MEMÓRIAS DOS PARTICIPANTES DO PROJETO TEATRO NAS PRISÕES

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1 Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1): MEMÓRIAS DOS PARTICIPANTES DO PROJETO TEATRO NAS PRISÕES Natália Bonini, Nathália Leme Patricia L. Rodrigues Priscila F. Prado Priscila R. Preda Rafaela R. da Rocha Raquel Terumi Shidomi Renata P. Silva Renata Rossi Prof. Dr. Robson Jesus Rusche Universidade Presbiteriana Mackenzie Resumo: A prisão leva à mortificação do eu na medida em que reduz a um único papel social as possibilidades de desempenho do indivíduo. Este se especializa no papel de interno e sua identidade é deteriorada e estigmatizada. O teatro, no entanto, permite que a pessoa quebre a rigidez desse único papel e possa experimentar uma diversidade de outras possibilidades, propiciando maior flexibilidade de papéis e, portanto, espontaneidade para desenvolver novas respostas frente às situações que enfrenta no dia-a-dia. Partindo dessas duas teorias, buscou-se resgatar, por meio do método da memória oral, como os integrantes do Projeto Teatro nas Prisões vivenciaram as experiências do mesmo e quais sentidos construíram para elas. As memórias relatadas neste trabalho apontam para como essas pessoas tomaram conhecimento do Projeto, o que as levou a participar, bem como suas emoções, sentimentos e a relevância dessa experiência para suas vidas, evidenciando transformações em seus modos de ser e de pensar. Percebemos que por meio da memória oral foi possível que as pessoas resgatassem suas experiências, re-significando-as, transformando seus sentidos e gerando, dessa forma, outras possibilidades de projeto existencial. Por fim, neste artigo pretendemos deixar o processo de análise em

2 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões aberto e refletir a respeito dessas considerações, a fim de mostrar que a pesquisa em memória oral é fundamental para promover a retomada dos sentidos da experiência na transformação das vidas dos integrantes de qualquer projeto, além de contribuir de forma especial para a sistematização da história do Projeto Teatro nas Prisões. Palavras-chave: teatro, prisões, memória, instituições. THE PARTICIPANTS MEMORIES OF THE PROJECT THEATRE IN PRISON Abstract: Arrestment leads to self-mortification since it encloses the individual s possibilities of performance to a single social role. He gets specialized in the role of an inmate and his identity gets deteriorated and stigmatized. However, the theatrical performance allows the person to break with this rigid single role and try several other possibilities, leading to a wider range of roles and therefore, spontaneity to perform new replies when facing daily situations. Based upon the two theories mentioned we searched to recover how the participants of the Project Theatre in Prison lived their experiences and what meanings they built to it by means of the oral history method. The memories reported in this work revealed how these people got to know about the Project, what led them to take part in it as well as their emotions, feelings and the relevance of that experience to their lives, bringing into light changes in their ways of being and thinking. We observed that by means of oral history, it was possible for these people to recover their experiences, re-signify and change their meanings, and by doing so, they created other possibilities for an existential project. At last, in this article we intended to let the analytical process open and reflect about the considerations arisen. The intention was to show that researches by means of oral history are essential to promote the reassessment to Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

3 meaningful experiences occurring in the participants lives transformation - in any project whatsoever -, as well as to contribute in a special way to the historical systematization of the Project Theatre in Prison. Keywords: theatre, prison, memory, institution. Introdução O teatro, do grego, espaço de onde se vê, lugar e momento artístico, de movimento de corpos, de expressividade, de interação de diversas artes, de diversificação de papéis, gestos e representações. A prisão, muros altos, arames farpados, grades, portões e cadeados. Espaço fechado de controle, contenção e disciplinarização dos corpos. É impossível não achar que algo de muito terrível deve estar ocorrendo lá dentro! Entretanto... O teatro é possível no interior das prisões. O objetivo deste trabalho foi exatamente a junção destas duas realidades praticamente distintas com características quase opostas. Estudamos o projeto Teatro nas Prisões. Este projeto desenvolve, dentro das prisões do Estado de São Paulo, peças de teatro, esquetes e cenas que modificam o dia-a-dia das pessoas que estão presas. Goffman (1987) afirma que a prisão reduz os papéis sociais da pessoa a um único papel: o de preso. O teatro, no entanto, segundo Moreno (1984), permite que a pessoa quebre a rigidez desse único papel e possa experimentar uma diversidade de outras possibilidades, propiciando maior flexibilidade de papéis. Pretendem-se conhecer pessoas que participaram, como foi vivida esta experiência e que sentidos teve para seus integrantes: diretores, atores, atrizes, atores-presos e atrizes-presas. O método que utilizamos foi o da memória oral que torna possível o resgate da experiência a partir de relatos, sentimentos, emoções e os sentidos da vivência para cada um, ou seja, a trajetória Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

