FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAÍBA - FESP ANA CARLA PATRIOTA SILVA LEITE

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1 FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAÍBA - FESP ANA CARLA PATRIOTA SILVA LEITE O SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO JOÃO PESSOA 2009

2 ANA CARLA PATRIOTA SILVA LEITE O SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO Trabalho de conclusão - TCC apresentada à Banca Examinadora do Curso de Graduação da Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP em cumprimento às exigências para obtenção do grau de Bacharel em Direito. Orientador (a): profª. Lara Sanabria. Área de Concentração: Direito Penal JOÃO PESSOA 2009

3 L533s Leite, Ana Carla Patriota Silva O sistema carcerário brasileiro. / Ana Carla Patriota Silva Leite João Pessoa, f. Orientadora. Profª Lara Sanabria Monografia (Graduação em Direito) Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP. 1. Direito Penal 2. Sistema Carcerário Brasileiro I. Título. BC/FESP CDU: (81)(043)

4 ANA CARLA PATRIOTA SILVA LEITE O SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO Aprovado em: 01/12/2009. BANCA EXAMINADORA Prof(a). Lara Sanabria Viana Prof. Antonio Carlos Costa Moreira da Silva Prof(a). Alessandra Danielle C. dos S. Hilario

5 Este trabalho é dedicado a todos os presentes e ausentes em minha vida, e em especial a Deus.

6 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, aos meus mestres com quem aprendi muito, a minha família. Obrigada a todos!

7 Costuma-se dizer que ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que tenha estado dentro de suas prisões. Uma nação não deve ser julgada pelo modo como trata seus cidadãos mais elevados, mas sim pelo modo como trata seus cidadãos mais baixos Nelson Mandela

8 RESUMO O trabalho apresenta uma realidade, do qual vivenciamos cotidianamente, sobre o sistema prisional no Brasil, pois não importa o Estado, a deficiência e os problemas são os mesmos, superlotação, reincidência, desrespeito ao preso, dentre outros. Tem como objetivo apresentar alternativas, como por exemplo, a sociedade participativa, para que a essência da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Execução Penal seja, enfim, alcançada, que é a ressocialização do preso. Muitos doutrinadores, assim como Michel Foucault, Cesare Beccaria, dentre outros, já citavam naquela época, situações que, ainda hoje, existem, como se o tempo não tivesse passado, ou simplesmente o ser humano não tivesse evoluído. Palavras-chave: Sistema carcerário. Realidade. Alternativas. Sociedade Participativa. Nacional.

9 ABSTRACT This paper presents a reality which we experience daily on the prison system in Brazil, because no matter what state the disability and the problems are the same, overcrowding, recidivism, failure to arrest, among others. Its objective is to present alternatives, such as a participatory society, that the essence of the 1988 Federal Constitution and the Law of Penal Execution is at last achieved, which is the rehabilitation of prisoners. Many commentators, as well as Michael Foucault, Cesare Beccaria, among others, have cited that situations that currently exist, as if time had not passed, or simply human beings had not evolved. Key-words: Prison system. Reality. Alternatives. Participatory society. National.

10 ABREVIATURAS E SIGLAS BPM CNJ CNPCP CPP D.H DEC. FAESP HIV InfoPen JPB LEP OEA ONU RDD STJ Batalhão da Polícia Militar Conselho Nacional de Justiça Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária Código de Processo Penal Direitos Humanos Decreto Fundação de Apoio ao Egresso do Sistema Penitenciário Vírus da Imunodeficiência Humana Sistema Integrado de Informações Penitenciárias Jornal da Paraíba Lei de Execução Penal Organização dos Estados Americanos Organização das Nações Unidas Regime disciplinar diferenciado Supremo Tribunal de Justiça

11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...10 CAPÍTULO I - A HISTÓRIA DA PRISÃO Sua Origem Estados Unidos da América Espanha Brasil...18 CAPÍTULO II - A REALIDADE DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO A Lei de Execução Penal nº / Regime disciplinar diferenciado A crise no sistema penitenciário A população carcerária As Violências e os maus tratos Os direitos humanos como paradigma no tratamento destinado aos presos...37 CAPÍTULO III - AS SOLUÇÕES PARA A PROBLEMATIZAÇÃO CARCERÁRIA O papel da sociedade no combate à criminalidade...45 CONSIDERAÇÕES FINAIS...49 REFERÊNCIAS...50 APÊNDICE...53 ENTREVISTA...54 ANEXOS...59 ANEXO A Resolução nº. 14/94 do CNPCP...60 ANEXO B Resolução nº. 96/09, do CNJ, Projeto Começar de Novo...70 ANEXO C Entrevista do ministro Felix Fischer...74

