APRISIONAMENTO E REINCIDÊNCIA: DISCURSOS E REALIDADE

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL APRISIONAMENTO E REINCIDÊNCIA: DISCURSOS E REALIDADE MAURINA BOHN (Yrn. ( n'3 rly Vens n Trigt3 ) Chaim do De$ito. :lerviço Social CSII/UPSO Florianópolis, julho de 1999.

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL APRISIONAMENTO E REINCIDÊNCIA: DISCURSOS E REALIDADE Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina para obtenção do titulo de Assistente Social, orientado pela Prof. Dra. Ivete Simionatto Florianópolis, julho de 1999.

3 AGRADECIMENTOS ik Prof. Dra. Ivete Simionatto, sem a qual, a realização deste trabalho não seria possível. Assistente Social Roseana da Silva, por ter possibilitado a realização do estagio no Presidio Masculino. Psicóloga Deise Maria do Nascimento, por ter contribuído para o desvendamento da realidade prisional e pela sua incansável busca de fazer algo além do que lhe é proposto. Ao José Carlos Eloy Martins, pela paciência e carinho dedicados neste período. Aos amigos que colaboraram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho, em especial ao Alexandre Luis Giehl, Andréia Espíndola, Fernando Goulart Rocha, Ivan Paulo Demarchi, e Suzana VaIda Vidal. Aos entrevistados, acima de tudo os reclusos do Presidio Masculino de Florianópolis.

4 ÍNDICE INTRODUÇÃO 5 CAPÍTULO I Instituições Prisionais: Resgate Histórico e Conjuntura Atual A Prisão e o AcOmulo de Riqueza Papel do Estado Questões Relacionadas A Eficácia do Aprisionamento 25 CAPITULO II 0 Presidio e a Reincidência: um problema a ser enfrentado Presidio e a Reincidência na Visão da Direção de Administração Penal e Administração do Presidio Masculino de Florianópolis A Visão do Serviço Social 37 CAPÍTULO Ill Com a Palavra, os Reincidentes A Compreensão do Processo de Reincidência e os Fatores Determinantes A Relação entre a Instituição e a Reincidência A Contribuição do Presidio para a Diminuição do Índice de Reincidência 59 Considerações Finais 64 Referências Bibliográficas 68 Apêndice 72

5 INTRODUÇÃO 1 0 tema 0 presente trabalho de conclusão de curso tem, como objeto de análise, a reincidência verificada no Presidia Masculino de Florianópolis. Entendemos o fenômeno da reincidência como uma anomalia. Se o indivíduo já foi preso alguma vez por cometer um delito, ao passar pela Instituição prisional deveria ter sido recuperado. Se não o foi, supõe-se que seja porque ele não é objeto de correção, ou a Instituição falhou em alguma ação ou, ainda, ambas as coisas. Muitas discussões já foram travadas em torno do tema, assim como muitas teses e livros foram escritos com intuito de compreender e propor soluções para a correção dos erros e atingir a conseqüente diminuição dos indices de reincidência. Porém, enquanto a questão não tem solução, vale rediscuti-la até a exaustão, até esgotadas as possibilidades. Abandoná-la seria como entender o processo de ida e vinda dos homens ã prisão, como irremediável, natural, normal. 2 A metodologia A pesquisa foi realizada no Presidio Masculino de Florianópolis, instituição onde desenvolvemos o estágio curricular de Serviço Social. 0 Presidio tem capacidade para alojar 152 pessoas, sendo que atualmente comporta cerca de 276. A Instituição conta com 25 agentes prisionais, 01 professor, 02 técnicos administrativos, 02 técnicos em enfermagem, 01 psicólogo e 01 estagiário em psicologia e 01 assistente social e 01 estagiário de serviço social.