4 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões do sujeito no decorrer do Projeto. O diferencial é que na rememoração, mais que um simples relato de histórias acontece. Este contínuo resgate permite que a pessoa reestruture suas experiências, construindo novas representações de seus fazeres-no-mundo. Nesse processo, a pessoa re-significa sua vida, gerando novos sentidos e retomando a continuidade de seu projeto de vida. Pretende-se, também, tornar mais conhecido o projeto Teatro nas Prisões, descrevendo suas etapas, quem participou e, principalmente, que transformações geraram nessas pessoas. Para atingir tais objetivos, realizamos entrevistas abertas com alguns integrantes do Projeto. Foram entrevistados um ex-presidiário e uma ex-presidiária que atuaram como atores dentro das prisões, uma Diretora de Reabilitação, um Diretor de Teatro, uma atriz profissional que também atuou dentro das prisões e um Técnico de Educação e Cultura que atuou como coordenador do Projeto. Buscando cumplicidade na teoria O Psicodrama O conceito mais importante do Psicodrama é a espontaneidade, e este define também o objetivo do tratamento psicodramático. De acordo com Moreno: a espontaneidade é freqüentemente citada da seguinte maneira: o protagonista é desafiado a responder, com certo grau de adequação, a uma nova situação ou, com certa medida de novidade, a uma antiga situação (MORENO, 1987, p.36). O Psicodrama visa resgatar o espontâneo perdido pelo homem ao longo de sua existência. A criança nasce com uma capacidade criadora própria do ser humano que vai completando com a maturidade e com a ajuda dos outros, mas, na medida em que vai vivenciando os vários papéis e entrando em contato com as outras pessoas e com as instituições sociais, ela passa a ser submetida a condutas estereotipadas, repetitivas, varia de significado, o que Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

5 dificulta o desenvolvimento da capacidade criativa e espontânea. A espontaneidade é atrofiada em maior ou menor grau, dependendo do meio em que vive a criança. A espontaneidade está ligada dialeticamente à criatividade, desta forma, a espontaneidade é a matriz da criatividade. O desenvolvimento da criatividade possibilita a ampliação da espontaneidade, assim como o oposto também é verdadeiro. O Psicodrama possibilita a recuperação da espontaneidade através do jogo dramático, em que se consegue escapar do determinismo asfixiante de certas condições da realidade; em que o imaginário e o real coexistem no cenário; em que se recupera o contato consigo mesmo e com os demais ao se reencontrar com a criatividade, da qual surgirão papéis novos e respostas novas, livres de estereótipos. Sendo assim, o Psicodrama amplia a espontaneidade. A espontaneidade é o fator (fator e) que pode assegurar ao indivíduo o desenvolvimento ideal psicológico e a organização de dois mundos: o da realidade e o da fantasia. Outro conceito importante da estrutura teórica de Moreno (1983) é a teoria dos papéis, a qual se desenvolveu a partir de um conjunto de outras teorias que se propunham estabelecer uma relação entre a psiquiatria e as ciências sociais. Papel é o conjunto de posições que o indivíduo assume no momento específico em que reage a uma situação específica, em que há a relação com outras pessoas ou objetos. O conceito de papel abrange todas as dimensões da vida; começa com o nascimento e continua ao longo da vida do indivíduo. Durante a vida, alguns papéis ficarão inibidos, necessitando serem resgatados, esse resgate é função do Psicodrama. O indivíduo sadio tem a possibilidade de desempenhar diferentes papéis criativos e não repetitivos, demonstrando assim, flexibilidade entre os papéis. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

6 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões Catarse é um conceito que tem sua origem no antigo teatro grego. Aristóteles empregou esse termo para expressar os efeitos do drama no público, emoções que surgem da participação ativa e da identificação durante a ação dramática. Catarse significa purificação. No teatro grego, o espectador, ao identificar-se projetivamente com o representado pelos atores, conseguia uma catarse que era uma conscientização, um efeito moral, uma espécie de alívio ou descarga emocional. No Psicodrama, tanto o público como o protagonista mobilizamse com o representado, porém é o protagonista que pretende a catarse, pois representa seu próprio drama. A catarse de integração é uma purificação mediante um complemento, ou seja, é uma possibilidade de integrar os aspectos dissociados da personalidade e recobrar força e unidade, tornando o sujeito mais integrado e menos dissociado, para, dessa forma, provocar um esclarecimento que alivia e leva a recobrar aspectos esquecidos e bloqueados do conflito. A catarse pode se dar no espectador também, visto que esse pode se identificar com o representado e seus protagonistas, ter a possibilidade de se expressar através destes e, assim, mobilizar-se a partir de suas próprias vivências e de sua história. Tele é um fator decisivo para o progresso terapêutico. O indivíduo não nasce com tele, o fator tele se desenvolve na criança quando esta pode distinguir a realidade da fantasia, ou seja, quando pode desenvolver uma relação à distância com o outro, reconhecendo-o como outro, diferenciando objetos reais, objetos imaginários e pessoas. É um processo de Encontro Eu-Tu que permite perceber o outro como é, e perceber a si mesmo em relação a ele e aos vínculos que estabelece. O saudável não é a separação entre fantasia e realidade, e o eu e o outro, e sim a flexibilidade. O Encontro se dá na possibilidade de diferenciação, de ajuda mútua e de interação entre os componentes do grupo, é alcançado através da flexibilidade de papéis. Portanto, quanto mais papéis Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

