CIDADANIA RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO:

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1 Curso de Direito CIDADANIA RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO: estudo de caso no centro de remanejamento do sistema prisional Acadêmicos: Afrânio Geraldo de Melo Ana Cláudia Matos Lage dos Santos André Luiz Porto Mourão Edilamar da Silva Caetano Thalys Rafael Dias Brum

2 RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO: estudo de caso no centro de remanejamento do sistema prisional Trabalho Interdisciplinar apresentado a Faculdade Novos Horizontes como requisito parcial para aprovação no 1º período do curso de Direito. Orientador: Profº Ricardo Moyses Resende

3 O decisivo, acredita-se, não é castigar implacavelmente o culpado (castigar por castigar é, em ultima instância, um dogmatismo ou uma crueldade) se não orientar o cumprimento e a execução do castigo de maneira tal que possa conferir-lhe alguma utilidade. (MOLINA Apud Ribamar)

4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Cidadania Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos REFERENCIAL TEÓRICO Cidadania Finalidade do atendimento ao Preso e Ressocialização Fundamentos legais do Programa Definições relativas às Repartições responsáveis pelo Programa Unidades Prisionais Penitenciária Comissão Técnica de Classificação CTC Programa Individual de Ressocialização PIR Competências e atribuições dentro do sistema prisional Subsecretaria de Administração Penitenciária Superintendências de Atendimento ao Sentenciado Direções da Unidades prisionais Descrição do programa de ressocialização METODOLOGIA ANÁLISE DE DADOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICE A: Entrevista com a diretora CERSP... APÊNDICE B: Entrevista com agente penitenciário... APÊNDICE C: Entrevista com os apenados REFERÊNCIAS1 INTRODUÇÃO

5 A idéia de cidadania surgiu na Idade Antiga, após a Roma conquistar a Grécia (séc. V d.c.), se expandindo para o resto da Europa. Apenas homens (maiores de idade) e proprietários de terras (desde que não fossem estrangeiros), eram cidadãos diminuindo assim, a idéia de cidadania, já que mulheres, crianças, estrangeiros e escravos não eram considerados cidadãos. Na Idade Média (2ª era - séc. V até XV d.c.), surgiram na Europa, os feudos (ou fortalezas particulares). A idéia de cidadania acaba, pois os proprietários dos feudos passaram a mandar em tudo, e os servos que habitavam os feudos não podiam participar de nada. Após a Idade Média, terminaram-se as invasões Bárbaras, terminando-se também os feudos, entrando assim, em uma grande crise. Os feudos se decompõem, formando cidades e depois países (Os Estados Nacionais). Entra a 3ª era (Idade Moderna - séc. XV ao XVIII d.c). Os países formados após o desaparecimento dos feudos foram em conseqüência da união de dois grupos: o Rei e a Burguesia. Com as revoluções houve o fim do Absolutismo, entra a Idade Contemporânea (séc. XVIII até os dias de hoje), surgindo um novo tipo de Estado, o Estado de Direito, que é uma grande característica do modelo atual. (1) Segundo Dallari (1998), A Cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social. A história da cidadania no Brasil está diretamente ligada ao estudo da evolução constitucional do País. A Constituição Imperial de 1824 e a primeira Constituição Republicana de 1891 consagravam a expressão cidadania. 1. Retirado do site: Mas, a partir de 1930, ocorre uma nítida distinção nos conceitos de cidadania,