6 O universo da pesquisa compreende a Direção de Administração Penal DIAP, a Administração e o setor de Serviço Social do Presidio Masculino de Florianópolis, num total de 3 pessoas e 12 reclusos reincidentes. As entrevistas com o Diretor, Administrador e Assistente Social foram realizadas através de questionário respondido por escrito, contendo as seguintes questões para os primeiros: 1 Sabe-se que o Presidio tem a função de custodiar. Além desta, prevista em lei o senhor acha que ele assume outras funções ou deveria assumir; 2 Quais os fatores que impedem o cumprimento das funções pelas instituições penais e como o senhor percebe as possibilidades de transpô-los; 3 Qual a sua avaliação sobre a reincidência que ocorre no Presidio Masculino de Florianópolis; e para a Assistente Social: 1 Como você avalia a prática do Serviço Social nas instituições penais; 2 Qual a sua avaliação sobre a reincidência que ocorre no Presidio. As entrevistas corn os reclusos foram gravadas, durante o mês de maio deste ano e transcritas na integra, sendo compostas das seguintes questões: 1 Por que uns reincidem e outros não? Quais os fatores que levam à reincidência? 2 A instituição Presidio tem algo a ver com a reincidência? De que forma? 3 Como a instituição poderia contribuir para a não reincidência? Ressaltamos que utilizamos nomes fictícios com intuito de preservar suas identidades. Segundo Perfil da Unidade Prisional datado em setembro de 1998, o indice de reincidência no Presidio Masculino de Florianópolis é de 80%, seguindo a média nacional. Percebe-se que a reincidência concentra-se nos crimes contra o patrirneinio e no tráfico de drogas. Sendo assim, o critério adotado para a escolha

7 7 dos entrevistados foi baseado no fato de os reclusos serem reincidentes em furto, roubo, estelionato e tráfico de drogas. Desta forma, 04 dos entrevistados são reincidentes em furto, 03 ern assalto, 01 em estelionato e 04 em tráfico de drogas. Contemplamos somente estes, pelo fato de serem em maior número e como forma de delimitar a pesquisa. Segundo Santos (1998) o Código Penal, art.63, versa que é necessária para o reconhecimento da reincidência que o agente cometa novo crime após sentença condenatória, transitado em julgado, no Pais ou no estrangeiro. Ainda segundo o art. 64 "não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos..." (Santos, 1998, p.27). Uma vez, porém, que o Direito Penal restringe o conceito de reincidência, utilizamos a expressão de retomo dos agentes á prática do crime, independente dos termos técnicos legais. Dos 276 reclusos,127 já haviam recebido sentença e aguardavam resultado de apelações ou vagas nas penitenciárias do Estado, 122 foram presos em flagrante e 27 são presos preventivos. Legalmente, estes últimos, sem que tenham recebido duas ou mais condenações, ainda não podem ser considerados reincidentes, peio fato de não haver sido proferida sentença atual. Porém, mesmo assim alguns foram convidados a dar entrevista pelo fato de assumirem seus delitos e, sendo assim, serem reincidentes, mesmo que ainda não legalmente. 3 A organização do trabalho Inicialmente buscamos fazer o resgate histórico do surgimento da prisão e como se apresenta atualmente. Para tanto buscamos relacionar sua existência ao

8 8 acúmulo de capital, ou seja, como a acumulação de capital, financeiro e global agudizou a exclusão de uma parcela da população para a qual restou o aprisionamento. Descrevemos também o papel do Estado em relação A sua responsabilidade com a sociedade e com o cumprimento das leis. Apresentamos algumas questões relacionadas ao aprisionamento e que relembram sua ineficácia em relação a seus propósitos. No segundo capitulo indicamos as posições daqueles que representam a Instituição no que se refere As suas funções e o fenômeno da reincidência. Expusemos, ainda, a visão do setor de Serviço Social, tendo em vista ser nossa Area de estágio, no que se refere à avaliação da prática da profissão nas instituições prisionais e A reincidência que ocorre no Presidio. No terceiro capitulo abordamos a reincidência segundo os reclusos que reincidem, expondo seus motivos, assim corno sua relação com a instituição e corno esta poderia contribuir para a diminuição de seu índice. Cada capitulo foi tratado teoricamente segundo as exigências do tema abordado. As principais categorias que fundamentam esse trabalho são: Estado, exclusão, sociedade, direitos humanos, cidadania, estigma, cultura, valor, trabalho, entre outros. Finalmente, apresentamos as conclusões que foram possíveis de obter com este trabalho e a bibliografia consultada.