7 desenvolvemos, mais aumentamos nossa espontaneidade e, assim, mais nos conhecemos e diferenciamos eu e outro, realidade e fantasia. O método do Psicodrama usa a representação dramática como núcleo de abordagem e exploração do ser humano e seus vínculos. A união da ação e da palavra propicia um completo desdobramento do conflito, do drama que ocupa o protagonista no espaço dramático. Na cena, o indivíduo pode representar seus conflitos passados e presentes, e também eliminar seus temores, expectativas, projetos e dúvidas sobre o futuro, explorando suas relações com o presente e o passado. Moreno (1983) criou diferentes técnicas para desenvolver ao máximo a exploração e a criatividade, possibilitando uma catarse de integração. O Estudo das Prisões O antropólogo Goffman (1987) propõe um conhecimento das Instituições Totais e o estudo de como é a vida de um interno recluso de qualquer vida social externa. Nestas instituições, há certas características determinantes. Como por exemplo, qualquer forma de trabalho ou lazer sempre está acompanhada das mesmas pessoas, no mesmo espaço e horário. Mesmo as necessidades de cada um são controladas, vigiadas e supervisionadas. Os internos desconhecem seu destino e seus esforços não condizem com o que recebem em troca. A instituição prisional possui como objetivo a transformação da pessoa. No processo de socialização normal de um indivíduo, ele adota diferentes eus em cada ambiente situado. Quando recluso em uma Instituição total, esses ambientes se excluem; apenas um ambiente faz parte de sua vida (a prisão). Há, então, a mutilação do eu. O sujeito transforma-se em um objeto, algo enumerado e sem nenhuma característica individual. Não existe mais auto-identificação, passa por constantes ataques ao próprio corpo, perde sua segurança, Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

8 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões sua individualidade, seu comportamento torna-se padronizado, perde seus papéis sociais, sua privacidade. Há uma especialização no papel de preso, ou seja, o interno é apenas um interno, não pode mais desempenhar os papéis sociais tais como amigo, ou estudante, ou filho, passa a ser definido apenas pelo que lhe é sujeitado ali. Dentro de prisões, são construídas vivências baseadas em sua rotina imposta, suas compensações por méritos e castigos por seus erros. Esses dois últimos possuem o objetivo de conseguir o apoio e a obediência de cada um. Ao sair de uma instituição total, há a dúvida se é possível êxito no mundo externo, pois permanece especialização no papel de preso, a mortificação do eu e o rebaixamento por um dia ter feito parte de tudo isso, o estigma permanece, marcando sua identidade para sempre. Método A Memória Oral implica na verbalização de nossas recordações. É uma forma seletiva de contar nossas experiências passadas, organizando uma narrativa a respeito de nossas trajetórias. A narração se dá a partir de uma perspectiva atual, representando, portanto, a re-significação e a transformação dos sentidos da experiência. Dessa forma, motiva projetos futuros, pois permite ao narrador, na relação com seus ouvintes, reconstruir sua história identificando possíveis continuidades. A memória permite o resgate de nossa trajetória, ou seja, dos acontecimentos, experiências, percepções, sentimentos e todas as nossas vivências. Todavia, nesse contínuo resgate, reestruturamos as experiências, constituindo representações de nossos fazeres no mundo. Ao fazermos esse resgate, damos possibilidades à retomada de sentidos para nossas vidas e para a continuidade de nossos projetos. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

9 Bosi (1999) afirma que uma lembrança é como um diamante bruto que deve ser lapidado pelo espírito. Sem o trabalho da reflexão e da localização seria uma imagem fugidia. Para esta autora, existe uma memória voltada para a ação, feita de hábitos, e uma outra que simplesmente revive o passado. Quando as experiências significativas aparecem como que esvaziadas de sentido, buscamos a memória de tempos melhores. A vida busca sentido no passado, mas está projetada para o futuro. Para as pessoas, principalmente para os presos, a oportunidade de retomar os sentidos de suas experiências é fundamental, pois o tempo nas prisões é vivido como tempo perdido (GOFFMAN, 1987). No livro Memória e Sociedade (BOSI, 1999) é possível verificar como o mesmo fato, ocorrido na mesma cidade São Paulo é recordado de maneira própria e única por cada um dos personagens. Isso ocorre, pois mal termina a percepção, as lembranças já começam a modificá-la: experiências, hábitos, afetos, convenções vão trabalhar a matéria da memória. Pode, no entanto, um aspecto original acentuar-se, em detrimento de outros que se apagam, seguindo a linha de interesses, preconceitos e preferência do indivíduo. (BOSI, 1999, p. 419). Organização das Etapas da Coleta de Dados Os participantes desta pesquisa são pessoas que, de alguma forma, participaram do projeto Teatro nas Prisões, como voluntários, diretores e ex-presidiários. Foram realizadas entrevistas abertas e qualitativas utilizando-se o método da memória oral. Assim, o sujeito pode falar livremente (já que o método tem como característica justamente a intervenção mínima do entrevistador) e teve a oportunidade de relembrar fatos e vivências marcantes de sua trajetória e participação no projeto. Buscou-se, desta forma, questionar como estas pessoas tomaram conhecimento do projeto, o que as levou a participar, bem como suas opiniões a respeito e o tipo Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