6 nacionalidade e naturalidade. Desde então, nacionalidade refere-se à qualidade de quem é membro do Estado Brasileiro, e o termo cidadania tem sido empregado para definir a condição daqueles que, como nacionais, exercem direitos políticos chegando assim, à definição de que hoje a cidadania é o exercício de participar da vida política, permitindo dessa forma intervir na direção dos negócios públicos do Estado. Seguindo estes princípios, este estudo tem como problema de pesquisa: O Programa de Ressocialização dentro do Sistema Prisional (CERESP) é atuante na vida do apenado? Para tanto os objetivos serão tratados na próxima seção. 1.2 OBJETIVO Objetivo Geral O Objetivo geral do estudo é verificar se o CERESP (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) local onde é feito uma espécie de triagem com o apenado, para posterior distribuição dos sentenciados, possui capacidades de aplicar o Projeto de Ressocialização Objetivos Específicos verificar a aplicabilidade e funcionalidade do Programa de Ressocialização; identificar os problemas enfrentados; avaliar mediante entrevista semi-estruturada se o apenado sai após o cumprimento da pena, ressocializado ou não. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Cidadania A Constituição Federal assegura que a cidadania é um fundamento do Estado Democrático de direito e afirma no artigo 1º parágrafo único: Todo o poder emana do

7 povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constiuição. Então, esta capacidade de nomear ou eleger um represente seja do Executivo ou do Legislativo é do cidadão através do exercício da cidadania, que pratica, elegendo seus representantes. Quando visualiza-se o Sistema Penitenciário em Minas Gerais e a ressocialização do apenado, entende-se que é função do Estado aplicar medidas políticas sócio-educativas com o intuito de melhorar a condição social do indivíduo destinado ao cumprimento da pena, indivíduos estes, que deve estar cônsio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de uma sociedade, Estado e nação. Considera-se Ressocialização o bom aproveitamento dos Programas aplicados ao preso por meio da custódia, da prestação de assistência jurídica, psicossocial, à saúde, educacional, trabalhista, religiosa, bem como a garantia da visitação e do lazer. 2.2 Finalidade do Atendimento ao Preso e Ressocialização Estabelecer princípios gerais para o atendimento ao preso nas penitenciárias, subordinadas a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) Fundamentos Legais do Programa de Ressocialização Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Lei Federal n , de 11 de julho de 1984, que institui a Lei de Execução Penal. Lei n , de 25 de janeiro de 1994, que contém normas de execução penal. Lei n , de 08 de julho de 1988, estabelece diretrizes para o sistema prisional do Estado e dá outras providências. Portaria 1.777, de 09 de setembro de 2003, elaborada pelos Ministérios da Justiça e da Saúde, que estabelece diretrizes para o atendimento a saúde no Sistema Penitenciário. Decreto , de 29 de abril de 2003, dispõe sobre a organização da SEDS.

8 2.2.2 Definições relativas às Repartições responsáveis em aplicar o Programa Unidades Prisionais: Estabelecimento penal subordinado à SEDS vinculado a Subsecretaria de Administração Penitenciária destinado à custódia e ressocialização de presos condenados, provisórios, e de indivíduos submetidos à medida de segurança Penitenciária: Estabelecimento penal subordinado a SEDS e vinculado diretamente a SUAPE destinada à custódia e ressocialização de presos condenados ao regime fechado Comissão Técnica de Classificação CTC: Órgão colegiado conforme determinado pela Lei de Execução Penal, responsável pela elaboração do plano de ressocialização do indivíduo privado de liberdade e avaliações quanto à evolução da execução penal Programa Individual de Ressocialização PIR: Programa individualizador da pena privativa de liberdade, adequado ao preso. Esse Programa é elaborado pela Comissão Técnica de Classificação, visando sua ressocialização. 2.3 Competências e Atribuições do Sistema Penitenciário em Minas Gerais Subsecretaria de Administração Penitenciária: Gerenciar diretamente as superintendências subordinadas e as unidades prisionais, orientando-se pelas diretrizes e normas gerais da SEDS Superintendência de Atendimento ao Sentenciado: Coordenar todas as ações referentes à ressocialização do preso nas unidades prisionais da SEDS.