9 CAPÍTULO I INSTITUIÇÕES PRISIONAIS: RESGATE HISTORIC E CONJUNTURA ATUAL 1.1 A prisão e o Acúmulo de Riqueza Podemos dizer que a pena nasceu quando os homens, vivendo em sociedade, de alguma forma, quebraram as regras de convivência. A partir daí, a pena surge como forma de punir e conter o indivíduo considerado potencialmente infrator. De acordo com Beccaria ( 1997, p.42) a pena é necessária porque, "a multidão não adota princípios estáveis de conduta, nem se afasta daquele principio universal de dissolução porque é observado no universo físico e moral, senão por motivos que afetam de imediato os sentidos e que se assomam de continuo mente para contrabalançar as fortes impressões das paixões parciais que se opõe ao bem universal: nem a eloquência, nem a declamação, nem mesmo as mais sublimes verdades bastaram para refrear por longo tempo as paixões suscitadas pelo vivo impacto dos objetos presentes". A pena serviria de limite da liberdade de todos mas, para que todos pudessem viver. Segundo o autor, as penas tem como fim "impedir que o réu cause novos danos aos seus concidadãos e dissuadir os outros a fazer o mesmo" (Beccaria, 1997, p.74), Conforme Oliveira, (1996), a pena sempre existiu porém de tempos em tempos sofreu modificações em sua aplicação, modificações estas que refletiam as transformações sociais, políticas e econômicas na sociedade. De acordo com a autora, houve quatro períodos distintos até os dias atuais. 0 primeiro seria o da Vingança Privada, onde o sentimento era o principal motivador da justiça. Esta se caracterizava como vingança ao ofensor individual ou

10 I () coletivo. As ações movidas por esse sentimento eram as mais variadas, do confisco de bens, a mutilação e a morte. Depois veio o período da Vingança Divina. Nesta época os Estados Católicos buscaram usar o poder da Igreja para coibir comportamentos fora dos padrões da moral e da ética (bons costumes). A pena seria supostamente imputada por Deus e os representantes deste eram os reis e imperadores. A partir dai, aqueles de maior poder econômico-politico tomaram para si a incumbência de fazer justiça. Cada vez mais, os crimes sujeitos a pena, reduziram-se ao atentado contra a pessoa e seus bens. Segundo Ribeiro de Sá (1996) nesta época não havia espaço para o preguiçoso, indolente, vadio, desonesto, ladrão e outros transgressores, pois suas práticas desagradavam a Deus. O comportamento paternalista foi substituído pelo comportamento disciplinar, de acordo com as reformas que visavam o progresso. Dai a necessidade de cadeias para reeducação, disciplina e salvação que transformasse aqueles, em homens honestos e, acima de tudo em trabalhadores. No período da Vingança Pública, inicio do século XVIII, houve maior fortalecimento do Estado e este tomou para si o exercício da pena. De acordo com Ribeiro de sá (1996, p.27) há a transformação "do pecado em crime, do Direito Divino em Direito Penal, da vadiagem em delito, do coletivo em individual, da penitência em prisão, do confessionário em prisão". As decisões passaram da vitima ou sua família para o conjunto da sociedade onde os crimes mais graves eram resolvidos em comício. Apesar disto a pena continuou a ser dolorosa, principalmente para o corpo do condenado, que continuou a sofrer torturas, até a morte. 0 quarto período foi o humanitário e pode-se considerar seu inicio ern fins do século XVIII. Neste, a forma de tratamento aos apenados começou a ser protestada por diversas categorias profissionais. Os reformadores da justiça buscavam acabar