12 INTRODUÇÃO O presente trabalho apresenta uma realidade da qual muitos cidadãos não tomaram consciência. Realidade esta dura, fria, cruel, atos que escandalizam as populações do mundo todo. Muitos culpam a Justiça, embora esta tendo lacunas ainda a serem supridas, tenta a todo custo melhorar a situação da população carcerária brasileira. A Justiça e a Sociedade devem andar juntas, pois uma equilibra a outra. A violência e o descaso do dia-a-dia refletem-se nas prisões brasileiras. Sistema esse que busca uma maneira rápida para acalmar ou até mesmo livrar a sociedade dos perigos. Um dos problemas é este, jogar as pessoas em celas e não olhar mais para trás, é desumano, e pior ainda, é mais perigoso do que os deixar soltos nas ruas. O sistema prisional brasileiro é criado para reeducar e reintegrar o condenado reinterando-o ao convívio da sociedade novamente; pena que tal objetivo esteja apenas no papel, pois cada vez mais o sistema está criando e formando novos criminosos. Um cidadão que entra na prisão por roubar um alimento sai, deste local, um traficante ou até mesmo um assassino. Não se pode culpar apenas a Justiça, a sociedade tem sua parcela de culpa, pois quer resultados imediatos e muitas vezes paga por isso da pior maneira. A sociedade tem que contribuir para que os prisioneiros após cumprirem suas penas, se reintegrem a sociedade e se ressocializem. Em suma, este trabalho trará a realidade do sistema carcerário brasileiro e o preconceito e descaso da sociedade perante esta problemática e por fim a solução para tais casos. Foi elaborado através de pesquisa, estudo e análise do tema sobre o posicionamento de diversos autores, buscando informações bibliográficas,e de documentação indireta, em endereços eletrônicos jurídicos, em revistas científicas, artigos publicados, legislação e meios de comunicação tais como, televisão e jornais. O tipo de dissertação foi a expositiva, uma vez que abordo o tema, sobre diferentes fontes, explicando o pensamento de cada autor referente ao tema

13 11 mencionado, já no método de abordagem, foi utilizado o dedutivo, conforme Lakatos, menciona o método dedutivo tem o propósito de explicar o conteúdo das premissas 1. No que tange a referência à documentação indireta, Lakatos conceitua, [...] o levantamento de dados de várias fontes, quaisquer que sejam os métodos ou técnicas empregadas 2 e no que tange sobre a pesquisa bibliográfica, não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras 3. O primeiro capítulo, refere-se a história da pena de prisão, desde os primórdios até a evolução e a existência da pena de prisão. Porém, não se pode negar que a prisão existe desde os primeiros relatos da civilização. Elenca o momento em que a prisão passou a ter caráter provisóriopreventivo e não mais punitivo. Cita grandes nomes, como Cesare Beccaria, Jeremy Bentham e John Howard que criaram o Sistema Penitenciário Clássico, com a finalidade ressocializadora do condenado. Por fim, cita a origem da pena de prisão nos Estados Unidos, na Espanha e no Brasil. O segundo capítulo discute sobre a realidade do sistema carcerário nacional, elencando a Lei de Execução Penal, sua finalidade, seus princípios, as categorias de estabelecimentos existentes, fala também do Regime Disciplinar Diferenciado, sobre a superlotação carcerária, a violência que impera nas unidades prisionais, sobre os direitos e deveres dos presos e também os direitos humanos inerentes no seu tratamento. Por fim, o terceiro capítulo, menciona desde as penas alternativas, inseridas em nosso ordenamento, como também a criação de instituições, campanhas, projetos para a reintegração do preso à sociedade. Aborda também as opiniões de Felix Fischer, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), e do Dr. Carlos Pessoa de Aquino, em entrevista, a primeira cedida pelo endereço eletrônico do STJ, e a última, realizada pela própria autora para este trabalho. Ambos em anexo, juntamente com a Resolução nº. 14/94, e a Resolução nº. 96/09 mencionadas na obra. 1 LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica p Ibidem., p Idem., p. 185.