10 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões de mudanças geradas em suas vidas e em seus modos de ser e pensar. O grupo de pesquisa foi subdividido em 3 trios, cada um entrevistou dois sujeitos, totalizando seis entrevistados. Escolhemos pessoas que participaram do Projeto, como atores ou organizadores: um técnico de educação que foi coordenador do projeto; uma diretora de reabilitação de um dos presídios da capital; um diretor de teatro; uma atriz profissional; um homem preso que participou como ator no Projeto; uma mulher presa que participou como atriz no Projeto. Os encontros tiveram a duração de cerca de uma hora e meia, nos quais as entrevistas foram gravadas integralmente, posteriormente, foram transcritas com algumas características da oralidade tendo algumas sido corrigidas e outras mantidas a fim de se garantir a expressividade da fala. Os entrevistados foram previamente informados sobre a gravação, a transcrição das entrevistas, o objetivo do trabalho e o fato de que seus nomes seriam mantidos em sigilo. A partir das informações colhidas, pudemos fazer uma retrospectiva da história do projeto Teatro nas Prisões e uma integração e comparação com os pressupostos teóricos do teatro e do Psicodrama. Além disso, buscamos identificar transformações geradas pelo projeto nas vidas de seus participantes. Neste artigo, optamos por apresentar as análises que fizemos das entrevistas em comparação com a teoria estudada. Esta análise não se pretende acabada, pois há uma riqueza muito grande em todo o material colhido. No entanto, queremos deixar registrado este primeiro estudo. Considerações a respeito das memórias Como dissemos, este item não pretende encerrar o processo de análise a respeito das entrevistas de memória realizadas neste trabalho. O que buscamos é acrescentar elementos para reflexão, a Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

11 fim de apontar que a memória oral representa material valioso de constituição de zonas de sentido para a experiência como um todo. A vivência do Projeto Teatro nas Prisões mostrou-se extremamente relevante e transformadora da visão de mundo de cada um dos entrevistados. Propomos apresentar aqui as reflexões do grupo de pesquisadores a respeito das memórias dos entrevistados. Agora, podemos dizer que nos sentimos fazendo parte da experiência. O Projeto Teatro nas Prisões de alguma forma penetrou nossas idéias, nossos sentimentos, nossas expectativas, contribuindo também para a transformação de nossas trajetórias. Esta percepção nos parece muito relevante em relação ao método: é que há uma transformação tanto naquele que entrevista, quanto no entrevistado. O primeiro, na apreensão de sentidos para a experiência, e o segundo, na re-organização e re-tomada e reconstrução de sentidos para sua trajetória de vida. Uma Atriz Profissional entre Atores-Presos A atriz que participou durante anos do projeto, convivendo com os presos três vezes por semana, relata em vários momentos sua apreensão inicial devido aos preconceitos que tinha em relação às prisões e aos presos. Ela conta que a televisão passa uma imagem negativa do sistema e que só a partir do projeto ela pôde olhar para aquelas pessoas além dos estereótipos marcados na mídia. Segundo ela, a prisão serve para reeducar, mas não cumpri seus objetivos. Na instituição prisional acontece uma desadaptação cultural e com isso o indivíduo preso se vê obrigado a se adaptar às novas regras e a uma rotina comum a todos os presos, perdendo assim sua individualidade. Com o teatro, os sujeitos conseguiam recuperar parte da humanidade negada na medida em que o projeto permitia o toque, o encontro, a afetividade. No começo eu não podia cumprimentar eles nem com toque, nem com beijo como fazemos aqui fora, lá não Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