11 I 1 com a corrupção que a minava. Ela deveria ser mais bem distribuída, ocorrendo de forma universal. Além disso, eles propunham substituir a retribuição pela intimidação, atenuar a punição e prevenir os crimes, pois o interesse maior concentrava-se no futuro. A principio, as prisões existentes eram utitizadas para deter os indivíduos, enquanto aguardavam o julgamento às vezes a morte - e também como local de constantes suplicios físicos. A pena-prisão surgiu com discussões posteriores, inclusive com Sócrates, que propunha a prisão perpétua e, Platão, a substituição de outras penas pelo aprisionamento. A partir, dai muitas penas foram, aos poucos, substituidas pela reclusão que, da mesma forma, castiga a mente do aprisionado e limita seu físico, condicionando-o a novos hábitos. Mas, segundo Oliveira (1996, p. 74) "foi só no século passado que se substituiu definitivamente a pena de morte pela reclusão, ainda que com fatores torturantes". As mutilações foram suprimidas com o Código Penal de 1810, para os crimes de morte, na França e, a partir dai muitos países ocidentais adotaram tal posição. Antes da consolidação de capitalismo, as prisões abrigavam principalmente aqueles acusados de assassínios e agressões, sendo sujeitos às formas mais grotescas de punição, porém, com a complexificação da sociedade, o delito em destaque passou a ser aquele relacionado ao roubo. Surge então a necessidade de mudar as formas de punição, recuperando estas pessoas para o sistema capitalista. Até porque, se fossem adotadas aquelas formas de punição aos infratores do patrimônio, estes seriam muitos e não haveria concordância da sociedade. Contudo, nem todos os países adotaram estas transformações a partir daquela época e, ainda hoje, em muitos luares, pode-se encontrar a pena de morte, legalmente instituída.

12 17 A medida em que a sociedade evoluiu, as responsabilidades, que antes eram coletivas, passaram a ser individuais. Assim, cada um dos vários indivíduos, que cometem atos inf racionais, como meio de vida, são considerados únicos culpados e passíveis de regeneração. 0 problema é dele e não do coletivo. Desta forma, além do caráter retributivo da pena, a reclusão teria por objetivo recuperar o indivíduo, ressocializando-o, para que fosse digno de viver em conformidade corn a liberdade, Segundo Ribeiro de SA (1996) Marx vinculou a criação da prisão à economia capitalista. As prisões visavam sobretudo disciplinar os infratores para o trabalho forçado. 0 modo de produção capitalista, circulacdo e consumo de riquezas estimulou a evolução das cidades, expulsando os camponeses de suas terras. Desta forma, pela necessidade de trabalhar para ter seus meios de sobrevivência garantidos, estes tornaram-se mão de obra das indústrias em ascensão. Porém, estes camponeses excediam as reais necessidades da época. Apartir dai amplia-se o número de trabalhadores sobrantes que já, penalizados pela falta de trabalho, sofriam as repressões legais do Estado. Ainda segundo Ribeiro de Sá (1996), o sistema capitalista carrega em seu âmago a violência surda que é a apropriação do excedente produzido pelos trabalhadores e a violência direta, em caráter excepcional. Esta integra o judiciário, a policia e a prisão e destina-se a todos os segmentos sociais. Porem, sua existência é justificada como forma de controle e repressão de um certo número de pessoas, servindo para a proteção da sociedade. 0 trabalhador honesto estaria isento teoricamente, de tal controle. Sendo assim, aquele que vivesse em conformidade com os preceitos capitalistas, além de não ser importunado, serviria de exemplo aqueles relutantes ou sobrantes. Segundo Ribeiro de SA (1996, p.32)"a prisão foi recriada como urn espaço especial de disciplinamento do homem para viver e conviver na sociedade capitalista e destinada

13 13 a urna população especial, que deverá ser submetida a técnicas especiais de transformação". Esta população especial, atualmente, pode ser entendida como sendo aqueles que foram excluídos do modo formal de trabalho. A partir do momento em que as pessoas não têm acesso ao trabalho formal e portanto não tem direitos e garantias, ficam A mercê da sorte do mercado informal ou recorrem a formas ilegais de sobrevivência e, assim, passam a ser vistas como passíveis de correção de comportamento ou, mesmo, de eliminação. Esta exclusão social e econômica vivida por grande parte da população tem causas históricas de construção da sociedade brasileira onde os que detinham e detêm o poder econômico e politico sempre se mostraram coniventes e estimuladores da desigualdade pelo fato de esta contribuir para a consolidação do poder estabelecido. Atualmente, tem ocorrido a acentuação da exclusão, devido ao processo de globalização e adoção do modelo econômico neoliberal. Conforme Petras (1997), as transformações neoliberais ocorridas na América Latina têm sua origem no período da ditadura. Porém, seu discurso de liberdade pelas urnas e pelo mercado, não conseguiu convencer a maioria dos latino americanos pois, muitos ainda resistem As políticas propostas. Estas resumem-se em cinco: estabilização, privatização, liberalização do comércio, desregulamentação e corte de verbas para os gastos públicos. Segundo o autor, não se pode esquecer que os neoliberais buscaram alguns conceitos de esquerda para explicar e justificar suas propostas, porém o conteúdo não corresponde ao significado original dos termos. Como por exemplo, ajuste estrutural e reforma econômica. Para a esquerda, os termos previam redistribuição de renda e investimento na área social; para os neoliberais, a transferência de propriedade pública para a esfera privada. Esta divergência entre o

