelecimento por ter a fatura vencido, quando na verdade ela já foi paga, ou um alagamento na residência ocasionado por uma pia entupida consertada por encanador dias antes. O defeito vai além do serviço e atinge o patrimônio jurídico e/ou moral do consumidor 17 O CDC prevê a regulamentação da responsabilidade por serviços em dois dispositivos: no art. 14, que trata sobre a responsabilidade civil pelo fato do serviço, e no art. 20 que versa sobre a responsabilidade civil pelo vício do serviço. 18 Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. 15 GOMES, Marcelo Kokke. Responsabilidade civil: dano e defesa do consumidor. Belo Horizonte: Del Rey, P BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. 17 NUNES, Luiz Antônio Rizzatto. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor: Direito Material (art. 1ª a 54). São Paulo: Saraiva, 2000, p REMOR, Priscilla de Oliveira. A responsabilidade civil das agências de turismo nas relações de consumo. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 599, 27 fev Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/6355>. Acesso em: 12 out

8 1 O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - o modo de seu fornecimento; II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi fornecido. [...] Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço. 1 A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor. 2 São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. 19 Pela abrangência dos negócios ofertados, existem inúmeros danos ou vícios que podem ocorrer durante a prestação de serviços negociados com as agências de turismos a seus clientes. Podemos dizer que em casos de turismo, os defeitos previstos no art. 14 podem ocorrer desde acidentes no transporte, como, por exemplo, a queda de um avião, a batida de um transporte de turismo, intoxicação alimentar no restaurante do hotel e outros 20 Deste modo, é costumeiro ocorrer vícios na prestação de serviços, pelo fato de que a agência de turismo apresentar na maioria das vezes diversos fornecedores, e não possuir a devida cautela em analisar qual seria o melhor opção para seu cliente, lesando assim, o consumidor que aderiu ao contrato com confiança de que a mesma prestaria o melhor serviço, causando transtornos e aborrecimentos que não foram planejados. 3 DA RESPONSABILIDADE CIVIL SOLIDÁRIA DAS AGÊNCIAS/ OPERADORAS DE TURISMO EM RELAÇÃO AOS VÍCIOS OCORRENTES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. 19 BRASIL. Código de defesa do Consumidor. 20 FEUZ, Paulo Sérgio. Direito do Consumidor nos Contratos de Turismo: Código de defesa do consumidor aplicado ao turismo. Bauru, SP: Edipro, 2003, p

9 Entende-se que a responsabilidade civil solidária é o direito que o consumidor possui em face de existir um contrato firmado com vários fornecedores, e deste advir algum vício, seja de qualidade ou de serviço, sendo facultada ao consumidor a escolha da demanda judicial. De acordo com o Código Civil Brasileiro Art. 264 Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. Reforçando tal entendimento o CDC, prevê em seu art. 34 que, O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos E em seu artigo 7 que dispõe: Art. 7 Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade. Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. 21 Diante da vulnerabilidade que o consumidor encontra-se, é necessário que haja uma responsabilização mais ampla quando tratar-se de agência de turismo e a responsabilidade objetiva pelos acidentes e vícios dos serviços por terceiros, pelo fato de que um pacote turístico engloba inúmeros fornecedores, cabendo à agência de turismo efetuar este contrato da melhor forma possível, com confiança, para que não haja futuramente, problemas ao consumidor. Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores. 1 Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores. 22 Alguns exemplos que cabe o princípio da solidariedade são nos casos em que o hotel não possuir quartos suficientes para acomodação pela razão de algum atraso (seja ele causado por terceiros ou não); a mala do consumidor ser extraviada; 21 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor 22 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor 541

10 o avião não possuir a devida segurança, o passeio não sair como o previsto, entre outros exemplos. Seguindo esta linha de raciocínio, entende o acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça em Recurso Especial nº RJ, o Ministro Ruy Rosado de Aguiar: Responsabilidade Civil. Agência de viagens. Código de Defesa do Consumidor. Incêndio em embarcação. A operadora de viagens que organiza pacote turístico responde pelo dano decorrente do incêndio que consumiu a embarcação por ela contratada. 23 Entretanto, na concepção das agências de turismo, deve-se observar o nexo causal entre o vício ocorrente, e se este adveio da agência de turismo. Guimarães entende que não se pode falar em responsabilidade da agência se o vôo é cancelado, tem overbooking, atrasa ou não oferece refeições; se a comida do restaurante está fria ou estragada etc. 24 Pois se entende que a agência de turismo é meramente intermediadora e de fato, não foi à causadora do incidente. E caso ocorra esta indevida cobrança, cabe às agências de turismo o direito de regresso como previsto no artigo 13 parágrafo único e art. 18 do CDC. Art. 13 [...] Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento danoso". Art.18 Na hipótese do art. 13, parágrafo único, deste Código, a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo, facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a denunciação da lide". 25 Portanto, no caso das agências de turismo que possuem contratos com outras empresas, e desta o ocorreu um vício, cabe à mesma adentrar com a ação de regresso contra os fornecedores que fazem parte deste contrato de prestação de serviço. 23 AGUIAR, Ruy Rosado. O Contrato de Transporte de Pessoas e o Novo Código Civil. Disponível em: <http://bdjur.stj.gov.br>. Acesso em: 10 out GUIMARÃES, Paulo Jorge Scartezzini. Dos contratos de hospedagem, de transporte de passageiros e de turismo. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010, p BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. 542