9 2.3.3 Direção da Unidade Prisional: Garantir o cumprimento da Lei de Execução Penal, no que se refere à administração penitenciária e ao atendimento ao sentenciado observadas as diretrizes da SEDES, composta pelo Diretor Geral, Diretor de Segurança, Diretor de Gestão e Finanças, e Diretor de Atendimento e Reintegração Social. 2.4 Descrição do programa de ressocialização Considera-se Ressocialização, o resultado esperado através dos atendimentos oferecidos ao preso por meio da custódia, da prestação de assistência jurídica psicosocial, à saúde, educacional e trabalho, religiosa, bem como da garantia da visitação e do lazer. Deverá ser elaborado o Programa Individualizado de Ressocialização (PIR), pela Comissão Técnica de Classificação (CTC), com base nos atendimentos de classificação, visando o planejamento e acompanhamento e a evolução da ressocialização dos presos.

10 3 METODOLOGIA Para a realização deste estudo a metodologia utilizada foi de estudo em Apostilas de treinamento da Superintendência do Sistema Penitenciário de Minas Gerais, Revistas, sites em Internet, livros, artigos e pesquisa de campo com entrevista semi-estruturada in loco.

11 4 ANÁLISE DE DADOS Após realização da pesquisa de campo no CERESP BH com a diretora, um agente penitenciário, e dois apenados, foram obtidos os seguintes dados: Identificação dos entrevistados: (1) Diretora; (2) Agente penitenciário(principal função): A principal função é não somente evitar a fuga mas tentar na medida do possível a ressocialização do preso. A função é de fato tentar ressocializar o preso, colocá-lo de volta numa sociedade onde ele foi negado; (3) Apenado (participa do programa); (4) Apenado (não participa do programa). Quando a entrevistada (1) foi questionada sobre como era a recepção dos apenados a mesma respondeu que passa pela acolhida, que seria um médico quem faz os exames, além de um dentista, um assistente social, um psicólogo e posteriormente abre-se um prontuário. Fica aguardando julgamento, é julgado condenado e às vezes não vai pra uma unidade prisional porque não tem vaga. O entrevistado (2) esclarece ainda que o preso passa por uma revista para verificar se ele não está entrando com algum material ofensivo, antes de passar pelos médicos. Após os procedimentos ele é encaminhado a cela. O entrevistado (3) acrescenta a respeito de vacinas que devem ser tomadas quando da entrada. Ao perguntar sobre a existência de Programas de ressocialização, bem como quem coordena, fiscaliza, apóia e se é obrigatório a participação do apenado as respostas foram ás seguintes: A entrevistada (1) afirma que o projeto é mais a longo prazo, porque depende de infraestrutura, que é uma Marcenaria, nos espaços laterais, ou então uma Serralheria, tudo para uso da unidade. Atualmente os programas são reciclagem e conservação. Depois de condenado é obrigatório, mas nós não temos espaço pra todo mundo trabalhar. É

12 realizado um estudo pela CTC Comissão Técnica de Classificação, que classifica e traça o PIR Programa Individual de Ressocialização, que todo sentenciado tem, onde é traçado todo o perfil do preso de periculosidade, piscológico, trabalhista, etc. Quem coordena é o Diretor de Atendimento ao Preso e Ressocialização, o Agente Penitenciário executa e fiscaliza diretamente. São apoiados por Instituições Religiosas, que não tem vínculo nenhum com a SUAPE (Subsecretaria de Administração Penitenciária), é um trabalho voluntário. Atualmente, temos Igrejas Evangélicas, e Pastoral Carcerária (Cátolica). Existe Apenas um Gerente de Produção que coordena a aréa, tudo traçado dentro do PIR. Quanto a pergunta sobre o que pode ser melhorado dentro do sistema penitenciário e o Programa de Ressocialização feita ao entrevistado (2) e entrevistado (3) obteve-se as seguintes respostas; O entrevistado (2) disse que com certeza no programa o principal fundamento é recuperar algo que está perdido, e como agente penitenciário ele acredita que tem que melhorar e tem que expandir, porque não adianta você ressocializar meia dúzia. O entrevistado (3) acrescenta que aquelas pessoas que estão presas e não participam do programa deveria ser dada oportunidade, visto que a maioria se interessa em trabalhar. Salienta-se ainda que o entrevistado (4) que não participa tem uma visão de que é possível mesmo não participando voltar a sociedade em plena condições, conforme depoimento abaixo: Eu tenho meu filho advogado criminal, tenho um filho de 6 anos pra criar, tenho todas condições pra voltar pra sociedade. No que se refere a importância do Programa de Ressocialização a maioria dos entrevistados afirmam que é interessante. O entrevistado (2) relata que deveria ser praticado mais intensamente, porque um dos problemas enfrentados no sistema hoje é a falta de estrutura para fazer o Programa funcionar por completo. Já o entrevistado (3) complementa que diminui a pena e contribui para a manutenção no Presídio. A entrevistada (1) acredita que para um retorno do apenado na sociedade depende muito do perfil do preso, porque tem preso que cometeu um crime, por um deslize, uma necessidade, e existe o criminoso que sempre foi criminoso.