14 14 significado real dos termos e o conteúdo utilizado pelos neoliberais explica-se pelo fato de seu poder ser legitimado pelas urnas. Portanto, suas promessas devem ser mascaradas com propostas que aparentemente sejam esperadas pela maioria da população. Conforme o autor, o neoliberalismo foi consolidado por uma classe ascendente que se constitui de detentores do capital financeiro e de industriais exportadores. Tiveram inicio, valendo-se de recursos públicos para fins particulares. Segundo Borón (1995), lucra com a política neoliberal um grupo de capitalistas locais e seus sócios metropolitanos, pois estes reforçam seu predomínio econômico à medida que: reduzem o controle público, facilitando a atuação do setor privado; garantem o pagamento da divida com recursos públicos e, modificam a seu favor a correlação de forças entre mercado e Estado. Em contrapartida, o neoliberalismo marginaliza os trabalhadores e pequenos empresários, fundamentais para o fortalecimento do mercado interno. A pequena propriedade agrícola desaparece, afastando ainda mais a possibilidade de reforma agrária, pois as terras são arrematadas por grandes produtores, voltados para a exportação. Os neoliberais anunciam sua doutrina política como única alternativa, assim como a globalização como um passo inevitável para o capitalismo. É corno se o desenvolvimento tecnológico e a revolução causada pela comunicação fizessem da globalização um processo irreversível. Segundo lanni (1997), a globalização não é um fato acabado, está em marcha, sendo que, em alguns continentes tende a aprofundar-se ainda mais, como na América Latina. Porém, isto não faz dela um processo inevitável, pois são os governantes que optam por inserir-se ou não no processo global.

15 15 0 sistema capitalista baseia-se no acúmulo pelo acúmulo e está calcado na exploração humana pois, sem esta, não há expropriação de riqueza. Não há, portanto, possibilidade de haver capitalismo sem exploração e, quanto mais se investe no acúmulo, menos importância é dada para o investimento no tratamento das questões sociais, Logo, um pais capitalista, subdesenvolvido, que adota o neoliberalismo corno doutrina política tem condições reduzidas de extrapolar sua condição, ocasionada pela ma distribuição de renda, e, em conseqüência, a geração e agudização de inúmeros problemas sociais, cujo desfecho acaba sendo a prisão papal de Estado A teoria relativa do Estado remete a vários períodos históricos. No entanto, tomamos como ponto de partida a natureza do Estado moderno que também vai se alterando, de acordo com do desenvolvimento da sociedade capitalista. Para Marx, não existe nenhum Estado neutro. 0 Estado é sempre uma arma de domínio das classes proprietárias. Enfatiza que o Estado capitalista existe para garantir o domínio da burguesia em relação ao proletariado. No Estado moderno não havia espaço para a participação política da classe operária, que vivia na clandestinidade. O Estado era considerado um aparelho coercitivo, instrumento de dominação, e ao contrário do que diziam os liberais, seria antidemocrático, pois, "o Estado capitalista democrático mantém o domínio da burguesia, porque os partidos politicos burgueses são muito ricos e a ideologia burguesa impregna a consciência das multidões" (Martins, 1994, p. 133). Sendo permeado por contradições, possuía a função de manter a ordem política, mediando e impedindo os conflitos entre as classes e a conseqüente destruição da estrutura. social. De acordo com Sader (1993, p. 102) "o Estado revela então que so