11 O fornecedor que efetuar o ressarcimento ao consumidor tem direito a requerê-lo posteriormente dos verdadeiros responsáveis, integral ou parcialmente, de acordo com sua efetiva participação no evento danoso. 26 E no caso de isenção para os prestadores de serviços turísticos, o artigo 14, parágrafo 3º do CDC prevê que O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar, que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Ou seja, em casos em que se caracteriza a culpa exclusiva da vítima, ou a devida comprovação de que o defeito inexiste. Como por exemplo, no caso do cliente perder as passagens aéreas, requerer o ressarcimento do dinheiro gasto. Cabendo então ao prestador do serviço garantir a qualidade dos estabelecimentos hoteleiros, dos serviços de transporte e de alimentação ofertadas ao consumidor, diante da relação jurídica firmada entre as mesmas. CONSIDERAÇÕES FINAIS O turismo tornou-se crescente, e um dos fatores que influenciou este fato foi a segurança e a praticidade que as agências de turismo proporcionam a seus clientes, estabelecendo vínculo de prestação de serviços com outros fornecedores. Porém, o que ocorre em muitos dos casos, é a falta de cautela em supervionar o serviço prestado ao consumidor em relação a estes terceiros, ocorrendo desta forma, situações viciosas, causando aborrecimentos e frustações aos clientes que aderiram tais serviços. Os serviços são defeituosos, quando apresentam algum vício conforme exposto neste artigo, e cabe o consumidor lesado adentar com a devida ação para que seja ressarcido de tais danos. Em visão do princípio da solidariedade civil o CDC estabelece taxativamente, que o fornecedor responde independemente de culpa, em relação a prestação de defeitos na prestação de serviços,sendo majoritário o entendimento de que o é devido ao consumidor pelo fato do mesmo ser vulnerável em relação aos diversos fornecedores que se encontram nesta prestação de serviço. 26 GOMES, Marcelo Kokke. Responsabilidade civil: dano e defesa do consumidor. Belo Horizonte: Del Rey, p

12 Para os defensores das agências de turismo, cabe então, a ação de regresso aos fornecedores envolvidos nesta prestação de serviço defeituoso, para suprir o dinheiro pago ao consumidor quando o mesmo sentiu-se lesado. REFERÊNCIA DAS FONTES CITADAS AGUIAR, Ruy Rosado. O Contato de Transporte de Pessoas e o Novo Código Civil. Disponível em: <http://bdjur.stj.gov.br>. Acesso em: 10 out BENJAMIN, Antonio Herman V.; MARQUES, Claudia Lima; BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de direito do Consumidor. 4 ed. Revista dos Tribunais, BRASIL. Lei nº , de 17 de setembro de Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2008/lei/l11771.htm>. Acesso em: 02 out CRESCIMENTO e otimismo no setor turístico. Ministério do Turismo. Disponível em: <http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/ html>. Acesso em: 21 set FEUZ, Paulo Sérgio. Direito do Consumidor nos Contratos de Turismo: Código de defesa do consumidor aplicado ao turismo. Bauru, SP: Edipro, 2003, p.103. GOMES, Marcelo Kokke. Responsabilidade civil: dano e defesa do consumidor. Belo Horizonte: Del Rey, NUNES, Luiz Antônio Rizzatto. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor: Direito Material (art. 1ª a 54). São Paulo: Saraiva, OLIVEIRA, Tassiana Moura de. A responsabilidade solidária das agências de viagem nas relações de consumo: uma análise sob a ótica da Lei geral do Turismo e do CDC. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, n. 89, jun Disponível em:<http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura& artigo_id=9696&revista_caderno=10>. Acesso em: 03 out REMOR, Priscilla de Oliveira. A responsabilidade civil das agências de turismo nas relações de consumo. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 599, 27 fev Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/6355>. Acesso em: 12 out SIMÃO, José Fernando. Vícios dos produtos no novo código civil e no código de defesa do consumidor. São Paulo: Atlas,

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