13 Em tempo destaca-se a fala da entrevistada (1) quando do cumprimento da pena há o enchaminhamento e colaboração externa para o mercado de trabalho para o apenado que participa do Programa. Existe o EGRESSO que é um programa que depois que o preso se desliga do Sistema Prisional ele tem um acompanhamento e encaminhamento para o mercado de trabalho (APÊNDICE A-B-C).

14 5 CONCLUSÃO Verificou-se atráves das entrevistas realizadas, que o CERESP (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional), necessita de mais apoio visto que, teoricamente, o Programa de Ressocialização é bem traçado, o problema acontece quando posto em prática, que começa quando descumpre a Lei de Execução Penal diretamente no seu Art. 31 que diz que o condenado à pena privativa de liberdade está obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e capacidade. O que se observa são muitos presos aptos e com vontade de trabalhar dentro da unidade Prisional, mas impossibilitado pela infra-estrutura dentro do CERESP e a indisponibilidade de recursos financeiros do Sistema Prisional. Diante dos fatos apresentados, e a expectativa dos objetivos, identificou-se que, grande parte dos sentenciados que estão pré-dispostos a realmente se ressocializarem, contam com apoio familiar, e que, a conversão dos presos ressocializados é maior quando este cometeu um crime isolado, comparado a aquele que viveu num ambiente criminoso e tem a índole comprometida. Conclui-se que há grande interesse da direção e dos funcionários em implantar novos programas, porém deparam-se com problemas financeiros, de infra-estrutura e, com celas super lotadas. O apoio do Estado não é o suficiente, mesmo que dentro do local visitado, encontramos um ambiente organizado, limpo e com implantação de novos consultórios médicos e dentários. Atualmente na prática, parte da reforma de alvenaria que está sendo feita, é com material doado pelos funcionários e de algumas empresas. Percebe-se a necessidade do apoio efetivo da família e da sociedade de alguma forma para ressocialização e reintegração do apenado, afim de que o Programa chegue ao objetivo final. E que, o apenado retorne a sociedade ciente de seus deveres como cidadão, podendo assim exercer seus direitos civis,políticos e sociais.

15 SUB SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PENITECIÁRIA. Apostila de Treinamento Ressocialização. Belo Horizonte: SUAPE, SUB SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PENITECIÁRIA. Apostila de Treinamento Procedimentos de Gestão Segurança. Belo Horizonte: SUAPE, DALLARI, Dalmo. Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, CIDADANIA. Disponível em: <http://www.webciencia.com/18_cidadania.htm>. Acesso em: 6 de março, SOUZA, Fátima; VERSIGNASSI, Alexandre. A cadeia como você nunca viu. Revista Super Interessante. ed São Paulo: Abril, mar