14 12 CAPÍTULO I - A HISTÓRIA DA PRISÃO 1.1 Sua Origem Segundo Rogério Greco, a primeira pena aplicada na história da civilização, foi por Deus, no paraíso onde Eva pecou ao comer do fruto proibido e dá-lo a Adão, causando a expulsão dos dois. A partir daí, o homem, ao viver em comunidade, seguiu o sistema de aplicação de penas toda vez que as regras da sociedade na qual estava inserido eram violadas, estabelecendo como exemplo, as leis dos hebreus, o Código de Hamurábi e de Manu 4. Para Franz Von Liszt 5, o ponto de partida da História da pena coincide com a convivência social da humanidade. Essa união social distinguiu o mandamento de Deus do estatuto dos homens, onde o crime é atentado contra a divindade e a pena a expulsão do detentor à sociedade, idéia também do autor Thomas Hobbes, onde este defendia que aquele que cometesse o crime de traição seria banido. Diante das diversas culturas e reações sociais, a expulsão perdeu o caráter sagrado para tornar-se privação da paz. Para Liszt 67, a pena nada mais é do que uma reação social contra as ações anti-sociais, sendo o crime e a pena as principais fontes da ciência do Direito Penal (Ciência Criminal), onde expõe fundamentos jurídicos, desde suas origens, natureza e distinção. Já Adeildo Nunes, menciona que, no Direito Penal moderno, a pena previa três finalidades: a de prevenir o crime, reprimir a ação delituosa e, principalmente, recuperar o delinqüente para que este tenha novamente um convívio com a sociedade. Conforme Foucault relata, a forma geral de uma aparelhagem para tornar os indivíduos dóceis e úteis através de um trabalho preciso sobre seu corpo, criou a instituição-prisao, antes que a lei a definisse como a pena por excelência 8. 4 GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal p CORRÊA JUNIOR, Alceu. Teoria da pena: finalidades, direito positivo, jurisprudência e outros estudos de ciência criminal / Alceu Corrêa Junior e Sérgio Salomão Shecaira, São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, O autor contribuiu para a evolução histórica do Direito Penal, devido à Política Criminal com sua técnica e significado da mais alta expressão teórica das ciências penais. 7 LISTZ, Fran Von. Tratado de derecho Tomo II. Biblioteca Jurídica de Autores Españoles y extranjeros. Editora Reus, 1999, p FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão p.195.

15 13 Não se sabe ao certo, uma data precisa do surgimento da prisão, como Adeildo Nunes menciona, ela [a prisão] não possui um significado absolutamente cronológico e sim cultural, sendo ajustada conforme o grau de cultura ou de civilização de cada povo 9. Para o pensamento foucaultiano, a prisão, peça essencial no conjunto das punições, marca certamente um momento importante na história da justiça penal, o seu acesso à humanidade. Porém, podemos dizer que sua existência vem desde as Sociedades Antigas, onde a Idade Média foi a precursora em sua aplicação como forma de castigo para quem infringisse seus preceitos e também com a criação do inquérito, dando o devido conhecimento suficiente para estabelecer um julgamento. Para Cezar Bitencourt, a origem da pena, é tão antiga quanto a humanidade, ficando difícil situar suas origens, entretanto, o autor menciona que a aparição da prisão-pena, ocorreu em fins do século XVI, citando ainda que na Antiguidade, fins do século XVIII, a prisão era uma espécie de ante-sala de suplícios, onde se usava a tortura, freqüentemente, para descobrir a verdade 10. Em meados do século XVIII e começo do século XIX, onde já se escutava relatos da preexistência da prisão, ocorreu a elaboração da penalidade de prisão, tornando-a meio punitivo. Conforme cita Adeildo Nunes, há de mencionar ainda que, a primeira prisão exclusivamente feminina surgiu somente no século XVII. O autor Julio Fabbrini Mirabete relata, em sua obra, que a primeira prisão destinada ao recolhimento de delinqüentes foi a House of Correction, entre 1550 e 1552, em Londres, sob influência dos mosteiros da Idade Média 11. Antigamente, a prisão mais conhecida como cárcere servia como caráter provisório-preventivo, fazendo com que os sujeitos que praticassem um delito ficassem detidos até que houvesse um julgamento ou a aplicação de alguma punição, como castigos corporais e pena de morte, comuns naquela época. As prisões que conhecemos, hoje em dia, são mais recente do que imaginamos. Para Bitencourt, a prisão é concebida modernamente como um mal necessário, sem esquecer que guarda em sua essência contradições insolúveis NUNES, Adeildo. A Realidade das prisões brasileiras p BITENCOURT, Cezar. Falência da pena de prisão p MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal p BITENCOURT, Cezar. Falência da pena de prisão p. 01.