12 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões tínhamos esses gestos até porque eram todos homens e uma única mulher. Era tudo no oi, tudo bem, jóia, cumprimentos à distância. A cadeia tem regras e existem privações, quando a pessoa vai presa ela é privada de tudo que ela tinha no cotidiano, a começar pelo espaço, ela fica num espacinho. Essa privação é do espaço, das relações, do tipo de comida que se come, a pessoa perde a referência de tudo que ela tinha fora porque o sistema fala que é pra reeducar e então ele te priva de tudo que você era acostumado fora, você vai ter que construir um outro universo lá dentro. O toque era uma coisa que não tinha como acontecer, porque também tinham as psicólogas que sempre assistiam aos ensaios e sempre ficavam de olho. Como vimos em Goffman (1987), a instituição ao tolher as particularidades dos indivíduos, tira também sua humanidade, levando à mortificação do eu, tal como aparece no seguinte relato: Os presos iam de camburão nas apresentações, então nós chegávamos lá antes, arrumávamos as coisas. Uma outra coisa que a gente conquistou foi que quando eles saíssem do camburão eles não eram algemados, era um tipo de confiança que o sistema dava pra eles, eles desciam todos em fila e tinha a contagem. Era engraçado, a gente ia ensaiar então suponha que tinha 11 presos, o ensaio tinha que acabar 10 minutos antes porque vinha um guarda fazer a contagem e eles ficavam super envergonhados e indignados também, porque a contagem é por número e eles estavam num grupo onde era chamados pelo nome, mas quando o guarda vinha eles eram chamados de 86, 89, cela tal, aí vinham algumas reclamações: ta vendo, eu sou um número, eu não sou uma pessoa, tinha esses desabafos e todo dia tinha essa contagem no final do ensaio e quando a gente saia também, quando acabava a apresentação, eles tiravam o figurino, faziam uma fila e aí tinha a contagem e eles iam pro Camburão. A instituição prisional retira não apenas a individualidade, mas também a liberdade e privacidade do indivíduo, como nos indicam Goffman (1987) e Foucault (1986), principalmente este último a partir do conceito de panóptico que podemos ver nesta frase reflexiva da atriz: (...) um olhar de fora, a gente lembrava muito do Foucault, no Vigiar e Punir, que tem sempre um olhar que espia a pessoa dentro do sistema. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

13 Segundo Foucault (1986), o crime cometido pelo preso acaba sobrepondo o seu caráter humano, transformando o transgressor ocasional em delinqüente. Gera-se assim, um forte estigma (GOFFMAN, 1982) que o preso provavelmente carregará pelo resto da vida. Para a atriz, a convivência possibilitada por esse projeto, quebrou esses estereótipos e o humano por trás do estigma foi revelado: Foi um aprendizado que eu vou levar pro resto da minha vida. Eu encontrei pessoas que a principio cometeram um deslize considerado grave pela sociedade, mas quando fui conhecendo-os eu vi que o homem estava ali ainda, ele habita, ele existe e através da relação com as outras pessoas é que ele volta a viver. A pior coisa que eu acho que pode ter no ser humano é a solidão, você vê que não resta mais nada. Às vezes no meio do ensaio a gente começava a falar sobre questões de sentimentos humanos, era um momento que eu me emocionava muito e os presos também, um falava assim através do teatro eu percebi isso e isso e começava a lembrar de coisas da vida dele, começava a chorar e emocionava todo mundo. Como Moreno (1984), em O Teatro da Espontaneidade, a atriz comenta que o teatro possibilita um aprendizado mútuo, a ampliação da consciência e a troca de saberes. A última peça que ela participou foi a adaptação de um conto de Jean Paul Sartre, O Muro. Desse trabalho, ela lembra de momentos que nos relata de forma reflexiva, apontando para os sentidos da experiência. O projeto permitia também que todos passassem por novas experiências de representação de uma multiplicidade de papéis, promovendo inclusive inversão de papéis. A flexibilidade de papéis permite um desenvolvimento mais saudável e maior espontaneidade frente às situações cotidianas. A atriz referindo-se ao projeto com egressos nos conta: Era engraçado, às vezes eu chegava cedo pra ensaiar, eu parava no bar e queria tomar uma cerveja, aí eu encontrava com um (egresso) e ficava sem saber o que fazer, porque se eu não tomasse, ele ia pensar que eu não estava tomando por causa dele, se eu tomasse... Daí a gente começou a entrar na mesma discussão do Sartre, da Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