16 IC) existe sob a forma de dissimulação, porque representa a unidade fictícia de uma multiplicidade". Conforme Simionatto (1996), com a complexificação da sociedade, ocasionada pela consolidação do capitalismo, o estado se amplia, devido As crescentes e amplas organizações da sociedade de massa, como os sindicatos e partidos politicos. Com base nas transformações ocorridas no século XX, Gramsci buscou rever o conceito de Estado formulado por Marx para, a partir dele, elaborar um, que melhor retratasse a realidade e o desenvolvimento do próprio capitalismo. 0 Estado ampliado descrito por Gramsci, atende também a determinados interesses públicos, ou seja, ele é uma arena de luta entre as classes sociais, não se restringindo somente àquela de maior poder econômico ou politico. É nesse embate entre.interesses de classe que o Estado se alarga, buscando incorporar demandas da classe trabalhadora. Da Segunda Guerra aos anos 70, denominados por Hobsbawn como os 30 anos gloriosos do capitalismo é que se expandiram as propostas do chamado Estado de Bem Estar Social. No entanto, a crise do capitalismo que eclode em nível mundial já no final dos anos 60, obriga o Estado a rever seu papel intervencionista na sociedade. Iniciam-se a partir de então, as políticas de privatização da esfera pública, ou seja, a redução das funções do Estado no âmbito das chamadas políticas sociais. Pode-se dizer assim que o Estado tem sofrido constantes reduções, A medida que algumas de suas responsabilidades são passadas A sociedade civil e ao mercado. O incentivo ao trabalho voluntário, em nome da solidariedade, por exemplo, está imbufdo da concepção de que é a sociedade quem deve resolver seus problemas, e não o Estado, que continua a ser o depositário de impostos.

17 17 Enquanto o patrimônio público é desmantelado, com privatizações a portas fechadas, o patrimônio privado é mantido com dinheiro público. Em contrapartida, assistimos o discenso dos institutos representativos que não tem conseguido rearticular espaços de luta e contraposição ao Estado ou mesmo apontar alternativas à crise em curso, por ser esta de natureza estrutural e não apenas conjuntural. Um Estado descompromissado com a classe trabalhadora, separa ainda mais os muito ricos dos muito pobres, trazendo como conseqüência a falta de saúde, educação, trabalho, moradia, terra, lazer para os últimos e fartura para os primeiros. Estudos do IPEA ( Folha de São Paulo 13/06/99) indicam que em 1997, por exemplo, o percentual de renda dos 10% mais ricos chegou a 48,21% em relação a totalidade da população, enquanto que os 40% mais pobres tiveram acesso apenas a 7,10% da riqueza produzida no pais. A desigualdade social existente gera conflitos a medida que aqueles sem acesso aos bens de consumo e sem representação política, manifestam-se como insatisfeitos diante de sua condição. 0 Estado, por sua vez procura minimizá-los, tendo em vista a harmonia entre as classes, pois é preciso ordem para chegar ao progresso e, portanto, a sociedade como um todo, deve ter os mesmos interesses. Para resguarda-los, o Estado promulga leis que regulam a vida social e coíbem as manifestações, sem, contudo, coibir as diferenças sociais que as motivaram. A sua presença na vida social 6, conforme Gramsci (1988), cada vez mais coercitiva, do que consensual, ou estruturada na relação Estado/sociedade civil. A legislação que permeia a política criminal, segundo Ribeiro de Sá (1996, p.108) visa a "proteção da sociedade contra a ação arbitrária de seus malfeitores.

18 Is Esta proteção se efetivará pela punição, prevenção e dissuasão do comportamento criminoso". Segundo ele, a proteção da sociedade se dá pela proteção de seus bens jurídicos, ou seja o patrimônio e a pessoa, em relação à sua vida, honra e liberdade. As formas de se efetivar essa proteção são as leis e as penalidades para aqueles que a transgridem. A pena privativa da liberdade, 6 um exemplo, e é sobre esta forma de pena que nos deteremos neste trabalho. Com a privação da liberdade a contenção do crime contra os bens jurídicos, no entendimento de legislador se efetivaria de duas maneiras: "servindo de ensinamento e exemplo para os próprios condenados ao Ilies proporcionar os `merecidos' sofrimentos, ao mesmo tempo que lhes priva do direito de ir e vir e os impede de praticar novas agressões 'sociedade atemorizando com o sofrimento alheio os atuais e futuros infratores, ainda participantes de livre convívio social" (Ribeiro de SA, 1996, p.110). Segundo o autor, tendo em vista o caráter coercivo da pena de prisão para as pessoas que não estão presas, esta se torna mais preventiva que a pena de morte pelo fato de prolongar o sofrimento do condenado, sendo que a morte, cai no esquecimento. Assim, o Código Penal Brasileiro e a Lei de Execução Penal são orientados e inspiradas em dois princípios básicos da escola penal clássica: o "retributivismo", à medida que se retribui o mal cometido e no "utilitarismo" ã medida que se justifica sua utilidade social poder de dissuasão. A Lei de Execução Penal n , de 11 de julho de 1984, em seu primeiro artigo diz que: "Art. 1 A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado" (Mirabete, 1984, p.29).