16 14 Mesmo em tempos remotos já se via casos de arbitrariedades cometidas por autoridades públicas, que gozavam de prestígio social, suas penas eram brandas, enquanto que os demais tinham suas penas terríveis. Diante disso, Cesare Beccaria, com a criação de sua obra Dos delitos e das Penas, buscou combater não só tais arbitrariedades, mas também a certeza de uma pena, ou seja, aquele que infringisse a Lei deveria pagar pelo delito, mas de forma justa, correspondente ao crime que praticou. O interesse geral não é apenas que se cometam poucos crimes, mas ainda que os crimes mais prejudiciais à sociedade sejam os menos comuns. Os meios de que se utiliza a legislação para impedir os crimes, devem, portanto, ser mais fortes à proporção que o crime é mais contrário ao bem público e pode tornar-se mais freqüente. Deve, portanto, haver proporção entre os crimes e as penas. 13. Destarte, Beccaria teve sucesso, pois devido a sua incansável luta, formulou-se a moderação das penas. Ele juntamente com John Howard 14, considerado o pai da Ciência Penitenciária e Jeremy Bentham 15 importante ícone na evolução da história prisional, com suas idéias influenciaram de maneira decisiva o tratamento penal nas prisões, formando O Sistema Penitenciário Clássico com o principal objetivo: a reeducação do preso. Para Foucault: [...] Trata-se de qualquer maneira de fazer da prisão um local de constituição de um saber que deve servir de princípio regulador para o exercício da prática penitenciária. A prisão não tem só que conhecer a decisão dos juízes e aplicá-las em função dos regulamentos estabelecidos: ela tem que coletar permanentemente do detento um saber que permitirá transformar a medida penal em uma operação penitenciaria; que fará da pena tornada necessária pela infração uma modificação do detento, útil para a sociedade BECCARIA, Cesare. Dos delitos e das penas p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras, p. 26.;BITENCOURT, Cezar. Falência da pena de prisão, p. 39; MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal, parte geral p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p. 26.; MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal, parte geral p FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Rio de Janeiro: Vozes, p

17 Estados Unidos da América As primeiras unidades prisionais advindas da evolução dos Sistemas Penitenciários Clássicos 17 do País foram: o Sistema Pensilvânico (filadélfia, belga ou celular) ou Celular; o Sistema Auburniano; e o Sistema Progressivo (inglês ou irlandês). O Sistema Pensilvânico tinha como finalidade, impedir a interação e o contágio moral do criminoso com o mundo exterior. Tinha como regra o regime de isolamento vinte e quatro horas por dia, em cela individual, de tamanho reduzido, podendo apenas receber visitas do Diretor, do Capelão ou de membros da Philadelphia Society for Alleviating the Miseries of Public Prisions (Sociedade de Philadelphia para Aliviar a Miséria das Prisões Públicas) 18. Esse sistema foi adotado primeiramente pelas prisões de Walnut Street Jail (1776) e a Eastern Penitenciary (1829), havendo bastantes críticas devido ao severo regimento, onde foram observados inúmeros casos de suicídios e detentos com sérios transtornos psíquicos; e a impossibilidade de recuperação do condenado ao meio social 19. Com a influência do sistema ora citado, nasceu o Sistema Auburniano, chamado assim, por causa da construção da penitenciária na cidade de Auburn, construída em 1818, no Estado de New York, pelos próprios condenados. Neste sistema, era aplicado o silent system, onde vigorava o silêncio absoluto, não permitindo nem a troca de olhares entre os detentos, estes podendo falar apenas sobre ordem de autoridades e em voz baixa. Os presos, que descumprissem a autorização, eram severamente punidos. Por fim, surgiu o sistema progressivo, criado inicialmente na Inglaterra e depois adotado pela Irlanda. No início do século XIX, o capitão da Marinha, Alexander Maconochie, inconformado com o tratamento destinado aos presos degredados, criou o sistema progressivo irlandês. Maconochie, na qualidade de 17 HOWARD, Beccaria e Bentham, através de suas teorias de execução penal, criaram o Sistema Penitenciário Clássico. 18 NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p. 27. Na obra de Cezar Bitencourt, é referida como uma das associações de maior influência nas primeiras experiências que definiram o sistema celular. 19 MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal. 2005, p. 249.