14 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões escolha, do livre-arbítrio, da consciência das suas atitudes. Tinha vezes que eu chegava e a S. (uma egressa) falava pode tomar sua cerveja, eu sei que eu não devo tomar..., mas demorou um bom tempo até conquistar isso, eu aprendia muito com eles. Cada dia eles vinham com uma fala, uns desabafos sinceros como ontem eu não respondi pro guarda, às vezes da vontade de voar no pescoço dele, mas eu sei que não é assim que eu vou conseguir alguma coisa... Tinham umas pessoas que falavam sem medo do julgamento e você vai aprendendo o quanto era rico aqueles momentos. Para a atriz, esse projeto foi muito marcante, ela nos contou experiências significativas com muita ênfase e emoção, construindo reflexões durante o processo e, pelo que percebemos, re-significando a experiência. Eles me tratavam bem, no começo tinha aquele distanciamento, mas depois de um tempo a gente foi se sacando por causa do convívio. Então, às vezes eu chegava meio triste porque o ensaio não tinha sido legal e eles sentavam do meu lado e falavam não, é que só foi um dia ruim, você vai conseguir, a gente ta construindo junto, eu tinha um caderno de anotações sobre o processo e eu deixava na cadeira, e eles escreviam umas mensagens, tinha mensagem de tudo quanto é tipo, mensagem evangélica: Deus é o todo poderoso, ele habita em você, você vai conseguir, tinha: você é muito nova, você tem muita força, tinha umas piadas, tinha, às vezes, frase de gente apaixonada, tinha frases de todos os tipos de relação. Foi um aprendizado que eu vou levar pro resto da minha vida. O Ator-Preso e uma Nova Perspectiva de Vida O ator-preso que entrevistamos relatou que iniciou no teatro como forma de resgate dos vínculos afetivos, ou seja, com o intuito de poder reencontrar sua mãe que também se encontrava presa. Após ingressar no teatro foi, cada vez mais, envolvendo-se e encantando-se pela possibilidade de atuar e também pelo projeto como um todo. Em todo seu discurso, notam-se descrições de preconceitos, estereótipos e estigmas que ele e todos os participantes do teatro sofriam, tanto da parte dos outros sentenciados e de funcionários, como da sociedade. Frases marcantes como olha o balé e o que Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

15 esses caras vieram fazer aqui?. Após a primeira estréia, várias pessoas vieram parabenizá-los pela ótima apresentação com elocuções surpresas, tais como: poxa vocês fizeram teatro!, ficou legal! Não esperava por isso! Evidenciou-se, assim, a possibilidade de superação de preconceitos e de estereótipos por terem a oportunidade de mostrar outras potencialidades. Ocorreu o esquecimento, tanto dos participantes como também da platéia, de que os atores estavam sob a custódia de uma instituição total Ninguém sabe quem é preso e quem não é, porque está todo mundo no mesmo pé. Segundo Goffman (1987), a identidade do indivíduo se forma a partir de papéis que desempenhamos ao longo da vida na relação com o mundo externo e nas relações interpessoais. No ingresso numa instituição total, o indivíduo é prontamente despido de todos os papéis e passa a ser definido por um único papel, o de institucionalizado/interno/criminoso/sentenciado/preso/detento o qual se torna um estigma para o resto de sua vida. Deste modo, e agora resgatando Moreno (1984), a prisão acaba por atrofiar a espontaneidade. O teatro propicia o resgate desta, possibilitando a flexibilidade dos papéis e ampliação da visão de mundo, motivo pelo qual os internos que participam do projeto, em alguns momentos, esquecem de sua vida cotidiana, de suas proibições e limitações e refletem a respeito da vida social. Podemos notar essas reflexões nas seguintes frases: Fazendo teatro, eu perdi um pouco da minha inibição. Eu era um pouco inibido, e hoje eu sou mais extrovertido. Até me ajuda hoje, eu vendo coisas no trem e no metrô, eu apresento a mercadoria para vender e o teatro me ajuda nisso. Para eu chegar em um lugar na maior cara de pau do mundo e conversar com as pessoas: aqui uma revista de receitas 72 receitas praticas e fácil. Converso com as pessoas como se eu as conhecesse há anos e falo: olha, a senhora pode levar para sua nora, que não sai da sua casa e todo final de semana está lá comendo...pode levar essa revista de receitas práticas, ela não vai aprender mesmo e a senhora não vai ter paciência de ficar ensinando. As pessoas vão e compram. Hoje, eu vejo esse resultado. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

16 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões Minha mente abriu, depois do teatro, eu comecei a estudar e a ler mais. Dentro do presídio, dei aula, depois que fiz teatro. Entrei lá sem ter o primeiro grau, fiz o primeiro grau ensino fundamental o médio, e no final, eu estava dando aulas de alfabetização e para o fundamental. Eu cresci psicologicamente e estruturalmente como pessoa, também na parte do meu dia-a-dia e meu raciocínio para poder fazer as coisas. O teatro abriu meus horizontes, eu deslumbro mais as coisas da vida hoje depois de ter feito teatro. Voltando a Moreno (1987), podemos considerar também a possibilidade da inversão de papéis, em que pode ocorrer o encontro e a compreensão do ponto de vista do outro, ampliando, deste modo, a comunicação e a interação entre as pessoas. Fato que parecia ocorrer principalmente quando o projeto se estendeu para os funcionários da instituição. No processo de dramatização propicia-se a vivência de papéis e a reflexão a respeito deles. Tanto o preso representava o papel de funcionários e vice-versa. É um projeto difícil de ser implantado, porque há muita resistência - eu falo do que eu passei lá dentro mas se houver um compromisso sério de realmente trazer o teatro para dentro dos presídios, é algo interessante tanto para o funcionário como para o sentenciado, porque o sentenciado ele vai começar... No teatro tem esse jogo, você se coloca no lugar do funcionário e o funcionário se coloca no lugar do preso. Você tem que viver isso, o teatro é se viver e não é simplesmente faz-de-conta, é viver! Você é um personagem tem que viver ele, então você tinha um encontro com aquilo e entrava em conflito: onde eu estou errado ou eu estou certo; onde começa os direitos dele onde começa os meus direitos. Ele se enxerga, e muitas vezes a gente não enxerga o funcionário e o funcionário não enxerga a gente, por causa da rotina e de históricos que já aconteceram, de alguém ter pisado na bola e então todo mundo vai fazer. Não tem aquilo de dar oportunidade um para o outro e nem a pessoa dar oportunidade para si mesmo, o teatro ajuda a gente a se dar oportunidade, a se enxergar mais. Segundo Moreno (1984), o teatro promove vivências emocionais dos conflitos, nas cenas, no como se simbólico e, com isso, permite a elaboração destes conflitos e a ampliação do autoconhecimento. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