19 19 Entenda-se por condenado aquele indivíduo cujo sentença transitou em julgado e esta cumprindo pena de reclusão; e por internado aquele que, por medida de segurança se encontra em Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. Mas, para que ocorra a 'harmônica integração social', torna-se necessário cumprir os seguintes artigos: "Art A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno convivência em sociedade. Parágrafo tif7ico. A assistência estende-se ao egresso. Art A assistência sera: 1 - material; 2- saúde; 3 - jurídica; 4 - educacional 5 - religiose." (Mirabete, 1984, p.30). O próprio Estado compreende a necessidade da existência destes quesitos para o cumprimento dos objetivos de pena-prisão e não resistência ou harmônica integração, inclusive do egresso. No entanto, quem acompanha a realidade prisional brasileira, o que não é tão fácil, devido As distorções de mídia sensacionalista, percebe a divergência existente entre a lei e o que ocorre por trás dos muros. 0 descumprimento da lei, por parte do Estado gera inúmeros conflitos como fugas, motins e rebeliões, expondo a vida de presos e funcionários das instituições prisionais. Para Ribeiro de SA (1996, p.112) a implementação da lei descrita anteriormente, pressupõe "a efetivação da harmónica integração social supije a presença e a ação conjunta de uma complexa tecnologia discipliner. Esta tecnologia compreende: a racional distribuição do tempo e do espaço ocupado pelo prisioneiro e pelo internado; (...) o seiviço 'eficiente' da assistência jurídica; (...) o assíduo e amplo acompanhamento do serviço de assistência social, a freqüência e o desenvolvimento de um curricula escolar de aprendizado da cultura oficial vigente dominante,..."

20 20 Além de ser cumprida de forma precária, a lei tem por intuito modelar a mente do preso, para que aceite sua condição. Desta forma, não há estimulo para que desenvolva postura critica frente à realidade e para que se perceba como mais um a viver condições que são coletivas entre eles. 0 mecanismo disciplinar, que racionaliza a ocupação do tempo oóorre no sentido de regular os horários de banho de sol, café, almoço, janta e saídas para instituições que compõem a sociedade civil, pois para a maioria não há outra ocupação. Dai os inúmeros conflitos que surgem todos os dias. Com o intuito de sanar alguns dos problemas enfrentados, o Governo Federal inclui algumas propostas de soluções para as questões em seu Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo Ministério da Justiça em "É preciso dizer não banaliza ção da violência e proteger a existência humana. É neste contexto que o Governo brasileiro, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso, decidiu elaborar o Programa Nacional de Direitos Humanos. Direitos Humanos referem-se a um cem número de campos da atividade humane: o direito de ir e vir sem ser molested(); o direito de ser tratado pelos agentes do Estado com respeito e dignidade, mesmo tendo cometido uma infração; (..) o direito de exigir o cumprimento da lei e ainda, de ter acesso a um judiciário e ao Ministério Público que (...) não descansem enquanto graves violações de direitos humanos estejam impunes..." (PNDH, 1996,p.7). Dentre as propostas temos, a curto prazo: "Apoiar programas de emergência para corrigir as condições inadequadas das prisões: criar (70 VOS estabelecimentos e aumentar o número de vagas no pais em parceria com os Estados, utilizando-se recursos do Fundo Penitenciário Nacional FUNPEN". "Promover a discussão, em âmbito nacional, sobre a necessidade de repensar as formes de punição ao cidadão infrator, incentivando o Poder Judiciário a utilizar as penas alternatives contidas nas leis vigentes com vistas a minimizer a crise do sistema penitenciário" (PNDH,1996, p.22). Conforme Araújo (1998,p.2): "Construir mais prisões é inviável. Uma prisão para 500 presos custa entre 8 milhões e 15 milhões de dólares." Segundo informações

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