18 16 diretor do presídio do condado de Narwich, estabeleceu o cumprimento de pena, esta sendo realizada em três estágios 20. Adotou praticamente um pouco dos outros sistemas já mencionados, como o caso do primeiro estágio, onde o preso era mantido completamente isolado, depois com a progressão, o preso passa a trabalhar, porém sob silêncio absoluto, tendo seu isolamento no período noturno e por último, era permitido o livramento condicional 21. Já o Sistema de Elmira foi embasado no Modelo Progressivo Irlandês 22, neste sistema era importante a boa conduta do detento, a instrução religiosa e moral e o trabalho, porém, tinha como obrigação a instrução profissional, ou seja, o detento era obrigado a aprender um ofício. Para Cezar Bitencourt, tratava-se de um sistema progressivo, que procurou corresponder ao inato desejo de liberdade dos reclusos, estimulando-lhes a emulação, que haveria de conduzi-los à liberdade 23. Os Estados Unidos é o país com maior número de presos do planeta, atualmente, comporta mais de dois milhões, há um custo de cerca de quarenta bilhões de dólares ao ano, em seus Sistemas Penitenciários. É um país, onde a legislação é extremamente severa, tendo como uma das sanções, a pena de morte, bastante aplicada em menores de 18 anos e pessoas com doença mental. Contudo, a Suprema Corte aboliu tal sanção para os casos de pessoas que apresentassem problemas mentais, permanecendo ainda a execução da pena de morte 24 em menores de 18 anos, onde organizações não governamentais buscam sua extinção. Cada vez mais, as autoridades norte-americanas endurecem as penas em sua legislação, não se preocupando com a recuperação do preso e, nem com o crescimento da criminalidade. O alto índice da população carcerária se dá devido às condenações de crimes como tráfico ou consumo de drogas, e por delitos menores não considerados crimes violentos. Com o intuito de diminuir a massa carcerária, o Estado do Texas, por exemplo, implantou uma Lei que para casos de drogas, aplica-se uma pena alternativa não sendo necessária a prisão do indivíduo. 20 GRECO, Rogério. Curso de direito penal p Ibidem., p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras, p.28; BITENCOURT, Cezar. A falência da pena de prisão p BITENCOURT, Cezar. Falência da pena de prisão p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p. 69.

19 Espanha O Coronel Manuel Montesinos y Molina, preocupado com a pena, instalou em seu país, o Sistema Penitenciário Montesinos (1796 e 1862), onde promovia tratamento humanitário. Tal sistema era dividido em três fases: a primeira, a dos ferros, os presos tinham que trabalhar no interior da prisão; a segunda, do trabalho, nesta fase, o apenado tinha o direito de escolher, de acordo com suas habilidades, onde trabalhar; e a terceira, a liberdade intermediaria, era permitido visitar familiares e laborar fora da prisão 25. Montesinos, considerava de fundamental importância as relações com os reclusos, que eram baseadas em sentimentos de confiança e estímulo, procurando construir neles autoconsciência. Prevalecia, em sua teoria, que a prisão deveria buscar a recuperação dos delinqüentes, devolvendo-os para sociedade como homens honrados e cidadãos trabalhadores 26. Atualmente, os estabelecimentos penitenciários do país baseiam sua administração, nos seguintes princípios: como a orientação ressocializadora, o sistema de individualização cientifica, a legalidade e direitos dos internos em regime penitenciário, controle judiciário e separação interior 27. Adeildo Nunes alude que, o modelo prisional exige o sistema progressivo no cumprimento da pena, esta sendo cumprida em quatro regimes: fechado, ordinário, aberto e a liberdade condicional. Na Espanha, há cerca de setenta e sete centros penitenciários, distribuídos pelos territórios, onde segundo a Lei Penitenciaria de 1979, ainda em vigor estabelece, entre outras coisas, um limite para tais unidades, destarte na prática a realidade difere, pois devido ao grande volume de condenados muitos, não chegam nem a entrar nessas unidades. Embora a reeducação do presidiário, para o convívio em sociedade, seja um direito fundamental, as autoridades prezam por sua recuperação 28. Na legislação espanhola 29, os detentos gozam de benefícios, tais como, o direito ao trabalho remunerado; são tratados de forma igualitária, obedecendo ao principio da 25 NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p BITENCOURT, Cezar. Falência da pena de prisão p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p Previsto na Lei Penitenciaria 1979 e o seu Regulamento de Com base na Constituição e nas leis que regem a matéria, tendo o Tribunal Constitucional, responsabilidade sobre casos de dificuldades, isentando a administração penitenciaria de resolver tais problemas.