16 APÊNDICE A Entrevista com Diretor, Agente Penitenciário e Presos do CERESP BH No dia 07, de abril de 2008, foi realizada pesquisa de campo, que incluiu demonstração do Presídio, explicação e entrevistas. Perguntas para o Diretor(a) Nome: Luciana Bettini Romero Cargo: Diretora de Atendimento ao Preso e Ressocialização 1) Quais as medidas tomadas a partir da chegada do detento? O CERESP Centro de Remanejamento do Sistema Prisional, na teoria funciona como um distribuidor de sentenciados, o indivíduo vai preso, vem pra cá, passa pela acolhida, que seria um médico, faz os exames, dentista, assistente social, psicólogo, abre-se um prontuário. Fica aguardando julgamento, é julgado condenado e às vezes não vai pra uma unidade prisional porque não tem vaga. 2) Quais os Programas existentes? Existem projetos para implantação de novos Programas? O nosso projeto é mais a longo prazo, porque depende de infra-estrutura, que é uma Marcenaria, nos espaços laterais, ou então uma Serralheria, tudo para uso da unidade. Atualmente nossos Programas são reciclagem e conservação. 3) É Obrigatório ou Opcional a participação do Apenado? Depois de condenado é obrigatório, mas nós não temos espaço pra todo mundo trabalhar. Nós fazemos um estudo pela CTC Comissão Técnica de Classificação, que classifica e traça o PIR Programa Individual de Ressocialização, que todo sentenciado tem, onde é traçado todo o perfil do preso de periculosidade, piscológico, trabalhista, etc. 4) Quem coordena, fiscaliza e apoia esses Programas?

17 Quem coordena é o Diretor de Atendimento ao Preso e Ressocialização, o Agente Penitenciário executa e fiscaliza diretamente. São apoiados por Instituições Religiosas, que não tem vínculo nenhum com a SUAPE (Subsecretaria de Administração Penitenciária), é um trabalho voluntário. Atualmente, temos Igrejas Evangélicas, e Pastoral Carcerária (Cátolica). 5) Quais os requisitos para escolha do instrutor do Programa. Existe Apenas um Gerente de Produção que coordena a aréa, tudo traçado dentro do PIR. 6) Existe enchaminhamento para o mercado de trabalho para o apenado que participa do Programa? Há colaboração externa (socidade, empresa)? Sim, existe o EGRESSO que é um programa que depois que o preso se desliga do Sistema Prisional ele tem um acompanhamento e encaminhamento para o mercado de trabalho. 7) Qual cronograma do Programa de Ressocialização? De segunda-feira a sexta-feira de 8:00 Horas às 17:00 Horas com intervalo de 1:00 Hora para almoço. 8) A partir de quando começa o Programa? Qual a duração? Começa nos Centros de Remanejamento do Sistema Prisional, continua na penitenciária, até o final do cumprimento da pena. 9) Existe algum benefício para os apenados que participam do Programa? Quais são eles? Existe a progressão de regime, a cada 3 dias trabalhados, menos 1 de pena. 10) Você acha que é o Programa é eficaz? Tem sugestão? Eu acho que sim, depende muito do perfil do preso, porque tem preso que cometeu um crime, por um deslize, uma necessidade e existe o criminoso que

18 sempre foi criminoso. APÊNDICE B Perguntas para o Agente Penitenciário Nome: Alan Cargo: Agente Penitenciário 1) Qual a sua função dentro do Sistema? A nossa principal função é não somente evitar a fuga mas tentar na medida do possível a ressocialização do preso. Para que ele possa voltar pra uma sociedade que o fez assim. Porque eu costumo dizer que a culpa é nossa sociedade porque o preso foi tirado da sociedade porque nós o colocamos em situação marginal. Então, a nossa função é de fato tentar ressocializar o preso, colocá-lo de volta numa sociedade onde ele foi negado. 2) Quais as medidas tomadas a partir da chegada do detento? O preso passa por uma revista geral, para verificar se ele não está entrando com algum material ofensivo, depois ele passa pela assistente social, psicólogo, dentista, passa também por médico.após os procedimentos ele é encaminhado a cela. 3) Como é o local onde o apenado fica? Depende, nós temos dois tipos de cela, celas individuais e celas coletivas. As individuais são para pessoas com curso superior, depositário infiel e pensão alimentícia, os dois últimos são presos por dívida civil. As coletivas o restante dos apenados. 4) O que você acha do Programa de Ressocialização? Eu particularmente acho interessantíssimo, e, que deveria ser praticado mais intensamente, porque o sistema hoje não tem estrutura pra fazer o Programa funcionar por completo.