17 Vivenciar diversos papéis amplia a visão social, uma vez que se trata de entrar na própria vida, modificando sua direção, proporcionando ao sujeito a libertação de sua expressão mental e mímica. O ator-preso nos relatou que o personagem que mais o marcou foi um retirante que morreu de fome e expressou-se dizendo: você poder viver isso e olhar essa dimensão é muito interessante, você ver uma pessoa que foi capaz de morrer de fome, mas não roubou ninguém [...] me fez pensar muito, eu tenho que viver isso e ser ele. Esse relato demonstra que ele trouxe para sua própria vida uma reflexão pessoal e social de uma experiência vivenciada no teatro. No processo de institucionalização (GOFFMAN, 1987), há o processo de adaptação-desadaptação, assim como ocorre na saída da instituição. Neste momento, o indivíduo sente-se ainda como preso, está fixado nesse papel, devido à especialização no papel durante um largo período de tempo e, ainda, a questão do estigma que acaba por fortalecer o papel. Evidencia-se, assim, a falácia da re-socialização. O ator-preso relatou que: Decidi fazer teatro aqui fora, pois o egresso tem poucas oportunidades de trabalho, pois a vida passada da gente compromete muito. Lá dentro, as pessoas que poderiam estar ajudando a gente a tirar documentos não ajudam, o sistema é falho nisso. Eu vou jurar minha bandeira agora (de reservista) dia três, não que alguém tenha culpa disso, porque a culpa é minha, mas eu poderia ter tirado os documentos lá dentro. O último documento, dia três, eu vou resolver, nem documentação eu tenho para poder arranjar um emprego. O teatro tava no meu caminho; tem aquela coisa do ganho em fazer teatro, do ganho pessoal e a alegria de fazer teatro, e a gente recebe uma ajuda para estar participando desse projeto aqui fora (no projeto de egressos). Isso ajuda muito: estar fazendo teatro. O teatro pode propiciar maior flexibilidade no processo de institucionalização, acarretando benefícios para o preso, para o funcionário e para a instituição como um todo. É um projeto com dificuldades de implantação e aceitação, contudo teve grandes repercussões. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

18 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões Apresentamos na Penitenciária Feminina do Estado de São Paulo, no Carandiru mesmo, no Butantã. A gente foi mais de uma vez em cada unidade. A gente fez apresentação, também, em faculdades - em uma universidade de Sorocaba e em uma faculdade no Pari. A maioria foram apresentações em teatros, no Teatro Municipal de Campinas, no Tuca e no Sérgio Cardoso. Para mim, a apresentação mais interessante foi no Oficina, tinha muita gente que fazia teatro, muitos artistas e a gente via o povo chorando. (...) O teatro, não que ele seja a solução, mas ele é uma gota a menos no balde, e muitas vezes o balde transborda por causa de uma gota. Muitas vezes o teatro é que nem a academias de trabalho, ele coloca a mente da gente em outros rumos. Quando a gente está fazendo teatro, de vez em quando, esquece que está preso e isso facilita a vivência, lá dentro, do sentenciado e, de certa forma, do funcionário. É um ganho para as duas partes. Por fim o ator-preso nos contou que, por meio do teatro, conseguiu reencontrar sua mãe e foi um momento de forte emoção. Eu estava lá no pátio lendo um livro de biologia - eu tinha escrito para uma editora e ganhei - ai me chamaram. Eu tava barbudo, todo amarrotado e falei: deixa eu fazer a barba, me responderam que não e era para eu ir assim mesmo. Pensei: só essa que faltava, porque sair barbudo, do lugar que eu estava, dava problema, assim com a barba cerrada. Ai eu fui, cheguei lá tinha uns doces, uns cachorros quentes e uns refrigerantes. Eu senti algo no coração e pensei: será? Algo diferente! Será que é comigo?. Quando eu olho minha mãe entrando de calça bege, que era a cor padrão do presídio, e camisa branca. Todo mundo chorou, menos eu, fiquei tão em choque...mas tão em choque, que não consegui chorar. Foi incrível! Foi emocionante todo mundo chorando e falando você é o único que não chora, mas de trinta pessoas chorando, foi muito interessante! O Técnico de Educação e a Surpresa frente ao Teatro Em sua entrevista, o técnico de educação demonstra um grande carinho e respeito pelo projeto. Em muitos momentos, relata cenas que para ele tiveram grande significado, assim como repete muitas vezes, como querendo enfatizar, que aprendeu muito e que o projeto o modificou como pessoa. Mas nem todos estes sentimentos de admiração e, quase, de gratidão, impedem que ele conte toda a história do projeto, sem Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