20 18 legalidade; a permissão de saída dos reclusos em regime ordinário e aberto; o direito à visita íntima uma vez ao mês. 1.4 Brasil A Primeira Constituição Brasileira de 25 de Março de 1824, outorgada por Dom Pedro I, aboliu definitivamente todas as penas cruéis e assegurou que a pena de prisão fosse feita somente em casos de flagrante delito ou por ordem escrita de autoridade legítima. Foi assegurado o princípio da individualização da pena, que constituía estabelecimentos prisionais seguros, limpos, arejados, nenhuma pena passaria da pessoa do delinqüente aos parentes em qualquer grau, sendo correto afirmar que a Carta Constitucional de 1824 possibilitou a prestação de fiança, em determinados crimes como forma de evitar a prisão de alguém. Dom Pedro I, desde a outorga de sua Carta, previu a criação de um Código Criminal, que realmente ocorreu em 16 de dezembro de 1830, onde foi promulgado e aprovado. Com a Constituição Federal de 1891, advinda de uma Assembléia Nacional Constituinte foram mantidos os direitos e garantias individuais consagrados na Carta Constitucional de 1824, tendo sido a pena de morte abolida de vez no Brasil 30, exceto em épocas de guerra. Mas, o mais importante foi a concretização do princípio da ampla defesa aos acusados, atribuído por lei 31. A Carta Magna de 1934 proibiu a criação dos Tribunais de Exceção e garantiu dentre outras: o devido processo legal; proibição da prisão por dívidas, multas ou custas; o princípio da retroatividade da lei; a individualização da pena. De acordo com a Constituição de 1988 em seu art.5º, inciso XLVII são proibidas as aplicações de penas cruéis, tais como pena de morte ou prisão perpétua, ficando neste caso como sendo a sanção mais grave do nosso ordenamento jurídico-penal, a privação de liberdade. Está é assegurada pela Lei nº /84, a Lei de Execução Penal (LEP), no qual estabelece acolhimento distinto aos condenados à pena de prisão. Também foram estabelecidas novas formas no 30 BRASIL. Constituição de NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p. 86.

21 19 campo das penas, ao estabelecer a aplicação da perda de bens, prestações de serviços a comunidade, multa e interdição de direitos 32. Ao longo da história brasileira, a prisão nunca deixou de existir, sendo que em 1984, com a reforma na Parte Geral do Código Penal, foram inseridas, em nosso ordenamento, as penas alternativas. Porém, na prática sua aplicação era bastante limitada, visto que os juízes achavam que a cadeia era mais eficiente para conter o crime. Tendo em vista, que as penas alternativas não estavam sendo utilizadas, foi criada uma Lei Federal para os crimes de menor potencial ofensivo, a Lei nº /95, onde o país passou a adotá-la. Essa Lei criou os Juizados Especiais Criminais, proibiu a pena de prisão ao infrator, nos crimes de menor potencial ofensivo, incentivando, a substituição da pena de prisão àquele cuja pena máxima fosse igual ou inferior a um ano, pela fixação de penas alternativas, exigindo assim, penas restritivas de direito. Porém, foi criada uma nova lei, a Lei nº /01, que criou os Juizados Especiais Cíveis e Criminais Federais, que modificou o conceito dos delitos de menor potencial ofensivo, que antes tinha como pena máxima um ano, passou a ser cominada a pena máxima não superior a dois anos, ou multa. Mas, foi em 1998, com a criação das Varas de Execução de Penas Alternativas nos Estados, com vigência da Lei nº /98, a substituição da pena de prisão passou a ser implementada em todos os crimes culposos, nas contravenções penais e em crimes cuja pena máxima for igual ou inferior a quatro anos, contudo foi exigido que para tais delitos não houvesse o uso de violência ou grave ameaça à vítima 33. Com o que foi dito nos itens anteriores, nota-se que, a pena privativa de liberdade é utilizada em todo o Mundo, modificando apenas o modo de sua execução, pois para alguns países, particularmente os não desenvolvidos, não convêm investir no sistema prisional, uma vez que o custo para manter o condenado é elevado, e tendo em vista, a existência de reincidências e superlotação carcerária. Por fim, Adeildo Nunes relata em sua obra que: o ordenamento normativo brasileiro organizou-se sob a influência da doutrina do direito internacional, ou seja, a luz dos direitos humanos, onde: 32 NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p Ibidem., p. 90.