19 5) É possivel identenficar melhorias no comportamento do apenado que participa do programa? Com certeza, melhora muito. Porque a situação do preso de estar preso, com a mente ociosa, sem o que fazer, pensando como fugir, e o que fazer quando sair dali. 6) O que você acha que pode ser melhorado dentro do sistema penitenciário e o Programa de Ressocialização? Com certeza, no Programa o principal fundamento é recuperar algo que está perdido, e eu como agente penitenciário acho que tem que melhorar e tem que expandir, porque não adianta você ressocializar meia dúzia, não digo que não é válido, mas poderia ser melhor.

20 APÊNDICE C Apenado que participa do programa de ressocialização. Nome: Wiliam de Almeida Ramos Art. 157 CP Aguardando Progressão de regime, já cumpriu 5 meses. 1) Quais as medidas tomadas quando a sua entrada no sistema penitenciário?. Procedimento normal, vacinas, exames, atendimento completo. 2) Como você tomou conhecimento sobre o Programa de Ressocialização e o que levou a participar? Procurei saber e os Agente Penitenciários passam pegando os nomes, aí eu dei meu nome para o artesanato, mas como aqui não tem artesanato me colocaram na Reciclagem. 3) Você acha importante o Programa? Porque? Muito importante, tanto pra gente quanto pro Presídio, porque diminui minha pena e contribui para a manutenção no Presídio. 5) Na sua opnião o Programa contribui para a sua Ressocialização? Com certeza. 6) Há discriminação do apenado que participa do programa pelos outros detentos? Não nenhuma, eles compreendem. Como eles dizem na nossa gíria ta adiantando meu lado. 7) O que você acha que pode ser melhorado dentro do sistema penitenciário e o seu Programa de Ressocialização?

21 O que eu diria é tipo assim, aquelas pessoas que ta em processo, é dar oportunidade pra mais pessoas trabalharem, que tem muita gente querendo e pouca trabalhando. 8) Qual a sua expectativas e objetivos quando cumprir sua pena? Meu objetivo é sair daqui renovado, trabalhar, cuidar, da minha filha, e sair do mundo do crime mesmo. 9) Você acha que aprendeu alguma coisa no Programa de Ressocialização que pode ser aproveitado la fora? Pode, pode. Tipo assim, eu criei mais responsabilidade com as coisas que eu faço, dar mais valor para as coisas, até para a minha vida mesmo. Apenado que não participa do Programa de Ressocialização. Nome: Mário Art 171 CP Aguardando Sentença (Preso Provisório), já cumpriu 3 meses. 1) Você tem conhecimento do Programa de Ressocialização? Não, não tenho. 2) Por quê você não participa do Programa? Não me chamaram ainda, eu ja pedi pra trabalhar até por eu ter curso superior, qualquer coisa eu trabalho só pra ocupar a cabeça. 3) Você acha que é possível se ressocializar sem participar do Programa? Claro, claro. Eu tenho meu filho advogado criminal, tenha um filho de 6 anos pra criar, tenho todas condições pra voltar pra sociedade. 4) Qual a sua expectativas e objetivos quando cumprir sua pena?

22 Eu vou trabalhar no escritório do meu filho, minha vaga tá lá. Eu tenho um filho de 6 anos e meio que eu criei, infelizmente não foi uma gravidez planejada mas a mãe faleceu no momento do parto então eu tenho que cuidar dele.

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