19 omitir sequer os problemas que existiram, como por exemplo, o que ele chama de conflito de saberes, ocorrido entre as equipes de educação e o pessoal ligado ao teatro, com relação à metodologia que deveria ser implantada no projeto. Outro problema que ele também não escondeu, é a crise pela qual o projeto passou devido a mudanças políticas e que fez com que o trabalho se perdesse, não só como projeto, mas também como metodologia dentro da instituição. O entrevistado diz-se um apaixonado por teatro, tendo este como uma poderosa ferramenta de educação e vê sua utilização nos presídios como sendo uma ótima oportunidade para se conseguir fazer um trabalho mais humano dentro destas instituições, já que, todas essas instituições, tais como: escolas, manicômios, presídios vigiam, disciplinam, mas não humanizam. Assim ele diz: As primeiras experiências me seduziram totalmente. Pensando no ponto de vista de quem participava, no quanto aquele negócio todo mexia com as pessoas, pensar nisso mexeu muito comigo, acabei sendo absolutamente seduzido e conquistado por essa história de teatro. Com o teatro relacionado com a educação, e não a teatro com esta visão de vamos montar uma peça. Mas o teatro enquanto uma ferramenta poderosa de educação. Eu fui totalmente seduzido e conquistado por esta idéia. Este ponto de vista, em que o teatro é uma poderosa ferramenta de educação e de humanização, coincide com os estudos que fizemos tanto do Psicodrama (MORENO, 1987), como dos conceitos de Goffman (1982). O técnico também nos relatou muitos outros benefícios que o teatro pode trazer para aqueles que o praticam. Em um de seus relatos, ele nos contou que se viu numa quadra, na companhia de quatrocentos presos, sendo que somente ele era funcionário. Ele tinha que organizar a apresentação teatral da noite e, para isto, pediu a ajuda de alguns presos que já conhecia. Neste momento, mesmo que indiretamente, por ocasião do teatro, as pessoas dentro daquela quadra viveram momentos de estruturação de vivências, de confiança, de inversão de papéis e de contato; Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

20 Memórias dos participantes do projeto teatro nas prisões puderam se apresentar e ser vistas em todas as suas dimensões, mostrando assim suas potencialidades, sua humanidade. Foi somente por meio dessas conquistas na mudança de olhar para o homem preso que se tornou possível, segundo nosso entrevistado, não só se ter relações de igual para igual, de ser humano para ser humano, mas também vivenciar estas relações em forma de atitudes: Eu aprendi muito com esse projeto, porque direitos humanos não é um conteúdo a ser aprendido, direitos humanos é uma atitude, direitos humanos é algo a ser vivenciado, e foi essa parte do projeto que me ensinou isso. Então, esse foi nosso princípio, nós íamos vivenciar o direito do ser humano, nem que fosse nas 2 horas de oficina. Queríamos nos tornar protagonistas do nosso direito de ser humano, e não reivindicar que alguém fizesse valer esse direito: o governo, as comissões... Na cadeia, as pessoas têm uma visão impessoal dos direitos humanos, elas materializam o direito. Acho muito engraçado isso, é o pessoal dos direitos humanos, quem são? E ficava essa visão que éramos nós, o pessoal dos direitos humanos somos nós, mais ninguém. Uma das técnicas utilizadas no projeto foi a do teatro fórum. Esta técnica propõe que um conflito seja encenado e que alguém proponha uma alternativa para superá-lo, porém essa intervenção deve ser feita na prática, ou seja, a pessoa que propõe a alternativa deve realizá-la em cena. Segundo nosso entrevistado, desta técnica originaram-se cenas muito fortes e interessantes, tais como aquela em que o preso queria tomar banho, mas estava preso no castigo e o guarda não queria ligar a água, ou a questão das presas grávidas, que são separadas do filho depois de quatro meses. Todas estas cenas geraram experiências de grande reflexão. Reflexão esta que solicita participação, mudança de atitude, superação. Estas eram algumas das intenções das pessoas envolvidas com o projeto. Além disso, outra coisa na qual o entrevistado acredita muito que seja possível é tornar o teatro uma ferramenta de formação, de currículo, não somente um projeto paralelo. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia 2006, 7(1):

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