22 20 Olga Espinoza em seu entender anota, como forte influência para o desenvolvimento da legislação penitenciária brasileira, Tratados Internacionais e decisões isoladas de Organismos Internacionais, tais como a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (1948), a Convenção Americana de Direitos Humanos ou Pacto de San José da Costa Rica (1969), o Código de Conduta para Autoridades Encarregadas de Fazer Cumprir a Lei (Resolução 34/169 da ONU, de 17 de dezembro de 1979), o Projeto de Conjunto de Princípios para a Proteção de Todas as Pessoas Submetidas a Quaisquer Formas de Detenção ou Prisão (Resolução 43/173 da ONU, de 9 de dezembro de 1988), e as Convenções contra a Tortura e Outros Tratamentos Cruéis e Desumanos e Degradantes da ONU, adotada em 10 de dezembro de 1984, e da Organização dos Estados Americanos (OEA), aprovada em 9 de dezembro de NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p. 47.Apud. ESPINOZA, Olga. A mulher encarcerada em face do poder punitivo, IBCcrim, 2004, p. 94.

23 21 CAPÍTULO II - A REALIDADE DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO Na legislação penal brasileira, temos três tipos de modalidades na aplicação da prisão, são estas: a reclusão, a detenção e a prisão simples, regrada nas contravenções penais (Dec.-lei nº /41) 35, embora esta última não seja muito utilizada, deve ser cumprida em regime especial, separados dos condenados a pena de reclusão e detenção. Porém, devido à Lei nº /95, a prisão simples é considerada também uma espécie de pena privativa de liberdade. O Brasil ainda adota a forma dualista da prisão, porém muitos outros países, nos congressos internacionais, estão cogitando a abolição de várias espécies de prisão como pena, para a unificação mundial por uma pena prisional de feição unitária 36. Enquanto isto, a diferença entre as formas de execução das penas, reclusão e detenção previstas pelo Brasil, está no modo como são aplicadas: a reclusão é exclusivamente para quem cumpri regime fechado, ou seja, crimes mais graves; enquanto que a detenção pode ser aplicada aos condenados que cumpri regime semi-aberto ou aberto, ou seja, para crimes menos graves. Sendo que esta última, a pena de detenção, praticamente deixou de ser estipulada, pois de acordo com o previsto na Lei Federal nº /01 37, os casos de crimes de menor potencial ofensivo, cuja pena máxima é igual ou inferior a dois anos, devem ser aplicados penas restritivas de direito e não mais a fixação da privação da liberdade. Segundo Adeildo Nunes, para abrigar todos os condenados do Brasil dignamente, seria necessária a construção de 200 novos presídios, mensalmente, a um custo de cerca de dois bilhões de reais ao país. É notório ressaltar que os crimes praticados em cada Estado diferem dos outros, como por exemplo, nas regiões Sul e Sudeste os crimes contra o patrimônio 35 CORRÊA JUNIOR, Alceu e Salomão Shecaira, Sérgio. Teoria da pena: finalidades, direito positivo, jurisprudência e outros estudos de ciência criminal p NUNES, Adeildo. A realidade das prisões brasileiras p Anteriormente era a Lei nº /95, onde a pena máxima era igual ou inferior a um ano, sendo modificada por esta, a Lei nº /01, tendo esta última sua ampliação com a Lei nº.9.714/98, para todos os crimes culposos, quando não houvesse violência ou ameaça à vítima, ficando com a pena máxima igual ou inferior a quatro anos.

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